A CONSCIÊNCIA INFINITA DESCONHECE…

A CONSCIÊNCIA INFINITA DESCONHECE
MUDANÇAS EM SI MESMA
DÁRCIO
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O único Universo que há, é a Consciência que somos. Esta Consciência, sendo a única, e sendo Deus, conhece a Si mesma como perfeição imutável e absoluta! Aparentemente, há também um mundo material em mutação contínua; se você tiver olhos para ele, você estará com “olhos que não vêem”, pois, o que estiver assim sendo “visto”, será puríssima miragem! Jesus já nos havia dado este alerta: “Tendes olhos, mas não veem”.

“As obras de Deus são permanentes”, diz o livro de Eclesiastes. Esta revelação é o “antídoto” para a ilusão. Que são as “obras de Deus”? São todas as atividades perfeitas acontecendo em SUA Consciência! Postei aqui, há poucos dias, o artigo “COISAS MARAVILHOSAS ESTÃO ACONTECENDO”. Ele todo se fundamenta nesta Verdade. Se você se mantiver nestes princípios, de que a sua Consciência é o seu Universo em expressão, permanente, que este Universo é a SUA Consciência infinita, que desconhece mudanças em Si mesma, não haverá ilusão! As “armas” do erro são as supostas mudanças que ele tenta lhe impor, caso você se deixe atrair pelo ilusório mundo das mudanças aparentes; por outro lado, as “armas da Luz” anulam o erro, por impedir brechas pelas quais lhe pudessem vir  crenças e pensamentos ilusórios que em você formassem ninho. Pensamentos vêm e vão; não são realidades! A Consciência permanece! Ela é Deus sendo VOCÊ! Ela é VOCÊ! Medite e reconheça: EU DESCONHEÇO MUDANÇAS EM MIM MESMO; NADA HÁ FORA DE MIM; EU SOU O ALFA E O ÔMEGA; EU SIMPLESMENTE SOU!

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“ESTÁS LIVRE DA TUA ENFERMIDADE”

“ESTÁS LIVRE
DA TUA ENFERMIDADE”
Dárcio
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Uma mulher com aparência de paralítica, por andar encurvada e sem conseguir se endireitar, e isto, havia já dezoito anos, foi chamada por Jesus que, pondo as mãos sobre ela, disse-lhe: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (Lucas 13: 12). Logo ela se endireitou e glorificou a Deus. Nos dezoito anos ela já estava completamente livre! Todo suposto mal é ilusão mental e não condição física! Diante do reconhecimento da Verdade, dita por Jesus, à qual ela deu voz através de sua fé, simplesmente a “ILUSÃO SE DESFEZ”.

Jesus viu o Corpo real da mulher, sem dar atenção alguma ao “conceito de corpo” visto por ela e aceito pela crença coletiva. Por isso, não disse que a curaria, mas que ela “ já estava livre da enfermidade”.

Mary Baker Eddy, antes de fundar a Ciência Cristã, havia sofrido um tombo que a deixou em precárias condições de saúde. Era visitada pelo médico e pelo pastor, pois, o caso era gravíssimo. Abrindo a Bíblia, viu ser a página da cura do paralítico, onde Jesus dizia a ele: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. Instantaneamente ficou livre de todos os sintomas; e quando relatou isto depois ao médico, este lhe afirmou ser aquilo  impossível, e ela, de novo, se viu com os antigos sintomas outra vez. Voltou a ler a mesma passagem e os sintomas desapareceram novamente. E foi quando quis saber o princípio causador desta sua assim chamada “ milagrosa cura”. De suas orações e pesquisas das curas relatadas na Bíblia, surgiu sua descoberta da Ciência Cristã: Deus é Tudo e o erro, ou crença mortal, é nada.

No prefácio do volume 7 da coleção A VERDADE DA VIDA, da Seicho-no-ie, consta que uma pessoa havia lido a coleção de livros durante seis anos, e compreendido que o homem é originariamente isento de doença. Mas sua doença não sarava, e isso lhe causava estranheza, até que refletindo, percebeu que não havia entendido nada da Verdade, e que somente sabia que estava escrito nos livros a Verdade de que o homem é essencialmente isento de doença. O texto diz que ele compreendeu o seguinte: “De nada adianta eu saber que está escrito que a doença não existe; devo compreender, de corpo e alma, a Essência do Homem-Deus, isto é, a Verdade de que eu próprio sou isento de doença”. Compreendendo a inexistência da doença, que passo ele deveria tomar?  Lendo novamente o trecho, calaram fundo em seu coração as seguintes palavras: “Se você está doente, levante-se agora mesmo, resolutamente! Acredite firmemente que, na verdade, você é isento de doença! E passe a agir, de fato, como pessoa sadia”.

Escreve o Dr. Taniguchi: “Compreendeu que a convicção deve ser transformada em ação, e que o conhecimento teórico adquire força concreta quando colocado em prática. Imediatamente agiu literalmente como no texto, levantando-se da cama onde estivera estendido durante seis anos e passando a viver como pessoa sadia. Desde então, tem gozado de perfeita saúde, sem contrair um resfriado sequer.  Eis um exemplo de que a Verdade é assimilada quando o seu conhecimento se transforma em convicção e depois em prática na vida cotidiana”.

Nem Jesus  nem  livros curam doenças! Não existe doença! A VERDADE, contida na frase de Jesus, e também no trecho lido no livro, anulou a ILUSÃO! Nada além disso! Seja qual for o aspecto doentio, aquilo jamais será uma condição física a ser curada, mas uma ILUSÃO (sugestão hipnótica) retida na mente. Por isso a Seicho-no-ie declara que esta Verdade, após se tornar convicção, deve ser posta em prática! A convicção poderá surgir de imediato ou ser paulatina, dependendo da  abertura de cada um à Verdade. Enquanto a pessoa se julgar “mortal pecador e doentio”, sofrendo e almejando ser aliviado, não terá captado a base real do ensinamento, ou seja: JÁ SOMOS LIVRES!

Em meu livro “A CURA ESPIRITUAL EM SEUS PRINCÍPIOS BÁSICOS”, eu fiz questão de repetir,  na abertura de todos os capítulos, os fundamentos a serem admitidos a priori como VERDADE JÁ MANIFESTADA:
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TODO O
UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.
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Pare de lutar com inexistências! Entre em silêncio! Ouça a Voz do CRISTO EM VOCÊ a lhe dizer: “ESTÁS LIVRE DA TUA ENFERMIDADE”; e lembre-se: “ESTÁS!”, e não “ESTARÁS”. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA!
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O CORPO QUE REALMENTE EXISTE

O CORPO
QUE REALMENTE
EXISTE
Marie S. Watts
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A Substância na Forma, que eternamente existe como cada Corpo, é perene, constante, imutável. Esta Substância real na Forma, que existe como cada Corpo, obrigatoriamente precisa estar existindo, caso contrário, não poderia haver uma aparência de “corpo nascido”. Unicamente por existir o Corpo eterno e imutável é que o “corpo nascido” tem oportunidade de surgir em cena. Esta aparência, de “corpo nascido”, é mero conceito equivocado do Corpo eterno, que sempre existiu e sempre existirá.
Somente um falso conceito, ou aparência de corpo, poderia se mostrar estando ou ficando imperfeito, mudado, envelhecido, em decomposição ou morto. O verdadeiro e ÚNICO Corpo desconhece completamente todas estas falsidades. O Corpo real e ÚNICO  jamais pode desaparecer, uma vez que JAMAIS ELE APARECEU AOS OLHOS DO SUPOSTO HOMEM NASCIDO. O Corpo real, eterno, permanece completo, perfeito, inatingível e imune às aparentes interpretações errôneas feitas sobre Ele. Algo inexistente não admitiria que se fizesse uma concepção equivocada a seu respeito. Estamos dizendo o seguinte: o Corpo imutável, perfeito, eterno,  necessariamente tem de estar existindo antes que, aparentemente, alguma falsa concepção ou representação a seu respeito possa surgir.
Jamais algo pode ser acrescentado ou subtraído deste Corpo eterno que é. O conceito falso, relativo ao Corpo, pode parecer estar totalmente em mutação; porém, jamais a mudança aparente atinge o Corpo imutável, constante e eterno. As alterações, obstruções, distorções, etc., são capazes de se tornar aparentes apenas neste corpo que parece existir, mas  não existe.
Cada aspecto, que compreende o Corpo eterno, é tão eterno quanto o próprio Corpo. Cada aspecto do ÚNICO Corpo aqui manifestado, seus cabelos, dentes, pulmões, tudo está igualmente presente, conservando-se imutável e eterno, assim como o Corpo em Si é eterno, sem nascimento, transformação e morte.
Reconheça que não possuímos dois corpos: um Corpo eterno, e um segundo, temporário. EXISTE SÓ UM CORPO! E, este CORPO ÚNICO é o Corpo eterno e imutável, presente exatamente aqui, exatamente agora. Este Corpo eterno é substancial: perdura para sempre, existindo eternamente. Consiste da imperecível Substância indestrutível, que é Consciência, Vida, Inteligência, Amor.
Este conceito falso referente ao corpo não é Substância. Não pode durar para sempre justamente por não existir como Substância, Forma ou Atividade. Sua substância, forma e atividade aparentes somente podem dar a impressão de existir por haver, de fato, a real e ÚNICA Substância eterna na Forma— o Corpo que realmente existe. Além disso, o conceito falso, chamado “corpo temporário nascido”, não passa de nossa visão também ilusória e temporária de encarar o corpo. Entretanto, não importa quão enganador possa ser o  quadro temporário do Corpo: nenhuma visão falsa pode fazer do Corpo eterno um corpo temporário.
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O CORPO

O
C O R P O
Marie S. Watts


Onde está este Corpo feito de Mente Consciente viva? Ele está exatamente onde um corpo criado parece estar. De fato, ele não parece estar visível. Por quê? Porque uma miragem fraudulenta parece anulá-lo. Uma névoa, um conceito enganoso de corpo, parece encobri-lo, tirando-o de vista. Mas, não importa. O CORPO PODE SER VISTO, E É VISTO PELO OLHO QUE É SIMPLES. Pode ser visto pela Visão inseparável e indivisível, que é Espírito, Consciência. Talvez você pergunte: “Como saber se este Corpo existe mesmo? Se não consigo vê-lo?” Suponha que não sejamos iluminados. Suponha que ainda não consigamos ver com o Olho Simples. Há algum jeito de saber que o Corpo perfeito e eterno existe, aqui e agora, como este Corpo atual?” Sim, de fato há como nos assegurarmos de que este Corpo perfeito e eterno existe, e este modo de “conhecer” é literalmente pleno de poder. Vejamos de que modo este Corpo pode ser evidenciado em sua glória total.

Façamos uma descida momentânea, para podermos nos erguer depois às sempre crescentes alturas da percepção espiritual. Sabemos que existe algo exatamente no lugar desta aparência que percebemos como corpo sólido. Sabemos que isto, exatamente aqui, não é nenhum vazio. Sabemos que há Vida aqui, pois existe atividade. Vida é atividade; e sem Vida, não poderia haver atividade alguma. Assim, sem dúvida alguma, existe Vida exatamente onde este falso invólucro parece estar presente.

E a Vida, para cumprir seu propósito de ser Vida, precisa estar viva; e, precisa estar viva como Vida de uma Substância viva. Sabemos que estamos conscientes, e que estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida está viva. Assim, estamos conscientes de estar exatamente onde a Vida que somos Se evidencia como atividade. Consciência é inseparável da Vida. Consciência é Substância. A Substância viva, que está viva exatamente aqui e agora, é este Corpo glorioso que parece estar anulado neste momento.

Sabemos que a Vida, ou a Consciência, não poderia jamais ter entrado ou nascido neste Corpo, pois Ele consiste de Consciência viva. Outro nome para a Consciência é Alma. A Alma, sendo a Substância deste Corpo, não poderia adentrar à Substância que ele é, nem poderia ser separada da Substância que ele é. Vida, Consciência, Mente, Inteligência, Amor, são uma Unidade Inteira inseparável. Assim, sabemos que este Corpo é compreendido de Mente, ou Inteligência, e Amor, além de consistir de Consciência viva. O Corpo do Universo, não circunscrito, consiste de Vida, Mente, Consciência, Amor. O Corpo universal é o Corpo específico, e o Corpo específico é o Corpo universal.

Como sabemos, estamos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos, exatamente aqui, como a própria Substância na Forma que é este Corpo e sua única atividade. Pode a Vida ser vista pela chamada visão humana? Pode o olho do “homem cujo fôlego está em suas narinas” ver a Mente, a Inteligência ou o Amor? A Consciência é visível aos olhos que parecem enxergar apenas matéria? NÃO! Em vista disso, a Substância deste Corpo, que é compreendido de Consciência inteligente, viva e amorosa, é invisível ao conceito humano de visão. Porém, sabemos que a Mente consciente, amorosa e viva, existe exatamente aqui, por sermos conscientes de estarmos vivos, conscientes, inteligentes e amorosos. DO EXPOSTO, PODEMOS PERCEBER QUE A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE INVISÍVEL, É O CORPO, ENQUANTO A SUBSTÂNCIA NA FORMA, APARENTEMENTE VISÍVEL, NÃO É O CORPO. Não passa de simples aparência miásmica, que parece anular o Corpo que realmente existe. Este conceito equivocado de corpo é que parece cegar-nos para não percebermos o Corpo que realmente está presente. Uma vez transcendido inteiramente este falso conceito de corpo, o Corpo real, que parecia invisível, será visto claramente. Por quê? Porque a visão que vê este Corpo eterno é exatamente a mesma Essência que compreende este Corpo. Ela é Espírito, ou Consciência, percebendo a Si mesma como Sua própria Substância na Forma. Este é o significado de se ver com o “olho simples”. E, como diz a Bíblia, esta Visão espiritual é que revela todo o Corpo  pleno de Luz. Lógico, ele é “pleno de Luz” por se constituir de Luz. Esta Luz é a sua Consciência iluminada. Este Corpo de Luz é compreendido da Consciência amorosa, inteligente, viva, que realmente você é.

Como temos dito, a Substância deste Corpo é invisível ao suposto homem, que parece ver materialmente. Porém, esta Substância aparentemente invisível é Poder. ELA É PODER POR SER A PRESENÇA DA ONIPOTÊNCIA. ELA É O ÚNICO PODER, POR SER A ÚNICA PRESENÇA. SOMENTE AQUILO QUE ESTÁ PRESENTE PODE SER PODER. Jamais é o que se mostra como visível que é poder. Pelo contrário, sempre é o que parece ser invisível que é Poder. E esta Presença, aparentemente invisível, é também indivisível. Não está restrita e confinada interiormente à linha que delineia o Corpo. Podemos dizer que ela é Presente internamente, sem, contudo, deixar de ser uma Presença TODO-ABRANGENTE.

A Presença indivisível, invisível, que está “dentro” e em toda-parte, é o Poder que perdura sempre perfeito como este Corpo que está exatamente aqui. Esta Presença invisível é que mantém e sustém  esta imutável Substância na Forma, e o faz eternamente. Esta Presença invisível e onipotente é que está sempre inteligentemente ativa, governando a Substância que Ela é, em perfeita ordem e harmonia.

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ILUMINAÇÃO:DESCOBERTA OU CONQUISTA?

ILUMINAÇÃO:
DESCOBERTA OU CONQUISTA?
DÁRCIO
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O acreditar coletivo neste “mundo de aparências” faz a maioria acreditar ser alguém destinado a “receber a iluminação espiritual” em algum momento de sua vida. A Bíblia registra a passagem em que duvidaram de Jesus, por ter ele dito que conhecia Abraão, pois, a presença eterna de Deus, que Jesus via em si e em todos, sequer era cogitada!

Em certa época, quando a Seicho-no-ie programava uma oração coletiva, o local escolhido foi um local montanhoso do Japão. Vendo o seu fundador, Masaharu Taniguchi, se mostrando com aparência frágil e debilitada pela idade, os organizadores foram ter com ele e lhe disseram: “O senhor não tem necessidade de ir conosco, subir por aqueles caminhos todos íngremes, uma vez que daqui mesmo poderá participar igualmente da nossa oração!” A resposta que obtiveram foi a seguinte: “Os senhores estão me dizendo isso porque não estão me vendo!”

No capítulo “Juryo”, do Sutra de Lotus, Sakyamuni declara ter alcançado a iluminação em “passado remoto”, e não numa suposta “existência presente” em que, após ter renunciado à vida palacial e ao mundo, teria atingido a suprema iluminação aos trinta anos, na cidade de Gaya e meditando sob a árvore bodhi. Sua declaração é a Verdade absoluta de que “todos somos iluminados desde sempre”, e não a partir de algum suposto “instante” da transitoriedade fenomênica.   O desaparecimento da “ilusão” não faz alguém alcançar a iluminação, que sempre É, enquanto a “ilusão” nada é! Até então, o próprio Sakiamuni pregava uma “iluminação” obtida no tempo; porém, acabou por refutar suas próprias palavras, proclamando, de fato,  a Verdade: “Já se passaram infindáveis centenas de milhares de naiutas de kalpas desde que na realidade atingi o estado de Buda”. Ao refutar suas palavras anteriores, estava, na verdade, negando por completo a existência do mundo fenomênico! Não existe mundo material! Não existe ser material buscando iluminação! Tudo isso é “ilusão”. Este é o sentido real da refutação de tudo que até então vinha sendo dualisticamente pregado.


E VOCÊ? Está realmente se vendo? Está realmente vendo os demais com quem convive? Está iluminado agora? Ou vive à espera de “alcançar a iluminação”? Faça a si mesmo estas questões; depois, meditando, perceba o fluir espontâneo das respostas dentro de sua própria Consciência.

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-4 (FINAL)

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE IV – FINAL

Há tempos eu escrevi, e aqui postei, uma parábola intitulada “O sol e o bloco de gelo”. Também com ela procurei mostrar que não será a mente humana quem resolverá os ilusórios problemas de sua criação. Assim como um bloco de gelo, que se mostra sólido e pesado, desaparece naturalmente diante da exposição ao sol, sendo derretido e evaporado, também as aparências de problemas se dissolvem quando expostos ao “Sol” de nossa Consciência iluminada. No caso, durante as meditações, faríamos dos problemas o nosso “bloco de gelo”, para, em seguida, deixá-lo sob a ação do Cristo que somos, sem tentar resolvê-los forçando a mente. O objetivo desta ilustração é exatamente o mesmo contido naquela da “camisa suja” a ser posta na lavadora de roupa.

Precisamos captar com precisão os detalhes apresentados pelas analogias, pois, dessa forma, a aplicação dos princípios espirituais será sem erros. A base ou ponto de partida  é sempre a Verdade absoluta: DEUS É TUDO! A partir disso, as ilustrações se tornam valiosos instrumentos, por nos facilitarem a percepção da perfeição presente, que é costumeiramente desafiada pelas aparências de imperfeição. Estas, apesar de sempre ausentes, se apresentam como realidades! Se não partirmos disso, incorreremos no erro de pretender melhorar, curar ou modificar o que é ILUSÃO, ou seja, lidar com algo que não existe!

Muitas vezes a ilustração do “lápis dentro do copo com água” é encontrada na literatura espiritual. Ela é uma das melhores, por nos deixar conscientes de que “fato é fato” e  “aparência é aparência”. Coloque um lápis perfeito em um copo com água e observe-o pelo lado de fora, ao nível do líquido: o lápis terá a aparência de estar torto e também quebrado em duas partes! Que nos permite tirar, desta ilustração? Que o lápis continua inteiro e perfeito, mesmo enquanto a sua “aparência” estiver sendo a de um lápis imperfeito. As ilustrações têm este propósito: com elas, o intelecto iludido por “aparências sem fatos correspondentes” se vê obrigado a ceder aos fatos espirituais subjacentes. Todas as aparências insinuam a presença da Verdade subjacente a elas, assim como a sombra dos objetos insinua a existência real deles. Para a “ilusão de lápis quebrado” ser notada como “aparência”, é imprescindível que exista o “lápis perfeito” no cenário. É aqui que a ilustração mostra o seu valor, isto é, se você, ciente de que DEUS É TUDO, estiver diante de qualquer “aparência de imperfeição”, e traduzi-la como “perfeição já presente”, sem pretender curar, melhorar ou mudar nada, como não o faria diante do “lápis quebrado”, estará aplicando corretamente a Verdade na prática. Assim, o que  seria meramente  uma “aparência falsa do lápis”, uma ILUSÃO, não lhe tomaria tempo algum! O tempo todo a ser-lhe requerido seria exclusivamente para que você reconhecesse convictamente o fato verdadeiro, e seria, portanto, o tempo que você sentisse ser o necessário para “soltar a ilusão”. Por isso, a prática da Verdade exige dedicação e muita contemplação. Se a pessoa apenas ler e aceitar mentalmente as parábolas, alegorias e ilustrações,  sem se dedicar à “soltura da ilusão” pelo reconhecimento da Verdade que elas apontam, sentindo e se convencendo internamente de que a  Perfeição é Onipresente, apesar das  inúmeras aparências em contrário que a suposta mente humana capta, ficará somente “na letra” e sem o “espírito da Verdade que a vivifica”. Por isso Jesus disse: “Trabalhai pela comida que não perece”!

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O SÁBIO E O PASSARINHO

O SÁBIO
E O PASSARINHO
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Há um certo tempo, numa pequena vila localizada numa província da China, existia um sábio que possuía todas as respostas.
Nesta mesma vila havia um menino, esperto e muito agitado.
Num determinado dia este menino decidiu desafiar o sábio, fazendo-lhe uma pergunta que não poderia responder. O garoto pensou:
“Vou pegar um filhote de passarinho e segurá-lo em uma de minhas mãos escondendo-o atrás das costas. Então vou até o sábio e pergunto; O que tenho em minhas mãos? Se ele acertar, faço a segunda pergunta, a qual ele não poderá responder; E ele está vivo ou está morto? Se o sábio disser que ele está morto, mostro o passarinho vivo, mas se ele disser que o passarinho está vivo, eu aperto o pescoço do filhotinho e mostro-o morto. Não há como o sábio acertar”.
Assim o menino fez, pegou o filhote de passarinho e foi até o sábio.
– O que eu tenho em minhas mãos?
– Um filhote de passarinho.
– E ele esta vivo ou está morto?

O Sábio parou, pensou e disse:
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“Depende de VOCÊ!”

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-3

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE III
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Uma interessante ilustração é empregada pela Seicho-no-ie, para explicar o processo da cura espiritual genuína. O problema, seja ele qual for, é comparado à camisa suja de alguém, enquanto sua limpeza, por meio de uma lavadora automática, é comparada à dinâmica da oração. O passo inicial seria, portanto, chegar-se ao outro com esta camisa suja (problema), imbuído de “coração de misericórdia”, e dizer-lhe: “Vamos lavar esta camisa”, recolhendo-a para junto de si. Nesta fase inicial da oração, a pessoa que ora, sente em si o sofrimento e a tristeza do outro como se fossem suas. Mas este passo é de curta duração, para evitar que a “sujeira” se infiltre em quem  faz a oração. O passo imediato seguinte, portanto, é colocar a camisa na máquina de lavar e ligar o interruptor. Este passo ilustra o “volver-se completamente ao Reino do Absoluto”, onde a perfeição infinita e sempre presente é diretamente contemplada. Nesta contemplação, quem ora, busca “sentir-se” um com o outro e, assim que esta sensação ocorra, verá , com os “olhos espirituais”, a situação toda inundada e vivificada pelo fluxo intenso do Amor divino, quando todos os supostos pecados são apagados e unicamente a perfeição do filho de Deus é reconhecida. Não há esforços mentais! É como se a pessoa recolhesse a camisa suja do outro, colocasse-a na máquina de lavar e ligasse o interruptor. O restante será com Deus! A ação divina corresponderia à ação da corrente elétrica, que correria pela “máquina”, faria com que ela trabalhasse e deixasse a “camisa lavada”. Não caberia, a quem ora, fazer este serviço final, que seria exclusivamente de Deus, ou, no caso da ilustração, exclusivamente da lavadora automática.

Esta ilustração é genial, e deixa bem clara a real posição do  problema, a função daquele que ora ou que recebe a oração, e, especialmente, a posição de Deus, naquilo a que denominamos “cura divina”.

Continua..>

O MAL NÃO EXISTE

O MAL
NÃO EXISTE
Vivian May Williams
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PERGUNTA:

Como  você pode afirmar que o mal não existe, se o vemos evidenciado em tudo que nos rodeia?
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RESPOSTA:
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Dizer que o mal existe como um poder é negar a Deus como sendo o  poder único. Para que algo pudesse ter poder sobre o homem, ele teria de preceder o homem. O mal não tinha poder ou existência aparente, até que o homem, ele próprio, aceitasse a crença em um poder oposto a Deus. Portanto, o mal não é um poder, sendo meramente uma crença falsa, retida pelo homem  em sua própria imaginação. E uma vez seja o próprio homem o responsável pela falsa crença no mal,  pode ele se  livrar deste suposto poder  simplesmente por se recusar a acreditar nele. Trate o poder do mal tal como você o faria com qualquer outro problema, rejeitando-o como mentira cada vez que ele lhe vier à mente. Se você se recusar a acreditar que o mal tenha um poder além daquele que você lhe atribui , por nele acreditar,  logo se verá livre das várias formas sob as quais  o suposto “poder maligno” aparenta manifestar-se. Você irá se livrar do medo da doença, da carência, de desarmonias de toda espécie, tais como pecado,  velhice e morte, apenas para citar  algumas das suas assim chamadas evidências. .Para se livrar da base da mentira, chamada  “mal”,  terá que se livrar da preocupação mental que faz com que você viva a  negar e se esforçar para superar algo destituído de qualquer existência. Você não  compreenderá que Deus é o único poder e única presença, enquanto se mantiver acreditando num outro poder que se oponha a Deus. Além disso, você não conseguirá negar a existência do mal simplesmente por afirmar  não acreditar nele. Há tempos que vemos estudantes da Verdade  declarando que “o mal não existe”, mas sem saber o porquê daquilo estar sendo dito. Você próprio terá de compreender a”totalidade de Deus” e a “nulidade do mal”, sozinho e por você mesmo, e não apenas levar em consideração o fato de alguém ter-lhe feito tais afirmações. É o que você realiza  em sua própria consciência que se torna manifesto como suas demonstrações. Pare de acreditar no mal, e sua aparência de existência cessará, pois Deus é TUDO.
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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-2

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE II
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Um aspecto importante das parábolas, alegorias e ilustrações é o seguinte: não criam dependências! Cada um se vê diante de um “despertar  diretamente acessível”, que depende unicamente de si mesmo! Desse modo, é capaz de deixar de lado as falsas crenças de que alguma influência externa possa gerar o seu“despertar”. Há ensinamentos que disseminam a crença de que, se alguém entrar em contato pessoal com um suposto “iluminado”, receberá uma graça! O que Jesus disse aos discípulos foi: “Permanecei na cidade até que DO ALTO sejais revestidos do poder”, ou seja, sabia que o “despertar” decorre de uma atitude sincera de “busca” e da espontânea ação da própria Consciência iluminada que todos somos! Se alguém se aproximar fisicamente de um suposto “mestre iluminado”, e dele achar que “recebeu uma graça”, poderá ser até que a tenha recebido, mas de sua própria Consciência, que pôde Se manifestar devido unicamente à sua expectativa nesse sentido. Se a mesma expectativa fosse criada com a pessoa estando próxima a um cão ou gato, a mesma graça lhe seria concedida! “A tua fé te salvou”, disse Jesus, quando a mulher com fluxo de sangue o tocou e foi curada! Em sua terra, Jesus não curava! Não acreditavam nele e, dessa forma, a ação espiritual em cada um não acontecia! As pessoas precisam ter confiança plena na Verdade: compreender que Deus realmente é onipresente e que unicamente de SI MESMAS terão as revelações e o conhecimento absoluto! Jesus não mandou que alguém ficasse perto dele, a fim de receber “graças”, mas deixou as parábolas, por jamais pretender deixar crenças errôneas na mente das pessoas! Sabia que o “despertar” é uma Autorrevelação! O resto, é folclore! O contato com os ensinamentos, com as palavras da Verdade, pode realmente nos ser de grande valia; mas, acreditar que apenas um “ficar fisicamente” perto de alguém possa exercer qualquer influência nesse sentido é pura ilusão, e até mesmo materialismo! A única Consciência desperta é DEUS! E estamos, você e eu,  não apenas “próximos” a ela, mas sim com ELA PRÓPRIA SENDO O SER QUE SOMOS! Pare de ver mais luz fora de você, deixando, por isso, de contemplar a SUA PRÓPRIA LUZ, a Luz do Eterno que constitui o seu “EU”.

Outra parábola conhecida é a do leão que foi criado junto com cordeiros, acreditando ser um deles. Suas atitudes se mantiveram pacatas e parecidas com as dos cordeiros, até que num certo dia, ele escutou o rugido de um leão. Se para os cordeiros o rugido nada representou, já em seu caso aquilo serviu para que ele percebesse ser um igual! Ruiu a falsa crença de ter ele sido cordeiro por um instante que fosse! Sempre estivera sendo um leão! Assim, sem que nada nele se alterasse, meramente pelo seu ignorar da crença falsa e aceitação do fato verdadeiro, sua real identidade foi “restabelecida”. O Homem é Deus sendo o Cristo! Enquanto um mortal estiver sendo visto e aceito em lugar do Cristo que VOCÊ É, estará sendo um “leão criado em meio a cordeiros”. Por isso o conhecimento da Verdade o liberta! E a parábola explica como se dá esta sua libertação: tão logo você assuma JÁ SER O CRISTO, sem mais se identificar em nada com um ser humano nascido, em evolução, em estudos da Verdade, por se firmar no entendimento de que jamais você foi um ser humano, assim como jamais o leão estivera sendo um cordeiro, a Presença gloriosa de Deus lhe “aparecerá”, por ter sido reconhecida como sendo a SUA Presença. Por isso Jesus disse: “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”. Esta Verdade, como todas,  é universal!

Continua..>

A LUZ QUE CURA-2 (Final)

A LUZ QUE CURA
Irene Falco de Errecartt
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PARTE II – FINAL
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A percepção espiritual é a luz que cura, que ilumina todo o nosso ser e descobre a imagem divina. Esta luz espiritual revela a totalidade de Deus e o homem feito à Sua imagem. Mostra-nos que o Espírito é a única substância verdadeira e que o verdadeiro universo e o homem verdadeiro são ideias completas. Isto nos ajuda a abandonar toda a crença errônea como solidão, desespero, carência e doença, porque sabemos que são irreais. A Sra. Eddy declara o seguinte em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das escrituras: “Se corrigires a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo”.

Deus outorga a cada um de nós a capacidade de pensar corretamente. Quando tomamos posse de nosso pensamento e permitimos refletirem-se aí somente pensamentos da Mente única, a qual é toda inteligência e sabedoria, governamos cientificamente nosso corpo e toda a nossa vida humana. Ciência e Saúde diz-nos claramente: “A Mente exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus”.

A compreensão espiritual não se adquire da noite para o dia. Torna-se necessário um esforço inteligente. Através de oração sincera, paciência e inspiração, a mudança de consciência realizar-se-á. A luz nos chega a cada momento, se humildemente formos persistentes no estudo e na prática da Ciência Cristã e a compreensão do que é Deus e  o homem se irá revelando.

Expressar amor aos nosso semelhantes é uma forma de desenvolver nossa compreensão. Recebemos inspiração divina se praticamos as qualidades do Amor em nossa vida diária. Paulo explanou muito bem as qualidades que estão imbuídas de Amor: “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade”.

Constantemente nos redimimos ao viver essas qualidades. Isso nos deixa repletos da luz que cura.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã –  Outubro 1982)

PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-1

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE I
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Como a Verdade está acima do que o suposto intelecto pode captar, a literatura espiritual se vale de inúmeras parábolas, alegorias ou ilustrações buscando revelar o que já somos em meio ao festival de crenças falsas que nos tentam iludir e mostrar o que nunca fomos. Desse modo, buscando burlar o intelecto iludido, estas ilustrações objetivam unicamente o nosso “despertar”, sem contar com nenhum tipo de mudança no ser perfeito que já somos.

A “Parábola do filho pródigo”, por exemplo, mostra que da parte do seu pai, nunca houve separação. Foi o filho quem quis a “sua parte”, deixar a casa do pai para ir a “terra distante”. Quando ele se decidiu por voltar, o pai correu em sua direção e o acolheu da melhor forma possível! Jesus nos deixou esta parábola para revelar que “não existe Deus que nos tenha destituído de sua glória”, mas que este “ego”, de posse de “sua parte”, ao ser descartado, nos fará ver que “tudo que é do Pai é nosso”, o que depende, portanto, unicamente de nós mesmos!

Deus nunca nos vê “menores” do que Ele próprio, porque a Consciência é infinita e constitui o ser que somos. Todas as crenças humanas de pecado, de separatividade e de julgamentos do ego são pura ilusão! Ou a pessoa acata esta Verdade e se vê como Deus a vê, ou ela simplesmente ficará iludida até “voltar” à casa do pai!

Na alegoria do Éden, exposta no Gênesis, vemos que Deus, tendo criado o homem à Sua imagem e semelhança, ou seja, espiritual e perfeito, colocou-o no “paraíso”, ou seja, em Deus mesmo! Que diz a alegoria? Que Adão comeu o fruto proibido, da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, e foi expulso do paraíso! Mas, de fato, Adão não poderia ser expulso do “paraíso”, a não ser em crença falsa! O “paraíso” é a Onipresença, e, se Adão saísse de Deus, entraria em Deus ao mesmo tempo! Deus ocupa toda a Realidade, ou seja, a alegoria explica que Adão entrou somente numa “ilusão” de separatividade de Deus, por deixar de ver a perfeição em si mesmo e em toda parte, por se deixar prender ao julgamento pelas “aparências”, segundo as crenças no bem e no mal. Como “ilusão” não gera fato nem tampouco constitui um fato, mesmo se achando “expulso”, a realidade é que jamais Adão esteve fora do paraíso! E nem poderia fazê-lo, uma vez que sua Vida é Deus. Esta alegoria explica que você, assim como é agora, é a “Emanação de Deus”; se parar de se julgar pelos pares de opostos, deixando de ver bem e mal em si mesmo, bem como na totalidade do que constitui o Universo, estará deixando a “ilusão” de lado, para conscientemente experienciar a Verdade que sempre foi, é e será, ou seja, a sua imutável natureza divina em unidade eterna com Deus.

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A LUZ QUE CURA-1

A LUZ QUE CURA
Irene Falco de Errecartt
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Parte I
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Em cada ser humano acha-se latente sua semelhança divina. A fim de descobri-la e trazê-la à tona necessitamos a luz da compreensão espiritual, que ilumina a realidade.

Essa luz manifestou-se em minha vida pelo estudo e prática da Ciência Cristã. Durante alguns anos fui a uma Sala de Leitura da Ciência Cristã todas as semanas para ler e estudar. Cristo Jesus muitas vezes retirava-se para lugar tranquilo a fim de orar, e achei que a Sala de Leitura era o lugar sossegado em que eu podia elevar meu pensamento a Deus. Aí achei-me cercada de Amor. Os bibliotecários ajudaram-me na escolha de boa leitura. Aprendi a estudar as lições bíblicas, a encontrar nelas a mensagem espiritual e praticar na minha vida diária o que aprendia.

Uma das minhas primeiras curas foi a de solidão profunda, que se refletia numa saúde muito delicada. Frequentes resfriados forçavam-me a permanecer acamada e a faltar ao emprego. Ainda quando eu estava em condições de ir ao emprego, não tinha apetite algum e achava-me constantemente mal nutrida. Tudo isso tornava-me muito infeliz. A minha pesquisa sincera e honesta na Sala de Leitura foi, porém, abençoada com uma progressiva compreensão espiritual, com a luz que eu procurava.

Graças à Ciência Cristã comecei a ver-me como filha de Deus e a reconhecer nEle o meu Pai-Mãe. Deus é Causa, é Princípio, é Tudo. Ele é o bem e é Amor. Cada um dos seus filhos reflete as qualidades que Ele possui. Sua progênie manifesta poder, porque Deus é Espírito; inteligência e sabedoria, porque Deus é Mente; beleza e harmonia, porque Deus é Amor.

Sob a luz da Verdade vi que os meus parentes, meus amigos, os colegas de trabalho, os habitantes do meu país e o mundo inteiro vivem, em realidade, numa única Mente como filhos de um mesmo Pai, que nos ama a todos igualmente. Senti-me unida ao mundo infinito e eterno do Espírito, onde somente o bem existe.

Esta maneira iluminada de ver-me a mim e ao meu próximo causou-me grande alegria e desejos de viver. Os problemas físicos desapareceram, as relações melhoraram. Pouco tempo depois encontrei o homem que seria meu marido. Juntos, partilhamos do estudo estimulante da Ciência Cristã, pois sabíamos que esta revela a fonte da verdadeira felicidade e o caminho para o progresso infinito.

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MAIS DO QUE COM ATITUDES HUMANAS

MAIS DO QUE
COM ATITUDES HUMANAS
DÁRCIO
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O nosso dia-a-dia não é coisa definida, mas uma projeção do que aceitamos mentalmente mais as influências do inconsciente ou crença coletiva com que deixamos nos sugestionar. Cada contemplação da Verdade que fazemos, tem como efeito que a luz divina seja derramada na suposta mente humana, e esta influência purificadora é a ação que faz o mundo das aparências se nos apresentar com os “bens vindos de acréscimo”. Portanto, é imprescindível, como disse Jesus, que “o Reino de Deus seja buscado em primeiro lugar”. Há pessoas que vão primeiro ao mundo, se dizendo cheias de coisas para resolver, e que irão meditar quando se sentirem aliviadas destas pressões e ocupações! Isto, no caso de alguém que estuda a Verdade,  seria “o rabo abanar o cachorro”, pois, quem primeiro confia em atitudes humanas de resolução das coisas é materialista! Os materialistas não sabem que o mundo e seus problemas são uma ILUSÃO! E partem diretamente rumo a ele, sempre preocupados e ansiosos! Já aquele que estuda a Verdade deve atender à recomendação iluminada de Jesus, procurando antes de tudo a serenidade mental, a contemplação da Verdade e a admissão consciente de que DEUS É TUDO e que a harmonia é onipresente,  sendo Deus, portanto, a MENTE ÚNICA em atividade como a  Mente dele e como a Mente de todos.

Somente após este tipo de conscientização deveremos ir ao mundo, em nossa vida cotidiana;  somente então, tomaremos  atitudes espontâneas e sem “stress”, que nos virão inspiradas em cada situação! Quem assim fizer, verá a diferença em tudo que fizer! A mente atribulada escolhe ruas congestionadas, com semáforos fechados, acha falta de vaga em estacionamentos, chega ao encontro atrasado ou depois que a pessoa procurada “já saiu”, etc, etc, etc. Enquanto o REINO DE DEUS não se tornar prioritário para nós, estaremos nos sujeitando às leis do mundo! Quanto mais a pessoa reconhecer a inexistência da matéria e a perfeição da natureza real do Universo, que é espiritual e sempre harmoniosa, menos “atitudes do ego” terá que tomar, e mais a sua vida transcorrerá pela Graça, e não mais “pelo suor do rosto”.

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DO INTELECTO AO DISCERNIMENTO

DO INTELECTO AO
DISCERNIMENTO
Vivian May Willams
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Pergunta:
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Eu entendo, intelectualmente, que eu sou já agora um ser espiritual no paraíso (um estado perfeito da mente); porém, eu não aparento torná-lo prático. Como posso tornar esta Verdade mais prática em meu dia-a-dia?

Resposta:
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A dificuldade em avançar da crença intelectual em sua natureza espiritual para a realização da verdade de sua existência é comum entre quem estuda a Verdade. Como você, provavelmente, passou a vida toda aceitando que a matéria é realidade, terá, a partir de agora, de fazer uma mudança em seu modo de pensar. Em vez de encarar o Universo como uma manifestação externa a você, e a sua vida humana como um tipo de passagem através do tempo rumo à eternidade, você terá de paralisar todo esse modo de pensar e achar a eternidade já no aqui e no agora. E você terá de saber que o Universo espiritual em si, é o homem espiritual, ou a Consciência real de Deus. Se você identificar-se com a Cristo-consciência, seu real Ser espiritual, logo passará a conhecer que o Amor divino (entendimento) é o único Ego, Vida e Mente que você possui. Nada pode separá-lo desta consciência harmoniosa ilimitada, a não ser sua adesão à crença de que é um ser humano e material. Se Deus é o infinito “EU SOU”, a única individualidade, conclui-se que o “eu humano” não existe. Você precisará resistir e dominar toda crença em homem material e em mundo material. Com paciência, persistência e fé, esta crença humana irá diminuir, com o seu lugar se mostrando estar preenchido com a consciência do Pai-Mãe-Deus, que seu ser real reflete e exprime.
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A NATUREZA DA VERDADE

A NATUREZA DA
VERDADE
Joel S. Goldsmith
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Espiritualmente, somos igualmente herdeiros de Deus, filhos de Deus – herdeiros, co-herdeiros. Humanamente, Deus nem mesmo nos conhece. Não somos sequer conhecidos por Deus humanamente. Se Deus conhecesse seres humanos, todos seriam perfeitos. Se Deus conhecesse seres humanos, todos haveriam de ser saudáveis, prósperos e sábios. Se Deus conhecesse seres humanos, jamais um deles morreria. Deus não conhece seres humanos – não conhece humano algum, porque os humanos seguiram o caminho da carne. Para sermos conhecidos de Deus nós devemos ser filhos de Deus, herdeiros de Deus; e, para sermos filhos de Deus ou herdeiros de Deus, precisamos fazer algo. Como vínhamos aceitando esta criação dualista, esta crença no bem e no mal, esta egoidade apartada de Deus, esta imagem de nós mesmos, e que não constitui o ser que somos – aceitando, entretanto, tudo isso até agora, teremos de fazer alguma coisa. E a missão toda de Cristo Jesus – sua missão integral – foi nos mostrar o que nos caberá fazer para nos tornarmos filhos de Deus novamente – sermos restabelecidos no reino de Deus.
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Jesus ensinou-nos aquilo que devemos  e aquilo que não devemos fazer. Apontou-nos que não devemos agir segundo a lei do “olho por olho, dente por dente”. Não devemos retribuir o mal com o mal. Muita coisa nos disse sobre o que não devemos fazer; porém, ele principalmente nos apontou aquilo que devemos fazer: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Sim, logicamente, todo aquele sob a cobertura do céu conhece esta declaração: “Ama o próximo como a ti mesmo”. Isto se tornou um clichê mundial. Mas, diga isto francamente às pessoas, de homem para homem ou de mulher para mulher, e elas lhe dirão: “Sim, entretanto isto não é nada prático!  Era  correto para Jesus, mas não para nós.” Elas não poderiam estar mais distante da verdade. Não puseram isto em prática, e não puderam testemunhar  a sua praticidade. E isto não apenas é muito prático, mas , para ser franco, constitui a maneira única de nos restabelecermos no reino de Deus.
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O Sermão da Montanha deve se tornar, para nós, um conjunto de princípios de vida. Deve ser considerado o padrão de nossa existência, se é que trabalhamos para sair da mortalidade rumo à imortalidade, para deixarmos ser alguém da terra, um homem natural, para, uma vez mais, sermos o Cristo. Há certas coisas que precisam ser feitas. Não devemos estar apreensivos quanto à nossa vida. Esta recomendação elimina todo tipo de oração por você mesmo, não? “Não esteja apreensivo quanto à sua vida”. Tente pôr isso em prática, e constatará quão louco poderá ficar, graças a Jesus e graças a mim. A Jesus, por ter ele  dito isso primeiramente, e,  a mim, por  tê-lo lembrado disso. Observe como é difícil parar de orar por você mesmo, pela sua vida, pelo que irá comer ou beber, ou pelo que irá vestir. E, também, pelo transporte que irá ter, pelo lar que irá possuir, ou pela companhia que irá ter. Pense em varrer todas estas coisas de sua mente, a fim de poder ser filho de Deus, a fim de poder buscar a dimensão divina, o reino de Deus – o Meu reino que não é deste mundo. Você não conseguirá aplicar o Meu reino, a Minha graça, o Meu poder ou a Minha paz em cima “deste mundo”.
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A MENTE ÚNICA APARECE COMO HARMONIA…

A MENTE ÚNICA APARECE COMO
HARMONIA NAS SUPOSTAS MENTES PESSOAIS
DÁRCIO
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Todo suposto conflito entre  pessoas não é, na verdade,  um conflito, mas a crença dualista em atividade ilusória e à espera de ser desmantelada. Não há “outras mentes” ao lado da Mente divina, que é oniativa, ou seja, ativa como a Mente individual de todos nós ao mesmo tempo! Acreditar em mentes pessoais, ou em mentes em diferentes estágios evolutivos, é simplesmente negar a Verdade de que a Mente divina é onipresente.

Em vez de se preocupar com os supostos conflitos humanos, gerados dessa crença falsa em “mentes em oposição”, ocupe-se em reconhecer silenciosamente, e o tempo que lhe for requerido, a Mente única, Deus, harmoniosa e em plena atividade”, tanto em você como em todos os “envolvidos”. Trabalhe internamente! Reconheça a Verdade da Mente única em ação, e “entregue-se” à SUA ATIVIDADE! Assim como você veria a luz de cada raio do Sol como sendo o Sol em ação de UNIDADE, veja cada suposta “pessoa” como sendo a Mente de Deus em ação! Esta contemplação, depois de ser afirmada, deve ser “contemplada” sem esforços! “A Mente divina, em mim, faz as obras!” – pense assim e se solte, deixando a Verdade Se manifestar COMO a SUA Mente e COMO a Mente de todos! Não faça isso apenas mentalmente! Vá além do mental e sinta-se transcendente ao mundo e  seus pensamentos! Aja como se fosse um sonhador contemplando, não mais seu sonho, mas seu quarto de dormir! Mude o foco da atenção! Tire-o do “sonho” e focalize diretamente  a Realidade divina de Luz resplandecente! Faça esse tipo de “tratamento espiritual” repetidamente, até ver a situação visível resolvida!  Repita-o sempre que puder, dentro de sua disponibilidade de tempo! Mas não se preocupe com resultados, e sim com sua permanência nesta Verdade: DEUS É A ÚNICA MENTE EM AÇÃO! PORTANTO, A HARMONIA JÁ É A VERDADE MANIFESTADA!

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COSAS MARAVILLOSAS ESTÁN SUCEDIENDO-5

COSAS MARAVILLOSAS ESTÁN
SUCEDIENDO
DOROTHY RIEKE
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-5-

LA ACTITUD POSITIVA

¿Cómo te clasificarías como Científico Cristiano? ¿Positivo o negativo?
Recuerda, que en el testimonio que se dio, fue la actitud positiva y gozosa lo que
produjo resultados estupendos. ¿Aceptas la Verdad de todo corazón sin ninguna
reserva? Si lo haces, entonces eres positivo. Si el error parece presentarse, ¿lo
inviertes instantáneamente y lo sustituyes con la Verdad? Si es así, eres positivo.
¿Estás total y completamente convencido y seguro que Dios es Todo y que todo
es perfecto? Clasifícate como positivo. ¿Eres constante, consistente, determinado,
resuelto, firme y hasta obstinado al ponerte del lado de la Verdad? Si es así, date
un sobresaliente con mención especial por ser positivo. ¿Y qué es lo que esperas
anhelante? ¿Estás siempre esperando que ocurran cosas maravillosas? ¿Tienes
una fe absoluta en que sólo puede ocurrir lo bueno? De no ser así, hay poca
evidencia convincente de que eres positivo. Estoy segura que sería imposible
encontrar a un Científico Cristiano negativo en esta Asociación.

LA ACTITUD NEGATIVA

He aquí algunas evidencias que hacen mención a Científicos Cristianos
negativos. La persona que tiene la esperanza de ser sanada, en lugar de saber
que lo será; la persona que cree que la Ciencia Cristiana funciona para todos
menos para ella; la persona que siempre está pensando o esperando que suceda
lo peor. Se escucha con frecuencia “Es demasiado bueno para ser verdad”. Y
¿qué les parecen estos comentarios? “Oh sí, sé que soy perfecto realmente, pero
estoy lejos de manifestarlo”. O, “Tengo un Padre celestial rico, pero Él no ha
compartido ninguna de Sus riquezas conmigo”. O aquel que está seguro un minuto
pero inseguro al minuto siguiente, plantándose firmemente en la Verdad un día,
pero dudando al otro día, decidiendo no abandonar jamás el concepto correcto,
pero haciéndolo ante el primer indicio de error.

Escuchen lo que dice el diccionario sobre la palabra “positivo”.

Comprobarán que es un requisito esencial para ser Científico Cristiano: “confiado,
seguro, firme”. Y me encanta lo que se agrega: “agresivamente seguro”. Otra
definición dice: “que no deja duda”. Ciertamente no queda mucho lugar a dudas
con respecto al desenlace de la experiencia de una persona cuando se la oye
decir: “No estoy preocupado por nada, están ocurriendo cosas maravillosas”. En
nuestro propio pensamiento, en nuestra propia meditación y estudio, en nuestra
propia oración, nunca debería haber ninguna duda sobre la Totalidad de Dios y la
perfección de Toda su creación.

Sólo debe existir la más absoluta convicción que Dios es Todo y que todo
es perfecto. Y cuan importante es al compartir nuestro pensamiento con los
demás, que cada cosa que decimos lleve el toque de clarín de la felicidad, la
confianza, la convicción de que el bien es supremo, y de ello se desprende que las
bendiciones de Dios están siempre disponibles, a nuestro alcance.
DIOS

¿Qué clase de Dios tenemos? ¿Hay alguna interrupción durante la cual Él
no es Todo-en-todo? ¿Hay alguna incertidumbre en Dios como Principio, alguna
desviación en Dios como Verdad, alguna inconsistencia en Dios como Amor?
Santiago nos da una magnífica descripción de nuestro Dios positivo e inmutable
cuando escribe. “Toda buena dádiva y todo don perfecto desciende de lo alto, del
Padre de las luces, en el cual no hay mudanza, ni sombra de variación” (Santiago
1:17). Siendo así, debido a que somos los hijos de Dios, creados a Su imagen y
semejanza, no tenemos otra opción más que expresar las cualidades que no
cambian ni tienen sombra de variación. Todos estamos familiarizados con esa
gloriosa promesa de libertad si conocemos la Verdad. Cuando Jesús dijo:
“Conoceréis la Verdad y la Verdad os hará libres” el requisito previo que presentó
fue: “Si vosotros permaneciereis en mi palabra… conoceréis la Verdad y la Verdad
os hará libres” (Juan 8: 31, 32).

¿Cuándo estamos más conscientes de la presencia de Dios? ¿Cuándo
sentimos Su presencia, vemos Su Totalidad, contemplamos Su universo perfecto,
vemos al hombre perfecto? ¿No es acaso cuando permanecemos en Su palabra?
¿No es cuando mantenemos el pensamiento firme en lo imperecedero, lo bueno y
lo verdadero?. La Sra. Eddy dice: “Mantened vuestro pensamiento firmemente en
lo perdurable, lo bueno y lo verdadero, y lo experimentaréis en la medida en que
ocupen vuestros pensamientos” (Ciencia y Salud, 261: 4). Entonces es cuando la
inspiración de la Mente divina fluye en nuestra conciencia expectante. Entonces es
cuando estamos llenos del conocimiento de la gloria del Señor, cual las aguas
cubren el mar. ¿recuerdan la experiencia de Esteban? Cuando Esteban miró
firmemente hacia el cielo, vio la gloria de Dios y a Jesús a la derecha de Dios.

LA ACTITUD DE FIRME DOMINIO

La actitud de firmeza es esencial para la curación. Nuestra Guía nos da una
regla específica para sanar cuando declara: “ Cuando la ilusión de enfermedad o
de pecado os tiente, aferraos firmemente a Dios y Su idea. No permitáis que nada
sino Su semejanza more en vuestro pensamiento. No consintáis que ni el temor ni
la duda oscurezcan vuestro claro sentido y serena confianza, que el
reconocimiento de la vida armoniosa – como lo es la Vida eternamente – puede
destruir cualquier concepto doloroso o creencia acerca de lo que la Vida no es”
(Ciencia y Salud 495:17-25). La actitud de dominio, de plantarse firmemente , de
persistir, de constancia, de mantenerse inamovible, es una exigencia que nos
hace nuestro Padre celestial. Es una ley que ha sido establecida para nosotros,
los Científicos Cristianos. Por tanto, no tenemos alternativa sino que debemos ser
firmes y constantes. Sin embargo, esto no está por encima del alcance del
hombre. Nuestra herencia es dominio. Heredamos el dominio de ser constantes y
firmes de nuestro Padre celestial, en quien no hay variación. Es más, Dios a
sabiendas Le dio al hombre dominio sobre todo. Al hablar de este dominio, nuestra
Guía dice: “Su patrimonio es señorío, (dominio) no servidumbre. Señorea sobre la
creencia de tierra y cielo y está subordinado sólo a su Hacedor. Eso es la Ciencia
del ser” (Ciencia y Salud 518:1).

Controlados por la Verdad, nos vemos forzados a manifestar consistencia e
invariabilidad. Y con Dios como nuestra Mente, gobernándonos y controlándonos,
no nos queda más que estar seguros y ser positivos. La Sra. Eddy nos dice que
nos aferremos perpetuamente al pensamiento de que es el Cristo, el Espíritu
Santo lo que nos capacita para demostrar con certeza científica. Esto aclara
mucho que no estamos solos en nuestros esfuerzos por expresar dominio o
señorío. Dios siempre está a mano; no sólo capacitándonos sino impeliéndonos,
forzándonos a demostrar con certeza, seguridad, sentido positivo, constancia y
persistencia las reglas de la curación.

Noten que al presentar esta declaración, la Sra. Eddy no dice que debemos
tener este pensamiento hoy y no mañana, o que debemos tenerlo por una hora.
Dice: “Mantened perpetuamente el pensamiento”. Por cierto que no hubo duda ni
variación o desviación en su enfoque. Una breve oración que la Sra. Eddy
compartió con una amiga suya me ha permitido expresar mi dominio y firmeza. La
Sra. Eddy se la dio a Laura Lathrop cuando le pidió que estableciera la Segunda
Iglesia en la ciudad de Nueva York: “No hay ninguna otra mente que me tiente,
me dañe, ni me controle. Entiendo esto espiritualmente, y soy dueño de la
situación.” Por la única Mente divina que nos controla, somos incapaces de ser
débiles o de carecer de confianza, firmeza y constancia. Ni siquiera podemos ser
tentados a perder la fe o a estar inseguros. En su lugar, somos los amos de la
ocasión. Somos los hijos firmes, positivos, seguros, confiados, consistentes,
persistentes del único Padre-Madre Dios en quien no hay variación ni sombra de
mudanza.

Me gustaría concluir esta disertación sobre la importancia de ser positivo
con las palabras de Pablo: “Así que, hermanos míos amados, estad firmes y
constantes, creciendo en la obra del Señor siempre, sabiendo que vuestro trabajo
en el Señor no es en vano” (1 Cor. 15:58)


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COSAS MARAVILLOSAS ESTÁN SUCEDIENDO-4

COSAS MARAVILLOSAS ESTÁN
SUCEDIENDO
DOROTHY RIEKE
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– 4 –

Solamente estamos reclamando lo que es verdadero acerca de nosotros
mismos. La mentira es que el hombre puede ser infeliz. El hombre, que nunca ha
nacido en la materia, viviendo en el cielo de la conciencia divina, no ve nada, no
escucha nada, no siente nada que lo haga desdichado. Dado que está por
siempre en la presencia de Dios, el Bien, sólo tiene motivos de alegría y éxtasis en
su experiencia. La Sra. Eddy estableció el hecho que el hombre siempre está en el
punto de la alegría cuando escribió en el libro de texto: “El hombre no es un
péndulo, oscilando entre el mal y el bien, el gozo y el pesar…” (Ciencia y Salud,
246:1). Noten que la Sra. Eddy no pone ninguna limitación en la alegría que
expresamos, sino que pone énfasis en que el hombre es tributario a la felicidad sin
límites.

El motivo científico de la felicidad
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Es mucho más fácil demostrar la felicidad, si el motivo para ser felices es
científico. ¿Qué es lo que te hace feliz? ¿Es una persona, un lugar, una cosa? ¿Es
tu hogar, tu iglesia o tu empleo? ¿Son los acontecimientos externos o las
circunstancias humanas? ¿Eres tentado alguna vez a decir que serás feliz
cuando…., o si…..? Sólo hay una base permanente, cierta, segura para la
felicidad, y esa base es Dios. Una y otra vez la Biblia nos dice que nos
regocijemos en el Señor. Ciencia y Salud nos dice en 60:31: “… alcanzaríamos la
felicidad más fácilmente y la conservaríamos con mayor seguridad si la
buscásemos en el Alma”. Regocíjate entonces y sé extremadamente feliz porque
es Dios quien te hace feliz. Sé que muchos habéis escuchado el hermoso solo que
termina diciendo: “Dios es, saberlo es suficiente”. Aboga por el caso a favor de la
felicidad con absoluta convicción de que la simple presencia de Dios es suficiente
para producir gozo y felicidad. Cuando me encuentro tentada a expresar algo que
no sea gozo, abro Ciencia y Salud por la página 520: 2-4 “La Mente insondable
está expresada. La profundidad, anchura, altura, poder, majestad y gloria del Amor
infinito llenan todo el espacio. ¡Eso es suficiente!” Es verdaderamente
conmovedor contemplar la profundidad del Amor, la anchura del Amor, la altura
del Amor, el poder del Amor, la majestad del Amor y la gloria del Amor infinito
llenando todo el espacio. Y después me pregunto “¿Es esto bastante para
hacerme supremamente feliz?” Entonces tengo que admitir que ¡ciertamente lo es!
Es magnífico que nuestra felicidad no puede estar limitada ni restringida por
las circunstancias humanas. Nuestro gozo no depende de si ganamos un auto o
no, o si conseguimos aquel apartamento, o si nos casamos con aquella persona, o
si ganamos las elecciones, o recibimos esa herencia, u obtenemos ese aumento
de sueldo, o experimentamos esa curación. No, nuestra felicidad depende
únicamente del hecho que Dios es. Por esta razón, nuestro gozo y felicidad jamás
nos pueden ser quitados, porque Dios nuestra sola y única causa para la felicidad,
siempre está con nosotros.

La alegría es causa y no un efecto

Los que escucharon la conferencia de mi esposo titulada “Descubriendo
relaciones armoniosas mediante la Ciencia Cristiana” pueden recordar la
pertinente ilustración que usó al hablar del óleo, el aceite, de la alegría.
Primeramente advirtió que decir: “Seré feliz cuando suceda tal cosa o si cambia tal
circunstancia” en realidad es posponer nuestra felicidad o nuestro cielo. Asemejó
dicha actitud a la persona que lleva su auto a una estación de servicio porque
despide humo, tiene un olor peculiar y hace ruidos extraños. Cuando el mecánico
le dice que necesita aceite, él responde: “Cuando mi auto tenga un andar suave,
no se caliente demasiado ni haga ruidos desagradables, entonces lo
recompensaré con un litro de aceite”. ¡Qué tontería! El aceite va primero y como
resultado el auto andará bien. Esto es verdad en nuestra experiencia diaria.
Primero debemos verter el aceite, el óleo de la alegría; entonces nuestros asuntos
humanos serán lubricados para que “funcionen bien”.

En realidad, nuestra ocupación humana no cambia nada, se puede ser
mejor maestro, abogado, carpintero, gerente de oficina, contador, ama de casa,
practicista o lector si nos estamos regocijando en el Señor. Nuestro trabajo se
realiza más rápidamente, con menos esfuerzo, con mayor éxito, cuando estamos
cumpliendo con nuestras tareas con alegría y gozo. Es mucho más fácil demostrar
el sentido correcto de hogar, provisión, compañía, empleo y relaciones armoniosas
con nuestro prójimo si reclamamos el gozo que es nuestro.

No solamente es cierto que verter el óleo de la alegría beneficia todas
nuestras actividades, sino que beneficia a nuestro cuerpo y nuestra salud. Si
deseamos ser saludables, deberíamos tomar grandes dosis del óleo de la alegría.
No hay absolutamente ninguna medicina mejor. Remontándonos a la época de
Salomón, vemos que éste reconoció que la salud del hombre está influida por su
pensamiento. Salomón defendió el caso en contra de la infelicidad y a favor del
gozo, cuando dijo: “El corazón alegre constituye buen remedio; mas el espíritu
triste seca los huesos” (Prov. 17:22).

¿Alguna vez han oído de una persona supremamente feliz que manifieste
problemas cardíacos, enfermedades cutáneas, artritis, reuma, dificultades
digestivas, tuberculosis o cáncer? No, ninguna de estas pretensiones pueden
manifestarse cuando la felicidad suprema sobre la base de la totalidad de Dios se
está manifestando consistentemente. En efecto, no importa cuál sea la pretensión
física, uno de los pasos más importantes al aniquilar el error es ayudar al paciente
a encontrar su verdadera felicidad. ¡El gozo y la alegría sanan! Recuerden que
Jesús le pidió al paralítico que se regocijara antes de ser sanado.

Una Segunda Lectora de una de nuestras iglesias en mi ciudad
repentinamente se encontró incapacitada para caminar. La condición era
embarazosa para ella además de alarmante, porque había llegado el fin de
semana y se suponía que ella debía leer el domingo y presentar a un
conferenciante el lunes por la noche. Parecía que cuanto más trabajaba en la
Ciencia, más empeoraba su condición. Finalmente, dejó de trabajar. Se tornó a
Dios y dijo: “Padre, no me importa si no vuelvo a caminar, lo que si es importante
es que sé que eres mi amado Padre-Madre Dios, y que yo soy tu imagen y
semejanza”. Dijo al dar su testimonio, que estaba tan feliz, tan emocionada y
entusiasmada, tan extasiada por el conocimiento de que Dios era su Padre y

Madre, que honestamente no le importaba poder caminar nuevamente. Fue
entonces, cuando sanó. Estaba tan animada, tan enternecida, tan feliz, tan
satisfecha, tan contenta porque Dios era su Padre-Madre, que absolutamente
nada más era importante para ella, ni siquiera caminar. ¡No es de extrañarse que
haya sanado! Literalmente estaba poniendo a Dios primero y el caminar le vino por
añadidura.

¿Recuerdan que en el primer testimonio, traje a colación un par de veces
que, independientemente de lo que sucedía en los cuerpos o en los asuntos
humanos de esas personas, ellas rechazaron el preocuparse y se regocijaron
porque cosas maravillosas estaban teniendo lugar? Hoy les pido a todos que
adopten ese mismo enfoque gozoso de las cosas. Sin hacer caso de lo que
parece estar ocurriendo en sus cuerpos o actividades humanas, mantengan su
alegría, defiendan el caso a favor de la felicidad, demuestren arrobo [arrobar es
producir tal admiración o placer que esta persona se olvida de cualquier otra cosa
y de sí misma], sobre la base que Dios es la fuente de su alegría y dicha, y por
esa razón, jamás les puede ser quitada. Entonces, también verán pasar cosas
maravillosas.

Cont.

“GLORIFICAI A DEUS NO VOSSO CORPO”

“GLORIFICAI
A DEUS NO VOSSO CORPO”
Dárcio
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Segundo a Bíblia, Jesus Cristo apareceu como Luz ao apóstolo Paulo, justificando o aparecimento como meio de torná-lo ministro e testemunha da Verdade. E assim, o próprio Jesus ensinou a Paulo a Verdade, o que podemos constatar pelos seus escritos, que, mesmo adaptados ao povo por várias adequações, buscaram preservar o princípio verdadeiro do ensinamento genuíno. As igrejas se perderam no decorrer das épocas! Sem a base real, de que “o Cristo é tudo em todos”, como disse Paulo (Colos. 3:11), partiram sempre da ILUSÃO, julgando o homem como material e pecador, entulhando-o de culpas e auto-recriminações, colocando sobre ele a “missão impossível” de ser “perfeito como Deus” através de força de vontade,  evolução ou ego-redenção.

De fato, Jesus disse para “sermos perfeitos como nosso Pai celestial é perfeito”. Disse  porque assim ele nos via, com os olhos da Verdade! Jesus sabia que a UNIDADE PERFEITA é a Realidade onipresente, a que denominamos Deus! Desse modo, ele simplesmente esperava de cada seguidor esta “abertura de visão”, através da qual as “trevas da dualidade” ficariam automaticamente dissipadas pela Presença da LUZ INFINITA, por nós aceita, reconhecida e experienciada.

Assim como Jesus nos direcionou ao Pai interior, sem jamais pretender ser visto como “alguém especial”, também Paulo fez a mesma coisa: pregava o Cristo impessoal; seu respeito a Jesus Cristo não era à sua pessoa, mas à Verdade que Jesus representa para a humanidade, Verdade que Paulo discerniu ser Deus em todos. Em vista disso,   pregou este “Deus em nós” como foco de nossa atenção, e não o próprio Jesus, como  fazem as igrejas dos “apagados” até hoje em dia! “Glorificai a Deus no VOSSO corpo no VOSSO espírito, os quais pertencem a Deus”, disse nitidamente Paulo (I Cor. 6: 20). Por que assim nos disse? Por ter aprendido com Jesus e não com “pregadores terrenos”. Certa vez uma pessoa me disse: “Só a “sua metafísica” encara o Evangelho dessa forma; todas as demais igrejas ensinam que somos salvos por Jesus Cristo”. Eu abri a Bíblia, mostrei-lhe esta frase, “Glorificai a Deus em VOSSO corpo e em VOSSO espírito”, e disse a ela: “Isto é metafísica ou é o Evangelho?” A resposta que obtive foi a seguinte: “Ah, eu não vou discutir religião!”

O povo foi saturado de falsas crendices religiosas; assim, as Verdades reveladas, de tão deturpadas e manipuladas que foram, ficaram despercebidas pela maioria! “Os verdadeiros adoradores adoram o Pai em espírito e em verdade”, disse Jesus! Logo, os demais são falsos adoradores! Jamais Jesus puxou atenção para si mesmo! “É que para nós, Jesus e o Pai são o mesmo”, também já me disseram. Que resposta eu dei? Respondi fazendo outra pergunta: “Se Jesus e o Pai são o mesmo, por que Jesus disse que “somente o Pai sabia, e não era dado ao filho saber quando iriam ocorrer as coisas que ele estava profetizando?” E não obtive resposta nenhuma!

Todos somos o mesmo Deus, pois, Deus é Tudo! Jesus não é Deus, uma vez que Deus é o próprio Deus, tanto nele como em todos! Por isso Jesus orava, adorava o Pai e nos ensinava a fazer o mesmo! Jesus e Paulo ensinaram a mesma coisa: a meta é Deus em NÓS! Qualquer desvio para o exterior, seja em direção a Buda, a Jesus, ou a qualquer “outro”, será a negação da Verdade pregada por todo aquele que a conheceu!

Que significa “glorificar a Deus em nosso corpo e em nosso espírito”? Significa perceber que Deus é nosso Espírito e que o nosso Corpo é o Templo de Deus, tudo iluminado, divino, imaculado, espiritual e perfeito, aqui e agora! Se você estiver vendo em você “matéria”, e não Deus, estará “glorificando a ILUSÃO”. Não existe matéria, e não existe nada, senão Deus, sendo o ser que todos somos! Quanto mais assim nos considerarmos, menos ILUSÃO acobertaremos! A Verdade é infinita! Busque-A em VOCÊ! Não aceite algo dessemelhante da Verdade fazendo parte do seu EU! Permaneça na UNIDADE e repudie com vontade as crenças dualistas, religiosas ou não! DEUS É TUDO! Glorifique-O em VOCÊ! Não cometa o disparate mental de achar que este Deus, em VOCÊ, é “menos Deus” do que em alguém mais! “Dei-lhes a glória para serem UM – perfeitos em UNIDADE” (João 17:22). Grave bem esta recomendação taxativa de Paulo: “Glorificai a Deus no VOSSO corpo e no VOSSO espírito, os quais pertencem a Deus!” Por que é dito que pertencem a VOCÊ e, também, que pertencem a DEUS? Claro, VOCÊ JÁ SABE A RESPOSTA!

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