
A “Parábola do filho pródigo”, por exemplo, mostra que da parte do seu pai, nunca houve separação. Foi o filho quem quis a “sua parte”, deixando a casa do pai para ir a “terra distante”. Quando ele se decidiu por voltar, o pai correu em sua direção e o acolheu da melhor forma possível! Jesus nos deixou esta parábola para revelar claramente que “não existe Deus que nos tenha destituído de sua glória”, mas que este “ego”, de posse de “sua parte”, ao ser descartado, nos fará ver que “tudo que é do Pai é nosso”, o que depende, portanto, unicamente de nós mesmos!
Deus nunca nos vê “menores” do que Ele próprio, porque a Consciência é infinita e contitui o Ser que somos. Todas as crenças humanas de pecado, carmas, separatividade, e julgamentos do ego são unicamente seus próprios ilusórios devaneios! Pura ilusão! Identificação com “mente que não existe”! Ou a pessoa acata esta Verdade, “acorda” e se vê como Deus a vê, ou ela simplesmente fica iludida até “voltar” à casa do Pai!
Na alegoria do Éden, exposta no Gênesis, vemos que Deus, tendo criado o homem à Sua imagem e semelhança, portanto, espiritual e perfeito, colocou-o no “paraíso”, ou seja, em Deus mesmo! Que diz a alegoria? Que Adão comeu do fruto proibido, da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, e se viu expulso do paraíso! Mais uma vez, a “atitude” partiu dele, e não de Deus! Mas, de fato, Adão jamais poderia ser expulso do “paraíso”, a não ser em crença falsa! Por quê? Porque DEUS É TUDO! O “paraíso” é a Onipresença divina! Caso Adão saísse de Deus, entraria simultaneamente em Deus! Deus ocupa toda a Realidade, ou seja, a alegoria explica que Adão entrou somente numa “ilusão” de separatividade de Deus, por deixar de ver a perfeição em si mesmo e em toda parte, por se deixar prender ao julgamento pelas “aparências”, segundo as crenças no bem e no mal. Como “ilusão” não gera fato nem tampouco constitui um fato, mesmo se achando “expulso”, a realidade é que jamais Adão esteve fora do paraíso! E nem poderia fazê-lo, uma vez que sua Vida é Deus.