Rompendo Grilhões-4

– IV –

Quem se detiver em  praticar o que está aqui sendo dito,  entenderá o significado do “princípio de impersonalização da ilusão” , tão repetido por Joel. S. Goldsmith  nas obras de O Caminho Infinito. O erro é impessoal, diz  a Ciência Cristã; e Joel S. Goldsmith, após deixar a Ciência Cristã e passar a apresentar independentemente as suas obras, destacou sobremaneira esta Verdade,  chamando-a de “Princípio de impersonalização do erro”.  E como o “erro é ilusão”,  o Caminho Infinito simultaneamente  o desmascara como sendo “nada”, dando a este segundo princípio o nome de “Princípio de nadificação do erro”.

 Estes princípios são exaustivamente repetidos em suas obras, mas, o entendimento sobre como empregá-los parece não ter ficado  bem claro para muitos de seus leitores. Constantemente me perguntam sobre o sentido pleno  de se “impersonalizar e nadificar o erro”.  No meu entender, esta dificuldade de compreensão vem do fato de O Caminho Infinito não ser absolutista e, portanto,  não partir unicamente do “Referencial Iluminado”. Como ele parte da “existência humana”,  quando expõe princípios que são absolutos, a pessoa, que deveria estar sendo vista “como Deus”, e não como “praticista”, se sente sem  base para a prática dos mesmos.  

Para que a utilização destes princípios fique bem esclarecida, passemos a focalizá-los em associação com o estudo absolutista. Para isto, voltemos à analogia do “Sol em dia nublado”. Já vimos que esta ilustração retrata a imutabilidade do observador e do observado, ou seja, o que se altera, no “dia nublado”,  é o surgimento de nuvens! O mesmo Sol e o mesmo observador,  presentes no “dia ensolarado”, são aqueles igualmente  presentes no “dia nublado”. Portanto, se desconsiderarmos as “nuvens”, a situação será vista como imutável ou permanente. Que seria “impersonalizar as nuvens”? Seria ter a seguinte  percepção: As nuvens nada têm a ver comigo, o “observador”, nem com o Sol, o “observado”. É este o significado deste princípio, que garante ser “o erro impessoal”.  De nada adiantaria alguém ficar lendo cinquenta livros de Goldsmith, sem entender, e com muita clareza, como praticar os princípios que tanto ele enfatiza, e  por falta de entendimento do seu significado!

 

Continua..>