Todo este estudo está fundamentado na “Prática do Silêncio”. Já foi dito que o tempo livre que dispusermos, afora as atividades cotidianas comuns, deverá ser empregado na “contemplação dos princípios absolutos”, caso alguém realmente deseje vivenciar o Absoluto. Jesus disse: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus”, e, aquele que assim fizer, em dedicadas contemplações daquilo que sempre É, notará que sempre disporá de tempo para se dedicar ao estudo, pois, verá refletido, em suas atividades comuns, a ordem e a harmonia como “bens acrescentados”, que substituirão os atropelos e confusões mostrados na “ vida das aparências” daqueles que pouco meditam.
Nas contemplações, o ponto de partida é nosso reconhecimento da unicidade e totalidade de Deus. E também a aceitação plena de que “tudo que Deus É, é permanente”. Em vista disso, vale reconhecer, logo de início, que estaremos começando a meditar já estando em Deus, e nunca “saindo do mundo” para “entrarmos em Seu Reino”. Tão logo iniciemos as contemplações, devemos reconhecer que “estamos no Reino de Deus e que, por esse motivo, o início e o término da “Prática do Silêncio” contam com Deus sendo a nossa Presença, sem que nada se altere, cure ou se modifique! Em outras palavras, não meditaremos a partir de alguma “condição imperfeita” para encerrarmos a meditação acreditando em “outra condição” supostamente “corrigida”. Somente existe Deus!E isto significa dizer que “somente existe a Perfeição permanente! Partimos da Perfeição e unicamente a contemplamos, chegando ao final da contemplação entendendo que unicamente esta Realidade existe e está presente sempre.
Como Deus é TUDO, temos visto que “somos Consciência iluminada”. Consciência é Substância concreta, ou seja, a Consciência, sendo a Substância perfeita onipresente, discerne a Si mesma como Perfeição absoluta em toda parte. Isto precisa ser reconhecido! Não nos basta apenas afirmar que “Eu Sou Consciência Iluminada”; por outro lado, como já vimos anteriormente, também não há sentido em dizer que “algo precisa acontecer” para que esta afirmação seja verdadeira! Já É! Porém, precisamos reconhecer os fatos presentes, sem nos prendermos ao que a ILUSÃO chama de “acontecimentos”. Só dando um exemplo, já me perguntaram se eu acreditava “haver vida em outros planetas”. E a pergunta vinha de quem já tinha conhecimento de que a Vida é Deus, e, portanto, onipresente! Mas o “fato ilusório” de que há “mundo material” prevaleceu, dando origem à descabida pergunta! Consciência é Vida onipresente! Onde quer que nossa atenção se fixe, em termos de Realidade espiritual, ali há Deus, a Substância inteligente VIVA, perfeita e permanente! Portanto, tal pergunta é totalmente absurda, e revela que a sua autora somente poderia ser a “mente ilusória”.
“Eu Sou Consciência iluminada” – eis o “ponto de partida” nas contemplações absolutas, fundamentado na unicidade e totalidade de Deus! Iremos contemplar que a Consciência é a Substância universal infinita, que é a Substância inteligente de todas as Formas espirituais e permanentemente perfeitas; e, em caso de nossa analogia do “Sol em dia nublado”, seria reconhecermos que a Consciência iluminada que somos, é a Substância inteligente que imutavelmente Se contempla como Observador, como o Observado e como o “espaço” entre os dois. É desse modo que descartamos a “nuvem de ilusão” que aparenta existir na forma de “condição imperfeita”. Não há divisão na Consciência iluminada infinita! Esta Consciência é Deus sendo Tudo! Está sendo seu Eu, está sendo o Eu que aparentemente “lhe pediu ajuda”, e está sendo o que há “entre os dois”, uma vez que TUDO, DE FATO, É INDIVISIVELMENTE UM!