Significado Espiritual da Páscoa-3

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SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith
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PARTE III


Crucificamos os medos humanos e dúvidas quando, em vez de correr loucamente, entre ansiedades e cuidados, realizamos tarefas diárias com esta compreensão: “Graças a Ele, tenho o pão, o vinho, e a água. Tudo o que o mundo anseia e busca com muito esforço, já é meu”. Relaxemo-nos à evidência desta promessa: “Filho, tu estás comigo sempre. Tudo o que é meu é teu”. Desse modo crucificamos as preocupações e insegurança.

Ponderando as reiteradas mensagens do Mestre acerca do perdão, conseguimos perdoar “70 vezes 7” aqueles que abusam de nós e chegaremos até a orar pelos que nos perseguem e nos tratam injustamente. Com esta demonstração crucificaremos nossos ressentimentos, intolerância, ódios, medos e outros obstáculos a um saudável relacionamento.

Meditando profundamente a mensagem do Mestre e Sua missão de curar os enfermos, ressuscitar os mortos, abrir os olhos aos cegos e os ouvidos aos surdos, concluímos que o que diz:: “nunca vos deixarei nem vos abandonarei, mas estarei convosco sempre, até o fim do mundo”, é o Cristo, dentro de nós, buscando desenpenhar Sua missão, agora como antigamente, de curar nossas mentes e corpos, de dar-nos um sentido mais alto de vida, de purificar nossas almas, de perdoar nossos pecados, de alimentar-nos com o pão da vida e sustentar-nos com a água da vida eterna. Com esta compreensão crucificamos muitos outros óbices à nossa realização e despertar.

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Significado Espiritual da Páscoa-2

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SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE II

Quando o estudante da Verdade lê, pondera e medita essa gloriosa experiência, vivida pelo Mestre por amor à humanidade, pode receber inspiração e força para dar o próximo passo, de descobrir o princípio subjacente à crucifixão, ressurreição e ascensão. Qual a lição que o Mestre desejou transmitir? Não sugeria, acaso, que nós também, a nosso modo, devêssemos experienciar esses três passos? Não nos convida ele a estudar, compreender e finalmente demonstrá-los? Não nos indica que todos devemos demonstrar o princípio da imortalidade? Senão, como nos afirmou que faríamos as obras que Ele fez e ainda maiores?

Todos nascemos para as demonstrações que o Mestre exemplificou, em benefício daqueles que ainda não as podem suportar. Ninguém pode chegar a ser um instrutor espiritual se não atingir, em alguma medida, a vivência dos passos de Jesus, porque eles são vividos no dia-a-dia, em pequenas demonstrações, até chegarmos às maiores expressões.

Nossa crucifixão começa pela compreensão desta Verdade cristã: “Eu, de mim mesmo, nada posso. O Pai, em mim, é quem faz as obras”. Exatamente nesse ponto começa a renúncia aos supostos méritos, aos apegos, à ambição desmedida, reconhecendo que o homem não vive apenas de pão (fama, poder, riquezas, sabedoria humana), senão que a Vida se expressa por toda palavra que procede da boca de Deus. Aqui aprendemos a primeira lição de cura espiritual: que a vida não depende da ação do coração e de outros órgãos e funções do corpo, mas, sim, da consciência que temos da Verdade espiritual (Deus como Vida onipresente).

O essencial é que não precipitemos esse desabrochar. Entendamos firmemente que nossa saúde, suprimento, harmonia de relacionamento, etc., não dependem apenas de esforços humanos e estudos ou poderes físicos, como acreditávamos antes, por causa de nossos condicionamentos sociais. É a palavra de Deus, mantida em nossa consciência, que eventualmente se exprime como harmonia e outras bênçãos em nossa vida cotidiana. Assim podemos compreender o real sentido das palavras de Jesus: “Tenho um alimento que não conheceis”. Compreendendo a palavra de Deus, habitando nela e deixando que ela habite em nós, conseguimos a substância que é a Fonte interna de bens, o Sanador e Salvador interno – o alimento que o mundo não conhece.

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Significado Espiritual da Páscoa-1

SIGNIFICADO ESPIRITUAL
DA PÁSCOA
Joel S. Goldsmith

PARTE I
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A época pascal rememora a crucifixão, ressurreição e ascensão de Jesus, ocorridas há 2000 anos. De acordo com os ensinamentos cristãos, o Mestre se submeteu à crucifixão para provar a veracidade de seus ensinamentos e mostrar que, mesmo destruído o corpo, Ele ressurgiria três dias depois. É ensinado que, submetendo-se à morte do corpo, Ele tomou sobre si os pecados do mundo e, dessa forma, morreu para salvar-nos. A páscoa é, pois, a rememoração desses eventos, oportunidade em que se lembra e louva o mais elevado dos homens – Jesus – que se submeteu voluntariamente a esse sacrifício, para que o mundo vivesse.

Nós, estudantes da Verdade, devemos juntar-nos ao mundo cristão inteiro, para entoar hinos de louvor e honrar Aquele que, pela magnitude de seu amor, subida compreensão de Deus e do homem, demonstrou, através da crucifixão, a capacidade de vencer o último inimigo – a morte – ressurgindo do túmulo e sobrepondo-se a toda crença humana. O estudante da Verdade compreende que na experiência da crucifixão, o Mestre demonstrou poder sobre as leis materiais da vida – as crenças mortais que dão poder de vida ao corpo, em vez de reconhecer que a Vida mesma, divina, eterna, é que governa o corpo. Portanto, a crucifixão simboliza a destruição dos pecados do mundo.

Quanto mais estudamos o Novo Testamento, a mensagem e missão de Jesus Cristo, que culminaram nos dramáticos eventos comemorados na páscoa, tanto mais se aprofunda e amplia nosso amor pelo Mestre e Sua obra. E esse amor nos suscita um grande desejo de compreender o princípio da vida, a missão, a mensagem e demonstração final de Jesus. Nenhum outro homem teve maior amor do que ele, que deu a vida por seus amigos. Qual a resposta que se levanta dentro de nós ao penetrar a profundeza do amor que essa grande alma exprimiu ao mundo, em sua demonstração no calvário e na revelação posterior, com os apóstolos?

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Príncipe da Paz -4 -Final

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PRÍNCIPE DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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PARTE 4 – FINAL

LIBERTANDO O “FULGOR APRISIONADO”

A paz está encerrada em você e em mim. É preciso libertar o “Príncipe da Paz” de nosso íntimo e deixá-Lo sintonizar-se como todos aqueles que, neste momento, se acham maduros e receptivos para a “experiência do despertar”. Repitamos: não se consegue isto pela tentativa de moralização das pessoas ou de pedir aos outros que sejam melhores do que têm sido. Nada disso. Isto é feito individualmente, pelo mergulho em si e libertação do Príncipe da Paz, que está encerrado dentro de nós. Isto é feito ao comungarmos com o Espírito interno, ao conscientizá-Lo em nós. Desse modo vamos formando uma abertura pela qual Ele emerge e Se liberta, caminhando diante de nós para realizar nossas obras, segundo a perfeita vontade do Pai. Notem bem: não nos cabe ir ao encontro do mundo para salvá-lo, senão ir ao encontro de nós mesmos, de nossa real identidade, para nos fundirmos em nova consciência e deixarmos que Ela se expanda de nós, em realização e ajuda.

Não há mérito espiritual em milhares de palavras que possamos enunciar; não há valor moral ou espiritual nas centenas de lições que possamos dar. A graça de Deus não pode alcançar as consciências humanas pela moralização. Só a consciência pode atingir a consciência. Retiremo-nos, em nossos lares, em nossos templos, em vales e colinas, para encontrar a paz escondida em nosso interior. Convertamo-nos em faróis através dos quais a graça de Deus possa ser irradiada. Então essa Presença invisível poderá preceder-nos no caminho, aplainando o solo e preparando mansões para nós. Os períodos de silêncio e de conscientização da Presença constituem o que  de mais precioso  podemos oferecer ao mundo.

Cada vez que vemos uma pessoa e realizamos que esta graça divina está dentro dela, somos-lhe uma bênção silenciosa. Assim, entoamos, sem vozes nem escrito, a paz ao mundo. Olhemos um indivíduo e tomemos consciência de que a graça de Deus está nele também; que ele é um Filho de Deus. Esta é, simplesmente, a prática de libertar o “Fulgor aprisionado”: o reconhecimento do Cristo, no íntimo de nossos amigos; além da mera aparência de um ser humano, andando sobre a Terra. É ver e regar, com esta verdade, a semente divina plantada em seu íntimo.

Esta semente continua enterrada dentro de nós e permanecerá como simples semente ou possibilidade, enquanto não a nutrirmos com o alimento espiritual adequado: o reconhecimento constante, repetido, de nossa identidade espiritual.

Dentro do ser individual está o Filho de Deus, este Eu, que ele é; dentro dele está a divina Presença e o divino Poder — a Graça de Deus. O EU, dentro dele, é o alimento, o brilho do Sol e a chuva fecundante, para esta semente.

Depois esta semente começa a brotar. A natureza de nossos amigos, parentes, sócios, companheiros de trabalho, começa a mudar aos nossos próprios olhos, sem que eles mesmos saibam o porquê. É possível que algo se desenvolva neles e encetem uma busca de Deus, de verdade, até que uma mensagem ou um mensageiro lhes revele que não há necessidade de buscar longe, porque o que estão buscando está dentro deles mesmos e o desejo que sentem é o próprio apelo do “Fulgor Aprisionado” para despertar e libertar-se. O que buscam é a divina Realidade neles: o Filho de Deus, o Santo Graal dentro de suas próprias consciências.

Toda sacralidade do Filho de Deus está estabelecida no centro de nosso ser — a eternidade, a imortalidade, a natureza infinita da seidade de Deus — porque somos UM com o Pai, e tudo que o Pai tem, já é nosso: a Sua sabedoria,a Sua Mente, a Sua Graça, a Sua Presença, a Sua Substância, o Seu Ser. O próprio alento de nossa vida, pois somos UM e, nesta unidade, encontramos a plenitude e nossa união com toda a humanidade. Somente na unidade com Deus é que nos sintonizamos com a Luz individual em cada ser e nos identificamos com tudo que haja percorrido o globo no passado, no presente e no futuro.

O Natal revela-nos que Deus plantou o Seu Filho em nós!

F I M
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“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim”.
ISAÍAS; 9: 6,7)

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Príncipe da Paz-3

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PRÍNCIPE DA
PAZ
Joel S. Goldsmith
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PARTE III
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Se fôssemos simplesmente essa forma que vemos no espelho refletida, qual seria a razão de nossa existência na Terra? Se observamos o modo de proceder de certas pessoas, meramente como seres humanos, perguntaríamos porque elas são toleradas neste mundo. Só quando começamos a compreender a natureza dAquele que está latente em cada indivíduo, à espera de ser conscientizado e soerguido, para nossa redenção e missão, como Filhos de Deus na Terra — só então entendemos que viemos a este mundo para demonstrar toda a glória de Deus. Este é o verdadeiro Natal, isto é, o Cristo corporificado, o Verbo feito carne.

“Pois eu desci dos céus, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade dAquele que me enviou”. Esclarece o Mestre que, em virtude da natureza universal de Deus, é tarefa, minha e sua, viver de tal modo que a vontade de Deus se faça em e através de nós — e não a vontade pessoal, minha e sua. Nossas vidas devem ser consagradas a Deus, em obediência a esse princípio.

Qualquer indivíduo que seja capaz de não se identificar com suas solicitações humanas e tome consciência de que “estou aqui para que a vontade de Deus Se cumpra”, para dar saída ao “Fulgor aprisionado” em mim; estou aqui para ser um canal consciente, amoroso e desinteressado ao Cristo interno, em benefício de todos os que ainda se encontram em escuridão”, em tal indivíduo o Cristo vive e age.

Napoleão disse que todo soldado leva na mochila um bastão de marechal, uma outra forma de reconhecer as imensas e imprevisíveis possibilidades de cada indivíduo. É uma expressão paralela ao ensinamento cristão, segundo o qual, todo indivíduo, mercê da divina Semente nele plantada, pode exprimir a autoridade e dignidade de um Ser espiritual autêntico.

A humanidade teve a fortuna de contar com grandes instrutores, que alcançaram a realização do Espírito interno e a visão de Sua vontade: Moisés, Elias, Eliseu, Jesus, João, Paulo, Buda. Todos esses homens ensinaram essencialmente a mesma coisa. Mas foram simples cicerones, revelando o que haviam alcançado e o que o homem pode alcançar. Foram suficientemente humildes para reconhecer que se eles não se fossem, o Consolador não nos poderia vir, pelo emergir da Consciência espiritual interna. Percebamos, também, que a revelação dos Mestres espirituais, em todos os tempos, foi a de um princípio universal, que devemos internamente demonstrar como revelação crística. Caso contrário, como poderia o reino de Deus implantar-Se na Terra, se não fosse plantado e desabrochado em cristicidade, em cada indivíduo?

A não ser por esse potencial divino que reclama expansão, poderiam os povos deste mundo melhorar? poderiam as pessoas transformar-se, de boas em más? de ignorantes em sábias? Haveria algum poder para tirar a raça humana do que sempre foi: de um estado selvagem, brutal, de servidão e carência, de ignorância em massa? Poderia o mundo transformar-se, a não ser pela vontade divina que vagamente apreendemos como vontade nossa, de buscar a realização do Natal, a natureza da verdade? Isto se deve à Semente de Deus, plantada na consciência humana, em mim e em você, e que deve germinar e frutificar, definindo nossa identidade individual.

Haveria outro meio de  se fazer isso? A educação é, naturalmente, uma valiosa ajuda para a sociedade civilizada, mas, o mero treinamento acadêmico, o simples cultivo intelectual, não podem fundamentar uma consciência moral e integral. Só a realização de nossa natureza espiritual pode fazê-lo. Só o florescimento da natureza crística pode nos elevar acima das limitações humanas, formando uma sociedade de pessoas inspiradas, com elevado sentido moral e espiritual. Dizer às pessoas que devem ser boas, que deve haver paz na terra, que deve haver retidão nas relações humanas, não basta. Nem os sermões o conseguem. A paz na Terra será realizada apenas por um meio: encontrando-a em nosso próprio íntimo e abrindo caminho para que ela desborde à nossa experiência, abençoando e fazendo de nós mesmos uma bênção. De fato, ao encontrar e experimentar a paz de Deus, atrairemos pequenos grupos afins que acharão, por sua vez, essa paz. Desse modo, ela se  irá  espalhando, “ad infinitum”.

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Príncipe da Paz-2

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PRÍNCIPE
DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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Parte 2
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Até mesmo Jesus nada deu ao mundo, até o momento em que o Cristo Se revelou dentro dele: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres; para curar os quebrantados de coração, para pregar a libertação aos cativos e devolver a visão aos cegos”. Antes desta ordenação, ele não fora ungido para curar os doentes. Assim, para que alguém possa partilhar o espírito de paz, de alegria, de amor e abundância, deve, antes, ter sido ordenado pelo Espírito de Deus.

A paz deve começar

conosco

O Natal não teria valor e significado algum para nós, se acreditássemos que o “Príncipe da Paz” viveu há dois milênios e hoje não está mais na terra. Em verdade, o “Príncipe da Paz” viveu há dois mil anos e também em tempos anteriores, como ainda hoje está presente, no coração e na Alma de cada indivíduo, esperando ser libertado neste mundo. Não disse o Cristo: “Antes que Abraão fosse, eu Sou”?

Esta paz (do Cristo) não pode ser realizada com pedidos, em oração para que Ele transforme nosso povo ou as pessoas de outro país. Esta transformação deve começar em nós mesmos. Por que não reconhecemos nossas carências, antes de exigi-las dos outros? Deixemos tranquilo o nosso próximo e voltemo-nos ao próprio íntimo, em discrição e sacralidade, comungando silenciosamente com o Príncipe da paz, o Príncipe da alegria, da saúde, da plenitude e da perfeição espiritual. Quando atingirmos, em alguma medida, a cristicidade, preencheremos nossas carências e teremos compreensão para não mais pretender a transformação de nosso próximo e nem orar pedindo paz, já que ela fluirá de nosso coração a toda a humanidade.

“A paz que ultrapassa todo o humano entendimento” já está dentro de nós. Em nossas meditações diárias tomamos contato com ela, para que seja liberada em nós, qual uma pomba, e comece a estender as asas sobre o universo inteiro. Buscar paz em outra pessoa ou dela exigir, é escapismo, é fugir da meta, é adiar a própria experiência da paz. Esperar justiça, misericórdia ou gratidão dos outros, é um equívoco. Essa é uma tarefa pessoal, intransferível. Cabe-nos encontrar tudo isso e mais, no reino de Deus, que se acha no centro de nosso ser.

Quando Jesus ensinava o povo, às margens do Mar da Galiléia, nas montanhas ou na aridez do deserto (onde dois ou três pudessem reunir-se), sempre apontava o indivíduo e lhe atribuía a responsabilidade: “TU deves perdoar setenta vezes sete: TU deves orar pelos que te perseguem: TU deves procurar em primeiro lugar o reino de Deus, que está dentro de ti”. Ele sempre se dirigia a quem desejava ouvi-lo. Nada disse a Herodes e apenas se limitou a responder a caifás e a Pilatos e nem lhes exigiu a paz, porque se a tivessem dentro deles, teriam, com ela, envolvido a humanidade.

Quando começamos a assumir a responsabilidade pessoal de manter a saúde e a harmonia, descobrimos que a realização interna que encontramos, nos momentos de meditação, transborda de nós e abençoa a nossa família. Posteriormente, quando assumimos o dever de ajudar nossos amigos, parentes e os semelhantes em geral, que nos pedem ajuda, já não lhes exigimos nada e nem dizemos que sejam saudáveis, úteis, justos ou misericordiosos. Apenas nos retiramos ao lugar secreto, dentro de nós, e comungamos com o Filho de Deus, até ficarmos plenificados de paz. Ao realizar essa paz, desbordamo-la àqueles que nos solicitaram ajuda. Não é que transferimos essa paz por alguma espécie de magia. de sugestão, “abracadabra” mental ou hipnotismo. Não. Simplesmente procuramos o reino de Deus em nós e lá encontramos a paz, o sentido de unidade, a comunhão espiritual em Cristo. Como corolário, essa influência emana de nós e vem a ser uma lei de vida, de paz e amor, para todos os que nos pediram ajuda.

Uma das mais recentes revelações que recebi é esta: não me é necessário orar em favor de alguém ou ter a intenção de tratar espiritualmente alguém. Só é necessário encontrar minha própria paz interna e quando a realizo em mim como conscientização da harmonia e plenitude da bênção — imediatamente afeto as pessoas que se ligaram a mim, em busca de auxílio. É uma sintonia de consciência, como a da mulher hemorrágica. dos evangelhos, que tocou a orla do manto de Jesus (afinou-se à consciência crística em Jesus) e no mesmo instante em que a paz do Mestre a envolveu, ela foi curada!

A dignidade e sacralidade

do indivíduo

O significado acerca do Cristo nos escapará, se não compreendermos que o Cristo sanador jamais foi crucificado, ou encerrado num túmulo. O Cristo sanador é o “Príncipe da Paz”, que mora em nosso íntimo: o Filho de Deus que foi entronizado em nós qual uma semente, desde o princípio. Através de nossas meditações, da contemplação e comunhão interna com essa divina Centelha, fazemos ressurgir esse Filho de Deus, em nós. Esta comunhão faz manifestar tudo o que o Filho de Deus é em nosso universo.

É um milagre da graça que, “onde dois ou mais estejam reunidos, em nome dEle, lá Se manifeste o reino de Deus, neles e entre eles”. É um milagre da graça que, um com Deus, seja maioria. Cada vida singular é um milagre da graça de Deus; cada indivíduo é um descendente do Altíssimo.

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O Príncipe da Paz-1

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PRÍNCIPE
DA PAZ
Joel S. Goldsmith
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Parte 1
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O significado pleno de Natal não pode ser conhecido, senão através da compreensão da natureza imutável de Deus.  Deus é. Eterna e infinitamente, Ele é o mesmo, ontem, hoje e para sempre. O que é próprio de Deus sempre foi, continua sendo agora, e sempre será. Em decorrência desta compreensão, o verdadeiro Natal não começou há dois mil anos: seu início está além do tempo. O que ocorreu há dois milênios foi meramente a revelação de uma experiência que se tem repetido, não somente “antes que Abraão fosse”, mas antes mesmo que o tempo fosse. Deus não inaugurou nada de novo há dois mil anos.

O verdadeiro sentido de Natal é este: Deus plantou na consciência de cada um de nós uma divina semente que há de germinar e vir a ser um Filho de Deus. Ninguém jamais existiu, nem existe agora e tampouco existirá, sem esta influência espiritual; sem este Poder que foi implantado em nossa consciência, desde o princípio.

A missão do Filho de Deus foi revelada através do ministério de Jesus Cristo e do que ele ensinou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (não eu, Jesus, mas Eu, o Filho de Deus). Disse Jesus: “Se eu der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro… Eu de mim mesmo não posso nada: o Pai, em mim, é Quem faz as obras… Eu Sou o pão da vida… Eu Sou a ressurreição e a vida”. Este era o Filho de Deus falando através de Jesus, o mesmo Filho de Deus que está no íntimo de cada indivíduo, desde o início dos tempos.

Mergulhe em seu íntimo,
para encontrar a paz que foi estabelecida desde o princípio.

Conta, uma antiga estória, que havia um rei justo, amável, pacífico e misericordioso. Seu vizinho, rei das terras limítrofes, estava empenhado em guerras de conquista. Movido por sua índole justa e misericordiosa, o primeiro rei mandou um embaixador ao reino vizinho, em missão de paz. Entrementes, para proteger o povo, começou o preparo bélico. De um extremo a outro da nação se movimentaram para o provável conflito. Desde então, a alegria se apagou no coração do povo. O sorriso desapareceu da face das pessoas. Isso entristeceu o rei, que se recolheu em prece, em busca de uma solução que devolvesse a paz e harmonia à sua gente. Um dia, a esposa de um dos oficiais da corte pediu audiência para revelar-lhe um segredo. E o que ela sussurrou em seu ouvido fê-lo sorrir. De rosto iluminado, o rei a incumbiu de ir ao encontro de todas as mulheres, não os homens, para confiar este segredo, até que todas o soubessem e o pusessem em prática. O rei levantou-se e foi segredar à rainha o que aprovara. E a própria rainha foi, com a esposa do oficial, correr o reino, para comunicá-lo a todas as mulheres. Dentro de algum tempo o sorriso voltou ao semblante do povo. Um cântico novo era entoado por toda aquela terra. O júbilo foi restabelecido.

No dia de Natal chegou um arauto do embaixador que estava no reino vizinho, anunciando que fora assinado um tratado de paz. O rei mandou dizer ao povo que cessassem os preparativos bélicos. E os oficiais da corte pediram ao rei que lhes dissesse qual fora o segredo, que provocara tão grande transformação no povo e conquistara um improvável tratado de paz. O rei lhes explicou que o segredo, embora singelo, encerrava um poder imenso: consistia nisto: “Retirar-se, pela manhã, em curto período de silêncio, de vazio e introspecção. Orar a Deus (sem pedir a paz nem qualquer outra coisa), e comungar com Ele, deixando que Sua paz permeasse e enchesse o íntimo. Depois, durante o dia, várias vezes conscientizar essa Presença, no íntimo, como paz”. Tal foi o segredo que devolveu alegria ao povo e assegurou harmoniosas relações com o reino vizinho.

Aos estudantes da Verdade, esta estória parecerá bem familiar, porque sabem que em estágio avançado não se ora pela paz ou ordem em nosso reino interno. Deus já plantou esta semente em nossas almas, em nossos corações, em nossas mentes. Para que esta semente germine e emirja à superfície de nossa consciência, devemos mergulhar no próprio íntimo, abrindo o canal, a fim de que o “Fulgor aprisionado” se escape de lá, abençoando nossa vida e contagiando as pessoas de nosso convívio.

A função deste Filho de Deus é levar-nos a vivenciar a paz; induzir-nos a experienciar uma vida abundante; a dinamizar as potencialidades divinas, manifestando, de dentro para fora, tudo o que o Pai é e tem, como foi dito: “Filho, tu sempre estás comigo. Tudo o que é meu, é teu”. Esse “tudo” é a semente que foi plantada em nós. Quando furamos o solo em busca de petróleo; ou cavamos minas, para extrair ouro, prata, diamante; ou quando mergulhamos à cata de pérolas; não estamos trazendo para fora o que Deus formou dentro da terra e do mar? Somos, acaso, responsáveis por tudo que se formou no seio da terra ou dos mares, ou do ar? Fomos nós que formamos tudo isso? Alguém pode responder, pela ciência, que tudo isso se formou durante milhões e milhões de anos, antes que tivéssemos consciência de sua utilidade. No entanto, foi tudo previsto e tudo o que temos a fazer é extrair tudo isso que Deus preparou, para atender às nossas necessidades.

O mesmo ocorre no universo espiritual. O reino dos céus não está fora de nós (não acrediteis quando vos disserem: ei-lo aqui; ei-lo acolá, porque o reino dos céus está dentro de vós). Como, então poderemos usufruir este reino, senão procurando-o e encontrando-o dentro de nós mesmos? Para contatá-lo, é mister cavar e mergulhar em nós mesmos. Quanto mais profundamente cavarmos e mergulharmos neste silêncio interior, tanto maiores e mais ricos tesouros traremos à manifestação.

Nossas Vidas Individuais Manifestam

a Graça de Deus

Para compreender o “Dia de Natal”, devemos entender com clareza que Deus plantou a semente de Si mesmo em cada um de nós. Tal semente deve germinar e converter-se no Filho de Deus plenamente desenvolvido, cuja missão é tornar nossas vidas bem-sucedidas e demonstrar a glória de Deus, como Jesus a revelou. Desde que “eu, de mim mesmo, nada posso”, e, “se der testemunho de mim mesmo, meu testemunho não é verdadeiro”, o que nos cumpre é simplesmente demonstrar, em nossas vidas individuais, a graça de Deus – Sua sabedoria, Espírito, saúde e abundância. Ao tornar o potencial em dinâmico, a possibilidade em atualidade, podemos dizer que Deus vai do infinito para o infinito; que Deus é o mesmo sempre, e Ele não faz acepção de pessoas.

Se Deus tudo criou para sempre, então, desde o princípio dos tempos, a humanidade trouxe, dentro de sua própria alma, a divina paz e a divina graça. Infelizmente não podemos partilhar estes dons com nossos semelhantes e nem eles conosco, enquanto cada um não os encontrar em seu íntimo. É uma simples descoberta, mas não podemos dar o que não descobrimos ou aquilo de que não temos consciência ainda. Todavia, quando o descobrimos, assumimos uma responsabilidade: “a quem muito é dado, muito lhe será exigido”. Espera-se muito daqueles que encontraram dentro de si a paz: eles devem derramá-la sobre os demais.

Se ainda não encontramos o Cristo dentro de nós mesmos, não podemos partilhar essa Consciência com os outros. Se não realizamos a paz em nós mesmos, não podemos manifestá-la ao próximo nem suscitá-la nele. Quem não expressa amor não pode atraí-lo. Aquele que não exprime abundância, não pode atraí-la. Ninguém pode atrair a paz, se, antes, não a encontrou dentro de si.  Tudo o que gostaríamos de receber de nossos familiares, amigos, comunidade e do mundo, ou partilhar com eles, há de ser, primeiramente, encontrado dentro de nós mesmos.

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Tudo de que necessitarei,
desde agora até o fim
dos tempos, já está agora mesmo corporificado em
minha consciência: a substância e a lei que a
ampara. Esta consciência onipresente é a
substância de todas as formas e a lei para todas as
formas. É infinita. Infinita em essência, infinita
em expressão, infinita em manifestação. Não é
limitada por nenhuma crença humana; é a
Consciência divina, que flui plena e livremente
como minha consciência individual. E para que
assim seja, não é preciso que eu vá a parte
alguma, nem que peça nada a ninguém, visto que
o lugar onde estou é “solo sagrado”.
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Joel S. Goldsmith

"O Vosso Pai Celestial Sabe" -5 Final

“O VOSSO PAI CELESTIAL
SABE”
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE V – FINAL
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Assim aprendemos que não devemos nos preocupar com as coisas deste mundo e nem lutar competitivamente para sobreviver ou proteger-nos. Basta que permaneçamos quietos, sem nutrir pensamento algum: ser apenas receptivos e permitir que os pensamentos de Deus fluam ao nosso íntimo e permeiem todo o nosso ser. Aí então o nosso trabalho será realizado. Mas devo lembrar a vocês que o Espírito nunca está trabalhando para nós. Gravem bem: Ele está trabalhando em e através de nós, enquanto permanecermos nessa atitude de entrega confiante – sem pensamentos, sem ordens – para que Deus possa assumir a direção.

Aqueles que alcançaram – ainda que em pequena medida – esse estado crístico de percepção espiritual, estão no mundo mas não lhe pertencem. Conhecem muito pouco os efeitos do pecado, da doença, das angústias, da carência e limitações da vida humana. Não são tocados, na esfera pessoal, pelas tragédias deste mundo, embora conscientes de que estas coisas existem. Mas, por causa de seu contacto com Deus, podem ajudar os demais: podem nutrir as multidões; curar, confortar, ainda que eles próprios não necessitem de suprimento ou conforto ou quaisquer das coisas que a raça humana reputa indispensáveis. Eles renunciaram ao poder pessoal, aos desejos pessoais e aceitaram o amor de Deus, a Graça de Deus e o Governo de Deus como a única e mais valiosa coisa, em suas vidas!

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"O VOSSO PAI CELESTIAL SABE"-4

“O VOSSO
PAI CELESTIAL SABE”
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE IV
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Quando a percepção da Onipresença de Deus é alcançada, há libertação dos medos, das preocupações, da carência, da desarmonia. E se surge alguma necessidade, basta que nos recolhamos e nos sintonizemos à essa Presença interna: ao devido tempo e do modo certo, aparecerá em forma palpável tudo o que nos seja necessário.

Ao atingir este ponto, em consciência, em que somos capazes de renunciar à força e ao poder humano, à opinião e ao julgamento humano – então a Graça divina, invisível, já perfeitamente tangível à nossa experiência, assume a direção.

Não podemos ver este Espírito transcendental, nem ouvi-Lo, nem saboreá-Lo, nem tocá-Lo ou cheirá-Lo, mas Ele ali está, agora: nós O sentimos e O conhecemos. Quando desistimos de nossos direitos humanos, de nossas vontades e desejos humanos – até mesmo dos bons desejos – e nos resignamos, confiando inteiramente na Vontade de Deus, esta se precipita no vácuo de renúncia que formamos e assume a direção. E podemos sentir todos os seus movimentos percorrendo o nosso corpo, músculos, veias e até as unhas. Tornamo-nos um com o ritmo do Universo e tudo está bem! Tudo o que o Pai tem, está fluindo agora através de nós como Graça divina para este mundo, trazendo tudo o que é necessário, não só para nós, como também para as pessoas com quem estamos relacionados.

Continua..>

"O Vosso Pai Celestial Sabe" -3

“O VOSSO
PAI CELESTIAL SABE”
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE III
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A Graça de Deus se revela por meios incompreensíveis à mente humana, tomando direções inimagináveis e formas que nunca soubemos existir sobre a terra. E mesmo que saibamos, jamais podíamos supor que em algum momento viria fazer parte de nossa experiência. Em cada caso a Graça de Deus é uma revelação individual, singular. Não aparecerá para uma pessoa na forma de rosa, se ela não gosta de rosas; nem aparecerá como uma passagem, para uma viagem ao redor do mundo, se ela encontra mais prazer em ficar meditando numa cabana à beira-mar ou no alto de uma montanha. A Graça de Deus flui como atividade espiritual, mas governa também nossos afazeres humanos, orientando-os a caminhos que não poderíamos delinear e nem imaginar.

À medida que ponderamos este tema, acerca da Graça de Deus, desenvolve-se dentro de nós um senso de independência, em relação aos pensamentos e coisas deste mundo. Começamos a sentir que, mesmo que não haja uma pessoa em nossa vida que nos traga algo, ainda assim, pela manhã, todas as coisas necessárias serão providas, quando conscientizamos a realidade da Graça de Deus.

Se alcançamos esta percepção, descobrimos que nada há, senão Deus: Deus aparecendo como flores; Deus aparecendo como alimento em nossa mesa; Deus aparecendo como vestuário em nosso corpo; Deus aparecendo como relacionamentos harmoniosos; Deus aparecendo como lucidez mental e harmonia corporal. Não é lutando ou competindo que se realiza isto. O que é necessário é permanecer quieto; é guardar a espada e testemunhar a salvação do Senhor.

Não há, na terra, meta mais elevada a atingir do que a sintonia interna com essa Presença que jamais nos abandona e nem nos desampara. Essa Presença não nos envia dinheiro, alimento, roupa ou habitação. Ela É o dinheiro, o alimento, a roupa, a habitação. Ela não nos leva a uma torre alta ou a uma fortaleza. Ela É a torre alta e a fortaleza inexpugnável. Ela não dá e nem envia coisa alguma. Ela SE DOA inteira.

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"O VOSSO PAI CELESTIAL SABE"-2

“O VOSSO PAI CELESTIAL
SABE”
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE II
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Onde Deus está, ali há abundância. Pela compreensão de Sua onipresença, todas as coisas já existem. Deus está continuamente atuando para manter a natureza infinita e eterna deste universo, aparecendo como tudo. Deus aparece como o maná diário: Eu sou o pão da vida – não Eu o terei ou o deveria ter ou o demonstrarei, mas Eu o sou. Este Eu interno aparece em nossa mesa como o pão diário. Aparece externamente como transporte, como vestuário. No princípio, antes que o tempo começasse, Deus deu a Si mesmo para nós e, nessa doação, a Sua infinitude foi infundida em todos nós.

Admitimos que, por causa das condições materiais da existência, o ser humano aceitou erroneamente a crença de que deve ganhar a sua vida com o suor do rosto; que depende do próprio esforço e deve competir com seus semelhantes. Em outras palavras, tornou-se materialista: uma pessoa que deseja obter coisas; acumular como garantia. Já uma pessoa devotada ao caminho espiritual, tem pouco ou nenhum interesse em acumular coisas, sejam elas a fama, o poder, ou bens – porque sabe que tudo que o Pai tem já é dela.

O mundo material é construído sobre o instável fundamento das esperanças e medos humanos, mas todo templo material se dissolve quando reconhecemos: “O Senhor é meu Pastor”. Então não necessitamos de buscar nada, a não ser a Verdade: que nosso ser individual, na terra, é a plenificação de Deus que está aparecendo como nós … Sim, Deus é Espírito e, quando nossa prece e nosso interesse são pela realização espiritual, abandonamos o conceito material e começamos a compreender que o mundo do Espírito é um mundo diferente, um mundo novo, no qual a Graça de Deus é nossa suficiência em todas as coisas.

Como devemos compreender a Graça? Ela tem sido chamada a “dádiva de Deus”. Mas Deus tem apenas uma dádiva: a dádiva de Si mesmo, a nós. Com nossa sabedoria humana, intelectual, não podemos saber o que seja a Graça de Deus. E se tentamos exprimi-la ou moldá-la à linguagem humana, aos significados humanos, jamais poderemos compreender a inadulterável Graça espiritual de Deus.

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"O VOSSO PAI CELESTIAL SABE"-1

“O VOSSO
PAI CELESTIAL SABE
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE I
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Há um modo de viver, que não é pela força e nem pelo poder, mas pela Graça de Deus…

Quando é a nossa parte humana que decide o que quer e como quer, então estamos procurando educar Deus e dizer-Lhe como deveria agir. Neste caso consideramo-nos como possuidores de uma sabedoria superior à dEle e nos fechamos ao fluir de Sua Graça.

Quando compreendemos a natureza de Deus, jamais procuraremos lembrar-Lhe qualquer coisa sobre nós, ou sobre nossos negócios. Nunca deveremos ser tentados a usurpar as prerrogativas da Inteligência ou do Amor, que tudo sabe “sobre as coisas de que temos necessidade”.

Que compreensão temos de Deus, quando Lhe pedimos coisas? Consideramo-Lo como suprema Inteligência e Amor? Ou acreditamos que Ele nos esteja retendo e negando alguma coisa? Ficaríamos preocupados com o que temos de comer ou vestir, ou com qualquer outra coisa, se tivéssemos a certeza de que nosso Pai celestial sabe que temos necessidade de todas estas coisas? Jesus não deixou bem claro que não nos devemos nos preocupar com a nossa vida, com o que havemos de comer, de beber e nem com nosso corpo, sobre como nos haveremos de vestir?

Por que buscamos pão, água, vestuário, companheirismo, dinheiro, capital, quando a promessa é de que “em presença de Deus há plenitude de Vida e que é de Seu agrado partilhar conosco as Suas riquezas”? Sabendo da Infinitude de Deus, tudo o que é, já é onipresente. É impossível a Deus dar o que já é. Deus não dá uma maçã, ou um automóvel. Deus é a maçã. Deus é o automóvel: Deus aparece como tudo o de que temos mister. Não separemos Deus. Não há Deus de um lado e a coisa de outro. Por isso, a verdade que devemos demonstrar é reconhecer a presença de Deus. Ao demonstrar a presença de Deus, demonstramos a vida eterna, suprimento infinito, fraternidade, paz, alegria, proteção e segurança. Em Sua presença há plenitude de vida. Nada está ausente. Quando temos a presença de Deus, temos Deus aparecendo como o nosso bem, como vestuário, como habitação. A condição única é: ter a Sua presença. Não bastam afirmações inócuas nem verbalização das profundas verdades das Escrituras. Devemos conscientizar a Sua presença.

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PESSOAS E DOENÇAS FICAM FORA …

PESSOAS E  DOENÇAS
FICAM FORA DA
MEDITAÇÃO DE CURA ESPIRITUAL
Joel S. Goldsmith
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Assim que entender a natureza impessoal da ilusão, você começará a curar espiritualmente, já que “esquecer o paciente” é o primeiro pré-requisito para este trabalho. Enquanto retiver na mente um “paciente”, a cura não se dará. Enquanto mantiver na mente o nome de alguma pessoa, a cura não se manifestará, pelo menos espiritualmente. Talvez mentalmente, ou pela força de vontade, o paciente possa ser curado; mas, tal benefício pouco diferiria do resultado obtido pela ingestão de um comprimido.

Para curar espiritualmente, instantaneamente afaste de seu pensamento a pessoa que solicitou sua ajuda: nome, identidade e problema. Isto porque nem a pessoa é o problema nem sua doença particular é o problema. O problema é a crença universal em alguém apartado de Deus, em uma atividade apartada de Deus, em uma lei apartada de Deus. É com esta crença que você realmente estará lidando.

Quando alguém de nome Sue Jones chega até você e diz: “Estou doente”, cabe-lhe deixar Sue Jones de lado e perceber: “Não! Isto não é pessoa! Isto é a mente carnal. Mas a mente carnal não é mente verdadeira. A mente carnal não é sustentada por nenhuma lei espiritual: não tem substância, não tem causa, não tem realidade”.

Sem pensar na pessoa ou em seu suposto problema específico, você fará manifestar a cura em virtude do reconhecimento de o problema ser, em si, puro nada. O problema é a mente carnal, a crença em dois poderes. Você não irá lidar com algum “ele ou “ela”, nem tampouco com algum problema pessoal: estará lidando com a mente carnal, que tenta convencê-lo de que existe uma vida separada e apartada de Deus. Disse o Mestre: “Quem de vós me convence de pecado?” Assim, quem poderá convencê-lo de que há pessoa ou condição apartada de Deus?

Com os olhos finitos, você pode ver masculino e feminino, jovem e velho. Porém, ao longo de meus anos nesta prática, aprendi a não olhar muito para as pessoas, e sim através delas, de modo que frequentemente nem chego a notar quem está diante de mim, e nem por qual razão. Isso faz com que a identidade da pessoa desapareça de meu pensamento, pois não é a pessoa ou seu problema particular que despertam interesse, exceto que o caso apresentado se torna uma oportunidade a mais para ser revelado que Deus é a única “identidade” presente, e que inexistem leis outras, senão as de Deus. Enquanto eu não estiver olhando alguém que tenha me procurado como pessoa doente a ser curada, pecadora a ser reformada, ou desempregada a arranjar emprego, estarei na base segura como curador espiritual. Por outro lado, se considerar, em minha consciência, uma pessoa como doente a ser curado, ou um pecador a ser reformado, um pobre a se tornar bem de vida, ou um desempregado a conseguir emprego, estarei de volta ao nível do sonho mortal,  sem capacidade  de prestar qualquer auxílio à pessoa, e sem poder trazer qualquer benefício ao mundo. Meu auxílio somente se dá à medida que eu consiga impersonalizar a situação toda.

Há chamados que tem a ver com pessoas com oitenta ou noventa anos de idade. Alguns de vocês estão vivendo próximos àqueles que traduzem estes números como velhice. Não se deixe convencer dessa crença também. Esta sugestão é atingida da mesma forma com que a saúde e a força do corpo e da mente são preservadas: pela não aceitação de que alguém esteja necessitado de cura, regeneração ou suprimento. Seu papel será reconhecer o “Eu” como sendo a única identidade.

“A minha glória não será dada a outro”. Se você diz que Deus não dá a Sua glória a doença, pecado ou escassez, onde estas crenças conseguiriam qualquer glória, se Deus é infinito? Elas não têm nenhuma glória, nenhuma lei, nenhuma beleza, nenhuma continuidade, pois, se estas crenças não recebem de Deus essas qualidades, significa que elas não as estão recebendo de lugar algum!

Ao sentar-se para exercer um trabalho de cura, tudo de que você necessita é da habilidade de permanecer quieto, em comunhão com Seu Pai interior, percebendo que a Graça de Deus é infinita. Você não precisa de qualquer poder. Não estará curando algo ou alguém. É uma ilusão acreditar na existência de algo ou alguém que devesse ser curado.

Curar espiritualmente significa provar que pecado, doença e morte não são poder; assim, nenhum poder é necessário para vencê-los. Quando falamos de Deus como Poder único, não pense nisso como algum poder que você devesse utilizar. Pense nEle como o Poder que criou o Universo, e que o mantém e sustém. Permita que Ele assim o faça, enquanto comunga com esse poder.

É como se você estivesse quietamente sentado, conversando com sua mãe. Você não necessitaria de poder algum. Deus é o único Poder, e Deus criou este Universo através do “Eu”. Deus o mantém e o sustém; assim, você não precisa de nenhum poder: necessita somente da habilidade de comungar com seu Eu interior, e sentir-se em paz com Ele. E irá constatar que Deus está mantendo e sustentando a Sua Criação, sem qualquer tipo de ajuda, sua ou minha.

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O Deus Verdadeiro e a Prece

O DEUS VERDADEIRO
E A PRECE
Joel S. Goldsmith
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Tão logo nos tornemos mais e mais conscientemente unos com a Mente Crística ou universal, todas as nossas necessidades e desejos nos chegam juntamente com o suprimento correspondente. De fato, somos unos eternamente com esta Mente divina e precisamos apenas  tomar consciência desta Verdade para podermos testemunhar o atendimento de cada vontade ou pensamento justo. Fica assim claro que esta percepção de unidade do homem com a Mente, estabelecida “no princípio” pelo relacionamento sempre existente entre Deus e Sua ideia, o homem, dispensa todo esforço consciente para ocorrer e ser mantida. A Percepção desta Verdade é o fio conector com a Consciência divina.

Por ser através da prece que todo bem é alcançado, precisamos compreender amplamente o que é a prece e de que modo devemos orar. Na maioria das igrejas ortodoxas, orar é suplicar, pedir a um Deus presente em alguma parte do céu  que atenda a algum mortal, doente ou pecador, presente em alguma parte da terra. A comprovação universal do fracasso desse tipo de prece nos serve para concluirmos não ser ela a prece verdadeira, e que o Deus, a quem ela se destinava não chegou a ouvi-la. O intelecto humano observou que tais preces não obtinham respostas, e passou a procurar pelo verdadeiro Deus e pelo correto conceito de prece.

Jesus nos ensinou que “o reino de Deus está dentro de nós”. Portanto, é para dentro que a prece deve ser dirigida, ao ponto da Consciência em que a Vida universal Se manifesta individualizada como o nosso ser. Aprendemos que “no princípio criou Deus o céu e a terra… e Deus viu tudo quanto fizera e achou bom”. Sendo “bom”, o universo deve inevitavelmente ser completo, harmônico e perfeito, de forma que, em vez de orarmos para que o bem nos ocorra, devemos fazer de nossas preces um reconhecimento da onipresença do Bem. O conceito mais elevado, então, revela a prece como afirmação do bem e negação da existência do erro. Quando a prece resulta no emprego de fórmulas, a tendência é nos fazer voltar à antiga prece ortodoxa, o que acarretaria enorme redução de seu poder. Entretanto, se a prece utilizar afirmações espontâneas e sinceras da natureza infinita e eterna de Deus, o Bem, e da harmonia e perfeição de Sua criação, o homem e o universo, verdadeiramente quem estiver assim orando estará se aproximando da prece absoluta, que é a comunhão com Deus.

A comunhão com Deus é a prece verdadeiramente eficaz. É o desenvolvimento da Presença e do Poder de Deus na Consciência individual. Estar em “comunhão com Deus” é, na verdade, estar ouvindo a “pequenina Voz suave”. Nesta comunhão, ou prece, não há palavras  passadas de um homem a Deus: há a consciência da Presença de Deus percebida como revelação da Verdade e do Amor divinos, vindos interiormente ao homem. Esta é uma sagrada condição de ser, que nunca deixa o homem na mesma condição em que o havia encontrado.

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DIANTE DE UM PEDIDO DE AJUDA

DIANTE
DE UM PEDIDO DE AJUDA
JOEL S. GOLDSMITH
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Quando alguém nos solicita ajuda, não devemos reter a noção de um paciente ou de um praticista contatando Deus. Há somente Deus, e a cura decorre desta realização. Não há paciente e não há praticista: há apenas Deus; há o único “Eu”, uma Consciência, uma Alma, um Espírito.

Nossos problemas surgem quando declaramos a Verdade e tentamos, de alguma forma, interferir. E é quando perdemos a demonstração, pois aquilo não pode ser feito. O que é mortal constitui a “ilusão”, constitui aquilo que não tem existência. Como  seria possível vincular uma Verdade espiritual com algo que não existe? Isto é impossível! Não tente fazê-lo! Como um ser humano, você não pode realizar uma cura espiritual. A substância do trabalho de cura é a realização de que não há existência humana, mas que há apenas Deus, o único ser infinito.

Se, após termos conhecido esta Verdade, imaginarmos: “Bem, por que o paciente não está reagindo?” – saiba que “nós não temos um paciente!” Se estamos com o pensamento de que temos um paciente, não temos o direito de ser praticistas,

pois não estaremos munidos da compreensão de que existe um único “Eu”.
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DEUS É CONSCIÊNCIA INDIVIDUALIZADA-2

DEUS É CONSCIÊNCIA
INDIVIDUALIZADA

Joel S. Goldsmith
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PARTE II – FINAL
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Para o bem de quem deseja ajudar a outros, será preciso deixá-los em paz. Não tente levar algum benefício ao indivíduo, porque nenhum apelo ao intelecto humano pode convencer o próximo da Verdade. Deixe que a Verdade toque aqueles que estão prontos para Ela. Tampouco os conduza aos seus pensamentos. Ao voltar-se a Deus, automaticamente Deus Se tornará o contato com todo indivíduo da terra que, no momento, estiver capacitado a participar de sua experiência.

Você está lidando com um princípio – um princípio que irá curar, salvar e reformar. Lembre-se, porém, de que este princípio pode atuar somente e quando você deixar o indivíduo (paciente) fora de seus pensamentos, e deixar que sua mente fique estabelecida no fato de que Deus é a causa, a lei e o efeito referentes a tudo aquilo que “É”. O segredo da vida harmoniosa está inteiramente embasado na conscientização de Deus como Consciência individual. Uma vez que você compreenda isto, poderá confiar qualquer um ao governo de sua própria Consciência. Deixe o indivíduo repousar nesta Verdade: “solte-o e deixe-o ir”.

Suponha que se defronte com uma alegação de uma função ou órgão do corpo discordante. Volte-se do problema rumo ao Pai interior, e pergunte a si mesmo: “A saúde, a atividade, o poder, encontram-se em alguma parte do corpo? Não é o corpo, em sua inteireza, um efeito da consciência? Não é a consciência que governa e controla o corpo? A Consciência não é Deus?” Como Deus é a Consciência do indivíduo, Deus é a substância do corpo, a função dos órgãos. Deus tem controle sobre tudo que aparece como corpo ou função corpórea. Portanto, a harmonia é a lei sempre-presente. No momento em que tiver conscientizado esta Verdade, o domínio sobre o órgão ou função discordante será comprovado.

Se a questão for referente a suprimento, volte-se da aparência e considere o assunto do suprimento. Conscientize Deus como a consciência do indivíduo, e esta consciência como sendo o suprimento. Se a questão for de separação, deixe a aparência e conscientize Deus como unicidade. Tudo estando presente em Deus, a crença em separação é dissolvida. Assim, na meditação, a consciência é aberta em direções específicas.

Aceite este princípio espiritual: Deus é a Vida, Alma, Mente, Inteligência, Substância e Forma do ser individual. Conscientize que, ao dizer “Deus”, você está falando da consciência do indivíduo (sua e minha), e esta Consciência (Deus) Se torna lei de saúde, de riqueza, de harmonia e felicidade a todos. Uma vez aceita esta Verdade como um princípio, você automaticamente se voltará a ele sempre que surgir alguma aparência ou alegação de erro. A pessoa em busca de ajuda não será o foco de sua consideração: ela meramente receberá o benefício. Seu único interesse será o seguinte: “Qual é o princípio envolvido”? Mantenha seu interesse unicamente nesta Verdade universal; e, ao abraçá-la como tal, todos que entrarem em contato com você serão curados. E então, sua gratidão não será pelas curas: sua alegria será sentida pelo princípio ter-se expressado.

Todo domínio está em Deus, toda jurisdição está em Deus, e se você estiver silencioso o bastante, quieto o bastante, Ele será manifesto. Você tem o domínio sobre “este mundo”, não como um humano presunçoso, mas pela Graça de Deus; e você somente a manifestará e expressará na percepção silenciosa. Não importa quão elevados possam ser seus pensamentos humanos: eles não são os pensamentos de Deus. Os pensamentos de Deus vêm somente no Silêncio – na conscientização de Deus como Consciência individual, que Se desdobra e Se revela.

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DEUS É CONSCIÊNCIA INDIVIDUALIZADA-1

DEUS É CONSCIÊNCIA INDIVIDUALIZADA
Joel S. Goldsmith
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PARTE I
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Com a percepção da Verdade do Ser, você aprende que todo o poder está em sua própria consciência e em sua consciência daquilo que lhe estiver aparecendo. O Poder nunca está separado da consciência, nem jamais está “lá fora”, em alguma pessoa, lugar, circunstância ou condição. Deus, a Consciência infinita, divina, que é a Consciência individual, é toda autoridade, todo poder, toda harmonia. É por meio desta compreensão que você toma posse de seu domínio. Este domínio não é pessoal, mas de Deus, agindo como Consciência individual.

É incorreto condenarmos outras pessoas ou culparmos uma circunstância ou condição por qualquer erro presente em nossa experiência. Ademais, é incorreto acreditarmos que haja algo sobre o que não tenhamos controle. A falha real reside à porta da ignorância da Verdade. Tudo aquilo que ocorre em nossa experiência é o resultado direto de nossa consciência; assim, é chegada a hora de pararmos de culpar algo ou alguém por causa de nossos problemas e confusões. Problemas e confusões são apenas ajustes; e, é preciso que haja ajustes, se estivermos progredindo espiritualmente. Sua experiência é seu próprio estado de consciência se desdobrando, quer seja o assunto referente à sua saúde, lar, companhia, negócio ou suprimento.

Todo poder está em Deus, e como Deus é a sua consciência individual, todo o poder lhe está disponível. Ao conservar na consciência esta Verdade, é natural que sua consciência se manifeste como o que parece ser uma pessoa, um lugar, uma circunstância ou condição melhorados. Uma vez aprendida esta Verdade, é indesculpável que continue permitindo o domínio por parte de algo ou alguém do exterior. Nenhuma experiência pode-lhe advir, exceto como o desdobrar de sua própria consciência; e, uma vez percebido que tudo é Deus, que Se revela e Se desdobra, a experiência que você atrai estará ao nível desta conscientização.

Apenas através de sua própria conscientização é que será capaz de prestar auxílio aos outros; portanto, faça-se esta pergunta: “Eu realmente reconheço a Deus como sendo a minha própria Consciência individual?” Seu trabalho estará terminado quando atingir a sensação de unicidade com Deus. Assim, procure fazer de hoje o seu dia desta consciente realização, e toda a sua vida se renovará. A experiência passada nada tem a ver com isso, nem tampouco  idade ou carências. Tudo o que  lhe é requerido é que tenha o desejo sincero de fazer  de hoje o dia da consciente unicidade com Deus; e, quando esta sensação de unicidade for discernida, irá se tornar uma lei de paz e harmonia para si mesmo e também para todos que estiverem dentro da faixa de sua consciência.

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O MAL É UM ESTADO DE HIPNOTISMO

O MAL
É UM ESTADO DE HIPNOTISMO
JOEL S. GOLDSMITH


Podem os pensamentos errôneos surgir externamente como formas de pecado, doença e morte? Não, não podem. Apenas chegam a nós como aparência ou crença que aceitamos como sendo algo existente no exterior. Uma pessoa hipnotizada para enxergar um “poodle branco” no palco iria fazer com que o cão aparecesse realmente naquele lugar? Não. Nem juntando todos os pensamentos hipnóticos do mundo poderiam eles criar aquele cão. Mostrariam unicamente uma aparência ou crença, que seria vista pela vítima da hipnose como sendo um “poodle branco”.

Pensamentos errôneos jamais criam pecado, doença e morte: unicamente objetivam a crença na forma de “quadro ilusório” semelhante àquele do “poodle” no palco, crença que pode nos levar a dizer: “Como poderei me livrar dele?” Porém, se nem ali o cão se encontra, como poderia a pessoa ficar livre dele? Não existe pecado, não existe doença e não existe morte; assim, nem todos os pensamentos errôneos do mundo seriam capazes de produzir tais coisas. A crença universal numa egoidade apartada de Deus gera esse tipo de quadro falso, que, quando vistos por nós, atribuímos a eles substância, lei e realidade, coisas que não possuem. Estes quadros errôneos são tão irreais quando o “poodle branco” visto pela pessoa hipnotizada. Lembre-se: ela não estaria vendo o “poodle”: estaria só acreditando que o estivesse vendo.

Não haveria outro modo de “remover o “poodle”, a não ser através do despertar da pessoa do hipnotismo. Como? “Um com Deus é maioria”. Se alguém da plateia, com visão espiritual, desse uma gargalhada e dissesse que não estava existindo nenhum “poodle branco” no palco para dali ser retirado, a pessoa hipnotizada despertaria do sonho. Hipnose não é poder: é uma crença num poder apartado da Vida uma.

Quando nos defrontamos com alguma forma de doença, pecado, carência ou limitação, devemos rapidamente perceber: “Este quadro é um quadro hipnótico, e eu não tenho nada a fazer com ele”. Dessa forma não nos será difícil obter uma cura instantânea.

Não existe doença; existe somente um hipnotismo,  somente um quadro hipnótico aparecendo como doença. A cura espiritual não emprega a Verdade para vencer o erro ou vencer algum poder maligno. “Levanta-te, toma a tua cama, e anda”. Não se trata de fazermos uso de um poder para curar doenças; o sentido é o seguinte: “Nada há para ser vencido”. O praticista de cura espiritual não desenvolve alguma técnica de utilização da Verdade para combater o erro ou tratar de doenças. O praticista, em si, é estado de consciência que sabe que Deus é a Realidade de todo Ser, e que todo o restante não passa de um estado hipnótico.

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ATITUDE MÍSTICA DE CURA

ATITUDE MÍSTICA
DE CURA
JOEL S. GOLDSMITH
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Você tem se defrontado com um problema e pensado sobre como encará-lo? Então, neste instante, terá se esquecido da existência de um único poder, e de que tal compreensão elimina a necessidade de encarar algo como um problema. Você tem sido chamado para resolver o problema de alguma pessoa, e ficado a imaginar se possui suficiente compreensão ou suficiente poder divino? Caso esteja assim agindo, está revelando, nesse momento, que  não conheceu a Verdade.

Não é o seu conhecimento da Verdade ou o Poder de Deus que enfrentam problemas, mas sim a realização de  Deus como sendo o único poder. Nesta compreensão, não há problemas a serem enfrentados, não há leis a serem dominadas e não há males a serem superados. Tudo  não passa de ilusão dos sentidos.

Tendo lido os textos de O Caminho Infinito, mesmo por curto período, você já deve saber que “Deus É”, e isso lhe basta, pois, sendo Deus infinito, não pode haver coisa alguma além ou ao lado de Deus. Como Deus é onipresente, não existe nenhuma outra presença maligna ou de natureza destrutiva. Como Deus é onipotente, não há poderes do mal com que lidar, e nem mesmo pensamentos malignos. Como Deus é onisciente, Deus é Todo-conhecedor, e nada mais há para você saber ou realizar sobre alguma coisa, exceto  repousar nesta percepção de Deus como “aquele que É”.

Você tem acreditado que através de pensamentos, mesmo os de natureza espiritual, a harmonia do reino de Deus pode se modificar?  ou um reino mítico pode ser  destruído?

Quando você se senta em meditação, prece ou tratamento, você se compenetra de que sua única função é habitar “no que “É”? Deus é amor; você não irá fazer com que Deus se torne amor, ou fazer com que Deus ame. Deus é vida; você não irá salvar a vida de alguém ou evitar a morte de alguém. Você irá conhecer a Verdade libertadora. Do que ela nos liberta? Da ignorância e da superstição, da crença num poder apartado de Deus. Se estiver buscando a Deus por algo, ou por alguém, será você quem estará acreditando em poder apartado de Deus.

Os seus períodos de prece ou tratamento são de quietude? Um habitar no Verbo que Deus É? Ou você estaria  tentando fazer algo referente a alguma coisa? Estaria você tentando conseguir de Deus que Ele fizesse algo, no que diz respeito a alguma pessoa ou coisa? Ou você estaria habitando “naquilo que É”?

Deus É; Eu Sou: saber isto lhe será o bastante. Você permanece ainda temeroso, devido ao seu “paciente”, aluno ou filho? Então dê a si mesmo o “tratamento”, até elevar-se à percepção de que, apesar de todas as aparências do mal, vistas na terra, nenhuma delas tem mais realidade do que uma ilusão qualquer. Como há suficiente Graça divina e Maná divino para atender às necessidades de cada momento, o seu conhecimento desta Verdade promoverá a remoção de suas dúvidas e temores, fazendo com que seu “paciente” responda instantaneamente à sua percepção de que “Deus É”.

A Graça de Deus não depende de coisa alguma, e isto significa que todo estudante está suficientemente avançado para se defrontar com qualquer necessidade, bastando-lhe a compreensão dos princípios de O Caminho Infinito: o princípio da “É-dade” de Deus, e o princípio da “imediata disponibilidade da Graça e do Maná divinos”, para dar o atendimento pleno a cada instante.

Em cada período de meditação, prece ou tratamento, relaxe todos os esforços mentais, pois eles apenas lhe trariam frustrações, ou agiriam como barreiras para sua percepção da instantaneidade da paz, harmonia e plenitude espirituais.

Entre, de uma vez por todas, na quietude e no silêncio, e ouça a “pequenina voz suave”, porque quantidade alguma de pensamentos será de benefício para alguém.

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