EU SOU A VIDEIRA -3

EU
SOU A VIDEIRA
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE 3
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Ao fazer o seu testamento, você não determinará o que cada um de seus filhos merece, nem dirá: “Este um tem sido razoavelmente bom, assim deixar-lhe-emos uma boa quantia. Este outro não foi nada bom, nada receberá, mas este terceiro tem sido muito bom, assim deixar-lhe-emos uma grande soma”. Não, você dirá: “temos três filhos e dividiremos igualmente entre eles”. QUANTO MAIS GENEROSO É NOSSO PAI CELESTIAL E QUANTO MENOS QUE NÓS ELE JULGA! Deus não se apoia em julgamento ou condenação para com nossos pecados, porque o único motivo de nossos pecados, fatos e erros – é a ignorância.

Somos responsáveis por nossa ignorância? Não. Desde a infância ouvimos nossos pais e outras influências. Por um sentimento de obediência, lealdade e temor, ACEITAMOS ESTAS FALSAS CRENÇAS, mas não somos castigados por elas.

A Escola da Vida está aberta a qualquer um de nós em qualquer ocasião que desejarmos começar. POR NOSSA ILUMINAÇÃO ENCONTRAREMOS A LIBERDADE. É somente na ignorância que encontramos discórdia, limitação, pecado doença e morte. Em nossa ILUMINAÇÂO encontramos abundância infinita, liberdade, imortalidade e eternidade. Assim, a despeito de qual seja sua idade, lembre-se de que só há um assunto no qual você necessita ser esclarecido: QUAL A NATUREZA DE DEUS?

“Deus é luz e nEle não há treva alguma”. Pode você ver Deus como o GRANDE AMOR DO UNIVERSO, no qual não há ódio, inveja, ciúme, malícia, vingança ou mesmo lembrança do passado? Pode você ver Deus como VIDA IMORTAL E INFINITA? Se assim for, você pode trazer harmonia ao seu corpo e vida durante a noite. Somente a crença de que aquilo que você está fazendo, ou deixando de fazer,  é que causa doença ou pecado na carne. É apenas a crença de que o erro está em você, E NÃO ESTÁ. Assim, procure lembrar-se desta verdade. O HOMEM JAMAIS PODE INFLUENCIAR DEUS. Deus é todo-bondade e a Graça de Deus perdura para sempre.

Elimine o uso de “eu”, “me”, “meu”, e centralize por inteiro o seu pensamento na palavra DEUS. Não pense mais acerca de “o que sou eu em conexão com Deus”. Faça-se estas perguntas: está Deus retendo algum bem? Pode Deus negá-lo? Há alguma razão para Deus negar? Tem Deus o poder de suprimir Sua própria benevolência, amor, proteção e diligência? Não há ninguém nesta terra suficientemente grande, para influenciar Deus a fazer mais do que Ele próprio está fazendo, e nem pecado tão grande para impedir-Lhe ser Deus.

No capítulo 15° de João, lemos:

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“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.
Toda o ramo que em mim näo der fruto, ele o cortará; e todo o  que der fruto, ele o limpará, para que dê ainda mais.   Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
Estai em mim, como eu em vós; como o ramo de si mesmo näo pode dar fruto, se näo estiver na videira, assim também vós, se näo estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Se alguém näo estiver em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.
Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.
Tenho-vos dito isto, para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa.
O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros,
assim como eu vos amei.”
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EU SOU A VIDEIRA- 2

EU
SOU A VIDEIRA
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE 2
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Cada um de nós ainda conserva, dos tempos de infância, alguma ideia de Deus ditada pelos ensinamentos ortodoxos e teológicos, de que não podemos ganhar o favor de Deus por certos atos de omissão ou comissão. Muitos ainda crêem que o favor de Deus pode ser obtido por algumas formas de oração, adoração ou abstenção. Isto não é verdade. Podemos ter certeza de que DEUS NÃO É INFLUENCIADO PELO HOMEM, isto é, Deus não é influenciado por você ou eu individualmente. DEUS É LUZ, e se caminharmos com Ele, estaremos na luz. A chuva de Deus cai e se a queremos, devemos caminhar na chuva. DEUS É, e DEUS É AMOR. Deus está derramando SUA INFINITA GRAÇA e não a estamos aceitando devido ao uso de tais palavras como eu, me e meu.

Devemos deixar esta crença de que participamos na obtenção do amor, da graça e da doação de Deus, e lembrar que nossa única participação é aceitar essa evidência, abrindo nossa consciência para receber a divina Graça.

Os escritos de “O Caminho Infinito” contêm centenas de verdades que se resumem em uma apenas: A NATUREZA DE DEUS. Medite sobre: Que é Deus? Qual a natureza de Deus? Qual é o caráter de Deus? Quais são as qualidades de Deus? Qual é o verdadeiro Deus? Não o Deus que nos ensinaram a adorar quando crianças, ou que adoramos ignorantemente agora. Tente esvaziar os vasos já muito cheios, porque não podem ser enchidos com o novo vinho. Desfaça-se de suas velhas crenças e esteja desejoso de começar tudo de novo, ainda que você tenha 70 anos, admitindo que se você conhecesse melhor a Deus, você estaria demonstrando bem mais a graça divina. Esqueça tudo que você tenha pensado ou lhe tenham ensinado acerca de Deus e, mais uma vez, comece com esta pergunta: “Que é Deus?” Do momento em que você começa a compreender que DEUS É AMOR, saberá que aquele amor está fluindo irrestrito, ilimitado e livre, porque a natureza de Deus é Infinita.

Seria impossível a Deus estender-nos somente umas parcela de amor, dar-nos 90% de saúde e prover-nos com 60, 70 ou 80 anos de vida. É verdade que estamos  DEMONSTRANDO apenas uma parcela de amor e de suprimento ou somente 60, 70 ou 80 anos de vida e vigor. Pode perfeitamente ser verdade que não haja muito amor fluindo em e através de nós, mas isso nada tem a ver com Deus. Tem a ver com alguma crença falsa de que NÓS, de alguma maneira, se pudéssemos encontrar uma fórmula mágica, faríamos fluir o bem de Deus, ou poderíamos de algum modo impedir o bem de Deus. Não é um tanto absurdo acreditar que podemos viver somente 60, 70 ou 80 anos em boa saúde e vigor, quando a única vida que temos é Deus, e a vida de Deus é Infinita, e não depende do que possamos fazer a respeito dela? A vida é dependente da habilidade de Deus em manter Sua própria vida imortal, eterna e indefinidamente.

Não é estranho que muitos tenham tão pouco conforto na vida, quando o Mestre nos disse que a VERDADE É O CONSOLADOR? Ele não disse que nos mandaria limitada quantidade de conforto, mas sim o CONSOLADOR, O ÚNICO, A PLENITUDE DO CONSOLADOR. No entanto, durante todo esse tempo, estivemos satisfeitos com uma pequena porção por termos acreditado que fosse tudo o que tínhamos merecido.

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EU SOU A VIDEIRA- 1

EU
SOU A VIDEIRA
JOEL S. GOLDSMITH
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PARTE 1
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Há muitos séculos, sob a influência de nossas crenças teológicas, vimos aprendendo que a bondade de Deus para conosco depende de sermos dignos e merecedores. Se pecamos ou somos maus, Ele nos nega o Seu bem. Por isso, já de início desejo  esclarecer aos que estão na Senda Espiritual que DEUS É AMOR; DEUS É LEI; DEUS É PRINCÍPIO; DEUS É INTELIGÊNCIA DIVINA E DEUS É VIDA ETERNA.

Se a VIDA dependesse de nossa virtude; se nossa maldade pudesse nela interferir; se qualquer outra coisa pudesse afetar seu fluxo harmonioso – como se explicaria o ensinamento bíblico de que a vida é eterna e imortal? Acaso o referido ensinamento diz que a vida é imortal apenas QUANDO ou COMO ou SE você faz certas coisas? Não! Isso faria com que a vida imortal dependesse de você, ou de mim, e não é assim! A vida imortal depende apenas de Deus. Não há nada que possamos fazer para conquistá-la ou para que Deus no-la negue. Não podemos rogar que Deus nos dê vida e nem há pecado que impeça a imortalidade e a eternidade da vida.

DEUS É AMOR. O que, então, podemos você ou eu fazer para mudar a natureza amorosa de Deus?Poderíamos mudar nosso amor pelos filhos se eles nos fizessem algo desagradável? Claro que não. Se humanamente somos capazes de amar nossos filhos, mesmo quando não merecem, QUANTO MAIS AMOR o Pai celestial está emanando constantemente para nós!

Pode você aceitar a verdade que DEUS É AMOR, não apenas quando você é digno e merecedor, mas também quando se comporta de certa maneira? Pode admitir que DEUS É AMOR e que Sua chuva cai igualmente sobre justos e injustos? O Mestre Jesus Cristo negou alguma vez o bem ou a cura a alguém pelo fato de ser um pecador? Perguntou ele em alguma ocasião às multidões, se eram bons ou se dissipavam ou economizavam o seu dinheiro? Ao ressuscitar o filho da viúva, teria ele perguntado se o moço tinha sido moral ou imoral, honesto ou desonesto? Ou simplesmente o ressuscitou, destruindo assim a crença do mundo na morte? Todos conhecemos a resposta. Em nenhuma ocasião de seu ministério Jesus recusou cura, suprimento, perdão, reforma ou restauração a alguém, por temporária crença no mal.

O princípio é este: uma vez que DEUS É AMOR, nosso bem deve ser infinito, sem nenhum SE ou MAS, porque a Graça de Deus não depende de algo que você ou eu façamos ou deixemos de fazer. A Graça de Deus não pode ser retida. Embora possamos ligar ou desligar a eletricidade, abrir ou fechar a torneira, não podemos abrir ou fechar o fluxo de Deus. DEUS É, e DEUS É AMOR em toda plenitude!

Consideremos a seguir, que DEUS É VIDA. Isto não significa que Deus seja vida somente nas idades de 6 ou 16 anos. DEUS É VIDA. Então por que não é também aos 60, 90 e aos 120 anos? O motivo é que as palavras “eu”, “me” e “você” entram em cena e dizemos: MINHA vida ou SUA vida, e imediatamente pensamos na data de uma certidão de nascimento. Se Deus é Vida, que importa a data de nascimento? Deus é a ÚNICA vida e ela é infinita. É culpa de Deus se mudamos ou envelhecemos ou ficamos doentes, fracos e decrépitos? A vida de Deus é infinita, eterna e imortal e assim sendo é a única vida na qual podemos esquecer as idades SUA e MINHA.

Da mesma maneira, DEUS É AMOR. Esqueçamos, pois as condutas sua e minha. Alguns de nós podemos estar bastante mal hoje, outros melhores, alguns piores. Talvez alguns de nós estávamos melhores no ano passado do que neste, mas o amor de Deus a Seus filhos não mudou e nem o Seu poder cessou. O braço direito de Deus é poderoso. A mão de Deus não se omitiu. DEUS É PODER, mas sendo bom – DEUS É A FORÇA DO BEM. Pode, então, negar ajuda, suprimento ou paz a alguém? Não, mas você e eu podemos provocar impedimento ao pronunciarmos as palavras eu, me e você. “Eu” posso não ser merecedor, não estar preparado ou não ter suficiente compreensão, mas o amor de Deus não depende de meu entendimento.

Assim que você começar o tratamento de cura, os primeiros chamados serão para o que o mundo chama de “menos importância” e, em pouco tempo, você poderá concluir: “Oh, tenho alguma compreensão”, ou “estou conseguindo resultados através do meu entendimento”. Se você o fizer, nunca se tornará um curador ou instrutor eficiente, porque JAMAIS curará através de SEU entendimento. Deus proíbe que SUA presença e poder dependam da “sua” compreensão.

A cura é uma atividade do Cristo. Decorre da compreensão de Deus. Vimos dizendo MINHA vida, MINHA saúde, MEU suprimento, MEU valor, MEU entendimento, sem considerar que deve ser a COMPREENSÃO DE DEUS. O Mestre deixou isso bem claro, quando disse que “de SI MESMO nada podia fazer, mas que era o Pai nele quem agia”. Portanto, é a COMPREENSÃO DO PAI. Do momento em que abrimos nossa consciência ao fluxo de Deus e cessamos todo este contra-senso acerca de NOSSO entendimento e de NOSSO bom ou mau comportamento, podemos estar seguros de que o fluxo de Deus apagará e purificará qualquer erro ou intento que tenhamos em mente hoje; dissipará toda punição a erro passado. Devemos chegar à compreensão de que não é o nosso entendimento que faz isso, mas o de Deus. DEVEMOS abandonar as velhas ideias e crenças judaicas de um Deus de castigo e recompensa. DEUS É AMOR. DEUS É VIDA.

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DEUS COMO FORMA INDIVIDUALIZADA

DEUS
COMO FORMA INDIVIDUALIZADA
Joel S. Goldsmith

Deus é o ser individual infinito: Deus é onipresente como a sua consciência individual. Esta onipresença pode aparecer a você sob qualquer forma que sua consciência possa aceitar. Não limite a forma na qual a verdade, a orientação, a saúde, a cura possam vir a você, porque Deus é infinito em Sua atividade, Deus é infinito na forma e na aparência.

Aceite a verdade que Deus pode aparecer a você individualmente: Deus pode aparecer a você dentro de sua própria consciência; Deus pode aparecer como aquele que ensina, cura, salva; Deus pode aparecer como direção, sabedoria, orientação. Aceite Deus sob qualquer forma na qual Ele possa aparecer em sua consciência, quando você está em silêncio. Não tenha medo de qualquer visitação interior. Quanto maior o grau de desenvolvimento que você atingir nesse trabalho, maior será a revelação interior da natureza individual vinda a você. Você receberá a sua manifestação individual de Deus e Deus aparecerá a você de uma forma individualizada.

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DO NADA À TOTALIDADE -3 Final)

DO
NADA
À TOTALIDADE

Joel S. Goldsmith
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PARTE III – FINAL
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Como saber que nos despojamos completamente do senso de humanidade? Há um método infalível. Importa-nos viver ou morrer? Se nos importa, existe ainda um traço de humanidade. Quando a humanidade se foi, pouco ligamos para estar aqui na Terra ou no além, para viver neste plano ou no próximo. Por quê? Porque quando eliminamos todos os traços de humanidade, não existe mais “eu”. Somente o “eu” humano deseja viver ou, às vezes, morrer. Somente o “eu” humano pode ser próspero ou carente. Se não houvesse um “eu”, não haveria prosperidade nem carência, nem vida nem morte, nem doença nem saúde. Haveria unicamente o estado do Cristo. Enquanto há traços do “eu”, há humanidade.

O fardo da existência humana nunca mais será tão pesado para vocês, que até agora tiveram o senso do “eu”. “Como chegarei a isso? Como devo chegar a isso? Por que devo chegar a isso?” Doravante, recordarão: “Eu estou com vocês para enfrentar o problema. Jamais o deixarei ou abandonarei.” Hoje, algo aconteceu: a percepção do Cristo. Ele fará o que for preciso, sustentará o que for preciso: em outras palavras, haverá um senso maior da Presença e do Poder invisível que realizarão aquilo que nos foi dado realizar, razão pela qual o fardo parecerá mais leve. O fardo só parece pesado quando nós mesmos temos de carregá-lo, mas bem mais leve quando sabemos que outros ombros arcarão com ele. Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei…Encontrareis descanso para as vossas almas…Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

Sim, poderão pousar o seu fardo nos Meus ombros. Nos ombros do Cristo, ele não pesará um grama sequer! Quando ele Se evidenciar em nossa vida, haverá menos um “eu” (nós) suportando o fardo de resolver problemas do que um “Eu, Minha Presença” (o Cristo) fazendo isso por nós. O que estudamos, lemos e pedimos deve agora transformar-se em experiência!

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DO NADA À TOTALIDADE-2

DO NADA
À TOTALIDADE
Joel S. Goldsmith
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PARTE II
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Quando isso acontece, não se tornem um excêntrico aos olhos do mundo. Não saiam por aí dizendo que a sua vida está sendo vivida por uma presença e por um poder invisíveis. Não contem ao mundo que já não se preocupam com a existência, pois o mundo ficará com medo de vocês e fugirá! Entretanto, sempre que houver um pensamento receptivo, sempre que alguém se aproximar de vocês depois de reconhecer o que possuem, estarão livres para compartilhar. De certa forma, sejam normais, falem a língua do mundo, vivam como os demais por fora – mas por dentro obedeçam a seus padrões espirituais.
“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
A experiência do Cristo sobrevém apenas depois da morte de uma parte da nossa natureza humana, da eliminação do eu humano (egoísmo), dos desejos, dos anseios e das necessidades humanas. Eliminada a natureza humana, ascendemos para a natureza do Cristo. Entretanto, ninguém sobe tão alto a ponto de permanecer até o momento da ascensão, pois a transição não ocorre enquanto sobejar o menor traço de humanidade. Às vezes, a Presença parece estar sentada no alto ou atrás do nosso coração, ou no nosso ombro. Hoje pode ser um lugar, amanhã outro. Não faz diferença. Se vocês perceberem a Presença aqui ou ali, rejubilem-se! Mas não esperem que lá esteja o tempo todo, porque se desapontarão. Não tentem localizá-La ou capturá-La. Se parecer ausente por um longo tempo, talvez fiquem deprimidos, mas nem isso deve preocupá-los. A vida é feita de colinas e vales. Às vezes, rolamos de uma colina para um vale; outras, achamo-nos num cume mais alto que o Everest. Eu mesmo já me senti nas alturas para, no dia seguinte, sentir-me mais no fundo do que no inferno. Não se preocupem com isso porque nada
tem a ver com vocês. Trata-se apenas dos graus desdobrados da consciência e da resposta humana a eles. Assim, se se encontrarem num período depressivo, rejubilem-se, porque é a preparação para a experiência das alturas. Não se pode subir sem antes descer. Em outras palavras, não se pode achar a vida antes de perdê-la.

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DO NADA À TOTALIDADE-1

DO
NADA À TOTALIDADE
Joel S. Goldsmith
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PARTE I
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O propósito de nos afastarmos de pessoas materiais, de ajuda material e de caminhos materiais, a fim de nos voltarmos ao espiritual, é chegar àquele lugar na consciência em que o Cristo assume as rédeas. No momento em que nos afastamos do humano e nos voltamos para o espiritual, torna-se inevitável que o Espírito se imponha, tão inevitável quanto o crescimento da relva após a semeadura, a irrigação e a adubação. Todavia, assim como ocorre entre o plantio e a colheita, há um intervalo entre os primeiros passos dados na senda espiritual e a experiência da atividade do Cristo em nossa vida diária. Esse lapso representa o lixo de humanidade que deve ser varrido do templo de nossa consciência porque este ficou conspurcado pela experiência humana. Parece que o próprio Cristo precisa de algum tempo para nos purificar – para deixar esse templo de nossa consciência pronto para a concepção e para o nascimento da Criança.

Independentemente de há quanto tempo nos afastamos do humano em favor do espiritual, e do número de passos que demos (alguns certos, outros errados), é inevitável que por fim alcancemos aquele lugar na consciência onde o Cristo assume as rédeas. Primeiro, contudo, deve sobrevir o senso de nulidade, a constatação de que “nada do que eu faça ou pense pode ajudar; nada que eu tente fazer, acontece”. Senso de nulidade: a nulidade do pensamento humano, a nulidade do eu humano, do ser humano, da ação humana, da sabedoria humana, do planejamento humano, da economia humana – de tudo o que é humano. Quando o senso de nulidade é completo, e percebemos a inteira futilidade do empenho humano, voltando-nos para o Espírito, sobrevém a Totalidade, o silêncio profundo da “Minha Paz”. É a paz espiritual.“A Minha Presença nunca vos deixará ou abandonará”. Trata-se do Eu transcendental na natureza, que não sou eu nem vocês. É a “vozinha suave” que dá testemunho da Presença, a qual jamais veremos face a face enquanto vivermos como humanos. Mas, se vivermos como entes espirituais, Ela penetrará na nossa experiência, conforme foi prometido.

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MEDITAÇÃO PELOS FAMILIARES

MEDITAÇÃO
PELOS FAMILIARES
Joel S. Goldsmith
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Reserve um período de cinco minutos, todos os dias, para meditar por um membro diferente de sua família. Comece pelo seu marido, sua esposa, um de seus filhos, ou um de seus pais; mas tome uma pessoa diferente a cada dia, por apenas cinco, seis ou sete minutos. Espere até que  esteja completamente livre de outras responsabilidades, de modo que você possa ir para um cômodo sozinho, sem interrupções de telefone, rádio, tv, ou visitas.

Esteja essa pessoa sabendo disso ou não, você reconhece que esta Presença, o Espírito de Deus, já está dentro dela. Saiba que essa Essência está batendo à porta dessa pessoa para reconhecimento, para ser vista como seu verdadeiro Eu. Não preste atenção à sua humanidade: o grau com que ela demonstra bem ou mal, doença ou saúde, ignorância ou sabedoria. Nesse momento, ignore tudo isso, consciente de que você a está vendo em sua verdadeira identidade espiritual.

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A CANÇÃO DA ALMA É VOCÊ

A CANÇÃO
DA ALMA É VOCÊ
Joel S. Goldsmith
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A mente que estava em Cristo Jesus  não é algo afastado; tampouco é ela a mente de uns poucos líderes religiosos: a mente que estava em Cristo Jesus é a sua, e está pronta para se manifestar em você na medida em que se esqueça do seu ego e se torne receptivo à divina sabedoria que está em seu íntimo. Os recursos da Alma estão à porta de nossa consciência, prontos a se derramar em nós, mais do que possamos receber, mas não para satisfazer algum desejo pessoal ou egoísta. Tais falsos desejos são as pedras de tropeço do nosso desenvolvimento espiritual, e não devemos pensar em usar nossos poderes espirituais para fins pessoais ou egoístas. A canção da Alma é liberdade, alegria e eterna felicidade; a canção da Alma é amor para toda a humanidade; a canção da Alma é você.
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Por que demoramos tanto para obter a libertação da doença, da discórdia e de outras mazelas do mundo material? Inteiramente devido à nossa inabilidade em captar a grande revelação:  não há realidade na ilusão. Pusemos tanta atenção na fé em Deus como nosso benfeitor, ou na fé em algum curador ou mestre, que passamos por cima da grande verdade: a ilusão não é real — não existe matéria, pois a substância da matéria é, de fato, mental.
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A ATIVIDADE DA VERDADE…

A ATIVIDADE DA VERDADE NA CONSCIÊNCIA INDIVIDUAL REVELA O CRISTO
JOEL S. GOLDSMITH

A atividade do Cristo é possível a você e a mim, na medida em que podemos captá-la e vivenciá-la, mas só é proveitosa àquele que, no mundo, está decidido a devotar tempo, esforço, pensamento e dinheiro a esta Meta. São necessários todos estes requisitos. Exige-se a consagração, porque a Consciência Crística não é apenas uma conquista de conhecimento, senão o desabrochar de um estado de consciência.

A compreensão da Verdade é a única base para o desenvolvimento dessa consciência. Embora fosse possível reduzir esse ensinamento a mais ou menos doze princípios, o mero conhecimento deles nada resolveria, porque também conhecemos outras setenta e cinco coisas que absorvemos da vida e às quais damos crédito, concedendo-lhes poder de influenciar-nos. Por isso é necessário um período de autodisciplina e treinamento, para chegar ao ponto em que não apenas conheçamos tais princípios reais, senão que também rejeitemos os falsos. Temos de alijar de nossa consciência todas as crenças e superstições relacionadas com poderes físicos e mentais. É preciso superá-los para chegar-se a este alto nível de consciência. Ainda que seja verdade que o poder de Deus seja manifestado como consciência individual – como o Filho – também é certo que, para manifestar-se, é preciso que Ele seja primeiramente concebido em nossa consciência.

Esta revelação do Cristo, o Filho e o Pai feitos UM, foi dada a todos os povos, através do mundo inteiro. Com a propagação da doutrina cristã a todas as terras e raças, o mundo deverá chegar a um ponto em que a revelação do Cristo não mais se confinará a nenhuma denominação ou seita. Ela não mais será rotulada e nem apresentará qualquer sentido sectário, admitindo, pois, todas as pessoas que aceitem a ideia da integralidade, ou seja, Deus expresso individualmente em cada indivíduo.

O que conta é a aceitação do poder espiritual na consciência individual. E essa consciência é o Cristo. E o que é esse poder espiritual? Será um poder acima de outros poderes? Não: é o reconhecimento de um só poder! A menos que reconheçamos Deus como Poder único, estaremos continuamente combatendo germes, aqui, carência e resfriados, ali. O ser impregnado da Cristo-consciência não se debate nas lutas com o mundo. Simplesmente deixa que a Luz nele brilhe, de tal modo que, aquele que a perceber e se aproximar e pedir um pouco dela, recebê-la-á.

A Bíblia é uma revelação do Cristo; uma revelação da natureza infinita de Deus. Individualmente demonstrada. Essa demonstração individual depende apenas de ativar-se a verdade na consciência individual, para que ela, latente que era, se torne dinâmica e possa expressar-se em nossa experiência. Então compreendemos que Deus não está sentado lá em cima, no céu, e o homem aqui em baixo, esperando que mande paz à Terra. A paz na Terra advirá como consequência da atividade da verdade e do amor na consciência. Começa na consciência de um indivíduo que a espalha num grupo de pessoas. Esse grupo a espalha a uma comunidade e esta, por sua vez, a espalha ao mundo.

Quando as pessoas superam as desinteligências nas relações humanas (não só porque acham os outros bons ou incapazes de prejudicar os demais, mas porque compreendem e aceitam-lhes a parte humana, realizando também que o Cristo é o verdadeiro ser individual), a paz é estabelecida. Sim, só quando os indivíduos, em escala mais ampla, começam a reconhecer Deus como a Fonte de todos os seres, é que podem estabelecer a paz em sua consciência. Então poderão exteriorizá-la, tornando-a realidade numa sala cheia de pessoas. Deste modo, em progressão geométrica, esta paz se espalhará, para que o mundo inteiro a expresse.

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ESPIRITUAIS RELACIONADOS COM OS NEGÓCIOS

PRINCÍPIOS ESPIRITUAIS
RELACIONADOS COM OS NEGÓCIOS
JOEL S. GOLDSMITH

A apreensão ou tensão causada pelas atividades comerciais pode ser tratada mediante os princípios da cura espiritual, qualquer que seja a situação causadora. Tais princípios podem reduzir-se ao reconhecimento de que Deus aparece como ser individual – reconhecimento este que despersonifica e anula qualquer condição desarmoniosa, limitada ou limitante, e implica na compreensão espiritual de que existe um só poder – o que faz com que nossas atividades passem do ritmo da vida humana para o ritmo da vida de Deus.

Por exemplo, um comerciante que se dirige ao seu negócio, usualmente tem que fazer face a muitos problemas diferentes durante o dia: sempre há decisões a tomar e compromissos a cumprir, sempre há que tratar com os colegas e o público, que constantemente lhe fazem pedidos.

Talvez um de seus primeiros deveres seja o de cuidar da correspondência, o que lhe poderá tomar muito tempo ou ser um incômodo. Se, entretanto, antes de sair de casa, ou depois de chegar ao escritório, tomar uns poucos minutos para comungar com o seu ser interior e encontrar seu centro de paz, então, ao abrir a correspondência, será como se houvesse Algo dentro de si lendo-a e dando-lhe respostas a qualquer consulta, ou a solução para qualquer problema.

Quando compreendemos que Deus é também a atividade do negócio, todo o senso de apreensão é aliviado, porque então estaremos permitindo a esse Algo invisível operar e realizar tudo quanto for necessário. Jesus o chamava de “o Pai interior”, que realizava as obras. E se Deus, o Pai interior, é quem faz o trabalho, como poderemos ficar apreensivos com o nosso negócio? Se nos sentimos sobrecarregados e apreensivos, admitamos ou não, isto somente indica que estamos tentando assumir o que é da responsabilidade de Deus. “O governo está sobre os Seus ombros”; mas, se não o reconhecermos e não confiarmos nisso, então estaremos assumindo uma responsabilidade que não nos cabe.

Se assumíssemos em nosso negócio a atitude interna de um expectador , observando o desdobramento da atividade do Infinito Invisível, logo constataríamos o desenvolvimento de tudo quanto fosse necessário à sua complementação – como capital, se dele carecêssemos, como empregados, como fregueses, e, finalmente, como disponibilidade bancária para aquisição de mercadorias.

Em outras palavras, essa atividade seria completa, porque o preenchimento é próprio da natureza de Deus. Deus não cria um sistema telefônico sem que haja quem o utilize; Deus não cria automóveis sem criar o combustível com que se possa fazê-lo rodar. Deus não cria nenhuma atividade em nossa consciência, nem se torna responsável por nenhuma delas, sem a completar. Deus, a Consciência infinita, o Infinito Invisível, plenifica a Si mesmo manifestando-Se como atividade individual.

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DEUS APARECE COMO… – III – FINAL

DEUS
APARECE COMO…
JOEL S. GOLDSMITH

III – FINAL

A multiplicação dos pães e peixes não foi efetuada pelo Mestre. Ele nada mais fez senão voltar-se interiormente para o céu. Em outras palavras, compenetrou-se da presença e da graça de Deus, e então, automaticamente, os pães e peixes foram multiplicados. Nós não podemos multiplicar pães e peixes. O próprio Jesus não o fez. Ele apenas identificou-se conscientemente com Deus como Onipresença e Onipotência, e esse estado de autorrealização refletiu-se naquilo que compreendemos como sendo as coisas práticas da vida cotidiana. Do mesmo modo, nós também, se necessitarmos de emprego, seremos conduzidos de forma a encontrá-lo, se necessitarmos de uma casa, seremos levados a encontrar o que parecerá ser o nosso lar, se necessitarmos de amigos, parentes, ou de alguém para nos ajudar, tudo nos será proporcionado.

Não procures Deus por um lado e suprimento por outro, nem suprimento e Deus; sobretudo, nunca procures usar Deus como um meio para conseguires uma casa, companhia ou saúde, porque isto seria pretender fazer de Deus um servo. Ele nunca poderá ser isso. Jamais poderás servir-te de Deus, a Verdade; mas Deus, a Verdade, é que te pode usar. Deus, a Verdade, pode manifestar-se em ti e através de ti.

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DEUS APARECE COMO…(II)

DEUS
APARECE COMO…
JOEL S. GOLDSMITH
II


Assim é com relação à proteção ou segurança. Pedir tais coisas a Deus é perder tempo. Deus é o nosso alto refúgio, é a nossa fortaleza. Se orarmos pela nossa identificação consciente com Deus, ou seja, com a sua onipresença, constataremos que mesmo quando andamos pelas ruas, sem qualquer proteção física, nossa proteção espiritual não permitirá que nenhum mal deste mundo se aproxime de nossa moradia. Como poderia isso acontecer, se nossa habitação é em Deus? Sofremos acidentes quando nossa moradia é em outro lugar. Mas, se vivermos conscientemente no esconderijo do Altíssimo, se fizermos de Deus a nossa moradia, se fizermos de Deus nosso alto refúgio e fortaleza, se fizermos de Deus o nosso suprimento e a nossa saúde, então não necessitaremos andar em busca de nenhum lugar para morar, nem de fortalezas, saúde ou suprimento, porque Deus é todas essas coisas.

Deus não pode enviar saúde, não pode prover suprimento, não pode garantir segurança ou proteção, não pode dar nem mesmo sabedoria. Deus é tudo isso. Desistamos, pois, de pedir essas coisas ou quaisquer outras a Deus, mas tratemos de conseguir entrar em contato consciente com Deus, somente com Deus, conscientizando Sua presença. Então poderemos constatar que Deus se revela na vida prática, a tal ponto que, se estivéssemos numa floresta, e sem nenhum meio de conseguir alimento, como esteve Elias, os corvos no-lo trariam, ou, ao acordarmos, encontraríamos pão sendo cozido sobre pedras, sob nossas vistas; ou, ainda, se nos encontrássemos num deserto e sem alimento, como se viu Moisés, cairia maná do céu para nós. Aliás, nenhum destes jamais se interessou por outra coisa que não fosse a sua própria identificação consciente com a presença de Deus.

Continua..>

DEUS APARECE COMO…

DEUS APARECE COMO…

JOEL S. GOLDSMITH
I

Deus é a “minha saúde”. Se isso for verdade, não devemos andar em busca de um Deus que seja um grande poder para eliminar doenças. Quando nos identificamos conscientemente com Deus, então Sua Presença, realizada em nós, já é a nossa saúde. Essa Presença não restabelece a saúde, não contribui para a saúde: Ela é saúde. Deus é saúde, e além dEle não há outra saúde. É sempre inútil tentar obter saúde. Mas, ao entrarmos em contato com Deus, constatamos que Ele é a nossa saúde.

Apesar de todos os ensinamentos em contrário, Deus não dá suprimento, não envia suprimento, não traz suprimento a ninguém. Deus é suprimento. Quando sentimos a presença de Deus, estamos em posse de todo o suprimento que existe, porque não há outro além dessa Presença. A presença de Deus, que é o verdadeiro suprimento, é tudo o que devemos querer ou desejar, porque quando a sentimos, constatamos que todas as coisas estão nela inclusas. Não há Deus e suprimento: Deus é suprimento e, e quando temos Deus, temos suprimento ilimitado.

Jamais devemos crer que Deus conseguirá uma casa bonita e confortável para morarmos. Deus é nossa moradia. Não devemos desejar uma casa ou que Deus a obtenha para nós. Tudo o que devemos desejar é o próprio Deus. Constataremos que quando temos Deus, teremos onde morar, uma casa bonita, uma habitação prática e muito bem situada.

Se estamos tentando achar uma casa separada de Deus, ou tentando achar uma por meio de Deus, poderemos nos surpreender com a demora que se dará para consegui-la. Entretanto, quando abandonamos o desejo de um lar, ou de uma casa, e alimentamos unicamente o desejo de conhecer a Deus corretamente, nosso lar ou casa aparecerá automaticamente, porque Deus é a nossa moradia.  Só existe um lugar onde  deveríamos viver, que é em Deus. Devemos viver, nos mover e ter o nosso ser em Deus, deixando de desejar residir em lugares, casas, cidades ou povoações, mas enfocando nossa atenção numa única coisa:

Deus é minha habitação. Minha única necessidade é Deus – não um lugar onde morar, mas Deus. Quando tenho Deus, não só tenho onde morar, como também tenho tudo o que é necessário para montar uma casa e mantê-la.

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ESTABELECENDO CONTATO COM DEUS – 2-FINAL

ESTABELECENDO
CONTATO COM DEUS
Joel S. Goldsmith
2-FINAL
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Há um detalhe cujo conhecimento é sobretudo importante para chegarmos mais rapidamente a esse estado de realização. É o seguinte: quanto mais tempo persistirmos na crença de que Deus cura, de que Deus nos enriquece, ou nos abastece de alguma coisa, tanto mais tempo seremos deixados de lado, fora dos domínios da manifestação de Sua presença. Teremos que chegar a um ponto em que nos apercebemos de que Deus não é um poder, mas uma Presença. Poder-se-á considerá-Lo como um poder somente no sentido de princípio criador e sustentador de Sua criação. Mas Deus não é um poder no sentido que lhe atribuiria quem dissesse: “Oh, se eu pudesse entrar em contato com Deus, Ele curaria a todos, abasteceria e protegeria todos os meus conhecidos!”. Em tal sentido, Deus não é um poder.Deus é uma presença. Mas, por ser uma presença – e infinita -, não existe nenhuma outra presença. Todo pecado, toda doença, morte, e toda carência desaparecem ante a presença de Deus. Precisamos, pois, ter muito cuidado, quando estamos meditando, para que não acreditemos que o poder de Deus vá curar alguém, ou que vá prover suprimento, ou que vá proporcionar emprego a alguém. Ele não opera dessa maneira.

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ESTABELECENDO CONTATO COM DEUS-1

ESTABELECENDO
CONTATO COM DEUS

JOEL S. GOLDSMITH
1

Antes de iniciar qualquer de nossas atividades, precisamos estabelecer contato com Deus. Aquele que ainda não aprendeu a fazê-lo, a princípio levará algum tempo. Talvez necessite ler durante alguns minutos, sentar-se e meditar alguns minutos mais, tornar a ler e meditar, refletir sobre alguma Verdade e meditar mais uma vez. Possivelmente levará uma hora para consegui-lo e sentir que o conseguiu.

Os que estão sempre muito ocupados com as atividades deste mundo poderão perguntar: “Como poderei dispor dessa hora? – Isso cada um terá que determinar por si. Cada um terá que decidir se vale a pena conseguir essa realização espiritual, levantando-se uma ou duas horas mais cedo, ou se é mais importante continuar dormindo.

Consciosa e honestamente, ninguém pode alegar não dispor de tempo. Todos dispõem de vinte e quatro horas por dia. Mesmo que cada um tenha obrigações diárias a cumprir por doze horas, poderá, indubitavelmente, decidir se nas doze horas restantes assistirá a programas de televisão, ouvirá rádio, irá a um cinema, dormirá ou passará pelo menos duas dessas horas tentando sentir-se em união com Deus. A cada um cabe determinar até que ponto realmente anseia ter essa experiência.

Ter contato com Deus não é apenas afirmar mental ou verbalmente que o temos; é mais do que isso: é sentirmo-nos intima e efetivamente livres de temores e preocupações de natureza mundana. Depois desse contato, recebemos maior luz espiritual e opera-se uma mudança gradativa em nosso corpo, em nossa situação financeira e em outras circunstâncias de nossa vida. Quando atingimos esse estado de efetiva realização, sabemos que estamos sendo divinamente conduzidos, divinamente protegidos, divinamente instruídos, e vivemos sempre na presença de Deus, seja qual for a situação em que aparentemente nos encontremos.

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"EU TENHO ALIMENTO QUE O MUNDO NÃO CONHECE!"

“EU TENHO ALIMENTO QUE O MUNDO NÃO CONHECE!”
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Joel S. Goldsmith
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Na vivência de O Caminho Infinito, há um princípio que nos foi dado pelo Mestre: “Eu tenho alimento que o mundo não conhece”. Ele atua realmente como uma condensação de tudo  o que acaba por gerar nossa demonstração. Eu cito esta passagem como sendo uma das maiores passagens bíblicas jamais citadas pelo Mestre, para que tenhamos uma forma espiritual de vida,  e que também se traduza em termos humanos de sucesso, harmonia e paz.
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“Eu tenho alimento que o mundo não conhece”.
Vejamos de que maneira podemos trazer isto às nossas vidas. Diariamente, notamos que algo se mostra como sendo necessário em nossa experiência.  Nesse instante, devemos nos volver de todo medo ou dúvida, e recordar: instantaneamente: “Eu tenho alimento que o mundo não conhece”. Que alimento é este? O Mestre disse: “Eu sou o Pão da Vida”. Assim, ele quis dizer: “Eu tenho o Cristo” – a substância espiritual do pão, do vinho, da água. A substância espiritual da vida eterna. A substância espiritual do suprimento. Sim, “eu tenho”, por ter o Cristo, o Filho de Deus em mim.
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“Eu tenho alimento que o mundo não conhece”.
Eu tenho, dentro de mim, o Espírito de Deus que constitui todo alimento, vinho e água de que sempre necessitarei, porque tudo me surgirá externamente como aquilo que satisfará a necessidade de cada momento,  como o maná, que era substância espiritual na consciência de Moisés, e pôde surgir externamente alimentando seus seguidores; como este alimento, que o mundo desconhece, este Cristo, na consciência de Jesus, e que fora a substância dos pães e peixes que alimentaram a multidão e ainda fazendo restar doze cestos.
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Caso você esteja fisicamente, mentalmente, moralmente, ou financeiramente mal, aceite este presente de Deus – o alimento, o maná oculto; e, de modo sagrado e secreto, reconheça: “Obrigado, Pai, eu tenho alimento que o mundo não conhece. Eu tenho uma companhia oculta. Eu tenho uma fonte de suprimento oculta. Eu tenho uma fonte oculta de sabedoria, de avaliação. Eu tenho uma fonte oculta de ideias.” Independente de qual venha a ser a necessidade do mundo externo, eu tenho, oculta dentro de mim, a substância de sua forma – lar, família, suprimento, companhia, alegria, paz, saúde, liberdade, e segurança – eu tenho a substância disso tudo, a essência do que tudo é formado, em meu entendimento de que:
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“Eu tenho alimento que o mundo não conhece”.
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LIBERTAÇÃO DO FALSO PENSAR

LIBERTAÇÃO DO FALSO PENSAR
Joel S. Goldsmith

Cessa de te condenares a ti mesmo! Cessa de repreender-te por causa dos teus pecados e erros! Nada conseguirás condenando-te a ti ou a teus semelhantes. Acaba com essa autocondenação e compreende que marcarás passo no plano negativo, de ordem mental ou material, na medida em que aceitares e fizeres atuar sobre ti crenças que te foram impingidas pelo mundo.

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Começa a compreender que a natureza do teu ser é Deus, que a essência de tua alma é a essência de Deus, e que a natureza do teu corpo é a do templo de Deus. Sim, o teu corpo é o santuário do Deus vivo: cessa de condená-lo, de odiá-lo ou de temê-lo. Compreende que a tua mente é um instrumento através do qual pode fluir Deus, a Verdade. Não condenes a tua inteligência, dizendo que é imperfeita ou mortal ou má. Tal inteligência não existe no mundo de Deus; existe uma mente só, e essa mente é instrumento de Deus. Se desistires dessa incessante mania condenatória, verás que a tua mente é um espelho límpido para refletir tua alma.
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NÃO RECEBER, MAS DAR

NÃO
RECEBER, MAS DAR…
Joel S. Goldsmith

Um dos motivos pelos quais há tanta paz em qualquer santuário é este: as pessoas  vão ali, não com a intenção de obter alguma coisa de alguém. Vão somente pensando em dedicar aquele horário para comungar com o Espírito de Deus e compartilhar da Graça espiritual. Não existe paz onde as pessoas vão com a intenção de receber algo. A paz se aprofunda se estivermos conscientes de que, se estamos em dado lugar, é para podermos dar e compartilhar esta Graça espiritual,  para  contribuirmos, uns com os outros, propagando a paz e o conforto espirituais que Deus nos tem propiciado em nossos períodos de meditação. Desse modo, quando formos meditar, conscientizemos:

Assim como o ramo é um com a videira, assim como a onda é uma com o oceano, eu sou um com Deus. A totalidade de Deus está jorrando em expressão como meu ser individual, como minha consciência individual, como minha vida individual. Portanto, tendo recebido a totalidade de Deus, que mais poderia querer, senão compartilhá-la com o mundo?

A ORIGEM IMPESSOAL DO MAL

A ORIGEM
IMPESSOAL DO MAL
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Joel S. Goldsmith
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Um dos pontos mais importantes desta mensagem é a revelação da origem e natureza do mal, e de como devemos tratá-lo. Todas as religiões ensinam que Deus é onipresente e onipotente; porém, todos os males continuam presentes sobre a face da terra. O mero conhecer intelectual da totalidade de Deus é pouco. Que mais será preciso? Esta Verdade precisa ser conscientizada. Para isso, utilizamos alguns princípios.
A origem e natureza impessoal do mal é um dos
princípios mais importantes.  Seja qual for o mal, ele é impessoal. Isto quer dizer que jamais ele é criado pela mente errônea de alguma pessoa. Procurar pela causa do problema dentro de si, ou dentro de alguém que nos solicite ajuda, é o mesmo que perpetuá-lo ou impedir que ele seja resolvido. O mal, ou erro, que está se expressando em você, seja como doença ou como algum traço negativo de caráter, não tem absolutamente nada a ver com você.
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A origem do mal está em algo que, por ora, chamaremos de “mente carnal”. Se este termo não lhe diz nada, substitua-o por palavras como satanás, aparência, pretensão ou ilusão. O nome não importa: importa saber que o mal, de qualquer nome ou natureza, provém de uma origem universal impessoal. Se você não for capaz de separar por completo o mal de um indivíduo, a ponto de ver um homem roubando uma carteira e conscientizar: “Obrigado, Deus, sei que ele não é ladrão. Há, por trás disso, a ação da mente carnal”, se não puder fazer isto, suas possibilidades como curador serão remotíssimas. E se, frente a alguma doença, você for tentado a crer ser algum estado mental negativo a sua causa, ou alguma outra condição ou circunstância, há pouca esperança de que consiga ser bem-sucedido como curador.
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Nenhuma qualidade humana é causadora de doença. Você deve impersonalizar instantaneamente todo problema que lhe vier, conscientizando que ele tem sua origem numa fonte impessoal. Esteja certo de que ele não se encontra em você, nem em seu aluno nem em que lhe tenha solicitado auxílio. Deus constitui a identidade do ser individual. Seu nome é EU, e este EU também é Deus. O “Eu” não é dotado de nenhuma qualidade ou propensão de caráter maligno.
Quando este “princípio de impersonalização” tiver sido aplicado, teremos vencido a metade da batalha. O passo seguinte será reconhecermos que a “mente carnal” é nada. A “mente carnal” é uma crença em dois poderes.
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Deus nunca criou dois poderes; Deus nunca criou uma crença em dois poderes. Assim, esta crença não tem poder divino. Não é causa e não possui lei que a possa manter. Para nos livrarmos dela, precisamos conhecer a Verdade, e a Verdade é que Deus é o único Criador: o que Deus não criou não foi jamais criado! Como a crença em dois poderes não foi feita por Deus, não é por Ele mantida, e inexiste qualquer lei para perpetuá-la.
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O primeiro passo, então, é impersonalizar o mal, isolá-lo da pessoa, sem jamais dizer um “ele” ou “ela”, reconhecendo que o mal está na “mente carnal” universal. Em seguida, declarar que esta “mente carnal” não é algo contra Deus, mas uma crença sem Deus, sem lei, presença ou poder que a sustente. Com isto, cerca de oitenta por cento dos casos serão resolvidos. Não há, de fato, a remoção dos problemas: a visão clara da perfeição eterna revela aquilo que sempre tem existido, exatamente onde a suposta discórdia parecia estar presente.
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A dificuldade poderá estar nos outros vinte por cento dos casos, a que se referiu Jesus: “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. Para resolver alguns deles, o curador terá de elevar-se muito alto em consciência. De minha experiência, posso dizer que nenhum curador resolveu cem por cento dos casos. Mas, grande número poderá ser solucionado, e poderemos chegar a noventa e cinco por cento de sucesso. Para o restante, teremos de nos elevar ainda mais, para alcançarmos a consciência capaz de permitir-nos dar uma solução.