Deus É Tudo: A Base Das Contemplações -4 (Final)
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A Bíblia registra que Jesus passava horas, até mesmo vários dias, em suas contemplações absolutas, que o deixavam totalmente consciente de “ser Deus” no lugar em que estivesse. Esta convicção era por ele defendida em todos os momentos em que o mundo buscasse envolvê-lo com suas crenças. Suas colocações, afirmando sua Identidade Divina, estão claramente expostas nas Escrituras: “Quem me vê a mim, vê o Pai”; “Mulher, que tenho eu a ver contigo?”, “Antes que Abraão existisse, eu sou”, etc..
QUEM É ESTE “EU”? ESTE “EU” É VOCÊ! DEUS MANIFESTO COMO VOCÊ! E todas as colocações feitas por Jesus são feitas, igualmente, pelo EU REAL que constitui a sua eterna e permanente identidade cósmica.
As “contemplações absolutas” são expedientes de anulação de nosso suposto “envolvimento” com o “mundo de aparências”. Com elas, reconhecemos e nos identificamos com a Verdade de que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS; deixamos de acreditar que “somos humanos” para perceber que “somos deuses”.
Aqueles que fazem somente meditações rápidas e superficiais, e logo em seguida voltam a se identificar com o “mundo de aparências”, não seguem os passos de Jesus; desse modo, o efeito de suas contemplações é muito reduzido, por a Verdade não ter se tornado “convicção”. Seguidas concessões são feitas ao mundo, e elas acabam endossando as “crenças coletivas”, levando-os ao errôneo “julgamento pelas aparências”.
A maioria dos ensinamentos espirituais é dualista; incentiva as meditações no sentido de que reconheçamos nossa identidade crística, mas, em seguida, fala sobre nós como “alguém do mundo” novamente. Por isso, aqueles desejosos de “permanecer em Mim” deverão procurar agir como Jesus, e não como estes ensinamentos pregam!
Jesus preservava sua real identidade, sem viver fazendo concessões ao mundo, e sem achar que suas contemplações fossem para gerar “melhor vida humana”. Suas contemplações eram para glorificar a Presença de Deus nele próprio, e o mesmo ele nos recomendou que fizéssemos: “Colocai a vossa Luz no alto do alqueire”.
Se procurarmos viver esta “vida contemplativa”, e não apenas “momentos contemplativos”, a Verdade que SOMOS será mais facilmente praticada, e isto, com muito maior naturalidade.
Somos a Presença de Deus vivendo no Reino de Deus; assim, se fizermos este reconhecimento através de vários lembretes da Verdade em nosso dia a dia, até as nossas “contemplações absolutas” serão mais eficazes e feitas com maior facilidade.
Vale aqui recordar que “afirmar” que estamos em Deus” e “negar” que estamos no mundo, é associar a Ciência Mental a este estudo, evitando que a suposta “mente humana” fique livre e sem direção, para tentar nos sugestionar com as ideias fraudulentas do mundo.
F I M
Deus É Tudo: A Base Da Contemplações -3
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“A ÚNICA Mente que verdadeiramente existe, é Deus; logo, esta é a minha Mente e esta é a sua Mente. Este é um Fato eterno. Aceitá-lo não nos requer esforço algum; somente dedicação e receptividade nos são requeridas. A própria leitura deste texto demonstra, de nossa parte, haver dedicação e receptividade à Verdade revelada. Nossa concordância suave e interna é algo que flui sem que haja qualquer esforço; além disso, sentimo-nos como que imersos nesta Unidade que a Mente divina é. Com naturalidade nos vem a percepção: “Ah, a Mente divina é a Minha Mente! Jamais houve outra mente que pudesse atuar como se fosse a minha mente. SOMENTE EXISTE A MENTE DIVINA! Essa conclusão não é fruto de afirmações ou mentalizações. Ocorre uma espécie de “vazio”, isto é, um vislumbre momentâneo da nulidade da chamada mente humana, ao mesmo tempo em que se dá a percepção de que EU SOU, de que a CONSCIÊNCIA ILUMINADA É A TOTALIDADE DE MEU SER, AQUI E AGORA” (Autocontemplação – cap. 8).
Nas “contemplações absolutas”, partirmos da UNICIDADE de Deus excluindo por completo a CRENÇA em mente humana. Desta “percepção” da unicidade da Mente absoluta decorre o nosso reconhecimento espontâneo de que Deus está ativo como o Cristo que somos, percebendo a “nossa Vida eterna”, enquanto fazemos o mesmo, vendo-nos ativos como esta Oniação de Deus.
A Oniação é infinita, por ser a Unicidade em ação; assim, quando descartamos a ilusória dualidade para darmos início às contemplações em seus princípios absolutos, o Todo, que é Deus, é reconhecido como o Oceano de LUZ VIVA que é TUDO! E isto não é só ilustração, mas a VERDADE ABSOLUTA! Somente Deus é REALIDADE! Por partirmos da Mente divina como ÚNICA, sabemos ser impossível haver “problemas e imperfeições” como realidades; desse modo, jamais estas ilusões participam das “contemplações absolutas”. Focalizamos ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE a perfeição das “Obras permanentes de Deus”, vendo-as TODAS JÁ evidenciadas, aqui e agora. Dessa forma, Deus é serenamente “contemplado” em Sua totalidade da qual fazemos parte.
Quando Jesus disse: “O Pai e eu somos um, mas o Pai é maior do que eu”, estava declarando esta Verdade. O Pai está consciente de ser o Filho que somos, e, cada um de nós, está consciente desta Presença divina sendo o Cristo – com a MESMA E ÚNICA CONSCIÊNCIA! Esta “percepção de Unidade” é a contemplação absoluta da Verdade: “EU ESTOU NO PAI, E O PAI ESTÁ EM MIM”!
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Deus É Tudo: A Base Das Contemplações -2
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O mais importante, nas “contemplações absolutas”, é realmente partirmos da aceitação de que DEUS, SENDO TUDO, JÁ ESTÁ SENDO O CRISTO QUE SOMOS. Assim, partimos da inexistência de “vida terrena” e da admissão de que a Mente de Cristo ESTÁ, AQUI E AGORA, PERCEBENDO O QUE DEUS PERCEBE. Partimos destas Verdades como FATO CONSUMADO, mesmo que, a princípio, a ilusória “mente humana” tente nos dizer o contrário. Não a levamos em consideração! Com “coração de criança”, sentimo-nos sendo o Cristo e vendo o que Deus vê.
Uma forma eficaz de não nos envolvermos com a ILUSÃO, é iniciarmos as contemplações como sempre aqui foi recomendado para a Prática do Silêncio:
“Pai, cria em mim silêncio, para que eu possa perceber a Tua Presença sendo a minha”.
Esta simples oração anula a mente humana, enquanto Deus – evidenciado como o Eu que somos – é reconhecido como o ÚNICO EM ATIVIDADE. Podemos, também, substituir a palavra “Presença” pela palavra “Mente”: “Pai, cria em mim silêncio, para que eu possa perceber a Tua Mente sendo a minha”.
Esse tipo de contemplação é muito útil por ser rápido, sem “mundo humano” sendo reconhecido, e com a Oniação divina aflorada; assim, pode e deve ser feita em vários momentos do dia a dia, que, na realidade, nunca são “momentos diferentes”, mas sim o ETERNO AGORA.
Quando nos abrimos a Deus dessa forma, já em reconhecimento de que somos uma UNIDADE PERFEITA, percebemos o fluir divino das revelações, e não haverá percepção alguma de “trabalho mental”. DEUS É TUDO, NOSSOS PENSAMENTOS SÃO VISTOS SENDO OS DELE, E NOS VEREMOS ONDE REALMENTE ESTAMOS: NO ABSOLUTO.
Os supostos “sentidos humanos” não são “nossos”! São a ILUSÃO! Unicamente o que DEUS É, É O QUE TEMOS E O QUE SOMOS! As “contemplações” são feitas, portanto, a partir da convicção absoluta de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, como nos revelou o apóstolo Paulo (Atos 17: 28). Nenhuma atenção será dada à ilusória “mente humana”.
Quem meditar dentro destes princípios, se verá “entregue a Deus” em toda a “contemplação absoluta”, ou seja, sendo UM COM ELE.
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Deus É Tudo: A Base Das Contemplações-1
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“Contemplar” a Verdade Absoluta, DEUS É TUDO, TUDO É DEUS, é a base da real “percepção” da Existência divina consumada. Os textos apresentados pelo Facho de Luz são todos prioritariamente voltados a esta “percepção iluminada”, o que explica a constante repetição de que os princípios espirituais devem ser lidos e, principalmente, contemplados.
Que significa “contemplar um princípio”? Significa IDENTIFICAR-SE com ele; vê-lo como a Verdade que já somos, já evidenciada, já presente.
Nenhuma “sugestão de contemplação” é apresentada neste site como sendo a única forma correta ou verdadeira. As formas são tão infinitas quanto Deus, uma vez que, de fato, É DEUS QUEM DIRIGE AS CONTEMPLAÇÕES.
A Seicho-no-ie, por exemplo, ensina a Meditação Shinsokan, palavra japonesa que significa “contemplar Deus”. Ela se inicia com uma evocação de Deus feita em total concentração de se estar em unidade com Ele:
“Ó Deus Pai, que fazeis viver a todos os seres viventes, dividi-nos a vossa Vida fonte; não é a minha própria força que me faz viver, é a Vida do Deus-Pai que vive imanente no Universo. Não sou eu próprio quem realiza as minhas obras, é a força do Deus-Pai que vive imanente no Universo. Ó Deus da Seicho-no-ie, que vos manifestastes para o caminho indicardes, protegei-nos.
Esta disposição em se perceber em unidade com Deus, e sem acreditar que se vive “de si mesmo”, deixa somente DEUS em cena, para que a contemplação possa ser feita de modo que cada um se perceba no Reino de Deus e não no mundo.
A meditação básica conta com uma mentalização de reconhecimento de já estarmos no Paraíso, num “Oceano de infinita Sabedoria, Amor, Vida, Dádiva, Alegria e Harmonia de Deus”, e se completa com as seguintes palavras:
JÁ NÃO SOU EU QUE VIVE, É A VIDA DE DEUS QUE ESTÁ AQUI VIVENDO.
Por que isto é afirmado ao final? Para ser levado à vida diária, e deixar bem marcado, na mente, QUEM É QUE VIVE COMO CADA UM DE NÓS! A Seicho-no-ie aplica a Ciência Mental e o Poder da Palavra, em suas práticas contemplativas.
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Ordem De Contemplação
Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.
Há uma ORDEM nesta “contemplação”, sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo ordeiro.
Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO, SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser, ensinamento assim não é completo. De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e, com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.
É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também, é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.
Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.
Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.
Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.
Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.
Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.
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A Verdade É Deus Sendo O Cristo Em Você!
A Verdade é universalmente válida e manifesta. Assim como Jesus, que, aparentemente “encarnado” aos olhos dos mortais, deixava de ser reconhecido como o “Cristo”, também o mesmo, ocorre com todos nós.
Os princípios da Verdade excluem “seres apartados de Deus”, ou “seres encarnados” e supostamente nascidos no sonho de vida terrena. Jesus disse: “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”, ou seja, quem o estivesse vendo como “encarnado”, estaria vendo uma “miragem”, assim como um andarilho alucinado juraria estar “vendo” um “oásis” no deserto.
“Essa dupla personalidade do invisível e do visível, o espiritual e o material, o Cristo eterno e o Jesus corpóreo manifestado na carne, continuou até a ascensão do Mestre” – disse Mary Baker Eddy – “quando o conceito humano, material, ou Jesus desapareceu, enquanto o eu espiritual, ou Cristo, continua a existir na ordem eterna da Ciência divina, tirando os pecados do mundo, como o Cristo sempre tem feito, mesmo antes que o Jesus humano fosse encarnado aos olhos dos mortais”.
O valor destas frases está em unicamente cada um de nós fazer com elas total identificação, não nos prendendo a Jesus ou ao Cristo eterno nele, mas sim, em nós mesmos, onde a “ascensão” é entendida como o nosso próprio “renascimento”.
Deus está integralmente manifestado como o Cristo, seja em Jesus, seja em VOCÊ! Não existe diferença nenhuma em Deus ser o Cristo em Jesus e Deus ser o Cristo em cada um de nós. Qualquer suposta avaliação em contrário parte do ilusório “julgamento pelas aparências”, e, quem se deixar levar por tal juízo, deixará de ser cristão, como diz Paulo: “Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já não o conhecemos deste modo” (II Cor. 5: 16).
Que está por trás desta citação? Nossa presença em Deus e sendo Deus! A “Unidade perfeita”, que somos, sendo integralmente reconhecida! Por isso, jamais a Verdade absoluta pode ser misturada com “conceitos ilusórios” referentes a Deus, ao Universo ou ao Ser que somos!
Nada existe afora Deus! Jesus, na Bíblia, representa o Eu iluminado que somos, e não o Ser que “seremos um dia”. E, em termos de aparências deste mundo, todas elas são ilusórias, sem Deus, sem realidade e sem verdade!
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Nascimento: O “Encobrimento” De Sua Identidade Crística!
A libertação que a Verdade oferece à humanidade é uma soltura de crenças, tanto comuns como religiosas! Jesus não fundou religiões no mundo, ensinando que sua doutrina se reduz a “vencermos o mundo”. Para isso, cada um deverá se achar em Deus e não no mundo.
Que vem a ser o “mundo”? Repitamos a pergunta, lembrando, antes, que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO. Se você acatou esta premissa do absoluto, o chamado “mundo” só lhe poderá ser uma “ILUSÃO”, uma vez que nada de espiritual a CRENÇA diz que ele tem. Em vista disso, ora os ensinamentos o chamam de “aparência”, ora de “irrealidade”, ora de “sombra”, etc..
A frase de Jesus, “um só é o vosso Pai, o qual está nos céus”, nunca foi enfatizada pelas “crenças religiosas ortodoxas”; preferiram admitir um “homem material”, com “pais terrenos”, do que revelar que VOCÊ JAMAIS NASCEU! E quando a Verdade é escondida, FALSAS CRENÇAS ocupam, aparentemente, o seu lugar! Foram várias as vezes em que, repetindo Jesus, eu dizia: “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra” (Mt. 23: 9), via as pessoas se mostrando abaladas e incomodadas, totalmente fechadas a esta Verdade! Muitas achavam que fosse eu o autor da frase, e quando eu explicava ser ensinamento absoluto de Jesus, mesmo assim não o acatavam como Verdade referente a eles próprios! Jesus não pretendia outra coisa, que não destruir a CRENÇA de que “nascemos em mundo do pai da mentira”.
Se perguntarmos aos cristãos: “Quem é seu pai?”, ouviremos nomes e mais nomes de “alguém da terra”. Os espíritas, por exemplo, abraçando a farsa de “reencarnação”, ainda acreditam em “ pais em série sobre a face da terra”. A vários deles, eu disse: “Você pode acreditar no que quiser; mas, não diga ser esta CRENÇA o ensinamento de Jesus! O dele o ensina a ter UM SÓ PAI, E NOS CÉUS!”
Lidar com CRENÇAS FALSAS é complicado! As pessoas a elas se agarram de tal maneira, que ficam cegas e surdas para a Verdade que extermina todas elas. E esta CRENÇA, em “nascimentos terrenos”, é o “encobrimento” de nossa IDENTIDADE CRÍSTICA!
Jesus também disse: “Não cuideis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra. E, assim, os inimigos do homem serão os seus familiares” (Mt 10: 34-36). Uma vez mais, explicava que “vínculos terrenos” são CRENÇAS A SEREM DERRUBADAS! Denunciava, com todas as letras, que “o mundo e seus habitantes não passam de “miragens”: sombras mortas em ilusória movimentação!”. Por isso os ensinamentos absolutos tanto enfatizam que “matéria não existe”, “nascimento não existe’, “morte não existe”: EXISTE SOMENTE DEUS!
Somos TODOS UM, a Vida divina ÚNICA Se expressando como ser individual! Enquanto VOCÊ se identificar com “parentesco terreno”, estará endossando CRENÇAS FALSAS, e deixando de perceber a Presença de DEUS, ESPÍRITO, como sendo sua IDENTIDADE ETERNA, PERFEITA E ÚNICA, E TAMBÉM, A IDENTIDADE REAL DE TODOS!
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“Eu E O Pai Somos O Mesmo!”
A partir do ponto em que DEUS É TUDO se torna premissa aceita, cada um deve se identificar com Deus de forma total e sem esforço. Não há em que se esforçar, uma vez que a Verdade sempre é esta!
Cada revelador da Verdade veio repetindo à humanidade a Realidade espiritual e verdadeira que constitui o Universo. O que viram, e nos anunciaram, é FATO SEMPRE PRESENTE! Portanto, o que deve ser nitidamente percebido, é que a ilusão NÃO ALCANÇA O FATO, QUE É DEUS Se expressando imutavelmente como o Cristo que somos.
Estas Verdades são os fundamentos de nossas “contemplações absolutas”, quando entendemos que “EU E O PAI SOMOS O MESMO”. As “CRENÇAS HIPNÓTICAS” DESEJARÃO VIR COM ARES DE “PRESENÇAS”, E TEREMOS DE ENCARÁ-LAS COMO “AUSÊNCIAS”, AFIRMANDO, RECONHECENDO E CONTEMPLANDO A ONIPRESENÇA DE DEUS.
“Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim”, disse Jesus; e completou, dizendo: “MAS TENDE BOM ÂNIMO: EU VENCI O MUNDO!”.
Este bom ânimo é a disposição de não cedermos às “aparências”, dando a elas realidade! Nossa atenção permanecerá “em Mim”, na Presença divina manifestada como quem SOMOS, e manifestada como o Universo em que ESTAMOS.
Nada há, fora da Consciência crística que somos! O Universo, portanto, é o que está contido em nossa Consciência. E nela nada há, além da perfeição de todas as formas idealizadas por Deus.
Nossa disposição e bom ânimo para desmantelarmos as “imagens hipnóticas” precisam sobrepujar a ilusória intenção delas de quererem nos iludir! Elas apenas podem nos chegar como “sugestões”, e nossa parte é reconhecer que são irrealidades.
Tudo deve partir do nosso conhecimento de que este “EU” que venceu o mundo é DEUS sendo o Eu que somos. Desse modo, não nos identificaremos com o ilusório “eu das crenças”, que ficará “vencido” tanto quanto “o mundo”.
Contemple o Fato real e eterno: “EU E O PAI SOMOS O MESMO”! Assim, nosso foco será a UNIDADE PERFEITA, A ONIAÇÃO ONIPRESENTE, SEM QUE NOS DIVIDAMOS COM INEXISTÊNCIAS.
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“Ser A Luz” É Não Se Ver “Com Sombra”!
A Verdade é a Luz infinita sendo tudo e sendo todos, sem mais nada sendo reconhecido como verdadeiro. Assim devemos considerar, nos momentos de “Prática do Silêncio”, e, também, em curtas meditações, durante as atividades cotidianas.
Jesus não usava meios-termos! “Sois a Luz do mundo!” Sabia que este radicalismo era a única maneira de não darmos crédito às crenças ilusórias.
Assim disse Marie S. Watts:“Se quisermos ver a Luz, teremos de SER a Luz. Que é a Luz? Impossível descrevê-la em palavras; entretanto, Harmonia eterna e infinita, Integralidade e Perfeição estão bem próximos. Por proclamá-lo enfática e persistentemente, como Quem – Nós – Somos, e não deixando que qualquer “aparência de discórdia” roube-nos da já estabelecida condição que “É”, nós honramos o mandamento de amar a Deus supremamente”.
Os textos da Verdade não são leituras destinadas a seres humanos, que são “aparências”, e nunca quem somos! Por isso ela diz que “se quisermos ver a Luz, teremos de SER A LUZ! E esta Verdade deve ser proclamada enfática e persistentemente, como QUEM NÓS SOMOS!
Jesus teve este cuidado de orar e vigiar, para que a CRENÇA não pensasse em lugar de sua Mente crística! O mesmo terá VOCÊ de fazer: usar o Poder da Palavra e ENDOSSAR: “EU SOU A LUZ DO MUNDO”, e REJEITAR, como “NADAS”, as “aparências” discordantes da HARMONIA QUE SEMPRE É. E se isto for entendido como DIVERSÃO, e não como INCÔMODO, a cada “aparência” que nos surgir, será vista como “momento da diversão”: vê-la como NOVA TENTATIVA ILUSÓRIA de “algo que é nada” tentar nos iludir para lhe darmos realidade ou poder.
Esteja atento às seguintes palavras de Marie S. Watts: “A Luz está Se intensificando, e estamos sendo chamados. Aceitando-a, vivenciaremos a Glória; rejeitando-a, ou ignorando-a, a dor permanecerá, os problemas persistirão, e continuaremos despencando no abismo da “busca perpétua”.
Este alerta se destina àqueles que leem constantemente que DEUS É TUDO, sem que façam a TOTAL IDENTIFICAÇÃO com esta Verdade! Passam a vida toda se vendo nas “aparências”, sustentando “o velho homem e seus feitos”, e com a desculpa de ser um sério “buscador da Verdade”.
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Veja O “Desfile De Nadas” Olhando Para “Mim”!
Enquanto a suposta mente humana se entretém com seus quadros fictícios, Deus, sendo TUDO, e sendo VOCÊ, simplesmente permanece em Sua Autocontemplação Absoluta, vendo a SI MESMO como PERFEIÇÃO ONIPRESENTE, como PERFEIÇÃO EM TUDO!.
O que os sentidos humanos – mente carnal – captam não são realidades! É sempre bom lembrarmos disso, antes que neles acreditemos e desejemos interferir. “Olhai para Mim, e sereis salvos”, disse Isaías. Este é o Caminho! “Eu Sou o Caminho!”
A todo instante nos chegam “imagens do filme ilusório”; assim, cabe, a cada um de nós, viver a PERFEIÇÃO CONTEMPLADA POR DEUS! Por isso, “olhar para Mim” significa uma atitude de inteira abstração de tudo que ilusoriamente nos possa vir como “acontecimento deste mundo”. Sua posição é de unidade com o EU, e isso é feito da seguinte forma: consciente de ser o Eu perfeito, habitando num Universo perfeito, olhará as “aparências” a desfilarem, aparentemente, diante dos supostos “olhos carnais”, mas como se, ACORDADO, visse “imagens de um sonho”, sem dar-lhes crédito, sem tentar mudá-las, sem crer que sejam reais.
Permaneça consciente de estar no AGORA ATEMPORAL, e, ao mesmo tempo, deixe que as “imagens fenomênicas” corram e passem diante de você. Estas imagens são a CRENÇA COLETIVA em desfile, e não são imagens verdadeiras! Tenha, portanto, o interesse de se ver apartado delas, apenas deixando-as correr diante de você, enquanto, de sua parte, VOCÊ INTERNAMENTE “OLHA PARA MIM”, para seu EU GLORIOSO DIVINO EM AUTOCONTEMPLAÇÃO. Diante das imagens falsas, diga a si mesmo: “Isto não é o que aparenta ser…o que é real, em lugar disto, é a “permanência das obras de Deus”.
Faça suas “contemplações” com a certeza de que “as miragens”, mesmo aparentemente “vistas”, não são a Verdade! De nada adianta só ler que DEUS É TUDO e que “este mundo” é uma farsa! Isto é verdadeiro? É! E VOCÊ já deve ter lido isto seguidas vezes! Entretanto, o que lhe será útil, será VIVENCIAR estas revelações!
“Olhe para Mim”, para seu Eu divino, ou Cristo, e então, sem nenhum envolvimento com as “imagens deste mundo”, veja-as passar como “desfile de nadas”. Isto o deixará conscientemente na Oniação, e o ilusório “mundo de sombras” se mostrará VENCIDO!
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A Verdade Sempre “Sendo”!
A Verdade, como o próprio nome diz, é a Verdade. Não será a Verdade somente quando for estudada e aceita por alguém; já é a Verdade! Desse modo, postergar a vivência do verdadeiro, e aceitar estar num “mundo de mentira”, não tem o menor cabimento! Esta inércia mental não é de ninguém! É outra ilusão da suposta mente humana!
Qual é a Verdade? DEUS É TUDO! SOMENTE DEUS É MENTE, E É, PORTANTO, A NOSSA MENTE!
A Mente de Deus está ativa agora, não só como VOCÊ, mas como TODO O UNIVERSO! Isto significa que a sua Atividade é a Atividade mental divina, e não humana. Contemple a Verdade! Contemple o Fato verdadeiro em manifestação, aqui e agora! Nada há além de Deus, nenhuma mente há, senão a Mente de Deus.
Sendo esta a Verdade Absoluta, nenhum esforço lhe é requerido para aceitá-la e vivê-la. Pelo contrário, quanto mais serena e natural for sua aceitação, com mais clareza você perceberá a Mente divina sendo a sua!
Os textos são escritos de modo a serem contemplados juntamente com a leitura. São lidos com “endosso da Consciência”, e com a alegria de se reconhecer que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS.
Após as leituras, despenda o tempo livre que tiver para se perceber em Deus. A Mente que Deus possui para ser VOCÊ, é a Mente que VOCÊ possui para ser Deus. A natureza de Deus é a sua natureza, e não há Deus e VOCÊ, e sim DEUS sendo VOCÊ!
A Verdade está sempre “sendo”! Isto significa que AGORA a Verdade resplandece como o Ser que VOCÊ É! Não tente forçar nada! Simplesmente perceba o Fato perene em evidência: DEUS ESTÁ SE MANIFESTANDO UNIVERSALMENTE; E, ONDE VOCÊ AGORA ESTÁ, DEUS ESTÁ SENDO SUA AUTOMANIFESTAÇÃO COMO FILHO IMUTÁVEL, GLORIOSO E PERFEITO!
Não volte às CRENÇAS COLETIVAS FALSAS; não volte a ensinamentos que o veem humanamente! VIVA O AGORA SENDO A VERDADE! E A VERDADE, DESTE AGORA, É DEUS SENDO A SUA TOTALIDADE, O CRISTO, A EXPRESSÃO DE TUDO QUE A VERDADE É, MANIFESTA COMO TUDO QUE VOCÊ É!
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“Saia! Você Não É Deus, Para Ficar Comigo!”
O bom-senso nos ensina o ditado popular: “Cada macaco no seu galho”. Notamos, na forma de agir de Jesus, que, além de suas demoradas contemplações absolutas da Verdade, ele empregava com vigor o “Poder da Palavra”, ao lidar com as “crenças hipnóticas” deste mundo. Nas “contemplações”, reconhecia unicamente Deus, e, no mundo, usava a mente para expulsar as crenças em dois poderes!
A suposta “mente carnal”, de nossa parte, deve unicamente receber sua expulsão! Não faz sentido algum ficarmos lidando com ela e, com isso, dando-lhe pretensa presença ou poder!Imagem hipnótica não passa de imagem hipnótica! Mas, se não a expulsarmos de aceitação, ela ali ficará, contando com o nosso endosso.
Sempre que percebermos a atuação hipnótica das “crenças coletivas”, devemos expulsá-las imediatamente! “SAIA! VOCÊ NÃO É DEUS, PARA FICAR COMIGO!” – esse tipo de atitude enérgica corta nossa adesão ao erro! Faz aflorar na hora a Verdade de que “Fora de MIM, não há poder!”
DEUS É TUDO! Desse modo, quando “expulsamos o erro”, estamos, de fato, admitindo a Verdade de que somente Deus é presença e poder! Não devemos esperar “horários de contemplação” para desacreditarmos do erro! Usamos o “Poder da palavra”, até ele se render e sumir! Quando os ensinamentos pregam a “não resistência ao erro”, eles são verdadeiros; porém, “não resistir” não significa “abrigar”. “Não resistir” significa “não lhe dar poder”, ou seja, expulsamos as “crenças hipnóticas” como destituídas de poder, assim como fazia Jesus: sem imaginar possível “resistência” por parte delas.
“SAIA! VOCÊ NÃO É DEUS, PARA FICAR COMIGO!” – seja firme, ao expulsar a “sugestão hipnótica”! E não a entenda como realidade! Lembre-se: não tem cabimento você “abrigar ilusão”, esperando poder “contemplar” sua nulidade! O NADA É SEMPRE NADA! E é nesta compreensão que Jesus repreendia o erro: sem ver nele qualquer resistência, presença ou poder!
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A “Ilusão” É Inatingível Pela Realidade!
A chamada “ilusão” é inatingível por qualquer Realidade, ou seja, não existe nada de Deus tendo acesso a inexistências. Quando alguém diz que estuda a Verdade para se livrar da ilusão, apenas atesta uma impossibilidade! DEUS É TUDO! O Eu que somos é o Eu único que há; portanto, acreditar em “outro eu”, em ilusão, e desejoso de dela sair, é imaginar “caminho que leva a nada”.
Quando Jesus disse: “Eu Sou o Caminho”, disse também: “Eu Sou a Verdade e a Vida”. Já sabemos que este “Eu Sou” é impessoal e é o Eu Absoluto que Se expressa como todos nós! Este fato é a “Seiva Eterna” que, além de nutrir a Videira, nutre cada um de seus Ramos. A aceitação de que temos possibilidade de “nos iluminar”, sendo substituída pela aceitação de que “é impossível não estarmos iluminados”, desarma a “crença ilusória” e nos faz discernir estarmos “conscientes” de que “ilusão é nada”, ou melhor, que DEUS É TUDO!
Por mais que alguém hipnotizado creia piamente nas sensações ilusórias geradas pela “sugestão hipnótica”, jamais ele terá, realmente, vivenciado quaisquer daquelas sensações! O seu ser não poderia jamais ter atingido a “situação irreal”. Ou então, ela seria real! É nesse sentido que podemos afirmar que a chamada “ilusão” é inatingível por qualquer Realidade “.
Na Parábola do Filho Pródigo, é relatada a saída dele da “casa do pai” para viver de si mesmo, e em “terra distante”; vivendo dissolutamente, afastado, e se vendo posteriormente em péssima situação, decidiu-se pela “volta ao pai”, que o recebeu de braços abertos! Como é a “volta” de cada Filho de Deus ao Pai? É o “conhecimento” de que “jamais dali poderia sair”. Impossível sairmos da Onipresença! Impossível acessarmos “ilusão”! Impossível “voltarmos” para uma posição de que jamais saímos! Por isso, partimos sempre de Deus como totalidade onipresente, e de nós mesmos como a “Presença de Deus” onde estamos.
Contemple estas Verdades como Fatos consumados e permanentes, e a “Luz do Cristo” estará sendo vista como “SUA LUZ”, já colocada bem no alto do alqueire! Jamais saiu dali!
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“Que Se Faça A Tua Vontade”
Quando as pessoas fazem a “Oração do Pai Nosso”, ao dizerem “seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu”, isto jamais significa que a Vontade de Deus já não esteja feita. Pelo contrário, é uma rendição do suposto ser humano à Perfeição do Universo divino, um reconhecimento de que “no céu”, esta Vontade divina está consumada e eternizada.
Não há “céu e terra” em lugar algum! O “céu” é a Realidade onipresente perpetuamente Se evidenciando! A “terra” é o “mundo do pai da mentira”, uma irrealidade de cunho hipnótico que aparenta existir, mas que é “nada”, simples crença falsa.
Quando nos identificamos com “o céu”, a ILUSÃO de existência terrena é dissipada, razão pela qual a oração é afirmativa, positiva e ativa, uma espécie de ordem dirigida à CRENÇA, e não a Deus. Não há oração que mude ou influencie Deus! Sempre ela reconhece a perfeição presente no lugar da imperfeição ausente.
A humanidade ficou viciada em “orar” achando que resolveu deixar Deus fazer a vontade d’Ele! Isto precisa ser bem entendido, uma vez que a “rendição da mente humana” é, de fato, um desprezo à ILUSÃO, para que alguém que estiver orando, esteja reconhecendo a supremacia da Vontade de Deus e a manifestação plena e livre de Suas obras, aqui e agora, como Sua Vontade permanente em evidência universal.
“Que se faça a Tua Vontade” é, portanto, a pessoa soltar dos ombros toda a responsabilidade quanto à sua suposta “vida na terra”, para entender que DEUS É DEUS, isto é, que a Vontade de Deus, soberana e única, já está abarcando a própria “vida dela”, que é, na verdade, a VIDA DE DEUS Se manifestando espiritualmente “no céu”, de forma perfeita como a “vida dela”.
Esta percepção iluminada é “perder a vida para achá-la”, citada por Jesus. Ele próprio fazia uso desta oração, dizendo sempre: “Pai, que se faça a Tua Vontade e não a minha”. Esta “entrega consciente” reduz a “nada” a ilusória “mente carnal”, e longe de ser “submissão”, é “comunhão”, a percepção de que DEUS É O HOMEM, E QUE A VONTADE DE DEUS É A REAL VONTADE DE TODOS NÓS.
Decorrente desta UNIDADE, é também manifestada a Vontade de Deus “na terra”, isto é, a Verdade percebida se estende como “bens acrescentados” nesta “sombra” de vida humana.
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A Verdade-2
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Outro aspecto da Verdade é o fato de Ela nunca ter tido começo, mudança ou fim. Às vezes, adiamos nossa aceitação da perfeição atual por nos esforçarmos para que algo se torne verdadeiro. A Verdade jamais se torna verdadeira. E, também, a falsidade jamais se torna falsa. A Verdade tem sido sempre verdadeira, e a falsidade tem sido sempre falsa, não existente. Isto é assim tão simples! O habitar na Onipresença da Perfeição, constitui a própria realização desta Perfeição. É este o modo pelo qual a Verdade verdadeira sobre você se torna evidente como a Verdade que é verdadeira COMO VOCÊ. É desse modo que obtemos a Autopercepção, ou Autoconsciência. Existe somente Um Eu, e este Eu único é Deus, o Eu que abrange tudo. Não importa a quantidade numérica de Identidades distintas que este Eu inclui: o fato de que Deus é a totalidade de cada identidade é permanente. Deve ter ficado claro ser impossível que haja algo verdadeiro, ou fato real a seu respeito, e que não esteja incluso na Verdade que Deus é.
Realmente, Deus é Tudo eternamente, e é incondicionalmente perfeito. Um Fato incondicionado é completo como sua própria Verdade. VOCÊ É A VERDADE. O UM ETERNAMENTE PERFEITO, INCONDICIONADO, IDENTIFICADO COMO VOCÊ. Esta declaração é o Ultimato Absoluto da Verdade de sua inteira Existência, inclusive de sua Vida, Mente, Corpo e Ser. Esta Verdade, como você, transcende todo tipo de qualificação, oposição ou condição. Você não é dual; não há dois de “você”. Não existe algo como um Você, que é esta Verdade, ao lado de “outro você” caminhando em direção oposta ao UM PERFEITO, que sempre você tem sido, e que sempre VOCÊ será.
Talvez você pergunte: “E quanto a este corpo? Como poderei conciliar esta Verdade da Perfeição com este corpo sujeito a sofrimento, doença e senilidade?” Não poderá fazê-lo! E não o fará! Jamais conseguirá conciliar a Verdade com a mentira. Todavia, esteja certo do seguinte: você possui um corpo. Não é seu corpo que o está levando a um falso juízo, mas sim o tipo de corpo que você vem encarando, erroneamente, como sendo o seu corpo. Como Você inclui o seu corpo, toda Verdade, ou Fato, descoberto a seu respeito, constitui também a Verdade estabelecida em relação ao seu corpo.
O mundo, assim como aparenta ser, encontra-se permanentemente sofrendo mudanças; Tudo e todos, aparentemente, se encontram numa condição temporária. Uma não existência é supostamente transformada em existência, a Vida; por outro lado, a Existência, ou Vida, é supostamente transformada em não existência, a morte. Até mesmo as substâncias da terra parecem estar constantemente se transformando em algo diferente do que vinham sendo. A falsa evidência consiste de uma constante aceitação de criação, transformação, desenvolvimento, dissolução, deterioração e destruição. No universo da aparência, nada se estabelece como eterno. Há uma constante ação de se atingir alguma condição, ou de se conseguir sair dela. Realmente, neste falso conceito de universo, somente uma coisa parece ser permanente: a transformação.
A própria natureza da transformação, nesta visão falsa da Realidade, é prova de não ser ela verdadeira. O motivo é o seguinte: A Verdade não se modifica. Deus é a Verdade, e Deus é eternamente imutável. Algo que possa parecer ter começo, mudança ou fim, não é a Verdade, e, portanto, não é um Fato estabelecido. Nascimento, desenvolvimento, mudança e morte são, todos, aspectos desta ilusória distorção DAQUILO QUE REALMENTE EXISTE.
Repetindo, a Verdade permanece estabelecida assim como Ela é, e sempre tem sido. Você já notou que, quando alguma condição errônea do corpo parece ser curada, o corpo permanece? Tudo que desaparece é o quadro desarmônico. Qual o sentido disto? Somente este: algo na natureza da desarmonia, que se acrescente ou se modifique, é falsidade. Se unicamente conscientizássemos a total importância desta Verdade, estaríamos cônscios da eternidade do Corpo, e também da Mente, da Vida e do Espírito.
Sim, o que é Verdade, o que é Realidade, — e irrealidade alguma existe – é o Fato imutável daquilo que existe. A Verdade nunca começa a ser verdadeira. A Verdade nunca deixa de ser a Verdade. Jamais algo Lhe é acrescentado nem subtraído. A Verdade nunca se coloca numa posição de “se tornar algo”, ou num estado de desaparecimento. Ela é eterna, é Fato imutável, uma Existência eterna.
Com qual Mente você conhece a Verdade? Deus é a Mente única; logo, qual Mente poderia desconhecer a Verdade? Deus, Mente, é eternamente consciente da natureza de Sua Existência como sendo sem começo, sem mudança e sem fim. Você não pode ter nenhuma outra Mente, além da Mente de Deus, pois, não existe nenhuma outra. A Mente que está consciente de ser para sempre imutavelmente perfeita, identificada como Você, é a sua Mente. Não há interrupções nem vazios no conhecimento, na percepção consciente desta Mente. Deus, Mente, sendo consciente da Verdade de Sua perfeição eterna, está neste momento identificado como a sua Mente sendo consciente de sua perfeição imutável. Em outras palavras, Você é a CONSCIENTE PERFEIÇÃO ESTANDO CONSCIENTEMENTE PERFEITO.
Esta é a Verdade sobre Você. Esta é a Verdade como Você. E foi o que Jesus quis dizer, quando declarou: “Eu sou a Verdade”. Uma declaração verdadeira da imutável e permanentemente contínua natureza perfeita de todo o seu Ser, e de todo mundo que existe.
De que forma você percebe ser isto verdadeiro a seu respeito? Do seguinte modo: aceite-o; reconheça-o; proclame que sua Identidade é a Verdade. Saiba que a Verdade que o torna livre é a Verdade de que VOCÊ É LIVRE. Calmamente, e persistentemente, contemple a Verdade estabelecida de seu Ser. Assim, já agora, estará descobrindo que esta Verdade está estabelecida como o seu Ser. É ESTE O CAMINHO. “TRILHAI-O”.
F I M
A Verdade-1
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Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem seria digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.
Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois, já não havia se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.
Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.
Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.
Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.
A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência, aquele conhecimento, que permanecêssemos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.
O fato estabelecido, de que um mais um é igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.
Frequentemente, temos conhecido a Verdade de uma forma que Ela se opusesse a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já está é, neste exato instante. Nós jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos atermos àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.
Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois, agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Auto-reconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.
Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo é tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra daquilo que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois, VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreenda a Verdade?
Continua..>














