“PARA TI UMA LUZ MAIS CLARA…-3 (FINAL)

“PARA TI UMA
LUZ MAIS CLARA QUE A DO SOL”
Allison W. Phinney Jr.
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PARTE 3 – FINAL
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Precisamos entrar em acordo, sem demora, com o nosso adversário. Não há dúvida de que para a assim chamada mente mortal a Ciência parece ausente, mas para o homem criado por Deus, para a consciência espiritual, que está sempre presente, a verdade espiritual é natural. Para a maioria das pessoas não deve haver nada de místico ou “muito difícil” nessa asserção. A descrição pode parecer abstrata, mas quem sinceramente se esforçar para perceber a luz espiritual, em breve sentirá familiaridade com os pensamentos que provêm de Deus. Na verdade, há apenas uma Mente, Deus; portanto, ninguém pode estar de fato irremediavelmente mesmerizado ou enganado. À medida que reconhecermos que o homem é, sem dúvida, a expressão espiritual dessa Mente divina e suprema, estaremos menos propensos a ser influenciados pelas crenças oriundas de outra, assim chamada.Num trecho de Ciência e Saúde, que além de descrever nosso progresso individual, também expõe a ascensão espiritual da humanidade, a Sra. Eddy escreve: “Ao sentido mortal, a Ciência, no começo, parece velada; mas uma promessa luminosa lhe coroa a fronte. Quando compreendida, é o prisma e o louvor da Verdade. Quando a encaras honestamente, podes curar, graças a ela, e ela terá para ti uma luz mais clara que a do sol, pois Deus a iluminou”.

Numa época em que milhões de pessoas estão começando a voltar-se para a luz espiritual, não podemos nos deixar desviar da percepção e compreensão metafísicas, ou do tratamento e da cura efetuados pela Ciência Cristã. Mais do que nunca, precisamos nos manter o mais próximo possível da explanação que Ciência e Saúde nos dá sobre a  cura e o tratamento. Uma forma de descrever esse trabalho espiritual tão importante é dizer que nos capacita a separar o joio do trigo. É aquilo que coloca em nossas mãos “o pão da vida” que tanto desejamos partilhar com o mundo, mundo que neste momento está faminto.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1991)
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A LIBERDADE PELO PERDÃO

A
LIBERDADE PELO PERDÃO
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NORMAN V. OLSSON
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Nada é mais curador e libertador para a alma sobrecarregada de revoltas e censuras do que o perdão. O perdão alivia e liberta de tal modo que até os próprios átomos de nosso corpo entoam cantos de alegria. Perdoar pressupõe compreensão. Por isso foi dito que a Verdade liberta.

O mais maravilhoso de tudo é que o poder de perdoar – seja a nós mesmos como aos outros – é divino e inerentemente nosso. Ninguém o pode fazer por nós. Mas é um poder que promove cura, harmonia, compreensão e boa vontade.

Se precisamos de alguma compreensão para perdoar, por outro lado, o perdoar nos traz mais compreensão, acrescentando bênçãos e virtudes outras.

Ainda que reconheçamos a necessidade de perdoar, às vezes nos é difícil expressá-lo cabalmente. É comum que as pessoas se atribuam um pecado imperdoável e severamente se punam. É uma visão humana pretensiosa de julgar-se muito elevado e capaz  de agir melhor. Tais pessoas facilmente culpam e não perdoam a si mesmas nem aos outros. Ora, mesmo que a consciência mais alta que tenhamos hoje veja e se horrorize de um ato de infância e adolescência, deve compreender que, se tivesse real possibilidade de agir melhor naquela idade, não teria cometido aquele ato. Cada qual faz apenas o que pode fazer. E se a consciência atual, mais elevada, compreende aquela falha, por si já a liberta, porque não a cometeria de novo.

Deus é um Espírito de perdão. A questão de perdoar é inteiramente nossa, porque Deus não nos julga! Façamos, pois, nossa parte, perdoando a nós mesmos e aos demais e aceitando o perdão dos outros. Isso é indispensável para removermos os bloqueios psicológicos que impedem o fluxo do amor e da inspiração divina interna. O perdão influi igualmente sobre a saúde, mais do que supomos.

NUNCA É TARDE DEMAIS

A parábola do filho pródigo nos ensina muitas verdades acerca do perdão. Uma delas é esta: nunca é tarde demais para perdoar e aceitar o perdão. Depois de haver feito tudo o que queria, já um pecador arrependido, o filho pródigo resolveu retornar ao lar paterno. Como o recebeu o Pai? Correu ao seu próprio encontro e, lançando-lhe os braços ao pescoço, o reinstalou com todas as honras em casa.

Deus jamais nega o Seu bem. Somos nós mesmos que, por divergência interna, pelo pensar errôneo e julgamentos descaridosos, nos separamos dEle e de Sua Graça.

LIBERDADE ESPIRITUAL

Algumas pessoas relutam muito a perdoar. Têm muito orgulho a vencer, dentro de si. Acham que o perdão é um ato de fraqueza, de capitulação, de mostrar-se culpado. No fundo mesmo, é resistência do orgulho, que não se troca pela liberdade espiritual.

Lembremos a passagem evangélica em que Pedro perguntou a Jesus: “Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão os seus pecados contra mim? Sete vezes?” O Mestre replicou: “Não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete” (Mt. 18: 21-22). A resposta claramente mostra que devemos perdoar sempre! Não há fim nem limites ao perdão, assim como a todas as demais virtudes espirituais. Se houvesse término e limite para o amor, para a compreensão, para a compaixão ou para qualquer outro dom espiritual, nossas vidas seriam vazias. Toda pregação de Jesus nos exorta a perdoar.

O PERDÃO LIBERTA A ALMA

Liberdade e perdão vão de mãos dadas: são inseparáveis. O perdão – o verdadeiro perdão – vai muito além de um mero gesto ou frase para pacificar, no momento, uma situação conflitante. É uma atitude interna, de empatia e compreensão. É uma calada disposição misericordiosa, não altiva, como alguém que, de cima, concede um favor aos outros. É algo de igual para igual, que vem do fundo do ser, Espírito a Espírito, que procura reatar a unidade essencial que deve haver sempre entre irmãos espirituais. Por isso o perdão liberta a alma.

Ainda que seja necessário andarmos a proverbial “segunda milha”, tenhamos a nobreza de tomar a iniciativa do perdão. Depois nos sentimos bem de havê-lo feito. Pequenas divergências nos relacionamentos humanos se agravam com o tempo, porque nenhuma das partes quer dar o primeiro passo em direção do desafeto, em busca da reconciliação. Infelizmente, a tendência aos mexericos, aos “leva-e-traz” – os mal-entendidos chegam a profundas rupturas, se logo não os sanamos com o perdão. Devemos ser misericordiosos conosco mesmos e com os demais. A humanidade está precisando de mais pontes para vencer os abismos. Mais pontes; menos muralhas. Viram o alívio causado pela destruição do muro de Berlim? Viram com que alegria se rasgou a Cortina de Ferro?

A alma espelha aquilo que pensamos e sentimos. A atitude imperdoadora nos isola do verdadeiro Ser espiritual – o Cristo em nós – impedindo-nos receber dEle a compreensão da verdade, a misericórdia, o amor. A menos que nos mantenhamos sintonizados ao Cristo interno, é-nos impossível ligar-nos ao Cristo, nos outros. É o Cristo, em ambos, que leva à compreensão e harmonia!

Quando uma divergência ou fato nos tenta a fazer um julgamento negativo de outra pessoa, ou de nós mesmos, relembremos os Evangelhos e busquemos em nós o mesmo Cristo perdoador que estava em Jesus. Ele é que nos dá a compreensão e o impulso perdoador, para recuperarmos a liberdade interna que é de valor inestimável. Ninguém pode ser interna e legitimamente livre, se não exercita o divino poder do perdão.

Deixemos, pois, que a nobreza do Espírito Se exprima em todas as nossas atividades e relacionamentos humanos, como também no modo de ver e compreender a nós mesmos.

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“PARA TI UMA LUZ MAIS CLARA…- 2

“PARA TI UMA
LUZ MAIS CLARA QUE A DO SOL”
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PARTE 2
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Se, por exemplo, somos honestos em seguir o Cristo, e com vigor nos empenhamos em praticar a Ciência Cristã, mas ainda assim ficamos perturbados com a sensação de que há algo de vago na prática da Ciência Cristã, então é necessário percebermos que esta sensação nos é imposta. Nada tem a ver conosco. Por mais que pareça expressar com fidelidade nosso estado mental, essa sensação é na realidade o efeito mental do ambiente persuasivo, materialista. A Sra. Eddy refere-se a essa influência numa frase que de forma alguma é um jargão incompreensível: “sugestão mental agressiva”.

Tornamo-nos hábeis em resistir a essa influência, quando obedecemos a preceitos espirituais. Não há dúvida de que não devemos nos envolver num diálogo com tal sugestão, mas faz-se necessário que não a creiamos. De acordo com a Ciência Cristã, precisamos compreender que essa sugestão não tem o direito de nos envolver. Não se trata de algo de bom senso que nos é apresentado por uma inteligência justa e honesta. Seu propósito é obscurecer o fato espiritual.

Em vez de ficarmos emaranhados com a sensação de que não sabemos o que precisamos saber, devemos despertar para o que de fato está ocorrendo e seguir adiante, vivenciando com honestidade a bondade que provém de Deus. A Sra. Eddy escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Se o pensamento se sobressalta ante o vigor com que a Ciência proclama a supremacia de Deus, ou Verdade, e põe em dúvida a supremacia do bem, não deveríamos, pelo contrário, espantar-nos ante as vigorosas pretensões do mal e duvidar delas, e não continuar a pensar que é natural amar o pecado e desnatural abandoná-lo – não continuar a imaginar que o mal está sempre presente, e o bem ausente? A verdade não deveria parecer tão surpreendente e desnatural quanto o erro, e o erro não deveria parecer tão real quanto a verdade”.

Por maior que seja nosso desejo de fazer o que for preciso para lutar a favor da Causa da Verdade, faz-se necessária contínua regeneração cristã para estarmos em condições de sermos úteis. Essa regeneração habilita-nos a perceber e a pôr em prática, a veracidade da explanação científica sobre os elementos e a natureza da batalha cristã. Essa luta não é contra pessoas ou elementos da sociedade, mas contra as influências mentais que parecem atingir o pensamento humano. Quando aceitarmos a revelação da Ciência e nos desfizermos da crença em mentes mortais independentes, encontraremos mais liberdade e individualidade. Quando formos capazes de discernir as artimanhas da má-prática ignorante, ou específica, não mais seremos enganados, não mais estaremos agindo contra aquilo que mais nos convém.

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“PARA TI UMA LUZ MAIS CLARA…"-1

“PARA TI UMA LUZ
MAIS CLARA QUE A DO SOL”
Allison W. Phinney Jr.
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PARTE 1
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O escritor C. S. Lewis, em sua obra “The Chronicles of Narnia”, um conto de aventura e fantasia destinado a jovens e adultos, faz um relato de um sombrio reino subterrâneo governado por uma perversa rainha dotada de poderes mesméricos. Ela captura os heróis da história e, em determinado ponto, eles tentam descrever a essa entidade malévola o sol e o céu, para onde almejam retornar. A rainha cruel lhes faz, então, algumas perguntas que parecem inofensivas.

“O que é esse sol de que vocês tanto falam? Pergunta. “Essa palavra quer dizer algo especial?”

Um dos terráqueos tenta descrever o sol como algo semelhante a uma grande lâmpada suspensa no céu.  A rainha malvada pergunta onde o sol está pendurado.

Enquanto pensavam em como responder-lhe, ela acrescentou: “Percebem? Quando vocês tentam definir claramente o que é este sol, vocês não conseguem descrevê-lo… Esse sol é um sonho, não há nada nesse sonho que não tenha sido copiado da lâmpada. A lâmpada é a coisa real, o sol não passa de uma fábula…”

“…Após uma pausa e depois de muita luta em seus pensamentos, todos dizem juntos: “Estais certa. Não existe sol.” Foi um alívio dar-se por vencido e concordar.

Em vez de descreverem seu mundo, os heróis entram  em acordo, pelo menos temporariamente, com a sugestão de que o mundo que conhecem e amam não existe.

Lewis foi um cristão devoto e extremamente inteligente. Ele sabia que a experiência e o significado da luz espiritual sofrem, por vezes, sutil e persistente oposição do “bom senso” existente no mundo. Sua parábola, sob a forma de história, é intuitiva e irresistivelmente exata ao expor a natureza mesmérica da oposição ao Cristo, a Verdade.

Quem já não sentiu, por vezes, esse tipo de resistência à prática da Ciência Cristã, ao tratamento e à cura, como se essa oposição fosse de fato real? Trata-se, no entanto, de uma atmosfera mental que, em certas ocasiões, invade a consciência, como uma forte neblina que repentinamente cobre a paisagem.

Por exemplo, a sensação de que não lembramos como dar um tratamento pela Ciência Cristã, ou de que não desejamos fazê-lo agora, é um elemento dessa atmosfera mental. Pode ocorrer uma sensação de que o fluxo de ideias espirituais com que estávamos familiarizados tenha se interrompido por um motivo muito válido. A sugestão poderá dizer que o “realismo” exacerbado da existência material é esmagador. Muitos Cientistas Cristãos dedicados têm enfrentado esse tipo de desafio.

Faz-se necessário não apenas trabalhar com mais afinco, mas também com mais talento, para que nos elevemos acima dessa treva mental. Isso nada tem a ver com a esperteza pessoal, pois esse atributo não existe na demonstração espiritual. Podemos, no entanto, trabalhar em mais íntima e proveitosa concordância com as explicações cientificamente cristãs que a Ciência Cristã proporciona.
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A Ciência do Cristianismo, descoberta por Mary Baker Eddy, confirma a percepção que muitos cristãos tiveram sobre o mal. De certa forma aceitaram o que Jesus disse sobre o diabo, ou o mal: “é mentiroso e pai da mentira”. A Ciência Cristã, porém, revela o caráter irreal e essencialmente mesmérico do mal, pois a Ciência revela a onipresença de Deus, que é bom. Se quisermos ser bem sucedidos em nossa oposição à resistência ao Cristo, a Verdade, em vez de sermos constantemente desviados para uma interpretação pessoal e psicológica da vida, precisamos viver e pensar em termos dessa explicação científica.
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ULTRAPASSE AS NUVENS DA ILUSÃO…

ULTRAPASSE AS NUVENS
DA ILUSÃO E PENETRE NA REALIDADE DIVINA
MASAHARU TANIGUCHI
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Não importa o que houve no passado, não importa o que esteja atormentando você no presente, pois essas coisas já não constituem problema no Mundo da Realidade. Acredite na sabedoria, no amor e na força de Deus. As coisas más jamais existiram e nem existirão daqui para frente, pois Deus jamais criou coisas más, nem no passado e nem no presente, e também jamais as criará no futuro.

Você deve acreditar no Bem absoluto das coisas criadas por Deus: deve acreditar também na força infinita e abençoada riqueza de sua própria Essência, pois você é filho de Deus. Deve abandonar a ilusão que confunde a falsidade com a Realidade. Não fique a vaguear eternamente dentro das nuvens de ilusão. Saia acima das nuvens. Embarque no jato da convicção,  atravesse as nuvens negras e saia para o céu azul eternamente imutável. Então encontrará o “sol abençoador” que está sempre brilhando; aí não existem problemas de espécie alguma.

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VOCÊ JÁ É COMPLETO- 3 FINAL .

VOCÊ
JÁ É COMPLETO
Edwin R. Alley
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PARTE 3 – FINAL
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Há quem suponha obter satisfação através de doses de matéria, assim como se supõe que somos curados por doses de matéria. Isso acontece porque o sentido material é incapaz de apresentar o homem como quem já está realizado. Somente Deus, a Verdade divina, pode produzir esse resultado. A apresentação fraudulenta que a materialidade oferece em relação às satisfações da vida não pode elevar-se acima daquilo que é fragmentário, porque ela é a contrafação do fato espiritual de que a vida já é perfeita. Pelo fato de nossa verdadeira vida ser eternamente completa, a satisfação não precisa esperar o resultado de contingências futuras nem o ser conseguido mediante a procura frenética. Uma vida melhorada não resulta de se juntar assiduamente ou de açambarcar toda oportunidade de ganho material ou de prazeres que se apresentam ao longo de nosso caminho, porque a vida realmente não é uma acumulação de coisas e pensamentos materiais. Nosso verdadeiro eu encontra-se em Deus, que não sonega alegria ou só a proporciona parcialmente. Deus está sempre revelando as alegrias da criação infinita, e nós as receberemos na proporção em que estivermos preparados para acolhê-las. A Sra. Eddy declara: “O Princípio não pode ser encontrado em ideias fragmentárias”.

Para as pessoas de mentalidade espiritual, as ilusões materiais vazias, fragmentárias e irreais perderão a tentação que exercem, porque a materialidade não é cognoscível para a inteligência divina. O poderio curativo da Verdade divina dá-nos poder imortal para ouvir de todo o coração a diretriz sempre presente de Deus e também para sermos obedientes a essa diretriz.

Toda vez que formos confrontados pela pretensão de “não termos vivido” enquanto não tivermos feito certa coisa, podemos apelar para nossa inteligência divina. Seremos recompensados por dar fielmente ouvidos à mensagem de Deus, por saber se estamos sendo conduzidos a um amor maior por Deus e Seu bem espiritual, ou se nós estamos sendo colocados face a uma atração de coisas materiais, do sensualismo e de pontos de vista inverídicos sobre a vida.

A satisfação só pode vir de uma fonte capaz de proporcioná-la. Essa fonte é Deus, o criador de tudo quanto é real. O ambiente em que as verdadeiras bênçãos podem ser encontradas é o da totalidade do Espírito e não o do nada da matéria. A busca por inteireza, portanto, deve começar e terminar na compreensão de que a vida é de Deus, e que o universo está infinitamente ocupado pela inteireza de Deus e de sua amada criação, o homem.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Abril 1982)
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VOCÊ JÁ É COMPLETO -2

VOCÊ
JÁ É COMPLETO
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Edwin R. Alley
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PARTE 2
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Quando exercemos nosso sentido espiritual, colocamo-nos em contato com a realidade do verdadeiro ser do homem em toda a sua plenitude. Nisso podemos sentir-nos animados pela vida de Cristo Jesus, que demonstrou plenamente a inteireza da vida espiritual. Imperturbado por prazeres frívolos, ele foi capaz de estar inteiramente consciente de Deus e da vida espiritual. Essa demonstração que Jesus fez da realidade do Cristo, a Verdade, deu-lhe domínio sobre a carne e apresentou a aplicabilidade universal da Verdade em favor da salvação da humanidade.

A fidelidade para com as instruções de Cristo Jesus requer que aceitemos aquilo que é espiritual em lugar daquilo que é material, em todos os aspectos da vida. A utilização do nosso sentido espiritual, a fim de provar nossa inteireza imortal, envolve a cura plena, assim como faz a correção dos males corpóreos   através da prece. Cada caso impõe que aceitemos a perfeição atual da existência imortal e que substituamos pensamentos incorretos sobre a vida, pela ideia verdadeira. Em cada caso desaparecem as limitações que haviam obscurecido o sentido mais livre do ser.

O crescimento espiritual abre nossa vida a conquistas mais profundas e mais satisfatórias. Ao mesmo tempo nos traz inspirações mais sublimadas com as quais vencemos as ciladas e as tentações da mente mortal. À medida que nos desembaraçamos das redes do sentido material, tornamo-nos mais apercebidos da natureza perniciosa das mentiras da serpente, e essas mentiras terão menos possibilidade de nos encantar com levar-nos a crer nas sugestões de que a ganância, o sensualismo e a fé na matéria possam ser canais que nos conduzam a uma vida melhor.

Oh, como deveríamos ser gratos pela consciência espiritual que nos proporciona a inteligência para discernir entre pensamentos e ações que são espirituais e curam, e aqueles que são mortais e nocivos! A percepção espiritual põe a descoberto a pretensão que o erro se arroga de proporcionar satisfação. É literalmente uma tolice – uma vacuidade – tentar encontrar uma vivência mais rica por perseguirem-se objetivos materialistas. A matéria é inteiramente vazia, não é substância, e a vacuidade fundamental de sua inexistência não pode ser a fonte de auto-inteireza verdadeira. O verdadeiro eu do homem é sua individualidade espiritual como reflexo de Deus, encontrada mediante nossa consciência da Vida divina.

Até mesmo os fatos mais corriqueiros provam a incapacidade da matéria para compensar, enriquecer, engrandecer. A matéria não pode satisfazer e não pode ser satisfeita. Não se melhora a individualidade verdadeira com o se lhe adicionar ou subtrair matéria. O sentido material não é mais satisfatório ou verdadeiro do que o seu objeto irreal, a matéria. Somente quando aceitamos o bem duradouro, da vida espiritual, é que somos verdadeiramente enriquecidos.

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VOCÊ JÁ É COMPLETO -1

VOCÊ
JÁ É COMPLETO
Edwin R. Alley
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PARTE 1
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“Você não terá vivido a não ser que tenha feito isso”. Muitas vezes nos dizem que nos falta algo importante na vida. Determinarmos se devemos desejar esse “algo” pode constituir-se num desafio.

Por saber o que nossa vida realmente é, descobrimos o que é realmente recompensador. Na Ciência Cristã aprendemos as verdades espirituais com respeito à vida. Deus cria o homem para que O glorifique em toda Sua perfeição e inteireza espirituais. Ao homem não falta coisa alguma na vida santa e perfeita que a Vida divina, Deus, lhe dá. Ao levar essa vida, temos tudo quanto realmente vale a pena possuir. A Sra. Eddy garante-nos em Ciência e Saúde: “Quando nos compenetrarmos de que a Vida é Espírito e nunca está na matéria nem é de matéria, essa compreensão se expandirá até a sua autocompletação, achando tudo em Deus, o bem, sem necessitar de nenhuma outra consciência”.

Se estamos nos dirigindo para a autocompletação ou afastando-nos dela depende de estarmos conscientemente empenhados em nos identificar com nossa natureza espiritual, criada por Deus, ou de estarmos procurando realização própria mediante coisas, pensamentos e conduta materiais, que estão em desacordo com essa natureza.

Pode ser recomendação insignificante a que nos diz: “Você não terá vivido” – a não ser que tenha tido uma experiência em especial ou adquirido certa coisa. Não é preciso ir além da alegoria de Eva: ela comeu o fruto proibido porque lhe disseram que isso tornaria melhor sua própria vida e também a de Adão, pois que lhes faltava algo vital.

Uma vez que Deus, a Vida divina, é a verdadeira origem da auto-inteireza do homem e permite que somente o bem espiritual exista, devemos rejeitar tudo aquilo que conduz ao pensamento ou a ação a uma atitude contrária à espiritualidade. A Vida, Deus, é Espírito. Somente mentiras descaradas haveriam de persuadir-nos, dizendo: “Sereis como deuses”. Em verdade, só há um único Deus, uma única Vida real.

Na harmonia ilimitada da existência espiritual, que Deus cria e mantém, não há outros deuses – nada dessemelhante de Deus. O homem está abundantemente suprido de felicidade ilimitada, de satisfação e perfeição no bem espiritual que Deus está sempre dando. No bem que Deus concede nada falta.

A Ciência Cristã dá-nos a capacidade de nos afastarmos da noção de que o homem é um ser mortal que depende de um corpo material e de coisas materiais para viver, para ter esperança, substância e prazer. Tal ponto de vista sobre o homem não tem validade porque ignora o fato de que o homem é espiritual. “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida”. Essas palavras de Jesus proporcionam na atualidade a mesma ajuda cristã propiciada quando foram proferidas. Para sermos revivificados espiritualmente, precisamos aceitar as coisas do Espírito, o bem de Deus. Esse bem, embora não seja perceptível ao sentido material, está verdadeiramente presente e é tangível ao sentido espiritual. “O sentido material”, diz a Sra. Eddy, “nunca ajuda os mortais a compreenderem o Espírito, Deus. É unicamente pelo sentido espiritual que o homem compreende e ama a Divindade”.

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VOCÊ EXTINGUIR TODOS OS SEUS INFORTÚNIOS- 2 (Final)

O CAMINHO PARA
VOCÊ EXTINGUIR TODOS OS SEUS INFORTÚNIOS
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“É preciso desistir de recorrer apenas à mente do eu fenomênico, conscientizar-se de que o único caminho é confiar na Força Superior, e volver a mente para Deus.”

Masaharu Taniguchi

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PARTE II – FINAL
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É PRECISO VOLVER A MENTE PARA DEUS

Portanto, a questão é: “Que fazer para controlar a mente?” Os mestres precursores de diversas religiões também tiveram dificuldades quanto a essa questão. Tendo conhecimento acerca da lei mental, sabiam que a ira é prejudicial e que as aflições provocam doenças. Mesmo assim, tinham dificuldade de manter a mente livre das aflições. A Seicho-No-Ie ensina: Por mais que alguém tente, com a força do eu fenomênico, deixar de ficar irado ou aflito, não conseguirá esse intento. É preciso desistir de recorrer apenas à mente do eu fenomênico, conscientizar-se de que o único caminho é confiar na Força Superior e volver a mente para Deus. Com isso, a pessoa realmente se tornará capaz de manter a mente livre da ira e das aflições. Assim é a Meditação Shinsokan da Seicho-No-Ie, que se identifica com o ensinamento da seita budista Shinshu, do seguinte teor: “Com a mente concentrada, pense unicamente em Buda Amida”. Quando a pessoa se apóia somente na sua própria força, age com teimosia e tenta forçar a situação, e por isso fica com a mente conturbada. Mas, no momento em que percebe que nada conseguirá com sua força humana, a pessoa compreende que não há outro meio senão recorrer à grandiosa força divina e volve a mente para Deus. Então, o seu eu, de poder limitado, funde-se com a infinita força salvadora que acolhe tudo e todos. Assim, a própria pessoa passa a ter uma alma ampla e generosa, capaz de acolher tudo e todos, e deixa de ficar irritada ou irada.

O livro A Verdade da Vida explica isso, não como mera apresentação de uma teoria, mas como ensinamento da Verdade por meio do poder das palavras que tocam fundo o coração de quem o lê. Por isso, com a leitura diária desse livro, a mente da pessoa vai mudando e melhorando de modo natural sem esforço, da mesma forma que um diamante aumenta cada vez mais o seu brilho por meio de polimento diário. Nossa vida é como uma pedra preciosa valiosíssima, e para poli-la com o poder da palavra, recomendamos ler diariamente o livro A Verdade da Vida. Lendo com assiduidade o livro e as revistas da Seicho-No-Ie, a pessoa consegue mudar a sua mente sem se dar conta, ou seja, sem fazer um esforço consciente com tal objetivo.

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O CAMINHO PARA VOCÊ EXTINGUIR TODOS OS SEUS INFORTÚNIOS-1

O CAMINHO PARA
VOCÊ EXTINGUIR TODOS OS SEUS INFORTÚNIOS
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“É preciso desistir de recorrer apenas à mente do eu fenomênico, conscientizar-se de que o único caminho é confiar na Força Superior, e volver a mente para Deus.”

Masaharu Taniguchi

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PARTE I
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A DOR FÍSICA É PROVENIENTE DA “DOR MENTAL”

Existem vários tipos de dor física: dor de estômago, nevralgia, dor do reumatismo etc. As pessoas pensam que essas dores estão no próprio corpo; mas, na verdade, não é assim.Toda pessoa que sofre de uma dor física possui alguma “dor mental”. O corpo carnal é apenas uma massa material. A matéria não possui mente e não sente dor. Sendo simples matéria, o corpo não tem dor. O que dói é a mente.

Quando afirmo isso, algumas pessoas que leram superficialmente o livro A Verdade da Vida contestam: “Mesmo pensando que o corpo não dói, continuo sentindo dor”. A dor física é reflexo da dor mental. Em muitos casos, antes da dor se manifestar no corpo, a pessoa vinha sofrendo havia algum tempo ou até mesmo durante anos, por causa de uma angústia ou um conflito mental.

QUE É DOR MENTAL?

A “dor mental” não é sentida de modo agudo como a dor física. Vou citar um exemplo de dor mental: irritado com a mulher amuada, o marido sente vontade de brigar com ela. Essa irritação, essa raiva, é uma “dor mental”. O marido sabe que se partir para a briga, A SITUAÇÃO SE TORNARÁ PIOR E ENTÃO REPRIME A IRRITAÇÃO E A RAIVA. A “DOR MENTAL” QUE NÃO FOI MANIFESTADA FICA ACUMULADA. Se isso se repetir todos os dias, depois de algum tempo poderá surgir uma doença que se caracteriza pela dor, como a nevralgia, que é reflexo da “dor mental”. Mesmo que a pessoa consulte um médico e faça tratamento, não será possível obter a cura radical da nevralgia enquanto não for eliminada a causa mental.

É DIFÍCIL CONTROLAR A MENTE

Conheço casos de pessoas que foram a um templo para pedir uma orientação para obter a cura da nevralgia e, tendo recebido a recomendação de jurar: “Nunca mais vou ter ataque de raiva”, fizeram esse juramento, cumpriram-no e obtiveram a cura. Seria bom se todos conseguissem a cura de doença cumprindo a promessa de “não ficar zangado”, “não ficar com raiva” etc. Seria ótimo se todos conseguissem ter um perfeito domínio sobre os próprios pensamentos. Mas, para pessoas comuns, não é fácil controlar a mente. Aliás, até mesmo o monge Honen, o mestre Shinran e o apóstolo Paulo, todos eles homens de nobre caráter, muitas vezes lamentavam não conseguir controlar a própria mente e recorriam a Buda (os dois primeiros) e a Jesus Cristo (o apóstolo Paulo). Sentimentos como a ira ou a raiva são difíceis de controlar. Mesmo que tente, a pessoa não consegue deixar de senti-los. Até mesmo o monge Honen e o mestre Shinran não conseguiam refrear esses maus sentimentos que às vezes teimavam em surgir. Então, é natural que para as pessoas comuns seja muito difícil deixar de sentir ira ou raiva, mesmo que façam essa promessa a Deus e procurem cumpri-la. Quando uma pessoa que fez tal promessa não consegue cumpri-la, a sua tensão torna-se maior que antes, pois acha que fez um falso juramento e tem a sensação de que lhe sobrevirá uma dura punição divina. Assim, sem conseguir cumprir a promessa e com medo do castigo de Deus, a pessoa fica acuada e não encontra o caminho da salvação.
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O PREÇO DA CURA CRISTÃ -3 (Final)

O PREÇO
DA CURA CRISTÃ
Marian C. English
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PARTE 3 – FINAL
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No início de meu estudo da Ciência Cristã, várias curas ocorreram quase sem esforço, à medida que lia nosso livro-texto, Ciência e Saúde, de autoria da Sra. Eddy. Mas, à medida que a aurora da identidade espiritual do homem se transformava na plena luz da responsabilidade individual, percebi que cada cura levava a um novo discernimento espiritual e vice-versa. Não existia patamar em que eu pudesse parar em complacência ou inatividade. O estudo sistemático foi o meio de curar uma doença que apareceu repentinamente, quando dei toda a atenção ao quê estava aprendendo e em como isso se aplicava à doença, em vez de pensar na doença em si. Às vezes, as mais valiosas experiências de cura são aquelas que requerem a mais profunda humildade, paciência e receptividade.

O preço a ser pago pela cura espiritual é o esforço contínuo de avançar e de viver de acordo com nossa compreensão de Deus. As curas são os frutos  que comprovam estarmos avançando corretamente para maior compreensão. Encontramos na Bíblia e no livro-texto da Ciência Cristã as ferramentas de que precisamos, e o crescimento cristão inclui necessariamente o amor que nos habilita a ajudar-nos uns aos outros. Nessa tarefa, é estimulante lembrar-nos de que qualquer ganho espiritual é para sempre. Nada tem o poder de tirá-lo de nós ou de nos fazer esquecê-lo. Cada passo de progresso espiritual é permanente e todo vislumbre alcançado nos eleva mais para a grande altitude da regeneração e purificação espiritual, onde a cura ocorre naturalmente. O que quer que precisemos fazer para alcançar tal espiritualidade, não é tanto um preço a ser pago, mas um investimento seguro nos domínios de Cristo

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(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Agosto 1995)

O PREÇO DA CURA CRISTÃ

O PREÇO
DA CURA CRISTÃ
Marian C. English
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PARTE I
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Aquele que já foi curado pela oração, conforme é ensinado pela Ciência Cristã, teve a oportunidade de avaliar o presente inestimável que Deus nos concedeu. E esse presente é concedido gratuitamente, como Cristo Jesus ensinou e demonstrou. Todavia, nosso progresso contínuo na descoberta espiritual não apenas revela perspectivas mais amplas do grande poder para o bem, que Deus provê, mas também nos mostra o significado destas palavras de Isaías: “Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas, e vós os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei.”

Sim, a cura espiritual é comprada por um preço. Este não pode ser medido em termos de dinheiro, mas em termos de esforço individual para compreender e obedecer às exigências de Deus, para descer à Verdade e ao seu poder. A Bíblia estabelece uma norma. Ela diz: “Adora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor teu Deus, ande em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?”

Colocar a genuína reverência e o amor a Deus em primeiro lugar, em nosso dia-a-dia, permitir que todo pensamento e ação sejam governados por Ele, adorá-Lo por meio da obediência às Suas leis é uma responsabilidade que nos obriga a dar um passo para além da mera promessa, no sentido de compreender e demonstrar cada vez mais a relação do homem com Deus. Jesus deixou claro que nada podia fazer de si mesmo, mas compreendia a união do homem com Deus, cujo poder é uma fonte de cura que jorra incessantemente. Jesus orou para que não apenas seus seguidores imediatos, mas os de todas as épocas, pudessem compreender a filiação com Deus e vivê-la com a mesma fidelidade demonstrada por ele.

O progresso espiritual não é um processo em que a mortalidade se funde na imortalidade ou o pecado e o sofrimento se fundem na felicidade. Em vez disso, é uma aceitação constante, a cada momento, da identidade atual do homem como semelhança perfeita de Deus; é a disposição semelhante à de uma criança, de fazer com que nosso dia-a-dia esteja em conformidade com esse ideal que se baseia no Cristo. Isso exige humildade e abnegação, requer que estejamos prontos para deixar a mortalidade e o pecado para trás. Admitir honestamente que o ser inteiro do homem está totalmente de acordo com Deus, o bem, dá-nos o incentivo e a iniciativa para abandonar todos os conceitos errôneos acerca de nós mesmos e de outros. Estimula o desejo de pesquisar as Escrituras à luz da Ciência Cristã, para compreender o Ser divino. À medida que aprendemos mais acerca de Deus e em nossa vida praticamos o que estamos aprendendo, nosso caráter cristão torna-se mais evidente. Tal progresso revela novos aspectos, vivos e belos, de Deus e de Sua criação e estabelece um firme fundamento para a decisão de não permitir que nada interfira com o crescimento espiritual, mesmo que este encontre resistência.

A oposição ao progresso material pode assumir diversas formas. Uma das mais óbvias é a interpretação errônea e a deturpação por parte da sociedade, das verdades que a Ciência Cristã ensina e demonstra. Mas a oposição mais agressiva é, em realidade, uma oportunidade para maior salto de progresso. Pensemos, por exemplo, na crucificação de Jesus e nas extensas consequências de sua ressurreição.

Talvez um dos obstáculos no progresso se apresente sob a forma de uma depreciação irrefletida de nossa própria prática modesta do poderoso cristianismo estabelecido por Jesus. Em todo esforço correto, porém, quem mais progride é aquele que não se deixa paralisar pela autocrítica. Ele está pronto para avançar, obedecendo humildemente ao que compreende no momento. A lição de Cristo sobre a fé do tamanho de um grão de mostarda, capaz de mover montanhas, não é proferido em vão para aquele que está disposto a crescer.

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O CORDEIRO DE DEUS DESTRÓI …-3 (Final)

O CORDEIRO DE DEUS
DESTRÓI O MAGNETISMO ANIMAL
Freda Sperling Benson
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PARTE 3 – FINAL
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Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento  que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.

Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.

O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.

A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.

Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)

O CORDEIRO DE DEUS DESTRÓI…-2

O CORDEIRO DE DEUS
DESTRÓI O MAGNETISMO ANIMAL
Freda Sperling Benson
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PARTE 2
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Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à Verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.

Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal.  Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo: já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.

Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse: Retira-te, Satanás.” Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.

O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação, naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.

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O CORDEIRO DE DEUS DESTRÓI…-1

O CORDEIRO DE DEUS
DESTRÓI O MAGNETISMO ANIMAL
Freda Sperling Benson
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PARTE I

Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete  Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: “serpente falante que engana e desmoraliza”, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

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ELEMENTOS NECESSÁRIOS À PROSPERIDADE

ELEMENTOS NECESSÁRIOS
À PROSPERIDADE
Masaharu Taniguchi
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Nem sempre as pessoas dotadas de inteligência e capacidade conseguem prosperar e ser felizes. A prosperidade também se origina na mente. Se a mente não for rica, não poderá haver prosperidade. Ter a mente rica significa ser generoso, magnânimo, não se abalar com pequenas transformações, ter longa e ampla visão das coisas, ter a inabalável convicção de alcançar o êxito e ter a sabedoria para reunir e movimentar elementos necessários para a prosperidade.

Por mais que um indivíduo seja dotado de excelente inteligência, sozinho não consegue realizar grandes obras. Ele precisa reconhecer nos colegas, nos colaboradores e nos subordinados as qualidades e habilidades de que eles se orgulham, e valorizar os respectivos talentos e vocações, confiando neles; e o mais importante fator da prosperidade é a harmonia com eles. Embora consiga reunir grande número de elementos altamente qualificados, o seu empreendimento não irá bem se não houver harmonia. E para conseguir a harmonia, deve pensar na situação deles, colocando-se no lugar deles.

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DEUS SE COMPRAZ COM O HOMEM -2 (FINAL)

DEUS SE COMPRAZ
COM O HOMEM
William E. Moody
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PARTE II – FINAL
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Eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3: 16,17).
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É no procurar e, a seguir, no esforçar-nos sinceramente para levar bênçãos a outros, que nós também começamos a apreender e a provar o que o homem verdadeiramente é, como o produto perfeito da Mente divina. E, quando nos devotamos a realizar o que Deus pede de Sua própria e pura expressão, compreendemos de modo mais completo a unidade do homem com o Pai – relacionamento que jamais pode ser desfeito, que é permanente. É nisto que reside a nossa segurança, a nossa alegria plena e a nossa paz.

Quais são especificamente algumas das coisas que podemos fazer agora para reconhecer mais plenamente a vontade de Deus e provar a identidade do homem como Seu reflexo espiritual? Uma dessas coisas envolve nossa adoração de Deus e a forma que ela toma. Se nossa adoração é superficial, mero ritual semanal impensado, ou se não passa de cerimônias e símbolos materiais, não trará satisfação permanente e será de pouco benefício para a humanidade. A adoração de Deus deve ser contínua, não fragmentada. Nossa adoração (aos domingos, quartas-feiras, por todos os dias e momentos de nossa vida) pode ser tão espontânea, livre e inspiradora que constante e progressivamente eleve o pensamento acima das percepções erradas dos mortais e das limitações mortais até a visão da realidade, que não está circunscrita em sua bondade e beleza espiritual. E nosso reconhecimento da realidade pode incluir a todos- sem deixar uma só pessoa de fora. Podemos estar certos do amor universal de Deus.

Outro passo essencial para realizar o propósito sagrado que Deus tem para o homem provém de nossos esforços em deixar de pecar. Se nos rebelamos contra as crenças falsas de que o estado físico representa o que é de valor e essencial em nossa experiência, começamos a pôr abaixo a fachada da mentira, ou ilusão, de haver supostamente fundamento para a existência do pecado. O pecado não produz nenhum prazer real e não se origina de Deus. Ver que a vida é inteiramente espiritual, esforçar-se para colocar cada pensamento e cada ação de acordo com essa verdade, não ter outros deuses diante do único Deus, compreender que o Espírito divino nunca estabeleceu no homem a capacidade de pecar nem o desejo de pecar – tudo isso ajuda a erradicar o pecado. Encontramos a nossa liberdade e abençoamos a humanidade, assim como somos abençoados por Deus.

Também podemos curar. Espera-se que curemos – a nós mesmos e a outros. Novamente, Cristo Jesus é o exemplo. Os livros de texto usados na Ciência Cristã, a Bíblia e Ciência e Saúde, apresentam as regras científicas e as leis espirituais que promovem o êxito na cura, e a cura se coaduna com a vontade de Deus como manifestação ativa do Cristo, a Verdade. Toda vez que de nossa adesão à lei divina resulta a cura, estamos vendo o prazer que Deus tem, manifestar-se na Sua criação perfeita.

Cristo Jesus, consciente de sua verdadeira origem e de seu propósito, proclamou: “Aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada”. Estas podem ser as nossas metas: compreender e demonstrar a origem espiritual do homem e sua razão de ser – na medida em que adoramos sincera e honestamente a Deus, cessamos de pecar, curamos mediante a oração, e sempre nos esforçamos para fazer a vontade de nosso Pai. E, assim fazendo, não nos sentiremos a sós nem desprovidos de valor. Sim, Deus se “compraz” com Seus filhos queridos, Seu reflexo perfeito.

( Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Fevereiro 1983)

DEUS SE COMPRAZ COM O HOMEM-1

DEUS
SE COMPRAZ COM O HOMEM
William E. Moody
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Eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus
descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (Mateus 3: 16,17).


Eis aí simples, porém magnífica declaração do amor do Pai pelo Cristo que Jesus revelou ser a verdadeira natureza do homem. De acordo com o registro bíblico, o Mestre, a essa altura de sua carreira, ainda estava se preparando para a grande obra do ministério que lhe fora designado – curar, redimir e alimentar as multidões de corações famintos de mais profunda certeza da presença de Deus.

O Salvador veio dar prova perfeita da infinita capacidade do Amor divino para atender às grandes necessidades da raça humana. Seu advento não tem paralelo; ninguém jamais entrou no cenário humano em condições semelhantes às de Jesus nem com igual promessa especial santa. Ele era verdadeiramente o ungido de Deus.

No entanto, Deus, que é a Mente divina, o Espírito infinito, não é, de modo algum, uma divindade antropomorfa que, sentada nos céus, vigia o desfile da mortalidade cá embaixo e, então, decide quais as ações humanas que asseguram ou não asseguram prazer especial. O panorama mortal é irreal, ilusório. Deus apenas conhece Sua própria expressão perfeita – o homem e o universo, inteiramente espirituais, permanentemente bons.

Em termos humanos, ao descrever a terna solicitude de Deus por nós, pode acontecer que falemos no Seu “prazer divino”; mas Deus, de fato, só Se “compraz” com Sua própria manifestação, com Seu reflexo espiritual. E é isso o que a identidade real de Cristo Jesus realmente representava: a natureza do Espírito e a atividade da Verdade divina a transmitir a ideia do ser imortal.

Conquanto o fato absoluto seja o de que Deus não conhece nenhuma outra criação senão a sua própria criação espiritual, isto não nos desobriga da responsabilidade de demonstrar, no mais alto grau possível, e justamente aqui onde nos encontramos, o padrão essencial de bondade espiritual – de provar a suprema realidade de que o santo reino de Deus é o único reino. Cristo Jesus é o nosso guia, e continuamos sob a exigência de nos esforçarmos para viver como ele ensinou.

A obra de Jesus deixou claro que ele conhecia o Antigo Testamento em seus mais íntimos detalhes. Jesus conhecia suas palavras, sua história e poesia, suas ilustrações, suas leis e mandamentos, seu significado espiritual e suas aplicações práticas. Recorreu a esses abundantes recursos durante toda a sua carreira. Com verdades tiradas das Escrituras, Jesus refutou as tentações do diabo, silenciou os argumentos dos fariseus, e indicou que há autoridade para demandar a cura espiritual.

Do que consta a respeito do seu ministério, as Escrituras eram como que alimento para Jesus. O evangelho de Lucas indica que, mesmo antes da idade adulta, “crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele.” E então lemos, no relato a respeito de Jesus, que aos doze anos conversava com os doutores no templo: “E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas”. A narrativa do evangelho conclui assim:

“E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.

Provavelmente a maioria de nós já teve o desejo de seguir mais de perto o exemplo do Mestre – de demonstrar mais completamente a filiação espiritual individual. Talvez achemos ter ficado aquém da expectativa ou simplesmente julgamos não estar à altura da estatura espiritual de santidade e pureza que de nós era esperada. E assim, ansiamos por ser acolhidos pelo Amor divino. Mas a cálida ternura da solicitude de Deus está sempre presente à nossa disposição, e descobrimos que assim é, quando deixamos de procurar satisfação ou realidade na matéria.

Ao orar, escutar e ao nos esforçarmos para cumprir resolutamente a vontade de Deus e manifestar incessantemente Sua bondade, tal como Jesus o fez, passamos a perceber ser este o único caminho por meio do qual podemos alcançar uma realização duradoura e verdadeira. No livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy assevera o seguinte: “As duras experiências provenientes da crença na suposta vida da matéria, bem como nossos desenganos e sofrimentos incessantes, levam-nos, como crianças cansadas, aos braços do Amor divino. Então, começamos a compreender a Vida na Ciência divina. Sem esse processo de desavezar, “Porventura desvendarás os arcanos de Deus?”



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A NATUREZA MARAVILHOSA DE SUA VIDA

A NATUREZA
MARAVILHOSA
DE SUA VIDA
Doris Defour Henty

Um lar lhe parece ser necessário? A Mente divina, sua Mente, já inclui sem limitação toda a beleza, segurança, amorosidade, calor, conforto, alegria, docilidade e afeição que significam um lar. O reconhecimento disto, e o reconhecimento de que a Vida divina eternamente vive e desfruta destas qualidades, implica que um lar, em toda sua amorosidade, completeza e perfeição irá surgir em sua experiência. O reconhecimento de sua todo-abrangência aparecerá como a presença do bem total, sempre de forma prática.

Permitir uma atitude mental de querer , desejar ou necessitar, seria a própria negação de já possuir. Você já engloba a ideia divina sobre todas as coisas. Você inclui cada ideia. “Eu preciso” jamais é frase pronunciada pelo “Eu” único, e sim pela falsa sugestão de “eu” – o mortal. O mesmerismo de massa sobre as condições do mundo sugeriria que os mortais devessem baixar seu padrão de vida. Esta visão incorreta da vida e da substância, que as considera como material e finita, como esgotável e incerta, e como sujeita a condições externas é, em si mesma, a própria base da carência. Este conceito mortal, portanto, é a unica carência.

Sejamos, pois, mais e mais familiarizados com a natureza maravilhosa de nossa própria vida. O conceito da Vida Divina é, de si mesmo, imutabilidade todo-harmoniosa. É de plenitude, riqueza, beleza, amorosidade, novidade, afluência e paz; e esta é sua vida. Esta perfeição divina é tudo o que lhe diz respeito. E assim sendo reconhecido, você constatará que todo bem é inerente ao seu verdadeiro ser, e que ele sempre aparece da maneira mais prática possível.

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UM REINO EM PLENA AÇÃO – FINAL

UM REINO
EM PLENA AÇÃO
Frank H. Ewing
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PARTE III – FINAL


Uma vez, andando numa moto numa rua movimentada, parei num farol vermelho ao lado de uma grande tombadeira. Quando o sinal abriu, o motorista deu a partida antes de mim, e inadvertidamente rodou com as rodas traseiras sobre meu pé, que estava apoiado no pavimento. Meu sapato era de couro macio. Ao perceber que algo havia acontecido, e temendo o pior, o chofer saltou da cabina do caminhão e insistiu em chamar uma ambulância. Aí estava, certamente, minha oportunidade de aceitar que alguém tivesse pena de mim e, ao mesmo tempo, de reconhecer existir um problema. Embora sentisse muita dor, imediatamente comecei a insistir mentalmente em que eu era perfeito como a expressão de Deus, e garanti ao motorista que não era necessária a ambulância.

Logo retomei o caminho, insistindo durante todo o tempo com o que eu sabia ser verdadeiro sobre a estrutura, a ação, a substância, e sobre a impossibilidade de qualquer forma de acidente ou ferimento no reino de Deus. Ao chegar ao lugar onde queria, pude tratar do problema com mais estudo profundo e com a ajuda da Bíblia e de Ciência e Saúde. Trabalhei sinceramente para saber que nenhuma qualidade de Deus pode ficar ferida e que não poderia ter havido um incidente causador de ferimento. O reino de Deus, o controle de Deus, a proteção infalível de Deus, estavam intactos e em plena evidência, independentemente do que a matéria ou o pensamento mortal, materialístico, estivesse tentando afirmar. Só há uma fonte real do pensamento do homem, e essa fonte é a Mente divina, a fonte de todo o bem, e do bem somente.

Orei por mais algum tempo, e a dor cedeu. Decidi, porém, não olhar para a evidência material naquela noite, quando fui dormir. Portanto, não tirei a meia. Na manhã seguinte havia só uma pequena mancha no meu pé, não havia inchação e praticamente nada de dor. Logo esses traços também desapareceram. Os efeitos do acidente haviam sido curados, mas a gravidade do ocorrido estava visível na grande marca negra do pneu no meu sapato. Fiquei grato, e continuo grato por essa cura.

O reino de Deus está, sempre esteve e sempre estará intacto – isto é, perfeito. Esta minha experiência foi apenas uma pequena maneira de dar provas desse fato. Nunca pode haver fratura da verdadeira substância, nunca pode haver interrupção da verdadeira ação, nunca pode haver mancha ou falha na substância de Deus, refletido pelo homem que Deus criou. Na medida em que compreendermos a verdadeira natureza do reino de Deus, poderemos demonstrar esse reino dentro em nós.

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1988)