Trabalhe em Deus, não em limitações visíveis

Trabalhe
em Deus,
não em limitações visíveis
Dárcio
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Quando entendemos que a mente humana não vê a Realidade, e que o mundo visível e suas limitações são meras aparências hipnóticas, deixamos de dar atenção a elas. E, desse modo, as limitações e carências começam a se evaporar de nossa experiência.

Que ilusão a mente humana está lhe mostrando hoje? De solidão?  Falta de dinheiro?  De saúde? Seja qual for, saiba que ilusão é ilusão! Solte sua mente dela! Acredite na Verdade revelada! Aqui mesmo é um Universo Infinitodimensional! O Infinito é completo! É perfeito! É ilimitado! Não há falta de nada em todo o Universo da Realidade! Aceite radicalmente esta Verdade! Prove que a aceitou mudando seu semblante para o de alguém radiante e pleno de felicidade! Para o de alguém com “cara de prece atendida”. É assim que nos desapegamos da ilusão e nos abrimos à Verdade.

Faça alguma coisa  diferente, em vez de ficar como estava, se lamuriando ou esperando  melhorias futuras! Futuro não existe! Ponha-se em atividade! Qualquer uma! Até varrer a casa ou limpar uma vidraça! Faça  alguma coisa em benefício de alguém!Acorde! Você não está aqui para ver limitação! Está aqui porque Deus está aqui! Está aqui porque Deus é sua real identidade!

Como? Não se sente com essa corda toda? Não importa! A VERDADE É ESTA! Aceite-a sem contestar! Viva o Agora! Aja neste Agora! O Universo é seu! Pleno de Amor, Beleza, Graça e Felicidade!

Solte da mente os quadros falsos de limitação! Perceba que o Infinito é o UNO que é VOCÊ! Desperte para esta Verdade! Repita pausada e convictamente a frase de Cristo “Eu e o Pai somos um”, e, nesta confiança plena no Invisível, verá o visível se amoldar ao seu domínio espiritual!


“O que se vê provém do que não se vê”.
Esta frase está em Hebreus, 11-3! Entenda-a, e saberá por que você precisa soltar de vez os quadros falsos de limitação! Se assim  fizer, estará soltando o antigo  “carimbo” da mente!  Crie um “carimbo” novo! Infinito! Deus está em Unidade com tudo e com todos! Deus é Infinito! Espírito! Perfeição! Amor! Tudo que Deus é, VOCÊ É! DEUS É TUDO!

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SENSAÇÕES DE PESADELOS

SENSAÇÕES
DE PESADELOS
Dárcio
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Quando alguém acorda repentinamente, percebendo ter acabado de sair de um pesadelo, os efeitos sufocantes das sensações falsas ainda se lhe mostram como se realmente ele tivesse vivenciado realidades! Mas, aquilo logo vai-se diluindo até que, aliviado, ele às vezes até comenta a “ilusão vivida”  com outros.
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Todas as imagens e sensações presentes na  “mente humana”, e que a humanidade supostamente vivencia, são de igual natureza de um sonho, e, as piores, de um pesadelo! Reconhecer esta Verdade, de que DEUS, a Harmonia absoluta, é o que SEMPRE está presente, é o que chamamos de “Prática da Verdade”.
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As sensações parecem convincentes! As imagens se mostram como reais! No entanto, são quadros hipnóticos! Não tem substância alguma que lhes possa dar consistência! TODA SUBSTÂNCIA REAL É DEUS! TODA SUBSTÂNCIA REAL CONSTITUI O UNIVERSO PERFEITO EM QUE VIVEMOS! TODA SUBSTÂNCIA REAL MANTÉM O NOSSO SER EM SUA PLENITUDE DA GLÓRIA, UMA VEZ QUE DEUS É TUDO E SOMOS DEUS EM EXPRESSÃO INDIVIDUAL.
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Analise bem estas Verdades, antes de contemplá-las, para não correr o risco de meditar para “curar ou melhorar pesadelos”. Perceba que tudo que a mente humana diz ser realidade, é NADA, e que toda a Perfeição presente e invisível para ela, é a VERDADE! E então, serenamente, contemple o Universo infinito sendo Perfeição absoluta, contemple a sua presença como a Presença absoluta de Deus como indivíduo, e contemple o seu Corpo como sua Consciência iluminada expressa como Corpo eterno, perfeito e luminoso!
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O CRISTO

O CRISTO
Joel S. Goldsmith
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O Cristo é a atividade da Verdade na consciência individual. É mais uma receptividade à Verdade do que a sua verbalização. Na medida em que conseguimos a quietude interior, tornamo-nos sempre mais receptivos à Verdade que se nos revela, dentro de nós mesmos. A atividade desta Verdade na nossa consciência é o Cristo, a própria presença de Deus. A Verdade recebida e mantida continuamente em nossa consciência é a lei da harmonia em todas as nossas vicissitudes. Ela governa, dirige, orienta e suporta todas as nossas atividades da vida cotidiana. Quando nos aparecer a ideia de doença ou carência, esta Verdade onipresente será o nosso curador e nosso recurso; será mesmo nossa saúde e nosso suprimento.
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Para muitos, a palavra Cristo continua sendo um termo mais ou menos misterioso, uma entidade desconhecida, algo raramente ou nunca vivenciado diretamente. Se, porém, quisermos nos beneficiar com a revelação da Presença divina ou Poder dentro de nós, feita por Cristo Jesus e outros, teremos de modificar este estado de coisas. Devemos chegar à experiência do Cristo como uma revelação permanente e contínua. Temos de viver com a percepção consciente e contínua da verdade interior ativa; mantendo sempre uma atividade receptiva – ouvidos atentos –  e não demorará para que tenhamos a experiência do despertar interior. Esta é a atividade da Verdade dentro da consciência, ou o Cristo que alcançamos.

A LEI DIVINA DE AJUSTAMENTO

A LEI DIVINA
DE AJUSTAMENTO

Adam H. Dickey

O homem vive por decreto divino. É criado, governado e dirigido segundo a lei de Deus. Lei significa ou subentende uma regra estabelecida mantida pelo poder; aquilo que possui permanência e estabilidade; aquilo que é imutável, inflexível e contínuo—“ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre”. A eficiência da lei assenta inteiramente no poder que a põe em vigor. Uma lei que não se possa pôr em vigor não é lei e nada tem a ver com a lei. Deus é o único criador, o único legislador. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.Todo o poder, ação, inteligência, vida e governo existentes no universo pertencem a Deus e sempre Lhe pertenceram. Ele é o Governador Supremo, e não partilha Seu poder com ninguém.

Disse Paulo: “A lei do Espírito em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte”. Por isso, também nós sabemos que “a lei do Espírito da vida” nos livra da “lei do pecado e da morte”. Por quê? Porque todo o poder que existe está do lado da lei da Vida, e aquilo que se opõe a essa lei da Vida absolutamente não é lei; é apenas crença. Em outras palavras, toda lei de Deus tem a apoiá-la o poder infinito que a põe em vigor, enquanto a pretensa lei do pecado e da morte não tem fundamento, não tem nada em que se possa estribar.

Quando, com compreensão, declaramos que a lei de Deus está presente e em ação, invocamos ou pomos em ação toda a lei e o poder de Deus. Declaramos a verdade, a verdade que é de Deus—e essa verdade de Deus é a lei a aniquilar, apagar e eliminar tudo o que é dessemelhante dEle. Quando tivermos declarado e aplicado essa verdade, como nos ensina a Ciência Cristã, a qualquer crença discordante com que nos defrontemos, teremos feito tudo o que podemos fazer e tudo o que nos é necessário fazer, para destruir qualquer manifestação de erro que tenha pretendido existir. O erro, para o qual não há lugar na Mente divina, pretende existir no pensamento humano. Quando o tivermos expulsado da mente humana, o teremos expulsado do único lugar em que ele pretendia apoiar-se. Daí por diante ficará reduzido ao nada.

Há uma lei de Deus, aplicável a todas as fases concebíveis da existência humana, e não se pode apresentar ao pensamento mortal situação ou condição alguma que tenha possibilidade de existir fora da influência direta dessa lei infinita. O efeito da ação da lei é sempre corrigir e governar, harmonizar e ajustar. Tudo o que não esteja em ordem, ou seja, discordante, não pode ter Princípio básico próprio, mas tem de ser posto sob o governo direto de Deus, mediante aquilo que se pode chamar de lei divina de ajustamento. Não é a nós que cabe pôr essa lei em execução. Aliás, não podemos, de modo algum, fazer algo para aumentar, estimular ou intensificar a ação ou a operação da Mente divina, visto estar ela sempre presente, sempre em ação, e nunca deixar de se afirmar e de se declarar quando a ela apelarmos corretamente. Temos apenas de, cientificamente, pôr essa lei de ajustamento em contato com nosso problema por resolver. Quando tivermos feito isso, teremos cumprido todo o nosso dever. Alguém talvez diga: “Como pode a lei de Deus, agindo mentalmente, afetar meu problema, que é físico? Compreenderemos isso facilmente, quando nos compenetrarmos de que o problema não é físico, porém mental. Em primeiro lugar, precisamos saber que tudo é Mente, e que não existe algo como a matéria. Assim, excluímos do pensamento o nocivo sentido material.

A definição original da palavra “doença” é falta de conforto—desconforto, mal-estar, transtorno, inquietude, enfado, lesão. “A doença” —diz Mary Baker Eddy, a Descobridora e fundadora da Ciência “Cristã—”é uma imagem exteriorizada do pensamento. O estado mental é chamado estado material. Tudo o que se abriga na mente mortal como condição física, projeta-se no corpo.” Isso também se aplica ao calor, ao frio, à fome, à pobreza ou a quaisquer outras formas de discórdia, todas elas mentais, embora a mente mortal as considere estados materiais. Por isso, facilmente se compreende como a lei de Deus, a qual é mental, pode ser aplicada a um problema físico.

Na realidade, o problema não é físico, mas puramente mental e é o resultado direto de algum pensamento abrigado na mente mortal. Suponhamos que um homem estivesse se afogando em pleno mar, aparentemente longe de todo auxílio humano: existe uma lei de Deus que poderia salvá-lo, se corretamente apelasse por ela. Porventura o leitor duvida disso? Então tem de acreditar ser possível achar-se o homem numa situação em que Deus não o possa socorrer. Se alguém se achasse num edifício em chamas ou num acidente ferroviário, ou se estivesse numa cova de leões, existe uma lei divina que poderia imediatamente ajustar as pretensas circunstâncias materiais, de modo a proporcionar-lhe completa libertação.

Em absoluto não devemos querer ver em cada caso particular o que essa lei de Deus vem a ser, nem de que maneira irá agir, e uma tentativa de investigar o por quê talvez só serviria para interferir na ação da lei e impedir-lhe a demonstração. Qualquer temor, de nossa parte, ocasionado pelo fato de que a Mente divina nada sabe a respeito de nossa situação precária, ou por pensarmos que a sabedoria infinita não tem a inteligência necessária para efetuar a salvação, deveria ser imediatamente expulso do nosso pensamento. Na página 62 de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, a Sra. Eddy escreve: “A Mente divina, que forma o botão e a flor, cuidará do corpo humano, assim como veste os lírios; não interfira, porém, nenhum mortal no governo de Deus, intervindo com as leis dos falíveis conceitos humanos”. O erro em que habitualmente incorremos é desejarmos, primeiro, saber exatamente como Deus vai nos ajudar e quando os bons resultados se produzirão, para depois fazermos o nosso julgamento e decidirmos se estamos ou não dispostos a confiar nosso caso às Suas mãos.

Vejamos, pois, onde a lei divina de ajustamento produz seus efeitos. Deus não tem necessidade de ser ajustado O único lugar que requer ajustamento é a consciência humana. A menos que a consciência humana faça um apelo à lei divina, a menos que esteja disposta e pronta a renunciar à sua própria noção de vontade pessoal e a deixar de traçar planos humanos, a pôr de lado o orgulho, a ambição e a vaidade humana, não haverá lugar para a lei de ajustamento agir.

Quando, em nossa fraqueza, chegamos a ponto de reconhecer que não podemos fazer nada por nós mesmos, e pedimos a Deus que nos ajude; quando estamos prontos a mostrar nossa disposição de abandonar nossos próprios planos, nossas próprias opiniões, nossa própria noção do que se deveria fazer em tais circunstâncias, e não tememos consequências—então a lei de Deus tomará posse de toda a situação e a governará inteiramente. Não podemos, porém, esperar que esta lei atue em nosso proveito, se abrigarmos quaisquer ideias preconcebidas sobre como deverá operar. Devemos abandonar completamente nossas opiniões pessoais e dizer: “Não se faça a minha vontade, e, sim a Tua”.Se dermos esse passo com firmeza e plenamente confiantes de que Deus é capaz de cuidar de toda circunstância, nenhum poder sobre a terra poderia impedir o natural, justo e legítimo ajustamento de todas as condições discordantes.

Essa lei de ajustamento é a lei universal do Amor, a qual outorga suas bênçãos a todos por igual. Não tira de uns para dar a outros. A nada se recusa, quaisquer que sejam as circunstâncias, mas está pronta, à espera, para entrar em ação tão logo se lhe faça o convite e se ponha de lado a vontade humana. Nossa líder diz: “Tudo o que mantém o pensamento humano em linha com o amor abnegado, recebe diretamente o poder divino”. Quando chegarmos a ponto de, com firmeza e confiança, poder deixar tudo a cargo de Deus, para que seja regulado pela lei divina de ajustamento, isto nos libertará, imediatamente, de todo sentimento de responsabilidade pessoal, de ansiedade e de temor, e teremos a paz, o conforto e a certeza de que Deus nos protege

Um sentimento muito reconfortador de paz e de alegria sempre decorre de nossa disposição para deixar Deus regular, através de Sua lei de ajustamento, todas as situações em que nos achemos. Quando compreendemos que a Mente infinita é quem governa o universo, que toda ideia de Deus está para sempre no seu próprio lugar, que não pode surgir condição alguma ou circunstância que permita ao erro instalar-se no plano de Deus—então temos a certeza absoluta de Deus ser capaz de ajustar tudo como deve ser. O fato é que todas as coisas já estão no seu próprio lugar e, na realidade, nenhuma interferência ou falta de ajustamento pode ocorrer. Somente para o sentido humano não esclarecido pode haver algo como a discórdia. O universo de Deus está sempre perfeitamente ajustado, e todas as Suas ideias agem conjuntamente em perfeita harmonia.

Quando estivermos dispostos a abandonar nossa noção amedrontada e incerta das coisas e a deixar a Mente divina governar, então, e apenas então, veremos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. A desarmonia aparente é somente aquilo que a mente mortal crê, quer se trate de doença, indisposição, contrariedade ou problemas de qualquer espécie. Quando estivermos dispostos a abandonar nossos pontos de vista atuais, mesmo que nos julguemos certos e julguemos os outros errados, não sofreremos por renunciar às nossas opiniões humanas. Pelo contrário, verificaremos que a lei de Deus está pronta e em ação, ajustando devidamente tudo o que estiver desajustado. Pode, às vezes, parecer-nos difícil deixar de resistir quando nos sentimos oprimidos ou sob alguma forma de imposição. Se, porém, tivermos fé suficiente no poder da Verdade para ajustar todas as coisas, devemos regozijar-nos com a oportunidade de abandonar nossas reivindicações, e devemos pôr nossa confiança na sabedoria infinita, que ajustará todas as coisas segundo a sua própria lei infalível. Na Mente divina não existe, em absoluto, o fracasso. Deus nunca é derrotado, e quem está ao Seu lado sempre receberá os benefícios da vitória sobre o erro.

Que devemos então fazer, quando nos achamos envolvidos numa controvérsia, numa disputa, ou numa situação desagradável de qualquer espécie? Que devemos fazer, quando atacados ou difamados, quando apresentados em falsa luz ou quando abusam de nós? Devemos procurar retribuir da mesma forma o que nos tiver sido feito? Isso não seria apelar para a lei divina de ajustamento. Enquanto nós mesmos procuramos dominar a dificuldade, estaremos interferindo na ação da lei de Deus. Em qualquer dessas circunstâncias, de nada nos valerá reagir. Tomando o caso em nossas mãos e tentando castigar nossos inimigos ou tentando desvencilhar-nos por nós mesmos, apenas mostramos nossa fraqueza humana.

Quando parece haver duas maneiras de solucionar um problema de negócios, ou de qualquer outro de vários campos de atividade humana, e decidimo-nos por aquela que se nos afigure melhor, como poderemos saber, caso haja muitos argumentos contrários, se tal decisão se baseia na Verdade ou no erro? Eis uma questão que só se pode resolver mediante a demonstração da lei divina de ajustamento. Há ocasiões em que a sabedoria humana é incompetente para dizer-nos exatamente o que devemos fazer. Nessas circunstâncias, deveríamos humildemente orar, pedindo orientação divina, e então escolher aquilo que pareça estar de acordo com a nossa mais alta noção de justiça, sabendo que a lei divina de ajustamento regula e governa tudo. Mesmo que escolhamos a maneira errada, como Cientistas Cristãos temos o direito de saber que Deus não permitirá que continuemos no erro, mas nos mostrará o caminho certo e nos compelirá a segui-lo.

Quando tivermos chegado a ponto de estar dispostos a fazer o que nos pareça melhor e depois entregar o problema a Deus, sabendo que Ele ajustará todas as coisas de acordo com Sua lei imutável, poderemos retirar-nos inteiramente da questão, abandonar todo sentido de responsabilidade e sentir-nos em segurança, sabendo que Deus corrige e governa todas as coisas com justiça. Tudo o que sempre nos cabe fazer é aquilo que é agradável à vista de Deus, aquilo que concorda com as exigências divinas. Falarem mal do bem que fazemos não afeta a situação, pois Deus não nos torna responsáveis pelos atos de outrem. Nossa responsabilidade cessa quando cumprimos as exigências do bem, e então podemos deixar o caso em paz. Não importa quanto esteja em jogo ou o quanto nele esteja envolvido. Se conseguirmos não bloquear o caminho com nosso eu pessoal, poderemos nos satisfazer com as palavras do profeta: “A peleja não é vossa, mas de Deus. . . Tomai posição, ficai parados, e vede o salvamento que o Senhor vos dará.”

Não podemos pretender resolver, sem cometer erros, esse conceito humano de existência. Talvez cometamos muitos, mas de todos tiraremos proveito. Temos liberdade de mudar nossa crença das coisas, quantas vezes adquirirmos novas luzes. Não devemos permitir que a vaidade nos faça aderir a uma proposição simplesmente por nos termos firmado nessa atitude. Devemos estar dispostos a abandonar nossos pontos de vista anteriores e a mudar nosso modo de pensar sobre qualquer assunto, tantas vezes quantas a sabedoria nos proporcione esclarecimento.

Às vezes acusam os Cientistas Cristãos de serem inconstantes. Que importa, se é sempre Deus quem os faz mudar? Será que um Cientista Cristão é menos Cientista porque muda de ideia? Acaso um general é menos competente para conduzir seu exército porque, no calor da batalha, muda de tática, sob a orientação da sabedoria? Uma determinação inflexível de levar a cabo um plano preconcebido mais se pareceria com a entronização da vontade humana, que erra.

Os Cientistas Cristãos são cidadãos que se mantém preparados para pegar em armas contra o erro a todo minuto e atender a qualquer chamado da sabedoria, sempre prontos e dispostos a abandonar opiniões ou pontos de vista pessoais, e a permitir que esteja neles aquela mente “que houve também em Cristo Jesus”.

CITAÇÕES:

Hebreus 13:8; João 1:3; Romanos 8:2; Ciência e Saúde, p. 411; Lucas 22:42; Ciência e Saúde, p. 192; Romanos 8:28; 2 Crônicas 20:15, 17; Filipenses 2:5.

DE JÁ É VOCÊ

A
VERDADE JÁ É VOCÊ

Dárcio
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Toda Verdade está manifestada de modo onipresente. A VERDADE JÁ É VOCÊ! Nada há além da Verdade sendo VOCÊ! Parta disso em suas contemplações e dê este testemunho, de que a Verdade integral está sendo a SUA existência. Esta visão sobre VOCÊ é a Visão divina sobre VOCÊ! Nada há além de Deus. Não há outra Visão sobre VOCÊ! Deus Se vendo como o ser que VOCÊ É, é a sua Visão única contemplando a Verdade.

Perceber a Verdade é ser a Verdade. Contemple a existência única DESTE AGORA! E perceba a Consciência infinita livremente Se expressando como o Universo inteiro inclusive VOCÊ! A VERDADE

JÁ É VOCÊ!
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QUANDO…

QUANDO…

Eckhart Tolle
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Quando você observa uma pessoa e sente muito amor por ela, ou quando contempla a beleza da natureza e algo dentro de você reage profundamente, feche os olhos um instante e sinta a essência desse amor ou dessa beleza no seu interior, inseparável do que você é, da sua verdadeira natureza. A forma externa é um reflexo temporário do que você é por dentro, na sua essência. Por isso o amor e a beleza nunca o abandonam, embora todas as formas externas um dia acabem.
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“QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”-2 (Final)

“QUEM É
MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”
Robert L. Drafahl
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PARTE II – FINAL

Essa perspectiva mais ampla de família ficou ilustrada, em certo grau, numa experiência que tive há alguns anos. Eu era membro das Forças Armadas, escalado para um país distante de casa aproximadamente cinco mil quilômetros, e não fiquei surpreso ao sentir saudade de casa. A minha era uma família muito unida.

Desde a chegada à nova base havíamos trabalhado por longas horas e, embora eu orasse sinceramente para sentir a bondosa presença divina, ainda assim tinha muita saudade de casa, Uma noite, antes de me deitar, orei novamente a Deus para  obter algum sinal tangível de seu amor. Abri meu livro Ciência e Saúde na página 57. Li estas linhas: “As rajadas gélidas da terra podem desarraigar as flores dos afetos e espalhá-las aos quatro ventos; mas essa ruptura dos laços carnais serve para unir o pensamento mais estreitamente a Deus, pois o Amor sustenta o coração em luta, até que este cesse de suspirar por causa do mundo e comece a estender as asas rumo ao céu”.

Não captei logo todo o significado desse trecho, mas pude imediatamente identificar-me com a “ruptura dos laços carnais”. Então entendi mais claramente que esta “ruptura” só podia servir a um propósito: “Unir o pensamento mais estreitamente a Deus.” A família é uma ideia divina, não limitada pela matéria, raciocinei. Eu não podia deixar minha família. Como meu Pai-Mãe sempre está presente, uma expressão tangível de família tem de estar presente, exatamente aqui. Certamente meu pensamento estava sendo elevado de um sentido limitado de família para outro mais espiritual. A promessa da Sra. Eddy, de que “o Amor sustenta o coração em luta”, era verdadeira. Senti o Amor encher minha consciência de paz e inspiração.

Algumas semanas mais tarde, descobri que havia uma Sociedade de Ciência Cristã numa cidade próxima. No meu primeiro domingo livre fui lá, de bicicleta, e assisti ao culto. Os membros foram afetuosos e amigos. Nos dois anos e meio seguintes, passei a maior parte dos meus fins de semana na casa de um casal e tornei-me ativo na Sociedade. Vi que havia adquirido uma família inteiramente nova, e foi o nosso profundo amor pela Palavra de Deus o que nos uniu.

Um sentido humano de família, não importa quão cálido e solícito possa ser, somente aponta para um conceito mais amplo e mais elevado de fraternidade universal apoiada no fundamento supremo de que há um único Pai e Seu universo de ideias. Na medida em que começarmos a compreender que a nossa origem está em Deus, o único Pai-Mãe, e não na matéria, apreenderemos mais claramente que toda a humanidade é nosso “irmão, irmã e mãe”.

Essa não é uma verdade espiritual que precisa esperar até uma vida futura “após esta vida”, para manifestar-se. Podemos perceber evidências dela agora. Todo aquele que vislumbrou em Deus o único Pai-Mãe, nunca poderia sentir-se durante muito tempo solitário, sem família ou sem amigos, nem realmente aceitar a crença de que a nacionalidade ou a raça o exclui da família humana e das bênçãos ilimitadas que este relacionamento lhe traz.

Quer tenhamos uma unidade familiar feliz ou infeliz, nosso conceito dela ainda necessita ser espiritualizado. A necessidade sempre é a de ver o que Jesus via, quando disse estas palavras: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”.

Quando nossa percepção da fraternidade universal se desenvolve, não significa isso que o amor por nossa família imediata diminui. Tal desdobramento deveria fortalecer os laços familiares, e estes adquirem novas dimensões, imbuídos do Amor divino.

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Fevereiro 1986)

“QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”

“QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”
Robert L. Drafahl
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PARTE I
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Imaginemos, por um momento, uma sala cheia de gente escutando atentamente as palavras de nosso Mestre, Cristo Jesus. De repente, ele é interrompido por alguém que lhe diz: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te”. Jesus dá uma resposta inesperada: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”
 
Como Mestre, ele não perde a oportunidade de salientar certo aspecto ou de proporcionar uma lição prática. Com a mão estendida para os seus alunos, prossegue:
“Eis minha mãe e meus irmãos”. E então acrescenta: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.”
 
Num país onde a unidade familiar e o orgulho nacional eram tradicionalmente fortes, seu comentário atravessou barreiras de laços biológicos e étnico, trazendo a unidade familiar àqueles que aceitaram seus ensinamentos. Bem poderia ter despertado aos ouvidos deles uma noção mais ampla de família.
 
No entanto, este enfoque radical não impediu que Jesus fosse um filho responsável até mesmo em suas horas finais na cruz. Durante sua aflição, ele ternamente atendeu às necessidades de sua mãe ao colocá-la sob os cuidados de um discípulo amado.
 
Era natural a Jesus exemplificar o amor e o cuidado sempre presentes do Pai pelo homem. A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “Pai-Mãe é o nome da Divindade, o que indica o terno parentesco dEle com Sua criação espiritual”.
 
 É essencial compreendermos que o homem é, na realidade, espiritual – não um mortal físico – a fim de captarmos toda a extensão daquela expressão “terno parentesco”. Deus é Espírito, Mente, e o homem real existe como ideia na Mente. Portanto, é natural para a Mente ter para com sua própria ideia terno cuidado, uma vez que esta ideia certamente precisa expressar a natureza divina.
 
Compreendendo o homem como ideia – e esta identidade como nossa identidade verdadeira – percebemos claramente nossa inseparabilidade de nosso Pai-Mãe. Assim como uma ideia nunca pode estar separada de sua fonte, assim o homem nunca pode estar separado de Deus, o bem, e das constantes bênçãos que este relacionamento confere.
 
À medida que acalentamos este “terno parentesco” com nosso Pai-Mãe, o que vemos como nossa unidade familiar se amplia e inclui todas as ideias de Deus. “Homem é o nome de família para todas as ideias – os filhos e filhas de Deus”, declara o livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde.
  
Continua

A ILUSÃO SOB A MÁSCARA DO DESPERTAR


DÁRCIO
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A Verdade É! Nada mudará este fato manifesto, onipresente, incólume, permanente e impessoal! Todo ensinamento iluminado faz o chamado “Vinde a Mim”, o chamado da Verdade à própria Verdade, que é tudo! Deus é TUDO e sabe disso! Deus sabe, obviamente, que está sendo VOCÊ, aqui e agora. “Quem crê no Filho de Deus, EM SI MESMO tem o testemunho; quem a Deus não crê, mentiroso o fez; porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que DEUS NOS DEU A VIDA ETERNA; e esta Vida está em seu Filho”. (I João 5:10-11). Que está revelado aqui? A Verdade de que Deus está sendo VOCÊ, que a Vida eterna divina JÁ É A SUA, e que o seu “acreditar” lhe bastará para ter em VOCÊ MESMO o testemunho.

Não existe outra mente, senão a Mente Onisciente, para supostamente “despertar para a Verdade”. Como a ilusão encobre o fato também ilusoriamente, a exemplo de um sonho que “encobre” ao sonhador o lugar em que já se encontra, a expressão “despertar espiritual” se mostra útil em determinado momento deste estudo; porém, se ela não for descartada tão logo cumpra o seu papel, poderá se tornar a própria ilusão sob novas vestes! Poderá ser a “ilusão” sob a máscara do “despertar”. E é quando ouvimos frases do tipo: “Eu preciso vivenciar o despertar espiritual”, “Não vejo a hora de ter o despertar espiritual”, etc. Que existe aqui? A crença falsa de que a ilusão existe!

Exatamente aqui e agora, o testemunho de Deus sobre VOCÊ é que “já recebeu a Vida eterna”, ou seja, o próprio Deus! Deus sabe disso, e VOCÊ, ciente de que a Mente de Deus é única, e, portanto, a SUA MENTE, reconhece e contempla esta Verdade. Em outras palavras, VOCÊ, em sua percepção de existir, sabe ser Deus a sua Vida iluminada deste exato AGORA; ao mesmo tempo, VOCÊ reconhece que Deus, com a MESMA percepção de existir, sabe que VOCÊ EXISTE como a Vida eterna ÚNICA, e que, portanto,   a Vida DELE é a SUA, em UNIDADE PERFEITA! Na “Pratica do Silêncio”, contemple unicamente FATOS CONSUMADOS, e elimine radicalmente a crença de que exista, em qualquer parte, “alguém para despertar espiritualmente”. A Verdade É! VOCÊ É!

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O REINO INTEIRO EM VOCÊ “O Reino de Deus não vem d

DÁRCIO

“O Reino de Deus não vem visivelmente, (…) está dentro de vós”
Lucas 17:20
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A crença de que somos “corpo carnal” atrai a atenção às formas materiais ilusórias que a maioria aceita estar presentes. Para quê nos dedicamos à Pratica do Silêncio”? Para fazermos a “troca essencial” interiormente, por nos desfazermos dos fictícios vínculos que aparentemente temos com “”este mundo” e sua formas supostamente materiais em atividade, enquanto nos concentramos na Verdade de que somos Consciência iluminada e, portanto, que todas as reais atividades estão se dando harmoniosamente “dentro de nós”, ou seja, em nossa própria Consciência, que é Deus.

Quando partimos de nossa premissa básica, DEUS É TUDO, partimos de nossa Consciência iluminada como sendo o REINO DE DEUS! Por isso Jesus disse que “não virá visivelmente” e que está “dentro de nós”. Em seus momentos destinados à “contemplação da Verdade”, exclua a possibilidade de estar existindo um “mundo material” com fatos bons e maus, e atenha-se à SUA CONSCIÊNCIA. Perceba que todas as atividades verdadeiras são perfeitas e harmoniosas “dentro dela”, ou seja, que por ser infinita, contém a Oniatividade em SI MESMA! Consciência e Oniação são um! Dedique-se a estas percepções iluminadas, feitas serenamente e dedicadamente. “O REINO DE DEUS ESTÁ INTEIRO EM VOCÊ”: PERCEBA-O!

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OBSERVE O MOLDE E NÃO SEUS EFEITOS



Dárcio
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O texto postado ontem, de Masaharu Taniguchi, é muito importante e merece ser praticado! Se olharmos as imagens refletidas neste mundo, nós as veremos ora boas e ora más. Se forem rotuladas de “más”, e se prendermos a mente a elas por causa disso, mais imagens “más” se projetarão, pois, tais imagens não têm vida própria, sendo meramente projeções ou efeitos. A causa está no “molde mental”.

Existem máquinas caseiras de fabricação de macarrão que trazem diversos moldes a serem utilizados, dependendo do tipo de massa a ser criada. Se o molde que estiver na máquina produzir um tipo de macarrão bem fino e quisermos mudá-lo para outro tipo de maior largura, bastará alterarmos o molde! Tão logo ele seja mudado, a mesma massa que antes saía na forma de macarrão fino passará a sair  naturalmente em formato mais largo. Não teríamos esse resultado sem alterarmos o molde. O mesmo acontece com a suposta vida humana; por não ter existência real e por ser meramente um reflexo temporal, ela pode ser moldada a cada instante em função de nosso molde mental estar bem mais ou bem menos sintônico com a perfeição da Existência espiritual. Quanto mais você estiver de olhos nas aparências, mais estará sujeito a cair no trote da ilusão, pois, será tentado a fazer o julgamento por estas aparências, e, se elas se mostrarem más, e com você  espiritualmente desatento, acabará por endossar tais miragens e se deixará iludir por elas. Por outro lado, quanto mais você descartar os “efeitos”, este ILUSÓRIO mundo das aparências, por se colocar como observador da oniação perfeita, geradora única e real da Realidade, mais este “molde perfeito” estará se projetando em sua vida.

Observe o “molde” e não os efeitos! Se sua mente estiver presa ao “molde da perfeição absoluta”, nada mais do mundo visível o iludirá! E, caso isso esteja acontecendo, de você estar preso a alguma imagem indesejável, bastará soltá-la radicalmente para se voltar ao molde do desejável, ou seja, a perfeição. Lembre-se: você jamais mudará o tipo de macarrão sem trocar o molde que atua na massa!

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"TÃO PURO DE OLHOS" -2- Final

“TÃO
PURO DE OLHOS”
MARIE S. WATTS
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PARTE II – Final
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É bom levar em consideração o seguinte: Deus é aquilo que Deus contempla. Deus é aquilo que Deus vê, aquilo que Deus conhece e aquilo que Deus experiencia. Isto necessariamente é verídico, pois nada há além de Deus, para que Deus pudesse ver, conhecer ou ser. Decorrente disso, Deus deve sempre contemplar Sua própria Perfeição imutável; Sua própria Pureza incontaminada; Sua própria Natureza ilimitada, inqualificada e incondicionada.

Se Deus contemplasse o mal, Deus teria que ser o mal  contemplado. Se Deus conhecesse a impureza, Ele teria que ser a impureza que estivesse conhecendo – pois Tudo é Deus. Se Deus conhecesse ou experienciasse restrição, Deus teria que estar restrito a Ele mesmo – pois não outro ao lado de Deus. Se Deus fosse incompleto, Ele teria que ser Sua própria incompleteza. Se Deus estivesse limitado, ou de algum modo restrito, Ele teria que ser Sua própria limitação, Sua própria restrição – pois nada há que não seja Deus.

Sim, Deus pode somente ver a Si mesmo, e ser aquilo que Ele vê e conhece. Sendo Tudo, Deus é o único Um que contempla; o único Um que conhece; e o único Um que existe. Assim, toda a Existência é constituída por Deus: vendo, conhecendo e sendo unicamente aquilo que Deus é. Não há mais ninguém para ver, senão Deus. Não há mais ninguém para conhecer, senão Deus. Não há mais ninguém para ser, senão Deus. Não há nada para ser visto, senão Deus. Não há nada para ser conhecido, senão Deus, e não há nada para estar sendo, senão Deus.

Agora, você existe. Você sabe disso muito bem. Você está consciente; assim, você está consciente do fato de que você existe. Você é capaz de saber que você existe somente porque você está consciente. Deus é a única consciência existindo. Sua consciência de existir é Deus sendo consciente de ser Ele próprio. Você percebe o que isso quer dizer? Significa que você é incapaz de saber alguma coisa de si mesmo. Significa que sua exata consciência de existir nada é senão Deus, sendo consciente de ser Ele próprio; e, que é impossível, a você, conhecer alguma coisa que seja desconhecida por Deus.

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"TÃO PURO DE OLHOS"

“TÃO
PURO DE OLHOS”
MARIE S. WATTS
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PARTE I
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Há na Bíblia uma citação profundíssima,  abarrotada de poder. Este grande livro apresenta inúmeras declarações profundas, todas elas poderosas; porém, desconheço outra tão simples, tão curta, e que tenha revelado a perfeição onipresente com tanta frequência e rapidez como a seguinte: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e a opressão (iniquidade) não podes contemplar…(Habacuque 1: 13).

É óbvio que sem  haver um discernimento espiritual, o sentido desta citação será mínimo, e não fará revelar a Perfeição que é. Portanto, percebamos o que a torna tão poderosa e profunda. E descubramos o motivo que a leva a revelar a Perfeição presente com tanta frequência.

É um fato verdadeiro: Deus não pode ver, conhecer ou ser o mal. Mas isso não nos ajudará, caso continuemos a ver, conhecer e ser a ilusão chamada mal. Deus é pura Verdade Absoluta. Isto significa que Deus é “livre de imperfeição; completo em Sua própria natureza; perfeito; integral; livre de mistura; livre de limite ou qualificação.” Esta definição foi extraída do Dicionário Webster. Tal definição do Absoluto é certamente a Verdade Absoluta, e Deus é a Verdade Absoluta. Ademais, a Verdade Absoluta é Deus. Deus é Perfeição completa; completa como Ele próprio; Integralidade completa; e completamente livre de limites ou qualificações de qualquer espécie.

Por que Deus “é tão puro de olhos que não pode ver o mal?” Deus é TUDO. Sendo Tudo, Deus somente pode contemplar a Si mesmo. Deus pode apenas estar consciente daquilo que Deus é.

Mas, é importante perceber que Deus está consciente de ser aquilo que eterna e infinitamente Deus é. Sendo Perfeição incondicionada, sem limites e qualificações, Deus somente pode estar consciente da Perfeição. Sendo tudo – e sendo livre de qualquer mistura com algo além de Si próprio -, Deus somente pode estar consciente de sua inteireza pura e sem contaminações. Sendo irrestrito e imensurável, Deus não pode estar consciente de alguma coisa externa a Ele mesmo, ou que fosse outra além dele próprio. Desse modo, como foi dito anteriormente, Deus pode somente contemplar a Si mesmo.

CONTINUA..>

OS ARTIGOS DA VERDADE COMO “ARMAS DA LUZ”

OS ARTIGOS DA VERDADE COMO “ARMAS DA LUZ”
Dárcio
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Cada artigo sobre a Verdade divina é uma “Arma da Luz”, instrumento que nos defende das ilusórias forças contrárias a Deus. Deus é o ÚNICO PODER, por ser a ÚNICA Presença! Esta Verdade absoluta aparenta ser desafiada a cada instante, quando, em vez de estarmos cem por cento afinados com Ela em UNIDADE PERFEITA, levamos em consideração as mentirosas aparências que supostamente captamos pela mente humana.

Falham os matemáticos, porém, a Matemática não falha! Assim são os princípios divinos revelados: são verdadeiros, perfeitos e permanentes! Se, em qualquer situação “desarmônica” que ilusoriamente nos defrontarmos, formos nos perder em divagações sobre sua causa, ou formos desanimar por estar persistindo a crença falsa, estaremos agindo alinhados com a ILUSÃO.

Conheci um professor de Matemática que com grande facilidade usava o que sabia para apresentar no quadro-negro a solução dos problemas que eram dados como exemplos sobre como eles deveriam ser solucionados. Este professor incentivava que procurássemos, sozinhos, resolver em casa outros problemas propostos pelo livro adotado, onde treinaríamos o que nos havia ensinado. Certa vez, ao tentar resolver sozinho um dos problemas, não consegui de forma alguma achar a solução, por mais que o tentasse! Pensei: vou levá-lo à aula; assim, na hora o professor me mostrará como resolvê-lo! E foi o que fiz. Entretanto, quando o professor foi me mostrar onde estava o meu erro, ele também não conseguiu! Tentou, tentou, e nada! Não conseguia resolver o problema! Então, disse-me o seguinte: não estou conseguindo ver agora a solução; vamos dar continuidade à aula, e eu o levarei para  casa para poder analisar com mais calma! Na aula seguinte, veio ele com a felicidade estampada no rosto, mostrando o problema resolvido e o que havia empregado em sua solução! A “arma” que foi usada não havia sido lembrada, quando tentara anteriormente; mas, em casa, ele lembrou-se de um princípio da Matemática que pôs fim à questão!

O que devemos entender é isso: a Matemática tinha a solução e o professor é que tinha de descobri-la! Reclamar do problema seria solução? Não! Reclamar de tudo que foi tentado e não ajudou a resolvê-lo seria solução? Não! A solução se mostrou estando em se “achar o princípio” que desse fim ao problema! O desafio é este, e não o problema, já que SABEMOS que não há problemas no Universo da Realidade!

Cada artigo da Verdade expõe os princípios de que necessitamos! POR ISSO, QUANTO MAIS NOS DEDICARMOS EM CONHECÊ-LOS, MAIS “ARMAS DA LUZ” TEREMOS! Em seguida, sem jamais desanimar, devemos abordar as situações através das “contemplações absolutas assíduas”, quando aplicaremos estas “armas”. A certeza inicial sempre é esta: DEUS É TUDO e qualquer forma de desarmonia é NADA! O passo seguinte é, sem esmorecer, aplicarmos TUDO que já conhecemos, ATÉ QUE O NADA se mostre como NADA, em nossa percepção interior! E, neste “nosso conhecimento”, sempre devemos recordar que o que “nós conhecemos”, em termos de estudos, é somente o pontapé inicial para o CONHECIMENTO REAL ser praticado, ou seja,  o reconhecimento de que DEUS É TODO CONHECIMENTO, e que DEUS JÁ É A NOSSA CONSCIÊNCIA ONISCIENTE, CIENTE SOMENTE  DE SI MESMO COMO SENDO TUDO!

Há algum tempo, eu notei um problema de audição num dos ouvidos, e não dei importância, achando que pelas meditações normais aquilo, por ser ilusório, iria sumir por si. Mas não foi o que aconteceu, e aquilo perdurou, enquanto eu continuava achando do mesmo jeito, até que passou também para o outro ouvido! Eu dirigia pelas ruas e não ouvia nada! Foi quando notei que deveria ter cuidado dessa ilusão antes! As pessoas falavam comigo e eu só entendia alguma coisa ou gritada ou por leitura labial. A “avalanche” do mundo não parava de chegar! “Você não pode ficar assim! É perigoso dirigir nesse estado! Procure um médico!” E, como era uma ILUSÃO que não podia ser disfarçada, para que um “tratamento espiritual” pudesse ser feito sem contar com estas “opiniões”,  pensei: “Tenho de pôr fim a isso rapidamente”. E comecei a fazer as “contemplações” de forma mais específica. As “Armas da Luz” usadas foram muitas, mas, nesse caso, duas delas foram constantes e marcantes: a primeira, uma frase da Seicho-no-Ie: “Toma conhecimento de que a saúde já está em ti”; a segunda, foi a percepção detalhada de que, como Deus está em TODA PARTE, e não há parte nenhuma de Deus que seja surda, no exato lugar em que a suposta mente humana detectava “falha de audição”, ESTAVA A AUDIÇÃO DIVINA como fato permanente e onipresente.

Como o tempo disponível para as “contemplações” tinha sempre de ser interrompido, pelas tais “responsabilidades do dia-a-dia”, este “tratamento” era feito dentro do possível. A certeza inicial era esta: não existe “ouvido que não ouve” dentro da Onipresença TODO-AUDIENTE! Isso era reconhecido radicalmente, e, em seguida, eu retornava às atividades normais, e de volta também à  “avalanche” do mundo iludido: “Não sarou ainda? Nem melhorou?” E por aí vai! E esta ilusão vinha também de quem “estuda a Verdade”, e até em maior  ênfase! “Puxa, até você, que conhece tanto, não resolveu!?” “Que força tem a ilusão”, etc. E tudo bem gritado, porque queriam mesmo que eu os ouvisse! Mas eu não ligava! Somente aguardava poder meditar novamente e repetir o reconhecimento: “Tomo conhecimento de que a saúde já está em mim; a Consciência Todo-audiente Se expressa aqui e agora como a minha audição perfeita!” Desse modo, intercalando as contemplações com as “opiniões do mundo”, passados cerca de 20 dias, percebi, durante a meditação, um “ruído” em meus ouvidos, como se fosse o de muitas abelhas voando dentro deles, e a audição perfeita foi restabelecida, calando a ILUSÃO e aqueles que, próximos a mim, davam voz a ela. É como ensina o princípio:

“A ilusão é impessoal, mas aparece como pessoa e como condição!”

Vinte dias! Demorou muito? Em termos de “mundo”, demorou! Entretanto, na Verdade, o tempo não existe! ILUSÃO É NADA! Assim como são NADA os seus parâmetros de tempo e espaço! O importante mesmo é o princípio ser a VERDADE! E também nossa confiança nele ser TOTAL!

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AUTODEPENDÊNCIA

AUTODEPENDÊNCIA
Dárcio
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O conhecimento de que Deus é Consciência infinita nos obriga a vê-La sendo a nossa própria Consciência atual. Logicamente, não estamos nos referindo à chamada “mente humana”! Esta suposta “mente”, calada pela nossa abertura a Deus em nós, reconhecido como “Onisciência”, nos deixa livres para que tenhamos nossas próprias  revelações. Todas as Bíblias ou Escrituras que temos, fluíram desta Consciência Única: DEUS! E Ela, subjacente à ilusória mente humana,  é a nossa Consciência! Esta é a Verdade suprema a ser reconhecida!

No período em que se dedicou a preparar seu livro Ciência e Saúde, Mary Baker Eddy deu somente um curso. E. Mary Ramsay, autora do livro A Ciência Cristã e sua descobridora, escreveu: “Os alunos lhe exigiam constantemente a atenção,  pediam-lhe que os ajudasse em suas dificuldades, levavam-lhe todos os seus problemas, em vez de se voltarem para Deus em busca de orientação, como ela sempre os ensinava. Como de costume, achavam mais fácil consultar uma pessoa, a quem podiam ver, do que apoiar-se no Princípio Invisível do Universo”.

Cristo, ao dizer: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”, estava criando espaço à Autodependência! Ninguém é livre dependendo de pessoas, cursos ou algo qualquer deste mundo! Por outro lado, a Autodependência, a convicção de que a Onisciência é UNA conosco, deixa-nos com livre “acesso” ao Reino divino, e, naturalmente, “todas as demais coisas nos são acrescentadas”.

“Como de costume, achavam mais fácil consultar uma pessoa, a quem podiam ver, do que apoiar-se no Princípio Invisível do Universo.”  Somente corrigindo este péssimo costume é que poderemos realmente “conhecer a Verdade”.

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MASAHARU TANIGUCHI
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PARTE IV – FINAL
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É preciso que todas as pessoas ofereçam algo ao outro sempre que recebem algo. Se alguém consegue receber, é porque houve o ato de dar. Sem despertar para esta Verdade, não haverá a verdadeira cura nem a verdadeira prosperidade. Qualquer pessoa, quando recebe algo, consegue retribuir isso de modo correto. Até mesmo um mendigo que não possui um só centavo consegue retribuir adequadamente por algo bom que recebeu. Pode ser uma palavra da Verdade, ou simplesmente emitir palavras de gratidão e louvor.

Nós estamos trabalhando para conduzir as pessoas ao mundo verdadeiramente eterno, que transcende a pobreza e a riqueza. Para isso, explicamos às pessoas que o homem é um ser espiritual que vive aqui e agora no mundo espiritual, e que, ao conhecer esta Verdade divina e compreender a verdadeira relação entre Deus e o homem, aqui se manifestará concretamente o transcendental mundo da Imagem Verdadeira.

A questão mais importante que o homem deve perceber é o fato de que possui a capacidade de estruturar o pensamento, e que esse pensamento materializa o ambiente e os acontecimentos do mundo exterior, moldando o mundo das experiências de cada um. E todas as pessoas são reis que governam seus próprios problemas, e esses problemas são todos ideias existentes na sua mente, questões que são materializações do seu próprio pensamento. O fato de as ideias de cada pessoa serem bem diversas equivale ao fato de a personalidade dos habitantes de um país ser também bastante diversa. Mas tudo isso se submete ao rei, ou seja, tudo que é fenomênico se submete ao poder do Eu verdadeiro, que é quem governa o reino da mente. Portanto, tudo que você, que é a autoridade suprema, ordenar, se realizará. É vontade de Deus que tudo seja belo e próspero. Portanto, basta ordenar que neste mundo haja riqueza, que ela se manifestará. No reino de Deus, tudo está pronto e, portanto, é possível fazer manifestar a riqueza de acordo com o seu desejo.

Talvez você esteja pensando que não pode oferecer nada aos demais porque sua renda é pouca, ou que é limitada a provisão que recebe. Mas você não será salvo eternamente se não abandonar este pensamento mesquinho e adotar a idria da provisão infinita “Já sou próspero”. Peça a Deus. Deus é seu “armazém geral”, e tudo que existe dentro dele é de sua propriedade. Entretanto, para você fazer com que a energia do seu pensamento acumulado se manifeste, é preciso, primeiramente, que você comece a dar. Pode iniciar dando um centavo, mas deve fazê-lo em nome de Deus. Deve dar de todo o coração e com profundo amor. E, ao dar, deve afirmar categoricamente o seguinte: “O Amor de Deus abençoa você através de mim e multiplica infinitamente as suas riquezas”.

Sua mente é semelhante a uma corrente de água. Se essa corrente for interceptada por algo, a água ficará estagnada e formará sedimentos. Para limpar esses sedimentos, não basta jogar nova água por cima, mas é preciso remover aquilo que está barrando a corrente de água. Remover essa barragem equivale a remover os velhos conceitos de carência. E jogar nova água por cima significa continuar mantendo a ideia da provisão infinita. Assim, deve começar a dar com sentimento de amor o mais profundo possível. Através do ato de doar, os velhos conceitos vão sendo removidos. Não há necessidade de se limitar a dar objetos, pois, em suma, deve-se demonstrar boa vontade aos demais. Isso não deve ser medido por um critério material, mas apenas por um critério espiritual.

“Deus ama aquele que dá com alegria”. A expressão “com alegria” foi traduzida do grego hilarion e, sem dúvida, significa . Um presente pode ser avaliado pelo seu valor monetário, mas Deus não avalia pelo montante em dinheiro, mas sim pela intensidade do sentimento de alegria e de amor com que a pessoa oferece,

As palavras que constam no capítulo 28: 47,48, de Deuteronômio – “porque não servistes ao Senhor, teu Deus, com gosto e alegria de coração, por causa da abundância de todas as coisas, servirás o teu inimigo, que o Senhor enviará contra ti, com fome e com sede, com nudez e com falta de tudo…” – demonstram que prosperaremos só quando dermos com gosto e alegria. Em suma, seja um grande ou um pequeno presente, quando o oferecemos com gosto e alegria, com profundo sentimento de amor, conseguiremos manifestar a infinita prosperidade de Deus.

F I M

EGO HUMANO NÃO TEM ILUSÃO

EGO HUMANO
NÃO TEM ILUSÃO
DÁRCIO
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DEUS, sendo Tudo,

é Mente ÚNICA! Contemple Deus sendo a Mente infinita e se veja sendo esta Mente em oniação, ou seja, veja-se como o TODO ou ÚNICO em Atividade todo-abrangente.

O EU INFINITO é o EU INDIVIDUAL de todos nós, assim como o oceano é cada uma de suas ondas. Não existe ILUSÃO no EU ABSOLUTO! E não existe “outro eu”, supostamente “humano”, para estar iludido! Não existe “ego humano”; portanto, uma inexistência não poderia estar “em ilusão”. O que não existe não pode estar sugestionado nem iludido!

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Estas verdades devem ser contempladas! ILUSÃO, como o nome diz, é ILUSÃO! Contemple Deus como a totalidade da Existência, e contemple que, onde quer que “algo sem ser Deus” aparente existir, o que existe, real e exatamente ali, é a
PRESENÇA DE DEUS!
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OFEREÇA CORRETAMENTE E RECEBERÁ EM FARTURA- 3

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MASAHARU TANIGUCHI
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PARTE III
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Não deve guardar para se prevenir do futuro. Deixe que o próprio futuro se preocupe com o futuro. Se tiver dúvidas de algo e temê-lo, será enfraquecida a sua capacidade e reduzida a sua força espiritual. Tenha a convicção de que no Universo existe a fonte da provisão infinita e que a lei do equilíbrio preenche todas as partes nas quais haja escassez. Se você acredita na economia do acúmulo e na economia da escassez, mude seu pensamento e acredite na economia da provisão infinita. E pratique o ato de dar, mesmo que seja uma quantia insignificante. Dê com amor a uma pessoa que não tem nenhuma possibilidade de devolver-lhe. Sem se limitar a dar coisas materiais e dinheiro, é importante dar juntamente sentimento de amor e substância espiritual. Com o poder das suas palavras, você conseguirá abençoar tudo que oferecer e multiplicá-lo espiritualmente. Considere-se um mordomo de Deus e acredite que é uma pessoa que lida com a provisão infinita dEle. Só quando assim acreditar, você fará com que a força mental e espiritual trabalhe, e conseguirá concretizar, finalmente, uma grande riqueza. Descubra a felicidade no ato de dar. Deus ama aquele que dá com alegria, porque sua mente está aberta para receber ondas espirituais.

Contudo, você não deve dar com sentimento de compaixão. A compaixão é um sentimento que veio envenenando o subconsciente da humanidade durante milhares de anos e, devido a isso, os homens vieram perdendo o espírito de independência. Hoje, chegou o momento em que todas as pessoas devem corrigir esse erro. Todos são filhos de Deus, e todos os filhos de Deus já receberam igualmente tudo que Deus possui. Portanto, se alguém pensa que deve dividir o que possui em demasia com outrem que não possui, estará fazendo com que  um seja o benfeitor, e o outro o dependente. Contudo, todas as pessoas já são ricas por terem recebido de Deus a provisão infinita, e, se alguém pensar errônea e arrogantemente que o outro é um pobre, estará ultrajando a natureza divina deste. Todas as pessoas são mordomos de Deus, assim concretizando a vontade divina. Não sou eu que favoreço e dou algo ao outro. Quando considerarmos que aquilo que pertence a Deus é oferecido aos filhos de Deus por Ele, tanto aquele que oferece quanto aquele que recebe serão vivificados pela Verdade e conseguirão se regozijar mutuamente, não sendo mais possível existir aí o sentimento de compaixão. Só existirão o amor, o respeito e a reverência recíproca entre filhos de Deus.

A ganância exerce um forte poder sobre o corpo e acaba adoecendo a pessoa. Sem remover essa causa interior, ela não conseguirá corrigir fundamentalmente a manifestação exterior. Tal pessoa será salva se praticar o ato de dar, apenas com sentimento de amor, de modo livre, sem ser coagida por alguém, nem com o fim de buscar recompensa. Para curar pacientes obcecados pela ganância, certo terapeuta espiritual fazia, muitas vezes, com que eles pagassem um elevada soma de dinheiro como honorários. Pela mesma razão, quando um médico recebesse dinheiro do paciente, certamente, só com isso, já estaria conseguindo curá-lo. Consequentemente, seria um fato que, quanto mais vultoso fosse o preço de uma cirurgia ou tratamento, melhor seria o resultado. Contudo, esses são fatores por demais absurdos, não tendo necessidade de tomar tais medidas cheias de rodeios, pois as doenças são curadas só de curar a mente da pessoa, de modo mais direto.

Sem dúvida, este método para curar a mente está mais de acordo com a lei de Deus e, no caso de curar a ganância, basta fazer com que a pessoa coloque em prática a lei do amor “É dando que se recebe”, com a cabeça, com as mãos e com o coração. Assim, fará com que as pessoas pratiquem o ato de dar sem esperar recompensa. Para isso, a Unity usa o sistema de livre doação, mas não deixam de existir pessoas que fazem sérias críticas sobre esse procedimento. Por exemplo, acham que isso pode estimular a compaixão e a pobreza, que fará com que predomine o espírito de tirar vantagem. Entretanto, o que eles desejam é apenas retirar de modo eficaz o sentimento de ganância da mente das pessoas e fazer com que comprovem a lei da prosperidade como o ato de dar com amor.

Continua..>

SUGESTÃO HIPNÓTICA NO AR

SUGESTÃO HIPNÓTICA
NO AR
Dárcio
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A Mente de Cristo, que temos e somos, não se deixa hipnotizar pelas sugestões da crença coletiva. Em Deus, nossa situação absoluta é sempre de paz, harmonia e liberdade. A crença mesmérica é o hipnotismo que atua como sugestões na suposta mente humana; e assim, nessa mente falsa, aparentam existir as boas sensações e as más sensações, os prazeres e as dores, enfim, os pares de opostos. Devemos olhar “este mundo” de frente, de olhos bem abertos, totalmente convictos de que “temos a Mente de Cristo”, a Mente divina que está aqui e agora discernindo unicamente a PERFEIÇÃO como Substância onipresente.

Nossa permanência suave e convicta nesta Verdade, durante a prática das “contemplações”, nos faz identificados com a ONIAÇÃO, que é a nossa Consciência iluminada sendo a experiência de Deus como o nosso EU.

Não lute contra as “sugestões desagradáveis” como se fossem, estas crenças, algo realmente dotado de substância, veracidade e poder!

Vendo o gato de olho numa lagartixa que corria no alto da vidraça, eu preparei um pedaço de papelão recortado no formato de uma silhueta dela e, mais tarde, depois que ela havia se escondido e o gato desistido de pegá-la,  grudei este papelão no mesmo lugar em que a lagartixa verdadeira estava. Assim que o gato voltou ao local, “viu o papelão” e ali ficou plantado novamente, achando estar vendo a mesma lagartixa que antes ali estava. Esta “lagartixa” estava unicamente na mente do gato, enquanto exteriorizado estava o “papelão recortado”. Assim atua a ILUSÃO: faz com que VOCÊ olhe “uma coisa” e aceite, SEM TER DÚVIDA, ser aquilo  “outra coisa”. DEUS É TUDO! Quando é explicado que “a ilusão jamais se exterioriza”, sendo meramente sugestão hipnótica na mente humana, o sentido é este: a “‘lagartixa vista pelo gato”, feita de papelão, nunca esteve realmente “”lá fora” na vidraça! Era ILUSÃO na mente do gato! SE VOCÊ ENXERGA IMPERFEIÇÃO, O LOCAL EM QUE SEUS OLHOS OBSERVAM JÁ É O REINO DE DEUS! A “imperfeição” é a “lagartixa vista pelo gato”, a mesma que, para mim, SEM ESTAR ILUDIDO COMO O GATO, não passava de um “papelão recortado”.
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Contemple a VERDADE! DEUS É A MENTE ÚNICA! A suposta mente humana é pura “sugestão hipnótica”, uma tela de manifestações da MENTIRA! Jesus Cristo já havia definido o “príncipe deste mundo” como “pai-da-mentira”; nada “deste mundo” merece crédito algum! Pura “miragem” representativa da ILUSÃO COLETIVA da suposição de que, AO LADO DE DEUS, O SEU EU, alguma coisa mais existe! Mas, esta “crença coletiva” é mera SUGESTÃO HIPNÓTICA: JAMAIS SE EXTERIORIZA! É ILUSÃO!
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OFEREÇA CORRETAMENTE E RECEBERÁ EM FARTURA- 2

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PARTE II
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Em matéria de pensamentos destrutivos, existem as mentalidades egoísticas como avareza, culto ao dinheiro, cobiça, etc. Tais pensamentos são ambições que levam ao caos a cultura e a paz no mundo. O meio para curar-se dessas ambições e salvar-se da infelicidade é, em última análise, suscitar pensamentos iluminados da verdade. E, além disso, conscientizar-se do fato de que “nada existe que seja meu”, pois tudo faz parte da vida comum que surgiu da única Grande Vida que é a própria Vida de Deus. Ou seja,“A multidão dos que criam tinha um só coração e uma só alma, e nenhum dizia ser sua coisa alguma daquelas que possuía, mas tudo entre eles era comum” (Atos dos Apóstolos 4: 32).

O primeiro degrau para chegar a esse nível é ir além do sistema vigente que remunera por um serviço prestado e adotar o sistema de livre remuneração. Assim como no mundo existe a lei de equilíbrio entre o Sol e os planetas, a lei do equilíbrio atuará entre o ato de dar e o de receber. A lei tem sua base no amor e na justiça. Portanto, as leis ajustam todos os acontecimentos de forma imparcial e harmoniosa. Então, quando obedecermos às leis, elas harmonizarão a nossa mente e o nosso corpo, manifestando em nós a prosperidade, a felicidade e a saúde. Amor e justiça são forças poderosas e ímpares, e tudo é movido por elas. Mesmo que sejam apenas algumas pessoas, se agirem com pensamento correto e amor profundo e verdadeiro, conseguirão fazer com que esse pensamento se infiltre no subconsciente da humanidade e impressione o coração de todas as pessoas. Este Movimento já se iniciou. E está avançando rapidamente. Portanto, todas as pessoas deverão tomar a decisão de anular o ego e assim aderir a este movimento, tornando-se espontaneamente sua força propulsora.

O subconsciente da humanidade é formado pela corrente de pensamentos das pessoas e pelas suas crenças fundamentais. Entretanto, certo número de pessoas consegue se posicionar acima dessa corrente de pensamento e pensar de forma independente. O pensamento “sucesso é ter dinheiro”, que existe no subconsciente da humanidade, está sendo agora substituído pelo pensamento “sucesso é efetuar um bom e eficiente trabalho”. Este pensamento será levado avante pelas pessoas que decidirem pensar e agir do mesmo modo que pensou e agiu Jesus Cristo.

Para que o leitor seja uma dessas pessoas e contribua para a transformação do subconsciente da humanidade, deverá primeiramente oferecer-se totalmente, em espírito, como missionário de Deus e tomar a decisão de realizar a grandiosa missão que Ele lhe atribuiu. Isto não significa necessariamente que você tenha de se dedicar à evangelização tal como fez Paulo, nem que tenha de realizar propaganda ostensiva. Você conseguirá realizar esta vigorosa obra meditando em seu aposento oculto, anulando no dia-a-dia o sentimento de ganância e declarando ampliar em todo o Universo o Amor e a Justiça de Deus. Você fará com que a ideia de justiça e da imparcialidade esteja presente entre as pessoas e conseguirá fazer com que isso seja o tema central das suas palavras e ações. Seja em que negócio for, não deve, por nenhum momento, planejar algo que só beneficie a si e a seus companheiros. Agindo com absoluta justiça e imparcialidade, deve manter firmemente a convicção de que será provido de tudo que lhe é necessário agora. Deve vivificar plenamente tudo que lhe vem às mãos. Faça com que tudo que você oferece tenha um valor absoluto. Não deve, portanto, usar nenhum artifício para mostrar que tem valor. Além disso, um meio ainda melhor é considerar-se um espírito sagrado que trabalha com poderosa força espiritual, e agir convicto de que todas as exigências deste espírito sagrado serão atendidas, indubitavelmente.

Continua..>