MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-4- final

“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK

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PARTE IV – FINAL
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A segunda das duas ideias na profecia de Emanuel é inseparável da primeira: a Ciência da relação entre Deus e o homem. Muitas vezes as pessoas não compreendem por que a palavra Ciência está ligada à ideia de cristianismo. Mas quando começamos a perceber o desenvolvimento da mensagem bíblica, comprovada em sua totalidade por Cristo Jesus, de que o Amor divino está em todo lugar, está sempre presente, nunca falha, como os raios solares, brilhando igualmente sobre tudo e todos, como é possível não pensar em termos de lei? O que, a não ser uma lei, age desse modo? Considere a lei da gravidade, por exemplo. Ela não escolhe, não é diferente para pessoas diferentes, não está aqui hoje e desaparece amanhã. O conceito  que denominamos “lei” simplesmente identifica coisas que são universais, imparciais, infalíveis, confiáveis e previsíveis. Isso nos leva de volta ao modo como todos queremos nos sentir, quanto a Deus e Seu amor.

Ser o filho ou a emanação de Deus, o Amor, é sentir-se amado. Sentir-se amado eternamente envolve Ciência – significa conhecer o amor como lei absoluta. As palavras e obras de Jesus não deixaram nenhuma dúvida de que as dádivas do Amor, que incluem saúde, abundância, paz, liberdade, beleza e força, são tão invariáveis quanto o próprio Amor. Ele até afirmou que a verdadeira identidade inclui uma alegria que ninguém jamais pode tirar de nós.

Um amigo e colega meu, do meio artístico, havia lutado com a depressão de tempos em tempos, por anos a fio, até que, de repente, esta chegou a um ponto em que parecia ser constante. Acordava de manhã profundamente deprimido e incapaz de trabalhar, começava a sentir-se um pouco melhor no fim da tarde, ia dormir cheio de energia e feliz e acordava num estado de extrema escuridão mental. Isso continuou por um ano e meio. Mas ele era Cientista Cristão e estava orando por uma compreensão mais profunda de Deus e de seu parentesco com Ele. Também tinha a expectativa de perceber a verdade que destruiria essa ilusão, que não era seu verdadeiro modo de pensar.

Um dia sentou-se e volveu-se a Deus de todo o coração à procura de uma resposta. Subitamente, veio-lhe um pensamento: “Se você tivesse estudado muito para um teste de matemática e estivesse bem preparado, ficaria com medo de que pudesse acordar no dia do exame totalmente despreparado, porque todas as regras mudaram durante a noite?” A ideia era ridícula. “Então por que?”, raciocinou ele, “você pensa que poderia ir dormir cheio de alegria e acordar deprimido? Qual é a diferença?

Subitamente compreendeu que estivera considerando a alegria como sendo uma emoção, algo finito, divisível e pessoal, oriunda do cérebro em vez de Deus, e sujeita à limitação e à instabilidade. Percebeu que, ao contrário, a alegria é como um fato matemático, uma realidade única, indivisível, nunca um bem pessoal. Compreendeu que a alegria , como qualidade da Mente divina, Deus, só podia ser imparcial e universalmente refletida, que não podia ir e vir, acabar-se ou tornar-se nebulosa, porque era totalmente independente de pessoas, lugares, coisas ou circunstâncias. Assim que percebeu essa preciosa verdade, compreendeu que simplesmente precisava afirmá-la como lei absoluta. Em duas semanas estava completamente livre da depressão, e continuou livre nos anos que se passaram desde aquela ocasião. Ele havia provado, em certo grau, o “Emanuel” da alegria.

Referindo-se ao “Princípio divino absoluto da cura mental científica”, a Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde, o livro-texto da Ciência Cristã: “Esse Princípio apodíctico aponta para a revelação de Emanuel, isto é, “Deus conosco” – a eterna presença soberana que aos filhos dos homens livra de todos os males ‘de que a carne é herdeira’.”

Emanuel, Deus conosco – uma ideia insondável, totalmente deslumbrante em sua simplicidade. Na profundidade e magnitude do amor que revela, é puramente cristã. Na constância, universalidade e imparcialidade desse amor, ela é puramente científica. A parte essencial de  sua mensagem é a divindade abraçando a humanidade, expulsando o erro até que nada reste que contradiga o fato de que Deus é Tudo-em-tudo.

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(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – DEZEMBRO 1994)

TRANSCENDA A IMPERFEIÇÃO DO FENÔMENO E VEJA A PERFEIÇÃO…

TRANSCENDA A IMPERFEIÇÃO
DO FENÔMENO E VEJA A PERFEIÇÃO DA REALIDADE
Masaharu Taniguchi

Aquele que, mesmo diante das imperfeições do fenômeno (mundo visível), persiste em fitar com os olhos da mente a perfeição da Realidade Divina, que está por trás da imperfeição das coisas fenomênicas, acabará conseguindo concretizar no mundo fenomênico também esta “perfeição” que ele não se cansa de fitar. É preciso ver a saúde, mesmo quando está manifestada a doença; é preciso descobrir o amor, mesmo quando ele está oculto pelo ódio. É preciso encontrar alegria, mesmo quando parece existir somente tristeza. Já que Deus não criou o ódio, não existe ninguém que seja “odioso” aos olhos de todas as pessoas. O ódio não é como as cores, as quais são captadas como vermelha, violeta, etc. por todos. A pessoa que você odeia pode ser uma pessoa muito querida por outras pessoas, porque o ódio não é um elemento universal absoluto. O que muda de aspecto conforme quem vê ou quem sente, não é um elemento universal e absoluto; é um aspecto relativo, visto de um determinado ângulo.

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“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS -3

“EMANUEL”
E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE III
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É interessante notar que no Sermão do Monte, Cristo Jesus nos ensina primeiramente (Mateus 5) todas as maneiras através das quais devemos amar nosso próximo, antes de nos ensinar a orar e de mostrar o nosso relacionamento direto com o nosso Pai celeste (Mateus 6). Leva-nos a uma jornada através da mansidão, da misericórdia e da pacificação; do trabalho abnegado, da moral na educação e no ministério do perdão, de advertências contra o assédio sexual, da responsabilidade pelos nossos atos, das obrigações conjugais, do domínio sobre a tendência de reagir e de se sentir vítima; e conclui mandando que amemos universalmente. Quão belo e lógico, já que alguém que discorda do amor universal não poderá realmente começar a compreender a definição principal que Jesus deu de Deus como “Pai nosso que estás nos céus”.

Com a mais pura simplicidade, o Mestre explica: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. E por que? “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste”. Mas por que isso nos torna, em demonstração, filhos de nosso Pai celeste? Porque o amor do Amor, como Jesus o define, é imparcial. Poderíamos dizer que esta é a” ideia da totalidade” do amor – porque ele (Deus) faz nascer seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos”. É bem aqui, em declarações notáveis como essa, e em sua demonstração, que a ideia da totalidade de Deus se torna particularmente vívida. É precisamente porque o Amor é Tudo, que nós podemos ser obedientes e amar nossos inimigos; é precisamente a mui verdadeira presença do puro Amor divino que demonstra a nulidade do erro naquilo que chamamos de “cura”.

A veracidade da totalidade do Amor tem sua eficácia comprovada em exata proporção à sua vitalidade em nossa vida diária – em nossos pensamentos, palavras e ações. Por exemplo, o Amor é tudo para nós e é manifestado por nós quando praticamos o afeto imparcial, universal, sem amarras. O Amor é tudo para nós à medida que realmente procuramos, de sã consciência, manter nosso pensamento e nossas conversas isentas de maledicências, da crítica destrutiva, do ressentimento, da arrogância, da inveja, do egoísmo, da fraude e da retidão própria. Ajudamos os outros a sentir a totalidade do Amor à medida que subjugamos o egotismo que nos faz sentir ofendidos.

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“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-2

“EMANUEL”
E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE II
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A ideia de Emanuel apresentada no Antigo Testamento profetiza com tocante simplicidade o Cristo, a ideia espiritual de filiação, e a Ciência dessa filiação. Ambas, a filiação e a Ciência, precisam ser compreendidas, se quisermos demonstrar em nossa vida  a totalidade de Deus, a constância do amor e da bondade.

Considere primeiro a ideia de filiação. Não faz muito tempo, descobri que há poucas referências à filiação espiritual, no Antigo Testamento. As referências a Deus como Pai ou Mãe, no Antigo Testamento, são indiretas e aparecem principalmente como comparações: o Senhor se compadecerá como um pai, guiará como uma águia que “voeja sobre seus filhotes”. A ênfase do Antigo Testamento é, principalmente, no homem como objeto do amor de Deus. “Não temas, homem muito amado”, lemos no livro de Daniel, “paz seja contigo, sê forte, sê forte”. Nessa bela e tríplice bênção, se nos assegura que o homem, como objeto do amor de Deus, pode ter a expectativa de não sentir medo, de estar em paz e de ter autoridade. É difícil minimizar, sob qualquer ângulo, o significado de ser simplesmente o amado de Deus.

Ainda assim, chegamos à conclusão de que, ao nos vermos apenas como o objeto do Amor, perdemos parte da visão, porque não fica explicado inteiramente nosso merecimento de sermos profunda e constantemente amados. Isso tende a nos deixar a sensação de que Deus e o homem são dois seres separados, em dois lugares diferentes, eu aqui, sendo amado; Deus lá, mandando Seu amor em minha direção. Simplesmente continua a estar subentendida alguma distância.

Só há um tipo de relacionamento que ajuda a explicar e a expressar a absoluta unidade e constância da relação do Amor divino com o homem: Deus e o homem vistos como Pai e filho, Pai-Mãe e sua descendência. Essa é a mensagem do Novo Testamento. Não uma ou duas vezes, mas muitas vezes há referência ao homem como filho descendente, ou herdeiro de Deus. E Deus “apresentou” Jesus declarando que ele era igualmente o objeto e o filho (manifestação) do Amor: “Este é o Meu filho amado, em quem me comprazo”.

Uma profunda responsabilidade acompanha a descoberta do motivo de sermos tão amados. E há condições específicas  vinculadas  a sentirmos realmente o amor que nosso Pai celestial dedica à sua ideia espiritual, o homem: temos de rejeitar o erro de origem física, conhecer-nos espiritualmente, e amar à maneira imparcial, universal e indivisível do “amor de Emanuel” que enche todo o espaço e não concede nenhuma realidade ao mal. Em outras palavras, se quisermos escapar do mal e sentir o amor constante, a inteireza e a realização pelas quais ansiamos, e que pertencem de direito à descendência de Deus, temos de aceitar o amor incondicional que caracteriza nossa verdadeira natureza à semelhança do Amor divino.

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“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS-1

“EMANUEL” E A MANIFESTAÇÃO DA TOTALIDADE DE DEUS
BARBARA COOK
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PARTE I
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A ideia de que o bem é tudo e de que o mal não é coisa alguma, uma nulidade, ideia essa demonstrada por Cristo Jesus e elucidada pela Ciência Cristã, parece um tanto remota para muita gente – às vezes até para aqueles que estudaram a Ciência Cristã a vida inteira. Afinal, parece que vivemos num mundo dualista em que o bem e o mal participam igualmente de todos os momentos da vida diária.

Ainda assim, por mais grandioso e idealista  que esse conceito possa parecer, a totalidade é a ideia que as pessoas, instintivamente, têm o desejo de ver manifesta. Em nenhum ponto este anseio é tão profundo, ou tão frequentemente explícito, quanto em relação ao amor. As pessoas dizem que se sentem amadas parte do tempo, mas admitem ter o desejo íntimo e sincero de se sentirem profundamente queridas todo o tempo. Fiquei muito comovida, recentemente, pelo comentário honesto e perspicaz de uma mulher identificada simplesmente como Elisabeth. Num texto escrito em 1936, intitulado “Todos os cães de minha vida”, ela exclama (referindo-se aos cães): “Quando amam, amam com constância, imutavelmente, até o último suspiro. É assim que eu quero ser amada”.

Embora essa questão todo-abrangente do amor sempre pareça estar no topo dos desejos humanos de constância, o conceito de totalidade permeia todo anelo humano pelo bem. Ouço diariamente as pessoas dizerem que se sentem criativas, fortes, alegres, satisfeitas, saudáveis e em paz, parte do tempo. Dizem que têm a capacidade parcial de andar, ouvir e sentir. Mas naturalmente querem a capacidade total todo o tempo. Certamente esse é o sendo prático de totalidade, que para cada um significa algo diferente.

Estava pensando nisso, certo dia, quando a profecia messiânica de Isaías me veio distintamente ao pensamento. “O Senhor mesmo vos dará sinal. Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel”. Subitamente, este trecho se me apresentou sob nova luz, como a predição do aparecimento na carne, a manifestação prática da ideia da totalidade de Deus.

Emanuel significa “Deus conosco”. Significa que tudo o que o Amor divino dá, está conosco, com cada um de nós, todo o tempo. Essa mensagem da onipresença divina, que dissolve progressivamente as crenças mortais de tempo e espaço, demonstra tanto a infinidade como a eternidade; a Vida e sua bondade enchendo todo o espaço a cada momento.

Emanuel nos salva. É a ideia da totalidade do Amor na consciência humana, reprovando o dualismo que diz que o mal existe (ocupa espaço) e que é tão real quanto o bem. Também repreende a interpretação insatisfatória sobre a relação entre Deus e Sua criação, conhecida como “intervenção divina”, a crença de que Deus não está conosco a todo momento, mas que se torna uma presença ocasional quando O chamamos e quando Ele quer vir.

Cristo Jesus era verdadeiramente a plena corporificação da profecia de Emanuel. Tudo o que ele fazia era uma firme e fulminante repreensão à alegação perversa de que o bem não está sempre presente, não é onipresente. Quando a enfermidade, a cegueira, a surdez e a paralisia alegavam que a saúde, as faculdades e a ação normal podiam variar ou estar ausentes, a cura instantânea demonstrava sua presença ininterrupta no homem, a expressão do bem infinito. Quando os pescadores pareciam estar ”desempregados” por falta de “produto”, ou grande número de pessoas estava sem comida, a visão clara que Jesus tinha da realidade espiritual provou que o homem, a imagem do Espírito, é inseparável da provisão de Deus. Quando pecadores foram destinados ao ostracismo ou execução, Jesus os curou, mostrando-nos para sempre que a inocência e a pureza estão eternamente com o homem, a semelhança da Alma. E quando era chamado para o leito, ou mesmo para o túmulo, dos mortos, ele os ressuscitava, demonstrando “Emanuel”, a Vida conosco.

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CRISTO EM MIM É NOVA VIDA…

CRISTO EM MIM
É NOVA VIDA EXPRESSA COMO PLENITUDE DA MENTE, DO CORPO E DO ESPÍRITO

UNIDADE
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Ao centrar meus pensamentos, palavras e atos no Espírito do Cristo em meu ser, expresso somente aquilo que é bom, amável, saudável e puro.Renovo minha mente na proporção em que apago quaisquer ideias negativas e permito ao Cristo nascer novamente em minha mente através de pensamentos da Verdade que são uma panacéia para nos curar. Reconheço o Espírito de Cristo permitindo à divina vida mover-se em e através de mim para me curar.

Meu corpo é renovado. A luz do Cristo me ilumina. A energia curativa percorre todo o meu corpo, avivando todos os órgãos, células, átomos e cada parte necessitada. Ao sintonizar minha mente e meu corpo com o Cristo do meu ser, minha vida se torna mais harmonizada, pois a divina vida plenifica-os com energias vibrantes.

Posso também ajudar a sanar as feridas emocionais, sejam minhas, sejam as dos outros, oferecendo palavras encorajadoras, gestos atenciosos e atos de perdão. Reconheço e proclamo saúde e plenitude que são minhas, graças à Presença de meu Cristo interno.

Uma aceitação centrada na presença do Cristo traz um nível inteiramente novo de cura para mim e para todos que seguem Seus ensinamentos. Prosseguindo, com imensa gratidão, no caminho que me foi revelado pelo Mestre-Jesus, regozijo-me num viver pleno e perfeito.
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“Cura-me, ó Senhor, e serei curado.”
JEREMIAS 17: 14

A IMPORTÂNCIA DA FIRMEZA NO TRATAMENTO DA CIÊNCIA CRISTÃ

A IMPORTÂNCIA DA FIRMEZA
NO TRATAMENTO DA CIÊNCIA  CRISTÃ
DAVID C. KENNEDY
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A maioria de nós provavelmente se recorda de ocasiões, no cenário mundial ou em nossa comunidade, em que a firmeza de um indivíduo em defender o que era correto, foi de grande valia para superar uma dura oposição.

Ter uma posição firme a favor da realidade espiritual de Deus e do homem, também, é importante para o tratamento na Ciência Cristã. A Bíblia contém muitos exemplos de como a aparente predominância do mal, ou sua ameaça de predominar, se dissolve diante de uma força espiritual inabalável.

A Bíblia diz: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. A razão pela qual o diabo, ou mal, foge é a de que ele não tem substância verdadeira. A essência do mal é uma mentira, uma mentira sobre Deus e sobre como Ele fez o homem; é uma mentira sobre a natureza do poder, da vida e da substância verdadeiros. A mentira “foge”, quando a enfrentamos com o reconhecimento de que somente Deus é poderoso, de que Ele é a única Vida e substância do homem porque o homem é feito à Sua imagem e O reflete. De acordo com essa perspectiva espiritual, visualizamos com mais exatidão o mal como ilusão, como algo que não tem lugar em Deus e que é, na realidade, um conceito falso sobre Deus e Sua criação.

Esse ponto de vista espiritual não ignora o erro, ele o vence. A doença, por exemplo, nunca poderia ter sido criada por Deus, que é o Amor divino. Portanto não tem nem autoridade divina, nem lugar algum em Deus ou em Sua semelhança, o homem. É claro que a doença não parece uma ilusão para quem está sofrendo! Contudo, essa aparência de realidade se dissipa à medida que vislumbramos o fato de que a vida do homem não é material, não está separada de Deus, mas, na realidade, está em Deus e é de Deus, o Espírito. Portanto nosso ser real, espiritual, é harmonioso e reflete a perfeição de Deus.

Propiciar essa espiritualização do pensamento é o propósito do tratamento na Ciência Cristã. Um método usual no tratamento é o argumento mental que exige a afirmação de verdades espirituais aplicáveis especificamente ao problema. Além disso, inclui negar a realidade de tudo quanto queira existir fora da harmonia que estas verdades espirituais revelam. Tal tipo de argumentação não é um exercício intelectual. Exige que nos esforcemos com afinco para substituir conceitos materiais cheios de medo, que negam a supremacia de Deus, por uma convicção espiritual, por confiança e por um amor mais forte pelos fatos espirituais, que estão sempre presentes e são sempre a realidade vigente em qualquer situação.

O tratamento metafísico é uma forma de oração. Baseia-se em nosso amor a Deus e em nossa fé nEle como o Um infinito e onipotente, o único a nos governar. Tal oração, sempre profunda e sincera, às vezes requer um grau mais elevado de força espiritual, de coragem e de persistência do que aquele já alcançado. Mas nunca requer algo de que não sejamos capazes de realizar.

Em Ciência e Saúde, no glossário, explicando o termo Crer, Mary Baker Eddy inclui o seguinte: “Firmeza e constância; não uma fé vacilante ou cega, mas a percepção da Verdade espiritual”.

A crença em Deus, nesse sentido mais amplo, é o que proporciona a base para o tratamento espiritual da doença. Requer o exercício prático de nossa fé, confiança e compreensão espiritual. Quer o “paciente” seja a própria pessoa, quer seja alguém que tenha pedido ajuda, o tratamento repreende firmemente os medos específicos e teorias materiais (ou o pecado, em alguns casos) subjacentes à doença. Nega-lhes realidade e rejeita suas pretensões fraudulentas sobre o paciente. Utilizando os fatos espirituais especificamente aplicáveis à necessidade do paciente, afirmamos de forma enérgica a harmonia presente de seu ser verdadeiro.

A Sra Eddy fala a respeito das orações de Jesus como “profundos e conscienciosos protestos da Verdade”. Não é essa uma descrição exata da essência do tratamento? Ela escreve em Ciência e Saúde: “Não é nem a Ciência, nem a Verdade que age pela crença cega, como também não é a compreensão humana do Princípio curativo, tal como se manifestou em Jesus, cujas orações humildes eram profundos e conscienciosos protestos da Verdade—da semelhança do homem com Deus e da unidade do homem com a Verdade e o Amor”.

Indiscutivelmente, não poderia ter havido dúvida nas orações de Jesus. O representante humano do Cristo, a Verdade, não tinha nenhuma incerteza quanto à realidade da Verdade. As repreensões dele, tanto para o pecado quanto para a doença, eram firmes.

Como seguidores do Cristo, nós também somos chamados a tratar do caso, reconhecendo com firmeza a onipotência de Deus e a espiritualidade do homem à Sua semelhança. Isso significa argumentar, com sinceridade e convicção, a favor da harmonia que Deus já estabeleceu no homem. E isso significa manter nossa posição mental na expectativa do bem, até que a cura se manifeste.

Vários anos atrás, vi-me diante de um problema que muito me assustou. Eu orei durante um ano, tratando do caso específico. Apesar de ter havido progresso importante naquele período, o problema se prolongava.

Um dia, tive uma crise que ameaçou me prostrar completamente. Com o estímulo e a ajuda de um praticista da Ciência Cristã, fui capaz de revigorar minha posição a favor da verdade, mas, desta vez com uma firmeza e insistência que nunca tinha exercido antes. Firmei-me completamente, e com veemência, na totalidade de Deus, recusando-me a abandonar aquela firmeza mental, insistindo no que eu sabia ser espiritualmente verdadeiro.

A crise foi prontamente dominada, mas eu estava decidido a manter minha atitude metafísica vigorosa até que se desse a cura completa. Minha confiança foi restabelecida pelo fato de que, embora os sintomas parecessem estar ainda presentes, Deus estava me apoiando e protegendo constantemente. Podia confiar que a verdade que eu vinha discernindo estava realmente tendo um efeito regenerador e curativo.

Dentro de pouco tempo, o problema foi curado. Vi que em todas as ocasiões o Cristo, a mensagem divina e curativa da verdade, é o que transforma o pensamento, dissipando o medo. Assim, ficou claro para mim que, na realidade, não foi o argumento mental em si o que tinha curado a dificuldade. Mas, ao mesmo tempo, adquiri maior respeito pela profunda importância do tratamento e da atitude de permanecer firme em nossas afirmações mentais da verdade.

Ser resoluto na oração ajuda a desviar o pensamento mais rapidamente de uma contemplação mesmérica da doença, ou de outras dificuldades, para a percepção da realidade espiritual que traz a cura. Por outro lado, ficar em dúvida significa abrigar mentalmente as contestações do materialismo, que negam as próprias verdades que estamos nos esforçando em afirmar. Isso nos deixa atolados na duplicidade mental. Argumentamos contra nós mesmos, reconhecendo como reais tanto a discórdia quanto a harmonia. Somente pela argumentação sem restrições a favor da totalidade de Deus e da harmonia do homem, feito à Sua imagem, é que começamos a compreender a verdade que cura.

Ainda que a compreensão que temos de Deus possa parecer, às vezes, desproporcional, como se fosse um grama de verdade entre quilos de problemas, ela excede em alto grau a discórdia por ter sua fonte na onipotência de Deus. Cristo Jesus prometeu: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível”.

O amoroso Cristo, a Verdade, está sempre presente nos apoiando e curando. Permanecendo firmes na Verdade e compreendendo, mesmo em pequena escala, a harmonia do ser que Deus nos deu, fortalecemo-nos espiritualmente. À medida que mantemos fielmente nossa posição, a luz espiritual aumenta, trazendo a cura completa e inevitável.


(De O Arauto da Ciência Cristã – Setembro 1991)

A CURA PELA MENTE: SISTEMA HUMANO OU DIVINO?

A CURA PELA MENTE:
SISTEMA
HUMANO OU DIVINO?
Marceil Delacy
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Os pesquisadores, tanto religiosos como leigos, estão dando atenção cada vez maior à conexão existente entre a mente e o corpo. Cresce a ideia de que, em certo sentido, a mente humana cria sua própria realidade e por isso tem controle considerável sobre suas próprias condições e funções. Muitos médicos reconhecem que há necessidade de levar em conta os fatores mentais, tanto quanto os físicos, no tratamento da doença.

Vista superficialmente, a ligação dos fatores mentais com o bem-estar físico, aceita pela psicologia popular e por certos setores da medicina, poderia parecer semelhante ao ensinamento da Ciência Cristã, de que o corpo é, em essência, uma manifestação do pensamento. A coincidência entre a Ciência Cristã e essas tendências modernas jaz no reconhecimento de que os fatores físicos não podem ser tratados isoladamente do estado mental do paciente. A grande diferença está em que os outros sistemas tentam controlar as reações do corpo pela mente humana, enquanto a Ciência Cristã entende que a cura vem da Mente divina, ou seja, Deus.

Referindo-se às diversas teorias e diferentes sistemas da chamada “cura pela mente”, largamente debatidos em livros que circulavam antes da publicação de Ciência e Saúde, a Sra. Eddy escreve: “(Eles) têm sua origem na mente mortal, que apresenta um conceito humano em nome da Ciência, para equiparar-se à Ciência divina da Mente imortal, do mesmo modo como os necromantes do Egito se esforçaram por imitar as maravilhas operadas por Moisés. Tais teorias não têm relação alguma com a Ciência Cristã, que assenta no conceito de que Deus é a única Vida, substância e inteligência, excluindo a mente humana como fator espiritual na obra curativa”.

Esse depender totalmente de Deus, a Mente divina, é o que torna a Ciência Cristã tão eficaz no campo da cura. É inerente a essa abordagem da cura a compreensão de que o homem, em verdade, é espiritual, uma obra do Criador, o Espírito divino, em vez de ser o produto de fatores genéticos ou de circunstâncias ambientais. Quando adotamos esse ponto de vista, reconhecendo que essa é a verdade sobre o Criador e a criação, passamos a ver  a saúde de modo diferente. Começamos a perceber que encontramos  saúde e bem-estar genuínos por meio de uma melhor compreensão do verdadeiro ser do homem como filho de Deus, e não por meio de uma análise do que parece ser uma unidade mente/corpo em mau funcionamento.

Isso não quer dizer que sejam sem importância um exame honesto de nós mesmos e o esforço de pôr nosso pensamento e nossa vida cada vez mais de acordo com as leis de Deus. Pelo contrário! Não podemos simplesmente ignorar o conteúdo do pensamento humano, pois é aí que a cura, em verdade, tem de ocorrer. Mas como?

Quando a mente humana errônea vê seus próprios pensamentos perturbados (tais como ira, ódio, medo, tensão) se manifestarem visivelmente sob a forma de doença, então o que se faz necessário é o auxílio de um poder superior a essa mente auto-enganadora, a fim de restaurar um sentido normal de bem-estar moral e físico. Esse poder libertador encontra-se em Deus, a Mente divina, e na influência sanadora de Seu Cristo. O tratamento baseado na Mente como a causa única ajuda a libertar o paciente das assim chamadas leis que impõem limites e são inerentes à estrutura mente/corpo definida psicologicamente. Dessa forma, desdobra-se uma visão totalmente nova de identidade e realidade.

Na Bíblia, há um relato que mostra a insensatez de enredar-se nas tendências analíticas da mente mortal e carnal. É a história de Jó, um homem correto, abatido pela tragédia. Cada um dos amigos que vieram consolá-lo apresentaram em detalhes um diagnóstico teológico a respeito do sofrimento de Jó. Após muita discussão, Jó se cansa das teorias deles, que se baseiam na hipótese de que sua desgraça seria fruto de algum pecado pessoal. Ele os chama de “médicos que não valem nada” e diz: “Sois consoladores molestos”.

Acaso esses pretensos auxiliadores não falharam num ponto que continua sendo um dos maiores obstáculos ao tratamento mental eficaz? Qualquer que seja a forma desse engano, sua natureza é a mesma. O pensamento se fixa no problema em si — o que foi errado, quando, por quê — ao passo que uma busca dos fatos concernentes a Deus e ao homem que Ele cria leva à regeneração e à cura.

A Sra. Eddy, baseada em sua experiência na prática da cura científica e cristã, escreve o seguinte: “Estamos constantemente pensando e falando do lado errado da questão. Quanto menos se falar ou se pensar sobre pecado, doença e morte, tanto melhor para a humanidade, seja moral, seja fisicamente. O maior pecador e o doente mais desesperançado são os que mais pensam na doença e no pecado; mas depois de terem aprendido que esse método não os salvou nem de um nem de outro, por que persistem? Por que seus conselheiros morais falam, no intuito de ajudá-los, justamente sobre os assuntos que os doentes prefeririam não mais ressaltar em sua vida? Argumentar a favor da realidade daquilo que deveria desaparecer é como lançar lenha no fogo.”

No livro de Jó, Deus é finalmente ouvido, revelando Sua onipotência. O reconhecimento do poder e da presença de Deus é seguido pelo pleno restabelecimento da saúde e do bem-estar de Jó. O fato de que há quem pense que o relato sobre Jó não é história real não diminui o valor de sua mensagem. Esta foi endossada pelas obras de cura de Cristo Jesus, que não perdia tempo compilando estudos sobre desvios de comportamento. Ele restabelecia a saúde por meio da compreensão da inocência do homem como imagem de um Deus perfeito. Na obra sanadora do Mestre, fica evidente que ele punha o pecado a descoberto como uma concepção errônea sobre o homem e não como um fato da criação de Deus.

A Ciência Cristã, agindo em concordância com o ponto de vista de Jesus em relação à cura, silencia a agitação do pensamento humano por meio do poder da Mente única, Deus. Ajuda-nos a perceber que a doença não tem existência real que se origine de Deus. Faz-nos ver que o pensamento que reconhece a doença, analisa-a e quer saber quando irá embora é um falso sentido das coisas, não o efeito da Mente divina nem da verdadeira consciência do homem como semelhança daquela Mente. Por meio da oração que discerne o poder do Cristo, a Verdade, a falsa crença na doença é destruída, tendo como resultado a cura. Quando nada mais resta na consciência, que dê testemunho do sofrimento, este cessa.

Esse método de cura é eficaz não só no caso de males corpóreos, mas também no de cicatrizes mentais e emocionais. Uma jovem, conhecida minha, enfrentava problemas emocionais ligados a um conceito negativo de si própria. Ela havia lido sobre várias teorias psicológicas e casos semelhantes ao seu. Embora isso lhe tivesse dado um entendimento mais claro do problema, pouco contribuiu para a solução. Parecia-lhe tão remota a possibilidade de um dia reverter esse padrão autodestrutivo de pensamento e de comportamento, que muitas vezes sentia o desejo de morrer.

Volveu-se à Ciência Cristã em busca de auxílio. Ao obter uma compreensão melhor de sua identidade como filha amada de Deus, parou de ver-se como um ser mortal anômalo e começou a expressar mais força de caráter, mais amor pelos outros e menos ódio por si mesma. A depressão e as fantasias suicidas diminuíram, até desaparecer totalmente. Sua vida adquiriu novos propósitos.

A mente humana, mesmo equipada com as mais recentes teorias psicológicas, nunca  pode igualar o poder da Mente divina para restaurar, mental e fisicamente, de forma completa, a vida de alguém. Necessário é alcançar a posição que está além do quadro aflitivo da identidade mortal e chegar a compreender que nosso Eu é imortal e recebe toda substância e toda consciência do eterno Pai-Mãe, Deus, e vive em obediência tão só a esse poder. Quando a percepção dessa verdade do ser substitui a fixação no estado imperfeito de um suposto ser mortal, sentimos o amor salvador de Deus.

Na obra sanadora de Jesus e no tratamento pela Ciência Cristã de hoje, a cura não vem por meio dos esforços da mente humana; ela é o resultado da submissão da mente mortal e do corpo ao todo-poder da Mente divina. Essa cura pela Mente é científica, cristã e permanente.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – maio 1993)

VOCÊ, CO-HERDEIRO COM CRISTO DE TODAS AS RIQUEZAS CELESTIAIS

VOCÊ, CO-HERDEIRO COM CRISTO
DE TODAS AS RIQUEZAS CELESTIAIS
DÁRCIO
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Como humanos, vemos diferenças sociais e todo tipo de desigualdades. Estas desigualdades são ilusórias, uma vez que em Deus, que é TUDO, todos possuem em si mesmos tudo aquilo que Deus é. Por isso Jesus disse que o pré-requisito para “entrar no reino de Deus” é nascer de novo. Esta escalada do humano ao divino é pregada nos mais diversos ensinamentos. Paulo, por exemplo, cita este processo como sendo um “morrer diário” para a natureza falsa, humana e limitada, enquanto a mente é renovada pela ação divina até que o “Cristo que é tudo em todos” seja conhecido em cada um. “Já não sou mais eu quem vive, o Cristo vive em mim”, disse ele.

O estudo da Verdade absoluta não parte do “morrer diário” e sim do nosso Eu absoluto, já manifestado e sendo o nosso único ser, sem ego. Nunca estivemos na matéria, pois, a matéria não existe! Nunca pensamos com “mente humana”, pois, “a Mente divina é que é a realidade onipresente”. Estes princípios libertadores são levados às “contemplações” em que realmente nos dissociamos de tudo quanto possa aparentar existir sem que seja Deus, para discernirmos a Verdade permanente de que unicamente o Cristo é o ser que somos.

Lembro-me de um relato da Seicho-no-ie em que uma criança havia caído de uma escada e sofrido lesão em certos filamentos do cérebro. Para a medicina não havia forma de solução, pois o risco em operação era enorme! O pai da criança, consultando um orientador da filosofia, foi ensinado a ler a Sutra da Seicho-no-Ie para a criança. Esse pai fez a leitura por dezoito anos e a situação perdurava. Tendo oportunidade de fazer nova consulta, após todo esse tempo, ele foi novamente orientado para fazer a leitura, ao que respondeu: “Já faço isso isto há dezoito anos! De nada adiantou!” E o orientador lhe fez a seguinte pergunta: “O senhor esteve lendo a Sutra com que objetivo?” Ele respondeu: “Eu lia para que Deus unisse os filamentos do cérebro de minha filha, lesados pela queda!” E o orientador lhe disse: “Sua filha é filha de Deus e nunca sofreu queda nem jamais sofreu lesões! Veja sua filha verdadeira e não a aparência falsa!” E foi com esta compreensão que ele, posteriormente, pôde ver a filha se mostrando “curada”.

O que é “nascido da carne é carne”, o que é “nascido do espírito é espírito”, diz a Bíblia. Estudar a Verdade não é ficar entre dois mundos e muito menos desejar consertar o mundo das aparências! Por isso, as “contemplações” devem ser radicais e feitas em cima da Verdade: DEUS É TUDO! Se retivermos “outra existência” ao lado de Deus, estaremos “dividindo a casa”, ou seja, estaremos acreditando em Deus e na matéria; desse modo, a ILUSÃO estará sendo aceita, e não a Verdade! Feche os olhos e se desvincule de tudo que não seja DEUS sendo TUDO, e sendo VOCÊ! Aquele que “permanecer em MIM”, no seu Eu Absoluto, “dará frutos”, disse Jesus! Dizer mentalmente que “somos co-herdeiros com Cristo de todas as riquezas celestiais” é de mínima serventia; entretanto, se você captar seu sentido absoluto, entrará em meditação consciente de que a totalidade de Deus está sendo o CRISTO que VOCÊ É, e, esta Verdade, assim conhecida, o libertará das crenças do mundo!

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A DOENÇA NÃO TEM PODER SOBRE VOCÊ

A DOENÇA
NÃO TEM
PODER SOBRE VOCÊ
David C. Driver
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Se uma pessoa recebesse um diagnóstico, informando ter uma doença considerada incurável pela medicina, será que toda esperança de cura estaria perdida? De maneira alguma. E por que não? Porque uma visão diferente sobre a vida permite considerar a situação a partir de um ponto de vista espiritual, um ponto de vista que cura. A partir desse ponto de vista espiritual, a incurabilidade e a própria doença podem ser vistas, não como um fato real, mas sim como a manifestação de um erro fundamental, de um conceito equivocado daquilo que é inerente ao nosso verdadeiro ser. Não existe engano que não possa ser corrigido, nem erro que não possa ser sanado.

Enquanto as observações e conclusões médicas se baseiam, em grande parte, no exame do corpo, a metafísica aborda a questão de uma maneira completamente diferente, baseando-se no ensinamento e nas curas espirituais relatadas na Bíblia, em especial na vida de Jesus. Quando Jesus encontrava pessoas que estavam doentes havia anos—em um caso a pessoa vinha sofrendo havia trinta e oito anos —era evidente que essas doenças eram consideradas incuráveis. Ele não permitiu que a condição física lhes tirasse a esperança ou os fizesse aceitar a crença de que o problema era incurável. Em vez disso, as pessoas eram curadas imediatamente. Jesus obviamente percebia uma realidade totalmente diferente da visão material.

Muitas pessoas consideram essas curas espirituais como milagres. Através de uma profunda pesquisa das Escrituras, Mary Baker Eddy passou a ver as curas não como algo miraculoso, mas sim como o resultado da atuação de uma lei superior, a lei de Deus. Ela apresentou essa lei em sua obra mais importante, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras.

Quando compreendemos a totalidade de Deus e Sua bondade, que constitui a lei divina universal e invariável, é fácil perceber que podemos confiar em Deus para obter harmonia e cura. Ciência e Saúde explica: A compreensão crística acerca do ser científico e da cura divina inclui um Princípio perfeito e uma idéia perfeita, — Deus perfeito e homem perfeito – como base do pensamento e da demonstração.

Podemos fazer um paralelo na matemática. Se estivermos resolvendo um problema através da multiplicação e conhecermos bem a tabuada, rapidamente identificaremos qualquer erro, não por conhecermos detalhadamente os possíveis erros, mas porque a conta errada simplesmente estará em desacordo com aquilo que sabemos estar correto. Resolvemos a questão, não começando pelo erro, procurando maneiras de melhorá-lo, mas sim, aplicando o cálculo certo, que conduz ao resultado correto.

Para que ocorra a cura espiritual, raciocinamos a partir da realidade do homem perfeito criado por Deus (e aqui homem é empregado genericamente e inclui a verdadeira natureza espiritual de cada homem, mulher e criança). Percebemos que qualquer sintoma de doença, ou de imperfeição tem de se originar em um conceito errôneo sobre o homem de Deus, nosso verdadeiro ser, que é perfeito para sempre. A harmonia (a saúde) se manifesta em nosso corpo, à medida que a harmonia reina em nosso pensamento. Não destruímos a doença através da observação atenta do corpo, mas sim aceitando a verdade espiritual sobre Deus e o homem, para que ocorra uma mudança de pensamento.

Tomemos, por exemplo, os vários conceitos geralmente associados ao diabetes. Um deles é a hereditariedade. A hereditariedade se baseia na crença de que somos mortais, concebidos e gerados de acordo com as leis da biologia. Por isso, características positivas e negativas podem passar dos pais para os filhos. Corrigimos esta maneira de pensar por compreendermos que, em realidade, somos filhos e filhas de Deus, ideias perfeitas de um Princípio divino perfeito. Realmente só podemos herdar aquilo que advém do Espírito, Deus, que é inteiramente bom.

Incurabilidade. As injeções de insulina não curam. São um substitutivo para uma deficiência química que causa um mau funcionamento orgânico.

Para eliminarmos a crença em tal deficiência, é necessário reconhecer que o homem, sendo na verdade espiritual e não material, não depende de substâncias químicas nem de quaisquer elementos ou funções materiais para sua inteireza e saúde. Ele depende de Deus. Ciência e Saúde descreve o homem como “a ideia composta que expressa Deus e inclui todas as ideias corretas”. Nenhuma qualidade necessária está faltando. A Bíblia nos traz uma idéia semelhante: “Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar” (Ecles. 3:14).

O homem, como Deus o criou e conhece, é para sempre completo. Nada de nocivo, nenhuma doença ou medo, jamais lhe pode ser acrescentado. Nada de necessário ou útil jamais lhe pode ser tirado. Não há engano incorrigível nem erro incurável.

Mau funcionamento. Damos aqui alguns trechos inspirativos de Ciência e Saúde, fatos divinos poderosos, capazes de corrigir conceitos humanos errôneos: “nem a inação orgânica nem o excesso de ação se acham fora do controle de Deus”, “o medo nunca fez parar o ser e sua ação… Toda função do homem real é governada pela mente divina”. Mente é outro nome para Deus, que O apresenta como inteligência suprema que cria e governa o homem e o universo. A Mente necessariamente mantém cada detalhe de suas ideias em perfeita harmonia.

Fraqueza. Será que o homem, à semelhança de Deus, depende de substâncias químicas, do físico ou de qualquer outro produto material, para ser forte? Não. Sua força vem de Deus, o Espírito, que inclui em Si todo o poder e é a fonte infinita e perpétua da força. Comprovamos isso quando seguimos o seguinte conselho: “Eleva-te na força do Espírito para resistir a tudo o que é dessemelhante do bem. Deus fez o homem capaz disso, e nada pode invalidar a faculdade e o poder divinamente outorgados ao homem”.

Quando pensamos a partir de “Deus perfeito e homem perfeito”, podemos corrigir espiritual e cientificamente o veredicto alarmante que porventura nos tenha sido imposto. Essa correção na consciência humana resulta na cura do corpo.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã)
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VENCER O MAL-2-FINAL

VENCER O MEDO
Ann Kenrick
PARTE 2 – FINAL
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Em sua obra principal, Ciência e Saúde, a Sra. Eddy comenta a experiência de Moisés e diz: “Quando, induzido pela sabedoria, Moisés lançou sua vara ao chão e a viu transformar-se em cobra, fugiu dela, mas a sabedoria ordenou-lhe que voltasse e pegasse a cobra, e então o medo de Moisés desapareceu. Nesse incidente viu-se a realidade da Ciência. Ficou demonstrado que a matéria é apenas uma crença. Por ordem da sabedoria, a cobra, ou seja, o mal, foi destruída pela compreensão da Ciência divina, e essa prova tornou-se para ele um bastão no qual podia apoiar-se.”

Nós também podemos compreender a natureza mental das circunstâncias humanas à medida que captamos mais completamente a realidade de Deus, o Espírito, e da Sua criação espiritual. Quanto mais magnificarmos o bem, cuja fonte é Deus, tanto menos teremos medo da ilusão de que o mal é real e tem a capacidade de causar dano.

Cristo Jesus compreendia a natureza mental do mal. Jamais associava o diabo com Deus nem identificava o mal como um oponente à altura de Deus. Ao contrário, denunciava o mal como uma mentira, desprovido de causa ou realidade. Jesus não tinha medo, e tal destemor o habilitava a curar.

Pelo poder divino do qual constantemente dava provas, o Mestre curava a muitas pessoas de doenças, deformidades e pecados. Provou serem o ódio, a dor, a morte completamente irreais. Sua natureza divina, o Cristo, sendo uma com o Pai, dava a Jesus uma autoridade para quebrar o “feitiço” do mal, seja qual fosse sua forma. Jesus provou que a liberdade e o domínio são direitos inatos dos filhos e filhas de Deus.

0 mal talvez pareça muito real para a pessoa que se encontra lutando com o sofrimento ou o medo. No entanto, com a oração persistente e o desejo constante de conhecer melhor a Deus e confiar nEle totalmente, podemos despertar dessa ilusão e progressivamente livrar-nos do que quiser nos apavorar. O Cristo, ativo na consciência humana, desperta-nos para a compreensão de que nenhuma pessoa é um mortal a viver num mundo mau, onde o perigo está à espera de todos os lados. Na verdade, somos os filhos de Deus e habitamos com Ele no âmbito de Seu amor.

Quanto mais orarmos com base no ponto de vista radical de que Deus, o bem, é Tudo e o mal nada é, tanto mais nos libertaremos do medo. Então, estaremos capacitados a ajudar realmente nosso mundo a dissipar a ilusão de que possa haver outro poder além de Deus, o grande Eu Sou.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristâ – Maio 1992)

VENCER O MEDO-1

VENCER O MEDO
Ann Kenrick

PARTE 1
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Uma das primeiras recordações de minha infância está ligada às cobrinhas verdes que certa vez nasceram na casinhola onde guardávamos os apetrechos do jardim. Desconhecendo a existência delas, abri a porta daquele abrigo e vi uma dúzia ou mais de cobrinhas verdes a deslizar pelo chão. Eram totalmente inofensivas, claro, mas assim mesmo fui tomada  de um pavor irracional. Embora eu pudesse aceitar, num certo nível, a explicação de que eram inofensivas, mesmo assim eu tremia de medo e estava em prantos, como que defrontando-me com grande perigo.

Alguns anos depois dessa experiência com as cobras, quando era já aluna da Ciência Cristã, aprendi sobre o amor de Deus que envolve a todos nós e entendi um pouco esta poderosa verdade de que jamais podemos estar fora da proteção e do cuidado de Deus porque, em realidade, somos Seus filhos amados, governados por Sua lei do bem. Recordo que li na Bíblia, no livro do Êxodo, a história de Moisés, o grande líder hebreu.

Moisés, no deserto do Sinai, tinha se dado conta da presença e do poder de Deus, o grande EU SOU. Aprendeu muitas lições de confiança e coragem que o prepararam para guiar os filhos de Israel para fora da escravidão do Egito. Mas, como tinha medo e julgava não estar pessoalmente preparado, Moisés pediu um sinal especial que convencesse o povo de que, de fato, Deus lhe havia aparecido.

Foi-lhe ordenado que lançasse ao solo sua vara de pastor. Quando a vara se transformou em serpente, Moisés, aterrorizado, fugiu dela. Para ele, a própria vara que simbolizava sua missão pareceu-lhe uma ameaça, não uma promessa. Contudo, obedeceu à ordem de pegar a serpente pela cauda e então a serpente ficou sendo novamente uma vara. Ao exercer a autoridade que lhe foi outorgada por Deus, Moisés fortaleceu a sua fé.

Com essa história, tive meus primeiros vislumbres do verdadeiro poder de Deus e da natureza mental e ilusória do mal, muito embora àquela altura eu não soubesse expressá-lo nessas palavras. Vi que na realidade não temos nada a temer, pois Deus está sempre governando totalmente Sua criação espiritual. Gosto muito da continuação dessa história. Quando Moisés e o irmão, Arão, se defrontaram com o Faraó, rei do Egito, Arão valeu-se do mesmo sinal de autoridade divina. O Faraó chamou então seus feiticeiros e mágicos e estes jogaram no chão suas próprias varas. Estas também se tornaram serpentes, mas a vara de Arão as engoliu.

Não é todos os dias que encontramos cobras e serpentes, mas ainda há, nos dias de hoje, inúmeras situações e modos de pensar que infundem medo às pessoas: ocultismo, hipnotismo, feitiçaria, para só citar alguns.

A Sra. Eddy achou resposta na Bíblia para muitas das interrogações que angustiam as pessoas, como, por exemplo, qual a origem do mal. Por meio de sua pesquisa profunda comunhão com Deus, bem como pelo efeito prático de suas orações na cura de doenças, evidenciou-se à Sra. Eddy que Deus é Princípio, o único Legislador. Compreendeu que é impossível haver outro poder para opor-se ao infinito que é Tudo.

Continua..>

RESPOSTA INTERNA SEM BLOQUEIOS

RESPOSTA INTERNA SEM BLOQUEIOS
Dárcio
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A mesma Verdade, dita para vários ouvintes, produz um efeito diferente em cada um deles, dependendo da resposta interna à revelação ouvida. A resposta ideal é aquela sem bloqueios, que descarta imediatamente o intelecto e despreza todos os filtros de suas crenças ilusórias! Se Jesus, por exemplo, tivesse dito ao paralítico: “Tente se levantar , quem sabe você conseguirá!”, certamente o homem não teria se curado instantaneamente. Mas, ao ouvir a ordem taxativa: “Levante-se!” , e já com algo a ser feito, após ter-se levantado: “Tome seu leito e ande!”, o homem não teve como parar para dar atenção às limitações ilusórias que o faziam crer ser um ser material passível de paralisia. Por outro lado, se o suposto paralítico tivesse agido segundo as aparências, imaginando de que forma poderia se levantar, uma vez que nunca havia conseguido fazê-lo antes, que os médicos já o haviam sentenciado a viver naquela limitação, etc, de nada adiantaria a firme voz de Jesus a ordenar-lhe que se levantasse e tomasse seu leito.

Não existe imperfeição de forma alguma! DEUS É TUDO! A Perfeição é a Oniação Onipresente! Tudo e todos são a UNIDADE PERFEITA ONIATIVA! A Verdade é esta! Está revelada! Cabe, a cada um, dar resposta a ela sem bloqueios! Nosso Ser está em Deus e é Deus! Não existe ninguém vivendo em corpo material nem em mundo terreno! Esta é a ilusão de massa que ilude a todos! Se a pessoa der imediata resposta interna tomando por base os fatos reais, espirituais e permanentes, a suposta “crença resistente à Verdade” perderá sua ação de iludi-la. Quem estuda a Verdade deve saber se colocar ao mesmo tempo nas duas posições: na de Jesus, ordenando a si mesmo que a ação perfeita se dê, e na do paralítico,  de imediato se livrando da crença falsa sem mesmo notar, sem contestar, sem raciocinar, por estar totalmente imerso na ideia de cumprir a ordem recebida!

Ilusão é crença falsa e mais nada! Toda ação mental intelectual que endosse  falsidades na forma de limitações deve ser desprezada sem análises ou racionalismos! “Essa dor eu a tenho desde os meus 15 anos, quando me machuquei jogando bola!”; “Este problema é de família, todos de minha família o tiveram!”; “Minha situação é bem mais grave do que a daquele que se curou pela metafísica, deve ser por isso eu ainda estou padecendo  desse mal” – são inúmeras as frases desse tipo que buscam sustentar ou justificar o NADA que aparece com a máscara de realidade. Diante de qualquer crença em imperfeição, lembre-se de falar como Jesus e, ao mesmo tempo, de ter a resposta como a do paralítico, que, ouvindo a voz da Verdade, obedeceu-a sem contestar, sem oferecer explicações intelectuais, sem dar poder ao que é puríssimo nada! O Cristo em “Jesus” e o Cristo no “paralítico” são um! Este é o princípio que esta cura exemplifica! E trata-se de um princípio eterno e universal. Assim, estas atitudes determinadas, assumidas sem esmorecimentos, o farão honrar a Verdade! Nunca se prenda às supostas limitações! Que sua resposta interna seja plena e sem bloqueios! Isso lhe requererá dedicado treinamento e contemplação!  Valerá a pena você se dedicar!

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O SUPRIMENTO COMO SAÚDE PERFEITA

O SUPRIMENTO
COMO SAÚDE PERFEITA
Dárcio
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Vários textos sobre a Verdade falam sobre “suprimento”, e muita gente, vendo essa palavra, unicamente a associa com dinheiro ou recursos financeiros. Porém, “suprimento” é de uma abrangência sem limites, pois, a cada instante, somos supridos de incontáveis dádivas. O próprio “instante” é uma delas, pois, revela que dispomos sempre de um “agora”.
A saúde física é um conceito referente à Verdade de que o Corpo real é perfeição absoluta. Quando é que apresentamos o que o mundo chama de “saúde perfeita”? Esta aparência, aos olhos do mundo, é “sombra” decorrente de nossa contemplação do Corpo verdadeiro, que é a Onisciência divina em ação de “ser o nosso Corpo”. Feche os olhos, desconsidere por completo a aparência material de corpo; em seguida, reconheça serenamente que Deus, sendo Deus, está Se expressando como a Forma denominada “seu Corpo”. Faça essa contemplação vendo seu Corpo como um Sol que espontaneamente irradia seus raios, sua luz e calor, ou seja, faça uma “contemplação de testemunho”, sem forçar a mente. Lembre-se: Deus, sendo, é o Cristo aparecendo como seu Corpo específico! Contemple esta ação divina de Se irradiar e ser a Forma luminosa que é seu Corpo! Sempre ou eternamente, a Verdade sobre seu Corpo será esta: Deus Se expressando e emanando, de Si mesmo, a Substância como a Forma do “seu” Corpo. Esta contemplação específica é que, aos olhos do mundo, faz com que você se mostre suprido de saúde perfeita.

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O QUE FAZ UM PRATICISTA DA CIÊNCIA CRISTÃ?

O QUE FAZ UM
PRATICISTA DA CIÊNCIA CRISTÃ?
William C. Breen
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PARTE 2 – FINAL
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O praticista trata efetivamente dos erros de pensamento, reconhecendo os fatos contrários que curam aqueles erros. Por exemplo, o medo e o ódio podem ser curados pelo reconhecimento de que o paciente, que de fato é o homem de Deus, está sentindo a presença do Amor. A dúvida pode ser eliminada pelo reconhecimento da ação da bondade de Deus. Os apetites pecaminosos podem ser removidos pela percepção da plenitude da verdadeira individualidade do homem. As ideias corretas e a atividade correta só são encontradas no reino espiritual. O Salmista cantou: “Quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.” A satisfação verdadeira é encontrada quando despertamos para nossa condição de sermos a semelhança de Deus e não quando dormimos o sonho nebuloso do sentido material.

O descendente Deus nunca ignora seu estado perfeito como filho de Deus. A crença de que alguém não é filho de Deus dissipa-se, quando esse alguém sente o toque da luz da Verdade.

O praticista não é um intermediário que se coloca entre Deus e o paciente. No entanto, dá atenção às necessidades espirituais do paciente. O praticista não precisa ser sábio. Sua atitude é a de estar a serviço do paciente, enquanto que o Cristo é o Salvador. O praticista, bem como as pessoas a quem quer ajudar, é um amado filho de Deus que, conscientemente, sabe de seu estado perfeito como reflexo de Deus. Na proporção em que o trabalho do praticista for o reflexo da quietude da Mente, estará ele livre de sentir-se atormentado, preocupado ou oprimido por muitos casos ou poucos casos. Esforça-se para ver cada pessoa como ideia de Deus, sã, livre e harmoniosa, em todos os momentos.

O que leva alguém a dedicar-se em tempo integral à prática da Ciência Cristã? É seu amor a Deus e seu desejo de servir à humanidade. O que mantém sua prática? A compreensão científica de Deus, do Cristo e do homem é um desenvolvimento contínuo. A constante renovação e ampliação da compreensão espiritual do praticista através do contínuo estudo da Bíblia e dos escritos da Sra. Eddy, bem como sua fiel obediência ao Manual de A Igreja Mãe de autoria da Sra. Eddy, mantêm sua prática.

Não é o conhecimento do praticista sobre as condições materiais o que cura o paciente. O que cura é sua compreensão das verdades espirituais do ser. A Sra. Eddy descreve o sanador da Ciência Cristã numa de suas cartas a um aluno: “O verdadeiro Sanador científico é a mais alta posição atingível nesta esfera do ser. Sua altitude está bem acima da de Professor ou pregador; inclui tudo o que é divinamente alto e santo”.

O mundo de hoje necessita muitíssimo de nós como sanadores espirituais científicos.


(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – JANEIRO 1986)
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O QUE FAZ UM PRATICISTA DA CIÊNCIA CRISTÃ-1

O QUE
FAZ UMPRATICISTA DA
CIÊNCIA CRISTÃ?
William C. Breen
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PARTE 1
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Por causa de seu profundo amor pela humanidade, a Sra. Eddy foi a pioneira no trabalho de praticista da Ciência Cristã. Um praticista é alguém que cura por meio do amor cristão e da compreensão científica. Tudo o que e necessário para realizar esse trabalho encontra-se na Bíblia e nos escritos da Sra. Eddy.

Um praticista precisa examinar-se constantemente, bem como examinar sua prática, a fim de manter o alto padrão que Deus exige. Em meu recente autoexame, considerei os seguintes pontos de minha prática: um praticista, o que é e o que não é. O que faz e o que não faz.

Cristo Jesus aprovou o reconhecimento de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”.
Comentando essa passagem, a Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde:

“Tornara-se agora evidente a Pedro que a Vida, a Verdade e o Amor divinos, e não uma personalidade humana, eram o sanador dos doentes, e constituíam uma rocha, um fundamento firme no reino da harmonia.”

É importante para o praticista discernir que Deus, e não uma personalidade humana, é o sanador. Em qualquer caso, é importante que reconheçamos que não somos uma personalidade ajudando outra. Há uma pergunta que pode servir como teste: Está havendo a tentação de sondar o pensamento do paciente de maneira pessoal, ao invés de deixar a Mente divina descobrir o erro que precisa ser separado do paciente? Um praticista não é um psicólogo e também não é um profissional da medicina. Por isso não dá conselhos humanos nem tenta identificar uma doença do corpo em termos médicos. Quer a doença se manifeste como psíquica quer como fisiológica, ele sempre a classifica como erro. Sabe que o antídoto para o erro é a Verdade. Seguindo humildemente as pegadas do Mestre, isto é, de Cristo Jesus, o praticista reconhece que é a Verdade que liberta o paciente.

Como o praticista nunca adota o ponto de vista de que o homem é tanto uma ideia espiritual de Deus  como um corpo físico, não admite, por um só momento, que o tratamento pela Ciência Cristã possa ser misturado com o tratamento médico. O praticista apoia-se solidamente na verdade de que o homem é a ideia espiritual e perfeita de Deus.

Se um paciente optar pela ajuda médica, o praticista nunca o condena, mas deixa-o livre para aprender por experiências. O praticista sabe que a única cura permanente de um erro no pensamento está calcada numa compreensão das verdades específicas que são o fato oposto desse erro. Ao contrário do psicólogo, ele reconhece que a mente mortal espúria, que é a causa do problema, não tem possibilidade de ser o remédio para o problema que ela criou. Somente a verdade da Mente divina pode trazer libertação permanente do medo, do pecado e das doenças da mente mortal.

O praticista deve, sempre, ter amor compassivo e solidário pelo seu próximo, de modo a ver o paciente já incluído no amável amplexo de Deus. Sabe que essa pessoa não está num problema, tentando safar-se dele. Referindo-se a fanáticos que não sabem lidar cientificamente com a iniquidade, a Sra. Eddy escreve: “Esses tais dizem: A Senhora acha que eu deveria sair de uma casa em chamas, ou ficar dentro dela?” No parágrafo seguinte, ela declara: “Eu tiraria você dessa casa, e saberia que você está fora dela…”(Miscellaneous Writings p. 335)`

O praticista sempre conduz o paciente ao Cristo, a mensagem sanadora de Deus, e ao reconhecimento da filiação divina do homem. Anima o paciente a não se voltar à personalidade do praticista a fim de obter a cura. Na cura pela Ciência Cristã, o paciente aprende a confiar mais no Princípio divino, Deus, e menos em qualquer personalidade humana, e a despir-se do sentido pessoal que diz “meu” praticista.

Num caso de paralisia, por exemplo, o praticista poderia declarar verdades sanadoras gerais acerca do homem – que o homem é espiritual e perfeito. Poderia também afirmar verdades específicas sobre ação, formação, movimento, que são antídotos da crença de paralisia. Essas verdades anulam o erro. Poderia, ademais, reconhecer que estas verdades, de fato, já estão presentes e se manifestam em toda parte – até mesmo na própria consciência daquele que se diz um paciente. Jesus ensinou:

“O reino de Deus está dentro de vós.”

O praticista não tenta sutilmente colocar sua compreensão de Deus no lugar da compreensão do paciente. Isso suporia a existência de duas mentes, ao invés de uma só, a Mente, Deus. Antes, o praticista sabe que o Cristo de Deus revela, diretamente, a verdade da perfeição presente e eterna, verdade que cura especificamente o que aparenta precisar de cura.

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O MAL NÃO É AQUILO QUE APARENTA SER

O MAL NÃO É
AQUILO QUE APARENTA SER
Michael D. Rissler
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Há muitas coisas a pensar enquanto cumprimos nossa responsabilidade diária. Nossa família precisa de atenção; nossa casa, por modesta que seja, requer cuidado; há contas para pagar e compras para fazer; e ainda, é claro, nosso emprego, que nos proporciona o salário de que temos necessidade.

Podemos ser tentados a pensar que apenas os pensadores “profissionais” – religiosos, filósofos e outros semelhantes – ocupam seu tempo tentando compreender qual a ordem do universo, qual o significado e a natureza do mal e como o homem se relaciona com Deus. Cada um de nós, contudo, tem profundo interesse em compreender o que dá ordem e propósito ao mundo, em como Deus se relaciona conosco, em saber como lidar com o mal e a mágoa. É importante compreendermos que somos todos “pensadores” dos grandes temas que dão forma à nossa vida.

Pensei nisso quando fui confrontado com várias situações desafiadoras, todas ao mesmo tempo. E não é isso que às vezes parece acontecer? Os desafios chegam, um atrás do outro, até que nos perguntamos: “E agora, o que fazer?”

Eu orei enquanto cuidava de alguns assuntos rotineiros e de outras tarefas habituais, no emprego e em casa. Os detalhes dessa ou daquela tarefa não interromperam a linha de pensamento que procurei manter. Descobri, então, que não se alcançam soluções curativas remoendo problemas, nem tampouco nos irando ou nos desesperando com o mal que parece ter invadido nossa vida.

Essa forma de pensar fez com que eu ponderasse sobre Cristo Jesus. Sua compreensão das coisas não incluía a mistura do bem e do mal. Eu conhecia uma ordem universal estabelecida por Deus, que concede meios seguros de destruir o mal por meio do crescimento espiritual. Uma de suas parábolas veio-me à memória.

No Evangelho de Mateus existe uma parábola que descreve o reino de Deus. Compara-o a um homem que semeou boa semente no seu campo. “Mas enquanto os homens dormiam”, diz a parábola, “veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se”. De acordo com o “Interpreter`s Bible”, o joio é “uma erva daninha venenosa com barbas” que cresce até a altura do trigo.

O sensato proprietário do campo não entrou em pânico. Ele sabia que durante a ceifa o joio e o trigo seriam distinguíveis. O trigo poderia então ser separado do joio – o joio destruído , o trigo guardado em celeiros.

A confiança de Jesus na ordem espiritual de Deus não era uma mera questão de fé. Sua confiança era resultado de um discernimento da natureza da vida, sua lei divina e natureza espiritual. Essa compreensão da realidade é a essência da Ciência do Cristo e da cura cristã. Indispensável, nessa cura, é saber que o mal, seja qual for a forma que assuma, não é inerente ao homem que é filho espiritual de Deus. Não é sequer intrínseco ao pensamento. É, como as parábolas de Jesus ensinam, sempre distinto, um elemento estranho à ordem de Deus e à nossa verdadeira identidade.

A origem do mal sempre foi um enigma insolúvel, quando abordado do ponto de vista de que o mal é real e equivalente, se não superior, a Deus, o bem. Quando se acredita que o mal é um elemento básico da existência, seu desmascaramento e derrota não passam de tentativa infrutífera. Mary Baker Eddy escreve em Miscellaneous Writings: “A origem do mal é o problema dos séculos. Confronta sucessivamente cada geração…”

“A essa questão a Ciência Cristã replica: O mal nunca existiu como entidade. Não passa de uma crença de que haja uma inteligência oposta a Deus…”

“A admissão mortal da realidade do mal perpetua a fé no mal, as Escrituras declaram que “daquele a quem vos  ofereceis como servos para obediência desse mesmo a quem obedeceis sois servos”. Essa notável declaração da Ciência Cristã, evidente por si mesma, de que o bem sendo real, seu oposto é necessariamente irreal, tem de ser apreendida em todas as suas exigências divinas.”

Para a mente humana é irônico que, quanto mais compreendermos, por meio da Ciência Cristã, a profunda irrealidade do mal, mais capacitados estaremos para confrontar e vencer o mal. Se consideramos que o mal tem autoridade e é equivalente ao bem divino, esse falso processo do pensamento tem um efeito hipnótico. Pode originar medo, pânico e uma sensação de estarmos dominados por aquilo que é oposto a Deus. Contudo, a oração, que nos afasta dessa ignorância espiritual, revela nosso direito espiritual de negar a legitimidade do pecado, da doença e, portanto, sermos guiados pela Mente divina, Deus, a fim de vencê-los.

De fato, quando começamos a ver que o erro não  é criado por Deus e que, por isso, não tem o poder ou a presença que parece ter, o temor ao mal diminui. Voltamo-nos a Deus com a noção alentadora de que Ele é, de fato, onipotente e onisciente. Essa mudança de perspectiva representa uma diferença notável; reconstrói a nossa vida, que passa a evidenciar o poder da lei divina na reordenação da experiência humana. Isso abre nossa vida à influência sanadora do Cristo, a Verdade. Então não apenas negaremos o mal; começaremos a provar sua irrealidade.

O homem é bom; ele é criado por Deus. E essa identidade é a verdadeira natureza de cada um. Na prática da Ciência Cristã, contudo, não é suficiente declarar simplesmente estas frases metafísicas de maneira casual ou forçada, de forma dogmática. É necessário o estudo da mensagem espiritual da Bíblia e a pesquisa de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras. Esse estudo, combinado com o alinhamento diário de nosso pensamento e ação com a lei de Deus, desenvolve o poder moral e espiritual que permite vencer tudo aquilo que tenta negar a bondade da criação espiritual de Deus. Assim vivendo, estaremos ajudando a curar a doença e a eliminar os males do mundo. É até mais do que isso; é a regeneração e a salvação que Jesus mostrou serem possíveis em nossa atual etapa de experiência.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1992)

UMA VISÃO MELHOR DA REALIDADE-2 -Final

UMA
VISÃO
MELHOR DA REALIDADE
ROBERT G. LAWRENCE
PARTE 2 – FINAL



Certa vez eu tive um feio e doloroso furúnculo no rosto. Ao orar a Deus em busca de ajuda, um trecho dos escritos da sra. Eddy, sobre a Ciência Cristã, me veio à mente, como resposta à minha oração: “O ciclo do bem anula o epiciclo do mal”.

Para mim esse trecho falava do poder sanador da realidade de Deus, o ciclo do bem, em oposição ao epiciclo do mal. No dicionário, descobri que epiciclo é uma grande roda, com outra roda bem menor dando voltas e mais voltas dentro da maior.
Isso pareceu descrever-me claramente a atividade de um hamster numa gaiola, dando voltas e voltas dentro de uma roda, sem chegar a lugar algum. Mas o “ciclo do bem” me parecia mais com uma escada em espiral, subindo e subindo em direção ao céu.

Minha clara percepção da realidade do Espírito e da irrealidade da matéria trouxe cura rápida. Dentro de vinte e quatro horas todo o inchaço e inflamação haviam desaparecido. Minha pele estava completamente suave e perfeita. Que alegria descobrir que podemos encarar o sofrimento e o pecado como ilusões e subjugá-los com a verdade de que o homem, como imagem e semelhança de Deus, é espiritual e perfeito agora!

Como a enorme máquina de realidade virtual no parque de diversões, situações cotidianas podem dar a ilusão de eventos que estão acontecendo mas que, na realidade não estão. E às vezes somos tão bombardeados por essas visões falsas que a distinção entre o real e o irreal parece indefinida. Mas nós temos um ponto de vista totalmente confiável: aquilo que está em consonância com Deus, o Espírito, é real.

O revigorante conceito de que o Espírito, não a matéria, é a fonte de toda realidade, ajuda-nos, e muito, em nosso empenho de curar. Pois Ciência e Saúde declara: “A razão, bem dirigida, serve para corrigir os erros do sentido corpóreo; mas o pecado, a doença e a morte parecerão reais (assim como parece real aquilo que experimentamos em sonho, quando dormimos), até que a Ciência da harmonia eterna do homem destrua essas ilusões mediante a realidade ininterrupta do ser científico.”

Compreender o ser científico é realmente a chave para a cura. Compreender nosso verdadeiro ser como ideia de Deus revela que declarações baseadas na matéria não têm poder ante o Amor que é Deus e que satisfaz a toda necessidade.

Cristo Jesus instruiu: “Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios, de graça recebestes, de graça daí.” A Ciência Cristã mostra como fazê-lo. Somente aquilo que Deus cria é real. À medida que crescermos na apreciação e compreensão dessa realidade, a cura enviada por Deus será o resultado.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Janeiro 1997)
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O SENTIDO DA EXPRESSÃO "CURA ESPIRITUAL"

O SENTIDO
DA EXPRESSÃO
“CURA ESPIRITUAL”
DÁRCIO
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Em realidade, já estamos no universo espiritual. Estamos aqui e perfeitos agora, na imagem de Deus. Só que a influência mesmérica do magnetismo animal nos impede de ver isto. Para destruirmos este mesmerismo, devemos começar encarando a crença na matéria e olhando através dela para sua origem mental. Devemos ver a matéria como o efeito hipnótico do magnetismo animal e não como uma causa e efeito próprios.

MAGNETISMO ANIMAL- ANN BEALS
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Os chamados “tratamentos metafísicos” lidam com a compreensão dos princípios espirituais, onde a premissa básica diz que DEUS É TUDO. No primeiro capítulo de meu livro “A Cura Espiritual em Seus Princípios Básicos” eu destaquei como “conclusão fundamental”o seguinte:

TODO O UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA  SER CORRIGIDO OU MELHORADO.

No início de todos os capítulos do livro eu fiz questão de deixar estes princípios estampados e em destaque, por serem os fundamentos de todos os temas desenvolvidos em cada um deles. Este estudo não será eficaz se permanecer apenas no âmbito das leituras, sem que os princípios sejam realmente empregados no que chamamos de “troca essencial”, isto é, uma compreensão interna que nos faça abandonar os arcaicos e falsos conceitos, de que somos seres nascidos em mundo material  com o bem e o mal, em troca da Verdade subjacente a estas aparências falsas.
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Abri este artigo transcrevendo um trecho  que consta na quarta parte de “Magnetismo Animal”, onde a autora explica a Verdade de que já estamos no perfeito Universo do Espírito e como seres perfeitos à imagem de Deus. Ela diz que este fato já presente e real se mostra “fora de nossa percepção” por causa da “influência mesmérica do magnetismo animal”. “Para destruirmos este mesmerismo”, diz ela, “devemos começar encarando a crença na matéria e olhando através dela para sua origem mental. Devemos ver a matéria como o efeito hipnótico do magnetismo animal e não como uma causa e efeito próprios.”

O que deve ser observado, além da exposição dos princípios, é a atitude que precisamos tomar! “Devemos começar encarando a crença na matéria e olhando através dela para sua origem mental”, diz a autora. Que significa? Dando um exemplo, suponha que alguém vá ao médico e ele lhe dê o diagnóstico: “Você está com pedra na vesícula”. A autora estaria dizendo que não existe nenhuma “pedra material” em “vesícula material”,  e que esta “crença na matéria” deve ser substituída pelo conhecimento de que a “aparência material” é vazia de matéria real, sendo tão somente uma aparência de origem mental. Em vez de o caso ser encarado como uma vesícula com mal funcionamento “causado por pedra material”, ou, nas palavras da autora, “como causa e efeito próprios”, a suposta “causa” deverá ser encarada como não de ordem material, e sim de “origem mental”. Esta transposição é a atitude que devemos tomar, sempre que a “perfeição onipresente” estiver sendo impedida de ser reconhecida unicamente por causa do efeito  mesmérico. O mesmo quadro, visto pelo médico como material, onde a pedra na vesícula seria, para ele, a causa do mal, para um praticista seria, portanto, simplesmente uma “imagem hipnótica” sem qualquer realidade material, e sim puramente mental.

Todos devem conhecer a ilustração do hindu que, ao sair do banho, assustou-se por ver uma serpente perto dele. Logo em seguida, ao notar que era, na verdade, uma “corda enrolada”, o “perigo” desapareceu, por ter sido desfeita a ilusão. A Verdade é demonstrada pela associação desses conhecimentos: a real manifestação da perfeição, que é permanente, e a falsa “aparência material maligna”, que, assim parecerá existir, até ser reconhecida como “nada”, de forma idêntica ao que fez a “serpente vista pelo hindu” ser vista como AUSENTE! Por isso é de vital importância o que este trecho do artigo expõe: ele nos leva a considerar o “mal material” como “imagem falsa e temporariamente na mente”, como ficou a “serpente” momentaneamente na aceitação do hindu, enquanto o passo seguinte seria reconhecermos que esta imagem é efeito hipnótico, puro NADA.

Quando o hindu foi “curado”? Quando viu a “corda como corda” e a “serpente como nada”. Quando a pessoa com “pedra na vesícula” será curada? Quando contemplar seu Corpo como o Perfeito Templo de Deus, espiritual e luminoso, e entender  “o corpo com pedra na vesícula” como a “serpente do hindu”: puro NADA. Este é o sentido da expressão “Cura espiritual”.

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A PERFEIÇÃO JÁ ESTÁ "NO AR"

A PERFEIÇÃO JÁ ESTÁ
“NO AR”
Darcio
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Se uma emissora de TV anunciar que seu noticiário “está no ar”, e alguém estiver interessado em assisti-lo, ele ligará o aparelho naquela sintonia da emissora e a imagem aparecerá em sua casa. Já estava ali, mas, sem a sintonia e sem o aparelho, o noticiário pareceria estar ausente.

Quando você aprender a separar o “noticiário já no ar” de sua “imagem visível na tela”, entenderá o que sempre é dito neste estudo: a Realidade divina é invisível para a mente humana, e, quando a mente a sintoniza e apresenta uma imagem em três dimensões, esta imagem é tão somente um conceito da REALIDADE INFINITA PERFEITA sempre “no ar”.

Quando é dito que devemos “contemplar a Verdade” com total abstração das “aparências visíveis”, o sentido é este: desviarmos toda a  atenção das “imagens”, que podem estar distorcidas ou não, para a REALIDADE, que é a transmissão divina “no ar”. Enquanto você acreditar que a imagem projetada é a “imagem no ar””, estará iludido! E toda vez que deixar de olhá-la como realidade, para reconhecer e contemplar o fato verdadeiro, de que a REALIDADE é a PERFEIÇÃO QUE “ESTÁ NO AR”, estará, de fato, conhecendo a Verdade. Por mais que alguém esbarre na antena e distorça a imagem “vista pela TV”, ou, mesmo que a pessoa sequer ligue em sua casa o  aparelho, para captar as imagens, o FATO REAL é que as “imagens verdadeiras” já estariam ali presentes, invisíveis e perfeitas, assim geradas pela emissora.

DEUS É TUDO! Deus, portanto, é a Emissora única e real de tudo quanto existe no Universo! DEUS É PERFEIÇÃO ABSOLUTA E PERMANENTE “NO AR”. Feche o olhos para as “imagens projetadas na mente”, todas elas ilusórias, e permaneça consciente de que a PERFEIÇÃO está subjacente a elas.

Suponha, por exemplo, que na “imagem visível”, o corpo de alguém exiba o que o mundo chama de “obesidade”. Existe “obesidade” na “transmissão divina do Corpo”? Não. O “Corpo” daquela pessoa “está no ar”, em seu aspecto perfeito, e a “distorção”, captada na mente como imagem de “corpo obeso”, somente é “ilusão”, imagem distorcida que não corresponde à Realidade transmitida por Deus. Se a pessoa parar de se identificar com esta imagem de obesidade, que não é mantida por Deus, para se identificar com seu Corpo REAL, que não está na mente, mas, NO AR, a “antena mental” deixará de captar a ILUSÃO por estar integralmente voltada à EMISSÃO DIVINA, e, esta Verdade aparecerá visivelmente.

Foi dado apenas um exemplo, mas o mesmo mecanismo se aplica a qualquer tipo de situação desarmônica. Nenhuma desarmonia vem transmitida de Deus! Ela aparenta existir porque a suposta mente humana capta de forma errônea a “transmissão perfeita”, gerando, em vista disso, uma imagem sem legitimidade alguma em Deus; e a pessoa, desavisada, olha para ela e acredita ser imagem verdadeira. Assim como podemos intuir a presença das ondas de TV na sala, sem que liguemos o aparelho para captá-las, podemos e devemos intuir as “ondas de perfeição” emanadas por Deus, e que se projetam como imagens visíveis na suposta mente humana. A isso, damos o nome de “contemplação”.

DEUS É TUDO! Deus, portanto, é a Emissora única e real de tudo quanto existe no Universo! DEUS É PERFEIÇÃO ABSOLUTA E PERMANENTE “NO AR”. Feche o olhos para as todas as “imagens projetadas na mente”, que são ilusórias, e permaneça consciente da PERFEIÇÃO ABSOLUTA,   subjacente a elas.

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