Compreendendo a Natureza do Problema-1

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COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO
Lorraine Sinkler
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Mesmo com dedicada prática, talvez não tenhamos atingido a união consciente com a Fonte de nosso ser. Um motivo deve haver, e este é o seguinte: estamos diante de Deus e do problema. Estamos, no fundo,  tentando ver se Deus já atuou no caso. Apesar de muitos se acharem avançados demais para cair numa armadilha como esta, o fato é que acabam esperando que alguma situação desagradável comece a melhorar.

Isto nos leva ao mais importante dos princípios de cura. Devido à infinidade e bondade de Deus, a natureza do problema deve ser uma “aparência”, uma errônea compreensão a respeito da bondade eterna de Deus. Há vários tipos de aparências. Uma delas é a que nos faz pensar que estamos parados, embora a Terra esteja girando velozmente em torno de seu eixo. Uma aparência não traduz o que verdadeiramente É. Na cura espiritual, o problema deve ser entendido como uma aparência ou sugestão, e uma sugestão jamais faz a coisa ser real. Qualquer palavra que nos dê  ideia de que o problema é inexistência passa a ser valiosa. A palavra “tentação” pode servir para descrever a crença universal de que possamos estar separados de Deus, com vida própria, e que possa existir algo que nos cause dor e sofrimento. Na verdade, há somente uma Substância, uma Vida, um Ser. A tentação que nos chega, é no sentido de nos fazer crer na existência de algo além de Deus no centro de nosso ser, o próprio EU que nós somos.

Jesus assim reagia às sugestões que lhe vinham: “Afasta-te, Satanás!”, ou seja, “afaste-se, tentação,nada me levará a crer na existência de algum poder ou vida ao lado do Uno”!


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Três Etapas de Progresso

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TRÊS ETAPAS DE
PROGRESSO
Joseph Murphy

Primeira etapa:

Nunca faça uma afirmação negativa sobre o
seu estado financeiro, tal como: “Não posso pagar o aluguel”, “Não
consigo ganhar para as despesas”, “Os negócios vão muito mal”,
“Não posso pagar minhas contas”, etc. Ao lhe ocorrer um
pensamento negativo, substitua-o pela afirmação:

“Tenho um estoque infinito em meu íntimo e todas as minhas necessidades
são satisfeitas instantaneamente”.

Pode ser necessário ter de
repeti-la cinquenta vezes por hora, mas persista que o pensamento
negativo deixará de o preocupar.

Segunda etapa:

Adquira o hábito, durante o dia, de
condicionar sua mente às riquezas divinas, afirmando:

“Deus está sempre presente para ajudar-me nas dificuldades; Deus é a
fonte instantânea e imediata de meus recursos, proporcionando-me
todas as ideias necessárias em todos os momentos e
oportunidades”

Terceira etapa:

Ao dormir, todas as noites, repita esta
grande verdade:

“Sou grato a Deus por suas riquezas sempre
presentes, imutáveis e eternas”.

Um  homem de negócios seguiu fielmente essa prescrição
espiritual e progrediu extraordinariamente; mandou
posteriormente emoldurar a seguinte citação bíblica, que mantém
em sua mesa:
“O deserto e a terra sedenta se regozijarão; o ermo
exultará e florecerá como o narciso”.
(Isaías 35:1).

Recentemente, disse-me ele: “Minha mente era um ermo e
um deserto; nada havia ali a não ser as sementes da ignorância,
do medo e da autodepreciação, além de um sentimento de
inutilidade. Atualmente, estou no caminho da vitória, da realização
e da prosperidade”.

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Orar Pelos Nossos Entes Queridos


ORAR
PELOS NOSSOS ENTES QUERIDOS

Sabedores, por experiência, do poder da oração científica, é natural desejarmos usá-la em benefício de amigos ou de familiares que se encontram necessitados. Mas, e se eles não estão interessados na Christian Science? Ou, se rejeitam o tratamento pela Christian Science? Ou se a pessoa necessitada está confiando em métodos materiais de cura?

Existe sempre algo que podemos fazer para ajudar. Podemos tratar dos nossos próprios pensamentos mediante a oração na Christian Science. Podemos substituir o medo pela compreensão da onipotência do Amor e de sua terna solicitude para com todos os seus filhos. Podemos ver, mediante o sentido espiritual, a harmonia e a perfeição do universo de Deus e do homem, exatamente ali onde a discórdia mortal parece existir. Podemos estabelecer integralmente, em nossa própria consciência, a presença do poder do Cristo para despertar, redimir, guiar e curar todos os indivíduos. Dessa maneira, podemos manter amável e cientificamente os nossos próprios pensamentos em linha com a Verdade e o Amor, e esse é um benefício espiritual positivo não só para nós mesmos, mas também para a situação toda.

Igualmente, precisamos compreender bem a diferença entre espiritualizar os próprios pensamentos, num dado conjunto de circunstâncias, e iniciar um tratamento pela Christian Science, que não nos foi solicitado. Nisso acha-se envolvido um ponto ético importante. Nossa Líder Mary Baker Eddy, refere-se a ele quando escreve: “O tratamento mental indiscriminado, sem o consentimento ou conhecimento da pessoa que está sendo tratada, é um erro de grandes proporções. As pessoas que não se apercebem de que estão sendo objeto de tratamento mental, não sabem o que as está afetando, e assim podem ser privadas de seus direitos individuais – da liberdade de escolha e do governo de si mesmas.”

É preciso compreender que o tratamento pela Christian Science é oração de natureza muito específica. É oração na qual se reconhece, sem reservas, que a Mente infinita, inclusive sua manifestação harmoniosa, é Tudo-em -tudo – e na qual se confia de todo coração no poder do Cristo, o único agente curativo. Tal tratamento é específico porque o motivo dele é orar para a pessoa que esta sendo tratada.

Quem faz o tratamento dá atenção direta ao paciente – a seus pensamentos, temores, crenças, necessidades. O motivo é satisfazê-lo com verdades específicas a respeito de Deus e do homem, com verdades que anulam tais crenças, destroem a sensação de sofrimento ou angústia, e mudam os sintomas ou evidências de discórdias por trazerem à luz os fatos a respeito do ser e do estado espiritual do homem. Assim ambos, o motivo e o enfoque, lidam especificamente com os pensamentos e o estado do paciente. Fazê-lo sem o conhecimento e o consentimento de quem está sendo tratado seria, sob circunstâncias comuns, invadir os seus direitos individuais, e nenhum Cientista Cristão que for obediente a sua religião tentaria fazê-lo.

A Sra. Eddy trata detalhadamente deste tema em seu artigo “Cura mental intrusa”; nele indica que esta regra da prática tem seu fundamento na Regra Áurea dada por Cristo Jesus: “Tudo quanto quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” Ela ressalva a possibilidade de haver circunstâncias excepcionais em que um tratamento não solicitado é admissível, como, por exemplo, em caso de acidente ou nalguma emergência, quando nenhuma outra ajuda se acha disponível.

Um ponto importante na metafísica cristã é o de que toda pretensão de pecado ou doença não faz parte alguma do homem real criado por Deus, mas é uma pretensão errônea acerca do homem, é mentira impessoal que não tem origem nem existência no ser real, com aparência de real apenas ao sentido mortal ou à mente mortal. Sabedor disto, o Cientista Cristão está sempre livre – quer o caso envolva familiares ou outras pessoas – livre para refutar e destruir, como pretensão maligna impessoal a respeito do homem de Deus, qualquer sugestão ou evidência de discórdia que se apresente em sua própria porta mental.

Ao assim proceder, mediante a oração científica e com plena observância da regra ética contra o tratamento mental indiscriminado, demonstramos o domínio que Deus deu ao homem, o domínio sobre o mal. Nosso trabalho devoto também ajuda a anular os temores, as pretensões errôneas acerca do homem e as crenças humanas em geral que haveriam de se sobrepor num caso específico. Assim se comprovam na prática, os resultados indicados nas palavras da Sra. Eddy: “Os bons pensamentos são uma armadura impenetrável; dela revestidos estareis completamente abrigados contra os ataques do erro de toda espécie. E não somente vós estareis a salvo, mas estarão, dessa maneira, favorecidos todos aqueles sobre quem repousarem os vossos pensamentos”.

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(O Arauto da Christian Science, Setembro 1992)

PERSISTÊNCIA NÃO É EXPECTATIVA!

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PERSISTÊNCIA NÃO É
EXPECTATIVA!
Dárcio
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Como as miragens captadas pela suposta mente humana nos tentam impressionar de forma hipnótica, quem estuda a Verdade precisa decididamente  se firmar unicamente em princípios e jamais em aparências! Algo análogo ao que faz um piloto de avião em vôo noturno, que conta com os instrumentos e não com sentidos humanos, para se direcionar e cumprir seus planos de vôo. A persistência na Verdade é a certeza do Bem permanente, e esta certeza precisa estar firmada nos princípios, e, de uma forma que, sejam quais forem as “miragens” que nos forem surgindo, NENHUMA seja admitida como real!

Quem diz aplicar os princípios da Verdade na “expectativa” de que eles farão surgir a harmonia em algum ponto em sua vida estará, de fato, deixando de praticá-los! A persistência nos princípios não inclui “expectativa de mudança”, pois, se incluísse, a pessoa estaria reconhecendo a ILUSÃO e não a PERFEIÇÃO! A persistência requerida diz respeito à seguinte e radical aceitação: “Seja o que for que a mente humana arrume, em termos de imagens para me iludir, minha atenção está inteira em Deus, na Perfeição, no Bem já presente, permanente, já manifesto!” Dividir a atenção, procurando ver “perfeição” e “imperfeição a ser mudada”, será deixar a “casa dividida”, e, nesse caso, mesmo que você creia estar “aplicando os princípios da Verdade”, estará, na verdade, aceitando a ILUSÃO!

“Despertar de um sonho” não significa  você viver uma expectativa de que um pesadelo se torne o melhor dos sonhos! “Despertar do sonho” é você realmente honrar a Deus como a PERFEIÇÃO universalmente evidenciada! Compreender que a
PERFEIÇÃO JÁ É! Identifique-se com esta Verdade, e nela permaneça! A “persistência” é neste sentido: “reconhecer o Reino de Deus”, enquanto a suposta “mente humana” lhe apresenta “quadros hipnóticos! Persista em se separar de todos os seus quadros, sem cair na armadilha de ficar de olho neles, na “expectativa” de que melhorem, se alterem, se harmonizem, etc. A PERFEIÇÃO JÁ ESTÁ PRESENTE! E todos os “quadros na mente” são meramente efeitos hipnóticos! Jamais divida sua atenção com eles! Dizem as Escrituras: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente estiver estabelecida em Ti”.

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Imagens Distorcidas e Verdade

IMAGENS DISTORCIDAS E  VERDADE
Dárcio


O reconhecimento sem esforço da Presença de Deus sendo tudo e todos constitui a “Prática da Verdade. É preciso, constantemente, estarmos atentos aos fatos reais, sem nos deixarmos prender além do inevitável “às aparências” que, sabemos, são falsidades, meras imagens finitas e imperfeitas que se interpõem entre nossa visão e o que é observado.

Escolha um objeto qualquer, em seu ambiente, e olhe para ele, observando com que nitidez ele pode ser observado; em seguida, pegue os óculos de outra pessoa e, com eles, repita a observação. Desse modo você notará a diferença entre os “dois objetos”, que, na verdade, são um só, apenas “visto” de duas maneiras diferentes. Note que seus olhos e o objeto, nas duas observações, foram os mesmos: apenas os “óculos” se interpuseram entre observador e observado, gerando as “distorções”.

Considere, agora, que seus “Olhos de Deus” estejam vendo, aqui mesmo, o Reino de Deus, e que, apesar de o fato ser este, você esteja “vendo” as imagens distorcidas chamadas de “este mundo”. Faça uso da analogia para entender que o “problema” está em ALGO entre seus olhos e o que eles observam, ou seja, a “mente humana” exercendo o papel dos “óculos”, antes citados. Dessa forma você entenderá o que é a “contemplação da Verdade”: Deus, sendo VOCÊ, olhando e sendo o REINO DE DEUS – que é TUDO que há para ser visto – sem se deixar enredar pelas “aparências de distorções” que as “lentes” da suposta “mente humana” lhe apresenta! Estas imagens não são o real ali presente, elas não afetam o seu Sentido verdadeiro, que é espiritual e divino, e não tornam imperfeito nada do Reino de Deus, que é perfeição permanente. Em outras palavras, “contemplar a Verdade” é simplesmente VOCÊ assumir ter unicamente o Sentido divino, contemplar a perfeição sendo TUDO, “removendo a trave do olho”, isto é, a “mente humana”. Desse modo, VOCÊ se verá discernindo a Verdade de que DEUS É TUDO e que as “aparências”, todas elas, rotuladas como boas ou más,  eram puramente ILUSÃO. “Remover a trave” é VOCÊ descartar a “mente humana”, pela admissão total e incondicional de que “tem a Mente de Deus”.

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Sim, Eu Acredito Nisso!

SIM,
EU ACREDITO NISSO!
Emmet Fox

No que você acredita realmente? Esta é uma questão vital, pois a sua crença verdadeira é que determina o seu destino. É o que o homem pensa em seu coração que importa, diz a Bíblia. Isto significa a convicção sincera, como coisa distinta do mero assentimento formal.

Se você quer saber no que acredita de fato, pode descobrir com facilidade. Simplesmente, observe o que faz. Nós sempre fazemos aquilo que acreditamos, embora, amiúde, falemos de maneira diferente. Por conseguinte, observe o que faz e isso lhe dará uma pista para as suas crenças reais.

Se suas condições não lhe agradam; se você sente que não está tirando o máximo de sua vida, mude suas crenças. Se não estão produzindo harmonia e satisfação, suas crenças atuais devem estar erradas; se for assim, mude-as e os resultados também serão mudados.

Comece a pensar em saúde e mantenha essa crença. Comece a acreditar na prosperidade, e mantenha essa crença. Comece a acreditar no Cristo que habita naqueles ao seu redor, e mantenha essa crença. Comece a acreditar que a sua Individualidade Divina está se desenvolvendo rapidamente, e mantenha essa crença.

Acredite nessas coisas, dentro do seu coração; aja como se acreditasse nelas e os resultados o surpreenderão.

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As Ilusórias Urgências Mesméricas

AS ILUSÓRIAS
URGÊNCIAS MESMÉRICAS
Dárcio

A Paz infinita da Realidade permanente Se desdobra em unidade com os supostos “acontecimentos visíveis” da vida, ou seja, a “Harmonia que É” dá origem ao “visto” neste “mundo de aparências”. Paulo disse: “O que se vê, procede do que não se vê”. Portanto, nossa atenção deve estar focada cem por cento na “Harmonia não-vista”, para que este “desdobramento” passe a ser “visto” em forma de contínuas imagens de tranquilidade, harmonia e paz!

Quando a pessoa assim vive, ela vive dentro da Lei espiritual explicada por Jesus, quando disse que o Reino de Deus, sendo buscado em “primeiro lugar”, faz com que naturalmente “todas as coisas necessárias nos sejam acrescentadas”. Os chamados “acontecimentos da aparência” nunca são “acontecimentos verdadeiros”, mas, apenas uma “ilusão”. Os reais acontecimentos são a Oniação: Deus em atividade perfeita, onipresente e harmoniosa. As “imagens visíveis” deveriam ser vistas sempre como harmoniosas e perfeitas, e isto assim será quando afastarmos com determinação todas as “influências mesméricas” que buscam sobressaltar a nossa suposta “mente humana”. Em acontecimentos considerados “urgentes” ou anormais, em que aparentemente haja uma apreensão diferenciada, como, por exemplo, numa situação em que alguém aparentemente esteja para prestar um concurso, fazer algum exame, entrevista, viagem, reunião de negócios, ou qualquer outra atividade, avaliada por ele  como “urgente”,  “especial”,  ou “essencial e muito importante”, ele terá de se firmar bem mais nos princípios absolutos, Por quê? Porque sua “apreensão”, por avaliar “aquele momento” como  “decisivo” ou  “urgente” em sua vida, ou na vida de alguém próximo a ele, poderá atuar como um “ímã mesmérico”, ou seja, em vez de ele estar convicto de que “tudo está e permanecerá em divina ordem”, poderá ser “mesmerizado” pela crença coletiva e esta lhe tentará roubar a paz. O “mesmerismo” não é poder, mas tão somente uma “sugestão mental agressiva”, e, nestas situações de “urgências”, se dermos brechas a tais sugestões hipnóticas, poderemos nos sentir arrastados por elas.

Desmantele a “crença” em “urgências” ou em “situações especiais”; contemple a Verdade de que “TUDO ESTÁ FEITO”, no Absoluto, e que, sejam quais forem os fatos ou necessidades de cada dia, “o TUDO JÁ FEITO”, pacifica e harmoniosamente, estará sendo “visto” na tela deste mundo! Não coloque atenção em “urgências” nem tampouco em “temores” de que algo possa não dar certo, ou de que o tempo disponível é pouco, etc. São estas “sugestões hipnóticas” que precisam ser cortadas ou banidas de forma enérgica e imediata pelas “contemplações” de admissão radical de que DEUS, A ONIAÇÃO PERFEITA, É TUDO!

Não se deixe perturbar pelo impotente “mesmerismo”; mantenha sua consciente UNIDADE com a ONIAÇÃO, e, dessa forma, a divina ordem, permanente na Oniação, poderá ser “vista” naturalmente também se manifestando em sua suposta “vida cotidiana”.

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A Vida Eterna e Onipresente…

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A VIDA ETERNA
E ONIPRESENTE DE DEUS
TE ENVOLVE E PENETRA!
A CURA ESTÁ SE EFETIVANDO AGORA!
UNIDADE

Além e acima das visitas encorajadoras, podemos ajudar e elevar um ente querido enfermo, pela oração e conscientização do Divino nele, como único Poder e única Presença, como Vida restauradora e sanadora.

A prece afirmativa da Verdade não pede cura. Apenas estabelece a sintonia com Deus e Sua vida onipresente. Na medida em que você compreende que esta vida está em tudo, principalmente no ser humano, como energia restauradora, devolvendo harmonia onde ela foi quebrada, suas preces se tornam uma bênção, porque suscitam o divino poder sanador e abrem caminho à cura.

A qualquer pessoa que esteja carecendo de cura, afirme com amor, convicção e fé:

“A vida eterna e onipresente de Deus te envolve e penetra!

A cura está se efetivando
agora mesmo!”

A Verdade confere autoridade espiritual às nossas preces de afirmação. Temos a convicção de que a cura está acontecendo, agora mesmo! Nada e ninguém pode obstar o amor de Deus e ele está efetivando a harmonia em todas as partes de nosso ente querido”

“E todos eram curados”.
Atos, 5: 16.

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A VERDADE SOBRE A DOR

A
VERDADE  SOBRE
A  DOR
Mary Metzner Trammell
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É deveras importante declarar a verdade sobre a dor. Quando você compreende, ainda que apenas um pouco, dessa verdade, nunca mais vai acreditar realmente na dor, pelo menos não da mesma maneira. Nunca mais vai se sentir tão intimidado pela dor. De fato, você vai se sentir desde logo liberado. Você vai começar a entender estas palavras de Cristo Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Mas qual é a verdade sobre a dor? Simplesmente esta: há uma realidade que elimina completamente a dor, a realidade totalmente amorosa e potente chamada Deus. Esse Deus sempre presente conosco, e o único Princípio do Universo, é o Espírito. Você está a salvo da dor ao reconhecer como fato que você vive na totalidade do Espírito. Que sempre vivemos no conforto sagrado do amor de Deus.

Nada pode haver de exterior à totalidade do Espírito. No entanto, a dor sugere que há algo fora de Deus, o exterior onde você e eu aparentemente vivemos, queiramos ou não. Este “exterior” é uma interpretação do mundo conforme a mente mortal/material, uma armadilha cruel da qual acreditamos não poder escapar. É um lugar em que os prazeres materiais e as dores materiais, os altos e baixos materiais, os começos e os fins materiais nos agitam como a fragmentos errantes no meio do oceano. Lugar onde a matéria vem a ser ao mesmo tempo nosso criador e destruidor, nosso defensor e nossa queda. Um lugar em que o pé encontra sempre o escorregadio, o futuro sempre incerto. Um lugar onde a matéria reina.

A matéria, o oposto hipotético da mente onipotente, pretende ter inteligência formidável. Deseja falar-nos por meio de um sistema complexo com que os cinco sentidos físicos enviam informações a um cérebro material. Essa rede de matéria-a-matéria empenha-se em nos dizer exatamente como nos sentimos em dado momento. Informa-nos se estamos estimulados ou exaustos, contentes ou doridos, alegres ou irados. Com base nessas informações, essa assim chamada mentalidade materialista decide o que podemos ou não podemos, queremos ou não queremos fazer com cada momento de nossa vida.

Há, entretanto, como antes referimos, uma enorme e conspícua falsidade em tudo isso, uma falsidade que mostra como toda essa ideia de dor é ilusória. Essa falta fatal no raciocínio é a suposição infundada de que existe inteligência, substância ou realidade além ou em separado do ser infinitamente perfeito de Deus. Compreender que essa falta é uma falta é o âmago da reiteração da verdade sobre a dor. É o cerne de nossa compreensão de que você e eu somos realmente espirituais, não materiais. Afinal, como poderia uma substância estranha como a matéria introduzir-se na criação espiritual de Deus?

Jesus compreendeu, mais absolutamente do que ninguém, a verdade do ser real, inclusive a verdade sobre a dor. Em vista disso, foi capaz de curar enfermidades dolorosas e debilitantes, tais como a lepra e a epilepsia. Foi capaz até mesmo de vencer sua própria crucificação e de ressurgir do túmulo em que fora sepultado. A Sra. Eddy escreveu estas palavras sobre o ter sido a matéria decisivamente subjugada por Jesus: “Suas demonstrações do poder do Espírito virtualmente venceram a matéria e suas supostas leis. Ao caminhar sobre as ondas, comprovou a falsidade da teoria de que a matéria seja substância; ao curar pelo meio da Mente, eliminou toda suposição de que a matéria seja inteligente, ou que possa perceber ou expressar dor e prazer. Seu triunfo sobre o túmulo foi uma vitória eterna em prol da vida; demonstrou que a matéria não tem vida e provou o poder e permanência do Espírito”.

Os discípulos modernos do Cristo podem esperar seguir o exemplo do Mestre e comprovar “a falsidade da teoria de que a matéria seja substância”. Podem desafiar e eliminar a crença em matéria inteligente, em matéria que às vezes sente mal-estar, outras vezes bem-estar. Podem esperar pensar e agir mais, a cada dia, a partir do ponto de vista da totalidade do Espírito. Esse esforço constante lhe trará muitas bênçãos, muitas curas, muita exaltação espiritual! Trará o que um dos índices marginais no livro Ciência e Saúde denomina “Bênçãos provenientes da dor”: a recompensa por estarmos vigilantes e sermos fiéis ao Espírito.

Que importância terá, porém, essa porfia, se você pode tomar algum analgésico para dar “solução rápida” ao desconforto? Talvez seja útil, nesse ponto, perguntar para onde o levará o uso rotineiro de remédios materiais. Por exemplo, levá-lo-á a depender, mais de Deus? O pensamento se inclinará para a realidade divina? Haverá oportunidade de confiar absolutamente em Deus e de provar o quanto Seu amor está próximo, quanto é forte e sanador, e de assim glorificá-Lo?

Se a resposta a essas perguntas for negativa, talvez você queira abrir o coração para a oração como um meio poderoso de pôr fim à dor. E você poderá descobrir que, para você, a oração é bem mais eficaz do que milhares de remédios contra a dor que inundam o mercado, desde aspirina até acupuntura, desde fisioterapia até florais, desde hipnotismo até massagens e técnicas de yoga para “levitar”. Talvez você queira procurar, na Ciência do Cristianismo, de que modo estar livre da dor, como o fez recentemente uma amiga, ao dar à luz o primeiro filho.

Ela e o marido oravam havia meses antes da chegada do bebê, sentindo amor pela natureza ideal, espiritual, dos filhos de Deus. Por ocasião do parto, eles e a praticista da Ciência Cristã que os acompanhava em oração durante a gravidez, tinham absoluta certeza de que o bebê era filho precioso de Deus, que estava protegido e mantido em perfeição por seu divino Pai-Mãe.

Quando, porém, a mãe sentiu as primeiras contrações, subitamente temeu ser incapaz de suportar a dor, principalmente depois que as parteiras presentes a avisaram de que as contrações ficariam ainda mais fortes. Com cada contração, porém, o marido lhe garantia com muito amor que tudo estava bem. Falava-lhe em voz alta maravilhosas verdades cristãs, que muitíssimo a ajudaram. Ele repetia para ela, mais que tudo, “a exposição científica do ser”, em Ciência e Saúde da Sra. Eddy, exposição que conclui com esta frase sanadora: “Por isso o homem não é material; ele é espiritual”.

Pouco depois o bebê nasceu. As parteiras comentaram que foi um dos partos mais naturais e bonitos que já tinha visto. Acima de tudo, porém, impressionou-as a maneira como a mãe se portou durante as contrações. Disseram: “Você se acalmava assim que seu marido lhe falava sobre Deus”.

Não é de surpreender que as palavras do marido acalmassem a esposa. Eram palavras da verdade, palavras de amor. Antes que as parteiras se retirassem, naquela noite, duas delas levaram consigo exemplares de Ciência e Saúde. (A terceira já possuía um exemplar!) Agora, as três estão lendo o livro que, tal como a Bíblia, é famoso pela verdade que expõe. O livro que, pela primeira vez na história, declara a verdade absoluta sobre a dor: “… não há dor na Verdade, e não há verdade na dor”.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ , junho 1996)

Preocupação é Hipnotismo

PREOCUPAÇÃO É
HIPNOTISMO
Dárcio
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Se, diante de alguma situação da vida, você perceber estar preocupado com alguma coisa, como se uma ideia obstinada não saísse de sua cabeça, tirando-lhe a alegria do “agora”, saiba que isto não vem de você, mas sim do hipnotismo coletivo! Deus está Se manifestando como sua identidade naquele momento; e Deus é princípio ativo e não preocupado! Estar em ação em consciente unidade com Deus é ser livre; mas, estar preocupado, com uma ideia obsessiva na mente, que gera ansiedade acima do normal, que deseja ver a solução para aquela situação obstinadamente, uma ansiedade que lhe expulsa a paz interior, significa se tornar presa fácil do “hipnotismo”. A preocupação oculta-lhe a Verdade de que “você é um com Deus” e, portanto, totalmente “suprido de tudo” em função desta UNIDADE!

O mundo visível não é realidade! O que é Realidade é Deus em atividade amorosa, perfeita e onipresente. Portanto, para que a situação se resolva naturalmente, da melhor forma possível, e sem deixa-lo vítima de preocupações desgastantes, que apenas atrasariam o surgimento da solução ideal, você deve meditar e reconhecer o que, de fato, é verdadeiro do ponto de vista de Deus. Você anula rapidamente a “influência hipnótica” chamada “preocupação” quando deixa de avaliar a situação pelas aparências para “enxergar” o que Deus vê em seu lugar. Para isso, medite e faça uso de indagações! Pergunte-se, por exemplo:

“Esta situação é real? É eterna? Existia há milênios? Ou é “mesmerismo” e mais nada? O que a mente humana capta é o que realmente ali se encontra presente? Ou aquilo é meramente uma ilusão temporal? Deus, sendo o meu ser individual, está preocupado com esta situação? Ou ela apenas aparenta existir por estar a mente carnal se fazendo passar pela minha Mente, que é a Mente de Cristo?”

Fazendo estas indagações, a “Luz da Consciência” apagará as trevas da preocupação! Seja qual for o quadro aparente diante de você, ele é ilusório! A Realidade é INVISÍVEL para a suposta mente humana! Permaneça consciente de que, pelo conservar-se em plena paz interior, sua sintonia com a Verdade atrairá espontaneamente a melhor solução possível a ela. “O que se vê, procede do que não se vê”, ou seja, se você estiver “vendo” unicamente a Verdade, unicamente o que Deus reconhece como realidade, sem se deixar enredar pelas aparências, esta “visão” gerará a “aparência de solução”, e você terá desmantelado o “hipnotismo” sem resistir ao mal, sem acreditar nele e sem se preocupar com ele! Como disse Jesus, “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”.

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POR QUE HÁ PESSOAS QUE NÃO SE CURAM?

POR QUE
HÁ PESSOAS QUE
NÃO SE CURAM?
Masaharu Taniguchi
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A oração e a mentalização são os meios que nos colocam em contato com a grande força curativa do Universo.
Mas há pessoas que não se curam de suas doenças, por mais que orem ou mentalizem.
Como explicar isso?

A oração não deve ser feita somente da boca para fora. A oração é o estado de elevação do espírito,

é o estado de alta frequência da fé, é o estado em que se confirma ter recebido as graças de Deus, é o estado em que se nega totalmente
a existência do mal e se afirma unicamente a existência de Deus.

Por isso, na oração ou na mentalização em que não atingimos esse estado espiritual, nem sempre

conseguimos obter pleno resultado. Este é o motivo por que Jesus Cristo disse: “Se tiverdes fé
como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui
para acolá, e ele passará.”
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Você Nunca Está Onde Está a Ilusão

VOCÊ NÃO ESTÁ ONDE
ESTÁ A ILUSÃO
Dárcio
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É comum a pessoa usar palavras dos ensinamentos metafísicos como sinônimas de problemas! Assim, em vez de afirmar, por exemplo, “estar com dor de cabeça”, afirma que “na aparência está com dor de cabeça”, ou que “está com uma ilusão de dor de cabeça”, etc. Os termos não são sinônimos e sim veículos de anulação da crença falsa na mente!

A maioria encontra tempo enorme para ir a médicos, hospitais, farmácias, etc. Entretanto, os chamados “problemas físicos” não estão na matéria e sim na mente humana. Muitos textos explicam que a situação aparentemente “física” é, na verdade, uma “sugestão mental”, puro “hipnotismo”. Se a pessoa, lendo isso, apenas seguir adiante, trocando o nome da “ilusão” de “problema físico” para “hipnotismo”, de nada lhe valerá este estudo! Assim como ela acharia tempo para “se cuidar fisicamente”, ela terá de achar tempo para “lidar com a sugestão hipnótica”.

Se em dia quente um hipnotizador iludir alguém pela sugestão de que “ele está tremendo de tanto frio”, a pessoa hipnotizada se mostrará dentro daquele efeito hipnótico! Tão logo a sugestão se encerre, ele voltará a sentir o “calor do dia”, que não teria se alterado em nenhum momento. Para não mais sentir o “frio ilusório”, a pessoa teria de discernir que a mente humana, usada pelo hipnotizador para enviar-lhe a “sugestão hipnótica”, não é a sua mente iluminada, divina e intocável pelo mesmerismo, ou seja, teria de estar preparado espiritualmente, consciente de que, por “ter a mente de Cristo”, toda sugestão hipnótica somente poderia “atuar” onde “ele nunca esteve, está nem estará: nas crenças vazias da mente humana, ou no “mundo” visto supostamente por ela. As pessoas “sentem” os problemas e dificuldades porque julgam estar onde estas crenças falsas estão! Envolvem-se com os “efeitos hipnóticos”, endossam todos eles e ainda reclamam, dizendo: “Que força tem a ilusão!”

Este estudo requer muito tempo, meditação, dedicação e trabalho. Jesus disse: “Trabalhai pela comida que não perece!” Não disse “Descansai pela comida que não perece”. Muitos dão um tempo enorme às crenças materiais, policiam dietas, fazem visitas rotineiras de “check up”, frequentam academias de ginástica, hidromassagem, etc. Se a dedicação à “comida que não perece” fosse igual, saberiam que “buscando o REINO em primeiro lugar” teriam a qualidade de vida que tanto buscam na matéria!

Todos os supostos “problemas” são “sugestões hipnóticas”; assim, quem quiser se livrar delas, terá realmente de se dedicar, discernindo que “sentem unicamente o que a Mente de Cristo capta”, e nunca o que a ilusória “mente humana” sugere para que cegamente endossem! Assim como o “dia de calor” nunca muda, diante da “sugestão de dia frio” enviada pelo hipnotizador, VOCÊ, sendo EXPRESSÃO DE DEUS, nunca muda, diante das “sugestões” vindas do “hipnotismo coletivo”. ONDE VOCÊ ESTÁ, DEUS ESTÁ! ONDE SUA MENTE DIVINA ESTÁ, ESTÁ A PERCEPÇÃO ÚNICA DA PERFEIÇÃO! Entenda que o “mesmerismo” jamais atua em VOCÊ nem em SUA MENTE! Posicione-se na VERDADE, observe o “efeito hipnótico” já estando “fora de você”, e insista no reconhecimento da Verdade até provar, por você mesmo, que VOCÊ NUNCA ESTÁ ONDE ESTÁ A ILUSÃO! Nem poderia! Ilusão é NADA!

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A Verdade Se Ativa Pela Sua Atividade

A VERDADE
SE ATIVA PELA SUA
ATIVIDADE
Dárcio
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Quem espera que a Verdade atue para aliviar-lhe sofrimentos, resolver-lhe problemas, etc, é quem se acha “um” e a Verdade sendo “outra”. Jesus disse: “Eu Sou a Verdade”. Explicava que nossas atividades são a Verdade em ação. Toda a Verdade está em atividade perfeita; assim, em vez de se posicionar como “outro” a ser beneficiado por Ela, veja-se SENDO A PRÓPRIA AÇÃO DA VERDADE!

Assim como Jesus repreendeu o vento e ordenou ao mar revolto que se acalmasse, repreenda as “aparências de tempestades” que a mente humana exibe à sua frente! Não as veja como “realidades a serem dominadas”, mas como puras “nulidades”: sem substância, sem vida e sem presença. Olhe-as de frente, com  os “olhos da Alma” reconhecidos como Onivisão; então, faça estas imagens fraudulentas se reduzirem a “nada”. Aparências não são “atividades”, são “miragens”. A Verdade é VOCÊ, ativo como a Verdade, numa UNIDADE INFINITA que exclui falsidades! Todas as “aparências” são “nulidades” que, estando à sua frente, apenas “esperam” que VOCÊ as anule!

A Verdade é a Consciência infinita, ativa, com a qual VOCÊ é um! Contemple-se como Atividade da Verdade! Perceba a Verdade sendo a totalidade do Universo, de sua Identidade específica e do seu Corpo. Afirme com conhecimento: “Eu Sou a Atividade da Verdade Infinita! A Verdade está ativa porque EU SOU ativo como a Verdade! Eu Sou a Verdade!”

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O Momento É Agora

O MOMENTO É
AGORA

EMMET FOX
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O momento escolhido por Deus para a sua demonstração é agora. O momento em que Deus quer que você seja curado é agora. O momento em que Deus deseja que você esteja em seu verdadeiro lugar é agora. A Bíblia diz que o dia da salvação é agora.

Deus estará pronto no momento em que você estiver. Nada há para esperar, a não ser a mudança de sua própria consciência. As pessoas costumam dizer: “Sei que minha demonstração virá na hora certa”. Mas a hora certa de estar feliz e satisfeito é agora. O momento de ser feliz é agora, e o lugar é aqui. Jesus não disse: O Reino dos céus está próximo? Com isso ele queria dizer “agora”.

Não fique de fora do Reino dos Céus inventando adiamentos, mas mude sua consciência agora, pois tudo pode acontecer em um momento.


“Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos”.
Romanos 13: 11

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Alegria e a Cura da depressão- 2

ALEGRIA E A CURA DA
DEPRESSÃO
Marvin J. Charwat
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PARTE II – FINAL
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À medida que vislumbramos essas grandes verdades e as pomos em ação, vemos que o homem (a verdadeira individualidade de cada um de nós) está totalmente separado do mal. Sua verdadeira identidade, como ideia espiritual de Deus, já está e sempre estará livre da depressão ou de qualquer outra condição negativa. Essa verdadeira individualidade habita para sempre no amor e bondade de Deus – inspirada, incontaminada e completa.

Numa dada ocasião comecei subitamente a ter crises de depressão. Depois de orar, percebi que estava perturbado pelo sofrimento que há no mundo, sem dúvida uma preocupação para qualquer pessoa que se importa com os problemas dos outros e que quer ajudar a humanidade. Pensamentos desesperados apareceram, insistindo em que não havia soluções práticas. Essa depressão bloqueou a ideia ilimitada de que, através da oração, podiam aparecer respostas certas. Quando esses pensamentos intrusos batiam com toda a força à porta mental, perguntava a mim mesmo: “Qual é a solução?” Tornou-se claro que um estado mental depressivo não iria ajudar. Dei-me conta da necessidade de vigiar o meu pensamento mais profundamente e expressar a todos, incluindo a mim mesmo, mais daquela alegria e daquele amor derivados de Deus, que contribuem para a cura.

Percebi que tinha de ser obediente à admoestação da Sra. Eddy para nos defendermos da sugestão mental agressiva. Precisava permanecer mais na totalidade todo-amorosa de Deus, que expulsa – exclui – o pensamento que pretenderia fazer do mal uma realidade. Isso não significa que ignoremos o sofrimento humano, mas apenas que não permitiremos que o poder curativo de Deus seja esquecido. Na proporção em que reconhecia e afirmava a total presença e onipotência de Deus e me agarrava a essa realidade com toda firmeza e vivacidade – rejeitando tudo o que fosse diferente do bem – a depressão começou a desaparecer rapidamente. E ao expressar cada vez mais a boa disposição e o amor por todos, o estado mental depressivo desvaneceu-se.

Comecei a ver então alguns sinais de ajuda a países e populações distantes, evidência de que o Amor de Deus estava, de fato, presente. E senti-me impelido  a aumentar a minha contribuição para uma organização humanitária que tem, desde há muitos anos, desempenhado um papel importante ao ajudar povoações a saírem da pobreza, de maneira digna.

Deus nos ama. Por isso é vital para o nosso bem-estar que amemos a nós e aos outros com um amor espiritual, com um cristianismo que reflita a bondade curativa de Deus. É reconfortante saber que nossa capacidade para fazer isso vem do próprio Deus e é, por essa razão, ilimitada.

Quando estamos deprimidos com as condições do mundo ou qualquer outro desafio, a resposta curativa é lembrar que só o bem é real. E que, apesar das aparências, Deus reina e podemos regozijar-nos em saber que Seu governo é supremo. Seu universo espiritual está intacto agora mesmo, e um claro reconhecimento dessa verdade ajuda a abrir caminho para que esse fato se torne mais aparente mesmo nos cantos mais longínquos do mundo.

Essa percepção curativa, baseada na lei espiritual, nos eleva,renova, revigora e restaura. Ela nos dá domínio e satisfaz nossa necessidade de consolo espiritual. Pode até fazer com que tenhamos vontade de cantar. Então, tal como o Salmista, podemos declarar: “A bondade de Deus dura para sempre.”

(Transcrito de O Arauto da Ciência Cristã – Agosto 1994)
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Alegria e a Cura da Depressão

ALEGRIA
E A CURA DA DEPRESSÃO
Marvin J. Charwat
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PARTE I
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Um jovem ia a assobiar e a cantarolar enquanto caminhava pela rua. Um homem que passava perto perguntou-lhe: “Por que é que estás tão contente?” O jovem pensou por um momento e respondeu: “Você precisa de um motivo para estar contente?”

Certamente, há coisas que nos fazem felizes e que são normais, apropriadas e expressam algo do cuidado de Deus por Sua criação, como, por exemplo, um bom emprego que traz satisfação, um local adequado para viver ou amigos queridos.

Mas, à medida que progredimos em nossa compreensão espiritual de Deus, começamos gradualmente a deixar de buscar em pessoas, lugares e coisas a razão para a nossa felicidade, buscando-a em nosso Criador, a fonte da verdadeira e permanente alegria e satisfação.

Estaremos discriminados por não termos alcançado um certo objetivo? Será necessário que ele se concretize para ficarmos felizes? Então, talvez precisemos adquirir um melhor conceito da alegria que já pertence ao homem como semelhança de Deus. A nossa alegria, no momento, deve ser natural e contínua.

As circunstâncias não nos podem dar satisfação permanente, pois estão sujeitas a mudanças, por vezes bruscas – agradáveis agora e desagradáveis daqui a pouco. Elas estão baseadas na avaliação da mente humana mortal, que as considera boas e agradáveis ou más e desagradáveis. Mas a única fonte genuína e permanente do pensamento é a Mente divina, Deus, o Amor perfeito.

Em última análise, a verdadeira felicidade está baseada numa compreensão espiritual de sermos inseparáveis do Amor divino. À medida que espiritualizamos nosso pensamento através da oração, de um estudo profundo da mensagem inspirada da Bíblia, de uma compreensão crescente do livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, de autoria da Sra. Eddy, e de uma crescente expressão de pureza e amor, cultivamos esta compreensão e nossa vida é regenerada. Buscar a Deus em primeiro lugar, fazê-lo nossa primeira opção, torna-se nosso primeiro desejo e objetivo na vida. Lentamente, mas com segurança, abandonamos o sentido limitado e deprimente de que o bem tem sua origem nas pessoas, lugares ou coisas. Em vez disso, apercebemo-nos de que, como reflexo de Deus, incluímos todo o bem e que Deus é a sua fonte. Então, uma vez abandonada a visão limitada e materialista, tudo o que é normal e correto começa a aparecer. Cristo Jesus disse-o de modo sucinto:

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

Apesar disso, o pensamento materialista declara o oposto. Ele diz:

“Preciso de algo ou de alguém para me fazer feliz ou, pelo menos, satisfeito. Talvez eu possa sair dessa profunda depressão, tomando drogas ou bebendo. Talvez eu precise de prazeres sensoriais ou de um grande divertimento. Pelo menos isso pode servir como alívio temporário para a minha depressão”.

No entanto, permanece o fato de que a felicidade tem uma fonte divina. Como a Sra. Eddy diz em Ciência e Saúde: “A felicidade é espiritual, nascida da Verdade e do Amor. Não é egoísta; por isso, não pode existir sozinha, mas exige que toda a humanidade dela compartilhe”.

Sim, a felicidade é uma qualidade da Verdade e do Amor. E quando expressa num viver cristão e cheio de amor, ela brilha com alegria e aumenta dentro de nós. Ela satisfaz nossa necessidade e a do nosso próximo na proporção em que a expressamos. Ela satisfaz, em certa medida, a necessidade do próprio mundo, porque sua origem é a própria fonte luminosa e rejuvenescente da Vida divina!

Essa maravilhosa qualidade espiritual torna-se mais natural para nós à medida que percebemos que ela é inerente à nossa própria individualidade que faz parte da nossa herança divina. Podemos perceber assim que é da vontade de Deus que nós expressemos alegria.

E que dizer da depressão? Não será ela realmente o resultado de não nos sentirmos amados? Isso pode parecer muito legítimo, mas não é um sentimento que vem de Deus, pois Ele está sempre a amar-nos, envolvendo-nos na Sua amorosa e terna totalidade. Então, se queremos sentir-nos amados e despir o manto preto da depressão, podemos fazê-lo. Como? Voltando-nos para o Amor divino em oração, permitindo que os pensamentos amorosos de Deus encham nossa consciência com sua luz e poder vitalizantes.

Mas, uma vez cheio nosso “celeiro” mental”, não podemos deixar que o “cereal” estrague. Temos de partilhar o amor espiritual que sentimos, expressá-lo a outros na forma de interesse pelo seu bem-estar, num sorriso, numa palavra simpática ou numa boa ação. E, acima de tudo, podemos vê-los como filhos de Deus – espirituais, completos, inteligentes e amados. Podemos saber que eles não são, na verdade, personalidades físicas sujeitas aos altos e baixos das circunstâncias, mas descendentes incorpóreos da única Mente amorosa, divina e imortal. Essa correta perspectiva é cristãmente científica e traz cura.

Continua..>

A Cura Pela fé

A
CURA PELA FÉ
Mary Baker Eddy
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Frequentemente se pergunta: Por que as curas pela fé são às vezes mais rápidas do que algumas das curas efetuadas por Cientistas Cristãos? Porque a fé é crença e não compreensão; e é mais fácil crer do que compreender a Verdade espiritual. Admitir as pretensões dos sentidos corpóreos e pedir alívio a Deus, baseando-se num conceito humanizado de Seu poder, não exige tanto que carreguemos a cruz, demanda menos abnegação e menos Ciência divina, do que negar estas pretensões e aprender o caminho divino – ou seja, beber do cálice de Jesus, ser batizado com seu batismo e alcançar a meta através da perseguição e da pureza.

Milhões são os que creem em Deus, ou o bem, sem apresentarem os frutos da bondade, por não terem alcançado sua Ciência. A crença é virtualmente cegueira, quando admite a Verdade sem compreendê-la. A crença cega não pode dizer com o apóstolo: “Sei em quem tenho crido”. Existe perigo nesse estado mental chamado crença, porque se a Verdade for admitida, mas não compreendida, pode perder-se, e o erro pode entrar pelo mesmo canal da crença ignorante. A cura pela fé tem adeptos sinceros, cuja prática cristã está muito mais adiantada que sua teoria.

O trabalho de cura, na Ciência da Mente, é o poder mais sagrado e salutar que se pode exercer. Meus alunos cristãos, imbuídos do verdadeiro sentido do grande trabalho que os espera, entram nesse caminho reto e estreito, e trabalham conscienciosamente.

Sigamos o exemplo de Jesus, o Mestre metafísico, e adquiramos suficiente conhecimento do erro para destruí-lo com a Verdade. Não se pode subjugar o mal com o mal; só se pode vencê-lo com o bem. Esse fato evidencia a nulidade do mal, bem como aquela substancialidade que é eterna; apoia o Princípio divino e melhora a raça de Adão.

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AUTOTRATAMENTO ESPIRITUAL ESPECÍFICO

AUTOTRATAMENTO
ESPIRITUAL ESPECÍFICO
Dárcio

Quando alguém se identifica como  um ser humano, que tenha passado por alguma situação que o tenha  deixado com “marcas de imperfeição” pelo corpo, o chamado “tratamento específico” pode e deve ser utilizado em suas contemplações da Verdade. Os termos “tratamento” e “cura” não são exatamente os mais indicados, uma vez que DEUS É TUDO; porém, são termos práticos utilizados para que a pessoa a entenda de que  forma se livrará da “ilusão”.

Suponhamos que alguém tivesse levado um tombo e, na semana seguinte, passasse a se sentir incomodado por supostas dores atribuídas àquele acidente. Se ele fizer meditações contemplando a Verdade específica para o caso em questão, os resultados visíveis  poderão ser mais rápidos! Tratar especificamente uma “ilusão” significa desmantelar, uma a uma, suas raízes daquela situação fraudulenta. Em nosso exemplo, a pessoa reconheceria a totalidade de Deus, Sua presença estando exatamente naquele “ponto” em que a ilusão argumentasse existir a dor, também reconheceria a inexistência do “tempo passado”, em que a mente humana estivesse lhe sugerindo ter “acontecido o tombo”. Reconheceria unicamente O AGORA, expulsando completamente de sua aceitação tanto o tempo como o próprio acidente. Unicamente o AGORA estaria sendo considerado e preenchido completamente pela admissão radical da presença da perfeição da Substância real, que é Deus. Reconheceria que, no exato lugar em que a mente humana dizia haver “olhos humanos”, e vendo “acidente humano”, já estaria existindo, de fato,  a VISÃO DIVINA enxergando unicamente Deus como Luz, Amor e Perfeição. Reconheceria que, no lugar da mente humana, que vinha testemunhando o tombo e suas sequelas, EXISTE A MENTE DE DEUS, reconhecendo no exato local, unicamente Sua própria Substância espiritual divina, pulsando em divina ordem, e, ali, constituindo e mantendo a presença da Perfeição absoluta!

O autotratamento específico é, portanto, a substituição completa do quadro ilusório, das causas ilusórias e dos efeitos ilusórios pelos fatos espirituais eternos, perfeitos e verdadeiros. Poderá acontecer , logo após  estes “tratamentos espirituais” serem realizados, de as condições da aparência se mostrarem iguais ou piores do que antes, em vez de desaparecerem de imediato. Não esmoreça! A “ilusão” estará se desintegrando! A Verdade estará irradiando sua Luz no exato lugar em que trevas eram antes aceitas! Afirme que o “tratamento espiritual” está agindo continuamente pela atividade onipotente da Verdade, confirme que em Deus NUNCA há dores, sofrimentos nem acidentes, e, repita o tratamento algumas horas depois, sem nunca pensar no problema nos intervalos entre os tratamentos. E, quando ocorrer a chamada “cura”, reforce para si mesmo a Verdade de que jamais um Filho de Deus esteve com problema, doença e dor, para que pudesse ser curado! Apenas uma ILUSÃO foi dissipada! Em outras palavras, apenas uma “ilusão temporária” foi substituída pela VERDADE, assim como um cenário encoberto temporariamente por uma “neblina” volta a ser visto, quando ela é dissipada pelo Sol.Assim como a “neblina” jamais teria alterado o cenário, a “ilusão” jamais alterou VOCÊ, que é DEUS sendo VOCÊ!

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Do Intelecto à Percepção Iluminada

DO INTELECTO
À PERCEPÇÃO ILUMINADA
Dárcio
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Mesmo enquanto o suposto intelecto humano lê um artigo sobre a Verdade, a Consciência da Verdade já está, evidentemente, atuando no leitor. O texto não objetiva ensinar, mas deixar o tema levantado para que a “percepção”, que já existe, da parte de “Deus sendo o Eu que somos”, seja espiritualmente discernida. Por exemplo, se a pessoa lê que DEUS É TUDO, esta informação não irá fazer com que DEUS SEJA TUDO! Já É! Contudo, com o assunto sendo levantado pelo texto, a pessoa poderá se dar conta de estar uno com a Verdade, deixando, desse modo, de se identificar com as variadas crenças dualistas, todas falsas, que a poderiam estar mesmerizando.

A “Unidade” emprega muito a expressão “Deixe ir, deixe Deus”, com o objetivo de deixar cada um consciente de que “algo além de Deus” deve ser liberado de nossa aceitação. O sentido é este: se não é de Deus, se não é perfeição, “deixe ir!”; livre-se imediatamente daquilo, encarando-o  como “vapor de inexistências”;  ao mesmo tempo,  contemple a permanência de Deus, da Perfeição! “Deixe Deus!”

Esta prática realmente levada a sério com assiduidade evita que nos identifiquemos com as falsidades dos sentidos humanos, além de evitar, também, que entremos em lutas insensatas contra pura ilusão. DEUS É TUDO! Todas as falsidades são NADA! As sensações ilusórias, frutos de mero “hipnotismo de massa” devem, assim, ser anuladas pela ação das leituras via intelecto, e pela soltura da ilusão e aceitação incondicional da Verdade eterna: Deus é Tudo! Por isso, apenas leituras não são suficientes! Elas existem e se mostram proveitosas quando cumprem este propósito de fazer com que nos desapeguemos de todas as crenças falsas para ficarmos unicamente com a Verdade.

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O Corpo Não Visto

O
CORPO NÃO VISTO
Dárcio
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Paulo revela que “somos o Templo de Deus”, referindo-se ao Corpo de Luz que está sendo o Corpo único de todos nós. Assim como uma árvore aparenta se formar no “solo das aparências”, mas estando, na Verdade, completa e perfeita no Projeto-Essência da Mente divina,  com o Corpo
acontece exatamente a mesma coisa: encontra-se completo e perfeito no Agora da Eternidade!

Medite e contemple dedicadamente seu Corpo real, que está agora manifesto como “Corpo de Luz”. Contemple a Luz divina constituindo cada “parte” deste Corpo esplendoroso! Jamais aceite que o Corpo seja a “aparência de corpo” mostrada pela mente humana. Aquele é mera “imagem mental” limitada e distorcida, esteja se mostrando saudável ou não! Portanto, tire dessa imagem toda a sua atenção e entenda que Deus, em VOCÊ, Se expressa como Corpo! “Deus e Corpo são UM”. Esta Unidade é o Corpo “não visto” pela mente humana, mas que será “visto” por ela no “mundo das aparências”. A Bíblia diz: “O que se vê, procede do que não se vê”; assim, “intua” com dedicação a presença de Deus como o Corpo real que é o seu Corpo;  assim, ele será “visto” como uma “sombra”  procedente do “não visto”. É por esse motivo que a Metafísica diz que “toda aparência insinua a presença da Realidade subjacente”. No caso, esta Realidade é o seu Corpo, eternamente perfeito e luminoso, o “Templo de Deus”, o seu Corpo real, atual e único!

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