ILUSÃO: UM PONTO IMAGINÁRIO

ILUSÃO:
UM PONTO IMAGINÁRIO
Dárcio

DEUS É TUDO! Eis a base ou premissa fundamental do estudo da Verdade. Decorre, desta aceitação radical e sem reservas, que “ao lado de Deus” nada existe, ou seja, que ao lado de Deus só “ilusão” existe, o que significa que “nada” e “ilusão” são sinônimos. E, quando contemplamos esta Verdade da totalidade de Deus, podemos notar que a ilusão se reduz a um “ponto imaginário”, um “pontinho” que é único! Que ponto seria este? O ponto em que VOCÊ SE SEPARA DE DEUS, ou, visto de outro ângulo, o ponto em que DEUS SE SEPARA DE VOCÊ.

O Universo é uma UNIDADE! Conhecer a Verdade é ter em mente, e com clareza total, esta natureza una e indivisível da Existência. “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim” – eis a rogativa de Jesus; ele sabia que este discernimento, de que TUDO É UM, desfaria a ilusão!

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Durante a “Prática do Silêncio”, localize, EM SUA MENTE, este “ponto imaginário” que, ilusoriamente, o separa de Deus. Veja-o se dissolver em sua percepção de que TUDO É UM, TUDO É DEUS! Perceba sua Consciência sendo infinita, sem o “ponto de separação”  da Consciência iluminada e todo-abrangente! Perceba sua Identidade específica sem o “ponto de separação”, que a faria  uma existência apartada da Onipresença! Destrua o “ponto imaginário” em todos os aspectos que ele lhe aparentar existir! DEUS E VOCÊ SÃO UM! O EU SOU INFINITO E INDIVISÍVEL!  A ILUSÃO SE REDUZ A ESTE INEXISTENTE PONTO! CONTEMPLE SUA NULIDADE, ATÉ QUE LHE FIQUE TOTALMENTE CLARO QUE O DEUS-VIVO É VOCÊ VIVENDO! DESPERTANDO DO “PONTO IMAGINÁRIO” SEPARATISTA, VOCÊ ESTARÁ SENDO A VERDADE INFINITA! SEM DIVISÕES E SEM DUALISMOS!  NÃO EXISTE “PONTO” EM QUE DEUS TERMINA E VOCÊ COMEÇA! TUDO É UM!
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A PERFEIÇÃO SENDO VOCÊ

A PERFEIÇÃO SENDO
VOCÊ
DÁRCIO
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Há pessoas que, ao lerem a Bíblia e encontram Jesus dizendo: “Sede perfeitos assim como é perfeito o vosso Pai celestial”, logo se veem distantes de estarem cumprindo isso! Muitas religiões vieram lutando para aperfeiçoar o ser humano, para evoluir a mente humana, enfim, lutando para transformar “ILUSÃO” em perfeição divina! E, obviamente, esta meta nunca foi alcançada!  Ela é inatingível! Jamais qualquer ser humano será tão perfeito quanto Deus! Nem Jesus Cristo foi humanamente perfeito, uma vez que encontramos registros de que ele se irritava, sentia medo, tristeza, etc. Mas, ele mesmo disse: “Se o mundo vos aborrece, aborreceu também a mim; mas, tende bom ânimo: eu venci o mundo”.

As duas citações se completam, ou seja, você se verá “perfeito como Deus” quando você tiver “vencido o mundo”. O mundo é a farsa que o apresenta como mortal imperfeito! Não é este o testemunho de Deus sobre VOCÊ! Deus é a sua Vida, Espírito, Mente e Corpo! O julgamento de Deus sobre VOCÊ é o mesmo sobre Jesus: “Tu és o meu filho amado em quem me comprazo”. Estudar a Verdade é deixar o falso testemunho do mundo para se identificar com Deus, e seu julgamento justo sobre VOCÊ! Não existe Deus e você, mas sim a unidade Deus Se expressando como VOCÊ! Esta percepção imediata é a que Jesus pretendia que todos discernissem, ao dizer: “Sede perfeitos assim como o vosso Pai celestial é perfeito”. Não entre em contemplação para aperfeiçoar “ego humano”; antes, renuncie a ele completamente e contemple o fato eterno: O DEUS PERFEITO SE EXPRESSA COMO MINHA IDENTIDADE PERFEITA, AQUI E AGORA! Jamais você esteve sendo imperfeição! Jamais você esteve fora da Perfeição, que é onipresente! Contemple a Verdade absoluta, e não terá “mundo a vencer”, uma vez que, nesta Verdade, DEUS É TUDO! E Sua PERFEIÇÃO está sendo VOCÊ!

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE…5 – (Final)

A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE V – FINAL
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LIDANDO COM

AS CRENÇAS UNIVERSAIS


É verdade que temos, a todo momento, crenças universais a nos martelarem: a crença universal de idade, a crença universal de micróbios, a crença universal de morte. Porém, elas nos vêm aos pensamentos como crenças, sujeitas à nossa aceitação ou rejeição. Quem desconhece este estudo da Verdade desconhece esta escolha, e se torna vítima das crenças universais, vivendo à mercê delas sem que nada saiba ou possa fazer. Mas quem estuda a Verdade está sempre no controle; pode aceitar ou rejeitar as crenças universais, pensamentos ou sugestões que lhe vêm, podendo inclusive lidar com elas antes mesmo que surjam. Toda aparência como pecado, doença, falta ou limitação vem à nossa consciência como crenças ou sugestões, e nós podemos aceitá-las ou não, dependendo unicamente de nós mesmos.

Isso não quer dizer que se apenas dissermos: “Eu não gostei de você! Saia!”,  bastará para darmos fim à crença. Não é assim tão simples! Deverá ser objeto de convicção, de uma real compreensão de que o Eu, a Consciência, governa, e controla este corpo, e que o corpo não pode receber ou se mostrar sensível às crenças do mundo. Deverá estar bem claro que existe somente um Poder, somente uma Causa: todo poder está na Causa e não há nenhum poder no efeito.

Deixe bem claro, em seu pensamento, que este senso de corpo, isto é, este conceito a que chamamos de corpo físico, não é, de si mesmo, uma entidade consciente. Assemelha-se a um carro nosso, um veículo em que viajamos e que segue na direção que nós determinamos. Este corpo também segue na direção em que determinarmos. Ninguém poderá fazer com que nosso corpo realize algo. Nós, nós próprios, governamos e controlamos sua ação.

Como já repeti  várias vezes, este não é trabalho destinado a homem preguiçoso. É um trabalho que requer esforço constante e consciente. Seguir o caminho espiritual não é permanecer sentado deixando que um Deus misterioso faça algum favor especial. Nossa vida é determinada pela nossa própria consciência, pelo nosso próprio conhecimento da Verdade do ser, e pelo desejo nosso de rejeitar, tão rápido quanto nos venham, as sugestões deste miasma mental chamado “mente humana”, “mente carnal” ou “mente humana universal”.

Ao falarmos sobre o aspecto mais esotérico ou espiritual deste mundo, vemo-nos na possibilidade de realmente “caminhar nas nuvens”; porém, quando descemos à aplicação prática em nossa experiência, será preciso sairmos um pouco das nuvens para compreendermos a natureza daquilo com que estamos lidando. Em nossa existência “neste mundo”, estamos lidando com crenças universais. Elas são mais antigas do que o tempo, a começar da crença de que nós nascemos, e que vai direto à crença de que morremos. Certamente, em algum período de nossa experiência, precisamos despertar conscientemente para esse fato e darmos início à rejeição destas crenças do mundo.

F I M

VOCÊ É REGIDO PELA LEI ÚNICA

VOCÊ É REGIDO PELA
LEI ÚNICA
Dárcio
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Uma Lei de Harmonia mantém o Infinito em expressão. Tudo está em unidade dentro da unicidade desta Lei. Não se veja separado da Lei única, e sim incluso nela , reconhecendo com a máxima naturalidade o fato eterno: todo o seu ser, tudo que lhe diz respeito, tudo que o mundo chama de bem, seja saúde, bons negócios, bons relacionamentos, ou outra coisa qualquer, está  espiritualmente incluso e em unidade sob perfeita jurisdição divina.

A suposta mente humana, em sua cegueira, divide a Existência em fragmentos que, segundo ela, podem ser bons ou maus: ela não consegue ver a Verdade da Lei ÚNICA regendo tudo em perfeição permanente! Eis por que a pessoa diz que seu coração funciona bem e não seu fígado, e vice-versa! Ou que seus negócios vão mal enquanto os do vizinho vão bem. Esta mente fraudulenta divide a Oniação em ações separadas, boas e más, segundo um cego e mentiroso julgamento. Entre em contemplação e reconheça a totalidade do Universo Se expressando segundo a Lei única da Harmonia permanente! E reconheça esta Lei abrangendo a totalidade do que lhe diz respeito! Não divida a Oniação! Não a confunda com os conceitos de atividades humanas! Toda atividade visível é ILUSÃO! Toda atividade real é Oniação! Você não é regido por ilusão, mas pela Lei perfeita que mantém o Infinito!

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-4

A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE IV
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AS CRENÇAS UNIVERSAIS DECORREM DO SENSO
DE SEPARAÇÃO DE DEUS

As perguntas frequentemente são do tipo: “Como pode tudo isso ter começado?” Nas Escrituras encontramos duas estórias que falam sobre como tudo começou, mas elas não dizem, ao menos para os não-iniciados, o que tornou possível ter este começo. A primeira delas é a de Adão e Eva.

Adão estava no Jardim do Éden. Estava lá completamente só, e, naquela solidão, podia dizer com substância: “Eu e o Pai somos um, e esta unidade constitui a minha plenitude, a harmonia e a totalidade do meu ser. Nada pode ser-me acrescentado e nada pode ser-me tirado. Tudo que é do Pai é meu porque eu e o Pai somos um, e este Um está no paraíso, em harmonia”.

A despeito de Adão estar no Éden, ou paraíso, conforme a estória, ele se sentia só, com falta de uma companhia. Estando no Éden, no paraíso ou na harmonia, ele possuía compreensão suficiente para saber que não poderia conseguir nada separado dele mesmo. Assim está registrado que Eva foi formada do seu interior, de uma de suas costelas. Observe que Eva não foi uma experiência externa a Adão. Não se esqueça disso. Eva foi tirada da costela de Adão, do interior de Adão, da costela da compreensão, do sólido conhecimento ou compreensão de Adão. Foi uma experiência inteiramente interna, e ela apareceu a ele não subjetivamente, mas objetivamente como Eva.

Ao ler o conto cuidadosamente, verá que mesmo quando os dois existiam, um Adão e uma Eva, eles continuavam no Éden, pois Adão e Eva ainda estavam unos com Deus. Porém, o desejo passou a fazer parte do quadro, e foi quando a confusão começou. O desejo, não fazendo parte da unidade ou da plenitude,  nos separaria da infinitude de nosso ser assim que, em vez de extrairmos do interior, começássemos a pensar em extrair do exterior;  começássemos a pensar na criação externa muito mais do que na interna, ou na obtenção interior. No caso de Adão e Eva, a obtenção começou a ser no exterior, com a criação de Caim e Abel, quando foi desenvolvido um senso de separatividade, um senso de estar apartado da infinita fonte do Ser, da totalidade e plenitude do Ser.

Com aquele senso de separação, nascido da crença no bem e no mal, surgiu um conceito de universo objetivo, que poderia prover o bem do lado de fora. Este senso de separação é o pecado original referido nas Escrituras, e é, também, o que deu origem a todos os pecados, doenças e pobreza da existência mortal.

Um conto similar de separatividade é o da parábola do filho pródigo. Aqui, novamente, encontramos o Pai uno com o filho, com tudo que é do Pai  pertencendo a ele, enquanto aquela unidade perdurar. Mas, como no caso de Adão e Eva, também o filho pródigo teve o anseio de querer algo fora da infinitude do Todo, buscando uma independência com a consequente separatividade. O filho pródigo colocou-se como entidade separada, uma entidade separada e apartada de seu pai, não mais buscando  no interior da família de seu pai – na infinitude do seu próprio ser espiritual – mas pretendendo buscar no exterior. Naturalmente, todos  sabemos como terminou aquela intenção: no chiqueiro. Sua plenitude não pôde ser encontrada, até que ele retornasse à casa do Pai – até que novamente se tornasse consciente de sua unidade com o Pai e estivesse desejoso de saber que já possuía tudo, uma vez que tudo que pertencesse ao Pai era dele.

Desses dois claros exemplos, que nos são dados pelas Escrituras, podemos notar que o desencadeamento  da existência mortal teve, como início, aquele mesmo clamor universal ou crença numa entidade ou egoidade separada ou apartada de Deus, e irá permanecer em nossa experiência até que retornemos ao Pai-consciência, reconhecendo que tudo que é o do Pai é nosso. Somente então veremos que todo bem deve vir do interior, e que nossa unidade com Deus constitui nossa unidade com todo ser e coisas espirituais. Deus, sendo imortal e eterno, é também a imortalidade e eternidade do filho. Estes dois exemplos bíblicos servirão para trazer à nossa lembrança consciente o caminho espiritual que nos conduzirá, por fim, à vitória sobre o pecado, a doença e a morte.

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A FÓRMULA MÁGICA

A FÓRMULA MÁGICA
Dárcio

OBS: Estou postando, uma vez mais, este texto intitulado ” A Fórmula Mágica”, pela sua praticidade e pela facilidade que  cria na aplicação dos princípios da Verdade, principalmente para os “novatos” neste estudo, e que sentem a necessidade de uma diretriz nesse formato para lidar com as aparências. Vários casos me chegaram ao conhecimento, de pessoas que realmente se empenharam em usá-la e obtiveram êxito.
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Que diferença há entre Jesus Cristo e a pessoa comum que estuda a Verdade? Dedicação e prática! Os princípios revelados são verdadeiros! Há séculos que o mundo vem testemunhando os chamados “milagres”. Contudo, não são realmente milagres, no sentido de serem inexplicáveis! Jesus disse que todos fariam as obras feitas por ele, e até maiores! Este domínio do conhecimento exige dedicação, persistência e prática!

Fomos habituados a olhar o mundo com os olhos da mente humana! Assim, todo o nosso julgamento dos fatos se baseia nas aparências visíveis. Não será de um estalo que tudo se inverterá! Por outro lado, a permanência no estudo e a dedicação em colocá-lo em prática trarão, pouco a pouco, o domínio dado por Deus. “Todo poder me é dado no céu e na terra”, diz a Bíblia. É o poder dado ao “Filho de Deus” e não ao suposto ser humano.

Um bom começo, na prática dos princípios espirituais, é nos decidirmos pela “visão do Olho Simples”, deixando de lado os julgamentos pelas aparências. Com o uso da mente humana, vemos pessoas boas e más, saúde e doença, nascimento e morte, ou seja, vemos os “pares de opostos” ou “crença no bem e no mal”. Que disse Jesus? Para “tirarmos a trave do olho!” Sabia ele que, enquanto não nos convencêssemos de que Deus é Tudo, e que as aparências visíveis são todas ilusórias, de nada nos valeriam estas profundas revelações divinas!

A “Fórmula Mágica”, apresentada abaixo, tem por objetivo criar o novo hábito de não mais acreditarmos nas aparências. Gostaria que ela já fosse sendo posta em prática a partir de agora! Em treinamentos feitos para valer! Vamos começar?

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A FÓRMULA MÁGICA:

“…………………….(mentalizar o nome da suposta pessoa com problema), perdoe-me por tê-lo(a) visto como pessoa problemática (doente, desajustada, com vícios, etc)! Percebo, agora, que a falha estava em minha maneira de vê-lo(a). Você é um ser espiritual perfeito! Você é a própria Vida de Deus, vivendo a meu lado para dar-me felicidade! Desejo-lhe, agora, toda a felicidade do mundo! Agradeço-lhe por ter-me servido de treinamento , abrindo-me os olhos espirituais para a Existência verdadeira, que é divina, espiritual e perfeita!”

*OBS: Fazer este reconhecimento em silêncio, duas vezes ao dia, durante 10-15min. No início, talvez a situação pareça estar piorando; é normal, pois, para surgir a imagem visível harmônica ocorre, antes, um rearranjo subconsciente. Permanecer na Fórmula Mágica; a solução estará a caminho.
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“E PORQUE REPARAS TU NO ARGUEIRO QUE ESTÁ NO OLHO DE TEU IRMÃO, E NÃO VÊS A TRAVE QUE ESTÁ EM TEU OLHO? OU COMO DIRÁS A TEU IRMÃO: DEIXA-ME TIRAR O ARGUEIRO DO TEU OLHO, ESTANDO UMA TRAVE NO TEU? HIPÓCRITA, TIRA PRIMEIRO A TRAVE DO TEU OLHO, E ENTÃO CUIDARÁS EM TIRAR O ARGUEIRO DO OLHO DO TEU IRMÃO.”
(Mateus 7; 3-5)

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-3

A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH
PARTE III
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“O MEU REINO

NÃO É DESTE MUNDO”

No cumprimento de sua missão na terra, Jesus ensinou a mesma mensagem, de forma idêntica: “O meu reino não é deste mundo”. Em outras palavras, o reino da realidade não é “deste” mundo. Este mundo é feito daquilo que não tem existência real. É feito de pecado, doença, morte, falta e limitação; é feito de um falso conceito de vida, um senso e separatividade de Deus.

Quando Pilatos disse ao Mestre: “Não sabes que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?” Jesus respondeu-lhe: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado”. Em outras palavras, fora do Pai não existe poder algum. E o que disse ele a todos os doentes? Ao coxo, ao enfermo? “Levanta-te, toma a tua cama, e anda. …Estenda a tua mão. …Ela não está morta, mas dorme”. Ele poderia ter dito: “Estas coisas são ilusão; não podem prendê-lo. Não existe outro poder além de Deus”. Jesus não empregava qualquer tratamento mágico diante daqueles sofrimentos, mas um simples “Levanta-te, toma a tua cama e anda. …Sê limpo. …Lázaro, vem para fora.” Para ele, todo erro era

ilusão.

Assim, também este ensinamento, como tem se mostrado nestes textos, diz que todo testemunho dos sentidos é pura crença; não é lei. Se está estabelecido, na terminologia de Buda, que todo pecado, doença ou morte é ilusão – maya – ou se está nas palavras mais frequentemente usadas em O Caminho Infinito, de que tudo aquilo que vemos, ouvimos, provamos, tocamos ou cheiramos não é realidade, mas que consiste de conceitos mortais, o mais importante não está no palavreado em si. O que realmente importa é a mensagem – aquela antiga mensagem da realidade de Deus e da irrealidade do testemunho dos sentidos.

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NA MATRIZ DA PERFEIÇÃO

NA MATRIZ
DA PERFEIÇÃO
Dárcio
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Se um filme estiver sendo projetado na tela de cinema, e a projeção se mostrar com a máxima nitidez, significa que a lente do projetor foi antes perfeitamente ajustada para que esse objetivo fosse atingido. Porém, as imagens perfeitas estão no filme e não na tela, ou seja, as imagens projetadas são uma ilusão: não são as imagens verdadeiras.

O mundo visto pela mente humana é o mundo da projeção das imagens que estão fora dele, assim como as imagens do cinema estão fora da tela e sim no filme no projetor. Quando isso é entendido, mesmo “vendo”, deixamos de acreditar nas imagens projetadas e passamos a permanecer no “filme pronto”, que dá origem às projeções. Assim como vemos, no cinema, pessoas se emocionando com imagens que ali se projetam, vemos, neste mundo, a maioria “esquecida” da matriz perfeita, mantida por Deus, por se deixar levar pelo conteúdo de meras projeções! É nesse sentido que os artigos explicam que todas as imagens, vistas  pela mente humana, são “miragens” e não realidades! A Realidade está fora da tela de projeção, e é permanentemente perfeita e mantida por Deus. Os períodos de “contemplações” são lembretes para nos volvermos a nós mesmos,  à MATRIZ DA PERFEIÇÃO, para não nos permitirmos ser enganados pela ILUSÃO que se projeta, com precisão ou com deformação, na “tela” da mente.

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-2

A
NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE
E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH

PARTE II
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A ILUMINAÇÃO DE GAUTAMA

Para alguns de vocês, a estória de Buda é uma antiga e bem conhecida estória. Mas, mesmo sendo já conhecida, ela parecerá sempre nova devido à sua beleza. Gautama era filho de um rei grandioso e rico e, conforme os registros sagrados, nasceu de uma virgem. Na noite de seu nascimento, uma estrela apareceu no firmamento, acompanhada de misteriosos sinais no céu.

O pai, reconhecendo o caráter e a natureza espiritual de seu filho, bem como a responsabilidade que logo cairia sobre seus ombros, cuidou para que Gautama fosse preparado para a posição que viria a ocupar. Assim, quando o jovem cresceu, possuía bastante instrução, sabedoria, e um corpo físico perfeitamente desenvolvido. Durante todo esse tempo, ele havia sido cuidadosamente resguardado do mundo exterior. Nunca tinha ido além do domínio extensivo do estado do pai, e, portanto, nada sabia de pecado, doença, pobreza e morte.

Já crescido, foi preciso que ele saísse desse reino de proteção para assumir as funções de príncipe. Uma parada  foi planejada, porém o mestre de cerimônias não seguiu a rigor as instruções. A marcha havia sido planejada de forma que o jovem Gautama não pudesse  ver nada que lhe chamasse a atenção para as coisas existentes no mundo. Mas, infelizmente, nesta viagem ele viu um homem sentado numa sarjeta pedindo esmolas. Quando quis saber o significado daquilo, explicaram a ele: “É porque ele é um mendigo, um homem pobre; esta é seu único jeito de conseguir alimento”. Gautama ficou atônito com o fato de existir uma anomalia como um homem pobre no rico reino de seu pai. Sua preocupação aumentou quando soube da existência de muito mais pobres que nada tinham para comer ou vestir. Em seu coração o jovem pensava em quão terrível era aquilo! A marcha prosseguiu e a cena seguinte mostrava um homem doente. Novamente Gautama perguntou sobre o que estava vendo, e explicaram a ele que o homem estava sofrendo por causa de uma doença. O jovem Gautama, olhando para o seu próprio corpo, respondeu: “Como pode ser isso? No corpo há somente força e vitalidade!” Mas lhe disseram que a maioria das pessoas sofria de um tipo qualquer de doença, e ele novamente pensou: “Que coisa terrível!”

O que foi testemunhado por Gautama, em seguida, foi a morte. Quando foi dito a ele que as pessoas todas morrem, que existia essa coisa chamada morte, ele ficou profundamente abalado. Para ele, aquilo parecia ser inacreditável.

À noite, voltando ao palácio, ele ainda sentido e confuso, ponderava profundamente sobre tudo que havia observado. E então, nasceu em sua consciência a ideia de que a pobreza, a doença e a morte não eram coisas certas, que deveria existir algum princípio capaz de eliminá-las e que caberia a ele procurar aquele princípio, aquela lei.

Gautama tinha uma esposa e uma criança; mas, no meio da noite, beijou sua família com um adeus, deixando-a e abandonando sua riqueza e seu palácio, para vestir uma roupa de mendigo e dar início à sua jornada no caminho religioso com o objetivo de encontrar a lei ou princípio que eliminasse o pecado, a doença, a morte, as carências e limitações da terra. Ele não saiu para ser um curador; ele não saiu para curar esta ou aquela pessoa; seu objetivo único era encontrar um princípio que pusesse fim ao pecado, à doença, à morte e às limitações terrenas. Persistiu nesta busca durante vinte e um anos de dificuldades e tentativas. Passou por todo os tipos de formas religiosas; estudou com muitos mestres e instrutores religiosos, mas nenhum deles pôde levá-lo ao princípio que buscava.

Finalmente um dia, após ter ele abandonado todos os mestres e ensinamentos religiosos, e decidido a buscar a Verdade por si, ele chegou à árvore Bodhi, a árvore do conhecimento, a árvore da sabedoria, e ali ele sentou-se e começou a meditar. Sua meditação durou um longo, longo tempo, mas, ao término daquele tempo, ele havia alcançado a iluminação total, e com ela veio-lhe esta grande sabedoria: Não existe pecado, doença, morte nem limitação – aquilo tudo é ilusão.

Este é o princípio que nos chegou muito antes de Buda, e que veio a ser por ele restabelecido: o princípio de que não somos curadores de pecado, doença ou morte, pois, inexistem o pecado, a doença e a morte: tudo que aparece como um mundo objetivo é um conceito de mundo, uma ilusão. Toda experiência humana conhecida através do testemunho dos sentidos é um mito, uma ilusão. Nosso falso conceito do universo constitui a ilusão.

Depois da partida de Buda, seus discípulos fizeram excelente trabalho de cura através de sua revelação. Entretanto, cerca de cinquenta anos mais tarde, eles a organizaram e começaram a introduzir formas cerimoniais – hinos, preces, e todos os demais rituais. O poder de cura foi perdido e o ensinamento de Buda foi dividido em correntes; e assim é que hoje há muitas e muitas seitas, todas elas cercadas de formas, preces, mantras – de tudo, menos da Verdade original, dada através da iluminação de Buda, de que todo erro é ilusão.

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“NÃO SOIS A MINHA OBRA?”

“NÃO
SOIS A MINHA OBRA?”

Dárcio
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Uma questão é levantada: “Não sois a MINHA obra?” (I Coríntios 9:1). Quando a Verdade nos é dita em indagações, a resposta de cada um será inevitavelmente “Eu Sou!”

Quando deixamos de lado a mente humana, com sua visão errada e distorcida sobre o Universo e o homem, estamos, realmente, respondendo “EU SOU!” Jesus Cristo deu o exemplo: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA!” Não poderia estar falando como pessoa, mas como a UNIDADE PERFEITA;  veio nos revelar  “o Caminho, a Verdade e a Vida” em todos nós. Agora é a nossa vez de fazer a declaração iluminada! Esta resposta nos exigirá dedicação, persistência e entendimento, da mesma forma com que exigiu também dele e de todos os que despertaram do sonho em vida material para a perfeição da Existência espiritual. Em Gálatas 5:1, consta o seguinte: “Estai firmes na liberdade com que o Cristo nos libertou e não torneis à servidão”. Que é “tornar à servidão”? Voltar à crença fraudulenta de que somos seres humanos, mortais nascidos em existência material temporal. “Estar firme na liberdade” é simplesmente aceitar e discernir que “SOMOS A OBRA DE DEUS!” Este é o fato eterno que permanentemente deve ser reconhecido com extremo entusiasmo e alegria! O Deus único, Se expressando como o seu “Eu individual”: eis o Cristo! O seu libertador e salvador das crenças sem substância! Sinta-se livre neste instante! VOCÊ É LIVRE! Contemple, em quieta e silenciosa interiorização, a legitimidade desta Verdade absoluta! Não tente analisar ou redimir o “velho homem”; não se associe com quaisquer traços, bons ou maus, da suposta personalidade humana; e, muito menos entre em conflito interno em endosso infrutífero da antiga crença no bem e no mal! A Existência simplesmente É! Afirme a Verdade com a suposta mente humana, e você a estará anulando! Mente humana é NADA! Não acredite estar mentindo quando, com ela, afirma ser a Verdade! Imagine o número 1000; em seguida, observe um zero à sua esquerda, 01000, e, afirme a Verdade: “Vejo-me diante do número 1000!” Não seria esta a Verdade, mesmo que todos vissem e lhe mostrassem “também” o zero à esquerda? É nesse sentido que devemos afirmar “SOU OBRA DE DEUS” com a suposta “mente humana”. Ela é “zero à esquerda”. Enquanto você seguir a crença propagada por muitos instrutores, no sentido de somente afirmar a Verdade “QUANDO” a mente humana for transcendida, VOCÊ FICARÁ ILUDIDO! NA DUALIDADE! ACREDITANDO EM OUTRA MENTE AO LADO DE DEUS! ACREDITANDO EM “QUANDOS” MESMO JÁ ESTANDO NO AGORA EM QUE “QUANDOS NÃO EXISTEM!” Não caia nessa armadilha, mesmo que “famosos ou renomados” místicos a endossem! Afirme categoricamente: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA! Mesmo que APARENTEMENTE você acredite estar usando a “mente humana”. PERCEBA O ÓBVIO: VOCÊ não pode fazer uso de inexistências! Seja radical e entenda que “mente humana é “ZERO À ESQUERDA”. Afirme unicamente a VERDADE com ela; dessa forma, a suposta “mente humana” ficará anulada!

O tempo não existe! Por isso, nunca houve “surgimento” de mente humana! O AGORA é a Mente oniativa em expressão! A SUA MENTE! Viva pela revelação gloriosa: “NÃO SOIS A MINHA OBRA?” Anule radicalmente a crença em matéria e em mente humana a ser transcendida, e responda: “EU SOU!”.

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A NATUREZA UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO-1

A NATUREZA
UNIVERSAL DA VERDADE E DA ILUSÃO
JOEL S. GOLDSMITH

PARTE I
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As escrituras hebraicas profetizavam que o Cristo seria crucificado. Como alguém poderia  predizer a crucifixão  de um homem dois mil anos antes daquilo acontecer? Não se conhece uma boa razão que explique tal evento; porém, esta profecia é encontrada nas escrituras hebraicas. Qual é o sentido dela? O primeiro, e o mais importante ponto a ser compreendido, é que esta profecia não se refere a um homem em particular, mas sim à crucifixão do Cristo, à crucifixão da Verdade.

Os hebreus sabiam, de amarga experiência, que a Verdade seria sempre crucificada quando aparecesse ao pensamento mortal. A Verdade nunca foi nem nunca será aceita pelo pensamento mortal. Onde quer que apareça, fará surgir a rejeição eclesiástica: “Isto não é ortodoxo; não está de acordo com o nosso ensinamento, não pode ser verdadeiro”. E a própria análise eclesiástica irá bradar: “Crucifique-o”; desse modo, seguramente poderia ser profetizado, com cem anos ou com dois mil anos de antecedência, que o Cristo seria crucificado, pois, onde quer que toque o pensamento mortal, o Cristo é vítima de crucificação.

O Cristo é a manifestação de Deus; portanto, o Cristo não é um homem. Para os seguidores do Hinduísmo, Krishna ocupa uma posição similar à de Jesus no mundo cristão. Há, inclusive, os que consideram Krishna apenas como homem, embora tivesse existido um homem chamado Krishna que deu ao mundo um ensinamento espiritual da mesma forma com que um homem chamado Jesus deu ao mundo o ensinamento do Cristo. O ensinamento de Krishna foi apresentado ao muito muitos mil anos antes do advento de Jesus, e, no entanto, somente Jesus veio sendo identificado como o Cristo, enquanto Krishna foi considerado como um ser físico. Tanto Krishna quanto Cristo tem o mesmo significado: a presença de Deus feito manifesto – o Verbo feito carne.

O pensamento mortal irá sempre crucificar a Verdade; assim, quando surge um indivíduo com esta visão da Verdade, com esta visão do Cristo, e que com Ele se identifica, pode-se saber que o caminho de sua crucifixão estará sendo preparado. Provavelmente ninguém captou a visão da Unidade tão claramente como Jesus; e, como ele se identificava com ela, a igreja da época achou que, com sua crucificação, se livraria da confusa Verdade que ele ensinava.

Eu não considero a crucificação ou as perseguições aos santos e místicos como acontecimentos necessários ao mundo. O ensinamento comumente aceito hoje, pelas igrejas ortodoxas, é o de que Jesus teve de morrer para que fôssemos salvos; entretanto, isso não passa de adaptação do antigo ensinamento dos hebreus, que considerava o sacrifício de animais inocentes como algo exigido por Deus. Tal ensinamento faz de Deus um tirano. Dessa forma, não sinto hoje que a crucificação ou perseguição façam parte de um plano de salvação do mundo; antes, pelo contrário, penso que aquilo ocorreu para as pessoas que equivocadamente se identificaram como um salvador pessoal, mais do que com o fato de ser, o ensinamento da Verdade, uma manifestação de que Deus, e de ser, cada mestre, somente uma transparência pela qual o como a qual ela estaria aparecendo.

Jesus veio ensinando: “Eu e o Pai somos um”. …”Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma”….”o Pai, que está em mim, é quem faz as obras”….”Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus”. Os Mestres que personalizarem a Verdade, sentindo-se os responsáveis pela mensagem, sempre sofrerão o peso das perseguições do mundo. O erro deles está na própria colocação como sendo profetas com uma mensagem pessoal. Jesus foi bem claro nesse ponto, ao declarar: “A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou”. Porém, apesar desta declaração tão clara do próprio Mestre, muitos não a interpretaram corretamente.

A UNIVERSALIDADE DA VERDADE

A Verdade é, A Verdade de toda mensagem sempre existiu e continuará existindo até a eternidade. Quando os Mestres captam um vislumbre espiritual dela, o que podem fazer é se tornarem uma transparência para que esta Verdade apareça no mundo. De fato, o mundo irá sempre querer se livrar dessa Verdade – querer crucificá-la – mas enquanto os mestres não  identificarem a Verdade de suas mensagens como algo pessoal, enquanto não se colocarem como salvadores pessoais, não serão crucificados. Se a mensagem for verdadeira, o pensamento mortal desejará destruí-la, mas não destruirá a mensagem; tentará destruir a pessoa que tenha cometido o erro de acreditar que a Verdade tenha, de algum modo, alguma relação humanamente pessoal com ele.

Sejamos gratos por isso: a Verdade é santa e sagrada; a Verdade é onipresente e em todos os período da história do mundo surgirão aqueles que repetirão esta mensagem novamente. Ela nunca tem sua origem numa pessoa. A mensagem que Jesus ensinou é mais antiga que o próprio te,pó.. Nem é nova nem é original, sendo uma repetição daquilo que tem vindo através das épocas. De tempos em tempos ela chega a nós novamente. Jesus apresentou esta mesma Verdade universal numa linguagem compreensível e aceitável para o mundo ocidental, e é este o valor de seu ensinamento para nós.

Um indivíduo iluminado consegue transmitir a Verdade aos seus discípulos ou alunos imediatos, e por algum tempo ela começa a crescer e ser divulgada; mas, gradativamente, ela começa a perder sua força e significado original. Torna-se uma forma, um credo ou um sistema, pois alguém a organiza e isto selará o seu fim. A Verdade não pode sobreviver numa organização, pois, em todas elas existe uma cabeça, e no momento em que houver uma cabeça, deverá haver alguém à mão direita e alguém à mão esquerda. Daí começará a competição e o surgimento da confusão – dissensão e contenda. O indivíduo que captou a visão espiritual, aquele que redescobriu a Verdade universal, dá a ela a mais clara linguagem disponível no momento. Mas a interpretação daqueles que vêm depois é baseada nas suas diversas bagagens educacionais e regionais, com cada um entendendo a Verdade de uma forma inteiramente diferente. O resultado disso será que, após duas ou três gerações, ninguém mais concordará com o que era ou é o ensinamento.

Continua..>

A ILUSÃO É O QUE DEUS NÃO VÊ


A ILUSÃO
É O QUE DEUS NÃO VÊ
Dárcio
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Muitos olham os problemas pessoais, ou mesmo mundiais, sem saber como Deus pode permitir tanta desarmonia. Já vi gente se dizer descrente de Deus por não aceitar, por exemplo,  que Ele não ponha fim a povos famintos sobre a face da Terra. Entretanto, a Verdade conhecida é que liberta o homem! E esta Verdade é que DEUS É TUDO! Onde o mundo ou as pessoas veem problemas, Deus vê a Sua perfeição onipresente no mesmo lugar! Por que os estudos da Verdade dizem que “os problemas não existem”, que são ILUSÃO? Porque “ilusão é o que Deus não vê”. Deus vê a perfeição onipresente, isto é, Deus vê tudo aquilo que é REALIDADE! Quando Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo”, sinalizou a Verdade que desconsidera esta “miragem” supostamente vista pela mente humana. Como devemos proceder, diante dessas revelações? Precisamos nos despojar da mente humana, aceitando, com “coração de menino”, que temos realmente a Mente que vê a Realidade, soltando-nos nesta contemplação natural e sem esforço! Esta soltura é no sentido de nos identificarmos com aquilo que Deus é, e com aquilo que Deus vê! Tudo que Deus não vê, é ilusão, e tudo que VOCÊ VÊ, É O QUE DEUS VÊ! Isto porque inexiste outra mente para discernir qualquer outra coisa!
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Os períodos de “Prática do Silêncio” são aqueles que reservamos para as “loucuras de Deus”, ou seja, são momentos em que acatamos estas revelações que, para a mente humana se mostram absurdas, e, com a máxima tranquilidade, realizamos nossa identificação com todas elas! DEUS É TUDO! TUDO É DEUS! DEUS ESTÁ SENDO VOCÊ, VOCÊ ESTÁ SENDO DEUS! Contemple estas Verdades, e veja-se livre sendo todas elas.
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Logo abaixo, estou postando de novo um excelente artigo de Marie S. Watts, intitulado “Vendo do Ponto de Vista de Deus”. Gostaria que o estudassem MUITO CALMAMENTE   e em conjunto com o que estou expondo neste texto. Precisamos discernir a Onivisão, a Visão onipresente que temos para, em unidade com Deus, aceitarmos como “visto” unicamente o que é Realidade! Ilusão é NADA! É tudo aquilo que Deus não vê! Percebendo que Deus e homem são UM, perceberemos que o que Deus vê, é o que vemos! Estas considerações, obviamente, devem ser contempladas espiritualmente!  São verdadeiras, mas requerem algo além de simples leitura: exigem uma total identificação de nossa parte, na forma de aceitação radical e discernimento absoluto!

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VENDO DO PONTO DE VISTA DE DEUS

VENDO DO
PONTO DE VISTA DE DEUS
Marie S. Watts
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O homem, como aparenta ser, é limitado em praticamente todos os aspectos de sua existência. Embora cada identidade seja eterna, a ilusão chamada “vida humana” aparenta ter começo e fim. Esta experiência humana, completamente ilusória, é limitada porque se supõe haver uma  quantidade restrita de “tempo” em que o homem  permanece vivo. Inerentemente, sabemos que este limitado conceito de vida é incorreto, e sequer é necessário, razão pela qual nos rebelamos contra ele.

Tentamos prolongar a vida, e tentamos escapar ou dominar este falso conceito de limitação em todos os aspectos de nossa experiência. Sempre, neste limitado cenário ilusório, estamos procurando nos livrar de alguma falaciosa ideia de limitação. Vejamos, a partir de agora, o que deve ser feito para que nos libertemos de todas estas limitações ou crenças equivocadas.

Devemos percorrer  o caminho todo, em nossa “visão”. Isto significa que temos de discernir toda a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, em vez de fazer isso partindo do fictício ponto de vista limitado do “homem nascido”. Devemos ver tudo a partir do ponto de vista da Inteireza impessoal viva, perfeita, eterna, indivisível, que é Deus – o Universo.

Quando percebermos toda a Existência do ponto de vista divino, e não do limitado ponto de vista do homem supostamente nascido, perceberemos do ponto de vista da Perfeição eterna, ininterrupta e constante. Perceberemos, também, esta Perfeição como TUDO O QUE SEMPRE ESTÁ PRESENTE. Todo falso sentido de dualidade é transcendido nesta ilimitada percepção. Nunca estaremos conscientes de algo ou de alguém separado do UM infinito que nós somos. Tampouco estaremos conscientes de Deus “e” homem, Mente “e” ideia, Causa “e” efeito, Luz “e” treva, Inteligência “e” ignorância, Amor “e” ódio. Não poderá haver percepção de opostos, pois, não haverá nada para se opor nem para estar se opondo. Não lutaremos para “atingir” ou nos tornar algo além do Deus-EU-SOU, que somos. Tampouco iremos pretender sobrepujar algo que não somos, e que jamais poderíamos ser. Perceberemos inteiramente do ponto de vista do Amor consciente, inteligente, vivo, perfeito e eterno; e, não seremos movidos por qualquer aparência de limitação, imperfeição, ou alguma outra.

Alguém poderia perguntar: “E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência?” Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?”  Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível! Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

A Bíblia declara: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em ti; porque confia em ti” (Isaías 26:3). Ver constantemente a partir do ponto de vista de Deus significa conservar a Mente estabelecida em Deus. Significa perceber a partir do ponto de vista “EU SOU”, e jamais do ponto de vista do “eu serei”, ou “eu irei me tornar”.  Significa conhecer o que nós somos, e constantemente ser o que conhecemos. Oh, amado, podemos viver normal, amorosa e livremente cumprindo o nosso objetivo, exatamente aqui e agora! Tudo isto é possível em nossa percepção de que SOMENTE PORQUE DEUS É, NÓS PODEMOS SER; somente o que Deus é, nós podemos ser. Neste reconhecimento, prosseguimos com nossa tarefas diárias,  livre e jubilosamente. Somente o que Deus experiencia, nós podemos experienciar, e somente o que Deus conhece, nós podemos conhecer. Isto é realmente perceber a Totalidade, a Unicidade que Deus é. E isto é estabelecer a Totalidade, a Unicidade que é o EU SOU que VOCÊ É.

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A IMPORTÂNCIA DA FIRMEZA NO TRATAMENTO DA CIÊNCIA CRISTÃ

A IMPORTÂNCIA DA FIRMEZA
NO TRATAMENTO DA CIÊNCIA  CRISTÃ
DAVID C. KENNEDY
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A maioria de nós provavelmente se recorda de ocasiões, no cenário mundial ou em nossa comunidade, em que a firmeza de um indivíduo em defender o que era correto, foi de grande valia para superar uma dura oposição.

Ter uma posição firme a favor da realidade espiritual de Deus e do homem, também, é importante para o tratamento na Ciência Cristã. A Bíblia contém muitos exemplos de como a aparente predominância do mal, ou sua ameaça de predominar, se dissolve diante de uma força espiritual inabalável.

A Bíblia diz: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. A razão pela qual o diabo, ou mal, foge é a de que ele não tem substância verdadeira. A essência do mal é uma mentira, uma mentira sobre Deus e sobre como Ele fez o homem; é uma mentira sobre a natureza do poder, da vida e da substância verdadeiros. A mentira “foge”, quando a enfrentamos com o reconhecimento de que somente Deus é poderoso, de que Ele é a única Vida e substância do homem porque o homem é feito à Sua imagem e O reflete. De acordo com essa perspectiva espiritual, visualizamos com mais exatidão o mal como ilusão, como algo que não tem lugar em Deus e que é, na realidade, um conceito falso sobre Deus e Sua criação.

Esse ponto de vista espiritual não ignora o erro, ele o vence. A doença, por exemplo, nunca poderia ter sido criada por Deus, que é o Amor divino. Portanto não tem nem autoridade divina, nem lugar algum em Deus ou em Sua semelhança, o homem. É claro que a doença não parece uma ilusão para quem está sofrendo! Contudo, essa aparência de realidade se dissipa à medida que vislumbramos o fato de que a vida do homem não é material, não está separada de Deus, mas, na realidade, está em Deus e é de Deus, o Espírito. Portanto nosso ser real, espiritual, é harmonioso e reflete a perfeição de Deus.

Propiciar essa espiritualização do pensamento é o propósito do tratamento na Ciência Cristã. Um método usual no tratamento é o argumento mental que exige a afirmação de verdades espirituais aplicáveis especificamente ao problema. Além disso, inclui negar a realidade de tudo quanto queira existir fora da harmonia que estas verdades espirituais revelam. Tal tipo de argumentação não é um exercício intelectual. Exige que nos esforcemos com afinco para substituir conceitos materiais cheios de medo, que negam a supremacia de Deus, por uma convicção espiritual, por confiança e por um amor mais forte pelos fatos espirituais, que estão sempre presentes e são sempre a realidade vigente em qualquer situação.

O tratamento metafísico é uma forma de oração. Baseia-se em nosso amor a Deus e em nossa fé nEle como o Um infinito e onipotente, o único a nos governar. Tal oração, sempre profunda e sincera, às vezes requer um grau mais elevado de força espiritual, de coragem e de persistência do que aquele já alcançado. Mas nunca requer algo de que não sejamos capazes de realizar.

Em Ciência e Saúde, no glossário, explicando o termo Crer, Mary Baker Eddy inclui o seguinte: “Firmeza e constância; não uma fé vacilante ou cega, mas a percepção da Verdade espiritual”.

A crença em Deus, nesse sentido mais amplo, é o que proporciona a base para o tratamento espiritual da doença. Requer o exercício prático de nossa fé, confiança e compreensão espiritual. Quer o “paciente” seja a própria pessoa, quer seja alguém que tenha pedido ajuda, o tratamento repreende firmemente os medos específicos e teorias materiais (ou o pecado, em alguns casos) subjacentes à doença. Nega-lhes realidade e rejeita suas pretensões fraudulentas sobre o paciente. Utilizando os fatos espirituais especificamente aplicáveis à necessidade do paciente, afirmamos de forma enérgica a harmonia presente de seu ser verdadeiro.

A Sra Eddy fala a respeito das orações de Jesus como “profundos e conscienciosos protestos da Verdade”. Não é essa uma descrição exata da essência do tratamento? Ela escreve em Ciência e Saúde: “Não é nem a Ciência, nem a Verdade que age pela crença cega, como também não é a compreensão humana do Princípio curativo, tal como se manifestou em Jesus, cujas orações humildes eram profundos e conscienciosos protestos da Verdade—da semelhança do homem com Deus e da unidade do homem com a Verdade e o Amor”.

Indiscutivelmente, não poderia ter havido dúvida nas orações de Jesus. O representante humano do Cristo, a Verdade, não tinha nenhuma incerteza quanto à realidade da Verdade. As repreensões dele, tanto para o pecado quanto para a doença, eram firmes.

Como seguidores do Cristo, nós também somos chamados a tratar do caso, reconhecendo com firmeza a onipotência de Deus e a espiritualidade do homem à Sua semelhança. Isso significa argumentar, com sinceridade e convicção, a favor da harmonia que Deus já estabeleceu no homem. E isso significa manter nossa posição mental na expectativa do bem, até que a cura se manifeste.

Vários anos atrás, vi-me diante de um problema que muito me assustou. Eu orei durante um ano, tratando do caso específico. Apesar de ter havido progresso importante naquele período, o problema se prolongava.

Um dia, tive uma crise que ameaçou me prostrar completamente. Com o estímulo e a ajuda de um praticista da Ciência Cristã, fui capaz de revigorar minha posição a favor da verdade, mas, desta vez com uma firmeza e insistência que nunca tinha exercido antes. Firmei-me completamente, e com veemência, na totalidade de Deus, recusando-me a abandonar aquela firmeza mental, insistindo no que eu sabia ser espiritualmente verdadeiro.

A crise foi prontamente dominada, mas eu estava decidido a manter minha atitude metafísica vigorosa até que se desse a cura completa. Minha confiança foi restabelecida pelo fato de que, embora os sintomas parecessem estar ainda presentes, Deus estava me apoiando e protegendo constantemente. Podia confiar que a verdade que eu vinha discernindo estava realmente tendo um efeito regenerador e curativo.

Dentro de pouco tempo, o problema foi curado. Vi que em todas as ocasiões o Cristo, a mensagem divina e curativa da verdade, é o que transforma o pensamento, dissipando o medo. Assim, ficou claro para mim que, na realidade, não foi o argumento mental em si o que tinha curado a dificuldade. Mas, ao mesmo tempo, adquiri maior respeito pela profunda importância do tratamento e da atitude de permanecer firme em nossas afirmações mentais da verdade.

Ser resoluto na oração ajuda a desviar o pensamento mais rapidamente de uma contemplação mesmérica da doença, ou de outras dificuldades, para a percepção da realidade espiritual que traz a cura. Por outro lado, ficar em dúvida significa abrigar mentalmente as contestações do materialismo, que negam as próprias verdades que estamos nos esforçando em afirmar. Isso nos deixa atolados na duplicidade mental. Argumentamos contra nós mesmos, reconhecendo como reais tanto a discórdia quanto a harmonia. Somente pela argumentação sem restrições a favor da totalidade de Deus e da harmonia do homem, feito à Sua imagem, é que começamos a compreender a verdade que cura.

Ainda que a compreensão que temos de Deus possa parecer, às vezes, desproporcional, como se fosse um grama de verdade entre quilos de problemas, ela excede em alto grau a discórdia por ter sua fonte na onipotência de Deus. Cristo Jesus prometeu: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”.

O amoroso Cristo, a Verdade, está sempre presente nos apoiando e curando. Permanecendo firmes na Verdade e compreendendo, mesmo em pequena escala, a harmonia do ser que Deus nos deu, fortalecemo-nos espiritualmente. À medida que mantemos fielmente nossa posição, a luz espiritual aumenta, trazendo a cura completa e inevitável.


(De O Arauto da Ciência Cristã – Setembro 1991)

"EXPULSAI OS DEMÔNIOS"- 16 (Final))

“EXPULSAI
OS DEMÔNIOS”
Dárcio
16
Final
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Uma vez aceito nosso verdadeiro estado, estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação, ou seja, “contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará o nome dEle. Então já não haverá mais noite, nem precisarão eles de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”. Apoc. 22: 4-5.
Lillian De Waters

O importante, neste estudo, é a permanência no princípio revelado, de que DEUS É TUDO COMO TUDO, e que já estamos, TODOS, inclusos  em Sua Totalidade absoluta. Uma vez aceito nosso verdadeiro estado, estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação, ou seja, “contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará o nome dEle”.

“Uma vez aceito nosso verdadeiro estado”, diz a autora: este é o primeiro passo! Aceitar é assumir e contemplar, antes mesmo que a “aparência falsa” suma, que “em nossas frontes já está o nome de Deus”, ou seja, “Eu Sou”. Este é o “nosso verdadeiro estado sendo aceito”. A ilusória mente humana, para se manter em sua falsidade, chamaria de “blasfêmia” esta aceitação! Jesus foi apedrejado por causa disso!

“Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus?” João 10: 32-36

Entendamos que “a palavra de Deus nos é dirigida”! E “estaremos prontos para seguir crescentemente rumo à plena luz e revelação”, pela nossa permanência fiel a este princípio divino revelado! Assim, estarão sendo “expulsos todos os demônios”, mero acumulado de falsas crenças e que nos iludiam, por se fazerem passar por realidades!

“Então já não haverá mais noite, nem precisarão eles de luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos”.
Apoc. 22: 4-5.

FIM

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O EVANGELHO DE TOMÉ

O
EVANGELHO DE TOMÉ
Marie S. Watts

Os discípulos perguntaram a Jesus: Como será o nosso fim? Jesus disse: Vocês descobriram o começo e indagam sobre o fim? Onde há começo, ali haverá fim. Bem-aventurado é aquele que se firma no começo; ele conhecerá o fim e não provará a morte.
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Bem sabia Jesus que eles estavam ainda acreditando ter nascido, que estavam vivos como uma vida nascida num corpo de matéria, e que teriam de morrer e deixar a matéria, ou chegar a um fim. Jesus sabia que se não alimentassem estas crenças, não formulariam perguntas desse tipo. Eis por que ,de imediato, ele os conduziu à percepção de que “não há começo”, ao lhes dizer: “Onde há começo, ali haverá fim”. Em outras palavras, se, para você, existir começo, ali existirá fim. Se nasceu, terá de morrer. Se desconhecer qualquer “começo”, como poderá conhecer algum “fim”?

Jesus está, então, dizendo: Bem-aventurados somos nós, bem-aventurados são vocês, bem-aventurados somos todos que, exatamente entre aquilo que parece ser uma vida humana, um homem mortal, com todas as suas dificuldades e dores, doenças, nascimentos e mortes; exatamente no âmago do sonho, percebemos que somos o eterno e imutável Deus identificado, exatamente aqui e agora: não poderemos conhecer morte alguma, por não existir nenhum nascimento. Quando estamos vendo isso exatamente aqui, percebemos que nunca teremos de passar pelo que parece ser a experiência da morte. E, é com o tempo que despertamos para este fato. Tudo tem estado exatamente aqui, o tempo todo.

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CONTEMPLE A LUZ DIVINA SOB AS APARÊNCIAS

CONTEMPLE A LUZ DIVINA SOB AS APARÊNCIAS
DÁRCIO
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Quando você conhece as casas e ruas de um local, você saberá discerni-las intuitivamente e pela memória, mesmo estando tudo sob forte neblina! Você não irá acreditar que algo se modificou; somente a aparência é que se tornou outra! Esta “visão intuitiva” é sua visão da verdade, que não se deixa levar em nada pela aparência. O Universo da Realidade divina é a perfeição infinita expressa como Luz. Vivemos na Luz e somos a Luz em que vivemos! Não existe matéria! Não existe aparência que altere a permanência das obras de Deus!

Contemple a Luz divina sob as aparências, assim como alguém intuitivamente “veria” as casas e ruas sob a neblina! Não divida sua atenção entre a Verdade e as aparências! Contemple unicamente a Verdade, contemple unicamente a Luz Se manifestando infinitamente em perfeição absoluta! Não leve em conta as aparências! Elas se comparam à neblina! As aparências em nada se envolvem com a Realidade, não mudam em nada a Verdade, e, não têm condição de, por si mesmas, se manter! Contemple tranquilamente a LUZ DIVINA sob as aparências!

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PESSOAS, COISAS OU CONDIÇÕES…

Pessoas, coisas ou condições…
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…nunca são a fonte de nossas discórdias. Sejamos bem claros neste importante ponto. Há uma força universal, uma crença universal, um hipnotismo universal, que é a fonte de todas as discórdias que se manifestam em nossas experiências. Toda limitação, todo pecado, toda tentação e toda doença que chegam até nós, são nada mais que o efeito de uma força ou poder universal, a qual, lembre-se que, por si só não tem poder; somente tem poder pela aceitação da mente humana a ela. Se o erro fosse poder, não poderíamos dissipá-lo. No entanto, ele não é poder, exceto, para o sentido do mundo. A crença universal, é o único poder que temos que considerar ao depararmos com o pecado, a doença, a morte, a carência ou a limitação, mais esta não é poder.
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JOEL S. GOLDSMITH
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"EXPULSAI OS DEMÔNIOS"-15

“EXPULSAI
OS DEMÔNIOS”
Dárcio
15
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“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8; 31. Ninguém! Nada! Nada existe para se-Lhe opor! Nada para ser contrário! Nada para estar separado! A divina Consciência reina, e é tudo- em-tudo.

Conhecedor deste sempre-existente Fato da Existência,  Cristo ordenou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Mc 16; 15. Amados, obedeçamos ao nosso Redentor! Passemos a pregar o Evangelho da Unicidade e  Totalidade a todo aquele que possa ouvi-lo. Passemos a ensinar a Mensagem da Ontologia: Perfeição indivisível, Completeza, o Eu-Sou-estado-de-ser. Previnamos a todos  que deixem de pensar a partir da premissa de um homem em busca de seu bem; em vez disso, assumamos o correto estado do Ser, vivo por toda a Eternidade.
Lillian De Waters

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Quando Jesus disse para colocarmos a “nossa Luz” no alto do alqueire, estava sinalizando o referencial absoluto da Boa-Nova. Ao lado da “LUZ”, que cada um JÁ É, nada há! Na posição “ascensionada”, a Luz que somos é UMA com a Luz Infinita! Nunca estivemos separados da Luz! Assim como não poderíamos estar apartados da Consciência que somos! Luz e Consciência são uma e a mesma coisa! Portanto,  “colocar nossa Luz no alto” significa abrir mão de todos os “nadas”, que compõem a nulidade chamada “existência humana”, para SER A LUZ!. Esta colocação de nossa Luz no alto é a compreensão de que DEUS É TUDO! “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Rom. 8; 31. A autora emprega esta citação bíblica para reforçar o enfoque absoluto! “QUEM SERÁ CONTRA NÓS?” Nada nem ninguém!

Você deve contemplar o Universo de Luz com a sua Luz no Alto e  UNA com a Luz divina infinita! Contemple a Verdade de que, exatamente onde parecia haver “olhos humanos “vendo” um mundo material”, existe a Luz divina manifestada como a sua Visão iluminada! E vendo agora o Reino da Luz! Por certo, esta “prática contemplativa” foi   que deu a João a revelação que lhe possibilitou declarar: “Deus é Luz, e não há nele trevas nenhumas” (I João 1; 5).

Passemos a pregar o Evangelho da Unicidade e  Totalidade a todo aquele que possa ouvi-lo. Passemos a ensinar a Mensagem da Ontologia: Perfeição indivisível, Completeza, o Eu-Sou-estado-de-ser. “Pregar” o Evangelho da Unicidade e Totalidade significa SER, conscientemente,  a Unicidade e Totalidade que DEUS É! Como diz a autora: A divina Consciência reina, e é tudo- em-tudo.

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VIVA MENTALMENTE LIVRE!

VIVA
MENTALMENTE LIVRE!
Dárcio
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Conhecer a Verdade, em termos absolutos, é “ser a Verdade”. Este conhecimento  espontaneamente transparece na suposta vida humana, que é um reflexo do estado mental de cada um. Se você estuda a Verdade, se você aceita SER A VERDADE, viva mentalmente livre! Viver mentalmente livre é viver desapegado do tempo, desapegado de problemas, desapegado de tudo, fluindo livre com o agora de cada instante, e nele realizando o que pode e deve ser feito, e da melhor forma possível! Não ocupe o agora com algo que você terá de fazer “no fim do mês”; antes, ocupe seu agora com o que pode e de fazer agora! Faça isso se sentindo mentalmente livre! Se isto lhe parece difícil de ser vivido, pare com tudo e medite! Sim, porque seu envolvimento com a aparência, de forma nervosa e ansiosa, denota claramente o seu envolvimento nocivo com a ILUSÃO! O Universo infinito está em atividade sem qualquer responsabilidade pessoal ou humana sua! Não será onde você está que isto seja diferente! Medite e veja que a Oniação inclui tudo o que lhe diz respeito! Contemple  o Universo infinito vivendo este AGORA sem calendários e agendas ou preocupações!

Viva mentalmente livre! Sua VIDA é livre! Na verdade, você é a LIBERDADE EM SI, uma vez que Deus constitui o ser individual seu e meu! Somos UM em LIBERDADE! Somos um em ATIVIDADE! O agora em que eu vivo, é o agora em que você vive! Deixe a Liberdade Se expressar! Desse modo, sem esforço algum, sua Vida LIVRE se refletirá também como “mente livre”, plenamente ativa e isenta de negatividades ou limitações.

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