O Alvo, a Tensão e o Relaxamento

Quem pôde observar um atleta olímpico em prova de arco e flecha, terá notado sua concentração no alvo, seu cuidado em tensionar e puxar a corda para depois largá-la em pleno relaxamento. Se tudo for feito com precisão, os dez pontos serão atingidos! Entretanto, se um destes três passos falhar, o alvo não será atingido.

O estudo da Verdade, igualmente, requer nossa atenção no alvo, momentos de tensão em atividade intensa e decidida, e relaxamento, quando entramos “em nós mesmos” para discernir a harmonia absoluta e infinita da Realidade essencial. Nosso alvo se chama “Reino de Deus”; e, a partir desta busca interna, “são-nos acrescentadas todas as coisas de que necessitamos”. É neste processo contínuo, de focalização do alvo, da tensão e do relaxamento, que as leis divinas se cumprem em cada um de nós.

Quando Jesus disse: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus”, deixou bem marcado o nosso “alvo”. A palavra “pecado”, etimologicamente, quer dizer “errar o alvo”, ou seja, é quando a pessoa tem por metas principais da vida a busca de valores ou bens “deste mundo”, colocando meras “aparências” como objetivos prioritários! Anular o pecado é, portanto, ter em foco o “alvo correto”: O REINO DE DEUS! A partir deste entendimento, das “meditações contemplativas” cada um se discernirá integrante da Oniação, que é a atividade única da Consciência iluminada onipresente sendo discernida como sua atividade individual. A partir disso, “o Pai em nós faz as obras”, isto é, não nos preocuparemos com coisa alguma, a não ser em intuirmos os momentos em que estaremos “esticando a corda do arco” ou, igualmente,  “relaxando a corda do arco”. Isto significa que estaremos atentos para termos os períodos dedicados à “contemplação” e também os períodos dedicados à “execução”,  da melhor forma possível dando os passos que aparentemente nos sentirmos inspirados a dar, e que são o cumprimento,  na visibilidade, da Oniação perfeita como a nossa atividade individual. É preciso que saibamos também o seguinte: os períodos de execução podem ser vistos como os de estarmos ativos ou inativos nas “aparências”: tudo será regido “de dentro”, e não humanamente, bastando-nos estarmos atentos ao “alvo”, à  atividade da Consciência divina manifesta como a nossa, para sabermos com precisão o que fazer e o que não fazer, o momento de agir e o de não agir, o tempo de “retesar” e o tempo de “soltar” a corda do arco, para que a flecha se direcione corretamente ao ponto desejado!

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