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“A FIGUEIRA SEM FRUTO”
A revelação da Verdade como cada Filho de Deus se mostra como “aparente parceria”, ou seja, se é fato que “Ninguém vem a Mim se o Pai não o trouxer”, como disse Jesus, há, da parte do suposto “recebedor da graça” o dever de cuidar para que cada Autorrevelação “dê fruto”.
Assim disse Jesus: “Alguém tinha uma figueira plantada em sua vinha, e foi procurar nela algum fruto e não o encontrou. DIsse então ao vinhateiro: Eis que são já três anos que eu venho procurar fruto nesta figueira, e não encontro; por isso, corta-a: porque fica ainda ocupando terreno? Aquele, porém, respondeu-lhe: Senhor, deixa-a este ano ainda, que eu vou cavar ao redor dela e colocar adubo. Se produzir fruto , ainda bem; senão,
a cortarás no futuro” (Lucas 13: 1).
O recado é bem claro: o número três, aparecendo na Bíblia, anuncia ali a presença de uma Verdade Absoluta. A “figueira plantada” não dava fruto, apesar de “ocupar o terreno”. O dono da Vinha, nada vendo de resultado, disse ao vinhateiro: “Corta-a! Por que permanece unicamente explorando o terreno?” Rapidamente o vinhateiro detectou que a falha era dele, e não da figueira! Dela não cuidou como deveria! A falta de fruto decorria de sua negligência! Assim, pediu mais prazo para “cavar ao redor, adubar, cuidar”! Sabia que o fruto apareceria! Dependia dele, e não da figueira!
Deus estabeleceu em cada Filho a “Natureza Divina”, o Cristo. Se algum deixar de “dar fruto”, terá negligenciado quanto a cuidar para que a “graça fosse adubada”, iludindo-se com o mundo e se ocupando basicamente com coisas materiais, secundárias e vãs! Ocupando o tempo SEM NASCER DE NOVO! Desse modo, sem tomar providências, este ilusório “eu nascido” continuará em cena, sem sumir, sem “adubar a Verdade”, e sem a PERCEPÇÃO de que o CRISTO já deveria estar “revelado”! E em seu exato lugar!