Compreendendo a Natureza do Problema-2

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COMPREENDENDO A NATUREZA
DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA,
SUGESTÃO OU TENTAÇÃO
Lorraine Sinkler
-2-

“Hipnotismo” é outra palavra útil. O hipnotismo jamais cria algo real. Suponha que eu fosse hipnotizado para acreditar que um tigre estivesse entrando na sala. Que faria? Provavelmente sairia correndo o mais rápido possível! E aqueles não hipnotizados iriam dizer: “Que deu nele?” O fato de estar hipnotizado para ver um tigre não criaria um deles no local. O hipnotismo apenas criaria uma impressão, uma sugestão de algo que não existe realmente.

Como seres humanos, estamos hipnotizados pela crença no bem e no mal, atuando sob a hipnose do mundo das aparências. Entretanto, tudo o que vemos tem por substância o hipnotismo, mero conceito ou imagem mental, que apenas tem “substância” na mente.

A mente que aceita dois poderes é chamada de mente carnal, ou mente humana universal. Já a mente preenchida pela Verdade é clara transparência para o Universo espiritual, revelando o Corpo espiritual na plenitude de sua perfeição e o Universo em sua essência espiritual. A mente carnal constantemente julga e avalia em termos de quadros ou imagens mentais e nunca em termos de Realidade. Ela reconhece somente um conceito do Universo e do Corpo espiritual perfeitos, que jamais necessitam de melhorias ou de curas.

Já somos o SER PERFEITO que não necessita de cura. Basta afastarmos o que esconde esta perfeição, para que a chamada “cura” apareça. Mas ela não se dará enquanto estivermos acreditando que teremos de modificar alguma coisa. Cabe a nós perceber aquilo como “aparência”, que dispensa qualquer modificação, bastando-nos olhar além dela.
Para isso, devemos eliminar as crenças que nublam a mente, nutrindo-a com a Verdade, com a sabedoria e leituras espirituais. Os conceitos passam a ruir, a mente se torna bem transparente e o Verbo flui do interior para “se tornar carne” em nossa vida.

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Compreendendo a Natureza do Problema-1

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COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO
Lorraine Sinkler
-1-

Mesmo com dedicada prática, talvez não tenhamos atingido a união consciente com a Fonte de nosso ser. Um motivo deve haver, e este é o seguinte: estamos diante de Deus e do problema. Estamos, no fundo,  tentando ver se Deus já atuou no caso. Apesar de muitos se acharem avançados demais para cair numa armadilha como esta, o fato é que acabam esperando que alguma situação desagradável comece a melhorar.

Isto nos leva ao mais importante dos princípios de cura. Devido à infinidade e bondade de Deus, a natureza do problema deve ser uma “aparência”, uma errônea compreensão a respeito da bondade eterna de Deus. Há vários tipos de aparências. Uma delas é a que nos faz pensar que estamos parados, embora a Terra esteja girando velozmente em torno de seu eixo. Uma aparência não traduz o que verdadeiramente É. Na cura espiritual, o problema deve ser entendido como uma aparência ou sugestão, e uma sugestão jamais faz a coisa ser real. Qualquer palavra que nos dê  ideia de que o problema é inexistência passa a ser valiosa. A palavra “tentação” pode servir para descrever a crença universal de que possamos estar separados de Deus, com vida própria, e que possa existir algo que nos cause dor e sofrimento. Na verdade, há somente uma Substância, uma Vida, um Ser. A tentação que nos chega, é no sentido de nos fazer crer na existência de algo além de Deus no centro de nosso ser, o próprio EU que nós somos.

Jesus assim reagia às sugestões que lhe vinham: “Afasta-te, Satanás!”, ou seja, “afaste-se, tentação,nada me levará a crer na existência de algum poder ou vida ao lado do Uno”!


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Receba o Pão, e Não Migalhas

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RECEBA O PÃO, E NÃO
MIGALHAS
DÁRCIO

O homem é “co-herdeiro com Cristo de todas as riquezas celestiais”, e não um “pombo atrás de migalhas”. Assuma sua posição legítima, como “Cristo em unidade com Deus”, e se identifique com o “Pão da Vida”. O ser em ilusão desconhece sua natureza plena e eterna como Deus individualizado! Julga-se separado do TODO e, nesta crença dualista e falsa, luta para “ganhar o pão com o suor do rosto”. Não percebe sua própria Presença sendo o “Pão Completo”.

O povo corria atrás de Jesus na esperança de receber “aparência de suprimento”, os visíveis “pães e peixes” que, para eles, lhes vinham “de fora”. “Vós me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes”, disse Jesus à multidão. Pare de dividir o Pão da Vida em “migalhas”, e ficar a vida toda lutando para juntá-las! Vá acima das “aparências”, onde o “Pão da Vida” lhe é dado por completo e eternamente! Desde que VOCÊ O VEJA SENDO O SEU PRÓPRIO EU INFINITO! “EU SOU O PÃO VIVO QUE DESCEU DO CÉU; SE ALGUÉM COMER DESTE PÃO, VIVERÁ PARA SEMPRE”, disse Jesus. “Comer do Pão” é estar IDENTIFICADO COM A VERDADE, sem olhos para “migalhas das aparências”, de posse de sua eterna HERANÇA CELESTIAL!

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Vencer o Mundo é Ver o Mundo…

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VENCER O MUNDO É VER O MUNDO
TAL COMO É
Dárcio

Todo ensinamento espiritual revela que o que é realidade não é o que aparentemente vemos através dos chamados sentidos humanos. Em vista disso, os textos falam que “este mundo é ilusão”, que as “aparências não são realidades”, que precisamos “vencer o mundo”, “transcender o mundo”, etc. Tudo isso, em suma, quer dizer o seguinte: devemos ver o mundo como ele eternamente é!

“Vencer o mundo” é nos capacitarmos a enxergá-lo como Deus o vê! Para isso, precisamos primeiramente reconhecer que TUDO É DEUS, e que DEUS, manifesto como nossa VISÃO, é Consciência em permanente discernimento do REINO REAL em que estamos. Enquanto ficarmos entretidos com o que “olhos humanos veem”, deixaremos de ver com a ONIVISÃO, que é a Consciência absoluta Se revelando como nosso “Olho Simples”.

A “beleza” que os sentidos humanos captam não é a Realidade presente, assim como também são falsidades as horrendas imagens vistas por eles. Aquele que olha um lindo crepúsculo “deste mundo”, achando haver ali uma ação de Deus, terá, também de acreditar no “temporal”, no “terremoto” etc. Estará vendo não as obras de Deus, mas a “crença” no bem e no mal, no belo e no feio, nos pares de opostos! “Vencer o mundo” é ver a PERMANÊNCIA das “maravilhas de Deus”, que nada têm a ver com “miragens” feias ou bonitas, mas sim com a CONCEPÇÃO DIVINA do que o Universo É!

Substitua a “aparência de olhos humanos” pela aceitação plena de que SEU OLHO É SIMPLES, A CONSCIÊNCIA ILUMINADA EXPRESSA COMO VISÃO! Permaneça nesta aceitação natural, serena e atemporal. DEUS É TUDO! Pare de alimentar um “ego” desejoso de ver o REINO! Livre-se dessa “crença” e reconheça: “EU, DEUS SENDO O EU QUE EU SOU, CONTEMPLA, AQUI E AGORA, O MUNDO COMO REALMENTE ELE É! Solte-se serena e quietamente nesta VERDADE, sem se deixar envolver pelo intelecto e seus ilusórios julgamentos.

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Ressurreição


RESSURREIÇÃO
Dárcio

“Ressuscitar dos mortos” é VOCÊ descobrir a ilusão da vida temporal pela sua ASCENSÃO AO CRISTO, que é VOCÊ, sua VIDA ETERNA. As datas comemorativas como “Páscoa”, “Natal”, e outras, são todas destinadas a oferecer ao homem momentos de interiorização e conhecimento da Verdade de que TUDO É ESPÍRITO, e que a chamada vida terrena e seus supostos atrativos são o maior engodo possível de existir!
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“Vinde, benditos de meu Pai, ao REINO que vos está preparado desde a fundação do mundo!” Este é o chamado de Cristo em todos! Ninguém é chamado para comemorar Páscoa na matéria! Ninguém é chamado a adorar Jesus, que disse: “Por que me chamas bom? Bom só há um, que é Deus”! A “Páscoa” é a RESSURREIÇÃO “dentre os mortos”, dentre aqueles que se encantam com a suposta vida material! Desconhecem a natureza de Deus, e desconhecem a natureza de SI PRÓPRIOS! São “mortos” por viverem uma ILUSÃO de Vida apartada de Deus! Um embuste que somente pode ser desmantelado pela VERDADE!
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A Páscoa em Seu Sentido Pleno



A PÁSCOA
EM SEU SENTIDO
PLENO
Dárcio


A Páscoa, em seu sentido pleno, é a nossa “passagem” das crenças para a
Realidade, simbolizada na Bíblia pela travessia do Mar Vermelho feita por
Moisés, quando as águas se lhe abriram. O sentido não é de comemoração, mas
de realização e sua consequente libertação. Falamos também da Páscoa da
Ressurreição, ou seja, é revelada a nossa natureza divina, quando Cristo
disse “Meu Deus e vosso Deus, Meu Pai e vosso Pai”. São revelações da
Verdade Absoluta! Como vivenciar estas revelações? Assumindo-as como reais!
Conhecemos a Verdade quando com Ela nos identificamos. CONHECER É SER! Eis
por que Cristo disse: EU SOU A VERDADE! E ele orou para que percebêssemos
nossa UNIDADE!

A todos, FELIZ PÁSCOA! Ela será feliz e plena nesta realização: SOMOS A
VERDADE! Somos como Cristo Jesus, dotados da Mente divina de natureza idêntica à dele! Não somos mente humana e nem vivemos nestes quadros falsos e fantasiosas que ela nos mostra! Isto somente poderá ser constatado com interiorização e contemplação! Se as
fizermos, descobriremos o REINO REAL, dentro de nós, nossa própria
Consciência! Caso contrário, continuaremos “comemorando a Páscoa” em seu
sentido mínimo: uma data que se repete a cada ano, esquecidos de que, na
realidade, é sempre AGORA! O AGORA em que sempre estivemos, estamos e estaremos
SENDO A VERDADE!

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Significado Espiritual da Páscoa-4

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SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE IV – FINAL
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A culminância da crucifixão chega à sua vida e à minha , a pouco e pouco, com a ajuda de estudo, meditação e prática da mensagem espiritual, até que, num glorioso dia, desponta em nossa consciência esta Verdade: “Não sabeis que sois filhos do Deus vivo?” Nesse momento, todo sentido pessoal, toda identificação humana, é crucificado e morta. O período para esta conquista é o dos simbólicos três dias, para nascermos outra vez, isto é, para sermos renascidos no Espírito. Então saímos do túmulo da personalidade humana e seus suportes materiais. Mas nos estágios iniciais deste renascimento interno, na consciência da filiação divina e sustidos pela divina substância, trazemos as marcas da crucifixão, como o Mestre o demonstrou. É a alegoria das lembranças das falhas, fracassos e dores que transcendemos, como a árvore que sobe e deixa as marcas dos galhos que soltou. São aparências externas que levamos por certo tempo ainda, se bem que tenhamos ressurgido internamente.

Agora andamos na Terra, com aparência de homens comuns, mas como filhos espirituais de Deus e ocasionalmente cometendo pequenos deslizes, pelo simbólico período de 40 dias. Mas somos uma evidência viva aos nossos discípulos, amigos e parentes, do fruto que amadurecemos. Eles percebem que já não dependemos dos valores humanos e nem tememos os Pilatos deste mundo, pois realizamos a graça da comunhão interna com o Pai, dizendo, em humilde confiança, por tudo que fazemos: “Eu, de mim mesmo, nada sou; o Pai, em mim, é Quem faz as obras”.

Dentro de nossa dimensão, todos podemos aprender a orar corretamente e sintonizar-nos com a Fonte divina interna, para receber a graça de levar a cura e solução de problemas aos demais. Mas isto depende muito de nossa compreensão da mensagem e missão de Jesus Cristo. Desse modo atingiremos níveis mais altos de consciência, pela crucifixão, em escalas diminutas, de nossos condicionamentos, das crenças materiais e dependência a poderes e sabedoria humanos. Ao mesmo tempo chegamos ao ponto de compreender e demonstrar o poder do Pai, em nós, pela conscientização de que não vivemos meramente do pão, mas “de toda palavra que procede da boca de Deus”.

F I M

Significado Espiritual da Páscoa-3

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SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith
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PARTE III


Crucificamos os medos humanos e dúvidas quando, em vez de correr loucamente, entre ansiedades e cuidados, realizamos tarefas diárias com esta compreensão: “Graças a Ele, tenho o pão, o vinho, e a água. Tudo o que o mundo anseia e busca com muito esforço, já é meu”. Relaxemo-nos à evidência desta promessa: “Filho, tu estás comigo sempre. Tudo o que é meu é teu”. Desse modo crucificamos as preocupações e insegurança.

Ponderando as reiteradas mensagens do Mestre acerca do perdão, conseguimos perdoar “70 vezes 7” aqueles que abusam de nós e chegaremos até a orar pelos que nos perseguem e nos tratam injustamente. Com esta demonstração crucificaremos nossos ressentimentos, intolerância, ódios, medos e outros obstáculos a um saudável relacionamento.

Meditando profundamente a mensagem do Mestre e Sua missão de curar os enfermos, ressuscitar os mortos, abrir os olhos aos cegos e os ouvidos aos surdos, concluímos que o que diz:: “nunca vos deixarei nem vos abandonarei, mas estarei convosco sempre, até o fim do mundo”, é o Cristo, dentro de nós, buscando desenpenhar Sua missão, agora como antigamente, de curar nossas mentes e corpos, de dar-nos um sentido mais alto de vida, de purificar nossas almas, de perdoar nossos pecados, de alimentar-nos com o pão da vida e sustentar-nos com a água da vida eterna. Com esta compreensão crucificamos muitos outros óbices à nossa realização e despertar.

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Significado Espiritual da Páscoa-2

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SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE II

Quando o estudante da Verdade lê, pondera e medita essa gloriosa experiência, vivida pelo Mestre por amor à humanidade, pode receber inspiração e força para dar o próximo passo, de descobrir o princípio subjacente à crucifixão, ressurreição e ascensão. Qual a lição que o Mestre desejou transmitir? Não sugeria, acaso, que nós também, a nosso modo, devêssemos experienciar esses três passos? Não nos convida ele a estudar, compreender e finalmente demonstrá-los? Não nos indica que todos devemos demonstrar o princípio da imortalidade? Senão, como nos afirmou que faríamos as obras que Ele fez e ainda maiores?

Todos nascemos para as demonstrações que o Mestre exemplificou, em benefício daqueles que ainda não as podem suportar. Ninguém pode chegar a ser um instrutor espiritual se não atingir, em alguma medida, a vivência dos passos de Jesus, porque eles são vividos no dia-a-dia, em pequenas demonstrações, até chegarmos às maiores expressões.

Nossa crucifixão começa pela compreensão desta Verdade cristã: “Eu, de mim mesmo, nada posso. O Pai, em mim, é quem faz as obras”. Exatamente nesse ponto começa a renúncia aos supostos méritos, aos apegos, à ambição desmedida, reconhecendo que o homem não vive apenas de pão (fama, poder, riquezas, sabedoria humana), senão que a Vida se expressa por toda palavra que procede da boca de Deus. Aqui aprendemos a primeira lição de cura espiritual: que a vida não depende da ação do coração e de outros órgãos e funções do corpo, mas, sim, da consciência que temos da Verdade espiritual (Deus como Vida onipresente).

O essencial é que não precipitemos esse desabrochar. Entendamos firmemente que nossa saúde, suprimento, harmonia de relacionamento, etc., não dependem apenas de esforços humanos e estudos ou poderes físicos, como acreditávamos antes, por causa de nossos condicionamentos sociais. É a palavra de Deus, mantida em nossa consciência, que eventualmente se exprime como harmonia e outras bênçãos em nossa vida cotidiana. Assim podemos compreender o real sentido das palavras de Jesus: “Tenho um alimento que não conheceis”. Compreendendo a palavra de Deus, habitando nela e deixando que ela habite em nós, conseguimos a substância que é a Fonte interna de bens, o Sanador e Salvador interno – o alimento que o mundo não conhece.

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Significado Espiritual da Páscoa-1

SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE I
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A época pascal rememora a crucifixão, ressurreição e ascensão de Jesus, ocorridas há 2000 anos. De acordo com os ensinamentos cristãos, o Mestre se submeteu à crucifixão para provar a veracidade de seus ensinamentos e mostrar que, mesmo destruído o corpo, Ele ressurgiria três dias depois. É ensinado que, submetendo-se à morte do corpo, Ele tomou sobre si os pecados do mundo e, dessa forma, morreu para salvar-nos. A páscoa é, pois, a rememoração desses eventos, oportunidade em que se lembra e louva o mais elevado dos homens – Jesus – que se submeteu voluntariamente a esse sacrifício, para que o mundo vivesse.

Nós, estudantes da Verdade, devemos juntar-nos ao mundo cristão inteiro, para entoar hinos de louvor e honrar Aquele que, pela magnitude de seu amor, subida compreensão de Deus e do homem, demonstrou, através da crucifixão, a capacidade de vencer o último inimigo – a morte – ressurgindo do túmulo e sobrepondo-se a toda crença humana. O estudante da Verdade compreende que na experiência da crucifixão, o Mestre demonstrou poder sobre as leis materiais da vida – as crenças mortais que dão poder de vida ao corpo, em vez de reconhecer que a Vida mesma, divina, eterna, é que governa o corpo. Portanto, a crucifixão simboliza a destruição dos pecados do mundo.

Quanto mais estudamos o Novo Testamento, a mensagem e missão de Jesus Cristo, que culminaram nos dramáticos eventos comemorados na páscoa, tanto mais se aprofunda e amplia nosso amor pelo Mestre e Sua obra. E esse amor nos suscita um grande desejo de compreender o princípio da vida, a missão, a mensagem e demonstração final de Jesus. Nenhum outro homem teve maior amor do que ele, que deu a vida por seus amigos. Qual a resposta que se levanta dentro de nós ao penetrar a profundeza do amor que essa grande alma exprimiu ao mundo, em sua demonstração no calvário e na revelação posterior, com os apóstolos?

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A Estreita Visão Condicionada

A ESTREITA
VISÃO CONDICIONADA
Dárcio

Poucos percebem o grau em que se mantêm condicionados! Em tudo a mente humana lança seus condicionamentos e consequentes grilhões! Quando os princípios espirituais entram em contato com alguém, em geral são vistos à distância, após uma rápida comparação entre o “novo”, que chega, e o “antigo”, já condicionado!

Isto ocorre em tudo! Se a pessoa usa sempre um certo trajeto para voltar para casa e,  por alguma obra, um “desvio” lhe for um dia sugerido, o desagrado logo se faz presente! Pelo desvio ela veria novas ruas, novas lojas, novas pessoas, tudo novo: mas, a mente condicionada reage! E, no dia seguinte, caso a obra esteja encerrada, volta ela ao antigo é “surrado” percurso de antes!

Podemos imaginar este processo no estudo da Verdade! Como as pessoas são vítimas da mente condicionada! “Ah…eu não penso assim! Para que irei mudar? Cada um tem seu modo de ver!”…e, assim, a mente condicionada segue em frente, achando a maioria ser isto muito natural! Não há maior “antiCristo” do que a mente humana condicionada!

Uma pessoa conhecida, adepta do catolicismo, disse-me ter chegado à conclusão de que “todas as religiões que pregam o ensinamento de Jesus Cristo” são boas, e que ela estava se tornando mais “ecumênica”. Perguntei a ela se o Budismo também fazia parte de sua aceitação. “Budismo não!”– foi sua resposta à velocidade da luz! E eu disse a ela: “Mas você conhece a fundo o que prega o Budismo?” A resposta foi “Não! O Budismo não me interessa!” . E eu disse a ela: “Uma pessoa que foi educada no Budismo desde criança nem quer ouvir falar de Jesus Cristo!” Ela me disse: “O Budismo fala em reencarnação!” E eu disse: “O Espiritismo é cristão e também fala!” Ocorre o seguinte: há uma Verdade absoluta e única, presente em todos os ensinamentos espirituais legítimos! Esta Verdade não lida com nada deste suposto “mundo material”. O Budismo diz que “este mundo” é Maya (uma ilusão da mente humana); o Cristianismo diz ” o príncipe deste mundo é o pai da mentira”, e que “o Reino não vem visivelmente, por já estar em nós… o Reino que não é “deste mundo”!

Se o Budismo prega ser “ilusão” a visão humana de mundo , não poderia estar pregando a encarnação ou reencarnação de alguém numa “ilusão”; se o Cristianismo prega ser  satanás, o “pai-da-mentira”, o príncipe deste mundo, que “não somos deste mundo”, “que não temos pai sobre a face da terra”, não poderia estar pregando a encarnação ou reencarnação de alguém neste mundo”. O que ocorre, na verdade, é que a mente humana, desinteressada em sumir, para que a Verdade Absoluta seja discernida, criou ramificações mil dos ensinamentos! E A TOTAL ONIPRESENÇA DA LUZ ACABOU DEIXANDO DE SER RECONHECIDA!

Somente a livre manifestação da Mente divina faz com que se rompam os condicionamentos da mente humana! Inclusive e principalmente  os religiosos! Eis por que as meditações corretas são fundamentais! Elas permitem a ação interior da Luz divina; e esta Luz, continuamente incidindo em nossos condicionamentos, acaba por dissolvê-los!

Quanto menos “mente humana”, mais a mente de Cristo pode ser percebida como nossa mente real e verdadeira! O processo é o mesmo, no Cristianismo (chamado de Renascer), ou no Budismo, (chamado de Despertar); e, sem a mente condicionada, o óbvio, que até então, não era visto como óbvio, passa a ser: DEUS É ESPÍRITO, E É TUDO!

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O “CONTATO”

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O
“CONTATO”
Dárcio
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Querer “entrar em contato” com Deus, que é a nossa própria Vida, seria análogo ao fogo querer se aquecer! A suprema realização do homem é a percepção consciente de sua unidade com Deus! Assim como o fogo já está “em contato” com o calor, estamos “em contato” com Deus! Entretanto, às vezes encontramos, na literatura espiritual, que “devemos entrar em contato com Deus”. Entendamos o que isto quer dizer. A meditação ou a contemplação silenciosa objetivam unicamente esta percepção consciente: não existe a Vida de Deus e a “nossa vida”, para que uma pudesse “entrar em contato” com a outra! Por outro lado, com a suposta mente humana ativa, o “contato já feito”, ou seja, esta “unidade” , acaba passando completamente despercebida!

Joel S. Goldsmith disse o seguinte: “A meditação, em si, não é o caminho. O caminho é o contato! A meditação apenas serve de meio para que a pessoa atinja o silêncio interior onde o “contato” está feito.”

Há muitos que meditam e meditam, e  reclamam que seus problemas não têm fim. Falta-lhes o “contato”. Já estamos todos em UNIDADE DIVINA! Espiritualmente, o “contato” está feito e é permanente. Assim, na verdade, as meditações são meras “pausas silenciosas” em que conscientemente a Verdade é discernida: DEUS E HOMEM SÃO UM, E O MESMO!

No mundo visível, achamos que somos seres  separados de Deus e, também, separados uns dos outros. Esta ideia é falsa; assim, meditamos e “fazemos o contato”. Percebemos que, assim como a gota é uma com o oceano, nosso “Eu” é UM com o Infinito! Após meditarmos e percebermos esta gloriosa Verdade, veremos , em nosso dia-a-dia, as atividades normais fluindo livremente, de modo a  espontaneamente refletir a harmonia-essência da Realidade divina.

Em Deus, todos nós vivemos este eterno e harmônico “contato”, em forma de Unidade. Cristo, explicando esta Verdade, disse: “E naquele dia conhecereis que eu estou no Pai, vós em mim, e eu em vós.”

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Seus Primeiros Momentos do Dia

SEUS PRIMEIROS MOMENTOS
DO DIA
Dárcio

Habitue-se a usar os primeiros momentos do dia para reconhecer a Verdade de que DEUS é seu EU individual, e que,  neste dia, a Presença de Deus é a SUA própria presença. Não saia de casa tresloucadamente, em busca de resolver assuntos materiais, sem antes reconhecer sua REAL IDENTIDADE. Se em sua agenda atual falta-lhe tempo para assim fazer, acorde mais cedo! Estudar a Verdade e sair pelo mundo sem reconhecer a SI MESMO como a Presença de Deus será convidar a “crença mesmérica” para atuar em seu dia-a-dia. Em tudo vale a recomendação de Cristo Jesus:
“Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça…”.

Não pense que tanto faz sair de casa munido da percepção de ser a Presença de Deus, como fazer o mesmo sem antes fazer este radical reconhecimento, que o seu dia será o mesmo! Não existe dia feito! Existe o REINO DE DEUS CONSUMADO! Caso você ache tempo para reconhecer a Verdade, o seu dia será harmonioso, por estar a sua mente harmoniosa; porém, se sair rumo a ele com a mente lotada de “coisas para resolver”, esta agitação mental não o fará ter a mesma harmonia projetada. Daí se seguem as palavras de Jesus:
“…e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”.

Sair pela manhã consciente da real identidade é imprescindível; esta prática deve se tornar um hábito prioritário. Dele lhe virá maior facilidade para entender a natureza divina por trás das aparências de todos com quem você naquele dia entrar em contato. As “coisas acrescentadas” não são, portanto, somente “coisas”, mas sim “tudo” deste suposto mundo de aparências! De sua dedicação aos princípios, fluirá seu dia-a-dia, pois estará protegido das “crença falsas” de que vive em mundo material, de que convive com meros seres humanos, e de que DEUS NÃO É SEU EU.

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Estude a Verdade com Maior Proveito

ESTUDE
A VERDADE
COM MAIOR PROVEITO

Dárcio

O estudo da Verdade é primordialmente assunto de Auto-revelação. Deus Se revela como a nossa Consciência iluminada. A partir disso, surge o nosso interesse pelo estudo, quando nos dedicamos às leituras, estudos e meditações contemplativas. Os princípios básicos do estudo devem vir à tona sempre que nos propusermos a ler algum artigo, trechos da Bíblia ou de outra fonte inspirada. Estes princípios podem ser resumidos na seguinte frase:

DEUS É TUDO COMO TUDO!

Assim, o que é válido para DEUS, é válido, aqui e agora, para o nosso SER INDIVIDUAL.

Vale ainda lembrar que Deus é Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativo. Se estes pontos foram ponderados antes das leituras, elas se mostrarão mais eficazes.

Um texto da Verdade deve antes ser lido por inteiro, mesmo que seja longo, numa leitura rápida de  forma que seu  sentido global seja absorvido. O título deve ser bem analisado, ou seja, o porquê de o autor o ter escolhido; também a ordem da exposição do tema deve ser observada, pois os artigos, como um filme de cinema, têm começo, meio e fim, e estas três etapas da exposição estão intimamente ligadas ao título, ao bom entendimento da mensagem e, principalmente, à aplicação plena de seu sentido na vida prática. O ideal é que, após leituras e estudos, fiquemos em condição de “contá-lo para alguém” nesta ordem, tal como saberíamos contar um filme assistido: a partir do seu título, começo, meio e fim.

As leituras posteriores devem ser feitas de modo pausado e lento. Cada linha deve ser avaliada sem pressa, numa atitude de quem espera, além da mera conscientização do sentido das frases, uma espécie de concordância espontânea da própria alma. Assim, trecho por trecho, o artigo irá sendo relido, avaliado, discernido espiritualmente e incorporado ao viver diário, tanto nas silenciosas meditações que fizermos, quando contemplaremos as verdades lidas como válidas para o nosso próprio ser, como nas próprias atividades cotidianas, quando suas mensagens, vívidas em nossa mente, poderão mostrar a sua força como “maná diário” em cada nova situação que o dia nos oferecer.

Os pontos que nos chamarem a atenção, na primeira leitura detalhada, poderão ser sublinhados com tinta colorida; assim, quando fizermos a segunda leitura, saberemos com nitidez o que nos havia chamado a atenção na primeira leitura. O mesmo poderá ser feito na segunda leitura, e nas demais, com a utilização de outra cor de tinta. O mais importante, nestas leituras, não é o volume de textos lidos, mas a assimilação plena de cada artigo. Eles poderão também ser gravados pela própria pessoa, no todo, ou num resumo feito por ela própria, para ser ouvido posteriormente. Neste “ouvir”, a pessoa poderá, ao mesmo tempo, acompanhar a gravação fazendo junto as “meditações contemplativas”, e se identificando com o conteúdo das mensagens.

Neste estudo, não devemos voltar aos antigos vícios da errônea educação materialista, que nos identificava como ser humano dotado de mente humana! Devemos entender que “temos a mente do Cristo”! Esta é a revelação! As leituras e meditações são expedientes temporários para que esta Verdade se “solidifique” dentro de nós. Caso a “mente humana” venha nos tentar, para novamente nos iludir, poderemos repassar, rapidamente na mente, o conteúdo de algum dos artigos lidos que tenhamos bem assimilado com a utilização das recomendações aqui descritas; ou poderemos fechar os olhos rapidamente e reconhecer: “Está revelado: Eu tenho a mente do Cristo!” O importante é jamais voltarmos a nos deixar envolver pelas artimanhas da mente mortal.

“Orai, e vigiai sem cessar”—assim diz a Bíblia. Quem se dedicar, verá os frutos da Verdade rapidamente surgindo em sua vida.

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Canto Evocativo de Deus-2

CANTO
EVOCATIVO
DE DEUS
GUSTAVO ROCHA
PARTE II

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“Ó Deus Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com o Vosso Espírito!
Eu vivo, não pela minha própria força, mas pela Vida de Deus Pai que permeia os céus e a terra.
As minhas obras não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus Pai, que permeia os céus e a terra.
Ó Deus, que vos manifestastes através da Seicho-No-Ie, para indicar o Caminho dos céus e da terra, protegei-me.”
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O ensinamento da Seicho-No-Ie recomenda que, mesmo quando estivermos realizando atividades simples como andar, conscientizemos/saibamos imediatamente que “é o filho de Deus que está andando”. Isso é o mesmo que rezar, de forma prática, o Canto Evocativo de Deus. Andando, comendo, respirando, trabalhando, conscientize que é o filho de Deus quem vive. Anule-se, gradualmente, diariamente, por meio dessas conscientizações. Até chegar o dia em que poderá discernir que “o homem não realiza as suas obras, mas Deus que permeia os céus e a terra”. O homem nada faz de si mesmo, e nada é! Deus é tudo. No Taoísmo é ensinado o “agir pelo não-agir”, o “fazer pelo não-fazer”, explicando ser esse o Caminho. Você encontra o Caminho quando apreende a arte da “ação pela não-ação”. Isso significa que, embora no mundo das aparências o homem realize coisas, jamais é ele o agente de suas ações/obras. Isso significa também que, embora no mundo das aparências o homem viva e exista, jamais é ele um ser que vive e existe. O homem não existe! Jesus dizia: “eu de mim mesmo nada posso, o Pai em mim é quem realiza as obras”, “as palavras que vos digo, não as digo de mim mesmo, mas do Pai que me as envia”, “quem me vê a mim, vê Aquele que me enviou”, “por que me chamas de bom? Há apenas UM que é bom, e este é o Pai no céu”. Jesus sempre se anulava, diminuía a si mesmo a fim de ver Deus tornar-se grande. Na Bíblia, Paulo atinge a consciência espiritual a ponto de dizer: “E vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim”. Essa é a exata função e objetivo do ser humano e da existência humana: deixar de ser, ser nada. Reconhecer que o Tao, Deus, o Pai no céu, é o todo de tudo.

O homem não existe de verdade (existe Deus!), a não ser como um reflexo na mente. Mas a mente não existe. Porém, consequentemente, a conscientização da Verdade pelo homem produz resultados benéficos no mundo das aparências humanas. São os bens ou frutos “vindos por acréscimo”. São “acréscimos”, porque, no final das contas, o mundo humano não passa de um reflexo da Existência Divina na mente. O Caminho de Deus, a Verdade, é invisível aos sentidos físicos, a mente humana não o capta. Nós nunca buscamos os frutos. Buscamos sempre ser nada – buscamos apenas Deus, o Reino de Deus. O “caminho dos céus e da terra” indicado na oração não tem a ver com o mundo humano. Este deve ser anulado. Não tem a ver com o ser humano. Este também deve ser anulado. Sobra, então, somente Deus e o Reino de Deus como único Caminho e Verdade. É o Jissô, a Imagem Verdadeira.

FIM

Canto Evocativo de Deus-1

CANTO
EVOCATIVO
DE DEUS
GUSTAVO ROCHA

PARTE I

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“Ó Deus Pai, que dais vida a todos os seres viventes, abençoai-me com o Vosso Espírito!

Eu vivo, não pela minha própria força, mas pela Vida de Deus Pai que permeia os céus e a terra.

As minhas obras não sou eu quem as realiza, mas a força de Deus Pai, que permeia os céus e a terra.

Ó Deus, que vos manifestastes através da Seicho-No-Ie, para indicar o Caminho dos céus e da terra, protegei-me.”

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Esta oração da Seicho-No-Ie é uma oração de auto-anulação. Objetiva anular o ego (ideia ou sentido pessoal de ser uma existência separada do Todo). Nenhum ser humano possui vida, força ou inteligência em si mesmo. Mas o homem se julga dotado de vida própria, devido aos sentidos limitados e grosseiros da matéria. Essa oração tem o intuito de desfazer esse equívoco. A vida de Deus no homem só pode ser discernida no momento em que é eliminada da mente do indivíduo a ideia de que ele possui vida, força e vontade própria. Para que Deus possa aparecer, o homem precisa ser anulado, ser visto como ilusão – deve desaparecer. Deus aparece quando o homem desaparece. Por isso essa oração da Seicho-No-Ie é uma oração de conscientização de que “a minha vida não é minha, mas de Deus”. O homem, fechado na mente humana, parece ter vida própria, força própria, ideias e criatividade próprias, porém são todos limitados. Na mente, a única possibilidade é contar com ilusória a força do ‘pequeno eu’. A força de Deus flui quando o ser humano, livrando-se gradativamente da mente, se anula. Deus aumenta na medida em que o homem diminui.

Essa oração, que é uma invocação da presença, força e atividades de Deus, deve ser feita atentamente, refletindo e considerando cada palavra. Peça com força, com vontade: “Abençoai-me com o vosso Espírito!”. É necessário ser feita com entendimento e vontade sincera de que Deus assuma a posição/lugar ocupada pelo ego. Ao fazê-la você pode imaginar o ego saindo e deixando em você um lugar vago, um “espaço vazio”, não preenchido; e imediatamente imagine o Espírito de Deus vindo, entrando e ocupando o “lugar vago” antes ocupado por aquele ‘pequeno eu’ que julgava-se um ser vivente. Assimile mentalmente e com clareza essa idéia, e finque-a no fundo da alma. Conscientize que você nada faz de si mesmo, mas que Deus é quem realiza as suas obras. Nenhuma oração deve ser feita de forma mecânica, recitada maquinalmente, como se a sua mera repetição bastasse para fazer ocorrer a mágica. Oração nenhuma tem vida em si mesma. A consciência daquele que ora é o que dá vida/poder à oração. Portanto, conscientize cada palavra.

Continua..>

“Desligue a Tomada do Mundo!”

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“DESLIGUE A TOMADA
DO MUNDO!”
Dárcio

Assim como uma criança é vista distraída, vendo desenho animado pela TV, completamente alheia ao mundo inteiro em que  vive, e que é real fora daquele desenho, também vive  a humanidade, aparentemente distraída com as “miragens” da suposta mente humana, sem se dar conta de estar em Deus, sendo uma com Deus, sendo Deus!

A Substância divina é perfeição onipresente! Não existe “matéria-prima” fora de Deus para “formar imperfeição”. Ser convicto de que não há “imperfeições”, “males”, “problemas”, significa estar contemplando a unidade: “VOCÊ E A SUBSTÂNCIA PERFEITA E ONIPRESENTE SÃO UM”.

Se a criança, da analogia, estiver vendo “imperfeição” pela TV, ao assistir ao desenho animado, estará ocupando a mente com aquela “imperfeição”, que é ilusória! Mera ficção imaginada pelo autor daquele desenho! Da mesma forma, se alguém estiver se ocupando com supostas “imperfeições”, “males”, “problemas” do mundo, igualmente estará dividindo a mente com as “ficções” a que damos a nome de ILUSÃO! Como a criança se livraria das “imperfeições” do desenho? Desligando a tomada da TV! Do mesmo modo, você se livrará das “imperfeições” mostradas pela suposta mente humana desligando a “tomada do mundo”. Se tentar corrigir as imagens falsas de qualquer outra forma, estará sendo como criança, caso ela orasse a Deus para que o “imperfeito” presente no desenho animado se corrigisse! Você é um com Deus! Um com a Substância perfeita onipresente! Entre em silêncio e contemple este Fato eterno; mas, antes de tudo, DESLIGUE A TOMADA DO MUNDO!

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Vida é Amor Divino Sendo Deus

VIDA É AMOR DIVINO
SENDO DEUS
Dárcio

O conceito que o mundo faz da Vida é mero conceito vazio, que em nada corresponde à Verdade. Isto se deve ao  seguinte motivo: jamais a suposta mente humana saberá em que consiste a Vida! Deus é Vida, Deus é Amor; e então, a Vida é Amor divino sendo Deus, que é Tudo!
Vivemos sendo o Amor divino em expressão! O Amor que é Luz, que é Substância onipresente, que é Deus sendo Deus.

O Amor não coexiste nem convive com dores e sofrimentos! O Amor não coexiste com imperfeições, desavenças e atritos! O Amor é Absoluta Oniação! Não é algo “deste mundo”. O que faz aparentar haver “ações desamorosas”, ou “malignas,” é mera CRENÇA FALSA! A crença em universo material! O Amor absoluto Se exprime livremente, enquanto uma “sugestão”, na suposta mente humana, tenta fazer com que creiamos em contrário! Boatos não alteram a Verdade! Permaneça consciente de que a sua Vida é puramente AMOR DIVINO SENDO DEUS! Solte-se neste reconhecimento eternamente verdadeiro, durante a “Prática do Silêncio”, discernindo que Amor divino é Substância onipresente, a única Substância manifesta como tudo e como todos, a Substância-Verbo que é a Luz que cobre o Infinito! Contemple sua Vida sendo “Amor divino” na forma Corpo! Este Corpo-Amor é seu único Corpo eterno e verdadeiro! Contemple-0! Contemple o Fato espiritual de que “Você é Templo de Deus”, descartando por completo a ILUSÃO de que exista “matéria”, e que, esta suposta substância material possa estar sendo o seu corpo! Matéria não existe, sendo apenas um conceito-sonho presente numa mente também inexistente! Parta diretamente da Verdade absoluta: Deus é a Mente única, a mente que é Vida onipresente, e que é Amor divino sendo Deus!

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Seres à Semelhança de Deus

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SERES À IMAGEM E
SEMELHANÇA
DE DEUS
Dárcio

Quando a Bíblia revela que “homem e mulher os criou, à Sua imagem e semelhança”, e que “tudo o que Deus faz é permanente”, está considerando a Realidade eterna e não as miragens que a suposta mente humana gera e ilude a maioria! Que é o “estudo da Verdade”? É exercer o papel do Cristo: “Dar testemunho da Verdade”. Quem dá testemunho de algo não tenta alterar, curar nem melhorar algo, mas sim apenas reconhecer o que é objeto daquele testemunho! No caso, “dar testemunho da Verdade” é cada um de nós assumir a “Mente de Cristo” e dar o testemunho das revelações bíblicas em SI MESMO, ou seja, “EU SOU CRIADO À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS, E ISTO É PERMANENTE!”

DEUS É TUDO! É a única, Presença, único Poder e única Evidência! Enquanto você se encantar com “este mundo”, enquanto se deixar iludir pelos seus “atrativos”, estará dando testemunho da mentira, iludido por ela e deixando a Verdade de lado! “Não podeis servir a dois senhores”, disse Jesus. A Verdade é que o REINO DE DEUS é único, pleno e real, enquanto “este mundo” é meramente uma sequência de imagens hipnóticas ludibriantes! Por isso é revelado que “todo aquele nascido de Deus vence o mundo”: o “nascido de Deus” é o ser consciente de “ter a Mente de Cristo”, a Mente divina em seu Ser individual e uno com o Pai! Este Ser, “dando testemunho da Verdade”, é o que “vence o mundo”, é o que, “nascido de novo”, se vê despojado do ilusório “eu das imagens hipnóticas” e dando, em SI MESMO, o testemunho da Verdade de sua filiação divina, perfeita, gloriosa e permanente.

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Veja-se Presente Onde Deus o Vê

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VEJA-SE  PRESENTE ONDE
DEUS O VÊ
Dárcio

Por que toda avaliação feita sobre seres humanos se mostra falha e retratando imperfeições? Porque não há Verdade em seres humanos nem em quaisquer dos julgamentos que a suposta mente humana cria sobre eles. Deus Se revela como toda a Existência, ou seja, o Verbo Se exprime como Verbo e sob infinitas manifestações espirituais e perfeitas de Si mesmo. Em vista disso, tudo que for considerado de natureza humana, imperfeita, temporal,  e que a “mente humana” estiver relacionando com VOCÊ, é pura ILUSÃO!

Unicamente o Sentido divino contempla o que é Realidade! Não há Sentido divino ao lado de supostos “sentidos humanos”, uma vez que Deus, o Sentido onipresente, é TUDO!

Já relatei aqui, certa vez, uma “sugestão mesmérica” de que algo em minha audição estava imperfeito. Obviamente, era ILUSÃO, e, como tudo que é ILUSÃO, me parecia ser real! Entretanto, se fosse real, Deus, onde eu estava, teria ficado surdo! E foi em cima dessa Verdade que eu permaneci, mantendo-me consciente da permanência da Audição absoluta e onipresente, até que a “sugestão hipnótica” se desfizesse e comprovasse sua natureza puramente ILUSÓRIA! O Sentido divino, sendo Onipresente, é pleno e perfeito em toda parte e em todo instante! E, por ser assim, constante e atemporal, podemos entender que este AGORA é o instante único em que Deus tem Consciência de ser TODO PERFEITO, em toda extensão de SI MESMO! E é por isso que partimos sempre do Referencial divino e jamais do humano! O Referencial divino, AGORA, mostra-nos como perfeitas Emanações iluminadas do Verbo, enquanto o “referencial humano” mostra unicamente “sugestões hipnóticas” com as quais a suposta “mente humana” gera a ILUSÃO de vida terrena. Portanto, ao meditar, parta de SUA PRESENÇA NO PARAÍSO, e nunca “neste mundo”; veja-se presente onde Deus o vê, fazendo parte do Seu Reino, sendo um com VOCÊ, e, portanto, SENDO VOCÊ!

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