Ao lado do reconhecimento absoluto da supremacia da Mente do Cristo, que é a nossa Mente real e única, devemos dedicar parte das “contemplações da Verdade” para discernir a total impotência da suposta mente humana quanto a ter condições de nos comandar, seja de nós mesmos, seja através de outrem. Não existe mente humana! E não há poder algum em inexistências! Mas isto precisa ser reconhecido, para que puras “sugestões ilusórias” não sejam confundidas com “condições reais”.
A mente humana é um aglomerado ilusório de crenças no bem e no mal. Desse modo, suas sugestões nos vêm como prazeres ou dores, ou seja, como os fictícios “pares de opostos” fundamentados na também fictícia noção de que o bem e o mal existem! O Homem não é um ser humano à mercê de prazeres e dores “deste mundo”; sua totalidade é Deus, sendo, portanto, completo, glorioso e perfeito em si mesmo, na própria Verdade absoluta que permanentemente é!Reconhecer a “ausência” da suposta mente humana, ou seja, sua total impotência quanto a poder nos sugestionar, enquanto nos identificamos com a Mente Todo-poderosa do Cristo que somos, é a vivência na Verdade que nos deixa livres! E esta liberdade, atuando naturalmente nas “crenças falsas dualistas”, faz com que também sejamos vistos livres nas “aparências” deste mundo.
A nossa liberdade é mantida pela nossa permanência em Cristo, onde somos “nova criatura” e não mais supostos mortais conduzidos por crenças hipnóticas. Por isso, os ensinamentos que abraçamos devem ser condizentes com esta liberdade em Cristo, sem fatores poluentes capazes de semear “sementes da ilusão” em solo que já limpamos. Autores como Osho, que, de um lado revelam “verdades tremendas”, enquanto de outro, propagam sexualidade, liberalidade e demais sementes do erro, como várias vezes aqui alertei, devem ser varridos por completo, pela energia antiCrística que carregam. Também na literatura espírita, encontramos “valor na sexualidade”, o que nem é de se estranhar, uma vez que esta doutrina considera que “temos mente humana em evolução”, negando a revelação de que “temos a Mente de Cristo”. Enfim, não tem, este texto, o intuito de criticar autores ou ensinamentos outros, que não o absoluto. Apenas exemplifica de que modo “elevadas contemplações” perdem, depois, no cotidiano, sua força! São minadas por falsas doutrinas e falsos mestres! Jesus disse claramente: “Nem vos chameis mestres, porque UM SÓ É O VOSSO MESTRE, QUE É O CRISTO” (Mateus, 23: 1o).
Como lidar com a “aparência de sexualidade”? Da mesma forma com que lidamos com tudo “deste mundo”: anulando, pelas contemplações, a inverdade chamada “mente humana” e, na vida cotidiana, agindo pelo não agir, ou seja, deixando fluir como unidade o que a “Mente de Cristo” deixar extravasar como “bens acrescentados”.
O “Cristo” é Deus sendo VOCÊ! A Mente de Cristo, portanto, é a SUA! Permaneça nesta Verdade, não se deixando levar por “doutrinas várias e estranhas”, como nos alertou o apóstolo Paulo, e estará de coração fortificado pela graça!