Somente Deus É Realidade!
Aquele que “fizer caminhada” numa esteira de academia, sem sair do lugar acabará crendo estar realmente se movendo sobre ela, enquanto, na verdade, a esteira é que estaria passando sob seus pés. Quando nos é revelado “o que era desde o princípio”, que somos “Obras permanentes” de Deus, ou que “somos a Unidade perfeita” chamada “Deus”, este “referencial de imutabilidade” nos leva a enxergar as “aparências” desfilando diante de nós, sem que nos achemos fazendo parte delas e sem que as entendamos como partes de nós.
Por que os reveladores da Verdade são unânimes em dizer que “somos Luz”? Por saberem que o “Referencial da Verdade” é o da imutabilidade do Universo de Luz, sem nenhum vínculo com o “referencial de sombras”, chamado de “mundo fenomênico” ou “mundo de aparências”. Por isso a necessidade das “contemplações absolutas”, uma vez que, sem elas, dificilmente esta “troca de referencial” poderia ser feita com pleno sucesso. O ensinamento absoluto requer dedicação total à Verdade, treinando-nos para “viver a Verdade” e pararmos de “endossar sombras”.
O “Referencial da Verdade” é o “Referencial da Vida Eterna”; por isso, estando conscientemente nos admitindo nele, as “sombras”, chamadas “nascimento e morte”, ficam em seus devidos lugares, isto é, em lugar nenhum. As “aparências” estarão “passando por nós” como esteira de academia, e nós nos veremos como existências separadas delas.
A Ciência Cristâ diz o seguinte: O Universo do Espírito está povoado de seres espirituais, e seu governo é a Ciência divina. O homem é descendente, não das mais baixas, porém das mais altas qualidades da Mente. O homem compreende a Existência Espiritual na proporção em que aumentam seus tesouros de Verdade e de Amor. Os mortais têm de gravitar rumo a Deus e espiritualizar suas afeições e seus objetivos. Têm de se aproximar das interpretações mais amplas do ser e conseguir algum conceito apropriado acerca do Infinito – a fim de poderem despojar-se do pecado e da mortalidade.
Muitos preferem ensinamentos dualistas, que os considerem também “neste mundo”. Cada um escolhe seu caminho; entretanto, o que todos devem saber, é que tais ensinamentos não absolutos não são a Verdade Absoluta. Enquanto se associarem com as “sombras”, não estarão se vendo como pura Luz. Não há reveladores dizendo que somos “Luz e sombra”. A Bíblia, por exemplo, diz através de João, que “DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMAS”, ou seja, diz que “somos LUZ de Deus na Onipresente Luz de Deus”. O apóstolo Paulo também disse: “Desperta, tu que dormes, e a LUZ de Cristo te esclarecerá”.
Não há verdade em “vida material”, sendo ela uma tremenda ILUSÃO. E ILUSÃO QUER DIZER “NADA”!
SOMENTE DEUS É REALIDADE!
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Deus É A Realidade Eterna De Cada Ser!
Toda aparente dificuldade enfrentada pela humanidade decorre da crença na matéria. Substituir a crença material pela Verdade espiritual é a libertação ensinada por todos os chamados mestres da humanidade.
A perfeição já é a totalidade da Existência real, entretanto, a crença material chama para si a atenção de todos, e, por aparentemente ser “vista”, faz com que a maioria se detenha em suas imagens, e se esqueça ou ignore que DEUS É ONIPRESENÇA PERFEITA EM AUTOMANIFESTAÇÃO.
Acreditar nestas “imagens” captadas pelos sentidos humanos equivale a acreditar em “imagens holográficas”, em “miragens” ou “sonhos”. Desta crença errônea surgem os “desejos materiais”, que aparentam encobrir mais ainda a Verdade de que “somos um com o Infinito, e, portanto, um com tudo que realmente existe.
Entretida com simples “aparências”, que são imagens fraudulentas divididas em boas e más, segue a humanidade iludida por elas, achando que desfrutar de seus prazeres e evitar as suas dores seja a natureza real da vida.
Não há como alguém se livrar da “metade ruim da ilusão” e desejar ficar com sua “metade boa”! O foco real é o Bem Absoluto, a real natureza do Universo e de cada um de nós. Enquanto isto não for entendido, veremos as supostas pessoas imersas no erro do ilusório materialismo, sem perceberem que DEUS É A REALIDADE ETERNA de todas elas.
Jesus deixou claro que “não se pode servir a dois senhores”; o profeta Jeremias disse que, para Deus ser encontrado, deve ser “buscado de todo o coração”. Vendo alguém sonhando, e se debatendo em função daquele sonho, é a sensação que alguém pode ter, se conhecer a realidade perfeita e enxergar o mundo preso às “aparências imperfeitas”. São todas inexistências, mas levadas em conta como se realmente existissem! E é nesse ponto que as revelações absolutas são como devem ser: radicais e bem definidas: SOMENTE EXISTE DEUS; SOMENTE EXISTE A PERFEIÇÃO!
“Maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo”, diz a Bíblia. Podemos igualmente dizer: “Maior é a perfeição que está em mim, do que a imperfeição que está no mundo”. Desse modo, trocamos de referencial, deixamos de nos ver em “aparências” e nos vemos sendo a Perfeição permanente que somos.
DEUS É TUDO! A PERFEIÇÃO É ONIPRESENTE! DEUS É A REALIDADE DE CADA SER INDIVIDUAL!
CONTEMPLE ESTAS VERDADES!
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Pratique Cientificamente A Verdade! -3 (Final)
– 3 –
Muitos autores que renegam a Ciência Mental já a usaram antes, e alguns até a ensinaram, trabalhando o subconsciente com as afirmações e negações, para depois que aderiram ao enfoque absoluto, passarem a pregar o seu abandono radical. Desse modo, são beneficiados por ela, mas evitam que outros o sejam, como se possível fosse, a alguém aparentemente neste mundo, estar imune às crenças coletivas fora de seus períodos de meditação.
É evidente que, a quem isto for possível, e que ele se veja com a Mente de Cristo em todo o tempo, não lhe faria falta o conhecimento da Ciência Mental e sua prática no cotidiano; porém, o que pude notar, lendo as obras destes autores, ou eles só viviam em contemplações, como praticistas espirituais, ou se viam com problemas, recorrendo, eles próprios, a outros praticistas, para se livrarem deles.
Nem Jesus vivia imune ao “mesmerismo” deste mundo! “Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim, mas eu venci o mundo”, disse ele. Imaginemos, então, aqueles que abraçam profissões não ligadas à espiritualidade! É por isso que noto, nas pessoas que entram em contato comigo, total desconhecimento do uso correto da suposta mente humana, e, em vista disso, usando-a contra si mesmas! E é por isso que eu tanto afirmo a necessidade de se associar a Ciência Mental ao estudo em que o foco é o Absoluto!
Este estudo é feito de sutilezas! Não querer usar a mente humana no cotidiano, por exemplo, é reconhecer a presença dela, e não anulá-la! E sua anulação não é pessoal, por ser “mente ilusória coletiva”, ou seja, mesmo que alguém reconheça ter a Mente de Cristo, em seu dia a dia estará em contato com pessoas que sequer sabem que estes ensinamentos existem. E, se for ficar o dia todo reconhecendo em cada uma o Cristo, não fará o que teria de fazer naquele dia!
É tão importante conhecermos a Ciência Mental quanto fazermos as “contemplações absolutas”. Ela programa a “crença coletiva” para, na parte que nos toca, endossar a Verdade Absoluta automaticamente. Se o subconsciente estiver saturado, por exemplo, com a ideia de que “a doença não existe”, mesmo estando entre pessoas que acreditem em doenças, estaremos “protegidos”, ou seja, a”crença coletiva”, atuante livre e solta nelas, ficará atuando diferente e positivamente em nós.
Este estudo da Verdade não é exclusivo para “praticistas”; ele é disponível para todo aquele que por ele se interessar, seja motorista, médico, enfermeiro, barbeiro, ou o que quer que na “aparência” ele se mostre. Portanto, estar com a mente em sintonia com o Absoluto, em seus momentos profissionais “neste mundo”, é de vital importância! Não estará, com isto, “dando poder” à mente humana! Estará alinhando suas CRENÇAS com a VERDADE!
DEUS É TUDO, MATÉRIA NÃO EXISTE! RECONHEÇA ESTAS VERDADES EM SUAS CONTEMPLAÇÕES, E AFIRME-AS EM SEU DIA A DIA, PENSANDO SEMPRE NELAS, AFIRMANDO SÓ O BEM EM SUA VIDA, E NEGANDO TODA APARÊNCIA MALIGNA COMO REALIDADE!
ESTA É A PRÁTICA CIENTÍFICA DA VERDADE!
F I M
Pratique Cientificamente A Verdade! -2
– 2 –
Não fique interessado em procurar saber se uma suposta “cura” é de origem espiritual ou mental! Não fique avaliando se o princípio que gerou a “aparência de cura” é espiritual ou mental. Interesse-se por entender que “jamais ocorrem curas” no Universo do Absoluto, pois Deus é TUDO, e, em Deus, tudo é perfeição permanente! Quais foram os artifícios que obrigaram a ilusão a sumir, nada importam! IMPORTA A VERDADE “DEUS É TUDO” ESTAR RECONHECIDA!
Jesus pregava a Verdade sem dividir seus princípios em espirituais e mentais! Agia com todos eles em UNIDADE! Revelava a presença do Reino de Deus, para aqueles com “olhos para vê-lo”, ensinava que estes “olhos” estariam em todo aquele que renascesse da carne para a Verdade espiritual, ensinava o emprego da “crença contra ela mesma”, dizendo: “Crê, somente, e te será feito segundo tua CRENÇA”, e usava com autoridade o Poder da Palavra, de forma taxativa e específica.
Não há tolice maior do que inventarmos “Prática da Verdade” destoante do modo com que Jesus vivia e a praticava. Seja para acrescentar algo aos seus procedimentos, seja para dispensar algo presente neles! Esteja sempre atento quanto a isto!
Afirme mentalmente que “o Princípio é a Verdade”! Se o caso, por exemplo, for uma “aparência de falta de dinheiro”, tire dela sua atenção, afirmando: “TUDO QUE É DO PAI, É MEU!”. Não deixe de fazer isto, achando ser mero “mentalismo” sem valor! Não é! Você estará trocando a CRENÇA que contradiz a Verdade por outra CRENÇA condizente com ela. Em seguida, “contemple” esta Verdade em seu patamar absoluto!
O que eu perguntaria, a autores que menosprezam a Ciência Mental, chamando-a pejorativamente de “mentalismo”, é o seguinte: “Quando você termina de meditar e usa suas pernas para andar, você é “materialista”? Quando vai a um restaurante e escolhe um prato do cardápio, usando a mente, você é “mentalista”?
Por que a Bíblia não só ensina a “adorar a Deus como único”, mas, também, nos declara que “somos herdeiros de todas as riquezas celestiais”, que “somos um com Deus”, etc.? Pelo seguinte motivo: PARA QUE CONTRARIEMOS AS APARÊNCIAS COM O RECONHECIMENTO ESPECÍFICO DESTAS VERDADES! MENTALMENTE E ESPIRITUALMENTE!
As afirmações se firmam quando o subconsciente se satura com seu conteúdo! E as negações do erro o enfraquecem e anulam, quando as fazemos cientificamente. Ao dizer ao suposto “leproso”: “Eu quero! Sê limpo!”, Jesus empregava sua Visão absoluta de que DEUS É TUDO, empregava a CRENÇA CONTRA ELA, afirmando “QUERER A PERFEIÇÃO VISÍVEL”, e empregava o PODER DA PALAVRA, para ali impor a Verdade especificamente, e abrir total receptividade naquele que se julgava “imperfeito”, ou menos do que “SER DEUS”.
Continua..>
Pratique Cientificamente A Verdade -1
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O suposto “mundo fenomênico” não é realidade; aparenta ser, aparenta existir, e com vida nele, e aparenta ter sua lógica ou sua mentalidade: porém, ele é irreal. Unicamente o Universo de Luz, mantido em sua perfeição absoluta e onipresente por Deus, é Realidade Evidenciada, aqui e agora. Em vista disso, o suposto “mundo material”, o mundo tal como se mostra aos seus “habitantes humanos”, é uma ilusão. E é lamentável encontrarmos autores considerando “haver vida” nesta ILUSÃO.
A humanidade em geral, em vez de “despertar do sonho”, deseja “trazer melhorias” a ele! Quer trazer-lhe mais saúde, mais dinheiro, mais benefícios, em vez de ACORDAR. Age como um milionário que, sonhando, se vê em seu sonho como alguém carente ou necessitado, sempre à espera de que lhe cheguem as coisas necessárias! Jesus foi claro: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas as ‘demais coisas’ vos serão acrescentadas” (Mt. 6: 33).
Se citarmos esta revelação, a maioria dirá que “já a conhece”; adianta “conhecer sem praticar”? Não adianta. A Metafísica não é “aconselhamento”, mas sim “princípio espiritual”. Se um matemático disser que conhece um “princípio matemático”, jamais ele irá entender que a Matemática o está aconselhando a “fazer seus cálculos” baseando-se nele! A Matemática estará lhe dizendo que se não os fizer em obediência total a ele, o resultado estará errado! E este erro não será corrigido por ele se ajoelhar e implorar a Deus para que o certo lhe apareça! O resultado exato lhe surgirá tão logo ele aplique corretamente o “princípio matemático”.
Qual é o “Princípio Absoluto da Verdade”? DEUS, A PERFEIÇÃO, É TUDO – AQUI E AGORA! Nesse caso, TUDO O QUE DEUS É, VOCÊ É! A TOTALIDADE DE DEUS É O SER QUE VOCÊ É! As “aparências” lhe mostram o contrário? NÃO IMPORTA! São somente “aparências” e não realidades! A REALIDADE É O QUE DIZ O PRINCÍPIO: DEUS E TUDO! DEUS É VOCÊ!
Que fazer, diante do “Princípio” revelado? Você irá conhecê-lo, aceitá-lo, endossá-lo como Verdade evidenciada AGORA, e “contemplar” esta Evidência como ÚNICA! Não se permitirá levar em conta alguma “aparência”.
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Contemple O Universo Real Sem Matéria!
Algo sempre enfatizado nas mensagens absolutas é a Verdade de que “a matéria não existe”. É, por assim dizer, o outro lado da moeda com a inscrição DEUS, ESPÍRITO, É TUDO. A Prática do Silêncio inclui esta percepção de modo concomitante, isto é, se Deus é Espírito, e é TUDO, a suposta matéria não existe, sendo, portanto, NADA.
Ter este conhecimento teórico ou intelectual é necessário, mas insuficiente, por ser meramente um “batismo com água” e sem as chamas da percepção absoluta.
Não há nada mais importante do que esta “percepção iluminada” ser reconhecida. Este “reconhecimento” é nossa “identificação” com a Mente do Absoluto; é quando a informação intelectual abre espaço à percepção iluminada que sempre já está sendo a “nossa” percepção absoluta. Em outras palavras, DEUS ESTÁ CONSCIENTE DE SER ESPÍRITO E DE SER TUDO, E NELE ESTAMOS INCLUSOS SENDO A SUA “PERCEPÇÃO ILUMINADA” COMO A “NOSSA PERCEPÇÃO”, UMA VEZ QUE TUDO É UM.
Que é a ILUSÃO? É acreditar estarmos identificados com “aparências” e não com “fatos espirituais”. Por isso, muitas vezes os artigos empregam a analogia do sonho, quando o sonhador ilusoriamente se identifica com as imagens de seu sonho, alheio aos fatos que, desperto, seriam vistos como reais.
Também as analogias precisam exercer seu papel momentâneo, em nossas contemplações, até serem abandonadas na prática das mesmas. Elas terão cumprido seu papel quando o sentido delas nos ficar “aflorado como percepção plena”. Exemplificando, há a conhecida ilustração do lápis perfeito que, visto num copo com água e pelo lado de fora, tem a “aparência” de estar quebrado. De início, tem-se a impressão de haver “dois lápis”: o perfeito e o quebrado. No instante em que for percebido o “lápis único e inteiro”, sem qualquer dúvida quanto a este fato, a ilustração terá cumprido a sua finalidade, a “aparência” deixará de ser considerada, e o lápis terá sido entendido TAL COMO REALMENTE É!
O Universo é DEUS, ESPÍRITO! Aquele que viver enxergando “mundo material” estará vendo unicamente “aparências”, e não O UNIVERSO TAL COMO REALMENTE É! Esta ILUSÃO precisa ser entendida como “lápis quebrado” no lugar do “lápis perfeito”! E esta ilustração somente lhe será útil se VOCÊ OLHAR PARA SI MESMO VENDO-SE TAL COMO REALMENTE É, O CRISTO, E OLHAR PARA O UNIVERSO EM QUE ESTÁ, VENDO-O COMO O REINO DE DEUS!
Por isso foi dito que a informação teórica apenas sinaliza a “percepção real”.
ENQUANTO O MUNDO MATERIAL LHE PARECER REAL, O “LÁPIS QUEBRADO” TAMBÉM LHE PARECERIA! MAS, AO “FOCALIZAR MATÉRIA” ENTENDENDO-A COMO SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL, FORMADORA DO CRISTO QUE VOCÊ É, E DO MUNDO REAL EM QUE AGORA ESTÁ, A ILUSTRAÇÃO LHE TERÁ SIDO ÚTIL! DEUS SERÁ TUDO PARA VOCÊ, INCLUSIVE VOCÊ PRÓPRIO, E A PALAVRA “MATÉRIA” NÃO TERÁ NADA EM EXPRESSÃO QUE A PUDESSE REPRESENTAR.
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“Conhecer A Verdade” É Adotar O “Referencial Divino”!
A Bíblia diz que “viu Deus tudo quanto fizera, e achou muito bom”. Está selado o Referencial Divino da Existência! Por quê? Por estar revelado que Deus não muda e que Suas obras são permanentes. “Conhecer a Verdade” é adotar o mesmo Referencial Divino!
Que fazia Jesus, ao dar “testemunho da Verdade”? Falava a partir do Referencial Iluminado, daquilo que É, buscando conduzir a humanidade à mesma visão. Foi entendido? Não! Foi visto como “fazedor de milagres”, pois, sua Visão iluminada se estendia ao “referencial do mundo”, que via carências de todo tipo, e, diante dele, elas aparentavam ser supridas. Desse modo, o mundo permaneceu no “referencial apagado” da ILUSÃO, acreditando em “mundo imperfeito”, e não como Deus o viu “e achou muito bom”.
Sem se soltar da “visão apagada”, para adotar a “visão iluminada” de Jesus, o mundo e seu ilusório “referencial de mudanças” continuou predominando até hoje, com pessoas se vendo adoecendo, e se curando ou não, se vendo pecadoras, e se regenerando ou não, se vendo carentes, e se vendo serem supridas ou não, e assim por diante. O UNIVERSO “MUITO BOM”, ASSIM VISTO POR DEUS, NÃO DESPERTOU O INTERESSE GERAL!
Nada destas aparentes “mudanças” faz parte da Realidade espiritual revelada por Jesus. Fazer as pessoas se livrarem dos “milagres” e da empolgação pela percepção dos mesmos, é tarefa de Deus sendo reconhecido em cada um! Todos terão de “vencer o mundo” pela visão do REINO CHEGADO, em que não há mudanças, nem milagres, nem a suposta “mente” que os busca ou que com eles se empolga.
“Geração incrédula, sempre em busca de sinais”, criticava Jesus! NÃO VIA ALGUÉM VOLTADO AO REAL REINO PERFEITO QUE VEIO ANUNCIAR! A MULTIDÃO O SEGUIA, MAS ATRÁS DE PÃES E PEIXES! ATRÁS DA ILUSÃO DE SUPRIMENTO MATERIAL!
A adoção do “referencial apagado” faz com que “o milagre de multiplicação de pães e peixes” seja mais falado, enaltecido e admirado do que a revelação da ONIPRESENÇA DO REINO DE DEUS AUTOSSUPRIDO! Se dissermos a alguém que “multiplicaremos pães e peixes”, o interesse em “ver milagre” aparecerá de todos os lados! Mas se dissermos: “Você já vive em Deus, em Seu Reino perfeito e Autossuprido de tudo”, se aparecer algum interessado, este é que “será o milagre”!
Não foi à toa que o apóstolo Paulo definiu esta suposta “mente carnal” como “a inimizade contra Deus”. Ela cega a humanidade hipnoticamente, fazendo-a parecer enxergar somente uma ILUSÃO, mesmo já estando, todos, na REALIDADE PERFEITA!
Com que objetivo estes textos são escritos? Para levá-lo à percepção do REINO CHEGADO, à percepção de que “mundo de milagres” ou de “sinais” é o “mundo do pai da mentira”, e que VOCÊ, AQUI E AGORA, já está no MUNDO PERMANENTE DE DEUS, RECONHECIDO COMO “MUITO BOM” POR ELE, EXPRESSANDO O CRISTO, COMO JESUS EXPRESSA, EM SUA GLÓRIA PERMANENTE!
Cabe, a VOCÊ, “contemplar” estas Verdades, partir do Referencial Iluminado, e se perceber como Krishna, Buda, Jesus, Paulo, e tantos outros, se perceberam: como LUZ DO ETERNO! COMO A PRESENÇA DO PAI EVIDENCIADA COMO FILHO, O CRISTO!
“Quando Cristo, que é a NOSSA VIDA, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Col. 3: 4). Quando será? SERÁ SEMPRE AGORA, O AGORA EM QUE SEU REFERENCIAL FOR O MESMO DE DEUS, DA PERFEIÇÃO, DA IMORTALIDADE, DA ETERNIDADE, DA IMUTABILIDADE!
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Rendição Da Mente Humana: O “Fim” Da Ilusão!

DEUS É TUDO! Este é o ponto de partida de nossas meditações contemplativas. Neste ponto de partida está implícita uma rendição total da suposta “mente humana”, uma irrealidade que jamais fez parte do Eu divino que somos.
Há pessoas que meditam errado, em termos de meditação absoluta, por forçarem a suposta “mente carnal” a enxergar algo acima dela, ou seja, a Realidade iluminada. Jamais a mente ilusória verá o que é real! Por isso, reconheça, de forma específica, que esta “mente irreal” é CRENÇA JÁ RENDIDA, assim que iniciar suas meditações. Desse modo, evitará este erro de “contemplar” ilusoriamente com ela.
“Aquieta-te e sabe, eu sou Deus”, diz o Salmo 46:10. Neste enfoque absoluto, o “aquietar-se” vai muito além do que meramente “deixarmos a mente ilusória quieta”! ESTAREMOS LIVRES EM DEUS, COM A MENTE DE DEUS, E ACEITANDO NOSSA INCLUSÃO NA ONIPRESENÇA DIVINA! Por isso, entender a suposta “mente humana” já rendida, faz com que não sejamos dualistas ou incomodados por crenças falsas.
“Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito”, disse Jesus. Esta “entrega” é a rendição da CRENÇA EM MENTE HUMANA! O ILUSÓRIO SER HUMANO LARGADO EM SUA CRUZ! “CRUCIFICADO”!
Este é somente um exemplo BÍBLICO, uma vez que, ao meditarmos interessados em ver esta “mente falsa” já rendida, teremos as intuições reveladas na hora sobre como fazê-lo, sem ficarmos presos a citações decoradas, que, desse modo, ficarão transcendidas.
A Verdade Absoluta está manifestada, isto é, a Mente divina já é ÚNICA e já é a SUA! Portanto, não queira “ter de novo” esta Consciência iluminada! Este “querer” seria puramente a “mente humana” tentando iludi-lo e se fazer presente! Para anulá-la, tenha a aceitação de “coração de menino”, dizendo a si mesmo: “Eu Sou, aqui e agora, a ÚNICA Consciência real em plena manifestação”.
Nada do que a suposta “mente humana” capta é real! São as “coisas de César” e não as de Deus! Por isso, dedique-se a fazer total identificação com a Consciência iluminada, com as “coisas de Deus”, com Suas “obras permanentes”, reais e perfeitas!
É desse modo que a ILUSÃO é entendida como ILUSÃO, e VOCÊ é entendido COMO DEUS!
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A Totalidade De Deus E A Evidência De Deus
Para alguém em alto mar, qualquer de seus pontos que ele observar, verá o oceano se evidenciando. Enquanto o oceano estiver sendo visto como tudo, ele estará sendo constatado como evidenciado. Em outras palavras, a totalidade do oceano é a sua própria evidência.
Quando é dito que a premissa do estudo da Verdade Absoluta fala da Totalidade de Deus, isto significa que esta Totalidade Se evidencia numa unidade: a Totalidade de Deus e a Evidência desta Totalidade são UMA! Não há a Totalidade de Deus e “algo”, parte dela, “aguardando”, para vir a Se manifestar. Esta dualidade, embasada na crença no tempo, precisa ser desmantelada.
Allen White escreveu o seguinte:
Você não tem ouvido alguém dizer: “Eu sei de tudo isso, mas não vejo a evidência desta Verdade?” Não creia nisto! Não há nenhuma pessoa, lugar, condição ou coisa entre a Totalidade de Deus e a Evidência de Deus. Entre a Totalidade de Deus e a Evidência de Deus não há nenhum sonho, nenhum sonhador, nenhuma aparência, e nenhum humano lutando para perceber esta Verdade. Tudo que é evidente, é a Totalidade de Deus. Tome um momento e diga a si mesmo: “Não existe nada entre o Deus-EU SOU e a Evidência de Deus. Portanto: Há somente Uma Presença. Há somente Um Poder. Há somente Uma Evidência”.
A Unidade Perfeita, revelada por Jesus, é a Evidência infinita desta Totalidade de Deus. Somos todos Um, somos esta Totalidade divina onde agora estamos, e somos a Evidência desta Totalidade.
Contemple estas Verdades sem aceitar que exista “algo” ou “alguém” se interpondo e fazendo parecer que a Totalidade divina esteja separada de sua Evidência.
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Não Existe Tempo No “Eu Sou” -2
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Todo o bem do passado é evidência tangível da presença do “Eu Sou” junto ao homem. Todo o mal foi uma falsa crença, ou mentira, e nunca, em momento algum, a Verdade de Deus ou de seu reflexo, o homem. O bem é eterno. É uma qualidade espiritual e por isso indestrutível. Um verso de um hino do Hinário da Ciência Cristã diz: “Pois todo o bem que já passou,/Presente está no meu viver”.
Não precisamos nunca ter medo do futuro. O medo sempre se conjuga no futuro imperfeito, ou condicional. Mas se há só o agora de nossa coexistência com Deus, não existe “se” ou “quando” para ser abordado com medo. O homem, presentemente e sempre, está refletindo a Mente divina, Deus. Pense na liberdade que isso representa! Acaso a mente mortal, o pensamento com base na matéria, diz-nos que nossa situação talvez piore amanhã? Ou que nosso rendimento diminuirá ou nossos relacionamentos se desfarão no futuro? Não se impressione. Fique no agora, com Deus. Reconheça o abundante, amoroso cuidado de Deus, que neste instante e sempre se expressa. Nunca vai haver mais presença de Deus do que já está disponível neste momento, pois Ele enche todo o espaço eternamente, e é onipotente.
Ao ganhar domínio sobre a crença de sermos manipulados pelo tempo, também nos libertamos da pressa. Tenho disso um exemplo significativo, ocorrido há alguns anos. Uma de minhas filhas e eu planejáramos assistir juntas a uma conferência da Ciência Cristã. No emprego, ela demorou-se para além do normal e por isso chegou atrasada em casa. O relógio dizia que tínhamos menos de vinte minutos para percorrer uma distância que levava pelo menos trinta e cinco minutos, em condições favoráveis.
Depois de aproximadamente um quilômetro e meio a cruzar entre as faixas menos congestionadas da pista, minha filha disse: “Oh Mãe, por que é que não diminuis a velocidade e deixa que Deus nos leve lá a tempo?” A repreensão era necessária e foi aceita. Diminui a velocidade até ao limite permitido. Sabia que ela estivera orando (provavelmente por sua própria segurança!) e passei a orar também, com fervor. Declarei mentalmente que Deus não conhece o tempo ou qualquer tipo de limitação. Reconheci que era certo participar duma atividade inspirada como o é uma conferência da Ciência Cristã, e afirmei que toda faceta desse acontecimento era governada pela lei divina, inclusive chegar na hora pontual e em segurança. Perdi a noção do tempo e fiquei aliviada da ansiedade. A viagem foi serena e harmoniosa. Quando nos sentamos no auditório, um grande relógio de parede indicava faltarem cinco minutos para a conferência começar. O tempo não parara, mas havia, nessa ocasião, sido ultrapassado.
Essa experiência, embora relativamente pequena, indica o poder de Deus demonstrado por Jesus, quando caminhou sobre as águas revoltas pela tempestade de encontro ao barco onde seguiam seus discípulos e “eles de bom grado, o receberam, e logo o barco chegou ao seu destino”. Ele compreendeu que o ser verdadeiro é inteiramente espiritual, governado apenas por Deus, liberto das assim chamadas leis do tempo e do espaço.
O tempo não é uma força real, dominadora e tirânica. Reconheçamos o que ele é: um sistema para medir a atividade humana, que será finalmente substituído por nossa compreensão e demonstração do poder e presença do “Eu Sou” e do ser espiritual que independe de tempo.
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1996)
Não Existe Tempo No “Eu Sou” -1
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Em resposta à pergunta: “Que é Vida?”, a Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “Vida é o princípio divino, Mente, Alma, Espírito. A Vida não tem começo nem fim. O que exprime a ideia de Vida é a eternidade, não o tempo, e o tempo não faz parte da eternidade. Um cessa na proporção em que o outro é reconhecido. O tempo é finito: a eternidade é para sempre infinita”.
No Glossário do mesmo livro, tempo é definido, em seu sentido metafísico, como “medidas mortais; limites dentro dos quais estão reunidos todos os atos, pensamentos, crenças, opiniões e conhecimentos humanos; a matéria; o erro, aquilo que começa antes e continua depois daquilo que se denomina morte, até que o mortal desapareça e a perfeição espiritual apareça”.
Será que isso significa que temos de morrer, antes de podermos ultrapassar os limites impostos pelo conceito chamado tempo? Não, porque nosso verdadeiro ser já é, agora, o reflexo perfeito da Vida divina, eterno, intocado pelo tempo, e não temos de esperar para começar a comprovar isso.
O mundo material, isto é, a visão do mundo através dos sentidos físicos, declara que nossas atividades são governadas e ditadas pelo tempo. Mas essa não é a realidade da vida, que é eterna, existindo em Deus e proveniente de Deus. O pensamento baseado na matéria declara que o homem nasce em determinado momento da história humana, amadurece e eventualmente envelhece, tudo por causa dessa coisa invisível chamada tempo. Qual seria o poder que se encontra em meras revoluções dos planetas em suas órbitas, capaz de arruinar o ser do homem? É um erro fatal a teoria de que o homem viva em segmentos chamados horas, dias, semanas e anos e que esses segmentos acumulados possam causar declínio e morte.
Na Ciência Cristã, aprendemos que, de acordo com a Bíblia, Deus criou o homem à Sua imagem. As Escrituras também declaram que Deus é Espírito. Segue-se então que o homem, por ser a imagem de Deus, tem de ser espiritual, imortal, e não está sujeito ao tempo.
Isso não é mera teoria, mas Verdade demonstrável. No entanto, não podemos demonstrar esse fato, se temos uma compreensão incorreta de Deus ou se consideramos o homem uma criatura composta por uns tantos centímetros cúbicos de substâncias químicas. A natureza de Deus é apreendida não por meios físicos, mas através do sentido espiritual, essa santa voz intuitiva na consciência individual.
Parte da definição de Deus, em Ciência e Saúde, é: “O grande Eu Sou”. Essa é exatamente a definição que Deus dá de si próprio a Moisés. Eu Sou, no indicativo presente. Significa uma presença constante. Não existe nenhum indício de passado ou futuro. Eu Sou não se contém numa moldura temporal. Apenas é. Ninguém pode imaginar Deus como “começando” em certo ponto nem tampouco “acabando”. Por isso o homem, como reflexo de Deus, ou semelhança, é tão eterno quanto Deus. Essa é nossa natureza verdadeira. Jesus explicou a eternidade, a ausência de tempo em sua identidade espiritual, o Cristo, quando disse aos judeus: “Antes que Abraão existisse, eu sou”.
Como é que isso tudo se aplica ao nosso dia a dia? No seguinte: abandonar os padrões antiquados de pensamento sobre o tempo e procurar compreender o ser onipresente de Deus e Sua expressão incessante, o homem, diminui o medo à mortalidade. Acabamos por compreender que o homem não pode morrer porque Deus, seu Criador e constante mantenedor, não pode morrer. Aquilo que parece deteriorar-se ou morrer, é a falsa percepção do homem, apresentada pelos sentidos materiais que, por sua própria natureza, apenas podem descrever aquilo que é material, mortal e temporal. Mas Deus, o Espírito, não conhece, não cria nem reside na matéria. E como semelhança de Deus, o homem não é material, mas espiritual. A matéria não é uma coisa, é a contrafação da verdadeira substância do Espírito.
A compreensão de Deus como “Eu Sou” não destrói apenas o medo de morrer, mas ajuda-nos a curar um passado infeliz ou o receio do futuro. O passado é tão somente um conceito mortal, definido pelo que albergamos a respeito na consciência, neste exato momento. Aquilo que de fato se desenrola agora, ou em qualquer altura, é Deus, o “Eu Sou”, expressando-Se em harmonia perpétua. Nada existe fora do infinito Deus e Sua infinita ideia, o homem, que seja capaz de causar uma interrupção do bem. Existe apenas a perfeição espiritual neste momento, e neste momento, e neste momento…
Continua..>















