“E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.”
(João 15:27).
Toda revelação iluminada nos coloca como “Unidade Perfeita”, uma Existência universal e infinita, composta puramente do Verbo ou do Espírito de Deus. Esta Unidade está consumada e é permanente; assim, cada um que “conhece esta Verdade” a estará testificando em SI MESMO.
Não há como esta Unidade se desfazer, pois, Ela é o próprio DEUS sendo TUDO! Por isso os ensinamentos espirituais revelam a Natureza de Deus como Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativo. Partir destes Princípios espirituais, sem levar em conta uma suposta existência material ou humana, significa “partir do ponto de vista de Deus”. Este é o “Referencial Absoluto”.
Desconhecer uma Verdade não significa estar a Verdade ausente! O que precisa ser entendido, é que a suposta “mente que desconhece a Verdade” é ilusória! Por isso, partimos da Verdade de que Deus é Mente única onisciente , ponto fundamental a ser reconhecido durante as ”contemplações da Verdade”. Desse modo, intuitivamente aceitaremos e reconheceremos – sem usar a mente ilusória – que somos realmente a Unidade perfeita revelada por Jesus!
A “Prática do Silêncio” tem este objetivo: ficarmos aquietados e discernindo, sem esforço algum, que a Mente Onipresente está sendo a nossa Mente individual em Deus.No suposto “mundo material”, aparentamos ter mente humana pessoal, que a todos “julga pela carne” ou por “estágios de consciência”, não por serem verdadeiras estas avaliações, mas por ser, esta suposta “mente carnal”, completamente cega para a Verdade! Jesus disse:“E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio” (João 15:27). Falava de “Mim”, da presença do Pai em cada Filho, e que ele próprio testificara em si mesmo! Mas sabia que este Pai não poderia ser mostrado de nenhuma outra forma, a não ser por REVELAÇÃO! Por isso, antes havia dito o seguinte: “Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da Verdade, que procede do Pai, ELE TESTIFICARÁ DE MIM” (João 15: 26).
Por isso as “contemplações”, durante a “Prática do Silêncio”, são inteiramente sem esforço mental, feitas com nossa radical e total identificação com a Verdade da UNIDADE, ou seja, meditamos a partir do fato de que o Espírito de Deus TESTIFICA DE MIM, ou testifica do CRISTO QUE SOMOS!“E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio”.
O que Jesus explica, é que, sem nos considerarmos como carnais dotados de mente humana, nós nos abrimos à percepção de que, pela UNIDADE, o Espírito do Pai e o Espírito do Filho são UM! E, desse modo, o que de “Mim” testifica o Pai, o Filho igualmente o faz! É por esse motivo que, na “Prática do Silêncio”, partimos da ação do Pai para a discernirmos una conosco:
“Pai, cria em mim silêncio, para que eu possa discernir a Tua Presença sendo a minha”.