Se Deus está onde você está, então todo bem está onde você está: saúde, harmonia, atividade. Se Deus está onde você está, então os pensamentos certos e verdadeiros estão onde você está: receptividade, poder, destemor. Se Deus está onde você está, então paz e compreensão estão onde você está: felicidade, bem-aventurança, segurança. Se Deus está onde você está, então a indivisibilidade está onde você está: unicidade, totalidade, a Eu-Sou-Identidade. Se Deus está onde você está, então nada que se oponha a Ele está onde você está! Nada contrário a Ele está onde você está! Nada dessemelhante dEle está onde você está!
(Lillian DeWaters)
A citação acima corrige uma tendência muito comum: a de acharmos que Deus está completo em Sua perfeição num lugar, e cada um de nós em outro lugar! A Onipresença precisa incluir o nosso ser! Senão, não seria Onipresença! O Infinito Perfeito está Se expressando, de modo completo e indivisível. A Eu-Sou-Identidade é impessoal! E, cada “ponto” do Universo é necessariamente esta Identidade perfeita.
Cristo disse “para sermos perfeitos, assim como o Pai celestial é perfeito”. Ele não esperava perfeição de seres humanos!Tampouco esperava “evolução” da suposta mente humana! Ele esperava a percepção direta, por parte de cada um, de nossa Identidade iluminada atual, a nossa real e única identidade, una com Deus. Se percebermos esta Unidade perfeita – a Onipresença -, facilmente perceberemos nossa perfeição atual (invisível para a mente humana). E, uma vez percebida a perfeição, claro ficará o sentido das palavras iluminadas de Lillian DeWaters, com que abrimos este artigo. E o “tesouro” que elas encerram será discernido.
Para percebermos por completo a Imagem Verdadeira, precisamos nos aprofundar na Meditação Contemplativa Shinsokan, até alcançarmos a consciência: “Eu sou a Verdade; Eu e a Verdade somos um!” Neste profundo estado, o nosso “eu” não é mente, corpo carnal, corpo astral e nem qualquer outro corpo espiritual. Ele transcende a tudo isso, existindo num estado extremamente maravilhoso, na qualidade de um homem real eternamente indestrutível. Para termos esta percepção, é aconselhável repetirmos, nesta profunda condição meditativa: “A Verdade sou eu! Eu sou a Verdade!” Quando persistimos nesta meditação, gradativamente nossa conscientização vai-se aprofundando até atingir a consciência de que o “Eu” é algo que preenche o Universo, que respira com o Universo, e que é uma grandiosa realidade coexistente com o Universo. Finalmente, obtemos a convicção de que “a Verdade sou eu, e que Eu sou a Verdade”. A ilusão, que até então fazia com que nos víssemos como matéria, desaparece. Começamos a nos ver como somos em nossa verdadeira imagem, e descobrimos que somos dotados de ilimitado suprimento de saúde, poder, sabedoria e outras bênçãos do Reino da Verdade. Neste ponto, descobriremos que a diferença entre Deus e nós próprios é que somos testemunhas individualizadas da Presença divina, onde Deus é o próprio Infinito. Meditar é focalizar nossa consciência na Imagem Verdadeira de nosso ser. Com a consciência totalmente concentrada no Reino de Deus, nossas mentes ficam absorvidas pelo aspecto original da Realidade. Unicamente a perfeição da Imagem Verdadeira fica retida em nossa consciência e passamos a não mais tomar conhecimento de algo além desta Imagem. Quando nossas mentes permanecerem continuamente no Mundo da Realidade, logicamente deixaremos de tomar consciência de quaisquer condições imperfeitas pertencentes ao mundo exterior fenomênico. Nossas mentes não conseguirão mais experienciar doença, dor ou fraqueza. Todo o mal estará expulso da mente.
(Masaharu Taniguchi)
Nossa autodescoberta da Verdade requer contínua prática da meditação! “Orai e vigiai sem cessar”, diz a Bíblia. Uma crença falsa coletiva nos ilude, para que nos consideremos limitados seres terrenos, mortais, finitos e temporários. Esse absurdo é desmantelado pela Iluminação, quando, em reconhecimento interno de nossa real identidade divina, passamos a nos ver como de fato somos, como “testemunhas individualizadas da Presença divina”, como diz o trecho da abertura.
Somos incentivados a repetir, durante as contemplações: “Eu sou a Verdade, a Verdade e eu somos um”. Todos os iluminados afirmam esta Verdade! Toda Verdade é universal, válida para nós todos!
Deus é Tudo como Tudo! Quanto antes nos interiorizarmos para perceber esta totalidade divina, mais cedo nos livraremos de todo esse emaranhado ilusório que a mente humana nos vem apresentando em forma de “sugestões”, e que vínhamos aceitando, sem contestações, como verdades sobre nós e sobre o Universo.
A realidade é constante e é constante a capacidade que o homem tem de percebê-la. Nem a realidade nem a capacidade de perceber tal realidade incluem quaisquer fatores flutuantes ou causadores de atritos. Ao pormos em ação o sentido espiritual, este age como um amortecedor contra os solavancos da experiência humana, harmonizando nossa vida e demonstrando a abundante bondade da realidade. Temos de tirar Deus de um céu distante, se O pusemos ali, e tornar-nos conscientes dEle como a própria presença em que vivemos. Deus é a origem e a totalidade de nosso ser—inteligência causativa, imaterial e sempre presente, que sustenta toda existência verdadeira e é o meigo e amoroso Pai-Mãe da criação.
(Mary Mona S. Fisher)
A frase de Cristo, “Eu e o Pai somos um”, retrata a Verdade Absoluta de que Deus aparece como cada ser individual. Esta é a “volta do Cristo” em cada um, a autodescoberta da própria natureza divina. Como descobrir esse Cristo em nós? Através da rejeição da mente humana e direta identificação com a Mente de Cristo.
Lemos, acima, que “a realidade é constante e é constante a capacidade que temos de percebê-la”. Esta frase é um “tesouro da Metafísica”, pois indica que existe uma Realidade perfeita, aqui presente, e que estamos nela, exatamente agora, e percebendo-A! Alguém poderia argumentar não estar percebendo nada! Por isso está dito que “temos a Mente de Cristo”, e que “Eu e o Pai somos um”. Cada um, considerando estas Verdades reveladas, deverá se identificar com elas de modo pleno, em práticas contemplativas silenciosas de percepção. Cada um deverá discernir espiritualmente sua unidade com Deus por si mesmo! E perceber que “possui a Mente de Cristo”. Isto é o que a autora diz, ao afirmar que “ao pormos em ação o sentidoespiritual, este age como um amortecedor contra os solavancos da experiência humana, harmonizando nossa vida e demonstrando a abundante bondade da realidade”. A Mente divina, sendo Onipresente, já está em todos nós; intuir esta Presença, e aceitar Sua atividade como “nossa Mente de Cristo”, significa endossar nossa capacidade constante de perceber a realidade.
Esta identificação com Deus – e com a Mente de Cristo – é feita com total naturalidade: é algo que já é, um fato espiritual já presente. Eis por que não requer nenhum tipo de esforço! Espontaneamente nos ocorre esta percepção, e é quando também notamos que, realmente, ela nunca deixou de existir: é uma percepção constante e permanente de nosso ser real, que jamais foi “matéria”, jamais foi alguém “deste mundo”.
A demonstração é, em essência, a mostra de Deus, ou o bem. É o aparecimento do ser real, a exposição ou descoberta, para o sentido humano, do que é verídico e divino. Por outro lado, o pecado, a doença, a mortalidade expressam a crença de que a mente carnal possa demonstrar-se, ou manifestar-se. Cada vez que ocorre a cura espiritual, tal alegação é refutada. A demonstração não origina uma nova situação, mas revela o que já está presente. Demonstrar é remover o véu que obscurece a Realidade espiritual presente. É trazer à luz o que sempre existiu e sempre existirá.
(Geoffrey J. Barrat).
O trecho acima assinala o princípio da chamada “cura espiritual”. O Universo real, este em que estamos e não vemos com os sentidos humanos, já é espiritual e perfeito. As imagens visíveis atuam como neblina, procurando ocultar esta perfeição presente. Se soubermos separar internamente este nevoeiro(quadro mental) da Realidade perfeita incólume, pelo reconhecimento constante de que a Mente divina é a Mente real e única que está em atividade como nossa mente, teremos o que na Metafísica chamamos de “demonstração”, ou seja, teremos a prova visível desta Verdade.
Nosso ponto de partida está no reconhecimento de que DEUS É TUDO COMO TUDO. Assim, contemplamos esta Verdade de que Deus é a Atividade única e onipresente. Continua Geoffrey J. Barrat: Ceder a Deus como a fonte da cura não é uma questão de ficar inativo, pensando: “Graças a Deus, não tenho de fazer nada”.Dar tudo a Deus não é uma ação passiva. Não significa tomar atitude neutra ou apática. É uma responsabilidade ativa, uma exigência de reconhecer constantemente que “a Mente divina é o sanador científico”. Nossa ocupação é aguçar o sentido espiritual, a fim de discernirmos cura e demonstração.
O segredo é este: contemplarmos a perfeição já realizada, exatamente agora, apesar de todas as miragens ou nevoeiros parecerem ocultá-la de nossa percepção. Joel S. Goldsmith costumava orar da seguinte maneira: “Eu te agradeço, meu Pai. Tudo que de Teu Verbo espero é que rasgues o véu que me encobre a harmonia, que já existe. Aqui não estaria eu na expectativa de ouvir a Tua Voz se acreditasse na existência duma desarmonia, duma discórdia”.
Jamais a Inteligência Infinita “pensa” sobre Si mesma como sendo humana; antes, acredite nisso: se você “partir da ideia” de que é um ser humano, naturalmente irá também assumir o corpo como inteligente, dotado da capacidade de pensar; que seu nariz pode cheirar, que seus olhos podem ver, que sua língua pode degustar, que suas mãos podem tocar e sentir. Isto não é Verdade, não é verdadeiro.
Sua língua, de si mesma, jamais sentiu gosto; seus olhos jamais viram, seu nariz jamais cheirou, e seus dedos jamais tiveram sensação de tato. Somente a Consciência é percepção; somente a Consciência pode perceber. Quando você inicia com a Percepção, somente, não estará se voltando a órgãos, a um corpo, esperando que eles lhe digam algo, ou que lhe façam algo, assim como você não fica esperando que uma folha branca de papel possa lhe dizer quão perfumada é uma rosa!
Se seus olhos lhe parecerem estar com problema, e você, por acreditar “estar” com a “visão comprometida”, estiver tentando “curá-la”, nunca será bem-sucedido. Entretanto, se “partir da ideia” de que a Inteligência Infinita aparece como Tudo, como a Presença-Eu-Único, repentinamente você poderá vir a constatar que seus olhos estarão vendo melhor do que nunca. O mesmo se aplica a qualquer outra situação. Jamais parta de algum problema; em vez disso, “comece” com o Todo aparecendo como tudo, e não existirá nenhum lugar, nenhuma identidade para ter qualquer “problema”.
(Alfred Aiken)
A Verdade divina, diz a Bíblia, é “loucura para os homens”. A matéria é vista como real, quando Deus, o Todo, é Espírito! Neste texto, Alfred Aiken fala sobre como devemos encarar as situações ilusórias de problemas. Não devemos ficar analisando se, para a mente humana, as mensagens são lógicas ou absurdas! As curas de Jesus aconteciam, mas eram “absurdas”! Casos de cegueira, lepra, paralisia, e tantos outros, cediam espaço ao conhecimento da Verdade que ele demonstrava possuir. O mesmo Poder nos está disponível, aqui e agora. Cada artigo metafísico nos ensina a aprimorar o “acesso” a esta Poder, pelo reconhecimento pleno e absoluto de sermos Um com Ele.
Tudo que aparenta ser material, ou matéria na forma, acabará por ser visto como “nada”. E a chamada mente mortal (ou humana) se revelará, como já o vem fazendo, como não-inteligência, em vez de inteligência. Assim, ela também passará, sumindo na nulidade que sempre esteve sendo. O que parece ser um universo material, estrelas, planetas, etc, passará, assim que percebermos que a matéria não existe. Há a crença em leis materiais governando a matéria, bem como uma crença em inferno e em paraíso mentais. Tudo isso passará, pela conscientização de que cada um de nós é seu próprio céu, e que o inferno não existe.
Precisamos saber que tanto não há céu mental quanto não há céu material. Passamos a ver além disso tudo! Vemos que o Céu único que existe é nossa própria Consciência. E vemos também que esta é a mesma Consciência de tudo e de todos em existência. O Evangelho de Tomé registra estas palavras de Jesus: “Este céu passará, e passará aquele acima dele. Os mortos não estão vivos e os vivos não morrerão. No dia em que vocês devoraram os mortos, tornaram-nos vivos; quando chegarem à luz, que irão fazer? No dia em que eram um, vocês tornaram-se dois. Mas, se têm-se tornado dois, que irão fazer?”
Jesus se refere à matéria como o “morto”. Está, de fato, nos dizendo: Nos dias em que vocês pareceram ter caído no sonho, quando a miragem apareceu como matéria, deram a ela a totalidade da vida, aceitando-a como real. A matéria jamais teve vida em si mesma! A única vida que ela usou, para parecer existir, foi a vida que vocês lhe deram, pela aceitação de sua presença! Fizeram, desse modo, com que o “nada” parecesse ser alguma coisa; então, vocês eram o um, ou aparentaram ser o um, no sonho que lhe deu vida. Porém, ao chegarem à Luz, quando a Luz, que é Deus, for revelada como sendo a Consciência de todos, saberão que não existe matéria para ter vida ou para se tornar viva. Tampouco existe matéria para se tornar morta.
Você já era aquela Mente única, aquela Consciência única, mesmo quando pareceu ter nascido. No “nascimento”, pareceu ter-se tornado dois: Vida e corpo, Alma e corpo. E veio a aceitação de Deus e homem, o dualismo. Ao parecer ter-se tornado dois, que fez você? A Identidade divina, eterna e gloriosa, que você sempre esteve sendo, que você relembrou existir, simplesmente insistiu em Se autorrevelar como seu próprio Ser. E é isto o que está ocorrendo exatamente agora. Isto é o que nós fazemos, mesmo quando parecemos ser dois.
(Marie S. Watts)
Este artigo, de Marie S. Watts, sintetiza toda a Revelação Absoluta de que dispomos. O mundo real é Espírito, Consciência! Não existe o mundo material com seus nascimentos e mortes! Uma miragem coletiva é aceita no lugar da Realidade! Somente pelo despertar do “sonho” teremos a visão deste Paraíso! Ele está aqui e agora! É o ÚNICO Universo presente! Mas, somente pode ser contemplado pela Mente que é Deus! Esta é a importância de, em primeiro lugar, reconhecermos a nulidade da mente humana, para assumirmos a Verdade de que “temos a Mente de Cristo”. Com ela, as Verdades aqui reveladas serão prontamente reconhecidas e intuídas como verdadeiras.
Quando Jesus acalmou a tempestade, dizendo: “Paz, sê quieto!”, sabia que não estava dissolvendo ou expulsando uma tormenta. Antes, ele estava consciente da totalidade, da UNICIDADE daquilo que estava, e está, presente. Ele sabia que a própria Presença do Amor, Alegria, Paz universais, elimina a possibilidade da presença de qualquer ameaça à Vida, Mente ou Consciência. Em outras palavras, Jesus sabia o que estava presente. Sabia também que somente o que estava presente é Poder. A Perfeição estava, e está, sempre presente. Assim, jamais poderia haver uma tempestade, ou algo que parecesse ser destrutivo.
Este é nosso dizer: “Paz, sê quieto”, endereçado a tudo que aparente ser destrutivo, seja como ameaça à Vida, à Alegria, Paz, Abundância, etc. Nós, como ele, podemos dizer: “Paz, sê quieto”. Desse modo, aquilo que está presente, será evidenciado. Somos a Mente que estava em Cristo Jesus; inexiste outra mente que pudéssemos ser! Assim, nós sabemos exatamente o que ele sabia, e sabe. Nosso “paz, sê quieto”, é nosso conhecimento—nossa percepção—de que a Perfeição, somente, está presente; a Perfeição, somente, é Poder; a Perfeição, somente, reina. Naturalmente, esta é apenas uma outra forma de se dizer: Deus é Tudo; Tudo é Deus.”
(Marie S. Watts)
A Metafísica absolutista vem revelando a Verdade absoluta. Precisamos deixar de lado a mente humana, seus “quadros ilusórios” e seus supostos “poderes”. A Mente ÚNICA, Deus, precisa ser reconhecida! E, reconhecida como de fato ÚNICA! Os problemas não são pessoas ou condições, supostamente vistas isoladamente. Cristo disse: “Eu venci o mundo”. É o mundo ilusório que precisa ser vencido! Não com lutas físicas ou mentais, mas com o firme e suave reconhecimento de que o Universo da Realidade é único e perfeito.
Marie S. Watts comenta o episódio em que Jesus acalma a tempestade. A intenção não era a de utilizar um poder superior para acalmá-la, mas de utilizar seu conhecimento de que a Perfeição é a Verdade onipresente! Não se deteve em analisar o suposto temporal, mas, sim, em fazer valer a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO! Com a Mente de Cristo, a Perfeição é discernida facilmente! Esta é a nossa Mente única! Paremos de aceitar imperfeições para, depois, orar na expectativa de corrigi-las! Reconheçamos que a Mente divina é nossa Mente atual, e que Ela discerne somente a Perfeição total!
O mundo inteiro da matéria é uma ilusão de massa! Uma imagem holográfica mostrada pela suposta “mente humana!” Passamos a “vencer o mundo” quando encaramos esta Revelação de modo radical e permanente! Assim, como diz o texto, diante de quaisquer aparências ilusórias, estaremos dizendo “Paz, sê quieto”, com o nosso Sentido espiritual aguçado, aflorado e fixo à Perfeição absoluta sempre-presente!
O homem é a expressão do ser de Deus. Se alguma vez tivesse havido um momento em que o homem não expressasse a perfeição divina, então teria havido um momento em que o homem não teria expressado Deus, e, por conseguinte, um momento em que a Divindade teria deixado de ser expressa, isto é, teria ficado sem entidade. Se o homem perdeu a perfeição, então perdeu o seu Princípio perfeito, a Mente divina. Se o homem alguma vez tivesse existido sem esse Princípio perfeito ou Mente, então a existência do homem teria sido um mito.
As relações entre Deus e o homem, o Princípio divino e a ideia divina, são indestrutíveis na Ciência; e a Ciência não concebe um desgarrar-se da harmonia, nem um, retornar à harmonia, mas sustenta que a ordem divina ou lei espiritual, na qual Deus e tudo o que Ele cria são perfeitos e eternos, permaneceu inalterada em sua história eterna.
(Mary Baker Eddy)
O trecho acima revela o ponto em que devemos nos deter, se quisermos vivenciar a Verdade revelada. Não há duas existências: a divina e perfeita, ao lado de outra, humana e imperfeita. Esse dualismo é a ilusão, a aceitação de uma dupla existência, quando erroneamente nos posicionamos num ilusório referencial de existência, numa condição continuamente imperfeita, para ficarmos almejando sempre alcançar a perfeita.
Que é ilusão? É nada! A suposta aceitação de um fato inexistente! Ilusório! O ponto de partida é a admissão plena e incondicional de que Deus é Tudo! Assim, teremos sustentação para encarar o Fato verdadeiro, a nossa relação de unidade inquebrantável com Deus, e a consequente aceitação de que a Mente única, divina, é a nossa única Mente atual. Se aceitarmos que o homem desgarrou-se da harmonia, estaremos iludidos, estaremos utilizando a “mente humana”, e esta é inexistente! Esta mente ilusória tenta nos fazer crer que a harmonia ficou faltante em algum ponto, e que deveríamos trazê-la de volta. Aqui está o segredo da prática metafísica! Decididamente desmascaramos esta fraudulenta mente humana com o Fato verdadeiro: Deus é nossa Mente atual e única! Ela discerne a harmonia perene e intocável! Ela reconhece a Onipresença desta Harmonia infinita! Ela sabe que esta Harmonia É! E sabe que esta Harmonia é TUDO que É!
Assim como a onda expressa o mar, com ele em unidade, o homem expressa Deus, também em unidade. Um Deus perfeito Se expressa como homem perfeito. Assim cada um de nós já é! A suposta mente humana, ilusória, deve ser desconsiderada! Não ficará “positiva”, mas sim reduzida ao nada que sempre foi, quando a Mente única, perfeita, que Se mantém em toda parte em unidade com Suas ideias perfeitas, for aceita e contemplada com plena naturalidade como nossa Mente real, eterna e única.
SOFRE-SE PORQUE SE ACREDITA NA REALIDADE DA MATÉRIA
Dárcio
As explanações repetitivas, de que “DEUS É TUDO”, são mais no sentido de que a CRENÇA NA MATÉRIA seja abolida de vez! Deus é ESPÍRITO; portanto, a Realidade é perfeição ESPIRITUAL infinita do Espírito divino. Ouvi uma pessoa dizendo: “Bom é que um dia veremos a Deus face a face!” Eu disse a ela: “Jamais isso se dará!” Somente DEUS vê DEUS, que é TUDO! Somente quando você deixar de se identificar como ser humano ou material, que acredita que “um dia verá a Deus”, poderá se descobrir sendo Deus e, consequentemente, “vendo Deus”.
Renascer espiritualmente é “ser Deus”, é ver UNICAMENTE Deus em Si mesmo, consciente de que inexiste “outra presença” para estar ao lado de Deus e ser capaz de vê-Lo! Este suposto “outro” não existe! De fato, Deus é TUDO! Acreditar em “outra presença”, que “um dia” verá a Onipresença, é uma ideia completamente falsa e absurda! Como poderia haver “outra presença” observando a ONIPRESENÇA? Discernir que esta crença é absurda, e que é total impossibilidade, “abre-nos” à percepção da Verdade: Deus é TUDO, e, nessa totalidade, incluem-se todos os seres vivos.
A Revelação da Seicho-no-Ie, sobre a qual escrevi e postei aqui, e com este título, uma longa série, que foi depois republicada no Blog do Facho de Luz, entre outros pontos, enfatiza 0 seguinte: “Sofre-se porque se acredita que a matéria é real e sólida!” Também a Ciência Cristã deixa bem claro que, enquanto a matéria for acreditada como presente e dotada de realidade, não teremos princípio algum a nos apoiar no reconhecimento e entendimento de que DEUS É TUDO! Portanto, as “contemplações da Verdade” devem sempre ser vistas como “momentos escolhidos” para realmente reconhecermos que DEUS, ESPÍRITO, É TUDO, enquanto a chamada “MATÉRIA” é NADA! Você diz que busca e estuda a Verdade? Então não se desvie jamais destes pontos essenciais! Não deixe jamais “a casa dividida”. Parta sempre da totalidade de Deus, e, de olhos ao mundo, encare-o bem de frente, dizendo a si mesmo: “Eu venci o mundo! Este suposto mundo material é nada!”
DEUS É TUDO, MESMO QUE PAREÇA HAVER ALGUÉM PARA CONSCIENTIZAR ESTA VERDADE.
Dárcio
DEUS É TUDO! Sempre foi, é e será TUDO! Portanto, em vez de você acreditar “ter que conscientizar esta Verdade”, acredite que “não há quem possa fazer isto”. Não existe ninguém, senão DEUS existindo, e sendo! Enquanto você acreditar “ter de conscientizar esta Verdade”, estará, de fato, conscientizando a ILUSÃO! Estará se vendo como “mente humana em elevação”, em vez de perceber, e diretamente, que Deus é a sua Mente!
Mesmo que alguém aparente estar em ilusão, Deus é TUDO concernente a este “alguém”. É por isso que o Salmo 46:1 diz: “Aquieta-te, e sabe: Eu sou Deus”. Este “aquietar” é meramente “desaparecer”: é se ver num estado livre e verdadeiro que já É! Em outras palavras, você “conscientiza” a totalidade de Deus quando parte da inexistência de “alguém” que possa fazê-lo. DEUS É TUDO!
O “coração de menino”, exemplificado por Jesus, ao revelar de que modo poderemos discernir a Verdade, – o Reino do Absoluto e nossa própria Identidade eterna – é o estado de receptividade e, ao mesmo tempo, de iluminação que apresentamos quando meditamos. Aparentemente deixamos um mundo problemático e material para “retornar ao Reino de Deus”. Porém, uma vez conhecido que a chamada “existência humana” é puramente hipnótica, de imediato nos discerniremos como eternamente somos: sendo o Absoluto, o Verbo, expresso como Forma individual.
Mary Baker Eddy coloca a seguinte questão: “Qual quadro mental ou pensamento exteriorizado ser-te-á real – o material ou o espiritual?” E ela responde o seguinte: “Só um é que pode ser. Estás manifestando teu próprio ideal. Esse ideal ou é temporal, ou é eterno. Ou o Espírito ou a matéria é teu modelo. Se tentas ter dois modelos, então praticamente não tens nenhum. Qual um pêndulo de relógio, serás atirado de um lado para outro, indo de encontro à carcaça da matéria e oscilando entre o real e o irreal”.
O estudo da Verdade parte do absoluto: Não há nada, senão Deus! Esta Verdade requer dedicação, radicalismo e identificação! Não por existir algo além desta Verdade; antes, justamente por a Verdade ser TUDO, esta permanência nos é requerida tão somente para nos impedir de ser iludidos por simples imagens mentais hipnóticas que pretendem se fazer passar por realidades.
Durante a “Prática do Silêncio”, lembre-se de que o “modelo” a ser admitido, e o único em existência, é o Espírito! Não existe matéria! A Sra. Eddy mostra o que acontece, quando Espírito e matéria são levados juntos em consideração: você ficará sendo jogado de um lado para o outro, sempre oscilando entre o real e o irreal! O ensinamento absoluto requer a admissão total deste princípio absoluto! Unicamente Deus, Espírito, é Realidade! Medite unicamente para reconhecer esta Verdade, e, ao mesmo tempo, discernir a “sua” presença sendo uma Unidade com Ela! Esta é a identificação que precisa ser feita e mantida com dedicação e radicalismo, mediante este estudo.
O Universo real é ESPÍRITO, é DEUS. Não existe mais nada ao lado desta Verdade, ao lado do Um que é infinito. A totalidade de Deus abrange e é toda a Existência manifestada; ao meditar, a Verdade a ser por você contemplada deverá ser fundamentalmente esta: “Minha Totalidade é Deus”. Puxe sua atenção à dimensão real e absoluta, na qual VOCÊ VIVE, porque VOCÊ É DEUS. Uma névoa hipnótica aparenta gerar uma “consciência humana não iluminada”. Não se deixe levar por ela! Não se identifique com ela! É puro mesmerismo! A única Consciência em expressão é DEUS! E, sua CONSCIÊNCIA, portanto, é Consciência ILUMINADA! Reconheça serenamente esta Verdade, sem se identificar com o efeito mesmérico que lhe diz que “terá de alcançar Deus”, que “terá de se iluminar”, ou que “terá” de fazer qualquer outra coisa! O que este mesmerismo tenta lhe impor, é uma ILUSÃO! O estado mesmérico é NADA! Não altera em coisa alguma a Verdade de que DEUS É TUDO e que, portanto, a SUA TOTALIDADE É DEUS.
Na “Pratica do Silêncio”, parta sempre da Verdade absoluta! Jamais reconheça o “mesmerismo” para depois lutar contra ele! Este “ele” não existe! Parta da Verdade que exclui o mesmerismo! É desse modo que o “efeito hipnótico” se esvai! Sem receber parcela alguma de sua atenção! Permaneça na Verdade, entendendo que SUA TOTALIDADE é a Presença de Deus sendo a SUA CONSCIÊNCIA; e então, e reconheça que esta CONSCIÊNCIA É A VERDADE!
Quando Jesus cita os lírios do campo, que se vestem pela ação de Deus, e também os pássaros do céu, que são alimentados sem que semeiem nem ceifem, explica, na verdade, que Deus é a Vida de todo ser vivo, e que, portanto, ninguém necessita de carregar o fardo de preocupações com sua vida ou a de seus entes queridos. A noção de que cada ser vivo tem vida separada da Vida de Deus, ou que esteja vivendo outra Vida, que não a de Deus, é a ILUSÃO que Jesus busca erradicar, ao apontar estes exemplos.
Não existe matéria, e não existe, portanto, Vida (Deus) na matéria. “O meu reino não é deste mundo”, disse Jesus. O que é visto como vida do lírio, vida do pássaro, vida de seres humanos, ou de qualquer ser vivente, é um reflexo ou sombra da Vida real, que não é “deste mundo”.Assemelha-se à suposta “vida” de algum ser refletido num espelho! Quando você deixar de se preocupar com este “reflexo”, ele se mostrará harmonioso! Enquanto viver preocupado, estará atrapalhando e distorcendo a formação livre daquele reflexo! Isto porque não será a vida que estará sendo vista, mas sim a ação distorcida da mente preocupada! A Vida é Deus sendo tudo! Não se altera com preocupações, ou com a falta delas! Jesus está somente explicando esta Verdade: a Vida é Deus! E, o que você enxerga, usando a suposta mente humana, é meramente uma “sombra”, que, pelo seu livre agir despreocupado, reflete a Verdade subjacente a ela.
Se você vive em estado de alegria inexplicável, isto é prova de que seu “contato com Deus” foi bem feito, em seus momentos contemplativos. Por outro lado, se você é sempre visto pelos outros de cara amarrada, tenso e preocupado, saiba que sua meditação ficou muito a desejar! A alegria não é somente alguém sair pela vida dando risada à toa, mas, sim, um estado constante da alma, que transparece sem qualquer esforço, quando a nossa “unidade com Deus” é eficazmente reconhecida.
Citei, no artigo anterior, a Meditação Shinsokan, ensinada pela Seicho-no-Ie, na parte que nos fala: “Estou no Oceano do Infinito Amor de Deus”. Neste artigo, eu quero ressaltar uma outra parte daquela meditação, que diz: “Aqui, onde estou, é o Oceano da Infinita Alegria de Deus”. Ache tempo para reconhecer esta ALEGRIA ONIPRESENTE, e se veja “formando-a” com a SUA Alegria absoluta. A Realidade divina é um estado de Alegria permanente, e esta Se manifesta como sua Alma individual! Portanto, sem qualquer esforço mental, simplesmente admita ser um Filho de Deus formado de Alegria divina, e, após a admissão, contemple este Fato espiritual. Lembre-se: quanto mais você reconhecer a Verdade, menos se sujeitará às crenças mentirosas deste mundo! Trabalhe, realmente, pela percepção de sua Alegria permanente, e poderá notar que o Universo inteiro lhe responderá em mesma frequência. Lembro-me de um ditado japonês, que a Seicho-no-ie costuma difundir: “Borboleta na cara que ri; vespa na cara que chora”. Também a Bíblia, em Neemias, 8: 10, diz: “A alegria do Senhor é a sua força”.
Descarte todos os pensamentos ilusórios de tristeza, preocupação, medo e ansiedade, e entre na “Prática do Silêncio” unicamente com esta frase: “Aqui, onde estou, é o Oceano da Infinita Alegria de Deus”. Contemple esta Verdade até com ela se sentir integralmente unificado!
No estudo da Verdade são reconhecidas a Natureza de Deus como TUDO e a natureza das “sugestões mentais” como NADA. Desse modo, as meditações são voltadas basicamente a estes dois pontos, quando Deus é glorificado como REALIDADE e o que aparenta existir “ao lado de Deus” é admitido como ILUSÃO.
A ILUSÃO, como o próprio nome diz, é “nada”; apesar disso, algo dissonante da harmonia aparenta atuar na mente humana, razão pela qual a Ciência Cristã foi levada a chamar de “sugestão mental agressiva” esta suposta influência. Note bem: ela é ilusória! Apenas aparenta existir, quando, pelas concessões que fazemos ao lidar com o mundo, aparentemente fazemos uso da mente humana. Isto precisa ficar bem claro, para que não nos sintamos pressionados pelo “nada” quando formos à “Prática do Silêncio”. DEUS É TUDO! Esta é a Verdade imutável! Desse modo, caso formos meditar e ainda estivermos nos sentindo influenciados por estas chamadas “sugestões mentais agressivas”, devemos puxar imediatamente toda a atenção a Deus e à Sua totalidade. Onipotência é Amor divino! Reconheça, portanto, que Deus é Amor, que a Onipotência é Amor divino onipresente, e serenamente contemple a natureza do Universo infinito sendo este Amor divino em expressão! Não lute com “sugestões mentais”: somente permaneça na percepção consciente de que o Amor divino é TUDO!
Na Meditação Shinsokan, ensinada pela Seicho-No-Ie, há uma parte dedicada a este reconhecimento: “Aqui, onde eu estou, é o Oceano do Infinito Amor de Deus”. Faça meditações focando unicamente este aspecto da Verdade! Tome somente esta frase e fique nela o tempo que julgar necessário, em meditação, até que possa discernir espiritual e efetivamente o seu conteúdo pleno! O Amor divino, reconhecido e discernido como Onipotência, acaba por nos revelar que, de fato, todas as “sugestões mentais agressivas” são o puríssimo NADA! Medite objetivando perceber claramente este Fato, que “já É!”.
Alguém que desconheça a Verdade acorda, pela manhã, e vê-se diante de um novo dia, sem saber ao certo como ele será; desse modo, coloca-se à mercê do acaso e, se tiver fé em Deus, até torcerá para que este dia lhe seja ótimo… Por que a maioria segue este referencial falso do mundo? Porque a suposta “mente humana” capta dessa forma o Universo! Como imagens em desfile! Não consegue enxergar o que, aos olhos de Deus, é a Realidade gloriosa aqui presente! Esta Realidade, apesar de já manifestada, só pode ser discernida espiritualmente, pela Mente divina em cada ser; porém, a maioria sequer sabe disso, e, às vezes, até já sabe, mas apenas teoricamente!
O estudo da Verdade está na prática deste saber, transformando-o de simples conhecimento intelectual em Verdade realmente discernida. A informação mental vem através da exposição dos princípios básicos que correspondam ao que de fato é verdadeiro, eterno e permanente (batismo com água). Assim, se a pessoa realmente estiver desejosa de vivenciar a Verdade, irá se dedicar, a partir destes princípios, para não mais acreditar na “visão mental humana” de Universo, e sim acreditar na “visão espiritual ” do Universo, buscando “vê-Lo” com olhos espirituais (batismo com fogo). Não há dois! Há unicamente um Universo, que é o Reino de Deus, razão pela qual “já estamos todos nele”, e imutavelmente. Isto entendido, claro ficará com que objetivo nos dedicamos às “contemplações” : para discernirmos que unicamente o Universo iluminado, espiritual e perfeito é REALIDADE!
Antes de dar início à “Prática do Silêncio”, procure relembrar estes princípios: “Apesar de a mente humana enxergar um Universo à sua maneira de perceber, eu sei que este único Universo é espiritual e discernido unicamente pela Mente de Cristo que eu sou! Assim, em vez de acreditar em dois mundos, eu aceito esta Mente divina sendo a minha, e, com ela, medito e aceito estar no Universo de Deus!” Se você começar suas meditações a partir da Realidade, e não das “aparências”, rememorando bem estes princípios, terá maior facilidade em se livrar do “conceito de Universo” gerado pela suposta “mente humana”, e se sentirá bem mais à vontade para intuir a SUA presença já no Reino do Absoluto!
A Inteligência suprema, infinita, todo-sapiente, emana de Si, e em Si mesma, a “sua” existência. Esta Inteligência é a que Se revelou a Jesus, dizendo: “Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo”. Que faz a suposta mente humana? Gera um conceito visivel, uma imagem hipnótica em três dimensões, e praticamente tenta impor-nos este conceito, como se fosse ele o que realmente somos! Porém, podem ser gerados infinitos conceitos falsos sobre VOCÊ, o que prevalece, ou o que permanece intacto, é o Fato, é a VERDADE: você é emanação da Inteligência Infinita! Ou, como dizem as Escrituras, VOCÊ É FILHO DE DEUS!
Munido desta informação, você se capacita a desprezar todos os conceitos, ideias ou avaliações feitas sobre o seu ser, e que estejam sendo de natureza inferior ou diferente da Natureza de Deus. Por isso é preciso partir da Verdade: Deus e Você são UM! Aceitando com “coração de menino” esta revelação, você ficará na posição real e absoluta de “estar sendo Emanado da Inteligência Infinita”! Permaneça nesta simples e absoluta posição, durante a “Prática do Silêncio”: dê testemunho claro deste Fato espiritual! Sem mais nada a lhe tirar a atenção, dê testemunho de que VOCÊ está vivendo por estar sendo vivificado pela Inteligência Infinita, e que Ela o conhece tal como VOCÊ permanentemente É! Mantenha-se por alguns instantes nesta simples contemplação! Acima da percepção do mundo, ou da suposta mente humana, a Inteligência Infinita Universal já está SENDO! E, onde VOCÊ está, exatamente AGORA, esta Inteligência está sendo “VOCÊ”! Medite, contemple e vivencie esta Verdade!
Enquanto as aparências “deste mundo” se mostram em constante mutação, ora em harmonia, ora em desarmonia, nenhuma delas anula o Fato permanente de que a Harmonia Absoluta É! Medite e reconheça a Harmonia perene em que sempre estamos vivendo e sendo! Esta Harmonia é a Onisciência na forma de atividade, ou seja, é a Oniação divina. Feche os olhos para os “quadros da aparência”, sem pensar em mudá-los,e sem acreditar serem eles reais. Desligue-se por completo de todo o cenário visível, para que possa discernir espiritualmente a Harmonia que É!
O Universo infinito é Harmonia total! Contemple este Fato universal; em seguida, puxe a atenção para a sua Presença específica. Reconheça que TUDO que lhe diz respeito está sendo a Harmonia infinita perene; compreenda que o Universo somente pode ser “Harmonia Absoluta” porque TUDO que lhe diz respeito já está sendo esta Harmonia em unidade com o todo! Reconheça que a Harmonia universal abrange a Harmonia individual, e, que esta, de seu lado, compõe a Harmonia infinita. Contemple estas verdades até sentir-se de fato desvencilhado de quaisquer envolvimentos com as imagens mentais ilusórias captadas pela suposta mente humana! Desse modo, a sua natureza divina será nitidamente vivenciada conscientemente.
Quando meditamos e contemplamos a Verdade da totalidade e unicidade de Deus, somente o que dura perpetuamente fica recebendo nossa total atenção e sendo observado. Este cuidado faz com que deixemos de nos identificar com a mente humana para nos integrarmos conscientemente à Mente divina, universal e onipresente. É por esse motivo que ensinamentos como O Caminho Infinito dizem que jamais devemos levar pessoas, doenças ou problemas às nossas meditações. A ilusão é barrada logo de início, quando passamos a contemplar unicamente o que “É” – sem deixar que a “casa se divida” entre Verdade e mentira.
Jesus orava e pedia ao Pai que o glorificasse; isto quer dizer o seguinte: nossas contemplações partem de Deus Se revelando como o Ser que somos, quando, então, a suposta mente humana fica aquietada e sem fazer qualquer esforço no sentido de que conheçamos a Verdade. É comum iniciarmos as meditações acreditando que a fraudulenta e ilusória mente humana seja a nossa. Assim, estas colocações, aparentemente dualistas empregadas no início delas, são úteis nesse sentido: evitam que achemos que somos mente humana ou que ela irá atuar de algum modo para que a meditação transcorra dentro da meta almejada: a percepção de que Deus e Filho são UM. O que “dura perpetuamente” é o que Deus faz, o que é Realidade, o que é Verdade. Dessa forma, quando meditamos a partir disso, pedindo que “o Pai nos glorifique”, estaremos, de fato, retirando toda a atenção daquilo que “não É”, e que apenas aparenta ser, para o que de fato “É”: o Reino de Deus onipresente, do qual fazemos parte agora e eternamente.
Faça das contemplações momentos de puro reconhecimento das Verdades absolutas! Permaneça aquietando a suposta “mente humana” e deixando que “o Pai o glorifique”. Isto evitará esforços mentais vãos, e fará com que suas contemplações realmente lhe sirvam para que possa se conhecer como já estando “revestido do Poder do Alto”. Você é glorificado discernindo espiritual e diretamente a Presença Gloriosa do Pai sendo exatamente a SUA Presença!
Jamais meça “graus de percepção de Deus” tomando por base a suposta mente humana. Os efeitos das “contemplações” na mente são puramente de anulação de crenças falsas e coletivas, e nunca um suposto “grau de percepção”. O seu “grau de percepção de Deus” é total e absoluto! Sua Consciência única é Deus consciente de ser tudo e de ser VOCÊ! Portanto, não medite para “receber na mente a ação de Deus”, mas, sim, para discernir direta e intuitivamente que VOCÊ É DEUS! Enquanto a dualidade ilusória não for banida, com a mente humana sendo reconhecida como presente e, ainda por cima, como instrumento de avaliação de sua percepção da Verdade, o seu referencial estará sendo ela, e não o da Verdade! E, enquanto este referencial estiver sendo usado e acreditado como verdadeiro, a ILUSÃO estará presente.
A Verdade é o que VOCÊ JÁ É! O entendimento absoluto é o que a SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA sabe! Não existe mente humana! Não existem “graus de percepção”. E esta ILUSÃO, que é NADA, assim lhe será mostrada, tão logo VOCÊ se identifique unicamente com a Verdade. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, disse Jesus para ensinar o “Referencial da Luz”. Sabia que jamais a suposta mente humana poderia emitir parecer sobre o que já somos!