Quem já viu o Sol brilhando no céu não terá dificuldades em “intuí-lo” como estando de igual maneira em dia nublado. Que seria “contemplar o Sol” em tal condição? Seria o observador reconhecer que não houve alterações nem no Sol nem tampouco nele próprio! Apenas apareceram “nuvens” entre os dois!
Analogamente, enquanto a Luz da Realidade aparentemente é vista como ausente, devido às “nuvens da ilusão”, tanto o Universo de Luz como a sua Consciência iluminada, que o discerne permanentemente, jamais se alteram! Tudo É! E esta constância é eterna. Esta Verdade precisa ficar bem marcada e da seguinte maneira: Deus e as obras de Deus são permanentes! Isto lhe garante estar VOCÊ SEM ILUSÃO; e igualmente, garante que AQUILO que VOCÊ estiver observando, é SEM ILUSÃO! Como TUDO É UM, isto garante, ainda, que VOCÊ E O OBSERVADO SÃO UM!
Esta é a Realidade discernida constantemente pela Mente divina SENDO a “sua”. E é a Verdade revelada por Jesus, quando disse: “Dei-lhes a glória para serem um, perfeitos em unidade” (João 17: 22).
Que poderíamos ouvir, após a exposição desta analogia? Que ela não é perfeita, uma vez que a “mente” que já tinha visto o Sol em dias sem nuvens saberia, de fato, intuí-lo em dia nublado; porém, como intuiríamos aqui e agora o Reino de Deus, ou a Realidade iluminada, “encoberto pela ilusão”, se não a temos registrado tal como era, “antes do surgimento da ilusão”? Com efeito, a questão assim levantada pode nos parecer bastante lógica; mas, o importante e o que deve ser entendido, é o seguinte: as “nuvens”, da ilustração, eram “presenças” que atuavam como “barreiras” a impedir a visão plena do Sol em dias nublados; mas as “nuvens da ilusão” são “ausências”, e não “presenças, não existindo, portanto, “barreira alguma” que realmente impeça alguém de “contemplar” a Verdade. Esta é a sutil diferença entre a situação apresentada pela ilustração e a situação real que ela representa! E é uma diferença que, entendida, “desfaz a ilusão”.