MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA QUE DEUS TEM DO HOMEM-3

MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA
QUE DEUS TEM DO HOMEM
Donald R. Rippherger
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PARTE III
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Durante dez anos usei óculos, mas minha vista piorava. Na carteira de motorista lia-se: “Uso obrigatório de lentes corretivas”. Por fim compreendi que o problema de visão podia ser “corrigido” por meios espirituais. Para ver melhor, eu deveria ver mais espiritualmente. Estudei a Bíblia e os escritos da sra. Eddy, procurando discernir o sentido mais profundo e metafísico de vista, visão, olhos, imagem, foco, lentes.

Comecei o estudo analisando minha gratidão. Agradeci pelo fato de que a lei de Deus  é ativa e é conhecida nos dias de hoje como Ciência Cristã; pelo fato de que a verdadeira visão existe como fato espiritual que se comprova, por eu poder agora mesmo começar a obter a compreensão crística de Deus e do homem, em vez de tentar mudar o que o mundo chama de olhos “ruins” em olhos “ bons”. Quando comecei a contar com a bondade de Deus, o medo, o desânimo, a dúvida se desfizeram. Apesar das evidências materiais de vista fraca, a gratidão me capacitou a fazer oposição às limitações físicas.

Os primeiros vislumbres de vitória vieram com a percepção crística de que a verdadeira visão do homem não é material e, sim, espiritual. A Bíblia diz: “O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez assim um como o outro”. Como Deus é Espírito, incorpóreo e tudo vê, o “olho” criado por Deus deve ser algo diferente do órgão físico conhecido como olho. O contrário do Espírito, a matéria, não pode, intrinsecamente, ter visão, quer boa, quer ruim. A semelhança de Deus, o homem, reflete a luz e a visão espirituais.

Aprendendo melhor sobre aquilo que Deus vê e sabe, submeti o que eu compreendia ao teste diário do viver cristão. Procurei ver tudo e todos em sua verdadeira natureza espiritual. Usava os óculos o menos possível, evitava testar-me, procurava não forçar a vista para ver melhor e aguardava com paciência  a inevitável manifestação do crescimento do caráter crístico. Começaram a desaparecer os pensamentos que não provinham de Deus, tais como temor, desânimo, egoísmo. O enfraquecimento da visão, com seus pontos de referência materiais, foi detido, e minha visão cessou de piorar.

Prossegui com as orações e o estudo, por sete anos. Nesse período de crescimento espiritual fiz o Curso Primário da Ciência Cristã. Durante a classe, não senti necessidade dos óculos e os abandonei.

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MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA QUE DEUS TEM DO HOMEM-2

MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA QUE
DEUS TEM DO HOMEM
Donald R. Rippherger
PARTE II
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As opiniões baseadas na fisiologia e na medicina chegam a conclusões diametralmente opostas sobre a saúde humana. Os diagnósticos dos oculistas os levam a receitar medicamentos e gotas para impedir o avanço de doenças e o enfraquecimento da vista. Contudo, o tratamento médico, apesar dos esforços para aliviar o sofrimento, não coincide com a realidade espiritual e, portanto, está fora de foco.

Focalizar o pensamento de acordo com a Verdade, isto é, estar de acordo com um Deus que tudo vê e a todos ama, que é tão puro de olhos que não pode ver o mal, anula a duplicidade que vê a criação como se esta fosse a uma só vez espiritual e material, saudável e doente. Dissolve atitudes míopes de egoísmo e egotismo. Concentrando-nos na tarefa de hoje, de aprender como é que Deus nos vê, e como é que Ele vê Sua criação espiritual, não nos colocaremos na situação de temer um futuro de envelhecimento e debilitação ou de lamentar um passado de egoísmo e remorsos inúteis. Em vez disso, estaremos em condições de aceitar a perfeição presente do Amor infinito e sua abundância de bem e por pautarmos assim nossa vida.

Ao compreender melhor como Deus vê o homem, nosso próprio sentido de visão melhora. A Ciência Cristã, mediante a compreensão espiritual, dissipa a noção de que o homem é material, corrigindo, dessa maneira, os problemas da vista. “As lentes da Ciência”, escreve Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, “aumentam à vista humana o poder divino; vemos então a supremacia do Espírito e o nada da matéria”.

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MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA QUE DEUS TEM DO HOMEM-1

MANIFESTAR A VISÃO PERFEITA
QUE DEUS TEM DO HOMEM
Donald R. Rippherger
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PARTE I
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Ao não acreditar nas aparências materiais, Cristo Jesus via os outros como Deus os criou, como descendentes do único Espírito, infinito e incorpóreo. O Mestre manifestou a visão perfeita que Deus tem do homem, que foi criado “muito bom”, como diz o primeiro capítulo da Bíblia. A maneira transcendente de Jesus ver a vida tinha efeito curativo imediato: olhos que haviam sido cegos desde o nascimento passaram a ver. Jesus sabia que a visão perfeita é uma necessidade humana legítima que seu terno Pai satisfaz com iluminação espiritual.

A luz da bondade divina ilumina a consciência humana e nos faz perceber melhor a criação do Espírito, feita à semelhança de Deus. A imagem de Deus deve ser tão invariavelmente amorosa como o próprio Amor divino. Ao considerar os parentes, amigos e vizinhos, sob um ponto de vista mais espiritual e mais amoroso, veremos que nossas afeições se tornam menos parciais ou seletivas e não acontecerá de querermos bem a uns e não a outros. Nosso amor se fará mais semelhante ao de Cristo, expressando as características do amor constante de Deus por todos nós.

A compreensão do Cristo, a ideia eterna do perfeito Amor, ideia que a vida de Jesus exemplificou plenamente, tem uma relação direta com a vista, com o modo pelo qual nós mesmos nos vemos, como vemos os outros, o lar, os negócios, o governo, a igreja. Mediante o Cristo podemos recusar-nos a criticar as pessoas, a permitir-nos abrigar ressentimentos, preconceitos, elementos estes que causam cegueira.

Ignorar as coisas erradas do mundo está longe de ser discernimento espiritual, que penetra a obscuridade do mal com a Luiz da bondade divina. Mas não se deixe enganar pelo erro, (compreendendo que este é sem base e mentiroso, desprovido da aprovação divina, e entendendo que deve ser substituído pela verdade espiritual), isso sim, ilumina a perspectiva que temos da vida. Era esse o ponto de vista de Jesus, o qual curava.

Quando o Mestre certa vez deparou-se com um homem cego, os discípulos perguntaram se tinham sido os pais ou o próprio cego que, por seus pecados, haviam causado a cegueira. Jesus respondeu que nenhum deles tinha pecado. O Mestre sabia que somente o que é causado por Deus tem o direito de se manifestar em nossa vida. A seguir, restaurou a vista do homem. Hoje, como outrora, a atuação do Cristo na consciência elimina o mal com o bem e revela que a vista é, em sua pura e verdadeira essência original, uma faculdade da Alma , do Espírito.

Não se refere a Bíblia à natureza impecável de Deus como Alma infinita, quando declara: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar?” Não existe escuridão nem cegueira na Alma ou em sua manifestação. No Espírito imortal, a Vida eterna, não pode haver mal ou depravação que levam à moléstia no homem. A luz do Cristo expõe e destrói o pecado enganador, revelando a inocência e pureza do ser do homem à semelhança de Deus, sempre satisfeito. Ver com os sentidos da Alma, isentos de luxúria e sensualismo, promove nosso total bem-estar, inclusive o funcionamento normal dos olhos.

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É COMPENSADOR O ESFORÇO PELA CURA CRISTÃ?-2 (FINAL)

É COMPENSADOR
O ESFORÇO PELA CURA CRISTÃ?

WILLIAM E. MOODY
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PARTE II – FINAL
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Agora considere que você tem a oportunidade de aprender que Deus é seu criador e, mais importante, aprender que quando Deus cria Seu filho, Ele não abandona o objeto de Seu amor aos caprichos ou impulsos de uma existência mortal precária. Considere que a compreensão desse relacionamento espiritual com Deus o liberta do medo, da ansiedade e da dúvida, ou então, da sensação de falta de propósito na vida. Pense que você pode aprender que é a própria imagem e semelhança do Amor, e que isso o torna valioso, merecedor, bom e estimado. Leve em conta também, que, se você se sente machucado pela doença, dor, solidão, pesar ou pecado, existe um caminho de luz e libertação, uma vereda de paz. Lembre que o propósito da cura cristã é tudo isso e muito mais. Porventura não valerá a pena esforçar-se e dedicar-se à vontade de Deus, à oração, ao estudo das Escrituras, a seguir o exemplo de Cristo Jesus e a tomar conhecimento direto dessa vereda de luz sanadora?

Bem, suponhamos que sua resposta tenha sido afirmativa e que, ao mesmo tempo, tenha descoberto que o trabalho, apesar de às vezes exigir muito de você, também proporciona uma alegria maior do que qualquer outra. Consideremos, finalmente, que esse trabalho tem o poder de abençoar a outros, além de você. No livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker Eddy fala tanto das exigências como do alcance universal desse trabalho. Diz ela: “A oração, a vigilância e o trabalho, combinados com a imolação de si próprio, são os misericordiosos meios divinos pelos quais se realizou tudo quanto foi feito com êxito para a cristianização e a saúde do gênero humano”.

Será que a cura cristã, ou seja, a “cristianização e a saúde do gênero humano”, compensa o esforço? Esta é uma questão que, em última análise, deve ser respondida no íntimo de cada um.


(Extraído de O Arauto da Ciência Cristã – julho 1992)

DEUS E SUGESTÃO HIPNÓTICA

DEUS
E SUGESTÃO HIPNÓTICA
Dárcio
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A Substância universal é Deus, o Verbo em Auto-expressão. Consequentemente, o seu Corpo é a Substância divina aparecendo como Corpo! Não há anomalias dividindo espaço com Deus em seu Corpo! Não existe “matéria” fazendo parte de uma experiência corporal! Toda a Natureza-Deus é toda a Natureza-Corpo! Deus é Tudo e Tudo é Deus! Sendo assim, por que as pessoas reclamam de males físicos, de doenças, dores, etc? Elas confundem o Corpo que possuem com meras sugestões hipnóticas! Caindo nessa ILUSÃO, em vem de procurarem sair do hipnotismo, lutam para curar o Corpo, que nunca deixou de estar perfeito!
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Enquanto a mente “sentir presença de males físicos”, a SUGESTÃO HIPNÓTICA estará atuando! Seu papel é contestá-la! Parar de crer na sugestão como se ela estivesse sendo realmente condição de seu Corpo! É como alguém, que no cinema, ficasse entretido com o filme, e deixasse de se ver no cinema, mas se achando enredado pelas imagens projetadas! ACENDA A LUZ DO SEU CINEMA! VEJA-SE NO CINEMA E NÃO NO FILME! DEUS É TUDO! Desvencilhe-se da aceitação do quadro hipnótico, em vez de dar atenção a “sintomas” sugeridos por ele! Parta já do Princípio absoluto: DEUS É A TOTALIDADE DE SEU CORPO! Não existe mais nada em seu Corpo, senão a sagrada presença da perfeita Substância divina! Contemple esta Verdade até perceber estar desvencilhado do filme hipnótico! Ele é NADA!
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É COMPENSADOR O ESFORÇO PELA CURA CRISTÃ?-1

É COMPENSADOR
O ESFORÇO PELA CURA CRISTÃ?
WILLIAM E. MOODY
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PARTE I
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Quando eu era menino, meu primo e eu descobrimos, certa vez, uma toranjeira silvestre no meio do mato. Era a maior que já tínhamos visto (e tia Maria tinha um pomar cheio delas bem ali perto). De longe se podia ver que a árvore estava cheia de belos frutos amarelos. Só que não era fácil chegar até ela, pois estava rodeada de arbustos rasteiros e pequenas palmeiras.

Finalmente, conseguimos chegar lá, mas, para nosso desapontamento, descobrimos que os frutos estavam lá em cima, longe de nosso alcance. Tivemos então de subir na árvore e escalar seus galhos. Não estávamos dispostos a nos deixar derrotar e, dentro de pouco tempo, voltamos para casa carregando seis ou oito das maiores frutas.

De posse de nosso “tesouro”, sentamos nos degraus do alpendre, nos fundos da casa, e começamos a descascar as melhores frutas. Quando pus o primeiro gomo na boca, porém, vi que não era exatamente o que eu esperava. A fruta estava cheia de sementes e era azeda, não o tipo de azedo próprio das toronjas, mas aquele que machuca os lábios e faz-nos lacrimejar.

Nem é preciso dizer que decidimos nunca mais apanhar frutas no mato. Afinal de contas, não valia a pena.

Algumas coisas, na vida, merecem todo e qualquer tipo de esforço para serem alcançadas, outras não. Há ocasiões, porém, em que não conseguimos avaliar o custo até vermos (ou experimentarmos) o resultado. No entanto, quando se trata de questões espirituais, daquilo que tem a ver com nosso relacionamento com Deus e com nosso progresso espiritual, não é a atitude de “esperar para ver o que acontece”, que resolve a situação ou que nos leva avante. Em realidade, é possível que logo de início tenhamos de decidir o quanto estamos dispostos a nos empenhar, até mesmo antes, talvez, de vermos algum “resultado”.

Por exemplo, à medida que compreendemos as profundas implicações daquilo que é realmente a cura cristã, também começamos a compreender sua importância  para nossa vida e para o futuro de toda a humanidade. Passamos a ter então um melhor fundamento para decidir se a cura cristã vale tudo aquilo que talvez nos seja exigido.

Pensemos nos discípulos às margens do mar da Galiléia, que, ao ouvirem o chamado de Jesus, decidem deixar suas redes, abandonar seus antigos hábitos e dar tudo de si para seguir o Mestre. Pensemos na “pérola de grande valor” citada numa das notáveis parábolas de Jesus, conforme a relata o Evangelho de Mateus. Aquele que negocia com pérolas, conta-nos Jesus, ao ouvir falar dessa pérola de grande valor, vende tudo o que possui para poder comprar a jóia perfeita. Essas são mensagens explícitas sobre decisões importantes e sobre fazer tudo o que for necessário a serviço de Deus.

Às vezes, no entanto, quando algumas pessoas tomam conhecimento das responsabilidades do Cristianismo, (inclusive seu trabalho de cura), questionam se a restauração da saúde deveria, afinal, de contas, exigir tanto de nós. Talvez alguém se pergunte: será que não há um caminho mais fácil, como tomar um comprimido, por exemplo? Essa talvez não seja uma pergunta incomum, se o alívio físico for considerado o objetivo principal da cura.

Demonstrar a cura cristã, no entanto, inclui o desenvolvimento espiritual do indivíduo. Provoca a transformação do pensamento, a regeneração e a redenção do pecado. A cura cristã inclui aprender o que significa ser filho de Deus, o Amor divino, e sentir o abraço desse Amor. A cura está relacionada com a graça salvadora de Deus e com o descobrimento de Seu reino que está próximo. Finalmente, a cura na Ciência Cristã é inseparável do esforço de elaborarmos nossa própria salvação.

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“AS FACULDADES INDESTRUTÍVEIS DO ESPÍRITO”-2 (Final)

“AS FACULDADES
INDESTRUTÍVEIS DO ESPÍRITO”
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Parte II – FINAL
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A vontade própria, a rebelião, ou a obstinação podem ser a raiz das faculdades enfraquecidas. A rebelião, quer expressa ou latente, é resistência à verdade ou lei espiritual. Acaso não foi isso o que o Senhor quis dizer, quando falou a Ezequiel (12:2): “Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver, e não vê, tem ouvidos para ouvir, e não ouve; porque é casa rebelde”?

Ouvidos obtusos talvez não queiram ouvir pelo temor de serem convertidos. Olhos turvos talvez não queiram ver a ideia espiritual pelo temor de perder algo material. A consciência vaga e esquecida talvez não queira lembrar-se, por temor de nascer de novo e assim perder os prazeres da materialidade.

Não é suficiente tentar ver e ouvir espiritualmente. Devemos sinceramente querer ver e ouvir espiritualmente; temos de querer abandonar a materialidade. Os sentidos enfraquecem, não pelo uso constante ou o passar do tempo, mas pelo pensamento material. É óbvio que a autodepreciação e a crença em idade, em vez da própria idade, frequentemente interferem com a visão espiritual.

Deus é a inteligência que tudo vê e tudo sabe. Jesus disse (João 5:19): “O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz.” Deus perfeito realiza todo o conhecimento, toda a visão, e o homem reflete a ambos. Na proporção em que compreendemos o que significa Deus perfeito e Sua ideia perfeita, o homem, não estaremos sujeitos à visão, audição, memória, ou qualquer outra faculdade enfraquecida ou defeituosa.

A maneira de demonstrar as faculdades imortais está muito bem expressa no Hino n° 144 da Ciência Cristã, cujas duas primeiras estrofes dizem:

Amor, em ti, respira o ser,
Em ti, vivemos nós;
Mas os sentidos materiais
Só querem nos deter.

A crença falsa material
Devemos destruir,
Se a visão espiritual
Quisermos refletir.

(Extraído do Christian Science Sentinel de 15 de abril de 1961)

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DE ETERNIDADE A ETERNIDADE

DE
ETERNIDADE A ETERNIDADE
Doris D. Henty
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O fato de Deus, somente, ser a fonte do seu ser, constitui em si uma lei de completo apagar  de todas as crenças do passado, juntamente com todas as suas penalidades. Ele dissipa o assim chamado registro mortal e expurga toda crença de sua história mortal.

Não chamando de pai a ninguém sobre a terra, você se verá inteiramente dissociado do enganoso e mortal conceito de existência, ficando sem elo algum com ancestralidade, sem elo algum com experiência material, temores, ansiedades, limitações e problemas. Não haverá nenhum ponto de contato entre o seu “Eu” atemporal, sem nascimento e sem idade, e o limitante conceito que chama a si mesmo de nascimento, tempo e idade.

O registro espiritual declara que Deus tem sido sempre sua única Vida, sua única Mente, sua única Substância, sua única condição, sua integralidade, sua natureza intacta; é ele o registro de saúde, harmonia e liberdade, todo evidente como seu próprio ser, de eternidade a eternidade.

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“AS FACULDADES INDESTRUTÍVEIS DO ESPÍRITO”-1

“AS FACULDADES INDESTRUTÍVEIS
DO ESPÍRITO”
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PARTE I
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Certa ocasião, uma estudante da Ciência Cristã tentou por duas vezes fazer uma ligação telefônica e não pode ouvir som algum no fone. Pensando que o telefone não estivesse funcionando, comentou isso com uma colega, que levou o fone ao ouvido e disse: “Nada há de errado com o telefone”. Quando a estudante tentou pela terceira vez e ainda nada ouviu, ficou surpresa, mas nada disse à sua colega. Logo que ficou só, ligou a uma praticista da Ciência Cristã e ouviu com o outro ouvido.

A praticista leu em voz alta partes de um artigo dos periódicos da Ciência Cristã, cujo assunto principal era que, o ouvido que se harmoniza com ideias espirituais, é o que ouve. A praticista também relembrou-a de que a Ciência Cristã declara que a audição se relaciona com a compreensão espiritual.

Ao cultivar o desejo de ouvir espiritualmente e escutar as mensagens curativas de Deus, sua audição tornou-se normal e assim permaneceu.

A verdade espiritual que realizou a cura nesse caso específico, tem aplicação universal. Em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras, Mary Baker escreve (p. 488): “Só a Mente possui todas as faculdades, toda percepção e compreensão.” E à página 162 do mesmo livro ela diz: “As faculdades indestrutíveis do Espírito existem sem as condições da matéria e também sem as crenças errôneas de uma suposta existência material”.

Todas as faculdades do homem, portanto, são espirituais porque derivam da Mente, o Espírito, e são para sempre perfeitas em suas funções. O pensamento, a memória, a visão, a audição, não dependem da matéria orgânica ou estrutural. Todas as faculdades se expressam no homem pela Mente infinita que tudo vê e tudo sabe, a Vida eterna. Portanto, o homem não pode expressar embotamento, confusão, esquecimento, visão e audição imperfeitas. Quanto mais clara for a nossa compreensão e mais completa nossa aceitação dessas verdades, tanto mais vivas as nossas percepções presentes.

A glória e o resplendor da Alma iluminam tudo e dão-nos uma visão clara. Porque a visão é inteiramente espiritual, não pode ser ajudada ou obstada pela matéria. Os homens esperam, sem reservas, ver e ouvir no além. Por que, então, não demonstrar as faculdades perfeitas da Mente aqui e agora? O reconhecimento de que o céu não é um lugar distante, mas é o reino de Deus dentro de nós, acelera a demonstração eterna de perfeição.

A conscientização da constante presença da Mente que tudo vê, ou seja, Deus, dá-nos a capacidade para demonstrar visão perfeita. A compreensão de que o som se comunica por meio dos sentidos da Alma, é o que realmente ajuda a ouvir.

A percepção de que o homem reflete a inteligência da Mente em todas as suas expressões variadas, capacita o homem a expressar aptidões ilimitadas e abre para ele possibilidades jamais sonhadas.

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O AMOR DIVINO, EM MIM, FAZ AS OBRAS

O AMOR DIVINO, EM MIM,
FAZ AS OBRAS

Dárcio
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Diante do que Jesus disse, “O Pai em mim faz as obras”, devemos vivenciar, em contemplações silenciosas, tudo que Deus é “acontecendo” em nós! Por exemplo: “Deus é Amor infinito”; portanto, ao contemplar a Verdade, detenha-se por um tempo em vivenciar e sentir que “O Amor infinito, em MIM, faz as obras”, ou seja, a Substância-Pai, o Amor em Si, permeia o seu ser, é o seu Eu, cuida da ação de cada suposta célula”, e é a única atividade aparecendo como a totalidade do seu ser!

Como “Deus é Luz”, o mesmo tipo de contemplação deve ser feito: “A Luz divina infinita, em MIM, faz as obras”, ou seja, a Substância-Pai, a Luz em Si, é irradiada de todo o seu ser,  em unidade, é esta Luz, desconhecendo trevas (problemas), faz as obras de iluminação em todo o Universo!

Faça dedicadamente as meditações contemplativas abrangendo todos os aspectos de Deus, sem ficar apenas vagamente com a expressão “o Pai em MIM faz as obras”. Vá a fundo em seu conteúdo! Ela é todo-abrangente, e revela tudo que Deus é “acontecendo” em VOCÊ! E, principalmente, SENDO VOCÊ!

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A NEGAÇÃO DA IMPERFEIÇÃO E A AFIRMAÇÃO DA REALIDADE PERFEIT

A NEGAÇÃO DA IMPERFEIÇÃO
E A AFIRMAÇÃO DA REALIDADE PERFEITA
Masaharu Taniguchi
Negue todos os aspectos imperfeitos que aparecem no plano fenomênico, dizendo: “Isto não é existência verdadeira”. Conscientize-se de que existe, aqui e agora, como REALIDADE, unicamente o Aspecto Perfeito criado por Deus. Para adquirir essa convicção, mentalize repetidas vezes:
“Eu sou filho de Deus.
Sou um com Deus. Deus é perfeito;
portanto, eu também sou perfeito,
sou harmonioso, sou pacifico”.
Mentalizando repetidas vezes estas palavras, será gravada nitidamente em seu subconsciente a imagem perfeita de seu Aspecto Verdadeiro, que é filho de Deus. Uma imagem gravada nitidamente no subcobsciente manifesta-se fenomenicamente e acaba tomando forma concreta. Mentalizar a “Imagem Perfeita da Essência” é uma espécie de oração e, à medida que essa conscientização se aprofunda, você poderá ouvir uma voz interna, inaudível aos ouvidos carnais, que diz: “Já és perfeito”. Então estará completamente curado.
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NEGÓCIOS

NEGÓCIOS
JOEL S. GOLDSMITH
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Eis a palavra relativa  a negócios: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livres”; e a Verdade que você deve conhecer é que você já é livre.

Todo negócio é negócio de Deus, seja ele de qualquer natureza. O único alimento que há, é o “Pão da Vida”, que somente Deus provê; a água única  é a “Água da Vida”, que flui livremente de Deus ao homem, cuja fonte está no Céu. Deus supre tudo isso a Seus filhos (pensamentos receptivos), de forma que Ele possa Se expressar plenamente.

Tire dos seus ombros o  peso da responsabilidade. “Aquieta-te”, e deixe que o Amor traga seus clientes, lucros e volume de negócios. Não permita a entrada de ideias de competição. Você não depende de condições materiais em seus negócios. A mentira da mente mortal diz que você é dependente do tempo, da prosperidade, do meio, e da ausência de competição para ter sucesso. Pelo contrário, pensamentos desse tipo são humanos e são justamente o peso que deve ser posto de lado. A Bíblia diz: “,,,deixemos todo o embaraço…e corramos com paciência a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1).

Prepare o pensamento para os negócios do dia e faça mentalmente o convite ao mundo. Saiba que o Amor enche todo o espaço, que cada canto de seu mundo é preenchido com ideias divinas que expressam alegria, gratidão e amor. Deixe o pensamento fora das transações. Apenas retenha a Verdade de que o Cristo a todos fez o convite “Venham a mim”, para dEle receberem a provisão. Não dê nem receba “tratamentos” para o sucesso nos negócios; saiba constantemente, porém, que a Divina Inteligência continuamente está Se expressando em seu negócio; que o Amor divino está eternamente sendo manifestado nele; que a Mente produz toda a atividade necessária; que o Amor supre o capital; que o Princípio está sempre se expressando num negócio harmonioso, ativo e completo. Não permita que pensamentos sobre condições, clima, competição, surjam para atrapalhar a sua fé, e confie que a Verdade está agora sendo expressa como seu negócio. De fato, a Verdade é seu único negócio, a corporificação da harmonia, da vida completa e da ação permanente. Conserve a mente plena da Verdade de que seu negócio é mantido e governado por Deus.

Não há elemento algum do mal em seu negócio, nenhum elemento de falta ou limitação. A aparente falta de atividade não significa a falta de Deus ou do bem, nem tampouco que algo de mal esteja presente. Ela é Deus batendo à porta de sua consciência, dizendo-lhe: “Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa”. Veja que sua salvação não é dependente de um homem ou de condições materiais. Coloque sua fé e confiança no poder da sempre-presente Lei da Mente de Se expressar em harmonia e abundância.

A preocupação é falta de confiança no Princípio, falta de fé no poder onipotente. Nada disso faz parte de sua consciência nem possui presença em qualquer época ou lugar. Temores e preocupações não têm o poder de afastar a “Mão da Onipotência”. A despeito deles, você é Consciência espiritual em que a atividade harmoniosa de negócio contínuo sempre é experienciada. “A criação (negócio) está sempre se manifestando e tem de continuar a manifestar-se eternamente, por causa da natureza de sua fonte inesgotável”. Este é o verdadeiro negócio. Estude II Reis 25: 29-30: “…passou a comer pão na sua presença todos os dias da sua vida. E da parte do rei lhe foi dada substância vitalícia”.

Não há ninguém apartado de Deus; não existe nenhum corpo, ser ou negócio apartado de Deus. Deus faz com que todos estes prosperem. E esta prosperidade se dá mediante a Sua Presença.

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OBSERVE O MOLDE E NÃO SEUS EFEITOS

OBSERVE
O MOLDE E NÃO SEUS EFEITOS

Dárcio
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O texto que foi postado ontem, de Masaharu Taniguchi, é muito importante e deve ser totalmente entendido para ser posto em pratica! Se olharmos as imagens refletidas neste mundo, nós as veremos ora boas e ora más. Se forem rotuladas de “más”, e se prendermos a mente a elas por causa disso, mais imagens “más” se projetarão, pois, tais imagens não têm vida própria, sendo meramente projeções ou efeitos. A causa está no “molde mental”.Existem máquinas caseiras de fabricação de macarrão que trazem diversos moldes a serem utilizados, dependendo do tipo de massa a ser criada. Se o molde que estiver na máquina produzir um tipo de macarrão bem fino e quisermos mudá-lo para outro tipo de maior largura, bastará alterarmos o molde! Tão logo ele seja mudado, a mesma massa que antes saía na forma de macarrão fino passará a sair  naturalmente em formato mais largo. Não teríamos esse resultado sem alterarmos o molde. O mesmo acontece com a suposta vida humana; por não ter existência real e por ser meramente um reflexo temporal, ela pode ser moldada a cada instante em função de nosso molde mental estar bem mais ou bem menos sintônico com a perfeição da Existência espiritual. Quanto mais você estiver de olhos nas aparências, mais estará sujeito a cair no trote da ilusão, pois, será tentado a fazer o julgamento por estas aparências, e, se elas se mostrarem más,  com você  espiritualmente desatento, acabará por endossar tais miragens e por se deixar iludir por elas. Por outro lado, quanto mais você descartar os “efeitos”, este ILUSÓRIO mundo das aparências, por se colocar como observador da oniação perfeita, geradora única e real da Realidade, mais este “molde perfeito” estará se projetando em sua vida.

Observe o “molde” e não os efeitos! Se sua mente estiver presa ao “molde da perfeição absoluta”, nada mais do mundo visível o iludirá! E, caso isso esteja acontecendo, de você estar preso a alguma imagem indesejável, bastará soltá-la radicalmente para se voltar ao molde do desejável, ou seja, a perfeição. Lembre-se: você jamais mudará o tipo de macarrão sem trocar o molde que atua na massa!


Releia o artigo abaixo,  “Contemple a Própria Perfeição Como Filho de Deus”, e observe a sua profundidade! Em seguida, pratique os princípios expostos!

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CONTEMPLE A PRÓPRIA PERFEIÇÃO COMO FILHO DE DEUS

CONTEMPLE A PRÓPRIA PERFEIÇÃO
COMO FILHO DE DEUS

MASAHARU TANIGUCHI
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Da mesma forma como Deus vê no homem o “Seu Filho”, o homem deve ver a si mesmo como um “Filho de Deus perfeito” e respeitar a sua própria perfeição. Assim como Deus vê o “Seu Filho” como “Espírito”, devemos ver a nós mesmos como “Espírito”. Devemos contemplar-nos como “Filho de Deus”, já rico como Deus, já dotado de infinitas boas ideias como Deus, já possuidor de profundo amor tal qual Deus, que age sempre com bondade com relação ao próximo. O Aspecto Real do homem já é perfeito, mas essa perfeição manifesta-se no mundo fenomênico na proporção em que é contemplada.

Todos os fenômenos são imagens manifestadas. Tudo que existe fenomenicamente tem uma origem, que é anterior à manifestação. Essa origem é a “causa”, e o que foi manifestado é o “efeito”. Sendo efeito, não existe por sua própria força, mas sim em consequência de uma causa; e basta mudar a causa, para que o efeito mude naturalmente. Portanto, se estiver manifestado em fenômeno um aspecto maléfico, devemos descobrir a sua causa mental e corrigi-la. Assim, a manifestação fenomênica também se tornará correta.

Quando você se sentir cansado ou abatido fisicamente, chame imediatamente por Deus, que é a Grande Vida, a fonte originária de sua Vida. Sem pensar em corpo debilitado ou cansado, mude rapidamente a direção de sua mente, volvendo-a para Deus.

Não volver nossa mente para Deus, apesar de Ele estar constantemente fazendo fluir Sua Vida para nós, é o mesmo que, apesar de estar sendo transmitido um bom programa, não sintonizar o nosso televisor no canal que está transmitindo esse programa.

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ORAÇÃO PARA OBTER A PROVISÃO ILIMITADA

ORAÇÃO PARA OBTER A
PROVISÃO ILIMITADA
Masaharu Taniguchi
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Deus é a Fonte de tudo. Todas as coisas de que necessitamos vêm de Deus. O Homem é filho de Deus e, portanto, herdeiro da Provisão ilimitada de Deus. Através dos tempos, passado, presente e futuro – A PROVISÃO ILIMITADA é fornecida continuamente ao homem, e jamais cessará.

Caso estejamos sofrendo alguma carência, não é porque Deus deixou de dar-nos aquilo de que necessitamos, e sim porque nós é que não soubemos recebê-lo. Em outras palavras, é porque nós, apesar de termos recebido até agora incontáveis provisões de Deus, não agradecemos o bastante. Somente quando reconhecemos as dádivas, respondendo a elas com gratidão e desejamos sinceramente retribuí-las, é que podemos receber incessantemente a Provisão Ilimitada de Deus.

Deus é a Fonte da Provisão Ilimitada. Por intermédio de mim, Ele manifesta no mundo fenomênico a riqueza infinita do Mundo da Imagem Verdadeira. Ele abençoa a minha riqueza, dizendo: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra”. Por isso, a firma onde trabalho torna-se próspera, os empreendimentos com que lido progridem, meus descendentes prosperam, e a empresa na qual invisto torna-se mais e mais produtiva.

Como Deus é infinito, Ele jamais restringirá a minha riqueza. Se há algo que restringe a minha riqueza, é a minha própria mente. Devo reconhecer a minha insuficiência de sentimento gratidão e procurar, doravante, aprofundá-lo mais e mais. Não devo deixar de exteriorizar o amor em cada ato meu. Compreendi que um pedaço de papel, um lápis, tudo, enfim, é dádiva de Deus. Por isso, ao me servir de qualquer coisa, faço-o sempre com reverência e gratidão. A matéria não é existência verdadeira. Todas as coisas, mesmo que tenham aparência material, não são matéria, e sim dádivas de Deus, ou seja, concretização do Amor de Deus. Por ter compreendido esta Verdade, eu vejo, no âmago de todas as coisas do Universo, o Infinito Amor de Deus, a Provisão Ilimitada de Deus. Agradeço sempre, com reverência, à Provisão Ilimitada de Deus. Muito obrigado!

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CARNE E OSSO DE ILUSÃO

CARNE E OSSO DE
ILUSÃO
Dárcio
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Matéria não existe! Esta Verdade, que sempre choca o intelecto abarrotado de crenças falsas, continua valendo ou sendo verdadeira! Mudam as crenças falsas, mas, a Verdade nunca muda! Qualquer suposta “célula corporal” colocada sob as lentes de um microscópio eletrônico se mostrará não mais como matéria, mas sim como energia! Mesmo assim, até hoje luta a maioria para consertar matéria, se dizendo com “dor muscular”, com “ossos danificados”, etc. Uma ilusão do tamanho do infinito!

Uma ilusão somente será vista como tal se for desmascarada! Como a ilusão não irá se desmascarar de si mesma, quem desejar conhecer a Verdade terá de fazê-lo! Exatamente onde você supostamente vê um corpo de carne e osso, EXISTE O TEMPLO DE DEUS, o Verbo “feito carne”, isto é, o Verbo sendo erroneamente interpretado como carne. Cabe a você reinterpretar o cenário, entendendo que não é por ser a mente humana uma “cegueira em expressão”, que o seu corpo estará sendo o que ela lhe mostra! Acreditar nisso seria o mesmo que acreditar em dia escuro como noite por estar um cego a lhe informar como estaria aquele dia! Vá direto à Verdade! Aceite o Corpo único sendo o seu, o Corpo que é Luz inteligente como Forma! O Corpo não nasce, não envelhece, não adoece, não morre! Tampouco é feito de carne e osso! Aceite a Verdade sobre seu Corpo, que é Deus manifesto como Corpo, e sinta a Consciência se expressar e reinterpretar o que é o “seu” Corpo! Se quiser fazer isso especificamente, isto é, se alguma “parte do corpo” lhe estiver sendo vista erroneamente como doentia ou imperfeita, faça a reinterpretação iluminada de forma também específica! Contemple que aquelas supostas “células doentias”, ou “doloridas”, são, na verdade, a Presença da perfeita Substância divina e imutável ali presente! Não de deixe enredar pelo falso testemunho da cegueira mental humana! Abra os olhos espirituais, e, se estiver sentindo dificuldade em fazer isso, deixe Deus reinterpretar o quadro para você, e se coloque mentalmente como espectador da ação divina! DEUS É TUDO! Não aceite trocar a Presença de Deus sendo a totalidade do seu Corpo pela ideia fraudulenta de que o corpo é matéria! Lembre-se: matéria NÃO EXISTE!

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SILENCIAR A RESISTÊNCIA DO MEIO AMBIENTE MENTAL -2(Final)

SILENCIAR
A RESISTÊNCIA DO MEIO AMBIENTE MENTAL
Marceil DeLacy
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PARTE 2 – FINAL
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Quer sejamos o praticista a quem se pediu tratamento por meio da oração, quer sejamos o paciente que está em busca do amor de Deus, será útil perguntar a nós mesmos se os temores dos outros, expressos ou não, estão tentando ocupar lugar em nosso pensamento, impedindo-nos de dar atenção total a Deus e reconhecê-Lo como o único poder. Por exemplo, se estamos enfrentando uma doença que vem recebendo muita atenção da imprensa falada e escrita, ou é muito comentada entre colegas e amigos, essa influência mental precisa ser detectada e despojada de poder. Isso se faz mediante a compreensão de que não há poder separado de Deus, o bem, e de que o homem criado à imagem do Espírito não está à mercê das assim chamadas leis materiais ou teorias acerca de doenças. Podemos trabalhar para saber que a crença ou medo de outra pessoa acerca da doença, não importa o grau de sua convicção, não podem mudar a perfeição espiritual do homem na Ciência, nem encontrar ressonância em nosso pensamento, lançando dúvidas sobre nossa confiança na habilidade de Deus para manter nosso bem-estar.

Nenhum ataque individual ou coletivo ao nosso direito de confiar em Deus para a cura pode enfraquecer o poder da lei divina ou impedir-nos de sentir sua proteção aqui e agora. Os temores dos que estão à nossa volta (quer se originem da genuína preocupação, quer sejam em direta oposição à nossa fé em Deus) não podem, de forma alguma, nos separar da presença amorosa de Deus nem diminuir nossa confiança em Seu cuidado. Firmando-nos com convicção no fato de que o homem é imortal, tão indestrutível quanto seu Criador, podemos negar com autoridade qualquer pretensão de que o peso das opiniões dos outros possa ter impacto negativo em nossa saúde e bem-estar.

Nossa vulnerabilidade à má prática mental, aos pensamentos nocivos a nós dirigidos, seja de forma ignorante, seja intencionalmente, está em proporção à nossa crença em uma mente separada de Deus. Se formos inabaláveis em nossa defesa, se fincarmos pé em favor dos fatos espirituais do ser e do poder da cura cristã, seremos protegidos de influências opositoras. Ao manter dentro em nós aquele estado divino de consciência no qual a porta está aberta apenas para o Espírito e está fechada ao sentido material, podemos vencer a influência mental falsamente impingida a nós pelas opiniões, crenças e temores mortais. A oposição à cura pela Ciência Cristã, qualquer que seja sua forma, não tem poder para se infiltrar e enfraquecer nosso trabalho de cura, tal como o fez nosso Mestre.

Um exemplo disso, que eu testemunhei, envolvia um menino que estava sofrendo de uma doença potencialmente grave que afetava sua habilidade motora. Um vizinho que tomou conhecimento do problema e sabia que os pais eram Cientistas Cristãos, ameaçou denunciá-los às autoridades, se não levassem o filho a um hospital. O fato de que haviam solicitado  a uma praticista da Ciência Cristã que orasse pelo menino não significava nada para o vizinho. Durante vários dias não houve melhora no estado de saúde da criança.

Sabendo da oposição do vizinho, a praticista voltou sua atenção para a anulação da crença de que essa resistência, no meio ambiente mental, pudesse de algum modo interferir na receptividade do menino ao toque sanador do Cristo. Ela não orou para controlar o pensamento do vizinho, mas sim para eliminar de sua própria consciência, e da do paciente, toda e qualquer sugestão de que o filho de Deus pudesse estar sujeito ao medo ignorante da mente mortal. Quase imediatamente aconteceu algo inesperado. Um conhecido dos pais do menino, que era médico e estava a par do problema da criança, tomou conhecimento da preocupação do vizinho e, por ter apreço pela Ciência Cristã, ofereceu-se para telefonar a essa pessoa e assegurar-lhe que os pais estavam fazendo a melhor coisa possível pelo filho e que não havia razão para intervenção médica. Isso acalmou o pensamento do vizinho. A cura processou-se rapidamente até que logo o menino estava completamente restabelecido.

Esse trabalho de silenciar a interferência mental pode às vezes ocorrer num momento. Outras vezes pode exigir considerável luta mental em nosso íntimo, para alcançar aquela altitude espiritual livre de obstrução, que nos permite comungar eficazmente com nosso Criador. Sabemos que o trabalho está feito quando conseguimos dar a Deus nossa total atenção, sem sermos distraídos por dúvidas e medos intrusos. Essa purificação da atmosfera mental permite ao pensamento ceder lugar ao amor sempre presente de Deus, que traz cura ao corpo.

(EXTRAÍDO DE O ARAUTO DA CIÊNCIA CRISTÃ – DEZEMBRO 1994)
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SILENCIAR A RESISTÊNCIA DO MEIO AMBIENTE MENTAL -1

SILENCIAR A RESISTÊNCIA DO MEIO
AMBIENTE MENTAL
Marceil DeLacy
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PARTE I
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A carreira de três anos como mestre, que Cristo Jesus exerceu e que está registrada nos evangelhos, é rica de exemplos práticos sobre como aplicar a lei espiritual do ser à condição humana. Podemos aprender muito sobre como curar a doença e o pecado, se examinarmos a relação entre as obras e as palavras de Jesus. Um tópico no qual tal estudo oferece perspectivas úteis para o discipulado cristão é a preparação do pensamento, necessária para que a oração seja eficaz.

Antes de ensinar a seus discípulos aquela que veio a ser conhecida como a Oração do Senhor, Jesus disse: “Tu, …quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto, e teu Pai que vê em secreto, te recompensará”. Comentando esse versículo, a Sra. Eddy escreve no livro-texto da Ciência Cristã, Ciência e Saúde: “O quarto simboliza o santuário do Espírito, cuja porta se fecha ao sentido pecaminoso, mas deixa entrar a Verdade, a Vida e o Amor…Para entrar no coração da prece, é preciso que a porta dos sentidos errôneos esteja fechada. Os lábios têm de estar mudos e o materialismo calado, para que o homem possa ter audiência com o Espírito, o Princípio divino, o Amor, que destrói todo o erro”.

Esse prelúdio para a oração, ou seja, silenciar as perturbações no meio ambiente mental e eliminar da consciência quaisquer influências que possam prejudicar ou interferir na receptividade à mensagem de Deus, é encontrado, com frequência, nas obras de cura do próprio Jesus. Por exemplo, quando a filha de Jairo havia aparentemente morrido, Jesus não entrou correndo e ressuscitou a menina. Em primeiro lugar, ele mandou sair seus detratores, desanuviou a atmosfera, eliminando as interferências, e então restabeleceu a menina à vida. De igual modo, quando trouxeram a Jesus uma mulher adúltera para ser julgada, ele primeiramente silenciou os acusadores, antes de falar com a mulher de forma compassiva e ordenar-lhe: “Vai, e não peques mais”. Quando um homem paralítico lhe foi trazido para ser curado, Jesus, antes de tudo, enfrentou as objeções que percebeu estarem no pensamento dos escribas e fariseus, que estavam observando. Somente depois disso ordenou ao homem que se levantasse, tomasse seu leito e fosse para casa. Da mesma forma, ele repreendeu e destruiu objeções semelhantes, antes de curar a mão ressequida de um homem.

Certa vez, quando trouxeram a Jesus um homem cego, para que fosse curado, ele tomou “o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia” antes de restabelecer-lhe a visão. Mesmo assim, o que estivera cego pôde ver os homens apenas “como árvores…, andando”. Jesus, pois, teve de dar atenção ao problema uma segunda vez, antes da cura completar-se. Aí, como para dar maior ênfase à necessidade de independência do meio ambiente mental opressivo, ele instruiu o homem a não voltar para a aldeia nem contar a outros, ali, acerca da cura.

A partir desses casos, não poderíamos porventura concluir que, no trabalho de cura de Jesus, o grau de resistência no meio ambiente mental circunstante era um fator mais importante do que o fato de determinada condição física parecer mais grave que outra? Uma vez que a porta do pensamento havia sido fechada para toda “perturbação”, quer fosse proveniente dos que observavam o caso, quer viesse do pensamento generalizado e dominante numa determinada localidade, o paciente estava livre para atender à ordem de levantar-se e andar ou de estender a mão.

Se desejamos curar seguindo o exemplo de Jesus, é claro que não podemos ignorar as influências do meio ambiente mental e tratar do caso como se este existisse num vácuo. Qualquer oposição que tente infringir o direito do paciente de corresponder à atividade curativa do Cristo precisa ser enfrentada diretamente e neutralizada.

Continua..>

CURANDO O QUE NÃO FOI CURADO-2 (final)

CURANDO
O QUE NÃO FOI CURADO
Norman B. Holmes.
II – FINAL
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Há alguns anos sofri de um distúrbio físico grave que me causava grandes dores. Orei com fidelidade, e fui ajudado pelas orações de um consagrado praticista da Ciência Cristã. Mas o problema persistiu por muitos meses. Sua gravidade aumentou a pont de me ser difícil caminhar ou ficar de pé.

Certa feita, durante esse experiência, fui tentado a procurar conselho médico. Entre meus colaboradores militares havia vários médicos. A tentação era a de pedir a opinião de um desses amigos quanto à natureza da doença. No entanto,mrecusei ceder a tal tentação, pois eu era capaz de discernir que seria impossível ao digagnóstico médico dar-me qualquer informação sobre uma idéia de Deus, espiritual e perfeita. E eu estava determinado a não remexer no entulho da materialidade à procura do verdadeiro ser do homem. Estava-me claro que o  único modo certo de achar e comprovar minha condição de homem em Cristo era o de adquirir compreensão melhor a respeito de Deus e desenvolver convicção mais sólida da indestrutível espiritualidade do homem.

Procurando pela luz divina, fui inspirado a tornar a ler o relato da vida de Jesus e suas curas, sua espiritualidade vital, sua firme obediência a Deus e sua capacidade de vencer todos os obstáculos. Certa noite meu estudo da Bíblia me levou ao Salmo 139, que diz em parte: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? (…) Se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a tua mão e a tua destra me susterá.”4  De repente, fiquei convencido de que, apesar do que me acontecesse materialmente, eu nunca poderia ficar separado de Deus. Eu era de fato um idéia espiritual de Deus e nunca poderia ser detruído. Discerni que esta convicção espiritual de que a vida está em Deus, abandonando toda fé na assim chamada vida da matéria, era uma lei de restauração para o corpo físico — uma lei de cura. Embora não ocorresse mudança física imediata, eu sabia que estava curado.

A enfermidade física ainda continuou esporadicamente por mais ou menos dois meses;  mas a consciência, libertada pelo poder de Deus, desenvolvia melhor sentido de identidade, ou corpo. Foi-me muito proveitosa em relação a este caso uma referência que se encontra em Ciência e Saúde: “A consciência constrói um corpo melhor quando vencida a fé na matéria. Se corriges a crença material pela compreensão espiritual, o Espírito formar-te-á de novo. Nunca mais voltarás a ter medo, a não ser de ofender a Deus, e nunca mais acreditarás que o coração ou qualquer parte do corpo possa destruir-te.”5

Prossegui com intrepidez e alegria, na convicção de ter sido curado. Não levou muito tempo, todos os sintomas da doença desapareceram, para nunca mais voltar. Desde aquela ocasião até o presente tenho participado normal e vigorosamente de vários esportes — tênis, natação, caminhadas pelas montanhas, corridas — sem a menor dificuldade.

Dessa cura ficou claro que era preciso descartar-me do medo e da preocupação com aquilo que poderia acontecer a uma individualidade material. Quando o poder da presença contínua de Deus foi trazido à luz, viu-se que a materialidade é irreal. A dificuldade foi dominada pelo poder do Cristo, a Verdade, a transformar a consciência humana.

Em aditamento à própria cura, senti devoção mais profunda por melhor apreciar e compreender como as curas do Mestre do cristianismo transformavam a consciência, elevando-a de uma base material para uma espiritual. Jesus discernia que o controle todo-poderoso de Deus alcançava cada faceta da vida, subjugando a matéria. Podia dizer impunemente: “Destruí este santuário,  e em três dias o reconstruirei.”6

A identidade espiritual, proveniente de Deus, que Jesus viveu e ensinou, é o Cristo, a idéia divina da espiritualidade perfeita. Esta é a verdadeira natureza de cada um de nós. No entanto,  a influência divina do Cristo parecerá oculta enquanto basearmos nossa vida e nossas expectativas nas limitações da materialidade. A Ação libertadora do Cristo vem à luz na proporção em que raciocinarmos desde o ponto de vista de ser o homem verdadeiramente a expressão da totalidade do Espírito e da bondade, da onipresença e da onipotência da Mente. Que ânimo curativo se desenvolve quando raciocinamos com certeza que Deus é Espírito, e o homem é espiritual; que Deus é Vida, e o homem é imortal; que Deus é Amor, e o homem é desprendido e amoroso; que Deus é Verdade, e o homem é perfeito, ilimitado. Podemos insistir em que Deus — Mente, Espírito, Princípio, Verdade, Amor, Alma, Vida — é a lei irresistível do bem, que expulsa toda e qualquer pretensão da mortalidade. Finalmente, segue-se a gloriosa compreensão de que, sendo Deus e Sua idéia, o homem espiritual, inseparáveis, isso constitui-se em lei de cura e regeneração para toda necessidade humana específica. Satisfeitos e serenos nessas convicções, podemos ter confiança em que Deus está realizando Sua santa obra.

Ciência e Saúde declara: “A individualidade do homem não é menos tangível por ser espiritual e por não estar sua vida à mercê da matéria. A compreensão de sua individualidade espiritual torna o homem mais real, mais formidável na verdade, e o habilita a vencer o pecado, a moléstia e a morte.”7

Deixando de estar preocupados com a materialidade e de dela depender, ficamos cônscios de que o homem já é espiritual no presente. Podemos comprovar progressivamente, pela redenção e pela cura, “a verdadeira idéia de Vida e de substância”. Tal espiritualidade desenvolvida nos trará saúde, vigor e vitalidade — o reino do céu dentro de nós.

CURANDO O QUE NÃO FOI CURADO

CURANDO
O QUE NÃO FOI CURADO
Norman B. Holmes
PARTE I
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Vezes sem conta , curas baseadas na confiança em Deus, iluminada pelos ensinamentos da Ciência Cristã, têm sido rápidas e permanentes. Às vezes, porém, um seguidor devoto dos ensinamentos de Cristo Jesus talvez se encontre lutando durante meses para obter a cura de  algum problema em particular que não tenha cedido à oração. Surge a pergunta: “Que mais poderá ser feito para provar o poder curativo de Deus?”

A resposta pode estar em aprofundar nossa capacidade de adorar “o Pai em espírito e em verdade”, como Jesus indicou. Isso implica em fazer novas descobertas acerca da natureza incorpórea de Deus como Espírito infinito, e de Sua perfeição como Verdade todo-poderosa. Leva-nos a uma percepção ampliada da espiritualidade atual do homem como exata expressão de Deus – indestrutível, sadio e completo. Expandir dessa maneira nossa compreensão espiritual acerca de Deus e do homem leva-nos ao domínio dado por Deus sobre tudo quanto parece ser material.

Talvez a dificuldade esteja em que continuamos a procurar vida, saúde e felicidade na matéria, em vez de desenvolver a convicção de que o homem é desde já espiritual dentro da totalidade de Deus. Em vez de continuar a nutrir o ponto de vista popular de ser a vida material e limitada, de estar ela sujeita  à doença e à discórdia de toda espécie, e em vez de tentar mudar a coitada da matéria em matéria melhor, permaneçamos firmes e alegremente com a compreensão esclarecida de que a individualidade imortal e perfeita do homem está completamente fora da matéria.

Todos nós podemos adquirir esse ponto de vista mais elevado e científico que inevitavelmente traz a cura. Para isso talvez seja de proveito estudar a Bíblia novamente numa atitude mental atenta. Persista em se concientizar de que o ser verdadeiro, espiritual, do homem é de fato demonstrável. Jesus compreendia que o homem tem sua origem em Deus. Por isso ele estava certo da espiritualidade presente do homem. Essa compreensão da unidade do homem com Deus e de sua semelhança a Deus era o alicerce de seus notáveis trabalhos de cura. Sua ressurreição mostrou a natureza indestrutível do homem-Cristo.

Depois da ressurreição do Mestre, alguns dos seus seguidores ainda estavam tão convictos de que a materialidade é a base da vida, que deixaram de captar o significado espiritual das obras de Jesus. Maria, no entanto, a primeira a ver o Mestre depois da ressurreição, discerniu a condição perfeita de homem espiritual, pura e sem jaça, que Jesus estava demonstrando. Falando na fidelidade do ponto de vista espiritual de Maria e na materialidade dos inimigos de Jesus, Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Ciência Cristã, escreve em Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras: “Esse materialismo perdeu de vista o verdadeiro Jesus; mas a fiel Maria o viu, e para ela Jesus  representava mais do que nunca a verdadeira idéia de Vida e de substância.”

Apreciar mais profundamente as convicções espirituais que sublinham a obra da vida de nosso Mestre ajudar-nos-á a desenvolver convicções semelhantes acerca de nossa própria espiritualidade no presente. Ajudar-nos-á a nos identificarmos com o Cristo, “a verdadeira idéia de Vida e de substância”, que traz cura.

A convicção que Jesus tinha de sua completa espiritualidade, ficou revelada nos seus ensinamentos, em magníficas obras de  cura que redimiram a humanidade das várias limitações do materialismo. Jesus mostrou desdém pela pretensão de que há poder na matéria, ao silenciar as tempestades, andar em cima das ondas, cirar os doentes desenganados e ressuscitar os mortos. Essas ações mostraram o elevado nível espiritual de seu pensamento e sua recusa em se deixar impressionar pelas pretensas leis da matéria.

Embora não fosse mundano, Jesus transformou o mundo. Sua lealdade a Deus e sua unidade com a Verdade infinita deram-lhe domínio sobre o que o rodeava. Deu prova do poder todo-poderoso de Deus e da substancialidade ilimitada do homem como ideia espiritual que representa exclusivamente a Deus.  Em vez de se desesperar diante de alguma suposta ameaça material à sua vida, Jesus calmamente seguiu avante, confiante no controle de Deus e na espiritualidade do homem, o que o exime de todas as discórdias da existência física.

Certo dia, na sinagoga, Jesus leu para o povo, o livro de Isaías. Depois de ter lido o trecho que profetizava a vinda do Cristo, profecia que se cumpria na sua própria experiência, começou a repreender a falta de receptividade deles. Então o povo se enfureceu. Agarraram-no, arrastaram-no para fora da sinagoga, levaram-no pela cidade até à beira de um monte onde planejaram lançá-lo penhasco abaixo. O ódio do pensamento material que resistia ao Cristo, a Verdade, era tão grande que momentaneamente Jesus parecia estar sendo presa dos materialistas ao seu redor. A Bíblia conta-nos que “Jesus, passando por entre eles, retirou-se”. É claro que Jesus nem sequer por um instante abandonou sua elevação espiritual de pensamento. Estava continuamente dando testemunho de Deus, insistindo em demonstrar a totalidade e o poder que tem Deus de libertar outros, de livrar a ele mesmo. O poder de sua confiança crística concretizou-se à beira do abismo para o qual o povo o havia levado, e Jesus foi libertado.

Às vezes uma condição física assustadora e desanimadora procuraria nos levar até à beira de um abismo, isto é, de uma situação material extrema, desde a qual parece que seremos lançados morro abaixo. Todavia, aí mesmo, num suposto precipício de materialidade, também nós podemos passar pelo meio das crenças materiais ao nosso redor. Podemos reconhecer nossa espiritualidade, reivindicar nosso domínio e nossa cura, e seguir nosso caminho — o caminho do Cristo — com alegria.

CONTINUA..>