INDO À INDO À DIVINA FONTE INTERNA

INDO
À
DIVINA FONTE INTERNA
Unidade
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MINHAS NECESSIDADES SÃO ABUNDANTEMENTE SUPRIDAS,
PORQUE SOU FILHO DE DEUS,
CRIADO PARA SER PRÓSPERO!

Alguns de nós, ao lerem esta mensagem, sentem-se realmente abençoados e prósperos, por estarem livres de limitações e cuidados. Outros podem estar experienciando grandes dificuldades: falta de dinheiro, desemprego ou necessidade de atualização, para melhorar de posto. Outros, ainda, estão preocupados com a situação difícil de algum ente querido. Mas, seja qual for a restrição, racionalizemos os gastos e aproveitemos a pausa para meditar sobre os eventuais pontos negativos que devemos eliminar a partir de agora. Pode ser também uma oportunidade para melhor. Importante é que não nos deixemos levar por apreensões e desânimos, porque os estados negativos fecham o canal à Fonte interna que é o ÚNICO E INFALÍVEL SUPRIMENTO. Dela é que nos provém a substância que se materializa como suprimento à necessidade do momento.

Não olhemos para as mãos e influências dos homens. Olhemos, sim, para Deus, que é nosso provimento perfeito. Se compreendermos isto, Ele não tardará em exprimir-Se através de alguma pessoa ou circunstância, para atender ao nosso justo anseio, porque Deus nos criou e também continua nos provendo o necessário ao nosso desenvolvimento.

DAR-TE-EI SABEDORIA E RECURSOS.
II Crônicas 1:12
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LUZ DIVINA NA FORMA CORPO

LUZ DIVINA
NA FORMA CORPO
Dárcio
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Não existe matéria! O seu Corpo é Luz divina na forma “Corpo”, razão pela qual a Bíblia diz que “somos Templo de Deus”. O suposto “corpo físico” é Templo de Deus? Depende do seu entendimento! Se você acreditar que ele é como o “corpo mostrado pela mente humana”, não será o Templo de Deus! Será unicamente um conceito finito, uma imagem tridimensional gerada pelo Corpo de Luz infinita na  tela da mente ilusória. Por outro lado, não há “dois corpos”: o Templo de Deus e, também, o “corpo-imagem” dele. Esta imagem ilusória será o Templo de Deus somente se você olhar para ela  traduzindo-a pela Verdade: “Este Corpo é Luz divina na forma Corpo”, e não a imagem finita e mutável que a mente humana me induz a ver”.

Em eclipses do Sol, costuma-se utilizar uma chapa radiográfica para filtrar as suas radiações; desse modo  o fenômeno pode ser observado sem que danifique os olhos do observador. Assim, o Sol é visto como “corpo sem brilho” em sua imagem filtrada e mostrada através da chapa. Mas o Sol é único!
O Sol luminoso! É ele, portanto, o mesmo Sol “sem brilho” visto através da chapa. Se você entender que o “Sol sem brilho” é o “Sol luminoso”, terá compreendido que o “corpo físico é o Templo de Deus”. Não há dois Sóis, como não há dois Corpos. Há o entendimento ou falta dele no tocante à verdade dos fatos.

“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mateus 6:22). Aqui, Jesus explica o que este artigo expõe. Enquanto o mundo todo olha para você e o vê com um “corpo físico”, unicamente o “Corpo Luminoso” se faz presente sendo o seu Corpo e sendo o Corpo de todos! A “chapa” que obscurece a realidade é a “mente humana”. Esta cegueira coletiva gera a “resistência à Verdade”, e,  quando nós a contemplamos diretamente, para nos desviarmos da ILUSÃO, de início percebemos esta “pressão do mundo”. Exemplificando, se uma sensação de dor estiver presente APARENTEMENTE no corpo, a humanidade toda estaria endossando esta falsidade de que é o “corpo que sente a dor”, enquanto o Corpo seria sempre o Templo perfeito de Deus, apenas sendo equivocadamente confundido com sua “aparência fosca” na mente humana. Se você der início às contemplações corretas, que admitem unicamente o Corpo de Luz sendo o seu Corpo perfeito de sempre, de início esta “pressão da crença coletiva” se mostrará como resistência; não se abale! Trata-se de uma resistência infundada e sem poder! Assim como não existe “Sol sem brilho”, não existe “Corpo com dor”, “Corpo doente” etc. Permaneça firme em “contemplar unicamente a Verdade”.

Este estudo não conta com “fé cega” nem com “resultados ao acaso”. Requer o conhecimento da Ciência divina e  dedicadas contemplações da Verdade que ela expõe em seus princípios. Uma crença coletiva distorce os fatos reais, divinos e permanentes, e, quando nos compenetramos disso, passamos a “trocar o referencial”, olhando o Universo e o nosso Eu sem a “chapa” que aparenta tornar tudo “sem luz e material”, conscientizando que realmente “DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMAS”, como disse João em sua Epístola. O entendimento gera  convicção e  destemor diante das “aparências foscas” deste mundo, que são puras irrealidades. Portanto, do entendimento passe às contemplações diretas do fatos reais, e verá que realmente “conhecer a Verdade o torna livre”, ou seja, verá que SEMPRE VOCÊ JÁ É LIVRE!

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VOCÊ NÃO É PESSOA

VOCÊ
NÃO É PESSOA

Dárcio
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A ilusão muitas vezes aparece como “pessoa” e não como ”ilusão”, isto é,  ela surge como pessoa que, de alguma forma, o ilude para acreditar na existência de problemas ou imperfeições. Você não é “pessoa”, mas sim DEUS, manifesto como indivíduo. A ilusão aparece como a “sua pessoa”, e, se você acreditar “ser a pessoa” que ela diz que você é, acabará iludido. E será quando você confirmar “estou indisposto”, “estou depressivo”, ou infinitas outras frases ilusórias, que você terá caído na arapuca ilusória!

“Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; onde não há grego nem judeu, circuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre, mas CRISTO É TUDO EM TODOS.” (Colossenses; 3: 9-11).

No linguajar cotidiano, usamos chamar todo mundo de “pessoa”, e até falamos de “minha pessoa”. Entretanto, durante a “Prática do Silêncio”, seja qual for a “ilusão” envolvendo “pessoa”, devemos realmente “nos despir do velho homem com seus feitos” para discernirmos o “Cristo em tudo em todos”, inclusive como o nosso ser. Você não é pessoa! O CRISTO É VOCÊ! Mas a ilusão aparece como pessoa e, se você não a detectar dessa forma, irá se deixar enredar por sua teia fraudulenta. Seja o que for que aparente existir como “problema pessoal”, seu ou de outrem, expulse o mais rápido possível a crença de que “existem pessoas” num Universo em que DEUS É TUDO INCLUSIVE VOCÊ! Estas Verdades precisam ser contempladas e reconhecidas! Quando você desmantela a crença de estar sendo “pessoa”, estará “impersonalizando a ilusão”, e aplicando este princípio conforme explica Joel S. Goldsmith em seus livros; em seguida, deverá “nadificar a ilusão”, vendo-a como “miragem” sem substância, realidade ou lei.

De nada lhe servirá ler mil livros explanando princípios espirituais se você não meditar e se amoldar a eles! Eles existem unicamente para isso! Seja qual for a ilusão envolvendo “pessoa”, mesmo a “sua pessoa”, conscientize:

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“Eu não sou pessoa! A ilusão tenta me fazer crer que eu seja uma pessoa! Mas, esta “minha pessoa” é, de fato, a ILUSÃO me aparecendo e tentando nublar minha percepção de que O CRISTO É MEU SER!”.
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Use ideias desse tipo para desmantelar a ILUSÃO e aplique efetivamente a Verdade em sua vida.

Não espere o Cristo atuar em “sua pessoa” para eliminar a ILUSÃO, ou estará, de novo, se aceitando “ser pessoa” e não o CRISTO! Não caia nesse dualismo! É NESSE PONTO QUE VOCÊ DEVE ADOTAR O ENFOQUE ABSOLUTO!  Use o tempo que lhe for necessário para realmente aplicar os princípios corretamente, para que, o quanto antes, em suas “contemplações”, VOCÊ esteja  plenamente consciente de SER O CRISTO, uma vez que DEUS, REALMENTE, É A ÚNICA EVIDÊNCIA!


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A LEI DIVINA DE AJUSTAMENTO

A LEI DIVINA
DE AJUSTAMENTO

Adam H. Dickey

O homem vive por decreto divino. É criado, governado e dirigido segundo a lei de Deus. Lei significa ou subentende uma regra estabelecida mantida pelo poder; aquilo que possui permanência e estabilidade; aquilo que é imutável, inflexível e contínuo—“ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre”. A eficiência da lei assenta inteiramente no poder que a põe em vigor. Uma lei que não se possa pôr em vigor não é lei e nada tem a ver com a lei. Deus é o único criador, o único legislador. “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.Todo o poder, ação, inteligência, vida e governo existentes no universo pertencem a Deus e sempre Lhe pertenceram. Ele é o Governador Supremo, e não partilha Seu poder com ninguém.

Disse Paulo: “A lei do Espírito em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte”. Por isso, também nós sabemos que “a lei do Espírito da vida” nos livra da “lei do pecado e da morte”. Por quê? Porque todo o poder que existe está do lado da lei da Vida, e aquilo que se opõe a essa lei da Vida absolutamente não é lei; é apenas crença. Em outras palavras, toda lei de Deus tem a apoiá-la o poder infinito que a põe em vigor, enquanto a pretensa lei do pecado e da morte não tem fundamento, não tem nada em que se possa estribar.

Quando, com compreensão, declaramos que a lei de Deus está presente e em ação, invocamos ou pomos em ação toda a lei e o poder de Deus. Declaramos a verdade, a verdade que é de Deus—e essa verdade de Deus é a lei a aniquilar, apagar e eliminar tudo o que é dessemelhante dEle. Quando tivermos declarado e aplicado essa verdade, como nos ensina a Ciência Cristã, a qualquer crença discordante com que nos defrontemos, teremos feito tudo o que podemos fazer e tudo o que nos é necessário fazer, para destruir qualquer manifestação de erro que tenha pretendido existir. O erro, para o qual não há lugar na Mente divina, pretende existir no pensamento humano. Quando o tivermos expulsado da mente humana, o teremos expulsado do único lugar em que ele pretendia apoiar-se. Daí por diante ficará reduzido ao nada.

Há uma lei de Deus, aplicável a todas as fases concebíveis da existência humana, e não se pode apresentar ao pensamento mortal situação ou condição alguma que tenha possibilidade de existir fora da influência direta dessa lei infinita. O efeito da ação da lei é sempre corrigir e governar, harmonizar e ajustar. Tudo o que não esteja em ordem, ou seja, discordante, não pode ter Princípio básico próprio, mas tem de ser posto sob o governo direto de Deus, mediante aquilo que se pode chamar de lei divina de ajustamento. Não é a nós que cabe pôr essa lei em execução. Aliás, não podemos, de modo algum, fazer algo para aumentar, estimular ou intensificar a ação ou a operação da Mente divina, visto estar ela sempre presente, sempre em ação, e nunca deixar de se afirmar e de se declarar quando a ela apelarmos corretamente. Temos apenas de, cientificamente, pôr essa lei de ajustamento em contato com nosso problema por resolver. Quando tivermos feito isso, teremos cumprido todo o nosso dever. Alguém talvez diga: “Como pode a lei de Deus, agindo mentalmente, afetar meu problema, que é físico? Compreenderemos isso facilmente, quando nos compenetrarmos de que o problema não é físico, porém mental. Em primeiro lugar, precisamos saber que tudo é Mente, e que não existe algo como a matéria. Assim, excluímos do pensamento o nocivo sentido material.

A definição original da palavra “doença” é falta de conforto—desconforto, mal-estar, transtorno, inquietude, enfado, lesão. “A doença” —diz Mary Baker Eddy, a Descobridora e fundadora da Ciência “Cristã—”é uma imagem exteriorizada do pensamento. O estado mental é chamado estado material. Tudo o que se abriga na mente mortal como condição física, projeta-se no corpo.” Isso também se aplica ao calor, ao frio, à fome, à pobreza ou a quaisquer outras formas de discórdia, todas elas mentais, embora a mente mortal as considere estados materiais. Por isso, facilmente se compreende como a lei de Deus, a qual é mental, pode ser aplicada a um problema físico.

Na realidade, o problema não é físico, mas puramente mental e é o resultado direto de algum pensamento abrigado na mente mortal. Suponhamos que um homem estivesse se afogando em pleno mar, aparentemente longe de todo auxílio humano: existe uma lei de Deus que poderia salvá-lo, se corretamente apelasse por ela. Porventura o leitor duvida disso? Então tem de acreditar ser possível achar-se o homem numa situação em que Deus não o possa socorrer. Se alguém se achasse num edifício em chamas ou num acidente ferroviário, ou se estivesse numa cova de leões, existe uma lei divina que poderia imediatamente ajustar as pretensas circunstâncias materiais, de modo a proporcionar-lhe completa libertação.

Em absoluto não devemos querer ver em cada caso particular o que essa lei de Deus vem a ser, nem de que maneira irá agir, e uma tentativa de investigar o por quê talvez só serviria para interferir na ação da lei e impedir-lhe a demonstração. Qualquer temor, de nossa parte, ocasionado pelo fato de que a Mente divina nada sabe a respeito de nossa situação precária, ou por pensarmos que a sabedoria infinita não tem a inteligência necessária para efetuar a salvação, deveria ser imediatamente expulso do nosso pensamento. Na página 62 de Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, a Sra. Eddy escreve: “A Mente divina, que forma o botão e a flor, cuidará do corpo humano, assim como veste os lírios; não interfira, porém, nenhum mortal no governo de Deus, intervindo com as leis dos falíveis conceitos humanos”. O erro em que habitualmente incorremos é desejarmos, primeiro, saber exatamente como Deus vai nos ajudar e quando os bons resultados se produzirão, para depois fazermos o nosso julgamento e decidirmos se estamos ou não dispostos a confiar nosso caso às Suas mãos.

Vejamos, pois, onde a lei divina de ajustamento produz seus efeitos. Deus não tem necessidade de ser ajustado O único lugar que requer ajustamento é a consciência humana. A menos que a consciência humana faça um apelo à lei divina, a menos que esteja disposta e pronta a renunciar à sua própria noção de vontade pessoal e a deixar de traçar planos humanos, a pôr de lado o orgulho, a ambição e a vaidade humana, não haverá lugar para a lei de ajustamento agir.

Quando, em nossa fraqueza, chegamos a ponto de reconhecer que não podemos fazer nada por nós mesmos, e pedimos a Deus que nos ajude; quando estamos prontos a mostrar nossa disposição de abandonar nossos próprios planos, nossas próprias opiniões, nossa própria noção do que se deveria fazer em tais circunstâncias, e não tememos consequências—então a lei de Deus tomará posse de toda a situação e a governará inteiramente. Não podemos, porém, esperar que esta lei atue em nosso proveito, se abrigarmos quaisquer ideias preconcebidas sobre como deverá operar. Devemos abandonar completamente nossas opiniões pessoais e dizer: “Não se faça a minha vontade, e, sim a Tua”.Se dermos esse passo com firmeza e plenamente confiantes de que Deus é capaz de cuidar de toda circunstância, nenhum poder sobre a terra poderia impedir o natural, justo e legítimo ajustamento de todas as condições discordantes.

Essa lei de ajustamento é a lei universal do Amor, a qual outorga suas bênçãos a todos por igual. Não tira de uns para dar a outros. A nada se recusa, quaisquer que sejam as circunstâncias, mas está pronta, à espera, para entrar em ação tão logo se lhe faça o convite e se ponha de lado a vontade humana. Nossa líder diz: “Tudo o que mantém o pensamento humano em linha com o amor abnegado, recebe diretamente o poder divino”. Quando chegarmos a ponto de, com firmeza e confiança, poder deixar tudo a cargo de Deus, para que seja regulado pela lei divina de ajustamento, isto nos libertará, imediatamente, de todo sentimento de responsabilidade pessoal, de ansiedade e de temor, e teremos a paz, o conforto e a certeza de que Deus nos protege

Um sentimento muito reconfortador de paz e de alegria sempre decorre de nossa disposição para deixar Deus regular, através de Sua lei de ajustamento, todas as situações em que nos achemos. Quando compreendemos que a Mente infinita é quem governa o universo, que toda ideia de Deus está para sempre no seu próprio lugar, que não pode surgir condição alguma ou circunstância que permita ao erro instalar-se no plano de Deus—então temos a certeza absoluta de Deus ser capaz de ajustar tudo como deve ser. O fato é que todas as coisas já estão no seu próprio lugar e, na realidade, nenhuma interferência ou falta de ajustamento pode ocorrer. Somente para o sentido humano não esclarecido pode haver algo como a discórdia. O universo de Deus está sempre perfeitamente ajustado, e todas as Suas ideias agem conjuntamente em perfeita harmonia.

Quando estivermos dispostos a abandonar nossa noção amedrontada e incerta das coisas e a deixar a Mente divina governar, então, e apenas então, veremos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. A desarmonia aparente é somente aquilo que a mente mortal crê, quer se trate de doença, indisposição, contrariedade ou problemas de qualquer espécie. Quando estivermos dispostos a abandonar nossos pontos de vista atuais, mesmo que nos julguemos certos e julguemos os outros errados, não sofreremos por renunciar às nossas opiniões humanas. Pelo contrário, verificaremos que a lei de Deus está pronta e em ação, ajustando devidamente tudo o que estiver desajustado. Pode, às vezes, parecer-nos difícil deixar de resistir quando nos sentimos oprimidos ou sob alguma forma de imposição. Se, porém, tivermos fé suficiente no poder da Verdade para ajustar todas as coisas, devemos regozijar-nos com a oportunidade de abandonar nossas reivindicações, e devemos pôr nossa confiança na sabedoria infinita, que ajustará todas as coisas segundo a sua própria lei infalível. Na Mente divina não existe, em absoluto, o fracasso. Deus nunca é derrotado, e quem está ao Seu lado sempre receberá os benefícios da vitória sobre o erro.

Que devemos então fazer, quando nos achamos envolvidos numa controvérsia, numa disputa, ou numa situação desagradável de qualquer espécie? Que devemos fazer, quando atacados ou difamados, quando apresentados em falsa luz ou quando abusam de nós? Devemos procurar retribuir da mesma forma o que nos tiver sido feito? Isso não seria apelar para a lei divina de ajustamento. Enquanto nós mesmos procuramos dominar a dificuldade, estaremos interferindo na ação da lei de Deus. Em qualquer dessas circunstâncias, de nada nos valerá reagir. Tomando o caso em nossas mãos e tentando castigar nossos inimigos ou tentando desvencilhar-nos por nós mesmos, apenas mostramos nossa fraqueza humana.

Quando parece haver duas maneiras de solucionar um problema de negócios, ou de qualquer outro de vários campos de atividade humana, e decidimo-nos por aquela que se nos afigure melhor, como poderemos saber, caso haja muitos argumentos contrários, se tal decisão se baseia na Verdade ou no erro? Eis uma questão que só se pode resolver mediante a demonstração da lei divina de ajustamento. Há ocasiões em que a sabedoria humana é incompetente para dizer-nos exatamente o que devemos fazer. Nessas circunstâncias, deveríamos humildemente orar, pedindo orientação divina, e então escolher aquilo que pareça estar de acordo com a nossa mais alta noção de justiça, sabendo que a lei divina de ajustamento regula e governa tudo. Mesmo que escolhamos a maneira errada, como Cientistas Cristãos temos o direito de saber que Deus não permitirá que continuemos no erro, mas nos mostrará o caminho certo e nos compelirá a segui-lo.

Quando tivermos chegado a ponto de estar dispostos a fazer o que nos pareça melhor e depois entregar o problema a Deus, sabendo que Ele ajustará todas as coisas de acordo com Sua lei imutável, poderemos retirar-nos inteiramente da questão, abandonar todo sentido de responsabilidade e sentir-nos em segurança, sabendo que Deus corrige e governa todas as coisas com justiça. Tudo o que sempre nos cabe fazer é aquilo que é agradável à vista de Deus, aquilo que concorda com as exigências divinas. Falarem mal do bem que fazemos não afeta a situação, pois Deus não nos torna responsáveis pelos atos de outrem. Nossa responsabilidade cessa quando cumprimos as exigências do bem, e então podemos deixar o caso em paz. Não importa quanto esteja em jogo ou o quanto nele esteja envolvido. Se conseguirmos não bloquear o caminho com nosso eu pessoal, poderemos nos satisfazer com as palavras do profeta: “A peleja não é vossa, mas de Deus. . . Tomai posição, ficai parados, e vede o salvamento que o Senhor vos dará.”

Não podemos pretender resolver, sem cometer erros, esse conceito humano de existência. Talvez cometamos muitos, mas de todos tiraremos proveito. Temos liberdade de mudar nossa crença das coisas, quantas vezes adquirirmos novas luzes. Não devemos permitir que a vaidade nos faça aderir a uma proposição simplesmente por nos termos firmado nessa atitude. Devemos estar dispostos a abandonar nossos pontos de vista anteriores e a mudar nosso modo de pensar sobre qualquer assunto, tantas vezes quantas a sabedoria nos proporcione esclarecimento.

Às vezes acusam os Cientistas Cristãos de serem inconstantes. Que importa, se é sempre Deus quem os faz mudar? Será que um Cientista Cristão é menos Cientista porque muda de ideia? Acaso um general é menos competente para conduzir seu exército porque, no calor da batalha, muda de tática, sob a orientação da sabedoria? Uma determinação inflexível de levar a cabo um plano preconcebido mais se pareceria com a entronização da vontade humana, que erra.

Os Cientistas Cristãos são cidadãos que se mantém preparados para pegar em armas contra o erro a todo minuto e atender a qualquer chamado da sabedoria, sempre prontos e dispostos a abandonar opiniões ou pontos de vista pessoais, e a permitir que esteja neles aquela mente “que houve também em Cristo Jesus”.

CITAÇÕES:

Hebreus 13:8; João 1:3; Romanos 8:2; Ciência e Saúde, p. 411; Lucas 22:42; Ciência e Saúde, p. 192; Romanos 8:28; 2 Crônicas 20:15, 17; Filipenses 2:5.

“QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”-2 (Final)

“QUEM É
MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”
Robert L. Drafahl
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PARTE II – FINAL

Essa perspectiva mais ampla de família ficou ilustrada, em certo grau, numa experiência que tive há alguns anos. Eu era membro das Forças Armadas, escalado para um país distante de casa aproximadamente cinco mil quilômetros, e não fiquei surpreso ao sentir saudade de casa. A minha era uma família muito unida.

Desde a chegada à nova base havíamos trabalhado por longas horas e, embora eu orasse sinceramente para sentir a bondosa presença divina, ainda assim tinha muita saudade de casa, Uma noite, antes de me deitar, orei novamente a Deus para  obter algum sinal tangível de seu amor. Abri meu livro Ciência e Saúde na página 57. Li estas linhas: “As rajadas gélidas da terra podem desarraigar as flores dos afetos e espalhá-las aos quatro ventos; mas essa ruptura dos laços carnais serve para unir o pensamento mais estreitamente a Deus, pois o Amor sustenta o coração em luta, até que este cesse de suspirar por causa do mundo e comece a estender as asas rumo ao céu”.

Não captei logo todo o significado desse trecho, mas pude imediatamente identificar-me com a “ruptura dos laços carnais”. Então entendi mais claramente que esta “ruptura” só podia servir a um propósito: “Unir o pensamento mais estreitamente a Deus.” A família é uma ideia divina, não limitada pela matéria, raciocinei. Eu não podia deixar minha família. Como meu Pai-Mãe sempre está presente, uma expressão tangível de família tem de estar presente, exatamente aqui. Certamente meu pensamento estava sendo elevado de um sentido limitado de família para outro mais espiritual. A promessa da Sra. Eddy, de que “o Amor sustenta o coração em luta”, era verdadeira. Senti o Amor encher minha consciência de paz e inspiração.

Algumas semanas mais tarde, descobri que havia uma Sociedade de Ciência Cristã numa cidade próxima. No meu primeiro domingo livre fui lá, de bicicleta, e assisti ao culto. Os membros foram afetuosos e amigos. Nos dois anos e meio seguintes, passei a maior parte dos meus fins de semana na casa de um casal e tornei-me ativo na Sociedade. Vi que havia adquirido uma família inteiramente nova, e foi o nosso profundo amor pela Palavra de Deus o que nos uniu.

Um sentido humano de família, não importa quão cálido e solícito possa ser, somente aponta para um conceito mais amplo e mais elevado de fraternidade universal apoiada no fundamento supremo de que há um único Pai e Seu universo de ideias. Na medida em que começarmos a compreender que a nossa origem está em Deus, o único Pai-Mãe, e não na matéria, apreenderemos mais claramente que toda a humanidade é nosso “irmão, irmã e mãe”.

Essa não é uma verdade espiritual que precisa esperar até uma vida futura “após esta vida”, para manifestar-se. Podemos perceber evidências dela agora. Todo aquele que vislumbrou em Deus o único Pai-Mãe, nunca poderia sentir-se durante muito tempo solitário, sem família ou sem amigos, nem realmente aceitar a crença de que a nacionalidade ou a raça o exclui da família humana e das bênçãos ilimitadas que este relacionamento lhe traz.

Quer tenhamos uma unidade familiar feliz ou infeliz, nosso conceito dela ainda necessita ser espiritualizado. A necessidade sempre é a de ver o que Jesus via, quando disse estas palavras: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe”.

Quando nossa percepção da fraternidade universal se desenvolve, não significa isso que o amor por nossa família imediata diminui. Tal desdobramento deveria fortalecer os laços familiares, e estes adquirem novas dimensões, imbuídos do Amor divino.

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Fevereiro 1986)

“QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”

“QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”
Robert L. Drafahl
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PARTE I
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Imaginemos, por um momento, uma sala cheia de gente escutando atentamente as palavras de nosso Mestre, Cristo Jesus. De repente, ele é interrompido por alguém que lhe diz: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te”. Jesus dá uma resposta inesperada: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”
 
Como Mestre, ele não perde a oportunidade de salientar certo aspecto ou de proporcionar uma lição prática. Com a mão estendida para os seus alunos, prossegue:
“Eis minha mãe e meus irmãos”. E então acrescenta: “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.”
 
Num país onde a unidade familiar e o orgulho nacional eram tradicionalmente fortes, seu comentário atravessou barreiras de laços biológicos e étnico, trazendo a unidade familiar àqueles que aceitaram seus ensinamentos. Bem poderia ter despertado aos ouvidos deles uma noção mais ampla de família.
 
No entanto, este enfoque radical não impediu que Jesus fosse um filho responsável até mesmo em suas horas finais na cruz. Durante sua aflição, ele ternamente atendeu às necessidades de sua mãe ao colocá-la sob os cuidados de um discípulo amado.
 
Era natural a Jesus exemplificar o amor e o cuidado sempre presentes do Pai pelo homem. A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde: “Pai-Mãe é o nome da Divindade, o que indica o terno parentesco dEle com Sua criação espiritual”.
 
 É essencial compreendermos que o homem é, na realidade, espiritual – não um mortal físico – a fim de captarmos toda a extensão daquela expressão “terno parentesco”. Deus é Espírito, Mente, e o homem real existe como ideia na Mente. Portanto, é natural para a Mente ter para com sua própria ideia terno cuidado, uma vez que esta ideia certamente precisa expressar a natureza divina.
 
Compreendendo o homem como ideia – e esta identidade como nossa identidade verdadeira – percebemos claramente nossa inseparabilidade de nosso Pai-Mãe. Assim como uma ideia nunca pode estar separada de sua fonte, assim o homem nunca pode estar separado de Deus, o bem, e das constantes bênçãos que este relacionamento confere.
 
À medida que acalentamos este “terno parentesco” com nosso Pai-Mãe, o que vemos como nossa unidade familiar se amplia e inclui todas as ideias de Deus. “Homem é o nome de família para todas as ideias – os filhos e filhas de Deus”, declara o livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde.
  
Continua

OS ARTIGOS DA VERDADE COMO “ARMAS DA LUZ”

OS ARTIGOS DA VERDADE COMO “ARMAS DA LUZ”
Dárcio
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Cada artigo sobre a Verdade divina é uma “Arma da Luz”, instrumento que nos defende das ilusórias forças contrárias a Deus. Deus é o ÚNICO PODER, por ser a ÚNICA Presença! Esta Verdade absoluta aparenta ser desafiada a cada instante, quando, em vez de estarmos cem por cento afinados com Ela em UNIDADE PERFEITA, levamos em consideração as mentirosas aparências que supostamente captamos pela mente humana.

Falham os matemáticos, porém, a Matemática não falha! Assim são os princípios divinos revelados: são verdadeiros, perfeitos e permanentes! Se, em qualquer situação “desarmônica” que ilusoriamente nos defrontarmos, formos nos perder em divagações sobre sua causa, ou formos desanimar por estar persistindo a crença falsa, estaremos agindo alinhados com a ILUSÃO.

Conheci um professor de Matemática que com grande facilidade usava o que sabia para apresentar no quadro-negro a solução dos problemas que eram dados como exemplos sobre como eles deveriam ser solucionados. Este professor incentivava que procurássemos, sozinhos, resolver em casa outros problemas propostos pelo livro adotado, onde treinaríamos o que nos havia ensinado. Certa vez, ao tentar resolver sozinho um dos problemas, não consegui de forma alguma achar a solução, por mais que o tentasse! Pensei: vou levá-lo à aula; assim, na hora o professor me mostrará como resolvê-lo! E foi o que fiz. Entretanto, quando o professor foi me mostrar onde estava o meu erro, ele também não conseguiu! Tentou, tentou, e nada! Não conseguia resolver o problema! Então, disse-me o seguinte: não estou conseguindo ver agora a solução; vamos dar continuidade à aula, e eu o levarei para  casa para poder analisar com mais calma! Na aula seguinte, veio ele com a felicidade estampada no rosto, mostrando o problema resolvido e o que havia empregado em sua solução! A “arma” que foi usada não havia sido lembrada, quando tentara anteriormente; mas, em casa, ele lembrou-se de um princípio da Matemática que pôs fim à questão!

O que devemos entender é isso: a Matemática tinha a solução e o professor é que tinha de descobri-la! Reclamar do problema seria solução? Não! Reclamar de tudo que foi tentado e não ajudou a resolvê-lo seria solução? Não! A solução se mostrou estando em se “achar o princípio” que desse fim ao problema! O desafio é este, e não o problema, já que SABEMOS que não há problemas no Universo da Realidade!

Cada artigo da Verdade expõe os princípios de que necessitamos! POR ISSO, QUANTO MAIS NOS DEDICARMOS EM CONHECÊ-LOS, MAIS “ARMAS DA LUZ” TEREMOS! Em seguida, sem jamais desanimar, devemos abordar as situações através das “contemplações absolutas assíduas”, quando aplicaremos estas “armas”. A certeza inicial sempre é esta: DEUS É TUDO e qualquer forma de desarmonia é NADA! O passo seguinte é, sem esmorecer, aplicarmos TUDO que já conhecemos, ATÉ QUE O NADA se mostre como NADA, em nossa percepção interior! E, neste “nosso conhecimento”, sempre devemos recordar que o que “nós conhecemos”, em termos de estudos, é somente o pontapé inicial para o CONHECIMENTO REAL ser praticado, ou seja,  o reconhecimento de que DEUS É TODO CONHECIMENTO, e que DEUS JÁ É A NOSSA CONSCIÊNCIA ONISCIENTE, CIENTE SOMENTE  DE SI MESMO COMO SENDO TUDO!

Há algum tempo, eu notei um problema de audição num dos ouvidos, e não dei importância, achando que pelas meditações normais aquilo, por ser ilusório, iria sumir por si. Mas não foi o que aconteceu, e aquilo perdurou, enquanto eu continuava achando do mesmo jeito, até que passou também para o outro ouvido! Eu dirigia pelas ruas e não ouvia nada! Foi quando notei que deveria ter cuidado dessa ilusão antes! As pessoas falavam comigo e eu só entendia alguma coisa ou gritada ou por leitura labial. A “avalanche” do mundo não parava de chegar! “Você não pode ficar assim! É perigoso dirigir nesse estado! Procure um médico!” E, como era uma ILUSÃO que não podia ser disfarçada, para que um “tratamento espiritual” pudesse ser feito sem contar com estas “opiniões”,  pensei: “Tenho de pôr fim a isso rapidamente”. E comecei a fazer as “contemplações” de forma mais específica. As “Armas da Luz” usadas foram muitas, mas, nesse caso, duas delas foram constantes e marcantes: a primeira, uma frase da Seicho-no-Ie: “Toma conhecimento de que a saúde já está em ti”; a segunda, foi a percepção detalhada de que, como Deus está em TODA PARTE, e não há parte nenhuma de Deus que seja surda, no exato lugar em que a suposta mente humana detectava “falha de audição”, ESTAVA A AUDIÇÃO DIVINA como fato permanente e onipresente.

Como o tempo disponível para as “contemplações” tinha sempre de ser interrompido, pelas tais “responsabilidades do dia-a-dia”, este “tratamento” era feito dentro do possível. A certeza inicial era esta: não existe “ouvido que não ouve” dentro da Onipresença TODO-AUDIENTE! Isso era reconhecido radicalmente, e, em seguida, eu retornava às atividades normais, e de volta também à  “avalanche” do mundo iludido: “Não sarou ainda? Nem melhorou?” E por aí vai! E esta ilusão vinha também de quem “estuda a Verdade”, e até em maior  ênfase! “Puxa, até você, que conhece tanto, não resolveu!?” “Que força tem a ilusão”, etc. E tudo bem gritado, porque queriam mesmo que eu os ouvisse! Mas eu não ligava! Somente aguardava poder meditar novamente e repetir o reconhecimento: “Tomo conhecimento de que a saúde já está em mim; a Consciência Todo-audiente Se expressa aqui e agora como a minha audição perfeita!” Desse modo, intercalando as contemplações com as “opiniões do mundo”, passados cerca de 20 dias, percebi, durante a meditação, um “ruído” em meus ouvidos, como se fosse o de muitas abelhas voando dentro deles, e a audição perfeita foi restabelecida, calando a ILUSÃO e aqueles que, próximos a mim, davam voz a ela. É como ensina o princípio:

“A ilusão é impessoal, mas aparece como pessoa e como condição!”

Vinte dias! Demorou muito? Em termos de “mundo”, demorou! Entretanto, na Verdade, o tempo não existe! ILUSÃO É NADA! Assim como são NADA os seus parâmetros de tempo e espaço! O importante mesmo é o princípio ser a VERDADE! E também nossa confiança nele ser TOTAL!

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PARTE IV – FINAL
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É preciso que todas as pessoas ofereçam algo ao outro sempre que recebem algo. Se alguém consegue receber, é porque houve o ato de dar. Sem despertar para esta Verdade, não haverá a verdadeira cura nem a verdadeira prosperidade. Qualquer pessoa, quando recebe algo, consegue retribuir isso de modo correto. Até mesmo um mendigo que não possui um só centavo consegue retribuir adequadamente por algo bom que recebeu. Pode ser uma palavra da Verdade, ou simplesmente emitir palavras de gratidão e louvor.

Nós estamos trabalhando para conduzir as pessoas ao mundo verdadeiramente eterno, que transcende a pobreza e a riqueza. Para isso, explicamos às pessoas que o homem é um ser espiritual que vive aqui e agora no mundo espiritual, e que, ao conhecer esta Verdade divina e compreender a verdadeira relação entre Deus e o homem, aqui se manifestará concretamente o transcendental mundo da Imagem Verdadeira.

A questão mais importante que o homem deve perceber é o fato de que possui a capacidade de estruturar o pensamento, e que esse pensamento materializa o ambiente e os acontecimentos do mundo exterior, moldando o mundo das experiências de cada um. E todas as pessoas são reis que governam seus próprios problemas, e esses problemas são todos ideias existentes na sua mente, questões que são materializações do seu próprio pensamento. O fato de as ideias de cada pessoa serem bem diversas equivale ao fato de a personalidade dos habitantes de um país ser também bastante diversa. Mas tudo isso se submete ao rei, ou seja, tudo que é fenomênico se submete ao poder do Eu verdadeiro, que é quem governa o reino da mente. Portanto, tudo que você, que é a autoridade suprema, ordenar, se realizará. É vontade de Deus que tudo seja belo e próspero. Portanto, basta ordenar que neste mundo haja riqueza, que ela se manifestará. No reino de Deus, tudo está pronto e, portanto, é possível fazer manifestar a riqueza de acordo com o seu desejo.

Talvez você esteja pensando que não pode oferecer nada aos demais porque sua renda é pouca, ou que é limitada a provisão que recebe. Mas você não será salvo eternamente se não abandonar este pensamento mesquinho e adotar a idria da provisão infinita “Já sou próspero”. Peça a Deus. Deus é seu “armazém geral”, e tudo que existe dentro dele é de sua propriedade. Entretanto, para você fazer com que a energia do seu pensamento acumulado se manifeste, é preciso, primeiramente, que você comece a dar. Pode iniciar dando um centavo, mas deve fazê-lo em nome de Deus. Deve dar de todo o coração e com profundo amor. E, ao dar, deve afirmar categoricamente o seguinte: “O Amor de Deus abençoa você através de mim e multiplica infinitamente as suas riquezas”.

Sua mente é semelhante a uma corrente de água. Se essa corrente for interceptada por algo, a água ficará estagnada e formará sedimentos. Para limpar esses sedimentos, não basta jogar nova água por cima, mas é preciso remover aquilo que está barrando a corrente de água. Remover essa barragem equivale a remover os velhos conceitos de carência. E jogar nova água por cima significa continuar mantendo a ideia da provisão infinita. Assim, deve começar a dar com sentimento de amor o mais profundo possível. Através do ato de doar, os velhos conceitos vão sendo removidos. Não há necessidade de se limitar a dar objetos, pois, em suma, deve-se demonstrar boa vontade aos demais. Isso não deve ser medido por um critério material, mas apenas por um critério espiritual.

“Deus ama aquele que dá com alegria”. A expressão “com alegria” foi traduzida do grego hilarion e, sem dúvida, significa . Um presente pode ser avaliado pelo seu valor monetário, mas Deus não avalia pelo montante em dinheiro, mas sim pela intensidade do sentimento de alegria e de amor com que a pessoa oferece,

As palavras que constam no capítulo 28: 47,48, de Deuteronômio – “porque não servistes ao Senhor, teu Deus, com gosto e alegria de coração, por causa da abundância de todas as coisas, servirás o teu inimigo, que o Senhor enviará contra ti, com fome e com sede, com nudez e com falta de tudo…” – demonstram que prosperaremos só quando dermos com gosto e alegria. Em suma, seja um grande ou um pequeno presente, quando o oferecemos com gosto e alegria, com profundo sentimento de amor, conseguiremos manifestar a infinita prosperidade de Deus.

F I M

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PARTE III
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Não deve guardar para se prevenir do futuro. Deixe que o próprio futuro se preocupe com o futuro. Se tiver dúvidas de algo e temê-lo, será enfraquecida a sua capacidade e reduzida a sua força espiritual. Tenha a convicção de que no Universo existe a fonte da provisão infinita e que a lei do equilíbrio preenche todas as partes nas quais haja escassez. Se você acredita na economia do acúmulo e na economia da escassez, mude seu pensamento e acredite na economia da provisão infinita. E pratique o ato de dar, mesmo que seja uma quantia insignificante. Dê com amor a uma pessoa que não tem nenhuma possibilidade de devolver-lhe. Sem se limitar a dar coisas materiais e dinheiro, é importante dar juntamente sentimento de amor e substância espiritual. Com o poder das suas palavras, você conseguirá abençoar tudo que oferecer e multiplicá-lo espiritualmente. Considere-se um mordomo de Deus e acredite que é uma pessoa que lida com a provisão infinita dEle. Só quando assim acreditar, você fará com que a força mental e espiritual trabalhe, e conseguirá concretizar, finalmente, uma grande riqueza. Descubra a felicidade no ato de dar. Deus ama aquele que dá com alegria, porque sua mente está aberta para receber ondas espirituais.

Contudo, você não deve dar com sentimento de compaixão. A compaixão é um sentimento que veio envenenando o subconsciente da humanidade durante milhares de anos e, devido a isso, os homens vieram perdendo o espírito de independência. Hoje, chegou o momento em que todas as pessoas devem corrigir esse erro. Todos são filhos de Deus, e todos os filhos de Deus já receberam igualmente tudo que Deus possui. Portanto, se alguém pensa que deve dividir o que possui em demasia com outrem que não possui, estará fazendo com que  um seja o benfeitor, e o outro o dependente. Contudo, todas as pessoas já são ricas por terem recebido de Deus a provisão infinita, e, se alguém pensar errônea e arrogantemente que o outro é um pobre, estará ultrajando a natureza divina deste. Todas as pessoas são mordomos de Deus, assim concretizando a vontade divina. Não sou eu que favoreço e dou algo ao outro. Quando considerarmos que aquilo que pertence a Deus é oferecido aos filhos de Deus por Ele, tanto aquele que oferece quanto aquele que recebe serão vivificados pela Verdade e conseguirão se regozijar mutuamente, não sendo mais possível existir aí o sentimento de compaixão. Só existirão o amor, o respeito e a reverência recíproca entre filhos de Deus.

A ganância exerce um forte poder sobre o corpo e acaba adoecendo a pessoa. Sem remover essa causa interior, ela não conseguirá corrigir fundamentalmente a manifestação exterior. Tal pessoa será salva se praticar o ato de dar, apenas com sentimento de amor, de modo livre, sem ser coagida por alguém, nem com o fim de buscar recompensa. Para curar pacientes obcecados pela ganância, certo terapeuta espiritual fazia, muitas vezes, com que eles pagassem um elevada soma de dinheiro como honorários. Pela mesma razão, quando um médico recebesse dinheiro do paciente, certamente, só com isso, já estaria conseguindo curá-lo. Consequentemente, seria um fato que, quanto mais vultoso fosse o preço de uma cirurgia ou tratamento, melhor seria o resultado. Contudo, esses são fatores por demais absurdos, não tendo necessidade de tomar tais medidas cheias de rodeios, pois as doenças são curadas só de curar a mente da pessoa, de modo mais direto.

Sem dúvida, este método para curar a mente está mais de acordo com a lei de Deus e, no caso de curar a ganância, basta fazer com que a pessoa coloque em prática a lei do amor “É dando que se recebe”, com a cabeça, com as mãos e com o coração. Assim, fará com que as pessoas pratiquem o ato de dar sem esperar recompensa. Para isso, a Unity usa o sistema de livre doação, mas não deixam de existir pessoas que fazem sérias críticas sobre esse procedimento. Por exemplo, acham que isso pode estimular a compaixão e a pobreza, que fará com que predomine o espírito de tirar vantagem. Entretanto, o que eles desejam é apenas retirar de modo eficaz o sentimento de ganância da mente das pessoas e fazer com que comprovem a lei da prosperidade como o ato de dar com amor.

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PARTE II
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Em matéria de pensamentos destrutivos, existem as mentalidades egoísticas como avareza, culto ao dinheiro, cobiça, etc. Tais pensamentos são ambições que levam ao caos a cultura e a paz no mundo. O meio para curar-se dessas ambições e salvar-se da infelicidade é, em última análise, suscitar pensamentos iluminados da verdade. E, além disso, conscientizar-se do fato de que “nada existe que seja meu”, pois tudo faz parte da vida comum que surgiu da única Grande Vida que é a própria Vida de Deus. Ou seja,“A multidão dos que criam tinha um só coração e uma só alma, e nenhum dizia ser sua coisa alguma daquelas que possuía, mas tudo entre eles era comum” (Atos dos Apóstolos 4: 32).

O primeiro degrau para chegar a esse nível é ir além do sistema vigente que remunera por um serviço prestado e adotar o sistema de livre remuneração. Assim como no mundo existe a lei de equilíbrio entre o Sol e os planetas, a lei do equilíbrio atuará entre o ato de dar e o de receber. A lei tem sua base no amor e na justiça. Portanto, as leis ajustam todos os acontecimentos de forma imparcial e harmoniosa. Então, quando obedecermos às leis, elas harmonizarão a nossa mente e o nosso corpo, manifestando em nós a prosperidade, a felicidade e a saúde. Amor e justiça são forças poderosas e ímpares, e tudo é movido por elas. Mesmo que sejam apenas algumas pessoas, se agirem com pensamento correto e amor profundo e verdadeiro, conseguirão fazer com que esse pensamento se infiltre no subconsciente da humanidade e impressione o coração de todas as pessoas. Este Movimento já se iniciou. E está avançando rapidamente. Portanto, todas as pessoas deverão tomar a decisão de anular o ego e assim aderir a este movimento, tornando-se espontaneamente sua força propulsora.

O subconsciente da humanidade é formado pela corrente de pensamentos das pessoas e pelas suas crenças fundamentais. Entretanto, certo número de pessoas consegue se posicionar acima dessa corrente de pensamento e pensar de forma independente. O pensamento “sucesso é ter dinheiro”, que existe no subconsciente da humanidade, está sendo agora substituído pelo pensamento “sucesso é efetuar um bom e eficiente trabalho”. Este pensamento será levado avante pelas pessoas que decidirem pensar e agir do mesmo modo que pensou e agiu Jesus Cristo.

Para que o leitor seja uma dessas pessoas e contribua para a transformação do subconsciente da humanidade, deverá primeiramente oferecer-se totalmente, em espírito, como missionário de Deus e tomar a decisão de realizar a grandiosa missão que Ele lhe atribuiu. Isto não significa necessariamente que você tenha de se dedicar à evangelização tal como fez Paulo, nem que tenha de realizar propaganda ostensiva. Você conseguirá realizar esta vigorosa obra meditando em seu aposento oculto, anulando no dia-a-dia o sentimento de ganância e declarando ampliar em todo o Universo o Amor e a Justiça de Deus. Você fará com que a ideia de justiça e da imparcialidade esteja presente entre as pessoas e conseguirá fazer com que isso seja o tema central das suas palavras e ações. Seja em que negócio for, não deve, por nenhum momento, planejar algo que só beneficie a si e a seus companheiros. Agindo com absoluta justiça e imparcialidade, deve manter firmemente a convicção de que será provido de tudo que lhe é necessário agora. Deve vivificar plenamente tudo que lhe vem às mãos. Faça com que tudo que você oferece tenha um valor absoluto. Não deve, portanto, usar nenhum artifício para mostrar que tem valor. Além disso, um meio ainda melhor é considerar-se um espírito sagrado que trabalha com poderosa força espiritual, e agir convicto de que todas as exigências deste espírito sagrado serão atendidas, indubitavelmente.

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PARTE I
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Os atos de dar e de receber são regidos por lei e, se desejamos prosperar, devemos estudar a fundo essa lei. São leis da mente que, aprendendo-as, conseguiremos aplicá-las da mesma forma que agimos com outras leis. Os ensinamentos de Jesus Cristo se destacam porque ele aplicou estas leis em todas as áreas da vida real. Não são leis que devem ser aplicadas em sentido restrito, somente no âmbito religioso, mas leis globais que abrangem os pensamentos, as atitudes, o viver e o existir de todas as pessoas. Não é uma simples lógica, mas sim um meio concreto que dá verdadeiros frutos na vida real, se colocado em prática. Por isso, os ensinamentos de Jesus Cristo podem ser vivenciados também na atualidade, tornando-se verdadeira base do trabalho empresarial. A lei ensinada por Jesus Cristo, sobre o ato de dar e o de receber, foi: “Dai, e ser-vos-á dado”. Mas esta Verdade é um princípio universal que se aplica não só em todos os nossos relacionamentos sociais, mas também em todos os relacionamentos de âmbito empresarial. Além disso, esta Verdade, ao mesmo tempo que é universal, é um princípio perene e também uma lei extremamente poderosa que rege tudo na vida. Apesar disso, até agora não investigamos o verdadeiro e profundo significado dessa lei e, simplesmente, nos satisfazemos em efetuar pesquisas superficiais. Jesus ensinou a “não julgar pelas aparências”. Como a causa de toda manifestação exterior se encontra totalmente no seu interior, é importante conhecer perfeitamente a sua lei imanente. Ou seja, só quando compreendermos a verdadeira causa é que perceberemos qual será o resultado. Então, será inútil perseguir apenas os resultados que mudam constantemente, sem conhecer a causa. Portanto, para obter o efeito chamado prosperidade, é preciso esclarecer qual é a sua verdadeira causa.

Bem recentemente, as pessoas começaram, pouco a pouco, a prestar atenção na verdadeira origem da existência, e estão começando a perceber que tudo se origina de um ser espiritual ou de algo que existe na mente. Muitas pessoas pensam, ainda, que a matéria é tudo e continuam apegadas ao mundo material. Estão, porém, percebendo que o mundo material é, na verdade, o mundo das consequências , um mero mundo das sombras. Até mesmo os ensinamentos de Jesus eram interpretados materialmente, e, assim, as pessoas não compreendiam seu verdadeiro significado. Consequentemente, o cristianismo até agora não conseguiu manifestar muito resultado no sentido de melhorar a sociedade de fato. Entretanto, os ensinamentos de Cristo são revelações que devem ser compreendidas exclusivamente de modo espiritual! Quando a pessoa compreender verdadeiramente essas revelações, todas as desarmonias desaparecerão, como também serão solucionados todos os seus problemas financeiros.

Jesus Cristo jamais tentou controlar os atos das pessoas através de leis. Ele convocou seus doze discípulos e, através deles, tentou efetuar uma reforma apelando para a sabedoria, a honestidade e o bem ex

,istente no interior de todas as pessoas. Por isso, Jesus falava: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura”. E pregando a Verdade de que todo pensamento e toda palavra torna-se força motriz que move o mundo fenomênico, ensinou: “Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado”.

De fato, nós experimentamos na pele que os pensamentos da nossa mente atraem a infelicidade, criam doenças e até nos levam à morte. E também somos capazes, ao mesmo tempo, de anular ou corrigir esses pensamentos equivocados. E descobriu-se que todas as pessoas são capazes de fazer isso com a sua força de vontade. Por isso, Paulo ensinou, referindo-se a esse fato: “Reformai-vos pela renovação do vosso espírito”.
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O MEIO DE SUPERAR TODOS OS MALES

O MEIO DE SUPERAR TODOS OS MALES
MASAHARU TANIGUCHI
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A Grande Vida é o Bem; portanto, a sua finalidade também é o Bem. A Grande Vida não pode trabalhar para outra coisa que não seja o Bem.

Contanto que se entregue totalmente à correnteza dessa Grande Vida, o homem pode obter tudo que há de melhor. Esse espírito de “entrega total” é o “espírito natural e espontâneo” do homem, é o “espírito conforme a vontade de Deus”.

Quando o homem contraria a natureza, ele se desvia do curso da Grande Vida e atrai as infelicidades.

Os males, as desgraças e as doenças não existem originariamente. Tais estados não passam de fenômenos que se manifestam no momento em que o curso da nossa vida se separa do curso da Grande Vida, a qual se dirige unicamente para o Bem. Usei o termo “separar da Grande Vida”, mas trata-se apenas de força de expressão. Na verdade, no plano da Realidade absoluta, jamais podemos nos separar da Grande Vida. Mas, quando a nossa mente consciente (e também a subconsciente) fecha as portas de comunicação com a Grande Vida (assim como uma pessoa que, estando iluminada pelos raios do Sol, fecha os olhos e não vê a luz), começam a surgir coisas que parecem “males”.

O “mal”, porém, não tem existência real. Assim sendo, ele infalivelmente acaba desaparecendo, se não o retivermos na mente e vivermos totalmente entregues ao curso natural das coisas.

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PARA OBTER A CURA: PONHA SEU PESO NO PRATO CERTO

PARA OBTER A CURA:
PONHA SEU PESO NO PRATO CERTO
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Patrícia Tupper Hyatt
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Quando eu era jovem, meu pai foi transferido para uma pequena cidade num estado distante. Primeiro, a família toda fez a viagem e depois meu pai voltou para completar a mudança. Enquanto ele estava fora, adoeci grave e repentinamente. Logo a seguir, tive febre muito alta e fiquei incapacitada de mover as pernas normalmente.

Embora naquela época minha mãe já estivesse interessada na Ciência Cristã, não lhe ocorreu apoiar-se na Ciência para cura, nessa situação em particular. Assim, lá estava ela—num lugar estranho, sem conhecer ninguém, sem telefone, sem condução e com uma filha desesperadamente doente.

Em pânico, ela correu para uma casa próxima, procurando alguma ajuda. Ficou sabendo que o único médico da comunidade se encontrava a serviço numa cidade vizinha. Foi-lhe assegurado que ele viria logo que possível! A casa na qual ela usou o telefone era uma pensão, e duas senhoras que lá moravam acompanharam-na bondosamente de volta ao lar, para dar apoio à sua nova e assustada vizinha.

Quando elas entraram em meu quarto, encontraram-me delirando em febre, num balbuciar incoerente. Uma das senhoras pôs a mão na minha testa e, cheia de medo, exclamou: “Essa criança está ardendo em febre!” Justamente quando o medo de minha mãe aumentava ainda mais, a outra senhora adiantou-se e calmamente declarou com grande autoridade: “Mas essa criança está perfeitamente bem”.Minha mãe conta-me que cada vez que aquela senhora falava, mamãe sentia o medo diminuindo. A senhora continuou a conversar comigo como se nada houvesse de errado—perguntou-me se eu já vira seu cachorrinho. Bem depressa, conversei coerentemente com ela e logo depois, tranquilamente, adormeci.

Quando o médico chegou, examinou-me e não pôde encontrar nada de errado! Achou que havia ocorrido um engano. Na manhã seguinte eu estava de pé, normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Quanto mais mamãe ponderava sobre minha inacreditável cura, mais certa eu sentia de que o que ocorrera estava relacionado com aquela amável vizinha que lhe havia acalmado o medo. Após indagar, ficou sabendo que a senhora era Cientista Cristã—e não somente Cientista Cristã, mas praticista da Ciência Cristã! E foi aquela a primeira cura ocorrida em nossa família.

Bem, por certo a praticista não me dera tratamento pela Ciência Cristã sem ter sido solicitada. Mas obviamente havia lançado o peso de seu próprio pensamento no prato da Verdade e da saúde, esperando somente o bem—em vívido contraste com a outra senhora, que, embora também se preocupando e desejando ajudar, sem querer dera impulso negativo no caso, ao temer desorientadamente o pior e provocar ainda maior medo e pavor no ambiente.

Todos desejamos que o nosso cuidado pelos outros tenha efeito sanador em vez de ser inútil ou, mesmo, nocivo. Portanto, se formos nós o paciente, o praticista, o enfermeiro da Ciência Cristã, ou membros ou amigos da família, é extremamente importante atentarmos para que a influência do nosso pensamento pese em favor da cura e não se torne, inadvertidamente, em obstáculo nalguma situação.

A Srta. Eddy escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Tua influência para o bem depende do peso que lançares no prato certo da balança”.E: “Se os pratos da balança estão bem equilibrados, o tirar um peso de qualquer dos pratos dá preponderância ao outro. Qualquer influência que puseres do lado da matéria, estarás tirando da Mente, que, de outro lado, preponderaria a tudo mais”.

Pode-se usar a metáfora de pratos da balança para representar com ela tanto o pensamento individual como, num sentido mais amplo, a assim chamada consciência humana, a consciência humana coletiva e sua noção atual da natureza da realidade. Num dos pratos da balança estaria o peso da crença material e no outro prato teríamos o peso da compreensão espiritual. A cura ocorre em determinado caso quando, pelo efeito da oração, concentra-se maior peso no prato espiritual—quando o pensamento se apóia com maior vigor na realidade espiritual do que na ilusão material.

Suponha estar você na companhia de um amigo e este sofre de uma alucinação mental. Ele imagina estar com o corpo coberto de aranhas, centenas delas. Está totalmente apavorado e, é lógico, você quer ajudá-lo. Fará o quê? Pegará num matador de moscas e tentará eliminar as aranhas? Ou talvez recomendará um bom inseticida? Irá lamentar-se com ele por estar ele nessa aflição horrível?

Certamente que não! Se você o acompanhasse no sonho e se deixasse se envolver pela ilusão, ficaria incapacitado de ajudá-lo. Portanto, você permanece fora do sonho e desperta seu amigo para a realidade, rompendo o mesmerismo. Você convence seu amigo de que não há nele aranha nenhuma—que toda a cena é mero fruto de uma falsa impressão, que ele está totalmente a salvo. Como estudante de Ciência Cristã, você vai mais além. Afirma que Deus é a Mente de seu amigo—a única Mente. Portanto, seu amigo não está sujeito ao falso medo. Não ocorreria a você cuidar das aranhas. Você sabe que aí não há nenhuma! Ao contrário, enfrenta o problema e elimina a crença insana de estar seu amigo coberto de aranhas. Você lida com a situação ao nível do mesmerismo.

Agora, suponha você estar com um paciente, ser o praticista ou o enfermeiro dele; ou, suponha estar com um ente querido e este sofrendo um ataque cardíaco. Aí, tudo já soa mais real do que imaginárias aranhas, não é mesmo? Assim se dá devido a nossa educação errônea nas crenças materiais. Mas, não é isso também uma ilusão? O homem, como reflexo de Deus, como Sua própria imagem e semelhança, é necessariamente tão incapaz de ter um ataque cardíaco como Deus o é! No livro de João encontramos as palavras de Cristo Jesus: “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai;… assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.

A Vida e a substância do homem é Deus e nesta Vida e substância inclui-se sua saúde. O homem real é emanação divina. Ele expressa a própria perfeição eterna de Deus. O homem não tem condição mortal, material, nem má condição física.

Tudo quanto, de substância ou de ação espirituais foi falsificado no corpo material, está, de fato, perfeito. O conceito errado de coração ou de qualquer outro aspecto do corpo não é, nem um pouco, a verdadeira expressão da Mente. Nós todos refletimos, em formas individuais, a presença sustentadora de Deus, o grande coração do Amor. Como seria possível ao seu paciente ou ente querido sofrer um ataque cardíaco? Você e ele, ambos refletem a Vida. Ambos pertencem a Deus e por Deus são governados. Para Deus não há oposição.

Portanto, veja você, uma crise dessas é uma cena ilusória, pois é uma impossibilidade! E, na medida em que mantivermos o pensamento acima do quadro do sonho mortal, acima da falsa educação de que algo precisa ser feito fisicamente ao coração(como às aranhas, no exemplo anterior), na medida em que permanecermos acima do sentido pessoal errôneo e da falsa responsabilidade—nessa mesma medida lançaremos, de fato, nosso peso no prato certo da balança.

Compreender que um problema é apenas uma falsa pretensão não basta. Saber que é uma falsa pretensão nos conforta e nos prepara para orar ainda mais, mas não basta para efetuar a cura. É preciso continuar o raciocínio em oração, até compreendermos que não existe tal pretensão!

Deus é Tudo—é a única consciência. Como Deus é a Mente divina, Deus expressa Sua sabedoria no homem. Uma vez que a ação criativa da Mente é “saber”, nada se cria—não existe—a não ser que Deus o conheça. O homem, como uma imagem na Mente divina, sabe apenas o que a Mente lhe faz saber pela lei do reflexo. Deus é onipresente, onipotente, onisciente—é Tudo-em-Tudo. Portanto, nada há para proclamar uma pretensão contrária! Como Cristo Jesus o disse, o erro, o mal, é “mentiroso e pai da mentira”. A crença em qualquer forma de materialidade é uma falsidade em si própria, não tem origem nem lugar para existir, não tem ninguém para conhecê-la nem tem nenhum efeito. Ciência e Saúde deixa claro o nada do erro, nas seguintes palavras: “A ilusão, o pecado, a doença e a morte resultam do falso testemunho do sentido material, o qual, de um ponto de vista hipotético fora da distância focal do Espírito infinito, apresenta uma imagem invertida da Mente e da Substância, onde tudo se apresenta de cabeça para baixo”.Imagine-se o falso testemunho apresentando uma imagem invertida baseada num suposto ponto de vista fora da distância focal do Espírito infinito!  Está claro que não pode haver aranhas nem pessoa mesmerizada! Não pode haver nenhum ataque cardíaco nem a pretensão de que haja algum! A mente mortal é “mentirosa” e é o “pai da mentira!”.

Raciocinar desse modo em oração e compreender que o indivíduo passa a ser a maioria quando seu pensamento se coaduna com a lei divina, faz a luz do Cristo incidir sobre a situação humana específica e lança nosso peso no prato da cura. Mas os estados de pensamento anteriormente mencionados—o medo, o sentido pessoal, a comiseração, a falsa responsabilidade, a participação mesmérica no erro e a falsa educação nas crenças e leis materiais—lançariam nosso peso em sentido contrário à cura.

Atualmente, o maior impedimento para a cura, no movimento da Ciência Cristã, talvez esteja na tentativa de misturar o tratamento pela Ciência Cristã com remédios materiais. Tal procedimento simplesmente não funciona! O tratamento pela Ciência Cristã afirma que o homem é espiritual. Quando alguém inverte seu curso e procura ao mesmo tempo remédios materiais ou busca diagnóstico médico, está realmente declarando: “Sou material”.Um método anula os efeitos do outro na balança da confiança mental, e a cura fica bloqueada até que a frivolidade de misturar os métodos seja compreendida e abandonada. Alguém pode até atrasar sua cura sem que, de fato, chegue a consultar um médico ou tomar remédios. Se, enquanto alguém recebe tratamento pela Ciência Cristã, mantiver no fundo da consciência a ideia de que, não sendo curado espiritualmente, ainda poderá recorrer à medicina, isto já é suficiente para impedir a cura. Enquanto sua confiança e esperança estiverem divididas entre Deus e a matéria, tal divisão impedirá a pessoa de ter confiança radical no Espírito suficiente para fazer pender a balança para o lado certo. Assim, a fim de efetuar a cura espiritual num caso desses, é preciso negar diretamente a pretensão de que o homem possa ser doutrinado com crenças materiais. Falando cientificamente, a falsa educação que um paciente parece manter em pensamento faz tão pouca parte dele como a doença; e somente necessita ser corajosamente enfrentada e curada.

A atração hipnótica e magnética da falsa crença na morte está entre os métodos da mente carnal que nos induzem a lançar peso no prato errado da balança. Dificilmente alguém aceitaria a ridícula sugestão de que lhe seria melhor estar aleijado ou de que mais fácil seria para ele e para todos se ficasse cego; mas talvez se deixaria levar pela crença mesmérica de que para ele a morte seria uma bênção ou facilitaria as coisas para a sua família. Este tipo de raciocínio predomina na sociedade. Nos hospitais, os pacientes com diagnóstico de doenças terminais, por exemplo, seguidamente acompanham sessões de aconselhamento visando a ajudá-los a aceitar a morte como parte natural da vida. Não obstante, desde o ponto de vista da Ciência Cristã, a morte não pode ser parte da vida. As duas são exatamente opostas. A realidade é a Vida divina e sua expressão; a morte não tem existência—é uma contradição.

A falsa teologia—outro fator importante em impedir a cura – também apoiaria essa pretensão de que a morte é uma amiga que liberta as pessoas do sofrimento e das condições materiais. Mas este ensinamento está em conflito direto com a missão de Cristo Jesus, que superou toda materialidade, inclusive a morte. Se a morte fosse realmente uma amiga, isto contradiria a inspirada declaração de Paulo: “O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as cousas (Cristo) sujeitou debaixo dos seus pés”.

A pretensão mesmérica de que a morte é inevitável e que é remédio a ser buscado, parece especialmente atraente nos casos de idade avançada. Mas o Cientista Cristão esclarecido está alerta e nunca lança seu peso na direção da morte, quer para si quer para outrem. Não temos por meta preservar a vida na matéria, e, sim, compreender a existência espiritual ininterrupta do homem—ver claramente que o homem nunca nasceu na matéria e, portanto, nunca pode morrer na matéria, que ele coexiste com Deus, expressando a eterna vida espiritual. A experiência humana reflete nossa aceitação atual da realidade divina e por isso a situação humana corresponderá de maneira apropriada à nossa compreensão no presente. “Como” não é da nossa preocupação. A nossa responsabilidade é apenas a de lançar todo nosso pensamento no lado da Vida.

Resumindo, podemos relembrar o que foi dito anteriormente: que precisamos não só ver o erro como uma falsa pretensão, mas também, persistir até perceber que, em realidade, não existe tal pretensão. A Sra. Eddy declara: “Dizer que há uma falsa pretensão chamada doença é admitir tudo o que a doença é; pois esta não passa de uma falsa pretensão. Para sermos curados, precisamos perder de vista uma falsa pretensão”.

Referindo-se ao anjo no Apocalipse que “se apresentou com balanças para pesar os pensamentos e ações dos homens”, a Sra. Eddy escreve: “Viestes para serdes pesados; e, no entanto, eu não vos pesarei nem vos farei pesar. Por quê? Porque Deus faz tudo e não há nada no prato oposto da balança. Não há dois pratos—Mente e matéria. Precisamos libertar-nos desse conceito. Da forma como geralmente pensamos, imaginamos que tudo estará bem se lançarmos algo no prato da Mente, mas precisamos compreender que a Mente não é pesada com a matéria; somente então estaremos trabalhando de um só lado e em conformidade com a Ciência”.

Não há oposição a Deus. Lemos em Jô: “Se ele resolveu alguma cousa, quem o pode dissuadir? O que ele deseja, isso fará”.Frente à totalidade, não pode haver lado oposto—nada no prato oposto da balança! Que não existe nada no prato oposto da balança fica provado, em certo grau, cada vez que uma cura acontece por meio da oração na Ciência Cristã.

(De O Arauto da Ciência Cristã)
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MÉTODO USUAL DE MENTALIZAÇÃO PARA A CURA

MÉTODO USUAL
DE MENTALIZAÇÃO PARA A CURA
Masaharu Taniguchi
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Ao fazer a Meditação Shinsokan para curar alguém, em primeiro lugar você deve concentrar sua mente em Deus, que é a Essência de tudo. Ou seja, deve mentalizar que Deus é a única Existência Verdadeira e que no mundo da Existência Verdadeira tudo está em paz e harmonia. Você deve mentalizar essa Verdade até senti-la com todo o seu ser, toda a sua alma. Então, visualizando por alguns momentos o aspecto em que reina a paz perfeita, você agradece a Deus e mentaliza várias vezes alguma das frases contidas na Bíblia, que estimulam a fé, como: “Pedi, e vos será dado; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á”.

(…) Com isso, você se torna receptivo à força do Espírito do Universo e sente como se recebesse dele uma corrente elétrica. Ao atingir o estado mental de total serenidade, sentindo-se um com Deus, você deve voltar sua atenção à pessoa que está recebendo a mentalização para a cura e visualizar a imagem em que ela se encontra no mesmo estado sereno que você acabou de alcançar. É essencial visualizar a pessoa já perfeitamente sadia, mentalizar que a Vida que nela se aloja é a de um ser espiritual dotado de saúde perfeita. Você deve mentalizar até que esse fato seja gravado no subconsciente da pessoa. Então você pronuncia o nome da pessoa e mentaliza que ela foi feita à imagem de Deus e que a luz da Verdade, que existe dentro dela, está trabalhando para extinguir por completo a treva da enfermidade.

(…) É preciso fazer a mentalização com postura mental serena e positiva. Deve ter em mente que não é você quem está curando o outro, e sim a força de Deus que flui em você através do “fio condutor” que é a sua conscientização da Verdade.

(…) Nesse momento, mantendo a mente serena, você deve repetir várias vezes, do fundo da alma, as seguintes palavras: “Seja feita a Vossa vontade, assim no mundo fenomênico como no mundo da Imagem Verdadeira”. Tendo procedido desse modo, basta esperar confiante, entregando tudo nas mãos de Deus, pois você concluiu a parte que lhe cabia. E assim, após reafirmar esse sentimento de confiança, você termina este método usual de mentalização para a cura, repetindo mentalmente as seguintes palavras de agradecimento: “O que desejamos foi concretizado em nome de Deus, pelo poder do Espírito. Muito obrigado.

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TRATE-SE TODOS OS DIAS

TRATE-SE
TODOS OS DIAS
William Curtis Coffman
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Deus nos dotou da capacidade de manifestar Seu poder divino em nosso dia-a-dia. Para isso, é preciso preservar um sentido consciente da união com Deus, a Mente eterna. Quando começamos a conscientizar a presença eterna de Deus, que Ele está mais perto do que a atmosfera ou a luz solar, começamos a demonstrar nossa unidade espiritual com o Pai. Escreve Mary Baker Eddy: “Simplesmente precisais preservar um sentido positivo e científico de unidade com a vossa Fonte divina, e demonstrar isso todos os dias”.
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Um dos primeiros requisitos da oração que se faz por si mesmo é o de expulsar o medo, pois este é inimigo do progresso. O medo desaparece na medida em que se estabelece na consciência o fato de que toda realidade é Deus. Progride-se conscientizando-se todos os dias da superioridade que o homem tem sobre a velhice, os acidentes, a doença, a morte e todo o erro, e com a negação destes deve vir a afirmação da realidade espiritual de que o homem é espiritual e vive no Espírito de Deus. Deve-se reconhecer que o erro latente não tem lugar na consciência do homem e qualquer sugestão agressiva do mal que possa gritar para ser ouvida, deve ser calada. Não basta uma breve negação do erro em geral. As pretensões devem ser negadas especificamente e devem ser usadas verdades espirituais específicas para anulá-las. Esta limpeza específica do pensamento traz a paz de Deus que excede todo o entendimento humano.
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A Identidade em Cristo, a verdadeira Mente do homem, é sustentada por Deus. Não pode ser mesmerizada por sugestões mentais agressivas. Nela não há o menor traço de sugestões mentais agressivas que haveriam de amedrontar, desviar, deter, ou impedir-nos de fazer hoje o trabalho que nos compete. Vigília constante é o preço que temos de pagar para adequadamente proteger o nosso lar mental.
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Nosso dever para com Deus é não servir a nenhum outro deus—só ao único Deus infinito, que é Princípio, Vida, Verdade, Amor, Espírito, Alma e Mente divinos.
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O mal é sempre irreal. Não é um homem, pois o homem é ideia espiritual e perfeita de Deus. O mal é mero conceito errado, o oposto do que é verdadeiro. Portanto, o lugar único em que poderemos superar o erro é na consciência, em nosso próprio pensamento, e não no de nosso próximo. Independente de qual a discórdia com que pareça estarmo-nos confrontando, é preciso ver a sua irrealidade em nosso pensamento. Ela não tem maior realidade do que a que lhe damos. A oração por nós mesmos é a nossa linha de ataque. Sua finalidade primária é varrer do nosso pensamento todos os conceitos de existência que não se originam em Deus. Nesse processo de limpeza, naturalmente ajudamos os outros, pois os bons pensamentos, que manifestam Deus, abençoam todos aqueles sobre quem repousam.
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Quando ficamos tentados a fazer uma realidade do erro cometido por outra pessoa, estamos, sem o saber, alinhando-nos do lado do erro. Alguma crença na realidade do mal, que ainda não foi resolvida em nossa consciência, talvez nos disponha a crer que o erro de outrem é realmente a individualidade dessa outra pessoa. Resolve-se um problema humano, isto é, anula-se o erro, mediante o trabalho mental diário que se faz para si mesmo: e, nesse trabalho, acha-se incluído o deslindar em nosso próprio pensamento as tramas do sentido material.
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Se alguém quiser atingir a salvação plena do pecado, da doença e da morte, precisa ver mentalmente a irrealidade do que o sentido material chama de existência mortal e vir a compreender que sua única história real é sua história espiritual. O homem já se acha estabelecido como a expressão individualizada da Mente divina. É importante negar todo erro ou pecado no decurso da vida humana e afirmar, com compreensão, o fato oposto, isto é, a existência espiritual. O único meio certo de viver é o de manter o pensamento unido a Deus, é seguir com Deus e falar com Ele. Então o Espírito, a Mente, haverá de eclipsar as discórdias da matéria e trazer a cura. A obstinação, a justificação própria e o egotismo têm de ser sobrepujados porque são empecilhos à cura. Ocultam a unidade que há entre o homem e Deus.
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Cristo Jesus é nosso modelo para a cura pelo poder do Espírito. Sua obra de curar alicerçava-se na união que há entre o homem e Deus. Em certa ocasião, declarou: “Eu nada posso fazer de mim mesmo”, e noutra oportunidade disse: “Eu e o Pai somos um”. A Sra. Eddy escreve: “Assim como uma gota de água é uma com o oceano, um raio de luz um com o sol, do mesmo modo Deus e o homem, o Pai e o Filho, são um no ser”.
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É preciso grande humildade para demonstrar que o homem é um com Deus. O orgulho humano e a força de vontade não fazem parte da demonstração. A união com o Pai só é alcançada à medida que os mortais lançam fora a natureza carnal e manifestam a natureza divina. Para a obtenção desse mais elevado e digno de todos os objetivos, é essencial a oração diária por si mesmo, feita com compreensão.

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COMO VENCER A CARÊNCIA

COMO VENCER A
CARÊNCIA

Sharon Slaton Howell

É perfeitamente possível alguém atravessar, sem perturbar-se, esta época de desafios econômicos, tendo tudo o de que necessita. Na verdade, qualquer pessoa pode começar a eliminar a carência de seu pensamento e de sua vida agora mesmo. Todos têm o mesmo direito de estarem livres da pobreza, bem como do pecado e da doença. E essa libertação é possível pela compreensão de que o homem é a criação espiritual de Deus, o bem ilimitado, e que temos o direito de irradiar o bem infinito de nosso verdadeiro ser aqui e agora.

A despeito da crença do mundo de que somos mortais com necessidades materiais, as quais terão, de alguma maneira, que ser supridas de fora de nós, somos, na verdade, os descendentes perfeitos e espirituais de Deus, mantidos por Deus num eterno estado de inteireza.

Encontramos na Bíblia inúmeras afirmações que mostram ser a carência ilegítima. Por exemplo, no primeiro capítulo do Gênesis é-nos revelado claramente que Deus deu ao homem que ele criou, domínio sobre toda a terra. Mas quão pequeno domínio há ao labutarmos por ganhar com árduo esforço o dinheiro suficiente para despesas com alimentação e aluguel! A solução é compreender que não somos mortais, que nosso Pai-Mãe nos criou como Sua expressão espiritual, para expressarmos a Sua abundância—não para rastejarmos pelo bem. “A Ciência Cristã revela a possibilidade de se conseguir todo o bem, e põe os mortais a trabalhar para descobrir o que Deus já fez…”, escreve a Sra. Eddy. O Princípio divino concluiu o seu trabalho. Quando Deus nos criou, não deixou faltar coisa alguma, nem mesmo um til, a tudo o de que Lhe temos de prestar alegre e perfeito testemunho. Tudo o que os falsos sentidos físicos podem fazer é fechar nossos olhos—segundo a crença—para o bem espiritual infinito que sempre tivemos.

Cristo Jesus mostrou à humanidade como dominar o receio de não ter o suficiente. Revelou o lugar exato de todo o bem verdadeiro—sua infinidade—quando declarou: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro em vós”.(Lc 17:20-21). Jesus também revelou o cuidado magnânimo de Deus por Seus filhos na parábola do filho pródigo, que dissipara a sua herança. Recobrando finalmente o bom senso, o jovem retornou à casa, conta-nos Lucas. Para aquele pecador maltrapilho, quaisquer roupas velhas serviriam, mas, não! O pai amável e generoso mandou que preparassem para o filho a melhor roupa, um anel, sandálias e uma festa suntuosa. Disse-nos o Mestre que é desta maneira que nosso Pai celeste nos trata quando recuperamos a consciência e voltamos para casa—quando despertamos por meio do Cristo, a Verdade, para nossa verdadeira condição de descendentes espirituais de Deus e para o bem que nos pertence eternamente. Jesus também nos ensinou como demonstrar abundância continuamente: “Daí, e dar-se-vos-á: boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.Qualquer que seja o nosso campo de trabalho, colocando em prática nossa verdadeira identidade através de atividades altruísticas, através de ações amáveis para com outros, recebemos, em troca, o suprimento de nossas próprias necessidades.

Alguém pode não estar conseguindo demonstrar a abundância de seu ser verdadeiro porque, como o incrédulo Tomé, está pensando: “Mostre-me o dinheiro e então acreditarei que Deus pode me suprir com o suficiente para o pagamento do aluguel”.Mas Deus exige que tenhamos igual confiança radical nEle quando estamos passando por necessidades financeiras como quando temos dificuldades físicas. A pessoa deve olhar além do que os sentidos materiais estão dizendo a seu respeito e acerca de sua situação financeira e reconhecer-se como a ideia completa do bem inexaurível, incapaz de experienciar limitação de qualquer espécie. Para curar a crença de carência precisamos compreender que a onipresença do Espírito é a única substância verdadeira. “Não acreditar no erro destrói o erro, e leva ao discernimento da Verdade”, é afirmado em Ciência e Saúde. Sendo a carência uma forma de erro, sabemos, então, que descrer da carência a destrói, e faz com que a afluência imutável do homem seja reconhecida e demonstrada.

Quando alguém supera o pensamento limitado e recesso, deixa de delinear a maneira pela qual Deus vai suprir às suas necessidades. Desenvolve uma condição de naturalidade em relação ao suprimento e identifica os recursos infinitos do Amor divino. Se Jesus pôde encontrar na boca de um peixe os recursos necessários para o pagamento de impostos, será que precisamos nos preocupar com a maneira pela qual Deus satisfará às nossas necessidades?

Quando a prosperidade se manifesta, a pessoa deve vigiar para que não venha a adorar no santuário de sua própria capacidade e engenho. A abundância deve fazer com que nos tornemos mais humildes, reverenciemos o trabalho maravilhoso de Deus, atentos para o fato de que somente Deus é a fonte do bem.

Às vezes, um indivíduo pode sentir-se mais do que simplesmente limitado de um ponto de vista financeiro. Perda de emprego, dívidas acumuladas e nenhuma forma visível de superar a situação podem mesmo fazer com que alguém fique tentado a desistir. Entretanto, tais condições não existem no reino de Deus, o reino do real. O bem nunca cessou para o filho de Deus: assim, não tem de ser arduamente reavido. Compreendendo-o, a pessoa verá que sua saúde financeira é restaurada na maneira incomparável da Mente.

É correto ter tudo o de que necessitamos— ter abundância. É impossível não tê-la quando alguém entende o fato de que, como ideia de Deus, reflete continuamente a abundância do Espírito infinito. A Ciência Cristã esclarece o mal-entendido de muitas pessoas tementes a Deus, que imaginam que, de alguma maneira, alguém se chega mais ao Pai quando está carente de bens mundanos. Quando alguém percebe que o seu verdadeiro ser é a própria idéia do bem ilimitado, simplesmente não pode continuar tendo carência.

Um dos alunos da Sra. Eddy lembra suas palavras: “Quando comecei a estabelecer a Causa precisava de dinheiro, mas agora aprendi que Deus está comigo, que Ele me proporciona tudo e que não posso sentir falta de nada”.Ela também disse: “Quando você se coloca diante de um espelho e olha para o seu reflexo, este é o mesmo que o original. Ora, você é o reflexo de Deus. Se as mãos dEle estão cheias, as suas mãos também estão, se você O reflete. Você não pode conhecer a carência”.Manter persistentemente em nosso pensamento que o homem, como reflexo espiritual de Deus, tem tudo o que Deus tem, agora, transformará a experiência de qualquer pessoa, mantendo-a em linha com a Lei Divina do Bem Ilimitado.


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A MISSÃO SANADORA DA VERDADE -3 -FINAL

A MISSÃO
SANADORA DA VERDADE
George Reed
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PARTE 3 – FINAL
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“Aquilo que não é” pode apresentar-se de forma sutil ou agressiva. Nossos livros-texto, no entanto, nos ensinam que um engano precisa ser trazido à luz no abstrato – sem referência a pessoas, lugares ou coisas, como numa parábola; ou então, de forma direta – com franqueza, honestidade e sinceridade; ou de forma enérgica, ou seja, com força, energia e poder espirituais; mas sempre sob o impulso do Amor divino. Em todos os casos, porém, precisamos deixar de acreditar no erro, precisamos desarmá-lo e destruí-lo com a compreensão da Verdade, provando que o mal se vence com o bem.

Por outro lado, será que existem ocasiões em que seria mais aconselhável não apontar um erro? Sim. Por exemplo, no caso de alguém que porventura possa reagir de forma violenta contra si mesmo ou contra outrem. Também não nos sentiremos inclinados a trazer um erro à tona enquanto ele parecer real para nós. Em alguns casos a sabedoria divina talvez leve o praticista a manter silêncio e deixar que a crença “daquilo que não é” se destrua a si mesma. Houve momentos em que Jesus permaneceu em silêncio, permitindo que a mensagem sanadora do Cristo falasse por si mesma. Se o praticista deve ou não apontar o erro de forma audível, será determinado por uma honesta demonstração da Verdade e do Amor. É evidente que o praticista estará sempre afirmando a verdade, mesmo que não a expresse de viva voz. A palavra de Deus somente pode ser expressa com autoridade, quando for proferida com base na sabedoria, compreensão espiritual e na demonstração. Um praticista tem o poder de dar voz à Verdade divina de forma eficaz na prática, quando ele compreende o que Deus sabe e quando demonstra a Verdade em sua própria vida. É então que a voz do Cristo se faz ouvir.

O que cura não é o que se sabe de uma pessoa ou de um problema, sob o ponto de vista humano, mas o que se compreende da totalidade de Deus e da perfeição do homem como Sua ideia. Quando a Verdade divina inunda o pensamento do praticista com o amor e a bondade da criação espiritual e pura de Deus, o erro inevitavelmente cede. O importante é não aceitar essa crença, não temer e tampouco lutar contra “aquilo que não é”, como se fosse uma realidade. Quando tranquila e firmemente substituímos o erro pela realidade da perfeição de Deus, a lei da Verdade desmascara o erro como sendo o nada e o destrói.

A história bíblica da cura de uma mulher que tinha uma hemorragia ilustra a ação da Ciência da cura cristã. Depois de sofrer doze anos e de haver despendido todos os seus recursos com os médicos de sua época, essa mulher procurou com toda a sua fé tocar Cristo Jesus em busca de cura.

A Sra. Eddy escreve esse incidente: “Quando Jesus voltou-se e perguntou Quem me tocou? Ele deve ter sentido a influência do pensamento da mulher; pois está escrito que ele reconheceu que dele saiu poder. Sua consciência pura discernira o que havia acontecido e proferiu o veredicto infalível; no entanto, ele não aceitou o erro da mulher por afinidade nem por enfermidade, pois ele o detectou e destruiu.” Jesus atendeu à exigência da Verdade e deixou que o Cristo detectasse “aquilo que não é” e o destruísse. A consciência do Cristo, que Jesus expressava, sabia que Deus é a única Vida perfeita e o Princípio da perfeição que a tudo governa. Jesus não associou o erro à mulher nem a si mesmo, pois a lei do Amor na destruição do erro manda que despersonalizemos o erro, considerando-o nada e ninguém, ao mesmo tempo que destruímos o pecado. A mulher foi curada.

Nosso Mestre mostrou-nos, e Ciência e Saúde nos explica, como deixar que o Cristo, a Verdade, detecte e destrua “aquilo que não é”, para que “aquilo que é” – a bondade e a harmonia espirituais – brilhe para todos. Mesmo que estejamos apenas iniciando na prática da Ciência Cristã, podemos discernir e expressar a sabedoria, a verdade e o amor de Deus, que fortalecem e protegem nossa demonstração da missão sanadora da Verdade.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Dezembro 1994)

A MISSÃO SANADORA DA VERDADE – 2

A
MISSÃO
SANADORA DA VERDADE
George Reed
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PARTE 2
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De que forma “aquilo que não é” se apresenta em nosso trabalho de cura? O erro pode manifestar-se como uma crença de medo, ignorância, pecado, doença e até de morte. A luz da Verdade, no entanto, penetra e dispensa a névoa do pensamento, para que possamos ver a Deus perfeito, assim como Sua ideia perfeita, o homem espiritual e livre de pecado. A luz do Cristo revela que “aquilo que não é”, ou seja, o erro ou matéria, em realidade não é nada, porque aquilo que é – a Verdade, o Espírito – é Tudo-em-tudo. A compreensão da totalidade da Verdade e da nulidade do erro resulta em cura.

Deus, a Verdade todo-inteligente, não tem conhecimento “daquilo que não é”. Deus compreende apenas aquilo que fica acima do sentido material. Ele conhece somente aquilo que é espiritual. Por sua vez, o homem real, que reflete a Verdade imortal, também não é afetado por nenhum falso senso material. Portanto, quando detectamos o erro em nosso trabalho de cura, é importante que compreendamos a nulidade dessa falsa crença. O Cristo traz o erro à tona e o elimina, sabendo que se trata de uma mentira, aquilo que não está ocorrendo; e o substitui com a Verdade daquilo que está ocorrendo – a bondade de Deus.

A importância dessa atitude é destacada em Ciência e Saúde: “Põe o erro a descoberto, e ele volta a mentira contra ti. Até que apareça a verdade acerca do erro – ou seja, sua nulidade – a exigência moral não será cumprida,e tua habilidade para reduzir o erro a nada será insuficiente. Deveríamos envergonhar-nos de chamar real àquilo que não passa de engano. Os fundamentos do mal assentam numa crença em alguma coisa separada de Deus. Essa crença tende a sustentar dois poderes opostos, em vez de insistir unicamente nas reivindicações da Verdade. O engano de pensar que o erro possa ser real, quando é meramente a ausência da verdade, leva-nos a crer na superioridade do erro.”

A “crença na superioridade do erro” pretende impedir que demonstremos a missão sanadora da Verdade. “Aquilo que não é” não vem a ser alguma coisa real, exterior ao pensamento mortal. O Cristo detecta todos os métodos secretos ou ocultos do erro que reside no pensamento mortal e mostra que o erro não passa de uma falsa crença subjetiva. O Cristo expulsa de nosso pensamento “aquilo que não é”, quando conhecemos a nós mesmos e pomos em prática a honestidade, a humildade, o amor, o arrependimento, a regeneração e a compreensão do que é verdadeiro e bom – Deus e Sua ideia. A compreensão e a demonstração da totalidade do Amor desvendam e destroem o erro. Além disso, cada cura que obtemos e cada passo de crescimento que damos, preparam nosso caminho para demonstrações mais amplas da missão sanadora da Verdade.

Há situações que envolvem a família, o trabalho, a igreja, ou o governo, em que às vezes é preciso pôr a descoberto algo errado e corrigi-lo. Que fazer nesses casos? A sabedoria instruiu Moisés a pegar a serpente. Jesus, por sua vez, teve a coragem de odiar a iniquidade. Também nós adquirimos sabedoria divina e coragem moral, quando nossos pensamentos e ações estão em sintonia com a Mente de Cristo. O Cristo poderá nos orientar para que falemos a Palavra de Deus com mansidão ou com energia, para pôr a descoberto o que está errado.

Continua..>

A MISSÃO SANADORA DA VERDADE- 1


A MISSÃO
SANADORA DA VERDADE
George Reed
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PARTE 1
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Como praticistas da Ciência Cristã,  que fazer para curar com mais eficácia a nós mesmos, as pessoas de nossa família, nossos amigos e todas as pessoas que nos pedem ajuda? As respostas a essa pergunta encontram-se nos livros-texto da Ciência Cristã: a Bíblia e Ciência e Saúde, de autoria da Sra. Eddy. Esses livros fornecem as regras que nos capacitam a pôr em prática a missão sanadora da Verdade.
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A obediência aos Dez Mandamentos e ao Sermão do Monte, proferido por Cristo Jesus, é fundamental para a cura na Ciência Cristã. Jesus também falou de um Consolador que viria para nos ensinar a seguir o Cristo de forma mais completa. A esse Consolador a Sra. Eddy denominou Ciência do Cristianismo, ou Ciência Divina. Essa Ciência é a Ciência de Deus, do homem e do Cristo. A Sra. Eddy recebeu a Ciência Divina de Deus e através das Escrituras. Ela a praticou, comprovou e explicou em Ciência e Saúde. Essas leis de Deus nos ensinam a viver para Deus, a conviver com nosso semelhante como filhos de Deus e amenizar o sofrimento da humanidade.
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Para fortalecer nossa missão de cura devemos começar compreendendo o que Deus é. Nossos livros-texto revelam Deus como único, infinito e tudo. A Sra.Eddy nos fornece vários sinônimos para Deus, que nos ajudam a compreender Sua natureza. Entre eles temos Princípio, Mente, Espírito. Verdade e Amor. A Ciência de Deus mostra-nos que o Amor divino inspira e apoia nossas demonstrações da missão sanadora da Verdade, tal como fez com Cristo Jesus e seus seguidores ao longo dos séculos.
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Também fortalecemos a nós mesmos e à nossa missão de cura, quando compreendemos o que é o homem. As Escrituras e Ciência e Saúde revelam que o homem perfeito, criado por Deus, ou seja, nossa verdadeira identidade, é feito à imagem e semelhança do Espírito perfeito. A  Ciência do homem prova que a ideia de Deus, o homem, é o reflexo de Deus, genuinamente espiritual, santo e semelhante a Deus.
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Para aperfeiçoar a prática da cura também precisamos compreender o que vem a ser o Cristo. Nossos livros-texto ensinam que o Cristo é a mensagem eterna da Verdade que nos é enviada por Deus, que desperta o pensamento humano para o que Deus é – a Mente única, o Espírito infinito. A Ciência do Cristo faz com que percebamos a nossa santidade, saúde e imortalidade, qualidades que têm origem em Deus e por Ele são mantidas. Esta compreensão, moldada pelo Cristo, cura.
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O Cristo também ajuda o praticista a discernir e a negar o que Deus, a Verdade, não é. Portanto, o fortalecimento da missão de cura também requer que compreendamos “aquilo que não é”, ou seja, “aquilo que não existe”. E o que é “que não existe”? O erro, a ausência da Verdade. É o que não está ocorrendo na realidade espiritual. O erro é basicamente um desvio da exatidão e daquilo que é correto: é o pecado. Ciência e Saúde explica que por trás de todo pecado está a crença falsa de que a matéria tem inteligência, substância ou vida. O erro é trazido à tona e destruído de forma científica pelo Cristo, a Verdade.
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Em primeiro lugar, o praticista põe a descoberto e destrói, em seu próprio pensamento e em seu viver diário, as crenças “daquilo que não é”. O praticista, por assim dizer, limpa continuamente seu terreno mental ao analisar e purificar seu pensamento e comportamento, fazendo um autoexame diário e mantendo o pensamento voltado àquilo que é espiritual. Algumas das crenças sutis relacionadas com “aquilo que não é”, e a respeito das quais o praticista deve estar atento, são: medo ou timidez, prática desonesta ou antiética, falta de fidelidade ou consagração, além de tentações como orgulho, paixão ou sentido pessoal.
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Detectamos e destruímos em nossos pensamentos e em nossa vida “aquilo que não é”, e para isso nos dedicamos ao estudo da Bíblia e das obras da sra. Eddy, à comunhão silenciosa com Deus e ao crescimento espiritual. Então o erro é discernido e destruído pelo Cristo, a Verdade, com maior facilidade e rapidez também em nossa prática pública. Cristo Jesus disse: “Tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mateus 7:5).
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Continua..>

CORPO E IMAGEM REFLETIDA

CORPO
E IMAGEM REFLETIDA
Dárcio
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Por mais que alguém passe horas se vendo refletido num espelho, jamais o seu corpo será aquela imagem nele projetada. Se o corpo do reflexo for tocado pelo dedo, aparentará ser feito do vidro do espelho, mas, sabemos que acreditar nisso seria absurdo! Mas é o que toda a humanidade faz: vê o corpo real, que é ESPIRITUAL, que é LUZ, refletido no espelho da mente humana, e acredita que tal imagem MATERIAL e OPACA,  é o corpo verdadeiro! Enquanto não for separado o joio de trigo, isto é, o conceito da Realidade, esta ilusão predominará!

Onde VOCÊ está, seu CORPO está, ou seja, VOCÊ está manifestado COMO CORPO INDIVIDUAL, o Templo de Deus! E a imagem vista na suposta mente humana? É  um reflexo temporal! Mais nada! Pare de confundi-lo com o que VOCÊ É! Nesse sentido, os ensinamentos enfatizam: Pare de ver aparência e se veja como Essência perfeita; pare de ver miragem e se veja como expressão de Deus! PARE DE ACREDITAR NA ILUSÃO E SE VEJA COMO CRISTO, DIZENDO: “EU SOU A VERDADE!”

Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra; cale-se diante dele toda a terra.
Habacuque 2:20