SOMENTE O TRANSCENDENTAL É REALIDADE

SOMENTE O
TRANSCENDENTAL É REALIDADE
Dárcio
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Por mais que a ilusão se mostre como sequência  interminável de imagens, o transcendental a elas é o que é Realidade, imutável e perfeito. Este é o desafio a quem estuda a Verdade: contemplar o invisível como Existência e negar o visível como “inexistência”. O invisível é o Eterno; o visível é o nada sendo rotulado de efêmero. Não há nada que seja efêmero neste Universo, que é uma expressão perfeita de Deus. E nada há além de Deus. Ou fechamos os olhos para a ilusão, captando o que é transcendental e real, ou estaremos acreditando nas imagens fraudulentas, todas elas falsas, expostas pela também nula mente humana.

Deus é Tudo, Tudo é Deus! E Deus é Espírito, Luz e Perfeição. Contemple-se de forma transcendental! “Glorifique a Deus em SEU Espírito”, discernindo claramente que falar de Deus e falar do ser que somos, é falar da Verdade sem ilusão. Há um Espírito divino em toda parte! Na “parte” em que VOCÊ ESTÁ, este VOCÊ é Deus! Não pense em Deus como Espírito para, ao mesmo tempo, pensar em VOCÊ como “outro”, mesmo que este seja “outro Espírito”: não há plural no Espírito! Há ramificações do ÚNICO! Uma delas é o ser que EU SOU; outra, destas ramificações, é o ser que VOCÊ É! Volva sua atenção ao Espírito ÚNICO; a seguir, perceba que este Espírito único é o mesmo Espírito que é o seu e o de todos! Solte-se nesta percepção da Unidade e Unicidade do Espírito; desse modo, estará discernindo unicamente o transcendental, e, além disso, discernindo que nada há além da Verdade, do Amor e da Glória! O que realmente importa é conhecermos a Verdade, ou seja, que a Vida de Deus é a nossa Vida, o Espírito de Deus é o nosso Espírito, a Mente de  Deus é a nossa Mente, e o nosso Corpo é o Templo de Deus! O resto, é palha.

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O REINO SENDO VOCÊ

O
REINO SENDO VOCÊ
Dárcio
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Ao dizer que não viria o Reino de Deus visivelmente, Jesus explicava a Presença do Reino sendo a Consciência que somos, invisível para a mente humana. Jamais a suposta mente humana viu ou verá a Consciência de Deus Se revelando e sendo o EU que somos! A Realidade é a Consciência infinita, o Universo do Espírito, pronto e manifesto aqui e agora, na dimensão única, verdadeira e eterna do Absoluto.

As contemplações a que nos dedicamos são expedientes para reconhecermos esta Verdade, com Ela nos identificarmos para, conscientemente, nos descobrirmos inclusos nEla. Daí a importância da Revelação de que “o Reino está dentro de vós”. Discernir que “o Reino de Deus está em você” significa perceber este Reino SENDO VOCÊ! Isto porque Deus é TUDO!

A movimentação de pessoas e máquinas pode gerar “sombras de movimentos” correspondentes. As sombras até poderão se mover, ter formas, ou aparentarem ser presenças; entretanto, não são realidades, não têm substância, e são “ausências”, apesar de insinuarem a real presença das pessoas e máquinas causadoras delas. O mundo supostamente material é pura “sombra”; não tem substância, realidade nem vida! Jamais estivemos “neste mundo”, assim como jamais um objeto esteve em sua sombra! Sombra é ausência; o objeto é presença! Quando meditar, identifique-se com o Reino em VOCÊ, a Realidade infinita que desconhece “matéria”, a Luz infinita que desconhece “sombra”, o “Eu Sou” infinito que desconhece o “ego”. Identifique-se como habitante iluminado que vive na Luz e sendo a Luz! “Sois a Luz do mundo”, disse Jesus. Identifique com O REINO INFINITO SENDO VOCÊ! Não admita outra coisa, pois, qualquer “outra coisa” seria pura SOMBRA! VAZIO! ILUSÃO!

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A INTERIORIZAÇÃO QUE "CONDUZ" AO EU

A INTERIORIZAÇÃO
QUE “CONDUZ” AO EU
Dárcio


O aparente envolvimento com crença em existência material é a “ilusão”. Quando Jesus disse que não viria Reino de Deus na matéria, por estar, este Reino, estabelecido “dentro de nós”, explicava que “este mundo” é NADA! O Reino de Deus é onipresente, um Reino que é o próprio Deus, em que tudo e todos estão sendo, em Unidade, uma Existência eterna, perfeita, iluminada e puramente espiritual. “Em Deus vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17: 28). Desse modo, “interiorização” não é um termo  bem exato, mas  se mostra útil quando nos dedicamos à “jornada de renascimento”. O sentido  real de “interiorização” está em entendê-la como “desvínculo deste mundo”, ou seja, um processo interno de soltura da ilusão mediante o radical reconhecimento da Realidade divina. Nunca é demais ressaltar que este estudo se fundamenta em princípios revelados e nunca em aparências visíveis. Se fôssemos nos basear na mutabilidade dos quadros ilusórios, ficaríamos sem nenhuma base divina! As “aparências” são irrealidades, enquanto o Princípio divino é a Realidade perfeita e imutável. “Deus é a Lei e o Legislador do Universo”, disse Einstein. Ao ser indagado sobre “teorias físicas”, ele respondeu: “O que busco é o meu verdadeiro Eu”.

Não existe “nosso verdadeiro Eu” como existência separada de Deus. Deus Se revela como o verdadeiro Eu de cada homem, e o processo de “interiorização” se fundamenta nesta Verdade já consumada: “Eu e o Pai somos um”. Há quem prefira entender a “interiorização” como processo mental por etapas, quando alguém medita e se aprofunda em si mesmo. Há diversos ensinamentos que falam nesses termos. Eu sempre preferi o enfoque absoluto, pois, já parte da aceitação incondicional da Verdade, quando, identificados logo de início com o próprio Deus, não mais nos vemos  ligados a crenças conscientes e subconscientes da aceitação coletiva. “Subir de cima para baixo” – eis o enfoque absoluto a ser adotado em cada contemplação. Isto por que Deus é o nosso Eu, e ponto final! A Consciência que somos, esta que usamos agora para afirmar que “vivemos”,  é a Consciência iluminada e eterna que somos, e que, ao mesmo tempo e em unidade de percepção, está sendo a Consciência que Deus É. Não há “outra” Consciência, senão a nossa, para Deus estar consciente de ser quem somos e, de “nossa parte”, para que saibamos quem  Deus é. Deus é o Eu que somos, e o mesmo Eu que somos, é o “Eu Sou” que é Deus! A Consciência atual da qual me utilizo, e da qual você se utiliza, é a Consciência única e infinita que se estende por toda a Existência. Assim como o  “mundo do sonho” não tem realidade e nem vínculo com o mundo em que um sonhador dorme e sonha, o Reino em que Deus e Homem são um não tem ligação alguma com o fictício “mundo terreno”. Não há como existir vínculo entre o Tudo e o nada! Capte intuitivamente estas Verdades, assuma já estar consciente da Verdade, por ser e ter a mesma Consciência de Deus; admita já estar vivendo o que Deus vive, a Realidade divina e não terrena, a Verdade e não o sonho!

“O Reino de Deus está dentro de vós”, disse Jesus. Esta percepção, quanto mais direta for, mais de sua Luz lhe mostrará! Nunca parta da ilusória existência humana! Endosse os princípios revelados com a mente, enquanto, em meditação, sua percepção caminhe em unidade com aquilo que Deus vê, conhece e expressa! Você é um com Deus e não um com crenças falsas! Vá direto à Verdade, ao Absoluto, ao Eterno EU SOU, que você já É! Esta é a real “interiorização” que o faz contemplar o que VOCÊ É.

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RESOLVER É DEIXAR FLUIR A SOLUÇÃO

RESOLVER
É DEIXAR FLUIR A SOLUÇÃO
Dárcio

A vida espiritual não é aquela em que ficamos de braços cruzados, alheios a tudo, dizendo que “colocamos tudo nas mãos de Deus”. E também não é viver sob tensão, partindo para cima do mundo como se ele fosse um inimigo. Tanto a inatividade quanto a atividade movida pelo ego são ilusão. Não existem dois mundos! Unicamente Deus é Realidade! Esta Realidade é ativa, ou seja, é Oniativa, e nos inclui a todos. Se sairmos ao mundo com a ideia de que “iremos resolver as coisas à nossa maneira”, sem, primeiro, termos meditado para reconhecer a Unidade da Existência, seremos somente um mortal vivendo estressado e sempre pronto a encontrar conflitos. Por que? Por estarmos acreditando em “várias mentes”, e estas, ora se nos mostrarão harmônicas conosco e ora em conflito. Nesse caso,  a arcaica crença dualista no bem e no mal estaria sendo cegamente endossada por nós!

Resolver as coisas é viver naturalmente, participando de tudo e deixando fluir a ideia correta e inspirada que nos for surgindo a cada situação. Nossa atenção fica, assim,  voltada à inspiração captada com tranquilidade a cada instante, e não mais presa à tensa mente do ego, supostamente dotada da “vontade férrea” de dar solução à questão de qualquer maneira. “Entregar a Deus” é o primeiro passo, passo este que é dado na “contemplação”, quando nos interiorizamos e reconhecemos que “somos todos um”, onde este Um é Deus, o Todo! Somente após esta conscientização, participaremos natural e ativamente de nossas atividades diárias, resolvendo tudo a partir do “livre fluir” dos fatos e ideias que nos forem vindo. Para isso, a mente deve estar pacífica, amorosa e confiante, na certeza plena de que “unicamente a perfeição se desdobra para o bem de todos”. Afirme isto! Não fique preso apenas ao seu lado! Seja todo-abrangente em sua visão, nas atividades cotidianas, entendendo que realmente somos todos um e que, portanto, a harmonia se manifesta como o fluir livre da vontade divina. Reconheça que esta Vontade Se revela tanto em você como em todos ao mesmo tempo! De nada adiantará meditar , aceitar que a Mente única é Deus, para, em seguida, sair ao mundo preocupado e negando tudo, achando que possui mente pessoal com a qual lidará o tempo todo com “outros” também dotados de mentes pessoais com ideias que lhe possam ser antagônicas! Na suposta vivência humana, devemos agir dentro da mesma Verdade que reconhecemos durante as meditações! Mesmo que para isso, tenhamos de estar atentos e em vigília, a cada decisão ou passo que formos dar; os resultados dessa dedicação valerão a pena!

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PENSE "SOLUÇÃO" E NÃO "PROBLEMA"

PENSE “SOLUÇÃO” E NÃO “PROBLEMA”
Dárcio
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O “mesmerismo”, que atua como crença coletiva, é anulado quando permanecemos em Deus e não nos supostos problemas sugeridos por ele. Que é “mesmerismo”? A influência mental hipnótica que tenta nos turvar a visão da Perfeição absoluta permanente e onipresente. Os princípios espirituais são as “armas” de que dispomos para permanecermos na Verdade da “perfeição que É”, e não nos tornarmos “presa fácil” da influência hipnótica que “não É”.

Há uma frase muita repetida por Joseph Murphy, em seus livros, que diz o seguinte: “A mente tranquila resolve os seus problemas”. Quando a pessoa se vê diante de alguma situação indesejável, que aparentemente se lhe configure como “problema”, principalmente quando ela surge de repente como imprevisto, a tendência é a de se deixar prender a ela obstinadamente,  querendo ansiosamente resolvê-la o quanto antes. Esta reação, apesar de natural, não é a ideal! Os ensinamentos existem justamente para que, com eles, barremos estas tendências julgadas “naturais”, para realmente darmos passos que efetiva e aparentemente nos “restaurem” a harmonia mental.

O “mesmerismo” atua dessa forma: primeiro, nos sugere quadros ilusórios; em seguida, nos induz a assumir esta “tendência lógica” que nos impele a querer  resolvê-los precipitadamente e de qualquer maneira, com a mente tensa e preocupada! Na realidade, jamais perdemos a nossa Harmonia, que é a Presença do Cristo sendo a nossa Consciência da “Paz que excede o entendimento humano”. Portanto, seja qual for a imagem hipnótica com que você se depare, reconheça, primeiramente, que a Verdade já presente é a Harmonia absoluta! Medite e contemple esta “Paz do Cristo”, até que interiormente se sinta livre da sugestão mesmérica! Há casos em que isso lhe parecerá  difícil, pois a “sugestão”  lhe dará a impressão de ser “problema real”. Não esmoreça! Pense “SOLUÇÃO” e não “PROBLEMA”, ou seja, pense “VERDADE” e não “ILUSÃO”.

Nas “Sabedorias do Caminho Infinito”, Goldsmith diz: “Todos os problemas são resolvidos dentro de nós”. O sentido é este! E é  também o sentido da frase  de Joseph Murphy: “A mente tranquila resolve seus problemas”. Desse modo, seja qual for a situação da “aparência”, lembre-se: a questão nunca é o “problema em si”, mas a crença falsa de que sua mente deixou de ser a Paz Absoluta! Dedique-se, portanto, a meditar e reconhecer: “Eu tenho a Mente de Cristo”; quando puder “sentir” esta Verdade como fato presente, você irá notar  que as “coisas da aparência” se resolverão naturalmente e da melhor forma possível.



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"NÃO TE ASSENTES NO PRIMEIRO LUGAR"

“NÃO TE ASSENTES NO
PRIMEIRO LUGAR”
Dárcio
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Na “Párabola dos Primeiros Assentos” (Lc. 14: 7), Jesus pede que, “ao ser convidado às bodas”, ninguém se assente no primeiro lugar! Há “outro convidado” mais digno, e este é o CRISTO, o verdadeiro Eu do homem. Todo ego terá de deixar o “primeiro lugar” reservado ao Eu, que é Deus sendo realmente quem somos.

Entre na “Prática do Silêncio” deixando  completamente desocupado o “primeiro assento”. Ego algum o ocupará jamais! Este ego é o nada que pensa ser alguma coisa ou ter lugar de destaque na vida de alguém. Lembre-se de que nunca há mudanças no Reino da Verdade! Antes que um suposto “ego” fosse reconhecido pela ilusória mente humana, o Eu Sou, Deus sendo VOCÊ, já estava ocupando, e em definitivo, a totalidade do espaço infinito. A parábola explica que este assento não é de nenhum ser humano! Já tem dono! Está eternamente reservado! Você saberá que este “dono” é Deus sendo seu Eu, o Cristo eterno, a Vida em Si. Ao repetir Jesus, dizendo: “De mim mesmo nada faço, nada sou, o Pai em mim faz as obras”, você estará deixando de exaltar o ego e seus supostos feitos, deixando espaço para que a glória do Pai seja, em unidade, a glória do Filho, e, esta Verdade é verdadeira já!

“Deixar o assento livre” é, principalmente,  não achar que sabedoria humana, mesmo a de cunho espiritual, seja  divina! “Deixar o assento livre” é não confiar em aprendizados intelectuais da Verdade, exceto naquele em que a Onisciência é reconhecida como já estando no lugar do “intelecto sábio”. Não limitar Deus a algo do conhecimento humano é a base do “primeiro assento desocupado”; reconheça, já presente e ocupando aquele assento, unicamente o próprio Deus, enquanto ao mesmo tempo, você faz o reconhecimento de que a totalidade de Deus ocupa o primeiro lugar, o segundo, o terceiro, enfim, ocupa todos os lugares! DEUS É TUDO! Todos os assentos  já estão ocupados! Não há vagas para o ego, em todo o Universo! Nem seriam necessárias! Todo suposto “ego” é nada! Contemple estas Verdades!

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A PRECE EFICAZ

A PRECE EFICAZ
Dárcio
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“Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como fazem os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”
MATEUS, 6; 6-8
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A oração correta, ao contrário das falas repetitivas que vêm sendo ensinadas em igrejas e denominações, está nos seguintes três passos assinalados por Jesus Cristo:
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1. Entrar em nosso quarto (Consciência) em secreto.
2. Deus nos está vendo em oculto.
3. Deus nos está recompensando
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. O processo é de “contemplação receptiva”. O quarto em secreto significa nossa Consciência, isolada do mundo das aparências durante a oração. Cerre os olhos e se isole completamente do mundo exterior e, em seguida, observe que está sendo VISTO POR DEUS; e então, sinta-se privilegiado por estar, além de visto,  sendo  RECOMPENSADO POR DEUS. Aceite com “coração de criança” que Ele o está vendo para  recompensá-lo com Sua Presença, com Sua revelação de ser UM COM VOCÊ, que a VIDA DELE é a “sua”, que esta VIDA é VOCÊ!
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Esta é a prece “sem repetições”  como nos foi ensinada por Jesus Cristo. Sabia, e sabe, que  prece não é falatório, mas sim “discernimento espiritual”.

A PARÁBOLA DAS DEZ DRACMAS

A
PARÁBOLA DAS DEZ DRACMAS
DÁRCIO
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As parábolas, além de propiciarem condições iniciais de transcendência deste mundo, por nos aflorarem a intuição, estendem seus ensinamentos e conteúdo também à vida prática,  por nos darem referências claras sobre como agir nesta “aparência de mundo”. Em Lucas 15:8, por exemplo, encontramos a “Parábola das Dez Dracmas”, onde Jesus fala que se uma mulher possuísse dez dracmas e perdesse uma delas, acenderia a candeia e varreria a casa até encontrá-la, quando, então, convocaria suas amigas e vizinhas para que, com ela, também se alegrassem com o seu achado. E Jesus explica que há esta alegria diante dos “anjos de Deus”, toda vez que um pecador se arrepende. A premissa básica deste estudo é a seguinte: DEUS É TUDO! Portanto, jamais um filho de Deus, que é “obra permanente de Deus”, poderia se tornar pecador! O que é Espírito é Espírito! E o que dizer referente às pessoas que são vistas praticando o mal? Todas elas se conservam essencialmente perfeitas, como seres à imagem e semelhança de Deus. Se assim não fosse, não haveria necessidade de ensinamentos e revelações divinas! Porém, cada um terá de se “arrepender”, ou seja, abandonar sua errônea visão ou julgamento pelas aparências, para reassumir conscientemente sua real identidade espiritual gloriosa,  processo a que se denomina “renascimento”. Etimologicamente, a palavra “pecado” quer dizer “errar o alvo”, ou seja, alguém deixa de se ver, ou a outrem, como “Emanação perfeita de Deus”, ou  “Cristo”, para dar crédito às falsas crenças materiais e temporais referentes a si mesma e ao próximo.

A parábola fala primeiramente em “se acender a candeia” e, depois, em “varredura da casa”. Por que há o “acender a candeia?” Jesus explica que já existe, em todos nós, a Luz divina; assim, o primeiro passo é reconhecermos esta Luz infinita resplandecendo como a nossa própria Consciência. Se a “Prática do Silêncio” for exercitada com assiduidade e dedicação, esta Luz, assim reconhecida continuamente, será mais e mais discernida como a Presença divina que somos. Que significa “varrer a casa?” Significa que, com a “candeia acesa”, as impurezas da suposta mente humana (casa), tais como ódio, temor, desavenças, etc, ficam a descoberto, isto é, as falsas crenças ocultas passam a ser notadas para serem “varridas” através de nossa total identificação com a “Mente de Cristo”, que é a mente verdadeira e única de todos nós. Para que uma faxineira possa limpar bem uma casa, ela abrirá todas as janelas para que a luz solar ali penetre e revele onde está a sujeira  que deve ser removida. Nesta parábola, Jesus nos ensina o processo do “arrependimento” e “libertação”. Quando aceitamos radicalmente que “somos seres iluminados”, Emanações perfeitas de Deus, estamos “com a candeia acesa”; e então, todo o aglomerado de crenças pecaminosas poderá ser visto como “sujeira a ser varrida”, ou como “ilusão”: algo que jamais esteve, verdadeiramente, fazendo parte do nosso ser.

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“AS COISAS QUE O OLHO NÃO VIU"

“AS COISAS
QUE O OLHO NÃO VIU”
DÁRCIO

Quando os textos revelam que “o visto é miragem”, pois, o “não visto” é  que é Realidade, a ideia comum é a de que “um dia” esta “miragem” deixará de ser reconhecida, quando unicamente a Verdade será aceita e discernida como sendo TUDO.

A palavra “miragem”, no caso, é empregada para explicar que exatamente AGORA, onde você está, eu estou, e todos estão, existe unicamente a Realidade! O apóstolo Paulo enfatizou o que as Escrituras já haviam dito, de que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as preparadas por Deus”. Estas “coisas” estão todas prontas, à espera de que a “miragem” seja de fato encarada como “miragem” e, portanto, algo ilusório e incapaz de ocultar o que realmente se encontra presente. Se você avalia sua vida em função do que está presente ou ausente na “miragem”, sua atenção está focalizada na “miragem” e não na Verdade. Por outro lado, se sua atenção está voltada à natureza infinitodimensional do Universo do Espírito, que exclui “miragens” e “mundos menores ou relativos”, você está “vendo e discernindo espiritualmente”, sem mais se iludir com inexistências com ares de existências.

“Temos a mente de Cristo”, disse Paulo, explicando que “mente que vê miragem” não é a nossa! Como usar a Mente de Cristo e não a “mente que vê miragens”?  Este é o ponto! Se você aceitar, com “coração de menino”, que a Mente de Cristo, por já ser a sua, JÁ ESTÁ contemplando unicamente o Universo de Luz, deixando de acreditar tanto em “miragens” como em “mente que vê miragens”, esta aceitação pura e incondicional se mostrará sendo a “sua experiência” em discernir “as coisas que o olho não viu”.

Não tente discernir a Realidade infinita com  ” mente humana”, a “mente que não possui”; já está revelado que “VOCÊ tem a Mente de Cristo”. Ocupe conscientemente seu “espaço na Onipresença”, por reconhecer que unicamente VOCÊ pode ter a “Mente de Cristo” onde a SUA CONSCIÊNCIA Se exprime como VOCÊ! Dessa forma, sem esforço algum, solte-se na “contemplação das coisas que olhos não viram”, com a mente livre, solta e sem esforços ou objetivos! Sim, SEM OBJETIVOS! Não tenha por objetivo “ver a Realidade”, pois, este objetivo é a ILUSÃO que encobre o fato já presente de que a REALIDADE JÁ ESTÁ SENDO DISCERNIDA! A Verdade é a Verdade; a Mente de Cristo vê unicamente a Verdade! VOCÊ TEM A MENTE DE CRISTO! Munido destas revelações, contemple-as como “fatos manifestados exatamente agora! O tempo não existe! Livre-se, PORTANTO, de “objetivos”, que dependem do ilusório tempo, E SAIBA QUE VOCÊ VÊ O QUE “OLHOS NÃO VEEM”!

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VIVA SEM DUALIDADE!

VIVA
SEM DUALIDADE!
Dárcio
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A diferença entre os mais diversos ensinamentos espirituais reside, principalmente, na forma e  profundidade com que eles focalizam ou não a dualidade. A maioria deles parte do referencial humano, onde formas de controlar a mente humana ou de anulação do ego são enfatizadas. Há quem prefira este enfoque relativo, passando a vida toda com este objetivo de se aprimorar moralmente, ser caridoso e amoroso, e procurando se anular, deixando de pensar tanto em si mesmo para viver em função de ajudar o próximo.

O ensinamento absoluto, por sua vez,  não admite  a dualidade. Parte da Presença infinita, chamada Deus, Universo, Absoluto, etc, como o TODO que há em expressão! Não parte de um ser humano lutando para se livrar do ego ou  se aprimorar pessoalmente. Partindo do Absoluto, aquele que adota este referencial iluminado se verá identificado com a UNIDADE ESPIRITUAL, sem deixar espaço para que sejam aceitas as crenças em seres pessoais, mentes pessoais ou vidas pessoais. Nesta UNIDADE, cada ser mantém sua individualidade, não mais identificada com suposta personalidade humana em mutação, mas sim com o “filho de Deus”, uno com Deus, e, portanto, o próprio Deus. Quem partir do Absoluto, terá, com este enfoque, o conhecimento da Verdade sobre SI MESMO! A Verdade É! Não há Verdade  ainda por acontecer futuramente! Assim, este “ponto de partida” é visto simultaneamente como o “ponto de chegada”, ou seja, cada um reconhece que seu próprio ser já é a Verdade eterna, plena, iluminada e completa!

Quem se avalia segundo as crenças ou segundo os conceitos da suposta mente humana, irá se achar um ser humano em busca da perfeição; porém, quem parte da Verdade de que Deus, Espírito, é o SER ÚNICO em expressão, não terá como conciliar esta Verdade com a crença falsa dualista.  Há quem prefira os ensinamentos relativos, dizendo não sentir facilidade para trocar o referencial ilusório, de aparências,  pelo iluminado referencial da Luz. O que deveriam compreender é o seguinte: este referencial humano encobre os fatos e os seres como de fato já são e sempre serão. Os fariseus não viam Jesus como filho de Deus; apenas viam nele um nazareno, filho de um carpinteiro! Enquanto este referencial ilusório for levado em conta, toda a REALIDADE ficará oculta, enquanto os supostos “humanos” ficarão a lutar pela evolução, pela redenção e pela iluminação! “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”, disse Jesus. Sabia que se fosse realmente visto, Deus seria visto, e não mais um nazareno ilusório! Esta “troca de referencial” é o conhecimento da Verdade! Nele, sem dualismo, você se verá como você é: Deus manifesto como indivíduo, em unidade com o TODO! “Eu e o Pai somos um, mas o Pai é maior do que eu”, disse Jesus, explicando que cada ser individual é um com o Todo, e que o Todo o abrange justamente por ser o TODO. Em outras palavras, o TODO inclui VOCÊ, e, cabe a VOCÊ  tão somente reconhecer esta Verdade e se ver SENDO esta Verdade reconhecida!

Há anos, durante uma palestra, eu disse a todos: “Quando chegar alguém atrasado, não pensem que um ser humano estará entrando aqui; reconheçam que o Cristo estará chegando, sem se envolverem com a aparência visível do seu ser”. Aquilo soou de forma estranha, porque a Verdade que estava sendo ouvida, estava completamente dissociada do momento presente de todos! Caso contrário, o que eu havia pedido teria sido recebido da maneira mais natural possível! Estavam ouvindo completamente distantes do sentido imediato da revelação! Este estudo não pode ser dissociado do “agora” em que supostamente vivemos na prática! Ou você corre o risco de ficar se enganando o tempo todo, apenas armazenando teorias, e vivendo como mortal entre mortais. O conhecimento da Verdade requer sua prática conjunta! Isto não significa viver o tempo todo recordando princípios, mas, de tempos em tempos, recordá-los e vê-los realmente vívidos na vida prática! Por isso, o passo inicial é você! Deve, primeiramente, contemplar-Se como sendo Deus em expressão! Para isso são feitas as meditações! Convença-se desta Verdade sobre você, perceba sua Consciência sendo a mesma de Deus, e, em seguida, pare de ver “pessoas”como pessoas!  Transcenda a visão das aparências e vá diretamente ao discernimento de que todos com quem convive são a mesma Consciência que VOCÊ É,em ramificações específicas, ou seja, com a percepção de que todos são, assim  como também VOCÊ É, ramos da mesma Videira “cujo Pai é Agricultor”.

Não há nada mais contraditório do que estudar a VERDADE para continuar acreditando na ILUSÃO. Ache momentos, em seu dia-a-dia, para se dedicar tanto às contemplações como para associá-las com a chamada “vida prática”. Apenas as “contemplações”, desvinculadas por completo de sua experiência atual, serão infrutíferas! COMPENETRE-SE DA TOTALIDADE DE DEUS, DE SUA IDENTIDADE DIVINA, UMA COM DEUS, E DE TODOS AO SEU REDOR COMO SENDO  A MESMA  PERFEIÇÃO ABSOLUTA DE DEUS!  VIVA O AGORA SEM ILUSÃO! VIVA SEM DUALIDADE!

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PRECE REAL

PRECE REAL
DÁRCIO

“Livrá-lo-ei e o glorificarei”.
Salmo 91: 15
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Alguém que se julga atolado em dívidas, sempre preocupado e com insônia, por também se julgar responsável pela aparência de “péssima situação”, apenas necessita de um “toque de Deus” em si mesmo, ou seja, um “toque” de sua própria Consciência divina. Este “toque divino” constitui a prece real. Logicamente, a visão humana de carência, problema ou dificuldade é desconhecida de Deus. E Deus conhece tudo, por ser tudo. Que é a imagem de carência, problema ou dificuldade? ILUSÃO DA MENTE HUMANA!

Sendo ilusória esta imagem, como fazer para que ela mostre sua nulidade e desapareça? Deixando a mente livre para a ação divina. “Livrá-lo-ei”, diz o Salmo 91. A mente livre e confiante em Deus é passagem livre para a Glória que nos é destinada. “E o glorificarei”, continua o Salmo. Que significa esta Glória? O livramento interno  nos dá a percepção de que nossa real e única identidade é Deus glorificado, porquanto “Deus e Homem são um”. Em outras palavras, nossa receptividade em prece permite-nos discernir espiritualmente nossa UNIDADE com esta Glória, que é onipresente. Precisamos abandonar de vez a crença de que esforços mentais e mentalizações que contam com poderes da mente humana sejam práticas espirituais! Tanto negação do “mal” e quanto a afirmação do “bem”, que podemos e devemos empregar, quando dermos início à “Prática do Silêncio”, serão expedientes que atuam na própria crença, e  nos preparam para o “toque de Deus”, que é a prece verdadeira. Deus É! Confie nesta Verdade! Medite e perceba a plenitude da Glória vindo-lhe naturalmente, “endireitando-lhe os caminhos tortos” que, para Deus, permanentemente estiveram “certos”, inclusive, e principalmente, neste exato  AGORA.

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“ABRA A VÁLVULA”

“ABRA A VÁLVULA!”
Dárcio
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O Universo é Consciência e não matéria; assim, toda conversa sobre matéria, sobre leis materiais, sobre nascimentos, encarnações e reencarnações, é conversa de quem não admitiu ainda a totalidade da Verdade como sendo Deus, Espírito, Luz, Amor e Perfeição.Uma crença falsa não altera a Realidade! Alguém poderia passar a vida toda falando em vida material e, mesmo assim, jamais esta ilusão teria seu correspondente aos olhos da Verdade. Quem estuda a Verdade parte de princípios absolutos revelados, sem jamais contrariá-los movido por  meras aparências fraudulentas!

A mesma crença em vida material arrasta suas vítimas às supostas leis cármicas, e tais vítimas, muitas vezes, endossam esse emaranhado ilusório pelo seguinte motivo: veem “aparências”. Se alguém estiver contemplando a Realidade, estará contemplando a Onipresença, a Onipotência, a Onisciência e a Oniatividade de Deus, que é a Consciência infinita em expressão. “Não resistais ao maligno”, disse Jesus, numa demonstração plena de seu conhecimento da Verdade! A Presença do Pai, em SI mesmo, o fazia discerni-La em todos ao mesmo tempo, como “unidade perfeita”. As revelações nos chamam para a Verdade inteira, e não para parte dela!

O Paraíso é o local em que VOCÊ SE CONTEMPLA como sendo Consciência iluminada infinita! Sem matéria, sem nascimentos, sem mortes e sem miragens! O Universo É! A “sua” Consciência É! Veja-se sob esta Graça, e entenderá que “não há outros ao lado de MIM”.

Um engenheiro, ao projetar um prédio ou indústria, busca  instalar as caixas de água na parte mais alta do terreno. Pretende, com isso, economizar  na instalação de bombas, por contar com a “lei da gravidade” para “bombear” o líquido para baixo. Se a empresa fosse depois contratar alguém para “ajudar a lei”, ficando o dia todo tentando empurrar a água para baixo, seria um absurdo! O projeto conta UNICAMENTE com a LIVRE AÇÃO DA LEI para fazer aquilo! O operário iria somente abrir ou fechar a válvula!

Quando estudamos a Verdade, estamos contando com a GRAÇA DIVINA, que é a LEI DIVINA  a manter o Infinito em atividade perfeita! Não medite para “ajudar a lei”, o que seria repetir o absurdo daquele que, não acreditando na “lei da gravidade”, ficasse a “empurrar água tubo abaixo”, com suas próprias forças! Para isso existem os princípios e as revelações! Elas dão a posição nossa na VERDADE! Estamos sob a Graça de Deus! Estamos sob a ação perfeita da Consciência divina que somos! “ABRA AS VÁLVULAS!” Não tente “fazer” a Graça acontecer! “O Pai em MIM faz as obras”, disse Jesus. Entenda o propósito das “contemplações”; elas se equiparam a alguém que, próximo à caixa de água da empresa, controle a válvula e fique testemunhando a inevitável “descida da água” para suprir a indústria, SEM PRECISAR DE BOMBEAMENTOS!

Sua Consciência é o RESERVATÓRIO DA GRAÇA! Você espera saúde? Abra a “válvula da saúde”, ela já está em VOCÊ! Você espera suprimento? Abra a válvula do suprimento, ele já está em VOCÊ! Você espera companhia? Abra a válvula da companhia, ela já está em VOCÊ! Todas as bem-aventuranças já estão em VOCÊ! Jamais negue a presença delas, iludido por aparências mentirosas! Não force para que elas lhe cheguem! Não se preocupe em “criá-las”! MEDITE E  SOMENTE ABRA A VÁLVULA! Quando assim fizer, intuitivamente testemunhe (reconheça) o “bem necessário”, seja ele qual for,  sendo-lhe  jorrado espontaneamente, de SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA.

Transcenda a ilusão de vida material e leis materiais. Você está unicamente sob a Graça divina! Paulo,  ciente desta Verdade, declarou:

“Tua Graça me basta”.

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O REINO DE DEUS SENDO SUA CONSCIÊNCIA

O REINO DE DEUS
SENDO SUA CONSCIÊNCIA
DÁRCIO
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Quando Jesus disse que “o Reino de Deus não viria visivelmente, por estar em nós”, estava revelando este Reino como sendo a Consciência iluminada que somos, e, ao mesmo tempo, buscando tirar de nossa atenção este suposto “mundo exterior”, que é simplesmente uma “ilusão de massa”, sem qualquer realidade!

Por que Jesus disse que o Reino está “dentro de nós”, se este Reino é onipresente? Justamente para centrarmos a atenção em nossa Consciência e não nas aparências. A Consciência é a Atividade universal em Auto-expressão perfeita e eterna! As “aparências” são a “ilusão”, miragens supostamente presentes, mas que são totalmente nulidades sem substância ou realidade! Enquanto a atenção ficar dividida entre a Atividade da Consciência e a ilusória atividade da “mente humana”, a ILUSÃO terá brechas para tentar nos convencer de que Deus não é TUDO.

Nosso ponto de partida é a Verdade absoluta de que DEUS É TUDO! Se aparecer alguém nos solicitando ajuda, este “alguém” não poderá ser visto na “aparência”, que é MIRAGEM, e sim em nossa Consciência iluminada, onde este “alguém” é um com Deus, um conosco, perfeito, crístico e pleno! No estudo do Absoluto, não há “ego em atividade”, mas tão somente a Oniação, que é a Consciência infinita em ação, o “Reino dentro de nós”. Não reconheça fatos e pessoas num suposto “mundo material”, pois, não existe tal mundo! O Reino de Deus é, de fato, onipresente, existindo em nós, dentro de nós, fora de nós, em toda parte! Portanto, o treinamento requerido é este: soltarmos o que aparenta nos vir como “mundo material”, pela contemplação de ser a Consciência que SOMOS o único MUNDO REAL, e, em seguida, contemplarmos “pessoas e fatos” em NÓS MESMOS, não mais como “imagens mutáveis” que flutuam entre o bem e o mal, mas como IMAGENS PERFEITAS que, em NÓS, são eternas, permanentes e perfeitas!  Se, por exemplo, “alguém lhe ligar do Japão solicitando ajuda”, esta “aparência” terá de ser reinterpretada, isto é, este “alguém” não está em Japão algum! Não existe Japão! Não existe “pessoa no Japão”, com  problema ou sem problema! Qual é o fato real? Este “alguém” já é o Cristo! Você, igualmente, é o Cristo, e não um brasileiro! Onde este “alguém” está agora? Onde sempre esteve e estará: na SUA CONSCIÊNCIA ILUMINADA, assim como também está VOCÊ e toda a Existência! Quando se habituar a traduzir as “aparências”  supostamente externas, pela PERFEIÇÃO JÁ CONSUMADA subjacente a elas, pessoas e fatos serão sempre reconhecidos pelo que realmente são, e a ilusão será desmantelada. Se a “aparência” for aceita, com um “ego buscando ajudar a outro”, isto se compararia a uma sombra deformada no chão esperar ser arranjada por outra sombra! A “interiorização”, no caso, seria a tirada total de atenção das sombras para o “objeto” que as projetou! Pare de olhar pessoas e fatos em suas sombras, e contemple-os PERFEITOS como sempre são: dentro da SUA Consciência, que é Deus.

Conheça esta Verdade em VOCÊ MESMO, e saberá o significado pleno da frase absoluta de Jesus: “O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE VÓS”.

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A CONSCIÊNCIA INFINITA DESCONHECE…

A CONSCIÊNCIA INFINITA DESCONHECE
MUDANÇAS EM SI MESMA
DÁRCIO
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O único Universo que há, é a Consciência que somos. Esta Consciência, sendo a única, e sendo Deus, conhece a Si mesma como perfeição imutável e absoluta! Aparentemente, há também um mundo material em mutação contínua; se você tiver olhos para ele, você estará com “olhos que não vêem”, pois, o que estiver assim sendo “visto”, será puríssima miragem! Jesus já nos havia dado este alerta: “Tendes olhos, mas não veem”.

“As obras de Deus são permanentes”, diz o livro de Eclesiastes. Esta revelação é o “antídoto” para a ilusão. Que são as “obras de Deus”? São todas as atividades perfeitas acontecendo em SUA Consciência! Postei aqui, há poucos dias, o artigo “COISAS MARAVILHOSAS ESTÃO ACONTECENDO”. Ele todo se fundamenta nesta Verdade. Se você se mantiver nestes princípios, de que a sua Consciência é o seu Universo em expressão, permanente, que este Universo é a SUA Consciência infinita, que desconhece mudanças em Si mesma, não haverá ilusão! As “armas” do erro são as supostas mudanças que ele tenta lhe impor, caso você se deixe atrair pelo ilusório mundo das mudanças aparentes; por outro lado, as “armas da Luz” anulam o erro, por impedir brechas pelas quais lhe pudessem vir  crenças e pensamentos ilusórios que em você formassem ninho. Pensamentos vêm e vão; não são realidades! A Consciência permanece! Ela é Deus sendo VOCÊ! Ela é VOCÊ! Medite e reconheça: EU DESCONHEÇO MUDANÇAS EM MIM MESMO; NADA HÁ FORA DE MIM; EU SOU O ALFA E O ÔMEGA; EU SIMPLESMENTE SOU!

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“ESTÁS LIVRE DA TUA ENFERMIDADE”

“ESTÁS LIVRE
DA TUA ENFERMIDADE”
Dárcio
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Uma mulher com aparência de paralítica, por andar encurvada e sem conseguir se endireitar, e isto, havia já dezoito anos, foi chamada por Jesus que, pondo as mãos sobre ela, disse-lhe: “Mulher, estás livre da tua enfermidade” (Lucas 13: 12). Logo ela se endireitou e glorificou a Deus. Nos dezoito anos ela já estava completamente livre! Todo suposto mal é ilusão mental e não condição física! Diante do reconhecimento da Verdade, dita por Jesus, à qual ela deu voz através de sua fé, simplesmente a “ILUSÃO SE DESFEZ”.

Jesus viu o Corpo real da mulher, sem dar atenção alguma ao “conceito de corpo” visto por ela e aceito pela crença coletiva. Por isso, não disse que a curaria, mas que ela “ já estava livre da enfermidade”.

Mary Baker Eddy, antes de fundar a Ciência Cristã, havia sofrido um tombo que a deixou em precárias condições de saúde. Era visitada pelo médico e pelo pastor, pois, o caso era gravíssimo. Abrindo a Bíblia, viu ser a página da cura do paralítico, onde Jesus dizia a ele: “Levanta-te, toma o teu leito e anda”. Instantaneamente ficou livre de todos os sintomas; e quando relatou isto depois ao médico, este lhe afirmou ser aquilo  impossível, e ela, de novo, se viu com os antigos sintomas outra vez. Voltou a ler a mesma passagem e os sintomas desapareceram novamente. E foi quando quis saber o princípio causador desta sua assim chamada “ milagrosa cura”. De suas orações e pesquisas das curas relatadas na Bíblia, surgiu sua descoberta da Ciência Cristã: Deus é Tudo e o erro, ou crença mortal, é nada.

No prefácio do volume 7 da coleção A VERDADE DA VIDA, da Seicho-no-ie, consta que uma pessoa havia lido a coleção de livros durante seis anos, e compreendido que o homem é originariamente isento de doença. Mas sua doença não sarava, e isso lhe causava estranheza, até que refletindo, percebeu que não havia entendido nada da Verdade, e que somente sabia que estava escrito nos livros a Verdade de que o homem é essencialmente isento de doença. O texto diz que ele compreendeu o seguinte: “De nada adianta eu saber que está escrito que a doença não existe; devo compreender, de corpo e alma, a Essência do Homem-Deus, isto é, a Verdade de que eu próprio sou isento de doença”. Compreendendo a inexistência da doença, que passo ele deveria tomar?  Lendo novamente o trecho, calaram fundo em seu coração as seguintes palavras: “Se você está doente, levante-se agora mesmo, resolutamente! Acredite firmemente que, na verdade, você é isento de doença! E passe a agir, de fato, como pessoa sadia”.

Escreve o Dr. Taniguchi: “Compreendeu que a convicção deve ser transformada em ação, e que o conhecimento teórico adquire força concreta quando colocado em prática. Imediatamente agiu literalmente como no texto, levantando-se da cama onde estivera estendido durante seis anos e passando a viver como pessoa sadia. Desde então, tem gozado de perfeita saúde, sem contrair um resfriado sequer.  Eis um exemplo de que a Verdade é assimilada quando o seu conhecimento se transforma em convicção e depois em prática na vida cotidiana”.

Nem Jesus  nem  livros curam doenças! Não existe doença! A VERDADE, contida na frase de Jesus, e também no trecho lido no livro, anulou a ILUSÃO! Nada além disso! Seja qual for o aspecto doentio, aquilo jamais será uma condição física a ser curada, mas uma ILUSÃO (sugestão hipnótica) retida na mente. Por isso a Seicho-no-ie declara que esta Verdade, após se tornar convicção, deve ser posta em prática! A convicção poderá surgir de imediato ou ser paulatina, dependendo da  abertura de cada um à Verdade. Enquanto a pessoa se julgar “mortal pecador e doentio”, sofrendo e almejando ser aliviado, não terá captado a base real do ensinamento, ou seja: JÁ SOMOS LIVRES!

Em meu livro “A CURA ESPIRITUAL EM SEUS PRINCÍPIOS BÁSICOS”, eu fiz questão de repetir,  na abertura de todos os capítulos, os fundamentos a serem admitidos a priori como VERDADE JÁ MANIFESTADA:
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TODO O
UNIVERSO JÁ É INFINITAMENTE PERFEITO AGORA. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA. TODOS OS ACONTECIMENTOS ESTÃO SE MANIFESTANDO EM HARMONIA PERFEITA AGORA. SÓ EXISTE O UNIVERSO ESPIRITUAL PERFEITO; SÓ EXISTE O AGORA. NADA HÁ PARA SER CORRIGIDO OU MELHORADO.
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Pare de lutar com inexistências! Entre em silêncio! Ouça a Voz do CRISTO EM VOCÊ a lhe dizer: “ESTÁS LIVRE DA TUA ENFERMIDADE”; e lembre-se: “ESTÁS!”, e não “ESTARÁS”. TODOS OS SERES JÁ SÃO INFINITAMENTE PERFEITOS AGORA!
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ILUMINAÇÃO:DESCOBERTA OU CONQUISTA?

ILUMINAÇÃO:
DESCOBERTA OU CONQUISTA?
DÁRCIO
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O acreditar coletivo neste “mundo de aparências” faz a maioria acreditar ser alguém destinado a “receber a iluminação espiritual” em algum momento de sua vida. A Bíblia registra a passagem em que duvidaram de Jesus, por ter ele dito que conhecia Abraão, pois, a presença eterna de Deus, que Jesus via em si e em todos, sequer era cogitada!

Em certa época, quando a Seicho-no-ie programava uma oração coletiva, o local escolhido foi um local montanhoso do Japão. Vendo o seu fundador, Masaharu Taniguchi, se mostrando com aparência frágil e debilitada pela idade, os organizadores foram ter com ele e lhe disseram: “O senhor não tem necessidade de ir conosco, subir por aqueles caminhos todos íngremes, uma vez que daqui mesmo poderá participar igualmente da nossa oração!” A resposta que obtiveram foi a seguinte: “Os senhores estão me dizendo isso porque não estão me vendo!”

No capítulo “Juryo”, do Sutra de Lotus, Sakyamuni declara ter alcançado a iluminação em “passado remoto”, e não numa suposta “existência presente” em que, após ter renunciado à vida palacial e ao mundo, teria atingido a suprema iluminação aos trinta anos, na cidade de Gaya e meditando sob a árvore bodhi. Sua declaração é a Verdade absoluta de que “todos somos iluminados desde sempre”, e não a partir de algum suposto “instante” da transitoriedade fenomênica.   O desaparecimento da “ilusão” não faz alguém alcançar a iluminação, que sempre É, enquanto a “ilusão” nada é! Até então, o próprio Sakiamuni pregava uma “iluminação” obtida no tempo; porém, acabou por refutar suas próprias palavras, proclamando, de fato,  a Verdade: “Já se passaram infindáveis centenas de milhares de naiutas de kalpas desde que na realidade atingi o estado de Buda”. Ao refutar suas palavras anteriores, estava, na verdade, negando por completo a existência do mundo fenomênico! Não existe mundo material! Não existe ser material buscando iluminação! Tudo isso é “ilusão”. Este é o sentido real da refutação de tudo que até então vinha sendo dualisticamente pregado.


E VOCÊ? Está realmente se vendo? Está realmente vendo os demais com quem convive? Está iluminado agora? Ou vive à espera de “alcançar a iluminação”? Faça a si mesmo estas questões; depois, meditando, perceba o fluir espontâneo das respostas dentro de sua própria Consciência.

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-4 (FINAL)

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE IV – FINAL

Há tempos eu escrevi, e aqui postei, uma parábola intitulada “O sol e o bloco de gelo”. Também com ela procurei mostrar que não será a mente humana quem resolverá os ilusórios problemas de sua criação. Assim como um bloco de gelo, que se mostra sólido e pesado, desaparece naturalmente diante da exposição ao sol, sendo derretido e evaporado, também as aparências de problemas se dissolvem quando expostos ao “Sol” de nossa Consciência iluminada. No caso, durante as meditações, faríamos dos problemas o nosso “bloco de gelo”, para, em seguida, deixá-lo sob a ação do Cristo que somos, sem tentar resolvê-los forçando a mente. O objetivo desta ilustração é exatamente o mesmo contido naquela da “camisa suja” a ser posta na lavadora de roupa.

Precisamos captar com precisão os detalhes apresentados pelas analogias, pois, dessa forma, a aplicação dos princípios espirituais será sem erros. A base ou ponto de partida  é sempre a Verdade absoluta: DEUS É TUDO! A partir disso, as ilustrações se tornam valiosos instrumentos, por nos facilitarem a percepção da perfeição presente, que é costumeiramente desafiada pelas aparências de imperfeição. Estas, apesar de sempre ausentes, se apresentam como realidades! Se não partirmos disso, incorreremos no erro de pretender melhorar, curar ou modificar o que é ILUSÃO, ou seja, lidar com algo que não existe!

Muitas vezes a ilustração do “lápis dentro do copo com água” é encontrada na literatura espiritual. Ela é uma das melhores, por nos deixar conscientes de que “fato é fato” e  “aparência é aparência”. Coloque um lápis perfeito em um copo com água e observe-o pelo lado de fora, ao nível do líquido: o lápis terá a aparência de estar torto e também quebrado em duas partes! Que nos permite tirar, desta ilustração? Que o lápis continua inteiro e perfeito, mesmo enquanto a sua “aparência” estiver sendo a de um lápis imperfeito. As ilustrações têm este propósito: com elas, o intelecto iludido por “aparências sem fatos correspondentes” se vê obrigado a ceder aos fatos espirituais subjacentes. Todas as aparências insinuam a presença da Verdade subjacente a elas, assim como a sombra dos objetos insinua a existência real deles. Para a “ilusão de lápis quebrado” ser notada como “aparência”, é imprescindível que exista o “lápis perfeito” no cenário. É aqui que a ilustração mostra o seu valor, isto é, se você, ciente de que DEUS É TUDO, estiver diante de qualquer “aparência de imperfeição”, e traduzi-la como “perfeição já presente”, sem pretender curar, melhorar ou mudar nada, como não o faria diante do “lápis quebrado”, estará aplicando corretamente a Verdade na prática. Assim, o que  seria meramente  uma “aparência falsa do lápis”, uma ILUSÃO, não lhe tomaria tempo algum! O tempo todo a ser-lhe requerido seria exclusivamente para que você reconhecesse convictamente o fato verdadeiro, e seria, portanto, o tempo que você sentisse ser o necessário para “soltar a ilusão”. Por isso, a prática da Verdade exige dedicação e muita contemplação. Se a pessoa apenas ler e aceitar mentalmente as parábolas, alegorias e ilustrações,  sem se dedicar à “soltura da ilusão” pelo reconhecimento da Verdade que elas apontam, sentindo e se convencendo internamente de que a  Perfeição é Onipresente, apesar das  inúmeras aparências em contrário que a suposta mente humana capta, ficará somente “na letra” e sem o “espírito da Verdade que a vivifica”. Por isso Jesus disse: “Trabalhai pela comida que não perece”!

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PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-3

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE III
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Uma interessante ilustração é empregada pela Seicho-no-ie, para explicar o processo da cura espiritual genuína. O problema, seja ele qual for, é comparado à camisa suja de alguém, enquanto sua limpeza, por meio de uma lavadora automática, é comparada à dinâmica da oração. O passo inicial seria, portanto, chegar-se ao outro com esta camisa suja (problema), imbuído de “coração de misericórdia”, e dizer-lhe: “Vamos lavar esta camisa”, recolhendo-a para junto de si. Nesta fase inicial da oração, a pessoa que ora, sente em si o sofrimento e a tristeza do outro como se fossem suas. Mas este passo é de curta duração, para evitar que a “sujeira” se infiltre em quem  faz a oração. O passo imediato seguinte, portanto, é colocar a camisa na máquina de lavar e ligar o interruptor. Este passo ilustra o “volver-se completamente ao Reino do Absoluto”, onde a perfeição infinita e sempre presente é diretamente contemplada. Nesta contemplação, quem ora, busca “sentir-se” um com o outro e, assim que esta sensação ocorra, verá , com os “olhos espirituais”, a situação toda inundada e vivificada pelo fluxo intenso do Amor divino, quando todos os supostos pecados são apagados e unicamente a perfeição do filho de Deus é reconhecida. Não há esforços mentais! É como se a pessoa recolhesse a camisa suja do outro, colocasse-a na máquina de lavar e ligasse o interruptor. O restante será com Deus! A ação divina corresponderia à ação da corrente elétrica, que correria pela “máquina”, faria com que ela trabalhasse e deixasse a “camisa lavada”. Não caberia, a quem ora, fazer este serviço final, que seria exclusivamente de Deus, ou, no caso da ilustração, exclusivamente da lavadora automática.

Esta ilustração é genial, e deixa bem clara a real posição do  problema, a função daquele que ora ou que recebe a oração, e, especialmente, a posição de Deus, naquilo a que denominamos “cura divina”.

Continua..>

PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-2

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE II
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Um aspecto importante das parábolas, alegorias e ilustrações é o seguinte: não criam dependências! Cada um se vê diante de um “despertar  diretamente acessível”, que depende unicamente de si mesmo! Desse modo, é capaz de deixar de lado as falsas crenças de que alguma influência externa possa gerar o seu“despertar”. Há ensinamentos que disseminam a crença de que, se alguém entrar em contato pessoal com um suposto “iluminado”, receberá uma graça! O que Jesus disse aos discípulos foi: “Permanecei na cidade até que DO ALTO sejais revestidos do poder”, ou seja, sabia que o “despertar” decorre de uma atitude sincera de “busca” e da espontânea ação da própria Consciência iluminada que todos somos! Se alguém se aproximar fisicamente de um suposto “mestre iluminado”, e dele achar que “recebeu uma graça”, poderá ser até que a tenha recebido, mas de sua própria Consciência, que pôde Se manifestar devido unicamente à sua expectativa nesse sentido. Se a mesma expectativa fosse criada com a pessoa estando próxima a um cão ou gato, a mesma graça lhe seria concedida! “A tua fé te salvou”, disse Jesus, quando a mulher com fluxo de sangue o tocou e foi curada! Em sua terra, Jesus não curava! Não acreditavam nele e, dessa forma, a ação espiritual em cada um não acontecia! As pessoas precisam ter confiança plena na Verdade: compreender que Deus realmente é onipresente e que unicamente de SI MESMAS terão as revelações e o conhecimento absoluto! Jesus não mandou que alguém ficasse perto dele, a fim de receber “graças”, mas deixou as parábolas, por jamais pretender deixar crenças errôneas na mente das pessoas! Sabia que o “despertar” é uma Autorrevelação! O resto, é folclore! O contato com os ensinamentos, com as palavras da Verdade, pode realmente nos ser de grande valia; mas, acreditar que apenas um “ficar fisicamente” perto de alguém possa exercer qualquer influência nesse sentido é pura ilusão, e até mesmo materialismo! A única Consciência desperta é DEUS! E estamos, você e eu,  não apenas “próximos” a ela, mas sim com ELA PRÓPRIA SENDO O SER QUE SOMOS! Pare de ver mais luz fora de você, deixando, por isso, de contemplar a SUA PRÓPRIA LUZ, a Luz do Eterno que constitui o seu “EU”.

Outra parábola conhecida é a do leão que foi criado junto com cordeiros, acreditando ser um deles. Suas atitudes se mantiveram pacatas e parecidas com as dos cordeiros, até que num certo dia, ele escutou o rugido de um leão. Se para os cordeiros o rugido nada representou, já em seu caso aquilo serviu para que ele percebesse ser um igual! Ruiu a falsa crença de ter ele sido cordeiro por um instante que fosse! Sempre estivera sendo um leão! Assim, sem que nada nele se alterasse, meramente pelo seu ignorar da crença falsa e aceitação do fato verdadeiro, sua real identidade foi “restabelecida”. O Homem é Deus sendo o Cristo! Enquanto um mortal estiver sendo visto e aceito em lugar do Cristo que VOCÊ É, estará sendo um “leão criado em meio a cordeiros”. Por isso o conhecimento da Verdade o liberta! E a parábola explica como se dá esta sua libertação: tão logo você assuma JÁ SER O CRISTO, sem mais se identificar em nada com um ser humano nascido, em evolução, em estudos da Verdade, por se firmar no entendimento de que jamais você foi um ser humano, assim como jamais o leão estivera sendo um cordeiro, a Presença gloriosa de Deus lhe “aparecerá”, por ter sido reconhecida como sendo a SUA Presença. Por isso Jesus disse: “Aquele que me vê a mim, vê o Pai”. Esta Verdade, como todas,  é universal!

Continua..>

PARÁBOLAS, ALEGORIAS E ILUSTRAÇÕES-1

PARÁBOLAS,
ALEGORIAS  E ILUSTRAÇÕES
Dárcio
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PARTE I
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Como a Verdade está acima do que o suposto intelecto pode captar, a literatura espiritual se vale de inúmeras parábolas, alegorias ou ilustrações buscando revelar o que já somos em meio ao festival de crenças falsas que nos tentam iludir e mostrar o que nunca fomos. Desse modo, buscando burlar o intelecto iludido, estas ilustrações objetivam unicamente o nosso “despertar”, sem contar com nenhum tipo de mudança no ser perfeito que já somos.

A “Parábola do filho pródigo”, por exemplo, mostra que da parte do seu pai, nunca houve separação. Foi o filho quem quis a “sua parte”, deixar a casa do pai para ir a “terra distante”. Quando ele se decidiu por voltar, o pai correu em sua direção e o acolheu da melhor forma possível! Jesus nos deixou esta parábola para revelar que “não existe Deus que nos tenha destituído de sua glória”, mas que este “ego”, de posse de “sua parte”, ao ser descartado, nos fará ver que “tudo que é do Pai é nosso”, o que depende, portanto, unicamente de nós mesmos!

Deus nunca nos vê “menores” do que Ele próprio, porque a Consciência é infinita e constitui o ser que somos. Todas as crenças humanas de pecado, de separatividade e de julgamentos do ego são pura ilusão! Ou a pessoa acata esta Verdade e se vê como Deus a vê, ou ela simplesmente ficará iludida até “voltar” à casa do pai!

Na alegoria do Éden, exposta no Gênesis, vemos que Deus, tendo criado o homem à Sua imagem e semelhança, ou seja, espiritual e perfeito, colocou-o no “paraíso”, ou seja, em Deus mesmo! Que diz a alegoria? Que Adão comeu o fruto proibido, da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, e foi expulso do paraíso! Mas, de fato, Adão não poderia ser expulso do “paraíso”, a não ser em crença falsa! O “paraíso” é a Onipresença, e, se Adão saísse de Deus, entraria em Deus ao mesmo tempo! Deus ocupa toda a Realidade, ou seja, a alegoria explica que Adão entrou somente numa “ilusão” de separatividade de Deus, por deixar de ver a perfeição em si mesmo e em toda parte, por se deixar prender ao julgamento pelas “aparências”, segundo as crenças no bem e no mal. Como “ilusão” não gera fato nem tampouco constitui um fato, mesmo se achando “expulso”, a realidade é que jamais Adão esteve fora do paraíso! E nem poderia fazê-lo, uma vez que sua Vida é Deus. Esta alegoria explica que você, assim como é agora, é a “Emanação de Deus”; se parar de se julgar pelos pares de opostos, deixando de ver bem e mal em si mesmo, bem como na totalidade do que constitui o Universo, estará deixando a “ilusão” de lado, para conscientemente experienciar a Verdade que sempre foi, é e será, ou seja, a sua imutável natureza divina em unidade eterna com Deus.

Continua…>