A admissão incondicional de que DEUS É TUDO inclui, em si mesma, o discernimento de que todo “algo além de Deus” é nada! Em vista disso, as “contemplações absolutas” são feitas no total reconhecimento de que “Eu Sou Deus, e não há outro ao lado de Mim”. Como nada há, senão Deus, a Perfeição é a única Evidência ou Manifestação, razão pela qual os ensinamentos chamam de “miragens” ou de “nadas” as aparências supostamente captadas pela ilusória mente humana.
Joel S. Goldsmith disse o seguinte:
Pecado, doença, morte – estes não são erros, mas as formas com que o erro, o mesmerismo, aparece. O erro é sempre ilusão, embora esteja aparecendo como pessoa ou condição. Ou pode surgir como falta ou limitação.
Quando o erro é visto ou tratado como mesmerismo – o nada alegando ou aparentando ser alguma coisa, ele desaparece. Lutar contra o erro é fatal. Sempre aquilo que surge como mal é sugestão mental agressiva, e com esta realização, você vê o erro se destruindo. Sempre que você encarar algum tipo de ilusão, lembre-se de que ela não tem poder algum para ser alguma coisa, a não ser o que ela é : miragem, nulidade. Para ilustrar esta nulidade do mal, você pode ponderar a fábula oriental em que um hindu se assusta por ter confundido uma corda com uma serpente.
A maioria já pôde observar a ilusão de haver “asfalto molhado” numa pista completamente seca! A “verdade” se nos revela quando a “aparência” de pista molhada é entendida como “miragem”. O conhecimento da “natureza do erro” é válida e importante enquanto se mostrar útil, isto é, até que alguém possa “contemplar o Absoluto” sem ter em mente que “aparências” tenham poder ou que devam ser temidas! No meu entender, estes pontos devem estar presentes em todo início da “Prática do Silêncio”, ou seja, antes da meditação propriamente dita, devemos nos compenetrar de que “aparências” são puras “miragens”, uma interpretação equivocada do que realmente se encontra presente, etc.. Estas ponderações preliminares ajudam-nos a desapegar das “aparências ilusórias” para podermos discernir livremente a Verdade de que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS!