Por Que Me Chamas Bom?

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Os ensinamentos espirituais, em sua maioria, deixam de atuar com grande eficácia por partirem de “pessoa para pessoa”, em vez de partirem de DEUS COMO UNIDADE PERFEITA EM EXPRESSÃO. Desse modo, em vez de a suposta “pessoa” desaparecer, como a “ilusão que é”, ali permanece, sempre recebendo conselhos sobre como “se unir a Deus”, como “se iluminar”, como se “livrar de seus problemas”, etc..

Jesus foi claro em sua revelação: SOMOS TODOS UM COM DEUS POR SERMOS UMA UNIDADE, CHAMADA DEUS. É a partir desta UNIDADE que fazemos as “contemplações absolutas”, e, é a partir desta UNIDADE que somente nos identificamos com a Natureza de Deus e jamais com uma ilusória “natureza humana” em que são vistas as CRENÇAS em “pessoas” e “problemas pessoais”.

Quem partir do “mundo de aparências”, em suas meditações contemplativas, não escapará de reter mentalmente seus ilusórios problemas pessoais. Por quê? Por estar iludido pela CRENÇA de que há “mentes pessoais”. Caso ele se mostre com um “problema de visão”, por exemplo, irá entender ser “problema pessoal dele”, que poderá ser eliminado através dos princípios espirituais.

Este entendimento é o mais comum, e produz algum resultado; entretanto, se ele deixar de se identificar como “ser humano dotado de mente pessoal”, para ir direto à Verdade de que SOMENTE HÁ UMA UNIDADE VIVA SE EXPRESSANDO, que é DEUS, de imediato poderá se identificar com a MENTE DIVINA – A PERFEIÇÃO SE EVIDENCIANDO COMO A TOTALIDADE DE SEU SER INDIVIDUAL.

“Quem crê em mim, crê não em mim”, disse Jesus, “mas NAQUELE que me enviou” (João 12: 44). Estava eliminando a “pessoa dele” com o objetivo de fazer com que TODOS fizessem o mesmo! PARA QUE TIVESSEM A VISÃO DA UNIDADE PERFEITA, DO PAI COMUM EM TODOS, DO EU SOU UNIVERSAL SE EVIDENCIANDO COMO INDIVÍDUOS.

Este é o FOCO do ensinamento absoluto! Cada um deixa de se ver com “mente pessoal” para que, diante da UNIDADE PERFEITA a ele revelada, a MENTE DIVINA seja naturalmente aceita e reconhecida como a “SUA PRÓPRIA MENTE”.

“E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?
E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus” (Mt. 19: 16-17). Aqui, uma vez mais, Jesus ressaltava a Verdade da UNIDADE PERFEITA, eliminando a atenção voltada a qualquer “pessoa”.

Faça suas “contemplações absolutas” vendo-se como UNIDADE VIVA, e nunca como “pessoa indo a Deus”. DEUS É TUDO, E ESTE TUDO É VOCÊ! Jesus disse também: “Quem me vê a MIM, vê o Pai”, ou seja, quem o estivesse vendo realmente, além da aparência de “mestre”, ou de “pessoa”, estaria VENDO UMA UNIDADE DIVINA EM EVIDÊNCIA INFINITA!  ESTA UNIDADE É O EU SOU ONIPRESENTE SE EVIDENCIANDO – AQUI E AGORA – COMO VOCÊ – COMO O CRISTO QUE VOCÊ É!

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O “Que É De Deus” E O “Que É De César”

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Diante da questão  levantada a Jesus, sobre se era lícito ou não pagar tributos a César, ele indagou: “De quem é a efígie e a inscrição nas moedas?”. E ouvindo que eram de César, disse-lhes: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22: 21).

Para o mundo, os “bens” são moedas, notas, aplicações financeiras, propriedades, etc.. Para a Verdade, tudo isso é uma ilusão! E o apego a ela desvia a atenção do reconhecimento de que Deus é a única Realidade, sendo, portanto, a Fonte ÚNICA de Suprimento. Este fato precisa ficar bem marcado, sempre reconhecido e jamais esquecido: “DEUS É A FONTE ÚNICA DE SUPRIMENTO”.

Jesus deixava claro que os supostos “recursos visíveis”  eram meras “sombras” temporais, e que jamais deveriam ser confundidos com o REAL SUPRIMENTO, que é DEUS SE EVIDENCIANDO COMO O UNIVERSO DE LUZ,  EM AUTOSSUPRIMENTO INEXAURÍVEL.

Tudo de que aparentemente o mundo diz que necessitamos, é “sombra”. Por quê? PORQUE NA REALIDADE ABSOLUTA NÃO HÁ NECESSIDADES NEM CARÊNCIAS! TUDO “ESTÁ FEITO” , TUDO ESTÁ SUPRIDO! Desse modo, em vez de alguém perder tempo querendo saber se deverá ou não usar suas “moedas” recolhendo “tributos a César”, deverá usá-las para estar em paz e acertado com o mundo, “dando a César o que é de César”.

O MAIS IMPORTANTE, CONTUDO, ESTÁ EM CADA FILHO DE DEUS “DAR A DEUS O QUE É DE DEUS”. De que forma VOCÊ fará isto? Reconhecendo e contemplando o FATO ETERNO de que a chamada “SUA” CONSCIÊNCIA É “DE DEUS”, E NÃO “SUA”, COMO SE VOCÊ EXISTISSE OU VIVESSE SEPARADO DELE!

Este é o segredo do real Suprimento, explicado por Jesus nesta passagem bíblica. A Consciência INFINITA de Deus é a Substância INFINITA que supre a SI MESMA em toda a Onipresença. Quando VOCÊ reconhece que “sua” Consciência é de Deus, “dá a Deus o que é de Deus”, e, ao mesmo tempo, “recebe de Deus o que é de Deus”, uma vez que Consciência divina, sendo ÚNICA,  abrange a sua.

Entendendo que a sua Consciência é divina, e, portanto, iluminada, não mais se deixará prender à ILUSÃO de “posses materiais”; antes, contemplará dedicadamente esta Verdade de que “tudo que é do Pai é  teu”, no âmbito do Absoluto. Desse modo, antes mesmo que a suposta “mente humana” aponte “algo necessário”, aos olhos dela, já estará projetada a “sombra” equivalente ao suposto “bem material” requerido.

Reconheça, portanto, constantemente:

“A ABUNDÂNCIA DE DEUS É MINHA AGORA, COMO A SUBSTÂNCIA ESPIRITUAL AUTOSSUPRIDA QUE  A MINHA CONSCIÊNCIA CRÍSTICA É!”

E então, se projetará a “sombra” com que “as coisas de César” serão atendidas nas “aparências visíveis”.

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A Verdade É Deus Sendo O Cristo Em Você!

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A Verdade é universalmente válida e manifesta. Assim como Jesus, que, aparentemente  “encarnado” aos olhos dos mortais, deixava de ser reconhecido como o “Cristo”, também o mesmo,  ocorre com todos nós.

Os princípios da Verdade excluem “seres apartados de Deus”, ou “seres encarnados”  e supostamente nascidos no sonho de vida terrena. Jesus disse: “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”, ou seja, quem o estivesse vendo como “encarnado”, estaria vendo uma “miragem”, assim como um andarilho alucinado juraria estar “vendo” um “oásis” no deserto.

 “Essa dupla personalidade do invisível e do visível, o espiritual e o material, o Cristo eterno e o Jesus corpóreo manifestado na carne, continuou até a ascensão do Mestre” –  disse Mary Baker Eddy – “quando o conceito humano, material, ou Jesus desapareceu, enquanto o eu espiritual, ou Cristo, continua a existir na ordem eterna da Ciência divina, tirando os pecados do mundo, como o Cristo sempre tem feito, mesmo antes que o Jesus humano fosse encarnado aos olhos dos mortais”.

 O valor destas frases está em unicamente  cada um de nós fazer com elas total identificação, não nos prendendo a Jesus ou ao Cristo eterno nele, mas sim, em nós mesmos, onde a “ascensão” é entendida como o nosso próprio “renascimento”.

 Deus está integralmente manifestado como o Cristo, seja em Jesus, seja em VOCÊ! Não existe diferença nenhuma em Deus ser o Cristo em Jesus e Deus ser o Cristo em cada um de nós. Qualquer suposta avaliação em contrário parte do ilusório “julgamento pelas aparências”, e, quem se deixar levar por tal juízo,  deixará de ser cristão, como diz Paulo: “Daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo, agora, já não o conhecemos deste modo” (II Cor. 5: 16).

Que está por trás desta citação? Nossa presença em Deus e sendo Deus! A “Unidade perfeita”, que somos, sendo integralmente reconhecida! Por isso, jamais a Verdade absoluta pode ser misturada com “conceitos ilusórios” referentes a Deus, ao Universo ou ao Ser que somos!

 Nada existe afora Deus! Jesus, na Bíblia, representa o Eu iluminado que somos, e não  o Ser que “seremos um dia”. E, em termos de aparências deste mundo, todas elas são ilusórias, sem Deus, sem realidade e sem verdade!

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Outro aspecto da Verdade é o fato de Ela nunca ter tido começo, mudança ou fim. Às vezes, adiamos nossa aceitação da perfeição atual por nos esforçarmos para que algo se torne verdadeiro. A Verdade jamais se torna verdadeira. E, também, a falsidade jamais se torna falsa. A Verdade tem sido sempre verdadeira, e a falsidade tem sido sempre falsa, não existente. Isto é assim tão simples! O habitar na Onipresença da Perfeição, constitui a própria realização desta Perfeição. É este o modo pelo qual a Verdade verdadeira sobre você se torna evidente como a Verdade que é verdadeira COMO VOCÊ. É desse modo que obtemos a Autopercepção, ou Autoconsciência. Existe somente Um Eu, e este Eu único é Deus, o Eu que abrange tudo. Não importa a quantidade numérica de Identidades distintas que este Eu inclui: o fato de que Deus é a totalidade de cada identidade é permanente. Deve ter ficado claro ser impossível que haja algo verdadeiro, ou fato real a seu respeito, e que não esteja incluso na Verdade que Deus é.

Realmente, Deus é Tudo eternamente, e é incondicionalmente perfeito. Um Fato incondicionado é completo como sua própria Verdade. VOCÊ É A VERDADE. O UM ETERNAMENTE PERFEITO, INCONDICIONADO, IDENTIFICADO COMO VOCÊ. Esta declaração é o Ultimato Absoluto da Verdade de sua inteira Existência, inclusive de sua Vida, Mente, Corpo e Ser. Esta Verdade, como você, transcende todo tipo de qualificação, oposição ou condição. Você não é dual; não há dois de “você”. Não existe algo como um Você, que é esta Verdade, ao lado de “outro você” caminhando em direção oposta ao UM PERFEITO, que sempre você tem sido, e que sempre VOCÊ será.

Talvez você pergunte: “E quanto a este corpo? Como poderei conciliar esta Verdade da Perfeição com este corpo sujeito a sofrimento, doença e senilidade?” Não poderá fazê-lo! E não o fará! Jamais conseguirá conciliar a Verdade com a mentira. Todavia, esteja certo do seguinte: você possui um corpo. Não é seu corpo que o está levando a um falso juízo, mas sim o tipo de corpo que você vem encarando, erroneamente, como sendo o seu corpo. Como Você inclui o seu corpo, toda Verdade, ou Fato, descoberto a seu respeito, constitui também a Verdade estabelecida em relação ao seu corpo.

O mundo, assim como aparenta ser, encontra-se permanentemente sofrendo mudanças; Tudo e todos, aparentemente, se encontram numa condição temporária. Uma não existência é supostamente transformada em existência, a Vida; por outro lado, a Existência, ou Vida, é supostamente transformada em não existência, a morte. Até mesmo as substâncias da terra parecem estar constantemente se transformando em algo diferente do que vinham sendo. A falsa evidência consiste de uma constante aceitação de criação, transformação, desenvolvimento, dissolução, deterioração e destruição. No universo da aparência, nada se estabelece como eterno. Há uma constante ação de se atingir alguma condição, ou de se conseguir sair dela. Realmente, neste falso conceito de universo, somente uma coisa parece ser permanente: a transformação.

A própria natureza da transformação, nesta visão falsa da Realidade, é prova de não ser ela verdadeira. O motivo é o seguinte: A Verdade não se modifica. Deus é a Verdade, e Deus é eternamente imutável. Algo que possa parecer ter começo, mudança ou fim, não é a Verdade, e, portanto, não é um Fato estabelecido. Nascimento, desenvolvimento, mudança e morte são, todos, aspectos desta ilusória distorção DAQUILO QUE REALMENTE EXISTE.

Repetindo, a Verdade permanece estabelecida assim como Ela é, e sempre tem sido. Você já notou que, quando alguma condição errônea do corpo parece ser curada, o corpo permanece? Tudo que desaparece é o quadro desarmônico. Qual o sentido disto? Somente este: algo na natureza da desarmonia, que se acrescente ou se modifique, é falsidade. Se unicamente conscientizássemos a total importância desta Verdade, estaríamos cônscios da eternidade do Corpo, e também da Mente, da Vida e do Espírito.

Sim, o que é Verdade, o que é Realidade, — e irrealidade alguma existe – é o Fato imutável daquilo que existe. A Verdade nunca começa a ser verdadeira. A Verdade nunca deixa de ser a Verdade. Jamais algo Lhe é acrescentado nem subtraído. A Verdade nunca se coloca numa posição de “se tornar algo”, ou num estado de desaparecimento. Ela é eterna, é Fato imutável, uma Existência eterna.

Com qual Mente você conhece a Verdade? Deus é a Mente única; logo, qual Mente poderia desconhecer a Verdade? Deus, Mente, é eternamente consciente da natureza de Sua Existência como sendo sem começo, sem mudança e sem fim. Você não pode ter nenhuma outra Mente, além da Mente de Deus, pois, não existe nenhuma outra. A Mente que está consciente de ser para sempre imutavelmente perfeita, identificada como Você, é a sua Mente. Não há interrupções nem vazios no conhecimento, na percepção consciente desta Mente. Deus, Mente, sendo consciente da Verdade de Sua perfeição eterna, está neste momento identificado como a sua Mente sendo consciente de sua perfeição imutável. Em outras palavras, Você é a CONSCIENTE PERFEIÇÃO ESTANDO CONSCIENTEMENTE PERFEITO.

Esta é a Verdade sobre Você. Esta é a Verdade como Você. E foi o que Jesus quis dizer, quando declarou: “Eu sou a Verdade”. Uma declaração verdadeira da imutável e permanentemente contínua natureza perfeita de todo o seu Ser, e de todo mundo que existe.

De que forma você percebe ser isto verdadeiro a seu respeito? Do seguinte modo: aceite-o; reconheça-o; proclame que sua Identidade é a Verdade. Saiba que a Verdade que o torna livre é a Verdade de que VOCÊ É LIVRE. Calmamente, e persistentemente, contemple a Verdade estabelecida de seu Ser. Assim, já agora, estará descobrindo que esta Verdade está estabelecida como o seu Ser. É ESTE O CAMINHO. “TRILHAI-O”.

 

F  I  M

Virão Dias Em Que Me procurareis, E Não Me Achareis!

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Há pessoas que, em tempos de harmonia da suposta vida humana, deixam de dar atenção e importância maior ao estudo e prática da Verdade. Iludidas pelo “bem-estar” das “aparências”, somente ficam a desfrutá-lo; desse modo, quando o quadro ilusório muda de repente, mostrando “aparências negativas”, elas se mostram inteiramente abaladas!

A Realidade imutável, em que devemos “permanecer”, está acima das “aparências” deste mundo, tanto boas quanto más! O mundo é uma irrealidade formada de “crenças”, e nada mais! Assim, quem estuda a Verdade não deve se firmar em “aparências”, e sim na perfeita Obra Consumada de Deus, onde, de fato, vivemos eternamente!

No Evangelho de Tomé, Jesus diz: “Muitas vezes desejastes ouvir estas palavras que vos digo, e não achastes ninguém que vo-las pudesse dizer. Virão dias em que me procurareis e não me achareis”. Explicava a Verdade Absoluta de que “Deus não é achado por seres humanos”, mas sim, pela negação de cada um como carnal, mediante sua admissão de ser o Cristo, um ser já em unidade com Deus. Desse modo, a frase de Jesus poderia assim ser escrita: “Virão dias em que me procurareis e não me achareis, dias em que sumireis para que Eu, somente, seja quem sois”.

Estas percepções, advindas das “contemplações absolutas”, devem ser a nossa prioridade de cada dia, para que não nos acomodemos às boas aparências e, de outro lado, não nos sintamos perdidos, caso as aparências se mostrem más. NENHUMA “APARÊNCIA” É REALIDADE!

A frase de Jesus contém ainda o seguinte significado: quando alguém se distancia do estudo da Verdade, ao se vir necessitado dela, não se achará em sintonia com Deus, por se ter permitido ficar o tempo todo em sintonia com o ilusório “mundo de aparências”.

Esteja alguém na “melhor de suas fases humanas”, deve ele procurar a Verdade ainda mais, em si mesmo, sem se deixar iludir pelas “aparências” deste mundo! Quem assim fizer, viverá na Paz do Cristo, a “Paz que excede todo entendimento humano”!

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A ATIVIDADE DA VERDADE NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL REVELA O CRISTO

A atividade do Cristo é possível a você e a mim, na medida em que podemos captá-la e vivenciá-la, mas só é proveitosa àquele que, no mundo, está decidido a devotar tempo, esforço, pensamento e dinheiro a esta Meta. São necessários todos estes requisitos. Exige-se a consagração, porque a Consciência Crística não é apenas uma conquista de conhecimento, senão o desabrochar de um estado de consciência.

A compreensão da Verdade é a única base para o desenvolvimento dessa consciência. Embora fosse possível reduzir esse ensinamento a mais ou menos doze princípios, o mero conhecimento deles nada resolveria, porque também conhecemos outras setenta e cinco coisas que absorvemos da vida e às quais damos crédito, concedendo-lhes poder de influenciar-nos. Por isso é necessário um período de autodisciplina e treinamento, para chegar ao ponto em que não apenas conheçamos tais princípios reais, senão que também rejeitemos os falsos. Temos de alijar de nossa consciência todas as crenças e superstições relacionadas com poderes físicos e mentais. É preciso superá-los para chegar-se a este alto nível de consciência. Ainda que seja verdade que o poder de Deus seja manifestado como consciência individual – como o Filho – também é certo que, para manifestar-se, é preciso que Ele seja primeiramente concebido em nossa consciência.

Esta revelação do Cristo, o Filho e o Pai feitos UM, foi dada a todos os povos, através do mundo inteiro. Com a propagação da doutrina cristã a todas as terras e raças, o mundo deverá chegar a um ponto em que a revelação do Cristo não mais se confinará a nenhuma denominação ou seita. Ela não mais será rotulada e nem apresentará qualquer sentido sectário, admitindo, pois, todas as pessoas que aceitem a ideia da integralidade, ou seja, Deus expresso individualmente em cada indivíduo.

O que conta é a aceitação do poder espiritual na consciência individual. E essa consciência é o Cristo. E o que é esse poder espiritual? Será um poder acima de outros poderes? Não: é o reconhecimento de um só poder! A menos que reconheçamos Deus como Poder único, estaremos continuamente combatendo germes, aqui, carência e resfriados, ali. O ser impregnado da Cristo-Consciência não se debate nas lutas com o mundo. Simplesmente deixa que a Luz nele brilhe, de tal modo que, aquele que a perceber e se aproximar e pedir um pouco dela, irá recebê-la.

A Bíblia é uma revelação do Cristo; uma revelação da natureza infinita de Deus. Individualmente demonstrada. Essa demonstração individual depende apenas de ativar-se a verdade na consciência individual, para que ela, latente que era, se torne dinâmica e possa expressar-se em nossa experiência. Então compreendemos que Deus não está sentado lá em cima, no céu, e o homem aqui em baixo, esperando que mande paz à Terra. A paz na Terra advirá como consequência da atividade da verdade e do amor na consciência. Começa na consciência de um indivíduo que a espalha num grupo de pessoas. Esse grupo a espalha a uma comunidade e esta, por sua vez, a espalha ao mundo.

Quando as pessoas superam as desinteligências nas relações humanas (não só porque acham os outros bons ou incapazes de prejudicar os demais, mas porque compreendem e aceitam-lhes a parte humana, realizando também que o Cristo é o verdadeiro ser individual), a paz é estabelecida. Sim, só quando os indivíduos, em escala mais ampla, começam a reconhecer Deus como a Fonte de todos os seres, é que podem estabelecer a paz em sua consciência. Então poderão exteriorizá-la, tornando-a realidade numa sala cheia de pessoas. Deste modo, em progressão geométrica, esta paz se espalhará, para que o mundo inteiro a expresse.

Continua..>

Ser Grande!

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Ser grande! Quem não desejaria ter uma vida cheia de verdadeira grandeza e abundância de tudo que faz a vida próspera e digna de ser vivida? Próspero na saúde, no conhecimento, no poder, na prosperidade, no amor, na alegria?

Pois tudo é possível a qualquer pessoa, ao homem e à mulher, ao pobre e ao rico, ao sábio e ao ignorante, ao poderoso e ao humilde — todos podem ser grandes.

Essa verdadeira grandeza e felicidade não depende de circunstâncias externas; não pode ser frustrada pelas adversidades da natureza nem pela perversidade dos homens — depende, em última análise, de cada um de nós.

Quem o disse foi o único homem realmente grande e completamente feliz. E, quando um homem desses fala, fala por experiência própria. E esse homem, Jesus Cristo, disse:

“Se algum de vós quiser ser grande, seja o servidor de todos”.

Se a grandeza dependesse de dominar, seria acessível a poucos, porque poucos podem dominar; mas, como depende de servir espontaneamente, todos podem alcançar esta grandeza, porque não existe um único homem sobre a face da terra que não possa servir; por toda parte há abundante oportunidade para servir. E, no entanto, são poucos os homens realmente grandes, porque a maior parte não compreendeu ainda que a grandeza está em servir espontânea e jubilosamente. A imensa maioria faz depender a grandeza e felicidade de algo que não depende deles, como, por exemplo, o dominar. Querer servir depende inteiramente de mim, e de mais ninguém; por isto, a verdadeira grandeza está nas minhas mãos, se eu quiser.

Mas é precisamente aqui que está a dificuldade capital, o impedimento aparentemente insuperável: O homem comum não acredita que a grandeza possa consistir em querer servir, sem esperar nenhuma retribuição. O homem profano acha que isto é apenas um belo idealismo para uns poucos sonhadores impráticos, mas que para o grosso da humanidade, para o homem prático e dinâmico, não é este o caminho da verdadeira grandeza e felicidade, porque servir parece ser fraqueza e inferioridade, ao passo que dominar e ser servido revela força e superioridade. Pois não nos ensina a experiência de cada dia que os que servem são os ignorantes, os analfabetos, os deserdados da fortuna, os ineficientes, os derrotados da vida?

Aparentemente, a objeção procede, porque o que vemos cada dia é que os que servem são, em geral, os homens menos evoluídos e adiantados.

Entretanto, convém não confundir os que servem compulsoriamente com os que servem espontaneamente. Muitos de fato são servidores pela ignorância natural, pela adversidade da natureza ou pela perversidade dos homens. Não são estes os bem-aventurados, embora também eles possam ser felizes, no caso que compreendam a sua humilde condição e aceitem livremente.

Na verdade, porém, temos de entender pelos homens realmente grandes e felizes aqueles que, podendo dominar, preferem servir, porque esse serviço voluntário não é senão expressão externa da sua grandeza e superioridade interna.

Mas, como convencer o inexperiente de que as palavras do divino Mestre representam verdade absoluta?

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Exponha-se Às Leis Mais Altas!

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Pela quantidade de chamados “milagres” que a humanidade já testemunhou, e que não são “milagres”, mas, sim, manifestações de LEIS MAIS ALTAS da Existência, todos deveriam se mostrar mais abertos às suas LIVRES ATUAÇÕES!

Qualquer coisa parece tirar a paz das pessoas! Um sintoma, um exame, uma viagem, uma entrevista, etc.. A quantidade de drogas e medicamentos, que  hoje é consumida, faz a alegria de farmácias e laboratórios! Por que as pessoas ficam tão dependentes de “ajuda externa”? Pelo desconhecimento da SUA REAL IDENTIDADE, que é o CRISTO, o Eu perfeito, sempre em comunhão com as LEIS ESPIRITUAIS da Onisciência, que mantêm perfeitas todas as Obras de Deus!

Todas as “imagens de problemas” são falsas; porém, quem desconhece esta Verdade, em vez de travar o desdobrar desse “filme ilusório”, identifica-se com ele, começa a se preocupar, a temer, a querer fazer alguma coisa, e, nesta insegurança, nesse desespero, alimenta ainda mais a ILUSÃO, em vez de entendê-la como “nada”!

Se alguém estiver seco e quiser se molhar, poderá ficar sob as águas de um chuveiro, e será ele quem fará o trabalho desejado! A pessoa não irá pretender “ajudar o chuveiro” em sua função! O mesmo ocorre quando, diante de “imagens falsas” de imperfeições, quisermos vê-las se dissolverem: colocamo-nos sob a CHUVA DE LEIS MAIS ALTAS! E sem a pretensão de  ajudá-las!

AS LEIS MAIS ALTAS SÃO ONIPRESENTES! ONDE VOCÊ ESTIVER, ELAS ESTARÃO! Por que as supostas dificuldades demoram para ser resolvidas? Pela “mente iludida” ficar presa a elas!

Habitue-se a expor toda “aparência de imperfeição” à livre e poderosa ação das LEIS MAIS ALTAS! DE QUE MODO? RECONHECENDO-AS  COMO JÁ PRESENTES E ATUANTES,  ONDE VOCÊ ESTIVER, E COLOCANDO-SE TRANQUILAMENTE SOB A SUA AÇÃO! NÃO QUEIRA AJUDÁ-LAS! AS LEIS MAIS ALTAS DOMINAM AS CRENÇAS SEM QUALQUER SUPOSTA AJUDA SUA! Apenas fique, portanto, consciente de estar TOTALMENTE  “entregue” à ação delas!

 

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O Conceito Absoluto De Saúde

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Se perguntarmos a alguém sobre sua saúde, movido pela CRENÇA COLETIVA ele responderá em função do que estiver se passando com a “aparência de corpo”, captada pelos sentidos humanos. O mesmo se dará, caso um médico for consultado: ele não quererá examinar a mente ou o espírito do seu paciente; para ele, a saúde corporal é algo que se pode avaliar somente através do chamado “corpo físico”.

Que está por trás disso? O REFERENCIAL DE AVALIAÇÃO! Quando este referencial partir da CRENÇA COLETIVA, o homem será visto como “corpo material”, e se excesso de acidez for comprovada em seu estômago, por exemplo, a ele será recomendado a ingestão de um antiácido.

Quando a Verdade é estudada, o REFERENCIAL DE AVALIAÇÃO descarta “corpos materiais”! O ensinamento parte da IRREALIDADE DELES, por ter como premissa a Verdade de que DEUS – ESPÍRITO – É TUDO! Consequentemente, a chamada “matéria” não existe! Desse modo, aqueles que se mostraram abertos a este novo referencial,  segundo as crenças do mundo,  foram curados milagrosamente! Por outro lado, a grande maioria permaneceu desconfiada e incrédula, sempre se perguntando: “Mas como não existe, se eu vejo que meu corpo é material!”

Esta é a “batalha” entre a Verdade e a ilusão! A Verdade é a perfeição absoluta e permanente deste AGORA, que é eterno! A ilusão é a mentira que se mostra na forma de “imagens temporais”, mutáveis, sempre flutuando entre “bem e mal”, o que, no caso, seria entre “saúde e doença”.

Para o mundo, o “corpo” é uma realidade material que surgiu do ventre materno; para a Verdade, o Corpo, como tudo que é real, é DEUS! A presença do Verbo divino na Forma espiritual, perfeita e eterna, chamada “Corpo”.

Isto explica a diferença entre terapia humana e divina! A primeira lida com “corpo nascido”, temporal e sujeito às crendices do mundo, boas e más; a segunda, nega a existência deste corpo, revelando a Verdade de que O CORPO É LUZ DIVINA, ETERNO E PERFEITO! CORPO QUE, COMO DISSE BUDA, JAMAIS ESTEVE EM VENTRE MATERNO!

Jesus explicou os dois referenciais referentes ao corpo, dizendo:“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas” (Mt. 6: 22-23).”! Estava dizendo que, se VOCÊ CONTEMPLAR O CORPO COMO TEMPLO DE DEUS, A LUZ DIVINA SERÁ O SEU CORPO; MAS SE ACREDITAR SER ELE “NASCIDO DE MORTAIS”, SÓ O VERÁ SENDO CARNAL OU MATERIAL.

Desse modo, caso alguém sinta qualquer “sintoma indesejável” no corpo, tem ele duas opções: acreditar no “testemunho dos homens”, e correr em busca de auxílio médico, ou acreditar que este corpo com tal sintoma nunca existiu, e que, em seu lugar, existe, perfeito e eterno, o “Corpo de Luz” – o “Templo de Deus”  – revelado nas Escrituras como o NOSSO CORPO!

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“Vida De Formiga”

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Se ficarmos à entrada de um formigueiro, explicando às formigas que o Universo não é o que elas pensam ser, –  um buraco na terra, cheio de passagens subterrâneas, com água e folhas – mas que há, por exemplo, infinitas galáxias, só perderemos nosso tempo! A “mente de formiga” não alcança a percepção da “mente humana”.

De igual maneira, se explicarmos à “mente humana” que o Universo é  perfeição infinita, que não existe matéria, que tudo é Luz, a suposta “mente humana” se comportará como a “mente de formiga”! Está confiante e convicta de que esta “conversa de alienado” não faz qualquer sentido! Assim, ela vê um doente, e acredita ser real! Ela vê um mendigo, e acredita ser real; ela vê um terremoto, e acredita ser real! Ela vê alguém ganhar na loteria, e acredita ser real! EXPLICAR A ELA QUE NADA DISSO TEM REALIDADE, E QUE ELA É “MENTE DE FORMIGA”, DE POUCO IRÁ ADIANTAR! Há “MILÊNIOS” que esta Verdade lhe vem sendo passada!

Para não falarmos que alguém é “mente de formiga”, falamos que está sob um HIPNOTISMO DE MASSA! Estado que CEGA a pessoa, para que não veja e nem se interesse pela VERDADE!  Se perguntarmos se ela tem meditado e reconhecido estar na Glória do Eterno, ela dirá “não ter tido tempo”! Despendeu as 24 horas do dia com o seu “formigueiro”!

Que papel exercem os textos ou mensagens da Verdade? O papel de “eliminar o estado hipnótico”, para que alguém, até então identificado com a “mente de formiga”, que reduz a si mesmo à condição de mortal sofredor, à espera da morte, passe a se identificar com a Mente de DEUS, a Mente que lhe traduz o Universo e a ele mesmo como de fato É: como PERFEIÇÃO PERMANENTE!

Se a “mente de formiga” vê doenças e doentes, que faz o ensinamento? Explica que O HOMEM JÁ É DEUS! Apenas precisa se identificar com a VERDADE! Se a “mente de formiga” vê carências, desarmonias, imperfeições, o ensinamento explica que A NECESSIDADE ÚNICA É DE SE IDENTIFICAR COM DEUS E COM A MENTE DE DEUS! Em outras palavras, todas as imperfeições, problemas, sofrimentos, mostrados pela “mente de formiga”, são puras irrealidades! Imagens hipnóticas que unicamente atraem a atenção para inexistências! Dirigida a ela, há a recomendação: “AQUIETA-TE E SABE; EU SOU DEUS!” (Salmo 46: 10);

Enquanto a “mente de formiga” não abrir mão de TUDO que ela diz existir; enquanto a “mente de formiga” não se silenciar para sumir, aberta à VERDADE já presente e acima de seu entendimento, veremos a humanidade vivendo uma ILUSÃO DE MASSA, acreditando que “deixar de curtir o formigueiro” significa ser “alienado”, deixando, assim,  de desfrutar a VERDADE GLORIOSA EM QUE JÁ VIVE, MAS QUE, PARA ELA, É ALGO PARA O FUTURO! De momento, SOMENTE O FORMIGUEIRO É A SUA REALIDADE! Desse modo, fica-lhe valendo a fala de Jesus: “Creia, somente, e seja-lhe feito conforme a sua CRENÇA!”.

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O Estado De Perfeição Do Homem

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A infinidade de Deus, exclusivamente espiritual, não exclui a existência do homem e o universo. Exclui, porém, a existência da matéria, do corpo físico ou da mente mortal. Deixa o homem onde sempre esteve e está, agora, na onipresença da Vida e do Amor divinos. Deixa o homem como sempre foi e é, agora, completamente espiritual, a ideia perfeita da Mente infinita, o reflexo todo harmonioso da Vida perfeita. Neste contexto, a palavra “homem” se refere a cada um de vós, significa o que realmente sois, mas não o corpo, o que não sois, o que ninguém é.

A Bíblia nos diz: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou” (Gn. 1: 27). Ora, se Deus é o Espírito infinito, Sua imagem tem de ser completamente espiritual, imortal, e não física. Não há nada físico no Espírito infinito, e por isso não pode existir coisa alguma física no homem, a imagem do Espírito. A revelação divina de que a identidade do homem é a imagem de Deus, ou seja, do Espírito, implica ma impossibilidade de existir outra identidade senão a espiritual. Qualquer crença de que a identidade do homem possa ser alguma coisa não espiritual, denominada corpo físico, é crença errada, constitui equívoco, e não tem lugar na infinidade do Espírito. Assim o declara o apóstolo Paulo: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito…” e acrescenta: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:9, 16). Em outras palavras: o Espírito infinito testifica com a nossa identidade espiritual, nossa única identidade, que somos filhos de Deus. A identidade espiritual do homem não é modelada segundo o conceito físico, mas é formada à imagem de Deus. Não pode ser confinada no corpo físico, nem se pode defini-la pelo aspecto do corpo físico. O homem, a imagem do Espírito infinito, não pode ser fisicamente descrito, assim como não pode ser fisicamente delimitado.

A revelação divina da Ciência Cristã mostra que a palavra “homem” não é sinônima de corpo físico”. “Homem” é sinônimo de “ideia espiritual”, imagem ou expressão de Deus. Esse homem inteiramente espiritual sois vós; é a única e verdadeira identidade de cada um de nós. Essa verdadeira identidade não é algo que seremos, mas o que realmente somos neste momento. A identidade espiritual não é algo que esteja sendo mantido em reserva até que o homem se desembarace das limitações físicas. O homem é a identidade espiritual, e não a aparência física.

Mary Baker Eddy, a Descobridora e Fundadora da Christian Science, o afirma mui claramente nestas palavras, em seu livro Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras (p.428): “É preciso trazer à luz o grande fato espiritual de que o homem é, não será, perfeito e imortal.” 

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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-13

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Pela Ciência Mental, sabe-se que a suposta “mente humana” não consegue pensar ao mesmo tempo em duas ideias opostas, ou seja, ninguém consegue afirmar que está bem e que está mal ao mesmo tempo. Enquanto O Caminho Infinito diz que o homem é expressão individual de Deus, publica, em seus livros, pensamentos dualistas e contraditórios, o que bem comprova que Joel desconhecia o valor da Ciência Mental e que, de fato, não a empregava em seus ensinos. Vou somente dar um exemplo, um só, justamente para não repetir o erro dele,  de fazer inúmeras colocações dualistas que só  servem para comprometer o estudo da Verdade. Isto para que, ao lerem seus livros, fiquem atentos para não irem aceitando qualquer coisa  cegamente.

Em seu livro Palavras do Mestre, no capítulo 14, “A Consciência de Cristo”, encontramos:

“Não me dê saúde, para que eu possa mostrar quão forte e bem eu estou. Não me dê provisão abundante apenas para que eu possa dizer: “Veja o que o meu entendimento faz por mim.” Dê-me saúde e dê-me riqueza, não para mim ou para a minha glória ou para o meu entendimento, mas só como um testemunho para o mundo do que a glória infinita de Deus é, quando abro a minha consciência a ela. Glorifica-me junto de ti, concedendo a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse”.

Que encontramos aqui? Dois “eus”: um que “tinha glória com Deus antes que o mundo existisse”, e que, aqui, pede de novo para ser glorificado, e “outro”, pedindo para não lhe ser dado saúde nem provisão, porque só quer saúde e riqueza para dar testemunho ao mundo do que a glória de Deus é. Esta confusão absurda se encontra em todas as obras de Joel, e quem não as ler filtrando o que estiver sendo lido, usará a mente, em sua vida diária,  negativamente e completamente sem rumo! Por que não querer saúde para mostrar “quão forte e bem está”? O homem não é Deus como indivíduo? Não é este um dos princípios de O Caminho Infinito? Por que pedir para que não lhe seja dada provisão abundante? Para um suposto “eu humano” não se enaltecer?

Esse tipo de oração nada tem a ver com o Cristianismo! A oração de Jesus era assim: “Pai, todas as minhas coisas são tuas e as tuas coisas são minhas, e nisso sou glorificado!” (João, 17: 10). Toda oração correta é de unidade e jamais de dualidade. Além disso, de nada adiantará alguém entrar no silêncio, perceber sua UNIDADE COM DEUS, para, depois, fazer orações como se fosse um “eu separado”, recusando saúde ou riqueza de um lado, e as pedindo de outro, “só para glorificar a Deus”. Talvez isto possa parecer “humildade do ego”; mas, como já disse antes, esse tipo de “humildade” é pura dualidade, pura aceitação de “algo além de Mim”, claro reconhecimento que em nada glorifica a Deus, pois, aceita que DEUS NÂO SEJA TUDO! Ademais, não existe Deus nenhum ouvindo a “mente carnal” EXPLICANDO-LHE “COM QUE OBJETIVO ELE IRÁ NOS ATENDER”! “Tudo está feito!”  E, curiosamente,  o próprio Joel ensina também que “oração é feita com os ouvidos e não com a boca”!

VOCÊ É UM COM DEUS E TEM A MENTE DE CRISTO! Portanto, que suas orações sejam sempre baseadas nas orações de Jesus: “E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado!”. Não precisamos explicar nada a Deus, em nossas orações! Orar é discernir que “Eu e o Pai somos um”!

 

 

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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-12

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“Sede perfeitos” – disse Jesus –  “perfeitos como o Vosso Pai celestial é perfeito”! Esta ordem se cumpre sempre AGORA! Por quê? Porque é AGORA que o Pai celestial é perfeito! Se VOCÊ é perfeito como Deus, mas posterga o RECONHECIMENTO por qualquer motivo, este “qualquer motivo” é sempre uma ILUSÃO! Assim, como ILUSÃO não é poder, VOCÊ JÁ ESTÁ CUMPRINDO A ORDEM DE JESUS, QUERENDO OU NÃO, UMA VEZ QUE DEUS É TUDO! Em outras palavras, a ORDEM DE JESUS É SIMPLES E DIRETA CONSTATAÇÃO DO QUE JÁ É, E NÃO “ALGO A SER ATINGIDO”!

Toda Verdade Absoluta é FATO CONSUMADO! CONSUMADO AGORA! Assim, toda a atenção deve estar voltada única e exclusivamente à aceitação, afirmação e contemplação do Fato, mesmo que “aparências” o contradigam! Desse modo, a PERFEIÇÃO ONIPRESENTE estará sendo plenamente reconhecida, enquanto as “aparências” ficam descartadas como miragens ou como nadas! Para isso, há, sendo QUEM SOMOS, o Cristo, que “dá testemunho da Verdade”! Toda “aparência” de imperfeição é mero “quadro hipnótico” e nunca “presença material sólida”.

Desse modo, quando afirmamos: “Eu tenho a Mente de Cristo”, simplesmente estamos “constatando a Verdade que já É”! A Verdade de que DEUS É TUDO, DE QUE “TUDO ESTÁ FEITO”, DE QUE A PERFEIÇÃO DO PAI CELESTIAL É A PERFEIÇÃO QUE SOMOS, UMA VEZ QUE DEUS E FILHO DE DEUS SÃO UM E O MESMO SER!

Quando afirmamos: “Eu SOU saudável”, “Eu SOU rico”, “Eu BEM ME RELACIONO com todos com quem convivo”, nossa atenção é VOLTADA AO ABSOLUTO, onde todas as bem-aventuranças nos pertencem AGORA! As afirmações do que O Absoluto É, anulam as ilusórias “aparências” de limitação, que são QUADROS HIPNÓTICOS IRREAIS. Isto se compara a afirmarmos que a Lua é CHEIA, inclusive em aparente fase  MINGUANTE!

A Ciência Mental afirma uma Verdade permanente, para que a ILUSÃO possa ser imediatamente descartada como IMAGEM SEM FUNDAMENTO! Em outras palavras, SOMOS PERFEITOS COMO O PAI, QUE É PERFEITO, EXATAMENTE  AGORA! NOSSA SAÚDE É CHEIA AGORA, E NUNCA ESTEVE MINGUANTE; NOSSA RIQUEZA CELESTIAL É CHEIA AGORA, E NUNCA ESTEVE MINGUANTE, E ASSIM POR DIANTE…

Onde entra o “silêncio contemplativo”, tão recomendado pela Mística? Em nossas “contemplações dos Fatos”, quando “trocamos o referencial”, deixando de avaliar o que é mutável ou aparente, para RECONHECERMOS – COM A MÁXIMA NATURALIDADE – O FATO PERENE E PERFEITO, QUE É  PERFEIÇÃO PERMANENTE. Em outras palavras, estaríamos CONTEMPLANDO A LUA SEMPRE INTEIRA – SEM ACHAR QUE AS SUAS MUDANÇAS DE APARÊNCIA FOSSEM ALGO CAPAZ DE TRAZER-LHE  QUALQUER ALTERAÇÃO, ACRÉSCIMO OU DIMINUIÇÃO!

Em Eclesiastes 3: 14, encontramos: “Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar e nada se lhe deve tirar”. É esta Verdade absoluta que a analogia das fases da Lua as compara com as “aparências hipnóticas”! Quando a “Chave de Ouro”, de Emmet Fox, diz para “deixarmos de ver o problema, para vermos DEUS no lugar do problema”, igualmente, explica que A PERFEIÇÃO QUE SOMOS JÁ ESTÁ PRESENTE E, PORTANTO,  DEVE SER O FOCO TOTAL  DE ATENÇÃO, E NUNCA A SUPOSTA “ VONTADE ILUSÓRIA” DE QUERERMOS CURAR, CORRIGIR OU MELHORAR O QUE É IRREALIDADE!

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O Absoluto, A Mística E A Ciência Mental-4

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Como venho falando sempre, com as “contemplações absolutas” , feitas em dedicados períodos no Silêncio, reconhecemos as Verdades reveladas fazendo total identificação com elas. Não serão Verdades encaradas a respeito de “algum Eu”, ou a respeito de “algum Deus”; serão encaradas referentes ao “Eu” que VOCÊ É! Se formos contemplar que “eu e o Pai somos um”, estaremos plenamente identificados com a Verdade de que “Deus é Deus, aqui e agora, como o Eu que Eu Sou”! Esta radical e total identificação  é a base do estudo da Verdade. Qualquer desvio deste radicalismo,  na identificação, será “brecha para a ilusão”!

Goldsmith conta que, ao tomar conhecimento de que havia gente fazendo alertas sobre o Caminho Infinito, dizendo: “Tomem cuidado com o Sr. Goldsmith, pois vem ensinando a seus alunos que ele é Deus”, viu-se motivado a mudar a forma de propagar o ensinamento, dizendo “Eu é Deus”, em vez de “Eu Sou Deus”. Desse modo, a literatura de O Caminho Infinito ficou recheada da pregação indireta, através da expressão “Eu é Deus”. Teria ele acertado em ceder às opiniões do mundo, colocando o verbo na terceira pessoa? No meu entender, ele errou! Fez, com isto, que a Verdade fosse lida como se tratando de “outro” e não de “Mim”! E esta concessão, aliada à rejeição à Ciência Mental,  só distanciou o estudante sincero da imediata identificação com “Mim”,  com a Verdade de que DEUS É ELE PRÓPRIO!

Também Masaharu Taniguchi, quando iniciou a Seicho-no-ie,  sofreu as mesmas críticas, por revelar que “o homem é Deus”; e então, passou a empregar a expressão “Filho de Deus”, para acalmar os ânimos de quem o julgava  “um japonês muito pretensioso”. Como disse João, “o mundo inteiro jaz no maligno”, e, passar a Verdade a “este mundo”, principalmente quando o ensinamento se dirige à massa, não é fácil. Por quê? Porque o “referencial do pregador” é a Verdade e o “referencial do mundo” é a ilusão. Perdi a conta de quantos me perguntaram se “eu achava mesmo que eu era Deus”, se “eu me considerava perfeito”, se “eu me achava igual a Jesus”, etc.. Estas perguntas, oriundas da “mente em ilusão”,  geralmente não são feitas por alguém desejoso de “conhecer a Verdade”, e, sim, por aqueles “convencidos” de serem carnais, pecadores, mortais, etc.. E, para estes, eu sempre digo: “Você só saberá quem eu sou, quando VOCÊ souber quem VOCÊ É!”.

Muita pressão eu recebi para “passar a Verdade em etapas”. E não há engodo maior! Quem for aprender a Verdade “em etapas” só conhecerá ilusão a vida toda! NÃO EXISTE VERDADE EM ETAPAS! A VERDADE É TUDO! E quem a desejar conhecer, terá de se ver SENDO A VERDADE! AQUI E AGORA!  Jesus não dizia que “o Eu é a Verdade”, e sim “Eu Sou a Verdade”! Por que alteram sua forma de pregar? Por crerem em “estágios de consciência”, por partirem do “referencial de aparências”, por não acreditarem que “já são Deus”! MAS A VERDADE NÃO CEDE! A VERDADE É   QUE DEUS É TUDO, INCLUSIVE VOCÊ! E seja quem for, seja o ensinamento qual for, se lhe passar a ideia de que VOCÊ, AGORA, NÃO É DEUS, estará unicamente endossando a CRENÇA EM APARÊNCIAS!

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O Alvo É O Cristo Que Você É!

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Não espere a suposta “mente humana” autorizá-lo a ser livre, a viver segundo a Vontade de Deus, a “ter vida com abundância”! Esta mente falsa não tem base alguma para informá-lo de nada! Basta que você entenda que o apóstolo Paulo nos revelou que “não recebemos de Deus esta mente”! Ela não passa de um ilusório instrumento de captação que nos avalia segundo as “aparências fraudulentas” de sua própria natureza ilusória! Além disso, esta mente é chamada de “a inimizade contra Deus”! Assim, não tem nenhum cabimento você se deixar lograr e enredar pelos seus julgamentos, ou pelos julgamentos de supostos líderes religiosos que a utilizam para avaliá-lo!

Quem conhece a Verdade conhece a Deus como TUDO! Luz infinita e onipresente que constitui a real e única natureza de tudo e de todos! Somos uma “unidade perfeita”, disse Jesus!

Chamar “pecadores para a salvação” não tem nada a ver com o sentido que as igrejas ortodoxas vieram dando a esta expressão! Uma interpretação não iluminada foi criada, a qual, em vez de remover as trevas ilusórias para revelar a Luz divina em todos os Filhos de Deus, mais e mais os atolou  em falsas crenças que mais mal lhes fizeram, por fazê-los se sentirem mais ainda apartados de Deus! “Chamar pecadores para a salvação” significa ensinar, como fez Jesus,  cada um a COLOCAR A PRÓPRIA LUZ NO ALTO DO ALQUEIRE! Significa ensinar, como fez Paulo, que “TEMOS A MENTE DE CRISTO”,  aquela que jamais nos julga pelas “aparências”!

Estas crenças religiosas errôneas , estas religiões “apagadas”, estes ensinamentos dualistas, vão todos cair por terra, diante da Luz  da Verdade Eterna! Não cumpriram o seu papel de libertar a humanidade e dar-lhe vida com abundância! Não honraram a Deus como TUDO, fazendo, com isto, péssimo e errôneo julgamento de seus amados Filhos, que somos nós todos, razão pela qual Jesus nos mandou considerá-Lo nosso ÚNICO Pai! Como tiveram tamanha  coragem e ignorância de denegrir de tal maneira a nossa Filiação Divina!? Cegos guiando cegos!

Etimologicamente, “pecar” significa “errar o alvo”. Você erra o alvo quando se julga carnal! Você erra o alvo quando se julga em mundo material! Você erra o alvo quando vê um Deus que é Amor ser considerado um “juiz” prestes a julgá-lo, e segundo o que vê em você a ridícula mente humana! Você erra o alvo quando Krishna, Buda, Jesus, Paulo, e outros dedicaram a vida para revelar que SOMOS LUZ, e você continua vivendo como se fosse “mortal”, dando ouvidos aos ditames infundados da “mente carnal”!

 Está mais do que na hora de você DESPERTAR! Parar de ficar lendo e lendo sobre”mestres”, para enaltecer e glorificar a Vida divina que está sendo a SUA! Ter olhos para o Cristo que está sustentando o SEU VIVER! Mestre algum fez ou fará isto por VOCÊ! Quando passar a “glorificar a Deus em seu Corpo e em seu Espírito”, como nos instruiu Paulo (I Cor. 6:  20),  estará ACERTANDO O ALVO! O ALVO É O CRISTO QUE VOCÊ É, do Qual o mundo e suas religiões o desviaram!

Ouça bem: VOCÊ não “errou o alvo”! Erraram-no para VOCÊ! Mostraram-lhe caminhos tortos! Caminhos de um “ego” incumbido de ser “perfeição”! Encheram-no de culpas e autorrecriminações! Mas VOCÊ pode dar uma radical “volta por cima”, conhecendo a Verdade! ACERTANDO O ALVO! Repetindo as palavras de Paulo: “NÃO VIVO MAIS EU; O CRISTO VIVE EM MIM!” A partir de então, unicamente o CRISTO será, para VOCÊ, a SUA IDENTIDADE! Você louvará Jesus, mas não por ELE ser o Cristo, mas, por ele ter-lhe ensinado a contemplar o CRISTO EM VOCÊ! E, no momento em que assim VOCÊ ACERTAR O ALVO, estará conhecendo a OBRA DE DEUS que VOCÊ sempre esteve sendo, é e será! Ao mesmo tempo, saberá que JAMAIS “PECOU”, que JAMAIS “ERROU O ALVO”, POR TER CONHECIDO A VERDADE  ABSOLUTA SOBRE VOCÊ PRÓPRIO! POR TER CONHECIDO SUA UNIDADE COM DEUS! CONHECIDO A VERDADE DE QUE DEUS É TUDO!

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A Palavra -2

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 – 2 –

“E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer; e a sua PALAVRA não permanece em vós, porque naquele que ele enviou (VERBO) não credes vós”. (João 5; 37-38) A Palavra não permanece em aparências da ILUSÃO, que são trevas incapacitadas de compreender a Luz. A Palavra é a Luz que constitui VOCÊ, um “VOCÊ” que é Consciência iluminada, e nunca um mortal supostamente nascido na matéria. “A vida era a Luz dos homens”. Mas a Palavra não é aceita pela “mente” de um ego que, verdadeiramente, sequer existe.

“Se vós permanecerdes na minha PALAVRA, verdadeiramente sereis meus discípulos: e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora, o servo não fica para sempre em casa; o filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (João; 31-36)

A PALAVRA, manifesta como a SUA Consciência:  eis o “Filho que está sempre em casa e que o liberta verdadeiramente”. O “servo” é o ilusório eu humano, uma inexistência hipnótica, um “nada” que aparentemente procura encobrir a Liberdade que já lhe está dada, pela Graça.

Não somos seres humanos! Esta afirmação, para a “mente inexistente”, soa até  ridículo, ou mesmo como loucura. “Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha PALAVRA não entra em vós (…) vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe pois: Nós não somos nascidos de prostituição: temos um Pai, que é Deus. Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? por não poderdes ouvir a minha PALAVRA. Vós tendes por Pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, por que não credes? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso não as escutais, porque não sois de Deus…Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”. (João 8; 37, 41-47, 51)

Eis a Verdade Absoluta: SOMENTE EXISTE DEUS! Não existe descendência humana; não existe o ser humano. O conceito ilusório de pecado é inerente à falsidade denominada “mente humana”, o servo inútil, que “não se firma na verdade, porque não há verdade nele”.

 

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Único

unico

No ilusório mundo da aparência, parece existir positivo e negativo para tudo. Parece haver um NÃO para cada SIM. Parece haver uma mentira ou falsidade para cada Verdade; e haver uma ilusão para cada fato. Tudo isso tem seu fundamento no dualismo, que se baseia na ilusão de que há duas mentes, dois poderes, e que um poder se oponha ao outro.

Se houvesse alguma Verdade nesta ilusão, necessariamente haveria oposição. Toda consideração da palavra oposto implica oposição. Se houvesse um oposto ao Bem, Deus, ele teria de ser o mal. Se o mal pudesse existir em oposição a Deus, este mal teria de existir como um poder capaz de se opor ou resistir à Onipotência que é Deus. O certo é que Deus não se opõe nem resiste a Si mesmo. Portanto, qualquer ilusão de uma presença ou poder de oposição há de ser o falso pressuposto de que exista outra presença ou poder que não seja Deus. Eis toda a base da dualidade, e a dualidade parece constituir nosso maior obstáculo, no que diz respeito a ver as coisas como realmente são.

Há muitos estudantes sinceros que sentem a necessidade de afirmar o Bem e negar o mal. Com efeito, a maioria de nós vem aplicando os chamados “tratamentos”, com a utilização de afirmações e negações. É verdade que chegamos a constatar diversas manifestações maravilhosas da perfeição mediante nossos tratamentos baseados em afirmações e negações. Entretanto, verificamos estes mesmos tratamentos também se mostrando ineficazes para revelar a Perfeição onipresente que constitui o fato ou a realidade. Com frequência ficávamos a imaginar por qual motivo se dava a revelação da manifestação da Perfeição numa situação, enquanto numa outra, isto não acontecia.

Entre nós, alguns nunca foram capazes de afirmar a Verdade e negar o erro. E outros, fizeram uma breve tentativa nesse sentido, mas concluíram não ser este o enfoque a nós destinado. Caso tenhamos experienciado um simples lampejo do fato eterno de que Deus é Tudo, não poderemos dar “tratamento”, no sentido aceito dessa palavra, e tampouco poderemos fazer uso de afirmações e negações.

Nós observamos que, para um tratamento ser dado, é preciso haver a aceitação de alguma condição maligna em oposição a Deus, o Todo. Sabemos, ainda, que todas as afirmações e negações teriam de estar baseadas numa falsa premissa. A impossível base de tal premissa falsa é a de que Deus seria Tudo, mas que algo, sem que fosse Deus, estivesse existindo. Obviamente, isto soa como ridículo; mas, realmente, qualquer dualidade é ridícula para todos nós que sabemos que Deus é Tudo.

Toda declaração afirmativa tem por base o fato incontestável de que Deus é Onipotência e Onipresença; Toda declaração de negação, por sua vez, se baseia na suposição de que existe uma presença e um poder que não seja Deus, o Bem, e sim o mal; além disso, prevê que esta presença e poder do mal devam ser negados e contrariados. Este é o ponto exato em que a dualidade reclama atenção; e a maioria das falhas de não percepção da Perfeição onipresente manifesta pode ser atribuída à falsa suposição do dualismo.

Talvez o que acabamos de expor dê a entender que fazemos críticas aos estudantes sinceros que se utilizam de afirmações e negações. Nada poderia distar mais da verdade. Entendemos que, se não houvesse nenhum mérito nessa prática, não se realizaria sequer uma simples manifestação da perfeição por meio de sua utilização. Apenas explicamos não ser este o caminho para aqueles, dentre nós, que já puderam perceber e se estabelecer firmemente no fato de que Deus é Tudo; Tudo é Deus.

Jesus reconheceu que alguns, provisoriamente, iriam sentir a necessidade de fazer afirmações e negações. Você há de se lembrar que, em Mateus 5; 37, ele diz: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” Este sim é referente à afirmação; e o não, à negação. Certamente ele deve ter notado que grande parte de seus ouvintes estava com esta visão do sim, sim; não, não. E entendia que, para estes, útil seria que prosseguissem neste caminho, até que se revelasse, no interior da própria Consciência, o fato de que Deus é Tudo. Jesus demonstrou de diversas formas esta grande compreensão complacente. Ele sempre lhes falava sob o ponto de vista da percepção espiritual em que pareciam estar. Em outras palavras, ele procurava alcançá-los em seu ponto máximo de elevação. Isto explica o uso frequente que fazia de parábolas.

Todavia, Jesus sabia que havia um caminho além das afirmações e negações. Sabia que, por Deus ser Tudo, nada poderia existir para oferecer resistência, e que não poderia haver opostos. De fato, no 39° versículo deste mesmo capítulo de Mateus, vemo-lo dizer: “Não resistais ao mal…”. A percepção que possuía da totalidade de Deus não lhe permitiria encerrar seu sermão sem que esta declaração fosse feita, embora bem soubesse que ela poderia não ser entendida.

Mas Jesus sabia que o mal parecia real e aparente para aqueles a quem ele se dirigia. Tinha também consciência de que, para a maioria do chamado mundo, parece haver duas forças antagônicas. Jesus não negou esta aparência; tampouco nós a negamos. Mas, feita a contemplação da Verdade, não aceitamos nenhuma força ou condição de oposição que pudesse ser negada. Caso aceitássemos, seria o mesmo que disséssemos: duas vezes dois são quatro; duas vezes dois não são cinco. Nós simplesmente sabemos que duas vezes dois são quatro, e caso encerrado.

Existe uma palavra que engloba tudo o que se faz necessário a esta conscientização: esta palavra é “único”. Deus é a única Presença. Deus é o único Poder. Deus é a única Vida, Mente, Consciência; a única Identidade possível de ser identificada. A palavra único simplesmente exclui toda necessidade de se fazer afirmações e negações; e ela não encerra conteúdo algum de uma presença ou poder passíveis de serem negados.

O oitavo capítulo de Mateus registra a ida de um centurião até Jesus, em busca de auxílio para um de seus servos. Jesus lhe disse: “Eu irei, e lhe darei saúde”. Mas o centurião afirmou a Jesus que não era preciso que ele fosse à sua casa, mas que “dissesse somente uma palavra, e o seu servo sararia”. Ouvindo isso, Jesus exclamou: “… nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. Obviamente, a perfeição onipresente estava manifesta como aquele servo. Mas a revelação maravilhosa, aqui encontrada, é que Jesus tinha consciência de que o centurião conhecia o fato absoluto de que Deus é Tudo. Ele sabia que era dispensável que Jesus fosse ver o seu servo; sabia que era dispensável que Jesus fizesse afirmações e negações, ou mesmo que desse algum tipo de tratamento. Ao afirmar: “Dize somente uma palavra”, ele sabia que a palavra é a expressão de Deus em Si, e que o poder da Palavra é tudo o que se requer para que haja a percepção da perfeição onipresente.

Com efeito, Deus realmente é Tudo. Tudo realmente é Deus. Esta é uma declaração completa de um fato absoluto e sem qualificação. Não importa o número de palavras que possamos pronunciar ou escrever: o fato absoluto se mantém exatamente em tais palavras. Somos, às vezes, ajudados na conscientização deste fato, ao dizermos que Deus é a única Presença, o único Poder; entretanto, não existem palavras capazes de alterar ou de acrescentar algo ao seguinte fato básico: DEUS É TUDO

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Vendo O Problema Como “Tentação” De Se Crer Em Algo Além De Deus

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Como poderia haver união consciente com Deus, quando a máscara da crença universal se interpõe entre Deus e você? Isto é possível através do reconhecimento de que este “mundo de aparências” é hipnotismo; assim, passamos a ver, através da máscara, o Coração do Universo do Espírito.
 
Somos um com o Pai, e nessa Unidade reconhecemos somente um Eu, uma Vida. Transcendendo o hipnotismo, observamos a glória do Universo de Deus.
 
Tudo que é conhecido pelos cinco sentidos físicos não passa de uma forma de hipnotismo. O real, o eterno, a criação divina que é a própria expressão de Deus, somente pode ser conhecido através do discernimento espiritual. Quando nossos olhos se abrem para a Realidade divina, ficamos conscientes de que não há pessoas nem condições que necessitem de cura ou mudança.
 
Toda condição negativa é uma “tentação” para que aceitemos algum poder apartado do Poder de Deus. Cada problema é um ponto que nos faz recordar que vivemos no Universo espiritual, perfeito e pleno. Se algo inferior estiver sendo reconhecido, significa que ficamos hipnotizados; e assim, temos por incumbência despertar, para vivermos constante e continuamente na atmosfera do amor, da paz e da plenitude do Reino interior.
 
Este trabalho contínuo de encararmos cada problema como hipnotismo, um “nada”, um “não poder” ou “não substância”, nos conduz à Consciência mística da Unidade, em que não existe “Deus e”, mas que existe somente Deus: Deus aparecendo como ser individual, e Deus aparecendo como Universo espiritual.

 O Universo espiritual, feito da Substância do Espírito, formado pela Consciência e mantido pela Lei espiritual, está exatamente AQUI. Neste Universo espiritual não existe doença, não existe falta ou limitação, não existe infelicidade ou discórdia, nem tampouco ser algum para ser curado ou modificado. Há somente o Reino da Divina Harmonia e Paz, que a tudo permeia, sem distúrbio de qualquer natureza,

Aceitemos ou não, o fato é que estamos neste Universo espiritual neste instante. Não temos de ir a algum lugar para encontrá-Lo. Ele está exatamente aqui, onde nós estamos. Portanto, assim deve ser a nossa oração:

“Pai, que meus olhos sejam abertos, permitindo-me ver e contemplar este Universo espiritual! Revele-me a Sua Glória, aqui e agora. Não permita que eu tente modificar este Universo! Deixe-me somente contemplá-Lo”.

O Caminho espiritual não se reduz a meditações de dez ou vinte minutos, em que há o reconhecimento do único Poder e única Presença, enquanto saímos pelo mundo esquecidos dessa Unidade pelo resto do dia. Este Caminho é o do reconhecimento constante da Presença de Deus onde quer que estejamos, o que nos requer um estado de alerta a cada segundo.

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