Dárcio
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– Professor, gostaria de expressar a minha opinião a respeito da apresentação de relatos de experiência nos Grandes Seminários. Parece-me que são muitos os relatos a respeito de cura de doenças, e poucos os relatos sobre outras experiências. Já que a Seicho-No-Ie vem solucionando todos os problemas da vida, não seria conveniente aumentar a apresentação de relatos de diversas outras experiências em vez de dar destaque aos relatos a respeito de cura de doenças?
O professor assim me explicou:
– Tokuhisa, o seu equívoco está em considerar esse tipo de relato como simples narrativa da cura da doença em si. Saiba que ouvir relatos a respeito da cura de doenças é a forma mais fácil de se compreender que a mente se manifesta no corpo e que, ao ocorrer mudança na mente, muda também a condição física.
Depois disso, passei a ouvir com outra atitude mental os relatos de experiência a respeito de cura de doenças.
Sendo médico, até então eu não me interessava muito por tais relatos e essa minha atitude se devia ao seguinte motivo: eu tinha a convicção de que o objetivo da Seicho-No-Ie não era simplesmente a cura de doenças e, como naquela época havia muitas pessoas que consideravam a Seicho-No-Ie uma religião que visava unicamente a cura de doenças, desejava ardentemente levar ao conhecimento do maior número possível de pessoas o fato de a Seicho-No-Ie ser uma religião muito mais extraordinária, não só por curar doenças como também resolver todos os problemas da vida.
Na página 27 do 1° volume de A Verdade da Vida, consta claramente:
“A Seicho-No-Ie surgiu, originariamente, para retirar as ilusões do pensamento da humanidade e iluminar todas as facetas da vida humana. Não surgiu com o objetivo único de curar doenças”.
Creio que, por essa razão, eu queria fazer o possível para ajudar a iluminar a vida da humanidade em todos os sentidos. Estávamos no ano pós-guerra de 1948, e eu, que acabara de retornar da Mandichúria, só pensava em ajudar a reconstruir o Japão e torná-lo um país maravilhoso. Estava disposto a empenhar a minha vida na sua reconstrução e, convicto de que o único caminho para isso era o Movimento da Seicho-No-Ie, resolvi mergulhar nele de corpo e alma.
Devido a isso, no meu íntimo existia o pensamento de que, em vez de curarmos doenças, deveríamos desenvolver um vigoroso movimento para infundir ânimo ao povo japonês combatido pela desesperança, conclamando-o a trabalhar em prol da reconstrução nacional. Nos Grandes Seminários, o prof. Taniguchi discorria corajosamente sobre o significado da guerra – que naquela época ninguém ousava questionar – e também sobre o patriotismo. Porém, quanto aos relatos de experiência, a maioria era a respeito da cura de doenças. Foi por isso que, certo dia, lhe fiz aquela pergunta. Ao perceber que o professor ouvia com satisfação os relatos de cura de doenças, eu lhe perguntei se não seria conveniente apresentar também outros tipos de relato. Mas, graças à explicação do professor, compreendi que o fato de alguém obter a cura da doença ao conhecer o ensinamento da Seicho-No-Ie era uma prova concreta da Verdade de que “tanto o ambiente como a condição física são reflexos da mente” – Verdade essa preconizada pela Seicho-No-Ie. Reconheci que errara ao julgar que os relatos das pessoas curadas pelo ensinamento da Seicho-no-Ie eram simples depoimentos a respeito da cura de doenças físicas. O professor sempre ouvia tais relatos com satisfação, considerando-os testemunhos da Verdade. Graças à explicação dele, percebi o meu equívoco.
A pregação de Jesus foi absoluta e a partir da “Referencial do Cristo” e não do ilusório ponto de vista humano. “Vós, deste mundo, não sois”, “naquele dia conhecereis”, “eu estou no Pai, vós em mim e eu em vós”, “sois a luz do mundo”, “colocai a vossa luz no alto”, etc. Jesus não nos via em termos de referencial falso! Via-nos como já somos! Via-nos onde já estamos! O erro é achar que este “Referencial do Cristo” deva ser aceito pela suposta “mente humana”. Nunca será! Ele exclui esta lenda de mente humana coexistindo com a Mente onisciente!
Sem esforço algum, sem achar dificuldade alguma em ser quem VOCÊ JÁ É, solte-se na Luz infinita com a suave lembrança de SER formador dela no lugar em que você JÁ ESTÁ! Desse modo, em suave contemplação da Realidade iluminada, revista-se de cada Verdade Absoluta que conheça! VOCÊ É CADA UMA DELAS! VOCÊ É TODAS ELAS! Contemple estes fatos e repita com Jesus: “Aquele que me vê a MIM, vê o Pai”. Este é o “Referencial do Cristo”.
A Consciência que realmente somos é sua própria imunidade quanto à aparência do mal. Assim, verificamos que a aparente situação – tal como aparentava ser – já não existe mais. E todo aquele que parecia ser problemático é transferido para outras áreas de atividade, ou irá permanecer, mas deixando inclusive de aparentar ser problemático. Nesse caso, nosso Coração sempre entoa hinos, pois temos a “visão” da glória que é Deus, revelada e evidenciada. Eis o sentido de “deixar” a Luz que somos brilhar. Desse modo, nós realizamos o cumprimento da promessa: “Pois o Senhor é o teu refúgio, e do Altíssimo fizeste o teu asilo. Não te acontecerá nenhuma calamidade, e da tua tenda não se há de acercar nenhum flagelo” (Sl. 91: 9-10). Amado, esta não é uma promessa vã. Ela pode ser – e é – cumprida. Tenha fé total nesse cumprimento, e você, também, verá a evidência de sua veracidade absoluta.
Sim, você se mantém firme e constantemente na altitude da Consciência Divina que sabe constituir o seu Eu. Nenhuma aparência má, fraudulenta ou simulada poderá jamais invadir a Consciência que você é – a Consciência que é o seu Universo. “Caiam mil a teu lado, e dez mil à tua direita. Tu não serás atingido” (Sl. 91: 7). Não importa quão numerosas possam ser as evidências da ilusão: VOCÊ PERMANECERÁ INTACTO. NENHUMA DESTAS ILUSÕES O TOCARÁ. VOCÊ, AGORA, NÃO TEM CONSCIÊNCIA NEM MESMO DE SUAS SUPOSTAS APARÊNCIAS, POIS VOCÊ SABE O QUE VOCÊ É, E VOCÊ É O QUE VOCÊ SABE.
Se formos meditar para “incorporar” as revelações à mente iludida, não teremos entendido o princípio absoluto de que a Mente única é Deus. Imagine que você esteja diante de uma pessoa hipnotizada, e que ela esteja se vendo numa “montanha russa”. Você a vê onde ela está de fato, e vê, também, os efeitos da sugestão hipnótica em suas reações corpóreas. Se a sua mente fosse a mesma dela, você veria também a “montanha russa” inexistente! Porém, como são mentes pessoais independentes, a ilusão vista por ela não será vista por você. Analise agora o que se passa na mente do hipnotizador: ele mantém a sua mente pessoal normal e engendra o quadro hipnótico com a “montanha russa”, com o que ilude o hipnotizado. Para ele, a ilusão é para o outro e não para ele e o outro! Desse modo, ele entende que a cena ilusória é mesmo ilusória, e tem domínio pleno sobre ela.
Este mecanismo é o que devemos entender, para meditarmos corretamente diante do “hipnotismo de massa”! Devemos entender que, mesmo que a “aparência” seja de uma humanidade iludida para ver um “mundo material”, nós vemos esta “humanidade inteira” como ILUSÃO, cientes de que em nós há a Mente desperta! Não é preciso “parar de ver a ilusão” para fazer isso! Assim como não é preciso que o hipnotizador deixe de ver o quadro hipnótico, que ele passou ao hipnotizado, para que ELE PRÓPRIO deixe de crer naquilo! Ele sabe que o “quadro hipnótico” por ele sugerido APARENTA existir tanto para ele como para o hipnotizado, mas, com uma diferença: ele sabe ser ele IRREAL, enquanto o outro acredita piamente ser REAL! Este é o detalhe a ser compreendido, para que nos identifiquemos com a Mente ÚNICA, sem ilusão e sem sugestão hipnótica, sem nos envolvermos com os quadros que a suposta mente humana nos apresenta. Há, ainda, outro ponto a ser notado: mesmo que o “outro”, hipnotizado, veja a irrealidade como realidade, ela é IRREAL sempre, tanto para ele quanto para o hipnotizador.
O mundo está hipnotizado a tal ponto por pessoa, local e coisa, que dispondo de boa pessoa, bom lugar e boa coisa, todos julgam isso tão agradável e confortável que, desejando desfrutar desses efeitos, não buscam nem desejam algo mais elevado do que eles. Estes prazeres e usufrutos materiais, contudo, não podem ser uma graça permanente, pois, por mais bem que a pessoa possua, ela ainda continuará flutuando entre os pares de opostos (bem e mal).
Assim, digo-lhe mais uma vez: se for levado a tratar uma pessoa na intenção de mudá-la ou aumentar-lhe os bens “deste mundo”, ou se você temer a guerra, a depressão, a bomba atômica, você estará hipnotizado. A questão será, nesse caso, simplesmente a de se saber em que data você será posto num túmulo. Entretanto, se você captar esta visão espiritual, no momento em que for deixar este mundo, passará por uma experiência de transição que será melhor e mais elevada do que esta.
Você não pode tratar uma pessoa; não pode tratar uma condição. Seria o mesmo que tentar tratar “cobras vistas no vaso”, dizendo: “Preciso escapar de minhas três cobras” (No caso de um vaso em que flores sejam vistas como cobras, por sugestão de um hipnotizador). Assim que me livrar delas, terei condições de estudar melhor.” Pode ver que grande tolice? Não há cobra alguma presente; portanto, jamais irá conseguir escapar delas. Tudo o que tem a fazer é escapar do hipnotismo!
Quando de fato você souber disso e acreditar – não apenas aceitar as palavras -, não terá mais que estudar a Verdade, pois o único objetivo deste estudo é aprender que o hipnotismo é a única ilusão; tendo isso sabido, não haverá mais o que estudar. Todo o restante ficará para ser vivenciado dentro de nosso próprio ser.
No instante em que tentar mudar ou melhorar um estado de doença ou condição, você próprio estará hipnotizado, uma vez que inexistem doenças ou condições apartadas do mesmerismo ou hipnotismo. Portanto, ser levado a trabalhar uma condição apenas irá torná-la inteiramente pior.
Aqueles que estão lendo ou estudando a Verdade, ou que estão empregando a Verdade para obter uma cura, suprimento ou outra coisa qualquer, logo perceberão que quanto mais fixarem suas mentes no anseio de escapar da condição ou obter uma cura, mais estarão se envolvendo com a miragem da ilusão. É preciso notar que não há nenhuma demonstração humana a ser feita. Há somente uma demonstração, e esta é obter a conscientização de Deus.
Quando você puder conscientizar Deus, conseguirá tudo: terá vida imortal; eternidade e infinitude. Você não poderá demonstrar um lar, uma companhia, um divórcio ou um trabalho: poderá apenas demonstrar a Presença de Deus, e esta inclui toda natureza da demonstração externa que deva ser feita.
É muito frequente, em nossa vida espiritual, deixarmos que as coisas negativas se acumulem nos cantos de nossa mente. Enfrentamos os problemas evidentes à medida que se apresentam, mas permitimos que as pequenas dificuldades se empilhem nos cantos, ou quem sabe as empurramos para o subconsciente, e tentamos esquecê-las.
Por exemplo, se você tem que enfrentar um problema de saúde ou finanças, ataca-o de imediato; mas, por outro lado, se alguém o magoa, em vez de tratar disso espiritualmente na hora, você engaveta o problema nalgum canto da mente, talvez junto com um pouco de ressentimento.
E age assim com muitos problemas de natureza semelhante, tais como a inveja, o ciúme, o falso orgulho, e diversas falhas de caráter. Eles devem ser enfrentados à medida que surgem. Contudo, caso você tenha permitido que se acumulassem, agora é a hora certa de varrê-los dos cantos em que se empilharam.
Ou, se alguém o magoou, perdoe-o agora e encerre o assunto. Ou, se você magoou alguém, peça perdão a Deus e reivindique Sua bênção para a outra pessoa, assim como para você próprio. Cuide das outras dificuldades de maneira semelhante.
Seja como a boa dona de casa. Não varra as coisas negativas para “debaixo do tapete”, pois continuarão ali para atormentá-lo mais tarde. Limpe cada canto e recanto – e Deus o fará digno de maiores realizações no futuro, porque sua casa estará alicerçada na rocha da Verdade, e nada mais.
Utilizemos um exemplo: suponhamos que, há um mês, você tivesse tirado uma foto da rua em que mora, e que ela tivesse sido feita durante uma tarde ensolarada. Com a foto na mão, suponhamos que abrisse a porta hoje, pela manhã, olhasse para a rua no mesmo local e ângulo registrados pela foto, e, por causa de densa neblina, o cenário se mostrasse completamente diferente: as casas da frente aparentariam estar ausentes, descoloridas, deformadas, etc. VOCÊ ORARIA PARA QUE O CENÁRIO DA FOTO VOLTASSE A EXISTIR? OU ENTENDERIA QUE A NEBLINA APENAS ESTARIA SUGERINDO QUE ELE TIVESSE SE ALTERADO?
A maioria, infelizmente, faz oração erradamente! Pede a Deus para que faça RETORNAR uma situação harmoniosa que jamais esteve ausente! Em vez de desconsiderar a neblina! Este é o entendimento que o estudo da Verdade busca passar! “Orar sem cessar”, portanto, significa PERMANECER CONSCIENTE de que o fato perfeito está SEMPRE PRESENTE, porque DEUS É TUDO! Que são as imagens distorcidas, captadas pela mente humana? São “efeitos da neblina”, são ILUSÃO! Não têm poder para alterar a Verdade! Cristo já havia reiterado que “o diabo, ou o mal, é mentiroso e pai da mentira”; mas, crendo nas sugestões falsas, a maioria continua “orando” para “consertar a rua”…
Pense nisso: orar é contemplar e reconhecer a perfeição já presente; e, no caso de nosso exemplo, é intuitivamente “ver” a rua, mesmo com a neblina, exatamente como ela se mostra na foto do dia ensolarado! É, portanto, DESCONSIDERAR POR COMPLETO A NEBLINA!
Todos os supostos “malfeitores”, vistos pela mente humana, são irreais. O suposto mal nunca é pessoal, mas sim um quadro hipnótico que se interpõe entre nossa visão e o que está por nós sendo visto. Podemos endossá-lo ou expulsá-lo de nossa aceitação. De nossa atitude dependerá o nosso bem-estar visível! “Não te afiljas por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios. Porque o maligno não terá galardão algum, e a lâmpada dos ímpios se apagará” (Provérbios 24: 19-20). A ilusão busca despertar em nós o anseio por justiça; quem cair nessa armadilha estará fora de si mesmo, sem a comunhão com o Pai, que é perfeição. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a SUA JUSTIÇA”, disse Jesus. Não cabe ao filho de Deus desejar que o malfeitor pague pelos seus erros! Por que? Porque o filho de Deus vê a onipresença perfeita e não a ILUSÃO em que uma crença se mostra como pessoas boas e más! Vê a Realidade e não a “aparência”.
DEUS É TUDO! E “este mundo”, com seus supostos personagens bons e maus, é ILUSÃO! Se ficarmos de olho nele e desejando que “justiça seja feita”, estaremos negando que a JUSTIÇA REAL É PERMANENTE, JÁ EXISTE E JÁ ESTÁ PRESENTE UNIVERSALMENTE! Se uma criança, lendo uma revista do Tio Patinhas, fica ansiosa para que os Irmãos Metralha sejam presos, por estarem tentando roubar-lhe o dinheiro, acharemos aquilo ilógico, por sabermos se tratar somente de uma ficção! E não estaremos fazendo o mesmo? Se estivermos de olhos na suposta justiça ou falta dela NESTE MUNDO? Permaneça na VERDADE! Contemple a JUSTIÇA DIVINA sendo a manifestação eterna e permanente como são todas as OBRAS DE DEUS.
O SENHOR É MEU PASTOR
Esta primeira frase nos foca a fé e a mente na única Presença e no único Poder—Deus—em nós e em tudo que nos rodeia. Deus é a Essência da Qual tudo emana; a Vida e Inteligência em Que vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser. Deus é o nosso Pastor.
NADA ME FALTARÁ
Eis uma afirmação de abundância. Que palavras poderiam expressar melhor a convicção de quem experienciou e testemunhou a amorosa assistência de Deus e Seu infalível suprimento?
ELE FAZ-ME REPOUSAR EM VERDES PRADOS
É uma ideia complementar do farto suprimento divino. A imagem é muito expressiva. Os carneiros são alimentados em pastagens. O capim verde é o que há de mais desejável para satisfazer-lhes a necessidade de alimento. Isto representa, para os homens, a generosa provisão de todo o bem que preenche nossos anseios e necessidades.
GUIA-ME MANSAMENTE A ÁGUAS TRANQUILAS
Reflitam nesta idéia. Ela forma um quadro mental de serenidade e paz. Um doce cuidado de saciar-nos os anelos da alma: dessedentar-nos com algo que o mundo não nos pode dar.
ELE REFRIGERA MINHA ALMA
Isto é o que sentimos na intimidade com Deus, na entrega e abertura, em prece, depois de um dia de vigilância e desafios na vida. Ele nos harmoniza, anima e reergue; pacifica nossos impulsos; suscita-nos novas forças e confiança.
GUIA-ME PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA
Um Pastor amoroso conhece as trilhas mais seguras e convenientes e por elas conduz o seu rebanho. Ainda mais, Deus sabe o caminho certo para cada um de nós: veredas de retidão, de justiça, caminhos ideais, se nos dispomos a ouvir e seguir a “pequenina e silenciosa Voz interior”.
POR AMOR DE SEU NOME
A natureza de Deus é sempre amor, bondade.Portanto, as trilhas por onde nos conduz, só nos podem levar ao bem.
AINDA QUE EU ANDASSE PELO VALE DA SOMBRA DA MORTE, NÃO TEMERIA MAL ALGUM, PORQUE TU ESTÁS COMIGO
O “vale da sombra da morte” representa toda experiência nova que arrostamos. Assim como os carneiros se entregam confiantemente ao bom Pastor que os leva através de desfiladeiros cheios de abismos e perigos, em busca de novas pastagens, quando elas rareiam, assim também podemos confiar em Deus quando iniciamos novas coisas e passamos por transformações profundas em nossa vida.
TUA VARA E TEU CAJADO ME CONSOLAM
Cajado é o bordão com extremidade arqueada, com que o pastor detém as ovelhas para salvá-las de um buraco ou para pensar-lhes as feridas. Vara é a arma do pastor contra os animais predadores. Não é linda esta imagem de proteção?
PREPARAS UMA MESA PERANTE MIM, NA PRESENÇA DE MEUS INIMIGOS
Uma antiga estudante da Verdade nos contou de como estas palavras realizaram um milagre em sua vida. Ela atravessava um grave problema de saúde e, embora orasse e afirmasse a Verdade, não obtinha melhora nenhuma. Um dia, meditando o Salmo 23, subitamente recebeu um vislumbre da Verdade: recebeu repentina compreensão de que as aparências do mal—os sintomas, tão fortes e persistentes—eram “a presença de seus inimigos”. E precisamente em presença deles Deus põe-lhe uma mesa: de sua vida perfeita e sanadora; de sua plenitude sempre presente; de sua condição natural de saúde e vigor. Foi tão nítida e intensa essa realização, que sua cura foi instantânea!
Seja qual for a aparência ou desafio, V. também pode ganhar essa experiência, pela meditação deste Salmo. Não importa quão hostil lhe pareça a situação, Deus tem a mesa preparada para VOCÊ!
UNGES A MINHA CABEÇA COM ÓLEO; O MEU CÁLICE TRANSBORDA
Era um velho costume ungir com óleo perfumado os reis e hóspedes. Deus nos tem igual consideração e nos unge com o óleo de Sua graça, no banquete de proteção e de benefícios a que nos referimos atrás. Ele nos torna reis de nós mesmos, pela mestria sobre nossa natureza humana, para estarmos em contínua ligação com Ele, em harmonia e paz; em provimento abundante; em felicidade!
CERTAMENTE QUE A BONDADE E A MISERICÓRDIA ME SEGUIRÃO, TODOS OS DIAS DE MINHA VIDA
Já nos aproximamos do fim de nossa meditação. Vemos aqui a conseqüência dos passos anteriores; a conquista da “vida pela graça”, por estarmos sob a guarda de Deus. É encontrar o “Reino” e termos, de acréscimo, todas “as outras coisas”.
E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA SEMPRE!
Neste arremate se frisa a condição para alcançar essa plenitude: HABITAR. Significa: permanecer, ficar, morar. Não é lembrar-se uma vez por dia, durante alguns minutos, da Presença de Deus e de Sua graça. É “orar sem cessar”. É conscientizá-Lo muitas vezes. É saber que Ele e eu somos UM. Que Ele faz as obras em mim e através de mim: que Ele e eu somos inseparáveis!
Se formos induzidos a dar “tratamento” a pessoas – tratá-las dos nervos, de alguma causa mental de doença física, de ressentimento, ódio, ciúme ou raiva, ou se formos tratá-las de câncer ou tuberculose – não estaremos sendo praticistas de cura espiritual: estaremos praticando medicina, por tratarmos de efeitos, sejam eles pecado, doença ou pobreza; e, mesmo que eliminemos um deles, dois outros efeitos surgirão em seu lugar.
Enquanto não dermos com o machado à raiz da árvore, que é o hipnotismo, não seremos libertos da consciência material ou mortal. Ao nos capacitarmos a ver através do hipnotismo, alheios a nomes de pecados, doenças ou carências, nosso paciente ou estudante irá experienciar harmonia, saúde, integridade e suficiência. Se o problema dele for com os nervos, ele se verá livre; se for de desemprego, ele se verá empregado; se for de doença, ele se sentirá saudável. Por quê? Pela habilidade do praticista em “ver através do hipnotismo” e perceber a Deus sendo o Princípio de tudo aquilo que é.
Muitas vezes, porém, mesmo tendo compreendido o hipnotismo atuando como sugestão ou aparência, o estudante ainda crê na existência de uma condição real a ser destruída. Nessas situações, ouvimos frases como: “Veja o que o hipnotismo está fazendo comigo!” Entretanto, o hipnotismo não é uma condição real. O hipnotismo não pode produzir água no deserto, nem cobras num vaso de flores. O hipnotismo é, em si, sem substância: sem forma, sem causa e sem efeito. Reconhecer alguma forma ou aparência de ilusão como hipnotismo, soltando-a sem lhe dar maior importância, eis a maneira correta de lidarmos com toda ilusão. Reflita sobre esta ideia de o hipnotismo ser a substância de cada forma do universo material e mortal que lhe está aparecendo. Ao ver pecado, doença, falta e limitação, lembre-se: aquilo é hipnotismo sendo-lhe apresentado sob aquele formato de mal. Mas, também ao ver as maravilhas ao seu redor, montanhas, oceanos, o sol radiante, lembre-se: estas, igualmente, são formas de hipnotismo, mas aparecendo, dessa vez, no formato de bem.
Isto não significa que deixaremos de desfrutar os bens da vida humana; antes, nós os desfrutaremos pelo que eles são – não como algo real em si ou de si mesmos, isto é, por detrás de todo bem está o Algo espiritual que deve, portanto, ser espiritualmente discernido. Nós desfrutamos as formas do bem reconhecendo-as como temporárias, não como algo a ser estocado, algo a ser enterrado em cofres, mas como algo a ser usufruído; e então, dia a dia iremos prosseguindo, deixando que o “maná” nos caia novamente.
Frente aos aspectos negativos do hipnotismo, isto é, as formas de pecado, doença, falta e limitação, o ponto mais importante a ser lembrado é o seguinte: não devemos ser iludidos no sentido de tentar reformar o mal ou as pessoas pecaminosas. Pelo contrário, devemos reconhecer imediatamente: “Oh, não! Isto é o hipnotismo, aparecendo em mais uma forma, hipnotismo que, em si e de si mesmo, não possui substância, lei, causa ou efeito de qualquer forma de realidade”. Esta prática é que o torna um praticista de cura espiritual.
Muita gente se beneficiou com estes conhecimentos mentalistas, e eles realmente contribuíram para romper com a crença falsa de que o homem é dotado de um corpo material e sólido ao qual cada um deve se sujeitar em termos de suas possíveis disfunções ou limitações. Quando estudamos a Verdade Absoluta, reconhecemos e contemplamos diretamente o “Corpo de Luz”, o Templo de Deus que é o ÚNICO Corpo real aqui e sempre presente como o corpo de todos nós. Por isso, as contemplações partem da aceitação incondicional da totalidade de Deus e de que “temos a mente de Cristo”, e não “mente humana”. Sem “mente humana”, inexiste “corpo carnal”, pelo que foi descrito: o chamado “corpo carnal” é mera substância ILUSÓRIA, chamada “mente mortal”. Esta compreensão é necessária para assumirmos a “mente de Cristo” de modo correto e pleno. E então, a Verdade absoluta de que “nosso” Corpo é o próprio Deus manifestado COMO Corpo de LUZ poderá ser contemplada com suavidade e total descontração. “Sendo teus olhos bons, todo teu corpo será luminoso”, disse Jesus.
Estes princípios precisam ser levados a sério com muita dedicação e sem esmorecimentos! Deus está manifesto, aqui e agora, como a totalidade do seu Ser; é inconcebível deixar de vivenciar esta Verdade por dar voz às crenças populares ou coletivas; todas elas são FALSAS! Escrevi, certa vez, um artigo intitulado “O sol e o bloco de gelo”, em que o “sol” representava a Luz do Cristo que somos e o “gelo” as aparências ou imagens de problemas. O propósito desse artigo era fazer com que a pessoa se identificasse com o “sol”, deixando-o “derreter o bloco de gelo” (problemas) em ação natural sem esforços. Quando surge uma “ilusão de corpo doente”, se a pessoa radical e rapidamente aplica estes conhecimentos espirituais, evita que “a ilusão forme ninho”. ILUSÃO É NADA! MENTE MORTAL É NADA! CORPO DE CARNE E OSSO É ILUSÃO! “OU NÃO SABEIS QUE SOIS O TEMPLO DE DEUS, E QUE O ESPÍRITO DE DEUS HABITA EM VÓS?”
Isto significa que você irá condescender com tudo aquilo que aparente ser errado? Na verdade, NÃO. AMOR É MENTE – INTELIGÊNCIA – E O AMOR INTELIGENTE AGE E AMA INTELIGENTEMENTE. Jamais lhe será exigido que ame aquilo que pareça ser maligno. No entanto, tampouco você irá condená-lo como se existisse como pessoa ou mal pessoal. E também não irá ignorá-lo. Jesus não ignorava aquilo que aparentava ser maligno. Antes, ele reservava algumas palavras vigorosas para pronunciar quando o mal ilusório tentava aparecer como pessoas. “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens” (Mt. 16:23). Aqui, Jesus dava a impressão de estar repreendendo a Pedro; contudo, ele não personalizava o aparente mal. Tratava-o por “Satanás”, sem lhe dar um nome pessoal. Ele reconhecia com clareza que não existe mal algum pessoal. (De fato, não existe mal de espécie alguma.) Mas Jesus não ignorava a “ilusão de massa” denominada “mal”. No capítulo 8 de João, ele empregou palavras ainda mais fortes para repreender o chamado mal. Porém, sua repreensão não era pessoal: “Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.
Quando Jesus disse que cuidássemos do hoje e que o amanhã cuidaria dele mesmo, revelava a existência única deste agora. Quem cuida deste agora verá sempre “o amanhã cuidando dele mesmo”, ou seja, no suposto “amanhã” ele estará sempre neste mesmo agora. Numa ocasião em que expunha isso, alguém me perguntou: “Muito bem, hoje é dia 5 e no dia 30 terei uma conta para pagar e estou sem o dinheiro; se eu não fizer nada este dinheiro aparecerá nas minhas mãos?” Muitas vezes esta questão foi-me levantada, variando nas formas mas conservando o mesmo conteúdo! O ensinamento nunca diz para “não fazermos nada”; este é o erro comum! “Basta a cada dia o seu cuidado”, disse Jesus! E este “cuidado” é o que “temos de fazer”. Qual seria ele?
Postei neste site, há tempos, um artigo de Marie S. Watts, chamado “Oniação”. Uma obra-prima de artigo absoluto! Este artigo detalha a Ação de DEUS como única e que “abrange a nossa”. Que é a pessoa de hoje se preocupando com a conta a vencer num amanhã? Uma ILUSÃO! É esta identificação equivocada, que a pessoa faz com a “aparência” de ser humano, o verdadeiro “problema”, e nunca a suposta conta a vencer! Que cuidado precisará tomar? Identificar-se com a VERDADE: Deus é TUDO! A ONIAÇÃO É TUDO! ELA É ÚNICA E INCLUI SUA AÇÃO INDIVIDUAL DESTE “HOJE”! Esta consciente comunhão com a Verdade a liberta da ILUSÃO! “Minha vontade é fazer a vontade daquele que me enviou”, disse também Jesus! Não disse isso para apenas falar sobre ele, e sim para exemplificar como NÓS devemos agir! Não há Deus vendo mundo material nem se preocupando com amanhã algum! A ONIAÇÃO É AÇÃO GLOBAL PERMANENTE! Cada um saberá estar consciente da ONIAÇÃO que o inclui quando se sentir livre como Deus! Não existe UNIDADE com parte tranquila e outra preocupada! O dualismo deve ser varrido com suaves e assíduas contemplações de reconhecimento absoluto: “EU E O PAI SOMOS UM!” Este é o “nosso cuidado de cada dia”. Se não nos descuidarmos dele, todo suposto “amanhã” da crença coletiva se mostrará sempre “cuidando dele mesmo”. Assim é a Vida pela Graça!
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A Verdade comum a todas as revelações diz que Deus e homem são um! Esta é a “cisterna”. E, como disse Cristo, muitos apenas a ficam rodeando, sem se darem conta de que o radicalismo, em termos de aceitação, reconhecimento e identificação, é vital!
“Não existe um lugar onde Deus começa e o homem termina. Aquilo que é visível de nós, é Deus. Nós somos Deus tornado visível.” Assim disse Joel S. Goldsmith. Também na Seicho-No-Ie encontramos que “Deus e homem são um só corpo; Deus é a Fonte de Luz e o homem é a Luz emanada de Deus”. Jamais houve uma revelação divina tratando o homem como ser material, em evolução ou separado de Deus!
Cristo confirmou o “sois deuses” do Antigo Testamento, e pregou a Unidade “Eu e o Pai somos um”, quando disse: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em UNIDADE, e para que o mundo conheça que me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim”. (João 17:23.
Cada um de nós que radicalmente passa a se identificar com esta VIDA ESPIRITUAL UNA E PERFEITA está se posicionando “NA CISTERNA”, deixando apenas de rodeá-la, abandonando para sempre este dualismo sem frutos e sem sentido, criação ilusória da mente carnal.
Jamais um mensageiro da Verdade se colocou como alguém superior ou inferior: a Vida é UNA! Algo acima da percepção humana está sendo o nosso ser verdadeiro! Este “Algo” não é matéria nem coisa alguma perceptível pela mente humana! Este “Algo” é a Vida una! Deus! Deus sendo em unidade todos nós! Este é o Fato eterno! Cabe, a cada um, percebê-lo!