Sua Vida é Consciência Infinita

SUA VIDA

 É CONSCIÊNCIA INFINITA

Dárcio

Contemple sua Vida como Consciência infinita; e, caso ache difícil fazer isso, deixe a Consciência infinita Se revelar como sendo VOCÊ. Tudo que a mente humana diz ser você, é conceito falso! Jamais ela saberá o que é VOCÊ! Mesmo que tenha revelações da Consciência, e possa discernir a Verdade sobre seu “Eu”, jamais a suposta “mente humana” saberá o que VOCÊ PRÓPRIO discerniu! Isto porque Deus é Consciência, Deus é Tudo, Deus é VOCÊ, e, neste campo absoluto, inexiste “mente humana”.

João disse: “E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade” (I João, 5: 6). Use a suposta mente humana apenas para afirmar os princípios revelados, como Jesus fazia; em seguida, deixe o Espírito atuar e  testificar a Verdade! Este Espírito é Deus, está sempre atuante, e sendo a Verdade
como VOCÊ! Por isso, o Espírito e Você são

UM!

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Coisas Maravilhosas…-1-

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COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 1 –

Certa noite, após uma reunião de testemunhos de quarta-feira, uma amiga minha falou alguma coisa à sua amiga. Ela falou com grande certeza e convicção na sua voz: “Não te preocupes com coisa alguma –  coisas maravilhosas estão acontecendo”. Disse isso com tanta ênfase, que uma outra senhora também a ouviu. Esta senhora, no seu caminho para casa começou a refletir sobre esta atitude alegre e positiva. Reconheceu que esta atitude positiva e alegre não era nem um pouco a sua, aquela que tinha mantido todo o tempo. Inquietava-se com muitas coisas e por vários motivos: uma doença incurável, que se tornava cada vez pior; uma baixa contínua nos negócios; preocupação com seu filho que estava numa zona de perigo na Coréia. Perguntou-se a si mesma: “Como posso dizer que não estou preocupada”? Veio-lhe a resposta, como de Deus falando a ela: “Porque Deus é tudo o que existe, não existe motivo nenhum para se preocupar”. Nessa noite, no caminho para casa, resolveu que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou no seu negócio, recusar-se-ia a se preocupar e, em vez disso, rejubilar-se-ia pensando que estão acontecendo coisas maravilhosas. Compreendeu que a base para uma tal atitude alegre era científica, porque estava convencida de que Deus era tudo e que Ele realmente Se expressa.

Ficava firme na prática dessa atitude científica, positiva e alegre. Como resultado disso, ela foi curada muito depressa e o seu negócio se restabeleceu com tal grau de sucesso como nunca tinha acontecido anteriormente.

A nora desta senhora estava doente e pediu à sua sogra para ajudá-la. Ela também se preocupava com muitas coisas: sobre sua própria doença, sobre problemas na escola na qual lecionava, e preocupava-se com seu jovem esposo, que estava na Coréia, em zona de perigo. A sogra lhe contou da atitude positiva e alegre e das coisas maravilhosas que aconteceram por ter ativado essa atitude. A nora resolveu também, que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou nos seus assuntos, recusar-se-ia, constante e energicamente, a se preocupar; em vez disso, alegrar-se-ia pelo fato de que coisas maravilhosas estão acontecendo. Como resultado dessa atitude, ela foi curada; o seu marido foi logo transferido para bem perto da cidade onde moravam, que podia até esquecer que ele estava no exército. Na escola tudo se colocou em ordem. Mas, lá aconteceu uma coisa que eu quero compartilhar. Um dia, uma menina pequena disse-lhe: “Tenho uma amiga que quer se suicidar. Os pais dela não se amam mais. Na casa dela está tão horrível que realmente ela não quer mais viver. Que posso dizer a ela”? A professora, com sua maneira positiva e alegre de pensar, falou à menina em palavras simples “Diga à sua amiga que mesmo quando as coisas que acontecem em casa parecem horríveis, Deus fará com que coisas maravilhosas aconteçam, porque Ele a ama. Mas ela precisa saber disso, crer nisso e se alegrar com isso”.

Uma semana depois, esta pequena menina chegou junto à professora e disse-lhe: “Preciso confessar uma coisa, eu mesma era a menina que queria se suicidar. Mas, fui para casa e contei aos meus pais o que a senhora me tinha dito, e agora eles se amam e amam a mim também, e lá em casa tudo está tão bom, que por nada nesse mundo ainda pensaria em me suicidar”. Isso tudo a professora contou à sogra e ela deu um testemunho. Assim, a senhora que tinha dito, primeiramente, estas palavras positivas e alegres, ouviu como elas abençoaram seis pessoas; porque elas tinha ativado tais palavras em suas vidas.

Tirei duas conclusões muito importantes destes testemunhos: 1º) não faz diferença se a pessoa é Cientista Cristã experimentada, que está na Ciência Cristã durante anos e ficou desanimada, ou se é alguém totalmente novato na Ciência Cristã a ponto de nem se dar conta de que é um Cientista Cristão; 2º) não importa se o problema for de negócios, uma doença incurável, uma permanência numa zona perigosa, ou um problema de relacionamento pessoal – a mesma atitude, positiva e alegre, curou e continua curando.

Tenho dado este testemunho por toda parte nos Estados Unidos, e em todos os países onde posso dar um testemunho. Ainda que me cheguem notícias de todo o mundo. eu mesma fico firme na alegria de que não existe absolutamente nada sobre o que precisamos nos preocupar, e que  coisas maravilhosas estão acontecendo. E então, seguem-se curas, como resultado dest maneira de agir.

Há pouco tempo, quando meu marido fez conferência na Alemanha e na Suíça, passamos um mês em Munique, como preparação à conferência em alemão. Orei para que Deus me usasse numa maneira que resultasse em bênção para os outros. Ele o fez. Deus me inspirou a pedir a alguém para traduzir o meu testemunho para o alemão. Um maravilhoso Cientista Cristão o traduziu e me ajudou, para que pudesse lê-lo corretamente. Cada quarta-feira eu lia meu testemunho em alemão, em várias igrejas. No fim de cada culto, vinham os visitantes alemães e me agradeciam por este testemunho maravilhoso e, naturalmente, eles falavam tão depressa em alemão que eu não sabia o que diziam. Não podiam crer que alguém, capaz de ler tão bem em alemão, não pudesse compreendê-los. Então lhes disse que só conseguia falar alguma coisa em alemão e, desse dia em diante passamos a nos compreender bem melhor. Recebo ainda notícias entusiasmadas da Alemanha sobre o fato de que acontecem coisas maravilhosas porque existem pessoas que se recusam a se preocupar.

Uma das experiências mais entusiásticas eu tive na pequena cidade de Wetzikon, na Suíça. Meu marido lá proferiu a sua última conferência em língua alemã, em um domingo à tarde. As pessoas chegaram de todas as partes da Suíça e muitas também da Alemanha. A conferência deveria ser dada no salão de baile de um hotel. Mas por favor não imaginem que era um salão com os que se encontram em Detroit. Era uma construção enxaimel de 300 anos. Muito antes que todas as pessoas  entrassem no salão, o dono aflito exclamava: “Não podemos deixar entrar mais ninguém. A casa é velha demais e cairá”. Meu marido resolveu o problema começando a conferência um pouco mais cedo, e fazendo uma outra em seguida. Visto que as pessoas nunca haviam passado por tal situação e não sabiam o que fazer, encarreguei-me da situação: fiquei durante a primeira conferência fora da casa, para dar explicações às pessoas que chegavam. Enquanto eu estava ali e me rejubilava, por causa das muitas pessoas que vinham para a conferência, uma senhora chegou-se a mim e disse que morava muito longe. O resto da família, exceto sua mãe, estava lá dentro, para ouvir a primeira conferência. A mãe não podia andar. Eles a trouxeram, mesmo sabendo que ela não podia ouvir a conferência, mas esperavam que o Sr. Rieke talvez pudesse falar com ela. Mas agora, prosseguiu, após a segunda conferência seria tarde demais para regressar à casa; perguntou-me se eu não poderia falar com ela. Creiam vocês ou não: falei com essa senhora durante 20 minutos em alemão. Disse coisas em alemão, das que nem em sonhos pensei poder expressar em alemão. Na minha bolsa havia uma cópia do meu testemunho, que eu lia em todas a reuniões. Dei a ela e lhe disse que, se fizesse a mesma coisa, como as pessoas haviam feito nesse testemunho, ela seria curada também. Podem imaginar minha alegria quando recebi o testemunho de volta com a noticia de que ela fora curada totalmente!

O significado de “Não me preocupo com nada – coisas maravilhosas estão acontecendo” não é uma fórmula, nem um simples desejo, no qual só queremos ver o bem, apesar de o mal estar presente. A afirmação, “não me preocupo com nada” baseia-se na mais importante de todas a leis metafísicas: na lei de que Deus é tudo. Porque Deus é tudo, não há nada, absolutamente nada a respeito do que devamos nos preocupar.

Continua..>

Deus o Criou Iluminado!

DEUS

 O CRIOU ILUMINADO!

Dárcio

Dizer que “somos criados por Deus”, é uma forma de dizer que Deus Se exprime como o Ser que somos. A Luz de Deus é a nossa Identidade eterna, sem matéria, sem trevas e sem ilusão. Por isso, meditamos a partir do que Deus é, manifesto como o “Eu Sou” que somos, sem deixar que a mente se divida em visão espiritual e visão material.

Deus o criou iluminado! Deus Se exprime como seu Eu desperto! Deixe que esta Verdade Se anuncie, dando testemunho dela sem reservas e sem análises intelectuais. Quanto menos forçar nesta percepção, que JÁ É, mais a Mente divina Se mostrará sendo a sua. Veja-se, portanto, segundo a Visão divina e perfeita, ou seja, veja-se reconhecendo sua Visão como sendo a Visão de Deus. Este é o “Referencial da Luz”, a Verdade permanente, a Visão do Olho Simples!

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Contemple-se No Paraíso

CONTEMPLE-SE NO

PARAÍSO

Dárcio

Evite de meditar “contemplando a Verdade”, mas acreditando estar na ilusão ou mesmo “saindo” da ilusão! Evite de achar que está na ilusão contemplando um paraíso fora do local em que agora está. Por mais que em alguma suposta crença você “apareça” como ser humano em vida material, esta crença não tem poder para tirar você do paraíso. Impossível você estar fora dele por um instante sequer!

O “solo em que pisa é Terra Santa”, porquanto Deus é Onipresente e  “nEle vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. E Deus não muda! Jamais o Verbo é feito carne! Esta “mudança” é a ilusão! A crença falsa! O Verbo é Deus, o Verbo é Espírito, e este Verbo é VOCÊ!

Contemple a Verdade sem deixar a mente na mentira! Contemple a Verdade imerso em Deus, consciente de ser Deus e de estar em Seu Reino! Como Deus é Luz e não matéria, exclua a “crença” de ter consciência de matéria, e perceba que sua Consciência, sendo iluminada, somente está consciente da presença da Luz infinita: Luz que VOCÊ É, Luz que TODOS com quem você convive são, Luz que TUDO por onde VOCÊ se move, É! Em outras palavras, contemple de fato a Verdade, considerando-a verdadeira!

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Medite Começando Pelo Fim

MEDITE COMEÇANDO

PELO FIM

Dárcio

Só existe o AGORA! O “tempo”, aceito pela mente humana, é somente mais uma de suas mentiras. Tudo é Deus e Deus é Tudo, exatamente AGORA. Portanto, não medite “enrolado” em preparações demoradas, como se tais preparações o levassem a ser a expressão plena de Deus! Comece “pelo fim”, aceitando, já  na primeira suposta “fração de segundo”, que:

“Eu Sou a Emanação infinita do Deus infinito. A totalidade de Deus está agora representada por MIM”

Lembre-se: VOCÊ É A AÇÃO DIVINA que atua e desmantela a “ilusão de massa”, e nunca o suposto “humano” que faz parte de tal “ilusão” . E lembre-se também de que “ilusão é ilusão”, isto é, “ilusão não existe!”

Comece “pelo fim”, já com o objetivo realizado! As obras de Deus estão consumadas! Você é uma delas! Está consumado, pleno e perfeito AGORA! E, na Realidade atemporal, sempre é AGORA!

 

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Somos o que a Mente Humana não Capta

SOMOS O QUE A MENTE

HUMANA

NÃO CAPTA

Dárcio

Suas meditações serão melhores se, a cada palavra da Verdade levada à mente como tema, você criar propositadamente pausas silenciosas, não muito prolongadas, e paralelamente, ficar em escuta interior. Por exemplo, pense em sua perfeição infinita: jamais a mente humana saberá o que é esta perfeição; desse modo, pense, e imediatamente crie a pausa silenciosa, deixando o Cristo em você Se manifestar como esclarecimento. Em seguida, pense em sua eternidade: novamente, a mente humana sequer saberá conceituar esta palavra; assim, pense nela e, imediatamente, crie outra pausa silenciosa,  deixando de novo que o Cristo, que é Deus sendo VOCÊ, Se expresse como entendimento.

Quando procuramos meditar em silêncio, caso nos prolongarmos em demasia, há pessoas que sentem dificuldade em permanecer todo o tempo atento às revelações sem serem  importunadas pelos pensamentos que vem e vão. Mediante o emprego desta tática, certamente poderão meditar melhor. Lembre-se: não somos o que a mente humana capta; portanto, ao meditar, não perca muito tempo em ponderações intelectuais sobre os princípios ou sobre os temas da Verdade. Eles são muito úteis até certo ponto, mas, o que realmente importa, e o que constitui a contemplação propriamente dita, é o discernimento espiritual de cada um deles, ou de todos eles, e é o Silêncio que lhe possibilitará isto, e não humanas ponderações.

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Paciência ao Meditar

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PACIÊNCIA AO

MEDITAR

Dárcio

Quanto mais prática a pessoa vai adquirindo, em suas meditações, mais rápida e eficazmente vai aceitando e já partindo da aceitação de que somente existe a Mente divina ali presente e sendo a Mente dela. Mas, além da prática assim adquirida,  existe um outro fator que interfere nas meditações:  o envolvimento com as aparências. Há pessoas que perdem a calma e a paciência para meditar corretamente, quando se sentem  pressionadas pelas  atividades cotidianas, quando estas se  lhes apresentam desarmônicas. Todas aparências captadas pelos sentidos humanos são “miragens”, sejam ótimas, sejam desastrosas, ou seja, são meras representações hipnóticas da “crença coletiva”,  que acredita ilusoriamente no bem e no mal. Desse modo, se o “mesmerismo” aparentar atrapalhar sua calma ou sua paciência, puxando sua atenção para as suas falsidades, lide com ele com absoluta determinação, como fazia Jesus: “Cala-te, Satanás!”

A ação mesmérica é travada, quando recebe de nossa parte um choque verbal. Isto porque, na verdade, ele atua puramente em “nosso” envolvimento com a suposta mente humana! Há quem diga: “A pressão mesmérica  não me deixou meditar como eu queria!”  Mas, a frase correta seria outra: “O meu  suposto envolvimento com as aparências ilusórias não me deixou meditar como eu queria!”

Assuma que a responsabilidade é unicamente sua, para discernir seu domínio de Filho de Deus! Expulse a “crença mesmérica” com veemência! Afirme para Si mesmo que DEUS, a Harmonia imutável, é a única Realidade em manifestação! Afirme que toda a Verdade é INVISÍVEL para os sentidos humanos, e que todas as manifestações VISÍVEIS são  “nadas” aparecendo como imagens hipnóticas! Troque seu envolvimento com as imagens falsas pelas imagens da Realidade invisível, até que se sinta num clima de Paz infinita! E então, vá à “Prática do Silêncio” ou  à contemplação absoluta:

Deus é Tudo,

a Mente única, e, está, aqui e agora, manifesto

como o Ser que Eu Sou”.

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Não Lute para Ser a Verdade Que Já É!

NÃO LUTE

PARA SER A VERDADE

QUE JÁ É!

Dárcio

A Verdade diz que Deus é tudo inclusive VOCÊ. Nunca há revelação divina relacionando o homem com vida terrena ou material. Jesus disse que “o Consolador nos ensinaria as coisas ditas por ele”, e devemos entender isto com a  maior serenidade possível. A Mente única é Deus, que Se individualiza como todos os Filhos de Deus. Não acredite que terá de “conscientizar a Verdade”, pois a Verdade já está consciente de ser VOCÊ. A “Prática do Silêncio” é algo totalmente sem esforço e pela Graça! A palavra “Graça” diz tudo! A Bíblia diz: “A Tua Graça nos basta!”

Entre no Silêncio como Jesus fazia: admitindo ser um com Deus e possuidor de tudo o que Deus possui! Esta unidade é a Verdade consciente de ser tudo. Não a limite; não se coloque como “mente humana a conscientizar verdades”! Todos os princípios revelados formam seu “Eu uno com Deus”; desse modo, apenas acate todos eles como “todos já conscientizados”. Afinal, a Mente de Cristo é a SUA! E não uma ilusória “mente humana” lutando mediante  infindáveis conscientizações!

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Medite Unicamente com o Cristo


MEDITE UNICAMENTE

COM O CRISTO

Dárcio

Habitue-se a meditar levando em conta unicamente o Cristo em você. Não leve junto a ilusão de personalidade humana, ou de suas crenças ou problemas. Leve às meditações unicamente o que Deus conhece em você, ou seja, a Presença DELE MESMO manifestada integralmente como o Cristo onde VOCÊ ESTÁ!

Jesus disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que, por amor a mim, perder a sua vida, a salvará” (Lucas 9; 23-24). Não há melhor momento de se fazer isso do que durante a “Prática do Silêncio”. Paulo disse: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto
a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós?Se não é que já estais reprovados( II Cor. 13: 5). As duas instruções revelam a mesma Verdade: a PRESENÇA de Deus em VOCÊ e a AUSÊNCIA do ser humano! Não medite, portanto, acreditando em “dois seres”, um Ser crístico, Filho de Deus, e outro ser humano, filhos de homens! Medite descartando radicalmente esta dualidade ilusória, e, sem rodeios, contemple tranquilamente  a ação do Pai em “Mim”, isto é, fique somente dando testemunho da ação divina fluindo e naturalmente sendo VOCÊ!

 Medite unicamente com o Cristo! Reconheça-O sendo a sua única identidade reconhecida pelo Pai, e “deixe Deus manifestar-Se”, em unidade com o Cristo, que é VOCÊ.

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A Certeza do Bem Imutável

A

CERTEZA DO BEM

IMUTÁVEL

Dárcio

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Quando nos dedicamos a contemplar a Verdade absoluta com assiduidade, que é o Bem imutável em expressão, tão logo nos defrontemos com as aparências mutáveis de imperfeição, devemos parar por alguns momentos para evitar de nos envolver com seus  quadros hipnóticos! Eles veem e vão o tempo todo, como gaivotas no céu, e, é de nossa parte impedir que em nós façam ninho.

O Universo é o Bem Onipresente;  portanto, a possibilidade de “o mal” ter realidade, ou poder sobre nós, é nula. Em seus livros, Joel S. Goldsmith transcreve ideias inspiradas que lhe fluiram espontaneamente como ponderações, durante as meditações. Uma delas é esta abaixo, em que ele lida com as aparências de forma a se conduzir corretamente dentro da Verdade, sem se deixar levar pela “sugestão de problema”:

“Veja, aqui está o problema em minha mente. Eu estou olhando para ele. Ele não está nem me beneficiando nem  me prejudicando. É uma sombra. Eu sei que o mundo vem dizendo que esta coisa é um poder; porém, eu digo que isto é uma sombra, porque no Mundo criado por Deus isto não pode ser um poder, e eu não preciso de qualquer poder – nem mesmo de um poder para dominá-la ou removê-la”.

Esse tipo de “meditação contemplativa” se mostra muito útil, principalmente por nos preparar o campo para o discernimento absoluto. Aqui ele fala em “problema em minha mente”; já temos visto que esta mente não é a Mente de Cristo que temos; é o que a “ilusão” nos quer impor, e, se suas alegações foram tratadas dessa forma, como “sombra”, muito nos facilitará a permanecer no Silêncio para, de fato, contemplarmos a presença infinita do Bem imutável.

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COMENTÁRIO:

Valeu a pena o tempo gasto para traduzir e transcrever cada palavra deste artigo. O melhor de todos os artigos que já li. E vou relê-lo várias vezes contemplando cada palavra, frase e parágrafo desse texto absolutamente elevado, profundo, real e espiritual. A voz de Deus, escrita nesse artigo elaborado pela Dorothy Rieke, calou fundo em todos os cantos da minha mente, e obtive, através dela, uma elevação e percepção profunda e absoluta.
Agora eu entendo o que a Mary Baker Eddy quer significar quando ela usa a palavra “Ciência”, “científico”… compreender e apreender o sentido dessa palavra é essencial para adentrar o estado (único) absoluto e divino da Consciência. Acho que agora estou realmente pronto para a leitura eficiente e aproveitativa do livro “Ciência e Saúde”, da Sra. Eddy.
Obrigado por este artigo, Dárcio!!
Grande Abraço!
Gugu.

RESPOSTA:

Este texto, Imortalidade Trazida à Luz, eu o encontrei traduzido, e, realmente, deixa bem claro em que consiste o estudo da Verdade. Quando nos identificamos com os artigos, é porque, a partir da ação na Consciência, a Verdade é discernida de modo natural, óbvia e leve. Quanto mais contemplamos os Fatos reais, mais a Luz desfaz a escuridão…até  o Agora Iluminado ser a Verdade plenamente reconhecida e conscientemente vivenciada por todos…

Abçs cósmicos…
Dárcio.

Ilusão: Imagem Não em Sua Mente

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ILUSÃO:

IMAGEM NÃO EM SUA MENTE

Dárcio

DEUS É TUDO, e isto somente pode ser discernido pela Mente de Deus. O estudo da Verdade se fundamenta neste fato: a Mente é Deus, e esta Mente está em constante atividade, tanto no sentido de ser a Mente única de todos como de estar discernindo a Verdade como a Mente de todos.

Muitos ensinamentos e artigos falam que precisamos “eliminar a ilusão da mente”; porém, mesmo que este linguajar possa de início ser didático ou útil, quando alguém começa a se interessar mais pelo estudo, chega um ponto em que ele se torna prejudicial, por não conter a Verdade absoluta de que unicamente a Mente divina tem realidade. Sempre vale lembrar que “a palavra mata e o Espírito vivifica”, pois o avanço na compreensão dos princípios, que é, na realidade, um avanço da influência da Verdade sobre as crenças até então aceitas por alguém, faz requerer cada vez mais um linguajar mais condizente.

Vários ensinamentos, inclusive a Bíblia, falam de forma dualista, quando encontramos palavras referentes a “duas mentes”:  mente divina e  mente humana. Mas não são palavras que contenham conteúdo real, uma vez que unicamente Deus existe, tem realidade e possui Mente. Quando alguém não demonstra um interesse mais profundo neste estudo, encontra, nestes ensinamentos dualistas, algo que  satisfaz, e, mesmo que o linguajar não seja preciso nem absoluto, exerce, em sua vida, o benefício que ele procura. Nestes casos, ouvir que “a ilusão está em sua mente” o satisfaz, porque ele irá mudar a mente, procurar ser positivo e sintônico com a Verdade, e, desse modo, viver  melhor. Mas para aqueles que só se satisfazem em Deus, buscando e discernindo o Reino de Deus, estes ensinamentos humanos ficam muito aquém do desejável, e, é quando os ensinamentos absolutos começam a exercer atração maior, e também um linguajar mais radical começa a ser aceito e reconhecido.

A Verdade é que “ilusão” não possui mente sobre a qual atuar! “Ilusão” é nada! Por esse motivo, a maioria dos autores absolutistas se firma na presença da Mente divina sendo a Mente individual, e aponta esta revelação como o foco principal no estudo. Em vez de alguém procurar “remover ilusão da mente”, irá contemplar a unicidade da Mente divina! Sendo única, é a sua própria Mente!  E, o principal, esta Mente, por ser divina, já está discernindo a Realidade!

Sempre digo que este estudo parte de princípios espirituais revelados e jamais de aparências. O que está por trás disso é, de fato, a verdade de que “aparências” são a ilusão, e que não existem nem  “aparências” e nem a suposta “mente que as vê”.  Que é “ilusão”? Uma sequência de “nadas” mostrada por “mente que é nada”. Por isso, na “Prática do Silêncio”, devemos contemplar estas revelações, compreendendo, sem esforço algum, que “as imagens captadas pela mente ilusória não estão sendo vistas pela NOSSA MENTE, e que, se meditamos, objetivamos somente reconhecer a NOSSA MENTE, e a REALIDADE DIVINA permanentemente captada por ELA! Fazendo uma analogia, imagine alguém numa sala com a TV ligada e de olho numa novela,  envolvido com as imagens dela; e então, entenda que, mesmo “mergulhado” na trama, ele tem, em “algum lugar”, a consciência de “estar na sala” e não “na novela”. Este “algum lugar”, em nosso caso, representa o REINO DE DEUS; e a “novela” seria o “mundo das aparências”. Quando este alguém entende que JÁ POSSUI a mente que sabe “estar na sala”, não mais lutará para “voltar a ela” por deixar as imagens da TV! É este o sentido, quando os artigos dizem que “em DEUS vivemos”: nunca estivemos fora de Deus ou em mundo material, assim como a pessoa, da ilustração, nunca esteve fora da sala ou em “mundo de novela”.

Transpor o sentido da analogia aos fatos espirituais possibilitará uma “contemplação da Verdade” eficaz e iluminada! DEUS É O HOMEM, E A MENTE DE DEUS É A MENTE DO HOMEM!

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Imortalidade Trazida à Luz-12

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IMORTALIDADE TRAZIDA

 À LUZ

Dorothy Rieke

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No entanto, existe  quem considere que somos realmente imortais, mas que o homem está mesmerizado ou hipnotizado pela crença do nascimento na matéria, de uma existência material e de uma morte ou elevação para além da matéria. Mas como poderá existir mesmerismo ou hipnotismo se não existe uma mente mortal para ser mesmerizada ou hipnotizada? Aprendemos no Manual a defendermo-nos diariamente contra a sugestão mental agressiva. Mas que sugestão mental agressiva existe senão a de uma vida separada de Deus? Que mais podemos negar senão o erro de uma história material? Como já foi referido, se o anjo do Apocalipse tivesse que se apoiar somente num pé, ele escolheria o pé direito, apoiado sobre a sugestão da crença sutil de que o homem tenha algum dia podido passar pela experiência do nascimento humano. A forma mais segura e mais correta de destruir toda crença mesmérica é o reconhecimento e a compreensão de que existe uma só Mente, Deus, e que esta Mente infinita é a minha e a vossa Mente, a Mente de todo o universo. Então onde se encontra uma mente mortal passível de ser mesmerizada? A Sra. Eddy diz-nos claramente em todos os seus escritos que a forma mais correta de destruir a sugestão hipnótica consiste na aplicação da verdade de que Deus é a única Mente e que não existe qualquer outra. Quando a Sra. Eddy considerou que havia chegado a hora de estabelecer uma segunda Igreja em Nova lorque, ela encarregou sua fiel seguidora, Laura Lathrop, dessa missão.

Devido à resistência das pessoas que defendiam que não deveria existir uma segunda Igreja naquela cidade, alguns amigos da Sra. Lathrop recearam que, ao respeitar a ordem da Sra. Eddy, ela pudesse ser prejudicada pela má prática mental. Para se proteger contra a sugestão mental agressiva, a Sra. Eddy escreveu na carta à Sra. Lathrop: “Não existe outra mente para me tentar, para me prejudicar ou para me dominar. Compreendo espiritualmente essa verdade e sou dona da situação.” Não é esta uma declaração poderosa? Reparem como a Sra. Eddy sublinha o fato de não existir senão uma Mente com a afirmação “compreendo espiritualmente essa verdade” e não “vou tentar compreendê-la” ou “compreendê-la-ei um dia” — ela reivindica essa compreensão no momento presente. Foram muitas as vezes em que recorri a esta pequena oração de louvor a Deus: “Deus é a única Mente; esta Mente é a minha Mente e é a Mente do meu próximo.” Utilizo também frequentemente as seguintes palavras da Sra. Eddy: “não existe outra mente para me tentar, para me prejudicar ou para me dominar. Compreendo espiritualmente essa verdade e sou dona da situação”. Não constitui essa declaração uma defesa perfeita contra a sugestão agressiva? Essa verdade anula completamente a possibilidade de existência de tal coisa pelo reconhecimento da totalidade da única Mente, Deus, e da absoluta não-existência de alguma outra mente. Mais ainda, elimina não somente a noção da mente mortal como poder, mas também como presença.

Não é algo maravilhoso sabermos que somos donos da situação? Compreendendo espiritualmente que Deus é a nossa Mente, não podemos ser mesmerizados ao ponto de crermos que somos mortais. Estamos no presente inteiramente conscientes e vigilantes a respeito da verdade do ser. Sabemos quem somos, o que somos, onde estamos e aquilo que se passa. Alegremo-nos várias vezes ao longo do dia com o fato de não sermos mortais mesmerizados e sim imortais totalmente conscientes. Não podemos ser tentados a acreditar que somos Napoleão, pois sabemos quem somos; não podemos ser tentados a crer que somos um cigano, pois sabemos quem somos; nem sequer podemos ser tentados a acreditar que somos um mortal.

Sabem quem nós somos? Somos os filhos e as filhas do Rei e estamos conscientes da nossa verdadeira identidade. Não podemos ser tentados a acreditar que somos um ser material, físico e corpóreo, pois sabemos quem somos. Sabemos ser “(…) o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser (…)” (Hebreus 1:3). Nem sequer podemos ser tentados a admitir e menos ainda a ser mesmerizados pela crença que vivemos num universo material. Sabemos onde estamos; sabemos que nEle “vivemos, e nos movemos e existimos” (Atos 17: 28) e que por isso, o nosso universo é espiritual, é o universo da Mente. Não podemos ser hipnotizados pela crença de que a enfermidade, a carência, os relacionamentos desarmoniosos, os acidentes, etc., possam nos atingir. Estamos totalmente conscientes do fato de que podem somente acontecer coisas maravilhosas. Existimos, vivemos, sentimos e alegramo-nos num sentido científico de saúde, de relacionamentos harmoniosos, de ordem divina, de paz, de prosperidade e de vida em abundância. Como tudo o que se passa é o próprio Deus a expressar-se, os resultados só podem bons.

Não é maravilhoso saber que somos um imortal totalmente consciente de quem é, daquilo que é e daquilo que o rodeia? Aceitemos essa verdade, reivindiquemo-la com firmeza e regozijemo-nos com ela.

A seguinte experiência, ocorrida durante a II Guerra Mundial, foi sempre uma fonte de inspiração para mim: uma mulher vivia num país dominado pelas forças nazistas. Então um dia, sem qualquer aviso prévio, os soldados inimigos invadiram a sua casa, e em conjunto com outras mulheres, levaram-na para um campo de concentração. Anteriormente, o seu marido já havia sido feito prisioneiro, encontrando-se também num campo de concentração. Ao ser levada, essa mulher fora forçada a abandonar em sua casa duas crianças sem idade suficiente para tomar conta de si próprias. Assim, ela dispôs-se de imediato a não ser mesmerizada ou hipnotizada, aceitando a idéia de que algo horrível pudesse suceder. Viu claramente que Deus era a sua Mente e compreendeu que essa Mente divina estava certamente consciente da sua própria identidade, de onde ela estava e daquilo que se passava. Nem por um só instante ela permitiu ser mesmerizada, aceitando ser uma mortal numa prisão inimiga.

Insistiu mentalmente no fato de que era uma filha imortal de Deus, ilimitada, livre e habitando em segurança “no esconderijo do Altíssimo”. Nunca por um instante, ela permitiu ser mesmerizada, aceitando que o comportamento de alguns mortais maldosos tivesse consequências terríveis. Ela viu os soldados inimigos “na Ciência”, como o homem perfeito da criação de Deus, exprimindo apenas as qualidades de Deus, plenas de amor e de consideração. Elevando-se acima dos muros da prisão, ela recusou ser tentada a admitir que existia um universo dilacerado pela guerra, onde se encontravam crianças sozinhas, necessitando da ajuda de um homem preso num campo de concentração. Invertendo o caso, ela regozijou-se pelo fato de estar totalmente consciente da verdade de que no universo da Mente — o único universo que existe — apenas podem suceder coisas maravilhosas aos filhos de Deus. Como resultado dessa forma de pensar, numa certa manhã um soldado inimigo decidiu abrir as portas daquele campo da prisão. Nenhuma explicação foi dada para esse ato; nenhum aspecto da guerra se alterara e o campo inimigo não mudara de sítio; nesse momento, mais nenhum prisioneiro de outros campos de concentração foi libertado. Apenas essa mulher sabia porque é que a liberdade lhes fora restaurada, a ela e às suas companheiras: Ela tornara-se “dona da situação”. Sabendo que Deus era a única Mente, recusara-se a ser mesmerizada. É interessante acrescentar que pouco tempo após ter sido feita prisioneira, um vizinho acolhera as duas crianças em sua casa, tomando-as a seu cargo; da mesma forma, pouco tempo depois de ter regressado a casa o seu marido obteve igualmente a liberdade.

Também nós podemos alcançar a libertação da mortalidade nas nossas vidas e nas de outros, se negarmos com firmeza que podemos ser mesmerizados ao acreditar que somos mortais vivendo num universo material; e também se nos regozijamos no fato de que estamos, logicamente, totalmente despertos para a realidade de que vivemos num universo espiritual, conscientes de que somos os filhos perfeitos de Deus.

Recordam-se do interessante relato do filho do rei que nunca foi cigano, com o qual iniciei estas páginas?

 Apesar de muito apreciar essa história e apesar das bênçãos que ela me proporcionou, esse não é o relato que vos diz respeito. Tenho agora o privilégio de vos deixar a vossa história verdadeira:

Era uma vez o filho do Rei. Era de tal forma obediente a seu Pai, que nunca chegou a se perder nos bosques; nunca foi raptado por um bando de ciganos; nunca cresceu de forma a assemelhar-se a um cigano, nem adquiriu um nome cigano, como nunca aprendeu o idioma desse povo; nunca lhe foi necessário revelar que ele não era um cigano e sim o filho do Rei, tal como nunca foi necessário convencê-lo a identificar-se corretamente, de forma a obter tudo a que tinha direito.

Em vez de errar sem rumo pela mortalidade, o homem habita constantemente na imortalidade, em vez de envelhecer na mortalidade, o homem que habita na imortalidade não possui idade; ao invés de ter que se elevar à verdade do seu ser, o homem reconhece sempre ser o filho de Deus; ao invés de ter de aprender tudo de novo sobre seu Pai, o homem nunca deixou de O conhecer, amar, louvar e adorar, tal como nunca deixou de compreender a sua relação com Ele; em vez de se ter de identificar de novo como Seu filho, o homem continua simplesmente a ser o Seu filho bem-amado, em quem “Ele se regozija”, “assentado à direita” de Deus, o Pai todo-poderoso; em, vez de ter de reivindicar novamente a sua herança, o homem jamais deixou de estar inteiramente consciente do fato de que todas as bênçãos de Deus lhe pertencem natural e necessariamente. A descrição que Paulo fez aos Hebreus acerca de Jesus é a verdadeira descrição do homem:

“Sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto feito semelhante ao Filho de Deus.” (C&S 7: 3)

F I M

Viva No Agora Sem Passado

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VIVA NO AGORA
SEM PASSADO
Dárcio
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Em vez de acreditar em “vida na aparência”, feche os olhos e intua SUA PRESENÇA no “AGORA SEM PASSADO”. Entender que “deste mundo não sois”, como revelou Cristo, é descartar “vida temporal” e se identificar com a Vida de Deus, que permanentemente é Vida no Agora! 

Não existe tempo! Mas a suposta mente humana acredita que sim! Nesse caso, descarte a possibilidade de esta mente falsa ser aceita como a sua! Reconheça que a Mente única é Deus, e que, portanto, é a SUA Mente deste AGORA; desse modo, veja-se livre de todas as imagens de fatos e acontecimentos ILUSÓRIOS que a ”mente falsa”  pretenderia lhe passar como se fossem realidades! Inclua a falsidade chamada “nascimento” neste reconhecimento! Existe SOMENTE Deus!  E Deus jamais “nasce”. Para experienciar estes Fatos reais,  você terá de transcender a leitura e, efetivamente, contemplar a Vida divina sendo a SUA! Medite e contemple sua Vida vivendo livre, completamente alheia à suposta “vida humana” engendrada pela falsa “mente humana”. Conscientemente reconheça que o “filme vida terrena” sempre esteve sendo uma “miragem” e nunca fatos verdadeiros! A Realidade é atemporal! Como somente Deus existe, unicamente o que é atemporal existe! Unicamente O AGORA existe! Nada há, senão este AGORA! Viva no AGORA sem passado, e desfrute da Eternidade permanente!

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Imortalidade Trazida à Luz-11

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IMORTALIDADE TRAZIDA À LUZ
Dorothy Rieke
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Em nenhuma parte do nosso universo pode existir imperfeição. É maravilhoso podermos chegar rapidamente à conclusão de que, sendo Deus o único Criador, não pode haver algo como um mortal. Mas certamente concordamos com a Sra. Eddy, pois ela nunca quis dizer que uma invenção enganosa, mortal e material a respeito do homem pudesse ser o filho de Deus. 

Devemos sentir-nos gratos por sabermos e compreendermos que não pode existir tal invenção enganosa e material a respeito do homem, pela simples razão de que não existe mortalidade para a exprimir.

Sabemos também que a Sra. Eddy queria que chegássemos a essa conclusão, pois ela afirma na continuação da frase acima citada: “Na prática da Ciência Cristã, devemos enunciar corretamente o seu Princípio, se não nos quisermos privar do poder de demonstrá-la.”

Recordemo-nos da resposta que o meu Professor deu; quando eu comparei a minha existência à do hindu: ele afirmou que ambas não representavam mais do que sonhos. Ouvimos muitas vezes dizer que a mortalidade é um sonho; talvez por isso, muitos Cientistas Cristãos sejam levados a aprovar conscientemente o fato de serem neste mesmo momento os filhos imortais de Deus, mas (e aqui temos de novo este tão nocivo mas) vivendo um sonho de vida na matéria. Acreditam igualmente que um dia se elevarão até à nulidade e irrealidade desse sonho e que nessa altura gozarão a verdadeira espiritualidade e imortalidade. A maioria associa o despertar deste sonho à sua própria morte. Não será então ridículo continuar a sonhar? Não será absurdo remeter para o futuro o despertar desse sonho? E incluirá o despertar desse sonho um acordar de um outro sonho — o sonho da morte?

O hino no 412 anuncia: “Ó sonhador, desperta do teu sonho, ó tu cativo, te ergue livre e são. O Cristo rasga o denso véu do erro e vem abrir as portas da prisão.” As promessas de cura e libertação são muito inspirativas. Mas para além da sua beleza e inspiração, este hino inclui uma ordem específica para cada um de nós: “Vem dar-te alegria, em vez de pena, Beleza, em vez de cinzas da ilusão.” E nesta ordem nada nos sugere que deixemos para depois o abandono dos nossos sonhos e ilusões; pelo contrário, nos é garantido que o Cristo está agora em ação, “rasgando o denso véu do erro” e “abrindo as portas da prisão.”

Recentemente, vivi uma experiência que me mostrou a importância de abandonar imediatamente um sonho. Sonhei que me encontrava no último andar de um prédio com dois andares. Espreitando pela janela, vi um menino a brincar no topo de uma árvore; enquanto o observava, o ramo ao qual ele se segurava começou a balançar, embora estivesse ainda preso à árvore. O menino agarrava-se desesperadamente ao ramo, que oscilava para trás e para a frente. Então, abri a janela, debrucei-me e gritei: “Não tenhas medo! Não podes cair, porque estás seguro nos braços do Amor divino. Deus ama-te, é Ele quem te sustenta e protege, por isso não podes cair.” Assim que acabei de afirmar estas reconfortantes verdades, o ramo desprendeu-se da árvore e caiu, arrastando o menino para o chão. Desci então as escadas a correr, para ver que tipo de ajuda eu poderia prestar e fiquei bastante abalada ao ver o estado em que ele se encontrava. Mas nessa altura reagi. Oh, como eu estava grata por saber que essa experiência não era verdadeira! Agradeci a Deus por tudo não ter passado de um sonho e preparei-me para voltar a dormir.

Mas não conseguia adormecer; continuava a ver as imagens do menino agarrado ao ramo, quase a cair. Teria preferido que ele não tivesse trepado tão alto e sentia-me preocupada com os ferimentos resultantes da queda. Finalmente, acabei por me dar conta de que eu me interrogava acerca do porquê da Ciência Cristã não o ter impedido de cair. Foi então que compreendi o que estava a fazer. Afinal, eu ainda não acordara do sonho! Eu tinha-o reconhecido como um sonho, mas isso não havia sido suficiente, pois tinha ainda que o esquecer. Estava preocupada com algo que nunca tinha sucedido e ressentida com a queda de um ramo que nunca se partira. Não, não era suficiente ver apenas essa experiência como aquilo que ela parecia ser — um sonho. Era necessário ir mais além na minha forma de pensar e ver essa imagem como o “nada”, absolutamente inexistente, e só então esquecê-la como tal. Assim, alegrei-me por não existir sonho, visto não existir mente mortal para viver esse sonho. Só então, adormeci.

Na manhã seguinte, tentei tirar algumas conclusões sobre o que tinha sucedido. Ao longo do nosso estudo na Ciência Cristã, aprendemos a reconhecer os problemas como irreais. Chamamos à carência, à doença, à morte, a um acidente, etc., um erro, uma ilusão, um sonho, mesmerismo; mas será que os encaramos dessa forma? Não continuaremos a pensar nesse problema, tentando descobrir aquilo que o causou?

Será que não nos inquietamos, elaborando hipóteses sobre aquilo que os outros dele possam pensar? E por vezes, não sentiremos uma espécie de culpa, ao indagarmo-nos o porquê da Ciencia Cristã não ter efetuado a cura?

Ao tratar-se de problemas físicos, para acordar do sonho a Sra. Eddy aconselha-nos a volver o nosso olhar do corpo e a concentrar toda a nossa atenção na Verdade e no Amor. Recordam-se da experiência da senhora que sofreu um grave acidente de automóvel e foi atropelada por um caminhão? Ela acordou do seu sonho vendo apenas a realidade. Aquele que nega o erro e fixa o seu olhar somente no testemunho de Deus, não argumentando senão a partir do ponto da perfeição, não pode deixar de despertar do sonho.

A simples verdade de que não existe mente mortal para sonhar, é uma das mais significativas e poderosas verdades para nos ajudar a sair do sonho e a despertar para a realidade. A propósito, de onde se origina o sonho? Dizemos que é um produto da mente mortal; mas o que é a mente mortal? Sendo Deus a única Mente, pode existir uma outra? Muitas e muitas vezes ouvimos e lemos que Deus é a única Mente, sendo a seguinte afirmação contida na Exposição Científica do Ser aquela utiuzada com mais frequência: “Tudo é Mente infinita e Sua manifestação infinita, porque Deus é Tudo-em-tudo.” (C&S, pág. 468:10-11) Muitas e muitas vezes nos ensinaram que, sendo Deus a única Mente, não pode existir nenhuma outra, portanto não pode existir mente mortal. A minha passagem preferida naquilo que concerne a não-existência da mente mortal encontra-se no nosso livro texto: “Falando cientificamente, não há mente mortal da qual se possam fazer crenças materiais, que se originem da ilusão.” (pág. 399: 25-26) Assim, a conclusão mais lógica e mais razoável a que podemos chegar é que, devido a não existir uma mente mortal que sonha, não pode existir sonho. Como devemos então agir quanto ao sonho de mortalidade? Não há mais verdade no fato de que somos mortais do que no sonho do menino a cair da árvore; não há mais verdade no sonho que afirma podermos ser sancionados no seio da mortalidade do que no sonho do menino a cair da árvore; não há mais verdade no sonho que afirma termos estagnado na aplicação da Ciência Cristã do que no sonho do menino a cair da árvore. Consideram-se então satisfeitos por considerar a mortalidade como um sonho e por continuar a viver no seio dessa mortalidade? É evidente que não. Acordemos então do sonho para um alegre despertar. Além do mais, é mais fácil despertar do sonho depois de sabermos que não existe mente mortal para o sonhar. O nosso alegre despertar resume-se na experiência gloriosa da imortalidade trazida à luz na nossa consciência individual. Encaremos então a realidade da imortalidade de frente, regozijemo-nos com ela e vivamo-la!


 

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Vida Soprada pela Onisciência

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VIDA SOPRADA PELA
ONISCIÊNCIA
Dárcio
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Da Inteligência infinita são soprados todos os seres, assim como do oceano são sopradas  suas ondas. O homem não é matéria, não é mortal, não sofre mudanças, e, agora e eternamente, exibe a atividade da Inteligência infinita em tudo o que é, e em tudo o que faz. 

Entender que a Vida é soprada pela Onisciência extingue as crenças fraudulentas em “vida material” e suas preocupações: “Mais é a vida que o sustento”, disse Jesus. Explicava o absurdo que é alguém deixar de “simplesmente ser” para se iludir e achar que “se preocupar” faz parte da vida! A Vida é sempre “pela Graça”, quando a pessoa sabe o que a Vida é; mas enquanto houver o endosso do que a “mente humana” conceitua e nos apresenta como sendo a vida, a “ilusão”  assim  aceita estará aparentemente predominando e lhe ocultando a vida real. Unicamente Deus é Vida! Unicamente Deus é Inteligência infinita! Unicamente existe Deus! Portanto, solte dos seus ombros toda a carga ilusória que o “hipnotismo de massa” é capaz de colocar, reconheça a Verdade de que VOCÊ VIVE por estar sendo “soprado” pela Sabedoria infinita e, portanto, perfeita, e, de fato, VIVA!

“Eu vim para todos tenham vida, e vida com abundância”, disse Jesus. Este “Eu”,  nele, em todos e em VOCÊ, é o próprio Deus dando Vida a Si mesmo, e vivendo a experiência de ser Deus dentro de Sua própria onipresença! O resto, é palha!

 

 

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Imortalidade Trazida à Luz-10

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IMORTALIDADE TRAZIDA
À LUZ
Dorothy Rieke
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Há alguns anos, foi publicado no Sentinel um testemunho maravilhoso, relatando o exemplo de uma pessoa que reivindicou a sua perfeição e, por conseguinte, a evidência dessa perfeição espiritual: Uma mulher foi vítima de um acidente de automóvel. O automóvel no qual circulava sofreu um choque de tal modo violento que ela foi projetada para a estrada, sendo em seguida atropelada por um caminhão.

Quando foi socorrida, informaram-na de que nunca voltaria a caminhar, e no entanto, uma semana depois, essa mulher já andava normalmente. O fato de ter voltado a caminhar tão rapidamente foi uma demonstração? Não, de forma alguma. Ter voltado a caminhar foi apenas uma das “coisas acrescentadas”. A demonstração encontra-se nas suas seguintes palavras: “A cura não vem alterar nada; é o simples resultado de olhar a realidade de frente.” Assim, ela recusou-se a aceitar um corpo físico marcado e uma imagem de si mesma como tentando utilizar a Ciência para curar esse corpo; ao invés, ela argumentou, reivindicou e regozijou-se com determinação na Verdade. Jamais deixou de se declarar do lado da Verdade, não aceitando nunca a crença num acidente ou num corpo ferido. Não havia lugar para os ses ou mas no seu testemunho. Ela fixava o seu olhar unicamente na evidência dada por Deus de que era a Sua imagem e semelhança perfeitas. Conservando a porta tão amplamente aberta a uma compreensão firme a partir do ponto da perfeição, essa mulher não poderia fazer outra coisa senão voltar a caminhar.

Uma jovem que vive noutro estado, pediu-me que eu a ajudasse acerca do seu trabalho, pois nada parecia correto no que dizia respeito à sua situação presente: o local onde trabalhava era extremamente quente e sujo; as pessoas com quem trabalhava estavam sempre de mau-humor e mostravam-se pouco cooperativos; o horário era alargado e o salário restrito; a empresa situava-se num bairro da cidade que essa jovem receava atravessar e o seu patrão tinha um comportamento e uma linguagem grosseiros. Inverti cada erro e falei-lhe de cada verdade espiritual a seu respeito; especifiquei que Deus era o seu único empregador e pedi-lhe que se regozijasse na Sua perfeição, majestade, dignidade, beleza e justiça. Visto essa jovem ter a sua vida, a sua atividade e o seu ser em Deus, era-lhe totalmente impossível encontrar-se num local desagradável ou perigoso. Habitando na atmosfera da Alma, o meio que a rodeava não poderia nunca ser quente, nem desconfortável, mas sempre belo e harmonioso. Além do mais, ela não trabalhava na companhia de outros mortais acabrunhados, e sim com os filhos de Deus, cooperativos, amorosos e imortais.

E Deus recompensa os Seus filhos de uma forma ilimitada e sem restrições, na medida em que a Ele nos consagramos. Contudo, quando ela me voltou a escrever, essa jovem reafirmou que a situação não se modificara e descreveu de novo todas as condições difíceis e desfavoráveis relativas ao seu trabalho. Seguiu-se uma troca de correspondência, na qual as minhas cartas continuavam a testemunhar somente a partir do ponto de vista da perfeição, enquanto as suas descreviam o relato duvidoso de um testemunho material. Finalmente, ela escreveu-me a dizer que esperava que a demonstração fosse alcançada e eu então respondi-lhe que a minha já havia sido: sabia quem ela era, onde trabalhava, quem era o seu empregador, com quem trabalhava, qual era o seu ganho, etc., etc. Perguntei-lhe também se acaso não desejava escrever-me uma carta do mesmo tipo que eu lhe havia enviado, na qual fixasse o seu olhar somente na Verdade espiritual a seu respeito, comunicando-me tudo quanto Deus sabia sobre ela. Mas quando recebi a sua resposta, esta em nada correspondia ao sentido que eu lhe sugerira: ela afirmava que o trabalho fora de tal forma penoso que se vira obrigada a abandoná-lo. Naquele momento, era-lhe impossível escrever a carta que eu desejara receber em vez do relato de fatos tão desagradáveis, mas isto não me impediu de continuar a ser paciente e amorosa: mas um dia, cerca de uma semana depois, eu recebi a carta que pedira, com treze páginas, escritas de ambos os lados. Nela, a jovem explicava que ao começar a escrever as verdades a seu respeito, as palavras fluíram, deixando-a emocionada. De fato, a carta era muito bela e revelava uma precisão absoluta na expressão de um sentido científico de emprego. Não restavam dúvidas de que, ao redigi-la, ela havia fixado o seu olhar no Espírito e tinha testemunhado apenas a partir do ponto da perfeição. Dois dias mais tarde, recebi uma outra carta dessa jovem, na qual ela me anunciava que havia encontrado um trabalho verdadeiramente maravilhoso da forma mais inesperada. Cada aspecto da sua nova situação profissional estava de acordo com o testemunho que ela antes havia dado relativamente ao seu verdadeiro emprego. Constituiu o novo emprego a demonstração neste caso? Claro que não.

Foi simplesmente a “coisa acrescentada,” a qual não pode deixar de acontecer quando realmente se demonstra na consciência a verdade sobre a situação. A carta contendo o testemunho completo a partir do ponto de vista da perfeição foi a verdadeira demonstração.

No nosso testemunho a partir do ponto da perfeição, podemos proporcionar uma maior abertura à porta das “coisas acrescentadas” se acompanharmos a nossa declaração da perfeição com a afirmação de que “eu conheço, compreendo, aceito, reconheço, aprecio, demonstro e me alegro com essa perfeição.” E cada um obtém a perfeita demonstração. Este tipo de testemunho não proporciona qualquer ocasião para que mas ou ses negativos se intrometam no nosso pensamento.

Antes de abandonar este assunto, gostaria ainda de fazer algumas observações sobre a excelente professora que foi a nossa líder, a Sra. Eddy. Naquela pequena frase contida em Miscellany (pág. 242) ela indicou-nos exatamente como praticar a Ciência Cristã. De fato, essa frase oferece-nos a possibilidade de utilizarmos a verdade sempre que se apresente um problema por resolver nas nossas vidas. Seguindo as suas diretrizes, encontramos a seguinte declaração: “Por estas palavras não pretendo afirmar que os mortais sejam filhos de Deus, bem pelo contrário.” (10-12) Não será esta afirmação um desafio? Que faremos depois de a ler? Deixar-nos-emos cair preguiçosamente numa cadeira, dizendo: “Pois bem, eu não passo de um mortal, portanto nada disto me diz respeito?” Depois de termos tomado conhecimento de que a Sra. Eddy nos pede para reivindicarmos a nossa imortalidade, não podemos tomar uma atitude dessas. Todavia, podemos ser levados a crer que nós próprios somos de fato imortais, mas que alguns dos nossos vizinhos, certos membros da Igreja ou outras pessoas do nosso meio profissional são apenas mortais. Não aceitemos esta idéia errada, pois de outra forma não poderemos argumentar a partir do ponto da perfeição.

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Imortalidade Trazida à Luz-9

IMORTALIDADE TRAZIDA
À LUZ
Dorothy Rieke
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– 9 – 

Como diz o nosso livro texto, numa das suas maravilhosas afirmações: “A Ciência do ser fornece a regra da perfeição e traz a imortalidade à luz.” (pág. 336: 27-28) Vamos agora tentar demonstrar a regra da perfeição que a Ciência nos fornece e assim experimentar a recompensa total de uma maior inspiração e iluminação da nossa imortalidade. Suponhamos que eu vos colocasse a todos no banco das testemunhas; em seguida, pedisse que respondessem somente de acordo com a mais absoluta verdade a vosso respeito. O vosso testemunho deveria então ser o testemunho que Deus fornece a respeito de cada um de vós. Recordo-vos agora, antes de dar início aos vossos testemunhos, que apenas pratica a Ciência Cristã quem declara a verdade absoluta; lembro-vos igualmente, que ao declarar os fatos científicos a vosso respeito, estareis a obedecer à ordem de nossa líder; e recordo-vos ainda que, ao testemunhar dessa forma, trareis a imortalidade à luz na vossa própria existência, bem como na de outros.

Sentem-se algo constrangidos, algo culpados ou hipócritas ao reivindicar a total perfeição para vós mesmos? Pois não recuem um passo na argumentação que visa a perfeição. Recordem-se que não estão em vias de alcançar a perfeição, nem aquém da mesma, mas estão agora mesmo no ponto exato dessa perfeição. De novo, na página 242 de Miscellany a Sra. Eddy chama a nossa atenção para o fato de que devemos tomar uma posição radical a favor da perfeição, ao afirmar: “A menos que se compreenda perfeitamente o fato de se ser um filho de Deus, e como tal, perfeito, não existe Princípio algum a demonstrar, nem qualquer regra que o permita fazer.” (8-10) Compreendendo que não somos desonestos ao testemunhar dessa forma e que não há qualquer hipocrisia ao declarar a verdade a respeito do homem imortal de Deus, nem sequer admitiremos a hipótese de responder de outra forma. Avancemos então para a questão seguinte:

1a Questão – Tomaram plena consciência de que a vossa resposta deve ser absoluta, sem quaisquer compromissos ou restrições? Entenderam agora que tipo de testemunho devem apresentar?

“Ah, sim, sou realmente perfeito, embora esse não pareça ser bem o caso”; “sim, sou um dos melhores Cientistas Cristãos do mundo, mas nem sempre sou capaz de o demonstrar”; “sim, eu sei que sou realmente perfeito, mas tenho ainda que o demonstrar”; “sem dúvida, sou o filho imortal de Deus, e por isso, perfeito, mas desejava compreender e experimentar melhor esse fato”; “sou um dos homens mais honestos do mundo, mas ninguém pensa desse modo a meu respeito”; “a minha família é perfeita, mas temos uma vizinhança terrível.” “Eu sou perfeito, mas quanto a alguns membros da Igreja…” e etc., etc., etc. Já repararam que cada vez que se associa a palavra “mas” a uma declaração da verdade, o que se segue é uma afirmação que compromete essa verdade? E o que sucede com a nossa demonstração da verdade, se afirmamos: “Sim, sou o filho perfeito de Deus, mas desejava poder assemelhar-me mais a Ele”? Não estaremos assim a fechar a porta à tão desejada manifestação da perfeição? Nos meus próprios esforços para manter uma argumentação unicamente a partir do ponto da perfeição, encontrei um grande auxílio num artigo publicado no Christian Science Jounal. Quando o artigo foi publicado, foi de tal forma bem acolhido pelos leitores, que quando escrevi para Boston na tentativa de obter uma cópia suplementar da referida publicação, responderam-me que esta já tinha esgotado. Era evidente que eu não havia sido a única a apreciar a leitura positiva e absoluta que esse artigo apresentava de fundo. O seu título era: “Aceitar a demonstração” e foi escrito por Margaret Morrison, sendo publicado no Journal de Fevereiro de 1947. Nesse artigo, a Sra. Morrison salienta que a verdadeira demonstração é espiritual e mental, o que corresponde àquilo que estivemos desenvolvendo neste estudo. Toda manifestação que possa ocorrer na nossa experiência humana, como resultado da demonstração da Verdade, é um acréscimo. Em outras palavras, o regozijo por um Deus perfeito, um universo perfeito e um homem perfeito é demonstração! A atividade certa que surge no nosso caminho, a cura de um problema físico, a descoberta de uma casa onde morar e a manifestação de suprimento são as “coisas” que nos são “acrescentadas”. É maravilhosa esta forma de chamar a atenção para o fato de que, se rendermos testemunho fiel àquilo que é de fato verdadeiro, deixamos a porta aberta a essas coisas que nos são “acrescentadas”.

Assim, se acrescentarmos à nossa demonstração da verdade a adversativa mas, seguida de um pensamento negativo, fecharemos a porta às coisas “acrescentadas”. É evidente que essas coisas “acrescentadas”, que “descem do Pai das luzes” tornam mais agradável a nossa existência; então, porque não deixar a porta de entrada aberta para que essas coisas possam afluir em abundância na nossa vida cotidiana, testemunhando com firmeza unicamente a Verdade, sem nenhuma outra concessão do tipo “se…”, “mas…” ou “talvez”…?!

A tentativa de encontrar o testemunho da matéria é outra forma de fechar a porta a essas coisas que do alto nos são dadas. Se alguém afirma que Deus é a saúde do seu rosto, que esta se revela em beleza e que é o reflexo perfeito de um Deus perfeito e em seguida procura ver no espelho se a Verdade curou a sua palidez, então essa pessoa não tem certamente o seu olhar fixo unicamente no Espírito; esse alguém está prestes a demonstrar antes uma dualidade, tentando utilizar o Espírito para curar a matéria, observando a carne para concluir se esta foi curada.

Aquele que argumenta com firmeza “a partir do ponto de vista da perfeição”, reivindica a seu respeito todas as verdades maravilhosas, gloriosas e espirituais; em seguida, ele faz face à realidade que lhe diz respeito e verifica que as verdades se transformaram em realidades agora que compreende ser a imagem e semelhança perfeita, pura e santa de Deus pode erguer o seu rosto sem mácula. Não existe outra solução; não existe matéria na qual possa ocorrer uma manifestação; não existe mente mortal para dar conta de uma determinada situação; não existe sentido material para testemunhar a aparência do homem. Regozijemo-nos agora com estas verdades, não através de uma débil tentativa de a aplicarmos, mas sim através da sua demonstração.

 

 

 

 

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Preocupações em Momentos de Prece

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PREOCUPAÇÕES
EM MOMENTOS DE PRECE
Joel S. Goldsmith
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Frequentemente as preocupações nos acompanham aos momentos de prece. Ficamos a refletir:- Como resolver este ou aquele problema? Como devo orar para intuir uma solução? Posso receber uma compreensão mais elevada de como orar?

Se isto está acontecendo com você, medite sobre o alcance desta frase: “Acaso o Reino de Deus se converteu em meras palavras ou sílabas? Por que devemos ficar limitados ao sentido literal, se somos livres?” As Escrituras ensinam que somos livres; que somos filhos de Deus e, se filhos, também herdeiros; como herdeiros, co-herdeiros com o Cristo.

Nós JÁ somos livres. Se não o fôssemos, nem o divino poder nos libertaria. Não precisamos lutar por nossa liberdade, porque já somos livres. A síntese da verdade é, precisamente, trazer à luz esta percepção ou revelação de nossa atual liberdade. Ante qualquer problema que nos esteja a desafiar, deveríamos ter presente que as soluções não estão nas palavras ou nas declarações da verdade. O que resolve, isto sim, é predispormo-nos ao aquietar e, por algum tempo, permanecer em estado de receptividade, deixando que Deus nos revele o Seu plano: isso mesmo, o Seu plano, não o nosso!

 

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Imortalidade Trazida à Luz-8

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IMORTALIDADE TRAZIDA
À LUZ
Dorothy Rieke
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No que diz respeito a Deus, a Vida eterna, o homem habita naquela compreensão divina que a tudo governa, e não possui qualquer outra consciência. A Mente divina e eterna ignora o acaso ou a mudança. Por vezes, os Cientistas Cristãos aceitam a seguinte ideia: “Bem, é certo que não existe morte e por isso, continuamos a viver eternamente; mas Deus retira-nos deste estado ou nível de consciência e leva-nos para outro.” Esta noção implicaria que  Deus tivesse conhecimento daquilo a que se chama morte ou “transição”. Se a aceitarmos, não poderemos, evidentemente, demonstrar a Vida eterna como Enoque, Elias e Jesus o fizeram. A Vida eterna não conhece a morte, nem a “transição”, nem a mudança. Por isso, podemos nos libertar da crença e do medo ridículo de que todos morreremos um dia. 

Todos nós deveríamos afirmar em alta voz que “Deus, a minha Vida eterna, nada conhece sobre a morte.” Sendo a Sua imagem e semelhança, o homem não pode ter conhecimento de nada que se relacione com a morte. Deus conhece apenas o maravilhoso desdobramento do Bem, sem qualquer sugestão de declínio. Reconheçamos a nossa unidade com essa Vida eterna que desconhece totalmente a morte, essa Verdade eterna que ignora o mínimo erro e essa Mente divina que não admite o menor mal.

Mas se não passamos pela “transição”, como se processa então a nossa evolução? Estejamos alertas, pois esta questão é uma armadilha disfarçada. Nem sequer se imagina o número de Cientistas Cristãos que admitem voluntariamente a ideia de que um dia experimentarão um crescimento ou elevação através da morte. Frequentemente, estes se sentem um pouco culpados por reivindicarem o bem para eles mesmos e julgam que essa ideia é cientifica, aceitando mediante uma atitude tímida, apagada e confusa, que um dia evoluirão. Tornam-se um pouco mais confiantes, mais seguros e talvez até um pouco mais exuberantes quando cantam o seguinte verso do Hino 64 do Hinário da Ciência Cristã: “A senda do sentido à Alma vejo,” julgando com essa frase justificar a sua atitude.

Regressando à citação inicial, — Miscellany, pág.2 42 — como pode aquilo que é imortal progredir? Para onde se elevaria o homem? Como pode aquilo que já se encontra no ponto da perfeição — e não em vias de se aproximar desse mesmo ponto — elevar-se ainda mais? Apenas aceitando a crença de que o homem é mortal, é que podemos admitir alguma possibilidade de ascensão. O mortal espera, eventualmente, elevar-se até à imortalidade, mas este não é um enunciado científico. Devemos, pelo contrário, reivindicar agora a nossa imortalidade. Como poderemos então regozijarmo-nos na compreensão de que somos imortais e, ao mesmo tempo, esperar evoluir da mortalidade para a imortalidade? Recordemos que nunca deixamos o céu pela terra! Nunca nos tornamos mortais, nem nos materializamos, pois jamais nascemos na matéria.

A Sra. Eddy sublinha no livro Não e Sim : “Jesus veio anunciando a Verdade e dizendo não somente ‘o reino de Deus está no meio de vós.’ Logo não há pecado, pois o reino de Deus está em toda parte e é supremo, e segue-se que o reino humano não está em parte alguma, e deve ser irreal.” (pág. 35: 25-29) Logo a seguir, vem uma das mais significativas declarações acerca de nosso Mestre: “O ser consciente e verdadeiro de Jesus nunca deixou o céu pela terra. Permaneceu no alto para sempre, mesmo quando os mortais acreditavam que estava aqui. Uma vez falou de si próprio (João 3:13) como sendo “o Filho do homem que está no céu”,palavras notáveis, inteiramente contrárias às opiniões populares sobre a natureza de Jesus.” Também nós somos os filhos de Deus, imortais, habitando para sempre no reino celestial de Deus. Não podemos decair desse único estado de existência, nem a ele nos elevarmos, pois nele vivemos, agora; e é esse estado de existência que reivindicamos, compreendemos e com o qual nos regozijamos.

Um dos relatos que deveríamos ter sempre presente no pensamento é o da transfiguração de Jesus: levando consigo a Pedro, Tiago e João, Jesus subiu a um alto monte e aí foi transfigurado na presença daqueles: “o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui.” (Mateus 17: 2-5) Fazendo eco das palavras de Pedro, afirmemos também: “Senhor, bom é estarmos aqui.” E onde estamos nós? Estamos igualmente no cimo do monte da compreensão divina; vimos a Jesus, Moisés e Elias e na Ciência, vimos o homem perfeito: jamais nascido e incapaz de morrer, mas sempre semelhante ao filho de Deus; podemos igualmente escutar a voz de Deus, falando conosco como falava aos discípulos daquele tempo: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:18) A luz da verdade revelou-nos que esta declaração é válida não somente para Jesus, mas também para Moisés, para Elias e para todos os filhos de Deus. Permanecendo no cimo do monte com Pedro, Moisés, Elias e Jesus, é bem menos difícil ver o nosso próximo, sem exceção, como o filho bem-amado de Deus, perfeito e imortal. Tomemos agora a decisão de permanecer no cimo do monte da compreensão e revelação divinas. Não renunciemos nunca à nossa resolução de ver o nosso próximo e todo o universo nesse mesmo local, em companhia dos imortais Moisés, Elias e Jesus. Veremos então o universo e conheceremos o homem como Deus os vê: imortais e perfeitos. Não será essa a forma de trazer a imortalidade à luz?

Todos os dias, eu me coloco as questões que vou agora enunciar e em seguida responder. Quando nelas meditarem, respondam como se fossem jurados num tribunal, obrigados sob juramento a dizer a verdade:

Quando é que foram para a Rússia? Quanto tempo viveram sob as leis e os regulamentos russos? Quantas injustiças e afrontas sofreram durante esse tempo? Que tipo de impostos e multas suplementares foram obrigados a pagar na Rússia? Quantos dias infelizes, repletos de desânimo e de medo aí passaram? Quando é que decidirão abandoná-la?

Não é evidente por si mesmo que, se alguém nunca esteve na Rússia não pode aí ter sofrido, tal como não se pode abandonar um local onde nunca se esteve? Respondamos então agora às seguintes questões com o mesmo parecer positivo e com a mesma certeza científica:

Quando é que entraram no reino da matéria, ou por outras palavras, quando é que nasceram? Quanto tempo viveram sob o controle das leis e regulamentos materiais? Com que frequência transgrediram as 1eis materiais? Quantas dores e sofrimentos sofreram na matéria? Quantos dias infelizes, cheios de medo e de desalento, viveram no reino da matéria? Quando pensam “apanhar um comboio”, por exemplo, e efetuar a “transição” ou morrer na matéria? Quando pensam “apanhar um avião”, por exemplo, e elevarem-se acima da matéria?

Desta forma, não vos parece lógico que, nunca tendo vivido na matéria, seja impossível nela pecar ou sofrer? O homem não pode estar agitado, atormentado ou preocupado na matéria; não pode morrer na matéria ou efetuar a “transição”, tal como não se pode elevar acima de algo de onde nunca foi oriundo.

Tenho um apreço especial por este pequeno exercício mental, pois torna-se assim bem mais fácil compreender que, visto eu nunca ter entrado na Rússia, não posso aí ser penalizada ou mesmo daí sair. Da mesma forma, é igualmente mais fácil compreender que, nunca tendo nascido na matéria ou na mortalidade, não podemos ser nela castigados, tal como não a podemos abandonar.

Tendo-nos tornado obedientes às duas primeiras recomendações do nosso texto inicial — nomeadamente, a de reivindicar a nossa imortalidade e a de a compreendermos — é agora mais fácil ser obediente à terceira recomendação: a de praticarmos a Ciência Cristã “a partir do ponto da perfeição”. De que modo foi científica a Sra. Eddy ao praticar a Ciência unicamente a partir do ponto de perfeição! Conforme já foi citado antes, ela declara: “A Ciência Cristã é absoluta; ela não está aquém nem além do ponto da perfeição, mas encontra-se exatamente nesse ponto e é a partir daí que deve ser praticada.” (My. pág. 242: 5-7) É espantosa a forma como a Sra. Eddy inclui nessa importante declaração a reivindicação da imortalidade e a argumentação a partir do ponto da perfeição. A bem dizer, as duas ideias andam a par e passo; é por ser o homem imortal, que se justifica a sua perfeição e é igualmente a sua imortalidade que lhe confere o direito de reivindicar, argumentar e testemunhar unicamente a perfeição. Por outro lado, como o homem reivindica a sua perfeição e procura viver “a vida que se aproxima do bem supremo”, reconhece a sua própria identidade verdadeira e, como consequência, compreende a sua imortalidade.

 

 

 

 

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Continua..>