Quando Não se Sentir Uno com Deus

QUANDO NÃO SE SENTIR
UNO COM DEUS
Dárcio
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“Eu sou a videira, e vós sois os ramos onde o Pai é o Agricultor”, disse Jesus, para explicar que unicamente a “unidade perfeita” é Realidade. Não há, de fato, seres “desgarrados” de Deus como consta, na Bíblia, a parábola da “ovelha desgarrada” Tal ovelha simboliza “alguém supostamente distante de Deus”, mas jamais o homem está separado de Deus! Que pode fazê-lo se sentir assim ou, aparentemente, agir como se estivesse munido de vontade pessoal e diferente da Vontade de Deus? Meramente uma  hipnótica sugestão de “crenças coletivas”. Não  que a Vontade de Deus seja apenas  soberana; a Vontade de Deus é a única que tem realidade! Portanto, quando por qualquer razão, você encontrar dificuldades para meditar e se sentir uno com Deus, note, antes de tudo, que Deus está percebendo ser uno com você! Contemple serenamente esta Verdade, até que a atividade mesmérica das crenças do mundo seja reduzida a “nada”.

Deus é, agora e sempre, uno com toda a Existência absoluta da qual, obviamente, fazemos parte. Contemple a Inteligência divina reconhecendo esta Unidade e, antes que encerre sua meditação, contemple que a Mente divina, que você reconheceu estar ciente de ser una com você,  consciente da Unidade perfeita que somos, é exatamente a mesma que VOCÊ POSSUI! Dessa forma, a crença falsa em “ovelha desgarrada” será destruída!

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Filho de Deus Nunca se Aposenta!

FILHO DE DEUS NUNCA
SE APOSENTA!
Dárcio
.“Falta muito para você se aposentar?” – Quantas vezes esta pergunta não deve ter sido formulada! As pessoas acreditam serem elas que trabalham, que são delas próprias as forças e energias que usam para dar as diretrizes à vida, e que, portanto,  “ao se aposentarem”, é que começarão a ter uma vida realmente boa! O conhecimento da Verdade exclui esse amontoado de crenças falsas! Contemplamos, em nós mesmos, a imortal e infinita VIDA DE DEUS e, passamos a agir a cada instante em conformidade com as atividades que nos forem surgindo! A alegria está em nos conservarmos ativos, e nunca por estarmos para nos aposentar humanamente! Esta crença em “aposentadoria” precisa ser repudiada e expulsa com total vigor!

Quem deu início à propagação da Seicho-No-Ie no Brasil, foi o Prof. Miyoshi Matsuda. Quando, em idade avançada, disseram-lhe que o estariam aposentando, ele respondeu:
“Somente Deus me aposenta!” E, mesmo ficando sem o antigo cargo, passou a ir diariamente à Sede Central para ficar fazendo a “Oração pela Paz Mundial”, até enquanto esteve visível “neste mundo”.

Jesus disse: “Meu Pai trabalha até hoje, e eu trabalho também”. Explicava que a ação do Pai é a ação do Filho! Aquele que se diz cansado, esgotado, louco por se aposentar, é exatamente o “eu” que jamais foi a real identidade de qualquer Filho de Deus! Este “ego” sempre quer dar as cartas! Mas, como cavalo bravio, precisa ser domado e posto em seu devido lugar! Vivemos porque Deus vive! Agimos porque Deus age! O que percebemos ser nosso papel executar, é o papel que devemos estar executando! Com alegria, sem cansaço, sem esmorecimento, sem espera por reconhecimento ou recompensas, e sem avaliações intelectuais materiais e temporais! Deus é TUDO e, cada um de nós deve discernir unicamente esta Verdade! Assim, toda conversa fiada sobre “aposentadoria” será varrida de nosso vocabulário, para podermos lembrar, a todos os demais, que também eles devem fazer o mesmo! Podem existir mudanças contínuas de atividades; o que não pode, porém, é haver o encerramento delas, criado por um mísero e nocivo pensamento mortal que  possa sutilmente murmurar a alguém: “É hora de você parar com tudo! Você já está realizado!” O oposto é verdadeiro: por realizarmos nossa UNIDADE COM DEUS, jamais paramos! Não existe Deus algum aposentado!

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A Grande Revelação -2

A GRANDE REVELAÇÃO
Mary Baker Eddy
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PARTE II – FINAL
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A Ciência Cristã declara que a doença é uma crença, um temor latente, que se manifesta no corpo em diferentes formas de medo ou moléstia. Esse temor é formado inconscientemente no pensamento silente, como quando despertais do sono e vos sentis mal, experimentando o efeito de um temor de cuja existência não vos apercebeis; mas se adormecerdes, realmente conscientes da verdade da Ciência Cristã – ou seja, de que a harmonia do homem é tão inviolável como o ritmo do universo – não podereis despertar com medo ou sofrimento de espécie alguma.

A Ciência diz ao medo: “És escuridão, o nada. Estás sem “esperança”, e sem Deus no mundo. Não existes, e não tens o direito de existir, porque “o perfeito amor lança fora o medo”.

Deus está em toda parte. “Por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo”; e esta voz é a Verdade que destrói o erro, é o Amor que lança fora o medo.

A Ciência Cristã revela o fato de que, se o sofrimento existe, é só na mente mortal, pois a matéria não tem sensação e não pode sofrer.

Se expulsais da mente mortal toda sensação de doença e sofrimento, essa sensação não poderá ser encontrada no corpo.

A posteridade terá o direito de exigir que a Ciência Cristã seja exposta e demonstrada em sua santidade e grandeza – e embora o ensinado ou o aprendido seja pouco, que esse pouco seja correto. Que haja leite para as criancinhas, mas não permitais que o leite seja adulterado. A não ser que se siga esse método, a Ciência da cura cristã se perderá outra vez e o sofrimento humano aumentará.

Provai a Ciência Cristã pelo seus efeitos sobre a sociedade – quanto à ilusão do pecado , da doença e da morte – produzem melhores frutos de saúde, justiça e Vida, do que a crença na realidade dessa ilusão jamais produziu. A demonstração da irrealidade do mal destrói o mal.

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As Leis Divinas de Suprimento

AS LEIS DIVINAS DE
SUPRIMENTO
Dárcio
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Vivemos num Universo infinito, mas a crença em mundo tridimensional ainda ilude e predomina, e vemos filhos e filhas de Deus imaginando uma vida de dificuldades, em muitas áreas, unicamente por desconhecerem os dois pontos essenciais de geração do suprimento visível:

(1) -somos filhos ESPIRITUAIS de Deus. Deus não reconhece filhos na ilusória “matéria”.

(2) -toda herança celestial está já creditada em nosso nome. Quando nos apresentamos a Deus como SEUS FILHOS ESPIRITUAIS, esta herança nos é entregue.

Estou postando, pelo BLOG DO FACHO DE LUZ, um estudo amplo sobre as Leis Divinas de Suprimento. Não tem cabimento existirem estas Leis à disposição de todos, e a humanidade viver preocupada por não ter conhecimento delas! O desconhecimento gera emprego errôneo, e, em vista do emprego errado das Leis, encontramos gente culpando Deus, reclamando de Deus, ou se comparando com outros que veem em situação melhor,  ficando, assim, descontentes por acreditarem em “desigualdade e injustiça sociais”; enfim, estão vivendo uma ILUSÃO!

Deus e Homem são um! O conhecimento das Leis faz com que ajamos em UNIDADE com Deus, em UNIDADE com Sua Vontade e Suas Leis, e, desta vida em comunhão reconhecida, decorre a “Vida pela Graça”.

Divulguem estes estudos, tanto pelo Blog como por textos esparsos extraídos dele! A Verdade liberta o homem, e, a Verdade é o homem viver como vive DEUS!

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MESMO SE ACHANDO DOENTE, A PESSOA JÁ ESTÁ SAUDÁVEL

MESMO
SE ACHANDO DOENTE, A PESSOA
JÁ ESTÁ SAUDÁVEL
Dárcio
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A maioria conhece a ilustração do “lápis que aparenta estar quebrado”, por estar colocado dentro de um copo com água e sendo observado por fora, ao nível do líquido. Antes de ser posto ali, o lápis era visto perfeito; e, enquanto depois visto ilusoriamente como quebrado, continuou perfeito como sempre! Conclusão: a “aparência” não condiz com a Verdade!

O Corpo real que temos não é nascido! Postei, recentemente, artigos explicando que “ninguém nasce” e  “ninguém morre”. A “aparência” contradiz estes fatos; porém, fatos são fatos, e aparências são aparências. Assim como o lápis continua perfeito, mesmo com o observador achando estar ele quebrado, toda pessoa, sem exceção, encontra-se AGORA plenamente saudável, mesmo que se julgue doente, e mesmo que toda a crença coletiva endosse sobre ela “aparências de falta de saúde”. Como a pessoa pode provar isto? Repetindo nela mesma a “descoberta da verdade”, assim como o faria no caso da ilustração do lápis!  No caso do lápis, ela se veria obrigada a reconhecer a perfeição dele, por tê-lo visto sendo posto perfeito, no copo com a água, e por saber que nada teria ocorrido que justificasse ter ele perdido aquela sua perfeição! Nesse caso, mesmo vendo o lápis quebrado, a aparência não a poderia enganar; para ela,  a “ruptura vista”, seria puramente ILUSÃO!

Na Metafísica, trabalhamos com fatos absolutos, e não com aparências mutáveis. Isso requer a aceitação incondicional de que “as obras de Deus são permanentes”, e que “somos obras de Deus”. Adaptando à vivência humana os princípios contidos na “ilustração do lápis”, cada um admitirá estar PERFEITO, exatamente no instante em que a humanidade inteira o possa ver como “doente”. Esta admissão não poderá ser pela metade, acobertando eventual ideia de “ser curado pela aplicação da ilustração”. Terá de ser exatamente da maneira citada, com a pessoa plenamente convicta de estar PERFEITA desde sempre, e que qualquer aparência em contrário jamais poderia retratar fato verdadeiro nenhum! Por isso, as meditações devem ser feitas corretamente, e os muitos artigos elucidam variadas táticas para que UNICAMENTE A PERFEIÇÃO seja levada em conta e reconhecida! As palavras “curas” e “melhoras”,  os verbos “adoeci”, “melhorei”, me curei”, “não me curei”, precisam ser varridos da mente e das conversas! E se a pessoa continua recebendo atendimentos médicos? E se vinha duvidando da Metafísica e se apoiou na medicina? Não importa nada disso!  Importa que, ao meditar, ela se veja como o lápis: PERFEITA! Apenas isto! Evidentemente, como disse acima, se a confiança total em sua perfeição não ficar dividida, com a Verdade  sendo admitida em sua plena convicção, os princípios absolutos agirão de forma mais rápida e eficiente na crença; entretanto,  se a “ajuda humana”  servir para torná-la mais receptiva a esta Verdade, por acalmá-la ou por lhe aliviar alguma suposta dor, segundo a visão das aparências, bem ela fará em dela se servir. O fato é que somos “Emanações perfeitas de Deus”, e isso é IMUTÁVEL! E, caso a aparência seja a de doença, faça sempre o que julgar melhor para se sentir sereno e preparado para entrar em silencio e “perceber” a PERFEIÇÃO JÁ PRESENTE! A Verdade, a despeito de quaisquer aparências, é SEMPRE ESTA! Se Jesus estivesse vendo “leprosos”, os “Corpos de Luz” daqueles seres não teriam “vindo à tona”  na forma de “ilusão de cura”; as aparências se alteraram unicamente porque JÁ ESTAVAM, TODOS ELES, ASSIM COMO TODOS NÓS, COM O ETERNO, PERFEITO E REAL “CORPO DE LUZ”. E ESTA VERDADE FOI CONTEMPLADA, RECONHECIDA E EVIDENCIADA!


“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que,
se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.”
Mateus 6: 22
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Um Pão Debaixo de Cada Braço

UM PÃO DEBAIXO DE
CADA BRAÇO
KARL ROEBLING
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Diz um velho ditado  que toda criança nasce com um pão debaixo de cada braço. Isto aponta para o fato espiritual de que cada filho de Deus recebe suprimento necessário.

O problema mundial de saúde mais comum é o da subnutrição, que muitas vezes leva à morte por inanição. A alta taxa de mortalidade nas regiões superpovoadas é, muitas vezes, atribuída a diversas doenças, mas em geral se considera como causa fundamental a falta de alimentos. A Ciência Cristã não aceita a inanição como fazendo parte válida da criação de Deus; mas, muito mais do que simplesmente se afirmar isso se faz necessário Os desafios do mundo, às vezes, parecem tão grandes que desviamos deles a nossa atenção. Deixamos de considerá-los por julgarmos serem grandes demais e muito remotos. Não obstante há muito que podemos fazer.

Na verdade – no reino perfeito e sempre presente de Deus  – em que todos nós temos estatura e status como reflexos de Deus – não existe falta nem morte. Mas que distância parece muitas vezes existir entre a Verdade, Deus, e a experiência humana! É na consciência que o desafio fundamental tem de ser enfrentado. Somente então a humanidade será guiada a soluções duradouras.

Há alguns anos realizou-se na zona em que moro uma reunião para os Cientistas Cristãos interessados em prepararem-se para a prática pública da Ciência Cristã. Uma das recomendações feitas foi a de “tratar o mundo todos os dias”. Pensei: “Céus, já tenho o suficiente para fazer sem isto de orar pelo mundo”! Até pensei: “Como poderia fazê-lo?” Mas realmente eu já sabia a resposta. Eu havia orado pelos problemas do mundo antes. Aquilo a que eu opunha  resistência era o tratar algumas coisas em que eu nem sequer queria pensar – que eu havia desligado – e coisas das quais eu pensava poder convenientemente dizer serem assuntos para outras pessoas.

Eu também estava resistindo à disciplina. O que eu realmente queria dizer é que tal consagração exigia esforço especial. Também não queria me envolver a tal ponto que fosse difícil me despreocupar outra vez. Bem, eu alimentava essas e outras desculpas e temores.

Mas a prática cristã é fundamentalmente um ministério que vai em busca de soluções. Cristo Jesus disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Jesus, os discípulos e Paulo eram todos evangelistas no sentido de pregarem a Palavra. O Mestre disse a seus discípulos, antes de sua ascensão: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Também nós recebemos o Espírito Santo. Graças à Ciência Cristã temos a letra e é-nos possível cultivar o espírito da Verdade. É certo que podemos sempre compreender mais da letra e ganhar mais do espírito. Será que temos sido testemunhas “até aos confins da terra”? Embora tenhamos feito muito, sempre podemos fazer ainda mais.

Jesus havia dito: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar”. Mais tarde, a Sra. Eddy escreveu: “Nosso Mestre curou os doentes, praticou a cura cristã e ensinou aos seus discípulos as generalidades do Princípio divino dessa cura; não deixou, porém, regra definida para demonstrar esse Princípio de curar e prevenir a doença. Essa regra ficou para ser descoberta na Ciência Cristã”. A Ciência apresenta o poder capaz de superar o mundo, poder esse que Jesus possuía e praticava sem restrições. Nós também temos a responsabilidade de empregar esse poder. Não precisamos transferir a verdade aos povos do mundo, pois esta já está universalmente presente. Podemos reconhecer a verdade acerca da humanidade como um todo – não de maneira superficial mas de modo bem profundo.

Jesus, às vezes, curava multidões. Esta dimensão da cura certamente será fator ponderável na cura e salvação do mundo.

Podemos ajudar as pessoas em toda parte através da oração que reconhece a eterna presença do reino de Deus. Negar poder e realidade à fome, à guerra, à crueldade, à doença, à seca, às condições materiais e ao obscurantismo religioso também ajudará a humanidade.

Ao insistirmos na verdade de que o ser do homem é espiritual, verdade que nega as crenças e condições materiais, o fermento entra nas bolsas da receptividade por todo o globo. Graças à nossa consciente união com a Mente divina, a qual enche todo o espaço, podemos manter um ministério mundial, ajudando – hoje e amanhã – a suprir às mais desesperadoras condições mediante os fatos espirituais da abundância que pertence ao homem como filho de Deus.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Junho 1982)

ROTEIRO DE CURA ATRAVÉS DA ORAÇÃO DO PAI-NOSSO

ROTEIRO DE CURA
ATRAVÉS DA
ORAÇÃO DO PAI-NOSSO
Dárcio

PRIMEIRA SEMANA

Você acredita estar doente? Sem forças para nada? Acredita estar passando por dificuldades? Vinha dependendo somente de tratamentos materiais? Contando apenas com a limitada ajuda do mundo? Este roteiro lhe abrirá novos rumos, dando-lhe informações sobre como extrair saúde e recursos infinitos de seu próprio interior.

Estas recomendações poderão ser seguidas por qualquer pessoa interessada. Aquelas que se dedicarem, verão em pouco tempo as melhorias desejadas, tanto quanto à saúde como ao suprimento em geral. São instruções simples e eficazes,  baseadas na revelação de que DEUS É TUDO COMO TUDO, o que nos leva a reconhecer nossa real identidade como FILHOS ESPIRITUAIS EM UNIDADE COM ESSE DEUS, SERES

À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA.

O roteiro utilizará a ORAÇÃO DO PAI-NOSSO, em passos que, seguidos com confiança e dedicação, farão com que a pessoa se desligue de seus problemas visíveis, ao menos durante a prática, o que a fará receptiva à LEI DIVINA DE HARMONIA,  ou à ação de Deus em sua vida. Aqueles que estiverem se tratando com meios materiais, objetivando saúde, não terão de abandoná-los. Nossa sugestão é a de que esta “terapia divina” seja associada aos tratamentos convencionais, já que um campo não interfere com o outro, e ambos buscam um resultado comum:
a cura.

PRIMEIRA SEMANA:
“PAI-NOSSO.”

O início já oração já mostrará seu efeito benéfico, ao ser entendido seu conteúdo espiritual.  Antes de passar à segunda semana do roteiro, a pessoa deve trabalhar unicamente com esta expressão: “PAI-NOSSO.” E, é claro, com seu sentido espiritual pleno.

Repita umas quatro ou cinco vezes : PAI-NOSSO, PAI NOSSO,…PAI-NOSSO. Entenda, enquanto isso, que DEUS É SEU PAI ETERNO. Entenda que cabe ao Pai  cuidar bem do Filho, que, no caso, é reconhecidamente VOCÊ. Compreenda que, apesar de invisível para a mente humana, DEUS ESTÁ CUIDANDO COMPLETAMENTE DE VOCÊ, DA CABEÇA AOS PÉS, DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES E NEGÓCIOS. Reconheça que a PRESENÇA DE DEUS é a Inteligência Infinita que age em todo o seu corpo, mantendo-o perfeito. Relembre, a todo instante, a expressão “PAI-NOSSO”, e que você, assim como Jesus,  pode também dizer: “MEU PAI”. Sinta o Amor Paternal Divino atuando em VOCÊ.

Ocupe-se com esta PRIMEIRA-PARTE durante uma semana, reconhecendo a validade destes princípios em períodos de Oração Silenciosa repetidos, duas ou três vezes ao dia, cerca de 10 minutos cada um. No restante do dia, esqueça o assunto e viva normalmente, até a chegada do período seguinte. As próprias Leis Espirituais darão continuidade ao “tratamento” nos intervalos entre os três períodos diários de oração. Após uma semana, você deverá seguir com a SEGUNDA-PARTE do roteiro.

SEGUNDA SEMANA

Você colocou em prática a PRIMEIRA-PARTE, durante uma semana? Percebeu que “PAI-NOSSO” é a expressão-chave que lhe tira dos ombros toda a responsabilidade por sua saúde física ou financeira? Que é papel do Pai celestial cuidar de VOCÊ, seu Filho espiritual amado? Você parou,  três vezes por dia, para SENTIR a Presença desse Pai cuidando de VOCÊ? Apesar de esta ação de Deus ser invisível aos olhos humanos? Reconheceu que Deus é a Inteligência Infinita, e que VOCÊ é saudável justamente por poder contar com esta Inteligência trabalhando imutável e incessantemente por VOCÊ? Se assim se dedicou a este Roteiro, por certo já está percebendo que a repetição de “PAI-NOSSO”, feita com ENTENDIMENTO, está lhe trazendo resultados benéficos ou favoráveis. Passemos à SEGUNDA-PARTE:

SEGUNDA SEMANA

Após repetir “PAI-NOSSO”, pronuncie “QUE ESTAIS NOS CÉUS”… e pare. Faça uma pausa para perceber que “CÉUS” é exatamente o lugar em que VOCÊ ESTÁ AGORA; perceba que nada está mais próximo de VOCÊ do que Deus, que é SEU PAI. Feche os olhos e SINTA a proximidade do Pai. Saiba que Ele está mais próximo do que sua própria respiração. Saiba que ELE É UMA SÓ VIDA COM VOCÊ!

Relaxe! Deixe de lado toda tensão ou preocupação com seu corpo ou com suas finanças! REPITA, por duas ou três vezes,  “ESTOU NOS CÉUS… NOS CÉUS… NOS CÉUS”… Saiba que VOCÊ está exatamente onde DEUS ESTÁ… EM UNIDADE. É desse modo que a glorificação do Pai é sentida pelo Filho. E este Filho Glorificado é VOCÊ! Saiba que “CÉUS” é DENTRO DE VOCÊ. Permaneça em quietude por alguns minutos, e reconheça: O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE MIM. Em seguida, deixe que o ESPÍRITO DE DEUS SE ANUNCIE DENTRO DE VOCÊ. Por uma semana, faça isso em três períodos meditativos por dia. E, no intervalo entre estes períodos, ocupe-se naturalmente com as demais atividades, seguindo os impulsos naturais que lhe forem surgindo, mas sem qualquer tipo de receio, dúvida ou preocupação. Após uma semana, passe à TERCEIRA-PARTE deste roteiro

TERCEIRA SEMANA

Este roteiro de benefícios espirituais está baseado na “Prática do Silêncio”, que é contemplativa. As Verdades contidas em cada frase do PAI-NOSSO são consideradas sem que façamos esforços mentais ou mentalizações de natureza humana. As Verdades são simplesmente postas na mente para serem contempladas interiormente, de modo que a Presença de Deus possa ser “sentida” dentro de cada um.

O mais importante, nesta prática silenciosa, é cada pausa feita para que, em quietude plena,  espaços sejam abertos para a ação curativa de Deus poder ser percebida.

Na primeira-parte deste Roteiro, trabalhamos com a expressão “PAI-NOSSO”; na segunda-parte, com a continuação da oração, ou seja, “QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Nesta TERCEIRA-PARTE, associaremos as duas fases anteriores em sequência, para que a VERDADE nelas contida seja amplamente percebida como a Bênção curativa e supridora objetivada por este Roteiro.

TERCEIRA SEMANA

Repita a frase toda de uma vez: “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”; recorde o sentido espiritual de cada parte dela, em seqüência. Faça desta lembrança uma atividade muito natural e espontânea, sem forçar a mente. Sinta o PODER DE DEUS, que é Amor Infinito, presente em cada parte de seu corpo e em seus negócios. Lembre-se: DEUS É SEU PAI… ELE CUIDA BEM DE VOCÊ! Portanto, não fique ansioso, temeroso ou preocupado com qualquer aspecto visível que se mostre como doentio, imperfeito ou carente de algo. Trabalhe com a frase “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”, tal como vinha já fazendo. Mas, ocupe-se em criar as PAUSAS INTERNAS DE QUIETUDE! Elas são o que de mais importante existe nesta prática. É quando DEUS, DENTRO DE VOCÊ, tem oportunidade de Se revelar como Presença e Poder. Esta TERCEIRA-PARTE tem o seguinte objetivo: aproveitar o que as duas semanas anteriores lhe propiciaram, em termos de reconhecimento e  percepção, no sentido de RESSALTAR-LHE a vital importância destas PAUSAS EM SILÊNCIO, para que a Verdade possa atuar em VOCÊ, sem quaisquer influências da mente humana.

Em resumo, repasse as duas etapas anteriores, em períodos meditativos de cerca de 10 minutos, umas três vezes ao dia, CONSCIENTE de neles estar incluindo estas pausas de receptividade para “escuta interna”. Como já dissemos, são elas a parte mais importante de todo este roteiro. Após assim proceder durante uma semana, passe à QUARTA-PARTE desta sequência.

QUARTA SEMANA

Esta quarta semana do roteiro é uma adoração ao nosso Pai Celestial, hoje tão esquecido pela humanidade, que cultua a matéria e seus valores como se fossem um deus.

Toda oração, quando entendida, é dirigida a nós mesmos, ou seja, tem por objetivo a criação de espaços mentais internos para percebermos Deus e Sua grandeza, bem como a Sua totalidade, além de percebermos que dEle e de Sua obra fazemos parte. Em resumo, a oração correta é um expediente para abandonarmos a crença na matéria e reconhecermos a natureza real do homem e do universo como sendo una, espiritual, perfeita e eterna. A chamada “cura divina” é o resultado natural desse tipo de oração.

QUARTA-SEMANA

Recorde mentalmente as etapas anteriores deste roteiro, isto é, o sentido espiritual de “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Reconheça sua filiação divina; em seguida, reconheça que VOCÊ está exatamente onde DEUS está. Receptivo, perceba sua UNIDADE com DEUS: permita que ELE Se revele DENTRO DE VOCÊ de forma que sinta uma PAZ INTERIOR. Nesse estado, pense na frase

“SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”.

Concentre-se em Deus! Relembre mentalmente, por alguns minutos, tudo que dEle veio e vem recebendo  Reconheça que o Amor Divino sempre esteve ao seu lado. Santifique o nome de Deus! Admita que a obra divina é perfeita! Não aceite como reais as imperfeições vistas pela mente humana! Santifique o nome e a obra de Deus! Não se prenda às partes de seu corpo que aparentam estar doentias, ou aos segmentos de sua vida que pareçam se apresentar carentes ou com problemas. Em vez disso, louve a Deus por tê-lo feito à Sua imagem e semelhança! Ao mesmo tempo, concentre-se nas partes do corpo que já se mostram visivelmente saudáveis, e agradeça a Deus por isto. Reconheça a grandeza de Deus! Termine este Silêncio Contemplativo reconhecendo A SUA GRANDEZA como FILHO AMADO desse DEUS! Dedique-se a esta quarta fase do roteiro durante uma semana, nos três períodos habituais diários. Em seguida, dirija-se à QUINTA-PARTE.

QUINTA SEMANA

Nas etapas iniciais, procuramos reconhecer nossa filiação divina e também glorificar a Deus. Ressaltamos a Verdade de que somos UM com Deus e, portanto, de natureza espiritual e perfeita. Praticamos os “minutos de silêncio receptivo”, em que abrimos a mente para as revelações divinas ocorrerem dentro de nosso próprio ser. A próxima etapa será uma das mais importantes, ou seja, ficaremos totalmente abertos e receptivos à manifestação espontânea do REINO DE DEUS em nós.

QUINTA-SEMANA

“VENHA A NÓS O VOSSO REINO.”

Confiante de que Deus lhe está mais próximo do que sua própria respiração, faça o convite proposto nesta etapa: “VENHA A NÓS O VOSSO REINO.” Repita-o mentalmente, por duas ou três vezes, tirando por completo a sua atenção deste mundo material. Faça de sua mente uma espécie de vaso acolhedor da Presença de Deus. O REINO DE DEUS SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM VOCÊ! Esta Presença eterna, RECONHECIDA, é a SUA SAÚDE ( ou SUPRIMENTO ). Permaneça no convite feito: “VENHA A MIM O VOSSO REINO”. Conserve-se nele no intervalo de cinco a dez minutos, atento à atuação de Deus DENTRO DE VOCÊ. Sinta a PAZ, a HARMONIA, a QUIETUDE. Sinta a Presença de Deus em todo o seu corpo. Perceba a ORDEM DIVINA manifestada em cada célula, da cabeça aos pés. Crie as pausas de receptividade para a “VINDA DO REINO”. Pratique esta quinta etapa do roteiro por uma semana, duas ou três vezes ao dia. Em seguida, passe à SEXTA-PARTE.

SEXTA SEMANA

“SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.”

Esta passagem da oração nos explica que a Vontade de Deus já está manifestada “no céu”, isto é, em nosso interior, em nossa Consciência mais profunda, a Consciência divina em nós. Na linguagem espiritual, consideramos “céu” como sendo a Mente divina, e “terra” sendo a mente humana. NO “CÉU” A PERFEIÇÃO JÁ EXISTE, OU SEJA, A VONTADE DE DEUS JÁ ESTÁ REALIZADA. Quando determinamos que “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU”, estamos endossando, na mente humana, a perfeição divina JÁ PRESENTE, mas que parecia estar ausente.

Dotado desta compreensão, repita mentalmente: “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU.” Permaneça em quietude, como que percebendo que a Vontade de Deus, que é a PERFEIÇÃO, já existe DENTRO de você. Fique assim durante uns dois ou três minutos. Permita que Deus atue e desfaça as distorções ou limitações aceitas pela mente humana, como se elas fossem um bloco de gelo exposto ao calor do sol. Em seguida, após ter tido a sensação de profunda paz interior, diga a si mesmo: ESTÁ FEITA A VONTADE DE DEUS EM MINHA MENTE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU. Faça uma pausa de alguns minutos, aceitando esta Verdade como fato manifestado. Repita este “tratamento” durante uma semana, em três períodos por dia. Em seguida, passe à SÉTIMA-PARTE.

SÉTIMA SEMANA

Esta sétima etapa leva-nos a parar com as preocupações quanto ao futuro. A oração nos lembra que, para Deus, o tempo não existe, e que é sempre AGORA, o AGORA ETERNO de Suas bênçãos ilimitadas. O Sermão da Montanha, proferido por Cristo, faz-nos a advertência: “Basta a cada dia o seu cuidado”. Que seria este “cuidado”? O reconhecimento absoluto de que somos Filhos espirituais de Deus, supridos por Ele, com todas as legítimas necessidades atendidas. Este Roteiro objetiva nos conduzir a este reconhecimento.

“O PÃO-NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE.”

Feche os olhos para a existência material. Repita a frase “O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE” por duas ou três vezes, lentamente. Entenda que a palavra “PÃO” representa o SUPRIMENTO ESPIRITUAL, a SUBSTÂNCIA DIVINA. “Eu sou o Pão da Vida”, disse Cristo. Analise o sentido da frase. Compreenda que PEDIR HOJE O PÃO DE CADA DIA quer dizer PEDIR QUE A PRESENÇA DE DEUS SEJA SENTIDA HOJE DENTRO DE VOCÊ. Permaneça com o pensamento afastado das chamadas necessidades materiais. Saiba que Deus, sendo ESPÍRITO, já o está suprindo espiritualmente. Saiba, ainda, que “o Pai conhece todas as suas necessidades”.  Fique tranquilo, receptivo, alerta e em silêncio, convicto de que a Presença de Deus, em VOCÊ, é a
“Graça que lhe basta”.

O pedido “NOS DAI HOJE” é, na verdade, uma forma de fazer com que a mente humana se curve aos cuidados de Deus. DEUS (EM SEU ÍNTIMO) É A FONTE E A CAUSA ÚNICA DE TUDO. E, Deus está lhe dando esta totalidade exatamente AGORA. Assim, crie outra “pausa meditativa” em sua mente, e OBSERVE A AÇÃO DE DEUS A SUPRIR-LHE DE TUDO QUE HOJE SE LHE FAÇA NECESSÁRIO. Repita esta sétima-etapa do Roteiro por uma semana, em três períodos diários. Em seguida, passe à OITAVA-ETAPA.

OITAVA SEMANA

Hoje em dia, qualquer um conhece o valor do perdão como ação terapêutica. Mágoas e ressentimentos, acumulados no subconsciente, são verdadeiros “filtros” para a cura interior. Para a mente humana, se não perdoarmos, também não receberemos o perdão de Deus. Cristo, ciente dessa crença coletiva, incluiu no “Pai-Nosso” esta prática.

É claro que Deus, a Perfeição, não vê o que se passa pela mente humana. Em Habacuque, 1:13, encontramos: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal…” Deus é Mente pura e amorosa, e Sua atividade se dá no Reino espiritual absoluto. Portanto, a Prática do perdão tem por objetivo desanuviar o nosso subconsciente, quando perdoamos a todos com quem tivemos qualquer tipo de desavença, discussão, etc. E incluímos, nessa prática, o perdão a nós mesmos, por termos guardado ódio, ressentimento, mágoa, por não termos agido como deveríamos. Sem tais sentimentos nocivos, a nossa  “sintonia” com o Pai, que é Amor,  se dá de forma perfeita.

“E PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.”

Aqueles que vieram praticando com dedicação as etapas anteriores estão, certamente, recebendo a Graça divina em dose infinita. Nesta etapa, a pessoa eliminará possíveis obstáculos interiores ao fluir da Graça, através do perdão incondicional.

Diga a frase da oração, pausadamente: PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” Conserve-a em mente sem, contudo, procurar recordar humanamente algum conflito que porventura houvesse ocorrido com alguém ou consigo mesmo. Simplesmente diga a frase: “PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” De olhos fechados, sinta a leveza que a frase lhe dá. No caso de vir-lhe à mente ESPONTANEAMENTE alguma pessoa ou situação ligadas à questão do perdão, simplesmente associe esta lembrança com a sincera intenção de encarar o caso como perdoado e encerrado.

Lembre-se: esta prática é interior. Não será preciso procurar alguém para pessoalmente lhe pedir perdão. Entretanto, caso surja esta oportunidade, e  se sinta impulsionado a fazê-lo, faça-o. O importante, nesta etapa, é que estes sentimentos negativos o deixem de uma vez por todas. Dedique-se a esta “prática do perdão” durante uma semana, em dois ou três períodos diários com duração de 03 a 05 minutos. Em seguida, passe à NONA-PARTE deste Roteiro.

NONA SEMANA

Estamos na penúltima etapa deste Roteiro. Esperamos que VOCÊ tenha praticado por uma semana cada uma das fases anteriores. Recomendamos que cada semana seja dedicada a apenas uma das etapas, mas com a seguinte exceção: durante as práticas contemplativas, caso alguma outra parte da oração lhe venha espontaneamente à lembrança , é bom levá-la em consideração, pois isso não estaria acontecendo por acaso. Fora disso, cada semana deve ser trabalhada somente com sua etapa correspondente, para que seu significado espiritual pleno possa ser bem assimilado pelo subconsciente.

NONA-SEMANA

“NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.”

Cair ou não cair “em tentação”, em nossa visão, equivale a dizer: acreditar ou não acreditar estar UNO COM DEUS. Se a pessoa acredita ser Filha espiritual de Deus, UMA com Ele, como veio reconhecendo nas etapas anteriores, já terá adquirido a convicção interna de que a percepção da UNIDADE – dela com o Pai—encerra o sentido total desta fase da oração.

Não existe Deus algum olhando outro suposto ser, chamado de humano, para impedi-lo de “cair em tentação”. Deus é Onipresença!Deus é UNO com toda a Sua obra, e esta “obra divina” nos inclui a todos, agora e sempre. Cabe, a cada um, preservar esta sensação da UNIDADE, o que será agora realizado.

Feche os olhos. Diga a frase da oração: “NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.” Entenda seu sentido espiritual profundo. Analise que ela busca preservar o reconhecimento da UNIDADE COM DEUS, obtido nas etapas anteriores deste Roteiro ou da própria oração. Reforce este reconhecimento agora. Observe, bem em seu íntimo, que AÍ vive Deus, e Ele é a Sua Vida perfeita, exatamente aqui e agora. Não fique enumerando possíveis falhas ou defeitos, com pedidos para que “Deus os elimine de sua vida”.

AQUILO QUE DEUS IRÁ FAZER POR VOCÊ, A PARTIR DE AGORA, ELE JÁ O ESTAVA FAZENDO ANTES, DESDE SEMPRE! É SUA MENTE QUE DEVE MUDAR! É VOCÊ QUE PRECISA ENTRAR EM SINTONIA COM O AMOR DIVINO, PURO E IMACULADO, QUE INCESSANTEMENTE É JORRADO EM SEU PRÓPRIO ÍNTIMO!

Sinta a Presença de Deus; sinta sua Unidade com Ele. Repita esta “conscientização” em três períodos diários de 03 a 05 minutos, durante a semana inteira. Os resultados falarão por si. A seguir, passe à etapa final deste Roteiro, ou seja, à DÉCIMA-PARTE.

DÉCIMA SEMANA

(final)

Estamos na etapa final. Cada semana contemplativa procurou despertar em VOCÊ a Luz verdadeira, a Essência divina, presente em seu íntimo desde o princípio. Você reconheceu, passo a passo, a sua UNIDADE INQUEBRANTÁVEL COM DEUS, Verdade eterna que parecia oculta e distante, mas que, de fato, lhe estava disponível onde menos imaginava: DENTRO DE VC!

Aqueles que fizeram uso correto deste Roteiro, com dedicação e seriedade, devem ter notado o seu valor eterno e absoluto. A rapidez de resultados deve diferir, de pessoa para pessoa, pois depende do grau de dedicação e receptividade de cada uma. Aqueles que sentiram melhorias, mas que não obtiveram a solução integral, deverão repetir esta programação até atingi-la. As resistências do subconsciente acabarão cedendo. Houve casos em que as pessoas, após iniciarem a prática deste Roteiro, observaram que a situação aparentou ter piorado, ou mesmo que houve o surgimento de alguns “sintomas” antes não percebidos. Estas mudanças são um processo natural dentro da terapia metafísica: mostram que o subconsciente está sendo alterado diante do reconhecimento da Verdade Absoluta de que já somos Filhos perfeitos de Deus, governados por Deus e por Ele mantidos em plena saúde, prosperidade e felicidade. Após este período normal de rearranjo interior, os benefícios deverão surgir visivelmente. Passemos, agora, à etapa final.

“MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM.”

Nesta última semana, faça primeiramente uma retrospectiva de toda a oração. Com a mente completamente aberta, reinicie cada frase da oração e, ao mesmo tempo, deixe que o sentido espiritual assimilado nas semanas anteriores lhe aflore e seja revelado. Não faça esforço mental para recordar o sentido espiritual de cada frase. Apenas repita cada uma delas, e aguarde o que elas lhe trarão espontaneamente à lembrança. Considere o início deste Roteiro: diga “PAI-NOSSO”, várias vezes, e AGUARDE! Em seguida, passe à frase seguinte, até chegar à desta semana. E então, diga com toda segurança e convicção: “MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM”.

Faça este encerramento com decisão e vontade. Habitue-se a viver com este Roteiro; faça dele sua forma de “oração diária”. Assim, a oração terá PODER, deixando de ser uma simples “prece de repetições”.

F  I  M

GLORIFICAÇÃO DO CRIADOR

GLORIFICAÇÃO DO
CRIADOR
Dárcio
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Este estudo da Verdade mostra sua eficiência plena quando for entendido que TODA GLÓRIA é reconhecidamente de Deus, o TODO! Se a pessoa estudar os capítulos sobre “Suprimento”, por exemplo, acreditando que os estudos são para o tirarem dos apertos da vida, estará desconhecendo o real objetivo, que é “glorificar a Deus”. Por que suas dificuldades irão sumir? Por ele estar desafiando a “crença falsa  em dificuldades” e provando sua confiança no Pai que é Amor absoluto, uma Presença Todo-poderosa que o mantém eternamente na plenitude e na perfeição! Quem entender este real propósito, verá o estudo com a visão correta!

O mesmo se dá com a saúde: sua confiança na Verdade, no poder único de Deus, na certeza de que Deus é a sua Vida, Mente, Consciência, Espírito e Corpo, deixam-no saudável também diante das crenças do mundo, uma vez que nenhum poder do mal é reconhecido! E, nesta certeza, Deus é glorificado!

Acostume-se a manter esta visão de que os estudos ganham força, não para que um “ser humano” fique em melhores condições de vida, mas sim para que Deus seja glorificado por Sua Presença mantenedora da nossa perfeição; esta é a visão que o capacita a desafiar as aparências fraudulentas e limitantes deixando-o com olhos voltados para o Infinito.

Se alguém, iludido pelas aparências de problemas, estudar os tópicos dos ensinamentos com a ideia de que são eles suas “últimas esperanças”, estará com sua visão equivocada ou distorcida! Os Princípios absolutos não são “última esperança” para resolução de ilusões humanas, mas sim, O PRIMEIRO PASSO, para que VOCÊ glorifique o SEU CRIADOR, para que você desafie as “imagens hipnóticas” e as faça ruir mediante sua confiança total na Onipotência, como se elas fossem sombras expostas à luz!

A propósito, inclua, nesta “glorificação”, os “créditos” de SUA PRESENÇA dados a Deus, ou seja,  reconheça  que VOCÊ aqui vive única e exclusivamente graças ao Princípio divino!  Assim lhe ficará bem mais claro que a função de mantê-lo saudável e pleno é DELE e não “você com seus estudos”. Em outras palavras, dê uma “paulada” no ego!

Jesus foi claro em afirmar que o ser humano, de si mesmo, nada é e nada faz; e nem tampouco tem “pai na Terra”. Dê TODA a Glória de SUA EXISTÊNCIA A DEUS! Feche os olhos e admita que SEU CRIADOR ESTÁ EM VOCÊ COMO O CRISTO, A VIDA DO PAI! E, a forma mais completa e eficiente de você fazer isto, está em VOCÊ  ENTENDER SER UM COM ELE! Esta percepção plena é que o fará destruir a “crença em seres humanos” ao lado do UNO! E, também, promoverá o “seu” renascimento na Glória do Eterno. “Quando Cristo, que é a nossa VIDA, Se manifestar, também vos manifestareis com ele na Glória” (Colos. 3: 4). É isto!

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OMOVER A SAÚDE NA FAMÍLIA-3

COMO PROMOVER A SAÚDE
NA FAMÍLIA
3
A RELAÇÃO ENTRE A SEICHO-NO-IE
E A MEDICINA
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A Seicho-No-Ie não tem intenção alguma de se opor à medicina. Nos casos de doenças que a medicina pode curar, a pessoa deve ir ao médico. Na coleção A VERDADE DA VIDA está explicado “com que atitude mental se deve tomar os remédios” para que estes sejam eficazes. Quando o paciente toma medicamentos com a atitude mental incorreta, tornam-se inúteis os esforços do médico no sentido de curá-lo.

A medicina atual está voltada à pesquisa das “condições oportunas”, ao passo que nós pesquisamos o lado das “causas”. Na coleção citada há explicações detalhadas de como determinadas atitudes mentais formam “causas” que, acumuladas, acabam por se manifestar sob a forma de certas doenças. Eliminando-se a “causa” respectiva, desaparece a doença. Como já disse, a atitude mental errônea é a “causa” das doença. Porém, da mesma forma que o acúmulo do vapor de água, que é a “causa”, na atmosfera não resulta em precipitação de chuva enquanto não houver uma “condição oportuna” como, por exemplo, a presença de ar frio, os pensamentos errôneos acumulados na mente também não se manifestam sob a forma de doença enquanto não surgir uma “condição oportuna”. Os médicos procuram eliminar as “condições oportunas” que fazem surgir as doenças, dando-nos conselhos tais como: “Não se exponha ao vento frio, para não apanhar um resfriado…”, “Evite contato com os tuberculosos” etc. Sendo esse o papel do médico, cumpre a ele evitar a concretização do “efeito” que é a doença – eliminando a “condição oportuna” que, quando presente, faz a “causa” produzir o “efeito”. Porém, as religiões, os disciplinamentos e aprimoramentos morais cuidam do aspecto da mente e ensinam que o acumular das “causas”, no caso de estas entrarem em contato com as “condições oportunas”, se manifestarão como infelicidade, catástrofe ou doença. O vapor de água, sozinho, não resulta em chuva; é da ação conjunta do vapor de água e do ar frio – “causa” e “condição oportuna” – que resulta a chuva. Da mesma forma, a doença, a infelicidade e a catástrofe ocorrem como consequência da ação conjunta das “causas” acumuladas na mente e das “condições oportunas”. Portanto, eliminando-se uma ou outra, a doença desaparece.

Se com a eliminação de uma delas, a doença desaparece, devemo-nos sentir gratos pelos esforços da medicina que, pesquisando a “oportunidade” que faz eclodir a doença, procura eliminar essa “oportunidade”. Entretanto, o que veio sendo até agora pensado pela medicina como a causa primeira da doença nada mais é que um fator coadjuvante da doença. Se o vento frio fosse a causa primeira do resfriado, todas as pessoas que se expusessem ao vento frio deveriam necessariamente ficar resfriadas. Mas, nem sempre acabam resfriadas as pessoas que se expõem ao vento frio. Por quê? Porque o vento frio é apenas o fator desencadeante do resfriado, e não a causa primeira. Se o bacilo de Koch fosse a verdadeira causa da tuberculose, todas as pessoas que mantivessem algum contato com esse bacilo deveriam contrair essa doença, infalivelmente; mas nem sempre ocorre o contágio. Por quê? Porque o bacilo de Koch não é a causa primeira da tuberculose.

“Então, qual é a causa primeira?” – perguntará o leitor. A verdadeira causa está na “mente”. Quando uma pessoa que alberga tal “mente” entra em contato com a “condição oportuna”, constituída pelo bacilo da tuberculose, faz eclodir a referida doença no mundo das formas. Por isso, desde que exista a “causa” alojada no mundo da mente, a qualquer momento ela poderá entrar em contato com a “condição oportuna” e produzir o “efeito”. Este mundo está sujeito a uma infinidade de acontecimentos, e nós, que nele vivemos, deparamos com toda a sorte de fatores que constituem as “condições oportunas”. Assim sendo, se houver em nossa mente a “causa”, será inevitável que esta deixe de produzir o “efeito”, ao entrar em contato com a “condição oportuna”. Por mais que cuidemos de nossa higiene, por mais que tomemos fortificantes e vitaminas, não estamos totalmente livres de entrar em contato com as “condições oportunas” provocadoras das doenças. Eis por que a Seicho-No-Ie exorta as pessoas para que façam o possível para não criar no mundo da mente as “causas” provocadoras das doenças, e, destruir as que tenham sido criadas.

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O EFEITO PURIFICADOR DO CRISTO

O EFEITO
PURIFICADOR
DO CRISTO
Nathan A. Talbot
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O Cristo tem muitas facetas – isto é, existem múltiplas maneiras de nos aproximarmos do Cristo e de compreendermos sua natureza. Para o cristão, um ponto chave é reconhecer que Jesus corporificou o Cristo – que Jesus ilustrou o homem ideal, a verdadeira ideia de Deus: sua vida representou a pureza, a bondade e o amor espirituais que poderiam ser somente descritos como crísticos.

O inigualado propósito do Cristo divino é o de salvar, de livrar a humanidade de seus sonhos de imoralidade e doença. Cristo é o que nos desperta, é o que nos levanta da materialidade e revela nossa espiritualidade inata. Cristo é percebido, mesmo hoje em dia, como uma persuasão da Verdade na consciência, uma mensagem de Deus, que ilumina o pensamento e tranquiliza-nos a respeito de nossa segurança nos braços do Amor divino, que a todos envolve.

Outra maneira de sentir a presença do Cristo está em reconhecer o efeito purificador que tem em nossa vida. De fato, amiúde esse efeito precisa se fazer sentir antes que se complete a cura.

Por vezes, travou-se contra o pecado ou a doença árdua batalha. Talvez labutamos longa e honestamente, afirmando cientificamente que Deus é Tudo, insistindo em oração no fato de que o homem representa a saúde e a santidade de Deus. Quem sabe esforçamo-nos valentemente para rejeitar as crenças de dor ou de medo. Devido a tudo isso, talvez tenhamos a impressão de que fomos maculados durante a luta travada para resistir à suposta atração do pecado – ou que fomos poluídos, amedrontados ou desgastados em nossos esforços para vencer a doença. Mas o poder de Deus e do Seu Cristo não nos deixa maculados.

O Cristo tem efeito clarificador e purificador que apaga completamente os sinais da batalha. Pensemos por um momento como, de certa maneira, poderíamos comparar esta ação de limpeza à operação de lavar um copo. O processo de lavá-lo, em si, poderá deixar a água turva e não muito limpa. O copo, porém, teve a sujeira removida por fricção. O trabalho árduo foi feito e, quando o copo estiver enxaguado e seco, brilhará novamente. Pensando no que diz respeito a nós mesmos, poderíamos repetir, com as palavras do salmista:

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável.”

Como é importante confiarmos no Cristo e em seu poder de purificar a nossa vida! A que, por exemplo, volvem-se com frequência as pessoas? Esperam que a passagem de dias ou anos vá remover de sua vida desconfortos físicos de longa duração, ou mágoas por erros do passado. Mudança de ambiente. Esperam as pessoas que, possivelmente, um novo local, um parceiro diferente, um novo emprego, poderão oferecer-lhes algum efeito purificador depois que as dificuldades passadas tenham sido, de certa maneira, aliviadas. Mas, as mudanças ou o tempo, em si mesmos ou de si mesmos, jamais proporcionarão a purificação adequada. Tudo o que tem origem material é limitado em quanto nos pode oferecer.

As águas que jorram sobre nossa vida nos trarão bênção somente à proporção que a origem delas seja divina. “Torrentes que purificam, necessariamente têm nascentes puras…”, escreve a Sra. Eddy, a Descobridora da Ciência Cristã. Encontramos tal nascente pura somente em Deus e o Seu Cristo, o Cordeiro antevisto pelo Revelador –

“o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro.”

Ninguém continuará a esfregar o copo para sempre. Jacó lutou durante uma noite. Aferrou-se à batalha até que lhe adveio dela uma bênção genuína. Então aceitou a bênção. Também nós precisamos reconhecer, em determinado momento, que já está na hora de aceitar o refrigério especial que purifica a consciência e a liberta da luta.

Este momento é aquele, em especial, no qual nos banha a profunda convicção de que, devido à onipotência de Deus, o homem jamais foi, em realidade, um mortal às voltas com o mal. Reconhecemos com gratidão que a perfeição espiritual foi sempre o estado outorgado por Deus ao homem. A ação purificadora do Cristo opera sem resistência. Seu amor pelo Cristo o capacita a sentir-lhe o pleno efeito.

(Transcrito de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Junho 1983)

COMO PRODUZIR A SAÚDE NA FAMÍLIA-2

COMO PROMOVER A SAÚDE
NA FAMÍLIA
Masaharu Taniguchi
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2
“LEI MENTAL”, SEGUNDO
OS ENSINAMENTOS DA SEICHO-NO-IE
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Na Seicho-No-Ie, fala-se muito em “lei mental”. Que é “lei mental”? É a lei segundo a qual “tudo aquilo que se pensa, infalivelmente acaba por se manifestar concretamente”. Tudo o que pensamos, transforma-se naquilo que, segundo o Budismo, é chamada de “causa” da “lei de causalidade”, e vai se acumulando em algum lugar. No momento em que a “causa” encontra a “condição oportuna”, ela se manifesta concretamente. Assim que se manifesta concretamente, a “causa” se extingue.

Os pensamentos, que formam as “causas” de acontecimentos futuros, são como o vapor de água que sobe para a atmosfera diariamente. Assim como o vapor de água sobe e se acumula na atmosfera nos dias ensolarados, as “causas” de acontecimentos futuros vão se formando e se acumulando no mundo mental, no nosso dia-a-dia aparentemente calmo. Olhando para a atmosfera transparente e para o céu azul, não percebemos que o vapor de água está subindo e se acumulando. Da mesma forma, não percebemos que os nossos pequenos medos e raivas estão se acumulando no mundo mental. Os dias transcorrem calmamente, sem que nada de grave aconteça. Mas não é que nada esteja acontecendo; nesse ínterim, a “causa” está sendo acumulada. Que acontece com o vapor de água que se acumula e fica em suspensão na atmosfera durante muitos dias? Na fase seguinte, ele se precipita como chuva torrencial. Se alguém pensa que a chuva é produzida no momento em que se precipita, está muito enganado. Na verdade, a formação da chuva começa a ocorrer bem antes, quando nos dias ensolarados o vapor de água sobe e se acumula na atmosfera. Quando o vapor de água acumulado na atmosfera encontra a “condição oportuna”, ele se condensa e se precipita sob a forma de chuva. Quando digo que a atitude mental é a verdadeira causa de toda doença, algumas pessoas contestam, dizendo: “Sou nervoso e quase sempre fico zangado, mas raramente adoeço”. O fato de uma pessoa se zangar constantemente, e não sofrer a consequência durante muito tempo, é comparável ao fato de, às vezes, o tempo manter-se firme e não cair nem uma gota de chuva, apesar de a evaporação da água continuar ocorrendo durante vinte dias, um mês, dois meses, ou até mais. Se não chove, é porque a “causa” ainda não encontrou a “condição oportuna”; ou seja, o vapor de água acumulado na atmosfera ainda não encontrou algum fator que provocasse sua precipitação. Quando a “causa” encontrar a “condição oportuna”, começará a chover imediatamente. O mesmo acontece conosco. Se vivemos constantemente zangados ou atemorizados, essa cólera ou esse medo vai se acumulando no mundo da mente, como “causa dos acontecimentos futuros”. Mais dia, menos dia, essas “causas” entram em contato com as “condições oportunas” para elas, e então manifestam-se como “efeitos”, frequentemente sob a forma de doenças como, por exemplo, diabete, esgotamento nervoso, câncer gástrico, tuberculose etc. A chuva que cai hoje não é obrigatoriamente formada somente pela evaporação de água ocorrida hoje ou ontem. Da mesma forma, a doença manifestada agora nem sempre é consequência de pensamentos negativos bem recentes.

Continua..>

PESSOAS E DOENÇAS FICAM FORA …

PESSOAS E  DOENÇAS
FICAM FORA DA
MEDITAÇÃO DE CURA ESPIRITUAL
Joel S. Goldsmith
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Assim que entender a natureza impessoal da ilusão, você começará a curar espiritualmente, já que “esquecer o paciente” é o primeiro pré-requisito para este trabalho. Enquanto retiver na mente um “paciente”, a cura não se dará. Enquanto mantiver na mente o nome de alguma pessoa, a cura não se manifestará, pelo menos espiritualmente. Talvez mentalmente, ou pela força de vontade, o paciente possa ser curado; mas, tal benefício pouco diferiria do resultado obtido pela ingestão de um comprimido.

Para curar espiritualmente, instantaneamente afaste de seu pensamento a pessoa que solicitou sua ajuda: nome, identidade e problema. Isto porque nem a pessoa é o problema nem sua doença particular é o problema. O problema é a crença universal em alguém apartado de Deus, em uma atividade apartada de Deus, em uma lei apartada de Deus. É com esta crença que você realmente estará lidando.

Quando alguém de nome Sue Jones chega até você e diz: “Estou doente”, cabe-lhe deixar Sue Jones de lado e perceber: “Não! Isto não é pessoa! Isto é a mente carnal. Mas a mente carnal não é mente verdadeira. A mente carnal não é sustentada por nenhuma lei espiritual: não tem substância, não tem causa, não tem realidade”.

Sem pensar na pessoa ou em seu suposto problema específico, você fará manifestar a cura em virtude do reconhecimento de o problema ser, em si, puro nada. O problema é a mente carnal, a crença em dois poderes. Você não irá lidar com algum “ele ou “ela”, nem tampouco com algum problema pessoal: estará lidando com a mente carnal, que tenta convencê-lo de que existe uma vida separada e apartada de Deus. Disse o Mestre: “Quem de vós me convence de pecado?” Assim, quem poderá convencê-lo de que há pessoa ou condição apartada de Deus?

Com os olhos finitos, você pode ver masculino e feminino, jovem e velho. Porém, ao longo de meus anos nesta prática, aprendi a não olhar muito para as pessoas, e sim através delas, de modo que frequentemente nem chego a notar quem está diante de mim, e nem por qual razão. Isso faz com que a identidade da pessoa desapareça de meu pensamento, pois não é a pessoa ou seu problema particular que despertam interesse, exceto que o caso apresentado se torna uma oportunidade a mais para ser revelado que Deus é a única “identidade” presente, e que inexistem leis outras, senão as de Deus. Enquanto eu não estiver olhando alguém que tenha me procurado como pessoa doente a ser curada, pecadora a ser reformada, ou desempregada a arranjar emprego, estarei na base segura como curador espiritual. Por outro lado, se considerar, em minha consciência, uma pessoa como doente a ser curado, ou um pecador a ser reformado, um pobre a se tornar bem de vida, ou um desempregado a conseguir emprego, estarei de volta ao nível do sonho mortal,  sem capacidade  de prestar qualquer auxílio à pessoa, e sem poder trazer qualquer benefício ao mundo. Meu auxílio somente se dá à medida que eu consiga impersonalizar a situação toda.

Há chamados que tem a ver com pessoas com oitenta ou noventa anos de idade. Alguns de vocês estão vivendo próximos àqueles que traduzem estes números como velhice. Não se deixe convencer dessa crença também. Esta sugestão é atingida da mesma forma com que a saúde e a força do corpo e da mente são preservadas: pela não aceitação de que alguém esteja necessitado de cura, regeneração ou suprimento. Seu papel será reconhecer o “Eu” como sendo a única identidade.

“A minha glória não será dada a outro”. Se você diz que Deus não dá a Sua glória a doença, pecado ou escassez, onde estas crenças conseguiriam qualquer glória, se Deus é infinito? Elas não têm nenhuma glória, nenhuma lei, nenhuma beleza, nenhuma continuidade, pois, se estas crenças não recebem de Deus essas qualidades, significa que elas não as estão recebendo de lugar algum!

Ao sentar-se para exercer um trabalho de cura, tudo de que você necessita é da habilidade de permanecer quieto, em comunhão com Seu Pai interior, percebendo que a Graça de Deus é infinita. Você não precisa de qualquer poder. Não estará curando algo ou alguém. É uma ilusão acreditar na existência de algo ou alguém que devesse ser curado.

Curar espiritualmente significa provar que pecado, doença e morte não são poder; assim, nenhum poder é necessário para vencê-los. Quando falamos de Deus como Poder único, não pense nisso como algum poder que você devesse utilizar. Pense nEle como o Poder que criou o Universo, e que o mantém e sustém. Permita que Ele assim o faça, enquanto comunga com esse poder.

É como se você estivesse quietamente sentado, conversando com sua mãe. Você não necessitaria de poder algum. Deus é o único Poder, e Deus criou este Universo através do “Eu”. Deus o mantém e o sustém; assim, você não precisa de nenhum poder: necessita somente da habilidade de comungar com seu Eu interior, e sentir-se em paz com Ele. E irá constatar que Deus está mantendo e sustentando a Sua Criação, sem qualquer tipo de ajuda, sua ou minha.

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COMO PROMOVER A SAÚDE…-1

COMO PROMOVER A SAÚDE
NA FAMÍLIA
1
O EFEITO DO MEDO E DA IRA SOBRE
O ORGANISMO HUMANO
MASAHARU TANIGUCHI
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Não só as explicações do ponto de vista religioso, como também as modernas pesquisas no campo da biologia comprovam como é negativo o efeito do “medo do pecado” sobre o organismo humano. Os sentimentos negativos como o medo, a ira e outros, aumentam muito a secreção de adrenalina no organismo humano. Adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, e desempenha importantes funções fisiológicas. Em nosso estado normal, ela é produzida em quantidade adequada, contribuindo grandemente para o bom funcionamento do nosso organismo. Mas, quando ficamos zangados ou apavorados, a secreção de adrenalina torna-se extraordinariamente elevada. E o que acontece quando aumenta a quantidade de adrenalina em nosso sangue? Passamos a apresentar os mesmos sintomas que apresentaríamos se nos fosse injetado na veia uma dose excessiva de adrenalina: arrepio, lacrimejamento, suor frio, tremor, etc. e também aumento de glicose no sangue e na urina. Essas são as principais reações que o organismo apresenta quando aumenta a secreção de adrenalina.

Quando o sangue com quantidade excessiva de adrenalina chega à musculatura do estômago, este perde o tono e a sua capacidade de contração diminui consideravelmente, resultando em atonia gástrica, gastroptose, etc., doenças para as quais os tratamentos médicos não são muito eficazes. Geralmente, estas doenças têm como verdadeira causa  a ansiedade, as preocupações e os temores acumulados na mente. Esse estado mental crônico provoca a secreção excessiva de adrenalina, e isso, por sua vez, causa o “afrouxamento” dos músculos do estômago, reduzindo-lhes a capacidade de contração. Certo médico realizou experiências com animais, e constatou o seguinte: extraindo uma parte do estômago de um cão, por exemplo, e colocando-o dentro de um recipiente contendo sangue “normal”, esse pedaço de estômago permanece, durante algum tempo, vivo e ativo. Mas colocando-o num recipiente contendo sangue de animal enfurecido – sangue com a quantidade de adrenalina aumentada – ele se distende e deixa de manifestar atividade. Vemos, pois, como são nocivos os sentimentos de medo e ira. O medo e a ira provocam a secreção excessiva de adrenalina; e quando o sangue com elevada quantidade de adrenalina chega ao estômago, este se distende e perde a atividade. Em outras palavras, o estômago passa a apresentar distúrbios tais como a atonia gástrica, a gastroptose etc. Quando o estômago fica inativo, ele não necessita de grande quantidade de sangue. O sangue excessivo, então, precisa ser enviado para outras partes: concentrando-se na cabeça, torna a pessoa bastante agressiva; fluindo para o coração, acelera a pulsação; e, no fígado, transforma em glicose o glicogênio ali armazenado e a envia ao sangue; aumentando o nível de açúcar no sangue, aumenta o “combustível” para ativar os músculos, e, assim, os músculos ficam tensos e prontos para reagir. Nos momentos de grande pavor ou fúria, ocorre esta alteração na secreção de adrenalina, e o nosso organismo concentra todas as energias no “preparativo” para reagir contra o agressor. No caso de reação, o excesso de açúcar no sangue é “queimado” no momento do reagir. Agora vejamos o que acontece nos casos de pequenos medos e pequenas raivas: ninguém, em sã consciência, reage violentamente contra o outro, movido por um pequeno medo ou uma pequena raiva; portanto, nesses casos, o excesso de açúcar no sangue não é eliminado. Quando uma pessoa vai acumulando dentro de si os pequenos medos e raivas, a quantidade de açúcar em seu sangue vai aumentando de modo crônico, até chegar ao ponto em que se torna necessário expelir, de alguma forma, o excesso de açúcar. Então, essa pessoa passa a sofrer de diabete, que e é uma doença muito difícil de se curar. O diabético tem de tomar injeção de insulina, seguir uma dieta rigorosa; o médico lhe proíbe todo alimento que contenha amido ou açúcar. Em virtude disso, o paciente que ficou diabético por causa do acúmulo de pequenos medos em sua mente, passa a ter medo também da doença e dos alimentos. E enquanto houver medo em sua mente, ele não ficará curado, por mais que obedeça à dieta. Como a secreção interna de seu corpo continua alterada, a quantidade de açúcar em seu sangue continua excessiva; e mesmo ingerindo alimentos comuns em pequena quantidade, logo apresentará glicosúria. Desse modo, ele nunca fica completamente curado.

Para se curar completamente do diabete, é imprescindível “curar a mente”, ou seja, modificar a atitude mental. Na Seicho-No-Ie há muitas pessoas que se curaram facilmente de diabete. Se o paciente mudar a sua atitude mental, ele ficará curado, mesmo que não faça dieta rigorosa. Mas a questão é: como mudar a atitude mental? Quando o medo ou o rancor se assomam em nossa mente, é muito difícil dominá-los. Não é fácil controlar a nossa mente apenas com nossos próprios esforços. A Seicho-No-Ie utiliza um meio muito simples de solucionar os conflitos íntimos.

Continua…>

Proteção Contra a Feitiçaria-2 Final

PROTEÇÃO
CONTRA A FEITIÇARIA
PARTE II – FINAL

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O Amor, Deus, é Tudo-em-tudo. Protege a todos com Sua bondade ilimitada. O escudo do Amor cobre e protege o homem, e elimina todo perigo. Portanto, como lemos na Primeira Epístola de João: “O perfeito amor lança fora o medo”.

O homem, a imagem do Amor, reflete seu Criador. Ele é, portanto, incapaz de praticar o mal. O homem criado por Deus, nossa verdadeira individualidade, não é vítima nem é, tampouco, o autor do mal. Ele não pode ser um feiticeiro nem ser enfeitiçado. Além do mais, o Amor divino o protege do ódio.

Acreditar que alguém nos odeie é nutrir uma crença no ódio. Precisamos compreender que o homem não possui poder pessoal para amar ou odiar. Refletimos o poder infinito de amar a partir de Deus, e nos é impossível não amar. Deus não criou o ódio. O ódio, portanto, não possui realidade. Ninguém pode odiar-nos e tampouco podemos odiar alguém.

Essa compreensão anula a crença em feitiçaria e capacita-nos a demonstrar sua nulidade. Ficamos, assim, dela protegidos. Não importa qual seja sua aparência, a feitiçaria não passa de uma crença alimentada pelo medo e pelo ódio. Suas reivindicações de poder e autoridade são falsas, porque Deus, o bem, é a única fonte genuína de poder. Por meio do Amor divino podemos e devemos extinguir o medo e elevar-nos acima da crença do ódio. Assim provamos que ninguém pode estar separado do amor infinito de seu Pai-Mãe Deus, que se expressa por meio do Cristo, nem nós, nem nosso suposto malfeitor.

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Proteção Contra a Feitiçaria

PROTEÇÃO
CONTRA A FEITIÇARIA
(Transcrito do The Christian Science Monitor, Boston, E.U.A.)
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PARTE I
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A feitiçaria alega que a cooperação com o mal, ou com o diabo, confere poderes sobrenaturais às pessoas que exercem essa assim chamada autoridade. No entanto, por meio do Cristo, a Verdade de Deus, que é Amor divino, somos capazes de reconhecer a natureza errônea dessa crença e proteger-nos dela.

A crença na feitiçaria atua através do medo e do ódio. Manifesta-se por meio de inúmeros disfarces. Eu moro na África e nesse continente, por exemplo, acredita-se na divindade dos ancestrais. No entanto, não importa que forma a feitiçaria assuma, a correta compreensão de Deus traz à luz a natureza ilusória de sua propalada origem. Fica então revelado que, pelo fato de Deus, o bem, ser o único poder, o mal não tem origem verdadeira, nem poder.

Deus, a Mente, é o único Princípio do homem, Sua ideia espiritual. Na realidade, o homem é o filho de Deus, criado à Sua imagem e semelhança. A imagem de Deus não é um criador pessoal e tampouco é um deus. Deus é nosso Pai-Mãe. Portanto, acreditar que nossos ancestrais sejam deuses é desobedecer ao Primeiro Mandamento, que encontramos em Êxodo: “Não terás outros deuses diante de mim”.

O homem não possui poder próprio, mas expressa seu Criador de forma ilimitada. “Na Ciência o homem é descendente do Espírito. O belo, o bom e o puro constituem sua ascendência”, escreve a Sra. Eddy em seu livro Ciência e Saúde. Ela continua:
“O Espírito é a fonte primitiva e derradeira de seu ser; Deus é seu Pai, e a Vida é a lei de seu ser”.

A feitiçaria tenta nos fazer crer que o mal é um poder oposto a Deus, o bem onipotente. Portanto, para proteger-nos da feitiçaria precisamos, em primeiro lugar, compreender que nem a feitiçaria nem o suposto feiticeiro têm inteligência ou poder. Deus, a Mente divina, tem todo o poder, e Deus é a fonte de toda a realidade. Com essa percepção espiritual de Deus como Amor divino, somos capazes de neutralizar o medo e o ódio. Sem eles a feitiçaria não dispõe de uma porta pela qual entrar em nossa vida.

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A GRANDEZA DO AMOR DIVINO-3 Final

A GRANDEZA
DO AMOR DIVINO
ELEANOR YOUNG CLAPP
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PARTE III – FINAL
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Neste universo espiritual, a função do homem é refletir, expressar, ser a ideia dessa Mente amorosa que a tudo envolve. Essa unidade da Mente e sua ideia é permanente e já é um fato estabelecido. O amor divino está em ação, atuando, vendo, conhecendo, mantendo o homem. Ao reivindicarmos conscientemente essa lei como verdadeira a nosso respeito e a respeito de outros, perceberemos uma grande diferença em nossa vida.

No decorrer dos anos, tive muitas provas de que o reconhecimento desse puro amor de Deus por Seus filhos, cura. Mas, para realmente sentir o efeito desse amor curativo, temos de aceitar a descrição que Habacuque faz de Deus: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar”.

Embora eu tivesse ganho, desde aqueles primeiros dias, uma compreensão mais clara do amor de Deus por mim e de meu valor como Seu reflexo, ainda me achava acreditando numa identidade que podia tornar-se presa das crenças mortais. A esta altura, foi-me dada a oportunidade de aprofundar minha compreensão do Amor divino. Fui curada instantaneamente de um mal interno de longa data, quando vi, por fim, com repentina clareza, que a mente mortal e eu nada tínhamos em comum. Minha identidade real e única não tinha parte alguma com o problema. Como a mente mortal não podia ser a minha mente, eu não me achava enredada pelas crenças mortais nem a elas estava tentando destruir – nem estavam elas tentando destruir a mim. Compreendi que por ser Deus a única Mente, Deus era toda a Mente que eu podia ter. Tive de desfazer-me do sentido mortal de conexão com a matéria e encontrar minha identidade na totalidade do Espírito. Então senti a grandeza do amor de Deus, um amor que nunca me havia deixado vulnerável para ser tentada ou enganada. Eu sabia que o Amor divino era absolutamente forte e inegável. Na radiação dessa verdade espiritual, as trevas tinham de desaparecer, e desapareceram.

Dei-me conta de que eu havia estado procurando evocar o amor de Deus para efetuar uma mudança em meu estado. Nesse momento de inspiração mudou-se minha perspectiva, e dei-me conta de que a grandeza do amor de Deus estava bem acima daquilo a que eu estivera me atendo. Seu amor é absoluto e infinito. Deus não permite a doença nem a compreende. Percebi que exatamente ali meu ser real e único estava livre e era são.

Essa compreensão veio de Deus, que me falou, transmitindo Sua verdade à minha consciência, mediante o Cristo. Eu havia preparado o pensamento para aceitar essa verdade mediante oração, por meio da gratidão, da obediência e da coragem. É pelo exercício das qualidades do Cristo que a luz curativa vem graciosamente à nossa experiência como realidade.

Essa compreensão do Amor divino faz parte da maravilhosa descoberta que a Ciência Cristã traz a esta era moderna. Com a autoridade derivada dos escritos inspirados e dos exemplos contidos na Bíblia, a Ciência fornece uma compreensão demonstrável de como Jesus curava. Ela satisfaz os nossos anseios espirituais pelo bem supremo. Eleva nosso apreço pela Divindade, a fim de vermos a grandeza de seu amor – um amor por demais puro e poderoso para incluir o mal, um amor no qual encontramos nossa própria identidade como Sua expressão e descobrimos o bem-estar indescritível de cada um de nós.

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(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Março 1983)

A Grandeza do Amor Divino -2

A GRANDEZA
DO AMOR DIVINO
ELEANOR YOUNG CLAPP
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PARTE II
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A mente mortal procura induzir-nos acrer que estamos vivendo na matéria e, por consequência, encontramo-nos indefesos sob suas leis. Alegaria governar-nos, sujeitando-nos à doença e ao pecado, e só nos libertaria depois da morte a um Deus pouco compreendido. Esse Deus de tristezas e paixões humanas é feito à  semelhança de um supermortal. Partindo desse ponto de vista mortal, a oração não valeria muito a pena. Poderia acalmar o pensamento, dar-lhe orientação ou alguma esperança. Mas a confiança do salmista, que escreveu: “O Senhor é a fortaleza da minha vida, a quem temerei?”, assenta em prova mais firme do amor de Deus do que a encontrada mediante anseios mortais.

Não encontramos respostas para a realidade suprema do ser e a natureza real do homem analisando os registros das crenças materiais coletivas. Desde o início e por toda a história, a realidade pura se tornou aparente apenas a indivíduos de pendor espiritual, tal como a luz irrompe através de uma fresta nas nuvens.

Cristo Jesus foi caracterizado por seus contemporâneos, bem como por si mesmo, como uma “luz” que veio ao mundo para curar e regenerar. Como é que ele fazia tal coisa? Referia-se continuamente ao fato de ser inseparável de seu Pai; repetidamente explicava ser o poder de Deus – o poder da Verdade e do Amor – o que realizava as curas. Não se deixando iludir por qualquer quadro aterrador, Jesus ia à raiz do problema e percebia a pretensão irreal exercida sobre a mentalidade do paciente. “Ela não está morta, mas dorme”, disse. E então, não permitindo que o problema permanecesse nem mesmo sob a forma de sonho, despertou da morte uma menina.

A Bíblia diz-nos que Deus, sendo Espírito, é Tudo-em-tudo. Amor infinito, toda verdadeira substância; é íntegro, bom, o Criador todo-amoroso, o terno Pai-Mãe. Essa compreensão gloriosa traz-nos cura, porque nos eleva acima do testemunho do sentido mortal, e porque é realmente verdadeira. A Sra. Eddy diz-nos: “Deus se compadece de nossas mágoas com o amor de um Pai para com Seu filho – não por tornar-se humano conhecendo o pecado ou o nada, mas eliminando o nosso conhecimento daquilo que não é. Ele não poderia destruir totalmente nossas aflições se Ele tivesse algum conhecimento delas. Sua compaixão é divina, não humana. É o conhecimento de sua própria infinidade o que proíbe a existência genuína de qualquer pretensão do erro. Esse conhecimento é a luz na qual não há trevas – não uma luz contendo trevas em si mesma”.

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A GRANDEZA DO AMOR DIVINO-1

A GRANDEZA
DO AMOR DIVINO
ELEANOR YOUNG CLAPP
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PARTE I

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Numa de suas epístolas, João diz-nos: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por esta razão o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo”. As implicações dessas palavras levam-nos a compreender a natureza espiritual de Deus e do homem. O amor aí implícito é infinito e divino, e eleva nossa definição de homem bem acima “do mundo”, ou da mortalidade. Esse amor revela o homem como intocado, até mesmo desconhecido, pela matéria ou pelo modo de pensar mortal. No âmago da Ciência Cristã está essa compreensão de que Deus é Amor divino.

Quando jovem, frequentei mais de uma Escola Dominical protestante, às vezes na companhia de meus pais e, às vezes, com uma vizinha. Fiquei com a impressão de que Deus era um juiz inexorável que observava cada um de meus atos. Fui ensinada a me sentir indigna de Seu amor, ainda que Deus me amasse apesar de meus pecados. Esforçava-me por ser boa pessoa, mas, apesar de meus esforços, todos os domingos eu tinha de repetir em voz alta, com as demais pessoas, que eu era uma pecadora miserável. Sentia-me confusa. Por certo Deus não amava o pecado. Como poderia amar a mim, uma pecadora?

Quando estava com onze anos de idade, tive um acidente no mato. Enquanto me debruçava para colher avencas nativas, a ponta de um galho entrou num de meus ouvidos, perfurando o tímpano. Minha avó, que ouvira contar algo a respeito da Ciência Cristã, sugeriu que a experimentássemos. Foi a primeira vez que fiquei sabendo de um Deus de amor que, de fato, não tem conhecimento do mal. Deus me amava, não apesar de meus pecados, mas porque apenas via a minha identidade espiritual, real, que Ele havia criado. Essa identidade é impecável e Deus a mantém assim.

Essa era uma dimensão inteiramente nova. Eu podia compreender como Deus era capaz de amar um ser espiritual, perfeito. Isso também esclareceu algumas dúvidas que eu tinha com respeito à capacidade de Deus, de criar um produto bom. Indagara-me por que Deus haveria de criar um homem suficientemente fraco para ser tentado, se apenas o viria a punir por ser vulnerável.

Naquela época, esse novo ponto de vista exigiu que eu desse um salto de fé. Eu tinha de desistir do quadro mortal de homem que me havia sido ensinado (e que parecera tão evidente) toda a minha vida. Mas, fazia para mim sentido tão maior que um Deus bom  haveria de criar um homem bom, que tranquilizei-me com essa confiança. Dentro de pouco tempo, eu estava completamente curada e recuperara a audição perfeita. Que alegria, quando meus pais me colocaram na Escola Dominical da Ciência Cristã.

Nela aprendi que esse Pai-Mãe celeste, o Amor divino, não consente que Sua criação totalmente espiritual, o homem, peque ou adoeça. Seus filhos são sempre a expressão dEle mesmo, refletindo as qualidades divinas do bem infinito. Que gratidão, que calorosos sentimentos brotam de se saber que esse divino Pai-Mãe nunca é negligente em manter-nos, nunca nos deixa afundar em águas perturbadas, nunca nos deixa afogar no pecado! Nem sequer por um instante o filho por Ele criado é menos do que o produto brilhante, encantador, puro e radiante do ser divino, singular para Deus, precioso e necessário para Deus. Quão grande é seu amor por nós! Quão satisfeito está Deus com o nosso reflexo inevitável de Sua natureza divina! Tão perto quanto um pensamento está da Mente que o concebe, estamos nós da inteligência divina cuja ideia somos.

A Ciência revela a esta época a unidade espiritual entre Deus e o homem, a qual Jesus ensinou. Mary Baker eddy, Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, diz-nos em Ciência e Saúde:

“Esta é a doutrina da Ciência Cristã: que o Amor divino não pode ser privado de Sua manifestação, ou objeto, que a alegria não pode ser convertida em tristeza, porque a tristeza não é senhora da alegria; que o bem jamais pode produzir o mal; que a matéria jamais pode produzir a mente, nem a vida pode redundar em morte. O homem perfeito – governado por Deus, seu Princípio perfeito – está isento de pecado e é eterno”.

A sra. Eddy  descreve a existência mortal como um estado de sonho da “mente mortal”. Diz: “Se Deus conhecesse o mal, mesmo como pretensão falsa, esse conhecimento manifestaria o mal nEle e procederia dEle. A Ciência Cristã mostra que a matéria, o mal, o pecado, a doença e a morte não passam de negações do Espírito da verdade e da Vida, que são positivos e que não podem ser negados. Os estados subjetivos do mal, chamados mente mortal ou matéria, são estados negativos destituídos de tempo  e espaço; pois não há outro fora de Deus, ou Espírito, e da ideia do Espírito”.

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A IRREALIDADE DO ERRO

A IRREALIDADE
DO ERRO
CHARLES FILLMORE
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O erro, seja chamado doença, pobreza ou desarmonia, não tem realidade. Minha compreensão da Verdade revela que só a saúde, a prosperidade e a harmonia são reais, pois assim Deus nos criou. A saúde radiante, a prosperidade e harmonia permanentes são minha divina herança!

Minha compreensão da onipresença de Deus abre a porta para o fluxo da substância elementar, que traz superabundância à minha mente, atividades e empreendimentos.

É lamentável que a falta de compreensão espiritual leve tantos erros às esferas individual e coletiva dos homens, em vez de caminharem todos de olhos abertos, confiantes em Deus. Não devemos habitar na cidade da indecisão, esperando que algo surja, mas avançar para as realizações que nos são inspiradas pela interna luz. Isto é que nos levará ao cumprimento de nosso destino.

Nunca nos cansamos de repetir a sábia observação de Jó: “Há um Espírito no homem e o alento do Todo-poderoso lhe dá compreensão”. Algumas pessoas supõem que a compreensão é conquistada pelo desenvolvimento intelectual. Mas nenhuma universidade nos dá esta compreensão interna. O conhecimento intelectual é útil quando é submetido à orientação do Espírito. O único objetivo do homem é o desenvolvimento de sua alma. Qualquer outra meta, mental ou material, que não tenha esse fim e que não se apóie na ajuda do Alto, deve ser rejeitado.

Devemos focar a mente no Espírito, que nos revela a verdade sobre as inúmeras situações que defrontamos em nossos contactos diários.

Evitemos os conceitos equivocados. Se consideramos igualmente a saúde e a enfermidade, aceitando as duas como reais, a “substância mental” lhes atribuirá igual poder. Em tal caso, iremos crer que a enfermidade e seu contágio é ainda mais real e poderosa que a saúde.

Todavia, uma rápida análise da relação entre a saúde e a enfermidade, revela que a saúde é a real condição, criada por Deus como um estado natural do ser criado à Sua semelhança, porque não podemos supor um Deus doente. Logo, a enfermidade é irreal, anormal e indesejável, produto ilusório do mau uso mental.

A Verdade não só ensina que a realidade está na raiz e origem das coisas, como também revela que jamais escaparemos do irreal, enquanto nossos processos mentais “vestirem o ilusório com a substância mental”, para trazê-lo à existência.

Se negas a enfermidade como desprovida de realidade e afirmas a saúde como permanente e espiritual – terás a confirmação de teu Espírito e  demonstrarás saúde.

A conscientização diária do Espírito e Seus atributos revela ao homem que as forças elementais de que se compõe a matéria estão aqui, no “éter”, esperando nossa aceitação, reconhecimento e apropriação. Não precisamos de conhecer todos os pormenores da lei científica, para demonstrar o bem que se chama saúde, prosperidade ou harmonia. Entra em silêncio, todos os dias, por um período de tempo e concentra teu pensamento na substância do Espírito, preparada para ti desde a fundação do mundo. É assim que abrirás uma corrente de ideias elevadas e verdadeiras, que trarão saúde, abundância e harmonia para tudo que tocares.

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CURANDO A DISFUNÇÃO CORPÓREA

CURANDO
A DISFUNÇÃO CORPÓREA
John H. Williams
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Reconhecer o controle total e absoluto de Deus é apropriado para curar disfunções corpóreas de qualquer tipo. Podemos saber, sem dúvida alguma, que a espiritualidade, a perfeição e a bondade que o homem reflete de Deus, a Mente, tem de ser expressa incessantemente em todas as suas ações. Mary Baker Eddy, Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, declara: “Toda função do homem real é governada pela Mente divina.”

O raciocínio que se baseia na matéria insiste em que o homem é material e é constituído de vários órgãos, cujo funcionamento determina sua vida, sua saúde e sua harmonia. Ademais, esse ponto de vista materialista pretende que existam forças deletérias que podem controlar o corpo, causar disfunção, e resultar em doença e destruição. A Ciência Cristã refuta tal ponto de vista e ensina-nos como a verdade a respeito de Deus e do homem pode corrigir tais estados.

Não há melhor modo de começar, senão o de fortalecer nossa compreensão de Deus. É esta sempre a nossa maior necessidade. Quando nos afastamos do problema físico que pede nossa atenção, podemos discernir com maior clareza a presença eterna do Amor divino, a onipotência da Verdade e a totalidade do Espírito. Podemos reforçar nossa convicção de que Deus é a causa única, a fonte de todo o ser. Uma compreensão clara do todo-poder de nosso Criador é requisito indispensável para se invocar, com pleno êxito, a lei divina de cura.

Compreender a Divindade é prelúdio necessário para conhecer nossa verdadeira identidade como expressão de Deus. Quanto melhor conhecermos Sua natureza, tanto melhor poderemos discernir que nosso verdadeiro ser não é prejudicado, e está isento das pretensões da mente carnal.

Um mal-estar comum dessa mente fictícia e de seu suposto corpo material é o de que órgãos se tornem desarmoniosos e falhem em sua função. A Ciência Cristã enfrenta esse conceito materialista de identidade e mostra-nos como o poder do Amor cura.

Na oração não imploramos a Deus que nos cure. O que se requer é primordialmente que adquiramos a compreensão, baseada num crescente reconhecimento da totalidade de Deus, de que o homem –a verdadeira identidade de cada um de nós –não pode estar sujeito ao mal, e sim que expressa para sempre a perfeição de seu Criador. Essa compreensão, que progrediu até à convicção que anula os falsos conceitos do erro que pretendem afligir-nos, é a oração que não pode deixar de ser atendida.

O medo é um elemento que faz parte de todo problema. Precisamos lançar fora toda tentação de ficar assustado, e reconhecer que o homem, a expressão do Amor infinito, não pode assustar-se, assim como não se pode inculcar medo ao Amor. O medo é uma ficção, sem origem nem energia, e nunca pode influenciar o homem de Deus. Se nos apegarmos a esse fato, apagamos o quadro do medo.

Depois, precisamos compreender que a verdadeira função é uma atividade da Mente divina. Essa Mente não pode estar sonolenta ou estática; ela acha-se eternamente ativa e se expressa na idéia da Mente, o homem. De maneira que as funções do homem verdadeiro não podem se desarranjar, porquanto manifestam a ação impecável de Deus. Paulo deve ter discernido algo a esse respeito quando disse, nas palavras constantes em Atos: “Nele (em Deus) vivemos, e nos movemos, e existimos.” O fato de que toda atividade emana por inteiro da Mente destrói a falsidade relativa a funcionamento material, e a consciência se ergue acima do problema físico. Em seguida, vem a cura.

É da máxima importância compreender que nosso objetivo não consiste em curar a matéria, mas em corrigir o pensamento. O problema básico nunca está no corpo, porque o corpo apenas exterioriza aquilo em que acreditamos. A Sra. Eddy explica: “Quando eliminamos a doença, por nos dirigirmos à mente perturbada, sem prestar atenção ao corpo, provamos que só o pensamento cria o sofrimento.”

Não oramos para que alguma parte do corpo funcione corretamente. Em vez disso discernimos, através do sentido espiritual, que nosso verdadeiro “Eu” é a imagem de Deus. Essa verdade anula a disfunção, e a ação física normal entra em atividade. Desse modo, podemos dizer que Deus controla o corpo material, muito embora Ele esteja consciente apenas daquilo que é espiritual.

Dos vários órgãos do corpo humano, é provavelmente ao coração que se presta atenção maior. Formulam-se teorias horríveis, predições e temores sobre o que poderá acontecer a esse órgão. No entanto, será que precisamos ficar com medo? Não! Esse conceito do homem não diz respeito à nossa identidade real, a qual para sempre dá prova da ação imperturbada da Mente divina. Opondo-nos vigorosamente a esses conceitos falsos e substituindo-os pela verdadeira ideia do homem, manifestamos a atividade ininterrupta de Deus. Aí temos uma base sadia, a partir da qual se resolvem os problemas do coração.

Por exemplo, quando Cristo Jesus ressuscitou Lázaro da morte, bem como o filho da viúva de Naim, depois de o coração haver parado de funcionar, provou que o verdadeiro ser do homem não depende de um músculo chamado coração. Sua compreensão do verdadeiro status espiritual do homem suprimiu a ilusão da morte, e a atividade corpórea normal foi restaurada.

Deus nunca causa disfunção corpórea, porque o colapso é contrário à bondade divina. Ações desarmoniosas são a objetivação do pensamento mortal, e não se lhes deve conceder maior crédito do que a um sonho noturno. O verdadeiro funcionamento tem sua origem na Mente divina, está eternamente correto e é harmonioso. Essa compreensão desperta-nos do sonho, restabelece a ação perfeita, e conquistamos nossa liberdade.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Julho 1982)