A Verdade-1

a verd1– 1 –

Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem seria digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.

Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois, já não havia se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.

Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.

Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.

Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.

A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência, aquele conhecimento, que permanecêssemos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.

O fato estabelecido, de que um mais um é igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.

Frequentemente, temos conhecido a Verdade de uma forma que Ela se opusesse a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já está é, neste exato instante. Nós jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos atermos àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.

Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois, agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Auto-reconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.

Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo é tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra daquilo que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois, VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreenda a Verdade?

Continua..>

“Qual É O Teu Impedimento?”

qti
Algo que irritava profundamente os judeus de sua época, era Jesus se proclamar Deus! A ignorância espiritual chamava de “pretensiosa” esta identificação. Quando Jesus disse ao paralítico: “Qual é o teu impedimento? Levanta-te, toma teu leito, e anda!”, que havia, de fato, embutido naquela pergunta? Aparentemente, ele indagava ao homem sobre o que poderia estar existindo, e que o limitasse daquela maneira; entretanto, se analisarmos o que está por trás da pergunta, associando-a com a revelação de que somos todos “um com Deus”, entenderíamos ser outra a questão ali levantada, ou seja, “qual é o teu impedimento quanto a te proclamares Deus?”

Você, que lê estas linhas, é real, é consciente, é vivo! A natureza de Deus é a sua natureza! Os conceitos temporais, crenças coletivas sobre seu Ser, que a “mente humana” tenta associar com sua identidade, foram integralmente postos à parte pelas revelações de todos os tempos! “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do Espírito, é Espírito”. Que o está impedindo de se proclamar Deus? Faça a si mesmo esta pergunta! Não force resposta que penda para opiniões do mundo!

“Que me impede de me proclamar Deus?” Persista nesta questão, durante a “Prática do Silêncio”, e permaneça atento às próprias revelações!

O Evangelho de Tomé registra: “Senhor, há muitos rodeando a cisterna; porém, nela própria não há ninguém!” Sobre este aforismo, Marie S. Watts comenta o seguinte: “De fato, a impressão que temos, é que há muitos que poderíamos chamar de “buscadores superficiais”; mostram-se plenamente satisfeitos apenas rodeando, abraçados ao campo do dualismo. Não parecem desejosos de reconhecer plenamente que “Deus é Tudo, Tudo é Deus”.

Enquanto colocações dualistas marcarem presença em nossa aceitação, deixaremos de “trocar o referencial”, vendo a Existência do ângulo da Verdade! Que é visto, a partir do “Referencial da Luz”? A Onipresença! O Infinito iluminado sendo tudo e sendo todos!

Contemple estas Verdades juntamente com a indagação aqui proposta: “Que me impede de me proclamar Deus?”

*

Fora De “Mim” Não Há Poder

pilatos1

Ater-se à Verdade de que DEUS É TUDO se reduz à percepção inequívoca de que “fora de MIM – fora de seu Eu Absoluto – não há Poder”! Isto significa reconhecer serenamente que “nada mais existe que tenha poder”, uma vez que este “Eu”, sendo VOCÊ, é a única Presença evidenciada como o infinito Universo de Luz.

Aparentemente falando, há pessoas que vivem se ferindo; cortam-se com facas, tropeçam em móveis, esbarram em outras pessoas, derrubam coisas quentes em si mesmas, etc.. Estes supostos “acontecimentos” são sombras, e não realidades, e somente exprimem a CRENÇA de que “fora de MIM há poder”. Em outras palavras, a Unidade Perfeita, que é a Oniação no Absoluto, não estava sendo reconhecida! E sem este reconhecimento, age a CRENÇA DUALISTA, sempre sugerindo que “há algo separado de MIM”, e capaz de  voltar-se “contra MIM”.

Onde há a percepção de que o Universo é UM SÓ CORPO, a CRENÇA ILUSÓRIA em “dois poderes” desaparece. Não se vê a mão de alguém beliscando a outra! As duas são vistas em “unidade com o corpo”.

“Nenhum poder terias sobre MIM, se não lhe fora dado do alto”, disse Jesus a Pilatos, após ter ele lhe dito “ter poder para soltá-lo ou crucificá-lo”.

Que significa “dar poder do alto” a algo ou alguém? Significa não reconhecer que TUDO É UM CORPO SÓ EM EXPRESSÃO AMOROSA, HARMÔNICA E PERFEITA! SIGNIFICA PERMITIR, À CRENÇA HIPNÓTICA EM DOIS PODERES, QUE SUA FALSIDADE ATUE APARENTEMENTE CONTRA NÓS.

Se um médico anuncia um suposto diagnóstico contrário ao BEM PERMANENTE a alguém,  ele se apavora e dá crédito na hora, “deu Poder do Alto” ao médico e à sua avaliação; se um chefe demite um funcionário, e ele se desespera, temendo ficar desempregado e carente de recursos, “deu Poder do Alto” ao seu chefe; se alguém está noivo,  noiva, ou já casado, e seu par lhe disser que “deseja a separação”, se a notícia o abalar, “deu poder do Alto” àquela pessoa!

MAS ESTE PODER JAMAIS SERÁ DADO EQUIVOCADAMENTE, QUANDO VOCÊ MEDITAR E, CONVICTAMENTE, RECONHECER:

FORA DE MIM NÃO HÁ PODER; SOU UM SÓ CORPO COM O UNIVERSO INFINITO! TUDO SOU “EU”, TUDO É “UNIDADE PERFEITA” – não haverá como as FALSAS CRENÇAS o perturbarem com suas mentiras e notícias vãs.

O Homem é DEUS em forma de indivíduo; assim, mesmo dotado de sua identidade distinta, jamais ela o deixa apartado do TODO, e é quando é percebida a Verdade absoluta:

“NADA PODE SER-ME TIRADO, NADA PODE SER-ME ACRESCENTADO”! FORA DE “MIM” NÃO HÁ PODER!

*

Perfeição: O Ponto De Partida Das Contemplações!

ppartida

Contemplar a Verdade é partir da totalidade de Deus como única Presença, Poder e Evidência. Portanto, é partir da Perfeição imutável e absoluta da Existência do Universo e do Ser que somos.

Jamais há alterações em Deus; assim, jamais há alterações no Cristo eterno que somos. Este reconhecimento, feito como “ponto de partida”, faz com que as “aparências” deixem de ser levadas em conta, por serem inexistências, sugestões agressivas da suposta “mente carnal”, e que não podem ser aceitas jamais como realidades ou presenças.

Este entendimento deixa claro o que é, de fato, uma “cura metafísica”. Para a mente ilusória, ela consiste numa “mudança de aparências”, quando alguém, queixoso de algum sintoma desarmônico, intenta ver-se livre dele, de forma a se sentir “curado”. Por mais que esta visão dos fatos pareça lógica e verdadeira, ela é totalmente falsa! E acaba sendo um estorvo na vida das pessoas. Por quê? Porque prende a atenção delas nas “aparências”, em seus “sintomas ilusórios”, impedindo que  se sintam livres para CONTEMPLAR O CRISTO ETERNAMENTE PERFEITO QUE CADA UMA SEMPRE É.

Quando nossa total atenção permanece em nossa Consciência crística, sem nenhum esforço mental, tiramos do “cinema terreno” a sua “tela” de projeção de ilusões. Em outras palavras, as “sugestões hipnóticas” perdem seu ilusório ponto de atuação, uma vez que NÃO CONSEGUEM ATINGIR, INVADIR OU INFLUENCIAR a Consciência crística que somos. Desse modo, enquanto nos sentirmos “incomodados” por algum suposto sintoma, isto somente quer dizer que NÃO ESTAMOS RECONHECENDO COMPLETAMENTE A NOSSA CONSCIÊNCIA REAL! Nesse caso, não há motivo para nos preocuparmos! Basta entendermos que “a ilusória mente carnal” está querendo se fazer presente, e nossa “contemplação” terá de ser melhor focalizada na PRESENÇA ÚNICA DE DEUS E DE SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, QUE, DESSE MODO, ESTARÁ SENDO A NOSSA TOTAL E ÚNICA CONSCIÊNCIA.

Não pode haver “casa dividida” nas contemplações. Para isso, deve estar bem claro que a suposta “mente carnal” não é mente verdadeira! DEUS É A MENTE ÚNICA EM EXPRESSÃO, E É A MENTE QUE GARANTE, AQUI E AGORA, A NOSSA PERFEIÇÃO INVIOLÁVEL!

O “mundo das aparências” é unicamente “sombra”; se alguém olhar sua sombra distorcida e acreditar estar “necessitado de cura”, sua atenção não estará integralmente em seu EU REAL DIVINO E PERFEITO; por outro lado, se tirar toda atenção da “sombra fenomênica”, estará depositando-a integralmente no CRISTO PERFEITO QUE SEMPRE É! E A CRENÇA EM IMPERFEIÇÃO E CURA SE ESVAIRÁ!

Este entendimento é o PONTO DE PARTIDA de nossas “contemplações”: partimos de DEUS COMO TUDO, E DE NOSSA PERFEIÇÃO INTOCÁVEL EM UNIDADE COM ELE! Desse modo, em vez de acreditarmos em “curas”, estaremos conscientes de nossa perfeição permanente.

*

“…Porque O Pai É Maior Do Que Eu”.

          maior

  “Vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu”.

João 14: 28       

Se a mensagem correta de Jesus tivesse sido pregada, certamente um número muito maior de pessoas teria se beneficiado com as suas revelações. Infelizmente isso não aconteceu, e ainda não acontece! A adoração, o respeito e a confiança que Jesus tinha com relação ao Pai não foram passados à humanidade! Pelo contrário, mesmo tendo ele dito: “Eu e o Pai somos um… mas o Pai é maior do que eu”, o Evangelho foi pregado em cima de sua pessoa. E se dissermos isto a alguém, ele nos responderá: “Ocorre que, para nós, Jesus é Deus!”

Nada tem a ver o fato de Jesus “ser Deus” com a pregação mentirosa de seu Evangelho! Realmente, estando em “unidade com Deus”, é evidente que Jesus é Deus! Só que ele enaltecia e adorava o Pai, e não a si próprio! “De mim, nada sou; o Pai em mim faz as obras”, disse Jesus, e pregando que “os verdadeiros adoradores adoram o Pai, em espírito e em verdade”, exatamente como ele próprio fazia!

Esta deturpação ortodoxa funciona como “perpetuação” da crença de que somos  míseros seres humanos. Um padre escreveu o seguinte: “Felizes os cristãos primitivos, que puderam ter Deus ao lado deles!” – referindo-se a Jesus. Entretanto, infelizes são os cristãos de hoje, que, lendo esse tipo de coisa, deixam de perceber DEUS EM SI MESMOS, que é o real Evangelho: “Ou não sabeis que sois o Templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vós?”, escreveu Paulo. O padre, e tantos mais que receberam erroneamente um falso Evangelho, acham que estar “perto de Jesus” é mais significativo do que “estar com o próprio Pai em SI MESMO!” E quando isto lhes é falado, se enfurecem: acham que “estamos diminuindo Jesus”.

“Ninguém vem ao Pai, senão por MIM”, disse Jesus. Esta experiência eu tive em meu próprio Ser, que foi a “Experiência de Deus” Se revelando como o Cristo que eu sou. É claro que é “por MIM”, e é claro que “MIM” é O PAI EM MIM! Mas as pessoas, hipnotizadas pelas “crenças ortodoxas”, vieram o tempo todo me dando “alertas”: “Suas mensagens não colocam Jesus Cristo em destaque!”, “Tenho pena de você, que, em sua forma de pensar, não dá valor a Jesus Cristo”!” – coisas desse tipo eu sempre escutei; porém, jamais ouvi que “… O PAI É MAIOR DO QUE EU”! Em nenhuma vez isso me foi falado! MAS FOI O QUE FALOU JESUS!

Jesus tomou um cuidado tremendo para que a Verdade não fossei entendida como “Verdade pessoal”!  “Quem crê em mim, crê não em mim, mas NAQUELE QUE ME ENVIOU” (João  12: 44). O apóstolo Paulo tomou o mesmo cuidado! “Cristo é TUDO em todos”, disse ele, explicando que as anulação do suposto “homem natural” faria cada um se ver SENDO O CRISTO! E este é o Evangelho revelado por Jesus: cada um “renascendo” – que é negar-se a si mesmo como “nascido de pais humanos”, para se identificar com o Pai real e único: “UM SÓ É O VOSSO PAI, O QUAL ESTÁ NOS CÉUS” (Mt. 23: 9).

Ao padre que escreveu “felizes os cristãos primitivos, que tinham Deus perto deles”, caso tivesse o endereço dele, eu gastaria um selinho e lhe escreveria dizendo: FELIZES AQUELES QUE PERCEBEM DEUS EM SI MESMOS, PORQUE, COMO DISSE JESUS, PODERÃO IGUALMENTE  DIZER:

“EU E O PAI SOMOS UM…MAS O PAI É MAIOR DO QUE EU”.

*

“Não Ficará Pedra Sobre Pedra”!

pedra1

“Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”

Mt. 24: 2

A totalidade do Universo como sendo Espírito é a Verdade Absoluta que cada um haverá de conhecer. “Do menor ao maior, todos conhecerão a Mim” (Jer. 31: 34), diz a Bíblia. Se isso fosse entendido, não teríamos tantas pregações religiosas falando em “castigo eterno”, em “condenação” ou em “juízo final”!  Teríamos pregações sobre “pedras sendo derrubadas”!

“Todos conhecerão a Mim”, ou seja, todos verão as ilusórias, hipnóticas e inconsistentes “crenças materiais” serem destruídas. “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada” (Mt. 24: 2).

Isto disse Jesus a seus discípulos, quando saía do templo e eles quiseram mostrar-lhe a “estrutura do templo”. Para eles, o templo era feito de pedras, era material; porém, para Jesus, era uma “estrutura ilusória”, algo insubstancial feito de “nadas”, e que, por fim, seria meramente uma “crença desmantelada”. DEUS É TUDO! A REALIDADE É PURAMENTE ESPIRITUAL.

Por toda parte, a humanidade enxerga “estrutura material” exatamente onde a realidade presente é espiritual. Cada reconhecimento da Verdade de que TUDO É ESPÍRITO, provoca a “derrubada das pedras”.

Quando a “estrutura material” lhe mostrar um suposto doente, um pecador, um carente de alguma coisa, será o momento de você “derrubar as pedras”, sem deixar sobrar nenhuma! Por isso o princípio diz que DEUS É TUDO! É a sua base de “derrubada das pedras”, puras inexistências, vazias de sustentação e permanência, e que “desabam” diante do convicto reconhecimento da Verdade.

Jesus recusou-se a “ver a estrutura do templo”; já a conhecia! Uma ilusória “estrutura” mantida por “crenças falsas”. Assim são as “estruturas” de doenças, de pecados, de males, de problemas:  ESTRUTURAS SEM ALICERCES!

Quem “contemplar” a Verdade, admitindo como real unicamente Deus, que é Luz, Amor, Onipresença, perceberá que “toda pedra” é ILUSÃO! Desse modo, “trará à Luz” a Verdade de que, de fato, DEUS É TUDO!

*

“Felizes Sois Vós, Porque Vossos Olhos Veem!”

felizes

“Felizes sois vós, porque vossos olhos veem, e vossos ouvidos ouvem”.

Mateus 13: 16

Se alguém for cego e pobre, vivendo numa favela e cuidado por terceiros, se ganhar de algum milionário uma mansão, e for transferido a ela, nada perceberá; sua vida continuará na cegueira de sempre!

Assim vive a humanidade, após ter recebido a revelação de que não vive em mundo material cheio de problemas, mas que vive em Deus, em Suas bem-aventuranças; que vive, como disse Jesus, “a vida com abundância”! Permaneceu na antiga “cegueira”.

Quem olhar a agitação que aparentemente há pelo mundo, verá pessoas desesperadas e aflitas por toda parte, tensas, estressadas, buscando “progredir”, “viver melhor”, “garantir futuro”, etc.. Se dissermos a alguma delas: “Basta-lhe abrir os olhos!”, provavelmente sequer atenção nos dará! Estaria cega pelas “aparências”! Estaria vivendo em Deus e em Seu Reino, mas nada disso estaria discernindo! Estaria imersa no Amor divino,  mas sem que o percebesse! ESTARIA VIVENDO UMA ILUSÃO, MESMO  JÁ ESTANDO NA VERDADE!

Não foi por acaso que Jesus disse: “Se permanecerdes em Mim, conhecereis a Verdade e a|Verdade vos tornará livres”. Livres de quê? Livres da “cegueira” mental humana! Se o mundo tivesse compreendido o que lhe veio revelado pelos grandes mestres, teria se dedicado a “abrir os olhos”, e não a “se matar” na ilusória matéria, para garantir o seu sustento!

Quem “tem olhos que veem”, enxerga a SI MESMO, e a todos os demais, como “igualmente supridos por Deus”. Quem “tem olhos que veem”, vê a SI MESMO como Deus Se expressando como indivíduo! Assim, ao transmitir aos demais a mesma Verdade, desejará que eles,  igualmente, “abram os olhos”, e vejam quem realmente são e onde estão!

É comum alguém achar que “contemplar” é “não fazer nada”. Entretanto, “contemplar” é ver que “Tudo está feito”! E perceber que “tudo é atividade”, e não inatividade! Isto significa que “contemplar”, além de ver “tudo consumado”, significa “se ver ATIVO na Oniação divina”, longe de estar sendo a ilusória imagem visível de algum suposto “meditante”.

Há pessoas que perguntam: “Qual é a posição ideal para as contemplações?”  A resposta absoluta é: “É a sua posição na Oniação, sendo Deus!”. Enquanto alguém retiver uma “imagem humana” de si mesmo, seja em “posição de lotus”, seja “andando pelas ruas”, não terá “aberto seus olhos”! Mas quando alguém disser: “Aquele que me vê a Mim, vê o Pai”, este estará de “olhos abertos”,  vivenciando a Verdade Absoluta de sua existência, que nunca foi, não é, nem será uma suposta “existência terrena”.

DEUS É TUDO! PORTANTO, “TER OLHOS QUE VEEM” SIGNIFICA VER O QUE DEUS VÊ, SOMENTE O QUE DEUS VÊ, E TUDO O QUE DEUS VÊ! “TER OLHOS QUE VEEM” É, PORTANTO, VOCÊ PERCEBER QUE DEUS, SENDO VOCÊ, É QUE É VOCÊ!

*

Busque “Perceber” Já Estar No Reino De Deus!

busque perceber

Após Jesus revelar à humanidade que “o Reino de Deus está próximo”, que “está entre nós”, que  “é chegado o Reino de Deus”, poderia parecer não haver mais palavras para serem ditas, para que todos procurassem perceber que “estamos agora neste Reino”. Mas o apóstolo Paulo, com suas palavras, e sem rodeios, disse: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

Isso tudo simplesmente quer dizer: “Já estamos agora no Paraíso”, e, unicamente, precisamos “perceber esta Verdade”. O Reino de Deus, portanto, não precisa ser realmente “buscado”, mas sim “percebido”. Se esta percepção se desse via mente humana, a humanidade toda já o teria visto, e não é de hoje! Ocorre, porém, que está suposta “mente carnal” é um instrumento ilusório! Nada tem a ver com Deus, e, por isso mesmo, foi chamada por Paulo de “a inimizade contra Deus”. Foi uma maneira drástica de enfatizar que este instrumento, que somente capta ilusão, não é o que recebemos de Deus.

“Temos a Mente de Cristo”, disse ele, que é a Mente real que todos temos, e, portanto, apta a “discernir” espiritualmente o Cristo que somos e o Reino iluminado em que estamos.

Quando Jesus disse: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça”, estava unicamente dizendo para que “nos identificássemos com a Mente de Deus”, como ele fazia, uma vez que somente Deus vê a Realidade eterna, enquanto a humanidade se ilude com puras “inexistências”. E esta ilusão é tão grande, que muitas pessoas ainda oram a Deus para que Ele as ajude a “viver melhor” esta MENTIRA!

O ensinamento absoluto é claro: UNICAMENTE DEUS EXISTE E É REALIDADE! Por isso, a palavra “Substância” é empregada como “matéria-prima” única e absoluta de todas as Formas. Há autores dualistas que dizem que devemos abandonar “o mundo das formas”, para nos acharmos em Deus! Não é verdade! Devemos, sim, abandonar a “mente ilusória” que traduz erroneamente as Formas! Todas as Formas são ideias divinas eternas! Por isso, nas “contemplações absolutas”, é recomendado que, além de percebermos o Universo como um todo, devemos, também, perceber a Forma “nosso Corpo”, contemplando-a como o TEMPLO DE DEUS QUE SOMOS.

Faça suas “contemplações” já se vendo estando no Reino de Deus e já dotado da Mente de Cristo. Veja tudo com “coração de criança”, sem nada forçar e se colocando em total abertura de receptividade interna.

“ESTOU NO PARAÍSO! SOU UM COM DEUS!” – parta diretamente da VERDADE ABSOLUTA, sem se dividir com a ILUSÃO de suposta existência terrena!

*

Posicione-se No “Tudo Está Feito”!

mp11A

 Você notará suas “contemplações absolutas” serem de percepção mais duradoura se cuidar, após a sua prática, de continuar permanecendo em Deus, em Seu Reino consumado, na Verdade de que “Tudo está feito”, que são as bases do ensinamento absoluto. Se assim fizer, verá que as supostas atividades das “aparências” fluirão com maior facilidade, pois serão reflexo mais fiel da Oniação perfeita da Realidade espiritual.

Todos já puderam notar que, quando agimos nos achando na matéria, tudo nos parecerá material; veremos as demais pessoas como carnais, algumas com vínculo e outras sem vínculo conosco, e estas aceitações ilusórias são as causas de muita confusão e perda de tempo.

Quando saímos com a percepção de que Deus é TUDO, nos veremos em “solo sagrado” em que todas as chamadas “pessoas” serão entendidas como expressões de Deus, assim como nós também somos. Mesmo que elas não tenham conhecimento desta Verdade, a nossa percepção da Verdade aflorará nelas todas, fazendo com que tudo se desenrole em “divina ordem”, e, se os acontecimentos se mostrarem desarmônicos, não deverão ser interpretados dessa forma. Por quê? Porque por trás das “aparências” manifesta-se a Oniação. Portanto, puxe, de tempos em tempos, a atenção radicalmente para a Oniação, reconhecendo que “DEUS AGE COMO DEUS SENDO VOCÊ!”. Assim, as “aparências” deixarão de contar com o seu crédito dado a elas, e se amoldarão à Verdade.

O mundo fenomênico não tem existência real! Não estamos nele nunca! Sempre estamos em Deus, e a ilusória identificação de nosso Ser, que é o Cristo, com o suposto “eu humano” é a ILUSÃO que pode nos levar a crer estarmos em “vida terrena”.

Quando Jesus orou: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”, não estava dizendo que seus discípulos devessem estar no mundo! Estava orando para que eles “vissem o mundo com olhos de Deus”, ou seja, espiritual, consumado e perfeito sempre! O “mal” a que se referia era a ILUSÃO, o suposto “véu” que, aparentemente, esconde a Verdade de que o Reino de Deus é o ÚNICO UNIVERSO, AQUI E AGORA, EM EVIDÊNCIA!

Quanto maior for sua dedicação em reconhecer que “TUDO ESTÁ FEITO”, maior será a Paz divina que perceberá! Esta Paz é a demonstração viva de sua UNIDADE COM DEUS!

*

“Aparências” São “Ausências”

525

A maioria das pessoas tem dificuldade para desacreditar das “aparências”, para poder permanecer na Verdade Absoluta de que “somente existe Deus”. Discordar das aparências é necessário, pois são o que o próprio nome diz: “aparências”. Uma forma de lidar com elas é expulsá-las, como em muitas ocasiões Jesus fazia: “Afasta-te, Satanás!” . Este “Satanás” era a “aparência” tentando fazê-lo crer ser ela realidade. Expulsando-a, a Consciência crística que todos já temos, pode ser percebida com maior facilidade.

Outra maneira é ficarmos em meditação de olhos abertos, em contínuo reconhecimento: “Isto não é o que parece ser, isto é Deus que Se manifesta como …”. Permanecendo neste reconhecimento, deixamos de atribuir realidade ou poder àquela “miragem” vista, enquanto a Presença real de Deus é simultaneamente reconhecida.

“Aparências”, como sonhos,  são sempre ausências! Não têm substância, realidade nem poder. A ilustração do lápis dentro do copo com água, que aparenta estar quebrado, visto por fora ao nível da água, é muito útil para este  entendimento. O suposto “lápis quebrado”, apesar de “visto”, é uma “ausência”: jamais esteve sendo realidade ali presente.

O chamado “mundo material” é total “ausência”, uma vez que DEUS É TUDO, E DEUS É ESPÍRITO. É por esse motivo que a Metafísica ensina a não se querer melhorar “aparências”, pois, no caso, estaríamos deixando de lado a Verdade de que “TUDO ESTÁ FEITO”, de que a REALIDADE É OBRA PERMANENTE DE DEUS, E, PORTANTO, PERFEITA, PARA DARMOS CRÉDITO A “AUSÊNCIAS”, INTENTANDO “MELHORÁ-LAS”.

Mary Baker Eddy disse o seguinte: “O Princípio -Deus – é Onipresente e Onipotente. Deus está em toda parte, e nada afora Ele está presente ou tem poder”. Dessa maneira, fica estabelecida a a maneira correta de encararmos as “aparências”: como ilusórias ou inexistentes. Em vez de lutarmos para “melhorá-las”, teremos de empregar o Princípio de que “afora Deus”, nada está presente ou tem poder.

O foco, portanto, não está em “curarmos doenças”, ou em “corrigirmos imperfeições”: O FOCO ESTÁ EM HONRARMOS A DEUS COMO ONIPRESENTE E ONIPOTENTE, O QUE É FEITO MEDIANTE UMA NATURAL CONVICÇÃO DE QUE AS “APARÊNCIAS – BOAS OU MÁS –  SÃO PURAMENTE AUSÊNCIAS”.

*

Deus é Tudo; “Aparências” são Nadas!

nadas

Quem estuda a Verdade somente compreenderá que DEUS É TUDO entendendo, simultaneamente, que as “aparências” são “nadas”. Aparências, como sonhos, são nulidades sem substância. Desse modo, avaliá-las como graves ou não, seria perdermos tempo avaliando “nadas”.

Os únicos acontecimentos deste AGORA são os da Oniação divina, e quando nos virmos diante de “aparências” conturbadas, a primeira coisa a ser lembrada, é que elas não passam de imagens falsas ou hipnóticas, sem poder algum para interferir com a Oniação, que reina resplandecentemente, ali mesmo, em Sua perfeição imutável e absoluta.

Marie S. Watts disse o seguinte:

Não importa quão terrível ou convincente a evidência aparente ser: volte-se instantaneamente à Verdade: DEUS É TUDO. Uma vez firmemente estabelecido nesta Consciência, perceba que TUDO significa tanto eterno quanto infinito. Contemple a Natureza de Deus como sem começo, sem mudança e sem fim. Permaneça no fato de que o Deus Infinito compreende TUDO, e é a única Mente, Consciência, Substância e Atividade do Universo. Continue na convicção de que o infinito Deus compreende a Consciência, a Substância, a Vida eterna, sem começo, sem mudança e sem fim de cada indivíduo específico. Irá presenciar enorme calma. E saberá que o aparente temporal foi anulado, e que se fez manifestada a infinita Onipotência da Onipresença como Sua gloriosa Verdade: “Eu sou o Senhor, e não há mais nada”.

O que nos é  requerido, neste estudo, é esta postura decidida de não cedermos às pressões hipnóticas da suposta mente humana para que acatemos as suas mentiras como verdades. JÁ ESTÁ MAIS DO QUE PROVADO, NA METAFÍSICA,  QUE “APARÊNCIAS” SÃO EMBUSTES! Você não precisará  reter dúvidas quanto a isto! Basta-lhe contemplar serenamente “O QUE DEUS FAZ”, sem dar “fôlego” para que as “aparências” persistam.

Como disse Marie S. Watts, volva-se à TOTALIDADE DE DEUS, percebendo que TUDO significa “eterno” e “infinito”. A sua tranquila permanência nesta Verdade será sua “adesão” ao que Deus É, que o fará perceber sua Unidade com Ele.

*

No Lugar Do Fato Ilusório, Manifesta-se O Fato Perfeito!

fato1

Certa vez, estando a subir pelo elevador do prédio, ele parou num dos andares antes de chegar ao meu, e entrou uma senhora, apertando o botão do térreo. A porta se fechou, o elevador continuou subindo, e, ao chegar ao meu andar, a porta se abriu. Ao sair, vi que a senhora vinha atrás, saindo junto, e se assustou, ao notar que não era o térreo. Para ela, o elevador descia, e não subia!

Quando os ensinamentos explicam que “ver imperfeição” é aceitar fato inexistente em lugar do fato verdadeiro, ou seja, que “a imperfeição é ilusão”, muita gente fica querendo saber “de onde veio a ilusão”! E se respondermos que “não veio”, uma vez que “ilusão é ilusão”, não se contentam com esta explicação.

Voltemos ao caso do elevador: ele subia, e a senhora estava certa de que ele descia; qual era a verdade? O elevador subindo! Que era a ilusão? O elevador descendo! Ela ia saindo dele achando estar pisando no andar térreo, porém, na verdade, estava pisando no sétimo andar do prédio. A mente dela estava na ilusão! Nada do que ela acreditava esteve acontecendo! Quem explicaria a “origem da ilusão”? Tentar, seria pura perda de tempo! Quando ela “percebeu”  a verdade, que o andar era o sétimo, a ilusão sumiu!

DEUS É TUDO, e Sua perfeição absoluta É o Universo infinito! Iluminado! Inviolável! Único! E então, se virmos “alguém doente” e se internando num hospital; qual seria o FATO REAL ali manifestado? DEUS SENDO TUDO, O LOCAL SENDO “SOLO SAGRADO”, E O SUPOSTO “DOENTE” SENDO O CRISTO! A EMANAÇÃO PERFEITA DE DEUS COMO INDIVÍDUO. Qual seria o “fato ilusório”? Um cenário de mundo material, com hospital e alguém nele se internando e se achando doente.

Para deixar isto claro, a Metafísica declara: ESTE CENÁRIO MATERIAL É ILUSÃO! DEUS É TUDO! CONTEMPLE A ONIPRESENÇA DE DEUS EM LUGAR DELE!

Se alguém entender que “é o doente”, querendo “se curar”, o que estará reconhecendo, é a ILUSÃO! O FATO REAL LHE ESTARÁ FORA DE PERCEPÇÃO! ENTRETANTO, É O QUE JÁ ESTARIA EVIDENCIADO! A PERFEIÇÃO PERMANENTE!

Aquela senhora, de fato, estava no SÉTIMO ANDAR, E NÃO NO TÉRREO! Se ali ficasse, orando para ver aquele andar “se tornar” o andar térreo, qualquer um veria que seria insensatez! A VERDADE ERA UMA, ENQUANTO ELA ESTARIA QUERENDO “MUDÁ-LA” COM SUA ORAÇÃO!

Se alguém estiver se vendo doente, com doença curável ou incurável, pecador, carente de algo ou de alguém, este “alguém” seria  “a senhora descendo pelo elevador que estaria subindo”, isto é, acreditando em FATO INEXISTENTE!

 Enquanto o mundo, na ilusão, apedrejava uma suposta “adúltera”, disse-lhe Jesus: “Nem eu te condeno”! Não acreditava em fato irreal, e, por outro lado, acreditava no FATO REAL! DEUS SENDO TUDO!

A Bíblia diz: “Eu, o Senhor, não mudo”; “As Obras de Deus são permanentes”. Enquanto alguém não PARTIR DO REFERENCIAL DESTAS VERDADES, ESTARÁ ACREDITANDO NUMA TREMENDA ILUSÃO! A senhora estava no sétimo andar, mas, em sua ilusão, estava no andar térreo; Moisés estava em “solo sagrado”, mas em sua ilusão, estava em “monte material”. Que mudança nele ocorreu? NENHUMA! APENAS PERCEBEU O QUE SEMPRE ALI ESTIVERA PRESENTE, APENAS SE VIU SENDO O DEUS VIVO QUE SEMPRE ESTIVERA SENDO!

Faça suas contemplações de modo correto: onde a humanidade toda, iludida, vê “mundo material”, com suas CRENÇAS em “bem” e “mal”, o que REALMENTE EXISTE, É UNICAMENTE DEUS! Este é o entendimento da premissa básica, que diz: DEUS É TUDO; e é o entendimento da palavra “ilusão”, quando aparece nos ensinamentos da Verdade.

ASSIM COMO AQUELA SENHORA NÃO ESTAVA DESCENDO, E SIM SUBINDO AO SÉTIMO ANDAR, O HOMEM JAMAIS ESTEVE SENDO “CARNAL NASCENDO”, E SIM SENDO DEUS, O CRISTO PERFEITO, SEMPRE EM SEU REINO SAGRADO, E SEMPRE IMUTAVELMENTE PERFEITO! ESTE DEUS É VOCÊ!

*

“Faze-te Em Mar Alto!”

mar alto1

“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede”.

Lucas 5: 4-5

 Se alguém estiver vendo um filme pela TV, e, de repente, surgirem cenas chocantes ou horripilantes na tela, caso ele desejar parar de vê-las, de nada adiantará orar,  se continuar prestando atenção na tela. Ou desligará o aparelho, ou mudará de canal ou olhará  noutra direção.

Algo análogo aconteceu com os discípulos de Jesus, vendo um cenário desalentador em que se esforçavam para encher suas redes de peixes, em horas e horas de pescaria, sem que nada vissem de resultado. Que lhes disse Jesus? “Joguem suas redes em mar alto!”. No mesmo instante, tirando inteiramente a atenção do local das tentativas frustrantes, e colocando-a no local indicado, as redes até se rompiam, tal era a quantidade de peixes.

Que é o “mar alto”? É você atuar com a sua Consciência crística, nas altitudes dos fatos reais da Existência, local em que a ILUSÃO não consegue chegar! Estar em “mar alto” é você desconhecer local de “pescaria frustrante”, por estar completamente tomado pelas imagens de provisão infinita do “mar alto”. Em suma, “estar em mar alto” é simplesmente você trocar seu foco de percepção, sem que necessariamente saia de onde estiver, porém, vendo-se em “solo sagrado” e não em “deserto” de mundo material.

Aquele que permanece atento às “aparências materiais”, pedindo e implorando a Deus para que o socorra, em suas frustrantes tentativas em obter saúde, suprimento, melhorias, não estará em “mar alto”, e, desse modo, até suas preces aparentarão não ser atendidas! Tão logo ele lance as redes em “mar alto”, somente verá o resplandecente Universo do Bem permanente, onde “tudo está feito”, e onde “todas as necessidades já estão atendidas”.

Jamais intente “melhorar algo” em locais de resultados frustrantes! Eles são “aparências” e não realidades! Surgem como uma dor, como algum sintoma, como alguma carência, ou como outra ILUSÃO qualquer. “LANCE SUAS REDES SOBRE A PALAVRA DA VERDADE”; VEJA-SE EM “MAR ALTO”! De que forma? VENDO-SE NA TOTALIDADE DE DEUS E NÃO NA MATÉRIA! VENDO-SE DOTADO DA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA E NÃO DA MENTE HUMANA! CONTEMPLANDO O UNIVERSO ILUMINADO E AUTOSSUPRIDO E NÃO ILUSÓRIAS  “APARÊNCIAS MATERIAIS”.

E LEMBRE-SE: VOCÊ JÁ ESTÁ EM “MAR ALTO”! UNICAMENTE DEUS É REALIDADE! E ESTA “PERCEPÇÃO” JÁ É A SUA, AQUI E AGORA, POR ESTAR VOCÊ DESPERTO PARA A SUA CONSCIÊNCIA DIVINA, E IDENTIFICADO COM ELA!

*

Veja-se Como A Luz Que é Tudo!

luz006

 O Universo é a Luz infinita de Deus Se expressando. Assim disse João: “Deus é Luz e n’Ele não há trevas nenhumas”. Como DEUS É TUDO, a LUZ É TUDO! Eis porque Jesus disse: “Vós sois a Luz do mundo” .

“Ser Luz” significa reconhecer em SI MESMO esta Verdade literal e totalmente! E isto requer “contemplação”! Por quê? Porque aos sentidos ilusórios da humanidade, somos “vistos” não iluminados! E quem parte desta ILUSÃO, querendo criar uma situação já existente, que é já estarmos sendo Deus e sendo Luz, só estará reforçando a presença falsa de trevas!

Não há trevas em Deus, e Deus é TUDO! Toda concepção material de existência é “vazia”, estando, e permanente, a Luz divina em seu lugar. Por esse motivo, o ensinamento absoluto parte do “Referencial da Luz”, reconhecendo o Poder divino universal e infinito como única Presença. Assim, a Onipotência divina Se faz presente como Onipresença oniativa! E este reconhecimento, feito através das contemplações, extingue a “crença material”.

A Luz que somos é o Cristo, nossa eterna e única identidade. Por isso a CRENÇA de que somos “seres carnais nascidos” precisa ser destruída pela admissão radical da real e iluminada identidade nossa como Filho de Deus que, como disse Buda, “jamais esteve em ventre materno”.

Enquanto estas “loucuras de Deus” não desafiarem e destronarem as aceitações das CRENÇAS COLETIVAS, a Verdade ficará sendo a Luz que somos, mas continuaremos negando esta Luz, endossando a falsa existência de “mundo material”.

Em suas “contemplações absolutas”, VEJA-SE COMO LUZ INFINITA QUE COBRE O INFINITO! SOMOS UM COM ESTA LUZ QUE É TUDO! PERMANEÇA EM SILÊNCIO ATÉ “SENTIR” QUE ESTA VERDADE É A SUA PRÓPRIA PRESENÇA! E ATÉ “SENTIR” QUE A SUA PRÓPRIA PRESENÇA É ESTA VERDADE.

*

Autocontemplação

 Autocontemplação1

Quando passei a fazer palestras sobre a Verdade Absoluta de que DEUS É TUDO, vendo a dificuldade de encontrar literatura e autores que não perdiam este foco, comecei a escrever as mensagens absolutas para empregá-las nestas palestras. Eram capítulos de poucas páginas, que, posteriormente, eu reuni numa apostila. Ao escolher um título para ela, veio-me colocar simplesmente “Contemplação”. Desse modo, criei uma capa simples, nela escrevi este título, e achei que o assunto estava encerrado. Porém, segundos depois, enquanto caminhava do quarto ao corredor, ouvi claramente uma “voz sem voz”, um “cochicho”, que me dizia o seguinte: “Auto,.. Autocontemplação”. Imediatamente retornei à capa feita e acrescentei a palavra “Auto” ao título, e assim ficou também, quando posteriormente uma editora me procurou, interessada em lançar o livro.

Naquele momento em que escutei a “voz sem voz”, não tinha me dado conta do valor daquele acréscimo ao título; havia gostado da sugestão, atendido a ela, entretanto, somente depois comecei a perceber a sua imensa importância.

O livro começava com o capítulo “A Experiência de Deus”, e, logo em seu início, eu coloquei um quadrinho com os seguintes dizeres:

“EU SOU” aquilo que DEUS É, tudo que DEUS É, somente o que DEUS É.

Com o passar dos anos, fui percebendo que a palavra “Autocontemplação” dizia tudo, em termos de  realização espiritual absoluta. Ela diz diretamente o que é o “Vinde a Mim”, o “permanecei em Mim”, citados por Jesus. Exclui a dualidade, em que “alguém” estava sendo chamado, indo diretamente ao ponto crucial: “EU SOU O QUE SOU EM AUTOCONTEMPLAÇÃO DE MIM MESMO COMO O ÚNICO!”

Aquele que partir disso, em suas contemplações da Verdade, notará que se ver em “Autocontemplação” desarma a ilusória mente humana, que nada tem a ver conosco, mas que sempre procura aparecer, como se tivesse! Esta suposta “mente”, chamada por Paulo de “morte”, de “inimizade contra Deus”, fica totalmente “abandonada”, enquanto nossa atenção permanece inteiramente no Ser real que somos: Deus evidenciado como o Cristo.

A “Autocontemplação” parte do Universo real, iluminado e perfeito, com o qual nos identificamos; e então, contemplamos o Ser específico que somos, o Cristo, integrado ao Universo como cada gota está integrada ao oceano.

DEUS É TUDO! E, exatamente por isso, realmente VOCÊ ESTÁ SENDO A “EXPERIÊNCIA DE DEUS”, SENDO “AQUILO QUE DEUS É, TUDO QUE DEUS É, SOMENTE O QUE DEUS É”.

Faça suas “contemplações” como “Autocontemplações”, e verá que elas serão VOCÊ SE VENDO TAL COMO SEMPRE FOI, É E SERÁ: O CRISTO! 

*

Um Sermão Proferido Em Boston-2 (Final)

sermão2– 2 –

O reino dos céus é o reinado da ciência divina: é um estado mental. Jesus disse que está dentro de vós, e ensinou-nos a orar “Venha o teu reino”; mas ele não nos ensinou a orar pedindo a morte a fim de ganhar o céu. Não recorremos à escuridão em busca da luz. A morte jamais pode ser a precursora do despontar da Ciência que revela os fatos espirituais da Vida do homem, aqui e agora.

O fermento que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha é a Ciência divina; o Consolador, o Espírito Santo que guia a toda a Verdade; “o cicio tranquilo e suave” que emana Sua presença e poder, expelindo o erro e curando o doente. E a mulher, a ideia espiritual, toma todas as coisas de Deus e as mostra à criatura, até que todo o senso do ser seja levedado pelo Espírito.

As três medidas de farinha bem podem ser comparadas ao senso equivocado de vida, substância e inteligência, o qual diz: sou sustentado pelo pão, matéria, em vez de pela Mente. O fermento espiritual da Ciência divina muda esse senso equivocado, proporcionando melhores perspectivas de vida, dizendo: A vida do homem é Deus; e quando isso se manifestar, será a substância das coisas que se esperam”.

A medida da Vida aumentará a cada toque espiritual, assim como o fermento faz crescer a massa do pão. O homem celebrará a festa da Vida, não com o antigo fermento dos escribas e fariseus, nem com o “fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade”.

Assim se pode ver que a Ciência da cura mental tem de ser compreendida. Há falsos cristos que pretendem “enganar, se possível”, estabelecendo a matéria e seus métodos no lugar de Deus, a Mente. Sua suposição é de que existam outras mentes além d’Ele; que uma mente controla outra; que uma crença tome o lugar de outra. Mas esse ismo de hoje nada tem a ver com a Ciência da cura mental que nos faz conhecer a Deus e revela a Mente perfeita, única, e Suas leis.

A tentativa de misturar a matéria e a Mente, de trabalhar com os meios tanto do magnetismo animal quanto do poder divino, é como dizer, literalmente: Porventura em teu nome não expelimos demônios, e não fizemos muitos milagres?

Mas lembrai-vos de Deus em todos os vossos caminhos e encontrareis a verdade que rompe o sonho dos sentidos e permite a entrada da harmonia da Ciência que declara a Ele, trazendo cura, paz e perfeito amor.

(De O Arauto da Christian Science – março 1998)

 

 

 

Um Sermão Proferido Em Boston-1

sermão1

– 1 –

O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.
Mateus 13:13

Atualmente pouca gente sabe alguma coisa sobre a Ciência da cura mental; e há tanta gente que, em nome da Ciência, impõe sua ignorância ou seu falso conhecimento à opinião pública, que é obrigação de todos aqueles que estão revestidos das armas da luz conservar brilhante sua invencível armadura: ser modestos em relação a suas demonstrações e manter reivindicações e seu viver firmemente alicerçados na Verdade.

Ao disseminar a Palavra com amor, mas separando joio do trigo, declaremos o positivo e o negativo da ciência metafísica; aquilo que ela é e aquilo que ela não é. Protestantes num sentido mais elevado do que nunca, intrépidos e esquecidos de nossos próprios interesses, enfrentemos e derrotemos as pretensões dos sentidos e do pecado, a despeito das censuras ou dos clãs que derramam sobre nós o seu fogo; e o amor, alado de branco, pairando sobre todos, cobrirá com suas plumas o pecador mais empedernido.

A Mente divina e infalível mede o homem, até que as três medidas fiquem levedadas e ele chegue à plenitude da estatura; pois “reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-poderoso”.

A Ciência é divina: não é de origem humana nem procede de diretrizes humanas. As chamadas “ciências naturais”, cujas evidências são percebidas pelos cinco sentidos pessoais, apresentam apenas um senso finito e tênue da infinita lei de Deus; lei essa que está inscrita no coração, é recebida por meio das afeições, é compreendida espiritualmente e demonstrada em nossa vida.

Essa lei de Deus é a Ciência da cura mental, espiritualmente discernida, compreendida e obedecida.

A Ciência mental e os cinco sentidos pessoais estão em conflito; e a paz só pode ser declarada do lado do direito imutável, – a saúde, a santidade e a imortalidade do homem. Para obter esse resultado científico, é preciso compreender e acatar a regra primordial e fundamental da Ciência; ou seja, a declaração frequentemente repetida nas Escrituras, de que Deus é o bem; portanto, o bem é onipotente e onipresente.

A filosofia antiga e a moderna, a razão humana ou os teoremas dos homens enunciam erradamente a Ciência mental, seu princípio e sua prática. Nesse ponto, a mais esclarecida compreensão nada vê senão uma lei da matéria.

Quem alguma vez aprendeu nas escolas que só existe uma Mente única, e que esta é Deus, que cura todas as nossas doenças e pecados?

Quem alguma vez aprendeu nas escolas, na filosofia pagã ou na teologia escolástica, que a ciência é a lei da Mente e não da matéria, e que essa lei não tem nenhuma relação com a matéria nem a reconhece?

A Mente é sua própria grande causa e efeito. A Mente é Deus onipotente e onipresente. Que dizer, então, de uma teoria oposta, assim chamada ciência, a afirmar que o homem é tanto matéria como mente, e que a Mente está na matéria: Pode o infinito estar dentro do finito? E não deve o homem haver preexistido, no Tudo e Único? Acaso existe uma mente má sem ter espaço para ocupar, sem ter poder para agir nem vaidade para se apresentar como sendo o homem?

Se Deus é Mente e preenche todo o espaço, se está em toda parte, a matéria não está em lugar nenhum e o pecado é obsoleto. Se a Mente, Deus, é todo poder e todo presença, o homem não se depara com outro poder ou presença que, – obstruindo sua inteligência – lhe causa dor, o acorrenta e o engana. A perfeição do homem está intacta; de onde vem, então, algo além d’ELE, que não é a contraparte, mas sim a contrafação do criador do homem? Por certo não vem de Deus, pois Ele fez o homem à Sua própria imagem. De onde vem, então, o átomo ou molécula chamada matéria? Porventura foi formada pela atração e coesão? Mas essas forças são leis da matéria, ou leis da Mente?

Para que a matéria seja matéria, deve ter sido criada por si mesma. A Mente não tem poder para produzir ou para criar a matéria, assim como o bem não tem poder para produzir o mal. A matéria é um enunciado errôneo sobre a Mente; é uma mentira, pretendendo falar contra a Verdade e negá-la; é idolatria, tendo outros deuses; é o mal, pretendendo ter presença e poder sobre a onipotência!

Esclareçamos as abstrações. Coloquemo-nos na presença d’Aquele que remove todas as iniquidades e sara todas as nossas enfermidades. Unamos nosso conceito da Ciência àquilo que toca o sentimento religioso íntimo do homem. Abramos nossas afeições ao Princípio que tudo move em harmonia, – desde a queda de um pardal até o voltear de um mundo. Acima da ursa com seus filhos, está a Ciência da cura mental, mais ampla que o sistema solar e mais alta que a atmosfera de nosso planeta.

O que é o reino dos céus? A morada do Espírito, o reino do real. Ali não existe matéria, ali não existe noite – nada que idealize ou pratique a mentira. É porventura distante esse reino? Não: está sempre presente aqui. A primeira a declarar-se contra esse reino é a matéria. Porventura será chamada heresia aquilo que advoga a favor do Espírito – o Tudo de Deus e Sua onipresença?

Continua..>

Uma Ficção Contendo Fatos E Pessoas

cajado1

Se olharmos o mundo e as pessoas com  “olhos” dos sentidos humanos, estaremos testemunhando a ILUSÃO, ou seja, sonhando com a suposta “aparência material” em que são “vistos” pessoas e fatos que são integralmente irrealidades. “Olhos não viram”, disse Paulo, “o que Deus preparou àqueles que O amam”.

Não julgar pelas “aparências”, pelo reconhecimento absoluto de que “unicamente Deus é realidade”, é o conhecimento da Verdade; a sua prática é essencial, para que este conhecimento não seja meramente mental ou teórico. Onde aparenta existir um pecador ou um doente, o que, de fato, estaria realmente ali evidenciado? DEUS! Tanto o pecador quanto o doente, mostrados pela suposta “mente humana”, são ficções mentais!

Para Moisés, a natureza ilusória “deste mundo” lhe foi revelada de diversas maneiras; uma delas foi quando viu o seu cajado aparentemente se “transformar” numa serpente. Isto quer dizer que não havia nem cajado nem serpente materiais em sua experiência, mas unicamente uma ilusão!

“Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já o não conhecemos deste modo” (2 Cor 5: 16). Esta citação resume o que constitui a “Prática da Verdade”. Enquanto “segundo a carne” alguém ao mundo se mostrar como real e vivenciando pecados, doenças ou imperfeições, “nós já não o conhecemos deste modo”.

A visão correta dos fatos e pessoas revela o Reino de Deus, aqui e agora, em que tudo é perene perfeição e harmonia. Por que a Verdade é revelada e, em grande parte, deixa de ser efetivamente praticada?  Porque deixamos de levar a cabo esta “troca de referencial”, do humano imperfeito, fictício, para o divino, perfeito, que é real. Mas mesmo enquanto este erro for mantido, em nada se alterará a Verdade, que é permanentemente DEUS SENDO TUDO!

O que é ilusão é sempre nada, e o que é Verdade, é sempre tudo! Por isso, invertamos o “referencial”, do “nada” para o “tudo”, e neste “renascimento” estaremos “face a face com Deus”. Assim se viu Moisés diante de Deus, sem “mundo material”, sem “cajado” e sem “serpente”, ou seja, sem a CRENÇA em bem e mal! O “solo sagrado” foi por ele reconhecido, e DEUS  foi visto como TUDO!

Mary Baker Eddy disse o seguinte: A doença e o pecado aparecem hoje sob formas mais sutis que no passado. Eles progridem e se multiplicarão em formas piores, até que seja compreendido que a doença e o pecado são irreais, desconhecidos da Verdade, e nunca pessoas verdadeiras ou fatos reais”.

Deixar de atestar ILUSÃO é estar UNO COM A VERDADE que a desconhece! Entender que acreditar em doenças, pecados, doentes e pecadores é ser ILUDIDO, por  admitir pessoas e fatos que são ficção, é fundamental! Isto porque a “crença” de que eles sejam pessoas verdadeiras ou fatos reais é a mentira que, se deixarmos, será admitida erroneamente como Verdade! “Tendes olhos mas não vedes?”, indagava Jesus àqueles “enxergando”  ficções terrenas e não os fatos eternos reais.

“Cuidai para que não vos apegueis à ilusão”, diz a Seicho-No-Ie. Precisamos estar atentos a estes princípios e colocá-los seguidamente em prática! Eles retratam a VERDADE PURA!

*

Inicie Suas Contemplações Em Deus E Sendo Deus!

inicie

 Se estudamos a Verdade, e se a Verdade é que DEUS É TUDO, nenhum sentido haverá em se iniciar uma “contemplação da Verdade” a partir de uma mentira, isto é, a mentira de que não estamos em Deus, em Seu Universo de Luz, sem já estarmos sendo o Cristo!

Os ensinamentos relativos enrolam demais! Partem de CRENÇAS FALSAS para só depois nos animar a vê-las como falsas! Desse modo, fica-nos parecendo que deixamos um mundo ilusório e material por alguns momentos, para reconhecermos o Universo de Luz Infinita, para, encerrada a contemplação, voltarmos ao mundo ilusório novamente! Se isto nos fosse possível, o “mundo ilusório” não seria ilusório!

O ensinamento absoluto não objetiva argumentar para convencer alguém de que seus princípios sejam verdadeiros! Parte sempre da premissa de que DEUS É TUDO e que, por Autorrevelação, cada um “percebe”, espontaneamente, o que é Verdade e o que não é!

Assim como ninguém perderia sua real identidade nem seu real mundo, se estivesse num teatro e se deixasse envolver mentalmente pelas encenações vistas no palco, ninguém perde sua identidade crística nem sua real posição na Onipresença, mesmo que pareça estar entretido com as ilusórias “aparências” deste mundo! O erro seria querer voltar ao Reino; o erro seria querer restabelecer a harmonia; o erro seria acreditar que DEUS TENHA DEIXADO DE SER SUA IDENTIDADE!

Dê Início às contemplações já partindo da Verdade EVIDENCIADA, OU SEJA, ESTANDO, AQUI E AGORA, no Reino do Absoluto, dotado da Substância  espiritual divina formadora de seu Corpo de LUZ, e percebendo a Realidade de que “tudo que Deus faz dura perpetuamente”.

“Vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu Reino”, disse Jesus. Não há sentido em alguém se esforçar para obter o que já ganhou! Em vez disso, deve descartar o que nunca lhe pertenceu, ou seja, a ilusória “mente humana”. Para Isto, parta do que é REAL! Parta de sua presença sendo a Presença de Deus, e parta do princípio de que SOMENTE EXISTE DEUS!

*

Você E A Perfeição São Um!

PERFEIÇÃO22A

Como DEUS É TUDO, é evidente que A PERFEIÇÃO SEJA TUDO, INCLUSIVE A TOTALIDADE DE SUA EXISTÊNCIA! Porém, apenas lido e aceito vagamente, este princípio não contará com a sua plena identificação. É necessário um natural e total reconhecimento.

A palavra “imperfeição” , para a Verdade Absoluta, é algo sem sentido! Não encontra “evidência” em parte alguma da Onipresença divina! A Substância que Se evidencia como Universo, e como TUDO que nele se contém, é PERFEIÇÃO PERMANENTE!  É esta Verdade que precisa ser reconhecida e contemplada, para que “algo imperfeito e irreal” deixe de ser visto como presença onde SOMENTE DEUS EXISTE, É SUBSTÂNCIA E É PRESENÇA!

Não apenas leia e concorde mentalmente que “A PERFEIÇÃO É ONIPRESENTE”! Contemple sua UNIDADE com ela! VOCÊ E A PERFEIÇÃO SÃO UM! A PERFEIÇÃO ESTÁ MANIFESTADA COMO VOCÊ!

A Substância real e única é a formadora eterna de sua existência! Caso “aparências ilusórias”, aceitas pela também ilusória “mente humana”, tentem se mostrar reais, não creia nelas! São “quadros hipnóticos” que somente um “instrumento ilusório” poderia reconhecer. DEUS É A SUBSTÂNCIA ÚNICA, E A MENTE DE DEUS É O INSTRUMENTO DE PERCEPÇÃO ÚNICO EM EXISTÊNCIA.

“Temos a Mente de Cristo”; assim, diante dos ilusórios quadros de imperfeição, não tente forçar a mente para alterá-los! ABRA-SE À MENTE DE CRISTO! De que maneira? Aceitando-a presente como sua única Mente real! Fazendo isto, DEIXE QUE ELA O ENCONTRE! Faça o reconhecimento: A MENTE DE CRISTO, A MENTE REAL QUE SOMENTE CAPTA A PERFEIÇÃO, ESTÁ APARENTEMENTE “CHEGANDO A MIM”, REVELANDO A VERDADE DE QUE EU E A PERFEIÇÃO SOMOS UM, E QUE UNICAMENTE A PERFEIÇÃO É REALIDADE!

Os quadros de imperfeição são ilusórios! Não tem mente verdadeira para mantê-los! Não são substanciais, sendo apenas como “imagens de sonho”: aparentam ter realidade, e somem com um simples acordar! É esta a natureza “deste mundo”: um simples “sonho” da mente humana! NOSSA IDENTIFICAÇÃO PLENA COM A MENTE DIVINA CONSTITUI O “DESPERTAR”, A NOSSA INTEGRAÇÃO CONSCIENTE COM DEUS, QUE É QUEM REALMENTE SOMOS!

SOMENTE EXISTE DEUS!

*