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A ilustração da “roupa suja e a lavadora automática” é uma interessante analogia para o entendimento da chamada “cura metafísica”. Compara todo suposto “problema” de alguém com uma “roupa suja” vestida por ele. A oração científica, no caso, é comparada com o processo de se promover a “limpeza da roupa” através de uma lavadora automática. Desse modo, logo de início, a pessoa é vista separada do problema, ou seja, é vista se mostrando com “algo indesejável em sua roupa”, e não em seu próprio ser.
O passo inicial seria, portanto, chegar-se à pessoa vestida com esta “roupa suja” – problema -, demonstrando interesse em deixá-la de “roupa lavada”. Esta “aproximação” faz com que o praticista sinta o amor pela pessoa e a faça entender que “está junto”” nesta tarefa de promover a limpeza. Ele escuta a pessoa, fica a par de sua aparente situação, sente-a como se fosse dele, mas, sem se deixar “sujar” – sem deixar-se infiltrar pela problema, – rapidamente “coloca a roupa suja” na “máquina de lavar”, liga o botão da máquina e observa dar-se o início à limpeza.
Este passo, de “volver-se à máquina de lavar”, ilustra o “volver-se completamente ao Reino do Absoluto”, onde é contemplada a ONIAÇÃO divina sempre presente. Nesta contemplação, quem ora, busca “sentir-se” um com o outro e, tão logo esta sensação de unidade ocorra, verá, com os “olhos espirituais”, a situação toda inundada e vivificada pelo intenso jorrar do Amor divino infinito. Passa a ser notado que toda “sujeira” (pecado, doença, sofrimento, problema) é imediatamente removida, permanecendo, ao final unicamente a perfeição da pessoa vestida com roupa limpa, reconhecida, desse modo, como o Cristo! Uma perfeita “Autoemanação de Deus” como Ser individual.
Como podemos observar, não há esforços mentais! O processo todo se reduz a um recolhimento de toda “roupa suja”, que é posta dentro da máquina de lavar para, em seguida, ser acionado o botão de funcionamento. O restante será com Deus!
A ação divina corresponderia à ação da energia elétrica, que correria pela “máquina”, faria com que ela trabalhasse e deixasse a “roupa lavada”. Não cabe, a quem ora, fazer este trabalho final, que seria exclusivamente de Deus, ou, no caso da ilustração, exclusivamente da máquina de lavar automática.
Esta ilustração deixa bem clara a real posição do problema, a função daquele que ora, a posição de quem recebe a oração, e, principalmente, a posição de Deus, diante do que costumamos chamar de “cura divina” ou “cura metafísica”.
