MENTE E DOENÇA

MENTE E DOENÇA
KATSUMI TOKUHISA

Mudando-se
a mente, ocorre a cura da doença

Tornando-me funcionário da Seicho-No-Ie, passei a ter o privilégio de acompanhar o prof. Masaharu Taniguchi, o que me proporcionou a oportunidade de lhe fazer perguntas. Sem se aborrecer com minhas perguntas pueris, ensinava-me com grande bondade. Eu lhe dirigia, sem cerimônia, as mais variadas perguntas, e relembrando hoje, pergunto-me como pude fazer algumas perguntas tão tolas. Logo depois que passei a acompanhar o professor, disse-lhe:

– Professor, gostaria de expressar a minha opinião a respeito da apresentação de relatos de  experiência nos Grandes Seminários. Parece-me que são muitos os relatos a respeito de cura de doenças, e poucos os relatos sobre outras experiências. Já que a Seicho-No-Ie vem solucionando todos os problemas da vida, não seria conveniente aumentar a apresentação de relatos de diversas outras experiências em vez de dar destaque aos  relatos a respeito de cura de doenças?

O professor assim me explicou:

– Tokuhisa, o seu equívoco está em considerar esse tipo de relato como simples narrativa da cura da doença em si. Saiba que ouvir relatos a respeito da cura de doenças é a forma mais fácil de se compreender que a mente se manifesta no corpo e que, ao ocorrer mudança na mente, muda também a condição física.

Depois disso, passei a ouvir com outra atitude mental os relatos de experiência a respeito de cura de doenças.

Sendo médico, até então eu não me interessava muito por tais relatos e essa minha atitude se devia ao seguinte motivo: eu tinha a convicção de que o objetivo da Seicho-No-Ie não era simplesmente a cura de doenças e, como naquela época havia muitas pessoas que consideravam a Seicho-No-Ie uma religião que visava unicamente a cura de doenças, desejava ardentemente levar ao conhecimento do maior número possível de pessoas o fato de a Seicho-No-Ie ser uma religião muito mais extraordinária, não só por curar doenças como também resolver todos os problemas da vida.

Na página 27 do 1° volume de A Verdade da Vida, consta claramente:

“A Seicho-No-Ie surgiu, originariamente, para retirar as ilusões do pensamento da humanidade e iluminar todas as facetas da vida humana. Não surgiu com o objetivo único de curar doenças”.

Creio que, por essa razão, eu queria fazer o possível para ajudar a iluminar a vida da humanidade em todos os sentidos. Estávamos no ano pós-guerra de 1948, e eu, que acabara de retornar da Mandichúria, só pensava em ajudar a reconstruir o Japão e torná-lo um país maravilhoso. Estava disposto a empenhar a minha vida na sua reconstrução e, convicto de que o único caminho para isso era o Movimento da Seicho-No-Ie, resolvi mergulhar nele de corpo e alma.

Devido a isso, no meu íntimo existia o pensamento de que, em vez de curarmos doenças, deveríamos desenvolver um vigoroso movimento para infundir ânimo ao povo japonês combatido pela desesperança, conclamando-o a trabalhar em prol da reconstrução nacional. Nos Grandes Seminários, o prof. Taniguchi discorria corajosamente sobre o significado da guerra – que naquela época ninguém ousava questionar – e também sobre o patriotismo. Porém, quanto aos relatos de experiência, a maioria era a respeito da cura de doenças. Foi por isso que, certo dia, lhe fiz aquela pergunta. Ao perceber que o professor ouvia com satisfação os relatos de cura de doenças, eu lhe perguntei se não seria conveniente apresentar também outros tipos de relato. Mas, graças à explicação do professor, compreendi que o fato de alguém obter a cura da doença ao conhecer o ensinamento da Seicho-No-Ie era uma prova concreta da Verdade de que “tanto o ambiente como a condição física são reflexos da mente” – Verdade essa preconizada pela Seicho-No-Ie. Reconheci que errara ao julgar que os relatos das pessoas curadas pelo ensinamento da Seicho-no-Ie eram simples depoimentos a respeito da cura de doenças físicas. O professor sempre ouvia tais relatos com satisfação, considerando-os testemunhos da Verdade. Graças à explicação dele, percebi o meu equívoco.

CONSCIENTIZANDO A PERFEIÇÃO…

CONSCIENTIZANDO A PERFEIÇÃO DA IMAGEM VERDADEIRA,
VÊM NATURALMENTE AS GRAÇAS FENOMÊNICAS
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Masaharu Taniguchi
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Procure tomar consciência unicamente do seu “Aspecto Real Perfeito”. Deixe de buscar as graças fenomênicas. O mundo fenomênico desenrola-se naturalmente como consequência da “conscientização da Essência” ou em “resposta a sugestionamentos”. O mundo fenomênico resultante da conscientização da Essência manifesta-se com aspectos benéficos tais como saúde, felicidade, prosperidade, etc. O mundo fenomênico que se manifesta segundo o sugestionamento da “palavra” ou do “pensamento” do consciente coletivo, ou das pessoas em ilusão, apresenta uma imagem de imperfeição. Nós, seres humanos, somos Filhos de Deus, e nosso Aspecto Verdadeiro é autorrealização do próprio Deus, o qual Se manifesta em nós. Assim sendo, o ser humano, embora se manifeste como ser individual, traz o “Infinito” dentro de si, E o homem vem para este mundo, não para gozar dos prazeres físicos, mas a fim de manifestar a glória de Deus. Quando cada um de nós tudo fizer para manifestar a glória de Deus, o mundo e a humanidade se tornarão automaticamente perfeitos, pois Deus é Perfeição.

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NÃO SEJA SUGESTIONADO PELO CONSCIENTE COLETIVO…

NÃO SEJA SUGESTIONADO
PELO CONSCIENTE COLETIVO DA HUMANIDADE
MASAHARU TANIGUCHI

Sugestionados pelas palavras ou pelo senso comum das pessoas ao nosso redor, acreditamos na “existência” de coisas que na realidade “não existem”. “Pessoas ao nosso redor” não são somente as que estão perto de nós, mas a humanidade toda, com seu sendo comum e sua convicção. Isto quer dizer que cada ser humano está sugestionado pelo senso comum da humanidade toda, que atua sobre nós de modo hipnotizante. A “mente humana” de cada indivíduo está sofrendo a ação dessa “hipnose de massa”. Para sairmos desse estado de sugestão hipnótica, é necessário penetrarmos no “Mundo da Imagem Verdadeira”, pelo menos uma vez ao dia, cerrando os olhos e afastando nossa mente do “mundo dos cinco sentidos”.
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USE ESSA VASSOURA!

USE
ESSA VASSOURA!
Emmet Fox

Uma boa dona de casa providencia que o pó e a sujeira não se acumulem nos cantos, recantos e prateleiras. Periodicamente, faz uma faxina geral na casa.

É muito frequente, em nossa vida espiritual, deixarmos que as coisas negativas se acumulem nos cantos de nossa mente. Enfrentamos os problemas evidentes à medida que se apresentam, mas permitimos que as pequenas dificuldades se empilhem nos cantos, ou quem sabe as empurramos para o subconsciente, e tentamos esquecê-las.

Por exemplo, se você tem que enfrentar um problema de saúde ou finanças, ataca-o de imediato; mas, por outro lado, se alguém o magoa, em vez de tratar disso espiritualmente na hora, você engaveta o problema nalgum canto da mente, talvez junto com um pouco de ressentimento.

E age assim com muitos problemas de natureza semelhante, tais como a inveja, o ciúme, o falso orgulho, e diversas falhas de caráter. Eles devem ser enfrentados à medida que surgem. Contudo, caso você tenha permitido que se acumulassem, agora é a hora certa de varrê-los dos cantos em que se empilharam.

Ou, se alguém o magoou, perdoe-o agora e encerre o assunto. Ou, se você magoou alguém, peça perdão a Deus e reivindique Sua bênção para a outra pessoa, assim como para você próprio. Cuide das outras dificuldades de maneira semelhante.

Seja como a boa dona de casa. Não varra as coisas negativas para “debaixo do tapete”, pois continuarão ali para atormentá-lo mais tarde. Limpe cada canto e recanto – e Deus o fará digno de maiores realizações no futuro, porque sua casa estará alicerçada na rocha da Verdade, e nada mais.

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NÃO HÁ VIDA NA MATÉRIA

NÃO HÁ

VIDA NA MATÉRIA


Apega-te à verdade do ser, contrapondo-te ao erro de que a vida, a substância, ou a inteligência possam estar na matéria. Faze tua defesa com uma convicção sincera da verdade e uma percepção clara do efeito invariável, infalível e certo da Ciência divina.

MARY BAKER EDDY

ORAÇÃO PELOS OUTROS

MEUS ENTES QUERIDOS
SÃO FILHOS DE DEUS. O PAI CELESTE, NELES, É GRANDE!
UNIDADE
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“Filhinhos: sois de Deus. Maior é Aquele que
está em vós, do que o que está no mundo”.–I João, 4:4.
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Hoje tomo esta citação bíblica:
afirmo-a em favor de meus entes queridos, em forma de poderosa prece. Inicio com o nome dele ou dela e afirmo convictamente a verdade das Escrituras a seu respeito:

Querido(a)…………………, tu és de Deus. O divino poder, em teu íntimo, é maior do que qualquer desafio ou circunstância externa. És mais forte do que qualquer influência negativa em tua vida. Nenhum hábito ou traço de personalidade tem poder para bloquear a plena expressão da sabedoria, da paz, da saúde e alegria de Deus.
Querido(a)…………………, tu és de Deus. A vida divina, em teu íntimo, é maior do que qualquer desafio à tua saúde e bem-estar. Agora estás bem, e começas a manifestar a vida perfeita de Deus que está em ti.

Querido(a)…………………, tu és de Deus. O Espírito de Deus, em ti, é poderoso!
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Em vez de nos desgastarmos e
afligirmos com ansiedades e preocupações,
firmemos nossa fé na Verdade, ajudando nossos amados
e a nós mesmos.
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O CORAÇÃO NÃO TEM AONDE IR


O CORAÇÃO NÃO TEM AONDE IR
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Sue Sikking
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Seu coração é a moradia de Deus em você. Tudo que você é ou pode vir a ser, emana de seu coração à sua mente e daí à expressão externa, através de sua mente consciente. Seu arquétipo divino, suas instruções lacradas, são a imagem e semelhança de Deus que estão em você à espera de dinamização. Eles só podem manifestar o ser espiritual e verdadeiro que você é, e não aquilo que Deus não é nem criou. Essa manifestação de seu potencial interno é tão natural e real como os filhotinhos que uma leoa ou uma gata parem, ao devido tempo, ou como a pequena águia que emerge de um ovo.

No mais profundo de cada ser vive o ser espiritual, o “homem divino”, real, chamado Cristo, que significa “o Ungido”, o Deus em nós. Cristo vive. . . como perfeição em potencial. . . e “é o Princípio vitalizante que modela o homem”, “Cristo é tudo e em tudo mora”. “Este mistério, que é Deus em você, é a esperança de glória”. “Deixe que a perseverança traga seus frutos para que nada lhe falte, para que você seja perfeito e completo”!

Tudo o que você já criou satisfatoriamente, veio-lhe do coração. A alma só se satisfaz quando a mente e o coração estão de acordo: quando forem um. Se sua mente está cheia de preocupações, de propósitos egoístas, intentos de vingança; se você se deixa povoar de imagens negativas acerca de pessoas e coisas, em tumulto mental; se o seu íntimo está em batalha constante entre julgamento e ódio—então o seu coração não tem aonde ir. Então, sua herança divina está impedida de manifestar-se por sua mente, porque o medo, as ideias preconcebidas, as críticas e julgamentos fecham as portas da mente. E o coração, ante a porta fechada, fica insatisfeito e triste, incapaz de se exprimir como bênçãos em sua vida: “a alegria de nossos corações cessou; nossas danças se transformaram em luto”.

Agora mesmo você pode ser o próprio retrato de seu coração: pleno, livre, vivo—a expressão do amor. Ou então se pode tornar um ser vazio, miserável, frustrado e infeliz—se o seu coração estiver trancado. O coração é cheio de amor porque “Deus é Amor”. O amor é o poder que nos atrai toda sorte de bem: amigos, boas oportunidades, abastança, o lugar certo para dinamizar nossos dons e tudo o mais de que necessitamos. O amor é poder harmonizador e equilibrante de tudo. É divina ordem. É o poder que pacifica e une todas as coisas. É força de gravidade que tudo atrai e liga à Terra. É, também, coesão das partículas de nosso corpo num todo e, semelhantemente, a união dos membros da família que põe cada pessoa em sua missão e anseio.

É o amor que mantém a pessoa na senda do êxito exterior e plenitude interna. É ele que jorra as ideias de Deus e as materializa como . . . felicidade! É o amor que faz o homem pesquisar, buscar, inventar, criar. Ele é que mantém unidos o corpo e a alma, pois sem ele a alma abandonaria o corpo—sem atmosfera para respirar e viver.

Se você precisa de mais saúde física, de mais energia e vitalidade ou habilidade para viver bem, ame mais! Fomos feitos para amar: porque o amor é a nossa própria essência!—e não simplesmente gostar. Gostar é aprovar, é desejar copiar, ser igual, ao passo que o amor é a consciência de que somos um. Cada alma nos está unida por algo que transcende a forma. Amar é desejar o melhor a cada pessoa, como o queremos a nós mesmos. O amor é a Regra de Ouro em ação! O amor sana feridas, vitaliza e rejuvenesce o corpo. “Se nos amamos uns aos outros, Deus Se faz presente e em nós é perfeito o Seu amor. No amor não há medo; antes, o perfeito amor afasta o medo”.

Uma vez um médico me afirmou: “A única coisa que pode rejuvenescer as pessoas idosas e fazê-las viver de novo é o amor”. As pessoas se enganam pensando que o amor foi feito para a juventude; que são muito velhas para amar. O amor não tem idade porque é expressão do eterno Deus. O amor jamais se aposenta! Vida sem amor é vida sem Deus, porque “Deus é Amor!” E quem ama, senão o coração? Aí é que residem a fé, a esperança e o amor: os três. “Mas o maior deles é o amor!”

Dê passe livre ao seu coração: essa é a coisa mais importante do mundo. O coração é a morada de Deus e Ele deve ter passe livre de lá para nossos amigos e circunstâncias. Sem isso, a vida passa por nós sem premiar-nos de ventura: envelhecemos em vazio de propósitos. É pelo centro amoroso do coração que o homem recebe toda substância, inspiração e poder realizador. Pelo livre fluxo do coração é que Deus Se faz em nós. Ao trancar em si e esquecer  a substância-Deus em seu coração, o homem se limita e se infelicita, porque Deus é Amor que tudo pode. O natural é que a mente aceite a substância do amor para o pleno cumprimento da vida. Basta que se deixe guiar pela orientação que lhe vem de lá. A mente deve ser a receptora e executante do poder do amor, que sabe o que, como e quando fazer. Podemos supor que a mente, por si só, seja a idéia e a causa, mas não é verdade: Deus é a idéia e a causa, como desejo do coração limpo. A mente fiel é a que se deixa guiar pelo amor, apenas contribuindo com as linhas da verdade, para delinear os padrões de bem que Deus exprime em nossa vida.

Como seres humanos, muitas vezes nos perdemos num mundo construído por nós mesmos. Envolvemo-nos tanto na manifestação de nossas ideias, que acabamos esquecendo a causa. Identificamo-nos de tal modo com os fatos e coisas que forjamos—cidades, casas, carros, aviões, rodovias, computadores, maquinaria, etc. —que nos esquecemos da fonte de onde provieram, como impulsos de realização: o coração. Ora, se nos distraímos com a água, olvidamos a fonte que a jorrou. Assim, o coração fica ancorado, sem continuar a expressar-se. Se o coração se contenta com o que foi feito, seremos como conchas vazias, não que as criações não sejam gratificantes, e sim porque o coração deve ser renovado pela alegria e continuação do criar, amar, viver e ser! Isto é que explica o fato de os verdadeiros artistas viverem muito.

Se não compreendemos e nem acreditamos que o coração é a placenta do homem e do mundo, então recusamos o bem de Deus. Se somos inconscientes do papel desempenhado pelo coração em nossa vida, estamos convidando a solidão, a frustração e o desencanto como companheiros.

S. Paulo ensina que quando estamos separados de Cristo, inconscientes de nossa origem, somos alienados: “estranhos à aliança prometida, desesperançados num mundo sem Deus”. Aliança é um elo entre duas partes. Deus fez aliança com Noé, Abraão, Moisés, Elias e outros, no mundo antigo. E também fez aliança conosco: de possibilitar-nos uma nova consciência em Deus. Esta aliança com o Poder que nos criou, está em nosso coração. Cada um de nós, como pactuante, tem um dever a cumprir perante Deus. Se sua mente o ignora, o coração bem o sabe e o cumpre, se você lhe permite agir.

A meditação do Novo testamento lhe dá a segurança do que lhe estamos dizendo, para que você não resista e liberte seu coração, para que Deus lhe cientifique os termos da Aliança: “Eu, Deus, tomarei conta de você, derramar-lhe-ei as bênçãos e riquezas dos céus, como paz, alegria e plenitude. Em troca, você deve saber, crer, e aceitar sempre estas riquezas, sob quaisquer circunstâncias, tomando consciência de Minha Presença e cumprindo a Minha Vontade, que é seu bem real”.

Relaxemo-nos, aceitemos essa Vontade e deixemos o coração expressá-la. Coragem significa ação do coração, pois o divino impulso que brota do coração é força realizadora para atravessar, incólume, as experiências da vida, até cumprir nossos bons objetivos. O velho ditado: “Ele não põe o coração no que faz” é verdadeiro. Tudo se faz, e bem, quando deixamos o coração fazer. A ação mecânica, fria, é desumana. É ausência de Deus. É abandonar o coração, que já não sabe aonde ir. A realidade e prosperidade não são a posse das coisas, mas o amoroso usufruto delas, pela consciência do Deus vivo em nosso coração.

Nosso tempo é agora. Estejamos prontos para a aventura divina. É hora de o amor de Deus transitar livremente por nosso ser, iluminando o mundo à nossa volta. Despertemos nosso potencial espiritual. Embora não conheçamos em pormenor a riqueza que possuímos, deixemo-la brotar para que ela mesma se nos revele em crescimento. Tudo nos é possível quando cumprimos a Aliança. Não receie as crises e obstáculos: são oportunidades de desabrochamento para quem não se deixa perigar. Não pense que a vida em Deus é ausência de desafios. Isso não existe numa existência normal. Os acontecimentos, corretamente encarados, são meios de crescimento, muito bem programados. Em tudo que nos sucede em cada etapa da vida, há um bem à espera de ser desfrutado.

Busquemos, pois, o bem, em cada experiência e o amargor se destilará em bênção, quando encaramos e reagimos corretamente aos fatos, pelo coração e a mente unidos. Importante não é o fato, mas o modo como a ele você reage. Não esqueça isto.

A semente reclama crescimento. O homem também, como idéia divina, reclama acabamento. Uma pessoa descrente e apressada tem o coração preso e não pode alcançar a paz de Deus e nem pode vislumbrá-la nas adversidades. Teme e se protege demais e não alcança a finalidade da vida. Só o coração dá a coragem e a persistência, unindo-a com o discernimento mental, para assegurar nosso crescimento e expansão, em meio às conjunturas do viver.

Um bebê não nasce para continuar bebê, nem o menino se detém na meninice, nem o homem deve contentar-se em ser adulto apenas fisicamente. Há uma meta mais alta: a do Ser espiritual! Deixemos o Espírito de Deus exprimir-Se, na terra, cada dia, cumprindo livremente seu programa, entre as circunstâncias individualmente traçadas. Não tema o desafio e nem pare num viver suave e comodista. Tome ânimo, mova-se. Deixe o coração falar pela coragem na luta e pela ação útil, quando o conforto procura anestesiá-lo. Abra a mente ao coração e deixe que este transite livremente. Ele sabe. Só ele pode liberar o divino amor neste mundo confuso. Você não é completo sem amor. Ele é a esperança do mundo, a saúde do corpo, a serenidade da alma e a plenitude do viver. O amor é poder!

Agora passo a mostrar-lhes um caminho sobremodo excelente (I Cor. 13:1 a 8 –versão Moffatt):

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos Anjos, mas não tivesse amor, seria como o sino que tine ou um metal que soa. Ainda que eu pudesse profetizar e sondar todos os mistérios da erudição oculta e ter fé absoluta de poder mover montanhas, mas não tivesse amor, de nada me valeria. Ainda que distribuísse tudo o que possuo em caridade ou deixasse que me queimassem o corpo, mas não tivesse amor, de que me adiantaria? O amor é paciente, amável. Não compete, não tem ciúme, não se presume, nunca é rude e nem interesseiro, não se irrita, não se ressente, não trata rudemente os demais, não fica feliz com os erros dos outros senão que se regozija com o bem. O amor reluta em se expor, crê no melhor, sempre espera e sempre alcança. O amor jamais se extingue! Assim a fé, a esperança e o amor perduram, mas o maior dos três é o amor!”

Centralize, pois, o seu coração no amor, assegure a cooperação da mente e faça disso o seu objetivo, para a realização de seus dons espirituais!

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NOME ERRADO OU IDENTIFICAÇÃO CORRETA?

NOME ERRADO
OU
IDENTIFICAÇÃO CORRETA?
Alice W. Cooke
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Quão importante é, para nós, a identificação correta! Por exemplo, não gostamos que nos classifiquem de desonestos, se não fizemos nada para merecer esse adjetivo. Sentimos até uma ponta de desagrado, quando alguém erra ao escrever nosso nome!

Como deveríamos agir, então, quando nos sentimos doentes? Deveríamos concordar imediatamente com qualquer evidência que se nos apresente? Não somos obrigados a isso. A Ciência Cristã nos informa que podemos discordar da evidência de enfermidade e refutá-la por ser injusta e inverídica. A doença não nos retrata como somos realmente—ideias harmoniosas de Deus, que expressam Seu bem-estar, Sua inteireza e Sua isenção de qualquer discórdia.

Além do fato de que não nos faz nada bem ceder àquilo que atua contra a nossa saúde, há uma ótima razão para nos rebelarmos contra a enfermidade: é que a doença não é a essência nem a realidade de nossa natureza e de nossa identidade como filhos de Deus, Suas idéias espirituais. É o pensamento ilusório e incorreto que parece tomar forma em alguma discórdia do corpo físico.

Como poderemos lidar com a doença, isto é, esse falso retrato de nossa verdadeira natureza? Ora, deveríamos nos sentir tão inclinados a corrigir esse estado errôneo de doença quanto corrigir qualquer falsidade sobre nosso caráter. A Sra. Eddy anima-nos a esse respeito, quando escreve: “Em vez de te submeteres cega e tranquilamente às fases incipientes ou adiantadas da moléstia, rebela-te contra elas. Bane a crença na possibilidade de abrigares ainda que seja uma só dor intrusa que não possa ser expulsa pelo poder da Mente, e dessa maneira podes impedir que a dor se desenvolva no corpo. Nenhuma lei de Deus impede esse resultado.”

Podemos raciocinar cientificamente da seguinte forma: não importa como a discórdia possa se chamar, a doença não é verdadeira, porque não é boa, não é de Deus. Não veio de Deus nem foi criada por Ele. Ele fez tudo o que foi feito, mas não criou enfermidade, discórdia nem qualquer coisa dessemelhante de Sua natureza inteiramente boa. Como a discórdia não é verídica acerca de Deus –de Sua inteireza, bondade e imortalidade—também não é verídica acerca do homem, a expressão de Deus, a semelhança divina.

Podemos continuar raciocinando que, sendo a doença inverídica, ela é irreal. Isto é, realmente não faz parte de Deus, a única Vida, nem faz parte do homem e de sua expressão da Vida. Sendo irreal, a enfermidade não precisa fazer parte de nossa vida. A compreensão que temos da verdade do ser espiritual, expulsa-a de nossa experiência.

Visto que a enfermidade não é verdadeira nem real, ela também não é dotada de poder. Não tem fundamento. Não tem o respaldo de uma autoridade real, pois Deus não a autorizou, de modo algum. Não tem credenciais nem credibilidade, pois é ilegítima e fraudulenta. A enfermidade não poderá se perpetuar se não gozar de nosso crédito. Quando retiramos o nosso crédito e destruímos o nosso medo à doença, ela fica sem ponto de apoio. Fica também sem nome, porque não tem natureza verdadeira.

Em vez de invocarmos temerosamente o nome da doença, pensando nela e falando a respeito dela, podemos invocar o nome de Cristo. Isto é, podemos nos identificar com a verdadeira natureza de Deus, que o homem, como semelhança divina, expressa. Tal identificação correta enaltece nossos esforços sinceros para seguirmos os ensinamentos e o exemplo de Jesus, em nossa vida diária.

Paulo disse a seus seguidores: “Tende em vós a mesma mente que houve também em Cristo Jesus.” (Filip.2; 5). Quando compreendemos que Deus é nossa Mente, assim como é nossa própria Vida, e O refletimos, nós também podemos curar a doença ou qualquer caso de desarmonia, porque sabemos que a discórdia não tem poder frente à verdade de que há um único poder, o Espírito divino.

A natureza espiritual de Cristo Jesus deu-lhe a capacidade para discernir o homem perfeito criado por Deus, em lugar do homem mortal, doente e desarmonioso. Jesus não se deixava impressionar pelos nomes das doenças para as quais lhe solicitavam cura, ainda que o padecimento viesse de muito tempo. Ia curando toda sorte de doenças e até ressuscitando mortos. Quer a doença tivesse um nome, quer não, era curada, pois representava a dessemelhança de Deus. Jesus sabia que não era verdadeira nem real.

Quando Pedro curou o homem coxo, à porta do templo, disse: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” Sabendo que fora o Cristo que havia curado o homem e não ele como mortal, Pedro explicou ao povo: “Pela fé em o nome de Jesus, esse mesmo nome fortaleceu a esse homem que agora vedes e reconheceis.” (Atos 3; 6). Naturalmente, referia-se ao nome, ou natureza, do Cristo, a Verdade, expressada na vida e no ministério de cura de Jesus.
Também nós podemos ser curados e tornar-nos melhores sanadores pela fé no Cristo. Fui curada à época do nascimento de meu filho. Dois meses antes da data em que o bebê era esperado, surgiu um grave problema físico e me levaram inconscientemente para o hospital onde eu deveria dar à luz. O médico que me atendeu, diagnosticou a doença como sendo uma infecção nos rins. Disse que nesses casos, apenas sobrevive um, a mãe ou a criança—e, às vezes, nenhum dos dois. Não me deram nenhum tratamento médico. Pela oração consagrada de uma praticista da Ciência Cristã, dentro de três dias dei à luz de maneira normal e harmoniosa, sem nenhuma consequência desagradável. Embora o nascimento tivesse sido prematuro, dentro de um ano o bebê tinha alcançado o estágio de crescimento normal para sua idade. É agora um rapaz forte que leva uma vida saudável e ativa. A Ciência Cristã anulara o veredicto das assim chamadas leis materiais.

Essas leis materiais estão sendo constantemente apresentadas a nós pelos meios de comunicação. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy afirma: “A imprensa propaga inconscientemente muita tristeza e doença entre a família humana. Fá-lo dando nome às doenças e publicando longas descrições que refletem nitidamente, no pensamento, imagens de doenças. Um nome novo dado a uma doença afeta o público, tal como um nome parisiense dado a um novo traje. Todos se apressam em possuí-lo.”

Como proteger-nos de cair presas dessas falsas imagens – a não ser que desliguemos a televisão ou o rádio? A maneira ensinada pela Ciência Cristã consiste na recusa a sermos hipnotizados pela crença de que o homem é um mortal, sujeito a crenças de dor de cabeça, artrite, resfriados e assim por diante. O homem é espiritual e não pode ser influenciado, impelido nem compelido a fazer qualquer coisa contrária à sua verdadeira natureza, como filho de Deus.

De igual modo, talvez possamos estar atentos para nos protegermos das crenças generalizadas, tais como tensão, envelhecimento ou condições físicas associadas ao clima. Poderia parecer que sempre há alguma doença “se espalhando”. Mas, por ser Deus, o bem, a causa única, Ele não cria a doença nem as condições para esta aparecer, tampouco torna o homem suscetível a ela.

Alguém poderá dizer: “Mas não consigo vencer o mal que me aflige. Talvez eu deva ir a um médico para pedir um diagnóstico, apenas para conhecer o nome da doença e assim saber o que devo combater.” Isso poderia parecer tentador, mas a Sra. Eddy deixou-nos esta advertência: “Um diagnóstico físico de moléstia – porque a mente mortal forçosamente é a causa da moléstia – tende a produzir a moléstia.” Mesmo não havendo um diagnóstico físico, o mantermos em mente o nome de uma doença propicia o aparecimento de quadros mentais e sintomas relacionados com a doença, o que torna a cura mais difícil. O nome de uma doença pode até evocar pensamentos e sentimentos desesperadores. Embora, às vezes, a atmosfera possa parecer cheia de prognósticos desanimadores, sempre temos o direito, baseados em uma identificação correta, de com decisão não nos deixarmos desanimar. A doença é curada quando o medo que a provoca e a sustenta, é destruído pela Verdade. O medo não faz parte da natureza de Deus. Logo, não faz parte de nossa verdadeira natureza, como reflexos de Deus.

Vários personagens bíblicos receberam um novo nome, como resultado de alguma experiência enaltecedora. E, no livro do Apocalipse, S. João registra a promessa divina: “Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca e sobre esta pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” (Apoc. 2; 17). Cada um de nós pode superar o que quer que não seja realmente verdadeiro a seu próprio respeito e receber um novo nome, ao acordar do falso sonho (o sonho de Adão) de vida na matéria. Então, contemplaremos o Cristo, a verdadeira natureza de Deus, e reconheceremos a perfeição do homem, como filho amado de Deus.

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SE VOCÊ QUISER QUE AS COISAS ACONTEÇAM – 4 (Final)

SE VOCÊ QUISER
QUE AS COISAS ACONTEÇAM
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Barbara B. Dumbar
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Parte 4 – Final
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Como o Filho de Deus, Cristo Jesus mantinha-se no mais elevado nível espiritual de pensamento. A espiritualidade era o estado natural de seu ser. Enquanto fazia sua gira diária, quer a cena fosse uma cerimônia em Caná, quer uma ceia com suas caras amigas Maria e Marta ou um passeio às margens do mar da Galiléia, ele transformava a situação humana numa oportunidade de extrair dela alguma lição espiritual com que abençoar e curar aqueles que o rodeavam. Ele mantinha intacta e pura a visão de Deus perfeito e homem perfeito. Essa sua espiritualidade imaculada resultou em maravilhosas obras de cura.

Nossa líder, a Sra. Eddy, graças à sua profunda espiritualidade, percebeu e provou que esse conhecimento crístico reflete, em realidade, a única Mente – a Mente que é Deus. E que, na proporção em que essa Mente é admitida na consciência humana, torna-se uma força poderosa para o bem, na vida diária. Purifica o caráter, cura os doentes, revigora os moribundos e satisfaz cada necessidade humana. A Sra. Eddy provou isso, trazendo a Ciência do Cristo ao mundo.

Portanto, se pensamos que alguém ou alguma coisa precisa ser modificada, para alcançarmos uma cura física ou a felicidade, podemos envidar esforços mais decididos para purificar nossa própria vida e manter aquele nível espiritual de pensamento onde as coisas estão realmente “acontecendo”, onde Deus está espargindo Sua abundante bondade sobre nós e sobre todo o mundo e toda atividade é governada e dirigida pela Mente divina, onde nada nem ninguém precisa ser modificado. O sentido espiritual é uma constante. É a única capacidade que temos para conhecer e discernir o bem. Deus mantém eternamente Sua perfeição, beleza e alegria.

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A INTELIGÊNCIA INFINITA SENDO TUDO

A INTELIGÊNCIA INFINITA SENDO
TUDO
( Ponto de Partida do “tratamento espiritual”)

Alfred Aiken

A Infinita Inteligência nunca “pensa” em Si mesma como sendo humana; mas, creia-me, se você começar por se aceitar como alguém humano, terá também que  assumir  ser o  corpo   inteligente, que ele pode pensar, que o nariz pode cheirar, que seus olhos podem ver, que sua língua pode degustar, e que suas mãos podem tocar e sentir. Isto não é a Verdade, não é, portanto, verdadeiro.

Sua língua, de si mesma, nunca degustou, seus olhos nunca viram, seu nariz nunca cheirou, e seus dedos nunca tiveram qualquer sensação. Somente a Consciência é percepção; somente a Consciência pode perceber. Quando você “inicia” unicamente com a Consciência, não estará olhando para órgãos, para um corpo, como se eles pudessem dizer-lhe  alguma coisa, ou fazer algo por você, assim como você não olharia para uma folha branca de papel esperando que ela lhe dissesse como é o perfume de uma rosa.

Se sua visão parecer  ruim, e você  “estiver” assumindo “olhos com problema”, tentando curá-los, não terá sucesso. Porém, se você começar admitindo a Inteligência Infinita como Tudo, a única Eu-Presença, poderá, subitamente, notar seus olhos  vendo melhor do que nunca.

Isto se aplica a qualquer tipo de caso. Jamais lide com problemas ou em problemas, mas “inicie” com Tudo como Tudo, o Único; e então,  não haverá nenhum espaço, ou identidade humana, para abrigar qualquer “problema”.

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SE VOCÊ QUISER QUE AS COISAS ACONTEÇAM – 3

SE VOCÊ QUISER
QUE AS COISAS ACONTEÇAM
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Barbara B. Dunbar
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PARTE 3
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Às vezes, os pensamentos errôneos insinuam-se tão sutilmente que não nos damos conta de sua presença e permanecemos presos em suas garras. Aí, nos preocupamos, prognosticamos, ficamos com medo, pesamos os prós e os contras, desejando que determinada coisa aconteça. No entanto, por meio do grande amor de Deus e de Sua graça ilimitada, podemos nos libertar desse nível mortal de pensamentos e substituir rapidamente esses pensamentos mortais pelas ideias espirituais que, por sua vez, farão manifestar-se, em nossa experiência, tudo o que é bom e justo.

Para que a cura se efetue, é necessário que haja um rompimento mental definitivo, radical e completo com o erro que parece estar investindo contra nós, ainda que este esteja profundamente arraigado, seja muito temido ou tenha sido acalentado no pensamento humano por um longo período de tempo. Não há uma área cinzenta no pensamento crístico, que é o bem claramente definido que não admite nem justifica erro de qualquer espécie, e não firma nenhum compromisso com crenças mortais. E, à medida que perseverarmos e moldarmos nosso pensamento ao Cristo, veremos desaparecer uma a uma essas crenças falsas, esses padecimentos físicos e os idesejáveis traços de caráter. Perceberemos cada vez melhor que o pensamento alicerçado no mortal não faz parte de nossa verdadeira identidade como filhos de Deus. Na espiritualidade cristã verdadeira, não existe provisão para falsas crenças.

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SE VOCÊ QUISER QUE AS COISAS ACONTEÇAM – 2

SE VOCÊ
QUISER QUE AS COISAS ACONTEÇAM
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Barbara B. Dunbar
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PARTE 2
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Ao fazer um retrospecto, percebo que esse foi um marco – um momento realmente decisivo em minha vida. E nos períodos de adversidade, continuo a lembrar que devo volver-me do sentido mortal das coisas para o único nível espiritual da consciência outorgada por Deus, onde apenas coisas corretas e boas estão acontecendo continuamente. À medida que adquiria esse ponto de vista espiritual, passei a ver mais continuamente todas as coisas e todos, inclusive a minha própria pessoa, em seu estado real – com as vestes da divindade.

Devo acrescentar que não demorou muito para que relacionamentos gratificantes surgissem em minha vida. Passei a me sentir mais à vontade com os outros e amá-los mais. Um agudo sendo crítico, que me havia toldado o verdadeiro sentido da felicidade, cedeu a uma perspectiva mais compassiva em relação a meus colegas. Passei a entender melhor o sentido das seguintes palavras da Sra. Eddy:

“Só a divindade soluciona o problema da humanidade e ela o faz no momento determinado por Deus.”

Ao orarmos, partindo da realidade espiritual da Mente única, mantendo nosso pensamento voltado apenas às ideias puras dessa Mente, ficamos a sós com Deus. Regozijando-nos nesse relacionamento sagrado de Pai e filho, podemos resolver, com sucesso, qualquer problema com que nos estejamos defrontando. Quando desejamos verdadeiramente estar na companhia de Deus, quaisquer pensamentos egotistas, ou de desejos humanos preestabelecidos, desaparecem. O motivo subjacente é sempre conhecer mais acerca de Deus e servi-Lo o melhor que podemos, a todo instante.

Ao refletirmos a consciência divina, em conformidade com o Cristo puro, perceberemos o que realmente está acontecendo. Em medida crescente, despertaremos para  reconhecimento do universo ativo da Mente que se revela constantemente. Descobriremos que não é um sentido de vida descolorido, distante, hipotético ou abstrato, mas sim a atividade dinâmica e gloriosa de todas as ideias corretas, expressada em nossa experiência diária, sob a forma de harmonia, alegria, paz, perspicácia, força, saúde – e, acima de tudo, amor. Constataremos que nosso ser verdadeiro está transformado.

Manter continuamente o pensamento crístico no reino verdadeiro do pensar correto, onde como disse minha amiga, as “coisas estão acontecendo” – exige dedicação e trabalho. A mente mortal ou o magnetismo animal, com suas sugestões de mal, dor e infelicidade, insiste em querer alojar-se em nosso pensamento. Precisamos de determinação firme, coragem e desejo sincero para abandonar e destruir esses argumentos da mente mortal. Estes procurariam separar-nos de nossa clara compreensão da onipresença da Mente única e também impedir que nos livrássemos de falsas sugestões mundanas, no momento em que se manifestam.

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SE VOCÊ QUISER QUE AS COISAS ACONTEÇAM

SE VOCÊ QUISER
QUE AS COISAS ACONTEÇAM
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Barbara B. Dunbar
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PARTE 1


Há alguns anos, conheci uma jovem que me disse algo que nunca esqueci e que me ajudou a solucionar vários problemas, desde então.Naquela época eu estava no primeiro ano da faculdade e minha vida social podia ser tudo, menos feliz. Havia pessoas e situações que eu gostaria fossem diferentes. Tendo sido Cientista Cristã durante toda a minha vida, eu me apoiava na Ciência para resolver alguns poucos problemas físicos, porém nunca antes havia enfrentado problemas de relacionamento pessoal tão desafiadores. Nessa ocasião, eu tinha pensamentos que se baseavam exclusivamente num ponto de vista mortal e material das coisas.

Minha nova amiga (que já havia feito o Curso Primário de Ciência Cristã) ouviu meu relato aborrecido e, então, me disse simplesmente: “Se você quer que as coisas aconteçam, deve elevar-se ao nível onde essas coisas estão acontecendo.” Essa afirmação funcionou como se me acendessem uma luz e percebi que era a resposta completa a meu problema. Apreendendo a verdade subjacente a essa declaração, comecei a orar humilde e espontaneamente, partindo de uma base espiritual para resolver minha dificuldade – exatamente como eu faria para curar um mal físico.

Eu tinha um bom conhecimento dos ensinamentos básicos da Ciência divina, tal como são apresentados no livro Ciência e Saúde de autoria da Sra. Eddy. Assim, comecei a estudar mais profundamente as lições bíblicas contidas no Livrete trimestral da Ciência Cristã e passei a rejeitar toda sugestão adversa que se me apresentasse, substituindo-a pela sua contrafação, que eu sabia existir na única Mente divina. Lembro-me da grande elevação que tive ao reconhecer, com regozijo, o fato de que o verdadeiro companheirismo assenta na constante unidade do homem com Deus. Este versículo do livro de Salmos veio ao meu pensamento: “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente.” Houve outras passagens muito inspirativas, da Bíblia e de Ciência e Saúde, que vieram de encontro à minha necessidade e me auxiliaram bastante. Pude perceber que estava na direção certa e em solo sagrado, tal a sensação de paz que se apossou de mim.

Eu estava descobrindo, ao menos em parte, minha verdadeira identidade como homem, a ideia espiritual de Deus – feliz e contente. Estava percebendo que não era um mortal tímido, emotivo, introvertido e triste, mas a completa, ilustre e admirável filha de Deus. E como tal, tinha uma herança preciosa e não havia nada que me pudesse fazer sentir acanhada ou magoada. Na verdade, eu não tinha de conseguir coisa alguma nem de mudar nada. Minha vida consistia apenas em expressar e glorificar Deus. À medida que eu compreendia estas verdades espirituais, toda a minha postura em relação à vida parecia progredir espiritualmente em grandes saltos. Percebi que, em última análise, havia somente um nível de pensamento, que era o reino espiritual do real, ou a vida em Deus. Em realidade, nunca existira um nível mortal e, consequentemente, eu nunca tinha sido envolvida numa situação infeliz. Aos olhos de Deus, como Sua filha perfeita, eu já me encontrava no nível espiritual – o nível do pensamento correto – o tempo todo. Eu só tinha de reconhecer e compreender esse fato e desfrutar dele. E, é desnecessário dizer, um propósito e um ideal de vida mais elevados começaram a emergir.

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SOU UM FILHO DE DEUS…

Sou um filho de Deus:
a divina vida vitaliza meu corpo, emoções e mente. Exprimo saúde e plenitude!

O ser humano integral abrange a mente, as emoções e o corpo. Ele deve exprimir harmonia em todos esses aspectos, como requer uma obra divina, feita à imagem e semelhança de Deus. Os dons da vida, da harmonia, da fortaleza, da resistência, da capacidade de realização, da agilidade e bem-estar, que caracterizam um corpo são—provém de Deus e dependem, por sua vez, de um reto pensar e de um nobre agir. Esta é a saúde integral.

Uma grande parte do trabalho da UNIDADE focaliza esta meta. Começamos por aprender e aplicar a Verdade. Quando amamos essa Verdade e nela vemos o nosso bem, desejamos experimentá-la.

Saiba que a divina vida interpenetra todas as suas células, para harmonia de seus tecidos e órgãos, num perfeito trabalho de conjunto. Pense nessa vida, circulando em todo o seu organismo. Sinta-a vitalizando, restaurando, sanando, restabelecendo e fortalecendo seu corpo, sua mente, suas emoções. Agradeça a Deus por isso! Afirme esta integralidade, até que ela se exprima!

“Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.”
João 10:10
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PROCURE A FONTE ORIGINAL 2(FINAL)

PROCURE
A FONTE ORIGINAL
Elisabeth B. Luerssen
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – novembro 1985)
Parte 2 – Final
Aqueles que queremos seguir o Mestre e curar os doentes como ele curou, precisamos trabalhar a partir da mesma base metafísica. O remédio para os problemas de saúde não reside em voltarmo-nos ao corpo, examinando a matéria, mas em procurarmos a nossa origem, Deus. O Espírito, não a matéria, governa todas as situações. Ciência e Saúde declara: “Verifique que a Verdade divina é mais potente para fazer ceder uma inflamação, dissolver um tumor ou curar uma moléstia orgânica, do que quaisquer remédios inferiores. E por que não, uma vez que a Mente, Deus, é a fonte e a condição de toda existência?” Quando vamos à nossa origem divina, sempre encontramos um atestado bom – quer de saúde quer de qualquer outra coisa. Pois lemos, no Gênesis: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. O resultado natural de uma origem ou criador perfeito é uma criação perfeita.

Raciocinar desde um efeito material para achar-lhe a causa, nos fará enganchar os problemas em algum evento do passado, como se deu numa ocasião em que passei vários dias mancando, após um tombo na quadra de tênis.Raciocinar a partir da causa divina, rumo ao efeito,começa acertadamente, em Deus, nossa origem perfeita, e termina no homem perfeito. Em pouco tempo fiquei livre de todo sofrimento e do inchaço, e não mais manquei, quando deixei de repassar mentalmente o incidente ocorrido na quadra de tênis e me dirigi, por inteiro, à vida, a Deus, a origem perfeita de toda atividade do homem. Um versículo que constava da lição bíblica semanal no Livrete trimestral da Ciência Cristã foi-me especialmente útil. Era dos Salmos: “Ele deu a meus pés a ligeireza das corças, e me firmou nas minhas alturas”. As “alturas” do Espírito oferecem refúgio acolhedor, onde estamos a salvo de baixios em nossa experiência humana.

“Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente”, declarou o Salmista. Estaremos preparados para aceitar que é o Espírito a fonte da verdadeira felicidade e satisfação? Nesse caso, não mais procuraremos a matéria como fonte de prazer e satisfação, quer seja sob a forma de drogas, cigarros, bebidas alcoólicas, gulodice, sensualismo, quer de qualquer outro apetite falso. Também, deixaremos de procurar nas pessoas a fonte de nossa felicidade ou infelicidade, fazendo delas uma espécie de deuses. “Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”. A resposta a qualquer desafio que estejamos enfrentando, se encontra sempre no Espírito onipotente, onipresente e oniativo, o qual é totalmente capaz, está sempre à disposição e é eternamente ativo.

Deus é nossa infalível fonte de ajuda; o manancial incessante do bem. O amor de Deus flui constantemente a Seus filhos, satisfazendo à necessidade individual de cada um, seja ela de força, consolo, purificação, cura. Podemos, portanto, com a inocência de uma criança, volver-nos em oração a cada dia, hora, momento, ao nosso Pai e receber dEle as bênçãos que provêm de encontrarmos a nossa origem espiritual.

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Elisabeth B. Luerssen
Parte 1


Quando eu era pequena, certa vez atravessei o rio Mississipi. Não foi muito difícil, pois havia ido com meus pais à fonte onde se origina o grande rio, no norte do país. Nesse lugar o rio começa como num pequeno córrego. Para atravessá-lo tive de ir bem até o comecinho material do córrego, um início limitado e finito. E, para encontrar a solução espiritual aos problemas humanos, também é preciso procurar a origem dela. Mas, num caso desses, a origem é Deus, e Deus é ilimitado e infinito.

Os traços hereditários, por exemplo, desvanecem-se quando desponta em nossa consciência o reconhecimento de que Deus é o único pai e criador, e de que o homem só herda Suas qualidades e Sua perfeição. Assim exclamou o autor de um dos salmos: “Caem-me as divisas em lugares amenos, é muito linda a minha herança.” Ao enfrentar argumentos de incapacidade ou insuficiência, o remédio científico consiste em compreender e seguir a direção dada pela Sra.Eddy: “Tens simplesmente de preservar uma noção científica, positiva, de união com tua origem divina, e demonstrar diariamente isso”. A união com a fonte divina garante a unificação com a fortaleza do Princípio, a inteligência da Mente, a integridade da Verdade, e todas as outras belíssimas qualidades espirituais de nosso Pai-Mãe Deus.

Estar em união com a fonte divina é também a solução para a carência e a limitação, pois Deus, o Espírito, é a única substância, e, portanto, o manancial do bem. Na parábola do filho pródigo, Cristo Jesus pontilhou essa lição sobre suprimento com as palavras do pai, o qual, no relato bíblico, garantiu ao filho mais velho: “Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu.” Tudo da alegria, da beleza, pureza e individualidade da Alma; de energia, vigor, atividade e perenidade da Vida; tudo aquilo que é do Pai, a origem e a fonte de tudo, é a herança que o homem tem, por direito, por ser Seu filho amado. Assim diz um hino: “E quando tudo mais falhar,/ Só Tu me restarás.” Os recursos materiais, finitos e flutuantes, nunca são infalíveis. O Espírito, porém, infinito e eterno, é a fonte inexaurível à disposição do homem.

Estudantes, donas-de-casa, artistas, jardineiros, projetistas, quaisquer pessoas que exercitam seus talentos criativos, deparam-se com que a inspiração provém de volverem-se à Mente como a única fonte da criatividade, A Mente nunca esgota seu cabedal de inspiração, assim como este não se esgota para aquele que habitualmente confia na inteligência divina, e não na capacidade humana, como a fonte infalível de seus talentos. A inspiração está sempre à disposição e nunca se esgota, pois brota eternamente da Alma. O Mestre tinha o hábito de volver-se à fonte divina em busca de orientação e direção. “Ele era inspirado por Deus, pela Verdade e pelo Amor, em tudo quanto dizia e fazia”, escreve a Sra. Eddy em Ciência e Saúde. E que obras maravilhosas Cristo Jesus realizou! Sua vida inteira foi uma obra-prima de inspiração e de cura.


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A LUZ QUE CURA

A
LUZ QUE CURA
Irene Falco de Errecartt
(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Outubro 1982)
Em cada ser humano acha-se latente sua semelhança divina. A fim de descobri-la e trazê-la à tona necessitamos a luz da compreensão espiritual, que ilumina a humanidade.
Essa luz manifestou-se em minha vida pelo estudo e prática da Ciência Cristã. Durante alguns anos fui a uma Sala de Leitura da Ciência Cristã todas as semanas para ler e estudar. Cristo Jesus muitas vezes retirava-se para um lugar tranquilo a fim de orar, e achei que a Sala de Leitura era o lugar sossegado em que eu podia elevar meu pensamento a Deus. Aí achei-me cercada de Amor. Os bibliotecários ajudaram-me na escolha de boa leitura. Aprendi a estudar as lições bíblicas, a encontrar nelas a mensagem espiritual e praticar na minha vida diária o que aprendia.
Uma das minhas primeiras curas foi a de solidão profunda, que se refletia numa saúde bem delicada. Frequentes resfriados forçavam-me a permanecer acamada e a faltar ao emprego. Ainda quando eu estava em condições de ir ao emprego, não tinha apetite algum e achava-me constantemente mal nutrida .Tudo isso tornava-me muito infeliz. A minha pesquisa sincera e honesta na Sala de Leitura foi, porém, abençoada com uma progressiva compreensão espiritual, com a luz que eu procurava.
Graça à Ciência Cristã comecei a ver-me como filha de Deus e a reconhecer nEle o meu Pai-Mãe. Deus é a causa, é Princípio, é Tudo. Ele é o bem e é Amor. Cada um dos Seus filhos reflete as qualidades que Ele possui. Sua progênie manifesta poder, porque Deus é Espírito, inteligência e sabedoria, porque Deus é Mente, beleza e harmonia, porque Deus é Alma, bondade, misericórdia e ternura, porque Deus é Amor.
Sob a luz da verdade vi que meus parentes, meus amigos, os colegas de trabalho, os habitantes do meu país e o mundo inteiro vivem, em realidade, numa única Mente como filhos de um mesmo Pai, que nos ama a todos igualmente. Senti-me unida ao mundo infinito e eterno do Espírito, onde somente o bem existe.
Esta maneira iluminada de ver-me a mim e ao meu próximo causou-me grande alegria e desejo de viver. Os problemas físicos desapareceram, as relações melhoraram. Pouco tempo depois encontrei o homem que seria o meu marido. Juntos, partilhamos do estudo estimulante da Ciência Cristã, pois sabíamos que esta revela a fonte da verdadeira felicidade e o caminho para o progresso infinito.
A percepção espiritual é a luz que cura, que ilumina todo o nosso ser e descobre a imagem divina. Esta luz espiritual revela a totalidade de Deus e o homem feito à Sua imagem. mostra-nos que o Espirito é a única substância verdadeira e que o verdadeiro universo e o homem verdadeiro são ideias completas. Isto nos ajuda a abandonar toda a crença errônea como solidão, desespero, carência e doença, porque sabemos que são irreais. A sra. Eddy declara o seguinte em seu livro Ciência e Saude: “Se corrigires a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo”.
Deus outorga a cada um de nós a capacidade de pensar corretamente. Quando tomamos mposse de nosso pensamento e permitimos refletirem-se aí somente os pensamentos da Mente única, a qual é toda inteligência e sdabedoria, governamos cientificamente nosso corpo e toda a nossa vida humana. Ciência e Saúde diz-nos claramente: “A Mente exerce autoridade sobre os sentidos corpóreos e pode vencer a doença, o pecado e a morte. Exerce tu essa autoridade conferida por Deus”.
A compreensão espiritual não se adquire da noite para o dia. Torna-se necessário um esforço inteligente. Através da oração sincera, paciência e inspiração, a mudança de consciência realizar-se-á. A luz nos chega a cada momento se humildemente formos persistentes no estudo e na prática da Ciência Cristã e a compreensão do que é Deus e o homem se irá revelando.
Expressar amor aos nossos semelhantes é uma forma de desenvolver nossa compreensão. Recebemos inspiração divina se praticarmos as qualidades do Amor em nossa vida diária. Paulo explanou muito bem as qualidades que estão imbuídas de Amor: “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade.”
Constantemente nos redimimos ao viver essas qualidades. Isso nos deixa repletos da luz que cura.
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PERMANEÇA FIRME!

PERMANEÇA FIRME!

UNIDADE

PERMANEÇO FIRME

NA COMPREENSÃO DE QUE A AMOROSA E DIVINA LEI DO BEM ESTÁ SEMPRE ATUANDO, PARA PRESERVAR A ORDEM E A RETIDÃO

Que significa “permanecer firme”? Permanecer firme é ter fé em Deus e em Seu bem. É saber que podemos contar com a divina ajuda em cada iniciativa. Permanecer firme é ter uma profunda compreensão de que, seja qual for o problema ou circunstância, há sempre um imensurável poder atuando para preservar o bem; que Deus pôs em nosso íntimo um potencial ilimitado de bem que podemos e devemos dinamizar.

A lei divina do bem está sempre atuando. A lei divina do bem é sempre amorosa. A amorosa e divina lei do bem estabelece constantemente o que é justo e correto em relação a cada pessoa; ela atua sempre para manifestar harmonia, ordem e retas condições.

Se V. enfrenta um problema que está desafiando a sua fé, ou procura uma resposta a qualquer contratempo em seus negócios – permaneça firme! Esteja seguro de que a divina e amorosa lei do bem não falha: ela está sempre atuando para restabelecer a ordem e a correção em todas as coisas!

“Estais firmes”!

Gálatas, 5:1

DIZE-ME COM QUEM ANDAS

DIZE-ME COM QUEM ANDAS

Emmet Fox

Com que tipo de gente você anda? Gosta do tipo de pessoas a que está normalmente associado? Diz um velho ditado: “Dize-me com quem andas e eu te direi quem és”.

Se você acha que gostaria de fazer algumas modificações nas pessoas com quem anda, não adianta grande coisa, a longo prazo, procurar novas companhias a seu redor. Primeiro é preciso que você modifique as companhias dentro de sua cabeça.

Quando nutrimos continuamente pensamentos de raiva, medo, ressentimento, ciúme, crítica e assim por diante, acabamos fazendo com que tais coisas se manifestem de uma forma ou de outra.

Isso quer dizer que você acabou cercando-se de gente que reflete o seu estado de espírito.

Caso queira melhorar o tipo de gente com quem anda, cuide para que esteja andando mentalmente com o amor, a alegria, a paz e a harmonia e, acima de tudo, que esteja constantemente vendo o Cristo em seu semelhante.

Ficará surpreso ao notar que as pessoas que conhece estarão à altura do novo padrão que você estabeleceu para si mesmo.

“Aquilo que um homem semeia, é o que colherá.”

Gálatas 6: 7

VOCÊ DEVE CULTIVAR A SERENIDADE

VOCÊ DEVE

CULTIVAR A SERENIDADE

Emmet Fox

A serenidade é uma marca da vida espiritual. É, além disso, a chave para a felicidade.

A maioria das pessoas tem, pelo menos, uma vaga compreensão dessa verdade. Elas gostariam muito de ter serenidade, mas não sabem como adquiri-la. Dizem: “Gostaria de ter serenidade o tempo todo, ou pelo menos a maior parte do tempo, mas como fazer para obtê-la?” Às vezes dizem: “Esforcei-me tanto para obtê-la! Na verdade, houve vezes em que me esforcei tanto que fiquei esgotado!” Naturalmente, o esforçar-se é, em si, uma negação da serenidade. É tensão.

Quando você tem serenidade, tudo em sua vida vem fácil e você enxerga a solução de um problema mesmo sem uma prece especial para tal dificuldade. Na verdade, muitas vezes se pega dizendo ou fazendo as coisas certas quase automaticamente. Sem dúvida, as suas preces têm muito mais força quando você está sereno.

Eis aqui a técnica para adquirir serenidade: (1) pare de se apressar. Faça o que é necessário, mas sem correr. (2) treine-se para pensar somente naquilo em que quer pensar na hora. (3) habitue-se a manter o pensamento onde você está, ou naquilo que está fazendo no momento. Não deixe que ele vagueie para outros assuntos e locais. Se seu corpo está na Rua 57, em Nova York, que seu pensamento não esteja em outra cidade.

Se estiver com o pensamento num determinado assunto, não o deixe desviar-se para outros assuntos. Se tiver que fazê-lo, contudo, pare de pensar no primeiro assunto e dedique atenção integral ao outro. Dentro de momentos, perceberá que não é nisto que você está interessado hoje, voltará ao assunto que realmente importa, e seu pensamento não se desviará de novo, com toda probabilidade.

Os pensamentos de muitas pessoas voam constantemente daqui para ali, em todas as direções. Naturalmente, isso torna a serenidade impossível. Seja quieto – não enfadonho ou desnecessariamente calado, mas quieto. Você pode ser sociável e amistoso e ainda assim ser mentalmente quieto. Todos os místicos de todos os credos, orientais e ocidentais, têm ensinado isso.

Depois que tiver adquirido serenidade, você muito, muito raramente ficará nervoso, zangado, ou assustado. Não ficará melancólico. Pelo contrário, será mais feliz do que nunca.

Pratique a serenidade dessa forma e ficará surpreso ao ver como logo se tornará um hábito. Naturalmente, você não discutirá isso com as outras pessoas. Elas notarão uma mudança em você e a simpatia e o respeito por você aumentarão de modo notável.

Aquietai-vos, e sabei que sou Deus.

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