Curando O Que Não Foi Curado

 

Vezes sem conta, curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã*, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

 

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”1, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus – indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

 

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

 

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se concientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do homem-Cristo.

 

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira ideia de Vida e de substância.”2

 

Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade  no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira ideia de Vida e de substância”, que traz cura.

 

A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, cirar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

 

Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

 

Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira

De um monte onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”3. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar outros, de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

 

Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho – o caminho do Cristo – com alegria.

 

Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a ponto de me ser difícil caminhar ou ficar de pé.

 

Certa feita, durante essa experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto, recusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao digagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma idéia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

 

Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.”4  De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato um idéia espiritual de Deus e nunca poderia ser detruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico – uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

 

A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te.”5

 

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

 

Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

 

Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário,  e em três dias o reconstruirei.”6

 

A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a ideia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente. Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com certeza que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus – Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida – é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua ideia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

 

Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a moléstia e a morte.”7

 

Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira idéia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

 

1João 4:23, 2Ciência e Saúde, p. 314, 3Lucas 4:30, 4Salmos 139:7, 9, 10, 5Ciência e Saúde, p. 425, 6João 2:19, 7Ciência e Saúde, p. 317.

A Saúde Que é Uma com a Vida

O mesmerismo coletivo jamais pode gerar um corpo sem saúde ou desanimado. Estas ações hipnóticas têm origem na ilusória mente humana; desse modo, ao primeiro sinal de chegada de “sugestões mentais” nesse sentido, ou seja, de que você possa estar com menos do que cem por cento de saúde, imediatamente assuma ter a “Mente de Cristo”, para meditar e reconhecer que o estado saudável já está manifestado integralmente, e que esta condição é permanente.

Mary Baker Eddy disse o seguinte: “Se o corpo está enfermo, é isto apenas uma das crenças da mente mortal. O homem mortal será menos mortal, quando aprender que a matéria nunca sustentou a existência e nunca pode destruir Deus, que é a Vida do homem”. Há, em suas palavras, os temas para as “contemplações absolutas”: 1) sua Vida é Deus; 2) a matéria jamais é responsável por você estar vivo; e 3) a alegação de “corpo enfermo” é apenas uma “crença” da mente mortal.

A “saúde” é uma com a Vida, assim como a luz é uma com a chama da vela; desse modo, destrua a “crença” na doença com esta Verdade absoluta! Contemple, sem esmorecer, que Deus é sua Vida e que a saúde infinita é a própria Vida divina Se expressando como “sua” saúde! Aplique estes princípios com convicção, sem se render jamais à ILUSÃO.

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O Cordeiro de Deus Destrói o Magnetismo Animal

 Na Ciência, não temos motivo para temer o magnetismo animal. Em nenhum momento e em nenhum lugar, jamais foi real, poderoso ou substancial. Alguém, talvez, tenha-lhe dito: Você tem de trabalhar. Tem de negar o magnetismo animal.” Isso o preocupou? Sim, temos trabalho a fazer. Precisamos enxergar através das imposições do erro e provar que são irreais. Isso, às vezes, requer muito trabalho.

Não há, porém, nenhuma razão verdadeira para nos alarmarmos, porque, do ponto de vista do raciocínio sadio da Ciência Cristã, o magnetismo animal não pode ser nada mais que o erro ou mente mortal. Na supremacia do Espírito que tudo permeia, nada dessemelhante do bem espiritual está presente nem em ação. A totalidade absoluta de Deus torna impossível que qualquer ação ou presença opostas – de substância material, inteligência demoníaca ou vida mortal – sejam verdadeiras.

O magnetismo animal, então, é apenas uma crença, um estado ilusório do pensamento. Efetivamente, há só uma consciência, a Mente divina ininterrupta e livre, que é Espírito. E o homem espiritual, a verdadeira individualidade de cada um de nós, é o reflexo dessa Mente para sempre consciente. Portanto, herda só as qualidades de seu Criador eterno, o único Deus, o bem.

Ora, se assim é, por que a Ciência Cristã nos diz que temos de tratar o magnetismo animal como algo a ser destruído? Por que não nos detemos, simplesmente, nos bons pensamentos? Esse modo de ver é falaz, porque o magnetismo animal parece ser um poder ao nosso sentido atual das coisas, e nos busca impedir de estar conscientes só do bem. Essa ação magnética, agindo sobre a natureza animal e por meio dela, pretenderia substituir nossa mentalidade verdadeira que reflete Deus, pela sugestão hipnótica de haver outra mentalidade: fraca, voluntariosa, desobediente, sensual e, consequentemente, suscetível às mentiras do erro. Esta ação magnética pretenderia atrelar sua natureza animal a nós, identificando a matéria como sendo nossa substância e o medo como sendo nossa atitude. Temos de adaptar nosso modo de pensar à realidade divina do bem sem fim e recusar sermos enganados por falsas sugestões. Contudo, não conseguiremos nada se perpetuarmos o magnetismo animal desde o ponto de vista de sua própria autoavaliação. Nossa base para enfrentar o mal deve ser a infinidade da única Mente onipotente e a consequente nulidade de toda alegação de uma mentalidade falsa.

Sim, precisamos defender nosso pensamento das imposições mesméricas do magnetismo animal, sempre, porém, com a arma da certeza da totalidade do bem divino. Seguimos adiante com confiança, não com medo. É importante manter em pensamento o fato de que não há mal real, não há verdadeiro magnetismo animal, há apenas uma crença nele, a ser destruída.

Na Bíblia, o mal recebeu vários nomes diferentes: serpente falante que engana e desmoraliza, “Satanás”, “diabo”, “Belzebu”, e, finalmente, “grande dragão vermelho” – o mal pronto para destruir-se a si mesmo. As narrativas bíblicas descrevem o triunfo do bem sobre o mal e a virtude daqueles que, com a ajuda de Deus, conseguiram vencer. Os nomes dados ao mal indicam sua natureza lendária, uma ficção a ilustrar uma lição moral.

Jesus demonstrou o Cristo, ao vencer o mal. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy diz: “O autor do Apocalipse se refere a Jesus como o Cordeiro de Deus, e ao dragão como o que guerreia contra a inocência.” A Sra. Eddy também escreve: “contra o Amor, o dragão não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo princípio divino. A Verdade e o Amor prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” O autor do Apocalipse também mostra como enfrentar e vencer a soma total da maldade: “Então ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante de nosso Deus. Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro” significa o sacrifício indispensável de um falso sentido do eu, a fim de despertarmos para a realidade. “Em face da morte, não amaram a própria vida” pode significar uma dedicação total ao nosso estado espiritual, imortal, e real, enquanto passo a passo renunciamos ao eu aparentemente mortal e material em troca do reflexo divino.

Os requisitos para a vitória sobre o magnetismo animal apresentados nesse trecho do Apocalipse nos alertam para a diferença que há entre a oração perfunctória (ritual de palavra) e o espírito do Cordeiro, que cura. Redenção individual, ao invés de mera repetição de palavras, é o que destrói a crença nas mentiras do magnetismo animal. Tais mentiras nunca foram reais, mas nossa crença nelas precisa ser extirpada. Um esforço obstinado de mudar o pensamento por presumirmos que vivemos aquilo que pensamos – apoiarmo-nos num tipo de profecia autorrealizadora – é fútil e não é redenção real, pois falta-lhe a inocência do Cordeiro.

No seu Sermão do Monte, o Mestre, Cristo Jesus, apresenta os requisitos para a oração curativa eficaz. Nossa motivação para amar, obedecer e abençoar tem de ser profunda. De fato, vivemos o bem que conhecemos, quando nossos pensamentos provêm de uma humilde sujeição à onisciência de Deus e à realidade daquilo que Deus conhece. Mantemo-nos despertos para a realidade quando aderimos persistentemente à verdade e, assim, podemos ajudar outros a despertarem também. O Cordeiro age quando temos desejos puros de glorificar a Deus e elevamos os conceitos que entretemos a respeito de nosso próximo, ao sermos receptivos sem restrições à orientação da luz da Verdade; ao confiarmos implicitamente na onipotência da vontade divina de prevalecer sobre toda forma de mal. Esses estados de pensamento são algumas das evidências da ação do Cordeiro no pensamento consciente.

 Jesus estava sempre consciente da falta de base de qualquer argumento da crença mortal.  Sabia muito bem que o mal nunca é uma entidade; é apenas uma negação. Uma negação não pode tomar a iniciativa. Só pode parecer inverter a realidade do bem. Por isso, o magnetismo animal é sempre o inverso do bem existente e real e é assim que devemos mantê-lo já tragado pela ação ininterrupta de Deus, através de Seu Cristo.

Em sua luta contra o diabo no deserto, Jesus rejeitou a sugestão do magnetismo animal de que o sonho do sentido mortal fosse real. Disse: Retira-te, Satanás.” Sua inocência espiritual, sua devoção ao Cristo, não deixaram espaço para a animalidade, o orgulho ou a negligência, que o tornariam vulnerável às imposições do dragão. Jesus nos deu a preparação específica necessária para destruir o dragão, quando disse a Satanás: “Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”. O Cordeiro de Deus requer que adoremos e sirvamos a Deus com a inspiração da santidade.

O Cordeiro de Deus, agindo em nós, atinge o alvo: o pecado da adoração mundana, e o derruba de sua aparente entronização no pensamento. O poder e a presença do próprio Deus sustentam o Cordeiro e, por conseguinte, a oração genuína alcançará o erro básico em toda situação,  naquilo que parece ser e no que alega fazer – nada mais do que uma farsa ridícula. Então, regozijar-nos-emos insensatamente, quando a carnalidade da besta for rechaçada pela inocência de nossa verdadeira natureza dada por Deus. O que procurou subverter o bem naquilo que é semelhante ao Cristo pode ser visto em sua estupidez negativa, e a harmonia universal do Cordeiro do Amor reinará.

Quando as qualidades do Cordeiro de Deus ficam estabelecidas no pensamento, já temos os ingredientes neutralizadores para obter a vitória sobre qualquer mentira agressiva. Quando incorporamos a ideia do Amor divino como o nosso ideal, em nossas relações com outros, não podemos prejudicá-los nem ficamos ao alcance da maldade mortal. A doença desaparece ante o pensamento  que não se deixa mesmerizar pelas aparências materiais. Tal pensamento, calmamente controlado pela inocência que é dada por Deus e é tudo o que Ele conhece, brande a espada do espírito da Verdade sempre que há receptividade, banindo a crença na moléstia. Na ideia perfeita do Amor, não há medo e nada que possa engendrá-lo ou responder-lhe.

Saber que o homem está envolvido pelo Amor do Pai-Mãe nos torna corajosos e mantém-nos livres. E esse conhecimento é nossa única mentalidade real. Não traz indiferença à angústia do sofredor, mas seu oposto: compaixão que cura, pois reconhece na saúde o único efeito da Mente divina.

O que o Cordeiro pode fazer no clima aparentemente desarmonioso e sombrio do mundo de hoje? Pode despertar, e eventualmente despertará, cada indivíduo do sonho mortal de haver uma mente má – de haver na matéria poder para degradar, para acusar o inocente e exaltar o culpado, para seduzir o imprudente e roubar o pobre. Tudo o que é desprezível e corrupto tem de, por fim, fracassar. A fúria do magnetismo animal parece estar à solta em seu ódio contra tudo o que é bom; mas, espere-se um momento, ele não é real! A Ciência ajuda cada um de nós a demonstrar a consciência crística, o pensamento verdadeiro, ajuda-nos a não sermos nunca enganados pelo dragão que se propõe a fazer parecer real o que nunca foi real.

A matéria, o conceito errôneo do magnetismo animal sobre a realidade, é apenas a crença numa suposição impossível de que o Espírito infinito, a Vida real, a substância e a inteligência reais estejam ausentes. Assim podemos estar certos de que ele não exerce nem tem influência, seja como idolatria, imoralidade, infidelidade, seja como oportunismo cínico. A devoção ao Cordeiro nos manterá despertos para a verdade pela qual ajudamos a curar situações mundiais, ao invés de ficarmos perturbados por elas ou indiferentes a elas. O Cristo está em toda parte, a todo instante, e nosso conhecimento correto conta com sua força em favor de todo ponto de perturbação no mundo.

Há diferença entre ir ao encontro da besta assassina do Apocalipse no próprio nível dela e entre anulá-la desde a posição superior de se refletir a inocência do Cordeiro. As seguintes palavras de Ciência e Saúde são relevantes: “Cordeiro de Deus. A ideia espiritual do Amor; imolação de si mesmo, inocência e pureza, sacrifício”. Conhecer conscientemente o bem e estar firmemente convicto de que não há outra realidade a ser conhecida, permite-nos manter o pensamento livre de ser hipnotizado pelo magnetismo animal. E, ao progredirmos espiritualmente, aprendemos a permanecer cada vez mais no estado espiritual do ser, onde nossos pensamentos e vidas são uma transparência para o Cordeiro de Deus. Então, a exterminação do dragão tornar-se-á mais espontânea.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Maio 1983)

A Lei do Suprimento e a Lenda da Escassez

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A LEI  DO SUPRIMENTO

E A LENDA DA ESCASSEZ

Patricia M. White

 

Para compreender a lei do suprimento, ou provisão, temos de captar o significado mais profundo tanto de “lei” como de “suprimento”. A lei verdadeira é imutável, inflexível, eterna. Não pode ser manipulada nem contornada por meio de subterfúgios; não é afetada por tempo, mudança de padrões de comportamento ou de costumes, nem por pressões ou caprichos humanos. Está baseada no Princípio infalível, e o Princípio é Deus. Por isso, a lei é sustentada e apoiada por Deus, é inteiramente espiritual e está completa. A lei, por emanar de Deus, cuja natureza é o bem, para ser lei, tem de ser boa. 

Por outro lado, a lei humana é feita pelos homens, não por Deus. Quando a lei humana se baseia na lei imutável de Deus, exposta nos Dez Mandamentos, e naquilo que Cristo Jesus ensinou, torna-se uma influência para o bem. Mas, quando se baseia em opiniões humanas, está sujeita aos abusos e às limitações mortais. Pode ficar obsoleta com o passar do tempo ou com as circunstâncias materiais alteradas: está sujeita à interpretação humana, e esta pode errar. 

A lei baseada em opiniões pode vir a ser algo diretamente oposto à lei de Deus. Exemplo disso é a assim chamada lei material, que afirma ter o homem de adoecer e morrer. Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy expõe a mentira da lei material ao referir-se às obras de cura de Cristo Jesus. Escreve: “Ele fazia a vontade do Pai. Curava a doença em desafio ao que se chama lei material, porém de acordo com a lei de Deus, a lei da Mente.”

Ora, o suprimento, tal como a lei, emana de Deus, embora os sentidos materiais argumentem em contrário. Se você duvidar disso, considere por alguns momentos as ocasiões descritas na Bíblia em que o suprimento –de alimento, água, dinheiro, ou de alguma outra coisa –se manifestou, embora nenhum recurso material estivesse evidente. Para os israelitas sob a chefia de Moisés, o maná apareceu sobre o solo qual escamas de geada, a água brotou de um rochedo e codornizes, vindas durante a noite, os abasteceram de carne. Cristo Jesus também alimentou milhares de pessoas, usando apenas os meios espirituais. Em outra ocasião, ordenou a Pedro que buscasse, na boca de um peixe, o dinheiro necessário para o imposto. As obras de Jesus mostram claramente que a fonte do suprimento do homem é ilimitada e que esta lei pode satisfazer – e satisfaz –às necessidades diárias.

Mesmo no sentido humano, a palavra suprimento é derivada do latim supplere, que significa “encher”. No entanto, o uso comum limitou de tal modo esta palavra, que hoje existe a expressão “suprimento reduzido”, o que é, realmente, uma contradição de termos! O verdadeiro sentido de suprimento está ilustrado maravilhosamente no quarto capítulo de 2 Reis, onde lemos que Eliseu ajudou uma mulher viúva, cujos filhos iam ser levados como escravos em pagamento das dívidas da família. Ele a alentou: “Dize-me que é o que tens em casa.” Respondeu-lhe ela: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.” Isso mostrou que acreditava ter sua receita, seu sustento, origem material. Eliseu revelou-lhe que, se ela tivesse fé, a própria botija de azeite, que ela achara pouca, podia suprir às suas necessidades. A escassez não estava em sua casa, mas em sua consciência. Sua disposição de seguir as instruções do profeta, e ir pedir aos vizinhos muitas vasilhas emprestadas, mostra que a mulher começava a enxergar algo para além do testemunho do sentido material que a cercava. Essa fé ampliada na bondade de Deus, apoiada pela visão espiritual do profeta, fê-la encher todas as vasilhas com o azeite de uma só botija.

No entanto, perguntaria alguém, como se demonstrará essa lei de abundância espiritual hoje em dia? Há tantas circunstâncias mais complicadas.

Uma Cientista Cristã, que vivia num país considerado do terceiro mundo, foi alertada para esse relato bíblico por uma praticista da Ciência Cristã a quem pedira ajuda. Tal como a viúva, aquela mulher passava necessidades. Havia sido proprietária de um bom negócio, mas como muitas outras pessoas da ilha, perdera sua fonte de renda devido à instabilidade política local. E, o que parecia desafio ainda maior, havia solicitado admissão a um Curso Primário de Ciência Cristã e a hora de embarcar se aproximava; porém os recursos não apareciam. Em seu trabalho com a praticista, foi levada a compreender que, em grande parte, sua receita baseava-se nos pensamentos que ela admitia na consciência. As condições que pareciam causar a privação, tais como a falta de turistas, ser seu país classificado como do terceiro mundo, a instabilidade política, eram materiais. Não sendo espirituais, não vinham de Deus, a Mente. Assim, não podiam invadir sua experiência, se ela não o permitisse. Eram crenças limitadoras; ao passo que, de sua parte, ela necessitava expandir o pensamento à ilimitada bondade de Deus.

Como resultado desse trabalho em oração, duas coisas aconteceram: seu estudo de Ciência Cristã tornou-se uma atividade alegre, em vez de forçada; e o medo, em vez de aumentar com o passar do tempo, predominou cada vez menos em seu pensamento. Mas a evidência material ainda não mudara.

Finalmente, certa manhã, ao relembrar o relato bíblico a respeito da viúva, indagou-se em voz alta: “O que é que eu tenho em minha casa?” E, graças à sua crescente compreensão de suprimento, deu-se conta de possuir duas máquinas de costura em desuso e alguns móveis encostados, fora de uso, que poderia vender. Veio a pergunta: Mas quem tem condições de comprar? Imediatamente rejeitou esse pensamento negativo e olhou pela janela. Do outro lado da rua, havia algumas pessoas trabalhando num edifício público. Chamou uma delas. Por intermédio dessa pessoa e de seus amigos, a Cientista Cristã pôde vender em menos de um mês, alguns dos objetos, o suficiente para fazer a viagem. E não só isso. As coisas de que não precisava mais serviram muito bem às pessoas que as compraram por preço acessível. Foi mesmo uma lição de abundância do bem para todos.

Assim, pois, a verdadeira lei do suprimento, a lei divina do suprimento, nunca é insuficiente, não está em desequilíbrio nem é parcial. Nem está baseada em reservas materiais, pois está integralmente amparada por Deus, a Mente. O homem põe-se sob essa lei do suprimento, porque o homem é a manifestação ou expressão de Deus. Cristo Jesus afirmou-o assim: “Tudo quanto o Pai tem é meu.” A bondade de Deus destina-se ao homem, porque é um extravasar do amor de Deus pelo homem. Por isso, como manifestação de Deus, o homem expressa abundância, assim como expressa misericórdia, amor, alegria. Não há carência em Deus, por isso não pode haver carência em Sua idéia, o homem.

Então, que nos impede de ver essa lei de suprimento operando mais eqüitativamente em nossa vida e no mundo de hoje? É a crença universal em escassez—evidenciada em escassez de empregos, de alimento, de chuva para as colheitas ou de idéias. As pessoas acreditam na escassez, levadas pelos sentidos materiais, pois estes erroneamente descrevem a substância do suprimento como material, assim como se imagina que a substância da saúde reside no corpo material. Esse falso modo de pensar deixaria Deus fora de Sua própria criação e faria da matéria a fonte de toda substância. 

A escassez, portanto, é o resultado de as pessoas aceitarem o testemunho dos sentidos materiais. À medida que isso for corrigido, e a consciência for imbuída dos fatos divinamente científicos da lei divina de suprimento, a abundância tornar-se-á evidente. Quanta abundância? A Abrão, que havia dito a Ló para pastorear seu rebanho em outro lugar, devido a desentendimentos entre seus pastores, e o havia deixado escolher para onde ir, Deus disse: “Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre .” Quanta abundância? Tudo quanto Abrão viu.

Ciência e Saúde diz: “Se o pensamento se sobressalta ante o vigor com que a Ciência proclama a supremacia de Deus, ou Verdade, e põe em dúvida a supremacia do bem, não deveríamos, pelo contrário, espantar-nos ante as vigorosas pretensões do mal e duvidar delas, e não continuar a pensar que é natural amar o pecado e desnatural abandoná-lo—não continuar a imaginar que o mal está sempre presente, e o bem ausente?”

Trazemos à nossa experiência o que percebemos ou compreendemos da lei do suprimento. E, à medida que aprendemos a voltar-nos mais e mais a Deus—a caminhar humildemente com Deus—a mentira da escassez, sob todas as suas formas, vai, progressivamente, desvanecendo-se para nós. O Salmista, numa notável frase de grande valor espiritual, descreveu essa lei perfeita, nas seguintes palavras reveladoras e consoladoras: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.”

 

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Maio 86)

Coisas Maravilhosas…-10-(Final)

COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 10 –

Em nosso próprio pensar, em nossa própria apreciação, em nossa própria oração, nunca deveria haver uma dúvida sequer sobre a totalidade de Deus e de Sua criação perfeita. Deveria existir somente uma convicção absoluta de que Deus é tudo e que tudo é perfeito. E como é importante partilhar a nossa maneira de pensar com os outros, como todas as nossas declarações devem ser feitas com certeza, confiança e convicção, saber que o bem está acima de tudo e que as bênçãos de Deus estão sempre presentes! Que espécie de Deus temos? Pode haver alguma interrupção do ser no Tudo-em-Tudo? Existe uma incerteza quanto ao Princípio divino, alguma mudança em Deus como Verdade, qualquer dúvida em Deus como Amor? Tiago nos deu uma descrição maravilhosa de nosso Deus positivo imutável, quando escreveu: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”.

Todos nós conhecemos a magnífica promessa de liberdade, quando conhecemos só a verdade, mas há uma condição para que a verdade seja conhecida. Jesus disse: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Mas há uma condição prévia referente a isto: “Se permanecerdes na minha palavra conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Quando é que estamos mais cientes da presença de Deus? Quando é que  vemos a Sua totalidade, sentimos a Sua presença, percebemos o Seu universo e o Seu homem perfeito? Não é quando permanecemos na Sua palavra? Não é quando mantemos nossos pensamentos nas coisas duradouras, boas e verdadeiras? A Sra. Eddy diz: “Mantém o pensamento firme nas coisas duradouras, boas e verdadeiras e farás com que se concretizem na tua vida na proporção em que ocuparem os teus pensamentos” (Ciência e Saúde 261:4-7). Então flui a inspiração da Mente divina em nossa consciência receptiva. E é quando ficamos repletos de saber, da magnificência do Senhor, assim “como as águas cobrem o mar”. Vocês se recordam da experiência de Estevão? “Cheio do Espírito, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à sua direita”. A atitude de firmeza é essencial no curar. A nossa Líder nos dá uma regra especial, ao dizer: “Quando a ilusão da doença ou do pecado te tentar, apega-te firmemente à Deus e a Sua ideia. Não permitas que coisa alguma, a não ser a Sua semelhança, permaneça no teu pensamento. Não deixes que o medo ou a dúvida obscureçam tua clara compreensão e tua calma confiança de que o reconhecer a vida harmoniosa – como o é eternamente a Vida – pode destruir toda sensação dolorosa daquilo que a Vida não é ou toda crença naquilo que ela não é” (Ciência e Saúde pág. 495).

A atitude de domínio, de constância, de firmeza, é exigência de nosso Pai celeste para conosco. É uma lei imposta pela Ciência Cristã. Portanto, não temos escolha. Precisamos ser constantes e firmes, mas isso não excede a capacidade do homem. Domínio é nossa herança. Falando desse domínio, a nossa Líder diz: “Seu direito inato é domínio, não servidão. Ele é senhor da crença de haver terra e céu e está subordinado unicamente a Seu criador. Eis aí a Ciência do Ser” (Ciência e Saúde pág. 517 e 518).

Enquanto somos controlados pela Verdade, somos forçados a manifestar firmeza e imutabilidade; e tendo Deus como a nossa Mente, que nos governa e controla, não temos outra escolha. Temos de ser seguros e positivos. A Sra. Eddy nos diz que devemos manter o pensamento firmemente de que é Cristo, o Espírito Santo, que nos habilita a demonstrar, com certeza científica, a Verdade. Isso mostra bem claro que não estamos sozinhos em nosso esforço de expressar domínio. Deus está sempre à nossa disposição. Ele não apenas nos habilita – não! Ele nos obriga e nos força a demonstrar com certeza, segurança, firmeza e obstinação as regras da cura. Observem que a Sra. Eddy não disse que devemos ter esse pensamento amanhã ou a cada 2 horas, mas continuamente. Na maneira como ela se firmou nas coisas, certamente não houve mudança, nem variabilidade, nem desvio, não é? Existe uma pequena oração que a Sra. Eddy deu a uma amiga, e que nos habilita a expressar domínio; e, com ela eu pude permanecer firme. A Sra. Eddy deu esta oração a uma senhora, quando quis fundar a Segunda Igreja em Nova Iorque: “Não há uma outra mente que possa me tentar, me prejudicar ou me controlar. Compreendo isso espiritualmente e sou dona da situação”. Sendo a Mente infinita que nos controla, somos incapazes de ser fracos,  sem confiança,  vacilantes ou inconstantes. Não podemos ser tentados a perder a fé ou sermos inseguros. Somos senhores de cada situação. Somos invariáveis, firmes e intransigentes filhos deste único Pai-Mãe Deus, no qual “não existe alteração nem sombra de mudança”.

A nossa felicidade depende somente do seguinte fato: Deus É.

F I M

Coisas Maravilhosas…-9-


COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

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 ATITUDE POSITIVA

Como vocês se identificariam? Positivos ou negativos? Lembrem-se de que no testemunho mencionado, foi uma atitude positiva e alegre que trouxe tais resultados maravilhosos! Aceitam vocês a Verdade, de todo coração, sem qualquer restrição? Se a resposta for sim, você são positivos. Quando se lhes apresenta um erro, invertem-no imediatamente e o substituem pela Verdade? Se fazem isto, vocês são positivos. Estão vocês bem certos de que Deus é Tudo, e de que Tudo é perfeito? Então vocês são positivos. Vocês são constantes, não mutáveis, ou até teimosos, quando se trata de ficarem firmes com a Verdade? Se sim, podem se dar nota 10 com louvor em seu positivismo. E como são vocês com a esperança? Vocês esperam sempre que aconteçam coisas maravilhosas? Vocês tem fé absoluta de que somente o bem pode levar a cabo o seu objetivo? Se são assim, isto é um pequeno sinal conveniente de que você são positivos. Estou certa de que é impossível achar aqui um Cientista Cristão negativo.

Alguém que espera ser curado em vez de saber que está curado, e alguém que sempre pensa que o pior lhe pode acontecer, mostra que é negativo. Vocês Já devem conhecer a seguinte expressão: “É bom demais para ser verdade!”. E o que pensam vocês sobre esta observação: “Oh, eu sei que sou em realidade perfeito, mas não expresso essa perfeição”. Ou: “Tenho um rico pai celeste, mas Ele não dividiu Sua riqueza comigo”. Existem pessoas que num minuto sentem-se seguras e, no próximo, sentem-se totalmente inseguras; num dia estão firmes na Verdade, mas não se mostram tão firmes em outros; um dia mantêm propósitos de nunca mais abandonar o coração perfeito, e, já na próxima apresentação do erro, esquecem sua promessa. Ah, vocês não são felizes pelo fato de que nenhuma dessas descrições de Cientista Cristão negativo diga respeito a vocês?

Vejam como um dicionário explica a palavra “positivo”. Vocês verão que se trata de uma qualificação científica, quando se quer ser um Cientista Cristão.

“Confiante, seguro, afirmativo”, quero dizer, “Agressivamente seguro” (seguro com uma postura ativa e insistente). Quando sabemos que Deus é Tudo, que Ele mesmo Se expressa, e que os resultados precisam ser maravilhosos,  melhor será que sejamos confiantes, seguros e afirmativos, em vez de duvidosos, incertos e inseguros! Uma outra definição é: “que não deixa nenhuma dúvida”. Realmente, não existe nenhuma dúvida quanto ao resultado de uma experiência, quando vocês ouvem: “Não me preocupo com nada, pois coisas maravilhosas estão acontecendo”.

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Coisas Maravilhosas…-8-

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COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 8 –

Vocês já viram alguma vez uma pessoa imensamente feliz sofrer de males do coração, dermatose, artrite, reumatismo, indigestão, tuberculose ou câncer? Não, pois nenhuma dessas pretensões pode estabelecer-se quando a suprema felicidade, baseada na totalidade de Deus, é manifestada constantemente. Realmente, um dos passos mais importantes para expulsar o erro – qualquer que seja a pretensão – é ajudar o paciente a achar sua verdadeira bem-aventurança. A alegria cura. Lembrem-se que Jesus pediu ao paralítico para alegrar-se, antes que fosse curado.

Uma segunda leitora de uma de nossas igrejas percebeu, de repente, que não podia mais andar. Esse estado era desagradável e alarmante, pois era fim-de-semana e ela devia ler no domingo e seria apresentadora de um conferencista na segunda-feira à noite. Parecia que quanto mais estudava a Ciência Cristã, tanto pior tornava-se o seu estado. Finalmente, parou de fazer o trabalho mental, dirigiu-se a Deus e disse: “Pai, mesmo que nunca mais eu possa andar – eu sei que Tu és o meu querido Pai-Mãe, e eu sou a Tua imagem e semelhança”. Ela contou que, ao dar seu testemunho, estava feliz, consciente de que Deus era seu Pai-Mãe e que realmente não se importava se voltaria ou não a andar novamente. Depois disto, ficou curada.  Estava tão feliz, tão satisfeita de que Deus era seu Pai-Mãe, que nenhuma outra coisa lhe era importante – nem andar. Não é de se admirar que tivesse sido curada. Literalmente, colocara Deus em primeiro lugar, e a capacidade de andar lhe foi acrescentada de presente.

Lembram-se de que no primeiro testemunho dei ênfase ao fato de que, fosse o que fosse que aparentasse ocorrer nos corpos ou nos assuntos daquelas pessoas, elas se recusaram a se preocupar com qualquer coisa e se alegraram pelo fato de que coisas maravilhosas estavam acontecendo? Peço a todos que, de hoje em diante, enfrentem todas as coisas com uma atitude alegre. Não importa o que aconteça com o seu corpo, seus assuntos: guardem a sua alegria, argumentem e pleiteiem a favor da sua felicidade, demonstrem alegria infinita, baseando-se  no fato de que Deus é a fonte de sua felicidade e, portanto, que ela não pode ser tirada de vocês. Então, você verão acontecer coisas maravilhosas.

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“O Problema Deste Mundo…”


“O PROBLEMA DESTE MUNDO,

É QUE ESTE MUNDO NÃO TEM PROBLEMA”

Dárcio

Logo que conheci os princípios da Verdade, um amigo que passava por dificuldades financeiras pedia sempre que eu fosse à casa dele explicar as “leis de suprimento”. Estava com meses de aluguel atrasado e com um semblante de preocupação constante. Eu explicava que as dificuldades vistas eram nuvens na mente, que encobriam as coisas todas  já resolvidas neste próprio Universo em que estamos, o qual  não é matéria, e sim o Reino de Deus. Eu costumava falar às pessoas: “O problema deste mundo, é que este mundo não tem problema! Por causa disso, a maioria vive criando-os!” Era minha forma de despertar as pessoas para a Realidade divina, aqui presente, e mostrar a elas que “seus problemas” eram puras crenças falsas da mente humana.

Este amigo, com dívidas de  aluguel atrasado de sua casa simples, após muitas explicações sobre a Verdade, sobre a presença da manifestação da perfeição permanente, e das leis mentais que as tornam visíveis, em certo momento repentinamente  disse-me: “Você quer dizer que, se eu praticar estes ensinamentos, não só pagarei minhas contas atrasadas de aluguel como, também, se quiser poderei comprar a mansão aqui do lado? Eu disse a ele: “Se for este o seu desejo, as leis mentais trabalharão nesta direção, se você usá-las corretamente!”  E ele se decidiu por realizar este seu desejo. Meditou assiduamente para reconhecer a perfeição do Universo perfeito e completo de Deus como já presente, apesar de invisível para a mente humana, mentalizou que os recursos para a solução de seus problemas financeiros já estavam à sua disposição neste Reino da Verdade, e persistiu acreditando nisso até ver os quadros mentais se alterando, e suas crenças em carência mudando para as crenças de plenitude. Novas ideias lhe foram surgindo, novas oportunidades lhe foram aparecendo,  e ele pagou as antigas contas atrasadas e continuou com suas meditações e mentalizações até comprar a mansão do lado. Havia ficado gravado na mente dele a minha frase: “O problema deste mundo, é que este mundo não tem problema”.

Ficando entusiasmado com os resultados e a veracidade dos princípios espirituais e das leis mentais, ele passou também a ensiná-los às pessoas de seus relacionamentos. Um de seus amigos, sempre ouvindo-o repetir minha frase, quando o visitava e falava de alguma dificuldade, ao se despedir, gritava de dentro do seu carro para ele: “Este mundo não tem problema! Que maravilha!” Mas falava isso em tom de deboche, como se achasse um absurdo alguém acreditar em frases desse tipo!

Tempos depois, o mesmo amigo voltou a visitá-lo, bastante humilde, para lhe contar o que lhe tinha acontecido. Havia ido à praia, e enquanto estava boiando ns águas do mar, sem que notasse, acabou adormecendo. Quando acordou, levou tremendo susto: viu as pessoas bem distantes, na praia, enquanto ele estava em pleno alto mar! Desesperado, começou a dar braçadas para nadar e retornar, mas vinham novas ondas e o levavam mais longe ainda da praia. Nestes momentos de pavor e desespero, lembrou-se da frase: “O problema deste mundo, é que este mundo não tem problema!”  Esta lembrança lhe veio com total confiança, pois, não lhe restava outra alternativa, senão acreditar! E foi quando uma forte onda “apareceu” e o levou de volta à praia.

Sua visita foi para contar este fato e, ao mesmo tempo, pedir desculpas pela forma com que os ensinamentos haviam sido por ele recebidos!

De fato, aqui e agora “em Deus vivemos, nos movemos e existimos”. E, em Deus, não há problemas! Quando ele se viu obrigado a “mudar a mente”, do problema para a inexistência dele, o “problema”, que era unicamente uma miragem ou ilusão, perdeu sua sustentação e voltou ao “nada” originário.

Muita gente passa a vida toda lendo e estudando estes ensinamentos, mas sem praticá-los, por não terem sido postos numa “situação de emergência” como a citada. Mas, não precisamos de “emergências” para desprezarmos veementemente as “sugestões ilusórias” de problemas e imperfeições! Se nos resignarmos, se aceitarmos as limitações todas, mesmo estudando que são todas falsas, os estudos serão pura perda de tempo!  Este mundo, corretamente discernido, é o REINO DE DEUS! Por isso, o “problema deste mundo”, de fato, é que “este mundo não tem problema”. Unicamente uma ILUSÃO se faz passar por qualquer deles!

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Coisas Maravilhosas…-7-


COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 7 –

Estamos exigindo somente aquilo que é verdade sobre nós! Mentira é que o homem possa ser capaz de ser infeliz. O homem, que nunca foi nascido da matéria, que vive no céu da consciência divina, não vê, não ouve e não sente nada para ser infeliz. vivendo sempre na presença de Deus, do bem, para ele, há somente razão para a felicidade em sua experiência. A Sra. Eddy estabelece o fato de que o homem está sempre no estado de alegria, quando escreveu no livro-texto Ciência e Saúde, pág. 246:1-4: “O homem não é um pêndulo, oscilando entre a alegria e a tristeza, entre a doença e a saúde, entre a vida e a morte”. Observem que a Sra. Eddy não limita a alegria, pois ela dá ênfase ao pensamento de que o homem precisa expressar alegria. É mais fácil demonstrar felicidade quando a base para a felicidade é científica. O que é na prática, que nos torna felizes? É uma pessoa, um lugar ou uma coisa? É um lar, igreja ou ocupação? São acontecimentos humanos ou circunstâncias? Você está tentado a dizer “Serei feliz se…”? A Bíblia nos diz: “Alegrai-vos no Senhor”. Alegrem-se por ser Deus quem nos faz felizes. Muitos conhecem o hino cantado em nossas igrejas, que termina com as palavras: “Deus é – saber isso é suficiente”. Advogai o caso “Felicidade” com convicção absoluta de que a existência de Deus é suficiente para produzir alegria e felicidade. Toda vez que me sinto tentada a admitir a existência de alguma outra coisa além da alegria, eu abro o nosso livro-texto, à página 520, e leio: “A Mente insondável já está expressa. A profundidade, a largura, a altura, o poder, a majestade e a glória do amor infinito enchem todo o espaço. Isso é o bastante”! É realmente supremo contemplar a profundeza do Amor, a largura do Amor, a altura do Amor, o poder do Amor, a magnificência do Amor infinito que enche todo o espaço. E depois me pergunto: “É suficiente para me fazer imensamente feliz”? E então, sou obrigada a responder: “Naturalmente que é”!

Não é maravilhoso que a nossa felicidade seja ilimitada e não dependa das circunstâncias humanas? A nossa felicidade não depende do que possuímos: daquele automóvel,  de termos um certo apartamento,  de nos casarmos com certa pessoa,  vencer nas eleições,  de recebermos uma herança, um aumento de salário, ou alguma cura. Não. A nossa felicidade depende somente do fato de que Deus é. Portanto, a nossa alegria e a nossa felicidade nunca nos poderão ser tiradas, pois Deus, a causa de nossa felicidade, está sempre conosco.

Aqueles de vocês que ouviram a conferência de meu marido, sobre “A descoberta de relações harmoniosas pela Ciência Cristã”, lembram-se talvez, da ilustração que ele usou quando falou do óleo da alegria. Primeiramente, ele disse que cada pessoa que afirmou que seria feliz quando as circunstâncias se modificassem ou quando este ou aquele acontecimento se manifestasse, em realidade retardava a felicidade e o céu. Comparou tal atitude com uma pessoa que leva seu carro à oficina, por estar fumegando, aquecendo, exalando odores e  ruídos estranhos, e ao ser informado pelo mecânico de que o carro precisa de óleo, responda: “Quando meu carro estiver andando bem, não esquentando mais, e estiver bem silencioso, então vou recompensá-lo com um litro de óleo”. Que tolice! O óleo tem de ser posto antes, e então o carro andará normalmente. Assim acontece em nossa experiência diária. Precisamos, primeiramente, nos abastecermos com o óleo da alegria e então nossos assuntos pessoais transcorrerão com naturalidade.

Não importa, realmente, saber qual seja a  profissão – vocês se tornarão melhores professores, melhores advogados, carpinteiros, empresários, contabilistas, donas-de casa, praticistas, leitores, vendedores, secretárias, etc., quando se alegrarem no Senhor. O nosso trabalho será feito mais depressa, com menos cansaço, com maior sucesso, quando servirmos com alegria e felicidade. É mais fácil demonstrar o verdadeiro sentido de lar, de suprimento, de emprego, de relações harmoniosas com o nosso próximo, quando reivindicamos a alegria que é nossa. Não somente é certo que o óleo da alegria favorece os nossos assuntos, como beneficia também o nosso corpo, a nossa saúde. Quando queremos ser saudáveis, devemos tomar grandes doses deste óleo da alegria. Não há, absolutamente, nenhum outro remédio melhor. Já Salomão reconheceu que a saúde do homem é influenciada pela alegria, quando disse: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos” (Prov. 17:22).

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Coisas Maravilhosas…-6-

COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 6 –

A IMPORTÂNCIA DA ALEGRIA

Vocês já me ouviram, por diversas vezes, afirmar que não me preocupo com nada pois  coisas maravilhosas estão acontecendo – esta é uma atitude positiva e alegre. Quero falar com vocês sobre a importância dessas qualidades tais como ser positivo e alegre na aplicação da Ciência Cristã. Sabem, não praticamos realmente a Ciência Cristã senão quando a alegria está presente em nosso modo de pensar. Qual seria a sua resposta à minha pergunta: “Você é extremamente feliz”? Cada um deve ser capaz de dizer – sem reserva – “Sim, sou extremamente feliz”! Não somos nós todos seguidores de Jesus, o Cristo? Não tentamos obedecer a cada um de seus mandamentos? “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:12). Jesus insistia na importância da alegria e jovialidade e ordenou aos seus seguidores, em todos os tempos, que se alegrassem extremamente. Ele disse: “O vosso coração se alegrará e a vossa alegria ninguém poderá tirar”. “Tenho-vos dito estas cousas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo” (João 16:22 e 15:11). Observem: Jesus não se sentia satisfeito que fôssemos apenas um pouco felizes. Ele queria que a nossa alegria fosse completa. A Sra. Eddy reconheceu a importância da alegria, quando escreveu em Ciência e Saúde, à página 57:18: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. Não é egoísta; por isso, não pode existir sozinha, mas exige que toda a humanidade dela compartilhe”. Os Salmos estão cheios de indicações para sermos felizes: “Exultai, ó justos do Senhor. Aos retos fica bem louvá-lo” (Salmo 33:1). “Por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo da alegria” (Salmo 45:7). “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33:12); Não nos conduzem essas palavras – e o espírito que nelas há – a elevar nossos corações e cantar louvores?

Há vezes em que ouvimos alguém dizer: “Quero ser feliz, mas não sei como”! “Como posso ser alegre, quando estou deprimido e não me sinto feliz”? Procedamos, com a felicidade, como o faríamos com qualquer outra qualidade desejável. Quando desejamos saúde e riqueza, nós as reivindicamos ao sentido espiritual. Portanto, reivindiquem também felicidade já! Não somente em certo grau, mas total e completamente. Entretanto, por refletirmos o Ser Supremo, precisamos também reivindicar as Suas qualidades no superlativo. Reivindiquem para que sejam extremamente felizes. reivindiquem que sejam uma das pessoas mais felizes do universo. Ouçam como Sra. Eddy nos ensina a demonstrar felicidade. A Sra. Eddy nomeou cada um de nós como advogado para intervir e se empenhar a favor desta causa, da felicidade e da alegria. E como a temos defendido? Somos advogados da tristeza, ou advogados a favor de um pouco de alegria, ou advogados para alcançar a maior felicidade? Tem certeza de que você agora é extremamente feliz? Ou pensa que só poderia ser feliz se acontecesse alguma coisa, ou algumas circunstâncias se modificassem? Possamos nós vencer em toda demonstração por alegria, enquanto argumentamos diligentemente desta maneira: “Eu sou muito feliz. Sei disso. Compreendo isso e reconheço isso. Sou grato e entusiasmado por ser o filho feliz de Deus. Não apenas demonstro isso, mas sinto isso. Realmente eu grito a minha alegria e felicidade por todos os cantos! Cada vez mais, cada um me vê como a alegre e feliz imagem e semelhança de Deus”! Cada pessoa que fizer tal declaração sobre sua alegria, só poderá sentir o grande encanto da Alma e da Mente Divina!

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Coisas Maravilhosas…-5-

 

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COISAS

 

MARAVILHOSAS ESTÃO

 

ACONTECENDO

 

Dorothy Rieke

 

– 5 –

Exatamente agora, Deus pode guiar as coisas em Nova Iorque, de modo que uma firma lhe faça uma oferta de emprego que supera a tudo que você um dia pudesse sonhar. O desânimo fecha a porta para a iluminação. Mas, coragem e confiança de que coisas maravilhosas estão acontecendo, mantêm bem abertas todas as portas para que aconteçam coisas maravilhosas pelo nosso reconhecimento da direção divina.
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Um jovem havia se empenhado nesse sentido por diversas semanas, para achar o trabalho certo. Nada se mostrou que correspondesse às suas capacidades e talentos, mas ele estava tão seguro, tão positivo de que o plano de Deus estava em ação, e que  coisas maravilhosas estavam acontecendo, que ele não se sentiu, de modo algum, angustiado, preocupado ou amedrontado. Um dia, sentiu-se motivado a ir visitar uma empresa numa cidade próxima da sua, na qual nunca havia pensado anteriormente. A firma tinha um trabalho para ele que excedia todas as expectativas jamais sonhadas. Após ter assumido o novo emprego, lhe perguntaram: “Por que você veio exatamente hoje aqui”? Se você tivesse vindo ontem o cargo ainda não estaria vago e, se chegasse amanhã, um dos nossos teria assumido”. A resposta do jovem foi: “Só Deus é que sabe. Somente sei que tive o impulso de que precisava vir até aqui”. Esse mesmo moço me contou que pôde ouvir a voz de Deus – de receber e sentir o impulso – porque havia permanecido firme na sua alegria e firmeza de que coisas maravilhosas estão acontecendo. Ele disse que se  tivesse ficado preocupado, desanimado ou infeliz, ele não estaria em consonância com o infinito e, então, provavelmente, ainda estaria procurando emprego.
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QUARTO: “O Princípio divino põe em ação o plano de Deus para o homem e, não há outro poder ou presença que possa mudar um til”.
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Esse é o último ponto, mas muito importante. Porque o Princípio em ação é a lei, o caminho, a ordem das coisas, não existe nenhuma possibilidade de interferência de qualquer outra lei no plano de Deus. Referindo-se a esse poder todo-poderoso do Princípio divino, a Sra. Eddy disse (Escritos Misc. pág. 174:10-12): “Deixa-nos abrir as nossas afeições ao Princípio divino que move tudo em harmonia – do vôo descendente de um pardal até a órbita da Terra”. Vamos observar a advertência da Sra. Eddy e abrir o nosso amor ao Princípio divino. Vamos amar, honrar e adorar esse poder supremo que conserva o universo em seu lugar. Vamos respeitar a lei que exclui a possibilidade de uma outra lei. Não existe uma lei da medicina que possa interferir no plano de Deus. Não existe uma lei de carência ou desperdício, nenhuma lei de teologia falsa, mesmo uma instrução insuficiente não pode interferir no plano de Deus, porque o infinito poder do Princípio divino pôs o plano (objetivo) de Deus em ação. Na presença do Princípio divino desaparece toda intolerância, vontade própria, mal-entendido, conceitos errados e mesmo opiniões humanas. Reconheça que é o Princípio divino que coloca tudo no lugar, tudo arranja, tudo planeja, tudo entrelaça e organiza e, que equilibra tudo. Não é de estranhar que não exista nada que possa interferir no plano de Deus!
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Certo dia eu havia trabalhado especialmente com o ponto nº 2. Para livrar-me de uma limitação, eu havia encerrado a minha oração com o pensamento: Pai celeste, seja o que for, escavar ouro no Alasca, cuidar de gado na Argentina, limpar o chão de um asilo, ou lavar roupa em Timbuctu, o que Te peço Pai, é que o Teu plano esteja em ação para mim”. Pouco depois, entrou uma amiga. Ela estava muito preocupada e com muito medo. Ela apresentava todos os sintomas de câncer. Mesmo já tendo trabalhado (orando) no sentido da Ciência Cristã, o seu estado piorou. Perguntei a ela o que a estava tornando rebelde, infeliz e perturbada. Reconheceu que tinha os 3 estados, pois seu marido estava sempre sentado diante da televisão e não fazia nada. Interrogando-a, fiquei sabendo que ele tivera, durante muitos anos, um negócio bem sucedido. Finalmente, o tinha vendido. Agora, queria fazer o que estivera imaginando: se mudar para a Califórnia, construir e dirigir um hotel de sua propriedade. Mas, essa senhora não queria se mudar para a Califórnia.
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Era uma grande oportunidade de ajuda-la a ver que cada mulher deveria apoiar seu marido em seus negócios e, especialmente uma Cientista Cristã. Ela poderia saber todo o tempo que não viria em seu prejuízo o que seu marido achava o que era certo, nem o que ela pensava ser o certo, mas o que Deus sabia ser o certo. Ela deveria se alegrar que o plano de Deus para todos estava em ação e por isso coisas maravilhosas iriam acontecer. Contei a ela como tinha orado anteriormente e propus que modificássemos a oração para o seu caso: seja o que for, escavar ouro no Alasca, cuidar de gado na Argentina, limpar o chão de um asilo, ser dona-de-casa em Indiana, ajudar em um hotel em outro estado, ou lavar roupa em Timbuctu. Tudo o que ela queria era que o plano de Deus para ela estivesse em ação. Ela prometeu que oraria assim e o fez. O marido construiu um hotel na Califórnia. Ela aprendeu que esse negócio, que pensava não ter motivação, era muito interessante. Onde ela imaginava ter de envergonhar-se, ela agora podia se orgulhar. Aprendeu a aprecia o modo de vida da Califórnia e, esse até lhe agradava mais do que o estado de Indiana. Um dos motivos pelo qual não queria mudar-se era que seu filho ia para a marinha. Ela queria conservar-lhe o lar para que cada vez que ele estivesse em férias, tivesse a casa à sua disposição. A marinha o transferiu e sediou na Califórnia e, quase todos os fins-de-semana podia ir para casa. Assim sob todos os pontos de vista, foi uma demonstração perfeita. O relacionamento com o marido tornou-se mais feliz e, naturalmente, depois que toda rebelião, amargura e infelicidade desapareceram, ela foi curada do câncer. Quando me escreveu contando a sua cura, ela expressava, especialmente, gratidão por eu haver compartilhado essa oração com ela. Junto com a carta, enviou-me uma foto onde aparecia uma rocha, ruína de uma antiga construção na Califórnia – distante apenas 3 milhas de seu hotel – e na rocha uma inscrição: “Timbuctu”!! “Veja só” dizia-me ela, “realmente eu vim a Timbuctu”.
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Mesmo quando você, em certo momento, estiver totalmente satisfeito com sua situação e pensa que não há nada mais a desejar, espero que não deixa passar um dia no qual não se alegre com a grande verdade de que o plano de Deus para você está em ação e que não existe outro poder e presença que possa intrometer-se. Somente assim podemos dizer, com absoluta segurança, que acontecem coisas maravilhosas, e que elas continuam a acontecer.
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Coisas Maravilhosas…-4-

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COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

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SEGUNDO: A Mente divina, a inteligência todo-sábia, sabe quais são as melhores fontes para satisfazer as necessidades de cada um. Jesus disse: “O vosso Pai sabe o de que tendes necessidade”. Não é maravilhosos saber que podemos confiar em Deus, saber que o objetivo de Deus excede a tudo que nós, humanamente podemos planejar? Deus, a Mente divina, abre as Suas fontes para os homens com toda a sabedoria e, portanto, para alguém que compreenda isso, nenhum caminho está bloqueado, nenhum desejo correto fica insatisfeito, nenhuma necessidade fica sem ser atendida. Exatamente nesta parte da demonstração precisamos ficar firmes e não começar a criar limitações. Precisamos confiar totalmente nas decisões de nosso Pai celeste para saber o que é o melhor para nós. Não nos tornemos culpados ao dizer: “Pai celeste, seja feita a Tua vontade – mas espero que ela se manifeste assim ou assado”! Não! Precisamos de orar sem restrição: “Não se faça a minha vontade e sim a Tua”. Algumas vezes, para ter certeza de que deixei, realmente, todos os planos nas mãos de Deus, assim eu oro: “Deus, a mim tanto faz, se procuro ouro no Alasca, ou cuido de gado na Argentina, ou limpo chão em asilo, ou lavo roupa em Timbuctu. Tudo o que Te peço, meu Pai é que Teu plano, que está em ação em mim, seja feito”. E então, me alegro de que é o plano de Deus, e só o plano de Deus, que está em atividade e que nada, absolutamente nada, pode ali interferir. Oh, com que total segurança, liberdade e confiança podemos olhar o futuro, sabendo que Deus cuida de nós em todas as circunstâncias!
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TERCEIRO: “O Amor nos inspira o caminho, ilumina-o, no-lo designa e nele nos guia”. (C. & S. pág. 454:18) Não é este um pensamento maravilhoso? Muitas vezes podemos ouvir: “Mas como posso saber qual é o plano de Deus para mim? Ou “Como posso saber que passos devo dar”? “Deus com certeza sabe, mas eu não o sei”. Essa declaração maravilhosa garante que o homem nem pode fazer outra coisa, senão dar os passos certos e, encontrar as decisões certas. Certamente, não é que Deus sabe todas as respostas e os homens andam à apalpadelas! Deus derrama sempre Seus pensamentos e as Suas apreciações em nossa consciência receptiva e nos inspira assim, com as ideias certas. É a grande luz da verdade que ilumina o nosso caminho e de uma maneira tão completa, que não podemos fazer nenhuma outra coisa a não ser o necessário e, encontrar a decisão certa. E ainda, a Mente divina nos mostra, passo-a-passo, qual de Suas oportunidades infinitas é a melhor para nós. E então, Deus ainda nos toma pela mão e nos guia no caminho. Por isso, ninguém que se alegra por o Amor inspirar, iluminar, determinar e guiar, pode agir diferente do que é o certo para ele. Como sabemos o que é a vontade de Deus e o que não é? Isto é o maravilhoso na inspiração, iluminação e determinação do Amor: quando o objetivo e a finalidade de Deus são revelados, então o caminho fica tão claro, tão seguro, que não apenas nos sentimos seguros mas, somos guiados a agir sem hesitação. Nesse ponto de nossa demonstração, precisamos nos recusar a ficar desanimados, se aparentemente não vemos nenhum sinal e não estamos recebendo nenhuma indicação, pois mesmo quando não temos nenhum sinal, as coisas estão acontecendo. Não se esqueçam de que  nosso Deus é um  Deus ativo, que Se expressa eternamente a Si mesmo. Por isso, acontecem – agora e sempre – coisas maravilhosas.
Independentemente de vermos ou não um sinal, devemos continuar a nos alegrar com o fato de que o plano de Deus está sempre em ação. Exatamente agora estão acontecendo coisas maravilhosas. Sim, exatamente agora, Deus pode abrir o caminho para uma pessoa na Califórnia, a alcançar o seu lar, para lhe oferecer a venda de sua propriedade que ela deseja vender.
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Coisas Maravilhosas…-3-

COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 3 –

DEUS SE EXPRESSA

A segunda lei básica da metafísica, que é a base de nossa palavra alegre e positiva, é que Deus Se expressa a Si mesmo. É maravilhoso compreender que Deus, que é Tudo em Tudo, é um Deus  ativo. Só por contemplação e reflexão sobre Deus como Vida, podemos reconhecer claramente que nunca existe uma interrupção do divino Ser ativo. Quando consideramos Deus como Mente, percebemos que nunca pode existir uma Mente divina que nunca pensa, sabe, compreende e se expresse.

Quando consideramos Deus como Amor, é impossível que pensemos em Deus como Amor e não compreendamos que Ele sempre ama totalmente de modo ativo a Sua criação perfeita. Ouçam sobre a atividade de Deus, como a expressa o Salmo 104: “Deus…cobre-se de luz como de um manto,  estende o céu como uma cortina, põe na águas os vigamentos da sua morada, toma a nuvens por seu carro e voa nas asas do vento… faz rebentar fontes no vale, cujas águas correm entre os montes; dão de beber a todos os animais do campo; … Do alto de sua morada rega os montes; … Faz crescer a relva para os animais”. Não é de se admirar que Davi exclamasse: “Deus meu, como tu és magnificente! Cheia está a terra de tuas riquezas”. Assim,  coisas maravilhosas estão acontecendo, porque temos um divino Deus ativo. As  coisas maravilhosas estão acontecendo devido ao nosso perfeito, todo poderoso, sempre presente e todo sábio Deus estar expressando todas as Suas qualidades em perfeito equilíbrio.

Esse único  Deus ativo fez tudo o que pôde ser feito no universo. Ele não somente criou tudo, mas  sabe, compreende e expressa tudo. A definição de Mente, no glossário do livro-texto da Ciência Cristã, à página 591:22, diz: “A Divindade, que delineia, mas não é delineada”. Saber que Deus a tudo delineia e planeja,  é uma verdade básica muito importante, que precisamos aceitar na nossa certeza de que acontecem coisas maravilhosas. Duvido que haja palavras minhas que  tenham sido mais repetidas do que estas: “O plano de Deus para o homem está em ação, e não existe outro poder ou presença que nele possa interferir”. Gostaria, hoje, de discutir estas palavras com você, precisamente porque dizem respeito às coisas maravilhosas que estão acontecendo. Não há ninguém, aqui, que não necessite,  algum dia, desta maravilhosa verdade, a fim de deixá-la atuar em sua própria experiência. Por exemplo, ao procurar o trabalho certo, ao escolher o apartamento adequado, o automóvel certo, a universidade conveniente, quando desejar tornar-se membro de uma igreja, nela ocupar o cargo certo, onde passar suas férias, ou encontrar a pessoa adequada para se casar. Para tomar uma dessas decisões, precisamos nos alegrar continuamente, sabendo que o plano de Deus para nós está em ação. Para saber com certeza que é Deus quem faz o planejamento, e não nós próprios, há quatro verdades básicas que amo considerar, compreender e nelas me alegrar.

Essas verdades me foram reveladas quando eu tive um problema que achava  não poder ser resolvido;  tampouco eu via uma possibilidade sobre como Deus poderia resolvê-lo. Nessa época, levei comigo uma mãe com seu filho pequeno para andar de barco. Foi a primeira experiência do garoto de 3 anos com barco à vela. Ele estava impressionado com a extensão da água e enchia a mãe de perguntas, tais como: “Essa água pode passar por cima da minha cabeça?” Sim, respondeu a mãe e, passa até por cima da cabeça do papai”. O pequeno ponderou um pouco e, depois, disse com confiança absoluta: “Mas não pode passar por cima da cabeça de Deus!” Quando, nessa noite, tive a oportunidade de ficar sozinha, fui para fora, olhei as estrelas e comecei a orar. Sabia que o que o pequeno havia dito, era uma mensagem de Deus para mim, significando que o meu problema não passava por cima da “cabeça” de Deus. Dirigi-me de todo o coração ao meu pai celestial. Deixei que a Mente divina falasse e prestei atenção. Então aqueles quatro poderosos pontos se tornaram claros e reveladores para mim.

PRIMEIRO: “A Alma tem recursos infinitos para abençoar a humanidade”. (Ciência e Saúde, pág. 60). Nunca comece a trabalhar para resolver um problema retendo um sentido limitado das coisas, tais como: empregos são raros, não há homens da minha idade, existe só uma escola adequada para mim, e não sei qual é ela. Comece com a infinidade da bondade de Deus. Não se esqueça: Suas fontes são infinitas! As possibilidades de rendimento existem sobre todas as medidas, as possibilidades de ocupação são infinitas. Ocasiões para servir são infinitas. Porque as fontes de Deus não ficam improdutivas, Ele as utiliza para abençoar. Seja qual for a sua necessidade, é produtivamente emocionante começar com a percepção da possibilidade infinita, com a qual seu Pai celeste o abençoa. Porque as fontes pertencem a Deus, elas tem que ser maravilhosas, harmoniosas, boas e perfeitas em todos os aspectos. Alegre-se pelo fato de que você é rico. Você é herdeiro do reino de Deus. Lemos em Lucas 15:31: “Meu filho, tu estás sempre comigo, tudo o que é meu é teu”.

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Patópolis, Terra do Nunca, Mundo Material…


PATÓPOLIS,
TERRA DO NUNCA, MUNDO MATERIAL…

Dárcio

Quem conhece Patópolis? Cidade em que vive o Pato Donald, seus sobrinhos e demais personagens que com eles convivem? Quem conhece a Terra do Nunca? Lugar em que vive Peter Pan, a Fada Sininho e demais personagens que com eles convivem? Quem conhece “Mundo Material”, mundo em que vivem “filhos de Deus” expulsos do Paraíso? Todas estas lendas são conhecidas unicamente pela assim chamada “mente humana”. Fora dela, não há Patópolis, não há Terra do Nunca, não há Mundo Material! E quem quiser certificar-se disso, terá de renunciar à mente que vê tais existências fantasiosas como se fossem realidades! As lutas dos mortais equiparam-se às lutas do Tio Patinhas, para evitar ser assaltado pelos Irmãos Metralha! Equiparam-se também às lutas do Peter Pan com o Capitão Gancho! Quando você perceber a irrealidade dos personagens, em vez de se identificar com quaisquer deles, o ÚNICO REINO verdadeiramente existente lhe ficará desvendado! E a Harmonia que É, lhe será revelada!

Por que tantos “milagres” são relatados pelo artigo “Coisas Maravilhosas estão Acontecendo”? Milagres existem? Não! Existe DEUS sendo TUDO! Quando alguém deixa de se preocupar, por permanecer  dentro desta total confiança na Verdade, automaticamente desvia sua atenção do fantasioso mundo da matéria! E ele, que tem por substância o “nada”, revela sua real natureza de ser uma ILUSÃO! É algo parecido com um leitor, distraído e absorto no “assalto ao cofre do Tio Patinhas”, e que, por qualquer motivo, tenha sua atenção tirada completamente daquela ficção. O “assalto” e o “envolvimento com ele” eram coisas não das páginas da revista, mas, da mente humana, usada por ele para dar realidade temporal àquela fantasia, através da leitura.

Há anos, quando eu trabalhava numa firma como engenheiro, estava ocorrendo um grande descontentamento de funcionários, que se juntaram à porta da chefia para  se queixar e apresentar suas reivindicações. Como eu não estava envolvido no tumulto, apenas observava tudo nas proximidades, aguardando os poucos minutos que faltavam para o término do expediente para ir embora. Quando cheguei em casa, com aquelas impressões das discussões bem marcadas na mente, resolvi meditar para erradicar aquelas influências ruins. Permaneci deitado, bem relaxado e tranquilo, e passei a rememorar os princípios espirituais que davam início à meditação. De repente, sem que esperasse, vi novamente aparecer, e com total nitidez, a imagem da firma em minha mente, como se ali  ainda estivesse, e com as mesmas imagens de conflito que havia visto antes de voltar para casa. As imagens reapareceram na mente e eu, em vez de meditar, fiquei a observá-las. Enquanto assim fazia, de repente elas começaram a perder suas formações, como se um solvente tivesse sido jogado sobre uma pintura, e elas passaram a se deformar e se desfazer, numa movimentação contínua, até que o cenário ficou inteiro como uma “tela branca”, sem nada mais para ser visto. Na hora, achei que esta experiência se encerraria ali; entretanto, ela continuou, reaparecendo as cores todas embaralhadas, novas imagens foram se formando, até que o cenário da empresa voltasse a ser visto novamente; só que, desta vez, as imagens se formaram como total harmonia, quando, então, a experiência terminou. No dia seguinte, ao entrar na empresa, tudo ali estava exatamente como eu havia visto em minha mente ao término da experiência, ou seja, tudo se mostrava em total harmonia, como se, na véspera, nada de desarmônico tivesse ocorrido!

Esta experiência elucida o processo da chamada “cura espiritual”, onde não somos levados a mudar ou melhorar cenários externos, mas, sim, entender que são “imagens na mente humana”, miragens que, na relaxidão e “entrega ao Cristo do nosso ser”, são dissolvidas espontaneamente, dando lugar a outras imagens mentais condizentes com a harmonia perene, permanentemente mantida por Deus.Tanto as imagens de “conflito” como as de “cura” são meras IMAGENS NA MENTE HUMANA! Não são realidades exteriorizadas! Por isso, nos artigos sobre a Verdade, são comparadas a imagens de sonhos ou de alucinações mentais! O REINO DE DEUS É A REALIDADE ONIPRESENTE! E, quando tiramos os olhos dos “quadros mentais”, excelentes ou péssimos, para a Verdade de que DEUS É TUDO, entendemos o motivo pelo qual a HARMONIA é vivenciada, ao reconhecermos que “Coisas maravilhosas estão acontecendo”: e o motivo é unicamente este: a atenção é removida da ILUSÃO!

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Coisas Maravilhosas…-2-

COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 2 –

  Vamos pensar um pouco acerca da totalidade de Deus. Ouça algumas afirmações que Deus mesmo faz, assim como escrito em Isaías: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus”. A Sra. Eddy atribui grande importância à lei metafísica de que “Deus é tudo”. Em A Unidade do Bem, pág. 7, ela diz que encontra grande inspiração quando considera a totalidade de Deus na seguinte frase do livro Ciência e Saúde, pág. 520: “A Mente insondável [Deus] já está expressa. A profundidade, a largura, a altura, o poder, a majestade e a glória do amor infinito enchem todo o espaço. Isso é o bastante”! Estou convicta de que todos nós procuramos compreender esta poderosa infinidade de Deus, cada um à sua maneira individual. Eu sinto bem forte Sua totalidade quando digo: “Claro: estou bem no centro de Deus; a 50 mil léguas acima e abaixo de mim e mais uma vez acima e abaixo, não existe nada a não ser Deus. Portanto, não existe absolutamente nada que possa me tocar, a não ser Deus. Não existe nada que possa me influenciar, governar ou controlar – senão Deus”. No livro texto-lemos, à pág. 339:8-9: “Visto que Deus é Tudo, não há lugar para aquilo que Lhe seja dessemelhante”. Não podem existir os dois: Deus e o acaso (acidente), guerra, terremoto, furacão ou caos de qualquer forma. Existe só Deus. Não podem existir os dois: Deus e dores do coração, tumores, câncer, paralisia, epilepsia, resfriados, mal-estar ou doenças de qualquer outra espécie. SÓ HÁ DEUS! Não podem existir os dois: Deus e o ódio, o medo, as críticas, o rancor, a rebeldia, as preocupações de qualquer espécie – existe SÓ DEUS! Não podem existir os dois, Deus e uma crença em erro. Em virtude desta lei, cada pretensão ou suposição que se opõe à totalidade de Deus deve ser rejeitada e, assim, não restará nenhuma pretensão ou suposição, nenhum sonho, nenhuma ilusão: EXISTE SÓ DEUS! Como a lei da totalidade de Deus repreende uma pretensão ou uma suposição de uma outra lei? Por ser  insondável, infinita, eterna Mente divina; por ser a única Mente; não existe uma outra mente, uma mente mortal que possa abrigar uma pretensão ou suposição de uma outra coisa que possa ser contrária a Deus. Existe só Deus, a Mente divina. Quão maravilhoso é compreender – não importa que nome se dê  ao erro – que ele é totalmente não-existente, impossível, em razão da presença, da totalidade de Deus. Então, quando dizemos: “Não me preocupo com coisa alguma”, somos realmente da opinião de que, em razão da totalidade de Deus, não existe nada com que possamos nos preocupar. Seria impossível – em razão dessa totalidade de Deus – que um homem estivesse numa zona de perigo, que existissem problemas numa escola, que casais não se amassem, que uma carreira de sucesso se arruinasse, bem como seria impossível que uma menina pudesse cometer suicídio.

Uma senhora jovem, que trabalhava sozinha num escritório, sentiu, de repente, fortes dores e percebeu que tinha perdido a voz e estava a ponto de desmaiar. Tudo o que ainda podia pensar, era “Deus”;  repetiu a palavra até ficar sem sentidos. Algum tempo depois, quando recuperou a consciência, só podia pensar “Deus”. Enfim,  pôde pronunciar a palavra “Deus”, mas nada mais. Assim repetiu a palavra “Deus” até que pôde dizer “Deus é”, e repetiu “Deus é” tantas vezes, até  conseguir dizer: “DEUS É TUDO”. Ela estava tão grata e feliz por ter sido capaz de perceber, reconhecer e expressar em palavras a totalidade de Deus, que em pouco tempo manifestou sua perfeição. A sua cura foi completa e permanente. Oh, não é maravilhoso?! Que, por causa dessa totalidade de Deus, com nada precisamos nos preocupar? Aliás, com o quê você se preocupa? Com sua saúde, sua família, sua igreja, seu suprimento, seu país, problemas do mundo? Peço, a todos, que repitam comigo: “Não me preocupo com nada. Porque Deus é tudo, não existe nada com o que eu deva me preocupar”.

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Coisas Maravilhosas…-1-

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COISAS

MARAVILHOSAS ESTÃO

ACONTECENDO

Dorothy Rieke

– 1 –

Certa noite, após uma reunião de testemunhos de quarta-feira, uma amiga minha falou alguma coisa à sua amiga. Ela falou com grande certeza e convicção na sua voz: “Não te preocupes com coisa alguma –  coisas maravilhosas estão acontecendo”. Disse isso com tanta ênfase, que uma outra senhora também a ouviu. Esta senhora, no seu caminho para casa começou a refletir sobre esta atitude alegre e positiva. Reconheceu que esta atitude positiva e alegre não era nem um pouco a sua, aquela que tinha mantido todo o tempo. Inquietava-se com muitas coisas e por vários motivos: uma doença incurável, que se tornava cada vez pior; uma baixa contínua nos negócios; preocupação com seu filho que estava numa zona de perigo na Coréia. Perguntou-se a si mesma: “Como posso dizer que não estou preocupada”? Veio-lhe a resposta, como de Deus falando a ela: “Porque Deus é tudo o que existe, não existe motivo nenhum para se preocupar”. Nessa noite, no caminho para casa, resolveu que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou no seu negócio, recusar-se-ia a se preocupar e, em vez disso, rejubilar-se-ia pensando que estão acontecendo coisas maravilhosas. Compreendeu que a base para uma tal atitude alegre era científica, porque estava convencida de que Deus era tudo e que Ele realmente Se expressa.

Ficava firme na prática dessa atitude científica, positiva e alegre. Como resultado disso, ela foi curada muito depressa e o seu negócio se restabeleceu com tal grau de sucesso como nunca tinha acontecido anteriormente.

A nora desta senhora estava doente e pediu à sua sogra para ajudá-la. Ela também se preocupava com muitas coisas: sobre sua própria doença, sobre problemas na escola na qual lecionava, e preocupava-se com seu jovem esposo, que estava na Coréia, em zona de perigo. A sogra lhe contou da atitude positiva e alegre e das coisas maravilhosas que aconteceram por ter ativado essa atitude. A nora resolveu também, que, o que quer que acontecesse com seu corpo ou nos seus assuntos, recusar-se-ia, constante e energicamente, a se preocupar; em vez disso, alegrar-se-ia pelo fato de que coisas maravilhosas estão acontecendo. Como resultado dessa atitude, ela foi curada; o seu marido foi logo transferido para bem perto da cidade onde moravam, que podia até esquecer que ele estava no exército. Na escola tudo se colocou em ordem. Mas, lá aconteceu uma coisa que eu quero compartilhar. Um dia, uma menina pequena disse-lhe: “Tenho uma amiga que quer se suicidar. Os pais dela não se amam mais. Na casa dela está tão horrível que realmente ela não quer mais viver. Que posso dizer a ela”? A professora, com sua maneira positiva e alegre de pensar, falou à menina em palavras simples “Diga à sua amiga que mesmo quando as coisas que acontecem em casa parecem horríveis, Deus fará com que coisas maravilhosas aconteçam, porque Ele a ama. Mas ela precisa saber disso, crer nisso e se alegrar com isso”.

Uma semana depois, esta pequena menina chegou junto à professora e disse-lhe: “Preciso confessar uma coisa, eu mesma era a menina que queria se suicidar. Mas, fui para casa e contei aos meus pais o que a senhora me tinha dito, e agora eles se amam e amam a mim também, e lá em casa tudo está tão bom, que por nada nesse mundo ainda pensaria em me suicidar”. Isso tudo a professora contou à sogra e ela deu um testemunho. Assim, a senhora que tinha dito, primeiramente, estas palavras positivas e alegres, ouviu como elas abençoaram seis pessoas; porque elas tinha ativado tais palavras em suas vidas.

Tirei duas conclusões muito importantes destes testemunhos: 1º) não faz diferença se a pessoa é Cientista Cristã experimentada, que está na Ciência Cristã durante anos e ficou desanimada, ou se é alguém totalmente novato na Ciência Cristã a ponto de nem se dar conta de que é um Cientista Cristão; 2º) não importa se o problema for de negócios, uma doença incurável, uma permanência numa zona perigosa, ou um problema de relacionamento pessoal – a mesma atitude, positiva e alegre, curou e continua curando.

Tenho dado este testemunho por toda parte nos Estados Unidos, e em todos os países onde posso dar um testemunho. Ainda que me cheguem notícias de todo o mundo. eu mesma fico firme na alegria de que não existe absolutamente nada sobre o que precisamos nos preocupar, e que  coisas maravilhosas estão acontecendo. E então, seguem-se curas, como resultado dest maneira de agir.

Há pouco tempo, quando meu marido fez conferência na Alemanha e na Suíça, passamos um mês em Munique, como preparação à conferência em alemão. Orei para que Deus me usasse numa maneira que resultasse em bênção para os outros. Ele o fez. Deus me inspirou a pedir a alguém para traduzir o meu testemunho para o alemão. Um maravilhoso Cientista Cristão o traduziu e me ajudou, para que pudesse lê-lo corretamente. Cada quarta-feira eu lia meu testemunho em alemão, em várias igrejas. No fim de cada culto, vinham os visitantes alemães e me agradeciam por este testemunho maravilhoso e, naturalmente, eles falavam tão depressa em alemão que eu não sabia o que diziam. Não podiam crer que alguém, capaz de ler tão bem em alemão, não pudesse compreendê-los. Então lhes disse que só conseguia falar alguma coisa em alemão e, desse dia em diante passamos a nos compreender bem melhor. Recebo ainda notícias entusiasmadas da Alemanha sobre o fato de que acontecem coisas maravilhosas porque existem pessoas que se recusam a se preocupar.

Uma das experiências mais entusiásticas eu tive na pequena cidade de Wetzikon, na Suíça. Meu marido lá proferiu a sua última conferência em língua alemã, em um domingo à tarde. As pessoas chegaram de todas as partes da Suíça e muitas também da Alemanha. A conferência deveria ser dada no salão de baile de um hotel. Mas por favor não imaginem que era um salão com os que se encontram em Detroit. Era uma construção enxaimel de 300 anos. Muito antes que todas as pessoas  entrassem no salão, o dono aflito exclamava: “Não podemos deixar entrar mais ninguém. A casa é velha demais e cairá”. Meu marido resolveu o problema começando a conferência um pouco mais cedo, e fazendo uma outra em seguida. Visto que as pessoas nunca haviam passado por tal situação e não sabiam o que fazer, encarreguei-me da situação: fiquei durante a primeira conferência fora da casa, para dar explicações às pessoas que chegavam. Enquanto eu estava ali e me rejubilava, por causa das muitas pessoas que vinham para a conferência, uma senhora chegou-se a mim e disse que morava muito longe. O resto da família, exceto sua mãe, estava lá dentro, para ouvir a primeira conferência. A mãe não podia andar. Eles a trouxeram, mesmo sabendo que ela não podia ouvir a conferência, mas esperavam que o Sr. Rieke talvez pudesse falar com ela. Mas agora, prosseguiu, após a segunda conferência seria tarde demais para regressar à casa; perguntou-me se eu não poderia falar com ela. Creiam vocês ou não: falei com essa senhora durante 20 minutos em alemão. Disse coisas em alemão, das que nem em sonhos pensei poder expressar em alemão. Na minha bolsa havia uma cópia do meu testemunho, que eu lia em todas a reuniões. Dei a ela e lhe disse que, se fizesse a mesma coisa, como as pessoas haviam feito nesse testemunho, ela seria curada também. Podem imaginar minha alegria quando recebi o testemunho de volta com a noticia de que ela fora curada totalmente!

O significado de “Não me preocupo com nada – coisas maravilhosas estão acontecendo” não é uma fórmula, nem um simples desejo, no qual só queremos ver o bem, apesar de o mal estar presente. A afirmação, “não me preocupo com nada” baseia-se na mais importante de todas a leis metafísicas: na lei de que Deus é tudo. Porque Deus é tudo, não há nada, absolutamente nada a respeito do que devamos nos preocupar.

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Imortalidade Trazida à Luz-12

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IMORTALIDADE TRAZIDA

 À LUZ

Dorothy Rieke

– 12 –

No entanto, existe  quem considere que somos realmente imortais, mas que o homem está mesmerizado ou hipnotizado pela crença do nascimento na matéria, de uma existência material e de uma morte ou elevação para além da matéria. Mas como poderá existir mesmerismo ou hipnotismo se não existe uma mente mortal para ser mesmerizada ou hipnotizada? Aprendemos no Manual a defendermo-nos diariamente contra a sugestão mental agressiva. Mas que sugestão mental agressiva existe senão a de uma vida separada de Deus? Que mais podemos negar senão o erro de uma história material? Como já foi referido, se o anjo do Apocalipse tivesse que se apoiar somente num pé, ele escolheria o pé direito, apoiado sobre a sugestão da crença sutil de que o homem tenha algum dia podido passar pela experiência do nascimento humano. A forma mais segura e mais correta de destruir toda crença mesmérica é o reconhecimento e a compreensão de que existe uma só Mente, Deus, e que esta Mente infinita é a minha e a vossa Mente, a Mente de todo o universo. Então onde se encontra uma mente mortal passível de ser mesmerizada? A Sra. Eddy diz-nos claramente em todos os seus escritos que a forma mais correta de destruir a sugestão hipnótica consiste na aplicação da verdade de que Deus é a única Mente e que não existe qualquer outra. Quando a Sra. Eddy considerou que havia chegado a hora de estabelecer uma segunda Igreja em Nova lorque, ela encarregou sua fiel seguidora, Laura Lathrop, dessa missão.

Devido à resistência das pessoas que defendiam que não deveria existir uma segunda Igreja naquela cidade, alguns amigos da Sra. Lathrop recearam que, ao respeitar a ordem da Sra. Eddy, ela pudesse ser prejudicada pela má prática mental. Para se proteger contra a sugestão mental agressiva, a Sra. Eddy escreveu na carta à Sra. Lathrop: “Não existe outra mente para me tentar, para me prejudicar ou para me dominar. Compreendo espiritualmente essa verdade e sou dona da situação.” Não é esta uma declaração poderosa? Reparem como a Sra. Eddy sublinha o fato de não existir senão uma Mente com a afirmação “compreendo espiritualmente essa verdade” e não “vou tentar compreendê-la” ou “compreendê-la-ei um dia” — ela reivindica essa compreensão no momento presente. Foram muitas as vezes em que recorri a esta pequena oração de louvor a Deus: “Deus é a única Mente; esta Mente é a minha Mente e é a Mente do meu próximo.” Utilizo também frequentemente as seguintes palavras da Sra. Eddy: “não existe outra mente para me tentar, para me prejudicar ou para me dominar. Compreendo espiritualmente essa verdade e sou dona da situação”. Não constitui essa declaração uma defesa perfeita contra a sugestão agressiva? Essa verdade anula completamente a possibilidade de existência de tal coisa pelo reconhecimento da totalidade da única Mente, Deus, e da absoluta não-existência de alguma outra mente. Mais ainda, elimina não somente a noção da mente mortal como poder, mas também como presença.

Não é algo maravilhoso sabermos que somos donos da situação? Compreendendo espiritualmente que Deus é a nossa Mente, não podemos ser mesmerizados ao ponto de crermos que somos mortais. Estamos no presente inteiramente conscientes e vigilantes a respeito da verdade do ser. Sabemos quem somos, o que somos, onde estamos e aquilo que se passa. Alegremo-nos várias vezes ao longo do dia com o fato de não sermos mortais mesmerizados e sim imortais totalmente conscientes. Não podemos ser tentados a acreditar que somos Napoleão, pois sabemos quem somos; não podemos ser tentados a crer que somos um cigano, pois sabemos quem somos; nem sequer podemos ser tentados a acreditar que somos um mortal.

Sabem quem nós somos? Somos os filhos e as filhas do Rei e estamos conscientes da nossa verdadeira identidade. Não podemos ser tentados a acreditar que somos um ser material, físico e corpóreo, pois sabemos quem somos. Sabemos ser “(…) o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser (…)” (Hebreus 1:3). Nem sequer podemos ser tentados a admitir e menos ainda a ser mesmerizados pela crença que vivemos num universo material. Sabemos onde estamos; sabemos que nEle “vivemos, e nos movemos e existimos” (Atos 17: 28) e que por isso, o nosso universo é espiritual, é o universo da Mente. Não podemos ser hipnotizados pela crença de que a enfermidade, a carência, os relacionamentos desarmoniosos, os acidentes, etc., possam nos atingir. Estamos totalmente conscientes do fato de que podem somente acontecer coisas maravilhosas. Existimos, vivemos, sentimos e alegramo-nos num sentido científico de saúde, de relacionamentos harmoniosos, de ordem divina, de paz, de prosperidade e de vida em abundância. Como tudo o que se passa é o próprio Deus a expressar-se, os resultados só podem bons.

Não é maravilhoso saber que somos um imortal totalmente consciente de quem é, daquilo que é e daquilo que o rodeia? Aceitemos essa verdade, reivindiquemo-la com firmeza e regozijemo-nos com ela.

A seguinte experiência, ocorrida durante a II Guerra Mundial, foi sempre uma fonte de inspiração para mim: uma mulher vivia num país dominado pelas forças nazistas. Então um dia, sem qualquer aviso prévio, os soldados inimigos invadiram a sua casa, e em conjunto com outras mulheres, levaram-na para um campo de concentração. Anteriormente, o seu marido já havia sido feito prisioneiro, encontrando-se também num campo de concentração. Ao ser levada, essa mulher fora forçada a abandonar em sua casa duas crianças sem idade suficiente para tomar conta de si próprias. Assim, ela dispôs-se de imediato a não ser mesmerizada ou hipnotizada, aceitando a idéia de que algo horrível pudesse suceder. Viu claramente que Deus era a sua Mente e compreendeu que essa Mente divina estava certamente consciente da sua própria identidade, de onde ela estava e daquilo que se passava. Nem por um só instante ela permitiu ser mesmerizada, aceitando ser uma mortal numa prisão inimiga.

Insistiu mentalmente no fato de que era uma filha imortal de Deus, ilimitada, livre e habitando em segurança “no esconderijo do Altíssimo”. Nunca por um instante, ela permitiu ser mesmerizada, aceitando que o comportamento de alguns mortais maldosos tivesse consequências terríveis. Ela viu os soldados inimigos “na Ciência”, como o homem perfeito da criação de Deus, exprimindo apenas as qualidades de Deus, plenas de amor e de consideração. Elevando-se acima dos muros da prisão, ela recusou ser tentada a admitir que existia um universo dilacerado pela guerra, onde se encontravam crianças sozinhas, necessitando da ajuda de um homem preso num campo de concentração. Invertendo o caso, ela regozijou-se pelo fato de estar totalmente consciente da verdade de que no universo da Mente — o único universo que existe — apenas podem suceder coisas maravilhosas aos filhos de Deus. Como resultado dessa forma de pensar, numa certa manhã um soldado inimigo decidiu abrir as portas daquele campo da prisão. Nenhuma explicação foi dada para esse ato; nenhum aspecto da guerra se alterara e o campo inimigo não mudara de sítio; nesse momento, mais nenhum prisioneiro de outros campos de concentração foi libertado. Apenas essa mulher sabia porque é que a liberdade lhes fora restaurada, a ela e às suas companheiras: Ela tornara-se “dona da situação”. Sabendo que Deus era a única Mente, recusara-se a ser mesmerizada. É interessante acrescentar que pouco tempo após ter sido feita prisioneira, um vizinho acolhera as duas crianças em sua casa, tomando-as a seu cargo; da mesma forma, pouco tempo depois de ter regressado a casa o seu marido obteve igualmente a liberdade.

Também nós podemos alcançar a libertação da mortalidade nas nossas vidas e nas de outros, se negarmos com firmeza que podemos ser mesmerizados ao acreditar que somos mortais vivendo num universo material; e também se nos regozijamos no fato de que estamos, logicamente, totalmente despertos para a realidade de que vivemos num universo espiritual, conscientes de que somos os filhos perfeitos de Deus.

Recordam-se do interessante relato do filho do rei que nunca foi cigano, com o qual iniciei estas páginas?

 Apesar de muito apreciar essa história e apesar das bênçãos que ela me proporcionou, esse não é o relato que vos diz respeito. Tenho agora o privilégio de vos deixar a vossa história verdadeira:

Era uma vez o filho do Rei. Era de tal forma obediente a seu Pai, que nunca chegou a se perder nos bosques; nunca foi raptado por um bando de ciganos; nunca cresceu de forma a assemelhar-se a um cigano, nem adquiriu um nome cigano, como nunca aprendeu o idioma desse povo; nunca lhe foi necessário revelar que ele não era um cigano e sim o filho do Rei, tal como nunca foi necessário convencê-lo a identificar-se corretamente, de forma a obter tudo a que tinha direito.

Em vez de errar sem rumo pela mortalidade, o homem habita constantemente na imortalidade, em vez de envelhecer na mortalidade, o homem que habita na imortalidade não possui idade; ao invés de ter que se elevar à verdade do seu ser, o homem reconhece sempre ser o filho de Deus; ao invés de ter de aprender tudo de novo sobre seu Pai, o homem nunca deixou de O conhecer, amar, louvar e adorar, tal como nunca deixou de compreender a sua relação com Ele; em vez de se ter de identificar de novo como Seu filho, o homem continua simplesmente a ser o Seu filho bem-amado, em quem “Ele se regozija”, “assentado à direita” de Deus, o Pai todo-poderoso; em, vez de ter de reivindicar novamente a sua herança, o homem jamais deixou de estar inteiramente consciente do fato de que todas as bênçãos de Deus lhe pertencem natural e necessariamente. A descrição que Paulo fez aos Hebreus acerca de Jesus é a verdadeira descrição do homem:

“Sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto feito semelhante ao Filho de Deus.” (C&S 7: 3)

F I M

Imortalidade Trazida à Luz-11

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IMORTALIDADE TRAZIDA À LUZ
Dorothy Rieke
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Em nenhuma parte do nosso universo pode existir imperfeição. É maravilhoso podermos chegar rapidamente à conclusão de que, sendo Deus o único Criador, não pode haver algo como um mortal. Mas certamente concordamos com a Sra. Eddy, pois ela nunca quis dizer que uma invenção enganosa, mortal e material a respeito do homem pudesse ser o filho de Deus. 

Devemos sentir-nos gratos por sabermos e compreendermos que não pode existir tal invenção enganosa e material a respeito do homem, pela simples razão de que não existe mortalidade para a exprimir.

Sabemos também que a Sra. Eddy queria que chegássemos a essa conclusão, pois ela afirma na continuação da frase acima citada: “Na prática da Ciência Cristã, devemos enunciar corretamente o seu Princípio, se não nos quisermos privar do poder de demonstrá-la.”

Recordemo-nos da resposta que o meu Professor deu; quando eu comparei a minha existência à do hindu: ele afirmou que ambas não representavam mais do que sonhos. Ouvimos muitas vezes dizer que a mortalidade é um sonho; talvez por isso, muitos Cientistas Cristãos sejam levados a aprovar conscientemente o fato de serem neste mesmo momento os filhos imortais de Deus, mas (e aqui temos de novo este tão nocivo mas) vivendo um sonho de vida na matéria. Acreditam igualmente que um dia se elevarão até à nulidade e irrealidade desse sonho e que nessa altura gozarão a verdadeira espiritualidade e imortalidade. A maioria associa o despertar deste sonho à sua própria morte. Não será então ridículo continuar a sonhar? Não será absurdo remeter para o futuro o despertar desse sonho? E incluirá o despertar desse sonho um acordar de um outro sonho — o sonho da morte?

O hino no 412 anuncia: “Ó sonhador, desperta do teu sonho, ó tu cativo, te ergue livre e são. O Cristo rasga o denso véu do erro e vem abrir as portas da prisão.” As promessas de cura e libertação são muito inspirativas. Mas para além da sua beleza e inspiração, este hino inclui uma ordem específica para cada um de nós: “Vem dar-te alegria, em vez de pena, Beleza, em vez de cinzas da ilusão.” E nesta ordem nada nos sugere que deixemos para depois o abandono dos nossos sonhos e ilusões; pelo contrário, nos é garantido que o Cristo está agora em ação, “rasgando o denso véu do erro” e “abrindo as portas da prisão.”

Recentemente, vivi uma experiência que me mostrou a importância de abandonar imediatamente um sonho. Sonhei que me encontrava no último andar de um prédio com dois andares. Espreitando pela janela, vi um menino a brincar no topo de uma árvore; enquanto o observava, o ramo ao qual ele se segurava começou a balançar, embora estivesse ainda preso à árvore. O menino agarrava-se desesperadamente ao ramo, que oscilava para trás e para a frente. Então, abri a janela, debrucei-me e gritei: “Não tenhas medo! Não podes cair, porque estás seguro nos braços do Amor divino. Deus ama-te, é Ele quem te sustenta e protege, por isso não podes cair.” Assim que acabei de afirmar estas reconfortantes verdades, o ramo desprendeu-se da árvore e caiu, arrastando o menino para o chão. Desci então as escadas a correr, para ver que tipo de ajuda eu poderia prestar e fiquei bastante abalada ao ver o estado em que ele se encontrava. Mas nessa altura reagi. Oh, como eu estava grata por saber que essa experiência não era verdadeira! Agradeci a Deus por tudo não ter passado de um sonho e preparei-me para voltar a dormir.

Mas não conseguia adormecer; continuava a ver as imagens do menino agarrado ao ramo, quase a cair. Teria preferido que ele não tivesse trepado tão alto e sentia-me preocupada com os ferimentos resultantes da queda. Finalmente, acabei por me dar conta de que eu me interrogava acerca do porquê da Ciência Cristã não o ter impedido de cair. Foi então que compreendi o que estava a fazer. Afinal, eu ainda não acordara do sonho! Eu tinha-o reconhecido como um sonho, mas isso não havia sido suficiente, pois tinha ainda que o esquecer. Estava preocupada com algo que nunca tinha sucedido e ressentida com a queda de um ramo que nunca se partira. Não, não era suficiente ver apenas essa experiência como aquilo que ela parecia ser — um sonho. Era necessário ir mais além na minha forma de pensar e ver essa imagem como o “nada”, absolutamente inexistente, e só então esquecê-la como tal. Assim, alegrei-me por não existir sonho, visto não existir mente mortal para viver esse sonho. Só então, adormeci.

Na manhã seguinte, tentei tirar algumas conclusões sobre o que tinha sucedido. Ao longo do nosso estudo na Ciência Cristã, aprendemos a reconhecer os problemas como irreais. Chamamos à carência, à doença, à morte, a um acidente, etc., um erro, uma ilusão, um sonho, mesmerismo; mas será que os encaramos dessa forma? Não continuaremos a pensar nesse problema, tentando descobrir aquilo que o causou?

Será que não nos inquietamos, elaborando hipóteses sobre aquilo que os outros dele possam pensar? E por vezes, não sentiremos uma espécie de culpa, ao indagarmo-nos o porquê da Ciencia Cristã não ter efetuado a cura?

Ao tratar-se de problemas físicos, para acordar do sonho a Sra. Eddy aconselha-nos a volver o nosso olhar do corpo e a concentrar toda a nossa atenção na Verdade e no Amor. Recordam-se da experiência da senhora que sofreu um grave acidente de automóvel e foi atropelada por um caminhão? Ela acordou do seu sonho vendo apenas a realidade. Aquele que nega o erro e fixa o seu olhar somente no testemunho de Deus, não argumentando senão a partir do ponto da perfeição, não pode deixar de despertar do sonho.

A simples verdade de que não existe mente mortal para sonhar, é uma das mais significativas e poderosas verdades para nos ajudar a sair do sonho e a despertar para a realidade. A propósito, de onde se origina o sonho? Dizemos que é um produto da mente mortal; mas o que é a mente mortal? Sendo Deus a única Mente, pode existir uma outra? Muitas e muitas vezes ouvimos e lemos que Deus é a única Mente, sendo a seguinte afirmação contida na Exposição Científica do Ser aquela utiuzada com mais frequência: “Tudo é Mente infinita e Sua manifestação infinita, porque Deus é Tudo-em-tudo.” (C&S, pág. 468:10-11) Muitas e muitas vezes nos ensinaram que, sendo Deus a única Mente, não pode existir nenhuma outra, portanto não pode existir mente mortal. A minha passagem preferida naquilo que concerne a não-existência da mente mortal encontra-se no nosso livro texto: “Falando cientificamente, não há mente mortal da qual se possam fazer crenças materiais, que se originem da ilusão.” (pág. 399: 25-26) Assim, a conclusão mais lógica e mais razoável a que podemos chegar é que, devido a não existir uma mente mortal que sonha, não pode existir sonho. Como devemos então agir quanto ao sonho de mortalidade? Não há mais verdade no fato de que somos mortais do que no sonho do menino a cair da árvore; não há mais verdade no sonho que afirma podermos ser sancionados no seio da mortalidade do que no sonho do menino a cair da árvore; não há mais verdade no sonho que afirma termos estagnado na aplicação da Ciência Cristã do que no sonho do menino a cair da árvore. Consideram-se então satisfeitos por considerar a mortalidade como um sonho e por continuar a viver no seio dessa mortalidade? É evidente que não. Acordemos então do sonho para um alegre despertar. Além do mais, é mais fácil despertar do sonho depois de sabermos que não existe mente mortal para o sonhar. O nosso alegre despertar resume-se na experiência gloriosa da imortalidade trazida à luz na nossa consciência individual. Encaremos então a realidade da imortalidade de frente, regozijemo-nos com ela e vivamo-la!


 

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Imortalidade Trazida à Luz-10

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IMORTALIDADE TRAZIDA
À LUZ
Dorothy Rieke
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Há alguns anos, foi publicado no Sentinel um testemunho maravilhoso, relatando o exemplo de uma pessoa que reivindicou a sua perfeição e, por conseguinte, a evidência dessa perfeição espiritual: Uma mulher foi vítima de um acidente de automóvel. O automóvel no qual circulava sofreu um choque de tal modo violento que ela foi projetada para a estrada, sendo em seguida atropelada por um caminhão.

Quando foi socorrida, informaram-na de que nunca voltaria a caminhar, e no entanto, uma semana depois, essa mulher já andava normalmente. O fato de ter voltado a caminhar tão rapidamente foi uma demonstração? Não, de forma alguma. Ter voltado a caminhar foi apenas uma das “coisas acrescentadas”. A demonstração encontra-se nas suas seguintes palavras: “A cura não vem alterar nada; é o simples resultado de olhar a realidade de frente.” Assim, ela recusou-se a aceitar um corpo físico marcado e uma imagem de si mesma como tentando utilizar a Ciência para curar esse corpo; ao invés, ela argumentou, reivindicou e regozijou-se com determinação na Verdade. Jamais deixou de se declarar do lado da Verdade, não aceitando nunca a crença num acidente ou num corpo ferido. Não havia lugar para os ses ou mas no seu testemunho. Ela fixava o seu olhar unicamente na evidência dada por Deus de que era a Sua imagem e semelhança perfeitas. Conservando a porta tão amplamente aberta a uma compreensão firme a partir do ponto da perfeição, essa mulher não poderia fazer outra coisa senão voltar a caminhar.

Uma jovem que vive noutro estado, pediu-me que eu a ajudasse acerca do seu trabalho, pois nada parecia correto no que dizia respeito à sua situação presente: o local onde trabalhava era extremamente quente e sujo; as pessoas com quem trabalhava estavam sempre de mau-humor e mostravam-se pouco cooperativos; o horário era alargado e o salário restrito; a empresa situava-se num bairro da cidade que essa jovem receava atravessar e o seu patrão tinha um comportamento e uma linguagem grosseiros. Inverti cada erro e falei-lhe de cada verdade espiritual a seu respeito; especifiquei que Deus era o seu único empregador e pedi-lhe que se regozijasse na Sua perfeição, majestade, dignidade, beleza e justiça. Visto essa jovem ter a sua vida, a sua atividade e o seu ser em Deus, era-lhe totalmente impossível encontrar-se num local desagradável ou perigoso. Habitando na atmosfera da Alma, o meio que a rodeava não poderia nunca ser quente, nem desconfortável, mas sempre belo e harmonioso. Além do mais, ela não trabalhava na companhia de outros mortais acabrunhados, e sim com os filhos de Deus, cooperativos, amorosos e imortais.

E Deus recompensa os Seus filhos de uma forma ilimitada e sem restrições, na medida em que a Ele nos consagramos. Contudo, quando ela me voltou a escrever, essa jovem reafirmou que a situação não se modificara e descreveu de novo todas as condições difíceis e desfavoráveis relativas ao seu trabalho. Seguiu-se uma troca de correspondência, na qual as minhas cartas continuavam a testemunhar somente a partir do ponto de vista da perfeição, enquanto as suas descreviam o relato duvidoso de um testemunho material. Finalmente, ela escreveu-me a dizer que esperava que a demonstração fosse alcançada e eu então respondi-lhe que a minha já havia sido: sabia quem ela era, onde trabalhava, quem era o seu empregador, com quem trabalhava, qual era o seu ganho, etc., etc. Perguntei-lhe também se acaso não desejava escrever-me uma carta do mesmo tipo que eu lhe havia enviado, na qual fixasse o seu olhar somente na Verdade espiritual a seu respeito, comunicando-me tudo quanto Deus sabia sobre ela. Mas quando recebi a sua resposta, esta em nada correspondia ao sentido que eu lhe sugerira: ela afirmava que o trabalho fora de tal forma penoso que se vira obrigada a abandoná-lo. Naquele momento, era-lhe impossível escrever a carta que eu desejara receber em vez do relato de fatos tão desagradáveis, mas isto não me impediu de continuar a ser paciente e amorosa: mas um dia, cerca de uma semana depois, eu recebi a carta que pedira, com treze páginas, escritas de ambos os lados. Nela, a jovem explicava que ao começar a escrever as verdades a seu respeito, as palavras fluíram, deixando-a emocionada. De fato, a carta era muito bela e revelava uma precisão absoluta na expressão de um sentido científico de emprego. Não restavam dúvidas de que, ao redigi-la, ela havia fixado o seu olhar no Espírito e tinha testemunhado apenas a partir do ponto da perfeição. Dois dias mais tarde, recebi uma outra carta dessa jovem, na qual ela me anunciava que havia encontrado um trabalho verdadeiramente maravilhoso da forma mais inesperada. Cada aspecto da sua nova situação profissional estava de acordo com o testemunho que ela antes havia dado relativamente ao seu verdadeiro emprego. Constituiu o novo emprego a demonstração neste caso? Claro que não.

Foi simplesmente a “coisa acrescentada,” a qual não pode deixar de acontecer quando realmente se demonstra na consciência a verdade sobre a situação. A carta contendo o testemunho completo a partir do ponto de vista da perfeição foi a verdadeira demonstração.

No nosso testemunho a partir do ponto da perfeição, podemos proporcionar uma maior abertura à porta das “coisas acrescentadas” se acompanharmos a nossa declaração da perfeição com a afirmação de que “eu conheço, compreendo, aceito, reconheço, aprecio, demonstro e me alegro com essa perfeição.” E cada um obtém a perfeita demonstração. Este tipo de testemunho não proporciona qualquer ocasião para que mas ou ses negativos se intrometam no nosso pensamento.

Antes de abandonar este assunto, gostaria ainda de fazer algumas observações sobre a excelente professora que foi a nossa líder, a Sra. Eddy. Naquela pequena frase contida em Miscellany (pág. 242) ela indicou-nos exatamente como praticar a Ciência Cristã. De fato, essa frase oferece-nos a possibilidade de utilizarmos a verdade sempre que se apresente um problema por resolver nas nossas vidas. Seguindo as suas diretrizes, encontramos a seguinte declaração: “Por estas palavras não pretendo afirmar que os mortais sejam filhos de Deus, bem pelo contrário.” (10-12) Não será esta afirmação um desafio? Que faremos depois de a ler? Deixar-nos-emos cair preguiçosamente numa cadeira, dizendo: “Pois bem, eu não passo de um mortal, portanto nada disto me diz respeito?” Depois de termos tomado conhecimento de que a Sra. Eddy nos pede para reivindicarmos a nossa imortalidade, não podemos tomar uma atitude dessas. Todavia, podemos ser levados a crer que nós próprios somos de fato imortais, mas que alguns dos nossos vizinhos, certos membros da Igreja ou outras pessoas do nosso meio profissional são apenas mortais. Não aceitemos esta idéia errada, pois de outra forma não poderemos argumentar a partir do ponto da perfeição.

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Imortalidade Trazida à Luz-9

IMORTALIDADE TRAZIDA
À LUZ
Dorothy Rieke
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Como diz o nosso livro texto, numa das suas maravilhosas afirmações: “A Ciência do ser fornece a regra da perfeição e traz a imortalidade à luz.” (pág. 336: 27-28) Vamos agora tentar demonstrar a regra da perfeição que a Ciência nos fornece e assim experimentar a recompensa total de uma maior inspiração e iluminação da nossa imortalidade. Suponhamos que eu vos colocasse a todos no banco das testemunhas; em seguida, pedisse que respondessem somente de acordo com a mais absoluta verdade a vosso respeito. O vosso testemunho deveria então ser o testemunho que Deus fornece a respeito de cada um de vós. Recordo-vos agora, antes de dar início aos vossos testemunhos, que apenas pratica a Ciência Cristã quem declara a verdade absoluta; lembro-vos igualmente, que ao declarar os fatos científicos a vosso respeito, estareis a obedecer à ordem de nossa líder; e recordo-vos ainda que, ao testemunhar dessa forma, trareis a imortalidade à luz na vossa própria existência, bem como na de outros.

Sentem-se algo constrangidos, algo culpados ou hipócritas ao reivindicar a total perfeição para vós mesmos? Pois não recuem um passo na argumentação que visa a perfeição. Recordem-se que não estão em vias de alcançar a perfeição, nem aquém da mesma, mas estão agora mesmo no ponto exato dessa perfeição. De novo, na página 242 de Miscellany a Sra. Eddy chama a nossa atenção para o fato de que devemos tomar uma posição radical a favor da perfeição, ao afirmar: “A menos que se compreenda perfeitamente o fato de se ser um filho de Deus, e como tal, perfeito, não existe Princípio algum a demonstrar, nem qualquer regra que o permita fazer.” (8-10) Compreendendo que não somos desonestos ao testemunhar dessa forma e que não há qualquer hipocrisia ao declarar a verdade a respeito do homem imortal de Deus, nem sequer admitiremos a hipótese de responder de outra forma. Avancemos então para a questão seguinte:

1a Questão – Tomaram plena consciência de que a vossa resposta deve ser absoluta, sem quaisquer compromissos ou restrições? Entenderam agora que tipo de testemunho devem apresentar?

“Ah, sim, sou realmente perfeito, embora esse não pareça ser bem o caso”; “sim, sou um dos melhores Cientistas Cristãos do mundo, mas nem sempre sou capaz de o demonstrar”; “sim, eu sei que sou realmente perfeito, mas tenho ainda que o demonstrar”; “sem dúvida, sou o filho imortal de Deus, e por isso, perfeito, mas desejava compreender e experimentar melhor esse fato”; “sou um dos homens mais honestos do mundo, mas ninguém pensa desse modo a meu respeito”; “a minha família é perfeita, mas temos uma vizinhança terrível.” “Eu sou perfeito, mas quanto a alguns membros da Igreja…” e etc., etc., etc. Já repararam que cada vez que se associa a palavra “mas” a uma declaração da verdade, o que se segue é uma afirmação que compromete essa verdade? E o que sucede com a nossa demonstração da verdade, se afirmamos: “Sim, sou o filho perfeito de Deus, mas desejava poder assemelhar-me mais a Ele”? Não estaremos assim a fechar a porta à tão desejada manifestação da perfeição? Nos meus próprios esforços para manter uma argumentação unicamente a partir do ponto da perfeição, encontrei um grande auxílio num artigo publicado no Christian Science Jounal. Quando o artigo foi publicado, foi de tal forma bem acolhido pelos leitores, que quando escrevi para Boston na tentativa de obter uma cópia suplementar da referida publicação, responderam-me que esta já tinha esgotado. Era evidente que eu não havia sido a única a apreciar a leitura positiva e absoluta que esse artigo apresentava de fundo. O seu título era: “Aceitar a demonstração” e foi escrito por Margaret Morrison, sendo publicado no Journal de Fevereiro de 1947. Nesse artigo, a Sra. Morrison salienta que a verdadeira demonstração é espiritual e mental, o que corresponde àquilo que estivemos desenvolvendo neste estudo. Toda manifestação que possa ocorrer na nossa experiência humana, como resultado da demonstração da Verdade, é um acréscimo. Em outras palavras, o regozijo por um Deus perfeito, um universo perfeito e um homem perfeito é demonstração! A atividade certa que surge no nosso caminho, a cura de um problema físico, a descoberta de uma casa onde morar e a manifestação de suprimento são as “coisas” que nos são “acrescentadas”. É maravilhosa esta forma de chamar a atenção para o fato de que, se rendermos testemunho fiel àquilo que é de fato verdadeiro, deixamos a porta aberta a essas coisas que nos são “acrescentadas”.

Assim, se acrescentarmos à nossa demonstração da verdade a adversativa mas, seguida de um pensamento negativo, fecharemos a porta às coisas “acrescentadas”. É evidente que essas coisas “acrescentadas”, que “descem do Pai das luzes” tornam mais agradável a nossa existência; então, porque não deixar a porta de entrada aberta para que essas coisas possam afluir em abundância na nossa vida cotidiana, testemunhando com firmeza unicamente a Verdade, sem nenhuma outra concessão do tipo “se…”, “mas…” ou “talvez”…?!

A tentativa de encontrar o testemunho da matéria é outra forma de fechar a porta a essas coisas que do alto nos são dadas. Se alguém afirma que Deus é a saúde do seu rosto, que esta se revela em beleza e que é o reflexo perfeito de um Deus perfeito e em seguida procura ver no espelho se a Verdade curou a sua palidez, então essa pessoa não tem certamente o seu olhar fixo unicamente no Espírito; esse alguém está prestes a demonstrar antes uma dualidade, tentando utilizar o Espírito para curar a matéria, observando a carne para concluir se esta foi curada.

Aquele que argumenta com firmeza “a partir do ponto de vista da perfeição”, reivindica a seu respeito todas as verdades maravilhosas, gloriosas e espirituais; em seguida, ele faz face à realidade que lhe diz respeito e verifica que as verdades se transformaram em realidades agora que compreende ser a imagem e semelhança perfeita, pura e santa de Deus pode erguer o seu rosto sem mácula. Não existe outra solução; não existe matéria na qual possa ocorrer uma manifestação; não existe mente mortal para dar conta de uma determinada situação; não existe sentido material para testemunhar a aparência do homem. Regozijemo-nos agora com estas verdades, não através de uma débil tentativa de a aplicarmos, mas sim através da sua demonstração.

 

 

 

 

Continua..>