Sempre que alguém me pergunta: “Que é a Verdade”, respondo o seguinte: “A Verdade é VOCÊ sem ego”. Jesus disse: “Se quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz, venha e me siga”. Que é seguir a Jesus? Por ele ter dito: “Eu sou a Verdade”, deduz-se que segui-lo, significa fazermos a mesma afirmação: “Eu sou a Verdade”. Como ele explica que esta frase é verdadeira se “negarmos a nós mesmos”, o que podemos entender, é que “seres humanos não são a verdade”. Que são eles? Aparências! Crenças ou imagens hipnóticas que, deixadas de lado, nos fazem discernir o Cristo, ou a Verdade que somos.
Se grafarmos o número 10 e perguntarmos o seu valor, ouviremos que ele vale 10; se grafarmos 01 e fizermos a mesma pergunta, ouviremos que vale 1. O zero à esquerda figuraria sem nada valer. Assim é o suposto “ser humano”; figura na “aparência de existência” sem que tenha qualquer valor! O valor está no “Cristo”, assim como em 01 o valor está no 1. A negação do valor do “zero à esquerda” não requer esforço algum! Nada é; nada vale! O mesmo se dá com o suposto “ser humano”, “ego” ou, em linguagem bíblica, “homem natural”: não é substancial: apenas figura como “zero à esquerda”, enquanto a Verdade Se manifesta como o Cristo- Substancial que somos. Você, exatamente agora, é a Verdade sem ego! “Despir-se do velho homem e seus feitos”, como disse Paulo, nada mais é que “negar-se a si mesmo” como alguém das aparências, assim como a nulidade do “zero à esquerda” já constitui o fato presente e verdadeiro. Aquele que, apesar de “ver” sua “aparência” em suposto mundo material, puder descartá-lo, como faria com o “zero á esquerda”, terá, como foco de sua atenção, unicamente a Verdade, o Cristo Eterno, sua Identidade perene, imutável e perfeita! Este terá seguido a Jesus, e terá conhecido a Verdade a ponto de dizer convictamente: “Eu Sou a Verdade”.
O suposto “mundo material” aparenta existir; porém, ele não existe! Um sonhador, durante o sonho, também pensa lidar com aquele “mundo do sonho”, ou seja, aquele mundo aparenta existir para ele. Quando desperta, foi-se aquele mundo! De onde ele havia surgido? De lugar algum! Havia um “sonho” e não um “mundo”.
As pessoas que se alegram com algo “deste mundo” são as que acreditam no que “aparenta existir”, mas que não existe! Os discípulos de Jesus, por exemplo, se mostravam felizes, por terem expulsado demônios, mas, diante desta alegria ilusória por eles demonstrada, Jesus os corrigiu: “Alegrai-vos por vossos nomes estarem arrolados nos céus”, que, de fato, significa que “nosso nome” é “Eu Sou”, o Nome de Deus.
Quando contemplamos esta “Alegria Verdadeira”, que não sofre os altos e baixos das crenças da “aparência, tornamo-nos imunes aos “pares de opostos” tais como “alegria e tristeza”. Isto porque o Fato de termos“o nosso nome arrolado nos céus”, é Verdade Absoluta! Fato permanente da Realidade eterna! Portanto, o que Jesus estava dizendo, realmente, aos seus discípulos, era que a “expulsão de demônios” era mera crença humana, a arcaica crença em “dois poderes”, enquanto a Verdade é a Onipotência expressa universalmente, sem flutuações, onde nossa “Alegria” é verdadeira! Verdadeira e perene!
A permanência das obras de Deus constitui o fundamento para que nos desvencilhemos das crenças em “existência terrena mutável”, que se alternam entre imagens de prazer e dor. Não há sofrimentos em Deus, que é TUDO! Decorrente disso, podemos meditar e reconhecer a natureza falaciosa de tudo que a suposta mente humana nos mostra, onde problemas e sofrimentos sempre aparecem como “sugestões hipnóticas” para que as desmantelemos pelo reconhecimento do “Poder do Cristo,” que é a Onipotência sendo o “Poder de SER” que constitui nossa real Identidade eterna.
A prática da Verdade requer atitudes radicais, uma vez que, se aceitarmos as “sugestões hipnóticas” como realidades, o “sofrer da ilusão” parecerá contar com nossa presença, o que é um absurdo total! Deus é o Ser que somos! De modo geral, o estudo nos requer períodos contemplativos em que reconheceremos a Onipotência do Cristo que somos. “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp, 4: 13). Este “Poder” é o que somos, “sendo a Onipresença”, a qual exclui “outras presenças” a serem enfrentadas. “Não resistais ao maligno”, disse Jesus neste mesmo sentido.
As “contemplações” do Poder que nos fortalecem nos farão conscientemente discernir espiritualmente a totalidade de Deus. Em cada ponto de SI MESMO, Deus é Onipotente; desse modo, onde Eu Sou, Deus é! E esta Verdade universal, reconhecida, é a anulação da suposta “existência humana”. Afora os períodos contemplativos, estaremos vivendo naturalmente nosso dia-a-dia, e, caso nos surjam repentinamente as chamadas “sugestões mentais agressivas”, na forma de pensamentos negativos ou imagens desarmônicas, que sabemos serem apenas de natureza hipnótica e sem poder, imediata e rapidamente deveremos rechaçá-las pelo que são: o “nada” tentando se fazer passar por algo real.
Aquele que se dedicar a praticar a Verdade desta maneira “estará no mundo sem pertencer-lhe”, isto é, estará identificado com o Poder do Cristo e estará imune ao “sofrer da ilusão”. Como disse o apóstolo Paulo, “Cristo é tudo em todos” (Col. 3, 11). Nossa permanência nesta Verdade nos faz viver como “Obra Permanente de Deus”, sem que nos permitamos mover mentalmente em função de ILUSÓRIAS “imagens” exibidas pela chamada “mente humana”.
Em “Ciência e Saúde”, à página 365, escreve a Sra. Eddy: “Se o Cientista Cristão alcançar seu paciente pelo Amor divino, a obra de cura se realizará numa só visita, e a moléstia se desvanecerá, voltando ao seu nada inicial, como o orvalho sob o sol da manhã. Se o Cientista tem bastante afeição cristã para conseguir seu próprio perdão e tal louvor como o que a Madalena recebeu de Jesus, então ele é bastante cristão para exercer a prática científica e tratar seus pacientes com compaixão; e o resultado corresponderá à intenção espiritual”.
Deus é Amor e Deus é Tudo. Assim, “alcançar o paciente pelo Amor divino” significa estarmos “sem ego” e totalmente envolvidos com a Onipresença do Amor divino. Estar “sem ego” significa nos vermos “despidos do homem natural e seus feitos”, renascidos como “nova criatura em Cristo”. Este estado de graça é o estado atual do verdadeiro Ser do homem, que é Deus. Não é a suposta “mente humana” o agente curativo, mas sim o Cristo que somos, a Verdade manifesta como o Filho de Deus que somos. Portanto, a dedicação não está em empregarmos poderes mentais humanos, mas sim em empregarmos a Mente de Cristo que temos, contemplando-a já no lugar das ilusória “mente carnal”.
O “arrependimento” verdadeiro não está em meramente trocarmos o conteúdo mental humano errôneo por outro supostamente “arrependido”. Não somos “mente humana”, mas sim o Filho de Deus que é sumamente perfeito em sua unidade com o Pai perfeito. Esta “troca essencial” é nosso posicionamento radical em Deus, no Amor divino, em que nos contemplamos “perdoados” pelo Cristo em nós, ou seja, o nosso reconhecimento pleno de que a Verdade é a totalidade da Existência, que nos inclui a todos, praticistas e pacientes, na Expressão única do Deus único.
Durante a “Prática do Silêncio”, contemple o Amor divino alcançando o Universo infinito, parte a parte, sem exceção; em seguida, contemple o Amor divino alcançando a “sua” existência por inteiro, e, igualmente, alcançando a existência do suposto “paciente”. Reconheça que não há ponto algum fora do alcance do Amor divino, que é Amor onipresente. Além disso, como diz a “Chave de Ouro”, de Emmet Fox: não reconheça Deus e algum problema, mas sim Deus no lugar do problema, isto é, o Amor divino no lugar de qualquer que seja a ilusória alegação de imperfeição.
A Verdade deve ser praticada desta forma, ou seja, acima das palavras e pensamentos, e exatamente onde espiritualmente discernimos a Onipotência onipresente do Amor divino.
DEUS É TUDO – quantas vezes esta premissa veio sendo repetida em diversos textos sobre a Verdade! A expressão “DEUS É TUDO” pode ser traduzida como sendo o “Infinito Se expressando sem desejos”, ou seja, a Plenitude É! Este é o “Referencial da Luz”, o enfoque absoluto da Verdade, que parte da Onivisão e jamais da limitada e fraudulenta “percepção humana”.
Muitos deixam de desfrutar a “Glória da Unidade” por se deixarem prender às supostas “carências” que a mente humana apresenta como fatos verdadeiros, mas que não passam de “hipnotismo”. Joel S. Goldsmith disse o seguinte: Desejar alguma coisa ou alguma pessoa significa permanecer na roda da existência humana. O que você deveria querer, e tudo que pode legitimamente demonstrar, é uma maior percepção consciente do Cristo. Se você tivesse a compreensão da presença de Deus, você possuiria um bem infinito; mas quando você busca uma demonstração que não é a presença de Deus, você está meramente tentando demonstrar a limitação, e é exatamente o que conseguirá fazer. Se, contudo, você estiver vivendo segundo os princípios de O Caminho Infinito, compreenderá a natureza infinita da vida. Neste caso o homem deixa de estar sob a influência da lei, mas vive em estado de graça, um modo ilimitado de viver.
Não se deixe fisgar pela “crença hipnótica”, que o limita e o faz desejar “pedacinhos de aparência”, enquanto você é UM COM O INFINITO! Rompa qualquer vínculo aparente com a suposta “mente humana”, que dá cobertura às ilusórias influências mesméricas de falta ou limitação; então, meditando corretamente, contemple o Infinito Se expressando sem desejos; o lugar em que VOCÊ ESTÁ, é onde o Infinito Se expressa como VOCÊ!
Há pessoas que ficam confusas diante de palavras que os textos metafísicos apresentam como “algo a fazer”. Se for dito, por exemplo, que “aquele que transcende a matéria conhece a Verdade”, se a pessoa se enroscar no “ter de transcender”, ela ficará agarrada à “missão impossível”, ou seja, à errônea ideia de que “mente humana gera iluminação espiritual”. O verbo “transcender” significa, neste estudo, cada um “simplesmente ser”. Deus É; assim, Eu Sou!” E fim! A Mente única é este processo “desperto”, que constitui o “verdadeiro Ser” do homem.
Masaharu Taniguchi escreveu o seguinte: “O que pretendo dizer é que transcendi a “teoria da formação do Universo pela Verdade Absoluta”, a “advertência de Deus”, a “cura de doença por Deus”, a “criação de doença por Deus”, a “treva sagrada”, a “luz pálida” etc. e alcancei o mundo onde não existe nem doença, nem infelicidade, nem “treva sagrada”, nem “luz pálida”. Não vou agora comentar em detalhes, porque discorri sobre isso no 20º volume (A VERDADE DA VIDA), sob o título de “Negação do corpo carnal e da matéria”, do qual transcrevo uma parte: Finalmente encontrei Deus e também o meu Eu verdadeiro. Compreendi que o meu Eu verdadeiro era a própria Vida Eterna, que transcende não só o mundo fenomênico, que é projeção da mente, como também a mente que o projeta”. Dessa forma, finalmente toquei a Vida que flui eternamente. Eu me encontrei no mundo em que não existe doença”.
Que está aqui sendo dito? Que “transcender” é “simplesmente SER”. Durante as “contemplações da Verdade”, solte-se neste Fato eterno de que VOCÊ existe, de que DEUS existe como seu Eu. Estar “solto” e, ao mesmo tempo, “imerso” neste Fato eterno, significa “transcender” o irreal “mundo de aparências” para “ser” quem VOCÊ JÁ É!
Em Jeremias, 5: 21, 22, encontramos: “Ouvi agora isto, ó povo louco e sem coração, que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvidos e não ouvis. Não me temereis a mim? – diz o Senhor, não temereis diante de mim, que pus a areia por limite ao mar, por ordenança eterna, que, ele não traspassará? Ainda que se levantem as ondas, não prevalecerão; ainda que bramem, não a traspassarão”.
As revelações são dadas em forma de símbolos, sem jamais retratarem algo terreno ou de natureza material, que é ilusão. A “areia” representa a Consciência iluminada que somos, que constitui o limite ao “mar” de crenças materiais. Ainda que se “levantem as ondas”, não prevalecerão. As “ondas” são os aparentes problemas ou males que saltam das crença falsas e ameaçam nos atingir. Que são elas? Meras “imagens hipnóticas” que, “ainda que bramem”, não têm realidade ou poder para avançar os limites divinos em que vivemos livres como “Emanações de Deus”. Em outras palavras, a ILUSÃO pode se mostrar ruidosa e ameaçadora, mas é puríssimo “nada”, e é assim que deve ser encarada de frente, e de forma radical.
O povo “cego e surdo” é o povo “sem coração”, aquele que desconhece o Sentido Espiritual e se deixa levar pelas ilusões dos supostos “sentidos materiais”. A Verdade é que a Realidade está além do alcance da suposta “mente humana”. A Seicho-No-Ie diz: “A Realidade transcende os cinco sentidos, transcende inclusive o sexto sentido e não se projeta à percepção do homem”. Enquanto alguém se apegar ao que os “sentidos humanos” captam, estará sendo “cego e surdo”, ou seja, estará no Reino de Deus e, apesar disso, vendo unicamente “miragens” em lugar das reais existências eternas! Volte-se a “Mim”, à sua Consciência iluminada! Esquive-se das “imagens hipnóticas”, todas falsas e insubstanciais, e contemple o Fato eterno, que é DEUS SENDO TUDO!
A Vida espiritual parte da premissa de que TUDO É DEUS e que somos “um” com Ele.
2.
Pela manhã, ao meio-dia e à noite, reserve alguns minutos para reconhecer que sua UNIDADE COM DEUS já está consumada.
3.
Aguarde o desenrolar do dia a dia crendo piamente que a Fonte ÚNICA de suprimento (em qualquer setor) é Deus que está UNO com você. Os canais de suprimento não são a Fonte. “A Graça divina nos basta”.
4.
Viva cada momento como sendo o ÚNICO, sem deixar a mente se voltar ao passado ou a apreensões quanto ao futuro. TUDO É AGORA, e é AGORA que Deus está UNO com você.
5.
Não pretenda doutrinar quem está desinteressado na Verdade. Viva a Verdade você mesmo, permanecendo como Luz à espera de quem o procura. A Verdade é para ser buscada por alguém; jamais deve ser empurrada para os outros. O interesse vem de dentro de cada um, e todos são UM COM DEUS, o que garante o suprimento natural de todos, sem que você tenha responsabilidades humanas para com alguém.
6.
Saiba que “nada acontece por acaso”. Ao reconhecer sua UNIDADE COM DEUS, estará confiando que tudo se dá para que o melhor lhe aconteça, MESMO que aparentemente as coisas não estejam muito claras e compreendidas, em termos de raciocínio humano.
7.
Saiba que uma SABEDORIA INFINITA controla o Universo mediante uma LEI IMUTÁVEL DE HARMONIA que a tudo abrange. Basta-lhe entrar em sintonia com Ela, e sentir o sentido da UNIDADE ESPIRITUAL também em sua vida prática.
8.
Elimine ideias de autocondenação. “O Pai a ninguém julga”. Você merece tudo pela Graça divina, pela sua natureza espiritual, e pela Verdade de que realmente DEUS É TUDO.
9.
A percepção de ser UM COM DEUS o deixa em ampla atividade, sem que se sinta responsável pelas coisas “deste mundo”. A Vida pela Graça é aquela em que “o Pai em MIM faz as obras”.
10.
Viva consciente de que o Universo real é “obra consumada” e também permanente de Deus, e que “permanecer em Mim”, em sua UNIDADE COM DEUS, é “conhecer a Verdade que o torna livre”.
“Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar”, em termos absolutos, é não admitirmos “outra existência” ao lado do Infinito que é Mente inteligente. A Inteligência divina cobre toda a Realidade, e esta Inteligência é amor e perfeição imutáveis.
Tudo que é real é a Inteligência divina Se expressando “como”, ou seja, se VOCÊ é real, VOCÊ é a Inteligência infinita Se expressando “como” VOCÊ, e assim se dá com toda a Existência.
Mary Baker Eddy escreveu o seguinte: “Desde o começo até o fim, a suposta coexistência da Mente com a matéria e a mistura do bem com o mal resultaram da filosofia da serpente. As demonstrações de Jesus separam a palha do trigo e revelam a unidade e a realidade do bem, ou seja, a irrealidade, a nulidade, do mal”.
O que Jesus fez, foi desprezar o pretenso poder das supostas evidências materiais, contando com o “testemunho de Deus” para interpretar os fatos verdadeiros. “O Pai em mim faz as obras”, dizia. O mesmo cabe a cada um de nós fazer: diante das crenças no bem e no mal, deixamos “o Pai em nós”, – a Consciência iluminada sendo a nossa – traduzir corretamente os fatos de cada agora como a absoluta expressão do Bem que é Constância Eterna, o Bem que desconhece opostos, o Bem que somente “coexiste consigo mesmo”, por ser TUDO!
Não lute com as “evidências” mostradas pela suposta mente humana! Aceite a presença do Bem permanente no âmago de todas elas! Deixe Deus, que é a Inteligência infinita expressa como VOCÊ, livremente dar a real tradução dos fatos, o testemunho da Verdade de que o Bem absoluto, a despeito de quaisquer aparências em contrário, está sempre presente.
A ilusão, mesmo aparentando existir, não existe! Sendo assim, não pode perdurar! A permanência das obras de Deus é a garantia de que toda ilusão, que parece perdurar, é NADA!
Estudar a Verdade é saber lidar com a Realidade e com a ilusão, ou seja, não confundir a mentira com o que é verdadeiro. O Sol aparenta nascer no horizonte a cada manhã; porém, esta visão do fato é ilusória! O fato é que a Terra é que gira ao redor do Sol. Dizer que “a ilusão perdura” é desconhecer o fato real. Teria sentido alguém esperar que o Sol deixasse de nascer no horizonte? Jamais este fato ocorreu ou ocorre! Acreditar nele é ilusão! E dizer que “ela perdura”, é dizer que uma ocorrência que é “nada” persiste em permanecer! É comum alguém afirmar: “Eu medito sempre, emprego os princípios corretamente, MAS A ILUSÃO PERDURA!” Seria realmente possível ocorrer algo assim?
A ilusão se desfaz “dentro de você”, isto é, no instante em que você, tendo o conhecimento da Verdade, tira a atenção total da ocorrência inexistente, – o Sol nascendo no horizonte – para serenamente “contemplar” o fato real – a Terra girando em torno do Sol.
Quando o ensinamento absoluto diz que devemos “descartar a ilusão” e nos volvermos à TOTALIDADE DE DEUS, o sentido é exatamente este: deixarmos de dar crédito a “acontecimentos falsos” para honrarmos a Deus, reconhecendo Sua Presença como Oniação onipresente, ou FATO VERDADEIRO, sem nos prendermos a mais nada! Não há mais nada ao lado de Deus!
Para praticarmos o “silêncio contemplativo” com eficiência, a palavra “ilusão”, empregada na Metafísica, precisa ser plenamente entendida. “Supor existente o que é inexistente, nisto consiste a ilusão”, diz um texto da Seicho-No-Ie. Esta definição nos basta! Mas, precisa ser praticada em seu sentido mais profundo!
Analisemos o seguinte: se estamos supondo que “algo não existente está existindo”, o quê, DE FATO, é existente? E, existente onde?
A Realidade é a PERFEIÇÃO sempre existente! Onde? AQUI MESMO! NÓS SOMOS A PERFEIÇÃO EM SI! Por que não A vemos? Por estarmos “vendo o inexistente”. Vendo uma ILUSÃO! Vendo “seres humanos nascidos”, enquanto “o Cristo está conosco desde o princípio” na qualidade de Verdade, de nosso Ser Real!
Jesus disse: “Vim para que os que viam fiquem cegos e para que os que não viam passem a ver”. Em outras palavras, “Vim para acabar com a ilusão”. Porém, dito assim, a impressão muitas vezes é a de que “existe a ilusão”. Tanto é, que muita gente vive a me perguntar: “Como surgiu a ilusão?”
Se a definição de “ilusão” for entendida, não somente aparecerá a resposta como também sumirá a pergunta!
DEUS É TUDO! Se alguém estiver supondo haver “algo além de MIM”, o Eu Infinito perfeito e ÚNICO, esta suposição “constitui” a ILUSÃO!
Para quê meditamos? Para RECONHECER estes fatos espirituais! No estudo do Absoluto, é revelado que O QUE JÁ É, É INFINITAMENTE MELHOR E SUPERIOR AO QUE GOSTARÍAMOS QUE FOSSE. Se orássemos para que “algo melhorasse”, estaríamos orando com “ILUSÃO NA MENTE”, e, assim, a eficácia da oração estaria comprometida!
Como devemos orar? Reconhecendo que a suposta “situação a ser melhorada”, vista pela mente humana, é uma ILUSÃO! Mera SUPOSIÇÃO, e sem fundamento, de que O INEXISTENTE EXISTE! Em seguida, devemos reconhecer que esta SUPOSIÇÃO FALSA desaparece quando NÓS deixamos de SUPOR, ou seja, a “ilusão” revela sua inexistência quando NÓS a deixamos de lado como sendo NADA, enquanto nos dedicamos à PERCEPÇÃO daquilo que REALMENTE EXISTE!
O QUE JÁ É, É DEUS! DEUS É TUDO! PERFEIÇÃO ABSOLUTA, ONIPRESENTE E ONIPOTENTE! SOMENTE NESTE ENTENDIMENTO, PODEREMOS DISCERNIR QUE DEUS ESTEVE SEMPRE SENDO ELE PRÓPRIO COMO CADA UM DE NÓS!
O QUE JÁ É, É INFINITAMENTE MELHOR E SUPERIOR AO QUE GOSTARÍAMOS QUE FOSSE.
O reconhecimento da Verdade, que, resumindo, é a aceitação radical da Presença de Deus como TUDO, provoca a demolição aparente das falsidades aceitas coletivamente, chamadas de ILUSÃO. Não existe ILUSÃO em Deus e não existe Deus em ILUSÃO. Desse modo, esta percepção contínua a que o estudo da Verdade nos conduz, vai retirando o endosso cego que dávamos a tais “crenças falsas”, e, em vista disso, seus quadros aparentemente começam a se movimentar e ruir, processo chamado de “desintegração da ilusão”.
A “ilusão” é um quadro falso retido também na falsidade chamada “mente humana”. Quando recebemos a revelação de que “Deus é a Mente única”, que “temos a Mente de Cristo”, que “a Consciência iluminada é nossa única Consciência”, a Verdade é reconhecida pela nossa adesão plena a seus princípios, e a chamada “mente humana” , aos olhos do mundo, passa a ser meramente um “espelho” de reflexão temporal e finita da Realidade espiritual. O chamado “mundo material” não existe! Não passa de ILUSÃO! E é este conhecimento que o impedirá de se identificar com o “ser humano” apresentado no “cenário material” como sendo você. Jamais você esteve sendo aquela “aparência” refletida no “espelho” da mente ilusória! Sempre Deus esteve sendo TUDO, e sendo VOCÊ! Acreditar que as mudanças vistas na “desintegração da ilusão” sejam algo relacionado com o Ser que VOCÊ É, se compararia a alguém que estivesse se mirando num espelho, nele fosse jogada uma pedra que o quebrasse, e a pessoa achasse que também ela teria participado daquela ruptura! Mas a verdade é outra: jamais ela esteve na “imagem refletida”, e, unicamente uma “aparência” ali se mostrava, e que era uma imagem sem substância e sem presença real.
Ilusão é irrealidade; nunca foi “mundo verdadeiro”, razão pela qual Jesus afirmou que “este mundo é do pai da mentira”. Desvincule-se da mentira e viva a Verdade! A Verdade é Deus sendo VOCÊ! Convicto desta sua condição permanente, aconteça o que acontecer no suposto “mundo material”, sua atenção ficará em VOCÊ MESMO, em sua Consciência iluminada, sem se deixar arrastar pelas imagens que vêm e vão no “espelho da ilusão”. Algo bem semelhante àquela pessoa, frente ao espelho, vendo sua imagem ser despedaçada pela pedra nele atirada, mas se conservando totalmente convicta do fato real: “nada aconteceu comigo!” Ilusão é ilusão! Jamais VOCÊ participa de “ilusão” ou de “desintegração de ilusão”. DEUS É TUDO! ILUSÃO É NADA!
A confiança absoluta na Verdade de que DEUS É TUDO deixa-nos livres e despreocupados com tudo que as “aparências” possam nos mostrar. Quando alguém diz não estar com toda esta confiança, significa que se deixou envolver com as falsas crenças mesméricas deste mundo; mesmo assim, tais crenças continuam sendo falsidades e suas supostas “influências” são integralmente “sugestões mentais agressivas”, como diz a Ciência Cristã.
Em João, 14: 27, encontramos: “Deixo-vos a paz, a minha paz; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Esta citação revela o Cristo pacífico sendo nossa Vida eterna. Quando aparentemente encontrarmos dificuldades em meditar com tranquilidade e destemor, diante dos “quadros falsos” sugeridos pela “crença coletiva”, em vez de nos irritarmos ou lutarmos com estas crenças, que tentam atrapalhar as meditações, devemos, primeiramente, contemplar a “Paz do Cristo”. Aceite-se estando preenchido por esta Paz que “excede o humano entendimento”, sem pressa e totalmente receptivo a esta percepção. A Paz do Cristo é permanente em você; a “contemplação” unicamente a colocará sob “foco de observação”. Desse modo, totalmente imerso na Paz absoluta, e em unidade com ela, poderá, em seguida, dar seguimento normal à meditação, em total e absoluta serenidade, sem “se turbar e sem se atemorizar”.
A “ilusão”, para induzir alguém a acreditar em suas crenças falaciosas, conta com sua aceitação de que “Deus é um, e você é outro”. A partir dessa aceitação, os sentidos ilusórios passam a desenhar infindáveis quadros falsos, na certeza de estarem convencendo este “alguém” de que tais quadros são existência real. É quando ouvimos frases do tipo: “Isto pelo que eu estou passando é desintegração da ilusão? Ou será por eu não ter meditado corretamente para a Verdade Se manifestar? A pergunta é: Que “eu” é este? Existe “eu” separado de Deus em algum lugar? Se na teoria sabemos a resposta, ou seja, não há “outro ao lado de MIM”, isto precisa ser aceito, reconhecido e contemplado como Fato absoluto, real e já presente!
Note bem: não existe “alguém” para acreditar na “ilusão”; isto porque DEUS É TUDO, e não há como Deus ser iludido! Desse modo, sua ação deste agora é simplesmente contemplar esta Verdade: Deus e Você são a Vida única e inseparável; nunca há, em vista disso, “alguém” com problema, orando a Deus para “esperar dEle” uma solução!
Há quem reclame demora, no atendimento de suas orações; entretanto, o erro está em acreditar em “tempo para resolvê-los”, por estar a mente presa à dualidade, isto é, “eu estou orando a Deus e “contando com a resposta dEle”…
A Verdade é um Princípio radical e absoluto: DEUS É TUDO, DEUS É O INFINITO, EU SOU O INFINITO! Não há, jamais, a possibilidade de VOCÊ ESTAR SEPARADO DE DEUS! Contemple radicalmente esta Verdade, na Paz “que excede o humano entendimento”, sem acreditar na “separatividade ilusória”, que é NADA!
As crenças em dores e sofrimentos geram sensações tão aparentemente convincentes, que a humanidade endossa coletivamente esses males tratando-os como realidades. Esta é a prova de que a maioria desconhece a Verdade! E sem levarmos em conta ensinamentos que ainda dão sentido a dores e sofrimentos, como se além de reais, fossem úteis para a elevação da alma e outras ideias semelhantes.
Ficou famosa a frase de Jesus: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”; portanto, é evidente que a humanidade deve buscar este conhecimento, em vez de levantar teorias e doutrinas que justifiquem uma suposta vida de dores e sofrimentos. Esta Verdade, que nos liberta, é a Verdade que revela a Deus como TUDO, inclusive o homem. Como Deus é o Ser que somos, o que experienciamos, é o que Deus É, e somente o que Deus experiencia. Esta aceitação radical exclui a aceitação de dores e sofrimentos, e vai muito além desta exclusão limitada! Trata-se de uma aceitação que exclui integralmente a aceitação de “humanidade”, de “existência mortal” ou de “mundo terreno”.
Certa vez, perguntaram a Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, algo assim: “Por que a senhora ensina que a doença não existe, em vez de ensinar que o mundo material inteiro não existe?” E ela respondeu: “Para as pessoas irem aceitando aos poucos que a matéria não existe”. Já o ensinamento absoluto é radical: exclui por inteiro o chamado “mundo fenomênico”, e permanece “em MIM”, isto é, na Presença única e total de Deus.
A Vida é o Cristo que somos! Nunca fomos “aparências” e sim a Realidade eterna na forma de indivíduos! Medite e contemple o Cristo que é VOCÊ! A Emanação perfeita do Pai, que Se exprime como “seu” Eu. Mesmo que o mundo pareça existir em suas dores e sofrimentos, a Verdade da Onipresença do Amor e Harmonia absolutos é a VERDADE! Não faça com que as “crenças falsas” em dores e sofrimentos contem com seu endosso jamais! São sensações hipnóticas e mais nada! Não dê a elas uma realidade que jamais possuem! Isole-se internamente destas “sugestões”, e “habite no Esconderijo do Alttíssimo”, que é a Consciência iluminada que VOCÊ É; e então, “ali” fique “respousado à sombra da Onipotência”, como declara a Bíblia.
A “Prática da Presença de Deus” é em que consiste o estudo da Verdade. Deus é Tudo, e, portanto, estamos na Sua Presença e sendo esta Presença.
Uma maneira eficaz de darmos início às nossas contemplações da Verdade é admitirmos, a priori, que “temos a mente de Cristo”; a partir disso, reconheceremos que “estamos na Presença de Deus”, ampliando este reconhecimento através de um “discernimento contemplativo” de que o Infinito iluminado é o Reino de Deus em que agora vivemos, e que inexiste matéria ou “outra mente” que pudesse captar algo que não fosse Deus. Perceberemos a fundo que “estamos na Presença de Deus”, uma vez que Deus, somente, é Presença real! Reconhecido o Fato eterno da “Onipresença de Deus”, e de que nEla já estamos, perceberemos que “somos esta Presença”, ou seja, admitiremos a Verdade como de fato verdadeira, dando este radical testemunho : “Eu Sou a Presença de Deus”. Isto deve ser afirmado e intuído simultaneamente! Jamais afirme uma Verdade para que ela “se torne” verdadeira! A Verdade É! Por isso é que “estamos em Deus” e “somos Deus”.
Dedique-se a praticar desse modo a “Presença de Deus”, e a dualidade ilusória ficará banida de sua aceitação.
Quando se fala em “Substância espiritual”, fala-se em algo concreto, e o Amor divino é esta realidade concreta que é permanente. Por esse motivo os textos sobre a Verdade falam que as “aparências” são ilusórias e insubstanciais! Não têm “substância”, isto é, são meras “sugestões mentais” desprovidas de “matéria-prima”.
As “aparências” nos chegam como se tivessem substância real, e, se nos deixarmos levar por tais sugestões, estaremos acreditando em algo irreal, deixando, em vista disso, de reconhecer a Deus como a Substância única, real e onipresente.
O “Amor Divino” é a única Substância em existência! Esta é a VERDADE ETERNA! Portanto, tudo que poderíamos chamar de “problema”, “dificuldade” ou “carência”, é, de fato, uma CRENÇA FALSA, uma sugestão que nos tenta induzir no sentido de que acreditemos haver substância na ILUSÃO. Desse modo, se, por exemplo, aparecer-lhe alguma “sugestão de problema”, não a honre dando-lhe credibilidade, realidade ou poder! Honre a Verdade de que O AMOR DIVINO É SUBSTÂNCIA CONCRETA! Era Substância concreta “antes” do problema surgir, é a Substância concreta “durante” a ilusória presença do problema, e será a Substância concreta “depois” de o problema desaparecer, ou seja, SOMENTE EXISTE O AMOR DIVINO como Substância concreta, assim como somente existe areia onde miragens são vistas como oásis no deserto! É necessário insistirmos no reconhecimento da Verdade, até sentirmos a “soltura” da CRENÇA de que “aparência tenha substância”. Contemplar a Deus como Substância única, e sempre no lugar das INSUBSTANCIAIS aparências é a “Prática da Verdade”, e é no que se baseia a conhecida “Chave de Ouro”, de Emmet Fox: “Deixe de pensar no problema, seja ele qual for, e pense em Deus já estando no lugar do problema”.
Se uma árvore existe como ação permanente de Deus, ou como Ideia espiritual, caso ela surja como “atividade” aos olhos do mundo, como aparências mutáveis, desde a semente até ser notada como “árvore completa”, tal atividade é ILUSÓRIA. É real unicamente sua Ideia ativa, que faz parte da Oniação. Não existem duas atividades: a essencial divina, que faz a árvore existir ou “ser”, e, ao lado, “outra atividade”, aparentemente se mostrando como “árvore visível em formação”. O UNIVERSO ESTÁ PRONTO! A ONIAÇÃO É PERFEIÇÃO PERMANENTE.
Marie S. Watts conta que, certa vez, ao se mudar de casa, encontrou em seu quintal uma árvore toda estragada, pois seu antigo morador a usava para treinar tiro ao alvo. Ela passou a contemplar a “árvore espiritual”, presente eternamente em sua própria Consciência iluminada, e a “aparência” ressurgiu como “árvore curada”. Não existe “ação real” nas aparências! Por isso, o ensinamento absoluto nos conduz a “Mim”, à Consciência iluminada que somos, para simplesmente contemplarmos, nesta Consciência, os fatos e atividades da Essência, permanentes e perfeitos, que são as realidades, sem nos dividirmos com supostas “ações contínuas das aparências”, que são integralmente irrealidades, puras ilusões insubstanciais, semelhantes a miragens.
A Vida divina e única brilha, e esta Luz é VOCÊ! A Luz é seu “Eu”, e ela desconhece trevas! Jamais se deixe levar pelas crenças do mundo no que diz respeito a supostos pecados ou culpas. Jamais você participou da ILUSÃO, justamente porque ILUSÃO é irrealidade, algo que somente aparenta existir, mas que não existe!
Contemple a Existência a partir da Visão de Deus, discernindo que VOCÊ existe porque Deus é VOCÊ, uma vez que DEUS É TUDO! “Quem me convence de pecado?”, indagou Jesus (João 8: 46). Revelava sua Visão divina, capaz de discernir as “obras permanentes de Deus”, todas eternas e perfeitas!
Em Isaías 43: 25, encontramos: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”. Traduzindo esta revelação para a linguagem do Absoluto, temos que o “Eu” único, Deus, ELE PRÓPRIO estando manifesto como o nosso Ser, desconhece “mente” que vê transgressões e pecados, ou seja, desconhece “mente ilusória”.
A suposta “mente humana” é a geradora da ILUSÃO que induz as pessoas a se avaliarem segundo as aparências. Encerre conscientemente sua participação neste embuste que ilude a massa! Medite e reconheça convicta e radicalmente que unicamente DEUS é Existência real, e que, em vista disso, a sua identidade é Deus em Autoexpressão, isto é, seu “EU”, ELE PRÓPRIO, É QUEM DESCONHECE “OUTRA MENTE” CAPAZ DE PECAR OU DE SE CULPAR.
“Contrato” é um acordo entre duas partes, onde direitos são dados entre elas, a partir do momento em que é firmado e assinado. Desse modo, estando com as cláusulas assinadas em mãos, elas querem dizer que, “fora daquele papel”, existe uma “condição real” que já está em vigor.
Cada revelação da Palavra de Deus é cláusula do “Contrato da Verdade”, firmado por Ele junto a cada Filho. Um Contrato permanente e em vigor agora!
Oração é, em última análise, nossa confirmação de que o “Contrato” assinado por Deus já está vigorando, na parte que nos toca! Por exemplo: “Vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu Reino” (Lucas, 12: 32): que diz o Contrato? Que todo o Reino de Deus é seu agora! Orar é aceitar a palavra de Deus firmada na eternidade! Já em vigor”! Nesse sentido, disse Jesus: “Tudo quanto suplicais e pedis, crede que o tendes recebido, e tê-lo-eis” (Mateus, 11: 25). Portanto, a oração não é feita por alguém acreditando na “ausência do bem necessário” somente porque a suposta “mente humana” não o consegue ver; antes, a oração é a “oração da fé”: “Eu SEI que o bem está presente, ao mesmo tempo em que eu SEI que a cega mente humana não o está, de momento, vendo-o”. Em outras palavras, você lida sempre com o REINO DE DEUS, em que tudo lhe pertence eternamente, e jamais com as “aparências” mostradas pela mente humana em suas flutuações, ora supridas, ora carentes! O “Contrato da Verdade” vigora ininterruptamente, e, se você acreditar mais na “mente cega” da ILUSÃO do que na Palavra de Deus, estará negando este “Contrato”, impedindo, em vista disso, que ele se mostre verdadeiro também aos “olhos do mundo”.
Assim como um microbiólogo lida com invisíveis microrganismos na certeza de estarem eles ali presentes, o Filho de Deus lida igualmente com sua “herança divina”. Um farmacêutico, antes de aplicar uma injeção, passa no local um algodão embebido com álcool. Para quê? Para eliminar microrganismos que estão presentes, e que ele não vê! Mas, ele age como se os visse, “esterilizando o local” pela fé! Atitude semelhante é a daquele que faz sua “oração de fé”: ele confia no “Contrato da Verdade” sem qualquer sombra de dúvida! Permanece no reconhecimento de que, tendo recebido o REINO DE DEUS, já está de posse, exatamente aqui e agora, de TUDO que Deus é: amor infinito, saúde infinita, riqueza infinita, alegria infinita, harmonia infinita, etc..
O “Contrato da Verdade” é firmado entre Deus e cada Filho de Deus. Da parte de Deus, ele está sacramentado e em vigor; “estudar a Verdade” significa VOCÊ dizer O MESMO, da sua parte!