Passemos a um exemplo prático de aplicação da Verdade de que “o erro é impessoal”. Vamos supor que, aparentemente, víssemos alguém levando um tombo e, por causa dele, estivesse a gemer e a reclamar sentir dores por todo o corpo. Estudamos a Verdade de que DEUS É TUDO! Que seria esta imagem em três dimensões em que figura a pessoa naquela situação? Esta imagem, em nossa analogia, seria a “nuvem”. Quem estaria sendo o EU em nós, naquele momento? DEUS! Quem estaria sendo o EU naquela pessoa, aparentemente levando um tombo? DEUS! Que estaria existindo entre o EU que somos e o EU observado? DEUS! Este é o sentido de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.DEUS É TUDO! Este reconhecimento de que nós, como observadores, somos a Onipresença manifesta como Observador, de que o suposto “outro”, por nós observado, é a Onipresença manifesta como observado, de que o que há, entre “quem observa” e “quem é observado” é a Onipresença em que todas as Formas eternas e perfeitas Se manifestam, é o “permanecer em MIM”, citado por Jesus, ao afirmar: “Aquele que permanecer em MIM – em DEUS COMO TUDO – conhecerá a Verdade e Ela o libertará”.
Quando nos volvemos radicalmente da “nuvem com o problema” – aparência – para a Realidade da percepção correta e permanente de que “a nuvem a é impessoal”, uma vez que Deus é TUDO – quem observa , quem é observado e o que há “entre os dois” -, deixamos de associar qualquer Ser em existência com a ILUSÃO! Desse modo, teremos praticado o “Princípio da impersonalização do erro”, pelo entendimento de que a ilusão aparece como pessoa , mas é impessoal. Como na analogia do Sol, a ilusão, como a “nuvem”, jamais afeta quem observa ou quem é observado! Ao mesmo tempo, aplicamos o “Principio de nadificação do erro”, desprezando a “nuvem formada de nadas” pelo reconhecimento da real presença divina em seu lugar. Assim, a contemplação se torna absoluta: Deus Se contemplando como “observador”, como “observado” e como “o que há entre os dois”.
De fato, tudo é UM, tudo é DEUS! E isto é permanente! Em vista disso, se houver a pretensão de “curar quem levou o tombo”, isto será pretender “mexer com a nuvem”, ou seja, acreditar ser ela real; e, nesse caso, não estará sendo praticado princípio absoluto algum!