PROXIMIDADE

PROXIMIDADE
Dárcio
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Tanto no vocabulário religioso quanto no da metafísica, encontramos palavras que, apesar de serem expressas para nos ajudar no conhecimento da Verdade, sem querer, podem nos atrapalhar!As palavras e os artigos empregam uma terminologia motivadora, incitando-nos a “contatar Deus”, “entrar em comunhão com Deus”, “buscar o reino de Deus”, e por aí vai! De fato, isso tudo deve ser feito; contudo, é preciso, primeiramente, entender o fato espiritual que estas frases contêm.

Nossa “proximidade com Deus” já está manifestada! Aqui, agora e eternamente! De que forma? Na forma de UNIDADE! “Eu e o Pai somos um!” Assim disse Cristo! Sendo Jesus Cristo “um” com Deus, que é a Vida Onipresente, esta frase revela  o seu ensinamento transcendental de que, em Deus,  “somos todos UM”,  somos todos “O UM”.

O referencial da Verdade é o absoluto e não o do mundo visível! “Quem me vê, vê o Pai”, disse também Cristo. Não disse que “qualquer um” estaria vendo nele esta Unidade! “QUEM ME VÊ”, isto é, “QUEM TEM VISÃO ABSOLUTA, VENDO-ME, ESTARÁ VENDO O PRÓPRIO DEUS!”  Este é o sentido!

E este é o enfoque absoluto! A mente humana, cega para a Verdade, não participa do processo! Há pessoas aceitando que, com a suposta morte física, aproximam-se mais de Deus! Impossível! Deus e nosso ser real são UM! E, conforme disse Cristo, “Deus é Deus de vivos e não de mortos”. Tudo é aqui; tudo é agora! Aceitar “morte física” é desconhecer por completo a premissa básica de que DEUS, A VIDA UNA, É TUDO! Enquanto alguém alimentar a falsidade de ter vida separada de Deus, a crença em nascimento e morte a iludirá!

O fato espiritual permanente é que DEUS E HOMEM SÃO UM! Esta nossa “proximidade”  de Deus é, portanto, uma Realidade presente! Por que aparenta ser difícil aceitá-la? Porque a “mente humana” nada vê! Entendamos a importância da frase de Paulo: “Temos a mente de Cristo”. Tudo isso nos exige uma reavaliação de tudo! Exige a tomada de novas atitudes diante das Verdades reveladas! Resumindo: CONTEMPLAÇÕES RADICAIS!

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REALIZAÇÃO E REFLEXÃO

REALIZAÇÃO
E REFLEXÃO
Dárcio
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A maioria dos segmentos religiosos parte da visão humana e não da divina.
Vezes sem conta foram apresentados à humanidade temas variados  para sua reflexão,
assuntos comuns sobre crenças coletivas, que, na maioria das vezes, foram
personalizados e aceitos por cada um como se algo, nele mesmo, fosse preciso
mudar! Essa árdua batalha humana do homem contra estas crenças, caso a Verdade lhe
tivesse sido pregada realmente, nunca teria tido razão de ser. Os
ensinamentos revelados mostram o homem como um ser eterno, perfeito,
imutável, uma Luz divina em expressão! Por isso, o ensinamento absoluto é o
único que honra a Deus segundo o juízo justo, ou seja, cada FILHO DE DEUS
Se reconhece como sendo da natureza do Pai. O juízo justo é dado ao
FILHO, para que este SE HONRE como honra o Pai. Esta é a realização

definitiva que anula a ilusória ego-redenção às custas de esforços
empreendidos pela fraudulenta mente humano, que nos diz sermos seres “destituídos da glória de Deus”.

As mentiras somem pelo conhecimento da Verdade! A Vida é Deus! Quando
despertamos para este fato, nos livramos da chamada “mente carnal”, ou mente
humana, enquanto, pela realização legítima, nos vemos como sempre somos e onde
sempre estamos! E é quando, pelo renascimento, descartamos todas as chamadas
“reflexões” da mente humana, para vivermos conscientemente a Verdade de que
“temos a mente de Cristo”, Verdade perene, intocável e  eterna.

Com ela, unicamente Deus é visto como Realidade;
e “eu e o Pai somos um”, é realizado como fato deste AGORA.
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"COISAS QUE O OLHO NÃO VIU"

“COISAS QUE O OLHO NÃO VIU”
Dárcio

Segundo as revelações da Verdade, o que “vemos”,   o que “ouvimos”, o que a mente humana “percebe”,  nada  faz parte da Obra divina! E, se não faz parte,  não passa de miragem! Como conhecer “as coisas que Deus nos preparou”?  A Bíblia nos diz:  “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.” (I Cor. 2: 10)

Um hipnotismo coletivo induz a todos a experienciar um “sonho” em lugar da Realidade! Notemos  que a citação nos diz: “Deus no-las revelou pelo seu Espírito”. Em outras palavras, é AUTORREVELAÇÃO! Jamais a mente humana se santificará ou verá a Verdade! Ela é geradora das miragens! Entenda que a REALIDADE está nas “coisas que o olhos não viu”; assim, poderá descartar todas as aparências como NADA, enquanto, identificado com a Mente divina, VOCÊ reconhece estar SENDO a Verdade, VENDO a Verdade e Se AUTORREVELANDO como a Verdade! A Verdade é TUDO! Olhos humanos jamais viram o seu EU! Jamais o verão! Não existem “olhos humanos”; eles são a “trave” diante de sua Visão real, que é Deus em Autocontemplação, ou a ONIVISÃO!

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"NÃO VOS INQUIETEIS PELO DIA DE AMANHÃ"

“NÃO VOS INQUIETEIS PELO DIA DE AMANHÔ
DÁRCIO
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“NÃO VOS INQUIETEIS, POIS,  PELO DIA DE AMANHÔ, PORQUE O DIA DE AMANHà CUIDARÁ DE SI MESMO. BASTA A CADA DIA O SEU MAL.
Mateus 6:34

Quem levaria a sério a informação de que uma formiga, num formigueiro, estaria apreensiva com o seu dia de amanhã? Por certo,ela estaria somente ocupada! Estaria empregando o máximo de sua capacidade no momento presente! Que podemos concluir? Que, para a formiga, o amanhã é coisa que não existe! E para nós? Que é o amanhã? Um futuro incerto? Ou o mesmo agora pleno e glorioso, chamado por Cristo de “o Reino de Deus dentro de nós?”

O que estraga a vida de muitos, aparentemente falando, é o desconhecimento de que “basta a cada dia o seu mal”. Vemos gente interessadíssima em “profecias”, como se o Universo divino fosse esta ILUSÃO que muda a cada segundo! Mas o que Jesus  nos ensina é a vivermos sempre ESTE AGORA,  desprezando todas  as aparências visíveis na certeza absoluta de que são, todas elas,  meros quadros hipnóticos aceitos coletivamente pela mente humana, a suposta mente “carnal” fraudulenta que busca nos ocultar, com suas limitações, o verdadeiro e iluminado Universo divino sempre aqui presente!

A vida do agora não é vivermos uma crença cega em um Deus presente em “algum lugar”; tampouco é acreditarmos que o “agora” seja este limitado “hoje” que a mente humana nos apresenta como  “mundo”. Viver o agora é perceber  a Vida Única, Deus,  Se manifestando em Sua Perfeição gloriosa como Seu Reino de Luz, em que   sabemos que o que “já somos”, é o próprio Deus sendo Deus como nossa real identidade!

Faça este radical reconhecimento sempre “hoje”, e perceba a UNIDADE Pai-e-Filho; com esta permanente “sintonia” consciente com Deus em “cada dia”,  o AGORA ETERNO se desdobrará continuamente como “cada amanhã que cuidará de si mesmo”.

Contemple a presença
do Reino de Deus em VOCÊ:
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Aqui onde estou é o invisível Reino de Deus: este Reino, pela Graça do Pai, está em mim. Solto-me no simples reconhecimento consciente desta Verdade.

(permanecer durante alguns minutos neste suave reconhecimento, ciente de que não existe matéria, e que tudo é Deus, tudo é Perfeição, tudo é Espírito.)

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O AMOR COMO FORMA INDIVIDUAL

O AMOR COMO FORMA INDIVIDUAL
DÁRCIO

O AMOR divino não é mero sentimento como é visto pela suposta mente humana. O Amor divino é a Natureza de Deus manifestada em cada forma da Realidade eterna. Não há como nos separarmos do Amor divino, uma vez que a Substância do ser que somos, é o próprio Amor. Mas não um Amor que “ama a outrem”, e sim um Amor que Ama a Si mesmo por desconhecer “outros” em toda a extensão de Sua Onipresença! Onde quer que focalizemos nossa atenção, ali está o Eu Único, Amor infinito, em Autoexpressão! Toda suposta desarmonia visível não passa de ILUSÃO. Toda carência afetiva é crença fraudulenta!

O Amor é Deus aparecendo como TUDO que Deus é! E Deus é Tudo! Portanto, tudo é Amor! Contemple o Infinito sendo Amor manifestado como Onipresença! Contemple Deus sendo o AMOR que constitui a totalidade do seu ser! E contemple a sua UNIDADE com este TODO que é Amor. Dizer que Deus somente ama a Si mesmo significa dizer que Deus simplesmente AMA! É Sua natureza eterna SER AMOR! E, esta oniação amorosa é constante, ininterrupta e eternamente em expressão!

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O UM APARECE COMO PAI E FILHO

O UM
APARECE COMO PAI E FILHO
Dárcio

Comece suas contemplações com a Verdade Absoluta: DEUS É TUDO! O Universo é Deus, a Consciência infinita em expressão. Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos um”, declarava a Verdade Absoluta que nos inclui a todos! Se fôssemos “mais um”, a frase seria sem sentido! Dizer que “Eu e o Pai somos um” implica a convicção serena e suave de que O UM SE MANIFESTA COMO PAI E FILHO.

A Seicho-No-Ie costuma dizer que “o homem é a suprema automanifestação de Deus”. Todo homem é O UM aparecendo como Filho, ou ser individual. Contemple a Verdade a partir da Verdade: O UM APARECE COMO MEU PAI E COMO MEU SER!

Não há “mais Verbo de Deus” em Jesus Cristo, ou em qualquer outro Filho de Deus, do que em VOCÊ! Estas crenças partem da mentira, da dualidade, da ilusão coletiva de que O UM não é O UM! Parta sempre da Visão Absoluta! Reconheça a Verdade plena já consumada e sendo a totalidade da Existência, e contemple TUDO que Deus É, sendo VOCÊ! Em UNIDADE PERFEITA!


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A ORDEM É A PRIMEIRA LEI DO UNIVERSO

A ORDEM
É A PRIMEIRA LEI DO UNIVERSO

Dárcio

O Universo é espiritual, mantido em divina ordem pela Onisciência. Quando a Bíblia revela que “temos a mente de Cristo”, o sentido é este: a Onisciência é onipresente! Já está sendo a Mente de tudo e de todos em existência. Qualquer aceitação de que há uma “segunda mente” atuando, é ILUSÃO. Por isso, ao contemplar a Verdade, perceba de início que Deus é TUDO! Disso decorre que a Onisciência, sendo onipresente, é VOCÊ! Ela é UMA com Deus.
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A ordem é a primeira lei do Universo! Se isso assim não fosse, o caos seria estabelecido! Por mais que uma desordem seja sugerida pela suposta mente humana, ela nada é, senão sugestão hipnótica que pode estar vindo na forma de pensamentos ou de imagens. Estes são os argumentos de um sonho: pensamentos e imagens ilusórios! Somos Consciência e não mente humana! Esta separação do que é REAL e do que é ILUSÃO deve culminar em imediata percepção de que a REALIDADE É TUDO e ILUSÃO É NADA!

Contemple estes princípios e permaneça na Verdade, mesmo que os quadros visíveis demonstrem continuar! São “folhas verdes” de uma árvore já de raiz cortada! Sem vida, sem substância, sem perpetuidade! Identifique-se como ORDEM INFINITA onde VOCÊ ESTÁ! E estará reconhecendo a Verdade permanente!

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O PERDÃO E O NASCER DE NOVO

O PERDÃO
E O NASCER DE NOVO
Dárcio

As mágoas e ressentimentos são componentes ilusórios da mente carnal, com os quais não podemos nos identificar jamais! A crença coletiva acoberta a ilusão de “mentes pessoais” antagônicas, e, como num sonho, mostram estas mentes fictícias em conflitos que aparentam gerar aqueles sentimentos negativos nas pessoas.

“Nascer de novo” é nos despirmos do falso e velho homem da crença, juntamente com seus feitos, para discernirmos a perfeição da Mente única, Deus, Se expressando neste “eterno agora” em absoluta harmonia e paz. Cada “contemplação da Verdade” é o nosso reconhecimento da Verdade que todos somos, enquanto a suposta mente humana é descartada juntamente com a falsa ideia de que “alguém” nos magoou em qualquer momento do seu ilusório tempo!

Firme-se na Verdade absoluta, que nos revela a existência única de Deus exatamente agora! Perceba que “este agora” é a perfeição eterna da Realidade! Se, nesse processo de soltura da crença, “alguém” deste mundo lhe vier à mente, como se fosse o “causador” de supostas mágoas que  parecem lhe atormentar, contemple a Mente única, Deus, sendo a Mente real daquele ser! Contemple-se como um “ramo da Videira divina”, alimentado pelo Pai, que é o “Agricultor”, e, ao mesmo tempo, contemple aquele suposto “alguém” como  “outro ramo” da mesma Videira. Contemple Deus Se expressando em UNIDADE, e Se manifestando como “você” e “ele”, até sentir internamente que a Luz da UNIDADE desfez a treva da dualidade!

“Nascer de novo” é ver o Cristo em VOCÊ e em TODOS! DEUS É TUDO! Honre a SI MESMO como honra ao Pai, e faça o mesmo com os demais, honrando a todos  como perfeitos Filhos do mesmo Pai! Esta é a prática da Verdade!


Vai reconciliar-te primeiro com teu irmão…”
Mateus 5: 24

CARACTERIZANDO A ILUSÃO-5 (Final)

CARACTERIZANDO A ILUSÃO
DÁRCIO

PARTE 5 – FINAL
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Saibamos com clareza o seguinte: o nosso Reino não é deste mundo das crenças humanas; o nosso EU REAL jamais participa de qualquer tipo de “morte”, seja física, seja psicológica, seja temporária ou de qualquer outro tipo que a mente humana possa imaginar. Somos SERES PURAMENTE ESPIRITUAIS E PERFEITOS! SOMOS, EXATAMENTE AGORA, A MANIFESTAÇÃO INDIVIDUALIZADA DA MENTE INFINITA, QUE É DEUS.

Segundo a visão dualista, temos “parte humana” e “parte espiritual”. Este ponto de vista incorreto faz com que as pessoas se prendam às imperfeições humanas, vistas pela mente humana, e deixem de CONTEMPLAR A REALIDADE tal como DEUS a vê. Como vimos, o que a mente humana vê é mero conceito insubstancial. A chamada “parte humana”, de cada um de nós, é mero componente desse conceito ilusório: não faz parte de quem SOMOS REALMENTE! Em outras palavras, o suposto “ego humano” é ILUSÃO! Se a mente humana deixasse de formular conceitos limitados sobre nós, se ela conseguisse nos ver como realmente JÁ SOMOS, o nosso EU PERFEITO seria imediatamente revelado. Portanto, este é o objetivo de nosso estudo: reconhecer a presença da Mente divina, que sabe de nossa PERFEIÇÃO, exatamente onde parece existir a “mente humana”, que nos vê com “parte humana” destinada a evoluir, se aperfeiçoar, etc.

Façamos uma comparação: ao contemplarmos um eclipse do Sol, podemos empregar um vidro fosco capaz de filtrar o excesso de luminosidade presente. Visto assim, o Sol nos dará a impressão de estar sem brilho. Contudo, ele continua se mostrando com a luminosidade e brilho de sempre, apesar de sua claridade se mostrar quase imperceptível aos nossos olhos. O Sol em nada se relaciona com este conceito de sua natureza, visto através do vidro fosco. Analogamente, a nossa real identidade, que é divina, nada tem a ver com o suposto ser humano “nascido” neste mundo, que não passa de um conceito criado pela mente humana.

“Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai: por qual delas me apedrejais? Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e, sim, por causa da blasfêmia, pois sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: “Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou
deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode
ser anulada), àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis:
Blasfemas; porque disse: Sou Filho de Deus?”

(João 10: 32-36).

A Luz divina, o Cristo, vista pela “mente fosca” dos judeus, se mostrava como ser humano. Assim, esta cegueira acabou por fazer com que eles apedrejassem Jesus. O mundo das aparências, ainda hoje, continua o mesmo: e as pedras continuam sendo atiradas. Somente  A LUZ DO DESPERTAR eliminará a ILUSÃO, fazendo com que a Verdade, “Eu disse! SOIS DEUSES”, Se revele universalmente.

Repetindo, a chamada “parte humana” não existe! Este princípio revela a Verdade absoluta e deve ser aceito sem restrições, caso alguém queira “conhecer a Verdade”. Ele é fundamental, por anular radicalmente as crenças errôneas sobre o homem e sobre o Universo em que vivemos.

Tiremos, da ilustração do eclipse do Sol, mais uma importante conclusão: se o Sol estiver sendo visto “sem o brilho”, por causa do vidro fosco, esta “condição vista” jamais irá se projetar “lá fora”, no céu, de modo a afetar-lhe o “brilho verdadeiro”. O mesmo se dá com todas as imperfeições “vistas” pela mente humana: elas não existem “lá fora”, mas tão somente como miragens na mente. Jamais se exteriorizam para distorcer a REALIDADE DIVINA PERMANENTE. Em I Coríntios 13:12, encontramos a citação equivalente ao que acabamos de expor:

“Porque agora vemos como em espelho, obscuramente; então veremos face a face; agora conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido”.

Os seres humanos, com qualidades ou defeitos, não passam de conceitos retidos na suposta mente humana. Ao nos desviarmos deste testemunho ilusório, constatamos a LUZ do mundo, o FILHO DE DEUS, sendo exatamente AGORA cada um de nós. Assim, o DESPERTAR ESPIRITUAL jamais cura, melhora ou regenera alguém: ele nos permite reconhecer e contemplar o Universo e o Homem espirituais, perfeitos, AQUI E AGORA.

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CORPO LUMINOSO

CORPO LUMINOSO
Dárcio

Vezes sem conta, é colocado nos textos sobre a Verdade que o nosso Corpo é Templo de Deus, mas que sua aparência, neste mundo, não o retrata tal como ele sempre é. A aparência se forma na mente humana, mas, como uma sombra, somente sinaliza a presença do Corpo real.

Fazendo uma analogia, se o corpo tridimensional de alguém, visto pela mente humana com altura, largura e profundidade, for fotografado, ao ser visto na foto, uma das três dimensões, a profundidade, terá desaparecida,  uma vez que a foto somente consegue traduzir o corpo de três dimensões em duas: altura e largura. Que significa isso? Que a limitação da “aparência na foto” não gerou a limitação no corpo que foi fotografado, que continua apresentando as três dimensões originais! Por isso Jesus disse que, se nossos olhos forem “bons”, nosso Corpo será luminoso! JÁ É LUMINOSO! Mas, ao ser traduzido infielmente pela mente humana, ele se mostra somente como aparência tridimensional!

Entender esta analogia é entender o porquê de não meditarmos para “curar” ou “melhorar” o Corpo! JÁ É PERFEITO! As distorções ou limitações, “vistas” pela mente humana, são ILUSÃO! Não mostram nada referente ao corpo, e sim unicamente a INCAPACIDADE da mente humana em nos reportar a REALIDADE. Por isso, em nossas “contemplações”, mesmo diante da “aparência de deformação” que a mente humana nos apresenta, somente focalizamos a atenção no CORPO LUMINOSO, SEMPRE PERFEITO! Como foi dito, este Corpo é que é o NOSSO! Nunca nasce, nunca muda, nunca adoece, nunca se cura, nunca morre, mesmo que a mente humana, incapacitada de vê-lo em sua FORMA CONSTANTE, nos apresente suas aparências mutáveis o tempo todo! Todas elas são ilusórias! Todas elas não têm realidade! Todas elas são unicamente aparências! Não perca tempo com elas! Você não é “deste mundo”. Contemple o CORPO REAL! O SEU CORPO LUMINOSO, eternamente perfeito e Templo de Deus! Assim, “seus olhos serão bons”.

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NÃO HÁ LIVRE-ARBÍTRIO NA CONSCIÊNCIA ÚNICA

NÃO HÁ
LIVRE-ARBÍTRIO NA CONSCIÊNCIA ÚNICA
Dárcio

O Universo infinito é  Oniação, ou seja, é Consciência infinita em atividade. Como não há dois infinitos, não há duas vontades! Quando vemos Jesus dizendo, “Que se faça a TUA vontade e não a MINHA”, excluía a farsa da dualidade! A frase é também inclusa na Oração do Pai Nosso, e não significa que alguém vá permitir ou pedir que a Vontade de Deus seja feita, mas sim erradicar a falsa crença de haver possibilidade de a Vontade de Deus não estar acontecendo de modo onipresente! “A minha vontade é fazer a vontade daquele que me enviou”, disse Jesus. Que estava nos revelando? Que a Vontade da Consciência infinita está fluindo harmoniosamente como “vontade individual” de todos, na perfeição da Unidade! Aquele que “repousa” nessa percepção, vive peça Graça!
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Acreditar que a vontade de Deus possa não estar sendo feita é ridículo! E acreditar que Deus abra mão de SUA VONTADE em algum ponto do infinito, para um suposto “ser humano” atuar com vontade própria dele, e ainda O contrariando, é mais ridículo ainda! A mente humana pode sonhar à vontade e crer, em seu sonho, que haja vontades pessoais coexistindo com a Vontade do Uno! Em “sonho”, um pesadelo pode parecer real! Esta crença falsa e absurda em livre-arbítrio, que não passa de “dualidade disfarçada”,  se “evapora” diante da contemplação da Oniação!

Livre-arbítrio é mera argumentação fraudulenta da mente humana para explicar ILUSÃO! Ocorre, porém, que esta argumentação faz parte da ILUSÃO e não de explicação para coisa alguma! Acreditar que “fomos destituídos da glória de Deus”, por termos usado “vontade pessoal” e desobedecido a Deus, é de uma infantilidade à toda prova! “As obras de Deus são permanentes”, e cada FILHO DE DEUS é uma delas!

O esforço que aparentemente as pessoas empreendem para serem “salvas”, “iluminadas”, “despertas”, é  o “esforço” que a ILUSÃO usa para iludi-las mais ainda! Não existe salvação! Não existe redenção!  DEUS É TUDO! Jamais deixou nem deixará de ser! Paradoxalmente, aquele que aceitar estas Verdades com “coração de menino”, estará “salvo e redimido”! Salvo de quê? Da ILUSÃO, ou seja, salvo do NADA!

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“E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.”
João 15: 27
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CARACTERIZANDO A ILUSÃO- 4

CARACTERIZANDO
A ILUSÃO
DÁRCIO
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PARTE 4
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Podemos empregar a expressão “tratamento espiritual” para designar o processo consciente de “DEIXAR QUE A REALIDADE INFINITA SE REVELE”, mostrando-nos a perfeição eterna que JÁ É. Espiritualmente falando, nunca há curas ou melhorias. O INFINITO UNIVERSO DIVINO É PERFEIÇÃO ONIPRESENTE! Quando a suposta mente humana se torna receptiva e transparente à Verdade, a perfeição transcendental é por ela refletida na forma de CONCEITO MELHORADO.

Assim, no estudo da Verdade Absoluta, não pensamos em transformar o “mal” em “bem”: reconhecemos a PERFEIÇÃO TRANSCENDENTAL, enquanto descartamos por completo as imagens hipnóticas tridimensionais, imperfeitas ou finitas, mostradas pela mente humana, por estarmos cientes de que nenhuma delas retrata a Realidade, mas que são puramente ILUSÃO. A “soltura” das imagens distorcidas, feita com a percepção de que DEUS É TUDO, deixa a mente livre e transparente para captar a Realidade divina e traduzi-la como conceito harmônico, chamado pelo mundo de “milagre”, “cura”, “aparência melhorada”, etc. Na linguagem de Jesus, estes resultados, ou sinais “visíveis”, são os “bens vindo por acréscimo”, quando o Reino de Deus e a sua justiça são buscados em primeiro lugar.

Como vemos, as informações prestadas pela mente humana estão longe de ser confiáveis. Precisamos, portanto, transcendê-la e ter acesso à Realidade.  Isso não quer dizer que a mente deixará de ter qualquer função. Pelo contrário, ela passará a desempenhar sua função plenamente, atuando como “veículo de percepção”. Em vez de estar com a atenção voltada para o exterior, tornando-se vítima ou escrava das imagens hipnóticas ou sugestões aparentemente vindas de fora, a mente se voltará “para dentro”, percebendo a CAUSA ÚNICA,  DEUS, EM  ONIAÇÃO PERFEITA. Damos a isso o nome de “Contemplação da Realidade”.

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Apesar de a mente humana acreditar na dualidade, ou seja, na existência de Espírito e matéria, somente existe o Espírito. Assim, a dualidade é simples crença errônea. Quando lemos ou ouvimos as revelações espirituais, essas informações verdadeiras vão de encontro aos condicionamentos subconscientes da mente coletiva e estes aparentam exercer uma resistência. Quando permanecemos firmes na Verdade, estas crenças acabam cedendo, revelando que não têm poder, substância nem realidade. Este processo é o que o apóstolo Paulo descreve na Bíblia como “morrer diário”. Contudo, o que ocorre é a “morte” das crenças errôneas, que faz aflorar o HOMEM REAL, À IMAGEM DE DEUS. Certos ensinamentos ortodoxos, dualistas, pregam a ilusão de que o homem é dotado de corpo e alma, mas que somente a alma é imortal. A Verdade absoluta é a UNIDADE. Deus é UM com o Homem. Este Homem Real é Deus aparecendo como Corpo espiritual. Esta Realidade da Unidade é inteiramente invisível para a mente humana!  Alma e Corpo são UM! Somos este UM eterno, sem nascimento e sem morte.
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Continua..>

DE IMEDIATO O “CURSO DA ILUSÃO”

INTERROMPA
DE IMEDIATO O “CURSO DA ILUSÃO”
Dárcio

O radicalismo que empregamos durante a “Prática do Silêncio” , quando nos desligamos por completo do suposto mundo de aparências e reconhecemos a totalidade de Deus, precisa ser endossado pela mente durante nossas atividades do dia-a-dia. Se, durante as contemplações, reconhecemos que “temos a mente de Cristo”,  de modo pleno e absoluto, uma vez que é esta a Verdade, esta nossa unidade mental com Deus deverá se estender pelo resto do dia. Se as contemplações tiverem sido feitas corretamente, os quadros do dia a dia não serão mais o foco de nossa atenção, e sim a constância de nossa Consciência oniativa, que os assiste como se fossem  filme no cinema. Entretanto, se sentirmos haver necessidade, caso surja algum  suposto envolvimento desagradável com a “aparência”, imediatamente deveremos endossar a Verdade com a mente, para que o”curso natural” previsto pela ILUSÃO seja interrompido na hora! Não podemos ser condescendentes com a ILUSÃO! Se fôssemos, ILUSÃO não seria o NADA que é! Justamente por ser NADA, a “aparência”, quando humanamente é vista como “desagradável”, deve ser refutada na hora, pelo nosso endosso do que é a Verdade.

Suponhamos que, em dado momento, alguém tropece, se levante e sinta uma dor qualquer, que seria justificada pela queda; se a pessoa, levada pela aparência, acreditar realmente que estava na “miragem”, que levou mesmo um tombo, se acidentou e se levantou com aquela dor, o “curso da ilusão” a enganará em sua sequência fraudulenta aceita pela crença coletiva! Assim, ela se levantará, irá examinar-se, verificar se o tombo causou lesões, reclamará da dor, etc. Conclusão: a ILUSÃO, para ela, virou realidade! Por isso, a resposta interior, diante de quaisquer supostos acontecimentos negativos, deve endossar a Verdade imediatamente! Fazendo com que a mente se volte de imediato à Verdade, à percepção de que “em Deus ela vive”, negando  “acidentes” e afirmando a constância de sua condição harmoniosa na Verdade! É assim que se interrompe o “curso da ilusão”.

Por isso, é importante a nossa dedicação plena à “Prática do Silêncio”; pois, com ela, nossa unidade com Deus é vivenciada, e, a qualquer momento que nos for requerido um “recordar imediato” desta nossa condição gloriosa e eterna,  em fração de segundos nos desvinculamos da “aparência falsa” pela imediata troca de referencial que nos faz enxergar estarmos no REINO DE DEUS, e não NESTE MUNDO!

Citei o exemplo de alguém que aparentemente tenha sofrido uma queda. Mas, a atitude deverá ser a mesma diante de qualquer outro tipo de ILUSÃO! Como, por exemplo, uma “aparência de discussão”, onde “mentes pessoais” se mostrem em atritos motivados por qualquer tipo de situação ou negócio. Se o “curso da ilusão” não for interrompido, aquilo poderá se arrastar por horas, e, até mesmo pela vida toda! Extraindo-se a atenção do quadro, voltando-se à percepção de que a Mente divina está “em mim e no outro”, em constante harmonia, até isso ser reconhecido internamente como fato eterno, se porá fim ao  “curso da ilusão”.

A Verdade é a Verdade, agora e eternamente! Por isso, deve se dedicar por nela permanecer, não somente enquanto medita, mas, também enquanto está aparentemente “neste mundo”, onde cada um interage o tempo todo com as mais variadas situações; assim, cada uma delas lhe será um “teste de avaliação” para que saiba se realmente a ILUSÃO está sendo reconhecida como ILUSÃO, e se realmente DEUS  está sendo reconhecido como TUDO!
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“AGORA SOMOS FILHOS DE DEUS”

“AGORA
SOMOS FILHOS DE
DEUS”
Dárcio


“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”
I JOÃO 3:2

Este versículo exemplifica o que é a visão iluminada e o receio que cada revelador costuma ter quanto à possibilidade de ser mal interpretado. Este receio, porém, se não for anulado, acabará tirando o próprio poder da revelação! Por que é revelado que “agora somos Filhos de Deus” para, logo em seguida, ser dito que “ainda não é manifestado o que havemos de ser?”  Como alguém poderia ser agora um Filho de Deus e, neste mesmo agora, este fato não estar manifestado?

Esta aparente contradição está, na verdade, ocultando o receio de que alguém que ouça esta Revelação, e ainda se julgue um ser humano vivendo na matéria, confunda o Filho de Deus com a aparência, ou seja, com sua suposta identidade humana. Entretanto, isso acaba dando margem a errôneas interpretações. Uma delas é a crença de que o Filho de Deus, que agora somos, “surgirá com o tempo” na aparência, o que contradiz por completo a fala de Jesus: “O Meu Reino não é deste mundo”. Que está João realmente querendo dizer? Ele está revelando a Realidade divina, já manifestada e consumada, que Se encontra além do alcance da suposta mente humana. Ao dizer que “ainda não é manifestado o que havemos de ser”, está revelando a necessidade que temos, individualmente, de fazer um reconhecimento radical e consciente desta Verdade. No mesmo AGORA em que Jesus Cristo é Filho de Deus, somos TODOS Filhos de Deus. A diferença não está em Deus nem no passar do tempo. A questão exige um “despertar”, uma renascimento, uma percepção clara de que “o nascido da carne é carne (ilusão)”, e o “nascido do Espírito é Espírito (Realidade)”.

O Filho de Deus é AGORA a Identidade real e única de todos nós. Jesus ENCONTROU-SE dentro de Si mesmo e indicou-nos o mesmo Caminho. “Quem perder a sua vida (humana) por amor de Mim achá-La-á (Vida divina)”. (Mateus 10:39). A vida humana é “perdida” concomitantemente com o encontro da Vida real, a Vida eterna de Deus que Se manifesta como a nossa Vida eterna. Buscar esta Vida interior é o objetivo da oração. Como devemos orar? Eis a resposta: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará”. (Mateus 6:9).

Se Jesus assim nos ensina a orar, significa que foi orando dessa maneira que pôde ele receber secretamente a “recompensa” do Pai. Que recompensa é esta? O Reino de Deus; a consciência de não ser “deste mundo”, a consciência de ser Filho de Deus. Este é o objetivo da oração; esta é a recompensa que devemos considerar. Muitos não percebem que a verdadeira recompensa é a descoberta de sua natureza divina e eterna. Confundindo-a com “benefícios temporários deste mundo”, avaliam o estudo em função do aumento ou diminuição dos mesmos. Se a aparência for boa, julgam estar no caminho certo; se a aparência for má, põem em dúvida as revelações ou princípios espirituais. Não percebem que, “engolindo a maçã do conhecimento do bem e do mal, estarão expulsas do paraíso!”

“Amados, AGORA somos Filhos de Deus”. “Vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes”.(Mateus 6:8). Não precisamos nos ocupar com os “benefícios deste mundo”; não precisamos nos envolver com o julgamento segundo as aparências, se elas são boas ou más. Devemos nos ocupar com o quê? Com o reconhecimento de nossa FILIAÇÃO DIVINA, com a COMUNHÃO COM O PAI, com a Verdade absoluta de que “Eu e o Pai somos UM..

Por mais que o mundo da aparência pareça ser real, ele não passa de uma espécie de sonho ou miragem. Frequentemente isto é encontrado em textos sobre a Verdade; porém, logo  após ser lido por todos, em seguida é esquecido. Por quê? Porque geralmente as pessoas continuam crendo que a aparência seja real.

“Mas sabemos que, quando ELE Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque ASSIM COMO É O VEREMOS”. (I João 3:2).

Quando Ele Se manifestará? Não é AGORA que, pela Revelação, SOMOS FILHOS DE DEUS? É AGORA! Entretanto, se nos identificamos com um “eu humano”, nascido de pais humanos num mundo material temporário e mutável, esta VERDADE será vista apenas como “possibilidade futura”. Por outro lado, se “entrarmos no aposento da Consciência interior”, o “Esconderijo do Altíssimo”, que é a nossa própria ALMA, receberemos a “recompensa do Pai”, isto é, a VISÃO QUE NOS PERMITE VÊ-LO COMO É; E ENTÃO, ESTAREMOS NO AGORA EM QUE A ELE SOMOS SEMELHANTES; ESTAREMOS NO AGORA EM QUE SOMOS FILHOS DE DEUS; ESTAREMOS NO AGORA EM QUE ESTA VERDADE JÁ ESTÁ MANIFESTADA!

NOSSA PERMANÊNCIA NO REAL

NOSSA
PERMANÊNCIA NO REAL
Dárcio

As imagens na mente humana mostram um mundo em contínua mutação. Lembro-me de que certa vez, ao acordar pela manhã, observei as imagens de meu quarto e, ao mesmo tempo, outras imagens rapidíssimas sendo discernidas e que eram a continuação do sonho que estava tendo. Durante o sonho, elas pareciam  normais e lentas; mas, nesse instante de transição entre o sono e o acordar, momentaneamente puderam ser vistas passando tão rapidamente que nem dava tempo de se ver o que continham. Só pude notar serem o sonho que estava tendo! Segundos depois, sumiram de vez, e me vi bem acordado. E então, somente o meu quarto pôde ser visto como presente.

Quem estuda a Verdade deve ter conhecimento de que o Despertar é “acordarmos do sonho em que aparentamos acordar”, isto é,  se alguém se deita, dorme e sonha, ao despertar deste sonho é que se vê no sonho! O “sonho” de estar acordado na matéria!

Voltando à ocorrência citada, quando me vi acordando em meu quarto,e, momentaneamente ainda vendo a sequência das imagens que eram o meu sonho noturno, as duas visões eram sonhos! Sonhos momentaneamente coexistentes! O cessar de um me fez ver apenas o outro! Dois sonhos! Nada de realidade em nenhum deles!

“Olhos não viram o que Deus preparou àqueles que O amam”, disse o apóstolo Paulo. A prévia aceitação de que TUDO que a suposta mente humana capta é ILUSÓRIO, nos pré-dispõe a discernir a “ nossa permanência no real”, ou seja, na Onipresença iluminada de Deus. Assim como a sequência de imagens de um sonho noturno não tem substância nem realidade, a sequência de quadros em que um ser humano nasce, envelhece e morre também não tem! “Não chameis de pai a ninguém sobre a face da terra”, disse Jesus! Porque “um é vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 23-9).

Vivemos na Realidade divina permanente! Estudar a Verdade é saber lidar com estas revelações, despertando do sonho, e, pelo despertar, discernir que jamais alguém esteve sonhando! DEUS É TUDO! Todas as imagens projetadas na mente humana, e que estavam sendo vistas como se fossem reais, jamais o foram! Por isso Paulo disse que “as coisas de Deus são loucuras”. Se quiser ser sábio, “faça-se louco para ser sábio”, disse ele.
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CARACTERIZANDO A ILUSÃO-3

CARACTERIZANDO
A ILUSÃO
DÁRCIO

PARTE 3

Realmente, existe sempre este AGORA, transcendental e perfeito. Por isso, por mais drástico que aparente ser um problema, por mais grave que se mostre uma situação, estes cenários somente parecem existir, sendo apenas aparências, ou quadros mentais, confundidos como realidades pela suposta mente humana. É esta a Verdade que deve ser conhecida a fundo, pois um mero saber intelectual, que não ultrapasse este mundo de crenças humanas, de pouco nos servirá efetivamente. Um conhecimento teórico e superficial, sem um endosso  da Mente divina, acaba fazendo com que a pessoa diga algo do tipo: “Estão me dizendo que este problema é NADA, mas continuo com ele à minha frente!” Uma transcendência total nos será requerida! Com persistência e determinação! E isto iremos conseguir através de dedicada prática do reconhecimento interno absoluto: DEUS É TUDO. As informações dadas pela mente humana não são confiáveis; não são reais: todas elas são ilusórias.

Suponhamos que nos seja mostrada a foto de uma maçã, e que baseados nessa foto, tirássemos a conclusão: a maçã está perfurada pela flecha. Será que a foto, tirada apenas de um ângulo, o superior, nos daria condições de garantir que a maçã estivesse furada? Não. Outra foto tirada lateralmente, por exemplo, seria necessária para que a nossa conclusão não fosse equivocada, pois, assim veríamos realmente se a flecha estaria perfurando a maçã ou se estaria somente passando por baixo dela, gerando a ilusão de a estar atingindo, caso ficássemos vendo a cena somente por cima.

A mente humana avalia tudo em função de “três dimensões”, largura, comprimento e profundidade, mais o  “tempo”. Como o Universo espiritual é ADIMENSIONAL, ou de INFINITAS DIMENSÕES COEXISTENTES, didaticamente falando, quaisquer dimensões, além das três citadas, que pudessem ser percebidas, anulariam por completo as impressões tidas pela mente humana sobre o mesmo. Em outras palavras, quanto maior for o número de dimensões percebido, melhor será o CONCEITO DE UNIVERSO formado. Contudo, enquanto o Universo infinito não for percebido diretamente com a Mente infinita, estaremos diante de uma ILUSÃO. Estaremos diante de algo finito, que, de modo limitado, tenta retratar algo infinito. Em vista disso, como poderíamos aceitar esta “aparência” como realidade ou existência? Impossível! Uma “aparência”, por não retratar o INFINITO, por ser ela ILUSÃO, não dispõe de lei alguma para apoiá-la. É por esse motivo que, aos olhos do mundo, há casos de curas e soluções milagrosas envolvendo pessoas e situações, quando as aparências são transcendidas juntamente com a sua lógica, dando lugar à revelação do FATO PERFEITO, ESPIRITUAL, SEMPRE-PRESENTE, exatamente onde a imperfeição vista pela mente humana parecia existir.

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SER DEUS VERSUS RESOLVER PROBLEMA

SER DEUS
VERSUS
RESOLVER PROBLEMA
DÁRCIO

“Buscar o Reino em primeiro lugar” foi a prioridade posta por Jesus. Ciente de que Deus é TUDO, Jesus sabia que esta busca desfaria a ilusão de vida material! E, sem esta ILUSÃO, não haveria problemas! Desse modo, ele disse que “as coisas necessárias nos viriam acrescentadas visivelmente”, isto é, teríamos a solução do que pareciam ser problemas reais!

O entendimento desses fatos faz cada um concluir que a mente presa a “resolver problemas” deve ser mudada para a mente que deseja ser “una com Deus”. Por isso, nos textos, sempre é dito que devemos fazer as contemplações diretamente em Deus, visto como TUDO, sem levarmos em conta o ilusório mundo de aparências fraudulentas que a suposta mente humana “registra” e nos passa! Mente em problemas não é mente verdadeira” E, nossa mente verdadeira é Deus! A Mente absoluta que discerne a Perfeição consumada e onipresente!

Atenha-se à Mente real! Atenha-se a contemplar a Mente divina sendo a sua! E sendo universalmente única! Deus  não está sendo VOCÊ para resolver problemas! Deus está sendo VOCÊ porque DEUS É TUDO!

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LEITURA E ATITUDE INTERNA

LEITURA
E ATITUDE INTERNA
Dárcio

Os textos sobre a Verdade absoluta são leituras destinadas a promover uma imediata “atitude interna”. Os contatos com o mundo, em nosso dia a dia, muitas vezes nos levam ao envolvimento com os quadros visíveis como se eles fossem realidades!  Vivemos em Deus, mas, como a mente humana atua coletivamente, esta Verdade precisa ser constantemente lembrada, a fim de que “estejamos no mundo sem pertencer-lhe”, como diz a Bíblia.

Os textos e as leituras têm este objetivo: ajudar-nos a manter uma atitude interna radical e dentro da Verdade! Não são textos de “transição”, ou seja, artigos que intentam fazer a pessoa “aos poucos” ir se elevando, evoluindo, ou sendo direcionada à Verdade! São textos que devem ser vistos como lembretes absolutos! “TEMOS A MENTE DE CRISTO; INEXISTE MENTE HUMANA!” Este é o ponto! Jamais deixamos de “ter a Mente divina onipresente”, para atuarmos sob influência da ilusória “mente humana” que é desconhecida da Verdade! Assim, os artigos ou textos sobre a Verdade devem assim ser considerados, como se fossem “alertas” de despertar constante e imediato! Quanto mais diretamente formos à percepção consciente de que a Mente divina é a ÚNICA atuando como a  nossa, menos seremos alvos da ILUSÃO de massa! As imagens “deste mundo” poderão mudar à vontade! Mas, o que deve prender nossa atenção é que “as obras de Deus são permanentes e perfeitas”. A atitude nossa, diante dos artigos, sempre deve ser esta: ler, reconhecer e se identificar radicalmente! Não existe “transição” entre mente humana e Mente absoluta! Existe unicamente a Mente de Deus! E ela é a nossa!

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CARACTERIZANDO A ILUSÃO – II

CARACTERIZANDO
A ILUSÃO
DÁRCIO

PARTE II

O ”olho ilusório” encontra-se no próprio “cenário ilusório”. Se nos volvermos internamente para reconhecer o Universo infinitamente perfeito de Deus, procurando CONTEMPLÁ-LO sem esforço mental algum, estaremos nos identificando com a VISÃO DIVINA que, de fato, sempre tem sido a nossa única VISÃO REAL. A mente humana, com seu conceito finito de visão, mostra-nos uma ilusão, e tenta nos sugestionar no sentido de que acreditemos ser ela verdadeira. Este mecanismo ilusório é desmantelado pela Verdade, quando abrimos mão do intelecto para acatar com naturalidade as Revelações espirituais que fazem nos ver “despertos”.

A ilusão é um quadro impessoal. Quando assim é dito, sempre é bom lembrar que “ilusão é nada”. É preciso que este “nada” seja encarado de frente, para que seja desmascarado pela Verdade de que DEUS É TUDO. Assim, apenas didaticamente tem sentido dizer que a ilusão é um quadro hipnótico “impessoal”, imaginado pela suposta mente humana.

Se olharmos este “quadro mental” de frente, percebendo que nosso ser vive autônomo em relação a ele, assim como o movimento de uma rua ocorre autônomo em relação ao seu reflexo na vitrine das lojas, poderemos transcendê-lo. Em outras palavras, estaremos nos posicionando no referencial do Espirito,  sendo a Vida eterna que sempre fomos, e de modo consciente, enquanto a sequência de “quadros ilusórios” segue se desdobrando sem que haja, contudo,  envolvimento mental algum de nossa parte.

Suponhamos que um filme de duas horas de duração apresente um personagem com dez anos de idade e este, ao final do filme, esteja com cinquenta anos. Em apenas “duas horas” na plateia, acompanhamos “quarenta anos” da vida do personagem. Os quarenta anos corresponderão às duas horas simplesmente por uma “troca de referencial” de nossa parte, ou seja, quando deixamos de nos identificar com “o tempo do filme”, para nos identificarmos com  “o tempo da plateia”. Esta analogia é muito útil no estudo da Verdade Absoluta: o “filme” representa o “mundo das aparências”, reconhecido pela mente humana, o mundo de miragens mutáveis com começo e fim; a “plateia” representa o “Universo Real” atemporal do AGORA ETERNO, com o “filme” durando “zero horas” diante de nossa Visão divina.

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CARACTERIZANDO A ILUSÃO- 1

CARACTERIZANDO
A ILUSÃO
DÁRCIO

PARTE I
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Se não contemplarmos o Universo com a Visão do Absoluto, e sim com olhos humanos, o que veremos será meramente um conceito de Universo, isto é, uma ILUSÃO. Sendo assim, devemos saber como lidar com esse conceito mental, o que será feito mediante uma “comunhão interna” com Deus. Desse modo, unicamente AQUILO QUE É REAL será por nós discernido, enquanto as limitações da “aparência” pouco a pouco irão deixando de nos assustar. Esta “sintonia com Deus” é um Fato consumado na Realidade divina. Assim, a cada meditação contemplativa que fizermos, reconhecendo-a como Unidade, somente estaremos deixando de lado o falso testemunho da mente humana, para podermos contemplar a Realidade divina através de nossa Visão crística, também chamada na Bíblia de “Olho Simples”.

Embora haja autores da Verdade absoluta que dispensam o estudo da “natureza da ilusão”, com a alegação de que DEUS É TUDO, e que falar em “ilusão” contradiz a Verdade, eu concordo com aqueles que elucidam o assunto sem comprometer a Onipresença da Verdade, principalmente em textos destinados àqueles que começam a entrar em contato com estes ensinamentos. Cada um, no decorrer do estudo, saberá se dedicar unicamente à “contemplação” da Totalidade de Deus, mas, até que se sinta internamente nessa condição, caracterizar a “ilusão”, no contexto deste estudo, lhe será  fundamental e de grande valia.

O segredo, para lidarmos com a ilusão, está em partirmos diretamente da REALIDADE, da VISÃO ABSOLUTA DA EXISTÊNCIA, abandonando radicalmente o antigo referencial do “julgamento segundo as aparências”. A dificuldade existe enquanto acreditamos que os quadros apresentados pela mente humana sejam reais. Acontece que não são! O Universo Real está presente e continuamente Se expressa como vibrações ou ondas espirituais divinas. Entretanto, a tradução que a mente humana nos faz destas mesmas ondas, devido às suas limitações, é pura ilusão. Assim, a chamada ilusão é o puro e simples NADA! Não obstante, as ondas divinas, que Se expressam como a Luz do Universo da Realidade, estão sempre sendo corretamente captadas pela nossa Mente verdadeira, que é a própria Mente de Deus.

Se a mente humana forma ou deixa de formar alguma imagem, através de alguma projeção daquelas ondas, não irá nos interessar. Exemplificando, se as ondas invisíveis de televisão aqui se encontram presentes, perfeitas, este fato será a realidade que deverá despertar o nosso interesse, e não desejarmos saber se o aparelho de TV está captando-as de forma a traduzi-las como “imagem” perfeita ou imperfeita. Em outras palavras, importa-nos saber que Deus está ONIATIVO aqui e agora, independentemente de haver ou não a mente humana para captar esta atividade global divina na forma de “aparências” boas ou más. Paradoxalmente, este descaso para com a mente humana nos identificará conscientemente com a Mente divina onipresente, e, aos olhos do mundo, esta nossa Visão da Realidade será vista como “mundo humano harmonioso”.

Não existe palavra melhor para definir a ilusão do que esta: NADA. A percepção da totalidade de Deus, ou de Sua Onipresença, naturalmente nos leva a despertar para esta Verdade: ILUSÃO É NADA!

A Bíblia emprega a expressão “mente carnal” para representar a suposta “mente coletiva”, que é incapacitada para discernir “espiritualmente” o Universo em que estamos todos vivendo. Como já vimos, esta mente apenas consegue traduzi-lo na forma finita de “quadros mentais”, considerados como “Universo” por aqueles que não despertaram para a Realidade pluridimensional do Reno do Espírito.

Precisamos partir da TOTALIDADE DE DEUS; desse modo, analisaremos o sentido da palavra ilusão dentro do contexto deste estudo, para não acabarmos por aceitar a falsa ideia de que “ilusão” seja algo a ser removido, alterado, algo de que devamos fugir, com que lutar, etc.  Haveria sentido em querermos fugir de inofensivas “imagens hipnóticas”? Como fugiríamos de um pesadelo? Correndo de suas imagens ilusórias? Ou despertando para a realidade? Se um aparelho de TV distorcer a imagem do locutor, mostrando-o com o rosto deformado, aquilo existiria realmente? Não! Tal imagem seria puramente uma “captação equivocada”, sem realidade ou substância. Um simples ajuste da antena provaria isto! É por esse motivo que afirmamos que “o mundo visível” não passa de “miragem”, uma espécie de “sonho”, ou ilusão.

Continua,,>