ORAÇÃO PARA APAGAR OS MALES

Masaharu Taniguchi

Negue decididamente a existência dos males, das vibrações negativas e das pessoas más. Expulse todas as ondas negativas e pensamentos de inveja com o poder de sua mente, orando da seguinte forma:


Ó vibrações negativas,

vocês parecem existir, mas não existem!

Na verdade, vocês são benéficas;

por isso, manifestarão com certeza

o seu estado verdadeiro e bom.

Ó fulano(a), aparentemente você parece

prejudicar-me com maus pensamentos,

mas, na verdade, você é uma boa pessoa;

é a própria personificação do amor;

portanto jamais me prejudicará.

O infinito amor de Deus

flui para o meu interior

e em mim brilha resplandecentemente

a luz espiritual do amor;

esta luz aumenta o seu brilho,

envolve e ilumina o(a) fulano(a),

desperta a sua natureza Divina perfeita

e torna-o (a) feliz.

Obrigado, obrigado, obrigado…

DESINTEGRAÇÃO DA ILUSÃO

Masaharu Taniguchi

À medida que assimilamos a Verdade Vertical segundo a qual “o homem é filho de Deus e inadoecível”, e eliminamos as ilusões mentais pela aplicação da Verdade Horizontal segundo a qual “este mundo é a projeção da mente”, as doenças cujas raízes não são profundas saram facilmente, mas aquelas cujas raízes são profundas podem se agravar momentaneamente, na aparência. “Raízes”, aqui, se referem a “ilusões” tais como ódio, a mágoa, as aflições, os sofrimentos mentais, a idéia de que o homem é um ser adoecível, etc. Porém, não precisamos ficar assustados por causa desse agravamento aparente, pois ele é o processo que chamamos de “desintegração da ilusão”. Assim como um prédio tomba produzindo um estrondo ao se desmoronar, as doenças parecem agravar-se quando se desfaz a sua base constituída de “ilusões”. Naturalmente, no momento da “desintegração da ilusão”, o estado do paciente parece mais grave que o estado anterior, da mesma forma como a queda do prédio e o monte de escombros são mais feios que o prédio em pé.
Esse estado poderá perdurar até que os “escombros” da ilusão desintegrada sejam removidos pela ação purificadora da natureza, mas já se pode afirmar que “a doença está curada”, pois o fenômeno de desintegração é a prova de que foi destruída a causa mental da doença.

O QUE TRAZ A CURA

Channing Walker

Que é que traz cura à nossa vida? O nome Cristo é usado na Bíblia como o título divino de Jesus. Mas o termo Cristo é também usado em um sentido um pouco mais amplo, para expressar por inteiro a mensagem divina de cura  que se evidenciou no ministério de Cristo Jesus. Essa mensagem do amor e da presença curativa de Deus, que se evidencia por meio do Cristo, certamente não poderia ficar relegada ao passado. Nem mesmo ao passado bíblico. Se a Palavra de Deus está viva, ela deve alcançar e fortalecer nossa vida de forma curativa ainda hoje. O estudo da Bíblia deve ser mais do que intelectual e emocionalmente estimulante. Deve ter um poder transformador e curativo, inclusive o poder de curar o corpo.

A doença não é algo tão inevitável ou inalterável como tenta parecer.Em realidade, não passa de um corolário do pensamento básico de que a existência seja material ou mortal. Aquilo que a Bíblia chama de “pendor da carne” envia constantemente ao nosso pensamento a mensagem –falsa, é claro — de que todos somos mortais e estamos inevitavelmente condenados. A não ser que estejamos espiritualmente alerta, correspondemos a essa mensagem, ficando com medo e doentes. Deus é a Mente divina, o oposto da mente carnal. Sua mensagem de boas novas é o Cristo, o oposto da falsa evidência que produz medo e induz à doença. A cura espiritual acontece quando nos libertamos da falsa mensagem da mente carnal e da submissão a ela, substituindo as duas coisas pela mensagem do Cristo, segundo a qual, em verdade, somos destemidos, espirituais e perfeitos aos olhos de Deus. À medida que essa boa nova começa a ser assimilada em nosso pensamento, é inevitável que sejamos curados.

A CRENÇA EM PROFECIAS

Dárcio

Volta e meia, e o mundo nos envia suas “profecias”, sempre dando jeito de mostrar que “parte dela” se cumpriu ou se cumpre atualmente! Que são as profecias? Que é o interesse por “profecias”? Uma demonstração nítida do desconhecimento do REINO DE DEUS, da REALIDADE, DA VERDADE! Se, no Apocalipse, por exemplo, é revelado que “TUDO ESTÁ FEITO”, a maioria descarta esta afirmação da Verdade absoluta para ficar analisando as cenas descritas sob as mais diversas formas simbólicas! Que são as imagens descritas? Cenas do futuro? NÃO! Representam o sumiço da ILUSÃO! Nada há além de Deus! Quem fica preso a profecias, sejam elas quais forem, pode se comparar àquele que deixa sua mente presa às mutações de sua sombra pelo chão! E, ainda crendo que  cada deformação apresentada pela sombra seja uma deformação ocorrida nele próprio! O nosso “referencial de existir”, se conhecemos a Verdade, é DEUS e não o “mundo de aparências”!

“TUDO ESTÁ FEITO” — eis a REVELAÇÃO ABSOLUTA! As obras de Deus são permanentes! E, somente DEUS existe! Todas as imagens visíveis são ILUSÓRIAS! INCLUSIVE AQUELAS DE SUPOSTAS PROFECIAS!

“Vinde, benditos de meu Pai, ao REINO que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mateus; 25-34). O chamado para o REINO PERFEITO E CONSUMADO é milenar! Alguém pode realmente se dedicar a DISCERNI-LO ESPIRITUALMENTE, ou, pode continuar usando a iludível “mente humana” para “enxergar” quadros de “passado”, de “presente” e de “futuro”, que, somados todos eles, PERFAZEM O “NADA”.


ABUNDÂNCIA DE TODAS AS COISAS (I)

Ralph Waldo Trine

Este é o Espírito de infinita Abundância; o Poder que está continuamente dando forma tangível a todas as coisas. Quem viver na realização de sua unidade com este Infinito Poder chegará a ser como o ímã que atrai a si contínua provisão de qualquer coisa que deseje.

Se alguém se mantém na idéia de pobreza, pobre será; e o mais fácil é permanecer em estado de pobreza. Porém, se se mantém sem cessar na idéia de prosperidade, sejam quais forem as condições em que se ache, porá em ação forças que, cedo ou tarde, o colocarão em situação de prosperidade. A lei de atração atua sem cessar em todo o Universo e o grande e imutável princípio que dela deriva é, como vimos, que cada coisa atrai o que se lhe assemelha. Se somos uno com este Poder Infinito, com esta fonte de todas as coisas, então à medida que formos vivendo na realização desta unidade, assim atualizaremos em nós mesmos um poder que nos acarrete em abundância quanto desejamos. Por esse meio entraremos na posse de uma força com a qual poderemos atualizar em todo tempo as desejadas condições.

Assim como toda verdade existe por si, e somente espera que a percebamos, assim todas as coisas indispensáveis para satisfazer as nossas necessidades presentes existem também por si e somente esperam em nós o poder de apropriarmo-nos delas. Deus tem todas as coisas em suas mãos. A sua voz nos diz constantemente: “Meu filho, reconhece-me em todos os teus caminhos, e no grau em que assim o faças, no grau em que assim vivas, será teu o que é meu”. Deus dá a todos os homens com liberalidade e sem tacanhice. Ele dá liberdade a todos os homens que se colocam em disposição de a receber dEle. Não derrama seus dons sobre qualquer.

A velha e por algum tempo predominante idéia de pobreza e santidade já não tem fundamento algum. Teve-o parecido ao do ascetismo quando prevaleceu aquela outra idéia de que era necessária a luta entre o espírito e a carne. Surgiu no entendimento dos que tinham uma falsa e torcida concepção da vida. A verdadeira santidade é, em certo modo, o mesmo que a verdadeira sabedoria. A quem é verdadeiramente sábio e faz prudente uso de suas forças e faculdades, abre-lhe sempre o Universo as arcas de seus tesouros.

A dádiva é sempre igual à petição, se esta se faz com procedência e justiça. Quando alguém chega à realização destas altas leis, fica livre do medo da miséria e da pobreza.

Estás sem colocação, sem trabalho? Pois se te deixas dominar pelo medo de não encontrar outro emprego, o possível será que passes muito tempo sem encontrá-lo, ou se o encontras, seja mísero e pobremente retribuído. Em quaisquer circunstâncias deves pôr em ação as tuas forças interiores que sempre acabarão por triunfar de toda e qualquer perda temporária ou aparente. Põe estas forças em atividade e serás então como um ímã, atraindo para ti uma colocação muito melhor que a que perdeste e talvez não tardes em dar graças por tê-la perdido.

Reconhece o Infinito Poder que age em toda parte, que cria e rege todas as coisas do Universo, que governa os inumeráveis sistemas de mundos no espaço.

Fixa-te na idéia (pois as idéias são um poder oculto de energias incalculáveis) de que a apropriada colocação ou o convencional emprego te chegará a seu devido tempo, pelo devido modo, e tu o reconhecerás como teu, quando a ti chegue.

Mantém-te nesta idéia, não titubeies nela; sustenta-a firme. Deste modo porás um anúncio num periódico espiritual de ilustrada circulação, que não só vai além dos limites da Terra, senão do Universo mesmo. Será além disso um anúncio que, retamente inserto por tua parte, terá muito maior eficácia que qualquer outro que pudesse inserir em páginas impressas, por mais que o anúncio seja hoje em dia o grande modo de solicitar o que se precisa. No grau em que chegues a esta realização e vivas em harmonia com as altas leis e forças, em tal grau serás capaz de levar a efeito.

Se movido pela necessidade folheias os anúncios dos jornais, não o deves fazer como se faz comumente. Põe em atividade as forças interiores e coloca-te assim sobre elevada base. Quando tomares o jornal pensa deste modo: se aqui há algum anúncio que me convenha, reconhecê-lo-ei desde o momento que o leia.

Afirma-te nesta idéia, crê nela, espera-a e se isto fizeres com fé completa, sentirás de um ou de outro modo a intuição do momento oportuno, e esta intuição será, nem mais nem menos, a voz da tua própria alma. Quando ela falar, deves agir sem dilação.

Se, uma vez conseguido o emprego, notas que não é ele que precisamente desejavas, se te sentes capaz de desempenhar outro melhor, então considera-o logo como um ponto de apoio para alcançar este outro. Mantém-te nesta idéia, afirma-te nela, crê e espera, e sê, em todo o tempo, fiel à posição em que na atualidade te tenhas colocado. Se não lhe fores fiel, então o  provável será que ele não te sirva de apoio para alcançar  alguma coisa melhor, e sim alguma coisa pior. Se lhe fores fiel, de pronto lhe darás graças, regozijando e alegre por teres perdido a tua antiga colocação.

Esta é  Lei de Prosperidade. Quando sobrevier a transitória desgraça, não te deixes arrastar por ela; procura, ao contrário, tirar dela o melhor partido possível, e olha sempre para a frente em anelo de melhores coisas e mais prósperas condições.
Se te mantiveres nesta posição de ânimo, porás em atividade forças sutis, caladas e irresistíveis, que tarde ou cedo tornarão em forma tangível o que só é ainda uma simples idéia. Porque as idéias têm um poder oculto e, devidamente encaminhadas, são como germes das condições materiais.

Não cedas nem por um instante à queixa; antes, emprega bem o tempo que lamentos inúteis te roubariam, olhando para a frente e corporificando as desejadas condições. Sugere-te a idéia de prosperidade. Considera-te em condições prósperas e confia que antes de muito chegarás a elas. Confia nisso tranqüila e sossegadamente, mas com seguridade e firmeza. Crê absolutamente nisso. Espera nisso e acaricia sem cessar esta esperança. Deste modo serás como um ímã a atrair para ti as coisas desejadas. Não te atemorize a sugestão dessas coisas, porque assim formarás para ti um ideal que as revista de forças tangíveis. Por este meio utilizar-te-ás de agentes os mais sutis e poderosos do Universo. Se especialmente desejas alguma coisa, cuja possessão crês boa e necessária para ti, algo que possa ampliar a tua vida ou acrescentar a tua utilidade para com o próximo, mantém-te singelamente na idéia dela, pois em tempo oportuno, por meios naturais e nas devidas condições, virá a ti ou se te abrirá caminho por onde possas chegar à realização dos teus desejos.

Conheço uma senhorinha que, não faz muito tempo, sentiu-se em apurada necessidade de dinheiro. Para nobre objeto o desejava e não via a razão por que houvesse de carecer dele. Esta jovem era uma dessas pessoas que chegaram a compreender o valor das forças interiores e tomou a disposição de ãnimo que acabamos de expor. Durante a manhã concentrou-se em si mesma, entrou em silêncio por breve instante, pondo-se deste modo em harmonia com as forças supremas. Antes de anoitecer foi à casa dela um cavalheiro pertencente a uma família amiga e lhe perguntou se podia ela encarregar-se de certo serviço que precisava; ficou a moça um tanto surpreendida de que se solicitasse dela aquela classe de serviço; porém, disse para si mesma: “Aqui deve haver um chamamento. Responderei e veremos o que resulta”. Encarregou-se do serviço e saiu-se bem. Quando o terminou, puseram em suas mãos uma quantia de dinheiro muito maior do que esperava e considerou o pagamento excessivo para remunerar o serviço. Recusou a senhorinha e o cavalheiro insistiu: “Não; você nos fez um serviço de maior monta que o dinheiro que lhe demos”. Com efeito, a soma recebida era mais que suficiente para a boa obra que a jovem desejava levar a termo.

Este é um dos tantos exemplos relativos ao emprego prudente e eficaz das forças interiores. Assim mesmo encerra uma lição: Não feches tuas  tuas mãos nem esperes que as coisas caiam no teu regaço, mas sim, põe em atividade as forças interiores e toma o primeiro que te ofereçam. Faz o que tuas mãos sabem fazer e será bem feito. Se este serviço não te satisfaz por completo, então confia, crê e espera que por meio dele alcançarás algo melhor. A base para atrair o melhor que te possa dar o mundo é te rodeares, possuir e viver com ele no pensamento impropriamente chamado imaginação. Tudo quanto chamamos imagens são realidades e forças de elementos invisíveis. Vivei com o pensamento em um palácio e gradualmente gravitarão sobre vós as coisas referentes a ele. Viver, porém, assim não é de modo algum desejar com languidez, com inveja ou com queixume; é ver-te no cume quando estiveres em baixo segundo o mundo; é considerar o prato de estanho em que te vejas obrigado a comer, como um trânsito a outro de prata; não é porém inveja nem resmungo, porque o tenha o vizinho, pois esta inveja é precisamente como um capital tomado a desconto do banco das forças mentais.

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ABUNDÂNCIA DE TODAS AS COISAS (II)

Ralph Waldo Trine

Um amigo que conhece o poder das forças interiores, e cuja vida está guiada por elas nos mais insignificantes pormenores, deu uma sugestão nesta forma: ainda quando estiverdes entre as garras de um urso disposto a despedaçar-te, crava-lhe sorridente teus olhos na cara. Em outros termos: se cedes à adversidade, o mais provável é que a faça dona de ti; porém, se conheces em ti mesmo o poder de dominar as circunstâncias, então a adversidade será sua serva e trocar-se-á em boa fortuna. Se, quando a desgraça chega,  sobrelevas com sossego e calma, em breve desaparecerá, se procuras pôr em atividade as tuas poderosas forças interiores durante o tempo que, de outro modo, perderias em queixas, temores e pressentimentos.

Até a fé, a fé absoluta, é a única lei do verdadeiro êxito. Quando reconhecemos o fato de que o homem leva consigo os elementos de triunfo ou de vencimento e que estes não dependem de condições externas, lograremos a possessão de poderes que invertam essas condições em agentes do êxito. Quando chegarmos a esta elevada realização e pusermos a nossa vida em completa harmonia com as supremas leis, seremos capazes de atrair o êxito em curtas, senão em grandes proporções. Poderemos então estabelecer em nós mesmos um centro tão firme que, ao invés de correr daqui para ali, em busca disto ou daquilo, possamos estar quietos em nosso interior e atrair as desejadas condições. Se nos estabelecermos neste centro e nos mantivermos firmes nele, veremos como parece que as coisas vêm pelo caminho apetecido.

A maioria das pessoas da moderna sociedade só atende às coisas práticas e de cotidiano proveito. Quanto mais cuidadosamente examinarmos as leis fundadas nas grandes verdades que estamos considerando, tanto mais veremos que não só são eminentemente práticas, senão que em certo modo são o único prático de quanto no mundo existe.

Pessoas há que se vangloriam de ser muito práticas; porém, muitas vezes são mais práticos aqueles que não crêem que sejam. E por outra parte — os que se ufanam de ser homens práticos, o são muitas vezes menos, pois que ainda que em certo modo o sejam, são absurdamente inábeis em tudo quanto à totalidade da vida se refere.

Que proveito, por exemplo, pode haver para o homem que, materialmente falando, é dono do mundo inteiro e jamais tratou de conhecer sua própria alma? Vemos multidões de homens completamente enganados sobre o conceito da vida real, homens que ainda não aprenderam o a-bê-cê de como  deve-se viver. Sao escravos abjectos dos bens temporais, que se crêem donos das riquezas e estão completamente dominados por elas, cujas vidas são absolutamente inúteis para seus semelhantes e para o mundo inteiro; que quando já não podem suster o corpo (agente do qual se relacionam com o mundo material) se ficam pobres, miseravelmente pobres; e incapazes de levar a mais insignificante partícula de suas riquezas, vão-se para a outra vida exaustos e nus.

As boas ações, as desenvoltas qualidades de caráter, as realizadas forças da alma, as positivas riquesas da vida interior, todas aquelas coisas que chegam a ser os nossos bens eternos, não ocupam lugar algum em sua mente e por isso andam privados das coisas verdadeiramente necessárias à vida. E ainda muitas vezes pior que privados. Por que não havemos de supor que, uma vez adquiridos os hábitos, possam perder-se mais facilmente em outra forma de vida distinta da atual. Se alguém deixa voluntariamente que tome vôo determinado vício, não devemos supor que a simples morte do corpo estabeleça condições de perfeição. Tudo tem sua lei, sua causa e efeito. Colhe-se o que se semeia, não só nesta vida, como em todas.

Quem tem por único desejo amontoar bens terrenos, estará bem escravizado a eles ainda depois de sua morte; mas então nem sequer terá o meio de satisfazê-lo. Dominado por aquele vício, será incapaz de pôr seus efeitos em outras coisas, e o desejo insatisfeito atormentá-lo-á duplamente. A sua tortura poderá aumentar ainda ao ver que pródigos herdeiros dissipam riquezas com tanto afã por ele amontoadas. Legou suas propriedades, segundo se diz, a outros sem que lhes possa dizer nem uma palavra acerca de como as empregam. Que loucura, pois, pensar que os bens materiais são nossos! Que absurdo, por exemplo, o cercar umas tantas áreas de terra de Deus e dizer que são propriedade nossa! Nada é nosso até ao ponto de detê-lo. As coisas que às nossas mãos chegam, não chegam para ser possuídas nem muito menos entesouradas, senão para que delas façamos prudente e acertado emprego. Somos simples administradores e como tais ser-nos-ão exigidas contas dos bens que nos foram confiados. A grande lei das compensações, que se faz sentir em todo o  mundo, é admiravelmente exata em seus efeitos, ainda que às vezes não possamos de todo entendê-la nem reconhecê-la sequer quando atua em relação conosco mesmos.

Quem logrou a realização de uma elevada vida já não deseja amontoar riquezas nem demasias de outra espécie. À medida que for reconhecendo o fato de que é internamente rico, vai deixando de estimular as riquezas terrenas. Quando realizar o fato de que seu interior emana uma fonte mediante a qual pode pôr em suas mãos, à sua devida hora, o suficiente para prover todas as necessidades, não se afanará por mais tempo em entesourar riquezas materiais que absorveriam toda a sua atenção e cuidado, e assim põe em seu pensamento e emprega o tempo nas coisas reais da vida. De outro modo: primeiro acha o reino de Deus e depois age de maneira que tudo o mais venha por ligação.

É mais difícil um rico entrar no reino dos céus (disse aquele mestre que sem ter nada, teve tudo) do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Quer isto dizer: se um homem só pensa em acumular tesouros de que por sua demasia não pode desfrutar, ver-se-á incapaz de achar aquele maravilhoso reino com o que todas as coisas são aparelhadas. Que vale mais, ter um milhão de dólares com o cuidado que tal riqueza leva consigo, ou chegar ao conhecimento de leis e forças pelas quais cada necessidade fica prevista em tempo oportumo, e saber que nada justo nos será negado, que a dádiva será proporcionada à petição?

Quem entra no reino deste elevado conhecimento nunca cuidará de levar consigo as insanas espécies que muitos homens disputam hoje em dia por seu mais firme apoio neste mundo, mas sim evitá-las-á como se evita uma horrível laçada. Quando chegarmos à realização dos altos poderes, de atender ao entesouramento de riquezas vãs, que mais estorvam do que ajudam. Tal é o fundamento da verdadeira solução nesta como em todas as fases da vida.

Se as riquezas excedem de certo limite, não podemos empregá-las e chegam a ser um impedimento ao invés de um auxílio, um castigo ao invés de uma bênção. Por toda parte há pessoas que vivem desmedradas e raquíticas, e poderiam viver louçãs e ditosas cheias de perene gozo, se houvessem empregado prudentemente a grande parte da sua vida mal gasta em entesourar.

O homem que entesourar durante toda a sua vida e ao morrer legar os seus haveres para fins piedosos, está num erro do conceito de vida. Não é mérito em mim dar um par de botas velhas ao descalço; porém, sim — suponho que a dádiva seja um mérito — o é o dar um par de botas novas a quem anda descalço no rigor do inverno e se esforça em viver honradamente para sustentar sua família. E, ao dar-lhe as botas lhe dou também o meu carinho; terá dupla dádiva e eu dupla bênção.

O mais prudente emprego que o rico pode dar às suas riquezas é acumulá-las em sua existência moral, em seu caráter, dia a dia enquanto viva. Deste modo, a sua vida ir-se-á ampliando e enriquecendo continuamente, e tempo virá em que se olhe como sendo uma desgraça um homem deixando atrás de si tais riquezas acumuladas.

Muitas pessoas moram em palácios e são mais pobres que aquelas que carecem de teto onde abrigar-se. Pode um homem possuir e habitar um palácio para ele mais miserável que uma choça.

A traça e o mofo são os meios de que Deus se serve para desagregar e espalhar em novas formas o que fora entesourado e não tem oportumo emprego. Existe também uma grande lei continuamente operativa, cujos efeitos são privar do verdadeiro gozo e de suas plenas faculdades a quem entesoura.

Muitas pessoas estão sem cessar afastadas de elevadas e ótimas coisas por causa de aferrar-se às velhas. Se enxotassem o passado, cederiam lugar às novas coisas que lhe chegam. A avareza sempre acarreta prejuízo, já em uma ou noutra forma. O emprego prudente encerra sempre uma remuneração beneficiosa.

Se a árvore mantivesse em seus ramos as folhas murchas, brotaria nela uma nova vida ao fecundo hálito da primavera? Se a árvore está morta, não cairão as ressequidas folhas, pois ela não terá seiva nem brotos novos; porém, se a árvore está  viva, é necessário que se despoje da emurchecida folhagem para ceder o posto às verdes folhas.

Lei do Universo é a opulência, lei é a abundante visão de cada necessidade, se não há nada que a isso se oponha.

A vida normal consiste em chegar à plenitude de poder por meio da contínua realização de nossa unidade com a Infinita Vida e Poder, para acharmo-nos na possessão constante de todas as coisas necessárias.

Não entesourando, senão fazendo prudente uso das coisas que chegam a nós, teremos uma sempre renovada provisão delas, segundo as nossas verdadeiras nevessidades. Por esse meio, não só chegaremos a possuir os inesgotáveis tesouros do Infinito Deus, como também, por nosso intermédio, poderão chegar às mãos de outrem.

FIM

OS EFEITOS DE CURA DA ORAÇÃO

Ann Beals


Através do nosso trabalho diário, constatando a totalidade de Deus e a perfeição do homem, rejeitando constantemente as sugestões hipnóticas generalizadas do magnetismo animal, lançamos o fundamento espiritual na consciência, o qual cura as muitas crenças universais que pretendem afetar a vida de cada um de nós: falta, discórdia, relacionamentos desarmoniosos, perda do sentido de direção e de identidade corretas, materialismo, inteligência e oportunidade limitadas, idade, doença, sensualismo, medo do futuro, falsos traços de caráter, talentos e habilidades frustradas.

Quando doença, dor, acidente, desemprego, discórdia, solidão, pesar, confusão — qualquer reivindicação específica do mal — tenta se manifestar em nossa experiência, estamos preparados para superá-la. Rejeitando-a mentalmente com vigor, e afirmando a Verdade em seu lugar, podemos lutar contra o erro até que realmente cesse de nos mesmerizar e dissolva-se no nada. A mudança mental pode ser sentida distintamente. A crença mortal não está mais lá. Nossa mente está livre dela. A cura acontece. Assim, provamos que o mal é nada. Algumas vezes sabemos que estamos curando antes que haja alguma evidência visível.

Em “Mensagens para 1901”, lemos: “O Amor divino atravessa o escuro caminho do pecado, da doença e da morte com a justiça de Cristo — a expiação de Cristo, pela qual o bem destrói o mal — e a vitória sobre o eu mortal, a doença, o pecado e a morte, se consegue segundo o modelo mostrado no monte. Isto é elaborar nossa própria salvação, porque Deus trabalha conosco até que nada reste que mereça perecer ou ser punido, e emergimos suavemente para a Vida eterna. Isto é o que exigem as escrituras — fé que corresponde com as obras.” (p.10: 20-29)

Estes trabalhos espirituais não se desdobram sempre do mesmo modo. Algumas curas acontecem rapidamente, sem esforço, até instantaneamente. Outras acontecem devagar, à medida que emergimos para fora das crenças mortais persistentes. Alguns problemas parecem quase inatingíveis pelo nosso trabalho. Nestes casos, devemos desviar a nossa atenção da evidência material e tentar compreender Deus mais profundamente. Se não cedermos ao desânimo, alcançaremos um ponto culminante e o problema ou desaparecerá subitamente ou gradualmente perderá o domínio e se dissolverá.

Em certos casos, o mal fica enraivecido com nossa luta para nos libertar e lutará para intensificar a discórdia em nossa experiência. Se isso acontece, o mal está definitivamente sentindo os efeitos de nosso trabalho. Se continuamos a trabalhar, sem receio das tentativas do mal em nos desanimar, ele desistirá e desaparecerá. Então se segue uma grande espiritualização do pensamento e a cura acontece.

Precisamos compreender a perturbação que este trabalho de oração traz ao nosso pensamento. Antes de detectar o magnetismo animal em nossa consciência, precisamos compreender que nossa mente contém uma certa estrutura de pensamento que consiste em nossa identidade humana e forma de vida. Este estado mental contém uma grande porcentagem de crenças mortais através das quais o magnetismo animal controla nossa consciência e nossa vida. Estamos acostumados a esta atmosferta mental e nela vivemos sem esforço.

Quando começamos a orar cientificamente, desafiamos o magnetismo animal e isto é uma ameaça ao seu domínio em nossa consciência. Quando a influência mesmérica do mal é descoberta, fica muito agitada e resiste à sua própria destruição. Nossos problemas podem se tornar maiores; novas tentações nos cercarão; velhas tentações ressurgirão. Este próprio período de dificuldades indica que nosso trabalho metafísico está fazendo efeito. Nossas orações estão causando uma quimicalização na consciência. O mesmerismo está sendo destruído. Se continuarmos sem medo destes desafios, romperemos as barreiras do sentido mortal e adentraremos numa compreensão maior de Deus. Esta espiritualização do pensamento renovará nossa vida, trazendo cura e regeneração.

Este trabalho de cura anula primeiro as formas mais óbvias de discórdia em nossa vida. Depois alcança mais profundamente o âmago da consciência e dissolve as formas mais crônicas de erro. Tem um efeito regenerador em toda a estrutura do pensamento.

A MÃO DE DEUS

H. Emilie Cady

Há apenas  u`a mão no universo. É a mão de Deus. Sempre que V. tenha sentido que sua mão estava vazia, foi porque V. creu que, de alguma forma V. estava separado de Deus. V. não tem sentido, por vezes, um grande desejo de dar a alguém algo de que tenha necessidade, mas sem ser capaz de fazê-lo? “Oh, se ao menos tivesse dinheiro, como eu aliviaria a ansiedade e o infortúnio! Se estivesse em meu poder, como eu daria rapidamente uma posição lucrativa a este que precisa de trabalho, libertação para aquele que quer libertação de todos liames materiais”, e assim por diante? V. não tem freqüentemente dito: “Se eu pudesse fazê-lo, daria presenteiramente o meu tempo e os meus serviços para os outros sem qualquer pensamento de retribuição?”

De onde pensa V. que lhe vem esse desejo de dar? Da parte mortal que existe em V.? Não, não, é a voz do Dador de todas as dádivas que grita através de V. É o desejo de Deus para dar que se manifesta através de V. Ele, então, não pode dar sempre e em qualquer lugar que o deseje, sem com isso se tornar mais pobre, e, ao contrário, tornando-se mais rico? A sua mão é a mão de Deus. O nosso Pai estende suas mãos dessa maneira, Suas únicas mãos, para distribuir as suas dádivas. Nada temos a fazer com o suprimento. A nossa parte consiste apenas em transmitir a boa dádiva, livremente e sem interrupção. Isso só podemos fazer mediante uma completa consagração (até onde diz respeito à nossa consciência) de nossas mãos, de todo o nosso ser, para o serviço de Deus, o BEM-TOTAL. Quando tivermos dado alguma coisa aos outros, não mais a consideraremos como nossa, mas reconheceremos que ela lhes pertencerá. Assim, essa consciente consagração de nossas mãos a Deus ajuda a reconhecê-las como as mãos de Deus nas quais estão (e não mais “estarão”) a plenitude de todas as coisas.

Quando, pela primeira vez, o total reconhecimento da existência de uma só mão foi dado a uma certa mulher, isso foi tão real que durante horas sempre que ela olhava para a sua mão direita, parecia incapaz de fechá-la, ao que parece, por estar tão cheia, para distribuição, de todas as boas coisas. Ela disse consigo mesma: “Então se isso é verdade, eu tenho, em minha mão, saúde para dar aos doentes, alegria para dar aos enlutados, liberdade para aqueles que estão presos a cadeias, dinheiro para dar aos que dele precisam; apenas será necessário que eu mantenha a mão aberta para que todas as boas dádivas fluam para fora. Para todos os que se acercavam dela naquele dia, em necessidade de alguma coisa, ela dizia: “Aqui está justamente o que V. quer; tome-o,  regozige-se. Todas as dádivas estão em minha mão para serem dadas, — é a mão de Deus”.

E o resultado daquele dia de trabalho foi quase espantoso para ela, com tão maravilhosa presteza as exteriores manifestações dos desejos do coração chegavam a todos a quem ela dava sua palavra. Um homem idoso, que durante cinco anos tinha estado em escravidão exterior e exilado numa terra estranha, lá mantido pelas maquinações de outro, e para cujo caso nenhuma lei externa pôde ser de algum auxílio, foi posto em perfeita liberdade, com a mais completa reparação da sua reputação e conseqüente contentamento público, e isso apenas pela palavra da liberdade proferida em seu proveito por aquela mulher naquele dia. Reconhecendo a sua mão como a mão de Deus, ela disse: “Então, nesta mão, estão os papéis de libertação daquele homem”, e, mentalmente estendendo a mão para aquele homem, ela disse: “Aqui está a sua liberdade. É a dádiva de Deus, levante-se e tome-a; levante-se e caminhe; você está livre Depois disso ela deixou tudo com Ele, que invariavelmente concretiza a palavra proferida com fé, e Ele fez com que a visão daquela libertação fosse levada até o plano físico.

“Vós abristes vossa mão e satisfizestes o desejo de todas as criaturas vivas”. V. gostaria de ser capaz de fazer isso? Então mantenha sua mão aberta. Recuse-se a ser embaraçado pelo temor ou pela pobreza, pelo medo da necessidade, pelo medo de que você não será apreciado ou tratado com justiça. Caminhe distribuindo auxílio para todos os que dele precisarem. “Fale apenas a palavra” de dádiva. Será a palavra de Deus proferida pelos seus lábios, e Ele não disse: “Minha palavra não voltará para mim vazia, mas terá realizado aquilo para o qual ela foi enviada?”

Não podemos nos furtar a dar o nosso tempo, o nosso intelecto, o nosso amor, o nosso dinheiro, para aquele que deles precisar, pois a lei é que a retenção faz o homem mais pobre.

“Alguns há que espalham e, apesar disso, se lhes acrescenta mais; e outros que retém mais do que é justo, mas é para sua perda”, disse Salomão.

O suprimento é inexaurível. Seu fluxo, apenas, pode ser limitado pela procura. Nada pode embaraçar a mão que é conscientemente reconhecida como a mão de Deus em seu processo de reabastecimento, com exceção como foi o caso ocorrido com o óleo da viúva, multiplicado por Elias, quando “não houve um vaso para recebê-lo”. Que a aparente vacuidade de sua mão, em alguns momentos, não perturbe a sua fé em nenhuma ocasião. Ela está tão cheia quando V. não vê como quando V. Vê. Continue reconhecendo-a como a mão direita de Deus, na qual todas as boas dádivas, agora, se encontram. Dessa forma V. dará testemunho dEle, que disse: “Provai-me agora e aqui, disse o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, vertendo sobre vós uma bênção, de modo que não haverá lugar bastante para recebê-la”.

Certamente que Deus está nos conclamando a “elevarmo-nos ainda mais”. Para todos aqueles que diligentemente estão procurando a verdade pela própria verdade, e não pelos “pães e peixes”, nem tampouco para que possam “dar sinais” àqueles que procuram sinais, Ele está dizendo alto: “Não pensai no que haveis de comer, no que haveis de beber ou naquilo com que haveis de vos vestir. O vosso Pai sabe que tendes necessidade dessas coisas. “Buscai primeiro o Reino de Deus, e as demais coisas serão acrescentadas”. De graça tendes recebido, de graça haveis de dar. Fazei o bem e dai, nada esperando em troca, e dessa forma sereis os filhos do Altíssimo”. Deus está sempre dando, dando, dando, sem qualquer pensamento de retribuição. A doação de Deus é um perfeito fluxo do perfeito amor. Quanto mais alto nos elevamos, tanto mais seguramente pensaremos em dar e não em receber.

Sabemos agora que o dinheiro, casas, terras e todas as coisas materiais, podem chegar até nós, desde que as mantenhamos em nossos pensamentos como nossas; mas isto não é o mais elevado que Deus nos reservou. “Os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem entrou no coração do homem o pensamento das coisas que Ele preparou para aqueles que O amam” —  o quê? o “eu”? Não, apenas o amar a Ele — àquele Bem mais do que a si próprio. Jesus disse: “Aquele que tiver repudiado casa…ou terras, em meu nome, receberá cem vezes mais, agora neste momento, aquelas mesmas casas…e terras! Aqueles que tiverem repudiado, terão repudiado o eu, aqueles que ousarem deixar as suas mãos sempre abertas para seus irmãos, “fazendo o bem e emprestando, sem nada esperar em retribuição, para eles será a promessa de cem vezes mais
nesta vida.

Deus chamou-nos para sermos seus mordomos. Ele nos escolheu para que fôssemos vasos capazes de carregar o bem para outrem, e é apenas carregando para outros que nós mesmos poderemos ser preenchidos. A lei é “dai e dar-se-vos-á boa medida; recalcada, sacudida e transbordando”. Dê sem pensamento de retorno.

“Mas”, dirá alguém, “deverei dar o meu tempo, meu dinheiro e meus melhores pensamentos para os outros, sem pedir-lhes algo em retribuição? Não é justo!” Dê como Deus dá. Ele não conhece o meu e o teu. Ele diz: “Tudo o que tenho é seu”.

Procure apenas em Deus o abastecimento. Se algo lhe for retribuído, através daquele a quem V. dá alguma coisa, dê graças que assim tenha sido. Mas se nada de visível for dado em retribuição, dê graças, da mesma forma, sabendo que nenhum homem pode se interpor entre V. e o suprimento inextinguível, que é aquele que retém que é empobrecido com isso, e não aquele de quem algo é retido.

“Familiarizai-vos com Deus e ficai em paz: dessa forma o bem chegará até vós. Se devolverdes ao Todo-Poderoso, vós sereis providos, vós haveis de afastar a iniqüidade de vossos tabernáculos. Então haveis de desprezar o ouro como se fosse pó, e o ouro de Ophir como as pedras dos riachos. Sim, o Todo-Poderoso será a vossa defesa e vós tereis abundância de prata”.

Quando tivermos compreendido que Deus é o nosso suprimento e que é dEle que vem todo o nosso auxílio, não mais nos incomodaremos se o “pagamento” será dado por nossos serviços ou não. Saberemos, simplesmente, que todas as coisas agora são nossas, e da plenitude do amor haveremos de dar livremente. A mão de Deus é segura. Sua mão é a mão de Deus agora — hoje. Dê com ela, mentalmente, a todos os que o procurarem, qualquer que seja a sua necessidade. “Confiai nEle e Ele tornará isso realidade”.

A INTELIGÊNCIA INFINITA SENDO TUDO

( Ponto de Partida do “tratamento espiritual”)

Alfred Aiken

Não, a Infinita Inteligência nunca “pensa” em Si mesma como sendo humana; mas, creia-me, se você começar por assumir que você é humano, terá naturalmente que  assumir também que o  corpo é  inteligente, que ele pode pensar, que o nariz pode cheirar, que seus olhos podem ver, que sua língua pode degustar, e que suas mãos podem tocar e sentir. Isto não é Verdade, não é verdadeiro.

Sua língua, de si mesma, nunca degustou, seus olhos nunca viram, seu nariz nunca cheirou, e seus dedos nunca tiveram sensação. Somente a Consciência é percepção; somente a Consciência pode perceber. Quando você “inicia” unicamente com a Consciência, não estará olhando para órgãos, para o corpo, como se eles pudessem lhe dizer alguma coisa, ou fazer algo por você, assim como você não olharia para uma folha branca de papel esperando que ela lhe dissesse como é o perfume de uma rosa.

Se sua vista parecer estar ruim, e você  “estiver” com “olhos com problema”, tentando curá-los, não terá sucesso. Porém, se você começar admitindo a Inteligência Infinita como Tudo, a única Eu-Presença, poderá, subitamente, verificar que seus olhos estão vendo melhor do que nunca. Isto funciona em qualquer tipo de caso. Jamais lide com problemas ou em problemas, mas “inicie” com Tudo como Tudo, o Único; e então,  não haverá nenhum espaço, nem identidade para ter um “problema”.

MENTALIZAÇÃO PARA APAGAR AS DOENÇAS

MASAHARU TANIGUCHI

“Todos os males são inexistentes porque eles não são criações de Deus” — afirme categoricamente estas palavras na sua mente. Deixe de olhar os males e volve os “olhos da mente” para a Realidade perfeita, Todos os males são aparências, são inexistentes. Compreenda que eles são sonhos e produtos da ilusão. São sonhos tidos apenas durante o sonho pela “mente em ilusão”, a qual deverá se apagar quando você despertar. Afirme o seguinte repetidas vezes à sua mente: “O mal não existe! O pecado não existe! A doença não existe! O que não existe não existe! Eles são produtos da ilusão, são meras sombras imaginárias!” Quando se apagam os temores criados pela imaginação, começam a desaparecer as úlceras, as inflamações, os tumores, etc.

 
Não tome o processo de “desintegração” como agravamento da doença. O estado doentio é um fenômeno, e o fenômeno é mutável. O estado atual não é o de ontem, e não será o de amanhã. A cerveja borbulha quando se desprende o gás retido nela. Da mesma forma, parece agravar-se o estado de saúde quando a doença está se desintegrando.

COMO SOME A DOENÇA QUANDO SE CONTEMPLA A ESSÊNCIA

Masaharu Taniguchi

Tudo que chega ao conhecimento de uma pessoa passa a fazer parte do universo em que ela vive, isto é, do universo projetado pela mente dela. Por exemplo, se o preletor A recebe o pedido de cura da doença do indivíduo B, este passa a existir dentro da mente de A. B tem sua personalidade própria e aparentemente é um ser independente de A; porém, desde que ele “desejou ser curado” por A, uma parte de B, a que “deseja a cura”, penetrou na mente de A. Por conseguinte, B será tal qual A acreditar: se A sentir que “o estado de B é muito grave e não vai se curar”, B não se curará exatamente como foi sentido. Mas se A acreditar que “B já é saudável”; é Filho de Deus e não está doente”, ocorrerá exatamente como se acreditou. Nesse caso, parecerá que A realizou uma “cura”, mas, na verdade, não foi isso. O que ele fez foi contemplar o Aspecto Real de B “isento de doença”, e por isso manifestou-se a imagem perfeita da Essência, desaparecendo a “doença, que na realidade não existe”.

A VERDADE HOMEM-FILHO-DE-DEUS

Masaharu Taniguchi

Se enfrentares a doença ou a infelicidade convicto da Verdade de que o homem é filho de Deus, a doença desaparecerá e a infelicidade cessará. Não temas a doença. Não temas a infelicidade. Não havendo temor na mente, não haverá úlcera nem inflamação. Se destruíres todas as ilusões da mente, desaparecerão qual sonho todas as infelicidades e doenças. Deus jamais criou tuberculose, disenteria, resfriado, tumor nem doença alguma. Doença nada mais é que projeção de idéias concebidas pelo homem em sua mente em ilusão. Deves conscientizar a IMAGEM VERDADEIRA do homem—FILHO DE DEUS—onipotente e eliminar a tua ilusão mental. Quando se elimina a ilusão, desaparece todo o temor; conseqüentemente desaparecem tumores, ulcerações e inflamações e se recupera a saúde. Inflamações e ulcerações são meras manifestações de temor. Não havendo temor, mesmo que o corpo seja ferido, não ocorre inflamação e a parte lesada não se ulcera, prontamente nascem novas células e formam-se novos tecidos. Não temas a hemorragia. A vida é mais nobre que o sangue. A Vida, mediante seu poder natural de cura, restaura os vasos da região hemorrágica e produz sangue novo, com o qual supre o organismo em pouco tempo. Se não temer, o homem não morre de hemorragia.

O segredo para serenar a mente está em agradecer a tudo, com um sincero “Muito obrigado”. Ao agradeceres a todos os fatos, pessoas, coisas e sintomas, a paz voltará à sua mente. A mente em paz se sintoniza com as vibrações curativas de Deus. Estando pacífica a mente, manifestam-se vibrações curativas de Deus em forma de saúde. Mantém, pois, a mente tranqüila. Conscientiza que a saúde já está em ti.

TODAS AS INFELICIDADES SÃO SUGESTÕES HIPNÓTICAS

Masaharu Taniguchi

Devemos saber que as doenças, infelicidades ou calamidades, embora aparentem existir aos nossos olhos carnais, na verdade não existem (não são existências verdadeiras). Isto porque Deus, que é o único Criador e possuidor de profundo amor e sabedoria infinita, criou através de Sua sabedoria onisciente um mundo perfeito e harmonioso que não contraria o amor. Todos os “males” e “desarmonias” apenas parecem existir, devido à sugestão hipnótica do pensamento coletivo da humanidade. Nós não lutamos contra uma “infelicidade que existe verdadeiramente” nem mentalizamos para curar uma “doença que existe verdadeiramente”. Nós mentalizamos o Aspecto Perfeito da “Realidade”, a fim de nos despertarmos da hipnose provocada pelo pensamento coletivo da humanidade. Se o homem é auto-realização de Deus, se ele é o centro da expressão de “Deus perfeito”, por que haveria de sofrer com desgraças, calamidades, pobreza ou doença?

A BASE FILOSÓFICA DO IDEALISMO ABSOLUTO

Masaharu Taniguchi

Para curar com a Verdade, jamais se deve ver o homem como entidade corporal. A convicção comum da humanidade é que a matéria eventualmente perderá seu presente equilíbrio químico e de um estado mais complexo, regressará a outro mais simples. No ponto de vista de que o homem é matéria, encontramos implicações de sua destrutibilidade e inconstância. Na idéia de que o homem é corpo carnal também implica a idéia de que pode ser invadido e morto por germes, vírus, bactérias, etc.
 
Conseqüentemente, ao guiar alguém à cura, não se deve ver ao homem como uma entidade física, pois esta idéia implica em destrutibilidade, inconstância e doença. Deve-se, sim, ver o homem como um ser espiritual, eternamente indestrutível. Não importa quão crítica possa ser a condição presente, ou quão débil possa achar-se a pessoa, não se deve deixar preocupar por tais condições, que são apenas fenômeno e não realidade. Qualquer coisa fenomênica é meramente uma sombra, a sombra não é o objeto real. O que não é real só pode ser falso. A falsidade apresenta como existente o que não existe de verdade. O que não existe, logicamente, é inexistente. Um corpo inexistente manifesta uma doença inexistente, mas ninguém deve permitir que sua atenção seja capturada por semelhante falsidade. O filósofo tem que ver a verdade. Deve meditar sobre a verdade de que o homem é FILHO DE DEUS, portanto um SER ESPIRITUAL. Ninguém pode realizar a cura metafísica, se as aparências fenomênicas lhe causam preocupação e inquietações. A terapia metafísica, baseada no idealismo absoluto, não tenta curar através de poderes mentais humanos. O tratamento médico é um processo levado a cabo por médicos. Os médicos reconhecem a existência da doença e aplicam terapia medicinal. Esta é uma ação iniciada a partir de um ponto de vista fenomênico e é completamente aceitável em si mesma. É comparável ao ato de alimentar uma pessoa faminta. Administrar uma adequada quantidade de pílulas vitamínicas e outros medicamentos, pode-se comparar ao ato de alimentar a uma pessoa com uma apropriada quantidade de comida. Sem dúvida, não é uma ação que se realize do ponto de vista metafísico. O mesmo médico metafísico, como homem corporal, toma seus alimentos. Esta ação é aceitável em si mesma. Não obstante, o médico metafísico não vê carne, não leva em conta a existência do fenômeno(mundo visível); em lugar disso, medita sobre a verdade.
 
Através da meditação, ele imprime uma imagem perfeita no filme mental que será projetado na tela chamada mundo-fenomênico. Como resultado, a aparência que se projeta na tela chamada mundo-fenomênico é perfeita. As pessoas vêem as aparências e dizem que a doença se curou. De fato, não houve nenhuma cura, pois a doença não é uma entidade real curável.
 
Quando o praticante adota o ponto de vista de um verdadeiro curador-metafísico, não vê os fenômenos devido a isso, por paradoxal que seja, não busca resultados no mundo dos fenômenos. Se uma pessoa busca, ao meditar, a cura de uma doença, está tomando o ponto de vista de um terapeuta e não o ponto de vista filosófico-metafísico. Um curador metafísico somente medita sobre a verdade. E, ao meditar, percebe plena e profundamente a unidade com a pessoa que busca ajuda, mediante pensamentos de amor, e logo medita sobre a NATUREZA DIVINA desta pessoa. A natureza divina e verdadeira se manifesta da mesma forma como aparece na meditação; a doença não se cura; desaparece. Com o sentido de unidade, aquele em cuja natureza se medita, se manifesta da mesma forma em que o metafísico-sanador meditou.
 
Antes, o paciente havia estado vendo o homem do ponto de vista dos fenômenos. Devido a esse estreito ponto de vista, a verdade não havia se manifestado plenamente sobre a tela do mundo fenomênico. O mundo da verdade aparece claramente com a ampliação do campo de visão do homem (visão que o vê como Filho de Deus perfeito e harmonioso).

DESPERTE PARA A REALIDADE DO HOMEM

MASAHARU TANIGUCHI

Deus é o todo de tudo. Sendo Deus o todo de tudo, nada existe fora dEle. Sendo Deus o Bem, nada existe que não seja bem. Não existindo nada que não seja bem, não pode existir a doença, que não é bem. É por essa razão que se diz que a doença não existe. O que  vê uma coisa inexistente como existente, é a “mente em ilusão”. A “mente em ilusão” é a “mente que sonha”. A “mente que sonha” só existe enquanto sonhamos. Uma vez despertos, não existem nem a “mente que sonha” nem o conteúdo do sonho. A doença não existe. Se parece existir, isso é “sonho”. Despertemos do “sonho”. A realidade é mais concreta do que o sonho. Diante da realidade, o sonho se desfaz. A realidade consiste no fato de que o homem é Filho de Deus, que a sua Vida provém de Deus, e que ele é originariamente saudável.

EM DEUS NÃO HÁ SOLIDÃO

UNIDADE

Só quem se limita à ilusão de um corpo separado é que pensa ficar só. Só quem supõe um Deus distante ou nem compreendeu o que Cristo dEle ensinou é que pensa ficar só. À luz da verdade, ninguém deveria sentir-se sozinho, sabendo que Deus é onipresente e nos ama com terno cuidado; sabendo que o Espírito da Verdade está “mais próximo de nós do que nossos pés e mãos e do que a própria respiração”; sabendo que temos um vasto e riquíssimo mundo psíquico que devemos observar, conhecer e purificar, que são as nossas emoções, pensamentos e nábitos mecânicos. Há tanto a fazer em nós!

A solidão é ilusória porque se apóia somente na realidade dos sentidos, que nos faz dependentes da presença de alguém ou da manifestação constante do seu interesse e afeto. Portanto, a solidão é própria da alma infantil, dependente, que mais pede do que dá. Aquele que está interessado num ideal, que está procurando servir, que preenche utilmente seu tempo, não pode nunca sentir-se só. Não tem tempo para isso. Medite sobre isso. Até mesmo a questão de insegurança material é uma dependência materialista de quem não confia em Deus e nem em si mesmo.

“Não estou só porque o Pai está comigo.”

João 16: 32.

UM DEUS DE JUSTIÇA

UNIDADE

A palavra “justiça” traz certo temor a algumas pessoas, porque a associam com a justiça humana, cheia de surpresas. Ponhamos de lado as conotações humanas. Deus é justiça mesmo!

A busca humana de justiça muitas vezes exige o retorno ou substituição de algo que consideramos direito nosso. Mas devemos recordar que em Deus não há perda ou injustiça. O bem que Deus nos dá por direito de herança filial, não nos pode ser tirado nem retido. Na Obra de Deus há só lealdade, paz e justiça.

Se estamos defrontando alguma situação aparentemente injusta, não esqueçamos que Deus é um Deus de justiça. Esta verdade atrai seguramente a solução. E nossa fé a completa, vislumbrando os meios pelos quais os desfechos certos chegarão. Quanto mais confiarmos, deixando de lado as amarguras, ressentimentos e dúvidas, tanto mais o poder de Deus manifestará sua Luz.

Ponhamo-nos do lado de Deus e Sua justiça e não do lado das negatividades, na certeza de que nosso direito inato há de prevalecer ou ser vantajosamente compensado, acima de qualquer interferência, tramas e malícias humanas.

Pois Eu, o Senhor, amo a justiça, e farei que a sua obra seja em verdade.”

ISAÍAS 61:8

DEIXO FLUIR A MINHA PROSPERIDADE

Raymond Charles Barker

Na plenitude de Deus, eternamente habito. A Mente Infinita é minha consciência; assim, idéias corretas estão sempre ativas em mim. Sei que tudo de que necessito me é dado exatamente agora, pelo Espírito que é Deus. Minha prosperidade “está feita”, e eu, agora, permito que ela flua livremente em minha vida!

Todos os padrões inconscientes, referentes a dinheiro, finanças e “pobreza honrada”, são agora apagados. Nunca mais poderão me afetar! Minha prosperidade é Fato real na minha experiência de hoje. O que quer que seja requerido, para que sua presença se revele, já está sendo feito, segundo ações corretas e caminhos retos de Deus, o Espírito-Vivo Todo-poderoso.

A prosperidade me pertence, e eu sei disso. Eu penso em seus termos. Eu ajo de maneiras prósperas. Eu, agora, não tenho medo algum com relação a futuras necessidades financeiras. Sinto-me feliz e grato por saber que é assim! Eu avalio as idéias perfeitas de abundância que agora são operantes em minha consciência.

Minha fé está nas idéias prósperas do Espírito. Elas enriquecem a minha mente e me mantém no pensar certo. Elas removem todas as dúvidas e especulações negativas! Conheço a Verdade de minha Prosperidade; e minha consciência toda, aceitando-a plenamente, atua baseando-se neste fato com profunda alegria.

EM RAZÃO DA TOTALIDADE DE DEUS

(Autor Desconhecido)

O Cristo salvador está justamente onde o mal parece estar; a solução está justamente à mão. Deus está no governo da situação. Tudo está sob o controle da Mente única. Não há inação, nem ação mórbida, nem ação excessiva, nem reação. Toda função do homem real é governada pela Mente divina. Nenhuma espécie de erro pode esconder-se da Lei de Deus. Lembre-se de que você não pode estar em nenhuma condição, por mais difícil que seja, onde o Amor não tenha estado antes de você e onde sua terna lição não o esteja aguardando. Problema algum é grande demais, velho demais, temível demais ou difícil demais para ser vencido por Deus. Eu sou uma Idéia composta que expressa Deus e inclui todas as idéias corretas. Por isso sei que em mim não há coisa alguma fora do governo e do controle de Deus.

Se você der poder a algo que não seja Deus, terá perdido Deus por completo. O Poder curador é a Verdade e o Amor, e estes não fracassam nem nas maiores emergências. Cada parte do nosso corpo é formada e mantida em perfeição. A cura vem do Cristo.

É impossível, em razão da totalidade de Deus, que exista desarmonia, dificuldades e empecilhos. Nunca existe uma interrupção do divino Ser Ativo.

TORNANDO PERFEITAS AS PESSOAS PRÓXIMAS

Masaharu Taniguchi
Se advertirmos as pessoas da família ou do nosso redor para que corrijam os seus hábitos ou vícios indesejáveis, muitas vezes fazemos com que se revoltem e podemos até dificultar-lhes a correção. Nesses casos é melhor confiar tudo a Deus. Deus é onipotente e quando se entrega totalmente ao domínio de Deus, apagam-se todos os maus hábitos, produtos de inclinação egoística do homem. Qualquer que seja a sua aparência externa, devemos negar o aspecto mau como a falsidade ideada pela nossa ilusão, deixar de ver o próximo com espírito de crítica ou censura e reverenciá-lo do fundo da alma dizendo:
“Ele já é filho de Deus e, estando sob
a orientação de Deus, é perfeito
assim como Deus é”.