OS SENTIDOS QUE VEEM O NADA

OS SENTIDOS
QUE VEEM O NADA
Dárcio

Enquanto a Consciência divina contempla a Realidade perfeita e imutável, segue a suposta mente humana captando, com os seus sentidos limitados, a tão falada ILUSÃO. O que é REAL vê unicamente o ETERNO; o que é ILUSÃO vê unicamente o “nada” em forma de imagens! Que é ILUSÃO? O “nada” em forma de imagens! Que nos cabe fazer, quando estudamos a Verdade? Tomarmos consciência do que é REAL, ao mesmo tempo em que o “nada” passa a ser reconhecido como imagens insubstanciais captadas pelos sentidos humanos falsos.

Observe as imagens à sua frente: são mutáveis, são temporais; mas são reais? Não são! Volte-se, agora, ao seu Eu, perceba a Consciência única consciente de existir e ser você! Desvincule esta consciência das imagens! Veja cada um delas como “nada”. Que irá sobrar? Deus, a Consciência iluminada, a sua Consciência, ou,
simplesmente VOCÊ!


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ROTEIRO DE CURA…

ROTEIRO DE CURA
ATRAVÉS DA ORAÇÃO DO PAI-NOSSO
Dárcio
Você acredita estar doente? Sem forças para nada? Acredita estar passando por dificuldades? Vinha dependendo somente de tratamentos materiais? Contando apenas com a limitada ajuda do mundo? Este roteiro lhe abrirá novos rumos, dando-lhe informações sobre como extrair saúde e recursos infinitos de seu próprio interior.

Estas recomendações poderão ser seguidas por qualquer pessoa interessada. Aquelas que se dedicarem, verão em pouco tempo as melhorias desejadas, tanto quanto à saúde como ao suprimento em geral. São instruções simples e eficazes,  baseadas na revelação de que DEUS É TUDO COMO TUDO, o que nos leva a reconhecer nossa real identidade como FILHOS ESPIRITUAIS EM UNIDADE COM ESSE DEUS, SERES À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA.

O roteiro utilizará a ORAÇÃO DO PAI-NOSSO, em passos que, seguidos com confiança e dedicação, farão com que a pessoa se desligue de seus problemas visíveis, ao menos durante a prática, o que a fará receptiva à LEI DIVINA DE HARMONIA,  ou à ação de Deus em sua vida. Aqueles que estiverem se tratando com meios materiais, objetivando saúde, não terão de abandoná-los. Nossa sugestão é a de que esta “terapia divina” seja associada aos tratamentos convencionais, já que um campo não interfere com o outro, e ambos buscam um resultado comum: a cura.

PRIMEIRA SEMANA: “PAI-NOSSO.”

O início já oração já mostrará seu efeito benéfico, ao ser entendido seu conteúdo espiritual.  Antes de passar à segunda semana do roteiro, a pessoa deve trabalhar unicamente com esta expressão: “PAI-NOSSO.”  E, é claro, com seu sentido espiritual pleno.
Repita umas quatro ou cinco vezes : PAI-NOSSO, PAI NOSSO,…PAI-NOSSO. Entenda, enquanto isso, que DEUS É SEU PAI ETERNO. Entenda que cabe ao Pai  cuidar bem do Filho, que, no caso, é reconhecidamente VOCÊ. Compreenda que, apesar de invisível para a mente humana, DEUS ESTÁ CUIDANDO COMPLETAMENTE DE VOCÊ, DA CABEÇA AOS PÉS, DE TODAS AS SUAS ATIVIDADES E NEGÓCIOS. Reconheça que a PRESENÇA DE DEUS é a Inteligência Infinita que age em todo o seu corpo, mantendo-o perfeito. Relembre, a todo instante, a expressão “PAI-NOSSO”, e que você, assim como Jesus,  pode também dizer: “MEU PAI”. Sinta o Amor Paternal Divino atuando em VOCÊ.
Ocupe-se com esta PRIMEIRA-PARTE durante uma semana, reconhecendo a validade destes princípios em períodos de Oração Silenciosa repetidos, duas ou três vezes ao dia, cerca de 10 minutos cada um. No restante do dia, esqueça o assunto e viva normalmente, até a chegada do período seguinte. As próprias Leis Espirituais darão continuidade ao “tratamento” nos intervalos entre os três períodos diários de oração. Após uma semana, você deverá seguir com a SEGUNDA-PARTE do roteiro.

SEGUNDA SEMANA

Você colocou em prática a PRIMEIRA-PARTE, durante uma semana? Percebeu que “PAI-NOSSO” é a expressão-chave que lhe tira dos ombros toda a responsabilidade por sua saúde física ou financeira? Que é papel do Pai celestial cuidar de VOCÊ, seu Filho espiritual amado? Você parou,  três vezes por dia, para SENTIR a Presença desse Pai cuidando de VOCÊ? Apesar de esta ação de Deus ser invisível aos olhos humanos? Reconheceu que Deus é a Inteligência Infinita, e que VOCÊ é saudável justamente por poder contar com esta Inteligência trabalhando imutável e incessantemente por VOCÊ? Se assim se dedicou a este Roteiro, por certo já está percebendo que a repetição de “PAI-NOSSO”, feita com ENTENDIMENTO, está lhe trazendo resultados benéficos ou favoráveis. Passemos à SEGUNDA-PARTE:

SEGUNDA SEMANA

Após repetir “PAI-NOSSO”, pronuncie “QUE ESTAIS NOS CÉUS”… e pare. Faça uma pausa para perceber que “CÉUS” é exatamente o lugar em que VOCÊ ESTÁ AGORA; perceba que nada está mais próximo de VOCÊ do que Deus, que é SEU PAI. Feche os olhos e SINTA a proximidade do Pai. Saiba que Ele está mais próximo do que sua própria respiração. Saiba que ELE É UMA SÓ VIDA COM VOCÊ!
Relaxe! Deixe de lado toda tensão ou preocupação com seu corpo ou com suas finanças! REPITA, por duas ou três vezes, “ESTOU NOS CÉUS… NOS CÉUS… NOS CÉUS”…  Saiba que VOCÊ está exatamente onde DEUS ESTÁ… EM UNIDADE. É desse modo que a glorificação do Pai é sentida pelo Filho. E este Filho Glorificado é VOCÊ! Saiba que “CÉUS” é DENTRO DE VOCÊ. Permaneça em quietude por alguns minutos, e reconheça: O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE MIM. Em seguida, deixe que o ESPÍRITO DE DEUS SE ANUNCIE DENTRO DE VOCÊ. Por uma semana, faça isso em três períodos meditativos por dia. E, no intervalo entre estes períodos, ocupe-se naturalmente com as demais atividades, seguindo os impulsos naturais que lhe forem surgindo, mas sem qualquer tipo de receio, dúvida ou preocupação. Após uma semana, passe à TERCEIRA-PARTE deste roteiro.

TERCEIRA SEMANA

Este roteiro de benefícios espirituais está baseado na “Prática do Silêncio”, que é contemplativa. As Verdades contidas em cada frase do PAI-NOSSO são consideradas sem que façamos esforços mentais ou mentalizações de natureza humana. As Verdades são simplesmente postas na mente para serem contempladas interiormente, de modo que a Presença de Deus possa ser “sentida” dentro de cada um.
O mais importante, nesta prática silenciosa, é cada pausa feita para que, em quietude plena,  espaços sejam abertos para a ação curativa de Deus poder ser percebida.
Na primeira-parte deste Roteiro, trabalhamos com a expressão “PAI-NOSSO”; na segunda-parte, com a continuação da oração, ou seja, “QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Nesta TERCEIRA-PARTE, associaremos as duas fases anteriores em seqüência, para que a VERDADE nelas contida seja amplamente percebida como a Bênção curativa e supridora objetivada por este Roteiro.

TERCEIRA SEMANA

Repita a frase toda de uma vez: “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”; recorde o sentido espiritual de cada parte dela, em seqüência. Faça desta lembrança uma atividade muito natural e espontânea, sem forçar a mente. Sinta o PODER DE DEUS, que é Amor Infinito, presente em cada parte de seu corpo e em seus negócios. Lembre-se: DEUS É SEU PAI… ELE CUIDA BEM DE VOCÊ! Portanto, não fique ansioso, temeroso ou preocupado com qualquer aspecto visível que se mostre como doentio, imperfeito ou carente de algo. Trabalhe com a frase “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”, tal como vinha já fazendo. Mas, ocupe-se em criar as PAUSAS INTERNAS DE QUIETUDE! Elas são o que de mais importante existe nesta prática. É quando DEUS, DENTRO DE VOCÊ, tem oportunidade de Se revelar como Presença e Poder. Esta TERCEIRA-PARTE tem o seguinte objetivo: aproveitar o que as duas semanas anteriores lhe propiciaram, em termos de reconhecimento e  percepção, no sentido de RESSALTAR-LHE a vital importância destas PAUSAS EM SILÊNCIO, para que a Verdade possa atuar em VOCÊ, sem quaisquer influências da mente humana.
Em resumo, repasse as duas etapas anteriores, em períodos meditativos de cerca de 10 minutos, umas três vezes ao dia, CONSCIENTE de neles estar incluindo estas pausas de receptividade para “escuta interna”. Como já dissemos, são elas a parte mais importante de todo este roteiro. Após assim proceder durante uma semana, passe à QUARTA-PARTE desta sequência.
QUARTA SEMANA
Esta quarta semana do roteiro é uma adoração ao nosso Pai Celestial, hoje tão esquecido pela humanidade, que cultua a matéria e seus valores como se fossem um deus.
Toda oração, quando entendida, é dirigida a nós mesmos, ou seja, tem por objetivo a criação de espaços mentais internos para percebermos Deus e Sua grandeza, bem como a Sua totalidade, além de percebermos que dEle e de Sua obra fazemos parte. Em resumo, a oração correta é um expediente para abandonarmos a crença na matéria e reconhecermos a natureza real do homem e do universo como sendo una, espiritual, perfeita e eterna. A chamada “cura divina” é o resultado natural desse tipo de oração.

QUARTA-SEMANA

Recorde mentalmente as etapas anteriores deste roteiro, isto é, o sentido espiritual de “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”. Reconheça sua filiação divina; em seguida, reconheça que VOCÊ está exatamente onde DEUS está. Receptivo, perceba sua UNIDADE com DEUS: permita que ELE Se revele DENTRO DE VOCÊ de forma que sinta uma PAZ INTERIOR. Nesse estado, pense na frase “SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME”.

Concentre-se em Deus! Relembre mentalmente, por alguns minutos, tudo que dEle veio e vem recebendo  Reconheça que o Amor Divino sempre esteve ao seu lado. Santifique o nome de Deus! Admita que a obra divina é perfeita! Não aceite como reais as imperfeições vistas pela mente humana! Santifique o nome e a obra de Deus! Não se prenda às partes de seu corpo que aparentam estar doentias, ou aos segmentos de sua vida que pareçam se apresentar carentes ou com problemas. Em vez disso, louve a Deus por tê-lo feito à Sua imagem e semelhança! Ao mesmo tempo, concentre-se nas partes do corpo que já se mostram visivelmente saudáveis, e agradeça a Deus por isto. Reconheça a grandeza de Deus! Termine este Silêncio Contemplativo reconhecendo A SUA GRANDEZA como FILHO AMADO desse DEUS! Dedique-se a esta quarta fase do roteiro durante uma semana, nos três períodos habituais diários. Em seguida, dirija-se à QUINTA-PARTE.

QUINTA SEMANA

Nas etapas iniciais, procuramos reconhecer nossa filiação divina e também glorificar a Deus. Ressaltamos a Verdade de que somos UM com Deus e, portanto, de natureza espiritual e perfeita. Praticamos os “minutos de silêncio receptivo”, em que abrimos a mente para as revelações divinas ocorrerem dentro de nosso próprio ser. A próxima etapa será uma das mais importantes, ou seja, ficaremos totalmente abertos e receptivos à manifestação espontânea do REINO DE DEUS em nós.

QUINTA-SEMANA
“VENHA A NÓS O VOSSO REINO.”

Confiante de que Deus lhe está mais próximo do que sua própria respiração, faça o convite proposto nesta etapa: “VENHA A NÓS O VOSSO REINO.” Repita-o mentalmente, por duas ou três vezes, tirando por completo a sua atenção deste mundo material. Faça de sua mente uma espécie de vaso acolhedor da Presença de Deus. O REINO DE DEUS SEMPRE ESTEVE PRESENTE EM VOCÊ! Esta Presença eterna, RECONHECIDA, é a SUA SAÚDE ( ou SUPRIMENTO ). Permaneça no convite feito: “VENHA A MIM O VOSSO REINO”. Conserve-se nele no intervalo de cinco a dez minutos, atento à atuação de Deus DENTRO DE VOCÊ. Sinta a PAZ, a HARMONIA, a QUIETUDE. Sinta a Presença de Deus em todo o seu corpo. Perceba a ORDEM DIVINA manifestada em cada célula, da cabeça aos pés. Crie as pausas de receptividade para a “VINDA DO REINO”. Pratique esta quinta etapa do roteiro por uma semana, duas ou três vezes ao dia. Em seguida, passe à SEXTA-PARTE.

SEXTA SEMANA
“SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.”

Esta passagem da oração nos explica que a Vontade de Deus já está manifestada “no céu”, isto é, em nosso interior, em nossa Consciência mais profunda, a Consciência divina em nós. Na linguagem espiritual, consideramos “céu” como sendo a Mente divina, e “terra” sendo a mente humana. NO “CÉU” A PERFEIÇÃO JÁ EXISTE, OU SEJA, A VONTADE DE DEUS JÁ ESTÁ REALIZADA. Quando determinamos que “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU”, estamos endossando, na mente humana, a perfeição divina JÁ PRESENTE, mas que parecia estar ausente.
Dotado desta compreensão, repita mentalmente: “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU.” Permaneça em quietude, como que percebendo que a Vontade de Deus, que é a PERFEIÇÃO, já existe DENTRO de você. Fique assim durante uns dois ou três minutos. Permita que Deus atue e desfaça as distorções ou limitações aceitas pela mente humana, como se elas fossem um bloco de gelo exposto ao calor do sol. Em seguida, após ter tido a sensação de profunda paz interior, diga a si mesmo: ESTÁ FEITA A VONTADE DE DEUS EM MINHA MENTE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU. Faça uma pausa de alguns minutos, aceitando esta Verdade como fato manifestado. Repita este “tratamento” durante uma semana, em três períodos por dia. Em seguida, passe à SÉTIMA-PARTE.

SÉTIMA SEMANA

Esta sétima etapa leva-nos a parar com as preocupações quanto ao futuro. A oração nos lembra que, para Deus, o tempo não existe, e que é sempre AGORA, o AGORA ETERNO de Suas bênçãos ilimitadas. O Sermão da Montanha, proferido por Cristo, faz-nos a advertência: “Basta a cada dia o seu cuidado”. Que seria este “cuidado”? O reconhecimento absoluto de que somos Filhos espirituais de Deus, supridos por Ele, com todas as legítimas necessidades atendidas. Este Roteiro objetiva nos conduzir a este reconhecimento.

“O PÃO-NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE.”

Feche os olhos para a existência material. Repita a frase “O PÃO NOSSO, DE CADA DIA, NOS DAI HOJE” por duas ou três vezes, lentamente. Entenda que a palavra “PÃO” representa o SUPRIMENTO ESPIRITUAL, a SUBSTÂNCIA DIVINA. “Eu sou o Pão da Vida”, disse Cristo. Analise o sentido da frase. Compreenda que PEDIR HOJE O PÃO DE CADA DIA quer dizer PEDIR QUE A PRESENÇA DE DEUS SEJA SENTIDA HOJE DENTRO DE VOCÊ. Permaneça com o pensamento afastado das chamadas necessidades materiais. Saiba que Deus, sendo ESPÍRITO, já o está suprindo espiritualmente. Saiba, ainda, que “o Pai conhece todas as suas necessidades”.  Fique tranquilo, receptivo, alerta e em silêncio, convicto de que a Presença de Deus, em VOCÊ, é a “Graça que lhe basta”.

O pedido “NOS DAI HOJE” é, na verdade, uma forma de fazer com que a mente humana se curve aos cuidados de Deus. DEUS (EM SEU ÍNTIMO) É A FONTE E A CAUSA ÚNICA DE TUDO. E, Deus está lhe dando esta totalidade exatamente AGORA. Assim, crie outra “pausa meditativa” em sua mente, e OBSERVE A AÇÃO DE DEUS A SUPRIR-LHE DE TUDO QUE HOJE SE LHE FAÇA NECESSÁRIO. Repita esta sétima-etapa do Roteiro por uma semana, em três períodos diários. Em seguida, passe à OITAVA-ETAPA.

OITAVA SEMANA

Hoje em dia, qualquer um conhece o valor do perdão como ação terapêutica. Mágoas e ressentimentos, acumulados no subconsciente, são verdadeiros “filtros” para a cura interior. Para a mente humana, se não perdoarmos, também não receberemos o perdão de Deus. Cristo, ciente dessa crença coletiva, incluiu no “Pai-Nosso” esta prática.
É claro que Deus, a Perfeição, não vê o que se passa pela mente humana. Em Habacuque, 1:13, encontramos: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal…” Deus é Mente pura e amorosa, e Sua atividade se dá no Reino espiritual absoluto. Portanto, a Prática do perdão tem por objetivo desanuviar o nosso subconsciente, quando perdoamos a todos com quem tivemos qualquer tipo de desavença, discussão, etc. E incluímos, nessa prática, o perdão a nós mesmos, por termos guardado ódio, ressentimento, mágoa, por não termos agido como deveríamos. Sem tais sentimentos nocivos, a nossa  “sintonia” com o Pai, que é Amor,  se dá de forma perfeita.
“E PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.”

Aqueles que vieram praticando com dedicação as etapas anteriores estão, certamente, recebendo a Graça divina em dose infinita. Nesta etapa, a pessoa eliminará possíveis obstáculos interiores ao fluir da Graça, através do perdão incondicional.
Diga a frase da oração, pausadamente: PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” Conserve-a em mente sem, contudo, procurar recordar humanamente algum conflito que porventura houvesse ocorrido com alguém ou consigo mesmo. Simplesmente diga a frase: “PERDOAI AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.” De olhos fechados, sinta a leveza que a frase lhe dá. No caso de vir-lhe à mente ESPONTANEAMENTE alguma pessoa ou situação ligadas à questão do perdão, simplesmente associe esta lembrança com a sincera intenção de encarar o caso como perdoado e encerrado.
Lembre-se: esta prática é interior. Não será preciso procurar alguém para pessoalmente lhe pedir perdão. Entretanto, caso surja esta oportunidade, e  se sinta impulsionado a fazê-lo, faça-o. O importante, nesta etapa, é que estes sentimentos negativos o deixem de uma vez por todas. Dedique-se a esta “prática do perdão” durante uma semana, em dois ou três períodos diários com duração de 03 a 05 minutos. Em seguida, passe à NONA-PARTE deste Roteiro.

NONA SEMANA

Estamos na penúltima etapa deste Roteiro. Esperamos que VOCÊ tenha praticado por uma semana cada uma das fases anteriores. Recomendamos que cada semana seja dedicada a apenas uma das etapas, mas com a seguinte exceção: durante as práticas contemplativas, caso alguma outra parte da oração lhe venha espontaneamente à lembrança , é bom levá-la em consideração, pois isso não estaria acontecendo por acaso. Fora disso, cada semana deve ser trabalhada somente com sua etapa correspondente, para que seu significado espiritual pleno possa ser bem assimilado pelo subconsciente.

NONA-SEMANA

“NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.”

Cair ou não cair “em tentação”, em nossa visão, equivale a dizer: acreditar ou não acreditar estar UNO COM DEUS. Se a pessoa acredita ser Filha espiritual de Deus, UMA com Ele, como veio reconhecendo nas etapas anteriores, já terá adquirido a convicção interna de que a percepção da UNIDADE – dela com o Pai—encerra o sentido total desta fase da oração.
Não existe Deus algum olhando outro suposto ser, chamado de humano, para impedi-lo de “cair em tentação”. Deus é Onipresença!Deus é UNO com toda a Sua obra, e esta “obra divina” nos inclui a todos, agora e sempre. Cabe, a cada um, preservar esta sensação da UNIDADE, o que será agora realizado.
Feche os olhos. Diga a frase da oração: “NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO.” Entenda seu sentido espiritual profundo. Analise que ela busca preservar o reconhecimento da UNIDADE COM DEUS, obtido nas etapas anteriores deste Roteiro ou da própria oração. Reforce este reconhecimento agora. Observe, bem em seu íntimo, que AÍ vive Deus, e Ele é a Sua Vida perfeita, exatamente aqui e agora. Não fique enumerando possíveis falhas ou defeitos, com pedidos para que “Deus os elimine de sua vida”.
AQUILO QUE DEUS IRÁ FAZER POR VOCÊ, A PARTIR DE AGORA, ELE JÁ O ESTAVA FAZENDO ANTES, DESDE SEMPRE! É SUA MENTE QUE DEVE MUDAR! É VOCÊ QUE PRECISA ENTRAR EM SINTONIA COM O AMOR DIVINO, PURO E IMACULADO, QUE INCESSANTEMENTE É JORRADO EM SEU PRÓPRIO ÍNTIMO!
Sinta a Presença de Deus; sinta sua Unidade com Ele. Repita esta “conscientização” em três períodos diários de 03 a 05 minutos, durante a semana inteira. Os resultados falarão por si. A seguir, passe à etapa final deste Roteiro, ou seja, à DÉCIMA-PARTE.

DÉCIMA SEMANA (final)

Estamos na etapa final. Cada semana contemplativa procurou despertar em VOCÊ a Luz verdadeira, a Essência divina, presente em seu íntimo desde o princípio. Você reconheceu, passo a passo, a sua UNIDADE INQUEBRANTÁVEL COM DEUS, Verdade eterna que parecia oculta e distante, mas que, de fato, lhe estava disponível onde menos imaginava: DENTRO DE VC!
Aqueles que fizeram uso correto deste Roteiro, com dedicação e seriedade, devem ter notado o seu valor eterno e absoluto. A rapidez de resultados deve diferir, de pessoa para pessoa, pois depende do grau de dedicação e receptividade de cada uma. Aqueles que sentiram melhorias, mas que não obtiveram a solução integral, deverão repetir esta programação até atingi-la. As resistências do subconsciente acabarão cedendo. Houve casos em que as pessoas, após iniciarem a prática deste Roteiro, observaram que a situação aparentou ter piorado, ou mesmo que houve o surgimento de alguns “sintomas” antes não percebidos. Estas mudanças são um processo natural dentro da terapia metafísica: mostram que o subconsciente está sendo alterado diante do reconhecimento da Verdade Absoluta de que já somos Filhos perfeitos de Deus, governados por Deus e por Ele mantidos em plena saúde, prosperidade e felicidade. Após este período normal de rearranjo interior, os benefícios deverão surgir visivelmente. Passemos, agora, à etapa final.

“MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM.”

Nesta última semana, faça primeiramente uma retrospectiva de toda a oração. Com a mente completamente aberta, reinicie cada frase da oração e, ao mesmo tempo, deixe que o sentido espiritual assimilado nas semanas anteriores lhe aflore e seja revelado. Não faça esforço mental para recordar o sentido espiritual de cada frase. Apenas repita cada uma delas, e aguarde o que elas lhe trarão espontaneamente à lembrança. Considere o início deste Roteiro: diga “PAI-NOSSO”, várias vezes, e AGUARDE! Em seguida, passe à frase seguinte, até chegar à desta semana. E então, diga com toda segurança e convicção: “MAS LIVRAI-NOS DO MAL, AMÉM”.
Faça este encerramento com decisão e vontade. Habitue-se a viver com este Roteiro; faça dele sua forma de “oração diária”. Assim, a oração terá PODER, deixando de ser uma simples “prece de repetições”.

F I M
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A DEDICAÇÃO RADICAL À VERDADE ABSOLUTA

A DEDICAÇÃO
RADICAL À VERDADE
ABSOLUTA
Dárcio

Todas as imagens registradas pela suposta mente humana são ilusórias! A Realidade é o Reino imutável da Luz e Perfeição divinas, em que “todos vivemos, nos movimentamos e temos o nosso ser”. Seja qual for a identificação que alguém faça com personagens desta ILUSÃO, chamada “mundo material”, será uma identificação falsa. O que é natural e óbvio para a mente em ilusão, é inexistente para a Mente divina; o que é “loucura”, para esta mente falsa, é o natural no patamar da Realidade Espiritual. Eis por que a dedicação , quanto a nos identificarmos com as “loucuras de Deus” e não mais com a “lógica deste mundo”, precisa ser radical.

A Bíblia fala em “estar no mundo sem pertencer-lhe”, isto é, estar no sonho acordado. Quando usamos mentalizações, afirmando a perfeição e negando a imperfeição, damos passos iniciais internos rumo a esse “despertar”. São passos úteis, que podem e devem ser usados com maior ou menor intensidade, dependendo de quanto nos sentimos envolvidos com o “sonho de cada dia”. Já comentei em outros textos, que há autores que abominam estes passos, por  julgarem-nos ações mentais humanas, sem serem “genuinamente espirituais”. De fato, não são mesmo! Mas são úteis! Se fôssemos encarar dessa forma, também não poderíamos usar as “pernas materiais” para irmos a algum local meditar! Mas, nós as usamos, são úteis! Haverá um ponto, na “interiorização contemplativa”, em que aflorará a percepção da Verdade: “Não temos pernas materiais e não temos mente humana! Deus é o nosso Eu!”

O importante é a meta, e não os meios. Quem estuda a Verdade tem por meta a Verdade: conhecer Deus sendo TUDO como TUDO! A “Prática do Silêncio” visa a este discernimento puramente espiritual Eu enquadro o “mentalismo”  nas palavras de Jesus: “O que não é contra nós, é por nós”. Se ele nos ajuda, nos passos iniciais de interiorização, não há porque desprezá-lo! Se, em alguma ocasião, nos sentirmos elevados a ponto de podermos “contemplar a Verdade” sem necessitar dele, aí sim, ele poderá ser deixado de lado! Um praticista espiritual, que lida mais com as contemplações do que com o mundo das aparências, pode achar desnecessário o uso da mente humana para dar início às suas contemplações; já quem exerce profissões comuns, não diretamente ligadas à espiritualidade, pode sentir  necessidade inicial dessas mentalizações. O que deve ser entendido é que não deverá parar nelas! A meta é termos o Reino de Deus  contemplado, reconhecido e vivenciado, e não  uma superficial paz interior de natureza meramente humana. No site eu coloco artigos que dispensam o “mentalismo” e também outros que fazem uso dele. Isto porque, dependendo do estado de espírito de cada momento, um ou outro deles nos poderá ser mais útil! Devemos estudar e conhecer os dois modos, exatamente por isso! Para quê mentalizar, se nos achamos em condições de “entrar em silêncio” diretamente? Por outro lado, por que não mentalizar, se nos sentimos envolvidos demais com as aparências, para entrarmos direto em contemplação? A política é esta: conhecer tudo e fazer uso do que nos for necessário em cada situação!

Estar “acordado mesmo vendo o sonho”, este é o nosso objetivo, enquanto aparentemente vivemos em “dois mundos”. Durante as “contemplações”, devemos ser radicais ao extremo, no que diz respeito à admissão de que somos totalmente espirituais e desvinculados de matéria ou de mundo material. E depois, ao participarmos das atividades cotidianas, esta lembrança de que “Deus é nosso Eu” e que, mesmo frente ao “sonho de vida terrena”, estamos DESPERTOS, é o que deveremos procurar manter.

As imagens temporais são todas hipnóticas! Quando Jesus disse para “não chamarmos de pai a ninguém sobre a face da terra”, estava revelando que nunca, em tempo algum, tivemos qualquer vínculo real com esta ILUSÃO! Nem poderia ser de outra forma! Como poderia Deus, que é o Eu que somos, estar num “mundo ilusório” de passado, presente e futuro? Não poderia! “O Meu REINO não é deste mundo”, disse Jesus, para também nos incluir na UNIDADE-ESSÊNCIA:“Vós, DESTE MUNDO, não sois”.


Conversando com um espírita, ele me disse: “As experiências de regressão provam inequivocamente a reencarnação!” Como explicar a ele que a “crença em nossa passagem pela terra” é falsa? Como explicar a ele que DEUS, SENDO TUDO, É TUDO AGORA? Muito difícil, se não impossível! O referencial de existência dele é a ILUSÃO! E, se isso lhe for falado, ele ouvirá  dando risada! O perigo dos referenciais falsos é esse: a pessoa se fundamenta na “mente humana” e não na Consciência iluminada! E ali ficará, até “acordar”. “Ninguém vem a mim se o Pai não o trouxer”, disse Jesus. Quando a Verdade chega a alguém, mesmo em nível de simples informação, é porque o Pai está se revelando dentro dele; e, de revelação em revelação, ele se verá “despertando” e se abrindo a  aceitações mais altas. A mente humana é NADA! Já me perguntaram: “Como fazer para que um parente meu entenda e aceite esta Verdade tão óbvia?” Sabemos a melhor resposta: “Segue me tu”. Ao assim responder a Pedro, Jesus estava dizendo a ele: Mantenha-se acordado no sonho! Mantenha-se sem  trave no SEU olho! Se a Verdade lhe é óbvia, como pode estar vendo “parente em ilusão”? Sim, a pessoa estaria de tal forma “vendo o outro em ilusão”, que lhe passaria despercebido que “ela própria” estava sonhando e crendo no sonho!

A Verdade é simples: DEUS É TUDO! Mas, requer dedicação radical! Sempre digo que a crença coletiva é ILUSÃO, mas muitíssimo “pegajosa”. É preciso “orar e vigiar”; é preciso nos habituarmos a permanecer acordados, mesmo vendo de olhos abertos este “sonho” chamado “vida humana”.

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A TOTALIDADE DA PERFEIÇÃO NO ÚNICO

A TOTALIDADE
DA PERFEIÇÃO NO ÚNICO

Dárcio

A interiorização contemplativa é um trabalho interno, em que tiramos a atenção da mente humana para puxá-la a nós mesmos, ou seja, a Deus sendo o Eu que somos. É como se um hipnotizado para crer ser um índio fosse, ele próprio, se desvencilhando internamente da sugestão errônea para assumir quem de fato ele já é. Não iria tentar transformar o “índio-sugestão” em sua pessoa! Não iria “aos poucos” deixando de ser índio. Este “índio” jamais existiu!

Os ensinamentos relativos levam a pessoa a aceitar que é normal “ser um pouco índio”, “evoluir o índio”, em suma, perder tempo com o “índio”. Qual mente é reconhecida, em casos assim? A mente iludida! Ela ilude a pessoa para que ela creia estar “estudando a Verdade”. Porém, a Verdade eterna diz: “EU SOU TUDO!” Portanto, “estudar a Verdade” é “ser a Verdade”. Não existe, no nosso exemplo, “indio” algum estudando nada! Existe o ser, que jamais deixou de ser índio, reconhecendo o ser verdadeiro e único que jamais deixou de ser!

No Budismo existe o exemplo do diamante bruto, que desde o princípio já estava sendo diamante, indiferente à terra que aparenta fazer parte dele. Por mais que esta terra seja removida, o diamante permanece incólume! Não está sendo mexido! A terra jamais existiu como parte dele! O diamante é o diamante, mais nada! Quem conhece a Seicho-no-Ie deve se lembrar da expressão “corpo diamantino”, referente ao nosso corpo verdadeiro! É por causa disso! DEUS É TUDO! A “totalidade da perfeição” está no SER ÚNICO! Se, no diamante, há a terra para ser removida, em VOCÊ, nada há! Isto porque este SER ÚNICO, DEUS, É VOCÊ! E o que aparentava fazer parte de você, com o nome de “ilusão”, é NADA!

Faça agora sua “contemplação absoluta”, firmando-se nestes princípios absolutos, e saberá o sentido pleno da frase de Jesus: “Eu e o Pai somos UM”. Além de VOCÊ, inexistem outros! A MATÉRIA NÃO EXISTE! A TOTALIDADE DA PERFEIÇÃO DIVINA ESTÁ EM VOCÊ! É ESPÍRITO, E ESTÁ SENDO VOCÊ!

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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS… 5

A
CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio
PARTE 5

Que é o estudo da Verdade? Partirmos da Revelação, da Mente iluminada, da aceitação da Realidade unicamente espiritual! Há pessoas entendendo, quando leem esse tipo de explicação, que “existem estágios de consciência”; entretanto, o que deveriam perceber é o que a Ciência Cristã de fato lhes está  revelando, ou seja, “céus e terra são espirituais” para uma certa consciência humana, AQUELA QUE DEUS OUTORGA!” A seguir, escreve Mary Baker Eddy: “Para a outra, isto é, a mente humana não iluminada, a visão é material”. Precisamos partir da Verdade de que unicamente o que Deus nos outorga é real!

Importantíssima esta frase! Ela não  nos chama a atenção para a “ilusão”, ou seja, para os “variados estágios de consciência”, como se fossem eles existentes! Pelo contrário, diz claramente que para  “certa consciência humana, aquela que DEUS outorga, ou seja, para nossa Mente legítima, recebida de Deus e já iluminada,  “céu e terra”  estão sendo discernidos como “espirituais”.

Estudar a Verdade é fazer uma total identificação com esta “Mente que nos foi outorgada por Deus”. Para ficarmos identificados com a ilusória “mente não-iluminada”, nenhum estudo nos seria requerido, uma vez que toda a suposta “raça em ilusão” já há milênios vem fazendo isso!

Entenda a Revelação: contemple, sem esforço mental, que, porque “temos a Mente de Cristo”, você discerne “céus e terra como espirituais”. Partindo desta natural e radical aceitação,  permaneça aberto e receptivo à ação espontânea da Verdade em nós. A própria Verdade dará testemunho destes fatos espirituais já manifestados, aqui e agora já presentes e que são eternos!

Por “testemunho das Sagradas Escrituras”, Mary Baker Eddy se refere ao cap. 21:1, do livro “Apocalipse”: Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”. Ela explica que, através da Mente iluminada, não há “céu e terra”, espírito e matéria, mas unicamente a Realidade espiritual.
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ESSE TESTEMUNHO DAS SAGRADAS ESCRITURAS SUSTENTA O FATO, NA CIÊNCIA, DE QUE OS CÉUS E A TERRA SÃO ESPIRITUAIS PARA UMA CERTA CONSCIÊNCIA HUMANA, AQUELA QUE DEUS OUTORGA, AO PASSO QUE PARA OUTRA, ISTO É, A MENTE HUMANA NÃO ILUMINADA, A VISÃO É MATERIAL. ISSO MOSTRA, DE MODO INEQUÍVOCO, QUE AQUILO QUE A MENTE HUMANA CHAMA MATÉRIA E ESPÍRITO INDICA ESTADOS E FASES DE CONSCIÊNCIA.
Mary Baker Eddy
(Ciência & Saúde – p.573)

IDENTIFIQUE-SE COM QUEM VOCÊ É

IDENTIFIQUE-SE
COM QUEM VOCÊ É
Dárcio

De certa forma, é redundância falar que estudamos a Verdade absoluta, pois, toda Verdade é absoluta e qualquer outra aceitação é ilusória. Quando nos identificamos com a Verdade, estamos simplesmente sendo quem eternamente somos, sem mais endossos despropositados relacionados com  o mundo de crenças e seus supostos mortais. Qualquer identificação nossa com seres da matéria é ilusão, pois, como Deus é TUDO e é ESPÍRITO, todos os povos de uma suposta humanidade são meramente fantasias da também fantasiosa mente humana.

Esta revelação já nos havia sido dada: “Todos os povos na Sua presença são como se não existissem, e Ele os considera como um nada, uma coisa que não existe” (Isaías 40;17). Enquanto alguém ficar na pretensão de adotar o referencial ilusório na vida ou no estudo, achando ser ele “outro referencial”, e não a ILUSÃO que é, ficará erroneamente se identificando  com quem ele nunca foi, não é nem será jamais.

Identifique-se com QUEM VOCÊ É! DEUS EXPRESSO COMO SEU EU! Este referencial da Luz não é meramente o referencial mais indicado, preferível ou ideal: ele é o ÚNICO!

“Quem me vê a MIM, vê o Pai”, disse Jesus. Pergunte-se: Eu, realmente, me vejo a MIM?


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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS… 4

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio

4
Eis a sutileza da revelação maior: Deus é Tudo, pois ao erro “não se atribui entidade nem poder”. Sutil deve ser também esta suave percepção! Sem luta contra o “nada”; sem perguntas sobre “como o nada surgiu”, mas, uma sutil percepção de que Deus, Perfeição, é Tudo.

Todo assim-chamado “quadro discordante” é erro! E o “erro”, apesar de “querer ser aceito como se fosse mente, como se fosse tão real e tão criado por Deus como a Verdade”, é simplesmente um “vazio já preenchido pela Verdade”.

Marie S. Watts também revela a mesma Verdade  nas seguintes palavras: “Não se prenda a algum problema fictício; para quê  se fixar ao “nada”? A ilusão não poderá ser transcendida enquanto estiver sendo levada em consideração! Deixe que a ilusão iluda a si mesma! Ela se dissolverá mediante sua contemplação da Presença do “Algo-Existente”, em vez de um reconhecimento, de sua parte, do “nada-ausente” que alega estar presente”.

Eliminemos a aceitação de que “haja outra mente” além da Mente Onipresente divina! Deixemos de aceitar que “o erro seja mente”, ou seja, que exista “alguém” acreditando no erro ou na imperfeição pelo uso de uma “mente ilusória” ou “mente em ilusão”. Fiquemos em “nós mesmos”, em nossa Consciência iluminada, percebendo que formamos esta Realidade infinita e perfeita! Nossa dedicação ao direto discernimento destas revelações nos será mais útil do que mil leituras!

A MARCA DA IGNORÂNCIA ESTÁ POSTA NA FRONTE DO ERRO, PORQUANTO ESTE NÃO COMPREENDE NEM PODE SER COMPREENDIDO. O ERRO QUER SER ACEITO COMO SE FOSSE MENTE, COMO SE FOSSE TÃO REAL E TÃO CRIADO POR DEUS COMO A VERDADE; MAS A CIÊNCIA CRISTÃ NÃO ATRIBUI AO ERRO NEM ENTIDADE NEM PODER, PORQUE O ERRO NÃO É MENTE, NEM O PRODUTO DA MENTE.

Mary Baker Eddy
(Ciência & Saúde – p.555)

SAIA DA FOGUEIRA DA ILUSÃO!

SAIA DA
FOGUEIRA DA ILUSÃO!

Dárcio

Enquanto eu explicava para alguém que “Cristo é tudo em todos” (Colossenses 3-11) é a Verdade absoluta a ser aceita sem rodeios, veio um e me disse: “Vá devagar! Não tire de uma vez os dogmas das pessoas! Mesmo sendo a Verdade, ela deve ser passada aos poucos!”. Como já ouvi esse tipo de coisa! E eu pergunto: “Você tiraria alguém de uma fogueira aos poucos?” Não existe “fogueira” mais perniciosa do que a ILUSÃO! Principalmente por ser uma “fogueira que queima hipnoticamente”, pois, é puro NADA!

O que falta, realmente, é alguém se decidir pela Verdade e desmascarar para valer “este mundo” feito de miragens escravizantes! Enquanto ficar “evoluindo por etapas”, estará testemunhando mentiras! Que faz alguém segurar por mais tempo esta crença dualista? Nada! É ilusão esta tendência! Mas, por parecer lógica, é acobertada com a maior naturalidade pela maioria! E isso ser feito também por quem diz “estudar a Verdade” é um absurdo!

Saia da “fogueira da ilusão”! SOMENTE EXISTE DEUS! Expulse o intelecto fraudulento que o amarra a “libertações paulatinas”! Ou você é LIVRE ou não é! Não existe regime de semi-liberdade para filhos de Deus! Desperte!  DEUS É TUDO! TUDO É DEUS! Enquadre-se já na Verdade! NÃO ACEITE MAIS ARGUMENTOS CONTRÁRIOS! Mesmo que lhe venham de supostos “mestres”! Desperte! Lembre-se:  pretender “sair aos poucos da fogueira” é o mesmo que se deixar queimar!

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"UM COM DEUS É MAIORIA

“UM
COM DEUS É MAIORIA”
Dárcio

A frase “um com Deus é maioria” há tempos vem sendo disseminada em ensinamentos espirituais. Na verdade, “um com Deus” não somente é maioria, mas é tudo! Mas, esta frase busca dar a ideia de que, se alguém discerne sua unidade com Deus, não precisa temer nem se preocupar com coisa alguma. Esta sintonia interna que nos leva à percepção de que a nossa vida é a mesma que Deus vive, é a garantia de nossa paz, harmonia e plenitude. Com esta sintonia em mente, cada um pode seguir seu rumo na vida sem as supostas apreensões que temem imprevistos. Sejam quais forem as aparências, “um com Deus é maioria”, e, esta frase, assim lembrada, evita que a pessoa se deixe arrastar pelas ondas da ILUSÃO, que nada mais são que crenças impotentes ou hipnóticas.

Permaneça na convicção absoluta de sua unidade com Deus. Mantenha-se na Verdade: “Eu e o Pai somos um”; desse modo, a mente deixará de estar voltada ao exterior, onde as crenças desfilam como imagens de modo a iludir a maioria. “Os cães ladram e a caravana passa”, ou seja, as aparências mudam a cada instante e VOCÊ permanece! `Permanece como? Tranquilo, sereno e confiante! Você é UM com Deus; e, “um com Deus é maioria”.

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A CARIDADE COMO ARMA DO ANTICRISTO

A CARIDADE
COMO ARMA DO ANTICRISTO
Dárcio

Até hoje, a maioria entende a “caridade” como a manifestação direta da Vontade de Deus. Tentar explicar à pessoa que “humano agindo é ilusão”, sejam suas ações boas ou más, é quase impossível! Como dizer a ela que “ela não é ela”, e que Deus, que realmente é o ser de todos, não divide espaço de Sua Onipresença com seres humanos bons ou maus? “Segue-me tu”, disse Jesus. Unicamente por revelação alguém entenderá que DEUS É TUDO!

Entretanto, aqueles no Caminho Espiritual, e desejosos realmente de experienciar a Verdade, devem ser alertados quanto a esta “arma anticrística”, que é a chamada “caridade humana”. A ação visível de “ser bom” somente tem respaldo espiritual se for uma manifestação-efeito e não objetivo-causa. Por “manifestação-efeito” eu chamo a aparência fenomênica em que nos vemos fazendo o bem ao próximo sem que tal ação tenha se originado na mente humana; por “objetivo-causa” eu chamo a mesma aparência,  mas com o  bem sendo feito tendo sua origem na mente humana. É quando a pessoa se programa para “fazer caridade”, e acaba ficando escrava dessa programação.Muita gente já me disse que “ter o Reino de Deus” é viver se dedicando à caridade! Esta crença é o perigo!

O que realmente pode ser chamado de “fazer o bem humanamente” é quando esta ação flui espontaneamente em cada circunstância, e sem nenhuma programação mental. Jesus deixou a parábola do “bom samaritano”, em que ele se sentiu movido para prestar socorro ao próximo necessitado. Mas o samaritano não foi  humanamente “procurar alguém para ajudar”; a situação surgiu naturalmente e sua ação amorosa se deu da mesma maneira.

Em Mateus 6: 33, vemos Jesus deixando a prioridade a ser mantida: “Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar”. Não disse que “fôssemos caridosos” em primeiro lugar! Por isso eu disse haver diferença entre “manifestação-efeito” e “objetivo-causa”. Aquele que “busca o Reino em primeiro”, ou seja, a Verdade Absoluta, não terá cabeça para se achar alguém humanamente bom ou humanamente mau! Estará contemplando Deus sendo a Substância do seu ser. Como a mente humana apenas gera uma finita imagem-sombra da Realidade divina infinita, aos olhos do mundo, poderemos até passar como sendo alguém fazendo o bem ao próximo. Porém, nós mesmos estaremos na visão correta: a Oniação é Deus em ação onipresente perfeita, o “Pai em MIM faz as obras”, que nunca são as obras temporais vistas pela suposta mente humana. As obras de Deus incluem as nossas e se dão no plano absoluto. Enquanto esta visão não for discernida, teremos, na caridade meramente humana, uma “arma anticrística”, com seres fenomênicos se achando cumpridores da Verdade, agindo tão-somente por impulsos mentais humanos, vivendo sem transcender a farsa que se chama “este mundo”. Desse modo, o ego fica enaltecido, a pessoa se sente realizada e bem consigo mesma, mas, nesta satisfação ilusória, deixa de conhecer a Verdade, a sua Identidade real e o Reino de Deus. Aquele que “busca o Reino em primeiro lugar” sabe que a chamada “caridade” é   simplesmente  parte dos “bens vindos acrescentados”, um efeito e não motivo ou causa.

Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é, porventura, Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde.”

(Gálatas 2; 16-21)

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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS…3

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio
Parte 3
Tudo que não for “belo, bom e puro” não faz parte de nosso ser real. São sugestões ilusórias que buscam atuar hipnoticamente no sentido de que nelas creiamos e erroneamente as consideremos como “nossas falhas”.

Além de  confirmar a nossa origem perfeita e divina, a Ciência Cristã revela que “não alcançamos inteligência” através de supostos aprendizados humanos. Esta Verdade já nos havia sido revelada por Lao-Tsé, quando  disse que “quanto mais nos afastarmos do Centro de nosso ser, em busca de conhecimento, mais estaremos nos afastando da Sabedoria”. Em outras palavras, a Onisciência já faz parte de nossa Essência!

As revelações aqui expostas são taxativas e diretas! Não somos mortais com defeitos! Deus é nosso Pai, e a Vida é a Lei do nosso ser! Abandonemos a falsa crença de que “passamos por aprendizados” deste mundo!

Somente pela identificação plena com as revelações poderemos torná-las “experiências conscientes” deste AGORA. “O Espírito é a Fonte primitiva e derradeira do nosso ser”, escreve a Sra. Eddy.

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NA CIÊNCIA O HOMEM É O DESCENDENTE DO ESPÍRITO. O BELO, O BOM E O PURO CONSTITUEM SUA ASCENDÊNCIA. SUA ORIGEM NÃO ESTÁ NO ESPÍRITO BRUTO, COMO A ORIGEM DOS MORTAIS, E O HOMEM NÃO PASSA POR CONDIÇÕES MATERIAIS ANTES DE ALCANÇAR A INTELIGÊNCIA. O ESPÍRITO É A FONTE PRIMITIVA E DERRADEIRA DE SEU SER; DEUS É SEU PAI, E A VIDA É A LEI DE SEU SER.
Mary Baker Eddy
(Ciência & Saúde – p.63)
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A MENTE CRÍSTICA EM VOCÊ…

A MENTE CRÍSTICA
EM VOCÊ CONTEMPLA O QUE É REALIDADE
Dárcio

A aparente dificuldade em se conhecer a Verdade vem da errônea crença de que exista algo além de Deus.Esta crença é mantida ilusoriamente por uma mente também falsa, chamada “mente humana”. Enquanto isso não for discernido, esta mente falsa aparentará estar atuando e sendo a mente de cada um, e, nesta suposta atuação irá mostrar um mundo que é puramente ilusão. A mente falsa consegue aceitar que DEUS É TUDO; porém, ela jamais poderá vivenciar esta Verdade. Por que? Porque a Verdade exclui esta mente ilusória!

As coisas de Deus são “loucuras para os homens”, diz Paulo. Em outras palavras, elas são loucuras para a mente humana. Mesmo aceitando que Deus é tudo, esta mente falsa não apresenta condições de dar testemunho desta Verdade. Por isso, disse Jesus  que as Revelações se destinam aos “pequeninos” e se ocultam aos “sábios e entendidos”. A Mente única é Deus! Inexistem outras mentes para desejarem iluminação! Tampouco existem mentes não iluminadas! Estas crenças, se não forem desmanteladas, parecerão atuar como entraves para quem está interessado realmente em conhecer a Verdade. Aquiete-se e contemple o fato básico e verdadeiro: Deus, sendo Tudo, é a Mente única em expressão ativa! Desvincule-se de “outras mentes”, desvincule-se da crença de que há “mente humana”; assim, livre, natural e solto na percepção real, a Mente Crística, já em você desde sempre, Se revelará como a Mente que já é a SUA, contemplando unicamente o Reino da Verdade. Portanto, abandonar a suposta “mente de sábios e entendidos”, para ser um dos “pequeninos”, faz desarmar a ilusão arraigada que aceita “outras mentes”; e, sem esta ilusão, a Verdade é discernida, aqui e agora! Somente a Verdade é Presença! Você está presente! Logo, o “Eu Sou a Verdade” é a Mente única Se anunciando como VOCÊ!


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A TORNEIRA E O CHUVEIRO

A
TORNEIRA E O CHUVEIRO
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Dárcio

Quando alguém resolve tomar um banho,  olha primeiro para a torneira, para abri-la, e não para o chuveiro. A água desejada lhe virá do chuveiro, mas em primeiro lugar ele buscará abrir a torneira. Dito assim, a coisa se mostra como  óbvia para a maioria. Entretanto, por que Jesus mandou buscarmos o “Reino em primeiro lugar”, e não as coisas materiais supostamente necessárias, e nesse caso, o processo ensinado não é visto igualmente como tão óbvio assim? É que a maioria desconhece que o reconhecimento do Reino dentro de nós é a “torneira”  que nos faz ativar o “chuveiro de bênçãos”.

Se antes do banho a pessoa se concentrar no chuveiro, pensando: “É dele que virá a água que eu quero”, estará colocando sua atenção em lugar totalmente errado! Seria radical demais dizer a ela: “Esqueça o chuveiro e cuide de abrir a torneira”? Não, não seria! Sem a abertura dela, mesmo o melhor dos chuveiros deixaria a pessoa na mão! Este é o ponto! Os princípios da Verdade, em vez de serem analisados como radicais, muito profundos, etc, deveriam ser vistos e acatados simplesmente como corretos! Não há dois mundos! Por mais que “este mundo” se mostre como real, e receba denominações tais como “mundo fenomênico”, “mundo de aparências”, “mundo dos efeitos”, ele simplesmente não existe! DEUS É TUDO! Quem entender o Reino como a torneira, e “este mundo” como o chuveiro ligado a ela, passará a colocar sua atenção unica e exclusivamente em seu Eu imutável e infinito, sem considerar mais nada “ao lado deste MIM”; e então, o “chuveiro da ilusão” automaticamente lhe jorrará todas as coisas que lhe forem necessárias!

Parta de seu Eu Absoluto! Contemple sua Presença infinita e autossuprida! Abra a sua torneira! Ela é a sua Consciência!
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Naquele dia conhecereis,
eu estou no Pai, vós em mim
e eu em vós” (João 14:20).

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A PRÁTICA DA CURA ESPIRITUAL

A PRÁTICA
DA CURA ESPIRITUAL
Dárcio

O procedimento para curarmos espiritualmente é um “Autotratamento”, ou seja, um trabalho interno de consciência, que jamais visa a alterar alguma condição imperfeita referente a alguma pessoa ou circunstância que vínhamos percebendo através da mente humana. A totalidade do que é discernido pela mente humana é NADA. Todos os problemas relacionados com pessoas e circunstâncias ao nosso redor são como “bolhas de sabão já estouradas” — puro NADA. Nesse caso, quem são realmente as pessoas com quem estamos convivendo? “Eis que EU estou convosco desde o princípio”. Esta é a resposta! Todos vivemos com a Vida que é Deus!  Para percebermos isto, fazemos o Autotratamento.

1. DEUS É. DEUS É A ÚNICA PESSOA QUE EXISTE. CADA PESSOA JÁ É O FILHO DE DEUS, O CRISTO, O PRÓPRIO DEUS MANIFESTO COMO SER INDIVIDUAL.

Devemos nos interiorizar e nos compenetrar do sentido destas palavras. Sem nenhum esforço mental, apenas nos colocaremos em atitude receptiva, que nos conduzirá naturalmente ao  discernimento claro desta realidade. JAMAIS LEVAMOS À NOSSA MENTE ALGUMA “PESSOA HUMANA” OU “PROBLEMA”. JAMAIS! Pelo contrário, desconsideramos radicalmente todas as impressões colhidas pela mente humana. Nossa mente se ocupa exclusivamente com a Verdade de que DEUS É TUDO! Se soltarmos da mente aquilo que já é NADA, a Verdade será percebida como já ocupante do espaço todo (Onipresença), enquanto o que é NADA é por nós conscientizado como inexistente— ILUSÃO.

2. NÃO PRETENDEREMOS AJUDAR OU CURAR OUTRAS “PESSOAS”, MUITO MENOS A NÓS MESMOS. COMO IRÍAMOS “CURAR ILUSÃO”? NÃO! O AUTO-TRATAMENTO CONSISTE NUMA COMPREENSÃO INTERIOR DA IDENTIDADE  ESPIRITUAL DE CADA SER. A CHAMADA “CURA” SERÁ UMA CONSEQUÊNCIA DIRETA DESTA COMPREENSÃO INTERNA DA NATUREZA DIVINA DE CADA PESSOA.

Para nos desvencilharmos rapidamente das alegações errôneas sugeridas pela mente carnal, podemos utilizar, no autotratamento, meditações contemplativas do tipo:

“Acabei de receber informação sobre alguém com um problema. Porém, isto não se refere a alguma pessoa. Tampouco é algo relacionado com a pessoa. Todo ser que existe, é DEUS INDIVIDUALIZADO. Assim , a informação que me veio não passa de uma sugestão. Uma “tentação” no sentido de que eu venha a acreditar na existência de  “alguém” separado de Deus. Não me deixarei enganar! Somente considerarei a verdadeira existência de Deus, aparecendo COMO ser individual.”

Desse modo, pelo reconhecimento interno de que apenas nos defrontamos com uma “imagem hipnótica”, sem realidade, sem substância, puro NADA, contemplamos intuitivamente com, os “olhos espirituais”, a Identidade Divina da pessoa em questão. Não vamos resolver problema algum de saúde, financeiro, moral. Antes,  reconheceremos que DEUS É ONIPRESENÇA E INFINITUDE! Não há, no universo inteiro, “espaço para ser ocupado por imperfeição”, já que Deus é onipresente e infinito. Ponderamos a esse respeito durante o autotratamento.

3. CADA PROBLEMA QUE PARECE ENVOLVER ALGUMA PESSOA OU CONDIÇÃO SERÁ RESOLVIDO “DENTRO DE NÓS”.

O chamado “problema” nunca será solucionado pela “mudança da outra pessoa”. Iremos resolvê-lo DENTRO DE NÓS. Eis por que damos ao “tratamento” o nome de AUTOTRATAMENTO. Jamais devemos dizer que ” a pessoa está hipnotizada pela crença coletiva”, ou que “ela está na ilusão”. Se assim achamos, estamos endossando a ilusão. Devemos, imediatamente, dar o “autotratamento”, isolando mentalmente a pessoa por completo do problema, conforme dissemos anteriormente. No ensinamento de O Caminho Infinito, este é o princípio de “impersonalização da ilusão”.

4. MANTENDO A MENTE TOTALMENTE OCUPADA COM A VERDADE DO SER, FICAREMOS DIANTE DO QUADRO MENTAL (MUNDO VISÍVEL) COMPLETAMENTE DESCONTRAÍDOS, SEM TEMÊ-LO E SEM ODIÁ-LO. NESTE PONTO, SABEREMOS QUE O CENÁRIO VISÍVEL É “MIRAGEM”, PURO “NADA”.

Quando estamos conscientes de que o “quadro” a nós trazido pela mente humana é “miragem”, sem qualquer poder sobre nós, sua nulidade será constatada. O Caminho Infinito dá a este princípio o nome de “nadificação da ilusão”.  Trata-se de uma postura neutra diante do quadro visível apresentado, em que nos colocamos convictamente apoiados na Verdade: Deus constitui o Ser individual. Deus constitui o nosso Ser individual. Deus constitui o Ser individual de todas as pessoas.

“Isto não é o que aparenta ser:

isto é Deus que Se manifesta como…”.
Firmes nesta conscientização, vemos a manifestação espontânea da Verdade dentro de nós.

5. O AUTOTRATAMENTO NÃO TERMINA COM A MUDANÇA OCORRIDA NA “OUTRA” PESSOA,  MAS QUANDO  SENTIRMOS A SOLTURA DA CRENÇA FALSA DENTRO DE NÓS.

Não devemos ficar voltados a verificar se houve alterações nos demais, o que seria simplesmente voltar a buscar impressões baseadas na crença humana. O praticista da cura espiritual busca somente uma “impressão interna”, um sinal revelador de que “a obra está feita”. SOMENTE DEUS EXISTE!

Este discernimento se traduz como a “cura espiritual”.
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"ONDE ESTÃO OS TEUS ACUSADORES?"

“ONDE
ESTÃO OS TEUS ACUSADORES?”
Dárcio

A mente humana crê que a “alucinação” imaginada por ela, mostrando um mundo humano habitado por seres imperfeitos, é real. A revelação de que estamos num Universo espiritual e perfeito, em que Deus é a única Realidade e a única Presença, para esta mente ilusória, é   “loucura”, mera teoria utópica ou mesmo possibilidade futura, menos  ALGO JÁ AGORA MANIFESTO.Enquanto a alucinação mental não for desfeita, seus frutos ilusórios não pararão de atormentar a todos. Além disso, a Realidade absoluta, a supremacia divina deste AGORA, a Perfeição que já existe, quando é revelada à humanidade, muitas vezes é encarada como sendo alucinação de algum místico sonhador.

Qual é a alucinação? O Reino divino ou o mundo humano? A Bíblia nos mostra  Jesus sempre sendo contestado pelo mundo. Mas a Verdade revelada por ele, ultrapassando todos os obstáculos, está AQUI,  e à espera de um simples reconhecimento de nossa parte. Os fariseus disseram a Jesus:

“Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro”. E tiveram por resposta: “Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo. E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e meu Pai que me enviou (…) se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”.

O “julgamento divino” transcende as aparências, ou as “alucinações” aceitas como realidades pela mente humana. O julgamento divino, que a ninguém condena, é aquele em que Deus avalia a SI PRÓPRIO como Onipresente. Nesta Autopercepção da Onipresença, onde há os acusados? Onde os acusadores? Em lugar algum! Portanto, diante das culpas, condenações e recriminações que aparentam existir, o que de fato é real, é a Verdade libertadora, é o “testemunho verdadeiro”, que não julga “segundo a carne”. No exato instante em que a mulher acusada reconheceu que “ninguém a acusava”, conforme podemos ler em João 8: 11, ela ficou liberta. Reconhecer que “ninguém nos condena” significa reconhecer que inexistem “outros”, ou seja, reconhecer a Onipresença de Deus, a existência única da Mente divina, que a NINGUÉM julga.Sejam quais forem os supostos “erros do passado”, eles jamais existiram na Realidade. Foram “alucinações” da suposta mente humana! A alucinação de um incêndio não é combatida com bombeiros munidos de mangueiras e escadas de incêndio. A alucinação é combatida pelo restabelecimento da “mente normal” daquele que supunha existir ali o incêndio ilusório. De modo idêntico, as culpas e acusações deste mundo são dissipadas pelo reconhecimento de que nossa Mente NORMAL já está restabelecida, uma vez que ela é a própria Mente do Cristo.


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COTIDIANO SEM BEM NEM MAL


COTIDIANO
SEM BEM NEM MAL
Dárcio

O enfoque absoluto é o referencial do sol, dos dias sempre ensolarados, e não o da terra, em que há dias nublados e outros  não. Desse modo, contemplamos a Verdade permanente como sendo a nossa Consciência infinita e como sendo Perfeição única, absoluta e constante. “Nossa união consciente com Deus nos unifica com todo ser e ideia espirituais”, diz Joel S. Goldsmith. Isto porque tudo é UM e este UM, que é Deus, é a nossa Consciência infinita contemplada.Aos olhos do mundo, as coisas parecem ser independentes entre si! Se durante o dia nos defrontamos com esse ou aquele tipo de situação, as pessoas julgam ser tudo por acaso. Não é! Se somos todos um na Essência, a “aparência” é um cenário finito também uno, e cada acontecimento visível deve ser encarado como “sombra una ilusória”, ou seja, um quadro sem o “bem” e sem o “mal”. Como isso pode ser feito na prática? Primeiramente, praticaremos a “contemplação da Unidade”; depois, no dia-a-dia, deveremos entender cada suposto acontecimento visível como “sombra ilusória” da Perfeição permanente. Não deveremos julgar tais acontecimentos como bons ou maus, mas como “a vontade do Pai” se desdobrando em nosso cotidiano. Nada é por acaso, e, além disso, esse quadro em que “nada é por acaso”, deve ainda ser entendido como ILUSÃO!

Sem acharmos ser boa ou má cada aparência, os acontecimento serão vistos como “desdobramento mental” da Essência consumada, onde nos manteremos na percepção de Jesus: “O Pai em mim faz as obras”. Esta aparente “troca de referencial” é, na verdade, uma tática para nos mantermos no referencial absoluto, uma vez que este ser da aparência, que “interage” no suposto mundo visível, é ILUSÃO. Como somos a Essência una e perfeita, se assim agirmos em nosso dia-a-dia, viveremos conscientes de que a nossa atuação visível “simplesmente É”, sem ficarmos julgando as coisas como boas e más.

Se estudamos a Verdade, o verdadeiro, para nós, é unicamente a Perfeição do Reino da Verdade; o que estou expondo é como não perder esta visão durante o dia a dia. Para isso, vou dar um exemplo. Se pretendermos fazer um passeio de carro e, logo que iniciarmos este passeio, o veículo apresentar algum defeito, a pessoa sem este estudo irá pensar: “Que azar! Dar esse defeito exatamente agora!” Entretanto, se ela entender que “tudo é um” e que a Perfeição é permanente, esse tipo de julgamento ficará mudado para outro tipo de pensamento: “Quebrou o carro! Nada acontece por acaso! Algo espiritual está se desdobrando e envolvendo pessoas que, na essência, estão sempre unas comigo!” Essa é a forma correta de entendermos os acontecimentos! Não serão bons nem maus em função do que a mente humana pensa! Todos serão instrumentos de desdobramento da Harmonia eterna!

Devemos sempre ter conosco alguns artigos sobre a Verdade, e também o endereço do site já pronto em papéis, para passarmos àqueles que, por algum motivo, se envolvem conosco em nosso cotidiano. Os encontros, como foi dito, não são por acaso. E as situações não são nem boas nem más – elas simplesmente são! Desse modo, estaremos entendendo espiritualmente os fatos, e nessa compreensão, a Verdade vai sendo transmitida através de nós. Além disso, nesta visão elevada, deixaremos de acreditar que aborrecimentos são realidades, evitando, assim, que a frequência mental se torne negativa.

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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS…-2-

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio
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-2-
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O “alto significado de Onipotência” é perdido pela nossa permanência na dualidade! Deixando de nos ater a este Fato fundamental, buscamos seguidamente em “doutrinas várias e estranhas”, como disse o apóstolo Paulo, “novas verdades”, “novos mestres”, “verdades mais profundas”, etc. E o básico? Já foi assimilado?Percebamos com clareza o sentido de “Onipotência”: Deus deve estar sendo reconhecido como única Presença e único Poder ativo deste Universo infinito. Esta percepção faz com que a dualidade se torne noção descabida, e a suposta “mente humana”, com suas crenças em bem e mal, seja vista como mera treva “já consumida” pela Luz da Onipotência discernida. O “mal” é qualquer sensação de imperfeição supostamente notada pela mente humana. Se nos desvincularmos desta mente falsa e suas sensações, pela identificação imediata e radical com nossa Mente verdadeira, a “mente de Cristo”, já estaremos conservando “o alto significado de onipotência”. Este trabalho interno nos permite trocar as falsas sensações da mente falsa pelas divinas sensações da Mente verdadeira. É assim que as falsidades  se dissipam e a Verdade é “conhecida”.
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PERDEMOS O ALTO SIGNIFICADO DE ONIPOTÊNCIA, QUANDO, DEPOIS DE ADMITIRMOS QUE DEUS, OU O BEM, É ONIPRESENTE E TEM TODO O PODER, AINDA CREMOS QUE HAJA OUTRO PODER, CHAMADO O MAL.
Mary Baker Eddy
(Ciência & Saúde – p. 469)
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AS MUDANÇAS SÃO SOMBRAS DA IMUTABILIDADE

AS MUDANÇAS SÃO
SOMBRAS DA IMUTABILIDADE
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Dárcio

Há pessoas que se desnorteiam ou se abalam, quando mudanças  surgem repentinamente na suposta vida humana; porém, isto se deve unicamente à aparente falta de visão espiritual. As mudanças não são realidades, mas “sombras” da Imutabilidade que é real. Quem estuda a Verdade Absoluta tem por referencial, a Imutabilidade da Perfeição permanente, e não as “aparências” em constante mutação. Por mais que tenhamos um calendário apresentando 12 meses em cada ano, ninguém será capaz de viver qualquer outro momento, senão “este” AGORA. O AGORA é a IMUTABILIDADE; o suposto “TEMPO EM MUTAÇÃO” é a ILUSÃO.

Quem souber se isolar das “aparências”, assim como um caminhante  se move livre,  sem se envolver com as mudanças em sua sombra projetada no chão, estará praticando a Verdade.  Com a mente voltada a SI MESMO, e não mais às crenças  no tempo e em mudanças, estará sendo a Mente que é Deus, e reconhecendo unicamente o que é realidade aos olhos de Deus.

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A DESAFINADA QUE PRECEDE A AFINAÇÃO

A DESAFINADA
QUE PRECEDE A AFINAÇÃO
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Dárcio
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Quando um músico afina um instrumento, ouve-se uma série de sons desarmônicos até que a afinação desejada se concretize. De uma afinação aparente, defeituosa, a afinação verdadeira é criada, enquanto nesta transição os sons se mostram desafinados. O músico não se entretém com eles mais do que o necessário, ou seja,  vê-los como “transição” e não como “meta”. A meta é a afinação perfeita do seu instrumento.

O mesmo se dá na suposta vida humana, quando a pessoa contempla a Verdade. A sua vida humana de até então, que aparentava ter sua afinação, ou certa estabilidade, se vê tumultuada transitoriamente. O padrão de harmonia, até então vigente, começa a se desmoronar para dar lugar à harmonia mais condizente com a Realidade divina estudada e contemplada. Se a pessoa entender este processo, não irá pensar que “as coisas pioraram, em vez de melhorarem”, após ela ter iniciado sua dedicação à prática dos princípios espirituais. Como foi dito, a atuação da Verdade em suas crenças anteriormente aceitas fará “desafinar” temporariamente sua vida na aparência, para que a afinação desejada apareça em seguida, em forma de um padrão de vida mais elevado, se comparado com o de até então.

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A CIÊNCIA CRISTÃ EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO -1

A CIÊNCIA CRISTÃ
EM ESTUDOS DE PERCEPÇÃO
Dárcio
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Enquanto a real Substância de tudo é imutável, e é Espírito, “mudam” continuamente as aparências visíveis em proporção direta às mudanças das crenças ilusórias. Ao nos prendermos à Substância eterna, perfeita e imutável aqui presente, estaremos “praticando a Verdade”, pois, em Deus nunca há mudanças.

Acredita-se que a matéria é real! E, acredita-se que o homem é um ser material sujeito às sugestões do bem e do mal com que é bombardeado o tempo todo pelas crenças coletivas dualistas, e que contam com o seu endosso interno.

“A matéria não existe!” Aqui está revelado o axioma-básico de demonstração da Ciência Cristã. Não é uma revelação para ser somente  lida! Estamos ainda acreditando em matéria? Nesse caso, se quisermos pôr em prática estes estudos, teremos de reavaliar esta aceitação, expulsando em definitivo esta ideia errônea.

“O Espírito é infinito; logo, o Espírito é tudo!” Esta asserção nos obriga a aceitar que “não existe matéria”. Ocupemo-nos em reconhecer e perceber estas Verdades! Estaremos, desse modo, “trabalhando pela comida que não perece”, “ajuntando tesouros” que estarão protegidos de “traças e de ladrões”, e estaremos, de fato,   “estudando a Verdade”.

Façamo-nos  perguntas do seguinte tipo: Estou acreditando que “matéria existe”? Estou reconhecendo que, sendo o Espírito infinito, e, portanto Tudo, inexistem “problemas físicos” a serem sanados? Estas indagações, em períodos de silêncio e quietude, nos conduzem naturalmente à percepção do que é Verdade e do que é ilusão!

Gravemos bem: “a inexistência da matéria”, reconhecida, é o axioma-base da Ciência Cristã demonstrada.

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O ESPÍRITO É INFINITO; PORTANTO, O ESPÍRITO É TUDO. “A MATÉRIA NÃO EXISTE ” NÃO APENAS É O AXIOMA DA VERDADEIRA CIÊNCIA CRISTÃ, MAS TAMBÉM A BASE ÚNICA SOBRE A QUAL ESTA CIÊNCIA PODE SER DEMONSTRADA.
Mary Baker Eddy
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(The First Church of Christ, Scientist and Miscellany – p. 357)