Ser Nada é Ser Tudo!

O reconhecimento da totalidade de Deus se dá pelo entendimento de que nada além de Sua Natureza encontra-se presente.  Por que  Jesus, de um lado, dizia “não ser nada de si mesmo”, mas que “o Pai em MIM fazia as obras”? Foi a maneira encontrada por ele para explicar que DEUS – ESPÍRITO – É TUDO, e que a Atividade universal, ou a Oniação, procede da Mente infinita e única! Por isso, ao mesmo tempo, afirmava: “Eu e o Pai somos um”.

Não há como conceber um Universo controlado por “várias e conflitantes mentes pessoais”, como ilusoriamente é visto e aceito pela mente humana! Desta aceitação falsa decorrem as comparações, a visão de desajustes sociais, e todas as demais questões julgadas difíceis de serem entendidas por esta mente ilusória! “Por que uns nascem pobres e outros ricos?”, “Por que uns nascem perfeitos e outros imperfeitos?” Estes questionamentos vêm assumindo inúmeras formas comparativas, e o mundo se acomodou em explicá-las como sendo “estágios de evolução”.  Nunca vimos Jesus dizendo se considerar “extremamente evoluído”, em termos humanos; pelo contrário, sempre deu a entender

que, humanamente, “de si mesmo”,  era nada!  Quem fazia as obras era “o Pai”. Mesmo assim, foi erroneamente julgado segundo as “aparências” e rotulado de  “nosso irmão maior”, alguém especial aos olhos de Deus , e até mesmo como o único Filho de Deus! Ele  próprio, porém, se via como UNIDADE, dizendo: “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”. Quando chamado de “bom mestre”, discordou na hora,  respondendo: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um só, que é Deus” (Marcos; 10: 17). Também não chegou a dizer: “ao Meu Pai agradou dar-vos o Seu Reino”, e sim, ‘”ao VOSSO Pai”. Via a si mesmo e a todos segundo a Visão divina, e, aos judeus, reiterou a Verdade contida nas Escrituras: “Sois deuses!” (João, 10: 34).

Não há Deus “neste mundo”, uma vez que “o Meu Reino não é deste mundo”; assim, não há vida de Deus em supostos seres humanos, sejam eles classificados pela “mente carnal”  como “pouco”  ou  como “muito” evoluídos! O cenário terreno inteiro é a ILUSÃO! Renascer é perder esta  “crença” em “homem natural”,  é saber lidar com “este mundo” sem pertencer-lhe,  para que cada um se redescubra “nova criatura em Cristo”.

Não somos as “imagens” captadas e mostradas pela suposta mente humana em seu “cenário hipnótico”! Para nos conhecermos, teremos, como disse Paulo,  de ”nos despir do velho homem e seus feitos”, que é a visão e postura exemplificadas por Jesus: “De mim mesmo, nada faço e nada sou; o Pai em Mim faz as obras”. Unicamente através da negação total das “aparências” é que discerniremos que “eu e o Pai somos um”.  Jesus não nos via como mortais em “estágios evolutivos”, e muito menos como seres apartados de Deus: via-nos como UNIDADE PERFEITA! “”E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um” (João, 17: 22).

Quem partir do “referencial humano” de existência, facilmente concordará com o que repetidamente o mundo costuma dizer: “Jesus falava muito difícil!” Porém, tal dificuldade existe apenas para a mente humana! Só a mente intelectual  de “sábios e entendidos” encontra barreiras enormes para entender o que significa “viver como os lírios do campo”, ou “viver como os pássaros no céu”.  E foram os exemplos dados por Jesus sobre como devemos encarar a vida: reconhecendo o Pai em nós fazendo as obras! E, ao mesmo tempo, discernindo, subjacente às “aparências”, a nossa  inquebrantável UNIDADE COM ELE!

O Evangelho se resume nestes dois pontos: vistos pelo “referencial humano”, nada somos; vistos pelo “Referencial iluminado”, tudo somos!

*