"ONDE COMPRAREMOS PÃO?"

“ONDE COMPRAREMOS PÃO?”
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(A Vida e os Ensinamentos dos Mestres do Oriente – Baird Spalding)

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Na quinta-feira de manhã o sol levantou-se claro e belo, mas em vez de prosseguir, como esperávamos fomos avisados de que ficaríamos esperando onde estávamos até que a trilha houvesse secado e as águas dos rios tivessem abaixado para podermos continuar mais confortavelmente a nossa expedição. Estávamos todos com medo de que nossas provisões se esgotassem, e um membro do nosso grupo deu voz a esse medo. Emil, que estava encarregado de todo o equipamento, veio até nós e disse: “Os senhores não precisam ficar com medo. Deus, porventura, não cuida de todas as Suas criaturas, grandes e pequenas, e não somos Suas criaturas? Verão que tenho aqui alguns grãos ou sementes de trigo. Vou plantá-los. Por esse ato declarei definitivamente que quero o trigo. Formei o trigo na minha mente. Cumpri a lei e, no devido tempo, ele aparecerá. Teremos de aguardar o longo e árduo processo que a Natureza, no seu lento crescimento e evolução, assumirá a fim de produzir o trigo? Se assim fosse, seríamos obrigados a esperar um tempo longo e duro para obtê-lo. Por que não usar uma lei mais alta, ou mais perfeita, que nos foi dada pelo Pai, para produzi-lo? Tudo o que se faz preciso é ficar em silêncio e visualizar ou idealizar o trigo, e nós teremos trigo curado, pronto para ser usado. Se duvidarem, poderão juntá-lo, moê-lo, transformá-lo em farinha e da farinha fazer pão”. Ali, diante de nós, estava o trigo, crescido e curado, de modo que nós o juntamos, moemos e fizemos pão.
Emil continuou dizendo: “Agora os senhores viram e acreditaram, mas por que não usar uma lei ainda mais perfeita, e produzir uma coisa mais perfeita ou exatamente o que querem — pão? Usando esta lei mais perfeita ou, como os senhores mesmos diriam, mais sutil, verão que sou capaz de produzir exatamente o de que preciso – pão”. E, enquanto nos quedávamos ali, arrebatados, vimos em suas mãos um pão grande, cujo fornecimento só cessou quando se amontoaram quarenta pães sobre a mesa diante de nós, ali colocados aparentemente pelo próprio Emil, que observou: “Como veem, há pão suficiente para todos; se não forem suficientes, poder-se-ão fornecer mais, até que haja o suficiente para comer e poupar”. Comemos todo o pão e o proclamamos bom.
Emil continuou: “Quando Jesus na Galiléia perguntou a Filipe: ‘Onde compraremos pão?’ Ele fez isso para pô-lo à prova, porque dentro de Si mesmo sabia muito bem que não haveria necessidade de comprar o pão necessário para alimentar a multidão aglomerada, nem de consegui-lo através do mercado material então existente. Ele viu a oportunidade de provar aos Seus discípulos o poder do pão levedado, ou aumentado pelo Espírito. Quantas vezes o homem no conceito mortal não pensa como Filipe! Este calculava, como a consciência humana calcula hoje, com base no suprimento visível — refletindo que tinha apenas tantos pães ou tamanho suprimento ou tanto dinheiro para comprar. Jesus reconheceu que quem está na Consciência de Cristo não conhece limitação. Ele, então, na Consciência de Cristo, olhou para Deus como fonte e criador de tudo e deu graças pelo poder e substância que tinha à mão para satisfazer qualquer desejo. E distribuiu o pão, através dos Seus discípulos entre os que mostravam necessidade exterior até que esta foi satisfeita e sobraram doze cestos. Jesus nunca dependeu do excesso de suprimento alheio para satisfazer à sua necessidade nem à necessidade de outrem; mas ensinou que o nosso suprimento está bem à mão na Substância Universal, onde existem todos os suprimentos, e tudo o que temos de fazer é criá-los ou produzi-los. Foi o que aconteceu quando Eliseu multiplicou o óleo da viúva. Ele não se dirigiu a alguém que tivesse uma superabundância de óleo, pois se o tivesse feito, o suprimento teria sido limitado. Ele entrou em contato com o Universal, e o único limite para o suprimento foi que todas as vasilhas se enchessem. O suprimento poderia estar fluindo até hoje se houvesse vasilhas em número suficiente para recebê-lo.
“Isto não é hipnotismo. Nenhum dos senhores sente que está de algum modo sob o efeito de um encantamento hipnótico. Permita-me dizer-lhes que o único hipnotismo que existe é o auto-hipnotismo de acreditar que cada um de nós, ou todos nós, não somos capazes de realizar as obras perfeitas de Deus e de criar as condições ou coisas desejadas. Pois não é a própria necessidade o desejo de criar? Em vez de evoluir e criar como Deus quer que criemos, os senhores se envolvem nas suas conchinhas e dizem, ‘Não posso’, e se auto-hipnotizam até acreditar realmente que são entidades separadas de Deus. Deixam-se ficar simplesmente aquém da sua criação ou expressão perfeita. Não permitem que Deus se expresse através dos senhores como é do Seu desejo fazê-lo. Acaso não disse Jesus, o Grande Mestre: ‘As obras que faço, vós as fareis também, e as fareis ainda maiores do que estas’? Não foi a verdadeira missão de Jesus aqui na terra mostrar que nós, como Filhos de Deus, ou o homem em seu estado verdadeiro pode criar tão perfeita e harmoniosamente quanto Deus o faz? Quando Jesus ordenou ao cego que banhasse os olhos no tanque de Siloé, não intentava com isso abrir os olhos de todos? Todos deveriam ver que Jesus fora mandado pelo Pai para mostrar-nos que o Pai pretendia ver-nos criando exatamente como Ele cria; todos deverão fazer a obra perfeita que Jesus fez, reconhecendo o Cristo em si próprio e em todos.
“Posso dar mais um passo adiante. Este pão que acabo de receber e estou segurando na mão se consome como se fosse queimado pelo fogo. Que aconteceu? Usei incorreta­mente a lei perfeita que produziu a minha concepção e consumi o que eu havia produzido, em virtude do meu uso incorreto da lei perfeita, ou por não haver usado com acerto a lei, tão exata quanto à música ou a matemática ou qualquer outra lei dita natural. Se eu persistisse no uso incorreto da lei perfeita, consumiria não somente o que criei, mas também me consumiria a mim, o criador.
“Foi o pão realmente destruído? Admitiremos que a forma foi mudada, pois, em lugar do pão, temos uma pequena quantidade de pó ou cinzas. Não foi ele, na verdade, devolvido à Substância Universal de que proveio? Não está agora em forma não-manifesta, esperando ser trazido de novo à manifestação? Não é isso o que acontece com todas as formas que saem da nossa vista, pelo fogo, pela decadência ou por qualquer outra manei­ra? Não retornam elas à Substância Universal — Deus — de onde provieram? Não será este o sentido de ‘O que desce do céu precisa subir ao céu’?”.
“Não faz muito tempo que os senhores viram gelo formado sem nenhuma causa aparente, como talvez lhes ocorra pensar. Deixe-me dizer-lhes que isso é o mesmo que criar o pão. Posso usar a lei para obter assim o gelo como o pão, enquanto utilizar o processo em benefício da humanidade, ou enquanto estiver trabalhando de acordo com a lei, ou me expressando como Deus quer que todos se expressem. E bom para todos fazer pão, ou gelo, ou alguma ou todas as coisas desejadas; e todos precisam prosseguir energicamente até chegar ao estágio em que poderão fazer essas coisas. Não vêem os senhores que, usando a lei mais alta, a lei absoluta de Deus, podem produzir o de que precisam ou que concebem em sua mente como sua idéia mais elevada e, dessa maneira, agradam mais Deus manifestando-se mais plenamente e sabendo, como o sabia Jesus, que somos perfeitamente Filhos de Deus?”.
“Uma coisa dessas não dá a entender a libertação da servidão comercial, bem como de todas as outras servidões? Como eu vejo as coisas, a servidão comercial, dentro de poucos anos, tornar-se-á a maior de todas as servidões. Se tudo prosseguir no ritmo em que esta progredindo agora, ela dominará o homem, alma e corpo, e não fará outra coisa senão consumir-se e consumir os interessados por ela. Não há dúvida de que o comercialismo começou num alto plano espiritual, mas se permitiu ao materialismo penetrá-lo, sorrateiro, até que o próprio poder usado para criar seja o poder que consome; precisamente como o próprio poder usado para criar sempre consome se não for usado de maneira correta. Não são a pressão do comercialismo e as limitações que nos cerceiam e permitem passar por cima dessas condições, ou superá-las? Isto não se faz simplesmente compreendendo que estamos destinados a realizar as obras perfeitas de Deus, a elevar a nossa consciência à Consciência do Cristo? Não foi o que Jesus nos ensinou aqui na terra? Sua vida inteira não é um exemplo disso?
“Meus queridos irmãos, acaso não vêem que no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus? Nessa ocasião, tudo o que seria formado mais tarde se achava, em forma não-manifesta, na Substância da Mente Universal – ou, como se exprimem alguns, no caos. No original, caos era realidade. Mal interpretada, esta palavra significa um estado turbulento ou belicoso, em vez do estado profundo e espiritual da realidade, sempre à espera de uma palavra definida, criativa, falada, através da qual possa apresentar-se em forma manifesta.
“Quando o Princípio de Deus desejou produzir o mundo tirando-o da Substância da Mente Universal, Deus se achava sereno e contemplativo. Em outras palavras, Deus viu um mundo ideal; conservou na mente a substância de que o mundo viria a ser formado durante o tempo suficiente para diminuir-lhe a vibração; em seguida, pronunciou a Palavra e o mundo se formou  — ou, como poderíamos dizer, Deus visualizou um modelo ou molde mental no qual pudesse fluir a substância necessária para fazer o mundo e surgiu uma forma perfeita, construída sobre o modelo conservado na consciência.
“Todas essas coisas podem ter sido pensadas por Deus, Infinito Poder. Ele pode ter desejado durante um tempo infinito que elas se formassem e se tornassem visíveis. Não tivesse sido a palavra falada lançada no éter informe, e nada teria sido criado nem produzido em forma visível. A fim de fixar em resultados visíveis o pensamento e os desejos até de um Criador Infinito Onipotente e tirar da realidade formas ordenadas, foi preciso o ‘Seja’ determinado, positivo. Por isso precisamos dar o passo definido.
“Deus conserva na mente o mundo ideal e perfeito em todas as suas particularidades destinado a surgir como um céu ou lar perfeito onde todos os Seus filhos, todas as Suas criaturas e todas as Suas criações podem habitar em paz e harmonia. Este é o mundo cabal que Deus viu no início e faz existir pelo pensamento neste mesmo instante, e o tempo de sua manifestação está na nossa aceitação dele. Quando pudermos vir para o único lugar e saber que somos todos um, um homem, e soubermos que somos todos membros do corpo de Deus, tanto quanto um membro do nosso corpo é uma parte do corpo todo, então esta­remos no reino de Deus, e seremos dele, o céu aqui na terra, agora”.
“Para tornar tudo isto manifesto, compreendam que não há nada material no céu. Tudo é espiritual. Compreendam que o céu é um estado de consciência perfeito, um mundo perfeito aqui na terra, agora, e a única coisa que temos de fazer é aceitá-lo. Ele está aqui em toda a nossa volta, esperando que descerremos o olhar interior. Através desse olhar nossos corpos se tornarão luz, a luz que não é a do sol nem a da lua, mas a do Pai; e o Pai está bem aqui, na parte mais íntima do nosso ser. Precisamos compreender suficientemente que não há nada material, que tudo é espiritual. Depois precisamos pensar neste maravilhoso mundo espiritual, dado por Deus, que está aqui agora; basta-nos poder compreendê-lo”.
“Não vêem os senhores que Deus criou tudo dessa maneira? Deus, porventura, não ficou primeiro em silêncio e contemplativo e viu a luz? E disse então: ‘Haja luz’, e houve luz. Da mesma maneira disse, ‘Haja um firmamento’, e houve um firmamento; e o mesmo com outras criações. Ele conservou primeiro cada forma ou ideal firmemente na consciência, depois pronunciou a palavra e o ideal se produziu. O mesmo aconteceu com o homem. Disse Deus: ‘Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança, e tenha ele domínio sobre tudo’. Deus, todo bondade, criou todas as coisas boas; o homem, a maior e última, com pleno domínio sobre tudo. O homem só viu o bem, e tudo era bom até que ele se separou de Deus e viu a dualidade, ou o dois. E, com o pensamento, criou dois, um bom e o outro o oposto; pois, se houvesse dois, seriam opostos — bom e mau. Assim o mal veio através do poder absoluto do homem para expressar ou produzir aquilo em que fitava os olhos. Se não tivesse visto o mal, o mal não teria tido poder de expressão. Somente o bem teria sido expresso e nós seríamos tão perfeitos como Deus nos vê hoje. Não teria o céu estado sempre sobre a terra, como Deus o vê, e como todos temos de vê-lo para torná-lo manifesto? Jesus tinha todo o direito de dizer que viera do céu; pois não veio tudo do céu, a grande Substância da Mente Universal”?
“Visto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, Deus não deu ao homem o poder de criar, exatamente como Ele cria? E Deus não espera que o homem utilize esse poder tão livremente quanto Ele o utiliza — e exatamente da mesma maneira? Primeiro, dando tanto da necessidade; depois, concebendo o bem, o ideal, com o qual encher o molde que conservamos na consciência e que deve ser enchido com a Substância da Mente Universal; em seguida, proferindo a palavra de que o molde está cheio; isto é assim, e isto é bom”.
“Quando foi crucificado, Jesus deu Sua carne, a exterior, o que vemos do corpo, para provar que existe realmente um corpo mais profundo ou espiritual; e foi esse corpo espiritual que Ele manifestou quando saiu do túmulo. Este é o corpo de que Ele falou quando disse: ‘Destruí este templo e em três dias o erguerei.’ Ele o fez para mostrar-nos que temos o mesmo corpo espiritual e que podemos realizar todas as obras que Ele realizou. Não se trata aqui de dizer que, se Jesus tivesse querido, teria podido salvar-se. Não há dúvida de que Ele viu que uma grande mudança se operava em Seu corpo. Também viu que as pessoas à Sua volta não eram capazes de ver que também poderiam produzir o corpo espiritual, como Ele estava tentando fazer que eles vissem. Elas ainda olhavam para o pessoal, e Ele viu que se Ele produzisse o corpo espiritual sem alguma mudança inegável, as pessoas não seriam capazes de discernir entre o material e o espiritual; daí que adotasse a crucificação para produzir a mudança”.
“Não é este, verdadeiramente, o Cristo no homem, que o Grande Mestre, Jesus, que todos amamos e reverenciamos, veio mostrar? Não revelou Ele Sua vida aqui na terra a fim de indicar-nos o caminho perfeito para Deus? Podemos fazer outra coisa senão amar esse caminho ideal perfeito, depois de tê-lo visto, seja plantando a semente, seja fazendo pão, seja levando a cabo as mil e uma coisas necessárias à existência humana? Não são esses atos meras lições conducentes ao nosso desenvolvimento? Algum dia compreenderemos que somos, na verdade, Filhos de Deus, e não servos; que, como Filhos, podemos ter e temos tudo o que o Pai tem, e podemos fazer uso dele com tanta liberdade quanto nosso Pai o faz.
“Admito que isto requer a princípio uma poderosa fé; uma fé que, de ordinário, precisa ser conseguida passo a passo e praticada fielmente, à semelhança da música e da matemática, até chegarmos à sede do saber. Aí, então, seremos grandiosa e belamente livres Poderia haver um exemplo melhor e mais verdadeiro desta vida que a de Jesus? Não reconhecem os senhores o poder que há no Seu nome, Jesus, o Cristo manifesto, ou Deus que se manifesta através do homem de carne? Jesus veio ao lugar em que Ele se fiava inteiramente no Seu conhecimento ou compreensão de Deus, e assim realizou Seus milagres. Não confiou na própria força de vontade nem em pensamentos fortes e concentrados. Tampouco devemos confiar na nossa força de vontade nem em pensamentos fortes e concentrados, mas na vontade de Deus. ‘Não seja feita a minha vontade, mas a Tua, Senhor’. Vontade de fazer a vontade de Deus. Não acham os senhores que Jesus queria, em todas as coisas, fazer a vontade de Deus, ou fazer o que Deus queria que Ele fizesse?
“Os senhores notarão que se diz, muitas vezes, que Jesus se dirigiu a uma alta montanha. Não sei se Ele, fisicamente, escalou ou não uma alta montanha. Mas sei que todos precisamos galgar às alturas, a mais alta das quais é a consciência, para receber a nossa iluminação. Essa altura significa o verdadeiro topo da cabeça e ali, se a faculdade não estiver desenvolvida, precisaremos desenvolvê-la por meio de pensamentos espirituais. Depois, do coração, do centro do amor, deixamos fluir o amor para equilibrar tudo e, quando isso estiver feito, o Cristo se revela. O filho do homem dá-se conta de que ele é o Filho de Deus, o único Filho concebido, em quem o Pai se compraz. A seguir, com amor constante, precisamos compreendê-lo em relação a tudo”.
“Detenham-se e pensem profundamente por um momento e dêem tento do número infindável de grãos de areia da praia; do número sem conta das gotas d’água necessárias para formar as águas da terra; do número incontável de formas de vida nas águas da terra. Em seguida, compreendam o número sem fim de partículas de rocha contidas em toda a terra; o número incontável de árvores, plantas, flores e arbustos existentes sobre a terra; o número imenso de formas de vida animal que habitam na terra. Compreendam que todos são imagens externas do ideal conservado na grande mente universal de Deus; que todos contêm a vida única, a vida de Deus. Em seguida, pensem no número sem conta das almas nascidas na terra. E compreendam que cada alma é uma imagem ideal, externa, perfeita de Deus tal como Deus Se vê a Si mesmo; que cada alma recebe o mesmo poder, a mesma expressão e o mesmo domínio sobre tudo o que o Próprio Deus tem. Acreditam os senhores que Deus quer ou deseja que o homem revele essas qualidades semelhantes a Deus ou dadas por Deus e realize as obras que Deus realiza através da herança dada ao homem pelo Pai, a grande e única Mente Universal em todos, através de todos e acima de todos? Compreendam, então, que cada pessoa é uma expressão ou uma pressão (do invisível, o Espírito) em forma visível, uma forma através da qual Deus se deleita em expressar-se. Quando pudermos compreender e aceitar isso, poderemos realmente dizer como disse Jesus: Vede, um Cristo está aqui.’ Foi dessa maneira que ele logrou Seu domínio sobre o eu mundano ou de carne. Reconheceu, proclamou e aceitou Sua divindade, e depois viveu a vida como temos de fazer”.
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IMUNIDADE -5

IMUNIDADE
Marie S. Watts
PARTE 5
Se alguém aparentar ser ofensivo, egoísta, fraco, opositor, iremos encontrar o nosso Eu dizendo: “Que é isto para mim?” Que estou vendo? Que estou eu sendo? Eu sei o que sou; eu sou o que eu sei. E isto é tudo o que interessa a mim”. Oh, por um curtíssimo intervalo, podemos parecer ter que fazer nosso Eu se lembrar repetidamente do fato de que não temos interesse algum em qualquer aparência do mal! Porém, alcançaremos um ponto em que esta prática não mais será necessária. Nós somos imunes, e sabemos disso.

A Consciência que realmente somos é sua própria imunidade quanto à aparência do mal. Assim, verificamos que a aparente situação – tal como aparentava ser – já não existe mais. E todo aquele que parecia ser problemático é transferido para outras áreas de atividade, ou irá permanecer, mas deixando inclusive de aparentar ser problemático. Nesse caso, nosso Coração sempre entoa hinos, pois temos a “visão” da glória que é Deus, revelada e evidenciada. Eis o sentido de “deixar” a Luz que somos brilhar. Desse modo, nós realizamos o cumprimento da promessa: “Pois o Senhor é o teu refúgio, e do Altíssimo fizeste o teu asilo. Não te acontecerá nenhuma calamidade, e da tua tenda não se há de acercar nenhum flagelo” (Sl. 91: 9-10). Amado, esta não é uma promessa vã. Ela pode ser – e é – cumprida. Tenha fé total nesse cumprimento, e você, também, verá a evidência de sua veracidade absoluta.

Sim, você se mantém firme e constantemente na altitude da Consciência Divina que sabe constituir o seu Eu. Nenhuma aparência má, fraudulenta ou simulada poderá jamais invadir a Consciência que você é – a Consciência que é o seu Universo. “Caiam mil a teu lado, e dez mil à tua direita. Tu não serás atingido” (Sl. 91: 7). Não importa quão numerosas possam ser as evidências da ilusão: VOCÊ PERMANECERÁ INTACTO. NENHUMA DESTAS ILUSÕES O TOCARÁ. VOCÊ, AGORA, NÃO TEM CONSCIÊNCIA NEM MESMO DE SUAS SUPOSTAS APARÊNCIAS, POIS VOCÊ SABE O QUE VOCÊ É, E VOCÊ É O QUE VOCÊ SABE.


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MENTE SEM HIPNOTISMO

MENTE
SEM HIPNOTISMO
Dárcio

Este suposto “mundo material” é um cenário hipnótico. Tenho postado aqui, seguidamente, artigos de vários autores que explicam esta mesma Verdade. Este “despertar” da ilusão para a Realidade requer meditação de interiorização, que não passa de um processo consciente de soltura do “velho homem e seus feitos”, enquanto nos identificamos com a Mente divina sem hipnotismo e sem ilusão, que sempre esteve e continua sendo a nossa Mente verdadeira e única.

Se formos meditar para “incorporar” as revelações à mente iludida, não teremos entendido o princípio absoluto de que a Mente única é Deus. Imagine que você esteja diante de uma pessoa hipnotizada, e que ela esteja se vendo numa “montanha russa”. Você a vê onde ela está de fato, e vê, também, os efeitos da sugestão hipnótica em suas reações corpóreas. Se a sua mente fosse a mesma dela,  você veria também a “montanha russa” inexistente! Porém, como são mentes pessoais independentes, a ilusão vista por ela não será vista por você. Analise agora o que se passa na mente do hipnotizador: ele mantém a sua mente pessoal normal e engendra o quadro hipnótico com a “montanha russa”, com o que ilude o hipnotizado. Para ele, a ilusão é para o outro e não para ele e o outro! Desse modo, ele entende que a cena ilusória é mesmo ilusória, e tem domínio pleno sobre ela.

Este mecanismo é o que devemos entender, para meditarmos corretamente diante do “hipnotismo de massa”! Devemos entender que, mesmo que a “aparência” seja de uma humanidade iludida para ver um “mundo material”, nós  vemos esta “humanidade inteira” como ILUSÃO, cientes de que em nós há a Mente desperta! Não é preciso “parar de ver a ilusão” para fazer isso! Assim como não é preciso que o hipnotizador deixe de ver o quadro hipnótico, que ele passou ao hipnotizado, para que ELE PRÓPRIO deixe de crer naquilo! Ele sabe que o “quadro hipnótico” por ele sugerido APARENTA existir tanto para ele como para o hipnotizado, mas, com uma diferença: ele sabe ser ele IRREAL, enquanto o outro acredita piamente ser REAL! Este é o detalhe a ser compreendido, para que nos identifiquemos com a Mente ÚNICA, sem ilusão e sem sugestão hipnótica, sem nos envolvermos com os quadros que a suposta mente humana nos apresenta. Há, ainda, outro ponto a ser notado: mesmo que o “outro”, hipnotizado, veja a irrealidade como realidade, ela é IRREAL sempre, tanto para ele quanto para o hipnotizador.

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NÃO SEJA SUGESTIONADO PELO CONSCIENTE COLETIVO…

NÃO SEJA SUGESTIONADO
PELO CONSCIENTE COLETIVO DA HUMANIDADE
MASAHARU TANIGUCHI

Sugestionados pelas palavras ou pelo senso comum das pessoas ao nosso redor, acreditamos na “existência” de coisas que na realidade “não existem”. “Pessoas ao nosso redor” não são somente as que estão perto de nós, mas a humanidade toda, com seu sendo comum e sua convicção. Isto quer dizer que cada ser humano está sugestionado pelo senso comum da humanidade toda, que atua sobre nós de modo hipnotizante. A “mente humana” de cada indivíduo está sofrendo a ação dessa “hipnose de massa”. Para sairmos desse estado de sugestão hipnótica, é necessário penetrarmos no “Mundo da Imagem Verdadeira”, pelo menos uma vez ao dia, cerrando os olhos e afastando nossa mente do “mundo dos cinco sentidos”.
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NUNCA TENTE MUDAR UMA PESSOA OU CONDIÇÃO

NUNCA TENTE
MUDAR UMA PESSOA OU CONDIÇÃO
Joel S. Goldsmith

Tão logo você avance na prática e, através da meditação, possa alcançar o ponto em que estará acima “deste mundo”, irá me conhecer como eu sou e irei conhecê-lo como você é. É assim que ocorrem as curas, e isso explica porque previno aos estudantes que não digam às pessoas que devam se corrigir, e que não recusem pacientes que não pareçam estar agindo conforme eles julguem ser o certo. O estudante não tem nada com isso. Cabe-lhe se voltar ao próprio interior e ver a pessoa necessitada de ajuda como sendo Deus; e então, rapidamente o paciente se amoldará ao “modelo que te foi mostrado sobre o monte” (Hebreus 8:5).

O mundo está hipnotizado a tal ponto por pessoa, local e coisa, que dispondo de boa pessoa, bom lugar e boa coisa, todos julgam isso tão agradável e confortável que, desejando desfrutar desses efeitos, não buscam nem desejam algo mais elevado do que eles. Estes prazeres e usufrutos materiais, contudo, não podem ser uma graça permanente, pois, por mais bem que a pessoa possua, ela ainda continuará flutuando entre os pares de opostos (bem e mal).

Assim, digo-lhe mais uma vez: se for levado a tratar uma pessoa na intenção de mudá-la ou aumentar-lhe os bens “deste mundo”, ou se você temer a guerra, a depressão, a bomba atômica, você estará hipnotizado. A questão será, nesse caso, simplesmente a de se saber em que data você será posto num túmulo. Entretanto, se você captar esta visão espiritual, no momento em que for deixar este mundo, passará por uma experiência de transição que será melhor e mais elevada do que esta.

Você não pode tratar uma pessoa; não pode tratar uma condição. Seria o mesmo que tentar tratar “cobras vistas no vaso”, dizendo: “Preciso escapar de minhas três cobras” (No caso de um vaso em que  flores sejam vistas como cobras, por sugestão de um hipnotizador). Assim que me livrar delas, terei condições de estudar melhor.” Pode ver que grande tolice? Não há cobra alguma presente; portanto, jamais irá conseguir escapar delas. Tudo o que tem a fazer é escapar do hipnotismo!

Quando de fato você souber disso e acreditar  – não apenas aceitar as palavras -, não terá mais que estudar a Verdade, pois o único objetivo deste estudo é aprender que o hipnotismo é a única ilusão; tendo isso sabido, não haverá mais o que estudar. Todo o restante ficará para ser vivenciado dentro de nosso próprio ser.

No instante em que tentar mudar ou melhorar um estado de doença ou condição, você próprio estará hipnotizado, uma vez que inexistem doenças ou condições apartadas do mesmerismo ou hipnotismo. Portanto, ser levado a trabalhar uma condição apenas irá torná-la inteiramente pior.

Aqueles que estão lendo ou estudando a Verdade, ou que estão empregando a Verdade para obter uma cura, suprimento ou outra coisa qualquer, logo perceberão que quanto mais fixarem suas mentes no anseio de escapar da condição ou obter uma cura, mais estarão se envolvendo com a miragem da ilusão. É preciso notar que não há nenhuma demonstração humana a ser feita. Há somente uma demonstração, e esta é obter a conscientização de Deus.

Quando você puder conscientizar Deus, conseguirá tudo: terá vida imortal; eternidade e infinitude. Você não poderá demonstrar um lar, uma companhia, um divórcio ou um trabalho: poderá apenas demonstrar a Presença de Deus, e esta inclui toda natureza da demonstração externa que deva ser feita.

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IMUNIDADE -4

IMUNIDADE
Marie S. Watts
  
  
PARTE 4
Nós não ignoramos a aparência chamada mal. Nem chegamos a pretender que, se simplesmente deixarmos de vê-la, ela acabará indo embora. Nós encaramos esta enganosa ilusão de massa, conhecendo a sua nulidade. Porém, não a associamos a qualquer indivíduo. Não existe nenhum mal pessoal. De fato, não existe pessoa alguma para ser má. Não condescendemos com o suposto mal, e certamente não o amamos. Quando alguém surge, em ou como a nossa experiência diária, aparentando ser outro, que não a Consciência divina que é a ÚNICA Identidade, nossa reação é a de amar a Consciência divina, mas não a aparência do mal. Como iremos perceber a Verdade numa situação em que o egoísmo, o ego, e fraqueza, parecem estar presentes como um indivíduo? Nós simplesmente vemos o Amor, a Consciência, a Mente, a Vida inseparável, impessoal e Universal; nós nem mesmo enxergamos um indivíduo.
 
Nós não olhamos ou consideramos um indivíduo imperfeito, tentando vê-lo como perfeito. Sabemos que este método seria dualístico e inútil. A solução será simplesmente conservar a Mente estabelecida em Deus. Por exemplo, sabemos que exatamente aqui existe Vida, Consciência, Mente e Amor. Sem considerarmos o indivíduo, manteremos nossa Consciência constantemente na Presença de Deus, que é a única Mente Consciente viva em existência. Somos chamados a amar a Deus; assim, nós amamos a Vida, a Consciência, a Inteligência, o Amor. E nós sabemos que esta inteireza é TUDO QUE EXISTE DE NÓS, E TUDO QUE ESTÁ AQUI. Desse modo, não estaremos tentando fazer alguma coisa em relação a alguém, ou a alguma situação. Não estaremos tentando mudar alguém. Antes, estaremos “vendo” a ÚNICA PRESENÇA INDIVISÍVEL QUE ESTÁ AQUI, e esta é a nossa própria Consciência – que é o nosso Universo.
 

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USE ESSA VASSOURA!

USE
ESSA VASSOURA!
Emmet Fox

Uma boa dona de casa providencia que o pó e a sujeira não se acumulem nos cantos, recantos e prateleiras. Periodicamente, faz uma faxina geral na casa.

É muito frequente, em nossa vida espiritual, deixarmos que as coisas negativas se acumulem nos cantos de nossa mente. Enfrentamos os problemas evidentes à medida que se apresentam, mas permitimos que as pequenas dificuldades se empilhem nos cantos, ou quem sabe as empurramos para o subconsciente, e tentamos esquecê-las.

Por exemplo, se você tem que enfrentar um problema de saúde ou finanças, ataca-o de imediato; mas, por outro lado, se alguém o magoa, em vez de tratar disso espiritualmente na hora, você engaveta o problema nalgum canto da mente, talvez junto com um pouco de ressentimento.

E age assim com muitos problemas de natureza semelhante, tais como a inveja, o ciúme, o falso orgulho, e diversas falhas de caráter. Eles devem ser enfrentados à medida que surgem. Contudo, caso você tenha permitido que se acumulassem, agora é a hora certa de varrê-los dos cantos em que se empilharam.

Ou, se alguém o magoou, perdoe-o agora e encerre o assunto. Ou, se você magoou alguém, peça perdão a Deus e reivindique Sua bênção para a outra pessoa, assim como para você próprio. Cuide das outras dificuldades de maneira semelhante.

Seja como a boa dona de casa. Não varra as coisas negativas para “debaixo do tapete”, pois continuarão ali para atormentá-lo mais tarde. Limpe cada canto e recanto – e Deus o fará digno de maiores realizações no futuro, porque sua casa estará alicerçada na rocha da Verdade, e nada mais.

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DESCONSIDERE A NEBLINA!

DESCONSIDERE
A NEBLINA!
Dárcio

Se a Ciência divina for entendida, também a recomendação bíblica, “Orai, e vigiai sem cessar”, terá um significado diferente do comum, e com resultados muito maiores!

Utilizemos um exemplo: suponhamos que, há um mês, você tivesse  tirado uma foto da rua em que mora, e que ela tivesse sido feita durante uma tarde ensolarada. Com a foto na mão, suponhamos que  abrisse a porta hoje, pela manhã, olhasse para a rua no mesmo local e ângulo registrados pela foto, e, por causa de  densa neblina, o cenário se mostrasse completamente diferente: as casas da frente aparentariam estar ausentes, descoloridas, deformadas, etc.  VOCÊ ORARIA PARA QUE O CENÁRIO DA FOTO VOLTASSE A EXISTIR? OU ENTENDERIA QUE A NEBLINA APENAS ESTARIA SUGERINDO  QUE ELE TIVESSE SE ALTERADO?

A maioria, infelizmente, faz oração erradamente! Pede a Deus para que  faça RETORNAR uma situação harmoniosa que jamais esteve ausente! Em vez de desconsiderar a neblina!  Este é o entendimento que o estudo da Verdade busca passar! “Orar sem cessar”, portanto, significa PERMANECER CONSCIENTE de que o fato perfeito está SEMPRE PRESENTE, porque DEUS É TUDO! Que são as imagens distorcidas, captadas pela mente humana? São “efeitos da neblina”, são ILUSÃO! Não têm poder para alterar a Verdade! Cristo já havia reiterado que “o diabo, ou o mal, é mentiroso e pai da mentira”; mas,  crendo nas sugestões falsas, a maioria continua “orando” para “consertar a rua”…

Pense nisso: orar é contemplar e reconhecer a perfeição já presente; e, no caso de nosso exemplo, é intuitivamente “ver” a rua, mesmo com a neblina, exatamente como ela se mostra na foto do dia ensolarado! É, portanto, DESCONSIDERAR POR COMPLETO A NEBLINA!

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"NÃO TE AFLIJAS POR CAUSA DOS MALFEITORES"

“NÃO TE AFLIJAS
POR CAUSA DOS MALFEITORES”
Dárcio

A mídia noticia ILUSÃO o tempo todo, dando vida a seus quadros falsos que são maciçamente reprisados em todos os telejornais do mundo. Se formos acreditar nestes quadros, estaremos deixando de acreditar que a PERFEIÇÃO, DEUS, É ONIPRESENTE. E é quando a mentira prevalecerá em nossa aceitação como sendo verdadeira.

Todos os supostos “malfeitores”, vistos pela mente humana, são irreais. O suposto mal nunca é pessoal, mas sim um quadro hipnótico que se interpõe entre nossa visão e o que está por nós sendo visto. Podemos endossá-lo ou expulsá-lo de nossa aceitação. De nossa atitude dependerá o nosso bem-estar visível! “Não te afiljas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios. Porque o maligno não terá galardão algum, e a lâmpada dos ímpios se apagará” (Provérbios 24: 19-20). A ilusão busca despertar em nós  o anseio por justiça; quem cair nessa armadilha estará fora de si mesmo, sem a comunhão com o Pai, que é perfeição. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a SUA JUSTIÇA”, disse Jesus. Não cabe ao filho de Deus desejar que o malfeitor pague pelos seus erros! Por que? Porque o filho de Deus vê a onipresença perfeita e não a ILUSÃO em que uma crença se mostra como pessoas boas e más! Vê a Realidade e não a “aparência”.

DEUS É TUDO! E “este mundo”, com seus supostos personagens bons e maus, é ILUSÃO! Se ficarmos de olho nele e desejando que “justiça seja feita”, estaremos negando que a JUSTIÇA REAL É PERMANENTE, JÁ EXISTE  E JÁ ESTÁ PRESENTE UNIVERSALMENTE! Se uma criança, lendo uma revista do Tio Patinhas, fica ansiosa para que os Irmãos Metralha sejam presos, por estarem tentando roubar-lhe o dinheiro, acharemos aquilo ilógico, por sabermos se tratar somente de uma ficção! E não estaremos fazendo o mesmo? Se estivermos de olhos na suposta justiça ou falta dela NESTE MUNDO? Permaneça na VERDADE! Contemple a JUSTIÇA DIVINA sendo a manifestação eterna e permanente como são todas as OBRAS DE DEUS.

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MEDITANDO SOBRE O SALMO 23

MEDITANDO
SOBRE O SALMO 23

Charles Roth


À medida que lemos e meditamos o salmo do Bom Pastor, um processo de compreensão se dinamiza em nosso íntimo e somos suavemente conduzidos a um lugar luminoso, a um espaço na mente e no coração, onde experienciamos a presença de Deus como paz, amor, força, conforto, unidade e tudo o mais que é positivo, elevado e bom.

O SENHOR É MEU PASTOR

Esta primeira frase nos foca a fé e a mente na única Presença e no único Poder—Deus—em nós e em tudo que nos rodeia. Deus é a Essência da Qual tudo emana; a Vida e Inteligência em Que vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser. Deus é o nosso Pastor.

NADA ME FALTARÁ

Eis uma afirmação de abundância. Que palavras poderiam expressar melhor a convicção de quem experienciou e testemunhou a amorosa assistência de Deus e Seu infalível suprimento?

ELE FAZ-ME REPOUSAR EM VERDES PRADOS

É uma ideia complementar do farto suprimento divino. A imagem é muito expressiva. Os carneiros são alimentados em pastagens. O capim verde é o que há de mais desejável para satisfazer-lhes a necessidade de alimento. Isto representa, para os homens, a generosa provisão de todo o bem que preenche nossos anseios e necessidades.

GUIA-ME MANSAMENTE A ÁGUAS TRANQUILAS

Reflitam nesta idéia. Ela forma um quadro mental de serenidade e paz. Um doce cuidado de saciar-nos os anelos da alma: dessedentar-nos com algo que o mundo não nos pode dar.

ELE REFRIGERA MINHA ALMA

Isto é o que sentimos na intimidade com Deus, na entrega e abertura, em prece, depois de um dia de vigilância e desafios na vida. Ele nos harmoniza, anima e reergue; pacifica nossos impulsos; suscita-nos novas forças e confiança.

GUIA-ME PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA

Um Pastor amoroso conhece as trilhas mais seguras e convenientes e por elas conduz o seu rebanho. Ainda mais, Deus sabe o caminho certo para cada um de nós: veredas de retidão, de justiça, caminhos ideais, se nos dispomos a ouvir e seguir a “pequenina e silenciosa Voz interior”.

POR AMOR DE SEU NOME

A natureza de Deus é sempre amor, bondade.Portanto, as trilhas por onde nos conduz, só nos podem levar ao bem.

AINDA QUE EU ANDASSE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMERIA MAL ALGUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO

O “vale da sombra da morte” representa toda experiência nova que arrostamos. Assim como os carneiros se entregam confiantemente ao bom Pastor que os leva através de desfiladeiros cheios de abismos e perigos, em busca de novas pastagens, quando elas rareiam, assim também podemos confiar em Deus quando iniciamos novas coisas e passamos por transformações profundas em nossa vida.

TUA VARA E TEU CAJADO ME CONSOLAM

Cajado é o bordão com extremidade arqueada, com que o pastor detém as ovelhas para salvá-las de um buraco ou para pensar-lhes as feridas. Vara é a arma do pastor contra os animais predadores. Não é linda esta imagem de proteção?

PREPARAS UMA MESA PERANTE MIM, NA PRESENÇA DE MEUS INIMIGOS

Uma antiga estudante da Verdade nos contou de como estas palavras realizaram um milagre em sua vida. Ela atravessava um grave problema de saúde e, embora orasse e afirmasse a Verdade, não obtinha melhora nenhuma. Um dia, meditando o Salmo 23, subitamente recebeu um vislumbre da Verdade: recebeu repentina compreensão de que as aparências do mal—os sintomas, tão fortes e persistentes—eram “a presença de seus inimigos”. E precisamente em presença deles Deus põe-lhe uma mesa: de sua vida perfeita e sanadora; de sua plenitude sempre presente; de sua condição natural de saúde e vigor. Foi tão nítida e intensa essa realização, que sua cura foi instantânea!

Seja qual for a aparência ou desafio, V. também pode ganhar essa experiência, pela meditação deste Salmo. Não importa quão hostil lhe pareça a situação, Deus tem a mesa preparada para VOCÊ!

UNGES A MINHA CABEÇA COM ÓLEO; O MEU CÁLICE TRANSBORDA

Era um velho costume ungir com óleo perfumado os reis e hóspedes. Deus nos tem igual consideração e nos unge com o óleo de Sua graça, no banquete de proteção e de benefícios a que nos referimos atrás. Ele nos torna reis de nós mesmos, pela mestria sobre nossa natureza humana, para estarmos em contínua ligação com Ele, em harmonia e paz; em provimento abundante; em felicidade!

CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA ME SEGUIRÃO, TODOS OS DIAS DE MINHA VIDA
Já nos aproximamos do fim de nossa meditação. Vemos aqui a conseqüência dos passos anteriores; a conquista da “vida pela graça”, por estarmos sob a guarda de Deus. É encontrar o “Reino” e termos, de acréscimo, todas “as outras coisas”.

E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA SEMPRE!

Neste arremate se frisa a condição para alcançar essa plenitude: HABITAR. Significa: permanecer, ficar, morar. Não é lembrar-se uma vez por dia, durante alguns minutos, da Presença de Deus e de Sua graça. É “orar sem cessar”. É conscientizá-Lo muitas vezes. É saber que Ele e eu somos UM. Que Ele faz as obras em mim e através de mim: que Ele e eu somos inseparáveis!


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NÃO EXISTE MORTE NEM ENVELHECIMENTO

NÃO EXISTE
MORTE NEM ENVELHECIMENTO
MASAHARU TANIGUCHI

Se você observar a Imagem Verdadeira que está por trás dos fenômenos, verá que a morte não existe. Os fenômenos se modificam acompanhando o curso do tempo. Essa modificação consiste no desaparecimento de algo que estava manifestado antes e no aparecimento de outra manifestação. O que estava manifestado antes desaparece porque não existia originalmente. Tudo que desaparece não existe originalmente. Não há necessidade de sofrer preocupando-se com aquilo que não existe originalmente.Volte a sua atenção àquilo que é constante e que está no âmago do que se modifica. Só o que é constante existe verdadeiramente. E assim é o seu “Eu Verdadeiro”. O “Eu Verdadeiro” é filho de Deus, a existência constante e imortal. Essa existência constante e imortal sou eu, é você. Nela não existe morte nem envelhecimento. O iluminado transcende os fenômenos e vê apenas a perfeição da Imagem Verdadeira. Em consequência, essa perfeição manifesta-se fenomenicamente e a pessoa realiza plenamente a sua missão aqui na terra.

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O HIPNOTISMO É A SUBSTÂNCIA DE TODA DESARMONIA

O HIPNOTISMO
É A SUBSTÃNCIA DE TODA DESARMONIA

JOEL S. GOLDSMITH

Diferença alguma há entre o inferno da pobreza e o da guerra, doença ou pecado. Nenhum é pior do que os outros. São formas diferentes de uma coisa única, e esta coisa única é o hipnotismo. Num homem, o hipnotismo aparece na forma de coisas ou pensamentos pecaminosos; em outro, aparece como pobreza. A forma específica não importa: tudo é hipnotismo. Afastado o hipnotismo, nada daquilo permanecerá. Há somente uma ilusão, que é o hipnotismo.

Se formos induzidos a dar “tratamento” a pessoas – tratá-las dos nervos, de alguma causa mental de doença física, de ressentimento, ódio, ciúme ou raiva, ou se formos tratá-las de câncer ou tuberculose – não estaremos sendo praticistas de cura espiritual: estaremos praticando medicina, por tratarmos de efeitos, sejam eles pecado, doença ou pobreza; e, mesmo que eliminemos um deles, dois outros efeitos surgirão em seu lugar.

Enquanto não dermos com o machado à raiz da árvore, que é o hipnotismo, não seremos libertos da consciência material ou mortal. Ao nos capacitarmos a ver através do hipnotismo, alheios a nomes de pecados, doenças ou carências, nosso paciente ou estudante irá experienciar harmonia, saúde, integridade e suficiência. Se o problema dele for com os nervos, ele se verá livre; se for de desemprego, ele se verá empregado; se  for de doença, ele se sentirá saudável. Por quê? Pela habilidade do praticista em “ver através do hipnotismo” e perceber a Deus sendo o Princípio de tudo aquilo que é.

Muitas vezes, porém, mesmo tendo compreendido o hipnotismo atuando como sugestão ou aparência, o estudante ainda crê na existência de uma condição real a ser destruída. Nessas situações, ouvimos frases como: “Veja o que o hipnotismo está fazendo comigo!” Entretanto, o hipnotismo não é uma condição real. O hipnotismo não pode produzir água no deserto, nem cobras num vaso de flores. O hipnotismo é, em si, sem substância: sem forma, sem causa e sem efeito. Reconhecer alguma forma ou aparência de ilusão como hipnotismo, soltando-a sem lhe dar maior importância, eis a maneira correta de lidarmos com toda ilusão. Reflita sobre esta ideia de o hipnotismo ser a substância de cada forma do universo material e mortal que lhe está aparecendo. Ao ver pecado, doença, falta e limitação, lembre-se: aquilo é hipnotismo sendo-lhe apresentado sob aquele formato de mal. Mas, também ao ver as maravilhas ao seu redor, montanhas, oceanos, o sol radiante, lembre-se: estas, igualmente, são formas de hipnotismo, mas aparecendo, dessa vez, no formato de bem.

Isto não significa que deixaremos de desfrutar os bens da vida humana; antes, nós os desfrutaremos pelo que eles são – não como algo real em si ou de si mesmos, isto é, por detrás de todo bem está o Algo espiritual que deve, portanto, ser espiritualmente discernido. Nós desfrutamos as formas do bem reconhecendo-as como temporárias, não como algo a ser estocado, algo a ser enterrado em cofres, mas como algo a ser usufruído; e então, dia a dia iremos prosseguindo, deixando que o “maná” nos caia novamente.

Frente aos aspectos negativos do hipnotismo, isto é, as formas de pecado, doença, falta e limitação, o ponto mais importante  a ser lembrado é o seguinte: não devemos ser iludidos no sentido de tentar reformar o mal ou as pessoas pecaminosas. Pelo contrário, devemos reconhecer imediatamente: “Oh, não! Isto é o hipnotismo, aparecendo em mais uma forma, hipnotismo que, em si e de si mesmo, não possui substância, lei, causa ou efeito de qualquer forma de realidade”. Esta prática é que o torna um praticista de cura espiritual.

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CARNE E OSSO SÃO MENTE ILUSÓRIA

CARNE E OSSO
SÃO MENTE ILUSÓRIA

Dárcio

Para a crença coletiva, nosso corpo é de carne e osso, substância material e sólida. Mas, é assim também que ele se mostra como o corpo de um sonhador, no cenário de seu sonho: como matéria. A base do estudo da Verdade é que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO. Logo, a suposta “matéria” não existe! Os ensinamentos mentalistas explicam que “matéria é mente mortal”; desse modo, quem elimina a crença em corpo material e entende ser ele uma substância mental e, em vista disso, mutável em função das mudanças geradas nessa mente, passa a contar com este processo de cura mental. Lembro-me do caso de uma menina paralítica que, tendo sido ensinada que seu “corpo deficiente” não era material, mas simplesmente uma imagem mental, pôde se curar da seguinte maneira: forrou as paredes de seu quarto com “posters” de atletas olímpicos em ação, uma foto de alguém nadando, outra de alguém correndo, outra de alguém saltando, etc. Ela ficava diariamente olhando aquelas imagens e se vendo mentalmente executando aqueles movimentos todos. Com isso, a “imagem mental” de corpo com paralisia foi sendo mudada para “imagem mental de corpo de ginasta”, e, assim que sua mente assimilou a alteração, ela ficou curada.

Muita gente se beneficiou com estes conhecimentos mentalistas, e eles realmente contribuíram para romper com a crença falsa de que o homem é dotado de um corpo material e sólido ao qual cada um deve se sujeitar em termos de suas  possíveis disfunções ou limitações. Quando estudamos a Verdade Absoluta, reconhecemos e contemplamos diretamente o “Corpo de Luz”, o Templo de Deus que  é o ÚNICO Corpo real aqui e sempre presente como o corpo de todos nós. Por isso, as contemplações partem da aceitação incondicional da totalidade de Deus e de que “temos a mente de Cristo”, e não “mente humana”. Sem “mente humana”, inexiste “corpo carnal”, pelo que  foi descrito: o chamado “corpo carnal” é mera substância ILUSÓRIA, chamada “mente mortal”. Esta compreensão é necessária para assumirmos a “mente de Cristo” de modo correto e pleno. E então, a Verdade absoluta de que “nosso” Corpo é o próprio Deus manifestado COMO Corpo de LUZ poderá ser contemplada com suavidade e total descontração. “Sendo teus olhos bons, todo teu corpo será luminoso”, disse Jesus.

Estes princípios precisam ser levados a sério com  muita dedicação e sem esmorecimentos! Deus está manifesto, aqui e agora, como a totalidade do seu Ser; é inconcebível deixar de vivenciar esta Verdade por dar voz às crenças populares ou coletivas; todas elas são FALSAS! Escrevi, certa vez, um artigo intitulado “O sol e o bloco de gelo”, em que o “sol” representava a Luz do Cristo que somos e o “gelo” as aparências ou imagens de problemas. O propósito desse artigo era fazer com que a pessoa se identificasse com o “sol”, deixando-o “derreter o bloco de gelo” (problemas) em ação natural sem esforços. Quando surge uma “ilusão de corpo doente”, se a pessoa radical e rapidamente aplica estes conhecimentos espirituais, evita que “a ilusão forme ninho”. ILUSÃO É NADA! MENTE MORTAL É NADA! CORPO DE CARNE E OSSO É ILUSÃO! “OU NÃO SABEIS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS, E QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS?”


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IMUNIDADE -3

IMUNIDADE
Marie S. Watts
PARTE 3
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Quando  envolvido em suas atividades no
trabalho, no lar, ou em outro lugar qualquer, sua atenção será focalizada exatamente no local em que você estiver cumprindo um objetivo específico naquele momento. Saiba sempre que, em todo instante e lugar em que a atenção de seu infinito Ser estiver focalizada, exatamente nesse ponto focal o Poder da Consciência Universal e perfeita, que VOCÊ É, estará presente e manifesto. (Obviamente, não estamos falando de um lugar no chamado espaço.) Onde quer que se focalize sua atenção, a Consciência divina onipotente, que Você é, estará plena e completamente evidenciada como Perfeição absoluta. Jamais limite o poder de sua “visão”. É Deus quem “vê” como você, para cumprir e realizar o bem do seu próprio agrado. Sua “visão” é a Consciência divina que você é, percebendo Sua Perfeição constante, perfeita, eterna, em e como cada aspecto de Seu ser.

Isto significa que você irá condescender com tudo aquilo que aparente ser errado? Na verdade, NÃO. AMOR É MENTE – INTELIGÊNCIA – E O AMOR INTELIGENTE AGE E AMA INTELIGENTEMENTE. Jamais lhe será exigido que ame aquilo que pareça ser maligno. No entanto, tampouco você irá condená-lo como se existisse como pessoa ou mal pessoal. E também não irá ignorá-lo. Jesus não ignorava aquilo que aparentava ser maligno. Antes, ele reservava algumas palavras vigorosas para pronunciar quando o mal ilusório tentava aparecer como pessoas. “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (Mt. 16:23). Aqui, Jesus dava a impressão de estar repreendendo a Pedro; contudo, ele não personalizava o aparente mal. Tratava-o por “Satanás”, sem lhe dar um nome pessoal. Ele reconhecia com clareza que não existe mal algum pessoal. (De fato, não existe mal de espécie alguma.) Mas Jesus não ignorava a “ilusão de massa” denominada “mal”. No capítulo 8 de João, ele empregou palavras ainda mais fortes para repreender o chamado mal. Porém, sua repreensão não era pessoal: “Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.

Continua..>

NUNCA HAVERÁ UM AMANHÃ

NUNCA HAVERÁ UM AMANHÃ
Dárcio

Quando Jesus disse que cuidássemos do hoje e que o amanhã cuidaria dele mesmo, revelava a existência única deste agora. Quem cuida deste agora verá sempre “o amanhã cuidando dele mesmo”, ou seja, no suposto “amanhã” ele estará sempre neste mesmo agora. Numa ocasião em que expunha isso, alguém me perguntou: “Muito bem, hoje é dia 5 e no dia 30 terei uma conta para pagar e estou sem o dinheiro; se eu não fizer nada este dinheiro aparecerá nas minhas mãos?” Muitas vezes esta questão foi-me levantada, variando nas formas mas conservando o mesmo conteúdo! O ensinamento nunca diz para “não fazermos nada”; este é o erro comum! “Basta a cada dia o seu cuidado”, disse Jesus! E este “cuidado” é o que “temos de fazer”. Qual seria ele?

Postei neste site, há tempos, um artigo de Marie S. Watts, chamado “Oniação”. Uma obra-prima de artigo absoluto! Este artigo detalha a Ação de DEUS como única e que “abrange a nossa”. Que é a pessoa de hoje se preocupando com a conta a vencer num amanhã? Uma ILUSÃO! É esta identificação equivocada, que a pessoa faz com a “aparência” de ser humano,  o verdadeiro “problema”, e nunca a suposta conta a vencer! Que cuidado precisará tomar? Identificar-se com a VERDADE: Deus é TUDO! A ONIAÇÃO É TUDO!  ELA É ÚNICA E INCLUI SUA AÇÃO INDIVIDUAL DESTE “HOJE”! Esta consciente comunhão com a Verdade a liberta da ILUSÃO! “Minha vontade é fazer a vontade daquele que me enviou”, disse também Jesus! Não disse isso para apenas falar sobre ele, e sim para exemplificar como NÓS devemos agir! Não há Deus vendo mundo material nem se preocupando com amanhã algum! A ONIAÇÃO É AÇÃO GLOBAL PERMANENTE! Cada um saberá estar consciente da ONIAÇÃO que o inclui quando se sentir livre como Deus! Não existe UNIDADE com parte tranquila e outra preocupada! O dualismo deve ser varrido com suaves e assíduas contemplações de reconhecimento absoluto: “EU E O PAI SOMOS UM!” Este é o “nosso cuidado de cada dia”. Se não nos descuidarmos dele, todo suposto “amanhã” da crença coletiva se mostrará sempre “cuidando dele mesmo”. Assim é a Vida pela Graça!

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NENHUM NA CISTERNA

NENHUM
NA CISTERNA
Dárcio

No Evangelho de Tomé, encontrado no Egito em 1945, constam as seguintes palavras de Jesus Cristo: “Há muitos em volta da cisterna, mas não há nenhum na cisterna”.

A raça humana vive hipnotizada, sem saber de onde veio, onde está e para onde vai. Acomodou-se a esse desconhecimento. Os poucos que se interessaram pelo autoconhecimento, obtido por revelações, acabaram por descobrir a Essência una da Vida. Como reagiu o mundo diante das revelações? Ou as ignoraram ou fizeram estátuas para cultuar os mensageiros!

A Verdade comum a todas as revelações diz que Deus e homem são um! Esta é a “cisterna”. E, como disse Cristo, muitos apenas a ficam rodeando, sem se darem conta de que o radicalismo, em termos de aceitação, reconhecimento e identificação, é vital!

“Não existe um lugar onde Deus começa e o homem termina. Aquilo que é visível de nós, é Deus. Nós somos Deus tornado visível.” Assim disse Joel S. Goldsmith. Também na Seicho-No-Ie encontramos que “Deus e homem são um só corpo; Deus é a Fonte de Luz e o homem é a Luz emanada de Deus”. Jamais houve uma revelação divina tratando o homem como ser material, em evolução ou separado de Deus!

Cristo confirmou o “sois deuses” do Antigo Testamento, e pregou a Unidade “Eu e o Pai somos um”, quando disse: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em UNIDADE, e para que o mundo conheça que me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”. (João 17:23.

Cada um de nós que radicalmente passa a se identificar com esta VIDA ESPIRITUAL UNA E PERFEITA está se posicionando “NA CISTERNA”, deixando apenas de rodeá-la,  abandonando para sempre este dualismo sem frutos e sem sentido, criação ilusória da mente carnal.

Jamais um mensageiro da Verdade se colocou como alguém superior ou inferior: a Vida é UNA! Algo acima da percepção humana está sendo o nosso ser verdadeiro! Este “Algo” não é matéria nem coisa alguma perceptível pela mente humana! Este “Algo” é a Vida una! Deus! Deus sendo em unidade todos nós! Este é o Fato eterno! Cabe, a cada um, percebê-lo!

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AQUELE SUJEITO ILÓGICO

AQUELE
SUJEITO ILÓGICO
Emmet Fox

Há gente que costuma dizer: “Creio firmemente na doutrina espiritual;há anos que creio nela, mas nunca consegui fazer com que funcionasse…não é estranho?” E, às vezes, dizem-no com ar de triunfo.

Tais pessoas me fazem lembrar de um certo homem que costumava vangloriar-se de que tinha uma moléstia que ninguém podia curar. Parece que tinha desafiado como êxito todo o tipo de tratamento conhecido, e sempre saíra triunfantemente vencedor, ainda que de posse do seu mal. Sua esposa acabou por curá-lo exclusivamente pela prece, mas era uma mulher paciente e perseverante.

É claro que, se você fica dizendo ou pensando que não pode fazer com que a doutrina funcione (o que, em geral, significa que não espera que funcione), está fazendo uma lei para si próprio nesse sentido, e jamais deve cansar-se de recordar que, quando faz uma lei para si próprio, tem que viver segundo essa lei. Você pode já conhecer essa lei há 40 ou 50 anos, porém, sendo humano, tende a esquecê-la, ao menos ocasionalmente.

A mulher do tal homem provavelmente indica o caminho para a superação desse erro, A chave para o sucesso com tais problemas reside exatamente nas qualidades que ela obviamente possuía: paciência combinada a uma expectativa suave e descansada do êxito.

O paciente a quem curou não é um espécime raro, nem é desconhecido de pessoa alguma. É provável que deparemos com a cara dele no espelho a qualquer momento!

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DEUS, O VERBO PERMANENTE

DEUS,
O VERBO PERMANENTE
Dárcio
Enquanto houver a crença dualista em encarnação (a crença de que o Verbo se fez MATÉRIA), a Verdade divina parecerá encoberta! O Verbo é SEMPRE   Verbo, “e se faz carne”  APENAS sob a visão finita ou ilusória da mente humana!

Quando três discípulos de Jesus abriram “o olho simples”, a mente de Cristo neles presente desde o princípio lhes propiciou ver “Jesus transfigurado”, ou seja, a suposta “carne” foi vista novamente como Verbo!

Todo o ensinamento está ligado à VISÃO e não a mudanças. A “mudança” existe, portanto, somente no sentido de que “em vez de ver Jesus carnal”, os três viram-no “transfigurado”, como LUZ.

“Eu vim para que os que viam sejam cegos e os que não viam passem a ver”, disse Jesus, para indicar que a mente humana é cega e deve ser descartada, enquanto a Mente de Cristo,  real, é a que Vê, a que deve em nós ser reconhecida!

“Desperta, tu que dormes, e a luz de Cristo te alumiará”.

Em Eclesiastes, Antigo Testamento, vemos também o pensamento mortal ceder a esta Revelação, quando lemos que A OBRA DE DEUS É PERMANENTE: NADA PODE SER-LHE ACRESCENTADO NEM TIRADO. E também,no Apocalipse, encontramos que “TUDO ESTÁ FEITO”…

Estas são as bases fundamentais para entendermos que “mudamos”, não a mente humana para novo estágio  supostamente mais evoluído, mas sim da mente humana para a do Cristo, isto é, nos utilizamos de “outra” mente. “Transformai-vos pela renovação de vosso entendimento”, disse, Paulo, para nos alertar quanto a este fato espiritual.

Isto não é mera teoria! É Verdade Absoluta! Que cada um se veja como Verbo, como o Eu Real eterno, exatamente aqui e agora, descartando este “eu” supostamente nascido, feito de matéria,  e que não passa de pura ILUSÃO da mente humana!

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NÃO EXISTEM PESSOAS EM ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO

NÃO EXISTEM PESSOAS
EM ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO

DÁRCIO

Unicamente pelo discernimento espiritual alguém verá a Existência real em que “somos perfeitos em unidade”. Jesus orava para que abríssemos a nossa visão espiritual e víssemos a manifestação una e perfeita que todos formamos,  que se chama Deus, Universo, Realidade, etc. A suposta mente humana não faz parte de nossa existência! Assim como a mente hipnotizada ou que sonha nada retrata que, de fato, se relacione conosco. O que realmente tem a ver com todos nós, é unicamente a natureza de Deus! DEUS É TUDO!

A mente ilusória vê pessoas em diversos “estágios de consciência”; e, se formos crer que existam estas pessoas, estaremos agindo como se acreditássemos que “pessoas em graus de evolução diferentes”, vistas num sonho, fossem existências reais! Haveria sentido em julgarmos as pessoas “componentes do sonho” dessa forma? Esperar que alguma delas evoluísse? Criticar as supostamente “mais atrasadas”? Não! Todas sumiriam pelo “despertar” do sonhador!

Não há outra maneira: ou a pessoa descarta toda a suposta existência humana como sonho, para realmente “vencer o mundo” e discernir o que é REALIDADE, ou ficará no “sonho de Adão”, crendo ser dotado de mente humana, mente ilusória e muito hábil somente para julgar tudo e todos pela “carne”, pelas “aparências”, e emitir seu parecer sempre ILUSÓRIO OU FALSO! Parecer este que SUMIRIA, se a pessoa simplesmente DESPERTASSE!

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O EU QUE "VOLTA AO PAI"

O EU
QUE “VOLTA AO PAI”
Dárcio

Há tempos, postei aqui no site um artigo intitulado “A Ilustração da Espiral”, onde foi dito que “dois pontos” marcados numa espiral, se vistos isoladamente, aparentarão ser “pontos separados”, apesar de “serem a espiral”. Assim é este Universo! Deus é UM, mas nos vemos como “seres separados” pela ilusão de separatividade. Jesus disse: “Deixei o Pai e vim ao mundo; deixo o mundo e volto para o Pai”. Que estava nos dizendo? Que se concedeu o direito de “trocar o referencial da Luz” pelo “referencial da ilusão”, isto é, que abriu mão da “mente de Cristo” para atuar com a “mente carnal”, a fim de poder se comunicar com a raça iludida pela crença na dualidade. Com a mente em ilusão, aparentamos ser separados,  pessoas “avulsas”,  dotadas de vidas independentes, com objetivos pessoais, problemas ou dificuldades pessoais, e todos os demais frutos falaciosos decorrentes desta “ilusão de massa”.

A crença dualista em separatividade é em tal grau “pegajosa”, que também Jesus continuou sendo visto como “alguém separado”, um “filho de Deus especial”, como se Deus fosse nele um Verbo superior e separado do Verbo divino que todos nós somos! Sua vinda foi justamente para quebrar esta ilusão separatista; mas, pouca gente se deu conta disso! “Naquele dia conhecereis, eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, disse ele (João 14: 20). Este “dia”, seja ele qual for para alguém, para a Verdade é sempre este “agora”. Não há Verdade para acontecer! A Verdade está consumada! Por esse motivo, o estudo da Verdade é a renúncia radical ao dualismo! O UM que é UM, e que é DEUS, é o Eu em cada um de nós! Voltando aos “pontos” da Espiral, seria contemplarmos a Espiral INTEIRA, de uma só vez, vendo-a como Presença infinita, para depois contemplarmos cada ser como cada “ponto” já presente nela! “Oro para que sejam UM”, perfeitos em UNIDADE”, disse Jesus.

Este “estudo” se reduz a cada um discernir espiritualmente esta Verdade já manifesta! Entender a Videira com o Pai sendo o agricultor com cada um de nós já sendo os ramos,  para usarmos a analogia deixada por Jesus. Se “deixamos o Pai e viemos ao mundo”, ou seja, se alguém “engoliu a crença no bem e no mal” (mente carnal), basta-lhe “deixar o mundo e voltar para o Pai”, como fez Jesus! Ele já “tem a mente de Cristo” (I Cor. 2-16). Com ela, deverá contemplar o Universo iluminado, a partir do referencial da Verdade eterna; em seguida, perceber que somos todos “LUZ EM UNIDADE”; e, finalizando, perceber  esta LUZ, que é Deus, estando manifesta COMO o seu CORPO! Nsta dedicação está o “trabalhar pela comida que não perece”, ou seja, o discernimento do “Pão da Vida” como sendo a totalidade do ser eterno que cada um JÁ É!

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