A Vontade Consumada De Deus É A Sua Vontade!
Ideias que nunca foram reveladas como Verdades, mas que são aceitas cegamente pela humanidade, precisam ser detectadas e descartadas, para que a Vontade de Deus não seja entendida segundo critérios enganosos da suposta mente humana.
Várias postagens já foram aqui apresentadas sobre a falácia da crença em livre-arbítrio. É dela que surge a crença dualista de opções, isto é, a crença de que o homem pode ou não se integrar à Vontade de Deus. Não existe absurdo maior; entretanto, esta crença é predominante, no entendimento da “sabedoria da serpente” usada pela humanidade para justificar que é possível, a alguém, seguir ou deixar de seguir a Vontade de Deus!
Esta crença falsa desvia a atenção da pessoa do Reino Consumado, que não é “parte oculta” da Existência, mas sim a TOTALIDADE ONIPRESENTE. O suposto “mundo material” não passa de uma mentira deslavada, uma ILUSÃO DE MASSA!
Só na concepção da cegueira humana esta ideia de livre-arbítrio poderia ser admitida! Por quê? Porque o Universo é o UNO EM MANIFESTAÇÃO ABSOLUTA! Por isso, quando Jesus percebia estar sendo influenciado por esta “crença coletiva”, orava e pedia: “Pai, que se faça a Tua Vontade e não a minha”! Estava anulando seu livre-arbítrio? Não! Estava evitando de endossar esta “sugestão hipnótica” da suposta mente carnal!
Estas passagens bíblicas, longe de serem meras experiências de Jesus, são, de fato, atitudes que TODOS DEVEMOS TOMAR, para não nos permitirmos enredar em crenças falsas e em suas “sugestões hipnóticas”, igualmente ilusórias. Qual é o argumento da ILUSÃO para nos enredar em suas crenças? É o seguinte: “Deus não nos criou como autômatos, mas, sim, dotados da liberdade de escolhermos e gerarmos livremente o nosso destino! Para isso deu-nos o livre-arbítrio!”
Já ouvi esta argumentação repetidas vezes; só que, quando pedi às pessoas que me indicassem a referência bíblica endossando tal argumento, até hoje estou esperando que me respondam! NÃO EXISTE LIVRE-ARBÍTRIO! E ISTO PORQUE O SUPOSTO SER HUMANO, COMO HUMANO, NÃO EXISTE! O HOMEM ÚNICO EM EXPRESSÃO É DEUS! DESSE MODO, A VONTADE DE DEUS É A VONTADE DO HOMEM!
Alguém dizer que “estuda a Verdade”, que aceita sua “unidade com Deus”, e sai pelo mundo defendendo a ideia de “livre-arbítrio”, é alguém não só incoerente, mas inexistente! E, no caso, somente quando este “ser ilusório” negar-se a si mesmo, poderá se perceber “em Deus” e SENDO DEUS! Em outras palavras, SOMENTE RENASCENDO! “MUDANDO DE REFERENCIAL”! RECONHECENDO: “EU E O PAI SOMOS UM, A VONTADE DO PAI É A MINHA PRÓPRIA VONTADE!”
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“Venha A Mim”…
A errônea identificação com pensamentos, emoções e sensações da suposta “mente carnal” é o que leva alguém a acreditar estar em permanentes mudanças , em vez de se conhecer como a Paz Eterna que, em sua Eu Sou Identidade, é bem-aventurança permanente.
Mesmo após milênios de revelações absolutas, que anunciam a divindade do ser humano e sua imutabilidade espiritual, decorrente da Verdade de que “Deus não muda”, as “sugestões hipnóticas”, apenas alterando meios e formas, continuam imperando na aceitação da maioria, que com elas se identifica, endossando e confirmando que “passam, realmente, por aquelas condições”.
O homem não é “ser em evolução”; o homem não é “ser em mutação”; assim, o homem nunca está sujeito a supostas “aberturas de portais de energia”, ou “abertura de chacras”; portanto, o homem nunca é quem “diz perceber em si” tais fenômenos! Quem assim diz, é unicamente a “mente carnal”! O HOMEM É DEUS, E DEUS NÃO MUDA!
Enquanto VOCÊ não fizer sua imediata e radical IDENTIFICAÇÃO COM DEUS, só ficará trocando o nome das “sugestões hipnóticas”! Se elas, antes, eram chamadas, por exemplo, de “resfriado”, pode ser que agora elas estejam sendo chamadas de “abertura de chacras”! E se VOCÊ não assumir a Verdade de que VOCÊ É O AMOR DE DEUS EM EXPRESSÃO, que VOCÊ É A PAZ DE CRISTO EM EXPRESSÃO E, O PRINCIPAL, QUE UNICAMENTE HÁ DEUS EM EXPRESSÃO, o que estará fazendo, é meramente TROCAR NOMES DA ILUSÃO, através da arcaica identificação errônea com a “mente carnal”!
Pare de acreditar que haja “MUDANÇAS EM SEU SER”! Pare de continuar endossando falsidades!
DEUS É TUDO E, NESTA TOTALIDADE IMUTÁVEL, A MENTE DE CRISTO – A SUA MENTE – O RECONHECE, AGORA, COMO O SER IMUTÁVEL E PERFEITO!
Se VOCÊ ainda duvida, dizendo estar “sentindo” que o Universo está “passando por transformações”, indo para “nova era”, ou coisas do gênero, comprove, por VOCÊ MESMO, a Verdade absoluta:
“VENHA A MIM…E EU VOS ALIVIAREI”! “VENHA A MIM” – AO SEU EU PERFEITO, AMOROSO E PACÍFICO, QUE, IMUTAVELMENTE, ESTÁ SENDO AGORA QUEM VOCÊ SEMPRE É!
E, caso queira, fique distante a “observar a suposta mente carnal”, vendo o que faz ela com as ilusórias “sugestões hipnóticas” que ela afirma existir! Faça isso! Veja-se, primeiramente, como VERDADEIRAMENTE VOCÊ JÁ É! Em seguida, sem se envolver com a “mente carnal”, confira como ela se comporta, se arranjando sozinha, SEM SUA IDENTIFICAÇÃO COM ELA!
A MENTE CARNAL É UMA ILUSÃO! AS “SUGESTÕES HIPNÓTICAS”, QUE NELA ATUAM, SÃO ILUSÕES! E VOCÊ? VOCÊ É DEUS, O IMUTÁVEL “EU SOU”, EM PERMANENTE PERFEIÇÃO, EM IMUTÁVEL SITUAÇÃO, IMUNE AO FESTIVAL DE CRENDICES PREGADAS PELO MUNDO E PELOS SEUS FALSOS PROFETAS, QUE CONTINUAM ACREDITANDO EM “APARÊNCIAS” COMO SE FOSSEM REALIDADES!
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Reconheça a Oniação Nos “Desdobramentos Visíveis”!
Se são importantíssimas as “contemplações” da Verdade Absoluta que somos, ou seja, o reconhecimento e identificação com a Verdade de que “somos o que Deus É”, é igualmente importante, após a “Prática do Silêncio”, que nos identifiquemos com a Oniação e não com as chamadas “obrigações cotidianas”. Em que sentido? No sentido de não corrermos com a nossa atenção rumo a elas, achando-as serem “problemas soltos” a serem resolvidos, em vez de as reconhecermos como “sombras” da Oniação – já resolvida.
Em outras palavras, não existem “obrigações diárias”! O que há, é Deus sendo Deus como quem somos! Desse modo, a Oniação e a Onivisão divinas são o que estão diante de nós, e não “aparências requerendo soluções”.
Isto significa que a “troca de referencial” deve ser mantida também fora dos momentos de “contemplações”. “O filho faz o que vê o Pai fazer”, disse Jesus. Estava se vendo em unidade com Deus inclusive diante das “aparências materiais”! É dessa forma que fica entendido e praticado que “existe somente um Eu”, e não um que “é uno com Deus” durante as meditações contemplativas, e “outro”, que “aparece” em seguida, se vendo como “peça solta” e cheio de “obrigações”.
O suposto “mundo fenomênico” não é existência real! Unicamente a Realidade divina está Se manifestando, e é plena e perfeita sempre! Assim, quando nossa atenção, em nosso dia a dia, estiver voltada à Oniação – que nos inclui – iremos testemunhar a “sombra” da Oniatividade perfeita se projetando como cada suposta “hora do dia”. Desse modo, em vez de nos preocuparmos com as “sombras”, iremos nos ocupar com a Verdade, enquanto, aos olhos do mundo, a suposta “vida cotidiana” irá se mostrando como imagens harmoniosas. O mundo as considera “vida humana”, enquanto nós a chamamos de “ILUSÃO”, por sabermos que a Vida real e onipresente é Deus, e que é “n’Ele que vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”.
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“Oração Atendida” É Fato Permanente No Absoluto!
“Tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.”
Mateus 21: 22
Quando dizemos que o “Referencial da Verdade” é tomarmos como “ponto de partida” a TOTALIDADE DE DEUS, que nos direciona RADICALMENTE às “contemplações silenciosas”, isto deve ser feito sem nenhum tipo de avaliação humana no que diz respeito a “estar ou não estar funcionando”! Estas avaliações de “contemplações” devem ser descartadas como “mesméricas”, ou seja, fazem parte da ILUSÃO!
Se alguém estiver desejoso de se bronzear, e for à praia ou ao clube para se expor ao sol, este bronzeado lhe aparecerá “de dentro para fora”, naturalmente, sem que ninguém precise ficar olhando a pele para constatar a todo instante se há resultados. O bronzeado será uma reação química que, primeiramente, ocorrerá no interior da pele, e só aparecerá visivelmente quando a atual pele externa for sendo substituída pela nova, que vem aflorando, já bronzeada, a partir das camadas mais profundas.
Assim são nossas “contemplações”: partimos da Verdade de que DEUS É QUEM SOMOS, na certeza absoluta de que os EFEITOS destas “contemplações” também aparecerão visivelmente, vindos de nós mesmos, e vindos infalivelmente!
O mesmo raciocínio se aplica quanto à expectativa das chamadas “curas”! É comum alguém, diante de algum ilusório sintoma sugerido pela “mente carnal”, dizer que “meditou” mas que a “aparência” não se alterou! Seria, tal avaliação, procedente da Verdade de que DEUS É TUDO? Evidente que não! E, “dividindo a casa” dessa maneira, a pessoa acaba voltando sua atenção à ILUSÃO, impedindo a livre e natural manifestação da harmonia eterna em seu “desdobramento” visível e temporal, perceptível à suposta visão humana.
A Bíblia diz: “Aquele que perseverar até o fim, será salvo”! Que significa “perseverar até o fim”? Significa não desgrudar da Verdade! Significa não “dividir a casa”, acreditando no bem e no mal, como se Deus fosse poder que reconhecesse e enfrentasse problemas, ou aparência de males!
Nossas “contemplações” partem de DEUS COMO ÚNICA PRESENÇA E ÚNICO PODER! E contam com nossa aceitação serena de que UNICAMENTE DEUS ESTÁ SE MANIFESTANDO COMO O SER PERFEITO QUE CADA UM JÁ É!
Esta confiança nos princípios absolutos é o que nos faz afirmar que O PROBLEMA ESTÁ RESOLVIDO”, mesmo que o mundo inteiro, ILUDIDO por míseras APARÊNCIAS FRAUDULENTAS, continue insistindo na ideia de que “nada melhorou”.
Jesus disse; “Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, até se a este monte disserdes: ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito; e tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.” Mt 21:21-22, Quando isto se mostrará verdadeiro? Quando você orar para “um elefante sair voando”? Não. Toda oração é respondida quando o desejado JÁ ESTIVER FEITO NO ABSOLUTO! Portanto, a fala de Jesus se cumpre quando você medita e confia, por exemplo, que A PERFEIÇÃO JÁ EXISTE COMO FATO CONSTANTE NO ABSOLUTO! Desse modo, a APARÊNCIA DE IMPERFEIÇÃO poderá e deverá ser esquecida! Decretada como EXTINTA! Não tinha respaldo absoluto! Era pura MIRAGEM!
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O Homem É Deus!
Pouco adianta alguém “estudar a Verdade” para permanecer nas mentiras! Quem assim se comporta, identificando-se com “aparências ilusórias”, com uma suposta identidade imperfeita, apresentada pelas ilusória “mente carnal”, em vez de acreditar realmente que a Verdade está em Deus ser Tudo, estará somente “achando” estar se conhecendo “aos poucos”!
Você jamais “se conhece aos poucos”! Por quê? Por que DEUS É TUDO! Não há graduações de conhecimento em Deus! VOCÊ SE CONHECE POR COMPLETO, E DO MODO COMO JESUS REVELOU A VERDADE SOBRE VOCÊ, QUANDO SE IDENTIFICA COMO A LUZ QUE DEUS É, COM A LUZ INFINITA E ONIPRESENTE, QUE OCUPA O ESPAÇO REAL DO ABSOLUTO, SEM MAIS SE IDENTIFICAR COM “MENTE EM ILUSÃO”!
O Homem é Deus! No Blog Absolutista foi postada a série “O que era desde o princípio”, em que João revela ter VISTO A VERDADE DA UNIDADE QUE SOMOS, E COM SEUS PRÓPRIOS OLHOS.
Quando esta Verdade pode ser vista? SOMENTE AGORA! Não existe “tempo” e, portanto não existem as “imagens fenomênicas” geradas pela ilusória “mente temporal”.
O chamado “estudo da Verdade” jamais pode ser constituído por “alunos que querem se tornar iluminados” nem por “instrutores que os enxerguem como humanos aspirantes à iluminação”. Esta crença fraudulenta, que admite “mestres e estudantes”, com todos vendo e acreditando em “matéria”, deve ser expulsa por completo! Expulsa como? PELA CONTEMPLAÇÃO DE QUE SOMENTE DEUS – ESPÍRITO – É REALIDADE, E QUE, PORTANTO, CADA UM DE NÓS, AQUI E AGORA, É DEUS!
Como pode alguém conhecer a Verdade de que DEUS É TUDO, mas se vendo não como DEUS? IMPOSSÍVEL! Mas esta percepção, que é óbvia, fica aparentemente nublada pela “humilde” identificação que cada ser faz com “aparências hipnóticas”! Assim, um “hipnotizado” teme admitir ser DEUS frente aos demais “hipnotizados”! Este “temor” é fruto da “mente em ilusão”! Assim, quem aceita a revelação de que “temos a Mente de Cristo”, deve com ela iniciar suas “contemplações”, e reconhecer a totalidade de Deus sendo a SUA identidade, e, também, reconhecer a totalidade de Deus sendo a identidade de todos! Foi o que João fez! Viu-se em “comunhão com o Pai e com Jesus Cristo”, e nos revelou ser esta Verdade já válida e manifesta eternamente como todos nós.
Jamais creia que DEUS NÃO SEJA VOCÊ! Além disse, jamais creia que DEUS NÃO SEJA TODOS! Quando VOCÊ reconhecer desta forma a TOTALIDADE DE DEUS, em suas “contemplações silenciosas”, o que aparentemente “se desdobrar” como “aparências visíveis”, será entendido como “sombras” se ajustando, e não realidades acontecendo! O QUE É ACONTECIMENTO REAL JÁ ESTÁ FEITO! NO ABSOLUTO! E O ABSOLUTO É TUDO!
Mary Baker Eddy disse o seguinte: “A mente humana não aumenta em sabedoria; a sabedoria é que diminui a mente humana”. Revela, desse modo, que a “Mente de Cristo” é nossa Sabedoria divina permanente, que, reconhecida sem esmorecimentos, diante da suposta “mente em ilusão”, faz com que ela vá diminuindo, até não mais receber nossa errônea identificação com ela! Assim, em vez disto ser entendido falsamente como “mente em evolução”, deverá ser entendido corretamente, isto é, como “mente ilusória” em extinção!
O HOMEM É DEUS! A MENTE DO HOMEM É A MENTE DE DEUS! AFIRME, ACREDITE E SE FIRME NA IDENTIFICAÇÃO TOTAL COM A VERDADE! DEUS É O HOMEM! VOCÊ É O VERBO DIVINO EM AUTOEXPRESSÃO! AQUI E AGORA!
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Alegria E A Cura Da Depressão
Um jovem ia a assobiar e a cantarolar enquanto caminhava pela rua. Um homem que passava perto perguntou-lhe: “Por que é que estás tão contente?” O jovem pensou por um momento e respondeu: “Você precisa de um motivo para estar contente?”
Certamente, há coisas que nos fazem felizes e que são normais, apropriadas e expressam algo do cuidado de Deus por Sua criação, como, por exemplo, um bom emprego que traz satisfação, um local adequado para viver ou amigos queridos.
Mas, à medida que progredimos em nossa compreensão espiritual de Deus, começamos gradualmente a deixar de buscar em pessoas, lugares e coisas a razão para a nossa felicidade, buscando-a em nosso Criador, a fonte da verdadeira e permanente alegria e satisfação.
Estaremos discriminados por não termos alcançado um certo objetivo? Será necessário que ele se concretize para ficarmos felizes? Então, talvez precisemos adquirir um melhor conceito da alegria que já pertence ao homem como semelhança de Deus. A nossa alegria, no momento, deve ser natural e contínua.
As circunstâncias não nos podem dar satisfação permanente, pois estão sujeitas a mudanças, por vezes bruscas – agradáveis agora e desagradáveis daqui a pouco. Elas estão baseadas na avaliação da mente humana mortal, que as considera boas e agradáveis ou más e desagradáveis. Mas a única fonte genuína e permanente do pensamento é a Mente divina, Deus, o Amor perfeito.
Em última análise, a verdadeira felicidade está baseada numa compreensão espiritual de sermos inseparáveis do Amor divino. À medida que espiritualizamos nosso pensamento através da oração, de um estudo profundo da mensagem inspirada da Bíblia, de uma compreensão crescente do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria da Sra. Eddy, e de uma crescente expressão de pureza e amor, cultivamos esta compreensão e nossa vida é regenerada. Buscar a Deus em primeiro lugar, fazê-lo nossa primeira opção, torna-se nosso primeiro desejo e objetivo na vida. Lentamente, mas com segurança, abandonamos o sentido limitado e deprimente de que o bem tem sua origem nas pessoas, lugares ou coisas. Em vez disso, apercebemo-nos de que, como reflexo de Deus, incluímos todo o bem e que Deus é a sua fonte. Então, uma vez abandonada a visão limitada e materialista, tudo o que é normal e correto começa a aparecer. Cristo Jesus disse-o de modo sucinto:
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.
Apesar disso, o pensamento materialista declara o oposto. Ele diz:
“Preciso de algo ou de alguém para me fazer feliz ou, pelo menos, satisfeito. Talvez eu possa sair dessa profunda depressão, tomando drogas ou bebendo. Talvez eu precise de prazeres sensoriais ou de um grande divertimento. Pelo menos isso pode servir como alívio temporário para a minha depressão”.
No entanto, permanece o fato de que a felicidade tem uma fonte divina. Como a Sra. Eddy diz em Ciência e Saúde: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. Não é egoísta; por isso, não pode existir sozinha, mas exige que toda a humanidade dela compartilhe”.
Sim, a felicidade é uma qualidade da Verdade e do Amor. E quando expressa num viver cristão e cheio de amor, ela brilha com alegria e aumenta dentro de nós. Ela satisfaz nossa necessidade e a do nosso próximo na proporção em que a expressamos. Ela satisfaz, em certa medida, a necessidade do próprio mundo, porque sua origem é a própria fonte luminosa e rejuvenescente da Vida divina!
Essa maravilhosa qualidade espiritual torna-se mais natural para nós à medida que percebemos que ela é inerente à nossa própria individualidade que faz parte da nossa herança divina. Podemos perceber assim que é da vontade de Deus que nós expressemos alegria.
E que dizer da depressão? Não será ela realmente o resultado de não nos sentirmos amados? Isso pode parecer muito legítimo, mas não é um sentimento que vem de Deus, pois Ele está sempre a amar-nos, envolvendo-nos na Sua amorosa e terna totalidade. Então, se queremos sentir-nos amados e despir o manto preto da depressão, podemos fazê-lo. Como? Voltando-nos para o Amor divino em oração, permitindo que os pensamentos amorosos de Deus encham nossa consciência com sua luz e poder vitalizantes.
Mas, uma vez cheio nosso “celeiro” mental”, não podemos deixar que o “cereal” estrague. Temos de partilhar o amor espiritual que sentimos, expressá-lo a outros na forma de interesse pelo seu bem-estar, num sorriso, numa palavra simpática ou numa boa ação. E, acima de tudo, podemos vê-los como filhos de Deus – espirituais, completos, inteligentes e amados. Podemos saber que eles não são, na verdade, personalidades físicas sujeitas aos altos e baixos das circunstâncias, mas descendentes incorpóreos da única Mente amorosa, divina e imortal. Essa correta perspectiva é cristãmente científica e traz cura.
À medida que vislumbramos essas grandes verdades e as pomos em ação, vemos que o homem (a verdadeira individualidade de cada um de nós) está totalmente separado do mal. Sua verdadeira identidade, como ideia espiritual de Deus, já está e sempre estará livre da depressão ou de qualquer outra condição negativa. Essa verdadeira individualidade habita para sempre no amor e bondade de Deus – inspirada, incontaminada e completa.
Numa dada ocasião comecei subitamente a ter crises de depressão. Depois de orar, percebi que estava perturbado pelo sofrimento que há no mundo, sem dúvida uma preocupação para qualquer pessoa que se importa com os problemas dos outros e que quer ajudar a humanidade. Pensamentos desesperados apareceram, insistindo em que não havia soluções práticas. Essa depressão bloqueou a ideia ilimitada de que, através da oração, podiam aparecer respostas certas. Quando esses pensamentos intrusos batiam com toda a força à porta mental, perguntava a mim mesmo: “Qual é a solução?” Tornou-se claro que um estado mental depressivo não iria ajudar. Dei-me conta da necessidade de vigiar o meu pensamento mais profundamente e expressar a todos, incluindo a mim mesmo, mais daquela alegria e daquele amor derivados de Deus, que contribuem para a cura.
Percebi que tinha de ser obediente à admoestação da Sra. Eddy para nos defendermos da sugestão mental agressiva. Precisava permanecer mais na totalidade todo-amorosa de Deus, que expulsa – exclui – o pensamento que pretenderia fazer do mal uma realidade. Isso não significa que ignoremos o sofrimento humano, mas apenas que não permitiremos que o poder curativo de Deus seja esquecido. Na proporção em que reconhecia e afirmava a total presença e onipotência de Deus e me agarrava a essa realidade com toda firmeza e vivacidade – rejeitando tudo o que fosse diferente do bem – a depressão começou a desaparecer rapidamente. E ao expressar cada vez mais a boa disposição e o amor por todos, o estado mental depressivo desvaneceu-se.
Comecei a ver então alguns sinais de ajuda a países e populações distantes, evidência de que o Amor de Deus estava, de fato, presente. E senti-me impelido a aumentar a minha contribuição para uma organização humanitária que tem, desde há muitos anos, desempenhado papel importante ao ajudar povoações a saírem da pobreza, de maneira digna.
Deus nos ama. Por isso é vital para o nosso bem-estar que amemos a nós e aos outros com um amor espiritual, com um cristianismo que reflita a bondade curativa de Deus. É reconfortante saber que nossa capacidade para fazer isso vem do próprio Deus e é, por essa razão, ilimitada.
Quando estamos deprimidos com as condições do mundo ou qualquer outro desafio, a resposta curativa é lembrar que só o bem é real. E que, apesar das aparências, Deus reina e podemos regozijar-nos em saber que Seu governo é supremo. Seu universo espiritual está intacto agora mesmo, e um claro reconhecimento dessa verdade ajuda a abrir caminho para que esse fato se torne mais aparente mesmo nos cantos mais longínquos do mundo.
Essa percepção curativa, baseada na lei espiritual, nos eleva,renova, revigora e restaura. Ela nos dá domínio e satisfaz nossa necessidade de consolo espiritual. Pode até fazer com que tenhamos vontade de cantar. Então, tal como o Salmista, podemos declarar: “A bondade de Deus dura para sempre.”
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã )
O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-16 (Final)
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Tanto a Mística quanto a Ciência Mental são meios de condução à percepção do que JÁ É! São instrumentos empregados como auxiliares no aparente desmantelamento da ILUSÃO de que DEUS NÃO SEJA TUDO. E esta totalidade de Deus é Fato consumado! Portanto, sejam as “mentalizações”, sejam os “momentos no silêncio”, estas práticas devem ser utilizadas com nossa atenção toda voltada ao Absoluto! Por quê? Porque o Ser Absoluto é o Ser que somos, AQUI E AGORA, o Ser que “jamais mentaliza”, o Ser que “jamais entra no silêncio”, o Ser que é DEUS sendo o Eu iluminado, infinito e eterno que somos.
O foco do estudo da Verdade não é nenhum “instrumento” ou “expediente” de percepção: o FOCO É O QUE JÁ SOMOS! Alguém dizer que “aplica a Ciência Mental”, ou que “pratica o silêncio”, ou que “medita e faz contemplações”, não diz o que deveria dizer, e com todas as letras, ou seja: “EU SOU”!
Para dizer “EU SOU”, os expedientes utilizados como “condutores ao Absoluto” devem estar calados. As mentalizações ficarão quietas, enquanto o silêncio, sendo encontrado internamente, será também radicalmente descartado e – COM “CORAÇÃO DE CRIANÇA” – SUBSTITUÍDO PELA LUZ DO CRISTO QUE SOMOS. ESTA É A RADICAL “TROCA DE REFERENCIAL”! A “percepção” total e direta do Pai testemunhando o CRISTO como o Ser ÚNICO que somos: O “EU” ABSOLUTO! A VERDADE QUE AGORA SOMOS! E A CONCOMITANTE PERCEPÇÃO DE QUE EXISTE UNICAMENTE O AGORA QUE SOMOS!
Este “Agora glorioso” é a “Casa do Pai”, assim definida por Jesus! É a nossa “Presença consciente” como O CRISTO EMANADO DO PAI! É A VERDADE ABSOLUTA!
Esta é a Experiência de Deus, a vivência no Reino de Deus, em que não há nenhum “Nicodemos” presente! Nenhuma palavra ou pensamento! Há unicamente Deus! HÁ UNICAMENTE O QUE É!
Esta “Experiência” é de DEUS e nunca de “estudantes ou mestres da Verdade”! E, após aparentemente retornarmos às atividades cotidianas, esta “Experiência de Deus” estará “continuando” a ser a “nossa experiência”, sendo apenas aparentemente mal vista, ou mal interpretada pela suposta “mente carnal”. A Luz INFINITA, percebida na “contemplação”, aos olhos do mundo parecerá estar dividida em “luz e trevas”, em “harmonias e desarmonias”, em “bem e mal”.
Que fará VOCÊ? Fará esta “mente em dualidade” se render à “Mente que sabe que a Unidade É”! E é quando as “aparências” não mais o iludirão! Se elas lhe mostrarem “alguns pães e peixes”, SEUS OLHOS ESTARÃO VOLTADOS AO ABSOLUTO! E VOCÊ AFIRMARÁ, COMO AFIRMOU JESUS: “PAI, TUDO QUE É TEU É MEU, TUDO QUE É MEU É TEU – NISTO SOU GLORIFICADO!”. Frente aos “quadros hipnóticos” de problemas e limitações, VOCÊ AFIRMARÁ: “AFASTA-TE, SATANÁS!” Desse modo, evitará que se formem “imagens hipnóticas” destoantes das IMAGENS VERDADEIRAS, ILUMINADAS, PERFEITAS E PERMANENTES DO ABSOLUTO!
Este é o “estudo da Verdade”! Este é o seu DOMÍNIO sobre “todas as coisas do céu e da terra”. Um domínio ininterrupto, que exclui a “CRENÇA EM APARÊNCIAS”; um domínio que o faz se ver apoiado por todo o Universo, apoiado pelo PAI INFINITO, COM O QUAL VOCÊ É UM; um domínio que O FAZ SE VER LIVRE!
F I M
O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-15
– 15 –
Aceitar que o Universo é perfeito e que esta perfeição é invisível à mente humana é a dualidade que a Ciência Mental reduz a “nada”, quando mentalmente endossamos o que Deus é em termos de conceitos mentais “deste mundo”. A Realidade é percebida pelas “contemplações”, quando, em vez de nos vermos presos às “imagens hipnóticas”, chamadas “mundo terreno”, ficamos em silêncio, receptivos e em estado de alerta, reconhecendo e testemunhando a natureza espiritual da Realidade onipresente que constitui a Verdade do que somos e de onde estamos.
O que se revela nas “contemplações” não pode ser traduzido em palavras ou pensamentos “deste mundo”. Por isso, a Ciência Mental nos dá meios de endossarmos o indizível através do que é dizível, ou seja, como Deus é TUDO, mesmo que a suposta “mente humana” não consiga “definir esta totalidade”, por ser inapta para registrar o que Deus É, ela pode negar o que aparenta ser “mal” e pode afirmar o que aparenta ser “bem”. Desse modo, sem ficar sem rumo, conseguimos somar às “contemplações” a noção de “bem” que o mundo reconhece, o que, de fato, nos deixa somente ativos com a Mente única!
Que é a suposta “mente carnal”? Uma mente ilusória que, como autossugestão coletiva, ilude a humanidade com a crença falsa em dois poderes: o bem e o mal. Quando a Ciência Mental nos ensina a “afirmar o bem” e a “negar o mal”, já ouvi pessoas me dizerem que este “mentalismo” é pura autossugestão, algo, portanto, sem valor, quando o foco deveria ser unicamente “espiritual”, o que está acima dos pares de opostos! Esta é também a visão de O Caminho Infinito! Entretanto, quando usamos tal “autossugestão”, no sentido de endossar o “poder único”, ficamos sem a “autossugestão” de que “existem dois poderes”, em nossa vida prática! E é isto que nos interessa! VIVERMOS NA PRÁTICA O PODER ÚNICO QUE SABEMOS, PELA MÍSTICA E PELO ESTUDO ABSOLUTO, QUE É A VERDADE: SOMENTE DEUS, O BEM ABSOLUTO, É PODER!
Quando Paulo disse; “Não sou mais eu, o Cristo vive em mim” (Gálatas 2: 20), ele NEGOU o suposto ego e AFIRMOU ser o Cristo! E esta prática, na vida cotidiana, fará a diferença, uma vez que ninguém ficará meditando e contemplando o Absoluto o tempo todo! É no dia a dia que estas afirmações e negações da Verdade nos imunizam da “crença em dois poderes”, deixando-nos conscientes de que SOMOS O CRISTO, ESTEJAMOS NUMA PROFUNDA MEDITAÇÃO, OU ESTEJAMOS NUMA FILA DE BANCO.
Há tempos, eu imprimi um cartão com os dizeres abaixo, tirados de uma publicação da Seicho-no-ie que, por sua vez, os havia copiado da Unidade. Sugiro que os copiem e decorem, pois serão extremamente úteis a quem estuda a Verdade. Devem ser lidos, de preferência, pouco antes de dormir e logo ao acordar pela manhã, uma vez que, nestes períodos, o consciente humano se mostra menos ativo e permite rápida passagem para o subconsciente:
EU SOU FILHO DE DEUS!
Sou uno com a infinita força criadora do Universo!
Deus está querendo manifestar através de mim a Sua infinita
força criadora!
A força que eu manifesto é infinita!
A sabedoria, a capacidade e o capital de Deus
fluem infinitamente para o meu interior
e concretizam-se através de mim!
Continua..>
O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-14
– 14 –
“Faça de TI MESMO teu próprio suporte, teu próprio refúgio”, disse Buda sabiamente. Evidentemente, falava do “Eu Absoluto” que somos, e não do paupérrimo e ilusório “ego” das crenças mortais! A mesma coisa disse Jesus: “Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo” (Mt. 23: 10). . Quantas não foram as pessoas que, em minhas palestras, me disseram: “Isto que você expôs, é o que eu sempre acreditava, mas, por acreditar sozinho, achava que estava errado!” Que quer isto dizer? Que o Mestre único – a Consciência divina em tais pessoas – havia se revelado, e sendo, as Autorrevelações, negadas por serem comparadas com as ilusórias “crenças religiosas” do mundo!
Não há absurdo maior nem mais grave, do que o fanatismo de supostos “interessados pela Verdade” que se anulam em sua divindade para virarem “papagaios” de supostos mestres humanos! Este fanatismo é o maior anticristo que poderia haver! Krishna, Buda, Jesus, Paulo, e tantos outros, todos direcionaram o homem A SI MESMO! AO MESTRE ÚNICO! AO DEUS SENDO A IDENTIDADE DE TODOS! Mas, em vez de RENASCER AO PRÓPRIO CRISTO, iludidos por “crenças em mestres e discípulos”, ficam, muitas pessoas, a vida toda NEGANDO SUA PRESENÇA NA ONIPRESENÇA, por se avaliarem pelas APARÊNCIAS”, e, NELAS, passarem a vida endeusando “seres humanos” que, para elas, são MAIS DEUS DO QUE ELAS PRÓPRIAS!
Assim, vemos caravanas para o mundo todo, com pessoas indo buscar e adorar “mestres iluminados” em toda parte, MENOS DENTRO DE SI MESMAS! Sai Baba foi um, que se via rodeado de “adoradores” que, em vez de fazerem o que ele ensinava, ou seja, saber que “são Deus”, diante dele se ajoelhavam para seus pés beijarem!
Não existe nenhuma “pessoa iluminada” vivendo SEPARADA do EU ILUMINADO QUE SOMOS! Por isso há as falas de Buda e de Jesus, colocadas na abertura deste texto! Todo ensinamento disponível, se for real e verdadeiro, saiu e sai da Consciência que SOMOS! Não há “revelador pessoal” nenhum! Acreditar em “revelador pessoal” significa acreditar que uma “torneira” seja a Fonte de um reservatório de água. Não é! A Fonte “escoa” através dela, e de quantas “torneiras” houver! Além disso, se for da mesma Fonte, a “água precisa ser a mesma!”
Há muitos anos, quando eu ia ao núcleo da Seicho-no-ie comprar revistas para distribuir, a pessoa que sempre me atendia me disse: “Você conhece bem o ensinamento! Não quer ser “dendoin”? Se quiser, no próximo domingo virá uma pessoa credenciada da Seicho-no-ie a este núcleo, e eu poderei dizer a ela que você pode ser aceito sem ter de fazer cursos!” Um “dendoin” era um divulgador afiliado ao movimento. Como eu já fazia a divulgação das revistas, disse a ele que sim. Desse modo, no domingo, lá compareci para me apresentar à pessoa que faria a minha inclusão oficial como “divulgador”. E então, ela me disse: “Você conhece as regras, não é? Tudo o que você disser, terá de estar embasado nas palavras do nosso Mestre, o Dr. Masaharu Taniguchi”. Ouvindo isto, eu disse a ela: “Então não quero! A Verdade que eu divulgo é a Verdade que emana do Deus que EU SOU! Assim, não viverei amoldando-a a ideias de ninguém!” E, desse modo, me despedi e fui embora!
Quem vive defendendo “mestres humanos” é quem duvida que DEUS JÁ É SUA REAL IDENTIDADE! E quem alimenta esta dúvida se chama “ego”, justamente o ilusório ser que só precisa desocupar “o primeiro acento”, como diz a Parábola de Jesus, para que O CRISTO, ALI PRESENTE, POSSA SER HONRADO E VIVENCIADO! ESTE CRISTO, EM VOCÊ, É O MESTRE! E É VOCÊ! O RESTO, É PALHA! PORTANTO, OU VOCÊ “RENASCE AGORA”, OU SOMENTE SERÁ UM ILUDIDO A MAIS, A SE INTITULAR “ESTUDANTE DA VERDADE”, MAS APENAS “VIVENCIANDO”, APARENTEMENTE, UMA ILUSÃO COLETIVA!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-13
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Pela Ciência Mental, sabe-se que a suposta “mente humana” não consegue pensar ao mesmo tempo em duas ideias opostas, ou seja, ninguém consegue afirmar que está bem e que está mal ao mesmo tempo. Enquanto O Caminho Infinito diz que o homem é expressão individual de Deus, publica, em seus livros, pensamentos dualistas e contraditórios, o que bem comprova que Joel desconhecia o valor da Ciência Mental e que, de fato, não a empregava em seus ensinos. Vou somente dar um exemplo, um só, justamente para não repetir o erro dele, de fazer inúmeras colocações dualistas que só servem para comprometer o estudo da Verdade. Isto para que, ao lerem seus livros, fiquem atentos para não irem aceitando qualquer coisa cegamente.
Em seu livro Palavras do Mestre, no capítulo 14, “A Consciência de Cristo”, encontramos:
“Não me dê saúde, para que eu possa mostrar quão forte e bem eu estou. Não me dê provisão abundante apenas para que eu possa dizer: “Veja o que o meu entendimento faz por mim.” Dê-me saúde e dê-me riqueza, não para mim ou para a minha glória ou para o meu entendimento, mas só como um testemunho para o mundo do que a glória infinita de Deus é, quando abro a minha consciência a ela. Glorifica-me junto de ti, concedendo a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse”.
Que encontramos aqui? Dois “eus”: um que “tinha glória com Deus antes que o mundo existisse”, e que, aqui, pede de novo para ser glorificado, e “outro”, pedindo para não lhe ser dado saúde nem provisão, porque só quer saúde e riqueza para dar testemunho ao mundo do que a glória de Deus é. Esta confusão absurda se encontra em todas as obras de Joel, e quem não as ler filtrando o que estiver sendo lido, usará a mente, em sua vida diária, negativamente e completamente sem rumo! Por que não querer saúde para mostrar “quão forte e bem está”? O homem não é Deus como indivíduo? Não é este um dos princípios de O Caminho Infinito? Por que pedir para que não lhe seja dada provisão abundante? Para um suposto “eu humano” não se enaltecer?
Esse tipo de oração nada tem a ver com o Cristianismo! A oração de Jesus era assim: “Pai, todas as minhas coisas são tuas e as tuas coisas são minhas, e nisso sou glorificado!” (João, 17: 10). Toda oração correta é de unidade e jamais de dualidade. Além disso, de nada adiantará alguém entrar no silêncio, perceber sua UNIDADE COM DEUS, para, depois, fazer orações como se fosse um “eu separado”, recusando saúde ou riqueza de um lado, e as pedindo de outro, “só para glorificar a Deus”. Talvez isto possa parecer “humildade do ego”; mas, como já disse antes, esse tipo de “humildade” é pura dualidade, pura aceitação de “algo além de Mim”, claro reconhecimento que em nada glorifica a Deus, pois, aceita que DEUS NÂO SEJA TUDO! Ademais, não existe Deus nenhum ouvindo a “mente carnal” EXPLICANDO-LHE “COM QUE OBJETIVO ELE IRÁ NOS ATENDER”! “Tudo está feito!” E, curiosamente, o próprio Joel ensina também que “oração é feita com os ouvidos e não com a boca”!
VOCÊ É UM COM DEUS E TEM A MENTE DE CRISTO! Portanto, que suas orações sejam sempre baseadas nas orações de Jesus: “E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado!”. Não precisamos explicar nada a Deus, em nossas orações! Orar é discernir que “Eu e o Pai somos um”!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-12
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“Sede perfeitos” – disse Jesus – “perfeitos como o Vosso Pai celestial é perfeito”! Esta ordem se cumpre sempre AGORA! Por quê? Porque é AGORA que o Pai celestial é perfeito! Se VOCÊ é perfeito como Deus, mas posterga o RECONHECIMENTO por qualquer motivo, este “qualquer motivo” é sempre uma ILUSÃO! Assim, como ILUSÃO não é poder, VOCÊ JÁ ESTÁ CUMPRINDO A ORDEM DE JESUS, QUERENDO OU NÃO, UMA VEZ QUE DEUS É TUDO! Em outras palavras, a ORDEM DE JESUS É SIMPLES E DIRETA CONSTATAÇÃO DO QUE JÁ É, E NÃO “ALGO A SER ATINGIDO”!
Toda Verdade Absoluta é FATO CONSUMADO! CONSUMADO AGORA! Assim, toda a atenção deve estar voltada única e exclusivamente à aceitação, afirmação e contemplação do Fato, mesmo que “aparências” o contradigam! Desse modo, a PERFEIÇÃO ONIPRESENTE estará sendo plenamente reconhecida, enquanto as “aparências” ficam descartadas como miragens ou como nadas! Para isso, há, sendo QUEM SOMOS, o Cristo, que “dá testemunho da Verdade”! Toda “aparência” de imperfeição é mero “quadro hipnótico” e nunca “presença material sólida”.
Desse modo, quando afirmamos: “Eu tenho a Mente de Cristo”, simplesmente estamos “constatando a Verdade que já É”! A Verdade de que DEUS É TUDO, DE QUE “TUDO ESTÁ FEITO”, DE QUE A PERFEIÇÃO DO PAI CELESTIAL É A PERFEIÇÃO QUE SOMOS, UMA VEZ QUE DEUS E FILHO DE DEUS SÃO UM E O MESMO SER!
Quando afirmamos: “Eu SOU saudável”, “Eu SOU rico”, “Eu BEM ME RELACIONO com todos com quem convivo”, nossa atenção é VOLTADA AO ABSOLUTO, onde todas as bem-aventuranças nos pertencem AGORA! As afirmações do que O Absoluto É, anulam as ilusórias “aparências” de limitação, que são QUADROS HIPNÓTICOS IRREAIS. Isto se compara a afirmarmos que a Lua é CHEIA, inclusive em aparente fase MINGUANTE!
A Ciência Mental afirma uma Verdade permanente, para que a ILUSÃO possa ser imediatamente descartada como IMAGEM SEM FUNDAMENTO! Em outras palavras, SOMOS PERFEITOS COMO O PAI, QUE É PERFEITO, EXATAMENTE AGORA! NOSSA SAÚDE É CHEIA AGORA, E NUNCA ESTEVE MINGUANTE; NOSSA RIQUEZA CELESTIAL É CHEIA AGORA, E NUNCA ESTEVE MINGUANTE, E ASSIM POR DIANTE…
Onde entra o “silêncio contemplativo”, tão recomendado pela Mística? Em nossas “contemplações dos Fatos”, quando “trocamos o referencial”, deixando de avaliar o que é mutável ou aparente, para RECONHECERMOS – COM A MÁXIMA NATURALIDADE – O FATO PERENE E PERFEITO, QUE É PERFEIÇÃO PERMANENTE. Em outras palavras, estaríamos CONTEMPLANDO A LUA SEMPRE INTEIRA – SEM ACHAR QUE AS SUAS MUDANÇAS DE APARÊNCIA FOSSEM ALGO CAPAZ DE TRAZER-LHE QUALQUER ALTERAÇÃO, ACRÉSCIMO OU DIMINUIÇÃO!
Em Eclesiastes 3: 14, encontramos: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar e nada se lhe deve tirar”. É esta Verdade absoluta que a analogia das fases da Lua as compara com as “aparências hipnóticas”! Quando a “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, diz para “deixarmos de ver o problema, para vermos DEUS no lugar do problema”, igualmente, explica que A PERFEIÇÃO QUE SOMOS JÁ ESTÁ PRESENTE E, PORTANTO, DEVE SER O FOCO TOTAL DE ATENÇÃO, E NUNCA A SUPOSTA “ VONTADE ILUSÓRIA” DE QUERERMOS CURAR, CORRIGIR OU MELHORAR O QUE É IRREALIDADE!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-11
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Quem estudou a Ciência Mental conhece a importância de não afirmarmos algo negativo, depreciativo ou limitado ligado à palavra “Eu”, ou à identidade que somos, como, por exemplo, “Eu não consigo”, ou “Eu sou nervoso”, etc.. Este linguajar nocivo é o “discurso do mundo”; e, deixando de o empregar, por endossarmos as Verdades Absolutas, estaremos com um “Eu ÚNICO”, com um “pensar único”, sem a ilusória e costumeira dualidade que diz: “No Absoluto eu sou perfeito; mas, nas “aparências”, tenho muito a melhorar!” Ocorre o seguinte: “Somos o Absoluto Perfeito, e não somos “aparências”!
A ilustração do lápis perfeito, posto no copo com água e, visto de fora como quebrado, deixa claro que a dualidade é uma farsa! Se o lápis dissesse: “Sou perfeito, mas só na aparência eu sou quebrado”, alguém poderia achar correta a afirmação de imperfeição? Evidente que não! Este “eu sou”, vinculado à “aparência ilusória”, não seria jamais o “Eu sou o lápis perfeito!”
Por esse motivo, toda “aparente humildade do ego”, que nega nossa Perfeição Absoluta, deve ser expulsa! Não é humildade, e sim dualidade: pura ILUSÃO! A verdadeira e real humildade está em nos reconhecermos “sendo o Absoluto”, destronando o suposto “ego”, e vendo-o reduzir-se a nada, pela admissão total e radical de nossa real identidade crística.
Num dos primeiros textos absolutos que escrevi, deixei, logo na abertura, um quadrinho com os seguintes dizeres:
“Eu Sou Aquilo que Deus É,
somente o que Deus É,
tudo o que Deus É!”
Esta é a Verdade absoluta que devemos manter vinculada ao “Eu” que somos! O mundo concordará com ela? Não! Julga-nos pelas “aparências”, por somente ter olhos para ver “o lápis quebrado”! Entretanto, quem estuda a Verdade não pode acompanhar a cegueira do mundo! “Tendes olhos, mas não vedes”, diz a Bíblia! Mas, como diz que “somos deuses”, é a Verdade que devemos endossar! Assim como Jesus endossava a Verdade sobre sua identidade divina, sem se importar com a opinião do mundo, também cada um de nós deve fazer igual! Primeiramente, para nós mesmos, para nos conservarmos convictos de que a Verdade “DEUS É TUDO” revela DEUS sendo quem já somos!
Não precisamos convencer o mundo de que “somos deuses”! Basta-nos “colocarmos nossa Luz no alto”. O mundo não está nada interessado em saber como é que nós próprios nos consideramos! A Bíblia relata que o mundo “soltou Barrabás”, que era salteador, em lugar de libertar Jesus! Isto significa que o mundo deseja “o ego livre e solto”. Mas quem deseja a Verdade deve “libertar o Cristo”, sua real identidade divina, e, com o Cristo, discernir sua unidade com o Pai.
Quanto mais endossarmos a Verdade em nosso discurso cotidiano, deixando de colocar limitações e negatividades associadas com a expressão “Eu sou”, mais facilmente “permaneceremos em Mim”, por não nos deixarmos levar pelas “aparências” e, portanto, por não nos deixarmos iludir pela dualidade, como se, ao meditarmos, fôssemos um “Eu Sou”, e, após as meditações, fôssemos “outro”!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-10
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Partir do “referencial da ilusão” significa partir da CRENÇA NO TEMPO! Por isso, pessoas dedicadas ao estudo da Verdade não saem do “hipnotismo” que as faz dizer que “um dia chegarão lá!”. Meditam, praticam o silêncio, entendem que tudo é “AGORA”, durante estas práticas todas, mas tão logo elas se encerrem, “retornam” ao “julgamento pelas aparências”, à visão temporal humana – abandonando o que haviam acabado de “contemplar”– e assim, o “Referencial da Verdade” é esquecido, “até que venha a próxima meditação”! O que precisa ser percebido, e afirmado pela Ciência Mental, é que este “vai e vem” não existe! DEUS NÃO MUDA, DEUS É TUDO, E DEUS É DEUS COMO QUEM JÁ SOMOS!
A Ciência Mental é, portanto, empregada tendo em vista “o Absoluto”, e não o suposto “mundo de aparências”. Afirmando que “aquele que o visse, estaria vendo o Pai”, Jesus dava exemplo do que estou expondo! Jamais ele disse: “Veja, pessoal, um dia eu serei visto como o Pai, quando eu não mais retiver a ilusão de ter sido carpinteiro!” JAMAIS PARTIA DO IRREAL! JAMAIS NOS VIA NO IRREAL! VIA DEUS COMO REALIDADE ÚNICA, E NOS VIA SENDO A UNIDADE PERFEITA QUE DEUS É!
Nada há além de Deus! Portanto, ninguém é “mais divino” do que qualquer suposto “outro”! Na “Unidade Perfeita” não há outros “ao lado de Mim”! Mas, de que adiantaria a Verdade ser esta, se os supostos “estudantes da Verdade” se identificam com as “aparências”? Ou leem autores ou frequentam cursos de pessoas que, como eles, também “esperam” futura condição de “iluminação espiritual”? Quem assim procede, faz “culto à ilusão”!
Várias vezes me perguntaram: “Você não acha que pessoas despreparadas poderão entender suas colocações de forma a endeusarem o “ego”, afirmando “Eu Sou Deus” unicamente intelectualmente?” Claro que não acho! Se achasse, não faria as colocações! E é por muitos assim acharem, que o dualismo impera em seus ensinamentos! E por quê eu não acho? Pelo seguinte motivo: estas colocações não partem da Ciência Mental nem a empregam SEPARADAMENTE da Mística e do Absoluto! PARTEM DA PREMISSA DE QUE “DEUS – ESPÍRITO – É TUDO”!
Já disse aqui antes: “Assim como a chama de uma vela tem, em unidade, cor, luz e calor, o estudo da Verdade, também em unidade, tem o Absoluto, a Mística e a Ciência Mental. São inseparáveis” .Perceber esta UNIDADE é entender a forma de pregação de Jesus sobre quem somos!
Partimos sempre da Verdade Absoluta de que DEUS É TUDO, TUDO É DEUS! Através da “Prática do Silêncio”, fazemos o que didaticamente chamamos de “Mudança de Referencial”, que é, neste silêncio, vermos-nos com a Onivisão, como “formadores da Luz onipresente, como o “Cristo ETERNO” que somos! E, a Ciência Mental é aplicada de forma a endossarmos estas Verdades como consumadas, INTEIRAMENTE válidas neste AGORA, com a autoridade do Cristo que somos!
Assim Jesus agia! Assim agimos nós! Dando “testemunho da Verdade”, sem jamais testemunharmos AS FALSIDADES DO SUPOSTO “MUNDO DO PAI DA MENTIRA”! Por que há pessoas afirmando que “um dia chegarão lá”? Porque não estão AFIRMANDO QUE EXISTE SOMENTE O AGORA! Porque não estão NEGANDO QUE O TEMPO EXISTA! Em outras palavras, mesmo sem o admitirem, estão aparentemente usando a ilusória “mente coletiva” contra si mesmos, afirmando e confirmando, até sem perceberem, o que é puramente ILUSÃO!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-9
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Assim como a chama de uma vela tem, em unidade, cor, luz e calor, o estudo da Verdade, também em unidade, tem o Absoluto, a Mística e a Ciência Mental. São inseparáveis. Quem sempre apresenta argumentações separatistas é a suposta “mente carnal”. DEUS É TUDO! Este é o foco! Somente o que DEUS entende por realidade, é realidade! Desse modo, as “contemplações” absolutistas, os períodos de silêncio da Mística e os endossos enérgicos e taxativos, feitos com a Ciência Mental, devem ser entendidos como “unidade”: expedientes empregados no “reconhecimento” de que DEUS É “O UM” QUE É TUDO!
Quando alguém afirma que “a doença não existe”, é evidente que não espera “curar alguma doença” através de “poder mental”. Caso esperasse, estaria afirmando algo em que não acreditasse! Mas as afirmações da Verdade subentendem o reconhecimento do Absoluto! São choques verbais que objetivam quebrar um “estado hipnótico”! Assim como a pessoa não “entrará no silêncio” para “curar doenças”, ela não afirmará que “a doença não existe” para “curar doenças”! Por quê? Porque “Deus é TUDO”, e toda suposta “doença” não existe! E é dentro deste espírito da Verdade que tanto a Mística como a Ciência Mental trabalham associadas, e, também em unidade com o Absoluto!
Se nos perdermos em “argumentações intelectuais”, somente estaremos sendo dualistas e abrindo brechas para que a “ilusão” se faça passar por realidade! O suposto “ego” quer se dizer “mais avançado”, quando repele a Ciência Mental ou a Prática do Silêncio; é quando ele assim diz: “Eu não preciso de mentalizar nada”, ou “eu não preciso permanecer no silêncio”, pois “eu já sei que Deus é Tudo!”. Se este “Eu” for a presença de Deus, de fato, nenhum artifício de “conhecimento da Verdade” se fará presente ou necessário! Mas, se for somente a ilusória manifestação de um “eu” inexistente, deverá ser expulsa com o uso da Ciência Mental, com a “Prática do Silêncio” e, principalmente, pela radical e completa identificação com o “Eu que existe”, ou seja, o Cristo.
Há autores absolutistas que falam em “mentalismo” como prática “do passado”, algo superado, por alguém que estuda a Verdade de que DEUS É TUDO. Porém, o emprego da Ciência Mental nada tem a ver com o tempo, e sim com o “agora”! Se, neste AGORA, a pessoa se sente influenciada pelas “aparências do mal”, que são a ILUSÃO, ela poderá ou não achar viável e necessário fazer uso das afirmações do bem e das negações do mal, mesmo que, “tempos atrás”, ela possa se ter visto em condições de dispensá-las! O mesmo é válido quanto aos princípios de O Caminho Infinito, que “impersonalizam,” e “nadificam” a ilusão. Se alguém, ao fazer as “contemplações” da Verdade absoluta, sentir que deve usar estes princípios, até se perceber no silêncio contemplativo ideal, poderá usá-los como meio de se alcançar o objetivo das “contemplações”. Isto depende, portanto,de como se mostra, a cada momento, o suposto envolvimento de alguém com as “aparências”. Em outras palavras, ele poderá, hoje, ir diretamente à Verdade Absoluta, admitir “ter a Mente divina” e se discernir “estar sendo Deus”, como, também, num suposto “amanhã”, se sentir necessitado de voltar a contar, em alguns instantes, com o auxílio dos “princípios místicos” ou da Ciência Mental.
“Trocar de Referencial” é o fundamental; assim, o deixar “as coisas de César pelas coisas de Deus” requer nossa total identificação com a Mente de Cristo, como nos revelou o apóstolo Paulo, e que é, na prática, o nosso “nascer de novo”, o nosso “despir do velho homem e seus feitos”, para estarmos identificados com a Verdade que somos; O CRISTO! A Mística e a Ciência Mental são as “armas da luz”, para que percebamos a Verdade que JÁ É!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-8
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Quando eu fazia palestras explicando a Revelação em termos absolutos, era comum me dizerem que, mesmo sendo a Verdade, que este enfoque seria impraticável, razão pela qual eu deveria “pregar por etapas”. A questão, entretanto, não estava em minha forma de passar os ensinamentos; estava na viciosa identificação com o ego, que as pessoas faziam, e que não se mostravam muito interessadas em abolir. Mas Jesus foi claro: “sem negar-se a si mesmo, sem crucificar o ego, sem ascender ao Pai como ele”, nada do Reino de Deus será discernido! Passar a vida inteira com ensinamentos que endossem o ego, será perder tempo com a maior enganação possível de existir! Que diferença haveria entre tal “espiritualista” e um ateu? Não estariam ambos acreditando serem carnais?
“Este é o meu filho amado, no qual me comprazo”, diz a Bíblia, na passagem em que “o céu se abriu para Jesus”. Este “céu se abrindo” é o estudo da Verdade Absoluta, e não um endosso de vida material com um ego falso supostamente presente e desejoso de se manter a vida toda na posição de “estudante”! E acreditar que “ainda não somos deuses”, só porque a cega “mente carnal” nos satura de imagens hipnóticas sem nenhum respaldo divino, é o maior dos absurdos! Mas é o que a maioria dos ensinamento relativos faz, por se fiarem no “testemunho do mundo” e não unicamente no “testemunho de Deus”. E desse modo, em vez de cada um estar identificado com a Verdade, ciente de “ser o Cristo”, coloca-se acomodado à CRENÇA de que é “ser humano”, sempre dizendo que “um dia chegará lá”! Alguém conhece quem “chegou”?
A crença em “progresso espiritual”, que é falsa, porque “somos Deus” e nunca “mente carnal em mutação”, unicamente leva as pessoas a crer que o ensinamento absoluto é algo que lhes surgiu à frente para ser “somado” ao que até ali vinham aceitando e conhecendo sobre espiritualidade. Desse modo, as pessoas dizem, por exemplo, que eram evangélicas, depois se tornaram espíritas, e que, agora, vão estudar a Verdade absoluta! Não é assim! Este estudo é uma “troca de referencial” e não um “estudo progressivo” feito pela suposta “mente humana”. Se alguém diz que era evangélico, depois passou a ser espírita, esotérico ou qualquer outro rótulo, a “mente humana” nele continuou sendo aceita como sendo a mente dele! Porém, quando desejar estudar a Verdade Absoluta, ele terá de reconhecer que “tem a Mente de Cristo”, a Mente divina, livre de tudo aquilo que a suposta “mente humana” estudou! Esta é a “troca de referencial” que constitui o “renascimento”, e que não tem nada a ver com “progresso espiritual”, com “evolução mental” ou com suposta “elevação de consciência”.
“Se teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz”, disse Jesus. Desse modo, previa nossa “troca de visão”, ou seja, deixarmos de usar “sentidos humanos” para reconhecermos o “Sentido iluminado” que possuímos, chamado por Paulo de “Mente de Cristo”. Para a “Mente de Cristo”, já em nós e já iluminada, “o céu já nos está aberto”! E, quando afirmamos esta Verdade, apenas estamos “aceitando o testemunho de Deus” e não “dos homens”.
Esta aceitação faz a diferença em nosso dia a dia, uma vez que assim ensina a Ciência Mental: “Não te dou o que me pedes, e sim o que se sintoniza com a tua frequência mental”! Em termos aparentes, é bem diferente alguém sair pelo mundo se vendo como “mente atrasada em evolução”, como “mente em estágio de consciência inferior ao de Deus”, se comparado com um outro que amanhece afirmando “ter a Mente de Cristo”! O mundo responde a cada um segundo a sua crença, como disse Jesus: “Creia, e lhe será feito conforme a sua fé”!
Quem entender este ponto, saberá o motivo pelo qual, nas postagens absolutas deste site, sempre aparece que “estamos no Agora Perfeito”, que “temos a Mente de Cristo”, que “Você já é o Cristo”, que “Deus é Deus como o Eu que Eu Sou”, etc.. A CIÊNCIA MENTAL É MACIÇAMENTE EMBUTIDA NAS POSTAGENS, ENQUANTO ELAS ENFATIZAM O VALOR DAS “CONTEMPLAÇÕES”!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-7
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A “experiência de Deus”, como está explícito, é “experiência de Deus” e nunca de “humano ficando iluminado”! Não existe nenhum “ser humano” sendo quem somos! Por isso, desde o início, estranhava muito, ao conhecer autores de Metafísica, vendo que partiam do “referencial humano” para expor os ensinamentos. As igrejas já faziam isto, infelizmente, e, encontrar autores que vivenciaram a Verdade repetindo este mesmo erro, era de se lastimar!
A “experiência de Deus” inclui Deus tendo a “experiência de ser quem somos”. Assim, nas palestras, em vez de “partir do humano”, eu dizia que “subimos de cima para baixo”, ou seja, que a “ascensão” é uma percepção imediata e direta do Alto de nossa Consciência iluminada, da Verdade de que “Deus está sendo tudo”, e, decorrente disso, que a Luz divina já estava sendo o “Eu único” como o “Eu” de todos. Este é o “Referencial do Absoluto”! Assim, não entendia como a Ciência Cristã, por exemplo, evitava de revelar diretamente esta Verdade, sempre utilizando a palavra “reflexo” para se dirigir ao homem. Em toda literatura aparecia que “Deus é a totalidade da Existência, e que o homem reflete Deus”! E eu me perguntava? “Por quê esta ideia separatista absurda?” Se Deus é TUDO, o homem é Deus! Cheguei a discutir isso com Cientistas Cristãos, mas nenhum se mostrava aberto para contestar Mary Baker Eddy, que, também, fazia questão de ser reconhecida como “descobridora da Ciência Cristã” e “líder” de todos os seus supostos seguidores. Este foi outro ponto com que jamais concordei! Deus é a Fonte, Deus é TUDO, e é unicamente Quem deve ficar em destaque. Nunca Jesus disse ser líder algum! A Verdade é Deus sendo tudo, e ponto final! Somente anos depois, eu descobri ou soube que Mary Baker Eddy, sentindo a relutância dos estudantes, quanto a aceitar “serem Deus”, se viu obrigada a “adequar as revelações” através de palavras mais aceitáveis e indiretas. Por isso, muitos “praticistas” preferem usar o livro “Ciência e Saúde” em sua primeira edição, evitando as edições posteriores por ela revisadas. Mary Baker Eddy, em vista destas alterações, chegou a comentar com uma assistente: “Se eu esconder mais a Verdade, ela sumirá de vez!”
Achava estranho haver tantos ensinamentos pregando que DEUS É TUDO, mas usando um linguajar dualista e com o “referencial” contrário ao de Deus. A Unidade, por exemplo, vivia e ainda vive publicando que “somos um com Deus” e, ao mesmo tempo, falando de um “Cristo interno”! E eu pensava: “Se o homem é um com Deus, não pode ter um Cristo interno! Ele é o Cristo!” E assim pregava o apóstolo Paulo, dizendo: “Cristo é tudo em todos”. Previa o “renascimento” e não a contínua presença do “velho homem e seus feitos”! Mas, no ensinamento de título “Unidade”, por incrível que pareça, era a “dualidade” que prevalecia, fazendo do Cristo um “servo do ego””. De que modo? Considerando o humano também presente, e sendo constantemente assistido pelo suposto “Cristo dentro dele”! Em outras palavras, a Unidade não pregava o “renascimento” de forma clara e radical! Sempre o Cristo aparecia como “realizador” de saúde, de prosperidade, de felicidade, de algo para o ego! Desse modo, ora se achava um ensinamento dizendo que “o ego é servo de Deus”, ora que “Deus é servo do ego”!
A Seicho-no-ie, por ter Masaharu Taniguchi conhecido a Unidade (Unity), também adotou e disseminou a Ciência Mental. Ensinou que “somos saudáveis”, que somos “prósperos”, etc., por sermos “Filhos de Deus”, e por “sermos um com Deus”; mas, de outro lado, conservou a dualidade e o referencial humano, enfatizando “gratidão aos pais”, “culto a antepassados”, “leis cármicas”, “reencarnação”, e muitas outras crendices do mundo, que contradizem por completo a Verdade de que Deus é TUDO! A causa de todos estes erros? LEVAR EM CONTA A MENTE HUMANA, MAS NÃO COMO ENDOSSO DO ABSOLUTO!
Se eu afirmo que “sou um com Deus”, aparentemente usando a mente humana, estou, de fato, confirmando a Verdade Absoluta, COMO AQUI VENHO EXPONDO. Entretanto, se eu afirmo que “tenho um Cristo interno”, ou que “tenho pais humanos”, este emprego da mente passa a ser ENDOSSO DA ILUSÃO! Por isso, a Ciência Mental é útil, mas quando corretamente empregada. Assim utilizada, não permite a dualidade ilusória, não permite o “dar com uma mão e tirar com a outra”, e não permite os erros e contradições do “referencial da ilusão”. E quando eu acentuo: “Suba de cima para baixo”, este é também o emprego da Ciência Mental, que corta pela raiz a CRENÇA em “etapas de iluminação”, em “evolução”, “reencarnação”, “planos de existência”, e coisas do tipo! DEUS É TUDO!
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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-6
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Onde a Mística de O Caminho Infinito exerce grande valor? No incentivo à “Prática do Silêncio”, priorizando a atenção em torno da realização espiritual e não em efêmeras realizações mentais e humanas. Nesse sentido, por enfatizar as meditações de receptividade interna, as obras de O Caminho Infnito exercem importante papel. O que não se justifica é abolir a Ciência Mental, como se todos os seus leitores fossem ser “praticistas de cura espiritual” sem mais ter contato direto com o mundo e com suas crenças!
“Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim”, disse Jesus. Não há como nos livrarmos integralmente “deste mundo”, mesmo que sejamos dedicados meditantes da Verdade! E a Ciência Mental é a “arma da luz” a nós disponibilizada, quando estivermos exercendo nossas atividades cotidianas em contato com as demais pessoas.
Após dizer que “o mundo também o aborreceu”, Jesus concluiu a frase dizendo: “…mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo”. Estava revelando o “Eu” infinito e indivisível, sempre presente e sendo quem somos, no lugar do ilusório “ser humano” envolvido em tribulações! Desse modo, se aplicarmos a Ciência Mental corretamente, o “efeito” de nossas contemplações será melhor mantido, por poder ser “lembrado” a todo momento e diante de quaisquer “aparências”. Já citei anteriormente a “Chave de Ouro”, de Emmet Fox. Que diz ela? “Em vez de pensar no problema, pense em Deus estando no lugar do problema”!
Por exemplo, se alguém me dissesse: “Eu tenho notado que minha visão não anda boa!”, eu passava a ela, além da necessidade de meditar, que mentalizasse: “Deus vê o mundo através dos meus olhos”, ou, “Não são olhos carnais que veem, e sim a Mente de Cristo que eu tenho! A Mente divina jamais enxerga mal! Eu tenho a Mente que vê!”. É assim que a Ciência Mental endossa o nosso estudo! E este é um exemplo de aplicação da “Chave de Ouro”. A VERDADE É ADMITIDA EM LUGAR DA ILUSÃO!
Goldsmith ensina a não contarmos com “afirmações e negações”, dizendo que tais benefícios se comparam ao uso de “aspirina”, por serem humanos! Não é verdade! As afirmações e negações contam com o Poder de Deus para serem empregadas! E funcionam por causa disso! Não são prática separada e meramente humana! São um endosso do Bem absoluto por parte de alguém que “contempla a Onipresença e Onipotência de Deus”, mas que, também, aparentemente atua “neste mundo”. São um reconhecimento da “presença do bem” e da “ausência do mal”!
A Ciência Mental somente pode ser encarada como “humana” se for empregada não como meio, mas como fim! Eu conheci pessoas que me disseram não ter interesse nenhum em meditações ou contemplações da Verdade. Assim me diziam: “Tudo que eu quero, eu consigo! Eu mentalizo e faço acontecer!”. São pessoas que querem “ser do mundo” e não desejosas de “conhecer a Verdade”! Em minhas palestras, quando eu explicava que “as coisas do mundo” que nos fossem necessárias viriam naturalmente às nossas mãos, quando o nosso interesse estivesse voltado ao “reconhecimento de estarmos no Reino de Deus”, estas pessoas se sentiam como criancinha, diante de quem lhes estivesse puxando a chupeta da boca! As realizações materiais ou humanas eram suas prioridades! Nesse ponto, Goldsmith tem razão!Ele explica que pessoas com este propósito devem procurar outros ensinamentos, por ser o Caminho Infinito voltado à realização espiritual.
Várias vezes me fizeram a seguinte pergunta: “Dentro de sua visão, você acha errado mentalizarmos para realizarmos os nossos desejos?”. O que primeiro deve ser avaliado não é a mentalização, e sim a natureza dos desejos! De que forma? Eles endossam nossa REALIZAÇÃO ESPIRITUAL? Ou somente A VONTADE AVULSA DO EGO! Este é o ponto!
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