Se alguém se habituar a ver o corredor de um prédio iluminado por várias lâmpadas, caso ocorra de alguma delas aparecer queimada, uma escuridão localizada será notada, até que ela seja substituída. Disso podemos concluir que a iluminação da sala conta com a luminosidade de todas as lâmpadas previstas no projeto, para que se possa dizer que “a sala está iluminada”. A falta de apenas uma delas seria o bastante para sua ausência ser notada na forma de escuridão.
É neste sentido que o ensinamento absolutista explica que somos a “Luz” que garante a Verdade infinita de que “Deus é Luz e nEle não há trevas nenhumas”, como disse João. Se houvesse apenas um ser destituído desta Luz, Deus não poderia ser visto como Luz onipresente! E a Verdade absoluta é esta: “Sois a Luz”. Conhecer a Verdade, portanto, não é mudar em nada o que somos! Pelo contrário, é saber que “somos Obras permanentes de Deus”, o que nos faz saber também que o suposto “ser humano” é uma ILUSÃO da suposta mente humana; é o “homem natural”, citado por Paulo, como de quem devemos nos despir para discernirmos o Cristo-Luz que somos, a “nossa Luz”, que garante a Onipresença da Luz infinita que resplandece por todo o Universo.
Nossas “contemplações” devem ser feitas de forma universal, quando contemplamos o Todo iluminado, e de forma específica, quando contemplamos o Ser individual e iluminado que somos! Em termos de nossa analogia, seria “contemplarmos” que somos a “Luz do corredor” e, ao mesmo tempo, a “Luz da lâmpada individual” que ali brilha! Não entra em pauta a “ilusão” de que “existe “parte de Deus” para “despertar espiritualmente”. A escuridão jamais despertará para a Luz; por outro lado, ela revela a sua nulidade quando a Luz é reconhecida como já presente em seu lugar! O Universo é o “Corredor de Luzes Acesas”, e VOCÊ é a LUZ que brilha individualmente, e em unidade com a Luz universal, mantendo-o integralmente iluminado! Jamais uma “Luz se apaga”, pois, cada Luz é a própria Luz divina, brilhando individualmente!