ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-4

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE IV
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Há uma grande diferença entre uma vida cristã e uma vida crística. Viver uma vida cristã é seguir os ensinamentos de Jesus, com a ideia de que Deus e Cristo estão inteiramente no exterior do homem, para serem buscados, mas sem terem de responder sempre. Viver uma vida crística é seguir os ensinamentos de Jesus no conhecimento de que, a constante Presença de Deus, que é sempre vida, amor e poder em nosso íntimo, está agora sempre pronto, e à espera para fluir abundante e prodigamente em nossa consciência e através de nós a outros, desde o momento em que nos abrimos a ela e confiantemente esperamo-la. Uma coisa é seguirmos o Cristo, o que é belo e bom, no que isso concerne, mas que é sempre imperfeito, e outra coisa é deixar que o Cristo, o perfeito Filho de Deus, Se manifeste através de nós. Uma coisa é esperarmos ser eventualmente salvos do pecado, da doença e da aflição; outra coisa é saber que somos, em realidade, salvos agora, de todos esses erros, pela Presença do Cristo em nós, e pela fé afirmando isso, até que sua evidência se manifeste em nossos corpos.

Acreditar, simplesmente, que Jesus morreu na cruz para aplacar a ira de Deus nunca salvou nem salvará ninguém do presente pecado, da doença ou da necessidade;  e não foi isso o que Jesus ensinou. “Os demônios creem e tremem”, disseram-nos, mas nem por isso eles são salvos. É preciso algo mais do que isso – um toque vital de alguma espécie, uma comunhão de nossas almas com a Divina Fonte de todo bem e suprimento. Temos que ter fé em Cristo, crer que Cristo habita em nós e em nós está o Filho de Deus; e que esse Uno, que habita em nós, tem o poder de salvar-nos e tornar-nos íntegros; sim, mais, Ele já nos tornou íntegros. Pois não disse o Mestre: – “Tudo quanto suplicais e pedis, crede que o tendes recebido e te-lo-eis”?

Se você manifesta doença, procure esquecer a aparência que é externa, ou a superfície da lagoa, onde a água está estagnada e a espuma subiu – e falando do âmago do seu ser, diga: – “Este corpo é o templo do Deus vivo; o Senhor está agora no Seu templo sagrado; o Cristo é a minha vida, o Cristo é a minha saúde, o Cristo é o meu vigor; o Cristo é perfeito, porque Ele habita em mim como vida perfeita, saúde e vigor”. Diga estas palavras com fervor, esforçando-se por se capacitar do que está dizendo e quase instantaneamente a perene Fonte da Vida, no íntimo do seu ser, começará a borbulhar e continuará com uma rápida e crescente atividade, até que nova vida irradie através da dor, da doença, da mágoa, e de todas as enfermidades, para a superfície, e o seu corpo mostrará a perfeita vida do Cristo.

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CONTEMPLE A PERFEIÇÃO

CONTEMPLE A
PERFEIÇÃO
Dárcio
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Dedique-se a contemplar a Perfeição, que é o Universo infinito Se expressando! A Perfeição é Deus Se expressando como o Universo, como a sua Identidade e como o seu Corpo! Já postei aqui esta “Ordem de Contemplação”,  explicada  no artigo de mesmo nome de Marie S. Watts, em que expõe a necessidade de se ter uma “visão ordeira” durante a contemplação da Perfeição que já É.

Pode a mente humana ser aceita ou não; mas, em nenhuma hipótese ela tem realidade! A suposta “mente humana” pode ser definida como sendo mera “crença falsa”. Não perca tempo com falsidades! Contemple a Perfeição, que é a Realidade eterna! O Universo é a Perfeição em Si, a sua Identidade é a Perfeição em Si; o seu Corpo é a Perfeição em Si! Nada há além da Perfeição! Identifique-se com a Mente única, que é Deus consciente de Sua Perfeição imutável, absoluta e onipresente! Identificar-Se é meramente “dar testemunho da Verdade”. DEUS É TUDO! A PERFEIÇÃO É TUDO!
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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-3

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE III
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Precisamos todos reconhecer, creio, que foi o Cristo, em nosso íntimo, que fez de Jesus o que Ele foi; e o nosso poder, agora, reside em nossa compreensão da Verdade – porque é uma Verdade, quer nos capacitemos  ou não disso – que o mesmo Cristo que vive em nós é o que vive em Jesus. É uma parte Dele próprio que Deus colocou em nosso íntimo, que vive sempre aí com inexprimível amor e desejo para assomar à periferia do nosso ser ou do nosso consciente como a nossa suficiência em todas as coisas. “O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se regozijará em ti com alegria, descansará no teu amor, exultará sobre ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Cristo, em nosso íntimo, é o “bem-amado Filho”, o mesmo que habitava em Jesus. Ele é o “Eu em vós e vós em mim para que sejamos perfeitos” do qual Jesus falou.

Em toda essa explanação, em nada queremos diminuir de Jesus. Ele é ainda o nosso Salvador, pois que padeceu indescritíveis sofrimentos, na perfeita crucificação do ego, para que pudesse nos conduzir a Deus; para que pudesse nos mostrar a saída do pecado, da doença, e da aflição; para nos mostrar como esse mesmo Pai nos ama e vive em nós. Amamos a Jesus e devemos amá-Lo sempre com um amor que é maior do que todos os outros, e para provar o nosso amor seguiremos de perto os seus ensinamentos e a Sua vida. De nenhuma forma poderemos fazer isso perfeitamente, exceto tentando aprender o significado real de tudo o que Ele disse, e permitindo que o Pai opere através de nós, como Ele o fez, através Dele, nosso perfeito Irmão mais velho e Salvador.

Jesus algumas vezes falou da Sua parte mortal, mas Ele vivia quase completamente na parte crística Dele mesmo, tão conscientemente no centro do Seu ser, onde a verdadeira essência do Pai borbulhava em incessante atividade que Ele usualmente falava dessa parte.

Quando Ele disse: – “Vinde a mim que vos aliviarei” não quis dizer que convidava a humanidade a vir à Sua personalidade, Seu ego mortal, pois Ele sabia que milhões de homens e mulheres não poderiam jamais chegar até Ele. Estava falando do próprio Cristo Nele, não significando “Vinde a mim Jesus” mas “Vinde a mim o Cristo”, nem significou “Vinde ao Cristo habitando em mim”, porque comparativamente, pouquíssimos poderiam fazê-lo. Mas Ele disse: – “As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo, mas do Pai que me enviou”. Assim, o Pai não dizia “Vinde a Jesus”, mas “Vinde a mim”, o que significa “deixai a vossa parte mortal, onde tudo é doença, tristeza e aflição, e vinde para o Cristo, onde habito e onde vos darei paz. Vinde à capacitação de que sois uno com o Pai, que estais cercados e cheios do amor divino, de que nada há no universo que é real, senão o bem, que todo o bem é vosso e vos dará descanso”.

“Ninguém vem ao Pai senão por mim” não significa que Deus é um Pai severo a quem devamos adular e pacificar indo a Ele através de Jesus, Seu mais terno e mais suplicado Filho. Não disse Jesus: – “Quem me vê a mim, vê o Pai?” Ou, em outras palavras, “Assim como sou, em amor, em gentileza e acessibilidade, assim é o Pai?” Essas palavras significam que ninguém pode ir ao Pai a não ser através da parte crística, em seu íntimo. Você não pode ter esta realização por meio de outra pessoa ou por qualquer caminho externo. Alguém poderá ensiná-lo como realizar e assegurar-lhe que tudo será seu se o fizer, mas você terá de recolher-se dentro de sua própria alma, encontrar ali o Cristo, e buscar o Pai através do Filho, para aquilo que você deseje.

Jesus estava constantemente tentando afastar a atenção do povo da Sua própria personalidade e fixá-la no Pai que habitava Nele, como a fonte de todo o Seu poder. E quando estavam apegados ao Seu eu mortal, porque seus olhos ainda não haviam sido abertos no entendimento sobre o Cristo no íntimo das suas próprias almas, Ele disse: – “Convêm-vos que eu vá. Pois se eu não for, não virá a vós o Paráclito, mas se eu for, enviar-vo-Lo-ei”, isto é, se Ele permanecesse onde pudessem continuar olhando para Ele todo o tempo, eles nunca compreenderiam que o mesmo Espírito de Verdade e de Poder habitava neles próprios.

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A VERDADE ACEITÁVEL

A
VERDADE ACEITÁVEL
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Edmundo Teixeira

A Verdade desejou visitar o palácio do homem
e um dia se anunciou, tal como ela é:  nua, jovem e bela.  O porteiro embora escandalizado, foi consultar
o ministro mas este, quase sem fôlego, explodiu:

–  Estás louco?  Que seria de nós se a Verdade aqui entrasse?  Enxota esta despudorada!
Embora expulsa, a Verdade continuou desejosa de visitar o palácio do homem e reapresentou-se, com o nome de “acusação”, desta vez trajada de amazona e brandindo o chicote.  Novo choque do porteiro e novo pasmo do ministro:

–  Estás doido, porteiro?  Já pensaste o que seria de nós se a acusação aqui entrasse?  Dize-lhe que está indevidamente vestida!

A Verdade se foi, mas como estava firmemente decidida a visitar

o palácio do homem, voltou, terceira vez, lindamente trajada.  O porteiro se maravilhou ante seu aspecto e formosura:

–  Quem és, gentil criatura?
–  Sou a Fábula e desejo visitar o palácio.
–  A fábula!?  Já vou anunciá-la ao Sr. Ministro.
O ministro veio logo recebê-la, solícito e sorridente e começou a distribuir ordens:
–  Iluminem e adornem o salão!  Chamem os músicos!  A Fábula nos está visitando!

Rejeitada como verdade mesma ou como desmascaramento do falso;  a Verdade só é admitida pelo homem comum sob os agradáveis disfarces da fábula, da parábola e das alegorias….

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LIBERDADE E LIBERTAÇÃO

LIBERDADE
E LIBERTAÇÃO
DÁRCIO
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A Verdade libertadora é, de fato, uma Verdade não libertadora! Compreender que o que não existe, não existe, é a suposta libertação que a Verdade nos propicia. Isto porque nada há do que devamos nos libertar! Enquanto este ponto não for discernido, a suposta mente humana engendrará arapucas com as quais tentará fazer com que você acredite em existência humana, sempre com problemas! Caso existisse, Deus não seria TUDO!

Dizer que a Verdade nos liberta deve ser entendido de modo absoluto, ou seja, a Verdade É! Somos a Verdade! Este conhecimento é nossa liberdade! Liberdade, portanto, tem um sentido absoluto, muito acima do sentido de “libertação”. Você é LIVRE! Você tem Liberdade! Deus é quem VOCÊ É! Já a palavra “libertação” nos induz a crer que exista “algo” do que devamos ou possamos nos libertar!

Assuma a Verdade revelada: a Liberdade é qualidade intrínseca da Alma, a Consciência iluminada que VOCÊ É!

Este discernimento é fundamental em suas “contemplações”. A falsa crença de que “sempre existe algo do que devamos nos livrar” deve ser substituída pelo conhecimento da Verdade de que “nunca há do que devamos nos livrar”. É simples assim! Mas precisa ser discernido espiritualmente! Caso contrário, você ficará gerando aparências de antagonistas e de problemas com os quais ilusoriamente se defrontará! Se há “sombras”, é porque a onipresença da Luz deixou de ser discernida! Admita a existência única de DEUS! Não somente mentalmente! Perceba que a Verdade o “liberta” porque sempre VOCÊ É LIVRE e VOCÊ É A VERDADE! Pare de lutar, portanto, por uma suposta “libertação”, que somente “geraria” ILUSÃO, e perceba: SOU LIVRE!

DEUS É TUDO! Tudo que há, é DEUS SENDO! Nada mais existe! E, o que não existe, não existe! Contemple estas Verdades!


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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-2

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. Emilie Cady
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PARTE II
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Suponhamos que uma linda fonte seja suprida por um manancial oculto e inesgotável. Em seu centro está ela cheia de vida, forte, vigorosa e borbulhando continuamente, com grande atividade; mas em sua superfície a água está quase parada a ponto de se tornar impura e coberta de espuma. Isso representa exatamente o homem. Ele é composto de uma substância infinitamente mais sutil, mais real do que a água. “Porque dele também somos geração”. O homem é o descendente – ou o trazimento à visibilidade – de Deus, o Pai. No fundo ele é puro Espírito, feito à imagem e semelhança de Deus, Substância do Pai, um com o Pai, alimentado e renovado continuamente pelo inexaurível Bem, que é o Pai. “Nele vivemos, nos movemos e existimos”. A superfície onde a estagnação tem lugar (que é o corpo do homem) não há muito que se assemelhe à Divindade, sob qualquer aspecto. Fixamos nossos olhos na periferia ou na parte externa do nosso ser; perdemos a Consciência de Deus, que habita em nós, sempre ativa, imutável em nosso íntimo e por isso vemo-nos doentes, fracos e infelizes. E até que aprendamos a viver no centro e conhecer que temos poder para irradiar paz desse centro, essa vida incessante e abundante, não estaremos bem e fortes.

Jesus conservava os Seus olhos longe da exterioridade, e mantinha os Seus pensamentos voltados para o íntimo do Seu ser, que era o Cristo. “Não julgueis pela aparência”, disse Ele, isto é, de acordo com o exterior, “MAS JULGAI SEGUNDO A RETA JUSTIÇA”, de acordo com a Verdade real ou do Espírito. Em Jesus Cristo, a Centelha Interior, que era Deus, a mesma que vive em cada um de nós, hoje, foi exteriorizada para se mostrar perfeitamente, sobre e acima do corpo, ou homem carnal. Ele operou todas as Suas poderosas obras não porque Lhe foi dado algum poder maior ou diferente daquele que Deus nos deu – não porque Ele era de alguma forma diferente, um Filho de Deus, e nós apenas criaturas de Deus – mas porque essa mesma Centelha Divina que o Pai implantou em cada nascituro, fora bafejada numa flama resplandecente, pelas Suas influências pré-natais, primeiras ambiências e pelos Seus esforços posteriores em manter-Se em constante e consciente comunhão com o Pai, a Fonte de todo o amor, vida e poder.

Ser tentado não significa que as coisas lhe advenham e que embora possam afetar os outros em muito, não lhe afetem de nenhum modo, por causa de alguma superioridade sua. Significa ser experimentado, sofrer e ter que fazer esforço para resistir. Paulo refere-se a Jesus como “alguém tentado em todas as coisas à nossa semelhança”. E o próprio Jesus confessou haver sido tentado quando disse aos seus discípulos: – “Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações” (Lc. 22: 26). A humanidade do Nazareno “sofreu tentação” ou experiência, do mesmo modo que você ou eu sofremos hoje, por causa das tentações ou sofrimentos e por igual maneira.

Sabemos que, durante o Seu ministério público Jesus dedicou horas, em cada dia, a sós com Deus; e nenhum de nós sabe o que Ele passou nos anos de Sua pré-maturidade – como você e eu estamos fazendo hoje – superando o mortal, os Seus desejos carnais, as Suas dúvidas e medos, até que atingiu o perfeito conhecimento dessa íntima Presença, esse “Pai em mim”, ao qual Ele atribuiu a autoria de todos os seus maravilhosos feitos; Ele teve que aprender como temos de aprender, Ele teve de se manter firme como nós o temos de fazer hoje; Ele teve de tentar muitas e muitas vezes, como nós o temos, ou então Ele não foi “tentado em todas as coisas à nossa semelhança”.

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ENCONTRANDO O CRISTO EM NÓS MESMOS-1

ENCONTRANDO O CRISTO
EM NÓS MESMOS
H. EMILIE CADY
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PARTE I
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Em todos os seus ensinamentos Jesus tentou mostrar àqueles que O escutavam qual era a Sua relação com o Pai e ensiná-los que eles também estavam relacionados ao mesmo Pai e exatamente do mesmo modo. Vezes após vezes, experimentou explicar-lhes de diferentes maneiras que Deus habitava no íntimo deles e que Ele era um Deus dos vivos e não dos mortos. Nunca Ele manifestou que fazia as coisas por Si mesmo, mas disse sempre: –  “Eu por mim mesmo nada posso. O Pai que habita em mim é quem faz as obras”. Era, porém, difícil ao povo compreendê-Lo, como ainda é difícil para nós compreendermo-Lo hoje.

Havia, na pessoa de Jesus, duas regiões distintas: a parte carnal, mortal, que era Jesus, o filho do homem; e a parte central, viva e real – o Cristo, o Ungido. Assim, cada um de nós tem duas regiões no ser – uma, a parte carnal e mortal, que está sempre sentindo a sua insuficiência e fraqueza, em todas as coisas, e está sempre dizendo: – “Não posso”; e no mais profundo do nosso ser há alguma coisa que nos nossos momentos mais elevados sabe ser mais do que conquistador sobre todas as coisas; ela diz sempre: – “Eu posso, eu quero”. É o infante Cristo, o Filho de Deus, o Ungido, em nós. “A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus”.

Aquele que nos criou não nos formou e nos pôs à parte de Si mesmo como um artífice que fabrica uma cadeira ou mesa e a põe de lado, como coisa acabada e que é apenas trazida de novo, ao artífice que a fez, quando precisa de conserto. De modo algum. Deus não somente nos criou no princípio, mas é sempre a Fonte da Vida, habitando em nós. Dessa fonte, constantemente, jorra nova vida para restaurar os corpos mortais. Ele é a Inteligência que habita sempre em nós, que enche e renova as nossas mentes. As Suas criaturas não existiriam um só momento estivesse Ele ou pudesse Ele estar separado delas. “Sois o santuário de Deus…e o Espírito de Deus habita em vós”.

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MEU PAI…

MEU PAI…
Dulcinéa B. Lima Marchiori

Não vês minha aparência — puro nada —
Só vês em mim a Tua Perfeição!
Que eu veja, pois, nesta hora abençoada,
Nossa Unidade em Santa Comunhão!

Cega meus olhos às visões humanas,
Só quero ver-te em Tudo ao meu redor,
Sem julgamento das questões humanas,
Que nada são perante o Teu Amor!

Dá-me Teu Olho Simples tão perfeito,
Fala por minha boca, ó Santa Voz,
E não me deixa cair em tentação.

No sacrário bendito do meu peito,
Que eu me perceba em Ti, Deus Pai, a sós
Em pura e divinal meditação…

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A FÉ NO SER ISENTO DE CRENÇAS FALSAS

A FÉ NO SER
ISENTO DE CRENÇAS FALSAS
Dárcio
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A grande diferença entre o ensinamento absoluto e os demais ensinamentos espirituais relativos está na aceitação imediata de que a Verdade é incólume, jamais misturada com crenças falsas, e que, por ser a Verdade onipresente, cada ser em existência, inclusive VOCÊ, já é a Verdade! Pare de se identificar com um suposto ser mergulhado em crenças falsas! Pare de tentar eliminar crenças inexistentes! Não admita “outra mente” ao lado da Mente divina, que é a única e, portanto, a SUA! Mantenha sua fé em seu ser genuíno, isento de crenças falsas!

Você é Deus em expressão infinita! Assim como jamais Deus deixou de estar no Paraíso ou jamais deixou de ser Ele próprio, jamais VOCÊ saiu do Paraíso, jamais VOCÊ teve mente humana para se abarrotar de falsidades e jamais VOCÊ deixou de ser Aquele que Deus é, sendo VOCÊ!

Pare de aceitar existência terrena! O Espírito é TUDO! Inclusive VOCÊ!  Pare de “ter pai sobre a terra”! “Dia dos Pais” é o ETERNO AGORA, que está sendo sempre o “Dia de Deus”, o único Pai verdadeiro! Caso queira comemorar o “Dia dos Pais”, veja unicamente Deus naquele que a mente ilusória lhe diz tratar-se de “seu pai”; por ser ilusória, ela mente, mostrando-lhe somente a máscara que encobre, à maioria, o “PAI VERDADEIRO” que é tanto o “seu pai” quanto o Pai de todos! “A fé é a certeza do não visto”, isto em se tratanto da cega “mente humana”. Veja a Realidade, permaneça na Verdade, e reconheça a Existência eterna do Absoluto! DEUS É TUDO! A ÚNICA Realidade aqui presente!

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MANTENHO-ME RECEPTIVO E ABERTO…

MANTENHO-ME RECEPTIVO
E ABERTO À ORIENTAÇÃO DE DEUS. EXPANDO MEUS HORIZONTES.
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UNIDADE

Um homem foi procurar um Mestre, exprimindo o desejo de ser seu discípulo. Mas já na primeira entrevista falou o tempo todo de sua erudição e preparo. O Mestre serviu-lhe chá e quando a xícara já transbordava, continuava a derramar chá. O discípulo exclamou: “Está derramando!” O Mestre respondeu a ele: “É assim que você está: cheio de si. Não há lugar em você para eu dar-lhe alguma instrução. Pode ir!”

Será que não sei ouvir os demais, na pretensão de que só tenho a ensinar e nada a aprender? Ou, mesmo nada falando, guardo atitude interna de que já tenho a última palavra e tudo o que falam é tolice a que não vale a pena dar minha atenção?

Quem parou de escutar e aprender, morreu em vida. As pessoas mais simples sempre têm algo a nos ensinar, de sua própria experiência, de seu enfoque todo individual. É certo que falam muitas bobagens por aí, mas se me fecho aos outros, também perco o que posso recolher de proveitoso.

Sobretudo tenho muito a aprender do íntimo: da Mente de Cristo em mim, quando sei ouvir, em meditação, em silêncio e receptividade. A experiência dessa prática demonstra seus imensos benefícios.

“Eu pus diante de ti uma porta aberta.”

Apoc. 3: 8.
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SOMENTE O TRANSCENDENTAL É REALIDADE

SOMENTE O
TRANSCENDENTAL É REALIDADE
Dárcio
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Por mais que a ilusão se mostre como sequência  interminável de imagens, o transcendental a elas é o que é Realidade, imutável e perfeito. Este é o desafio a quem estuda a Verdade: contemplar o invisível como Existência e negar o visível como “inexistência”. O invisível é o Eterno; o visível é o nada sendo rotulado de efêmero. Não há nada que seja efêmero neste Universo, que é uma expressão perfeita de Deus. E nada há além de Deus. Ou fechamos os olhos para a ilusão, captando o que é transcendental e real, ou estaremos acreditando nas imagens fraudulentas, todas elas falsas, expostas pela também nula mente humana.

Deus é Tudo, Tudo é Deus! E Deus é Espírito, Luz e Perfeição. Contemple-se de forma transcendental! “Glorifique a Deus em SEU Espírito”, discernindo claramente que falar de Deus e falar do ser que somos, é falar da Verdade sem ilusão. Há um Espírito divino em toda parte! Na “parte” em que VOCÊ ESTÁ, este VOCÊ é Deus! Não pense em Deus como Espírito para, ao mesmo tempo, pensar em VOCÊ como “outro”, mesmo que este seja “outro Espírito”: não há plural no Espírito! Há ramificações do ÚNICO! Uma delas é o ser que EU SOU; outra, destas ramificações, é o ser que VOCÊ É! Volva sua atenção ao Espírito ÚNICO; a seguir, perceba que este Espírito único é o mesmo Espírito que é o seu e o de todos! Solte-se nesta percepção da Unidade e Unicidade do Espírito; desse modo, estará discernindo unicamente o transcendental, e, além disso, discernindo que nada há além da Verdade, do Amor e da Glória! O que realmente importa é conhecermos a Verdade, ou seja, que a Vida de Deus é a nossa Vida, o Espírito de Deus é o nosso Espírito, a Mente de  Deus é a nossa Mente, e o nosso Corpo é o Templo de Deus! O resto, é palha.

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O REINO SENDO VOCÊ

O
REINO SENDO VOCÊ
Dárcio
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Ao dizer que não viria o Reino de Deus visivelmente, Jesus explicava a Presença do Reino sendo a Consciência que somos, invisível para a mente humana. Jamais a suposta mente humana viu ou verá a Consciência de Deus Se revelando e sendo o EU que somos! A Realidade é a Consciência infinita, o Universo do Espírito, pronto e manifesto aqui e agora, na dimensão única, verdadeira e eterna do Absoluto.

As contemplações a que nos dedicamos são expedientes para reconhecermos esta Verdade, com Ela nos identificarmos para, conscientemente, nos descobrirmos inclusos nEla. Daí a importância da Revelação de que “o Reino está dentro de vós”. Discernir que “o Reino de Deus está em você” significa perceber este Reino SENDO VOCÊ! Isto porque Deus é TUDO!

A movimentação de pessoas e máquinas pode gerar “sombras de movimentos” correspondentes. As sombras até poderão se mover, ter formas, ou aparentarem ser presenças; entretanto, não são realidades, não têm substância, e são “ausências”, apesar de insinuarem a real presença das pessoas e máquinas causadoras delas. O mundo supostamente material é pura “sombra”; não tem substância, realidade nem vida! Jamais estivemos “neste mundo”, assim como jamais um objeto esteve em sua sombra! Sombra é ausência; o objeto é presença! Quando meditar, identifique-se com o Reino em VOCÊ, a Realidade infinita que desconhece “matéria”, a Luz infinita que desconhece “sombra”, o “Eu Sou” infinito que desconhece o “ego”. Identifique-se como habitante iluminado que vive na Luz e sendo a Luz! “Sois a Luz do mundo”, disse Jesus. Identifique com O REINO INFINITO SENDO VOCÊ! Não admita outra coisa, pois, qualquer “outra coisa” seria pura SOMBRA! VAZIO! ILUSÃO!

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PASSOS NO DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL

PASSOS NO DESENVOLVIMENTO
DA CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL
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Joel S. Goldsmith
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Quando o estudante deste caminho se põe sob a orientação de um Instrutor, é-lhe ensinado que o primeiro e importante passo que deve dar, é o do RECONHECIMENTO CONSCIENTE do governo de Deus; é submeter-se, sincera e voluntariamente à orientação do Divino interno, como Sua Lei e Substância. Deve praticar diariamente a conscientização da Presença interna, recordando-se constantemente dela como inspiração e ajuda; como poder que supera qualquer problema ou desafio na vida exterior.

Com esta prática ele chegará à firme convicção do que disse o Mestre: “Eu venci o mundo”. Que desejou o Mestre significar com isto? Que havia alcançado um alto nível de consciência, onde não mais podia ser afetado pela “consciência da massa”, ou leis mentais e materiais. O comportamento dos governos, a segurança do mundo, o clima, as flutuações econômicas, os alimentos, as crenças reinantes, os eventos todos — nada disso já o podia afetar. Ele havia atingido tal alto nível de consciência que lá só podiam funcionar as leis espirituais.

Os primeiros passos para o alcance desse elevado estado de consciência são:

a) o reconhecimento da Presença interna;

b) o reconhecimento de que esse Espírito interno é o único poder, a única Lei e a única
Realidade.

Desde manhã, através do dia, até à noite, somos bombardeados pelas crenças mundanas em poderes materiais, mentais e legais. Devemos estar alertas para não nos deixarmos afetar por elas. Cada um de nós deve conquistar algum grau de reconhecimento de que o único poder real é o espiritual: a Lei, a Vida espiritual, onipresente. As leis materiais e mentais não têm poder – a não ser o poder que lhes damos quando nelas acreditamos. Eis a Verdade que liberta o homem das restrições deste mundo. Este é o principio básico; a serena e firme convicção a que devemos chegar:

o poder espiritual é a única realidade!

Deste modo podemos começar a compreender, ainda que em pequena medida, o que disse o Mestre: “Levanta-te, toma o teu leito e anda!” “Estende a tua mão!” Jesus quis dizer: Qual  poder poderia existir fora de Deus? Há outro poder que não seja Deus? O erro será um poder? Ou a doença? Ou o dinheiro? Será que existe realmente um poder fora de Deus e de seu amoroso governo?

Gradual e seguramente, também chegaremos àquele ponto em que  diremos: “Levanta-te, toma o teu leito e anda!” – porque aquilo que reconhecíamos como poder ou limitação, fora de nós (em virtude de nossas crenças em dois poderes: o bem e o mal) – já não representam poder e nem limitação para nós. Enquanto aceitamos dois poderes, ficamos sujeitos a eles. Logo, o primeiro passo de realização que devemos fortalecer, é de que há somente uma Presença e um Poder internos, que governam nossa vida e circunstanciais. E esse poder é espiritual. Essa Lei é espiritual. Essa atividade é espiritual. Tudo o mais é desprovido de poder, de presença, de continuidade, de causa e de efeito – porque não tem lei que o sustente. A única Lei é Deus e Deus é amor!

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A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE -2 (Final)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE II – FINAL

Na Ciência Cristã, não oramos para que Deus nos dê coisas ou para conseguir que Deus nos faça ficar bons. Ao contrário, oramos para perceber, para discernir espiritualmente aquilo que já existe! Como é que alguém pode perceber as coisas como elas são verdadeiramente? Isso se consegue ao afirmar as verdades espirituais sempre presentes a respeito de Deus e de Sua criação. A oração afirmativa declara e faz a distinção de que, de um ponto de vista espiritual, todo poder, toda presença, toda Ciência, toda ação estão contidos em um e único Deus; que, pelo poder de Sua infinita inteligência, Ele criou o universo, inclusive o homem, que Ele fez conforme a Sua imagem e semelhança. Todo o bem que existe já foi criado e, portanto, está disponível aos que pedem acertadamente.

Se Deus é Espírito, como o revela a Ciência Cristã, Sua criação é substancialmente espiritual e nada inclui que seja material. Aquilo que parece ser material é um falso conceito da crença mortal, ignorante da realidade espiritual. É, portanto, essencial que o pensamento esteja pautado de acordo com a Mente divina.

Um Cientista Cristão estava morando num país onde havia uma falta enorme de automóveis e peças de reposição, devido a rígidas restrições de importações. Tinha um carro muito antigo. Era indispensável conseguir outro. Ele e a esposa oraram para obter uma compreensão mais elevada sobre transporte, de um ponto de vista espiritual. O filho caçula sugeriu que o pai estudasse os preços de carros usados e que negociasse com os representantes porque, caso contrário, seria muito pouco provável que aparecesse algum carro. Tranquilizaram o menino, afirmando que a oração era eficaz e prática e que ele não deveria ficar surpreso quando visse de que forma aquela necessidade seria suprida.

Os pais recordaram a narrativa de como Jesus andou sobre o mar, acalmou a tempestade e entrou na embarcação em alto mar “e logo o barco chegou ao seu destino”. Certamente, esse transporte instantâneo até a praia ilustrou a compreensão espiritual que Jesus tinha da onipresença – a forma mais avançada de transporte, sempre disponível! Além disso, os pais raciocinaram que a onipresença de Deus poderia também ser representada na experiência humana como expressões de movimento, seja na forma de um carro, um barco, um patinete ou um avião. Eles tinham certeza de que teriam exatamente o meio de transporte que precisavam naquele instante.

Pouco tempo depois, um diretor-gerente de uma sociedade revelou que queria vender um bom carro da companhia (carro esse relativamente novo e em excelente condições), pois tinha um modelo novo à sua disposição. O preço total para aquisição do carro, entretanto, parecia ser superior aos meios que possuíam. Deram especial atenção ao relato bíblico da viúva pobre, a qual precisava de dinheiro para evitar que os filhos fossem feitos escravos. Ela foi ao encontro do profeta Eliseu e este perguntou-lhe o que tinha em casa. Havia apenas uma botija de azeite. Obediente às instruções do profeta, ela pediu emprestadas muitas vasilhas e, com grande fé, encheu todas elas, usando apenas o azeite daquela vasilha que já tinha. Ela vendeu o azeite e livrou-se de sua dívida. Isso indica um fluir constante de benefícios já disponíveis, de uma ou de outra maneira, para cada um dos filhos do Pai.

Os pais examinaram com cuidado o que tinham “em casa”. Possuíam um trailer que já se tornara supérfluo por falta de uso. De um dia para outro conseguiram não só vender aquele trailer, mas também conseguir condições vantajosas para o pagamento do saldo. O carro, ao ser entregue, foi conduzido até a entrada de veículos da casa, justamente quando os membros da família estavam no jardim! Sentiram profunda gratidão.

A gratidão reconhece a eterna disponibilidade do bem em nossa vida. Como o bem é outro nome para Deus, a gratidão é o reconhecimento da presença e do poder de Deus e da magnitude do ser espiritual. O fato espiritual é que todas as coisas boas, mesmo que não imediatamente perceptíveis aos sentidos materiais, são uma realidade constante. Podemos orar com o Salmista: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”, a fim de discernir e provar essa bondade.


(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Dezembro 1995)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE-1

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE I
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Muitas pessoas acreditam que, quando precisam de alguma coisa em sua vida diária, tudo o que têm a fazer é pedi-lo a Deus. Entretanto, elas se dão conta de que, muitas vezes, essa oração não é atendida. A Bíblia nos diz: “…Nada tendes, porque não pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” A Bíblia na Linguagem de Hoje coloca esses versículos nestes termos: “Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E quando pedem, não recebem, porque pedem mal. Vocês pedem coisas para usá-las para seus próprios prazeres.”

Motivos justos são de vital importância, se quisermos que a oração seja eficaz. Por exemplo, quando Deus perguntou a Salomão o que ele queria que lhe fosse dado, o rei quis um coração compreensivo para julgar o seu povo de maneira justa. Esse pedido agradou a Deus, pois Salomão não lhe pediu riquezas, longevidade e domínio sobre os seus inimigos. Deus deu ao rei uma insuperável sabedoria (pela qual o rei ficou famoso) e, além disso, riquezas e honra. E, é claro, em seu Sermão do Monte, Cristo Jesus ordenou aos que o estavam ouvindo que procurassem, antes de tudo e principalmente, o reino de Deus e Sua justiça. Só depois é que se acrescentariam as coisas de que o homem necessita, como bem o sabe Deus.

É melhor não procurar ou “almejar” coisas terrenas. Não há nada de grandioso nas coisas materiais.Podemos confiar em que Deus, nosso Pai-Mãe, provê com abundância a todas as necessidades de Sua própria e amada progênie. Reconhecer o constante suprimento espiritual de Deus revela, ou traz à luz, aquilo que se faz necessário em nossa experiência atual.

Uma lição que vale a pena aprender é a de que Deus conhece nossas necessidades essenciais antes que as peçamos a Ele; isso é assim, porque o homem é criado por Deus, como Seu reflexo, ou ideia. A concepção pura da Mente divina a respeito do homem é concomitante ao suprimento de tudo o que é útil (não supérfluo) ao homem, a ideia infinita de Deus. Em outras palavras, a ideia divina e o respectivo sustento são coincidentes e, portanto, inseparáveis. Uma perspectiva material, ao contrário, apresentaria falsamente a ideia da Mente divina, o homem, como separado da Mente. Contudo, isso nunca poderá, em realidade, ser assim.

A Sra. Eddy escreve em seu livro Ciência e Saúde: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana.” Ela afirma também: “O desejo é oração e nenhuma perda nos pode advir por confiarmos nossos desejos a Deus, para que sejam modelados e sublimados antes de tomarem forma em palavras e ações”. Quando desejamos algo, é bom observar se obedecemos a necessidade materialistas ou se é uma necessidade legítima ou uma ideia justa. Nesse processo de exame cuidadoso, os aspectos egoísticos serão expostos, eliminados e os aspectos abnegados e valiosos de nossos desejos permanecerão. O desejo é assim modelado e sublimado. E você poderá orar com confiança a fim de compreender que aquilo que é essencial é seu de direito, já está disponível, é parte de sua herança como filho ou herdeiro de Deus.

Às vezes, porém, pode parecer difícil determinar se nossos desejos são justos ou egoístas. À medida que conseguirmos purificar nossos motivos, poderemos agir confiantemente com base em nosso mais alto conceito de justiça. Se ficar evidente que o rumo escolhido estava errado, podemos ter a certeza de que Deus nos direcionará no caminho que de fato é melhor para nossos interesses.

CONTINUA..>
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A INTERIORIZAÇÃO QUE "CONDUZ" AO EU

A INTERIORIZAÇÃO
QUE “CONDUZ” AO EU
Dárcio


O aparente envolvimento com crença em existência material é a “ilusão”. Quando Jesus disse que não viria Reino de Deus na matéria, por estar, este Reino, estabelecido “dentro de nós”, explicava que “este mundo” é NADA! O Reino de Deus é onipresente, um Reino que é o próprio Deus, em que tudo e todos estão sendo, em Unidade, uma Existência eterna, perfeita, iluminada e puramente espiritual. “Em Deus vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17: 28). Desse modo, “interiorização” não é um termo  bem exato, mas  se mostra útil quando nos dedicamos à “jornada de renascimento”. O sentido  real de “interiorização” está em entendê-la como “desvínculo deste mundo”, ou seja, um processo interno de soltura da ilusão mediante o radical reconhecimento da Realidade divina. Nunca é demais ressaltar que este estudo se fundamenta em princípios revelados e nunca em aparências visíveis. Se fôssemos nos basear na mutabilidade dos quadros ilusórios, ficaríamos sem nenhuma base divina! As “aparências” são irrealidades, enquanto o Princípio divino é a Realidade perfeita e imutável. “Deus é a Lei e o Legislador do Universo”, disse Einstein. Ao ser indagado sobre “teorias físicas”, ele respondeu: “O que busco é o meu verdadeiro Eu”.

Não existe “nosso verdadeiro Eu” como existência separada de Deus. Deus Se revela como o verdadeiro Eu de cada homem, e o processo de “interiorização” se fundamenta nesta Verdade já consumada: “Eu e o Pai somos um”. Há quem prefira entender a “interiorização” como processo mental por etapas, quando alguém medita e se aprofunda em si mesmo. Há diversos ensinamentos que falam nesses termos. Eu sempre preferi o enfoque absoluto, pois, já parte da aceitação incondicional da Verdade, quando, identificados logo de início com o próprio Deus, não mais nos vemos  ligados a crenças conscientes e subconscientes da aceitação coletiva. “Subir de cima para baixo” – eis o enfoque absoluto a ser adotado em cada contemplação. Isto por que Deus é o nosso Eu, e ponto final! A Consciência que somos, esta que usamos agora para afirmar que “vivemos”,  é a Consciência iluminada e eterna que somos, e que, ao mesmo tempo e em unidade de percepção, está sendo a Consciência que Deus É. Não há “outra” Consciência, senão a nossa, para Deus estar consciente de ser quem somos e, de “nossa parte”, para que saibamos quem  Deus é. Deus é o Eu que somos, e o mesmo Eu que somos, é o “Eu Sou” que é Deus! A Consciência atual da qual me utilizo, e da qual você se utiliza, é a Consciência única e infinita que se estende por toda a Existência. Assim como o  “mundo do sonho” não tem realidade e nem vínculo com o mundo em que um sonhador dorme e sonha, o Reino em que Deus e Homem são um não tem ligação alguma com o fictício “mundo terreno”. Não há como existir vínculo entre o Tudo e o nada! Capte intuitivamente estas Verdades, assuma já estar consciente da Verdade, por ser e ter a mesma Consciência de Deus; admita já estar vivendo o que Deus vive, a Realidade divina e não terrena, a Verdade e não o sonho!

“O Reino de Deus está dentro de vós”, disse Jesus. Esta percepção, quanto mais direta for, mais de sua Luz lhe mostrará! Nunca parta da ilusória existência humana! Endosse os princípios revelados com a mente, enquanto, em meditação, sua percepção caminhe em unidade com aquilo que Deus vê, conhece e expressa! Você é um com Deus e não um com crenças falsas! Vá direto à Verdade, ao Absoluto, ao Eterno EU SOU, que você já É! Esta é a real “interiorização” que o faz contemplar o que VOCÊ É.

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RELAXE E DEIXE A ALMA SE EXPRESSAR

RELAXE
E DEIXE A ALMA SE EXPRESSAR
Joel S. Goldsmith
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A falha ocorre frequentemente por causa da descrença de que nós somos a expressão de Deus, ou da Vida, ou da Inteligência ou das qualidades divinas. Isso nunca é verdade. Deus, ou a Consciência, expressa eternamente a Si mesmo e as Suas qualidades. A Consciência, a Vida, o Espírito, nunca pode falhar. Nossa tarefa é aprender a relaxar e deixar que nossa Alma se manifeste. O egoísmo é a tentativa de ser ou de fazer algo pelo esforço pessoal físico ou mental. O não nos preocupar é nos privar do pensamento consciente e deixar que as ideias divinas preencham nossa consciência. Uma vez que somos Consciência espiritual individual, podemos sempre confiar que a Consciência realize a Si mesma e à Sua missão. Somos expectadores e testemunhas desta divina atividade da Vida, que realiza e manifesta a Si mesma.
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Cada vez mais devemos nos tornar expectadores ou testemunhas. Temos de ser observadores da Vida e Sua harmonia. A cada manhã temos de acordar ansiosos para ver um novo dia que revele e desdobre, a cada hora, novas alegrias e vitórias. Diversas vezes por dia temos de perceber conscientemente que estamos testemunhando a revelação da Vida eterna, o desdobramento da Consciência e de Suas infinitas manifestações, da atividade do Espírito e de Suas grandiosas formas. Em cada situação do nosso dia-a-dia, aprendamos a ficar por trás de nós mesmos e ver Deus ao trabalho, testemunhar a ação do Amor nas nossas vicissitudes e esperar que Deus Se revele em tudo que nos rodeia.
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RESOLVER É DEIXAR FLUIR A SOLUÇÃO

RESOLVER
É DEIXAR FLUIR A SOLUÇÃO
Dárcio

A vida espiritual não é aquela em que ficamos de braços cruzados, alheios a tudo, dizendo que “colocamos tudo nas mãos de Deus”. E também não é viver sob tensão, partindo para cima do mundo como se ele fosse um inimigo. Tanto a inatividade quanto a atividade movida pelo ego são ilusão. Não existem dois mundos! Unicamente Deus é Realidade! Esta Realidade é ativa, ou seja, é Oniativa, e nos inclui a todos. Se sairmos ao mundo com a ideia de que “iremos resolver as coisas à nossa maneira”, sem, primeiro, termos meditado para reconhecer a Unidade da Existência, seremos somente um mortal vivendo estressado e sempre pronto a encontrar conflitos. Por que? Por estarmos acreditando em “várias mentes”, e estas, ora se nos mostrarão harmônicas conosco e ora em conflito. Nesse caso,  a arcaica crença dualista no bem e no mal estaria sendo cegamente endossada por nós!

Resolver as coisas é viver naturalmente, participando de tudo e deixando fluir a ideia correta e inspirada que nos for surgindo a cada situação. Nossa atenção fica, assim,  voltada à inspiração captada com tranquilidade a cada instante, e não mais presa à tensa mente do ego, supostamente dotada da “vontade férrea” de dar solução à questão de qualquer maneira. “Entregar a Deus” é o primeiro passo, passo este que é dado na “contemplação”, quando nos interiorizamos e reconhecemos que “somos todos um”, onde este Um é Deus, o Todo! Somente após esta conscientização, participaremos natural e ativamente de nossas atividades diárias, resolvendo tudo a partir do “livre fluir” dos fatos e ideias que nos forem vindo. Para isso, a mente deve estar pacífica, amorosa e confiante, na certeza plena de que “unicamente a perfeição se desdobra para o bem de todos”. Afirme isto! Não fique preso apenas ao seu lado! Seja todo-abrangente em sua visão, nas atividades cotidianas, entendendo que realmente somos todos um e que, portanto, a harmonia se manifesta como o fluir livre da vontade divina. Reconheça que esta Vontade Se revela tanto em você como em todos ao mesmo tempo! De nada adiantará meditar , aceitar que a Mente única é Deus, para, em seguida, sair ao mundo preocupado e negando tudo, achando que possui mente pessoal com a qual lidará o tempo todo com “outros” também dotados de mentes pessoais com ideias que lhe possam ser antagônicas! Na suposta vivência humana, devemos agir dentro da mesma Verdade que reconhecemos durante as meditações! Mesmo que para isso, tenhamos de estar atentos e em vigília, a cada decisão ou passo que formos dar; os resultados dessa dedicação valerão a pena!

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PENSE "SOLUÇÃO" E NÃO "PROBLEMA"

PENSE “SOLUÇÃO” E NÃO “PROBLEMA”
Dárcio
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O “mesmerismo”, que atua como crença coletiva, é anulado quando permanecemos em Deus e não nos supostos problemas sugeridos por ele. Que é “mesmerismo”? A influência mental hipnótica que tenta nos turvar a visão da Perfeição absoluta permanente e onipresente. Os princípios espirituais são as “armas” de que dispomos para permanecermos na Verdade da “perfeição que É”, e não nos tornarmos “presa fácil” da influência hipnótica que “não É”.

Há uma frase muita repetida por Joseph Murphy, em seus livros, que diz o seguinte: “A mente tranquila resolve os seus problemas”. Quando a pessoa se vê diante de alguma situação indesejável, que aparentemente se lhe configure como “problema”, principalmente quando ela surge de repente como imprevisto, a tendência é a de se deixar prender a ela obstinadamente,  querendo ansiosamente resolvê-la o quanto antes. Esta reação, apesar de natural, não é a ideal! Os ensinamentos existem justamente para que, com eles, barremos estas tendências julgadas “naturais”, para realmente darmos passos que efetiva e aparentemente nos “restaurem” a harmonia mental.

O “mesmerismo” atua dessa forma: primeiro, nos sugere quadros ilusórios; em seguida, nos induz a assumir esta “tendência lógica” que nos impele a querer  resolvê-los precipitadamente e de qualquer maneira, com a mente tensa e preocupada! Na realidade, jamais perdemos a nossa Harmonia, que é a Presença do Cristo sendo a nossa Consciência da “Paz que excede o entendimento humano”. Portanto, seja qual for a imagem hipnótica com que você se depare, reconheça, primeiramente, que a Verdade já presente é a Harmonia absoluta! Medite e contemple esta “Paz do Cristo”, até que interiormente se sinta livre da sugestão mesmérica! Há casos em que isso lhe parecerá  difícil, pois a “sugestão”  lhe dará a impressão de ser “problema real”. Não esmoreça! Pense “SOLUÇÃO” e não “PROBLEMA”, ou seja, pense “VERDADE” e não “ILUSÃO”.

Nas “Sabedorias do Caminho Infinito”, Goldsmith diz: “Todos os problemas são resolvidos dentro de nós”. O sentido é este! E é  também o sentido da frase  de Joseph Murphy: “A mente tranquila resolve seus problemas”. Desse modo, seja qual for a situação da “aparência”, lembre-se: a questão nunca é o “problema em si”, mas a crença falsa de que sua mente deixou de ser a Paz Absoluta! Dedique-se, portanto, a meditar e reconhecer: “Eu tenho a Mente de Cristo”; quando puder “sentir” esta Verdade como fato presente, você irá notar  que as “coisas da aparência” se resolverão naturalmente e da melhor forma possível.



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"NÃO TE ASSENTES NO PRIMEIRO LUGAR"

“NÃO TE ASSENTES NO
PRIMEIRO LUGAR”
Dárcio
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Na “Párabola dos Primeiros Assentos” (Lc. 14: 7), Jesus pede que, “ao ser convidado às bodas”, ninguém se assente no primeiro lugar! Há “outro convidado” mais digno, e este é o CRISTO, o verdadeiro Eu do homem. Todo ego terá de deixar o “primeiro lugar” reservado ao Eu, que é Deus sendo realmente quem somos.

Entre na “Prática do Silêncio” deixando  completamente desocupado o “primeiro assento”. Ego algum o ocupará jamais! Este ego é o nada que pensa ser alguma coisa ou ter lugar de destaque na vida de alguém. Lembre-se de que nunca há mudanças no Reino da Verdade! Antes que um suposto “ego” fosse reconhecido pela ilusória mente humana, o Eu Sou, Deus sendo VOCÊ, já estava ocupando, e em definitivo, a totalidade do espaço infinito. A parábola explica que este assento não é de nenhum ser humano! Já tem dono! Está eternamente reservado! Você saberá que este “dono” é Deus sendo seu Eu, o Cristo eterno, a Vida em Si. Ao repetir Jesus, dizendo: “De mim mesmo nada faço, nada sou, o Pai em mim faz as obras”, você estará deixando de exaltar o ego e seus supostos feitos, deixando espaço para que a glória do Pai seja, em unidade, a glória do Filho, e, esta Verdade é verdadeira já!

“Deixar o assento livre” é, principalmente,  não achar que sabedoria humana, mesmo a de cunho espiritual, seja  divina! “Deixar o assento livre” é não confiar em aprendizados intelectuais da Verdade, exceto naquele em que a Onisciência é reconhecida como já estando no lugar do “intelecto sábio”. Não limitar Deus a algo do conhecimento humano é a base do “primeiro assento desocupado”; reconheça, já presente e ocupando aquele assento, unicamente o próprio Deus, enquanto ao mesmo tempo, você faz o reconhecimento de que a totalidade de Deus ocupa o primeiro lugar, o segundo, o terceiro, enfim, ocupa todos os lugares! DEUS É TUDO! Todos os assentos  já estão ocupados! Não há vagas para o ego, em todo o Universo! Nem seriam necessárias! Todo suposto “ego” é nada! Contemple estas Verdades!

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