A REVELAÇÃO DIVINA DA GRANDE HARMONIA

REVELAÇÃO
DIVINA DA GRANDE HARMONIA
Gustavo Rocha
“Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando se efetivar a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. Quando todo o Universo se tornar teu amigo, coisa alguma do Universo poderá causar-te dano. Se és ferido por algo, ou se és atingido por micróbios ou por espíritos baixos, é prova de que não estás reconciliado com todas as coisas do céu e da terra. Reflexiona e reconcilia-te. Esta é a razão porque te ensinei, outrora, que era necessário te reconciliardes com teus irmãos antes de trazeres oferenda ao altar. Dentre os teus irmãos, os mais importantes são teus pais. Mesmo que agradeças à Deus, se não consegues, porém, agradecer a teus pais, não estás em conformidade com a vontade de Deus. Reconciliar-se com todas as coisas do Universo significa agradecer a todas as coisas do Universo. A reconciliação verdadeira não é obtida nem pela tolerância nem pela condescendência mútua. Ser tolerante ou ser condescendente não significa estar em hamonia do fundo do coração. A reconciliação verdadeira será consolidada quando houver recíproco agradecer. Mesmo que agradeça a Deus, aquele que não agradece a todas as coisas do céu e da terra não consolida a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra. Não havendo a reconciliação com todas as coisas do Universo, mesmo que Deus queira te auxiliar, as vibrações mentais de discórdia não te permitem captar as ondas da salvação de Deus.

Agradece à Pátria.
Agradece a teu pai e a tua mãe.
Agradece a teu marido ou a tua mulher.
Agradece a teus filhos.
Agradece a teus criados.
Agradece a todas as pessoas.
Agradece a todas as coisas do céu e da terra.

Somente dentro desse sentimento de gratidão é que poderás ver-Me e receber a Minha salvação. Como sou o Todo de tudo, estarei somente dentro daquele que estiver reconciliado com todas as coisas do céu e da terra. Não sou presença que possa ser vista aqui ou acolá. Por isso não me incorporo em médiuns. Não penses que, chamando por Deus através de um médium, Deus possa Se revelar. Se queres chamar-Me, reconcilia-te com todas as coisas dó céu e da terra e chama por Mim. Porque sou Amor, ao te reconciliar com todas as coisas do céu e da terra, aí, então, Me revelarei.”

(Revelação Divina da noite de 27 de setembro de 1931)

SEICHO-NO-IE


Reflexão:

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Se houver apenas UMA única coisa, o que poderá haver ao lado dela para com que se possa estar em harmonia ou em desarmonia? Quando só há UM, que algo mais pode haver para poder se tornar amigo ou hostil? Se pudermos alcançar um estado espiritual de UNIDADE, a percepção da existência de um único EU, uma sensação de que “EU SOU” e de que “NÃO HÁ OUTRO AO LADO DE MIM”… se pudermos atingir tal estado espiritual, o que poderá haver para que possamos nos reconciliar? A resposta é: nada. “Eu sou Deus, e ao lado de MIM não existe outro”.

Esse é o estado de que o poema da Seicho-no-Ie está falando. Quando ele diz: “Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra”, está na verdade dizendo: “torna-te UM com todas as coisas do céu e da terra”.

Não há como alcançar um relacionamento com Deus, se não for através da UNIDADE. A UNIDADE é o lugar onde Deus reside, é seu endereço, seu CEP… Ninguém pode vir a conhecer verdadeiramente a Deus tentando isso através da dualidade.

O sentido da palavra “reconciliar”, contida no poema, traz o significado de que devemos perceber que nós não somos seres separados/isolados de pessoas e coisas que existem além de nós. O nosso Ser abarca toda a existência, toda a vida: e isso abrange todas as pessoas coisas e fatos. O Ser que somos é Consciência – é como se fosse a tela de uma televisão, onde todas as cenas nela aparecem. Tudo com que nos deparamos são “cenas” aparecendo diante de nossa Consciência. Nela, vemos a cena de que “somos um corpo material”, uma cena de que “eu estou separado do outro, porquanto tenho o meu próprio corpo físico e ele tem o dele, e os nossos corpos não são o mesmo”… tudo isso é uma ilusão que nos faz acreditar que somos os personagens que aparecem na tela da Consciência, ao invés da própria Consciência, onde tudo aparece. Você já parou para pensar ou tentar perceber: Você existe no mundo, ou o mundo existe em você? Você está dentro do mundo, ou é o mundo que está dentro de você? Se o mundo estiver contido dentro de você, então quem você é?

O texto que segue, de Allen White, fala exatamente sobre isso. Muito oportuno, portanto, inserí-lo neste post:

“Muitos, quando pensam em si mesmos, ou quando pensam sobre a própria identidade, confinam-se à forma corporal. Se pedirmos que se apontem, apontarão o próprio corpo. Com tal conceito finito de si mesmos, não é de se estranhar que a vida e a experiência destes aparentem ser tão limitadas! O antídoto ao que se mostra como limitado viver, está na REALIZAÇÃO DA IDENTIDADE INFINITA.

Quando você diz com compreensão (como fez Jesus), ‘Eu e o Pai somos um’, elimina todo o conceito de um eu finito. Você entende que sua Identidade Infinita não está confinada dentro de uma forma chamada Corpo; antes, você se compenetra de que seu Corpo está incluso em sua Identidade Infinita.

O seu ‘Eu’ é sem fronteiras. O seu ‘Eu’ é ilimitado e inconfinado. O seu ‘Eu’ é Onipresente. Há somente o UM. Este Um é Infinitude em Si. Este Um é o “Eu” que você é.

Não creia nisso só porque eu escrevi. Leve o assunto à sua própria Consciência (Deus). Indague se é verdadeiro. Ouça a resposta. Não se deixe desapontar esperando pela resposta a ponto de criá-la de você mesmo.

Uma vez descoberto seu Eu infinito (ou mesmo antes), contemple-o assiduamente e verá sua vida “se expandir”, sem nenhum esforço, em surpreendentes maneiras de evidenciar o seu Eu infinito.”

Você é o EU ÚNICO! O EU ÚNICO que manifesta tanto a sua forma física, quanto a forma física do outro, que parece ser isolado e separado de você. Quando você é o EU ÚNICO, o outro também é você! Você está na Unidade! Perceba essa Unidade existente entre todas as coisas! E mantenha sua Consciência nesse âmbito, longe das ilusões de separatividade, de dualidade. Habituando-se a manter sua atenção elevada ao plano da Unidade, virá o dia, quando você menos esperar, em que se dará o seu despertar espiritual: o mesmo despertar espiritual que aconteceu a tantos mestres iluminados, e que eles vêm tentando nos transmitir ao longo dos tempos.

Dois posts atrás, na história que narra o encontro de Papaji com Ramana Maharshi, podemos observar que, assim que ele despertou, quando aconteceu a ele a tão esperada transformação espiritual, houve um súbito reconhecimento/compreensão de que aquele homem (Ramana Maharshi) com quem ele falava era, na realidade, aquilo que ele já era, e sempre havia sido! Ele reconheceu finalmente a Presença Única. Naquele momento, Papaji reconciliou-se “com todas as coisas do céu e da terra”. Todas as coisas do céu e da terra não eram outras senão ele próprio. “Reconciliar-se” significa perceber que eu e o outro somos UM – não somente “eu” e o “outro”, mas que tudo é UM.

O Amor é a Unidade tentando se manifestar na dualidade. Quando amamos, estamos tentando restaurar a unidade que existe entre nós e o próximo. O pai ama o seu filho, porque o vê como sendo parte dele mesmo. Por que Deus nos ama? Porque não faz distinções entre o Ser que ele É, e o ser que somos. Quando nos percebemos com a mesma percepção, com os mesmos olhos com que Deus nos vê, estamos dentro do nosso estado de ser onde somos “filhos de Deus”. Ser “filho de Deus” não significa sermos meramente um ser ou uma criatura criada por Deus – é bem mais que isso. Apenas sermos criações/emanações de Deus não basta para sentirmos o estado espiritual do “filho de Deus”. É preciso despertar a nossa percepção para vermo-nos do mesmo modo com que Deus nos vê. As religiões que ensinam que “o homem é filho de Deus porque é uma criatura de Deus, feita do barro”, não sabem o que dizem, não estão falando nenhuma verdade. Na verdade, elas não estão dizendo coisa alguma, mensagens assim não ocasionam verdadeiras transformações espirituais na vida das pessoas – o ensinamento é muito pobre, muito superficial. Antes de sermos “barro”, somos Espírito. Se Deus é Espírito (Vida), também somos Espírito. Se Deus é infinito, também somos infinitos. O nosso Ser é tudo o que Deus É. Deus cria sua obra, manifesta sua criação, e transmite/dota sua criação de todos os atributos que Ele próprio É. Se Deus é Amor, sua criação também é Amor. Se Deus é Vida, Sua criação também é Vida. Se Deus é Sabedoria, a mesma Sabedoria está presente e constitui cada Ser criado. Esse é o nosso legado. Deus não retém nada de Si – Ele Se doa completamente. O Pai olha para cada um de seus filhos e diz: “Filho, tudo o que é meu, é teu”, não há exceções. A UNIDADE se faz presente. A visão que Deus tem do referencial onde vive é: “Eu Sou Deus, e não existe outro ao lado de Mim”.

Esse estado de UNIDADE traz junto consigo um sentimento de gratidão. Você existe sozinho! E você possui todo o Reino para celebrar, cantar, dançar, para desfrutar dele! Ele é todo seu, e você tem tudo! O Amor de Deus não lhe dá menos que isso. Tudo o que o Pai tem, você tem! Tudo o que o Pai é, você é. Você é filho de Deus! O sentimento, a compreensão que devemos buscar atingir é: “Porque Deus É, Eu Sou”. Isso traduz tudo. Não retendo nada de Si, Deus se faz totalmente presente em sua criação, o que permitiu a Jesus dizer de si mesmo: “Eu e o Pai somos Um”. Isso revela a a relação de Deus com o homem: a filiação divina, na UNIDADE, do homem com Deus.

Quando o poema diz para buscarmos nos “reconciliar com todas as coisas do céu e da terra” e “agradecer a todas as coisas do céu e da terra”, é para que saiamos de nosso estado mental de discórdia, de desarmonia, de insatisfação – estados mentais que nos fazem acreditar num sentido de dualidade da existência. Todo sentimento que traduz um ‘senso pessoal de eu’ (ego), como ódio, rancor, desarmonia, etc., existe baseado na falsa percepção de que “há alguém lá fora separado de mim, contra quem devo lutar”, e isso faz o homem aterrar-se ainda mais na ilusão de dualidade. Jogue fora a dualidade, fique com a Unidade. Reconheça o UM, a Vida de Deus, em cada ser existente. Você é tudo aquilo que vê. Então você estará reconciliado com todas as coisas do céu e da terra. Quando há só UM, não existe a presença de algo que possa lhe atingir ou ser contra você. A UNIDADE é um Todo harmonioso. Ela não pode ser contra ela mesma, não pode ferir, prejudicar ou causar dano a si mesma. Toda UNIDADE é harmoniosa. Onde quer que haja UNIDADE, você não será capaz de, nela, encontrar algo que a ela possa se opor. Nada jamais se opõe contra si mesmo. “A casa que se divide contra si mesma, não subsiste”, disse Jesus. Por isso a dualidade é ilusória, transitória, efêmera. Ela não subsiste, porque é uma “casa dividida”. Estando reconciliado com todas as coisas do céu e da terra, na UNIDADE, você será capaz de manter-se dentro de um sentimento de plenitude, que lhe trará somente um estado de gratidão. Aí você finalmente poderá ver a Deus, receber a Salvação de Deus, conforme anuncia o poema.

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EM TUDO O QUE VEJO, OUÇO E FAÇO,…

EM TUDO O QUE VEJO, OUÇO E FAÇO, REVELO A ADMIRÁVEL GRAÇA DE DEUS

UNIDADE

Quando entro em comunhão silenciosa com Deus, percebo estar plenamente presente. Aceito com gratidão, o amor incondicional e permanente do meu Criador. Nesses períodos de recolhimento, sinto a graça de Deus, que é sublime manifestação do Espírito, elevando as consciências e desobstruindo o caminho.

A graça convida-me a despertar, a olhar para frente e estar sempre pronto para abraçar maiores bens, que certamente virão. Sou um bem-amado filho de Deus. Ele sempre está uno comigo e estimula-me a escrever novo e admirável capítulo na história de minha vida. Percebo a graça à medida que amo a mim mesmo e aos outros incondicionalmente. Procuro ver, além da aparência, alegria, promessas divinas, realizações em minha própria vida e na dos meus semelhantes.

Graça é descobrir, através do silêncio, que revelação não é conhecimento apenas, mas é poder, poder misterioso que traz as transformações. Pai-Amor, ensina-me a arte da contemplação. Quero perceber, com Sua ajuda, o transcendente em minha vida e poder dizer como o apóstolo Paulo disse:

“A Tua Graça me basta!”.

“Graças a vós outros e paz da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo.”
I Coríntios 1: 3

O DIA DO SENHOR

O DIA DO SENHOR

Emmet Fox

Muitas vezes me perguntam se é essencial guardar o Dia do Senhor. Em metafísica, a resposta é que devemos fazer de todos os dias o Dia do Senhor. Seja qual for o  nome do dia, devemos lembrar-nos de que ele pertence a Deus e que devemos vivê-lo nesse espírito. “Este é o dia que o Senhor fez; nós nos rejubilaremos e seremos contentes nele.”

Naturalmente, isso não significa que não seja bom ter um dia de descanso uma vez por semana, pois sem dúvida o é. Apesar disso, porém, devemos tentar fazer de todos os dias da semana o Dia do Senhor.

Muitas pessoas se referem ao domingo como o Sabá, mas não é assim. O domingo é justamente chamado o Dia do Senhor, porque sempre foi dedicado à glória de Jesus Cristo. O Sabá é o sábado, que significa o sétimo dia. Apesar disso, sábado, o Sabá, é um dia tão santo e sagrado quanto qualquer dos outros seis.

Dediquemos todos os dias ao serviço de Deus e busquemos viver na Sua Presença, e teremos sete Dias do Senhor todas as semanas. É isso o que Jesus teria desejado.

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UE EU SOU, VOCÊ ENTENDE ISSO?

EU SOU
O QUE EU SOU, VOCÊ ENTENDE ISSO?

Saint Germain

Respirai o aroma da vossa própria Essência; senti junto a vós a vossa sabedoria, permiti-vos a assimilação do vosso poder e aplicai o vosso poder no vosso dia a dia.
Gostaríamos muitíssimo que cada vez mais e com mais rapidez, pudésseis elevar os vossos pensamentos e vossas chamas de luz.
Que possais acreditar no vosso poder interno, que possais efetivamente concordar com a ideia de que vós sois deuses, – que é o que tentamos passar a cada reunião com vocês, através de diferentes mestres, através de diferentes seres que se manifestam aqui.
Amados filhos, quando iniciamos esse trabalho, iniciamos com o divino propósito de que a lucidez pudesse se estabelecer em vosso grupo. A lucidez, que sentimos estar devidamente estabelecida, agora exige de vós que caminheis mais rapidamente, exige que possais, através de vossas próprias experiências e através da conexão com vossa Presença Divina Eu Sou, vos tornardes os vossos próprios mestres, os vossos próprios mentores, os vossos próprios anjos guardiães.
Não estamos querendo dizer com isso que ajudas externas não sejam úteis.  Ao contrário.   O auxílio externo é, sim, útil, quando vem dos seres de luz dotados de mais experiência, provenientes de realidades que muitas vezes fogem do vosso padrão comportamental, do vosso padrão de mentalidade.
Porém, filhos da luz, cada vez se torna mais importante que possais ter como base fundamental, a Vossa Essência. Que possais cada vez mais vos mirar em vós.
Quando dizemos “em vós”, não estamos nos referindo às pequenas coisas da vida, não estamos nos referindo às brincadeiras que muitas vezes fazeis convosco mesmos ou entre vós, mas estamos falando das grandes questões das vossas vidas, estamos nos referindo sim, à possibilidade de alçarem voos maiores, à possibilidade de conectar-vos à vossa Essência, a vossa Essência que vos dirá que caminhos seguir, quais serão os rumos, quais serão as técnicas a serem utilizadas.
Filhos da luz, confiai cada vez mais.  Confiai, esta é a palavra.
Passamos da etapa de meramente desenvolver a intuição. Os vossos campos intuicionais já estão abertos, desenvolvei a fé, a fé naquilo que vos é dito, naquilo que vos é colocado, naquilo que a vossa Essência tenta vos colocar.
Vemos cada um aqui, envolto nos seus diferentes problemas, envolto em situações da vida que muitas vezes seriam facilmente resolvidas se simplesmente acreditassem na vossa Essência.
Quando dizemos, Eu Sou o Que Eu Sou, o que queremos dizer com isso, filhos da luz?
Queremos dizer que vós não precisais de nada, queremos dizer que dependeis única e exclusivamente da vossa Presença Divina, pois é ela que vos conecta diretamente ao Ser que Tudo É. Vós sois parte de Deus, Deus é parte de vós.
Numa concepção simples, Deus está em vós, vós estais em Deus. Vamos procurar evitar a perda de tempo com raciocínios tortuosos que a nada levam.   Deixai as “intelectualidades” para os “intelectuais” que perdidos estão no marasmo e não agem. Atuai através da vossa Presença Divina Eu Sou e de nada mais precisareis.
Eu sou Saint Germain. Eu sou a força e a decoração da Chama Violeta neste mundo. Eu represento Liberdade e Poder do Amor expresso por Liberdade acima do mundo. De norte a sul eu sou Saint Germain, de leste a oeste eu sou Saint Germain. Do Brasil a Singapura eu sou Saint Germain.
Eu Sou Saint Germain na Luz.”

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ADENTRO O REINO DE DEUS PELOS PORTAIS SAGRADOS…

ADENTRO O REINO DE DEUS
PELOS PORTAIS SAGRADOS DA PRECE
UNIDADE

Em meus períodos de contemplação e meditação volto-me para o meu interior, entrando pelos portais sagrados da prece em um santuário onde posso relaxar e receber um conforto que só Deus pode dar.

Ao passar pelos portais da prece, faço, por um momento, uma pausa, embalando-me pela irradiação do puro amor e sustentação incondicional do meu Cristo. Sinto a presença amorosa de Deus envolver-me tão prontamente que, reconhecidamente, dou graças, entregando-me de todo o meu coração.

Nestes momentos, uma  nova luz e compreensão despontam em meu ser. Sinto que Deus é a minha alegria.

No meu reino interno, somente Deus me aguarda. Nada se requer de mim a não ser que eu me silencie e me entregue a Ele. Sou um com Deus. E esse reconhecimento me preenche de um amor e uma alegria que transcendem qualquer necessidade verbal, pois meras palavras não podem exprimir a grandiosidade dessa comunhão.

“Entrai pelas portas Dele, com gratidão, e em Seus átrios com louvor, louvai-O e bendizei o Seu nome.”
SALMO 100:4

NÃO IMAGINE O MAL

NÃO IMAGINE O MAL
Masaharu Taniguchi

É comum encontrarmos pessoas apavoradas com tudo, achando que o mundo está cheio de maldade e que ninguém merece confiança: vivem sempre alertas, defensivas, prontas a revidar ataques traiçoeiros.

Essas pessoas criam fantasmas com sua imaginação. Embora não existam realmente fantasmas, há uma infalível lei da mente, que determina: “Tudo que se pensa, concretiza-se”. Então, mesmo fantasmas que não existem, ocorrem de fato na vida da pessoa, reforçando a ideia de que o mundo é, efetivamente, cheio de maldade.

Mas o mundo é obra de Deus. E Deus jamais criou o mal ou algo negativo e maléfico. É a perfeição criada por Deus que por vezes é encoberta pela maldade ilusória. Não devemos nos fixar nessas ilusões, porque elas são apenas reflexos de pensamentos negativos.

A partir de agora, deixe de acreditar definitivamente que objetos ou pessoas possam feri-lo de alguma maneira! Creia que neste mundo criado por Deus só existem amor e bondade! Eles estão repletos, em toda parte. Nesse momento, conscientize que a aparência que se manifesta no mundo visual não passa de reflexo de algum pensamento seu no passado!

Tudo que existe de verdade, que é imutável, foi criado por Deus. Sendo Ele perfeito e harmonioso, jamais criou algo que possa prejudicá-lo. Se algo o fere ou o incomoda, pode ter certeza de que no passado, remoto ou recente, você abrigou e continua a abrigar pensamentos desarmoniosos, atribuindo a outrem comportamentos hostis. O mal que você percebe fisicamente é concretização do seu próprio pensamento negativo.

Eleve cada vez mais sua conscientização, atingindo o paraíso, o reino de Deus. Você descobrirá, com certeza, a presença de Deus dentro de si mesmo.

Você pode estar sofrendo de doença ou pobreza, mas em sua natureza verdadeira continua perfeito, completo e harmonioso e nunca esteve doente nem pobre. Os males exteriores não passam de nuvens passageiras encobrindo a lua cheia.

Deus está dentro de você. Conscientize que há dentro de si infinitas e riquíssimas matérias-primas aguardando que você as extraia.

Conscientize a presença universal de Deus. Se Deus é universal, Ele está também em seu íntimo. Deus é luz e o orienta de dentro e de fora. De dentro, Ele Se manifesta sob forma de intuição; de fora, Ele surge sob forma de toda espécie de providência divina. Todas essas orientações de Deus têm o objetivo de elevá-lo. Mesmo que quisesse, você não poderia fugir de Deus. Quando você fica doente, Deus continua presente em seu interior como fonte de saúde. Se encontra-se pobre, Deus está no seu íntimo como fonte de todas as riquezas. Basta você se voltar a Deus para, imediatamente, obter saúde perfeita e acesso a todas as riquezas.

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"ONDE COMPRAREMOS PÃO?"

“ONDE COMPRAREMOS PÃO?”
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(A Vida e os Ensinamentos dos Mestres do Oriente – Baird Spalding)

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Na quinta-feira de manhã o sol levantou-se claro e belo, mas em vez de prosseguir, como esperávamos fomos avisados de que ficaríamos esperando onde estávamos até que a trilha houvesse secado e as águas dos rios tivessem abaixado para podermos continuar mais confortavelmente a nossa expedição. Estávamos todos com medo de que nossas provisões se esgotassem, e um membro do nosso grupo deu voz a esse medo. Emil, que estava encarregado de todo o equipamento, veio até nós e disse: “Os senhores não precisam ficar com medo. Deus, porventura, não cuida de todas as Suas criaturas, grandes e pequenas, e não somos Suas criaturas? Verão que tenho aqui alguns grãos ou sementes de trigo. Vou plantá-los. Por esse ato declarei definitivamente que quero o trigo. Formei o trigo na minha mente. Cumpri a lei e, no devido tempo, ele aparecerá. Teremos de aguardar o longo e árduo processo que a Natureza, no seu lento crescimento e evolução, assumirá a fim de produzir o trigo? Se assim fosse, seríamos obrigados a esperar um tempo longo e duro para obtê-lo. Por que não usar uma lei mais alta, ou mais perfeita, que nos foi dada pelo Pai, para produzi-lo? Tudo o que se faz preciso é ficar em silêncio e visualizar ou idealizar o trigo, e nós teremos trigo curado, pronto para ser usado. Se duvidarem, poderão juntá-lo, moê-lo, transformá-lo em farinha e da farinha fazer pão”. Ali, diante de nós, estava o trigo, crescido e curado, de modo que nós o juntamos, moemos e fizemos pão.
Emil continuou dizendo: “Agora os senhores viram e acreditaram, mas por que não usar uma lei ainda mais perfeita, e produzir uma coisa mais perfeita ou exatamente o que querem — pão? Usando esta lei mais perfeita ou, como os senhores mesmos diriam, mais sutil, verão que sou capaz de produzir exatamente o de que preciso – pão”. E, enquanto nos quedávamos ali, arrebatados, vimos em suas mãos um pão grande, cujo fornecimento só cessou quando se amontoaram quarenta pães sobre a mesa diante de nós, ali colocados aparentemente pelo próprio Emil, que observou: “Como veem, há pão suficiente para todos; se não forem suficientes, poder-se-ão fornecer mais, até que haja o suficiente para comer e poupar”. Comemos todo o pão e o proclamamos bom.
Emil continuou: “Quando Jesus na Galiléia perguntou a Filipe: ‘Onde compraremos pão?’ Ele fez isso para pô-lo à prova, porque dentro de Si mesmo sabia muito bem que não haveria necessidade de comprar o pão necessário para alimentar a multidão aglomerada, nem de consegui-lo através do mercado material então existente. Ele viu a oportunidade de provar aos Seus discípulos o poder do pão levedado, ou aumentado pelo Espírito. Quantas vezes o homem no conceito mortal não pensa como Filipe! Este calculava, como a consciência humana calcula hoje, com base no suprimento visível — refletindo que tinha apenas tantos pães ou tamanho suprimento ou tanto dinheiro para comprar. Jesus reconheceu que quem está na Consciência de Cristo não conhece limitação. Ele, então, na Consciência de Cristo, olhou para Deus como fonte e criador de tudo e deu graças pelo poder e substância que tinha à mão para satisfazer qualquer desejo. E distribuiu o pão, através dos Seus discípulos entre os que mostravam necessidade exterior até que esta foi satisfeita e sobraram doze cestos. Jesus nunca dependeu do excesso de suprimento alheio para satisfazer à sua necessidade nem à necessidade de outrem; mas ensinou que o nosso suprimento está bem à mão na Substância Universal, onde existem todos os suprimentos, e tudo o que temos de fazer é criá-los ou produzi-los. Foi o que aconteceu quando Eliseu multiplicou o óleo da viúva. Ele não se dirigiu a alguém que tivesse uma superabundância de óleo, pois se o tivesse feito, o suprimento teria sido limitado. Ele entrou em contato com o Universal, e o único limite para o suprimento foi que todas as vasilhas se enchessem. O suprimento poderia estar fluindo até hoje se houvesse vasilhas em número suficiente para recebê-lo.
“Isto não é hipnotismo. Nenhum dos senhores sente que está de algum modo sob o efeito de um encantamento hipnótico. Permita-me dizer-lhes que o único hipnotismo que existe é o auto-hipnotismo de acreditar que cada um de nós, ou todos nós, não somos capazes de realizar as obras perfeitas de Deus e de criar as condições ou coisas desejadas. Pois não é a própria necessidade o desejo de criar? Em vez de evoluir e criar como Deus quer que criemos, os senhores se envolvem nas suas conchinhas e dizem, ‘Não posso’, e se auto-hipnotizam até acreditar realmente que são entidades separadas de Deus. Deixam-se ficar simplesmente aquém da sua criação ou expressão perfeita. Não permitem que Deus se expresse através dos senhores como é do Seu desejo fazê-lo. Acaso não disse Jesus, o Grande Mestre: ‘As obras que faço, vós as fareis também, e as fareis ainda maiores do que estas’? Não foi a verdadeira missão de Jesus aqui na terra mostrar que nós, como Filhos de Deus, ou o homem em seu estado verdadeiro pode criar tão perfeita e harmoniosamente quanto Deus o faz? Quando Jesus ordenou ao cego que banhasse os olhos no tanque de Siloé, não intentava com isso abrir os olhos de todos? Todos deveriam ver que Jesus fora mandado pelo Pai para mostrar-nos que o Pai pretendia ver-nos criando exatamente como Ele cria; todos deverão fazer a obra perfeita que Jesus fez, reconhecendo o Cristo em si próprio e em todos.
“Posso dar mais um passo adiante. Este pão que acabo de receber e estou segurando na mão se consome como se fosse queimado pelo fogo. Que aconteceu? Usei incorreta­mente a lei perfeita que produziu a minha concepção e consumi o que eu havia produzido, em virtude do meu uso incorreto da lei perfeita, ou por não haver usado com acerto a lei, tão exata quanto à música ou a matemática ou qualquer outra lei dita natural. Se eu persistisse no uso incorreto da lei perfeita, consumiria não somente o que criei, mas também me consumiria a mim, o criador.
“Foi o pão realmente destruído? Admitiremos que a forma foi mudada, pois, em lugar do pão, temos uma pequena quantidade de pó ou cinzas. Não foi ele, na verdade, devolvido à Substância Universal de que proveio? Não está agora em forma não-manifesta, esperando ser trazido de novo à manifestação? Não é isso o que acontece com todas as formas que saem da nossa vista, pelo fogo, pela decadência ou por qualquer outra manei­ra? Não retornam elas à Substância Universal — Deus — de onde provieram? Não será este o sentido de ‘O que desce do céu precisa subir ao céu’?”.
“Não faz muito tempo que os senhores viram gelo formado sem nenhuma causa aparente, como talvez lhes ocorra pensar. Deixe-me dizer-lhes que isso é o mesmo que criar o pão. Posso usar a lei para obter assim o gelo como o pão, enquanto utilizar o processo em benefício da humanidade, ou enquanto estiver trabalhando de acordo com a lei, ou me expressando como Deus quer que todos se expressem. E bom para todos fazer pão, ou gelo, ou alguma ou todas as coisas desejadas; e todos precisam prosseguir energicamente até chegar ao estágio em que poderão fazer essas coisas. Não vêem os senhores que, usando a lei mais alta, a lei absoluta de Deus, podem produzir o de que precisam ou que concebem em sua mente como sua idéia mais elevada e, dessa maneira, agradam mais Deus manifestando-se mais plenamente e sabendo, como o sabia Jesus, que somos perfeitamente Filhos de Deus?”.
“Uma coisa dessas não dá a entender a libertação da servidão comercial, bem como de todas as outras servidões? Como eu vejo as coisas, a servidão comercial, dentro de poucos anos, tornar-se-á a maior de todas as servidões. Se tudo prosseguir no ritmo em que esta progredindo agora, ela dominará o homem, alma e corpo, e não fará outra coisa senão consumir-se e consumir os interessados por ela. Não há dúvida de que o comercialismo começou num alto plano espiritual, mas se permitiu ao materialismo penetrá-lo, sorrateiro, até que o próprio poder usado para criar seja o poder que consome; precisamente como o próprio poder usado para criar sempre consome se não for usado de maneira correta. Não são a pressão do comercialismo e as limitações que nos cerceiam e permitem passar por cima dessas condições, ou superá-las? Isto não se faz simplesmente compreendendo que estamos destinados a realizar as obras perfeitas de Deus, a elevar a nossa consciência à Consciência do Cristo? Não foi o que Jesus nos ensinou aqui na terra? Sua vida inteira não é um exemplo disso?
“Meus queridos irmãos, acaso não vêem que no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus? Nessa ocasião, tudo o que seria formado mais tarde se achava, em forma não-manifesta, na Substância da Mente Universal – ou, como se exprimem alguns, no caos. No original, caos era realidade. Mal interpretada, esta palavra significa um estado turbulento ou belicoso, em vez do estado profundo e espiritual da realidade, sempre à espera de uma palavra definida, criativa, falada, através da qual possa apresentar-se em forma manifesta.
“Quando o Princípio de Deus desejou produzir o mundo tirando-o da Substância da Mente Universal, Deus se achava sereno e contemplativo. Em outras palavras, Deus viu um mundo ideal; conservou na mente a substância de que o mundo viria a ser formado durante o tempo suficiente para diminuir-lhe a vibração; em seguida, pronunciou a Palavra e o mundo se formou  — ou, como poderíamos dizer, Deus visualizou um modelo ou molde mental no qual pudesse fluir a substância necessária para fazer o mundo e surgiu uma forma perfeita, construída sobre o modelo conservado na consciência.
“Todas essas coisas podem ter sido pensadas por Deus, Infinito Poder. Ele pode ter desejado durante um tempo infinito que elas se formassem e se tornassem visíveis. Não tivesse sido a palavra falada lançada no éter informe, e nada teria sido criado nem produzido em forma visível. A fim de fixar em resultados visíveis o pensamento e os desejos até de um Criador Infinito Onipotente e tirar da realidade formas ordenadas, foi preciso o ‘Seja’ determinado, positivo. Por isso precisamos dar o passo definido.
“Deus conserva na mente o mundo ideal e perfeito em todas as suas particularidades destinado a surgir como um céu ou lar perfeito onde todos os Seus filhos, todas as Suas criaturas e todas as Suas criações podem habitar em paz e harmonia. Este é o mundo cabal que Deus viu no início e faz existir pelo pensamento neste mesmo instante, e o tempo de sua manifestação está na nossa aceitação dele. Quando pudermos vir para o único lugar e saber que somos todos um, um homem, e soubermos que somos todos membros do corpo de Deus, tanto quanto um membro do nosso corpo é uma parte do corpo todo, então esta­remos no reino de Deus, e seremos dele, o céu aqui na terra, agora”.
“Para tornar tudo isto manifesto, compreendam que não há nada material no céu. Tudo é espiritual. Compreendam que o céu é um estado de consciência perfeito, um mundo perfeito aqui na terra, agora, e a única coisa que temos de fazer é aceitá-lo. Ele está aqui em toda a nossa volta, esperando que descerremos o olhar interior. Através desse olhar nossos corpos se tornarão luz, a luz que não é a do sol nem a da lua, mas a do Pai; e o Pai está bem aqui, na parte mais íntima do nosso ser. Precisamos compreender suficientemente que não há nada material, que tudo é espiritual. Depois precisamos pensar neste maravilhoso mundo espiritual, dado por Deus, que está aqui agora; basta-nos poder compreendê-lo”.
“Não vêem os senhores que Deus criou tudo dessa maneira? Deus, porventura, não ficou primeiro em silêncio e contemplativo e viu a luz? E disse então: ‘Haja luz’, e houve luz. Da mesma maneira disse, ‘Haja um firmamento’, e houve um firmamento; e o mesmo com outras criações. Ele conservou primeiro cada forma ou ideal firmemente na consciência, depois pronunciou a palavra e o ideal se produziu. O mesmo aconteceu com o homem. Disse Deus: ‘Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança, e tenha ele domínio sobre tudo’. Deus, todo bondade, criou todas as coisas boas; o homem, a maior e última, com pleno domínio sobre tudo. O homem só viu o bem, e tudo era bom até que ele se separou de Deus e viu a dualidade, ou o dois. E, com o pensamento, criou dois, um bom e o outro o oposto; pois, se houvesse dois, seriam opostos — bom e mau. Assim o mal veio através do poder absoluto do homem para expressar ou produzir aquilo em que fitava os olhos. Se não tivesse visto o mal, o mal não teria tido poder de expressão. Somente o bem teria sido expresso e nós seríamos tão perfeitos como Deus nos vê hoje. Não teria o céu estado sempre sobre a terra, como Deus o vê, e como todos temos de vê-lo para torná-lo manifesto? Jesus tinha todo o direito de dizer que viera do céu; pois não veio tudo do céu, a grande Substância da Mente Universal”?
“Visto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, Deus não deu ao homem o poder de criar, exatamente como Ele cria? E Deus não espera que o homem utilize esse poder tão livremente quanto Ele o utiliza — e exatamente da mesma maneira? Primeiro, dando tanto da necessidade; depois, concebendo o bem, o ideal, com o qual encher o molde que conservamos na consciência e que deve ser enchido com a Substância da Mente Universal; em seguida, proferindo a palavra de que o molde está cheio; isto é assim, e isto é bom”.
“Quando foi crucificado, Jesus deu Sua carne, a exterior, o que vemos do corpo, para provar que existe realmente um corpo mais profundo ou espiritual; e foi esse corpo espiritual que Ele manifestou quando saiu do túmulo. Este é o corpo de que Ele falou quando disse: ‘Destruí este templo e em três dias o erguerei.’ Ele o fez para mostrar-nos que temos o mesmo corpo espiritual e que podemos realizar todas as obras que Ele realizou. Não se trata aqui de dizer que, se Jesus tivesse querido, teria podido salvar-se. Não há dúvida de que Ele viu que uma grande mudança se operava em Seu corpo. Também viu que as pessoas à Sua volta não eram capazes de ver que também poderiam produzir o corpo espiritual, como Ele estava tentando fazer que eles vissem. Elas ainda olhavam para o pessoal, e Ele viu que se Ele produzisse o corpo espiritual sem alguma mudança inegável, as pessoas não seriam capazes de discernir entre o material e o espiritual; daí que adotasse a crucificação para produzir a mudança”.
“Não é este, verdadeiramente, o Cristo no homem, que o Grande Mestre, Jesus, que todos amamos e reverenciamos, veio mostrar? Não revelou Ele Sua vida aqui na terra a fim de indicar-nos o caminho perfeito para Deus? Podemos fazer outra coisa senão amar esse caminho ideal perfeito, depois de tê-lo visto, seja plantando a semente, seja fazendo pão, seja levando a cabo as mil e uma coisas necessárias à existência humana? Não são esses atos meras lições conducentes ao nosso desenvolvimento? Algum dia compreenderemos que somos, na verdade, Filhos de Deus, e não servos; que, como Filhos, podemos ter e temos tudo o que o Pai tem, e podemos fazer uso dele com tanta liberdade quanto nosso Pai o faz.
“Admito que isto requer a princípio uma poderosa fé; uma fé que, de ordinário, precisa ser conseguida passo a passo e praticada fielmente, à semelhança da música e da matemática, até chegarmos à sede do saber. Aí, então, seremos grandiosa e belamente livres Poderia haver um exemplo melhor e mais verdadeiro desta vida que a de Jesus? Não reconhecem os senhores o poder que há no Seu nome, Jesus, o Cristo manifesto, ou Deus que se manifesta através do homem de carne? Jesus veio ao lugar em que Ele se fiava inteiramente no Seu conhecimento ou compreensão de Deus, e assim realizou Seus milagres. Não confiou na própria força de vontade nem em pensamentos fortes e concentrados. Tampouco devemos confiar na nossa força de vontade nem em pensamentos fortes e concentrados, mas na vontade de Deus. ‘Não seja feita a minha vontade, mas a Tua, Senhor’. Vontade de fazer a vontade de Deus. Não acham os senhores que Jesus queria, em todas as coisas, fazer a vontade de Deus, ou fazer o que Deus queria que Ele fizesse?
“Os senhores notarão que se diz, muitas vezes, que Jesus se dirigiu a uma alta montanha. Não sei se Ele, fisicamente, escalou ou não uma alta montanha. Mas sei que todos precisamos galgar às alturas, a mais alta das quais é a consciência, para receber a nossa iluminação. Essa altura significa o verdadeiro topo da cabeça e ali, se a faculdade não estiver desenvolvida, precisaremos desenvolvê-la por meio de pensamentos espirituais. Depois, do coração, do centro do amor, deixamos fluir o amor para equilibrar tudo e, quando isso estiver feito, o Cristo se revela. O filho do homem dá-se conta de que ele é o Filho de Deus, o único Filho concebido, em quem o Pai se compraz. A seguir, com amor constante, precisamos compreendê-lo em relação a tudo”.
“Detenham-se e pensem profundamente por um momento e dêem tento do número infindável de grãos de areia da praia; do número sem conta das gotas d’água necessárias para formar as águas da terra; do número incontável de formas de vida nas águas da terra. Em seguida, compreendam o número sem fim de partículas de rocha contidas em toda a terra; o número incontável de árvores, plantas, flores e arbustos existentes sobre a terra; o número imenso de formas de vida animal que habitam na terra. Compreendam que todos são imagens externas do ideal conservado na grande mente universal de Deus; que todos contêm a vida única, a vida de Deus. Em seguida, pensem no número sem conta das almas nascidas na terra. E compreendam que cada alma é uma imagem ideal, externa, perfeita de Deus tal como Deus Se vê a Si mesmo; que cada alma recebe o mesmo poder, a mesma expressão e o mesmo domínio sobre tudo o que o Próprio Deus tem. Acreditam os senhores que Deus quer ou deseja que o homem revele essas qualidades semelhantes a Deus ou dadas por Deus e realize as obras que Deus realiza através da herança dada ao homem pelo Pai, a grande e única Mente Universal em todos, através de todos e acima de todos? Compreendam, então, que cada pessoa é uma expressão ou uma pressão (do invisível, o Espírito) em forma visível, uma forma através da qual Deus se deleita em expressar-se. Quando pudermos compreender e aceitar isso, poderemos realmente dizer como disse Jesus: Vede, um Cristo está aqui.’ Foi dessa maneira que ele logrou Seu domínio sobre o eu mundano ou de carne. Reconheceu, proclamou e aceitou Sua divindade, e depois viveu a vida como temos de fazer”.
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AQUELE SUJEITO ILÓGICO

AQUELE
SUJEITO ILÓGICO
Emmet Fox

Há gente que costuma dizer: “Creio firmemente na doutrina espiritual;há anos que creio nela, mas nunca consegui fazer com que funcionasse…não é estranho?” E, às vezes, dizem-no com ar de triunfo.

Tais pessoas me fazem lembrar de um certo homem que costumava vangloriar-se de que tinha uma moléstia que ninguém podia curar. Parece que tinha desafiado como êxito todo o tipo de tratamento conhecido, e sempre saíra triunfantemente vencedor, ainda que de posse do seu mal. Sua esposa acabou por curá-lo exclusivamente pela prece, mas era uma mulher paciente e perseverante.

É claro que, se você fica dizendo ou pensando que não pode fazer com que a doutrina funcione (o que, em geral, significa que não espera que funcione), está fazendo uma lei para si próprio nesse sentido, e jamais deve cansar-se de recordar que, quando faz uma lei para si próprio, tem que viver segundo essa lei. Você pode já conhecer essa lei há 40 ou 50 anos, porém, sendo humano, tende a esquecê-la, ao menos ocasionalmente.

A mulher do tal homem provavelmente indica o caminho para a superação desse erro, A chave para o sucesso com tais problemas reside exatamente nas qualidades que ela obviamente possuía: paciência combinada a uma expectativa suave e descansada do êxito.

O paciente a quem curou não é um espécime raro, nem é desconhecido de pessoa alguma. É provável que deparemos com a cara dele no espelho a qualquer momento!

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VER ATRAVÉS DA MÁSCARA

VER
ATRAVÉS DA MÁSCARA
Lorraine Sinkler

Como pode haver uma união consciente com Deus, quando a máscara da crença universal se coloca entre Deus e você? Isto é possível através do reconhecimento de que este mundo das aparências é hipnotismo; assim, passamos a ver, através da máscara, o Coração do Universo do Espírito.

O que vemos com a mente não-iluminada é uma percepção equivocada da Realidade divina. Há uma diferença enorme entre acreditar que algo seja real e aquilo ser real de fato. Somos UM com Deus, e, nessa Unidade, reconhecemos somente um Eu, uma Vida. Transcendendo o hipnotismo, contemplamos a glória do Universo de Deus.

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COMPREENDENDO O ASPECTO REAL DA VIDA – Final

COMPREENDENDO
O ASPECTO REAL DA VIDA
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Gustavo Rocha
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Final
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Outro dia, conversando com alguém sobre este assunto, tal pessoa afirmou que para que consigamos compreender a Verdade, deveríamos estar dispostos a manter uma mente sempre aberta, dispostos a apagar tudo o que sabemos e, assim, recomeçarmos do zero. Deveríamos fazer isto várias vezes quantas necessárias! Recomeçar do zero a cada dia. Isso constituiria um comportamento virtuoso, um ato humilde (na verdade, é um ato destituído de ego) e espiritual. Manter a mente aberta ou mantê-la fechada, tanto faz – não há meio mais eficiente para atrasar a nossa compreensão espiritual! A compreensão da Verdade não virá através de nada disso! Não é importante o que o homem faz. O homem pode agir com a presunção de que sabe sempre cada vez mais, ou pode agir com a humildade de recomeçar do zero a cada dia – este não é o ponto. Porque ambos constituem esforços humanos. Não é importante o estado humano (físico, intelectual, mental, espiritual) que a pessoa se encontra. Deus olha para seus filhos e diz: “filho, se você permitir, eu lhe salvo agora, na forma em que você estiver, na condição que você estiver, onde você estiver, seja quem você for – nada disso importa. Apenas se entregue a Mim”. E é assim que Deus arrebata seus filhos para o céu, para o Reino. O ensinamento do Budismo da Terra pura diz que o Buda Amitabha viveu uma vida de imenso sofrimento – assim como Jesus Cristo, O Buda Amitabha sofreu por todos os homens deste mundo, e não somente pelos homens de sua época, mas pelas pessoas de todas as épocas e eras – e os tomou todos sobre si, para que ninguém mais precisasse sofrer para entrar no Céu, no Nirvana, na Terra Pura, no Jisso. E após ter sofrido tanto quanto Jesus Cristo, e ter finalmente atingido a iluminação espiritual, o Buda Amitabha declarou: “Escolhi sofrer no lugar de todos para remir a humanidade. De hoje em diante, aquele que crer em mim e chamar pelo meu nome, eu o salvarei onde ele estiver, como ele estiver, quem quer que ele seja”. E, desde então, alguns budistas têm tido como principal prática espiritual a entoação e repetição do nome de Amitabha, através do mantra “Namu Amida Butsu” ou por “Namandabu” (que é a contração do mantra mais extenso).

Jesus diz: “Vinde a Mim, os que estão cansados e sedentos, e EU vos aliviarei”, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida…”, “Aquele que crer em MIM, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva… e ainda que ele morra, viverá”, “Se pedirdes ao Pai em meu nome, sereis atendidos”. Buda diz: “Aquele que crer em MIM e chamar pelo meu nome, será salvo e eu lhe mostrarei a Terra Pura”. Krishna diz: “Mas, quem de coração puro se voltar a MIM e fizer em meu espírito tudo quanto faz – quem renunciar a si mesmo e, dia e noite, firmado em MIM, me servir -, esse será salvo por MIM do tempestuoso mar da existência desse inconstante mundo do nascer e do morrer, porque buscou refúgio em MIM.” Deus é misericordioso demais! Só existe um EU. Este EU apareceu neste mundo como Jesus, como Buda, como Krishna e, por Revelação, está aparecendo também como cada vida existente, como cada um de nós. Possuímos o mesmo Espírito, a mesma Essência, porquanto no universo inteiro há um único EU, uma única Presença, uma única Vida. Esta é a Revelação. Os iluminados compreenderam esta Unicidade. Este EU único é o que tem aparecido através dos tempos para mostrar a humanidade o Caminho da Vida.

No livro “A Verdade da Vida, vol. 01”, o Professor Masaharu Taniguchi relata uma experiência mística/espiritual que de fato foi vivida por um homem que ele havia conhecido. Segue a transcrição do texto:

“O sr. Giichi Ano era um respeitável seguidor do Budismo. Mensalmente convidava um mestre budista e realizava uma reunião para que jovens e fiéis de sua vila pudessem ouvir boas palavras. Desde quando era jovem de uns 20 anos, pensava seriamente sobre o assunto “vida”. Quanto mais pensava, mais foi-se embaraçando nos indecifráveis sofrimentos humanos e chegou a um ponto tal de confusão, que pensou até em se matar, tamanha era sua seriedade. Ele era herdeiro de uma fábrica de molho de soja, por isso, do ponto de vista econômico , não havia propriamente que sofrer. E também não sofreu porque tivesse uma saúde débil. Sofreu psiquicamente a ponto de querer morrer, por pensar em assuntos como o que vem a ser a “vida”, o que vem a ser o “homem”, o que vem a ser o “desejo”. Ainda jovem, com cerca de 20 anos apenas, chegou a sofrer tanto com tais problema; só por isso podemos imaginar o quanto era séria, por natureza, a personalidade do sr. Ano. Quando ouvi esta história do Sr. Ano senti admiração pela seriedade de sua personalidade. Nessa ocasião, o sr. Ano, para resolver o sofrimento da vida, estava fazendo a invocação de Amitabha, sentado em posição de prece, confinado num quarto. Então, certo dia, teve uma visão, na qual contemplou nitidamente uma situação que parecia um paraíso búdico, cheio de luz. Quando viu claramente com seus olhos o aspecto daquele mundo exclusivamente de luz, apagou-se completamente, sem deixar sinal, o seu sofrimento pela vida de treva que levava e, depois disso, o que preenchia seu coração era pura alegria e regozijante bem-estar. Esta visão, na qual lhe foi mostrado o mundo exclusivamente de luz, persistiu por cerca de um mês. ra demais a alegria, demais o regozijo, e nasceu um desejo de experimentar mais uma vez, como antes, o sofrimento em relação à “vida”. Ele orou assim: “Permita-me sofrer mais uma vez em relação à vida”. Então, de fato, repentinamente, se interrompeu a sua clarividência e apagou-se do campo visual o mundo exclusivamente de luz. Desde então, ele continuou a sofrer a respeito da “vida”, exatamente na forma como pediu na oração e, somente agora, conseguiu dominar o sofrimento da vida que ele próprio procurara. (…)” (A Verdade da Vida, vol.01; pg. 184-186)

Essa foi a experiência vivida pelo sr. Giichi Ano, e deu-se através da clarividência. O Jisso verdadeiro não é algo que possa ser “visto”, “ouvido”, ou “tocado”, mesmo que seja por meio dos sentidos espirituais mais sutis. Portanto, o mundo que o sr. Giichi Ano viu não era o verdadeiro Jisso, embora tal mundo o representasse. O Jisso verdadeiro está além de todas as formas. Por isso, “entrar” no Jisso, ou perceber o Jisso, não significa que a pessoa necessariamente terá visões paradisíacas ou celestiais. O Jisso absoluto simplesmente não pode ser captado por nenhuma espécie de sentido (material ou espiritual). Mas isso não constitui empecilho para conseguirmos ver o Jisso. Nós o vemos, mas o fazemos com outra espécie de “olhos” – são os “olhos do Jisso”, ou, conforme ensina a Bíblia, a Mente de Cristo. Somente o Jisso vê o Jisso. Somente a Mente Divina vê a existência divina. Somente Deus vê Deus. Tentar ver Deus com outro instrumento que não seja a própria “Mente de Deus” é mera tentativa fútil. Por isso é que Cristo tomou sobre si as dores e os pecados de toda a humanidade. Por isso é que Jesus e o Buda Amitabha tomaram sobre si os sofrimentos de toda a humanidade: para que, no momento em que pedíssemos a eles, tivéssemos acesso incondicional ao Mundo de Deus, à Terra Pura. O segredo para entrar no mundo do Jisso consiste no fato de que nós podemos entrar nele exatamente assim como estamos agora. Não faz diferença se estamos melhores ou piores do que já somos – a dificuldade (assim como a facilidade) de entrar permanece a mesma. Não precisamos melhorar ou sequer mudar nenhum pouco. Somos aceitos como somos.

São poucas as pessoas que conhecem a história de Amitabha – ele foi outro grande Buda histórico. Sidharta Gautama, o Sakyamuni, não foi o único homem a tornar-se Buda. Amitabha foi anterior a ele e, inclusive, várias vezes, Sakyamuni faz referência ao Buda Amitabha para seus discípulos durante a pregação de suas verdades. O Buda Amitabha possui a mesma história de Jesus Cristo – em épocas diferentes, cenários diferentes, culturas/costumes diferentes… mas a trama é a mesma. Isso mostra que Deus tem se manifestado através dos tempos para conduzir a humanidade a salvação. E a salvação é incondicional! Não depende de condições, esforços, não-esforços, buscas, não-buscas… é incondicional! Porque provém de um lugar que “não é deste mundo”. Então, nada que seja deste mundo possui qualificação suficiente para levar-nos à Salvação, que nos é concedida por Deus. A salvação de Deus só pode ser pela Graça – porque não é deste mundo.

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“O meu Reino não é deste mundo”
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Se, ao ler este texto, você conseguiu perceber o ponto, a sua mente atingiu um certo estado de liberdade, de “libertação”. Este estado de libertação deve ser cultivado no dia a dia. Devemos nos recolher a ele sempre que for possível e, assim, nos aprofundarmos neste “vazio”, neste “silêncio”, cada vez mais. O mundo seguirá sozinho, sem nenhuma interferência de nossa parte (isso inclui os atos que estaremos praticando – não seremos nós as pessoas a fazê-los. Eles simplesmente acontecerão), coisas poderão ser-nos mostradas… Tudo ocorrerá conforme a vontade do Pai. Conforme vamos progredindo em nossa habilidade de “acessar” e “permanecer” no mundo do Jisso, começaremos a comprovar algumas das promessas de Cristo em nossas vidas, como, por exemplo, quando ele diz: “Buscai em primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”, “Não vos preocupeis com o que haverão de comer ou de vestir, pois o Pai sabe de todas as tuas necessidades”, “Vossa oração foi atendida antes mesmo de a pedirdes”.

“(…) Vede, eis o mundo da Imagem Verdadeira!

O Mundo da Imagem Verdadeira é o Reino do Pai,

é o Reino dos Céus,

é o Paraíso.

No Reino do Pai há muitas moradas.

Todas as moradas do mundo da Imagem Verdadeira são Seicho-no-Ie.

Logo, para seus moradores,

não há fome,

não há tristeza,

não há discórdia,

não há doença;

tudo o que é necessário aparece segundo a vontade de cada um

e, cumprida a finalidade, desaparece por si mesmo.

Mundo de harmonia, de fartura,

de pureza, de beleza sublime,

eis o mundo da Imagem Verdadeira!

Eis o vosso mundo!

Não é sonho! É a Imagem Verdadeira!

Não existe outro mundo além deste!”

(Sutra Sagrada: Chuva de Néctar da Verdade; Seicho-no-Ie)

“Neste momento, todos os doentes já estão curados e podem se levantar de seus leitos.”

(Seicho-no-Ie)

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AGUARDE EM SILÊNCIO

AGUARDE
EM SILÊNCIO
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H. E. Cady
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Ao iniciar a prática de “aguardar em silêncio”, não pense que deva
fazê-lo na companhia de outra pessoa. A presença de outra
personalidade pode trazer distrações à mente. Aprenda a comungar
sozinho com Deus, Sua mais completa companhia. Quando se
acostumar a se isolar das solicitações exteriores, a sós em Deus, então a
companhia de outros poderá ser proveitosa a você e a eles.
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“Aguardar em silêncio” não é meramente uma espécie de devaneio
indolente. É a espera passiva, porém determinada, de Deus. Quando
quiser fazê-lo, escolha uma hora em que não seja importunado, e,
sempre que possível, deixe todas as preocupações de lado. Comece o
seu silêncio, elevando o coração pela oração ao Pai de seu ser. Não
receie ser por demais “ortodoxo”, se começar a orar. Nada irá implorar
de Deus, que já lhe tem dado “tudo o que pedirdes”. Você já sabe que
antes de O chamar, Ele lhe mandou o que você deseja: pois de outra
forma, você não o teria desejado.
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Você não perderia tempo em pleitear algo, ou em suplicar a Deus
com orações desprovidas de fé. Mas esses poucos momentos iniciais de
seu silêncio, passados em falar diretamente com o Pai, focaliza sua
mente no Eterno. Muitos descobrem que no momento de silêncio em
que aguardam a Deus, os seus pensamentos se enchem de toda
espécie de fúteis imaginações. Este é o resultado natural de procurar
não pensar em nada. Comece seu silêncio com a oração. “A Tua
Vontade está sendo feita em mim agora”, ou “Deus flui em mim como
vida, paz e poder”, são frases que facilitam para a mente elevar-se por
degraus sucessivos, com firmeza e segurança, em vez de dar um salto
grande e arrojado para alguma eminência e nela se manter em
segurança. Enquanto você está concentrando seus pensamentos em
Deus, em conversação com o Autor de seu ser, nenhuma imagem-pensamento
exterior poderá penetrar em sua consciência para o
atormentar ou distrair. Sua mente estará fechada para o mundo exterior,
e aberta somente para Deus, fonte de todo o bem que você deseja.
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COMPREENDENDO O ASPECTO REAL DA VIDA

COMPREENDENDO
O ASPECTO REAL DA VIDA
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Gustavo Rocha
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Parte 1
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Para compreender o Aspecto Real da Vida (Jisso), não é necessário esforço. Não é necessário uma busca. Não é necessário fazer coisa alguma. A busca e o esforço pertencem ao mundo transitório, mundo que é fenomênico, ilusório. O mundo Real não é “deste mundo”. Quando ocorre alguma ação no mundo, isso é o homem “fazendo”. Todo empreendimento de ações ou de esforços pertence ao fazer humano – e Deus jamais atua onde atua o homem. Deus age, realiza suas obras, mas opera tudo isso na Sua Realidade Absoluta, que é o Reino de Deus, o Reino dos Céus, o Mundo do Jisso. Quando o homem se esforça, quando ele age e busca no mundo — tentando compreender/perceber o mundo único de Deus –, isso é “mera ação do homem egoísta que se julga separado de Deus e, por isso, procura alcançá-lo”. Deus não atua onde atua o homem. Mas Deus pode atuar como o homem, por meio do homem, utilizando-se do dele como um “canal”. Quando ocorre isto, não é o homem atuando, mas Deus.

Não é o homem que compreende Deus e seu Reino – Deus é quem mostra. E é por isso que não são necessários esforços humanos. O que o homem necessita fazer é se aquietar e acalmar todos os seus esforços: os esforços no sentido de “se esforçar” e também os esforços no sentido de “não se esforçar”. Quando o homem, na tentativa de ver o Jisso, aprende a parar com essas tentativas de esforços, de repente ei-lo ali! O homem não necessita realmente fazer nada; a ele basta perceber que “a visão já está sendo vista”, “a percepção já está sendo percebida”, tudo já é! A porta por onde ele entrará e que o fará “ver” já existe, já está lá, pronta, sempre lá. É assim que se “entra” no mundo de Deus.

O problema básico e principal é o homem achar que, para conseguir perceber, ele deverá primeiro aprimorar-se em algum sentido. As pessoas pensam que para chegar “lá” será necessário a elas fazer um exame de consciência, orar mais, meditar mais, compreender as coisas um pouco mais, expandir a consciência um pouco mais, purificar um pouco mais a sua mente… Tudo isso (e muito mais) na verdade é desnecessário. Uma pessoa  possuidora de pouco entendimento espiritual possui as mesmas chances de captar o Jisso que possuem os homens abarrotados de conhecimentos espirituais. Conhecimento mundano e conhecimento espiritual – tudo isso pertence a o mundo fenomênico e transitório. Uma pessoa pode possuir muito ou pouco conhecimento espiritual – qualquer um deles existe/pertence ao mundo que não é o Real. Por isso, no que diz respeito ao Jisso, nenhum deles influenciará “para mais” ou “para menos”, em qualquer sentido. Porque Deus concede a todos a mesma possibilidade, as mesmas oportunidades. É um Deus justo! O homem que busca conhecer Deus tentando meditar, orar e adquirir cada vez mais conhecimentos está movendo-se no mundo, está partindo do mundo e rumando para o seu destino final e inevitável: o próprio mundo. E o homem que também não está nem aí para Deus, move-se no mundo da mesma forma. A diferença de um de outro é que o primeiro possui a vontade de conhecer, enquanto o segundo não a tem. Mas ambos movem-se no mundo.

Para conhecer a Deus, é necessário o buscador deixar de mover-se no mundo. Para que isso aconteça, é preciso haver uma entrega total, um estado de completo abandono, uma mente (um estado mental) de absoluto desapego. Essa postura mental de desapego surge quando o homem cessa com seus esforços “no sentido de esforçar-se para alcançar”, bem como com seus esforços para “fazer cessar seus esforços”. Então ele deixa o mundo e subitamente se vê na dimensão onde não é ele quem faz. Não foi preciso a ele fazer esforço pessoal algum, ele viu pela Graça! “Filho, é do agrado do Pai dar-te o Reino”, disse Jesus. E o mundo não pára; coisas continuam a acontecer, mas é o Pai quem as estará fazendo. “As minhas obras, eu de mim mesmo não as realizo. Mas o Pai quem está em mim, este realiza as obras”.

O que importa não são as ações realizadas no mundo pelo homem. E mesmo a busca, mesmo a tentativa de tentar alcançar, são a barreira que impedem o homem de “conseguir”.

Continua..>

PAZ

PAZ
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UNIDADE
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HABITO NO SANTUÁRIO INTERNO
DA PAZ ONDE NENHUMA TEMPESTADE ME PODE PERTURBAR
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A pessoa feliz é prudente; sabe ocupar a consciência de fé, compreensão, bom-senso e alegria, não reservando lugar aos hóspedes indesejáveis das impressões negativas com que é constantemente bombardeado. “Viver no mundo e não pertencer-lhe”, como fez Jesus, é uma arte de não-identificação com as coisas que não nos convêm.Viver em Deus é permanecer na Graça; é manter-se equânimemente positivo, harmonioso, lúcido, paciente, amoroso e cheio de fé. Eis o “orar sem cessar”, referido por Paulo: uma atitude constante de oração ou de sintonia com o Divino, de modo que possamos receber-Lhe as bênçãos da inspiração e da força para preencher cada ato de luz.

Logo ao início do dia me volto a Deus. Como ainda não sei manter-me em constante harmonia, varro da consciência os erros de ontem, deixo ir a ansiedade em relação aos assuntos do dia e abro-me a Deus para receber-Lhe o fluxo de suprimento. Ele sabe o de que preciso. Deste momento de quietude saio recarregado e provido para um dia útil, proveitoso e equilibrado, chegando ao fim do expediente sem os desgastes nervosos comuns. A paz não é a ausência de problemas: é a vivência em Deus!

“Pois Ele é a nossa paz”
Efésios, 2: 14

A MENTE QUE ESTÁ EM ILUSÃO PROFUNDA…

A MENTE QUE ESTÁ
EM ILUSÃO PROFUNDA…
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…dá forma à sua crença e manifesta uma imagem falsa. Porém, seja qual for o aspecto manifestado, a falsidade é eternamente falsa e jamais será Realidade. Não temais o que não é Realidade. Não trateis como Real o que é irreal.
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Enfrentai a mentira com a Verdade.
Enfrentai a imagem falsa com a Imagem Verdadeira. Enfrentai a treva com a Luz. Além do Real, nada existe que destrua o irreal. Além da Imagem Verdadeira, nada existe que destrua a imagem falsa. Além da Verdade, nada existe que prove a inexistência da treva.
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SUTRA – SEICHO-NO-IE

A PSICOLOGIA DO AMOR

A
PSICOLOGIA DO AMOR

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Masaharu Taniguchi

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Não creio que o namoro seja uma coisa tão importante. Do ponto de vista psicológico, o amor é uma espécie de doença febril predominante na adolescência. Sob o ponto de vista religioso, o amor é realmente um sentimento sagrado, se o interpretarmos como a emoção do reencontro das duas metades de uma alma, que se achavam separadas. Mas encontrar o amor puro e verdadeiro é tão raro quanto encontrar um diamante entre as areias da praia, pois o amor puro e verdadeiro do ser humano, cujo espírito é encoberto por um invólucro chamado corpo carnal, é constantemente maculado por uma febre chamada desejo dos sentidos carnais.Se você refletir sobre o amor verdadeiramente puro, perceberá que ele não desperta nenhum desejo carnal. E se tal desejo passar pela mente, por um momento que seja, você sentirá que o amor sagrado foi maculado por esse desejo, e terá a sensação semelhante à de ter sujado com barro aquilo que você tinha de mais precioso.

No entanto, o corpo carnal tem apetite pela comida, devido à necessidade de se sustentar. Da mesma forma, sente desejos sexuais, pela necessidade de impedir a extinção da espécie. Por isso, homens e mulheres que estão na plenitude sexual sentem atração uns pelos outros. Encaro esse fato como uma realidade dolorosa em face do amor verdadeiramente espiritual.

Um ato libidinoso como o de apalpar o órgão genital da mulher não é expressão de um amor verdadeiro, e sim comportamento semelhante ao de um cachorro. O verdadeiro amor é aquele que transcende a carne. É um sentimento ligado unicamente ao espírito. O amor se torna impuro quando nele se mistura o desejo carnal.

É lamentável que muitos intelectuais e jovens de hoje, ao pregarem o amor livre, estejam na verdade propalando a “livre manifestação” a “livre prática do sexo”.

Quando Cristo jejuava às margens do rio Jordão, apareceu o demônio”… e lhe mostrou todos os reinos do mundo, e a glória deles.” (Mateus 4:8). E tentou-o dizendo: “Tudo isto te darei, se prostrado me adorares.” (Mateus 4:9).

Na expressão “todas as glórias”, estão incluídos também os prazeres carnais. O diabo, o satã e a serpente, que aparecem na Bíblia Sagrada e nas literaturas budistas, são símbolos dos prazeres dos sentidos ou dos desejos carnais. Prostrar-se diante do demônio significa a derrota do Eu verdadeiro.

Na literatura budista chamada Vimalakirtinirdésa-sutra, consta uma passagem em que algumas feiticeiras recebem a ordem do príncipe das trevas para voltarem ao palácio, sob a promessa de que lá poderão desfrutar os prazeres dos sentidos, ou seja, a satisfação dos “desejos carnais”. Mas elas se recusam a voltar porque, tendo sido influenciadas por Vimalakirti, haviam se afastado dos prazeres dos sentidos, ou seja,  dos “desejos carnais”, e se encontravam já num estágio mais elevado, o de buscar a alegria verdadeira, eternamente inesgotável. Elas pedem a Vimalakirti que lhes mostre essa alegria eterna. Ele lhes diz para esperarem um momento, e logo retorna com pequeno castiçal. Pega uma vela, acende-a com o lume eternamente inextinguível, coloca-a no castiçal e diz: “Eis o lume infinito, que darei a vocês.” Trata-se de uma metáfora. Essa passagem ensina que devemos buscar a alegria espiritual perene como o lume infinito.

Numa peça teatral que escrevi, baseando-me neste sutra budista, existe a seguinte passagem:

“Este é o lume infinito, símbolo da Luz da Verdade que extingue a ilusão. Representa a Luz do despertar espiritual, que jamais se apagará. Com uma vela acesa podem-se acender milhões de outras velas. Assim também é a luz do despertar espiritual. Ela é infinita, porque, por mais que a distribuamos aos outros, não enfraquece. Pelo contrário, intensifica-se mais e mais. Se vocês, que despertaram para a Verdade, transmitirem aos outros a Luz da Verdade, até mesmo o palácio do demônio Paplyas tornar-se-á um lugar pleno de Luz. O mundo ao nosso redor é reflexo de nossa própria mente. Aonde quer que vamos, o ambiente ao nosso redor se preencherá de Luz, contanto que mantenhamos em nossa mente a Luz da Verdade. Agora voltem para o palácio de onde vieram. Chegou o momento em que até mesmo no palácio do demônio Paplyas irá brilhar a Luz da Verdade.”

A tentação pelos prazeres dos desejos carnais se desvanece diante da verdadeira alegria espiritual.

Há pessoas que sofrem de “doença da paixão”. São as que se sentem muito solitárias se não estiverem namorando e vivem buscando novos amores. Como não conseguem sentir a verdadeira alegria espiritual, tentam buscar compensação nos prazeres carnais momentâneos.

Devemos buscar a terna alegria espiritual, pois os prazeres dos sentidos são inevitavelmente limitados e em segundos se desvanecem por completo. Eles se assemelham a fogos de artifício: são difíceis de serem mantidos por mais de uma hora. A alegria que dura pouco não é o “lume infinito”. A Verdade, sim, é o lume infinito, pois, se acendermos a Luz da Verdade, poderemos iluminar o espírito de milhões de pessoas. Se acendermos a luz da alegria espiritual que se alcança pelo conhecimento da Verdade, milhares e milhares de pessoas serão iluminadas ao mesmo tempo. Mesmo que a fonte de luz seja única, podemos multiplicá-la infinitamente; por mais que partilhemos a luz, o seu brilho não diminuirá. Assim é a Luz da Verdade.

Se transmitirmos os ensinamentos de “A Verdade da Vida” para uma pessoa, ela obterá a cura de doenças, terá harmonia no lar e, mesmo que não obtenha graças materiais, conseguirá a plenitude da alegria espiritual. E, se essa pessoa transmitir a Verdade para uma outra pessoa, esta também sentirá essa alegria espiritual, e assim sucessivamente. Você nada perderá pelo fato de ter transmitido a Verdade para outras pessoas. Ao contrário, sentir-se-á feliz só de imaginar a alegria dos que conheceram a Verdade, e achará que valeu a pena ter praticado boa ação. E, então, você se sentirá mais feliz ainda.

O Prof. Glenn Clark, num de seus livros, diz como deve se comportar um missionário, no caso de uma adepta apaixonar-se por ele e lhe declarar amor. Em casos como esse, o missionário, em vez de repelir categoricamente esse amor, deve aconselhar a adepta: “Estou junto com Deus. Se me ama, ame a Deus. Procure buscar a realização do amor que tem por mim, dedicando-se à pregação do Caminho de Deus.” E, dessa forma, para não deixá-la à mercê do desejo carnal, deve orientá-la para que se esforce no sentido de sublimar esse amor e elevar-se em direção ao amor a Deus. É um conselho realmente sábio.

Provavelmente, Maria Madalena também se aproximou de Jesus com intenções amorosas. Mas ele não a rejeitou. Para impedi-la de cair na tentação carnal, orientou-a para que sublimasse esse amor e o transformasse em alegria espiritual pura e eterna.

No sentimento que comumente é chamado “amor”, estão mesclados vários elementos impuros sensuais. Devemos eliminar esses elementos impuros e sublimar o nosso amor. Por mais que momentaneamente pareça agradável, o prazer dos sentidos acaba se transformando em sofrimento, se durar por muito tempo. Devemos conscientizar que os prazeres dos sentidos são efêmeros; que eles não são existência verdadeira; e, a partir dessa conscientização, empenharmo-nos na sublimação do amor até atingir a alegria espiritual eterna indestrutível.

Em resumo, os prazeres dos sentidos carnais esgotam-se e desaparecem, ao passo que a alegria proveniente do conhecimento da Verdade é como luz inextinguível.

O primeiro amor, puro e ingênuo, transcende a carne e faz a pessoa temer que esse belo sentimento seja mesclado com o desejo carnal. Porém, os jovens que já tiveram experiência sexual, ou as pessoas adultas, frequentemente confundem o amor com o desejo carnal. Por isso, alguns homens dizem: “Quero que ela seja minha, custe o que custar, pois eu a amo”. Nesse caso, o amor foi vencido pelo desejo carnal.

Não podemos cair na tentação de satanás, ou seja, na tentação dos sentidos materiais. Jesus disse: “Vai-te, satanás.” (Mateus 4: 10). Devemos expulsar o demônio chamado “desejo carnal”, que se oculta sob o belo disfarce de amor, enfrentando-o com a Luz da Verdade. O demônio fugirá quando levantarmos alto o lume da Verdade.

No sutra budista, já citado neste artigo, há uma passagem em que o príncipe das trevas diz: “Reduza um pouco essa luz, por favor! Diante da Luz da Verdade tão intensa, as forças me fogem e não posso voltar ao meu palácio. Reduza a luz, por caridade!”

O demônio não é existência verdadeira. Por isso não consegue permanecer no lugar onde resplandece a Luz da Verdade, e acaba desaparecendo.

Fim

PENSE DA MANEIRA CERTA

PENSE
DA MANEIRA CERTA
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Emmet Fox
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Existem diversas frases usadas mais ou menos habitualmente em metafísica, às vezes sem que se perceba integralmente sua verdadeira significação. Uma dessas frases é “pense de maneira certa”.

Ora, esta expressão será útil ao lidarmos com uma dificuldade, se compreendermos o que significa realmente. Não quer dizer que, depois de dizermos “Pensarei de maneira certa”, o assunto estará encerrado e não precisaremos fazer mais nada. Isso seria confundir um desejo com a realidade.

Na verdade, pensamos da maneira certa com relação a uma determinada coisa, quando podemos dizer: “Seja feita a Vossa vontade”, sabendo que a Vontade de Deus é sempre algo bom e glorioso. Pensamos da maneira certa com relação a uma coisa, quando lançamos o fardo sobre o Cristo interior. Pensamos da maneira certa com relação a uma coisa, quando oramos por ela, crendo que Deus ouve e atende à prece. Pensamos da maneira certa com relação a uma coisa, quando mantemos uma atitude positiva e afirmativa.

Quando agimos assim, estamos confiando em Deus e não em nós mesmos.
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Assim como um homem pensa no seu coração, assim ele é.
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NÃO HÁ OUTRO, SENÃO DEUS

NÃO HÁ OUTRO,
SENÃO DEUS
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UNIDADE
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Não há outro, senão Deus, seja em mim, seja em meu mundo. Portanto, existe somente o bem, somente a luz, somente a sabedoria e inteligência, somente a segurança, a alegria, a paz e a beleza, em mim e em meu mundo.

Não há outro, senão Deus em meu lar. Portanto, aqui em casa há somente beleza e paz e calor e fartura e amor.

Não há outro, senão Deus, em meus entes queridos. Por consequência, neles há somente beleza, saúde e fortaleza. Neles há somente inteligência e sabedoria; somente alegria e paz. Há somente proteção para eles.

“Pois assim como o homem pensa (acredita) em seu coração, assim ele é. logo, se acreditamos que não há outro, senão Deus, então vivemos plena e livremente, cheios de alegria e livres de temores!

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“Certamente Deus está em ti, e não há outro deus”.
ISAÍAS 45:14

SER ATENCIOSO

SER ATENCIOSO
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Seicho-no-Ie
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Imaginemos que haja um doente deitado na rua e que um religioso passe por ele. Esse religioso está ciente do fato de que a Imagem Verdadeira desse doente é de perfeição e harmonia, como também que o mal fenomênico não existe originalmente. Então, ele nem olha para o doente e passa dizendo “A doença inexiste originalmente, você é perfeito e harmonioso”. Será essa a atitude de quem alcançou a iluminação?  Sem dúvida, ele é uma pessoa esclarecida até certo ponto, mas não se pode dizer que é uma pessoa amorosa. Ele sabe que o doente está criando temporariamente a doença com a sua mente em ilusão, assim consumando o carma, mas não possui a consciência de que o homem é filho de Deus, e todos são um perante Deus.
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Esse religioso esqueceu-se do fato de que é ele próprio quem está vendo o outro e pensando “A doença dele é sombra da mente dele, e ele só se curará dela quando mudar sua mentalidade”. Por que alguém que é originalmente um filho de Deus se manifestou no ambiente do religioso como um doente? Porque a mente dele (religioso) está doente. Estar doente significa que a Vida não está atuando com perfeição, ou seja, a Vida dele não está tratando o próximo com a devida atenção. Ser atencioso com o próximo é amar. Amar é sentir que “eu e o outro somos um”. Os outros adoecem porque falta amor em nós e não somos atenciosos com todos.
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Um olhar de profundo amor faz desaparecer tudo que é imperfeito, porque esse não é um olhar superficial e sentimental. Quando se olha o próximo com sentimento de amor verdadeiro, não existe nisso uma imagem má, porque “eu e o outro somos um”. Starr Daily regenerou-se quando sentiu o olhar de profundo amor de Cristo. Um grande criminoso na visão das pessoas comuns pode não sê-lo na visão de Cristo. Um médico vê à sua frente um leproso, mas Sakyamuni vê a mesma pessoa como um Buda, um iluminado. Enquanto A vê desordem na sociedade, o santo B nela vê cenas em que as pessoas vivem felizes e alegres. Assim, um olhar de profundo amor contém o grandioso poder sanador de Deus.

O QUE O HOMEM REALMENTE É

O QUE
O HOMEM REALMENTE É
Gustavo Rocha
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“Eu vim para que tenham Vida, e que a tenham em abundância” (DEUS)
(João 10:10)

Hoje estive contemplando algumas coisas, algumas situações que acontecem muito neste mundo. Me pediram pra fazer uma caridade. Concordei. Era apenas fazer uma doação para poder ajudar uma creche abrigadora de crianças carentes. Me disseram que lá estava faltando comida, alimentos básicos como arroz, óleo de cozinha e leite. E não apenas isso: faltava também outras coisas importantes, como sabonetes, para que eles pudessem fazer sua higiene. Isso também é importante. Só que as pessoas, em geral, não se apercebem disso, e sempre que fazem alguma doação ou caridade, doam coisas consideradas “comuns”, ou seja, na maioria das vezes, alimentos e roupas. Ajudei com alguma quantia que tinha comigo naquela hora. Mas depois fiquei pensando e contemplando sobre essas situações existentes não só ao meu redor, na cidade onde moro, mas também em toda e qualquer localidade deste mundo.

“Até quando as coisas serão assim”? – Foi essa a pergunta que deu início à uma série de pensamentos meus à respeito desse tipo de situação.

É legal ajudar o próximo, fazendo algo em prol de suas necessidades. Sem dúvida alguma é um feito nobre, virtuoso, bonito de se fazer, mas “será que as coisas terão sempre de ser assim”? Ajudar alguém é uma virtude, mas é uma coisa bonita para aquele que está ajudando. Se eu ajudo o meu próximo, referencialmente a mim isso foi algo virtuoso; significa que eu fui “alguém bom”, que se compadeceu do meu próximo, e portanto, os créditos são meus. Por isso, ser caridoso é uma virtude em relação a mim. Mas e o mundo? Essas coisas deveriam acontecer/existir neste mundo? Quando alguém está passando necessidade, de forma a depender totalmente da vontade de alguém que ele nem conhece — quando tem sua vida nas mãos da sorte –, não podendo fazer nada por si mesmo… isso é algo bonito/virtuoso para o mundo? Isso deveria existir no mundo? Para o mundo isso é um fenômeno feio.

Não há nada de errado em ajudar o próximo com leite, comida e sabonete. Essas coisas precisam serem feitas enquanto perdurar esse tipo de situação. É uma pena que a comida, o sabonete e o leite sejam coisas que acabam tão rápido. Você pode doar R$100,00 para comprar leite, pão, objetos higiênicos, mas em pouco tempo todas essas coisas terão deixado de existir. Em alguns dias, elas desaparecerão e a situação de necessidade ou fome surgirá novamente. Então será preciso mais outros R$100,00, ou aquelas pessoas irão definhar nas mãos da realidade. Quando chegará o dia em que as pessoas poderão ter condições de fazerem algo por si mesmas, sem precisar ficar dependendo de ninguém? Eu acredito que esse dia pode chegar. Mas a solução, definitavamente, não é somente ficar fazendo doações de dinheiro, roupas, alimentos, utensílios íntimos. Todos esses esforços são materiais. E é a natureza da matéria surgir, passar, e desaparecer.

Surgir, passar e desaparecer – isso acontece com tudo neste mundo: com alimento, bebida, todas as coisas importantes para suprir a necessidade do homem, e, até mesmo, com o próprio homem. O nosso próprio corpo é uma existência efêmera e passageira. Assim como todas aquelas coisas – comida, leite, sabonetes -, em questão de anos o corpo deixa de existir. A nossa Vida existe em meio a todo este contexto material. Nossa Vida está cercada pela materialidade, que surge, acontece, e acaba. O que significa isso? O que a Vida, Deus, está tentando nos “dizer” com todas essas coisas? A Vida não é matéria. Ela está em meio à matéria, mas a Vida em si não é substância material. Só há uma Vida. E a Vida é espiritual. “Estar rodeada de coisas materiais”, de “coisas efêmeras”, é uma pista, um sinal, uma mensagem; nada mais é que um “meio” muito significativo que a Vida tem e se utiliza para nos transmitir algo. Quantos são os que entendem a mensagem? O que a Vida está dizendo é: “Viu? Aquilo passou, mas você ainda está aqui, e, note, você É sem necessitar realmente daquilo, pois aquilo já não existe mais”; a mensagem é essa. A Vida não está na dependência da matéria, não está sequer presa “dentro” da matéria. Ela está fora. A Vida é absolutamente livre de toda e qualquer espécie de coisa que não seja ela própria, é uma existência absolutamente transcendente, imaculável, incontaminável, irremendável e pura. Quando desaparece, a matéria vai-se para sempre. Mas a Vida fica. Fica sempre, exatamente, no único lugar onde ela existe: onde quer que ela exista, é “aqui”. Todas as coisas que surgem e desaparecem passam pelo “aqui”. Não existe outro lugar para elas “passarem por”. A Vida é espiritual. Todas as coisas que são fenomênicas, são matéria. Afinal, o que somos? Nascemos algum dia? Entramos “neste mundo” alguma vez na Vida? Um dia, quando tudo acabar para a matéria, morreremos?

O erro que perpetua e prolifera cada vez mais a dependência de um ser humano em relação a outro, está em dedicar a ele somente esforços no sentido material. Apenas pão, leite, comida e sabonete não são o suficente para resolver a situação. São remédios paliativos: você ministra uma dose hoje, o suficiente para que amanhã o paciente volte com a necessidade de lhe pedir por mais. A doença nunca se cura – apenas é remediada (em doses homeopáticas). Esse tipo de coisa, apenas, não irá mudar ou resolver o quadro ridículo que existe no mundo. Se o mundo continuar agindo assim, nada nunca mudará. O que os homens têm feito é “pescarem” eles mesmos e oferecerem o peixe ao próximo, na esperança de ajudá-los. É necessário que eles ensinem as pessoas a “pescarem” elas mesmas. Não devemos ficar esperando que um dia as coisas resolvam-se sozinhas, ou que sejam resolvidas por Deus. Deus não resolverá as coisas por nós. E Deus não irá um dia voltar numa núvem, cercado de anjos tocando trombetas, como acreditam muitos cristãos, para aniquilar o mal e levar os bons para o paraíso. Os textos revelados no Apocalipse são profecias que realmente irão (ou podem) acontecer, mas tudo o que é dito lá está colocado de forma simbólica. Por isso, mesmo que alguns arguam: “não é necessário resolver a situação de modo definitivo, ensinando-os a pescarem. Apenas continuemos dando-lhes o peixe, porque um dia, Deus virá e porá um fim definitivo em toda esta cruel realidade”, isso é alienação. Não esperem que Deus venha e resolva as coisas por nós. Não devemos deixar com Deus, nem colocar nEle a responsabilidade, porque Ele não é o responsável por tudo o que está acontecendo. O retorno de Deus, a segunda vinda de Cristo, está acontecendo exatamente agora, da mesma forma que o Gênesis também está acontecendo exatamente agora.

O que o homem precisa receber, principalmente, é alimento espiritual. Precisa aprender a saber/identificar quem ele realmente é. O homem é a Vida, que passa pela matéria, mas que nunca se prende ou se torna um escravo dela. O tempo todo ele é livre – livre de todos os acontecimentos bons e maus que existem neste mundo -, não importa o que esteja sendo mostrado pelos acontecimento/aparências deste mundo. Quando o homem toma consciência disto, quando a mente do homem entra em contato com esta percepção, ela se desprende de todos os acontecimentos fenomênicos — principalmente dos acontecimentos malévolos. Ao desprender-se do mal e recuperar sua liberdade inata, seu estado originário — quando o homem recupera o estado mental exatamente na forma em que ele o recebeu de Deus –, o mal começa a se extinguir sozinho. Por que? Porque o mal só existe na mente do homem. Mais do que alimento material, o homem precisa aprender a se alimentar de alimento espiritual. Mas as pessoas que mais precisam de aprender/saber receber alimento espiritual, só recebem benefícios materiais. A Verdade precisa ser expandida ao máximo, até alcançar o entendimento da mente do mundo todo. Assim, as pessoas começarão a perceber que elas são Vida, e que não são dependentes de situações, que não precisam ficar esperando receber alimentos, que a Vida, por si só, sabe como providenciar alimentos, assim como qualquer outra coisa que a pessoa realmente esteja necessitando.

Pediram a Jesus que se alimentasse de comida, mas a eles Jesus respondeu: “Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis”. Quando ele disse: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”, referia-se àquele pão/alimento espiritual, e não a alimentos ou circunstâncias exteriores. Também há um registro onde uma mulher, ao conversar com Jesus, pensou que ele falava à respeito da água que havia dentro de um poço localizado perto deles, mas Jesus disse a ela: “Qualquer que beber desta água (do poço) tornará a ter sede; Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.”. Na Revelação do Apocalipse foi dito: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei eu a comer do maná escondido.”(Apocalipse 2:17). Esse “maná escondido” é alimento espiritual. A Vida não necessita nada, não depende de coisa alguma neste mundo. Essa Vida é Aquele a quem Jesus, por conhecer tão bem e saber tão intimamente, chamou de “Pai”, de “meu Deus e vosso Deus”. Era só isso o que ele queria: que nós conhecêssemos e soubéssemos quem realmente é Deus. E também que, em virtude dessa Unidade nossa, em Deus, nos amássemos uns aos outros. E, nisso, o ensinamento de Cristo está completo. Mas o mundo não conheceu a Deus da forma que Jesus veio nos ensinar. O mundo muitas vezes amou ao próximo, tentou amar ao próximo, mas o fez fora dessa Unidade. Por não compreender a unidade mística e transcendental dos ensinamentos de Jesus, mesmo amando ao próximo, amou-os com a consciência/compreensão de uma vida material, ao invés de espiritual, e nada se resolveu, o mundo tem ficado cada vez pior. Somente amar ao próximo não é o bastante. Pelo menos, não o bastante para resolver de vez as circunstâncias deste mundo. Primeiro é preciso compreender Deus, e a partir daí, a partir Dele, tudo será feito. Deus não é uma entidade que vive exterior a nós. Deus é tudo. Deus é simplesmente a Vida. Onde a Vida estiver, Deus está. Mas quem não conhecer/souber disto, sofrerá as consequências de acordo com sua própria mente.

“Por que te afliges, se o Pai conhece todas as tuas necessidades antes mesmo de as pedirdes”?

Se a humanidade não souber que ela própria é Vida, todo mal que vemos existir neste mundo continuará acontecendo. O mal não é existência real. Ele existe ou parece existir, mas originariamente o mal não existe. Quando Deus criou o mundo, Ele o fez, e viu que tudo era “muito bom”. Deus jamais cria coisas imperfeitas. Mas, após algum tempo, o mal “infiltrou-se” na criação, não porque Deus o tenha criado, mas porque o homem o concebeu em sua mente. Quando estava no Éden, o homem encontrava-se em sua “condição original”, como Deus o tinha feito. E só quando, por meio de sua própria mente, teve pensamentos que o afastaram de sua condição original, é que ele se viu num mundo completamente diferente da criação originária e perfeita. Com a mente, o homem velou a própria consciência. A mente tem o poder de manifestar tudo o que ela reconhece, tornando a criação originária de Deus encoberta/velada – esse é o livre arbítrio do homem. Sabendo disso, tudo o que o ser humano precisa é retirar o véu que foi colocado com a mente. Aquilo que foi velado pela mente deve ser revelado pela Consciência. E durante a história deste mundo, muitos homens vieram aqui, através dos tempos, para nos revelar a Verdade que estava oculta/escondida. Jesus não foi o único, Buda também veio. E não só ele, também Krishna, Abraão, Moisés, Lao-Tsé, Shankara, e todos os místicos em torno dos quais foram reunidos ensinamentos espirituais, vieram para transmitir àqueles que não compreendiam a Verdade de que “o homem é Vida”, a verdade de que o homem é “filho de Deus”.

Todos os ensinamentos espirituais são válidos. Prefiro citar mais Jesus porque é nEle que quase todo mundo do ocidente acredita. Se Jesus não for mencionado, ninguém vai querer aceitar, ninguém irá sequer cogitar a possibilidade de considerar a Verdade “homem filho de Deus”. Mesmo citando Cristo, e colocando-o no foco de todos os ensinamentos, ainda assim será difícil a aceitação por parte dos cristãos. Porque todos estão tão profundamente condicionados/enraizados nas crenças que foram construídas… Os ensinamentos de Cristo não são falsos. As crenças que foram construídas e admitidas sobre os ensinamento de Cristo é que, em parte, são falsas e superficiais. Colocaram Deus lá longe, num lugar inalcançável, e disseram que tínhamos que rezar para Ele. Se fôssemos bons, seríamos recompensados. Aqueles que fossem ruins seriam condenados e iriam pro inferno pelas mãos do próprio Deus. Quem não acreditasse em Deus do modo como era ensinado, era um traidor, um pecador. Instituíram uma firme crença no pecado e até criaram teorias, argumentações e sistemas lógicos para justificar sua existência (fruto do conhecimento!). O pecador até poderia ser salvo (afinal, Deus era infinito Amor, infinita bondade, infinito perdão), se voltasse a se comportar e crer dentro dos moldes nos quais o ensinamento de Cristo era propagado. Para ser salvo, precisaria atender a algumas condições. “Deus impõe condições para salvar o homem”. – Isso é o que está alojado dentro da mente de muitos cristãos. Mesmo mostrando a Verdade através do Cristianismo, muitos resistirão, pois suas mentes estão carregadas de culpa. “Se deixarmos de crer da forma como o fazemos, acabaremos no inferno”, isso é o que está plantado no fundo da mente consciente e inconsciente, individual e coletiva, da maioria dos cristãos. Se eles não entenderem a Verdade, terão de experienciar suas vidas conforme a natureza da crença que existe em suas mentes. Se a crença for boa, o que se seguirá será bom. Mas se a crença for voltada mais para o lado negativo — do medo, do pecado, da doença, do sofrimento, da violência, da morte, da escassez (o que tende a acontecer, pois essa é e será a tendência da mente coletiva até o dia em que a maioria da humanidade mudar de pensamento e reverter esse quadro) –, o que se seguirá será condizente com a natureza de suas crenças. De qualquer forma, seja a crença boa ou má, ela é uma “ilusão”, é um “conhecimento” obtido quando o homem escolheu comer do “fruto da árvore do conhecimento”. A Verdade está além de qualquer crença; ela não necessita da força de “crenças” para existir – só aquilo que é ilusão necessita de crença. A Verdade existe por si só. É ela que Jesus ensina o homem a viver — não uma crença, mas a Verdade.

Jesus disse de si mesmo: “Eu e o Pai somos Um”. E nos ensinou: “Pai nosso…”. Ele não disse “Pai meu, que cuida do resto da humanidade”, mas ensinou-nos a orar chamando a Deus por “Pai”. Jesus também disse a nós: “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus”. E em sua última oração junto com os discípulos, no Evangelho de João, cap.17, Jesus ora no sentido de que todos nós sejamos um.

“Para que TODOS sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que TAMBÉM eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.”

Essa Unidade vem sendo pregada em todos os tempos, em todos os lugares, e ninguém compreende ela. A maioria sequer dá “atenção” a ela. Se o mundo não conhecer a unidade existente entre “Deus e o homem” e entre “o homem e o seu próximo”, tudo o que vimos acontecendo até agora continuará a acontecer. Aliás, a tendência delas será piorar conforme a mente humana for sendo concentrada e fixada cada vez mais no mal, acreditando ser ele uma existência real. E Deus nunca irá “voltar” para pôr fim a este mundo injusto. A volta de Deus significa apenas a compreensão da Unidade pelo homem. Quando o homem compreende a Unidade, ele compreende Deus e realiza Deus. E essa é a segunda vinda do Cristo. Assim, Deus pode estar voltando para mim, hoje, mas não para você. Você verá a segunda vinda de Jesus quando compreender que tudo é Um. Se só existe Um, só existe Deus. E se só existe Deus, você finalmente entrou no lugar secreto que Jesus chamou “Reino de Deus”.

“O Reino de Deus não é deste mundo.”

A maior obra de caridade que pode ser feita em favor do nosso próximo é trabalhar no sentido de que ele “veja” a segunda vinda de Cristo. Eu realmente acredito no potencial do resultado que o conhecimento espiritual pode provocar. Sei que a verdadeira transformação do mundo não irá decorrer de guerras, revoluções sociais, mudança de sistema econômico, caridade de bens materiais… nada disso irá resolver o problema. Não me importo de fazer doações e de ajudar ao próximo, mas eu sentiria culpa dentro de mim se minha atividade consistisse somente em fazer “ofertas materiais” aos outros. Sem dúvida, esses atos seriam atos de amor, expressariam amor, mas é a Verdade que precisa ser conhecida. O homem precisa conhecer com a mente a Verdade, e a partir deste conhecimento mudar a própria mente. Se não houver uma mudança mental, pode existir o sistema econômico que for — a mente irá projetar neste mundo uma situação condizente com aquilo que ela concebe. Se o homem abriga “medo”, “violência”, “pobreza” no fundo de sua mente, podem ser tirados do poder todos aqueles que exploram os “mais fracos” e colocarem outras pessoas em seus lugares. Podem substituir o sistema capitalista econômico por um outro que seja melhor planejado e mais justo. Mas a mente encontrará uma forma de continuar fazendo aparecer tudo o que existe lá dentro dela. Se a mente da humanidade for mudada, não será preciso sequer trocar de sistema econômico, as coisas darão um jeito de se ajustar dentro do próprio sistema capitalista. O que importa não é o exterior, mas o que existe “dentro”. Brincar com o exterior é ilusão, pois o exterior é “sombra”. O que libertará a humanidade é somente o conhecimento da Verdade de que “o homem é Vida”, “o homem é filho de Deus”, um ser originariamente livre, absolutamente liberto. Em seu estado original, o homem encontra-se em sua natureza búdica, ele é o Cristo, a Verdade. “A Verdade liberta” – outra frase célebre de Jesus. Somente a Verdade é livre. Sendo o homem a Verdade, ele é livre, e já vive no Reino de Deus.

” Também vós, deste mundo, não sois”

Por isso, este é o meu trabalho principal, e será até o fim dos meus dias neste mundo – viver pela Verdade. Não importa se eu A tenha realizado ou não dentro de mim, a minha vida será dedicada à Ela. Além da Verdade, nada mais realmente me importa. Amarei a Deus e a meu próximo, principalmente, através da Verdade. E espero que este texto um dia frutifique, incentivando as pessoas ao mesmo feito — sem nunca deixar de ajudar aos outros usando os meios materiais, pois isso ainda é algo bastante necessário no mundo como ele se encontra –, mas esforçando-se para transmitir ao próximo o conhecimento da Verdade. Se isso acontecer, a minha vida neste mundo terá valido muito a pena.
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IMPORTÂNCIA

  • IMPORTÂNCIA
Eckhart Tolle
  • Muitas coisas podem ser importantes na sua vida, mas apenas uma tem importância absoluta.
É importante vencer ou fracassar aos olhos dos outros. É importante ter ou não ter saúde, estudar ou não estudar. É importante ser rico ou pobre – certamente isso faz diferença na sua vida. Sim, tudo isso tem uma importância relativa, mas não absoluta.
Existe algo mais importante do que todas essas coisas: é encontrar a essência do que você é para além dessa entidade de curta duração, que é a noção personalizada do “eu”.
Você não encontra a paz reorganizando os fatos da sua vida, mas descobrindo quem você é no nível mais profundo.
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