O aflorar de nossa Consciência iluminada surge como “lampejos de iluminação” aos olhos do suposto “mundo de aparências”. É quando alguém, que até então se julgava como carnal e habitante de um mundo material, tem vislumbres da Realidade iluminada, perfeita e divina, discernindo-a como já presente exatamente onde o ilusório “mundo de seres nascidos” parecia existir.
“Ninguém pode vir a Mim, se o Pai que me enviou, o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João, 6: 44). Assim disse Jesus, explicando que estas “manifestações da Verdade”, aos olhos do mundo, têm origem divina e jamais são provocadas por esforços mentais ou intelectuais. Não há Deus algum dando “experiências em gotas”; não há Deus algum tendo “preferidos” ou “escolhidos”; não há Deus algum reconhecendo “outras presenças” ao lado “de MIM”: DEUS É TUDO! A EXPERIÊNCIA DE DEUS É ONIPRESENTE! Por isso, importa que você entenda a Experiência de Deus a partir de DEUS, e nunca a partir da suposta “mente humana”. Importa que você se perceba INCLUSO e discernindo em SI MESMO esta Experiência constante e iluminada!
Neste “Referencial do Eterno” o tempo não existe, e tampouco existem “lampejos” de iluminação! A LUZ INFINITA É RECONHECIDA COMO ONIPRESENTE! COMO TUDO! COMO ÚNICA REALIDADE”, e é a experiência descrita por João, ao dizer: “Deus é luz e nele não há trevas nenhumas” (I João, 1: 5).Por isso mesmo, as “contemplações absolutas” partem sempre da Verdade absoluta: “Eu SOU Consciência iluminada!”
Entretanto, como ninguém ficará o dia todo em “contemplações da Verdade”, por aparentemente lidar com o suposto “mundo de aparências”, é comum que se sinta “entre a cruz e a ressurreição”, isto é, mesmo tendo conhecido a Verdade de que “o ego não existe”, e que “Cristo é a sua Vida”, vê-se levado a fazer diversas “concessões ao mundo”, por ter de levar adiante as supostas atividades do dia a dia. Por esse motivo a Bíblia nos ensina: “Orai e vigiai sem cessar”.
“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, e não as que são da terra; porque já estais mortos, e vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Col. 3: 1-3). O que Paulo explica é que, nesta “aparente dualidade”, quando sabemos que “temos a Mente de Cristo” e, ainda assim, vemo-nos obrigados a empregar a suposta “mente carnal”, precisamos deixá-la alinhada com Deus e não com as supostas “vontades pessoais”. Aquele que “busca as coisas que são de cima” se verá sem mente humana, mesmo que aparentemente a esteja empregando! E é desta forma que a “falsa dualidade” naturalmente fica anulada.
“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Col. 3: 4). Paulo explica a “fusão” da atividade do Cristo em Deus, que somos, com a suposta “atividade cotidiana”. Esta “fusão” se dá quando, por pensarmos não nas “coisas da terra”, mas nas “coisas do alto”, ficamos em sintonia com a Verdade eterna e, consequentemente, imunes às crenças dualistas “deste mundo”. Desse modo, cuidamos para que a mente se manifeste com o Cristo que somos, em unidade, e não em dualidade. “Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria” (Col. 3: 5).
As “contemplações” nos colocam em estado de “ressurreição”, enquanto a “vigília” nos faz manter a “crucificação”, ou seja, a consciente anulação das “vontades pessoais” tendo em vista o Cristo, o Ser que somos, manifestando, como nossa, a própria Vontade de Deus.
CONTEMPLE-SE RESSUSCITADO DAS CRENÇAS MORTAIS! CONTEMPLE O CRISTO SENDO SUA VIDA! CONTEMPLE-SE PENSANDO NAS COISAS DO ALTO E NÃO DA TERRA! CONTEMPLE A VONTADE DE DEUS SENDO A SUA VONTADE!