O místico, no pináculo de sua iluminação espiritual, transpõe o visível e contempla a Presença ou o Poder oculto em ação. Com essa compreensão mais profunda de cada pessoa e objeto visível, ele pode testemunhar a Atividade do Espírito aparecendo como forma. Toda pessoa que alcança a comunhão consciente com Deus é agraciada com vislumbres do Infinito Invisível, que está continuamente produzindo e renovando o universo externo.
Algo parecido ocorre na experiência de um praticista de cura espiritual: num certo ponto do tratamento ou meditação, a atividade mental cessa e ele alcança um lampejo do homem real, aquela invisível parte de si mesmo, chamada Filho de Deus, que é o Cristo do ser individual. Cada um de nós tem uma invisível Seidade da qual da qual nosso aspecto visível é uma simples forma externa. Isto você pode provar por si mesmo, fechando os olhos e realizando que o Ser real, o você verdadeiro, está por trás de seus olhos, mas não é visível à consciência humana, quando você se olha no espelho. Aquilo que você vê não é você mesmo, senão a forma externa do Eu real, que é invisível, eterno e imortal, porque é a Presença de Deus em você. Quando tem este vislumbre, como Moisés no monte, você está pisando um solo santo, onde quer que você esteja, e terá outra visão, porque a real Presença de Deus estará olhando o mundo através de seus olhos.
Com meu intelecto não posso ver você e nem posso conhecê-lo pelo processo mental. Nem mesmo sua mãe, marido, esposa ou irmão pode conhecê-lo(a) realmente, porque seu Eu real é desconhecido a qualquer um deste mundo, exceto a você mesmo, quando iluminado; exceto pelas almas iluminadas pela consciente união com Deus, ou ainda daqueles praticistas espiritualmente esclarecidos que atingiram nível suficiente de iluminação para perceber sua essência espiritual.
Esta é a visão que resulta em cura ou solução de qualquer problema. Quando o praticista vislumbra, ainda que momentaneamente, o Cristo em você, Aquele que lhe transcende o sentido físico e mental do ser, naquele instante ocorre a Imaculada Concepção. Então o praticista concebe sua identidade espiritual. E esta verdadeira identidade faz depois sua demonstração espiritual, manifestando-se visivelmente.
Quando a totalidade de Deus se faz evidente, tangível e visível como Ser individual, o Pai continua sendo Ele mesmo, pois pode ser imanente e transcendente ao mesmo tempo. “Eu e o Pai somos um”, “Aquele que vê a Mim, vê ao Pai que me enviou … mas o Pai é maior que eu”. A plenitude do Pai revela-se como a consciência do Filho. Assim, a consciência do Filho é tão eterna e imortal quanto a do Pai. Em nenhuma outra fonte encontramos essa revelação, exceto na doutrina da Cristicidade: a plenitude do Pai, tornada manifesta como Filho. Todo o Poder do Pai, manifestado como Deus dando ao Filho o Seu domínio. Não que Deus legue ao Filho o Seu Poder, senão que Ele é domínio expresso como Filho, pois o Pai e o Filho são Um.
Assim nós, como seres individuais, achamos nossa plenitude em Deus. Somente quando encontramos a harmonia do ser, a cura, a prosperidade, EM DEUS, reconhecendo-as como a harmonia, a saúde, a abundância de Deus expressas em nós, é que encontramos realmente nossa própria harmonia, saúde, prosperidade como dons imortais, eternos e infinitos.
A demonstração de cura ou de suprimento não é propriamente o vigor físico ou capacidade humana de ganhar dinheiro. A real demonstração, em qualquer área, é de Cristicidade: a atividade do Cristo, por nós testemunhada. Quando Moisés suscitou uma coluna de fumo durante o dia, e uma coluna de fogo durante a noite, para guiar seu povo; quando fez brotar água da rocha; quando abriu o Mar Vermelho; ou quando fez cair maná do céu – não se limitou a suprimento e proteção, senão que demonstrou Cristicidade, que atende perfeitamente a tudo.
Hoje, a todo momento abrir-nos à cura de um resfriado, de uma dor de cabeça, indigestão, consunção ou câncer, mas, por favor, não nos esqueçamos de que estes vislumbres serão demonstrações da Cristicidade. Isto ocorre cada vez que identificamos o Cristo em nossos pacientes e estudantes. Se eles são responsivos, demonstram o poder e a presença de Deus como consciência individual – o Reino de Deus na Terra.
Toda demonstração do poder sanador e redentor de Deus é evidência de que o Pai é o Filho: a glória do Pai manifestada como imortalidade, saúde, harmonia, plenitude e integralidade do Filho. Tal é a demonstração da Cristicidade.
A ATIVIDADE DA VERDADE NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL REVELA O CRISTO
A atividade do Cristo é possível a você e a mim, na medida em que podemos captá-la e vivenciá-la, mas só é proveitosa àquele que, no mundo, está decidido a devotar tempo, esforço, pensamento e dinheiro a esta Meta. São necessários todos estes requisitos. Exige-se a consagração, porque a Consciência Crística não é apenas uma conquista de conhecimento, senão o desabrochar de um estado de consciência.
A compreensão da Verdade é a única base para o desenvolvimento dessa consciência. Embora fosse possível reduzir esse ensinamento a mais ou menos doze princípios, o mero conhecimento deles nada resolveria, porque também conhecemos outras setenta e cinco coisas que absorvemos da vida e às quais damos crédito, concedendo-lhes poder de influenciar-nos. Por isso é necessário um período de autodisciplina e treinamento, para chegar ao ponto em que não apenas conheçamos tais princípios reais, senão que também rejeitemos os falsos. Temos de alijar de nossa consciência todas as crenças e superstições relacionadas com poderes físicos e mentais. É preciso superá-los para chegar-se a este alto nível de consciência. Ainda que seja verdade que o poder de Deus seja manifestado como consciência individual – como o Filho – também é certo que, para manifestar-se, é preciso que Ele seja primeiramente concebido em nossa consciência.
Esta revelação do Cristo, o Filho e o Pai feitos UM, foi dada a todos os povos, através do mundo inteiro. Com a propagação da doutrina cristã a todas as terras e raças, o mundo deverá chegar a um ponto em que a revelação do Cristo não mais se confinará a nenhuma denominação ou seita. Ela não mais será rotulada e nem apresentará qualquer sentido sectário, admitindo, pois, todas as pessoas que aceitem a ideia da integralidade, ou seja, Deus expresso individualmente em cada indivíduo.
O que conta é a aceitação do poder espiritual na consciência individual. E essa consciência é o Cristo. E o que é esse poder espiritual? Será um poder acima de outros poderes? Não: é o reconhecimento de um só poder! A menos que reconheçamos Deus como Poder único, estaremos continuamente combatendo germes, aqui, carência e resfriados, ali. O ser impregnado da Cristo-Consciência não se debate nas lutas com o mundo. Simplesmente deixa que a Luz nele brilhe, de tal modo que, aquele que a perceber e se aproximar e pedir um pouco dela, irá recebê-la.
A Bíblia é uma revelação do Cristo; uma revelação da natureza infinita de Deus. Individualmente demonstrada. Essa demonstração individual depende apenas de ativar-se a verdade na consciência individual, para que ela, latente que era, se torne dinâmica e possa expressar-se em nossa experiência. Então compreendemos que Deus não está sentado lá em cima, no céu, e o homem aqui em baixo, esperando que mande paz à Terra. A paz na Terra advirá como consequência da atividade da verdade e do amor na consciência. Começa na consciência de um indivíduo que a espalha num grupo de pessoas. Esse grupo a espalha a uma comunidade e esta, por sua vez, a espalha ao mundo.
Quando as pessoas superam as desinteligências nas relações humanas (não só porque acham os outros bons ou incapazes de prejudicar os demais, mas porque compreendem e aceitam-lhes a parte humana, realizando também que o Cristo é o verdadeiro ser individual), a paz é estabelecida. Sim, só quando os indivíduos, em escala mais ampla, começam a reconhecer Deus como a Fonte de todos os seres, é que podem estabelecer a paz em sua consciência. Então poderão exteriorizá-la, tornando-a realidade numa sala cheia de pessoas. Deste modo, em progressão geométrica, esta paz se espalhará, para que o mundo inteiro a expresse.
Examinando a história do povo hebreu, desde seus inícios, tal como é relatada na Bíblia, destacamos um tema central: a revelação do Cristo. Todos os profetas hebreus, maiores e menores, conforme sua medida, demonstraram a onipresença do bem em meio à escuridão, desespero, carência, limitação, miséria e perigo, protegeram seu povo contra poderes físicos que lhe eram superiores; venceram dificuldades, a fim de que o povo pudesse receber, dentro de seu entendimento, educação e independência política.
Ainda que nenhum ponto da literatura hebraica (com a qual estou familiarizado), pareça reconhecer que na atuação de cada um desses profetas se revelava a atividade e presença do Cristo, isto é claríssimo. Todas as grandes demonstrações de suprimento, de proteção, de harmonia, que vemos nos livros do Antigo Testamento, não foram passes de mágica que fazem surgir algo do nada. Não! Eram reais demonstrações da presença do Cristo, sempre que a circunstância ou uma condição adversa o exigiam.
O PODER DE DEUS INDIVIDUALIZADO
Ressaltemos bem, não se trata do poder de um Deus manifestado de fora, mas de um divino poder que um indivíduo pode demonstrar. A demonstração individual do poder divino é uma evidência tangível da atividade do Cristo na consciência humana. Deus é UM, e Deus é Poder. A demonstração individual desse poder é o Cristo manifestado, o Verbo feito carne. Com esta compreensão, ao ler os registros dos vários profetas hebreus, notamos que eles estavam conscientes da onipresença do poder de Deus neles mesmos. Sabiam que estavam demonstrando individualmente, dentro de sua medida, esse poder.
O Novo Testamento é a continuação da história do povo hebreu, porém agora dirigido a um povo de mais alta dimensão de vida. Através um de seus rabinos – Jesus, o Cristo – foi ensinada uma nova forma de vida que não havia sido revelada nas Escrituras hebraicas. Por isso, fez-se necessária uma nova escritura, um Novo Testamento, para legar às gerações futuras u’a mais alta revelação do poder de Deus individualizado na consciência humana.
Deste modo, surgiu uma segunda revelação . Deus não é um poder acima dos outros poderes. Algo muito grande a pairar sobre alguém. Deus não guerreia as nações vizinhas. Agora começamos a compreender que esses poderes que o grande Deus Jeová combatia não eram poderes reais, senão algo que o povo aceitava como poder. Deus não é algo que vai destruir poderes inimigos ou proteger-nos de forças adversárias. O Novo Testamento revela que eles não são poderes inimigos.
Em o Novo testamento fala-se pouco do poder de um Deus fora de nós. A ênfase, agora, é posta sobre o poder de Deus demonstrado pelo homem Jesus ou através de João, o discípulo bem-amado e, posteriormente, por meio de Paulo. Ali aprendemos que Deus é uno mas também nos é ensinado que este Deus uno está dentro de nós: Seu reino e reinado estão igualmente em nosso íntimo.
Antes de Jesus, de vez em quando se fala de um Deus poderoso no homem, mas o ensinamento mosaico não considerou Deus como poder individualizado, tal como o Cristo ensina em o Novo testamento, onde é claramente revelado que “o Reino de Deus está dentro de nós”. No Novo Testamento Deus desce à filiação individual, à Cristicidade: a totalidade do Pai manifestando-Se como o Filho, na consciência individual. É o mesmo poder, mas agora dentro de cada um de nós.
Isso nos traz ao tema central da Cristicidade, que significa Deus manifestado no indivíduo. Toda demonstração do Deus-poder é uma revelação do Cristo, porque é Consciência individualizada, manifestando a Presença, o Poder e Ação de Deus. Se isso não fosse verdade, restar-nos-ia um Deus meramente transcendente, sentado lá em cima, enquanto nós ficaríamos cá em baixo, sentados, esperando que Seu Poder se exercesse sobre nós.
A atividade de Deus é exercida dentro da consciência individual. Homens tais como Abraão, Jacó, Moisés, Josué, Elias, Eiiseu, Isaías, Jesus, João e Paulo (para não alongar a citação|), manifestaram esse Poder para que o mundo visse como Deus-Poder é individualmente expresso. Isto esclarece o depoimento bíblico de que o Pai e o Filho são Um. Deus é o infinito Ser universal e a Cristicidade é a demonstração da Deidade. Sem a demonstração de Deus na experiência individual, atuando em tudo que nos concerne, não haveria a imanência tantas vezes testemunhada pelos iluminados.
Quem estuda a Física, aprende que existe “inércia de movimento” e “inércia de repouso”, isto é, os corpos têm a tendência natural de permanecer “no estado em que estão”. Se alguém estiver dentro de um ônibus, e este frear subitamente, seu corpo será lançado à frente. Por quê? Estava com “inércia de movimento”; com a parada do veículo, ele quis continuar se movimentando. Se o ônibus estiver parado, e sair de repente, o corpo tenderá a ficar colado ao banco e se forçando a ficar para trás: estava com “inércia de repouso”.
Quando estudamos a Verdade, encaramos a “inércia mental”: a acomodação à mesmice ou ao pensar rotineiro, sem que ocorra imediata mobilização para que nos amoldemos e nos identifiquemos com o “novo”. São raras as pessoas que leem os princípios da Verdade e, de imediato, se coloquem no “Referencial divino”! A maioria se deixa levar e acomodar pela “inércia mental” das velhas crenças, em vez de sacudi-las e expulsá-las na mesma hora, e de uma vez por todas!
Quem se colocar à disposição da “mente carnal”, esperando que dela venha a iniciativa de “troca de referencial”, pode “esperar sentado”! Você já é o Princípio divino em atividade! Isto significa que DEUS JÁ ESTÁ SENDO ONIATIVO COMO VOCÊ!Mas enquanto se mantiver acomodado aos antigos conceitos, dizendo que “aos pouquinhos irá conscientizando a Verdade”, é bom que saiba que estará somente “tirando o chapéu” para a ILUSÃO!
Muitos se maravilharam, quando, às ordens de Jesus, um paralítico se levantou, um homem de mão mirrada a estendeu curada, etc.. MAS O QUE DEVE SER NOTADO É A RÁPIDA OBEDIÊNCIA POR PARTE DELES, À VOZ DA VERDADE! Se o paralítico dissesse: “Obrigado, Jesus, vou tentar assimilar aos pouquinhos esta Verdade! Vá passando por aqui para ver o meu progresso”, não teria saído do seu lugar!
AS PESSOAS PRECISAM ENTENDER QUE “JÁ SÃO O CRISTO”; E ENTÃO, DESAFIAR, DOMINAR E VENCER A INÉRCIA MENTAL! AS “CURAS” SÃO RESPOSTAS DE CADA UM À VERDADE! EM SUA TERRA, JESUS A NINGUÉM CURAVA! Não havia, em cada habitante, a resposta interna, que seria a manifestação DO PRÓPRIO CRISTO DE CADA UM!
A um cristão fervoroso, em coma e “nas últimas”, amigo de Joseph Murphy, ao ser visitado por ele no hospital, recebeu sobre o peito uma caixinha enfeitada com um “pedacinho da cruz de Jesus Cristo”. Murphy disse a ele, mesmo em coma: “Você agora vai ficar bom; encontrei um amigo do Vaticano que me cedeu esta preciosidade, um pedacinho da cruz de Jesus, para lhe trazer nesta visita!”. O homem se levantou na hora, bradando: “Gente! Jesus esteve aqui e me curou!”. Só que, aquele “pedacinho da cruz” era meramente um toquinho qualquer, arranjado por Murphy, e posto numa caixa de luxo! Sua “cura” se deu pela “movimentação mental” contrária à CRENÇA DE DOENÇA!
Os artigos sobre a Verdade contam com sua IMEDIATA IDENTIFICAÇÃO com o Referencial de Deus, ou da Verdade! De nada adianta Deus nos ver “à Sua Imagem e semelhança”, se nós nos virmos como “carnais”, adoecíveis, pecadores ou mortais! CADA UM DEVE SE COLOCAR – E DE IMEDIATO – A PARTIR DO PONTO DE VISTA DA VERDADE: “AQUELE QUE ME VÊ A MIM, VÊ O PAI”,sem reconhecer ou dar poder às “aparências negativas”! APARÊNCIAS SÃO APARÊNCIAS! NUNCA SÃO REALIDADES! Não se atenha a elas, mas sim à MUDANÇA DE REFERENCIAL!
Jesus já havia afirmado: “EU E O PAI SOMOS UM”, enquanto as “APARÊNCIAS” AINDA O MOSTRAVAM SOB O PESO DE UMA CRUZ! A VERDADE JÁ É A VERDADE! DEUS É TUDO E DEUS É QUEM SOMOS! ASSIM, SACUDA SUAS CRENÇAS FALSAS, EXPULSE A “INÉRCIA MENTAL” QUE DÁ COBERTURA INDEVIDA A ELAS, E SEJA IMEDIATAMENTE LIVRE!
Unicamente uma SUGESTÃO ILUSÓRIA faz alguém pensar e acreditar estar em “mundo material”. DEUS É ESPÍRITO, E “NELE VIVEMOS, NOS MOVEMOS E TEMOS O NOSSO SER”, mesmo que alguém, sugestionado pelo “hipnotismo de massa”, acredite em contrário.
Muitas vezes, quando alguém passa a reconhecer a Verdade Absoluta, vendo-se não mais como “carnal do mundo”, e sim como O CRISTO NO REINO ABSOLUTO, ao voltar, aparentemente, a atuar no mundo, começa a notar um envolvimento com situações ruins ou negativas, e é quando se pergunta: “Mas por que isto está acontecendo comigo?”
É preciso manter na lembrança o que foi contemplado. Durante o dia, meditações curtas ajudarão muito nesse sentido, começando com mentalizações e seguidas de pequenas pausas de reconhecimento interior. Frases como “O Meu reino não é deste mundo”, “O Pai Se compraz no Cristo que Eu Sou”, como tantas outras, utilizadas para que recordemos nossa real posição em Deus, farão com que errôneos pensamentos da “crença coletiva” não nos aborreçam nem nos contaminem, em nossas atividades cotidianas.
O mais importante é jamais voltarmos a nos identificar com o ilusório “eu das aparências”, que deve ser visto como “Judas enforcado”. Somos renascidos em Cristo,estejamos ou não em momentos de “contemplações”. Desse modo, questões do tipo: “Mas, por que isto está acontecendo comigo”, jamais deverão ser levantadas! DEUS É TUDO E SOMOS UM COM DEUS! Portanto, o que sempre está “se passando conosco” é unicamente o que “está se passando com Deus”.
Jamais negue esta Verdade por causa de meras “imagens hipnóticas”.
Este dia significativo, coroado com a história da ideia da Verdade, – seu advento e natividade terrenos, – é particularmente caro ao coração dos Cientistas Cristãos; para eles, o aparecimento do Cristo, num sentido mais pleno, é muito precioso, e repleto de bênçãos divinas para a humanidade.
A estrela que ternamente cintilou sobre a manjedoura de nosso Senhor concede a essa hora sua luz resplandecente: a luz da Verdade para reconfortar, guiar e abençoar o homem, em seu empenho por alcançar a recém-nascida ideia da perfeição divina, que desponta sobre a imperfeição humana, – luz essa que acalma os temores do homem, carrega seus fardos, chama-o para a Verdade e o Amor e para a doce imunidade que estes proporcionam contra o pecado, a doença e a morte.
Essa estrela polar, fixa nos céus da Ciência divina, será o sinal do aparecimento daquele que “sara todas as tuas enfermidades”, atravessou a noite, abrindo caminho através da escuridão e da tristeza, até chegar à glória. Ela enfrenta o antagonismo do erro, dirigindo palavras de Verdade e de Vida a ouvidos moucos e crenças indisciplinadas.
A estrela de Belém é a estrela de Boston, elevada ao zênite do domínio da Verdade, que do alto contempla a longa noite das crenças humanas, para romper a escuridão e fundir-se com a aurora.
A estrela de Belém é a luz de todas as épocas; é a luz do Amor, batizando hoje a religião imaculada, a Ciência divina, dando-lhe um novo norte e a pedrinha branca como sinal de pureza e permanência.
Os sábios seguem essa estrela-guia ; o pastor vigilante entoa em cânticos suas boas-vindas junto ao berço de uma grande verdade, e diz; “um menino nos nasceu”, cujo nascimento já não é tão milagroso como há vinte séculos; e “seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.
Meu coração se enche de alegria, porque em cada ano que se escoa constata-se o contínuo progresso da ideia da Verdade na Ciência Cristã; que cada novo ano é testemunha da balança que se ajusta mais para o lado de Deus, a supremacia do Espírito, como o revelam os triunfos da Verdade sobre o erro, da saúde sobre a doença, da Vida sobre a morte e da Alma sobre os sentidos.
“Vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”; “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”. “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino”.
A certeza de que “estamos encarnados” é o que dificulta à maioria aceitar que “morte não existe”! Mas é a “encarnação” que não existe! É o “nascimento” que não existe! Entretanto, a CRENÇA COLETIVA atua nesta aceitação ilusória, fingindo não ouvir que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO, E QUE JAMAIS O ESPÍRITO “ENCARNA” OU “REENCARNA” COMO ALGO QUE ELE PRÓPRIO NÃO É!
Quando Jesus disse que “se nossos olhos forem bons, o corpo terá luz”, explicava que NOSSO CORPO É DEUS! João deixou a clara revelação: “DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMAS!”. Quem não se agarrar radicalmente às revelações absolutas, ficará vítima das CRENÇAS COLETIVAS, mesmo que se diga “estudante da Verdade”. Por quê? Porque estas CRENÇAS, por serem coletivas, estão arraigadas no chamado “inconsciente coletivo” e atuarão como “verdades” também para ele, até serem destruídas pela prática da Ciência Mental e pelas “contemplações absolutas”.
As “contemplações”, quando corretamente realizadas, já partem da Verdade de que DEUS, SENDO A MENTE ÚNICA EM ONIAÇÃO, É A NOSSA MENTE INDIVIDUAL, AQUI E AGORA! Desse modo, a cada reconhecimento assim feito, a Luz desta Verdade atua nas CRENÇAS COLETIVAS de forma a destruí-las. Se ficássemos unicamente em “contemplações”, não chamaríamos de volta a suposta “mente humana”, como nos vemos obrigados a fazer, para lidarmos com o mundo e com as pessoas do mundo! Somente quando houver um “despertar em massa” a prática da Ciência Mental poderá ser eliminada!
Por que vemos famosos “místicos” falando em “transição” em vez de usar a palavra “morte”? Ou falando em “reencarnação”? Porque suas “contemplações absolutas” não puderam cortar-lhes a “CRENÇA DE ENCARNAÇÃO”! Esta é a verdade!
Aquele que, através da Ciência Mental e do Poder da palavra endossar a Verdade verdadeira, e não a “verdade mentirosa” das CRENÇAS COLETIVAS, não se descobrirá falando em “mortes”, “transições”, “encarnações” ou em “reencarnações”! O seu “contato com crenças coletivas” terá sido trabalhado para ENDOSSAR A VERDADE ABSOLUTA!
Desse modo, quando VOCÊ pratica as AFIRMAÇÕES DA VERDADE E AS NEGAÇÕES DO ERRO, estará ENDOSSANDO A VERDADE AUTORREVELADA ATRAVÉS DE SUAS CONTEMPLAÇÕES!
“EU SOU UM COM DEUS! COMO DEUS NÃO NASCE, EU JAMAIS NASCI!” “EU SOU O SER QUE DEUS É ATRAVÉS DO CRISTO QUE EU SOU: COMO DEUS É ESPÍRITO, EU SOU ESPÍRITO! COMO DEUS NÃO É CARNE, EU NÃO SOU CARNE! EU SOU COMO JESUS: TENHO PAI CELESTIAL E NÃO PAI NA TERRA!”
Foi dado um exemplo de “prática da Ciência Mental”. Como é usado? Tomamos estas ideias e, pausadamente, as pronunciamos de forma a passarmos todas elas ao “subconsciente”, isto é, ao “lugar” em que as CRENÇAS COLETIVAS ESTÃO ARRAIGADAS como se fossem a “nossa mente”! Que diz a Ciência Mental? O seguinte: com esta prática, em três meses estaremos com A CRENÇA TROCADA. É “trabalho mental”? É! Porém, como foi dito, é “trabalho necessário”, uma vez que lidamos com pessoas que sequer desconfiam que A SUPOSTA MENTE HUMANA É ILUSÓRIA!
A reprogramação do “subconsciente”, feita diariamente através da repetição pausada das ideias espirituais, duas ou três vezes ao dia, além de nos “imunizar” às “crenças coletivas”, também nos facilitará a prática das próprias “contemplações absolutas”, pois, iremos a elas com a “crença” que endossa a Verdade, e não com a “crença do mundo”, que atua contrária a ela.
Além do exposto, há ainda o seguinte: quando estamos convictos de que “não existe morte” ou que “não existe nascimento”, se estivermos diante de alguém “acreditando” nestas ILUSÕES, e dissermos: “DEUS É TUDO! MORTE NÃO EXISTE”, veremos o “poder da palavra” sacudir a “crença coletiva” que iludia aquela pessoa! O PODER DA PALAVRA PASSA A SER O PODER DE DEUS! Não foi usando o PODER DA PALAVRA que Jesus disse: “Deixa aos mortos o enterrar seus mortos”, àquele que pretendia, primeiro, “enterrar o pai”? ‘VÁ PREGAR O REINO!”, COMPLETOU JESUS, ou seja, “VÁ DISSEMINAR A VERDADE, EM VEZ DE PERDER TEMPO COM ILUSÃO”!
A aceitação de que há Espírito e que há “matéria” é a dualidade que faz com que o Universo venha sendo entendido sob duas visões: a iluminada e a não iluminada! Desse modo, O UNIVERSO QUE É, É VISTO COMO “É” – VISÃO ILUMINADA –; MAS, TAMBÉM, É SUPOSTAMENTE “VISTO” COMO “NÃO É” – VISÃO ILUSÓRIA.
Por que a humanidade, tendo sempre recebido estas informações, continua ou com a “visão ilusória” ou com a admissão das “duas visões”, EM VEZ DE ADOTAR A VISÃO QUE VÊ O QUE O UNIVERSO É? DEVIDO AO LINGUAJAR DUALISTA PRESENTE NOS ENSINAMENTOS!
Quando estudamos a Bíblia, lemos que “o Reino de Deus não é deste mundo”, e, também, que “deste mundo nós não somos”. QUE SENTIDO VERDADEIRO TÊM ESTAS REVELAÇÕES? ELAS EXPLICAM QUE UNICAMENTE DEUS E O REINO DE DEUS – ESPÍRITO – É REALIDADE, E QUE “ESTE MUNDO” É ILUSÃO! Entretanto, mesmo com estas “boas intenções” das Escrituras, e também dos variados ensinamentos espirituais, a humanidade ainda não captou o real sentido delas, permanecendo com DOIS UNIVERSOS, COM DUAS IDENTIDADES, COM DUAS INTERPRETAÇÕES, COM A MENTIRA E COM A VERDADE!
O UNIVERSO É UM SÓ, E É VISTO CORRETAMENTE PELA CONSCIÊNCIA ILUMINADA QUE SOMOS! COMO DEUS É TUDO, A CONSCIÊNCIA ILUMINADA É ÚNICA, E, É A CHAMADA “MENTE DE CRISTO” QUE TEMOS!
Enquanto os supostos “sentidos humanos” forem aceitos como existentes e capazes de nos “mostrar o Universo”, a ILUSÃO estará em foco! NÃO EXISTE O “MUNDO” QUE ELA SUPOSTAMENTE CAPTA E NOS MOSTRA COMO REAL OU EXISTENTE!
Enquanto as “contemplações da Verdade” forem realizadas levando em conta a suposta “mente humana”, ou os supostos “sentidos humanos”, que erroneamente captam o Universo “materialmente”, ficaremos com “a casa dividida”, sem estarmos SENDO A MENTE DE DEUS ONDE ESTIVERMOS – E SEM ESTARMOS VENDO O UNIVERSO ÚNICO, PERFEITO E IMUTÁVEL EM MANIFESTAÇÃO!
A “interpretação” do Universo poderá ser feita de inúmeras maneiras! Segundo pesquisas, os cães não veem cores como as vê a suposta mente humana; desse modo, a interpretação que fazem do Universo lhes é peculiar. Também as águias “enxergam” o Universo segundo os seus supostos sentidos, que são diferentes dos sentidos dos cães e dos homens. TUDO QUE NÃO FOR CAPTADO E RECONHECIDO PELO SENTIDO ILUMINADO, É IRREALIDADE! O UNIVERSO É UM SÓ! NUNCA “SURGE” E NUNCA “DESAPARECE”! A BÍBLIA DIZ: DEUS É ESPÍRITO, E AS SUAS OBRAS SÃO PERMANENTES!
Que é “estudar a Verdade Absoluta”? É VOCÊ RECONHECER QUE TEM A MENTE ÚNICA, DIVINA, QUE RECONHECE O UNIVERSO TAL COMO ELE É – ESPIRITUAL E PERFEITO! E ENTÃO, VOCÊ ESTARÁ SEM DUALIDADE, SEM ILUSÃO, SEM “DOIS UNIVERSOS”, SEM “DUAS IDENTIDADES”, SEM “MATÉRIA” , SIMPLESMENTE “VENDO E SENDO A VERDADE”!
O “Novo Testamento” traz a “visão cósmica” da Realidade divina, onde não mais deverão ser vistas “pessoas”, boas ou más, para que “o Cristo”, que é “TUDO EM TODOS”, possa ser discernido a partir da TOTALIDADE E UNICIDADE DE DEUS, que é a Verdade Absoluta!
Que era o ensinamento “olho por olho, dente por dente”? Um enfoque material da Existência, uma tentativa de se criar “harmonia entre os povos” pelo estabelecimento de regras de conduta, e não “harmonia decorrente de visão espiritual”. A humanidade não se mostrava aberta a “renascer espiritualmente”, de forma a cada um trabalhar dedicadamente para o Autoconhecimento absoluto, onde o Cristo seria “descoberto” como sendo a única realidade de cada ser, e igualmente de todos! Diante desta visão materialista, instituiu-se a prática do “olho por olho, dente por dente”, para que o povo agisse corretamente, temendo o “troco”, caso deixasse de fazê-lo!
Jesus, dizendo ter vindo “não destruir, mas completar as leis”, deu ao mundo a “visão correta”, fundamentada na Verdade de que “somente existe Deus”; assim, ensinava que aquilo que fizéssemos ao próximo, “estaríamos fazendo a nós mesmos”! Implantava a semente absoluta de que “TUDO É UM”! Evidentemente, esta “visão elevada” não pôde ser assimilada de imediato pela humanidade, que, impregnada de crenças materiais, continuou acreditando em “mentes pessoais”, em “outros”, capazes de lhe trazerem benefícios ou prejuízos, enfim, continuou a “julgar pelas aparências”.
O “despertar” para a “Mensagem da Unidade” veio acontecendo aos poucos, e hoje, já encontramos diversos ensinamentos enfatizando que DEUS É TUDO, QUE “EU E O OUTRO SOMOS UM”, E QUE DEVEMOS RECONHECER A MENTE DIVINA COMO COMUM A TODOS. Desse modo, quando encontramos Jesus nos ensinando: “Amai os vossos inimigos”, não mais entendemos a instrução “materialmente”, mas sim “espiritualmente”, ou seja, ela é entendida como ALERTA PARA NÃO ENDOSSARMOS A ILUSÃO DE DUALIDADE! Não existe “minha mente e a mente de inimigo”! Esta suposta dualidade se mostrando como “mentes pessoais” é a ILUSÃO, esteja aparecendo como “amiga” ou como “inimiga”! A VERDADE É DEUS, A MENTE PERFEITA E ÚNICA, SE MANIFESTANDO COMO A MENTE DE CRISTO QUE TODOS TEMOS!
O entendimento e reconhecimento desta Verdade anula os ilusórios relacionamentos conflitantes “deste mundo”, por anular a CRENÇA EM MENTES PESSOAIS, por anular a CRENÇA EM AÇÃO E REAÇÃO, EM LEI DO CARMA OU EM “OUTRA MENTE”, ALÉM DE DEUS!
Seja qual for a aparente “desarmonia”, ou o aparente “conflito” em relacionamentos, esta ILUSÃO é desmantelada pela CONTEMPLAÇÃO DE QUE “EU E O OUTRO SOMOS UM”, QUE “ESTE UM” É DEUS,E QUE DEUS SE EXPRESSA HARMONIOSAMENTE COMO A MENTE DE TODO SER INDIVIDUAL, QUE É ELE PRÓPRIO ASSIM SE EXPRESSANDO!
Ser grande! Quem não desejaria ter uma vida cheia de verdadeira grandeza e abundância de tudo que faz a vida próspera e digna de ser vivida? Próspero na saúde, no conhecimento, no poder, na prosperidade, no amor, na alegria?
Pois tudo é possível a qualquer pessoa, ao homem e à mulher, ao pobre e ao rico, ao sábio e ao ignorante, ao poderoso e ao humilde — todos podem ser grandes.
Essa verdadeira grandeza e felicidade não depende de circunstâncias externas; não pode ser frustrada pelas adversidades da natureza nem pela perversidade dos homens — depende, em última análise, de cada um de nós.
Quem o disse foi o único homem realmente grande e completamente feliz. E, quando um homem desses fala, fala por experiência própria. E esse homem, Jesus Cristo, disse:
“Se algum de vós quiser ser grande, seja o servidor de todos”.
Se a grandeza dependesse de dominar, seria acessível a poucos, porque poucos podem dominar; mas, como depende de servir espontaneamente, todos podem alcançar esta grandeza, porque não existe um único homem sobre a face da terra que não possa servir; por toda parte há abundante oportunidade para servir. E, no entanto, são poucos os homens realmente grandes, porque a maior parte não compreendeu ainda que a grandeza está em servir espontânea e jubilosamente. A imensa maioria faz depender a grandeza e felicidade de algo que não depende deles, como, por exemplo, o dominar. Querer servir depende inteiramente de mim, e de mais ninguém; por isto, a verdadeira grandeza está nas minhas mãos, se eu quiser.
Mas é precisamente aqui que está a dificuldade capital, o impedimento aparentemente insuperável: O homem comum não acredita que a grandeza possa consistir em querer servir, sem esperar nenhuma retribuição. O homem profano acha que isto é apenas um belo idealismo para uns poucos sonhadores impráticos, mas que para o grosso da humanidade, para o homem prático e dinâmico, não é este o caminho da verdadeira grandeza e felicidade, porque servir parece ser fraqueza e inferioridade, ao passo que dominar e ser servido revela força e superioridade. Pois não nos ensina a experiência de cada dia que os que servem são os ignorantes, os analfabetos, os deserdados da fortuna, os ineficientes, os derrotados da vida?
Aparentemente, a objeção procede, porque o que vemos cada dia é que os que servem são, em geral, os homens menos evoluídos e adiantados.
Entretanto, convém não confundir os que servem compulsoriamente com os que servem espontaneamente. Muitos de fato são servidores pela ignorância natural, pela adversidade da natureza ou pela perversidade dos homens. Não são estes os bem-aventurados, embora também eles possam ser felizes, no caso que compreendam a sua humilde condição e aceitem livremente.
Na verdade, porém, temos de entender pelos homens realmente grandes e felizes aqueles que, podendo dominar, preferem servir, porque esse serviço voluntário não é senão expressão externa da sua grandeza e superioridade interna.
Mas, como convencer o inexperiente de que as palavras do divino Mestre representam verdade absoluta?
Ampla e exaustivamente revelado, tanto pelos artigos metafísicos quanto pelas Escrituras, está o fato incontestável de que “as imagens hipnóticas” que a humanidade vê, e entende serem “um mundo”, são inteiramente ilusórias. A frase “este mundo é o mundo do pai da mentira”, dita por Jesus, esclarece esta realidade, mas, apesar disso, não foi levada em consideração pelas pessoas, a ponto de suas imagens serem assim reconhecidas e desmanteladas como imagens mentirosas!
Deus é TUDO, e Deus é a Mente única! Somente o que Deus vê, é real!Por isso, quando falamos que “estudamos a Verdade”, o ponto crucial deste “estudo” está em nos identificarmos com o que Deus É, e com o que Deus vê!Foi para isso que o apóstolo Paulo revelou nossa mente verdadeira como sendo a “Mente de Cristo”! Sabia que, enquanto ficássemos usando a ilusória “mente do mundo”, estaríamos hipnotizados, iludidos, e vendo unicamente ilusão!
Suponhamos que fosse combinado, entre um hipnotizador e seu parceiro na experiência, que este último seria hipnotizado para acreditar ser “músico tocando numa orquestra”. Desse modo, chegando a ele tal “sugestão”, iria “lhe surgir” a IMAGEM HIPNÓTICA correspondente a ela, ou seja, ele acharia mesmo estar sendo um músico, “veria” a orquestra e “se veria” tocando o seu instrumento! Mas, sabemos nós, tudo aquilo, aparentemente “visto”, seria pura falsidade aparentando ser realidade para a mente iludida!Que teria ele de fazer, para se safar da “imagem ilusória”? UNICAMENTE RECONHECER A IMAGEM VERDADEIRA! ATÉ QUE ELA, POR SER REAL, SOBREPUJASSE A IMAGEM DA INEXISTÊNCIA, SUGERIDA PELO HIPNOTIZADOR!
Esta “impregnação” – aceitação plena da Verdade – em cima do HIPNOTISMO DE MASSA é a “prática da Metafísica Absoluta! Não é estudo intelectual! Não se interessa por saturar a suposta mente humana com “teorias sobre espiritualidade”, nem gerar “teólogos deste mundo”!
A PRÁTICA DA METAFÍSICA ABSOLUTA É, DE FATO, PRÁTICA! O RECONHECIMENTO TOTAL DE QUE, ONDE PARECIA HAVER MUNDO MATERIAL, O REINO DE DEUS ESTÁ PRESENTE COMO REALIDADE INFINITA ÚNICA! ONDE PARECIA HAVER “SER HUMANO”, “ESTUDANTE OU NÃO DA VERDADE”, O PRÓPRIO DEUS ESTÁ PRESENTE, COM SUA MENTE DIVINA EXPRESSANDO O CRISTO PERFEITO QUE SOMOS, AQUI E AGORA! E, SEM LEVARMOS EM CONTA “IMAGEM HIPNÓTICA” NENHUMA!
Quando o Salmo 46, 10 assim diz: “Aquieta-te, e sabe: Eu Sou Deus”, incita-nos a esta Prática radical da Verdade! Como foi dito, ela não está voltada a um “conhecimento intelectual” de princípios espirituais! Está voltada ao RECONHECIMENTO DO FATO PERENE! DEUS É TUDO; DEUS É O UNIVERSO INFINITO; E DEUS É ELE PRÓPRIO COMO O SER INDIVIDUAL, ESPIRITUAL, PERFEITO E ETERNO QUE AGORA SOMOS!
Este enfoque é UNICAMENTE o que deve ser levado às “contemplações absolutas”, sem misturas com “este mundo” ou com “algo deste mundo”! A VERDADE É A VERDADE, E A IMAGEM HIPNÓTICA É IMAGEM HIPNÓTICA!
QUANDO PARTIMOS DE DEUS COMO MENTE ÚNICA, NECESSÁRIA E OBRIGATORIAMENTE, ESTAREMOS PARTINDO DA VERDADE DE QUE DEUS É TUDO, E, REALMENTE, NOS IDENTIFICANDO COM “AQUELE” QUE, DE FATO, SEMPRE SOMOS OU ESTIVEMOS SENDO: DEUS!
Os princípios fundamentais da Verdade são imutáveis, e revelam que Deus é Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativo, ou seja, Deus é TUDO! Quando reconhecemos estes princípios, fazendo plena identificação com eles, as “sugestões hipnóticas” da mente carnal deixam de parecer fazer parte de nosso ser.
Sem esta identificação absoluta, a humanidade, ingenuamente, endossa todas as FALSAS CRENÇAS lançadas sobre ela como SUGESTÕES HIPNÓTICAS, pela “mente em ilusão”! Daí surgem as errôneas orações de petição: “Ó Deus, curai minha dor de cabeça!”, “Ó Deus, fazei surgir recursos para que eu pague minhas contas!”, etc.. As orações corretas são aquelas em que unicamente nos identificamos com Deus, e “expulsamos os demônios”, que são as CRENÇAS FALSAS que tentam se fazer passar como sendo “partes de nós”.
Como Deus é ONIPRESENTE, O EU QUE EU SOU É A ONIPRESENÇA DE DEUS; como Deus é ONIPOTENTE, O EU QUE EU SOU É A ONIPOTÊNCIA DE DEUS; como Deus é ONISCIENTE, O EU QUE EU SOU É A ONISCIÊNCIA DE DEUS, e como Deus é ONIATIVIDADE, O EU QUE EU SOU É A ONIATIVIDADE DE DEUS!
SOMENTE EXISTE DEUS! SOMENTE EXISTE “UM EU”, QUE SE EVIDENCIA, AQUI E AGORA, DE SI MESMO, COMO O “EU” QUE CADA UM É – O PAI COMUM A TODOS, COMO ENSINAVA JESUS!
As “sugestões hipnóticas” são aparentemente captadas pela suposta “mente humana”, sem jamais violarem a PERFEIÇÃO QUE ESTÁ SENDO DEUS COMO O CRISTO QUE SOMOS. Assim, em vez de alguém orar para “DEUS CURAR-LHE UMA DOR DE CABEÇA”, DEVE ELE CONTEMPLAR AS QUALIDADES E ASPECTOS DE DEUS COMO VÁLIDOS PARA O SEU PRÓPRIO SER! Portanto, a suposta “dor de cabeça” não irá “SER CURADA”, MAS EXPULSA como ILUSÃO INSUBSTANCIAL, UMA CRENÇA FALSA QUE JAMAIS FEZ PARTE DE QUALQUER FILHO DE DEUS!
Quando os discípulos de Jesus lhe diziam ter falhado em “fazer curas” ou em “expulsar demônios”, nunca ele dizia que os supostos “inimigos” tinham poder! Dizia a eles: FALTOU-LHES FÉ, ou então, QUE AQUELA CASTA ERA EXPULSA COM JEJUM E ORAÇÃO!
“JEJUM E ORAÇÃO” SÃO UMA SÓ ATIVIDADE: O RECONHECIMENTO ABSOLUTO DA TOTALIDADE DE DEUS E DA AUSÊNCIA DE MATÉRIA! Jesus, no caso, dizia aos discípulos que O QUE LHES FALTAVA, ERA A PLENA CONVICÇÃO DE QUE DEUS É TUDO!
Contemple a TOTALIDADE DE DEUS fazendo a AUTOCONTEMPLAÇÃO DA ONIPRESENÇA, ONIPOTÊNCIA, ONISCIÊNCIA E ONIATIVIDADE DIVINAS, PERCEBENDO SER VOCÊ O FORMADOR DESTES ASPECTOS DE DEUS! APÓS ESTE RECONHECIMENTO, SERENAMENTE CONTEMPLE O PRÓPRIO DEUS, SENDO SEU EU, EVIDENCIANDO A SI MESMOCOMO ONIPRESENÇA, ONIPOTÊNCIA, ONISCIÊNCIA E ONIATIVIDADE!
A Ciência Mental e o Poder da Palavra operam juntas, e são as “armas da luz” para lidarmos com o ilusório “mundo de aparências”. O estudo da Verdade Absoluta, sem o emprego destas “armas”, ficará seriamente comprometido, uma vez que, aparentemente falando, ficamos muito mais tempo acreditando estarmos no “mundo de crenças” do que, conscientemente, na Realidade espiritual. Os “puristas”, por não desejarem admitir de maneira alguma este fato, falam que nos bastam as contemplações do “Poder Único de Deus”. Não é verdade! Além disso, há também o “ego” do suposto “estudante da Verdade”, que quer se fazer passar por “muito adiantado”, se dizendo capaz de dispensar a Ciência Mental!
O que é reprovável, para quem estuda a Verdade, é se contentar apenas usando as “armas da luz”, sem que se dedique prioritariamente às “contemplações absolutas”! Quem ficar satisfeito apenas por “ver aparências melhoradas”, em vez de estar se dedicando a contemplar o Reino em que “TUDO ESTÁ FEITO”,estará somente iludindo a si mesmo! O “Reino de Deus” deve ser buscado e encontrado em primeiro lugar, e nunca os “bens acrescentados”. O chamado “mentalismo” somente será expediente para NÃO NEGARMOS A VERDADE EM NOSSO COTIDIANO! PARA ENDOSSARMOS AS VERDADES CONTEMPLADAS!
Na Metafísica Mental, o Nome de Deus – Eu Sou o que Sou – não pode ser associado com ideias e falas negativas! Assim, é ensinado que “EU SOU” é o NOSSO NOME, e que, se a ele associarmos as mentiras da CRENÇA COLETIVA, estaremos, não apenas sendo dualistas, mas, sendo dualistas negativos! É quando ouvimos alguém dizer: “Eu sou tímido”, “Eu sou vitima de doença hereditária”, “Eu sou azarado”, etc..
JAMAIS QUEM APLICA CORRETAMENTE A CIÊNCIA MENTAL CAIRÁ NESTAS ARMADILHAS! Por quê? Porque a suposta “mente humana” não consegue pensar ideias opostas ao mesmo tempo! Ninguém poderá dizer que “está bem” e que “está mal” ao mesmo tempo! A mente não registra IDEIAS CONTRÁRIAS! Por isso, a Ciência Mental nos ensina a mentalizarmos o que é “bem”, em termos de “aparências”, e negarmos o “mal”: sabe que estas práticas são bem recebidas pela mente humana! Além disso, todas as mentalizações, feitas pelo consciente humano, vão passando ao subconsciente, onde crescem “levedando” a massa toda em direção ao que foi mentalizado. “O que o homem semeia, ceifará”, diz a Lei Mental; assim, aquele que semeia, no solo do subconsciente, ideias de saúde, de prosperidade, de paz, amor e bem-aventuranças, colherá os frutos destas sementes! O subconsciente é, de fato, como o solo: não quer saber o que nele foi semeado: apenas faz a semente ali plantada se desenvolver e dar seus frutos!
Se alguém “contempla a Verdade”, reconhecendo “ser o Cristo”, não irá, em seguida, se ver “em mundo de aparências” como se fosse “outro ser”, para afirmar não ser PERFEITO! Este estudo é para NÓS MESMOS, e não para o alardearmos ao MUNDO DE CRENÇAS FALSAS! Que significa isto? Significa que iremos mentalizar que SOMOS FILHOS DE DEUS PERFEITOS para NÓS MESMOS, para o “nosso” subconsciente, sem expormos o pensamento gratuitamente à CRENÇA COLETIVA que, se ouvi-lo, somente duvidará ou rirá dele! A Ciência Mental ensina que, se associarmos “EU SOU” com negatividades, dizendo “Eu sou pobre”, ou “Eu sou doentio”, por exemplo, ESTAREMOS TOMANDO O SANTO NOME DE DEUS EM VÃO!
A maioria, infelizmente, achando SER MENTIRA afirmarmos que SOMOS PERFEITOS, acaba endossando a CRENÇA COLETIVA, com sua “lógica” ilusória oriunda do “JUÍZO PELAS APARÊNCIAS”! SEJA, PORÉM, QUAL FOR O ASPECTO DE CADA UM, EM “APARÊNCIAS”, A VERDADE É QUE ELE É O “CRISTO”, A PERFEITA EMANAÇÃO DIVINA NA FORMA INDIVIDUAL!
Aplicando-se este RECONHECIMENTO, através da Ciência Mental, anulamos a FALSA CRENÇA em dualidade, em “duas identidades”, e ficamos unicamente com a VERDADE: “O CRISTO É TUDO EM TODOS”!O CRISTO É TUDO EM MIM!
A fim de aplicar a Chave de Ouro a uma pessoa ou situação incômoda, pensa: Vou agora aplicar a Chave de Ouro a João, Maria ou a este perigo que se apresenta. A seguir, trata de desviar por completo o pensamento de João ou Maria ou do perigo surgido, substituindo-o pelo pensamento de Deus. Assim agindo com relação a uma pessoa, não estarás tentando influenciar a sua conduta de alguma forma, a não ser na medida em que estarás impedindo tal pessoa de te magoar ou te ferir, e o resultado somente poderá ser benéfico a essa mesma pessoa. Dali por diante, é certo que o indivíduo em tela se tornará melhor, mais sensato e mais espiritualizado apenas porque lhe foi aplicada a Chave de Ouro. Uma questão judicial pendente se resolveria sem qualquer crise, sendo feita justiça e ficando as partes amplamente satisfeitas.
Se verificares que és capaz de fazê-lo muito rapidamente, poderás repetir a operação diversas vezes por dia. A cada vez, contudo, assegura-te de deixar de lado todo e qualquer pensamento do problema até a vez seguinte. Isto é muito importante.
Dissemos que a Chave de Ouro é simples, e assim é, mas, claro está, nem sempre ela é fácil de acionar. Se estiveres muito amedrontado ou preocupado, a princípio poderá ser difícil desviar os pensamentos das coisas materiais. Mas através de constante repetição de alguma Verdade Absoluta do teu agrado, por exemplo: Deus é o poder único; sou filho de Deus; vivo na paz de Deus; Deus é amor, Deus é o meu guia, ou, quem sabe, apenas Deus está comigo – por mais mecânica que tal repetição possa parecer a princípio – breve verificarás que o tratamento terá começado a funcionar e que a tua mente estará desanuviada. Não forces demais; aja com discrição e insistência. Cada vez que a tua atenção se desviar, focaliza-a de novo em Deus.
Não tentes nunca prever qual será a solução para a tua dificuldade. Tecnicamente, dá-se o nome de bosquejo a esse procedimento, o qual só fará retardar a tua demonstração. Deixa para Deus a questão de meios e modos. O que desejas é te livrares da dificuldade – isto basta. Faz a tua metade, e Deus fará a Sua.
“Todo aquele que chamar o nome do Senhor será salvo”.
“Deixa de pensar na dificuldade, qualquer que seja ela, e pensa apenas em Deus”.
A oração científica irá te possibilitar, mais cedo ou mais tarde, escapares de toda e qualquer dificuldade imaginável. Trata-se da Chave de Ouro para a harmonia e a felicidade.
Para aqueles que não têm conhecimento do maior de todos os poderes existentes, pode esta assertiva parecer precipitada, mas não é preciso muito para provar, sem a menor sombra de dúvida, a sua justeza. Não é preciso que aceites a palavra de quem quer que seja e não deves mesmo fazê-lo. Experimenta, apenas, e constata.
Deus é onipotente e o homem é sua imagem e semelhança e domina todas as coisas. Esse é o inspirado ensinamento e cumpre-nos tomá-lo ao pé da letra. Por homem se entende todos os homens, de modo que a capacidade de apelar para esse poder não é apanágio do místico ou do santo, como amiúde se pensa, e nem mesmo daquele que foi suficientemente adestrado para isso. Quem quer que sejas, onde quer que estejas, tua é agora a Chave Áurea para a harmonia. Isto porque na Oração Científica é Deus quem opera, e não tu, de maneira que as tuas limitações e fraquezas específicas pouco importam no processo. És apenas o canal através do qual atua a ação divina, e teu tratamento consistirá, na verdade, de te manteres fora do caminho. Os principiantes de hábito conseguem resultados espantosos logo às primeiras tentativas, pois o essencial e imprescindível é ter a mente aberta e fé suficiente para efetuar a prova. Tirante esse aspecto, poderás ter ou não convicções religiosas.
Quanto ao método de ação propriamente dito, como todas as coisas fundamentais, é ele a simplicidade. Tudo o que tens a fazer é: deixa de pensar na dificuldade, qualquer que seja ela, e pensa apenas em Deus. A regra se resume nisto, e se assim fizeres, a dificuldade desaparecerá. Pouco importa o tipo de dificuldade em que estejas. Pode ser uma coisa grave ou coisa ligeira; talvez seja um assunto de saúde, finança, jurídico, briga, acidente, ou qualquer outra coisa, Mas, seja o que for, deixa simplesmente de pensar nele e pensa, ao contrário, em Deus – é tudo quanto tens a fazer.
Nada poderá ser mais simples. Nem Deus poderia ter simplificado mais a coisa; contudo, é um método que nunca falha, quando se lhe dá uma real oportunidade.
Não procures formar uma imagem de Deus, coisa que, evidentemente é impossível. Procura recapitular tudo quanto sabes acerca de Deus. Deus é Sabedoria, Verdade, Amor inconcebível. Deus está presente em toda parte; tem poder infinito, sabe tudo, e assim por diante. Pouco importa a compreensão que tenhas destas coisas; repete-as sem cessar.
Mas é preciso que deixes de pensar na dificuldade, qualquer que seja ela. A regra é pensar em Deus, e quando pensamos em dificuldades não estamos pensando em Deus. Estar sempre a olhar por sobre os ombros, por assim dizer, a fim de constatar a progressão das coisas, é fatal: isto seria pensar na dificuldade, e é preciso pensar em Deus, apenas em Deus. O objetivo é varrer da consciência o pensamento da dificuldade, ao menos por alguns momentos, substituindo-o pelo pensamento de Deus. Aí está o ponto nevrálgico de toda a coisa. Se conseguires te absorver nesta consideração do mundo espiritual a tal ponto que chegues de fato a esquecer por algum tempo a dificuldade em razão da qual começaste a orar, verificarás que a tua dificuldade terá comodamente desaparecido – que a tua demonstração se terá consumado.
O que é que pode derrubar as restrições que colocamos para nós mesmos e para os outros quando medimos nosso potencial e, dessa forma, o limitamos? Uma mudança mental que espiritualize nosso conceito de homem. A Sra. Eddy nos diz o que acontece quando fazemos isso: “A espiritualização do nosso conceito de homem abre as portas do paraíso, que os chamados sentidos materiais tentam fechar, e revela o homem infinitamente abençoado, reto, puro e livre, o homem que não necessita consultar estatísticas para conhecer a sua origem e idade, nem para saber até que ponto é homem, pois a todos quantos o receberam, deu-lhes poder de serem feitos filhos de Deus”.
Podemos dizer que uma pessoa fez tanto ou tão pouco em relação a um determinado assunto, que acabou perdendo sua noção de proporção. Aquilo de que sempre precisamos, e encontramos na Ciência, poderia ser chamado de noção divina da proporção. Nós a adquirimos quando colocamos de lado nosso conceito do homem que mede e é medido mortalmente, e substituímos a noção falsa pelo reconhecimento e pela crescente percepção do homem espiritual, o descendente e o representante de Deus.
E quando se trata de uma oração ou tratamento na Ciência Cristã? Por acaso curamos melhor quando aumentamos o número de orações? Somos mais bem sucedidos se resolvemos aumentar em vinte minutos o tempo dedicado a um tratamento hoje, em relação a um tratamento que demos ontem? Medir significa sempre limitar. Em realidade, a forma mais pura de oração ou de tratamento não considera quantidade, finidade ou tempo. Não é a duração de um tratamento que faz com que ele surta efeito, mas nossa devoção à qualidade espiritual que participa do infinito imensurável e eterno. Não julgamos a qualidade pela quantidade ou pelo tamanho físico de alguma coisa. Seria muito estranho determinar a bondade de uma pessoa pela sua estatura física, ou acreditar talvez que pessoas grandes são moralmente melhores do que as pequenas. A espiritualidade, a imensidão do pensamento, não estão fora do nosso alcance. A Sra. Eddy nos anima com as seguintes palavras: “A Ciência Cristã interpreta a Mente, Deus, pra os mortais.. É o cálculo do infinito que define a linha, o plano, o espaço e a quarta dimensão do Espírito”.
O homem criado por Deus, ou seja, nossa verdadeira identidade, vive para sempre fora do mundo tridimensional dos sentidos e de suas medições e limitações. Ele vive na dimensão ilimitada do Espírito. Esse é um fato que podemos começar a comprovar de maneira prática.
Progredimos espiritualmente quando entendemos que o Espírito e toda a sua boa criação constituem a única realidade e que toda medição é mental. Ela se processa em nosso pensamento, quer estejamos tentando medir uma galáxia ou um átomo, um cacho de uvas ou um superpetroleiro. A medição envolve tempo e espaço, que são conceitos materiais encontrados apenas na mentalidade mortal temporal. Fitas métricas, relógios, calculadoras, tão úteis em nossa vida diária, fazem parte da consciência mortal, da mesma forma que o microscópio e o telescópio. Precisamos olhar para além de um conceito mortal de medida, para a realidade do Espírito e seu universo imensurável e desprovido de matéria.
Como então podemos eliminar as preocupações e as discórdias que nos ameaçam? Podemos compará-las, por assim dizer, com o infinito. Isso requer oração. Exige que cedamos ao poder do Cristo, a Verdade, que abre nosso pensamento à totalidade do espírito do bem puro, e à nossa natureza verdadeira, perfeita como semelhança do Espírito. Então percebemos que essas discórdias são pequenas ou mesmo nulas. E esse despertar traz a cura.
As discórdias não têm um tamanho intrínseco. Comparadas com o infinito divino, elas têm apenas o tamanho falso que erroneamente atribuímos a elas. Isso também é válido para as ameaças de doenças. Ciência e Saúde explica: “Uma moléstia não é mais real do que outra”.
Em determinada ocasião, eu lutava contra grandes pressões financeiras e profissionais. Certa noite, enquanto andava pelas ruas pensando nesses problemas, olhei para as estrelas no céu. A magnitude do cosmos fez com que minhas preocupações parecessem extremamente pequenas. Essa diminuição no tamanho de minhas preocupações me animou e foi o primeiro passo para resolver as dificuldades pelas quais passava, baseando-me na totalidade e na onipotência de Deus, o Espírito.
Qual a dimensão de um homem? Será que ele representa apenas uma partícula ínfima em um enorme cosmos, como os sentidos carnais pretendem sugerir? Não! Na Ciência, o homem é a expressão ilimitada do Espírito infinito, não um ser perdido e limitado em um canto insignificante de um universo material imenso, extasiado diante da imensidão da Divindade.
Pense nisso: são relativos nossos conceitos de medida, que incluem adjetivos como enorme, colossal, gigantesco, ou pequeno, insignificante, minúsculo. Uma coisa só é grande ou pequena, só é próxima ou distante, quando a relacionamos com outra. A cabeça de um alfinete pode ser pequena quando comparada com uma bola de basebol, mas se a compararmos com um fragmento de pólen, parecerá grande. A luz do abajur que ilumina minha escrivaninha está bem perto de mim, em relação à luz que vejo pela janela, iluminando a rua. Contudo, tanto a luz do abajur quanto a luz da rua estão bastante próximas a mim, em relação a uma estrela brilhando no céu.
Talvez essas considerações sejam óbvias, ou despertem apenas um pequeno e fugaz interesse. Mas pode ser muito bom desenvolver um conceito de proporção com uma base espiritual. Ficamos mais confiantes e realizamos mais curas na Ciência Cristã, quando entendemos por que qualquer problema aparentemente grande que enfrentemos é insignificante em relação à magnitude e ao poder do Cristo sanador, a Verdade.
Imagine Davi, enfrentando aquele enorme inimigo filisteu chamado Golias. Suas dimensões físicas aparentemente não impressionavam Davi. Em comparação com o Deus de Davi, o Espírito infinito, Golias era infinitamente pequeno. O “tamanho” do desafio de Davi não deve ter sido considerado nem temido em seu pensamento.
Podemos dizer que a Mente divina, Deus, é imensa, por assim dizer, se comparada com a chamada mente mortal, embora sob o ponto de vista científico a Mente divina seja ainda maior, pois ela é Tudo. A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “O tudo é a medida do infinito, e nada menos pode expressar Deus”. Tudo aquilo que supostamente se encontra fora da totalidade divina, ou que a diminui, expressa a mente mortal, a mente que a tudo mede.
O tamanho de uma coisa, ou seja, seu comprimento, largura ou altura, é relativo. Expressa um conceito desenvolvido pela consciência temporal. A única dimensão absoluta é o tudo, a totalidade e a eternidade de Deus, o bem.
A pretensão da doença, da discórdia, do mal parece gigantesca apenas quando permitimos que a mente mortal, ou seja, a suposta consciência de que haja vida na matéria, e que é a mente que a tudo mede, a avalie para nós. É o sentido material que nos sugere que uma dificuldade seja grande. O sentido espiritual nos assegura que a totalidade é a dimensão do infinito, e que o nada é a medida do finito.
Um conceito de proporção vivido, claro e espiritual é apresentado na promessa de Cristo Jesus a seus discípulos: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível!”
Se alguém recebe instruções sobre como dirigir, ao ver um carro disponível ao seu uso, irá praticar o que aprendeu nas aulas, sem mais se prender ao desconhecimento que tinha do assunto antes de tê-las! Se alguém recebe instruções sobre como tocar um instrumento, vendo-se diante dele, não irá proceder como antes, quando nada sabia do assunto. E assim é com tudo! Não há quem aprenda uma receita de bolo, e que irá lidar a olho com os ingredientes, sem colocá-los ordeiramente, segundo a receita aprendida!
A QUESTÃO É:
TENDO APRENDIDO QUE “O CRISTO É TUDO EM TODOS” (Col. 3: 11), VOCÊ ESTÁ PONDO ESTE APRENDIZADO EM PRÁTICA? VENDO-SE COMO O CRISTO? VENDO A TODOS COMO O CRISTO? OU CONTINUA AGINDO COMO SE NUNCA TIVESSE TIDO O APRENDIZADO E, EM VISTA DISSO, AGINDO COMO SE FOSSE “HOMEM NASCIDO” E, IGUALMENTE, VENDO A TODOS COM QUEM ENTRA EM CONTATO COMO SERES HUMANOS, E NÃO COMO DEUSES?
Imagine um aluno de música, que, tendo recebido instruções de seu mestre, pegasse o seu violão e, de qualquer maneira, puxasse a olho as suas cordas, sem nenhuma técnica, dizendo o seguinte: “Um dia eu chego lá!”. Ou aquele que, tendo aprendido como dirigir, entrasse em seu carro, ligasse o motor, e saísse a mexer em todos os seus componentes, também a olho, dizendo: “Um dia eu chego lá!”. Teria lógica?
O CRISTO É TUDO EM VOCÊ E EM TODOS AGORA! Enquanto viver nesta ILUSÃO de acreditar que “um dia chegará lá”, sua vida se equiparará à vida de um ateu! Enxergando a si mesmo como “mortal”, dotado de “identidade humana”, de “corpo nascido” e julgando, a si e a todos, “segundo as aparências”! DE QUE ADIANTA ESTUDAR A VERDADE PARA VER TUDO COMO A MENTE CARNAL MOSTRA? NÃO É O QUE FAZEM OS ATEUS?
A VERDADE É A VERDADE AGORA! SEJA QUEM FOR, QUE APAREÇA À NOSSA FRENTE, ALI ESTARÁ UNICAMENTE O CRISTO! ASSIM É A VISÃO DO QUE SE DIZ “ESTUDANTE DA VERDADE”! Isto quer dizer que se virmos alguém agindo erradamente, iremos aprovar seus erros? NÃO! ISTO SIGNIFICA QUE IREMOS VER O QUE ESTÁ POR TRÁS DO “CENÁRIO ILUSÓRIO”, QUE É A ONIPRESENÇA DE DEUS EM SUA PLENITUDE E ESPLENDOR ABSOLUTOS!
O “paralítico” se mostrou curado, não pelo Cristo em Jesus, mas pelo SEU PRÓPRIO CRISTO! SE ELE JÁ NÃO FOSSE O CRISTO, FICARIA NA MESMA APARÊNCIA FALSA DE SEMPRE! Há pessoas que vão supostos “mestres distantes”, para se verem próximas ao Cristo expresso por eles! PARA ISSO, BASTARIA QUE FICASSEM PRÓXIMOS A QUALQUER UM QUE VISSEM PELA CASA EM QUE MORAM, OU PELAS RUAS DA PRÓPRIA VIZINHANÇA! UNICAMENTE UM “HIPNOTISMO DE MASSA” MOSTRA O CRISTO APENAS EM ALGUNS! MAS O CRISTO É TUDO EM TODOS!
DAR VIDA ÀS INSTRUÇÕES ILUMINADAS É RECONHECER A VERDADE QUE SOMOS E QUE TODOS SÃO, EXATAMENTE AGORA! ENQUANTO JESUS E JUDAS NÃO FOREM VISTOS POR VOCÊ COMO AMBOS SENDO O CRISTO, VOCÊ ESTARÁ HIPNOTIZADO! E O MESMO VALE COM RELAÇÃO A TODOS AQUELES DE SEU CONVÍVIO!
DEUS É TUDO, EXATAMENTE AGORA! A nossa parte é reconhecer que “TUDO JÁ ESTÁ CONSUMADO”, SEM A MÍNIMA INTENÇÃO DE CURARMOS, MELHORARMOS OU CORRIGIRMOS ALGO. Sem abrirmos mão de que “TUDO JÁ ESTÁ FEITO”, PASSAMOS AO PAI A FUNÇÃO DE SE REVELAR ESTANDO EM UNIDADE CONOSCO!
Esta é a “parte contemplativa” do estudo! APÓS SUA PRÁTICA, VIVEMOS NATURALMENTE, “AGINDO PELO NÃO AGIR”, OU SEJA, DEIXANDO QUE FLUAM NOSSAS AÇÕES, NOSSAS PALAVRAS OU O NOSSO SILÊNCIO, PARA QUE AS SUPOSTAS “APARÊNCIAS” SE AJUSTEM À HARMONIA QUE, NO ABSOLUTO, JÁ É!