“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”
(João 8:44).
O suposto “mundo material” já teria sido entendido como a “grande mentira” aceita coletivamente, e há muito tempo, caso a recomendação prioritária de Jesus tivesse sido cumprida por aqueles que aderiram aos seus ensinamentos. Que disse ele para ser o objeto inicial de busca? “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça…” (Mateus, 6: 33). Por quê “em primeiro lugar”? Porque seria discernido, e espiritualmente discernido, caso a “busca” fosse feita segundo suas instruções, que Deus é TUDO! A CRENÇA EM DOIS PODERES seria evaporada de percepção! Isto porque a “BUSCA” seria a Mente de Cristo sendo reconhecida e revelada como sendo a NOSSA, e a ILUSÃO de existência de “outra mente”, chamada de “mente humana”, ou “MENTE CARNAL” , simplesmente desapareceria à Luz da Revelação!
Diante daqueles a quem Jesus percebeu estarem aparentemente subjugados pela “mente carnal”, ou pela “sabedoria da serpente”, a suposta sabedoria que erroneamente dá crédito ao bem e ao mal, Jesus declarou: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44). “Ter por pai ao diabo” tinha o sentido de que as pessoas eram aparentemente dirigidas pela “crença dualista” e não pelo Deus onipotente! Sendo levadas pelas “aparências materiais”, todas ILUSÓRIAS, deixavam as pessoas de discernirem a Onipresença e a Totalidade de Deus como Verdade única, perfeita e permanente!
Não houve a “busca recomendada”, e, em vista disso, o “diabo” passou a ser uma “presença a mais” na ILUSÃO dualista! Em vez de “o mundo ser discernido como a grande mentira”, passaram a acreditar que, além de estarem no mundo, ainda tinham nele um astucioso “inimigo” chamado “diabo”, razão pela qual deveriam viver atentos para não serem tragados por ele! Em outras palavras, em vez de entenderem que Jesus revelava o Reino do Poder Único, acreditaram estar no “mundo de dois poderes” da mesma forma, apenas acreditando que Jesus endossava a presença do “diabo” como integrante do mundo. As palavras de Jesus foram: “Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele”. Como não buscaram o “Reino da Verdade”, tornaram “verdadeiro” o que “não se firma na verdade, por não haver verdade nele”. Em outras palavras, endossaram “o mundo do pai da mentira” , endossaram a “mente carnal”, endossaram a si mesmos como “humanos apartados de Deus”, somente adotando uma denominação religiosa terrena, onde sempre ficaram aprendendo a se precaver e se defender do “diabo”.
Por Jesus foi declarado, com todas as letras, que “não há verdade nele”, mas, por incrível que possa parecer, foi dado à MENTIRA um “poder opositor à Onipotência”. Poder que supostamente até conseguiu “mudar as obras permanentes de Deus”, fazendo de seus Filhos, criados “à Sua Imagem e Semelhança”, seres pecadores, imperfeitos, carentes de salvação, etc.. Qual é a GRANDE MENTIRA? É alguém acreditar “estar neste mundo”, adorando um Deus apartado de Si mesmo, louvando-O como Deus TODO-PODEROSO, mas aceitando que este Deus tem, à frente do seu TODO-PODER, o suposto “poder do diabo”, o “poder do maligno”, o “poder do inimigo”. Em vez de buscarem EM SI MESMOS o REINO DA ONIPOTÊNCIA, permaneceram na “crença em DOIS poderes”, completamente alheios à Verdade de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (Atos, 17: 28). Por este motivo, o ensinamento absolutista explica que DEUS É TUDO, e que AS APARÊNCIAS MATERIAIS SÃO ILUSÃO!
“Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo” (Apocalipse 12:12). Esta passagem revela a alegria daqueles que compreendem a Verdade absoluta, tanto por se discernirem nos “céus” quanto por tirarem do diabo o “pouco tempo” que aparentava ter! Na realidade, o “tempo da mentira” dura unicamente o “tempo” levado para conhecermos a VERDADE!
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