“Projeto Filho-de-Deus”

“PROJETO
FILHO-DE-DEUS”
Dárcio

Um lavrador tem fé absoluta de que a semente que plantar, e for diariamente cuidada e protegida, dará  frutos de sua espécie. Não ficará ansioso por ver os frutos no dia do plantio; tampouco temerá que nasçam frutos diferentes dos esperados!
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O Cristo é o “Projeto-Filho-de-Deus” em VOCÊ! Um projeto de natureza perfeita, divina e consumada! Já É! A cada fração de segundo da “aparência”, este “Projeto” Se desdobra à visibilidade humana, isto é, se projeta, imagem a imagem, na tela “tempo-espaço”. Quanto melhor o lavrador cuidar das sementes em “cada agora”, mais elas estarão fiéis ao “projeto” que já trazem pronto e melhor se dará o seu desdobramento, até que surjam, visivelmente, seus frutos! “Basta a cada dia o seu cuidado”, disse Jesus. Você já é o “Projeto-Filho-de-Deus”. Projeto impecável e consumado! Quando Jesus disse: “De mim, nada sou nem faço, o Pai faz as obras”, explicava que “desdobramentos visíveis” são meras  “aparências” e não a “Obra- verdadeira”. Se um lavrador deixar de plantar as sementes, e, portanto, acontecer de elas não gerarem “frutos visíveis”, em nada a REALIDADE DIVINA  terá sido alterada! Esta é a visão absoluta do Universo! Nada é medido em termos de “aparências”, mas em termos de VERDADE CONSUMADA! Paradoxalmente, quando VOCÊ se identifica unicamente com o “Projeto Filho-de-Deus”, entendendo que ESTE PROJETO é que é VOCÊ, ele estará livremente “aparecendo” neste suposto “mundo de aparências” , sem que haja, de sua parte, qualquer ilusório envolvimento com apreensões e demais negatividades da suposta “mente humana”.

Identifique-se com o “Projeto”, e onde ELE ESTÁ: na Consciência infinita! E então, sem mais desejar “fazer de si mesmo as obras”, entenda que “o Pai faz as obras”, vivendo aparentemente  “neste mundo” somente dando “testemunho da Verdade”. Aquele que está identificado com a Realidade-Essência será “visto”, pelo mundo, como “alguém agindo pelo não agir”, isto é, ou estará ativo ou estará ativo, sem se dar conta disso, apenas sendo “sombra visível” da Oniação perfeita invisível. Para o mundo, será “alguém sem ego”, alguém  se deixando mover e  inspirar do Alto,  tendo por “sonho” acompanhar o “Projeto Filho-de-Deus” em seu desdobramento diário da vida.

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A Totalidade de Deus Como Consciência Infinita

A TOTALIDADE DE DEUS
COMO CONSCIÊNCIA INFINITA
Dárcio

Quando meditamos, contemplamos o Universo sendo a Consciência que somos. Esta Consciência não tem começo nem fim: é infinita! Não há uma “parede divisória” separando a Consciência, que dizemos ser a sua, de “outra” Consciência, que pudéssemos dizer pertencer a Deus ou a um suposto “outro ser” além de “Mim”, isto é, da “sua” Consciência.

Deus é Tudo! Contemple esta totalidade como manifestação de “sua” Consciência infinita! Comece pelo Infinito! Sua Consciência está consciente ser todo Ele! Sua Consciência, sendo o Infinito, é a Consciência Infinita avaliando como perfeição tudo” que É! Contemple este Fato de a Consciência infinita estar consciente de todo o Infinito ser perfeição permanente! Nada há, ao lado desta Consciência, que possa estar consciente de mudanças ou de imperfeições! Contemple a todo-abrangência da Consciência infinita, que, por ser infinita, é necessariamente ÚNICA em expressão! Em seguida, “chegue” à sua Identidade específica, isto é, perceba que a Consciência única, infinita, a “sua”, é consciente de ser VOCÊ como o Sol está “consciente” de ser o Sol e cada raio. E, nesta “contemplação específica”, “chegue” ao seu Corpo, reconhecendo que a Consciência infinita, que é tudo e inclui sua “identidade específica”, assim o faz por Se manifestar como um Corpo específico: o “seu” Corpo! Detenha-se nesta “Ordem de Contemplação” até que haja a percepção plena de que “tudo é Deus”, “tudo é Luz”, “tudo é Espírito”, e que “tudo é sua Consciência”, consciente de SI MESMA como manifestação permanente da Perfeição Onipresente, Onipotente, Onisciente e Oniativa.


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A Transcendência Já Lhe Pertence

A
TRANSCENDÊNCIA
JÁ LHE PERTENCE
DÁRCIO

Você, como expressão individual do Verbo, o Cristo, é um Ser acima das crenças mundanas. Que são as crenças no bem e no mal? São o que chamamos de ILUSÃO! Se uma paisagem for vista sem neblina, ela terá sido vista; imagine, agora, que posteriormente ela volte a ser olhada em dia de forte neblina: você saberia “enxergá-la” como ela foi vista antes de a neblina ter surgido? Ou você iria acreditar que a neblina alterou o quadro? O que chamamos de “estudo do Absoluto” é, basicamente, você dar “testemunho da paisagem” como ela é: com ou sem neblina!

Aquele que luta para “transcender este mundo” é quem parte do cenário aparentemente alterado pela ILUSÃO! Ele acredita ter “alguma coisa” para ser restaurada, seja nele, seja no mundo, enfim, ele acredita em ILUSÃO COM PODER! Entretanto, o que não tem realidade não é poder! Você entenderá o que é “contemplar a Verdade” quando partir da Verdade, que, em nossa analogia, é você SABER como é a “paisagem”, sem jamais acreditar que alguma “neblina” possa tê-la modificado! A “paisagem é a paisagem”, a “neblina é a neblina”, ou seja,  DEUS SE EXPRESSA COMO SEU “EU” E COMO O SEU UNIVERSO, FORMANDO A UNIDADE PERFEITA. E quanto à ILUSÃO? A “ilusão é ilusão”, é o “nada sendo nada”.

Se a “paisagem” falasse e lhe dissesse: “eu preciso transcender a neblina para ser o que eu sou”, qual seria a sua opinião sobre isso? Iria concordar e aguardar que ela “transcendesse a neblina”? Ou lhe diria: “Você é permanente! Não pode ser alterada por neblina alguma!”?

De pouco lhe valerá apenas aceitar teoricamente que DEUS É TUDO e que “este mundo é nada”; é preciso se posicionar no “Referencial iluminado”. A Verdade já é a Verdade e VOCÊ já transcende a “neblina de crenças coletivas”, que é formada de todas as MENTIRAS que foram e continuam sendo ditas sobre Deus, sobre o Universo e sobre VOCÊ! Mesmo que multipliquemos infinitamente a  quantidade de MENTIRAS, a VERDADE PERMANECE! E este “reconhecimento” é o objetivo das “contemplações”. Em todas elas você deverá dizer, com  identificação e entendimento absolutos: EU SOU A VERDADE! EU SOU “TRANSCENDENTE” ÀS MENTIRAS!

EU SOU O QUE SOU!

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Um “Eu” Puramente Espiritual

UM “EU”
PURAMENTE ESPIRITUAL
Dárcio
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DEUS É TUDO, e é ESPÍRITO! Partindo desta Verdade, o ensinamento absoluto afirma que “não existe matéria” e, por conseguinte, não há ninguém “encarnado”, uma vez que não existem “corpos materiais”. A visão ilusória diz “ver” nascimento, envelhecimento e morte”; porém, a Visão real vê a permanência de tudo que é, de fato, REALIDADE! Estas colocações chocam o “intelecto”, e quem preferir se firmar na aparente “lógica intelectual”, acabará por endossar a ILUSÃO, mesmo que diga estar, “também”, buscando a Verdade!
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DEUS É TUDO! Não há ninguém “buscando a Verdade”; o que há, é DEUS sendo a totalidade de cada suposto “buscador”. Não existe “Filho de Deus” em vida material ou em corpo carnal! Mesmo que a suposta “mente humana” avalie como absurdas estas colocações, falsa é esta mente, e verdadeiras são estas revelações! Por esse motivo, não existe “tempo” para ser levado às “contemplações” daquilo que É! Tudo É AGORA! Neste exato AGORA, DEUS É TUDO! E, naturalmente, é neste exato AGORA que o seu “Eu” é puramente espiritual! Não há “matéria” se movendo, quando VOCÊ SE MOVE! Não há “matéria envelhecendo”, enquanto VOCÊ VIVE A ETERNIDADE! Abandone a “visão ruim” e adote a Visão absoluta! Desse modo, veja a SI MESMO como Vida eterna em evidência! Deus é a única Causa e o único Efeito! Você é unicamente o que DEUS É! Deus é puramente espiritual! VOCÊ é puramente espiritual! Transcendendo a ILUSÃO de existência terrena ou material, e descartando algo de temporal ou material sendo VOCÊ, ou mesmo “parte” de VOCÊ, estará experienciando a VERDADE PERMANENTE: DEUS, ESPIRITO, SENDO EM “VOCÊ” UM “EU” PURAMENTE ESPIRITUAL.

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A Percepção do Fluxo de “Agua Viva”

A PERCEPÇÃO DO FLUXO DE
“ÁGUA VIVA”
Dárcio
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O hábito da leitura continuada faz, muitas vezes, com que a pessoa deixe de perceber a ação espiritual que a própria leitura lhe diz estar acontecendo, e nela mesma! Informações sobre a Verdade não devem ser lidas como fazemos com as  informações ligadas às coisas deste mundo, pois o objetivo delas é unicamente o de elevar o leitor à percepção de fatos já consumados, prontos, perfeitos, mantidos eternamente por Deus, e que, por estar a pessoa envolvida com o mundo,  deixava de reconhecer ou de perceber.

Já postei aqui, recentemente, o texto “Informação leva à Percepção”, para alertar sobre este lado importantíssimo, que é o da “percepção imediata” das Verdade lidas. Quantos não devem ter lido, desde que a primeira Bíblia foi impressa, que “rios de água viva” correm a partir do próprio ventre de quem “crê em Mim”! Jesus explicou esta Verdade à samaritana, que diariamente buscava água no “poço de Jacó”. Ao ser informada sobre a “água viva”, teria ela “percebido” o significado? Teria ela deixado de se ver como  “pessoa humana” para ver, de fato,  a SI MESMA? A Presença de Deus sendo ALI MESMO o Ser real dela? Teria ela entendido que os “rios de água viva”, correndo a partir do seu “próprio “ventre”, de sua própria Identidade ou Essência, eram “fluxo permanente” da Substância divina?  As mesmas questões poderiam ser dirigidas a todos aqueles que, no decorrer dos séculos, tiveram, pela Bíblia,  esta informação! E também elas estão sendo, agora, dirigidas a VOCÊ!

Não somente enquanto estiverem sendo “lidas”,  as Verdades devem ser reconhecidas sempre que pudermos e que delas nos lembrarmos! Esteja você onde estiver, esteja fazendo o que for, em termos de “mundo aparente”, recorde e perceba a Verdade sendo a Verdade no âmago de seus afazeres cotidianos! Se estiver fazendo compras, de nada lhe custará reconhecer, por alguns segundos, que “de meu ventre correm rios de água viva”; se estiver à espera de alguém, ou de uma condução, lembre-se : “de meu ventre correm rios de água viva”…

A Substância espiritual divina, que flui constantemente como esta “água viva”, é o Suprimento real de cada “agora”. Desse modo, habitue-se a viver nesta “percepção da Verdade”, e não somente em “leituras”, uma vez que a “percepção” é, em si, a “busca do Reino em primeiro lugar”, e, quanto mais você estiver voltado a esta “percepção”, menos ficará à mercê das “aparências”, uma vez que destas “percepções”, feitas com total dedicação,  é que virão as “aparências” que lhe serão, em vista disso, “aparências” harmoniosas, os chamados “bens vindos de acréscimo”.

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“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”
João 7: 38
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A Desintegração da Crença Material

A DESINTEGRAÇÃO
DA CRENÇA MATERIAL
Dárcio
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Cada um que deixa de se associar com “este mundo”, para reconhecer sua real existência em Deus, “enfraquece” a sustentação hipnótica da “crença coletiva”, uma errônea aceitação de massa de que “mundo material é realidade”. Por isso, é preciso permanecer firme na aceitação radical de que
unicamente DEUS EXISTE!

A verdadeira Existência é Luz infinita em expressão onipresente; assim, a “neblina” que a mente humana faz representar, mostrando imagens tridimensionais cheias de imperfeições, a cada segundo perde o apoio ilusório devido ao “despertar” que está se dando de uma forma mais contundente.

Jamais a “névoa” da ILUSÃO altera algo que Deus É e FAZ! O que nos cabe fazer, é ficar na consciente UNIDADE COM DEUS, sem ter “olhos que veem névoas”. “E criou Deus o homem à Sua imagem e semelhança” (Gen. 1: 27). Alguma ILUSÃO teria alterado esta Verdade eterna? Não! Desde sempre VOCÊ é a Vida eterna de Deus, sem passar por qualquer suposto “acontecimento material”. A Vida eterna é permanente! Não pode receber nada nem perder nada! É DEUS SENDO! Portanto, permaneça na Consciência da Verdade, e, se para a suposta “mente humana”, aqui é mundo material, para VOCÊ, é e será eternamente o REINO DE DEUS!  Assim poderá vivenciar, neste aqui e agora, a revelação de Jesus: “O meu Reino não é deste mundo”.

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A Verdade Acima do Intelecto


A VERDADE
ACIMA DO INTELECTO
Dárcio
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Estar bem atento ao fato de que “intelecto” capta “ilusão”, sem jamais alcançar a Verdade, é fundamental. A Bíblia sempre registrou desprezo à  suposta sabedoria humana, no que diz respeito a assuntos espirituais, uma vez que a suposta “mente humana”, sendo “não solução” para os problemas que  capta e nos apresenta como existentes, é, na verdade, a causa de todos eles! Não como problemas reais, mas, sim, como crenças falsas de problemas.

De que adianta tentar convencer o “intelecto” de que “o mundo material é nada”? Ou passar a ele que nascimentos, doenças, pecados e mortes nunca existiram?  Cansei de ler comentários de padres e pastores criticando a visão da Metafísica!  Um deles dizia: “Falam que o pecado não existe porque querem tornar fácil demais o caminho ao Reino de Deus”. Outro dizia: “Falam que o mal não existe! Basta abrirmos qualquer jornal para sabermos que esta afirmação é absurda!” E isto não tem fim! Já escutei esse tipo de argumentação vezes sem conta! Comentários desse tipo mudam a Verdade? Não! A Verdade é que “este mundo material”, com seus nascimentos, doenças, pecados e mortes, e também com seus padres, pastores ou leigos que desacreditem desta Verdade, é nada! Seja o que for que aparecer na “telinha humana”, aquilo é nada! A ILUSÃO pode se manifestar como “imagens de doentes”, “imagens de nascidos”, “imagens de mortos”, “imagens de padres e pastores”, “imagens de estudantes da Verdade”, “imagens de mestres da Verdade”, enfim, a ILUSÃO pode se manifestar como todo tipo de imagem! Mesmo assim, ILUSÃO É ILUSÃO!

A Verdade é que DEUS É TUDO! Quem se desfizer das mentiras verá, lhe sobrando, unicamente a Verdade! E o que lhe terá saído? NADA! ILUSÃO É NADA! E para isto ser discernido, basta desconsiderar o “intelecto”, que jamais capta as “loucuras de Deus”.

Medite a partir da TOTALIDADE DE DEUS! Sem dar trela ao que supostamente lhe diz o “intelecto”; desse modo, sem estar “servindo a dois senhores”, você estará simplesmente “sendo”, e sendo a Verdade!


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Desperto do Sonho

DESPERTO DO
SONHO
Dárcio
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Saber que “existência humana” é sonho é “estar desperto do sonho”, é estar consciente de que a imutável Realidade eterna é nosso Lar, e que, aqui e agora, a Vontade de Deus, única e em cumprimento, é a vontade de todos nós. A Vida é a Harmonia do Infinito sendo Vida com abundância! Não há “outra” vida, senão a “nossa”, para ser “Vida com abundância”.

Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida com abundância”. Este “Eu” é uma Unidade Perfeita, um objetivo divino no cumprimento da Lei, que é o Amor divino e infinito sendo!

Não há “vida” em suposta “matéria”. Não existe “histórico” para a Vida, não há “vidas passadas”, a não ser em “doutrinas várias e estranhas”, e não há “vidas futuras”, para que “futuramente” alguém encontre Deus! Deus é TUDO! TUDO significa AGORA! O “sonho” é nada! A Vida é eterna, o “tempo é nada”. Identifique-se com o que é real! Identifique-se com Deus, com o Agora, com a Eternidade! Despertar do “sonho” é viver Desperto! E, Deus, sendo VOCÊ, assim vive!

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Informação Leva à Percepção

INFORMAÇÃO
LEVA À PERCEPÇÃO
Dárcio
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Onde agora estamos, dizem as Escrituras, é o Reino do Absoluto e não a imagem tridimensional captada pela mente humana. Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Está vendo mundo terreno? Tire dele a atenção, intua estar vivenciando o Absoluto aqui presente. A mente humana poderá continuar vendo a “ilusão”; separe-se dela! Você não é “mente humana”; você não está no quadro que ela acredita existir! Nem ela nem seus quadros são reais! Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Como se sente? Sem “mente humana”, sem estar “neste mundo”? Intua como você se sente, sabendo ter a “Mente de Cristo”, e que está no Absoluto!

Deus está sendo você! Por isso, jamais você nasce, muda ou morre! Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Percebe estar consciente? Vivo? Livre? Esta Consciência, consciente, viva, livre, é “você”, o seu Eu! Esta é a informação; pare, agora, e perceba o que foi dito! Percebendo? Então agora diga, com Consciência:

EU SOU!
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Vencer o Mundo Por Nada Esperar…

VENCER
O MUNDO POR NADA
ESPERAR DO MUNDO
DÁRCIO
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Enquanto alguém contar com algo ou alguém “deste mundo”,  contar com realizações pessoais “neste mundo”, medir seu grau de felicidade em função do que possui ou deixa de possuir “neste mundo”,  não terá “vencido o mundo”. Isto porque “vencer o mundo” é estar no REINO da plenitude eterna, ou é, na pior das hipóteses,  “estar  no mundo sem pertencer-lhe”, uma vez que “todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo”.

“Você acha errado desejar as boas coisas  do mundo?” – eis uma pergunta sempre presente. O erro, entretanto,  não é este! O erro é  se achar “alguém do mundo”, quando, na verdade, tudo é Deus mesmo Se expressando, e na Realidade absoluta! Qualquer um, hipoteticamente, pode se discernir “sendo Deus”, já vivendo a Eternidade da Plenitude, aqui e agora, ou pode se discernir como “alguém do mundo”, desejoso de nele se realizar, desfrutar de seus conceitos de bem e de prazer, e medir-se segundo estes humanos conceitos! Hipoteticamente, podem ser admitidas estas duas opções! Entretanto, em termos reais, o que existe é unicamente Deus! Portanto, em vez de tantas perguntas, sobre o que possa ser considerado certo ou errado, no mundo, identifique-se unicamente com a Verdade, que lhe revela : “deste mundo, não sois” . Esta identificação o deixará “um com Deus”, com o “mundo vencido”, e com VOCÊ, CONSCIENTEMENTE, EM SEU REINO!  LIVRE!

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Encontro Consigo Mesmo-30 -Final

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXX – FINAL
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“ENCONTRO CONSIGO MESMO” é a experiência de Deus, a vivência como Unidade Perfeita, vendo-se tanto como o Eu Sou Infinito quanto como Este Eu Sou – único – Se expressando especificamente como “Eu Sou Individual”. Uma “ilusão” forjava a simulação de uma suposta “existência material, quando sob seu efeito hipnótico, cada um se via parte dela, uma personalidade temporal, integrante de um quadro sempre dividido em coisas, pessoas e condições boas e más. Uma personalidade supostamente “nascida”, sujeita a aprendizados humanos, a sofrimentos, acertos, erros, mudanças e morte, aparentava existir! O “encontro consigo mesmo” é o encerramento da  identificação de cada ser com este estado hipnótico, pelo entendimento iluminado de que, de fato, “o nosso Reino não é deste mundo”, que dele jamais alguém fez parte, e que, de alguém, jamais ele fez parte.

DEUS É TUDO, TUDO É DEUS! Deixar de lado todas as crenças dessemelhantes desta Verdade deixa cada ser identificado com Deus na qualidade de “unidade”, uma Visão cósmica em que “não existem outros”, de que, realmente, o que vemos, somos, e o que somos, é Eternidade. Esta “ascensão”, da “crença hipnótica” à Realidade, que Jesus chama de “subida ao Pai”, na verdade é a admissão da Verdade eterna de que unicamente o “patamar do Absoluto” é Realidade! Nele permanentemente o Universo É! E não há “outros planos”, a não ser como “crenças ilusórias” ou “sonhos”.  Mary Baker Eddy disse o seguinte: “Esforcei-me por elevar o pensamento acima da personalidade física, ou identidade na matéria, até alcançar a individualidade do homem em Deus, na mente verdadeira, onde o mal perceptível aos sentidos se perde no bem supersensível. Esse é o único modo de abandonar a falsa personalidade”. Comigo houve uma experiência espontânea:  lia um livro, “14 Lições de Filosofia Iogue”, do Iogue Ramacharaca,  quando senti uma energia suave e crescente envolvendo meu ser, a partir de mim mesmo; em seguida, como se “várias lâmpadas se acendessem em serie”, numa rapidez incrível, vi desaparecer a “ilusão” pela visão da Realidade toda  plena de Luz, infinitodimensional e indescritível, em termos de definições humanas. Foi quando entendi que a expressão “Deus é Luz”, como cita a Bíblia, não era mera“figura de linguagem” para expressar Deus, mas que Deus, realmente, é Luz infinita, uma Luz  que é TUDO! O Universo é Luz e todos nós somos a Luz que é o Universo! Não existe nada além de Deus! Como o intelecto não atinge este entendimento, ele terá de ser desconsiderado, ao menos no que diz respeito à “busca da Verdade”, para que a própria Verdade possa ser livremente discernida, sem bloqueios, restrições ou qualificações! DEUS É TUDO! A Verdade já É! E esta Verdade inclui a VOCÊ! Quanto mais direto, receptivo e natural você permanecer, durante a “Prática do silêncio”, mais estará “sendo” quem VOCÊ eternamente É!

Espero que estes textos o tenham feito entender porque o “estudo” requer um linguajar absoluto, e porque o “Referencial” a ser considerado precisa ser o “Referencial da Luz” e não o das “aparências”. Encerrando esta série,  registro abaixo as iluminadoras palavras de Lillian DeWaters, pertinentes com o  tema em foco, e que tão bem sintetizam em que consiste o “estudo do Absoluto”:

Questões relativas a cura, demonstração, ou tratamento, perdurarão enquanto permanecer a ideia de um pensador individual separado. Tal pensador individual irá persistir, inclusive com a sensação de discórdia, limitação e desarmonia, até que finde a FALSA IDENTIFICAÇÃO. De nenhum outro modo Deus Se tornará uma Presença vital e vibrante em nossas vidas.

Em primeiro lugar, abstraia-se das aparências. Não se esforce para curá-las, dominá-las ou destruí-las, nem mesmo para delas discordar silenciosamente. Os esforços do “eu pessoal” são cegueira e restrição. Dirija o Coração, a Alma e a Existência rumo à aceitação da VERDADE EM SI, no Reino do Real. Faça, assim, sua identificação unicamente com o Real.Como um indivíduo, ou uma expressão, ninguém pode conhecer Liberdade, Paz, Perfeição, Integralidade. Uma coisa, apenas, é de valor, uma coisa superior a ganhar o mundo inteiro: ENTRAR NA REALIDADE IDENTIFICADO COMO O PRÓPRIO EU.


F I M

Encontro Consigo Mesmo-29

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
DÁRCIO
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PARTE XXIX
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Os princípios e conhecimentos adquiridos neste estudo, que nos são úteis nos “Autotratamentos”, assim como os conhecimentos da Ciência Mental, que, sempre eu tenho dito, são-nos indispensáveis, por vivermos, aparentemente, entre “dois mundos”, devem ser considerados como importantes, mas até o ponto certo. Que ponto é este? O ponto em que nos sentimos internamente “seguros” para entendermos que “todos estes conhecimentos” são sabedoria humana e que, em dado momento da “Prática do Silêncio”, deverão ser silenciados para que unicamente DEUS seja reconhecido.

Este “momento interno”, ao qual chegamos ajudados pelos estudos, é aquele em que “o estudo” é deixado por inteiro, e “trocado” realmente pelo “Silêncio”. Por isto eu costumo usar a expressão “Prática do Silêncio”, e não meramente “Meditação”. O “Silêncio” é a meta, e não a aplicação mental dos “estudos” que viemos absorvendo e compreendendo intelectualmente através do suposto “tempo”. Este “ponto”, onde nas “contemplações” separamos o “Mentalismo” da “Mística”, é o marca início efetivo da “Prática do Silêncio”. Os “Autotratamentos” são mentais, e terminam, dentro de nós, assim que nos sentimos em “contemplação”. Somente você poderá saber discernir este “ponto”, quando estiver meditando. O que desejo ressaltar é que, tanto é errado deixarmos de utilizar os conhecimentos mentais, julgando-os inferiores, como é errado, e  até mais ainda, ficarmos meditando sem ir além deles! A “Prática do Silêncio” não é, em si, “mentalismo”; mesmo que utilizemos, no início das meditações, tudo que pudemos absorver mentalmente,  se não “transcendermos” este saber humano, não estaremos “praticando o Silêncio”. Terá algum valor? Sim, terá, pois o “Mentalismo” corrige mentalmente o suposto “subconsciente” e esta “correção” será projetada posteriormente na vida humana, uma vez que esta é “sombra da mente”. Mas a meta, quando estudamos o Absoluto, não é meramente  “melhoria de aparências”, mas, o discernimento de que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.

Na “contemplação propriamente dita”, nada de cunho mental é aplicado, mentalizado ou desejado! Você estará contemplando o Poder de Deus sendo! Contemplando o Saber de Deus sendo! Contemplando a Evidência divina sendo! Estará contemplando o Universo de Luz tal como ELE É! Unicamente Deus é REALIDADE! E Deus não poderá ser contemplado como sendo “Tudo”, enquanto “existir” um “intelecto” participando com o “seu saber”  ao lado dEle! Nunca acredite que seu suposto conhecimento humano da Verdade interfira na ação ÚNICA de Deus em estar evidenciado como  Perfeição absoluta! Você poderá ampliar ao máximo este conhecimento, que lhe servirá para se firmar mentalmente até que o Silêncio possa ser praticado; porém, isto será o máximo que este saber humano lhe fará! Em Provérbios 3:5, encontramos: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento”. Se isto deve ser aplicado em nosso dia-a-dia, muito mais durante a “Prática do Silêncio”. Portanto, após se servir dos “Autotratamentos”, tire dos seus ombros toda a suposta “responsabilidade”    atribuída pelo mundo,e, simplesmente, “contemple a Mim”, o “Eu Sou” único e infinito SENDO! Serenamente contemple a Verdade eterna: “EU SOU!”

Continua..>

Encontro Consigo Mesmo-28

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
DÁRCIO
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PARTE XXVIII
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Embora cada autor,  escola mística ou metafísica conserve um estilo próprio de explanação da Verdade, a base de todos está realmente nos “Autotratamentos”, ou seja, em cada um corrigir a si mesmo, quanto a aceitar unicamente a Verdade e descartar o que é ilusório, seja em relação a si mesmo ou em relação ao universo. Por isso, a Natureza de Deus é reconhecida para que, por saber de sua unidade com Deus, ele saber estar  conhecendo a si mesmo.

Deus é infinito e, portanto, igualmente infinita é a natureza de todos nós. Não há “intelecto” que alcance as dimensões do Absoluto, para que possa revelar “o que somos”. E, o que somos, nós JÁ SOMOS, o que faz deste assim chamado “estudo” um “aquietar intelectual”, para que “o que somos” possa ser conhecido por intuição direta ou Autorrevelação. “Aquieta-te e sabe, eu sou Deus”, diz o Salmo 46: 10, bem retratando este procedimento. É importante partirmos desse conhecimento de que “o que somos, já somos”, e que as “meditações contemplativas” são meramente expedientes para o Autoconhecimento absoluto! Nada em nós muda! Já vimos antes: “As obras de Deus são permanentes”, como registra o livro “Eclesiastes”. O que sempre muda, é a crença ilusória, mas crença ilusória é nada! A cada meditação, devemos ter em mente que “o que somos está pronto e se expressando”, e esta “expressão” é Deus sendo o nosso “Eu” individual.

Em cada “Autotratamento” que fizermos, quando com mais tempo disponível, será bom reconhecermos, passo a passo,  a Natureza de Deus como Onipotente, Onipresente, Onisciente e Oniativo, a que damos o nome de “Quatro ‘O’s”. Repassemos mentalmente cada um destes aspectos  da Natureza divina, intuindo o seu sentido espiritual e absoluto e, ao mesmo tempo, vendo que “ali estamos inclusos”. Reconhecer a Natureza de Deus e aceitar que “dela fazemos parte” nunca poderá ser visto como apenas “prática de iniciante” . Há autores que falam em “ alunos novos” e em “alunos avançados”. Eu nunca fui a favor do “referencial humano”, como já expliquei aqui. O “estudo” parte sempre do “Referencial da Luz”, o referencial da UNIDADE PERFEITA, revelada por Jesus, que é a Verdade atual, aqui e agora, para todos nós. Certa vez li um comentário de Allen White, onde ele dizia: “Escrevem-me pedindo “Verdades mais  avançadas”, e respondo, dizendo-lhes: “Já dominaram as básicas?” Estas “básicas” são estes “Quatro ‘Os’”: Onipotência, Onipresença, Onisciência e Oniação. A crença em “estudantes novos e avançados” é perigosa e deve ser desmantelada! DEUS É TUDO! Não há, realmente,  estudantes da Verdade! Por outro lado, “estudar a Verdade” é partir da TOTALIDADE DE DEUS! Os aparentes paradoxos  precisam ser entendidos, ou, um suposto “ego” continuará presente e se julgando “conhecedor cada vez maior da Verdade”, o que é ILUSÃO. Disse, há pouco, que não há “intelecto” que nos possa  revelar “o ser que JÁ somos”. Nunca se identifique como “estudante da Verdade”, mas sim com a Verdade! Jesus, por exemplo, nunca disse ter estudado a Verdade, mas disse: “Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade”,… “Eu sou a Verdade”. Este “Eu Sou”, é impessoal, universal e infinito! O “Autotratamento” existe unicamente para este fim: para que reconheça e intua este “Eu Sou” , presente e manifesto aqui e agora, como o “Eu absoluto” que VOCÊ É.

A crença em estudantes iniciados ou avançados, além de nos posicionar no “referencial da ilusão”, ainda dá margem a que acreditemos no engodo chamado “estágios de consciência”. E este engodo muita vezes leva alguém à crença de que “esta parte”, ou “aquela parte” do ensinamento é destinada somente aos “novos”, uma vez que “ele”, por se julgar “veterano”, se julga capaz de dispensar muitos “ensinamentos básicos”. Entenda bem: não há “eu” que seja estudante “neófito” ou que seja “mestre”. Estas crenças são verdadeiros entraves à percepção do EU ÚNICO, que todos já somos! Todo julgamento pelas “aparências” conduz ao erro! Parta sempre de DEUS sendo TUDO! Conserve-se no “Referencial da Luz”, não se meça pelas “aparências”  nem tampouco por supostos “conhecimentos intelectuais”. O “Eu”, em todos, é expressão plena da Onipotência, Onipresença, Onisciência e Oniação! Contemple esta Verdade absoluta Se expressando como o “Universo”, e, seguindo a “ordem de contemplação”, como sua “Identidade específica”, e como seu “Corpo”. Por mais que didaticamente falemos em “estudar a Verdade”, o que primeiro deve ser lembrado, é que “este mundo” é pura MIRAGEM! Portanto, não há “estágios de consciência”, não há “seres em evolução”, e não há “alunos e mestres” da Verdade: HÁ UNICAMENTE DEUS!

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Encontro Consigo Mesmo-27

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
DÁRCIO
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PARTE XXVII
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Se, com a “Fórmula Mágica”, rapidamente dois casos de alcoolismo foram desmantelados, o valor maior está, não no fato de a aparência ter sido transformada, mas, no fato de a Verdade ter sido reconhecida! Se a mente ficar presa apenas à “ilusão de cura”, esta alegria não poderá ser considerada uma alegria verdadeira! O real valor da prática da Verdade está na própria Verdade, ou seja , nos dois casos citados, “o ser espiritual perfeito” passou a ser reconhecido, e a ilusão, de que havia “duas pessoas” presas ao alcoolismo, se desfez! Nunca existiram tais pessoas! Eram  ILUSÃO!

Este entendimento é de vital importância: a Verdade não cura “Filhos de Deus”; ela somente é “conhecida”, ou seja, os “Filhos de Deus”, para a Verdade, sempre são perfeitos, e a “prática da Verdade” está em “termos olhos para ver”, e não termos “intenções de curar”. Apesar de sempre encontrarmos a expressão“cura espiritual”, em livros sobre a Verdade, este ponto precisa ficar bem claro: “curar” é “enxergar a Verdade”, sem se deixar arrastar pela ILUSÃO de que “algo necessite de cura”. Se as duas pessoas citadas, que usaram a “Fórmula Mágica”,  não a tivessem empregado para “eliminar a falsa visão da mente humana”, elas estariam, de fato, convivendo do mesmo jeito com  “filhos de Deus perfeitos”, próximos a elas: porém, estariam sem vê-los, por estarem endossando a ILUSÃO de que “tinham se tornado “alcoolatras”. Portanto, que a “aparência de cura” seja realmente entendida, caso contrário, será meramente uma  ILUSÃO sendo trocada por OUTRA!

Por isso é importante termos sempre em mente que “aparências”,  boas ou más, são sempre simples  “aparências”, e nunca a Verdade ali presente e manifestada. “Antes que Abraão existisse, Eu sou” – disse Jesus. Este é o “referencial iluminado” que precisa ser adotado radicalmente, para que sempre tenhamos em mente que “são permanentes as obras de Deus” e que, como Deus é TUDO, TUDO é permanentemente “perfeição absoluta”. Talvez, para as pessoas que praticaram a “Fórmula Mágica”, e puderam visivelmente constatar a “cura”, a alegria maior possa ter sido esta: a de ver “o problema desaparecer”; entretanto, apesar desta alegria ser sentida, o que deve realmente nos alegrar, é a VERDADE PERMANENTE, que já estava ali manifestada, eternamente mantida por Deus, e que, pela “visão correta”, pôde ser testemunhada também pela suposta visão humana, na forma de “cura”.

Muitas vezes as pessoas ficam presas às crenças de “cura”, e de tanto acreditarem que deverão ser curadas pela Verdade, acabam segurando a “aparência doentia”, como se fosse realidade!  Aparências são aparências: tanto “antes da cura” quanto “depois da cura”! Nenhuma delas retrata o “ser real” em foco, subjacente a elas, e que é sempre o próprio Deus Se manifestando como “ser individual”, ou o Cristo, em todos. Nesse sentido, disse Jesus aos discípulos que se alegraram por “terem os espíritos” se lhes sujeitado: “Alegrai-vos porque seus nomes estão arrolados nos céus”… Não se deixava iludir pelas “aparências”, e queria deixar seus discípulos com esta mesma “visão correta”  da Verdade que é permanente.   Quando você estiver lendo, no “Sermão do Monte”, que deve “ser perfeito como perfeito é o Pai celestial”, o que deve entender,  de imediato, é que “você” deve simplesmente ser quem VOCÊ JÁ É, o ser “além das aparências visíveis”,  a “perfeição absoluta” do Pai, expressa como Filho, independentemente de quaisquer que possam ser as “imagens fraudulentas”,  geradas sobre você pela suposta “mente em ilusão”.



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Encontro Consigo Mesmo-26

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXVI
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O conjunto de informações e princípios que o estudo da Verdade propicia dá-nos as diretrizes para encararmos a Realidade em contraste com o “mundo das aparências”. Tanto as aparências boas quanto as más são ilusórias; porém, como são as “más” que nos incomodam, são as que mais nos chamam a atenção. Se nos fosse fácil encarar as “aparências ruins” como meros pesadelos, falsidades temporais que, como nevoeiro, nublam a visão da perfeição que “sempre é”, não haveria a necessidade deste estudo! Entretanto, ele parte destes princípios: Deus é Tudo, e as “aparências”, boas e más, são todas ilusórias.

Jesus levava muito em conta as revelações de Isaías. Nelas encontramos a Verdade de que cada um deve “ir a Mim”, que, como já vimos, significa cada um se volver unicamente a Deus que constitui o seu próprio “Eu Sou”. No versículo 33: 15, de Isaías, inicia-se a seguinte revelação:

“O que anda em justiça e fala com retidão; o que arremessa para longe de si o ganho de opressões; o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas lhe serão certas. Os teus olhos verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe. O teu coração considerará em assombro, dizendo: Onde o escrivão? Onde o pagador? Onde o que conta as torres? Não verás mais aquele povo cruel, povo de fala tão profunda, que não se pode perceber, e de língua tão estranha, que não se pode entender. Olha para Sião, a cidade das nossas solenidades, os teus olhos verão a Jerusalém, habitação quieta, tenda que não será derrubada, cujas estacas nunca serão arrancadas, e das suas cordas nenhuma se quebrará. Mas o Senhor ali nos será grandioso, lugar de rios e correntes largas; barco nenhum de remo passará por eles, nem navio grande navegará por eles. Porque o Senhor é o nosso Juiz; o Senhor é o nosso Legislador; o Senhor é o nosso Rei; ele nos salvará. As tuas cordas estão frouxas; não puderam ter firme o seu mastro, e vela não estenderam; então a presa de abundantes despojos se repartirá; e até os coxos roubarão a presa. E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniquidade”.

Revelação não é profecia, no sentido de que “algo esteja para acontecer”. A Revelação diz o que “já É”, motivando-nos a deixar de lado o suposto “mundo de aparências”, que “não É”, e discernir a Verdade permanente. Isaías fala da Verdade eterna, subjacente às aparências! O “Rei” é o “Cristo em todos”, a presença do Pai individualizado como cada um de nós. O trecho explica que, para vermos “o Rei na sua formosura”, necessariamente teremos de “fechar os olhos para não ver o mal”. Quantos não vemos, iludidos pela falsa solidariedade, chorando e lamentando supostos “acontecimentos trágicos” do ilusório “mundo das aparências”! Entretanto, a verdadeira solidariedade está em “permanecermos em MIM”, em reconhecermos a Onipresença do Amor divino oniativo, para, de fato, prestarmos o verdadeiro auxílio que é “estarmos erguidos às Alturas da Realidade, para atrairmos todos “a Mim”. A solidariedade relativa, que se constitui da suposta ajuda material, pode e deve ser praticada; porém, sem que nós também acreditemos nestas aparências como se fossem, de fato, realidades! Caso contrário, a Verdade estaria sendo negada, e a “ilusão” sendo endossada! Jesus distribuiu “pães e peixes”, quando assim julgou ser necessário; entretanto, àqueles que o seguiam na expectativa de assim serem continuamente nutridos, ele repreendeu com severidade! O “Pão da Vida” é o que deve ser buscado, e não  “sombras” nesta “aparência de mundo”.

Logo que conheci estes ensinamentos, uma pessoa da família, que morava no interior, escreveu-me falando sobre como poderia ajudar uma vizinha cujo marido bebia muito, judiava dela e aprontava escândalos na casa, sempre que voltava embriagado. Como sabia que seria difícil indicar volumosa literatura metafísica àquela vizinha sofredora, veio-me à ideia preparar um “Autotratamento” bem simples, objetivo, direto, prático, e que contivesse esta Verdade. Desse modo, escrevi o seguinte:

“ (Nome da pessoa)…………..: perdoe-me por tê-lo visto como pessoa problemática! Percebo agora que a falha estava na minha maneira de vê-lo. Você é um ser espiritual perfeito! Você é a Vida de Deus, vivendo a meu lado para dar-me felicidade! Desejo-lhe, agora, toda a felicidade do mundo. Agradeço-lhe por ter-me ajudado a abrir os olhos para a verdadeira EXISTÊNCIA, que é divina, espiritual e perfeita!”

Assim que terminei de escrever,  enviei a “mentalização” para ser encaminhada à vizinha, com a recomendação de que deveria ser feita duas vezes por dia,  cada uma com a duração de 15 minutos. E expliquei também a “quimicalização”,  ou seja, que, de início, o quadro poderia parecer piorar, pela ação da Verdade sobre o erro, até ser todo ele reduzido ao “nada originário”. Após cerca de três meses, recebi a notícia de que aquele marido havia se livrado completamente do vício, e que a harmonia havia sido restabelecida naquele lar. Tempos depois, um vizinho meu, que aparentemente havia vindo me visitar para tratar de um assunto do prédio, comentou, abatido, que não sabia mais o que fazer com o caso do filho dele. O problema era o mesmo: alcoolismo. O rapaz bebia demais, perdia a noção do que fazia, andava pelos corredores e escadas do edifício em trajes menores, e, este pai vivia desolado! Então eu contei a ele sobre este caso de cura ocorrido; ele deu-me atenção com um ar de pouco interesse, e eu cheguei a pensar que ele levaria a “mentalização” somente por educação. Porém, tempos depois, ele veio dizer-me, com um semblante de profunda alegria, que havia feito como eu lhe havia dito, e que seu filho havia deixado de beber! A frase  dele que me marcou foi a seguinte: “Corri por toda parte, tentando encontrar uma solução,e ela estava bem diante de minha porta!”. Morava, na época,  no mesmo andar que eu.

Quando  soube deste segundo relato de cura, dei à mentalização o nome de “Fórmula Mágica”, e, com este título eu a publiquei mais de uma vez no boletim do Facho de Luz, que, antes da existência do site, eu costumava imprimir mensalmente e enviar às pessoas.  Quando passei a divulgar esta “Fórmula Mágica”, incluí os seguintes esclarecimentos:

“A grande dificuldade inicial, quando alguém estuda a Verdade, está em se convencer de que “o problema está na mente humana”, e não lá fora, no mundo. Para facilitar, a princípio sugerimos a preparação mental a que chamamos de “Fórmula Mágica”, em vista de a mesma ter apresentado resultados surpreendentes em casos nos quais supostamente uma pessoa “exterior” parecia constituir o problema”.

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Encontro Consigo Mesmo-25

ENCONTRO CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXV
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O entendimento de que Deus, como Amor incondicional, é a atividade única da Consciência que somos, uma vez que esta Consciência é única e oniativa, destrói as crenças vastamente disseminadas pelas mais diversas religiões ortodoxas e doutrinas humanas, que falam de supostos “julgamentos de Deus”, “misericórdia de Deus”,  cedendo-nos oportunidades de regeneração de erros do passado, enfim, que falam de um Deus que vê bem e mal, e nos beneficia ou pune em função destes opostos! Bastaria nossa “premissa básica”, DEUS É TUDO, para que todas estas crenças fossem “detonadas” como puras falsidades! Em João, 5: 22,23, podemos ler: “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo, para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Esta citação deu origem a outras deturpações em pregações, quando as igrejas simplesmente substituíram Deus, como “juiz implacável” de cada homem, por Jesus Cristo, que ensinaram ser o único “Filho”, o “unigênito do Pai”. Contudo, apesar de todos estes ensinamentos infundados, encontramos, no próprio Evangelho de João, as palavras de Jesus: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou” (João 8: 15,16). Em outras palavras, “pela carne” nem o Pai nem o Filho fazem qualquer julgamento, e isto por dois motivos: o primeiro, porque não há Pai e Filho, como  sendo “Consciências separadas”, e, segundo, porque a Unidade, Pai como Filho, por ser “Onipresença, não vê ILUSÃO!

Quando Jesus fala “Unidade”, como vemos nesta citação, “não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou”, inclui a todos nós, uma vez que UNIDADE é o TODO e não uma suposta “unidade parcial”, levando em conta somente Deus e Jesus. Esta crença religiosa falsa, de que “eu e o Pai somos um” seria condição exclusiva de Jesus, tornou-se, com o passar dos séculos, uma das mentiras ortodoxas mais nocivas à humanidade. Todo o cuidado que Jesus demonstrou, para nos revelar a Verdade que somos, foi prejudicada por  falsos profetas, bem ou mal intencionados, que enfatizaram muito mais as mentiras, deixando de propagar ao mundo a suprema revelação de Jesus, de que DEUS É TUDO, de que somos UNIDADE PERFEITA, de que SOMOS UM COM O PAI, IGUAIZINHOS A ELE, E QUE, “VIR A MIM”, SIGNIFICA CADA UM “IR À UNIDADE” , “SAIR” DA CRENÇA FALSA EM DUALIDADE, OU SEJA, “IR A SI MESMO”, ENCONTRAR DEUS EM SI MESMO, ENCONTRAR, EM SUMA,  A SI MESMO SENDO DEUS! Jesus disse:  “Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim” (João 17: 22).

O que chamamos de “Estudo do Absoluto” é, de fato,  a concretização do “juízo justo”, o “juízo dado ao Filho” em todos nós! “…deu ao Filho todo o juízo, para que TODOS honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”. Neste “todos” está a chave, pois, quando VOCÊ se vê ali incluso, esquivando-se da suposta mente humana e seus “julgamentos pela carne”, você honra a SI MESMO como honra o Pai, por estar discernindo a Verdade eterna da UNIDADE PERFEITA, em que, realmente, DEUS, ESPÍRITO, É TUDO, e que a  “humanidade”, em sua suposta “vida terrena” de nascimentos, mudanças e mortes, JAMAIS EXISTIU!
A Verdade não é teoria, mera filosofia a ser testada, ou algo desse tipo! A Verdade é a Verdade! Se você disser: “Estou me sentindo mal! Estou com dor aqui e ali”, e fizer o “juízo pela carne”, você estará dando testemunho da “mentira”, e, em vista disso, vivenciando uma ILUSÃO! O estudo não é meramente intelectual! Ele se mostrará verdadeiro quando você desafiar as crenças falsas, as aparências, ou as mentiras, plenamente convicto de que VOCÊ SE HONRA COMO HONRA O PAI! Não justifique sua suposta  permanência nas mentiras com a habitual desculpa de que “ainda não conscientizou a Verdade”; este “eu” é a ILUSÃO! Contemple a Verdade de que DEUS É TUDO, faça o “juízo justo”, e “ponha na prática” o que disse ter aceito como sendo a VERDADE! Aja, portanto, dessa forma, sem jamais  aguardar “endossos” da mente que não existe!

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Encontro Consigo Mesmo-24


ENCONTRO
CONSIGO MESMO

Dárcio
PARTE XXIV
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Toda a “Natureza de Deus” é essencialmente a natureza real de cada um de nós, pois o Verbo divino é a Substância de toda Forma. Cada “Aspecto de Deus” que contemplamos, sendo a Consciência que somos, “surge” em sua projeção visível “deste mundo”, como o seu equivalente em termos de entendimento humano. Dentre todos estes Aspectos, o Amor divino recebe destaque em todos os ensinamentos; João, por exemplo,  escreve e define Deus da seguinte maneira: “Deus é Amor”.

Em Ciência e Saúde, a Sra. Eddy declara:
“O Amor divino sempre satisfez e sempre satisfará a toda necessidade humana. Não é justo imaginar que Jesus tenha demonstrado  o poder divino de curar somente para um número seleto de pessoas ou para um período de tempo limitado, porque a toda a humanidade e a toda hora, o Amor divino propicia todo o bem”.

É vitalmente importante lembrarmo-nos de levar em conta o “Amor que é Deus”, em todas as “contemplações” da Verdade que fizermos! Todo chamado “Autotratamento” deve incluir esta percepção de que Deus, como Amor, é a nossa própria Consciência em Oniação. Dedique-se demoradamente a esta “contemplação” da Onipresença divina como Amor absoluto, infinito e todo-abrangente. Tempos atrás, quando escrevi uma série sobre  a Ciência Cristã, citei a seguinte declaração da Sra. Eddy: “Contra o Amor, o dragão (magnetismo animal) não luta por muito tempo, pois o dragão é morto pelo Princípio divino”. Na ocasião, fiz os seguintes comentários: “Como devemos praticar esta Revelação? Em primeiro lugar, devemos entender o seu conteúdo absoluto! Deus é Amor Onipresente! Portanto, o ser que cada um de nós já é, é Amor! Nossa Essência é Amor infinito! Nossa Consciência é Amor infinito! Nossa totalidade é Amor infinito! Isto deve ser muito bem reconhecido em “considerações silenciosas”, e com nossa máxima dedicação. Em total silêncio receptivo, o “dragão”  se cala diante de nosso radical reconhecimento de que o Amor, que é Deus, constitui a totalidade do Universo e de nosso ser. A “ação mesmérica” das pressões do mundo somente atuam dentro da própria mente humana, e jamais atingem, de fato, o nosso ser genuíno. Assim, quando julgamos “sentir” tais pressões ilusórias, podemos saber que somos nós mesmos que endossamos o “mesmerismo” naquele instante, por termos deixado de reconhecer o Amor sendo Deus e sendo o nosso ser. Jamais devemos endossar as “sugestões” ou “tentações” do mundo, por mais convincentes que possam aparentar ser, dando a elas o poder que não têm! Firmes na Verdade de que a Mente divina é a ÚNICA Atividade real e permanente, perceberemos que “a Verdade e o Amor (reconhecidos) prevalecem sobre o dragão, porque o dragão não os pode guerrear.” Isto porque ele apenas “luta” enquanto nós, nós mesmos,  dermos a ele armas ou poder, através de nosso endosso às suas sugestões mesméricas! No silêncio de nossa “compreensão da totalidade de Deus”, todas estas “tentações”   desaparecem em seu “nada” originário! “Assim termina o conflito entre a carne e o Espírito”, completa a Sra. Eddy.

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Encontro Consigo Mesmo-23

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
PARTE XXIII
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O Amor é Deus, a Substância consciencial em Oniação, a manifestação do Bem absoluto como a Consciência infinita da qual participamos em unidade. Quando buscamos o Reino de Deus e discernimos esta unidade perfeita, experienciamos este Amor absoluto, que nada tem a ver com o humano conceito ou entendimento de amor  que a suposta mente humana retém. Amor é Luz oniativa sendo! Impessoal, incondicional, isento de interesses, retribuições ou desejos de ser correspondido. O Amor divino simplesmente É!

Encontramos, em  certos ensinamentos “deste mundo”, ideias que associam o “Amor”, que é Deus, com amor pessoal ou atração sexual, que é “carne”. Uma pessoa, estudante do Espiritismo, citou-me uma obra que dizia que “as energias sexuais contribuem para o progresso da alma”. Estas aberrações, que misturam Deus, Espiritualidade, com “instintos carnais”, sempre esteve presente “neste mundo”. De onde vêm tais ideias? Da “ilusão”, da crença fraudulenta de que o homem é “carne”, ou, que o homem é “parte Espírito e parte carne”. Destas crenças dualistas decorrem as deturpações do estudo da Verdade, onde muitos se enredam em “prazeres do mundo”, vendo neles, em vista destes ensinamentos, um suposto “cumprimento de  objetivos, como, por exemplo, amar ao próximo ou, como já citei, fazer “progredir a alma”.  Que alcançam, perseguindo tais objetivos?  Frustrações! Ideias perniciosas de natureza carnal, que incutem na mente a “ilusão” de que somos “seres materiais”,  são também propagadas pelos chamados “mestres tântricos”, que em meio a algumas Verdades que pregam, com as quais atraem  leitores ou seguidores, infiltram-lhes os “venenos”, exatamente como fazem os fabricantes de raticidas, que oferecem aos camundongos um atraente “produto com queijo” mas que, ao ser ingerido, revela sua toxidez misturada,  a presença do veneno! “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não há nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece” (I João 2: 17-17).

Muitos já me perguntaram: “Você é a favor ou contra o casamento? Qual a sua visão sobre a vida sexual?”  Minha resposta sempre foi a seguinte: “Eu sou a favor da busca do Reino de Deus em primeiro lugar”, uma vez que nossa identidade real e única é divina e não humana. Quem se dedicar de corpo e alma a esta “busca”, terá, na suposta “vida humana”, todos os bens acrescentados! E estes bens diferem de pessoa para pessoa; se, para algumas, o casamento surgir, eu sou a favor; se, para outras, ele não surgir, eu também sou a favor! Isto porque cada um terá, em sua vida, aquilo que lhe for o melhor, do ponto de vista de Deus, ou seja, não vem de uma opinião minha ou de outros! Será algo vindo “acrescentado”, como disse Jesus, àqueles que, em primeiro lugar, buscam o Reino de Deus, buscam a Verdade. Assim como viagens. passeios, recreações, profissões, fazem parte da “vida humana”, surgindo naturalmente por acréscimo na vida de cada um, também com  a “vida a dois” ou com  “a vida a um” acontece a mesma coisa.  Quem colocar algo “do mundo” em primeiro lugar, estará se sujeitando ao mundo e não à Verdade. E quem realmente buscar a Verdade, terá, como foi dito, o que, aos olhos da Verdade, será o seu “bem” em termos de vida humana. Portanto, a resposta, na verdade,  somente cada pessoa saberá dar a si mesma, por depender do que ela realmente busca: o Reino de Deus? Ou  realizações humanas?  O Amor de Deus? Ou o amor do mundo? Somente ela poderá dar a si mesma a resposta! O que eu sempre alerto é quanto ao seguinte: fujam destes supostos “mestres” que associam Espiritualidade com sexualidade! Mary Baker Eddy disse o seguinte: “As paixões e os apetites têm que terminar em sofrimento. São de “breve tempo” e estão cheios de “inquietação”. Suas supostas alegrias são logros. Seus limites estreitos lhes diminuem os prazeres e cercam de espinhos suas obras”. A Bíblia sempre trouxe o alerta: “Quem semeia na carne, colhe corrupção, e quem semeia no Espírito, colhe Vida eterna”. O ego é que deve se amoldar à Verdade e nunca a pessoa pretender “forjar” com que a Verdade se amolde aos seus desejos ou caprichos humanos, buscando respaldo em “ensinamentos e doutrinas estranhas”, que reforçam a crença falsa de que somos “menos do que Deus”; dar crédito a tais crenças  é fazer do ego um “deusinho” particular, e,  viver esta mentira não poderá dar certo! “A Graça de Deus nos basta!” Portanto, tenha por meta conhecer sua UNIDADE COM DEUS, deixando que, no mundo, tudo lhe venha por “acréscimo”. Este processo não é opinião de ninguém: é meramente como o Universo funciona!  Permaneça em sua Oniação!

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Encontro Consigo Mesmo-22

ENCONTRO CONSIGO MESMO
Dárcio
PARTE XXII


DEUS É TUDO – esta é a premissa básica deste estudo. Todos os aspectos da natureza de Deus são onipresentes; todos eles são o que cada um de nós, individualmente, é! O que é válido para Deus é válido para o “ser individual que somos”, porquanto “Deus e Homem são Um”. Citei anteriormente a palavra “Autotratamento”, que é muito empregada em textos sobre a “cura espiritual”. Seu uso é didático, e nos faz recordar que, se “algo ou alguém” nos surgir como “imperfeição a ser corrigida”, a maneira de lidarmos com esta “ilusão” será em nós mesmos: Autotratamento! Isto porque somos “nós” que estamos reconhecendo que “Deus é Tudo”. O estudo requer atitudes condizentes com os princípios aceitos, estudados e contemplados! A dedicação de cada um determinará o seu aparente progresso na prática da Verdade.Saber que “Deus é Tudo e ilusão é nada” não nos basta, ou seja, se andarmos pelas ruas e virmos, por exemplo, alguém caindo de uma moto, se apenas seguirmos em frente ignorando a cena, por acharmos, devido ao estudo,  que “na Presença de Deus não há acidentes”, não teremos desmantelado a “ilusão” como deveríamos! Ignorar a “ilusão”, somente, significaria levá-la conosco para onde estivéssemos indo, uma vez que sua “nulidade” deixaria de estar sendo reconhecida. Quando estamos num ônibus parado e um outro, colado ao nosso, entra em movimento, a “ilusão” nos faz crer que “o nosso se moveu”; quando irá esta “ilusão” se desfazer? Quando ocorrer, “em nós”, o claro discernimento: “O ônibus que se moveu foi o outro, e não este em que estou”. O Autotratamento tem este objetivo: dar-nos a percepção de que, no caso de nosso exemplo, onde o “acidente com a moto” parecia acontecer, a “divina ordem” já estava manifestada como fato verdadeiro e permanente. Este “entendimento” é o que chamamos de “Autotratamento”.

Emmet Fox publicou um folheto de sucesso mundial, chamado “A Chave de Ouro”,  que basicamente diz o seguinte: “Seja você quem for, esteja onde estiver, a “Chave de Ouro” da harmonia está em suas mãos agora, pois quem trabalha é Deus e não você; portanto suas limitações ou fraquezas não contam no processo, e sua parte é primeiramente sair do caminho: “PARE DE PENSAR NA DIFICULDADE, SEJA QUAL FOR, E PENSE EM DEUS ESTANDO NO LUGAR DESSA DIFICULDADE” – esta é a “Chave de Ouro”. Uma forma de Autotratamento muito prática!

Sabemos que as “sugestões hipnóticas” não são presenças, mas “ausências” já preenchidas pela Verdade”, uma vez que Deus, ou a “Divina Ordem”, é Presença permanente, ou onipresença. Esta “Chave de Ouro”, simples de tudo, é realmente bem útil em nosso dia-a-dia, principalmente quando não dispomos de muito tempo para as “contemplações absolutas”. O importante, nisso tudo, é que você saiba que diante do erro, atitudes podem e precisam ser tomadas, para que a Verdade estudada possa ser, realmente,  posta em prática, não somente durante as meditações, mas, também, diante das aparentes manifestações da “ilusão” em nosso cotidiano. E sempre que isto for feito, o será sob alguma forma de “Autotratamento”, pois, a “nós”estarão vindo  as “sugestões hipnóticas”,  e, portanto, também em “nós” é que deverão ser “trocadas” pela Verdade.

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Encontro Consigo Mesmo-21

ENCONTRO
CONSIGO MESMO
Dárcio
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PARTE XXI
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Todas as instruções espirituais e mentais, estudadas e conhecidas, serão por nós empregadas, mas não como “receitas”, e sim  da forma com que nos sentirmos inspirados a fazer uso delas em cada momento, pois este uso irá variar a cada segundo. Há vezes em que nos sentimos prontos para ir diretamente à “contemplação absoluta”, sem sentir  a necessidade de nos determos em mentalizações,  em afirmações da Verdade e negação da ilusão; noutras vezes, sentimos a necessidade de empregarmos a Ciência Mental, fazermos os “autotratamentos”, etc. . O importante é termos estes conhecimentos bem firmados e sempre disponibilizados em nós mesmos, para podermos contar com eles da forma que acharmos ser a mais viável, em cada momento da vida. Como Deus é nossa Consciência, esta “forma mais viável” sempre nos saltará à mente, quando vivermos nesta convicção.

Por mais que expliquemos a “letra da Verdade”, jamais a Verdade, em SI, poderá ser “ensinada”. Os textos e instruções serão expedientes para que a mente fique serena, confiante e receptiva, de forma que a Verdade que JÁ somos, “apareça”, assim como o “lápis inteiro”, mergulhado num copo com água, “aparece”, e “intacto”, enquanto  antes era visto como “quebrado”, por assim sua “aparência” se mostrar pelo lado de fora do copo, ao nível do líquido. Assim como o lápis não terá sido “consertado”, não teremos ficado “iluminados”: apenas a “aparência” ficará conscientemente descartada, pelo fato de a “imagem verdadeira” ter “surgido” como Verdade. Este “desmantelar da ilusão” é o que se dá por experiência interna, e, quando isto ocorre, sabemos que “já estávamos iluminados desde sempre”, e que, portanto, jamais ocorre, de fato,  a chamada “iluminação”.

Jesus sabia que, por mais que explicasse,  ou que demonstrasse suas palavras por “sinais”, este “despertar” não ocorreria por transferência de um “mestre externo” a  supostos “discípulos”. “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14: 26). O que ele diz, nesta passagem, é que após você ter recebido a “letra da Verdade”, não terá mais nada a buscar no “mundo das aparências”! Unicamente em VOCÊ MESMO, você terá a “Experiência de Deus”, que está aqui explicada como “a descida do Espírito Santo”.  O sentido é unicamente este: você “se iluminar”, por perceber que  “jamais se ilumina”, pois, este estado de “iluminação” é o que “sempre É!

Jamais acredite que estar fisicamente perto de supostos “mestres” o fará “se iluminar” espiritualmente! Já vi esta crença falsa sendo disseminada sob diversas formas e por vários autores! Parta sempre da Verdade: “Você é Deus Se expressando!”,  “Luz do mundo”, e não um mortal  “apagado” em busca de “iluminação”!  Se você acreditar que ficar ao lado de um poste o fará ter a “Experiência de Deus”, esta “crença” é que poderá atuar e aparentar lhe dar maior receptividade mental, mas nunca o poste! Grave bem isto: “O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ESSE VOS ENSINARÁ!” Em outras palavras, como Deus é TUDO, este “em meu nome” significa em “SEU NOME”, que, dito por VOCÊ, será “EM MEU NOME”, e, é nesta Verdade que VOCÊ permanecerá e dirá: “Eu permaneço em MIM, em MEU NOME!”. Assim, estará identificado com “seu” EU ABSOLUTO”, com seu estado permanente de “Iluminado” e com a “Verdade conhecida”.  Simplesmente irá acatar, com “coração de menino”,  o fato eterno revelado e verdadeiro: EU SOU A VERDADE. Portanto, jamais  alimente crenças falsas e dualistas! Não alimente a crença de que “terá de se iluminar”. Trabalhe unicamente com VOCÊ MESMO, e com os princípios absolutos que já conhece, sem se deixar levar por “aparências”. Jesus havia dito também: “Se eu não for, o Consolador não virá a vós”. Sabia que, com olhos voltados para fora de SI MESMOS, os discípulos somente alimentariam a “ilusão”, a crença fraudulenta de que DEUS não é TUDO. Porém, buscando NELES PRÓPRIOS, a totalidade de Deus estaria lhes sendo “ensinada”, ou, “revelada”. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do Alto sejais revestidos de poder” (Lucas, 24: 49). Que é “ficar na cidade”? É ficar ONDE VOCÊ ESTÁ, que é onde DEUS ESTÁ, E  SENDO VOCÊ!

Continua..>