PENSE EM LUGAR DA CRENÇA COLETIVA

PENSE EM LUGAR
DA CRENÇA COLETIVA
DÁRCIO
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Deus, sendo TUDO, é o ÚNICO Poder em atividade onipresente. A Presença divina é Onipotência, e a “crença coletiva”, que acredita em poder do bem e poder do mal é, portanto, falsa! Diante de Pilatos, que lhe afirmava ter poder sobre ele, ou para soltá-lo ou para crucificá-lo, Jesus respondeu: “ Não terias poder algum contra mim, se este não te fosse dado do Alto”. Explicava a Pilatos que a “crença coletiva” somente atuaria sobre ele com a sua autorização, isto é, com ele permitindo a sua livre atuação sem que  a destruísse pela Verdade.

Joseph Murphy coloca repetidamente em seus livros: “Se você não pensar por si mesmo, a crença coletiva pensará em seu lugar”. Isso quer dizer que diante das falsidades, devemos praticar a Verdade! Também Joel S. Goldsmith, em suas obras, dá ênfase contínua ao fato de que “a crença em dois poderes” é a ILUSÃO a ser encarada e dissipada, o que é feito pela admissão incondicional e consciente de que Deus é o ÚNICO Poder.

Você dá poder a pessoas? A condições negativas? Você dá poder a algo além da Onipotência? Você dá poder à matéria? A dores e sofrimentos? Você dá poder às “aparências”? Sim ou não? Conscientemente, não! O que  ocorre, caso você julgue que sim, é o seguinte: VOCÊ DEIXOU DE PENSAR POR SI MESMO! E, por isso,  deixou-se arrastar pela “crença coletiva”. Muitos  lutam contra doenças, contra situações discordantes em seu ambiente,  contra inúmeras  condições das “aparências”,  por acreditar serem reais, quando a verdadeira “batalha” seria interior! Uma “batalha” desencadeada no silencio da contemplação da Verdade absoluta: DEUS É O ÚNICO PODER! Enquanto sua mente não for aceita como sendo a Mente de Deus, você estará permitindo à “crença coletiva” a suposta atuação hipnótica em sua experiência. Tão logo você destitua esta “crença coletiva” deste seu “poder hipnótico”, que não passa de “sugestão mesmérica”, a Verdade da Onipotência será discernida.

“Temos a Mente de Cristo”, disse Paulo. Esta Mente é a Mente de Deus sendo a Mente real de todos nós! Identifique-se com ela! Não fique à mercê de “crenças coletivas”; assuma sua atitude e pratique a Verdade! Todos os supostos problemas, que aparentemente o aborrecem, têm o “poder do Alto” que a eles VOCÊ está atribuindo! Quando VOCÊ destituí-los deste “poder”, eles sumirão! Que eram? A arcaica “crença em dois poderes” atuando hipnoticamente sobre você,  e, atuando ILUSORIAMENTE!

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“PORQUE JÁ ESTAIS MORTOS,…"

“PORQUE JÁ ESTAIS
MORTOS, E VOSSA VIDA ESTÁ ESCONDIDA COM CRISTO EM DEUS”
Dárcio
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Há milênios que as revelações se repetem, no sentido de que não existe vida na matéria. Quando a Ciência Cristã foi apresentada ao mundo, através do livro-texto “Ciência e Saúde”, houve um reavivamento das Verdades absolutas contidas na Bíblia. Quando Paulo disse: “Porque já estais mortos, e vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Colossenses,3:3), revelou a inexistência de vida real em seres humanos, em corpos materiais ou mortais, enquanto a Verdade, discernida por ele, era a Verdade eterna de que “nossa vida” , estando oculta em Deus, não é esta ilusão de vida humana sujeita a nascimentos, mudanças e mortes.

Quando alguém diz passar por problemas de saúde, o que ocorre, de fato, é seu apego ao “corpo carnal”,  ao “morto” que ele julga ser “vivo”. Enquanto esta ilusão não for desfeita, lutará, este ser iludido, para recuperar sua suposta saúde que jamais deixou de estar perfeita. Este é o caminho material de vida: uma ilusão que gera as ilusões seguintes! As palavras de Paulo,  seguidas à risca, mostram o que realmente somos: a Vida ESPIRITUAL eterna! Não existe vida na matéria! Acreditar que o corpo físico tem vida equivale a acreditar que alguém, presente em um sonho, tem ali vida real. Não tem! Aquele “ser animado” do sonho é “morto”.

Certa vez, o Prof.Glenn Clark, renomado metafísico, atendeu a uma mãe desesperada por estar sua filha à morte no hospital. Os médicos tiraram dela os alimentos dos quais ela gostava, e, haviam tirado da mãe todas as esperanças de vida. Ouvindo isso, o Prof. Clark disse-lhe: “Considere sua filha como morta! Vá ao hospital e dê a ela os seus alimentos preferidos, mas sempre mantendo em mente que sua filha está morta!” A mãe ficou chocada e raivosa, diante desse aconselhamento, e, achando aquilo um absurdo, negou-se a praticá-lo. Porém, quando se refez do choque e voltou a pensar sobre o que ouvira, vendo-se sem qualquer outra alternativa, decidiu-se por fazer exatamente o recomendado. Desapegou-se do anseio de que a filha se restabelecesse, considerou-a morta, enfim, seguiu todas as instruções recebidas. E logo depois a filha ficou completamente curada. Há alguns anos, uma pessoa ligou-me, dizendo que uma cadelinha de estimação estava agonizando, deixando as pessoas da casa muito tristes. Eu disse a ela que visse unicamente a “ideia-divina” referente à cadelinha, pois a “ideia” é que era a “cadelinha-real”. No outro dia, ela voltou a ligar-me e, ao dar-me notícias, disse-me: “Ela piorou e muito”. Foi quando lembrei-me do Prof. Clark, e  disse à pessoa: “Deve haver muita gente sofrendo mentalmente por causa da cadelinha; conte a todos que estiverem com dó, com medo de que ela morra, etc, este caso, com o conselho dado pelo Prof. Glenn Clark. Logo depois, as pessoas atenderam, e a cadelinha saiu toda  saltitante e curada.

Não existe “vida na matéria”; E O APEGO À MATÉRIA TOLHE A LIVRE MANIFESTAÇÃO DA VIDA REAL, EM TERMOS DE SUA MANIFESTAÇÃO NO PLANO VISÍVEL.

Nossa “Vida” está escondida com Cristo em DEUS! É Vida de Deus, Vida eterna, Vida que não nasce, não adoece e não morre! Afirmar que “o ser humano é morto” é o que a Bíblia chama de “Renascimento”. Quanto mais nos acostumarmos com esta Verdade, mais a Vida divina será reconhecida como VIVA, PLENA E ILUMINADA! Quanto mais nos apegarmos ao ILUSÓRIO corpo material, mais endossaremos a arcaica ILUSÃO, a crença falsa de que “existe vida na matéria”, quando, na verdade, nem matéria existe! TUDO É ESPÍRITO! TUDO É DEUS!

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CURAR OU “ESBARRAR NA CAMA”?

CURAR OU
“ESBARRAR NA CAMA”?
Dárcio
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Há enorme quantidade de textos que falam sobre “cura espiritual”. Se, de um lado, eles chamam a atenção, por serem vistos como “remédios divinos”, de outro, eles podem trazer uma falsa visão do seu real sentido. As palavras empregadas pouco importam, desde que o verdadeiro sentido delas seja plenamente entendido! Por que a expressão “cura espiritual” é usada? Deve-se à aceitação coletiva de doenças, problemas, dificuldades etc. Como a Verdade dissolve esta aceitação em cada ser que a conhece, alterando, desse modo, o quadro ruim para outro rotulado de bom, costumeiramente é aceito que “houve cura”, ou que houve a “solução do problema”.

Se você for visitar um amigo e ele estiver em seu quarto, você além de vê-lo na cama também verá o seu quarto. Suponha que você o deixe e que, uma hora depois, retorne à casa dele e quem o atende lhe diga que ele está dormindo. Você diz desejar apenas ir novamente ao quarto para retirar um objeto ali esquecido por você na primeira ida; assim, sem fazer barulho, você entra e o vê dormindo e se debatendo por estar sonhando. Para você, o quarto continua sendo visto, e o seu amigo também; já para ele, a visão será outra! O quarto lhe terá sumido, e você, que antes ele via, não estará mais sendo visto, enquanto o sonho, para ele, é encarado como a sua realidade daquele momento. Se em seu sonho ele estiver sofrendo, por se achar doente, e, naquele instante, você esbarrar em sua cama e o acordar, para onde teria ido parar a “doença” dele? Você o curou ou você o acordou do sonho?

O praticista da chamada “cura espiritual” não é  médico, que olha a doença e se empenha em dar fim a ela! O praticista faz o que chamamos de “autotratamento”, que é uma forma de se dizer que ele mesmo, primeiramente, é quem deve estar “sem sonho”,  para  ver que alguém “sonhando” não tem doença alguma, não necessita ser curado, mas que deve apenas ser “acordado”. O nosso Reino NÃO É DESTE MUNDO, disse Jesus. Estava revelando que o “sonho coletivo” não é realidade, e que “acordar” significa cada um já se ver em Deus, no Reino de Deus, e sendo Deus! Aquele que tentar curar a própria doença ou a de outro, estará no mesmo pesadelo ilusório! Primeiro, ele terá de estar convicto de sua presença na Realidade perfeita, desacreditando de tudo que seja “além de Deus” existindo! Depois, sim, ele poderá acordar seu amigo, vendo-o se debater mas sem ver o que ilusoriamente o faz se debater!  Se o sonhador se vir sofrendo por causa de um braço machucado, por exemplo, o praticista o verá com o braço perfeito e não participará do seu sonho, que argumenta ser real aquela dor ou situação. As chamadas “meditações de cura” requerem a dedicação que nos traga esta convicção. Os princípios precisam ser treinados e praticados e, isto sendo feito, eles mesmos nos provarão serem verdadeiros. Comece por ver com clareza a diferença entre “despertar” e “curar”; assim, saberá com nitidez qual é o seu objetivo, quando estiver meditando: jamais será para  aliviar você mesmo, ou alguém, de algum suposto sofrimento, mas, será um “esbarrar na cama”, um “despertar do sonho”, uma atividade consciente que revela o verdadeiro Eu do homem, desde sempre perfeito, pleno e glorioso, por ser o próprio Deus em expressão individual.


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CAMINHO PARA SOLUCIONAR TODOS OS PROBLEMAS

CAMINHO PARA SOLUCIONAR
TODOS OS PROBLEMAS
MASAHARU TANIGUCHI
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O Amor de Deus é a fonte de Vida de todos os seres. O Amor divino procura sempre vivificar todas as criaturas; é uma força que nunca deixa de vivificar tudo e todos. Então, por que surgem problemas e contratempos em nossa vida? Isso acontece quando nosso estado mental não está em sintonia com Deus. Nesta vida, as pessoas podem vencer ou fracassar. Fracassam quando o seu estado mental não é bom. Pessoas que não estão em sintonia com Deus são vencidas pelas que estão sempre sintonizadas com Deus. Os atletas que participam dos jogos olímpicos são pessoas com excelente preparo físico. No entanto, alguns sofrem derrota porque na hora H, vacilam diante da intensa energia que emana do oponente. No “estádio” desta vida, não sofra derrota. Acredite firmemente que vencerá. Mas, para vencer, não é preciso oprimir e destruir os outros. Quem consegue manifestar naturalmente a força que recebeu de Deus alcança a vitória, e aquele que não a manifesta acaba fracassando. Não é necessário pensar em derrotar o outro. O Eu verdadeiro do homem não é um ser medíocre que sofre prejuízo se não derrotar os outros. Conscientize-se de que o Amor de Deus está envolvendo você o tempo todo para vivificá-lo, e mentalize isso com a maior frequência possível. Mesmo quando ocorrer desarmonia ou conflito no lar, não se deixe dominar por ira ou ódio. Quando se tenta solucionar o problema com a mente atribulada, a situação acaba se agravando. Qualquer que seja o problema, você deve, antes de mais nada, mentalizar como segue:
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“Deus é Amor. No lugar repleto de Amor de Deus, é impossível surgir o mal. O Amor de Deus envolve todos nós. Por isso, jamais ocorrem fatos que nos prejudicam”.
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Assim mentalizando, abençoe os outros e também a si próprio. Só então, com a mente serena, reflita sobre providências concretas para solucionar o problema, norteando-se pelo amor ao próximo. Não se deve tentar resolver a situação enquanto os sentimentos estiverem exaltados, pois, nessa circunstância, não ocorrem boas ideias que beneficiem a todos, surgindo apenas pensamentos destrutivos. Antes de mais nada, é preciso mentalizar a bondade de Deus e sentir o coração preenchido pelo Seu Amor. Em seguida, mantendo a serenidade mental, deve-se tomar medidas adequadas. Quando as pessoas procedem desse modo, o Amor de Deus desfaz as tensões das partes envolvidas no conflito e extinguem-se a ira e o ódio. E a Sabedoria de Deus orienta a todos para que tudo transcorra de modo harmonioso.
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A ESTABILIDADE DA REALIDADE

A ESTABILIDADE
DA REALIDADE
MARY MONA SEED FISHER
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Mudanças são, muitas vezes, fator de progresso e são bem-vindas. A maioria de nós, porém, vez ou outra lamentou o contínuo fluxo de acontecimentos.

É inerente ao coração humano ansiar por estabilidade – pelo bem estabelecido – mas o raciocínio humano não vê tal estabilidade. O bem duradouro só pode ser discernido pelo sentido espiritual. Este revela a estabilidade da realidade, a constância da benevolência divina. Tal faculdade está, por definição, ancorada na estabilidade: “O sentido espiritual é uma capacidade consciente e constante de compreender Deus”, escreve a Sra. Eddy em Ciência e Saúde.

A realidade é constante e é constante a capacidade que o homem tem de percebê-la. Nem a realidade nem a capacidade de perceber tal realidade incluem quaisquer elementos flutuantes ou causadores de atritos. Ao pormos em ação o sentido espiritual, este age como um amortecedor contra os solavancos da experiência humana, harmonizando nossa vida e demonstrando a abundante bondade da realidade.

Temos de tirar Deus de um céu distante, se O pusemos ali, e tornar-nos conscientes dEle como a própria presença em que vivemos. Deus é a origem e a totalidade de nosso ser – inteligência causativa, imaterial e sempre presente, que sustenta toda existência verdadeira e é o meigo e amoroso Pai-Mãe da criação.

Nunca podemos cair fora do amplexo de Sua bondade invariável. E não há condição fora de alcance de Sua influência harmonizadora. O sentido mortal, porém, assustado pelo que vê e ouve, rejeita esse fato divino. O mundo que o sentido mortal percebe é caótico e imprevisível, tal qual os seus deuses. Ora, esse mundo é também tão passível de mudança e sujeito à correção quanto o é o pensamento. Referindo-se à natureza ilusória e instável de um ponto de vista mortal, limitado, Ciência e Saúde declara: “A mente mortal vê o que crê, tão certamente como crê no que vê. Sente, ouve e vê seus próprios pensamentos”.

A fim de sairmos da montanha russa dos errôneos conceitos, temores e teorias humanos, temos de exercer nosso sentido espiritual em oração – em comunhão com o conhecimento de Deus sobre a realidade. Isso nos firma, protege, guia e atende a todas as nossas necessidades.

O universo de Deus não varia. A realidade é estável. Está sempre cheia de paz, de saúde e de alegria. Deus não muda, mas os pensamentos, as atitudes e as crenças mudam. Compreender a bondade imutável de Deus e a identidade do homem como a própria expressão dessa bondade é encontrar a solução para a instabilidade da existência material. Essa compreensão tem um impacto direto em nosso viver diário.

Por exemplo, seria realístico esperar receber boa saúde? O raciocínio mortal vê saúde como dependente do que é físico e de sua interminável lista de variáveis: condições do tempo, vírus, bioquímica, citando só alguns. Esses elementos colocam a saúde numa posição precária que, frequentemente, está fora do nosso controle.

Um sentido mais divino, porém, o sentido espiritual, revela que a saúde nunca foi e nunca será condição do corpo físico. A saúde é, segundo a Ciência Cristã o ensina, uma qualidade ininterrupta da Mente, da Mente única, aquela que o homem manifesta, a Mente de cada um de nós.

Para sermos saudáveis, temos de rejeitar a sugestão persistente, que em geral nunca foi questionada, de que nossa saúde está à mercê de fatores materiais (com muita frequência fora de nosso controle). Temos de entrar em acordo mental com a realidade divina da saúde, como sendo esta espiritual e, portanto, inalterável. Silenciar as preocupações sutis do medo e volver o pensamento à invariável realidade espiritual da saúde é a melhor maneira de cuidar de nosso corpo. Com estas palavras, a Sra. Eddy aponta a essência da saúde: “A verdadeira consciência é a verdadeira saúde”.

Com relação ao estado da economia, o sentido espiritual habilita-nos a discernir e demonstrar com certeza absoluta a abundância contínua da Vida divina, que Cristo Jesus manifestou. Jesus disse: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino”. O Cristo, a natureza divina manifestada por Jesus, habilitou-o a perceber e a dar prova de que a bondade de Deus é infinita, ilimitável e estável. E esse mesmo Cristo está conosco hoje, sem jamais ter sido afetado por condições econômicas desfavoráveis, que são apenas o resultado do pensamento baseado na matéria. A bondade de Deus está disponível a todos por meio da obediência à lei espiritual, a qual não varia no que tem constantemente disponível de provisões, para as necessidades da humanidade. Queridas ao coração de muitos são estas palavras tranquilizadoras de Ciência e Saúde: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana”.

A provisão benevolente e inexaurível que Deus tem preparado para Seus filhos não inclui qualificações ou atrasos. Isso é mais do que animador. Captar, em sua plenitude, o profundo significado da dádiva incondicional de Deus é encontrar a mensagem curativa do Cristo para o sentido crônico de carência e limitação, flutuação e frustração, do mundo. A bondade de Deus é constante e nossa capacidade de expressar Sua infinidade absoluta está sempre presente. Num mundo em alteração contínua, essa verdade é nossa rocha.

Podemos começar cada dia com uma percepção renovada de nossa união com Deus. Estamos aqui para evidenciar Sua bondade completa e imutável de expressar saúde, abundância, alegria, beleza, domínio, inteligência. Essas qualidades são espirituais. Não dependem, de maneira alguma, da matéria ou de condições materiais. Derivam-se do Espírito e por este são sustentadas. São tão estáveis quanto Deus.

Qualquer que seja a necessidade, há uma lei espiritual – lei baseada no Princípio fixo – que nos mostra o que precisamos ver. Nunca nos deveríamos assustar ou impressionar com o que os sentidos físicos percebem, pois tal percepção é efeito material. A causa verdadeira é divina; seu efeito verdadeiro é sempre perfeito.

Se somos assediados por dúvida e medo, podemos parar por um momento e lembrar-nos de como é certa a bondade de Deus, certo tudo o que é real. Podemos prestar ouvidos ao sentido espiritual e permitir-lhe que governe nossos pensamentos e ações. Talvez nos surpreendamos de ver quão rapidamente os acontecimentos e as circunstâncias dão meia-volta, quando o pensamento está ancorado na verdade.

Aquilo que parece ser matéria e condições materiais é apenas a mente mortal exteriorizada. A inteligência divina desfaz esses conceitos errôneos, e aparecem a beleza, a majestade e a ordem da criação de Deus.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Junho 1983)

O PAPEL DO SANADOR NA CURA

O PAPEL
DO SANADOR NA CURA
Guy Halferty
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Logo após Mary Baker Eddy haver descoberto que o poder sanador do Cristo estava ainda intacto e disponível para quem o compreendesse, ela aprendeu uma lição muito importante que passou a ser um marco para ela. Uma de suas alunas, Sue Harper Mims, relata esse fato em reminiscências que escreveu sobre a última classe da Sra. Eddy.

A Sra Eddy conta que, logo após sua descoberta, família e amigos sabiam que se ficassem doentes e pedissem que ela orasse por eles, ficariam restabelecidos. No entanto, eles nunca admitiam o que havia realizado a cura. A Sra. Mims se recorda das palavras da Sra. Eddy assim: “Por vezes, logo que enviavam alguém para pedir minha ajuda, eles se recuperavam, mesmo antes de eu chegar lá, e assim sabiam que era Deus quem os havia curado.” Certo dia, foi chamada para acudir uma criança doente e, enquanto se dirigia apressadamente para lá, ela foi invadida por um senso de responsabilidade pessoal sobre o caso.

“Eu estava tão ansiosa para que o poder da Verdade fosse reconhecido”, continua ela, “que disse a mim mesma: ele não pode melhorar até que eu chegue.” “É evidente que isso não estava certo, eu sabia que tinha de deixar tudo nas mãos de Deus, mas o orgulho se infiltrara e eu havia perdido minha humildade e o paciente não foi curado. Apercebi-me da admoestação recebida e, ao voltar para casa, joguei-me no chão, pus a cabeça entre as mãos e orei para que, em nenhum momento, eu fosse atingida pela ideia de que era alguma coisa, ou realizava alguma coisa; reconheci que essa era a obra de Deus e que eu O refletia. A criança foi então curada”.(ver We know Mary Baker Eddy, p. 133).

Essa experiência de nossa Líder nos dá uma lição. Em determinado ponto, em praticamente todas as curas realizadas na Ciência Cristã, chegamos a esta maravilhosa percepção: somente Deus, e não uma pessoa, é o sanador. As palavras de Jesus, registradas no Evangelho de João, abrangem amplamente essa questão: “Eu nada posso fazer de mim mesmo” e “o Pai que permanece em mim, faz as obras”. Constatamos que nas curas realizadas por Jesus, por seus discípulos e apóstolos, poucas palavras eram ditas e, por vezes, nenhuma. O que cura é a compreensão, é dar o verdadeiro testemunho. Não são as palavras que curam, nem mesmo afirmações metafísicas grandiosas, apesar de tais palavras e afirmações refletirem a compreensão espiritual e serem auxiliares valiosos para que alcancemos um ponto de vista espiritual mais elevado.

Qual é, então, o papel do sanador na cura? Em todos os casos, seu papel mais importante é o de compreender a verdade: dar testemunho e reconhecer que Deus, o infinito e totalmente perfeito, é o único poder em ação no processo de cura. Nosso papel é o de sermos o homem de Deus, eliminar o sentido pessoal do cenário, para que nosso reconhecimento da verdade seja literalmente o reflexo de Deus. Todo poder e autoridade procedem de Deus e são refletidos por Seu homem. O trabalho do sanador é o de humildemente reconhecer esse grande fato, ceder a ele, insistir nele e assim demonstrar o Cristo, a verdadeira ideia de Deus e Seu poder.

Eis um exemplo de como o papel do sanador entra em ação. Um praticista da Ciência Cristã recebeu um telefonema de um homem que disse ter uma excrescência nas costas, ao longo da coluna, e isso o preocupava muito. Disse que a excrescência estava aumentando de tamanho, causava bastante desconforto e ele estava com muito medo. O praticista concordou em orar por ele.

À noite, enquanto orava por esse caso, o praticista saiu para caminhar nas redondezas. Enquanto andava, começou a fazer vigorosas declarações, quase como se estivesse em meio a uma discussão sobre o poder sanador da Verdade, usando frases da Bíblia e das obras da Sra. Eddy.

Por vezes tais argumentos e veemência em prol da Verdade são justamente o que se faz necessário. Dentro em pouco, porém, ele percebeu que estava labutando com um forte senso de responsabilidade humana e pessoal pela cura. O paciente lhe pedira ajuda na total confiança de que, como praticista, ele sabia o que fazer sobre o caso. A sugestão de que ele, praticista, era pessoalmente responsável pela saúde do homem, começou a aflorar com insistência em seu pensamento: o homem ser curado ou não, dependeria de quanto o praticista compreendesse a respeito de Deus.

De repente, o praticista teve este pensamento inspirador: “Este paciente é completo, saudável e perfeito, não porque estou fazendo declarações sobre a Verdade, mas porque sua vida está totalmente a salvo e intacta em Deus, cuja lei é o irresistível poder de cura”.Seguiu-se um grande sentimento de alegria, uma enorme sensação de alívio, uma torrente de gratidão pelo fato de que nem o paciente, nem o praticista, poderiam, por um momento sequer, estar separados de Deus ou da saúde total e completa. Com humildade viu todo sentimento de responsabilidade pessoal simplesmente desvanecer-se. Viu a si mesmo em seu verdadeiro papel, o de fiel e confiante testemunha do poder divino. Ele teve certeza de que a cura se efetuara.

Dentro de poucos dias, o homem telefonou para dizer que o problema havia simplesmente desaparecido. Ele estava curado.

Pelo fato de os Cientistas Cristãos negarem a veracidade e realidade da doença e de todas as formas de mal, não quer dizer que ignorem o peso das argumentações dos sentidos materiais e do mundo material. Longe disso! O sanador científico enfrenta esses argumentos da mesma forma como um matemático enfrenta um problema de aritmética ou de cálculo. O Cientista Cristão não se deixa impressionar ou desalentar pela argumentação agressiva do mal, que tenta nos convencer de sua realidade, mas trabalha baseado exclusivamente na perfeição da Ciência. Ele sabe que essa Ciência fundamenta-se no Princípio divino, Deus, e que é, portanto, capaz de ser provada quando compreendida.

O metafísico deve estar tão imbuído do fato espiritual da totalidade e onipotência de Deus e do fato de que o homem é o reflexo de Deus, que os argumentos dos sentidos tomam o aspecto não de alguma coisa, mas do nada, como conceitos errôneos. Em outras palavras, o verdadeiro sanador está tão espiritualmente consciente daquilo que é, que até certo ponto perde o falso senso daquilo que não é, e regozija-se com aquilo que é verdade.

Como é compreendida na Ciência Cristã, a cura nada tem a ver com o fato de um indivíduo “pensar” sobre a cura. Não se trata de “pensamento positivo”, nem do poder da “mente sobre a matéria”. Não é uma questão de persuasão pessoal ou da crença humana na verdade a prevalecer sobre a crença em algum erro material. Acima de tudo, não se trata de levar o homem de volta à perfeição. Trata-se, isso sim, de reconhecer e insistir na perfeição criada por Deus, da qual o homem nunca está separado, e de se incluir tanto o praticista como o paciente nessa perfeição.

Na metafísica divina, o sanador é uma testemunha da totalidade de Deus, o Espírito, e da perfeição do homem como Sua semelhança. Como reflexo de Deus, o sanador envolve o paciente com essa verdade outorgada pelo Espírito. Ele sabe que nada existe fora do Espírito, mas que todos estão incluídos no Espírito. A respeito desse tipo de testemunho, a Sra. Eddy promete em Ciência e Saúde: “Se o Espírito ou o poder do Amor divino dá testemunho em favor da verdade, isso vem a ser o ultimato, o modo científico, e a cura é instantânea.

(Extraído de O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – Dezembro 1992)
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VEJO A DIVINA E AMOROSA JUSTIÇA…

VEJO A DIVINA E AMOROSA JUSTIÇA PRESENTE EM MEU MUNDO
UNIDADE
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Há épocas desafiantes em nossa vida particular e no mundo em geral. Agora estamos vivendo uma delas. Mas não nos deixemos envolver e nem perder nosso equilíbrio e fé. Sabendo que as causas derivam das crenças equivocadas e egoístas, pautemos nossa vida pela divina justiça, certos de que “um erro não deve justificar outro”.

Busquemos ver a amorosa justiça de Deus presente no mundo: ela fará que os homens provem os efeitos de seus atos e tirem o lucro final de que o “erro não compensa”. De nossa parte, mantenhamos nossa fé em Deus, por difícil que nos possa parecer. Na medida em que oramos por luz e compreensão, as nuvens de pessimismo e revolta se desvanecerão de nossos horizontes e tornaremos confiantes a uma atividade equilibrada, para suscitar equanimidade nos demais, sabendo que Deus jamais descura “aqueles cujas mentes se mantêm nEle.”

Vejamos, além das aparências desagradáveis, a amorosa justiça de Deus em ação. Às vezes ela atua devagar, porém perfeitamente. Importante é compreender e aceitar, confiando em Deus!


“O Senhor
te abençoe, ó habitação de justiça!”
Jeremias, 31: 23

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LIVRE-SE DOS PENSAMENTOS DE CARÊNCIA

LIVRE-SE
DOS PENSAMENTOS
DE CARÊNCIA
Masaharu Taniguchi

“O reino dos céus é ainda semelhante a uma rede lançada ao mar, que colhe toda a casta de peixes. Quando está cheia, tiram-na para fora, e, sentados na praia, escolhem os bons para cestos e deitam fora os maus”.

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Assim como uma rede, a mente humana capta os mais diversos pensamentos, bons e maus; mas é preciso que, dentre esses pensamentos, sejam fora jogados os maus e retidos os bons. Desse modo ficará estabelecido o reino dos céus na mente da pessoa. Usando uma alegoria similar, Jesus ensina a separar as ovelhas dos bodes. Nós já recebemos a capacidade de distinguir claramente as ovelhas (bons pensamentos) dos bodes (maus pensamentos). Esta é a Sabedoria de Deus e, se passarmos a depender unicamente dessa Sabedoria, perceberemos que ela está presente em nosso interior, em forma de mente superconsciente.

A sua mente superconsciente distingue aquilo que você deve recolher, orienta sua função digestiva, controla sua função respiratória e efeitos ambientais. E essa mente superconsciente faz com que tudo seja melhor, e o conduz aos pensamentos que você acalenta. A ligação entre essa mente superconsciente e sua mente consciente poderá ser estabelecida por meio da meditação, da reflexão e da oração. E, se você desenvolver em seu interior essa mente superconsciente, conseguirá, gradualmente, entregar os acontecimentos do seu dia-a-dia ao arbítrio da Sabedoria perfeita. Essa mente do Espírito Santo o orientará perfeitamente em tudo, mesmo em coisas insignificantes. Entretanto, para isso, é preciso que você decida fazer tudo de acordo com a vontade divina, confiando nela. Assim, essa mentalidade o orientará e realizará em você a perfeita saúde, a felicidade e a prosperidade. Fillmore diz que a expressão “reino do céu”, citada por Jesus, não se refere a um determinado local que exista num longínquo céu, mas ao estado mental da pessoa. As palavras ditas por Jesus, “E tudo o que ligares sobre a terra será ligado também nos céus; e tudo o que desatares sobre a terra será desatado também nos céus”, demonstram que, quando a mente consciente está unida à mente superconsciente, tudo que pensar conscientemente se transformará, assim como é, em mente superconsciente. Ou seja, isso significa que tudo já foi dado à sua mente e, portanto, é capaz de governar o céu e a terra. (A mente superconsciente citada por Fillmore é algo semelhante à junção da mente consciente e subsconsciente.)

Há pessoas que são comparáveis ao peixe do mar que indaga “Onde existe água?”, apesar de a água estar preenchendo o mar. Contudo, o peixe que vive nele não percebe a existência da água. As pessoas indagam “Onde está meu dinheiro?”, ou “Como conseguirei meu sustento?”, mas essas coisas existem abundantemente em todos os lugares. E, quando você abre os olhos do espírito, consegue enxergar isso pela primeira vez.

Nós fazemos com que a alma cresça. Mas só haverá crescimento quando negarmos o que é velho e introduzirmos coisas novas. Se numa vasilha houver água suja, devemos jogar fora essa água e deitar nela água limpa, pois só assim a vasilha ficará limpa. De modo similar, devemos primeiramente jogar fora os velhos conceitos materialistas. E isto é negar. Se fizermos isso, abriremos o espaço para entrar novos e bons pensamentos. Com isso, estaremos afirmando ativamente a Vontade de Deus, preenchendo a mente com bons pensamentos.

A maioria das pessoas da atualidade vive aterrorizada pelo poder do dinheiro. Esse gigante chamado dinheiro é representado na Bíblia pelo gigante Golias. O primeiro passo para libertar sua mente do poder desse gigante é ter a correta e clara percepção de que é um filho de Deus. Você não está tolhido por nada. Você é aquele que domina todas as coisas.

No capítulo 17 do 1° livro de Samuel, consta a passagem histórica em que Davi matou no gigante Golias. A palavra Davi significa “aquele que ama a Deus”, estando Davi representando o verdadeiro saber e a autoridade de um filho de Deus. Digo várias vezes, mas você não é escravo nem dependente de ninguém deste Universo. Por isso, não há nenhuma necessidade de temer Golias (poder do dinheiro). Davi conseguiu derrotar Golias jogando uma pedra (conhecimento da Verdade) na testa (centro do pensamento carnal) dele.

Toda pessoa que se tornar escrava do dinheiro, por fim, será esmagada por ele. Portanto, será derrotado por aquele que compreendeu verdadeiramente que o homem é filho de Deus. Basta que acredite firmemente nisso, que tudo estará preparado de forma maravilhosa e próspera. Talvez você pense que só com isso não serão solucionados os grandes problemas da vida. Talvez despreze e desconsidere a Verdade homem-filho-de-Deus, mas isso seria como se abandonasse o menino Davi na montanha para cuidar das ovelhas. Agora chegou o momento de você fazer com que Davi (filho de Deus) entre em cena.

Diz-se que as armas usadas por Davi foram uma funda e cinco pedras redondas, e elas simbolizam as palavras da Verdade. As alavras da Verdade existem para avançar sempre, e essa é a natureza dessas palavras. Entretanto, os filisteus escarneceram do fato de que “o poder da palavra vence o ambiente”, ou seja, vendo as pedras e a funda, pensaram: “Como conseguirá derrubar Golias com isso? Acabará, ao contrário, sendo espagado por ele”. Mas, Davi, usando a funda, derrotou admiravelmente Golias. As cinco pedras que Davi recolheu da torrente referem-se às cinco declarações a seguir:

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– Sou o filho amado de Deus. Deus está comigo em forma de minhas palavras corretas. Pronunciando palavras da Verdade, tudo se realizará.
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– Eu pratico a justiça. Isto porque Deus-Pai deu ao filho-de-Deus a total liberdade e o direito divino de receber todas as provisões.
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– Não gravo na minha mente nem na de todas as demais pessoas o pensamento de que adquiri com minhas próprias forças aquilo que possuo. Tudo que possuo vem de acordo com as leis de Deus e, como compreendi a Verdade, recebo com alegria tudo que vem a mim.
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– Não temo a pobreza. Não contraio dívidas com ninguém. Meu Pai, que é rico, me oferece todos os tesouros, e sou o grande canal por onde flui a provisão infinita.
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– Não possuo nada de modo egocêntrico. Entretanto, tudo que existe pertence a mim e são coisas que devo utilizar e dividir com os outros, conforme a Sabedoria de Deus.
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No passado os religiosos pregaram que era dever dos cristãos ser pobres, e que a penúria era uma virtude. Entretanto, isso não foi, em absoluto, ensinamento de Jesus Cristo. Jesus reconheceu incondicionalmente o seguinte: “Deus é a fonte da minha provisão infinita,, e já preparou tudo aos filhos de Deus”. Uma ou outra vez, Jesus disse: “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”, mas não afirmou isso para enfatizar a pobreza material. Na realidade, Jesus possuía sua casa natal em Nazaré, e todas as pessoas da Palestina, fossem pobres ou ricas, recebiam-no com alegria. Jesus se vestia como um rabi, e sua roupa era extremamente requintada e cara, a ponto de os soldados de Roma cobiçarem essa peça que não tinha costuras. Bem, isso não é algo tão importante, mas Jesus contemplou, acima de tudo, a infinita prosperidade que preenche o Reino de Deus, e é primordial gravar firmemente esse fato na mente. Por isso, Jesus ensinou a todas as pessoas que, se necessitam de algo, devem acreditar e buscar isso em nome dele, Jesus Cristo, pois Deus já sabe, antes de pedir-Lhe em oração, aquilo que lhes é necessário e lhes oferece. Não devemos hesitar em pedir-Lhe muitas coisas, pois somos filhos de Deus e, para Deus, é bem mais fácil oferecer-nos muito do que pouco.

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O SOL E O BLOCO DE GELO

O SOL E O BLOCO
DE GELO
Dárcio
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Obs: Pela sua praticidade, republico esta mensagem para os novos visitantes deste site, e para que os antigos a relembrem…
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As pessoas não sabem lidar espiritualmente com os problemas da vida. Diante deles, sabem unicamente contar com os meios materiais, em muitos casos insatisfatórios. Um dos primeiros pontos a serem conhecidos, quando estudamos a Verdade, é o de que os problemas da vida não são realidades exteriores, como o mundo aceita, mas são imagens na mente humana. Estas imagens, estando na mente humana, são aí trabalhadas com princípios espirituais, até serem dissolvidas pela Verdade.

Uma ilustração útil na prática desse princípio é o “Princípio do sol e do bloco de gelo”, simples, puro e eficaz. Como dissemos, os problemas são quadros na mente humana. Comparemos todo o quadro de problemas da vida com um “bloco de gelo”, e comparemos a ação divina, que age dentro de nós dissolvendo os quadros, com o “sol”. Assim como um bloco de gelo se derrete naturalmente quando exposto ao calor do sol, o “bloco de problemas” se derreterá mediante a ação do Cristo em nós, ou seja, a Presença de Deus agindo em nossa Consciência individual (a exemplo do sol).

Para tanto, deveremos nos dedicar à “Prática do Silêncio”, em que contemplaremos a AÇÃO ESPONTÂNEA DE DEUS em nossa Consciência, após termos “oferecido” todo o “bloco de problemas” à atuação desse Poder em nós. Sem nos envolvermos com os problemas, sem forçarmos a mente, simplesmente testemunharemos o “Sol divino” desfazendo o “bloco de gelo”. Se nos dedicarmos com seriedade e dedicação a este simples exercício contemplativo, teremos a comprovação de sua eficácia em nossa vida prática, seja em termos de questões financeiras, saúde, relacionamentos, ou outra qualquer. DEUS É TUDO como TUDO! Este exercício amolda-nos à aceitação desse Fato, e este acaba por dar provas de sua veracidade

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UMA EXPERIÊNCIA MENTAL

UMA
EXPERIÊNCIA MENTAL
Emmet Fox
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Faça esta experiência hoje. Escolha determinada coisa em sua vida que não esteja correndo bem e que você deseja que dê certo. A seguir, trate-a diariamente com pensamento selecionado. Passe de um quarto de hora, reconsiderando o assunto à luz do seu conhecimento de Deus e da oração. Lembre-se de que essa coisa determinada tem que cumprir a lei. Perceba que, como não pode haver exceções à lei natural, essa coisa não poderá permanecer desarmônica e negativa, tão logo você saiba a Verdade a respeito dela e assevere que o Poder Divino em você está agora curando a condição, completa e permanentemente.

A seguir, agradeça a manifestação plena. Agradeça e tente se sentir grato. Represente mentalmente o papel de uma pessoa que recebeu a manifestação e está cheio de gratidão natural. Lembre-se de que o louvor e o agradecimento são as preces mais poderosas de todas.

Não volte a tratar o assunto senão no dia seguinte.No dia seguinte, repita o tratamento, e assim sucessivamente, todos os dias, até que a manifestação chegue.

O tratamento, contudo, é apenas a metade do trabalho.Entre um tratamento e outro, deve manter o pensamento positivo, no que diz respeito ao problema. Se for possível nem pensar nele nos intervalos entre os tratamentos, será melhor ainda. Se por qualquer motivo isso não for possível, ou porque você está muito preocupado com o problema ou porque realmente não dá para fugir dele, o negócio é lidar com ele o dia todo com o pensamento positivo. Isto é vital. Não pode se permitir pensar erradamente sobre o referido assunto, em circunstância alguma. Se outras pessoas falarem negativamente, você não poderá evitar, mas não é obrigado a concordar com elas mentalmente. Lembre-se de que é a sua consciência ou aceitação mental que controla sua vida.

Essa orientação constante do seu pensamento com relação a um determinado assunto não pode deixar de ocasionar acesso à manifestação, se você for persistente.

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MANIFESTE PLENAMENTE A SUA FORÇA!

MANIFESTE
PLENAMENTE A SUA FORÇA!
Masaharu Taniguchi
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Caro leitor: invista toda a sua força naquilo que deseja realizar! Desse modo, você conseguirá exteriorizar cada vez mais a sua força infinita. Feliz daquele que, olhando para o passado, consegue afirmar honestamente: “Eu empenhei toda a minha força!”. Trata-se de uma pessoa abençoada por Deus e que recebe a força necessária da Fonte de Força Inesgotável. Aplique, pois, toda a força naquilo que fizer. Mesmo que se sinta exausto, não se deixe vencer. Não menospreze a si mesmo. Não se considere fraco. Você certamente está enganando a si mesmo, quando, sentindo-se exausto, pensa não ter mais força para se mover. Suponha que, nesse momento, ocorra um incêndio no prédio onde você se encontra, e as chamas comecem a envolver o aposento em que você está. Suponha que o fogo esteja se aproximando rapidamente, e falte pouco para atingir suas roupas. Será que, ainda assim, você permaneceria imóvel, dizendo que está exausto? Será que você ficaria parado, deixando-se atingir pelas chamas? Se está cansado a ponto de não conseguir se mover, mesmo nessa circunstância, então deve ter empenhado, realmente, toda a sua força. Mas, caso contrário, você ainda não empenhou toda a sua força.

Somente quando exterioriza plenamente a sua força, o homem passa a receber o novo suprimento do depósito da força infinita denominado Deus.

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A SAÚDE É INTRÍNSECA AO SEU EU

A SAÚDE É INTRÍNSECA
AO SEU EU
DÁRCIO
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Deixe de pensar em “saúde” como algo separado de você, que você pode obter, perder,  ou recobrar. Saúde é Consciência Se exprimindo! Assim como a vela expressa luz e calor, sua Consciência, que é Deus consciente de ser VOCÊ, expressa saúde e também todos os aspectos da Verdade! Não a separe de seu EU! Deixe a crença dualista que lhe mostra um suposto “ego” flutuando entre saúde e enfermidade. Isso não existe! VOCÊ NÃO É MATÉRIA! VOCÊ NÃO É CORPO CARNAL! Deus é SUA VIDA, Deus é SUA SAÚDE! Em outras palavras, VOCÊ E SUA SAÚDE SÃO UM!

Ache tempo para contemplar esta unidade, esta Verdade absoluta! Contemple seu Eu sendo a própria Saúde em expressão infinita! Deus é infinito! Deus é seu Eu! Abuse da palavra “infinito” em suas contemplações! Pare de trabalhar com “pedaços”, com “mesquinharias”, com “limitações”, ou com algo menor que o infinito! Deus é infinito, portanto, como Deus é a sua Consciência, sua Vida, sua Saúde, sua TOTALIDADE, é óbvio que tudo que VOCÊ expressa é infinito! Reconheça que exatamente AGORA, a SAÚDE INFINITA Se expressa e Se irradia infinitamente a partir de VOCÊ PRÓPRIO, de sua própria Essência! Contemple esta Verdade sem forçar a mente e sem querer que isto se torne verdadeiro! JÁ É VERDADEIRO! Apenas dê “testemunho” desta VERDADE!

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A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE -2 (Final)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE II – FINAL

Na Ciência Cristã, não oramos para que Deus nos dê coisas ou para conseguir que Deus nos faça ficar bons. Ao contrário, oramos para perceber, para discernir espiritualmente aquilo que já existe! Como é que alguém pode perceber as coisas como elas são verdadeiramente? Isso se consegue ao afirmar as verdades espirituais sempre presentes a respeito de Deus e de Sua criação. A oração afirmativa declara e faz a distinção de que, de um ponto de vista espiritual, todo poder, toda presença, toda Ciência, toda ação estão contidos em um e único Deus; que, pelo poder de Sua infinita inteligência, Ele criou o universo, inclusive o homem, que Ele fez conforme a Sua imagem e semelhança. Todo o bem que existe já foi criado e, portanto, está disponível aos que pedem acertadamente.

Se Deus é Espírito, como o revela a Ciência Cristã, Sua criação é substancialmente espiritual e nada inclui que seja material. Aquilo que parece ser material é um falso conceito da crença mortal, ignorante da realidade espiritual. É, portanto, essencial que o pensamento esteja pautado de acordo com a Mente divina.

Um Cientista Cristão estava morando num país onde havia uma falta enorme de automóveis e peças de reposição, devido a rígidas restrições de importações. Tinha um carro muito antigo. Era indispensável conseguir outro. Ele e a esposa oraram para obter uma compreensão mais elevada sobre transporte, de um ponto de vista espiritual. O filho caçula sugeriu que o pai estudasse os preços de carros usados e que negociasse com os representantes porque, caso contrário, seria muito pouco provável que aparecesse algum carro. Tranquilizaram o menino, afirmando que a oração era eficaz e prática e que ele não deveria ficar surpreso quando visse de que forma aquela necessidade seria suprida.

Os pais recordaram a narrativa de como Jesus andou sobre o mar, acalmou a tempestade e entrou na embarcação em alto mar “e logo o barco chegou ao seu destino”. Certamente, esse transporte instantâneo até a praia ilustrou a compreensão espiritual que Jesus tinha da onipresença – a forma mais avançada de transporte, sempre disponível! Além disso, os pais raciocinaram que a onipresença de Deus poderia também ser representada na experiência humana como expressões de movimento, seja na forma de um carro, um barco, um patinete ou um avião. Eles tinham certeza de que teriam exatamente o meio de transporte que precisavam naquele instante.

Pouco tempo depois, um diretor-gerente de uma sociedade revelou que queria vender um bom carro da companhia (carro esse relativamente novo e em excelente condições), pois tinha um modelo novo à sua disposição. O preço total para aquisição do carro, entretanto, parecia ser superior aos meios que possuíam. Deram especial atenção ao relato bíblico da viúva pobre, a qual precisava de dinheiro para evitar que os filhos fossem feitos escravos. Ela foi ao encontro do profeta Eliseu e este perguntou-lhe o que tinha em casa. Havia apenas uma botija de azeite. Obediente às instruções do profeta, ela pediu emprestadas muitas vasilhas e, com grande fé, encheu todas elas, usando apenas o azeite daquela vasilha que já tinha. Ela vendeu o azeite e livrou-se de sua dívida. Isso indica um fluir constante de benefícios já disponíveis, de uma ou de outra maneira, para cada um dos filhos do Pai.

Os pais examinaram com cuidado o que tinham “em casa”. Possuíam um trailer que já se tornara supérfluo por falta de uso. De um dia para outro conseguiram não só vender aquele trailer, mas também conseguir condições vantajosas para o pagamento do saldo. O carro, ao ser entregue, foi conduzido até a entrada de veículos da casa, justamente quando os membros da família estavam no jardim! Sentiram profunda gratidão.

A gratidão reconhece a eterna disponibilidade do bem em nossa vida. Como o bem é outro nome para Deus, a gratidão é o reconhecimento da presença e do poder de Deus e da magnitude do ser espiritual. O fato espiritual é que todas as coisas boas, mesmo que não imediatamente perceptíveis aos sentidos materiais, são uma realidade constante. Podemos orar com o Salmista: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei”, a fim de discernir e provar essa bondade.


(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Dezembro 1995)

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER O BEM QUE JÁ EXISTE-1

A ORAÇÃO – UM MEIO DE PERCEBER
O BEM QUE JÁ EXISTE
RAYMOND MATHEWS
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PARTE I
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Muitas pessoas acreditam que, quando precisam de alguma coisa em sua vida diária, tudo o que têm a fazer é pedi-lo a Deus. Entretanto, elas se dão conta de que, muitas vezes, essa oração não é atendida. A Bíblia nos diz: “…Nada tendes, porque não pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” A Bíblia na Linguagem de Hoje coloca esses versículos nestes termos: “Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E quando pedem, não recebem, porque pedem mal. Vocês pedem coisas para usá-las para seus próprios prazeres.”

Motivos justos são de vital importância, se quisermos que a oração seja eficaz. Por exemplo, quando Deus perguntou a Salomão o que ele queria que lhe fosse dado, o rei quis um coração compreensivo para julgar o seu povo de maneira justa. Esse pedido agradou a Deus, pois Salomão não lhe pediu riquezas, longevidade e domínio sobre os seus inimigos. Deus deu ao rei uma insuperável sabedoria (pela qual o rei ficou famoso) e, além disso, riquezas e honra. E, é claro, em seu Sermão do Monte, Cristo Jesus ordenou aos que o estavam ouvindo que procurassem, antes de tudo e principalmente, o reino de Deus e Sua justiça. Só depois é que se acrescentariam as coisas de que o homem necessita, como bem o sabe Deus.

É melhor não procurar ou “almejar” coisas terrenas. Não há nada de grandioso nas coisas materiais.Podemos confiar em que Deus, nosso Pai-Mãe, provê com abundância a todas as necessidades de Sua própria e amada progênie. Reconhecer o constante suprimento espiritual de Deus revela, ou traz à luz, aquilo que se faz necessário em nossa experiência atual.

Uma lição que vale a pena aprender é a de que Deus conhece nossas necessidades essenciais antes que as peçamos a Ele; isso é assim, porque o homem é criado por Deus, como Seu reflexo, ou ideia. A concepção pura da Mente divina a respeito do homem é concomitante ao suprimento de tudo o que é útil (não supérfluo) ao homem, a ideia infinita de Deus. Em outras palavras, a ideia divina e o respectivo sustento são coincidentes e, portanto, inseparáveis. Uma perspectiva material, ao contrário, apresentaria falsamente a ideia da Mente divina, o homem, como separado da Mente. Contudo, isso nunca poderá, em realidade, ser assim.

A Sra. Eddy escreve em seu livro Ciência e Saúde: “O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana.” Ela afirma também: “O desejo é oração e nenhuma perda nos pode advir por confiarmos nossos desejos a Deus, para que sejam modelados e sublimados antes de tomarem forma em palavras e ações”. Quando desejamos algo, é bom observar se obedecemos a necessidade materialistas ou se é uma necessidade legítima ou uma ideia justa. Nesse processo de exame cuidadoso, os aspectos egoísticos serão expostos, eliminados e os aspectos abnegados e valiosos de nossos desejos permanecerão. O desejo é assim modelado e sublimado. E você poderá orar com confiança a fim de compreender que aquilo que é essencial é seu de direito, já está disponível, é parte de sua herança como filho ou herdeiro de Deus.

Às vezes, porém, pode parecer difícil determinar se nossos desejos são justos ou egoístas. À medida que conseguirmos purificar nossos motivos, poderemos agir confiantemente com base em nosso mais alto conceito de justiça. Se ficar evidente que o rumo escolhido estava errado, podemos ter a certeza de que Deus nos direcionará no caminho que de fato é melhor para nossos interesses.

CONTINUA..>
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RESOLVER É DEIXAR FLUIR A SOLUÇÃO

RESOLVER
É DEIXAR FLUIR A SOLUÇÃO
Dárcio

A vida espiritual não é aquela em que ficamos de braços cruzados, alheios a tudo, dizendo que “colocamos tudo nas mãos de Deus”. E também não é viver sob tensão, partindo para cima do mundo como se ele fosse um inimigo. Tanto a inatividade quanto a atividade movida pelo ego são ilusão. Não existem dois mundos! Unicamente Deus é Realidade! Esta Realidade é ativa, ou seja, é Oniativa, e nos inclui a todos. Se sairmos ao mundo com a ideia de que “iremos resolver as coisas à nossa maneira”, sem, primeiro, termos meditado para reconhecer a Unidade da Existência, seremos somente um mortal vivendo estressado e sempre pronto a encontrar conflitos. Por que? Por estarmos acreditando em “várias mentes”, e estas, ora se nos mostrarão harmônicas conosco e ora em conflito. Nesse caso,  a arcaica crença dualista no bem e no mal estaria sendo cegamente endossada por nós!

Resolver as coisas é viver naturalmente, participando de tudo e deixando fluir a ideia correta e inspirada que nos for surgindo a cada situação. Nossa atenção fica, assim,  voltada à inspiração captada com tranquilidade a cada instante, e não mais presa à tensa mente do ego, supostamente dotada da “vontade férrea” de dar solução à questão de qualquer maneira. “Entregar a Deus” é o primeiro passo, passo este que é dado na “contemplação”, quando nos interiorizamos e reconhecemos que “somos todos um”, onde este Um é Deus, o Todo! Somente após esta conscientização, participaremos natural e ativamente de nossas atividades diárias, resolvendo tudo a partir do “livre fluir” dos fatos e ideias que nos forem vindo. Para isso, a mente deve estar pacífica, amorosa e confiante, na certeza plena de que “unicamente a perfeição se desdobra para o bem de todos”. Afirme isto! Não fique preso apenas ao seu lado! Seja todo-abrangente em sua visão, nas atividades cotidianas, entendendo que realmente somos todos um e que, portanto, a harmonia se manifesta como o fluir livre da vontade divina. Reconheça que esta Vontade Se revela tanto em você como em todos ao mesmo tempo! De nada adiantará meditar , aceitar que a Mente única é Deus, para, em seguida, sair ao mundo preocupado e negando tudo, achando que possui mente pessoal com a qual lidará o tempo todo com “outros” também dotados de mentes pessoais com ideias que lhe possam ser antagônicas! Na suposta vivência humana, devemos agir dentro da mesma Verdade que reconhecemos durante as meditações! Mesmo que para isso, tenhamos de estar atentos e em vigília, a cada decisão ou passo que formos dar; os resultados dessa dedicação valerão a pena!

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PENSE "SOLUÇÃO" E NÃO "PROBLEMA"

PENSE “SOLUÇÃO” E NÃO “PROBLEMA”
Dárcio
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O “mesmerismo”, que atua como crença coletiva, é anulado quando permanecemos em Deus e não nos supostos problemas sugeridos por ele. Que é “mesmerismo”? A influência mental hipnótica que tenta nos turvar a visão da Perfeição absoluta permanente e onipresente. Os princípios espirituais são as “armas” de que dispomos para permanecermos na Verdade da “perfeição que É”, e não nos tornarmos “presa fácil” da influência hipnótica que “não É”.

Há uma frase muita repetida por Joseph Murphy, em seus livros, que diz o seguinte: “A mente tranquila resolve os seus problemas”. Quando a pessoa se vê diante de alguma situação indesejável, que aparentemente se lhe configure como “problema”, principalmente quando ela surge de repente como imprevisto, a tendência é a de se deixar prender a ela obstinadamente,  querendo ansiosamente resolvê-la o quanto antes. Esta reação, apesar de natural, não é a ideal! Os ensinamentos existem justamente para que, com eles, barremos estas tendências julgadas “naturais”, para realmente darmos passos que efetiva e aparentemente nos “restaurem” a harmonia mental.

O “mesmerismo” atua dessa forma: primeiro, nos sugere quadros ilusórios; em seguida, nos induz a assumir esta “tendência lógica” que nos impele a querer  resolvê-los precipitadamente e de qualquer maneira, com a mente tensa e preocupada! Na realidade, jamais perdemos a nossa Harmonia, que é a Presença do Cristo sendo a nossa Consciência da “Paz que excede o entendimento humano”. Portanto, seja qual for a imagem hipnótica com que você se depare, reconheça, primeiramente, que a Verdade já presente é a Harmonia absoluta! Medite e contemple esta “Paz do Cristo”, até que interiormente se sinta livre da sugestão mesmérica! Há casos em que isso lhe parecerá  difícil, pois a “sugestão”  lhe dará a impressão de ser “problema real”. Não esmoreça! Pense “SOLUÇÃO” e não “PROBLEMA”, ou seja, pense “VERDADE” e não “ILUSÃO”.

Nas “Sabedorias do Caminho Infinito”, Goldsmith diz: “Todos os problemas são resolvidos dentro de nós”. O sentido é este! E é  também o sentido da frase  de Joseph Murphy: “A mente tranquila resolve seus problemas”. Desse modo, seja qual for a situação da “aparência”, lembre-se: a questão nunca é o “problema em si”, mas a crença falsa de que sua mente deixou de ser a Paz Absoluta! Dedique-se, portanto, a meditar e reconhecer: “Eu tenho a Mente de Cristo”; quando puder “sentir” esta Verdade como fato presente, você irá notar  que as “coisas da aparência” se resolverão naturalmente e da melhor forma possível.



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PARA PERMANECERMOS SADIOS E VIGOROSOS

PARA PERMANECERMOS SADIOS
E VIGOROSOS
Masaharu Taniguchi
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Para viver feliz, o ser humano deve se desfazer do “invólucro” chamado ego. Deve anular o ego e tornar a sua mente parte integrante do Universo. Se quisermos que nossa mente se torne parte integrante do Universo, não deveremos pensar em proteger apenas o nosso ego, mas sim abandonar completamente o apego ao nosso ego, objetivando viver junto com Deus. Então, manifestar-se-á o nosso eu grandioso. Esse eu grandioso é o nosso eu verdadeiro, o nosso eu eterno e indestrutível, que existe transcendendo o corpo carnal.

Seja no lar ou na empresa, não devemos negligenciar o trabalho, com ideias egoísticas tais como: “Trabalhando o menos possível e passando maior tempo na ociosidade, levo vantagem, pois não gastarei minhas energias. Quanto mais gastamos a energia, mais ela diminui – esta é a lei da Física. Portanto, é melhor fazer o possível para não gastar minha energia”. Mesmo na ociosidade, a nossa energia diminui. Ainda que permaneçamos imóveis procurando não gastar energia, e não executemos trabalho algum no intuito de nos poupar, a nossa energia não deixa de diminuir. Mesmo estando inativos, sentimos fome, temos necessidade de respirar, etc. E mesmo que não trabalhemos, consumimos igual quantidade de alimento. Além disso, se ficarmos nos preocupando constantemente em poupar esforços, pensando que nossa energia diminuirá se trabalharmos, correremos o risco de ficar neurastênicos. É que a nossa Vida é ativa por natureza e, assim sendo, quanto mais ativamente a manifestamos, mais ela se desenvolve. Se, em vez de  empregarmos de modo positivo a nossa energia, a usarmos de modo negativo, ou seja, em preocupações e cuidados desnecessários, acabaremos ficando exaustos. As dádivas, sendo provenientes de Deus, são ilimitadas. A nossa Vida provém da Vida infinita, onipresente no Universo. Se abrirmos a válvula para a entrada da Provisão ilimitada e deixarmos a provisão da Vida fluir livremente para nós, a força para viver se desenvolverá o quanto desejarmos. Mas, se limitarmos o recebimento das dádivas, fechando a válvula do canal que nos liga ao manancial da Provisão ilimitada, e usarmos a dádiva com parcimônia, finalmente acabaremos diminuindo a nossa própria vida, pois, ainda que o consumo seja pouco, a provisão também será reduzida.

Costuma-se dizer que, quando uma pessoa se aposenta por velhice e se afasta das atividades, sua sobrevida será de apenas cinco anos. Por outro lado, dizem que as pessoas que, já entrando na velhice, começam a estudar línguas com o mesmo entusiasmo dos jovens, conseguem ter vida longa. Nossa vida depende de fechar ou abrir a válvula de entrada da força vital que flui do manancial da Vida infinita. Chama-se visão materialista do ser humano a visão que se baseia em pensamentos como: “Minha força vital é limitada. Só tenho a energia de X calorias, acumulada neste corpo material de pouco mais de 1 metro e meio, e essa energia diminui na medida em que eu a uso”. Quem quiser ter uma vida longa e sadia, deve mudar essa visão materialista acerca do ser humano. Deve acreditar que o ser humano, sendo filho de Deus, não se cansa por mais que trabalhe, pois, desde que trabalhe para o bem do próximo, ele recebe de Deus suprimento ilimitado de Vida. E, com essa firme convicção, deve estudar e trabalhar com alegria.

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A ORAÇÃO E A BUSCA DA CURA

A ORAÇÃO
E A BUSCA DA CURA
Russ Gerber
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Até que ponto as pessoas se interessam em buscar a cura? É possível que muitos de nós conheçamos alguém que anseia pela cura de algum problema. Aliás, talvez seja o nosso próprio caso. Podemos, também, observar a quantidade de dinheiro que se gasta com métodos de tratamento convencionais ou alternativos. Se essa for a maneira de se medir a busca de cura, então concordaremos em que é enorme.Um estudo amplamente difundido sugere que os norte-americanos gastam catorze bilhões de dólares anuais só em métodos alternativos de tratamento.

A questão importante é, o que ajudará os pesquisadores interessados, todos eles, a achar o que necessitam, em seu sentido mais profundo? Uma resposta simples e significativa é esta: a oração. Recebemos auxílio em nossa busca de cura, quando alimentamos o desejo humilde e sincero, que é uma forma de oração, de conhecer o que é que produz a saúde. Esse desejo, porém, não presume desde logo que a resposta tenha a ver com a manipulação de um estado físico. Também não deveríamos presumir que o descobrir aquilo que produz a saúde requer expandir nossos conhecimentos de bioquímica ou de psicologia, ou aguardar o desenvolvimento de alguma nova tecnologia.

A oração que leva à resposta mais profunda inclui afastar-se de, ou melhor ainda, totalmente rechaçar as teorias humanas materiais e dirigir o pensamento em sentido completamente diferente. Isso envolve abrir o pensamento à revelação do Espírito, Deus.

Tal oração leva as pessoas à Bíblia, a lê-la de uma forma como nunca a leram antes, almejando mais do que nunca encontrar iluminação e orientação divina, desejando entender a Deus e Suas leis. Essa é a oração que procura compreender a base para a cura cristã, conhecer o que capacitou Cristo Jesus a restaurar a saúde, conhecer o que permitiu a seus discípulos e aos apóstolos curar. Pensando bem, aquilo de que estamos falando é o desejo de conhecer a Ciência da cura cristã.

Tal desejo profundo leva as pessoas à Ciência Cristã. Foi o que levou a Sra. Eddy a descobrir essa Ciência e, por fim, a entendê-la plenamente. No livro Ciência e Saúde, ela diz, dessa experiência: “Durante três anos após minha descoberta, procurei a solução desse problema da cura-pela-Mente, examinei as Escrituras e quase não li outra coisa, conservei-me afastada da sociedade e dediquei meu tempo e minhas energias a descobrir uma regra positiva. A pesquisa foi doce, calma e animada pela esperança, não egoísta nem deprimente. Eu sabia que o Princípio de toda ação harmoniosa da Mente é Deus, e que as curas nos tempos do primitivo tratamento cristão se efetuavam por uma fé santa e enaltecedora; precisava, porém, conhecer a Ciência dessas curas e cheguei a conclusões absolutas graças à revelação divina, à razão e à demonstração”.

Contudo, talvez já nos encontremos estudando a Ciência Cristã. Aliás, talvez já a estejamos estudando e praticando há anos. Seguir-se-ia, então, que deveríamos estar menos interessados em compreender e demonstrar a Ciência da cura cristã? De modo nenhum. Como se verifica pela citação acima, a Sra. Eddy reconheceu a origem divina dessa Ciência, sua aplicação prática a todas as necessidades da humanidade, e o quanto ela mesma precisava aprender acerca da Ciência. Até mesmo o estudante mais experimentado da Ciência Cristã deveria, então, ansiar por uma compreensão espiritual mais ampla, deveria estar imbuído do desejo de conhecer mais acerca da Ciência do Cristianismo. Essa modalidade de oração conduz o estudante, desde uma compreensão mais ou menos rudimentar da Ciência divina, até uma compreensão mais profunda e mais ampla. Inevitavelmente, o conduz a melhores curas.

As pessoas que necessitam sarar, as que desejam ser sanadores, gente de todos os níveis, estão encontrando a cura, sim, e muito mais, quando sua busca da cura as leva à Ciência do Cristianismo. Aprendem, que há uma Mente única, um só Criador, uma só causa, que é Deus, e que Deus é bom; que Sua criação deve expressar Sua natureza e nada mais; e que, portanto, o homem e o universo são realmente espirituais e bons, governados unicamente pela lei divina. Descobrem e vivenciam o poder sanador e redentor inerente à compreensão desta Ciência de Deus e do homem.

Em meio à busca sincera, exatamente ali onde as pessoas estão procurando a cura em muitas direções, a prece está a ajudá-las, como nada mais as pode ajudar. A oração está trazendo à luz a Ciência divina.

(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – Dezembro 1993)

“ABRA A VÁLVULA”

“ABRA A VÁLVULA!”
Dárcio
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O Universo é Consciência e não matéria; assim, toda conversa sobre matéria, sobre leis materiais, sobre nascimentos, encarnações e reencarnações, é conversa de quem não admitiu ainda a totalidade da Verdade como sendo Deus, Espírito, Luz, Amor e Perfeição.Uma crença falsa não altera a Realidade! Alguém poderia passar a vida toda falando em vida material e, mesmo assim, jamais esta ilusão teria seu correspondente aos olhos da Verdade. Quem estuda a Verdade parte de princípios absolutos revelados, sem jamais contrariá-los movido por  meras aparências fraudulentas!

A mesma crença em vida material arrasta suas vítimas às supostas leis cármicas, e tais vítimas, muitas vezes, endossam esse emaranhado ilusório pelo seguinte motivo: veem “aparências”. Se alguém estiver contemplando a Realidade, estará contemplando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniatividade de Deus, que é a Consciência infinita em expressão. “Não resistais ao maligno”, disse Jesus, numa demonstração plena de seu conhecimento da Verdade! A Presença do Pai, em SI mesmo, o fazia discerni-La em todos ao mesmo tempo, como “unidade perfeita”. As revelações nos chamam para a Verdade inteira, e não para parte dela!

O Paraíso é o local em que VOCÊ SE CONTEMPLA como sendo Consciência iluminada infinita! Sem matéria, sem nascimentos, sem mortes e sem miragens! O Universo É! A “sua” Consciência É! Veja-se sob esta Graça, e entenderá que “não há outros ao lado de MIM”.

Um engenheiro, ao projetar um prédio ou indústria, busca  instalar as caixas de água na parte mais alta do terreno. Pretende, com isso, economizar  na instalação de bombas, por contar com a “lei da gravidade” para “bombear” o líquido para baixo. Se a empresa fosse depois contratar alguém para “ajudar a lei”, ficando o dia todo tentando empurrar a água para baixo, seria um absurdo! O projeto conta UNICAMENTE com a LIVRE AÇÃO DA LEI para fazer aquilo! O operário iria somente abrir ou fechar a válvula!

Quando estudamos a Verdade, estamos contando com a GRAÇA DIVINA, que é a LEI DIVINA  a manter o Infinito em atividade perfeita! Não medite para “ajudar a lei”, o que seria repetir o absurdo daquele que, não acreditando na “lei da gravidade”, ficasse a “empurrar água tubo abaixo”, com suas próprias forças! Para isso existem os princípios e as revelações! Elas dão a posição nossa na VERDADE! Estamos sob a Graça de Deus! Estamos sob a ação perfeita da Consciência divina que somos! “ABRA AS VÁLVULAS!” Não tente “fazer” a Graça acontecer! “O Pai em MIM faz as obras”, disse Jesus. Entenda o propósito das “contemplações”; elas se equiparam a alguém que, próximo à caixa de água da empresa, controle a válvula e fique testemunhando a inevitável “descida da água” para suprir a indústria, SEM PRECISAR DE BOMBEAMENTOS!

Sua Consciência é o RESERVATÓRIO DA GRAÇA! Você espera saúde? Abra a “válvula da saúde”, ela já está em VOCÊ! Você espera suprimento? Abra a válvula do suprimento, ele já está em VOCÊ! Você espera companhia? Abra a válvula da companhia, ela já está em VOCÊ! Todas as bem-aventuranças já estão em VOCÊ! Jamais negue a presença delas, iludido por aparências mentirosas! Não force para que elas lhe cheguem! Não se preocupe em “criá-las”! MEDITE E  SOMENTE ABRA A VÁLVULA! Quando assim fizer, intuitivamente testemunhe (reconheça) o “bem necessário”, seja ele qual for,  sendo-lhe  jorrado espontaneamente, de SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA.

Transcenda a ilusão de vida material e leis materiais. Você está unicamente sob a Graça divina! Paulo,  ciente desta Verdade, declarou:

“Tua Graça me basta”.

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O REINO DE DEUS SENDO SUA CONSCIÊNCIA

O REINO DE DEUS
SENDO SUA CONSCIÊNCIA
DÁRCIO
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Quando Jesus disse que “o Reino de Deus não viria visivelmente, por estar em nós”, estava revelando este Reino como sendo a Consciência iluminada que somos, e, ao mesmo tempo, buscando tirar de nossa atenção este suposto “mundo exterior”, que é simplesmente uma “ilusão de massa”, sem qualquer realidade!

Por que Jesus disse que o Reino está “dentro de nós”, se este Reino é onipresente? Justamente para centrarmos a atenção em nossa Consciência e não nas aparências. A Consciência é a Atividade universal em Auto-expressão perfeita e eterna! As “aparências” são a “ilusão”, miragens supostamente presentes, mas que são totalmente nulidades sem substância ou realidade! Enquanto a atenção ficar dividida entre a Atividade da Consciência e a ilusória atividade da “mente humana”, a ILUSÃO terá brechas para tentar nos convencer de que Deus não é TUDO.

Nosso ponto de partida é a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO! Se aparecer alguém nos solicitando ajuda, este “alguém” não poderá ser visto na “aparência”, que é MIRAGEM, e sim em nossa Consciência iluminada, onde este “alguém” é um com Deus, um conosco, perfeito, crístico e pleno! No estudo do Absoluto, não há “ego em atividade”, mas tão somente a Oniação, que é a Consciência infinita em ação, o “Reino dentro de nós”. Não reconheça fatos e pessoas num suposto “mundo material”, pois, não existe tal mundo! O Reino de Deus é, de fato, onipresente, existindo em nós, dentro de nós, fora de nós, em toda parte! Portanto, o treinamento requerido é este: soltarmos o que aparenta nos vir como “mundo material”, pela contemplação de ser a Consciência que SOMOS o único MUNDO REAL, e, em seguida, contemplarmos “pessoas e fatos” em NÓS MESMOS, não mais como “imagens mutáveis” que flutuam entre o bem e o mal, mas como IMAGENS PERFEITAS que, em NÓS, são eternas, permanentes e perfeitas!  Se, por exemplo, “alguém lhe ligar do Japão solicitando ajuda”, esta “aparência” terá de ser reinterpretada, isto é, este “alguém” não está em Japão algum! Não existe Japão! Não existe “pessoa no Japão”, com  problema ou sem problema! Qual é o fato real? Este “alguém” já é o Cristo! Você, igualmente, é o Cristo, e não um brasileiro! Onde este “alguém” está agora? Onde sempre esteve e estará: na SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, assim como também está VOCÊ e toda a Existência! Quando se habituar a traduzir as “aparências”  supostamente externas, pela PERFEIÇÃO JÁ CONSUMADA subjacente a elas, pessoas e fatos serão sempre reconhecidos pelo que realmente são, e a ilusão será desmantelada. Se a “aparência” for aceita, com um “ego buscando ajudar a outro”, isto se compararia a uma sombra deformada no chão esperar ser arranjada por outra sombra! A “interiorização”, no caso, seria a tirada total de atenção das sombras para o “objeto” que as projetou! Pare de olhar pessoas e fatos em suas sombras, e contemple-os PERFEITOS como sempre são: dentro da SUA Consciência, que é Deus.

Conheça esta Verdade em VOCÊ MESMO, e saberá o significado pleno da frase absoluta de Jesus: “O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE VÓS”.

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