PRINCÍPIO ESPIRITUAL

PRINCÍPIO ESPIRITUAL

Joel S. Goldsmith

Aceite este Princípio espiritual: Deus é a Vida, Alma, Mente, Inteligência, Substância e Forma do ser individual. Ao dizer “Deus”, faça-o ciente de estar falando da Consciência do indivíduo, sua ou minha, e verá que esta Consciência, por ser Deus, Se tornará uma lei de saúde, riqueza, harmonia e felicidade.

*

SUA EXPERIÊNCIA DE DEUS ATRAI AS MENTES INTERESSADAS

SUA EXPERIÊNCIA DE DEUS ATRAI AS MENTES INTERESSADAS
Joel S. Goldsmith

Se eu não puder provar Deus em certa medida para mim mesmo, não terei meios de prová-Lo para você. Se não puder em certa medida, por pequena que seja, demonstrar a presença e poder de Deus em minha experiência individual, não poderei compartilhar a experiência com você, por nada ter para fazê-lo. Estarei vazio.

Assim é com você. Você tem uma vizinhança; tem uma família;  tem amigos. Seria ridículo você falar a eles sobre o Deus em que acredita, do Deus do qual você está convicto, enquanto não descobrir um jeito de trazer a atividade de Deus à sua experiência individual. Quando isso acontecer, não terá que dizer nada a eles Irão notar! Eis por que, quando você de fato experienciar Deus, não precisará fazer anúncios nem proselitar; meramente terá de viver ou ser, para logo descobrir que os interessados nesse nível de vida irão achá-lo. Caso contrário, irá ter muita dor de cabeça por querer dar suas “pérolas” a mentes despreparadas que lhas atirarão de volta.

Deus é; o poder espiritual é; a presença espiritual é; a integridade espiritual é; assim, tão logo retornemos às revelações dos místicos, descobriremos não somente o que é, mas que esta força espiritual está dentro de você e dentro de mim. Ter esta compreensão é vir ao lugar em que nossa consciência fica aberta à experiência desta Presença.

………………………………………………………………………….

NOTA: O valor deste artigo está em mostrar que a nossa vivência nos princípios fala mais do que a boca. Mas, evitar “dar as pérolas a mentes despreparadas”, por prévia decisão humana, sempre é incorreto. Estaríamos julgando pelas aparências e, no caso, nós é que estaríamos fora dos princípios. Falar ou calar, no que diz respeito a assuntos espirituais, deve sempre ficar por conta do que por inspiração “fluir na hora”, sem nos preocuparmos se receberemos ou não de volta estas “pérolas”. De minha experiência, muitos dos que as devolveram, quando as receberam, voltaram atrás delas posteriormente! Sabiam onde achá-las! Jamais a mente humana saberá avaliar se a mente de alguém está ou não “preparada”. E não somos mente humana! Se estudamos a Verdade, devemos entender que a Mente única, em todos, é Deus! Portanto, infinitamente “preparada” por ser a Onisciência onipresente! Se formos “temer dores de cabeça”, por darmos as nossas pérolas, que Verdade teremos conhecido? A recomendação valeria somente quando, no “deixar fluir”, sentíssemos que devêssemos ficar calados, e insistíssemos em não ficar. Aí, sim, este “lançar as nossas pérolas” estaria sendo uma total perda de tempo.

Dárcio.

*

SUPRIMENTO É ESPÍRITO

SUPRIMENTO É ESPÍRITO

Joel S. Goldsmith

Suprimento é espírito e está dentro de nós. Não é visível e nunca o será. Escapa ao olhar humano; não o sentimos com nossos dedos humanos; jamais o ouvimos ou degustamos. O que vislumbramos no mundo exterior são as formas que o suprimento assume. Externamente, o suprimento assume a forma de dinheiro, de alimento, de vestuário, de moradia, de transporte, de capital empresarial, etc. Nosso discernimento espiritual nos confirmará essa verdade. Mais tarde, teremos a prova disso – não porque conseguiremos ver o suprimento, mas porque seremos capazes de reconhecer as formas que ele assume.

O suprimento é infinito e onipresente, onde quer que nos encontremos. Como Moisés, podemos compreender que não pre­cisamos viver do maná de ontem, nem estocar o de hoje para amanhã: o suprimento é inesgotável.

Como o suprimento, também a Verdade não pode ser vista nem ouvida. Jamais veremos ou ouviremos a Verdade. Ela está dentro de nós. A Verdade é espírito, a Verdade é Deus. Aquilo que lemos num livro ou escutamos à nossa volta não passa de símbolos da Verdade.

A ILUSÃO COMO NADA

A ILUSÃO

COMO NADA

Joel S. Goldsmith

Tivemos, sobre a face da terra, pessoas espiritualmente iluminadas que perceberam que não existe morte; algumas perceberam inclusive que não há nascimento. Há aquelas que discerniram a inexistência da doença sobre a terra, e que não há realidade alguma em quaisquer destas aparências negativas. No início, Buda fundamentou a sua revelação inteira não sobre aquilo que Deus é, mas sobre aquilo que o erro não é. A revelação que lhe veio quando meditava, foi que a totalidade destas aparências eram ilusão, e não realidade; que não estavam se dando no tempo ou espaço, mas ocorrendo somente num conceito mortal universal. Jesus teve a mesma percepção, pois olhando para Pilatos, disse: “Não terias poder algum”, embora todas as aparências testificassem o fato de ser ele o legislador e, portanto, alguém dotado de todo poder naquela região. Jesus foi capaz de olhar toda doença e dizer: “Qual é o teu impedimento? Levanta-te, toma teu leito e anda”. E foi capaz de olhar para o pecador e dizer: “Nem eu te condeno”. Eu não penso que Jesus tivesse condenado o pecado. Ele reconhecia que o pecado, como pecado, não existia.

Muito pouco deste princípio veio à luz nos anos seguintes, embora alguns místicos maravilhosos tivessem estado na terra, atingindo a consciente realização de Deus, a unicidade consciente com Deus, a união consciente com Deus; porém, em suas revelações, não perceberam que acusar a Deus por causa daqueles erros era tornar Deus responsável por eles, era fazer deles realidade. Assim, tivemos muito pouco sobre o assunto, até surgir a obra Ciência e Saúde original. Nela, tornou-se claro outra vez, e pela primeira vez em séculos, que Deus é o único Poder e que estas aparências de discórdia não têm realidade.

A Sra. Eddy reuniu todas as discórdias que, juntas, recebeu o nome de “mente mortal”; depois, explicou que “mente mortal” não era alguma coisa, mas tão-somente um termo para designar o “nada”. Alguns de seus primeiros alunos, e eu pude conhecer dois deles em Boston, foram maravilhosos sanadores, sem mesmo possuir profundo conhecimento de religião ou da Ciência Cristã. Foram, porém, sanadores grandiosos pelo fato de terem captado este ponto único; assim, fossem quais fossem os problemas a eles trazidos, apenas sorriam e reconheciam: “Mente mortal”, significando, para eles, o “nada”. Conseguiam se voltar daquilo sem reagir, sem temer, sem se proteger, apenas devido à percepção de que tudo que se lhes apresentasse como pessoa ou condição malignas poderia ser englobado naquela terminologia: ”mente mortal”. E a expressão “mente mortal” era apenas um nome, não uma condição, uma pessoa, ou uma coisa, mas meramente um nome, utilizado para designar o “nada”.

Assim como este ensinamento ficou perdido, após a geração de Buda, também se perdeu provavelmente pela metade, na Ciência Cristã. Alguns ainda há, que captaram este ponto, porém, não muitos. Nos dias de Buda, o erro foi este, que aqueles não próximos ao mestre original tomaram a palavra ilusão e a externaram. Diziam que pecado, doença e morte eram ilusão; porém, que deveriam “se livrar da ilusão”. No sentido original, revelava-se que tudo era ilusão, uma imagem mental do nada. Tudo era uma ilusão no pensamento, uma imagem mental, sem substância, sem realidade. Não passava de uma crença infundada sobre algo; um simples boato. Porém, os hindus passaram a chamar este mundo de maya, de ilusão, e o descartaram; ora tentando escapar dele pela morte, ora ignorando-o. Bem, a Índia não é um bom exemplo de uma fé verdadeira, de uma fé em continuidade. Contudo, os Cientistas Cristãos, muitos deles, cometeram o mesmo erro. Deixaram o hábito de dizer, “estou com resfriado, estou com gripe”, para dizer, “Eu tenho uma ilusão; você ajuda-me a ficar livre dela?” Ou, ainda, “Você me protegerá ou me fará um trabalho de proteção da ilusão?” Ora, um praticista poderia estar tão ocupado em Boston, às quartas e domingos, que ele não teria nada a fazer, senão sentar-se dia e noite e fazer trabalho de proteção do inimigo.

Tudo isso retorna à natureza inata, humana, que realmente acredita em dois poderes, o poder do bem e o poder do mal, chamado o poder de Deus e o poder de Satanás, ou, em filosofia, bem e mal, ou, na metafísica, imortal e mortal: sempre um par de opostos), em vez de se encarar um deles como “tudo”, e o outro como” nada”, uma ilusão, maya, um falso conceito de algo, uma ignorância de algo.

*

"ORAR SEM CESSAR…"

“ORAR SEM CESSAR”…

…significa você comungar consigo mesmo.

O Deus que você busca somente pode ser encontrado através de sua própria Consciência.

A sua Consciência é o acesso à sua saúde, à sua riqueza, à sua felicidade, à sua paz e à sua liberdade.

Joel S. Goldsmith

MANTENHA A VERDADE ATIVA…

MANTENHA A VERDADE

ATIVA NA

CONSCIÊNCIA

Joel S. Goldsmith

Deus é a única consciência e Ele é infinito. Provenientes desta infinidade são as formas e variedades infinitas deste universo, mas Deus é a consciência individual, o que significa que Deus é a sua consciência.

Portanto, sua consciência individual é infinita. Proveniente dessa consciência
deve aparecer sua experiência diária e essa experiência deve ser infinitamente
boa, infinitamente harmoniosa, feliz, bem-sucedida e próspera. A menos que você possa perceber, reconhecer e reivindicar Deus como a sua consciência,
você não pode exigir uma infinidade de coisas boas em sua experiência. A menos
que você seja capaz de entender que Deus aparece como a sua consciência individual,você nunca pode causar a plenitude da eternidade e da imortalidade ou a infinidade do Ser divino.

Proveniente de sua consciência,origina-se o seu universo. E já que Deus é a sua consciência, o seu universo é infinito; e é
infinitamente bom. Torna-se um dever e um privilégio lembrar-se desta verdade a cada dia. É necessário que você reconheça a cada dia que, por causa da natureza infinita de sua consciência, não há nenhuma lei fora dela. Não existe nenhuma crença falsa fora da sua consciência que nela possa entrar para corromper ou fazer uma lei.

Nada pode agir sobre você, para o bem ou para o mal, exceto Deus, Deus aparecendo como a sua consciência individual, e isso se torna uma lei para o seu universo. Isso
torna você o mestre do seu destino através de um domínio dado por Deus.

"LEVANTE-SE"

“LEVANTE-SE”

Joel S. Goldsmith

“Levante-se e resplandeça, pois sua luz raiou”. A sua luz é reconhecida como estando aqui e agora. “Lázaro (ser divino), vem para fora!” — da tumba das crenças humanas. Venha para a luz do reconhecimento de sua vida divina, aqui e agora. Liberte-se das “ataduras do túmulo” de superstição; de crenças em seidade mortal. Liberte-se da escravidão do medo e da dúvida, para realizar e experienciar a realidade da vida, Deus — que é sua vida.

“Um com Deus é maioria”. A Mente que estava em Jesus Cristo (minha Mente) chama-o  para a liberdade da vida eterna, aqui e agora:

“Digo-te: levanta-te!”

Na medida em que o Eu chama a divindade de seu Ser, as algemas do pecado, do medo, da doença e da morte se rompem e caem, tornando-se o que são: nulidade!

Deixe de ser “o homem cuja respiração está em suas narinas” e seja aquilo que você é: “Eu e o Pai somos um”. Você não é um mortal e nem um ser humano. “Não terás outros deuses diante de Mim”. Reconheça apenas o Espírito como Criador, Pai — de cuja imagem e semelhança o Filho é tornado espiritual.

O CONTATO DIVINO NA CURA

O CONTATO DIVINO

NA CURA

Joel S. Goldsmith

A cura espiritual real e verdadeiramente nada tem a ver com pensamentos humanos ou trabalhos humanos. Ela tem a ver, primeiramente, com a real Experiência de Deus. Alguém tem que ter a Experiência de Deus a fim de manifestar uma cura espiritual. Deve haver uma conscientização do Cristo, ou uma conscientização da Presença de Deus. Deve haver a direta atividade de Deus, sem citações a respeito, sem declarações bíblicas ou de textos metafísicos – uma experiência deve acontecer. O principal ponto, na cura espiritual, é alcançar aquele Espírito do Cristo, “aquela mente que estava em Cristo Jesus”, o Espírito de Deus no homem, ou a realização consciente da Presença de Deus. Nada tem a ver com palavras ou pensamentos. Com efeito, a cura é a habilidade de alguém em se aquietar e aguardar até que ela ocorra. Um curador espiritual é um indivíduo que sabe não estar lidando com doença, falta ou limitação; e que está lidando com a mente carnal, que é nada!

O SUPRIMENTO – Parte 1

O SUPRIMENTO

JOEL S. GOLDSMITH

Parte I

O segredo do suprimento encontra-se no capítulo décimo segundo de Lucas:

E ele disse aos seus discípulos: “Portanto eu vos digo, não vos preocupeis com a vossa vida, com o que haveis de comer; nem com o vosso corpo, com o que o cobrireis.

A vida é mais que o alimento, e o corpo é mais que a vestimenta.

Considerai os corvos: eles não semeiam nem colhem; eles não têm dispensa nem celeiro; e Deus os alimenta: quanto mais valeis vós que as aves?

E qual de vocês, com toda solicitude, pode acrescentar um cúbito à sua estatura?

E se, pois, não sois capazes de fazer estas pequenas coisas, por que vos preocupais com as outras?

Considerai os lírios, como eles crescem: eles não fiam nem tecem; e na verdade vos digo que nem Salomão, em toda sua glória, jamais se vestiu como um deles.

E se Deus veste assim a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada ao forno, quanto mais vestirá a vós, homens de pouca fé?

Não pergunteis pois o que haveis de comer, ou o que haveis de beber, nem andeis na dúvida.

Pois todas as gentes das nações do mundo buscam estas coisas: e vosso Pai sabe que delas haveis mister.

Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo.

Não temais, pequeno rebanho, pois é do agrado do vosso Pai dar-vos o reino.”

Surge agora a questão: Como é possível “não nos preocupar” com o dinheiro quando as prementes obrigações devem ser satisfeitas? Como podemos confiar em Deus se ano após ano tais problemas financeiros nos afligem, geralmente não por falha nossa? Vimos na passagem de Lucas que o modo de resolver nossas dificuldades está em não nos preocuparmos com o suprimento, quer seja dinheiro, alimento, roupa ou qualquer outra forma. E o motivo pelo qual não precisamos estar ansiosos quanto a isso é que “é do agrado do vosso Pai dar-vos o reino”, uma vez que Ele “sabe que delas haveis mister”.

Para podermos entrar completamente no espírito de confiança desta passagem inspirada das Escrituras, temos de compreender que dinheiro não é suprimento, e sim o resultado ou efeito do suprimento. Não existe tal coisa como suprimento de dinheiro, de roupas, de casa, de automóvel ou alimento. Tudo isso constitui o efeito do suprimento, e se este suprimento infinito não estivesse presente dentro de nós, nunca haveria as “coisas dadas de acréscimo” em nossa vida. As coisas de acréscimo, naturalmente, são estas coisas práticas como dinheiro, alimento e roupas, que são tão necessárias neste estágio da existência.

E se dinheiro não é suprimento, que é este então? Façamos uma pequena divagação e observemos uma laranjeira carregada de frutos. Sabemos que as laranjas não constituem o suprimento, pois quando estas tiverem sido comidas, vendidas ou dadas, uma nova safra começará a brotar. As laranjas se foram, mas o suprimento continua, pois dentro da laranjeira existe uma lei em operação. Chame-a de lei de Deus, ou lei da natureza — o nome não é tão importante, mas o que importa é o reconhecimento da lei que atua na, através e como laranjeira. E esta lei opera internamente — através das raízes vêm os elementos minerais, nutrientes, água, elementos do ar; e mais a luz solar, que são então transformados em seiva. Esta, por sua vez, caminha tronco acima, é distribuída pelos ramos e finalmente toma expressão como flor. A seu tempo, esta lei transforma as flores em bolotas verdes e estas se tornam laranjas maduras. As laranjas são pois o resultado, ou o efeito da ação da lei na, através e como laranjeira. Enquanto esta lei estiver presente, teremos laranjas. A laranja, por si, não pode produzir outra laranja. E assim compreendemos que a lei é o suprimento e as laranjas seus frutos, os resultados, os efeitos da lei.

Dentro de mim e de você há também uma lei em operação — a lei da vida — e a conscientização da presença desta lei é o nosso suprimento. O dinheiro e as coisas necessárias à vida diária são os efeitos da conscientização da atividade da lei interior. Esta compreensão nos permite desligar o pensamento do mundo exterior para habitarmos na consciência da lei.

Que é esta lei, que é nosso suprimento? A Consciência divina ou universal, a sua consciência individual — isto é a lei. E ela é de fato a nossa consciência. Assim, nossa consciência se torna a lei do suprimento para nós, produzindo a sua imagem e semelhança na forma de coisas necessárias ao nosso bem-estar. E assim como não há limites para a nossa consciência, tampouco há limites para a percepção consciente da ação da lei e, por isso, não há limites para o nosso suprimento em todas as suas formas.

A Consciência divina ou universal, nossa consciência individual, é espiritual. A atividade desta lei interior é também espiritual e, por isso, nosso suprimento, em todas as suas formas, é espiritual, infinito, sempre presente. Aquilo que vemos como dinheiro, alimento, vestimenta, carros ou casas representa a nossa interpretação dessa idéia. Nossos conceitos são tão infinitos como nossa mente.

Convenhamos que, assim como não precisamos nos preocupar com as laranjas, enquanto tivermos a fonte ou suprimento que produz continuamente os frutos para nós, também não precisamos mais nos preocupar com o dinheiro. Aprendamos a olhar para o dinheiro como olhamos para as folhas ou para as laranjas, como um resultado natural e inevitável da lei que age interiormente. Não há, de fato, razão para nos preocuparmos, mesmo quando a árvore nos pareça desfolhada, enquanto mantivermos a consciência da verdade de que a lei continua assim operando internamente, para nos dar os frutos de sua própria espécie. Independentemente do estado de nossas finanças em dado momento, não fiquemos preocupados ou aborrecidos, pois agora sabemos que a lei atua dentro de nós, através e como nossa consciência e trabalha, quer estejamos dormindo ou despertos, para nos prover das coisas “de acréscimo”.

Aprendamos a olhar para os lírios e a nos regozijar com a prova da presença do amor de Deus por Sua criação. Observemos as andorinhas, quão completamente confiam na lei.

Regozijemo-nos ao ver as flores na primavera e no verão, que nos confirmam a divina Presença. Assim como aprendemos a nos alegrar com as belezas e generosidade da natureza sem o desejo de nos apoderar de qualquer coisa, sem o medo de que seu suprimento não seja infinito, assim também aprendamos a nos alegrar com o desfrute de nosso suprimento infinito — resultado do infinito repositório em nosso interior — sem nenhum medo de que alguma carência venha a nos perturbar.

Gozemos dessas coisas do mundo exterior sem, contudo, considerá-las como suprimento. Nossa conscientização da presença e da atividade da lei é nossa consciência de suprimento, e as coisas exteriores são as formas sob as quais nossa consciência se expressa. O suprimento interno se manifesta como as coisas externas de que necessitamos.

DEUS, O SER INDIVIDUAL

DEUS, O SER INDIVIDUAL

Joel S. Goldsmith

Os milagres acontecem quando o “pequeno eu” está ausente. Quando você recebe um pedido de ajuda, se houver a conscientização de que este “eu” é inexistente, a chamada cura já se inicia. Porém, se encarar a pessoa como este “eu”, com a ideia: “Como poderei melhorá-la, curá-la, supri-la?, você estará destruindo sua capacidade curativa, pois este “eu”, levado em consideração, não existe. Deus é o único Eu, e Deus não necessita de cura, ensinamento ou enriquecimento.

Se alguém lhe disser: “Eu estou doente”, e sua resposta for do tipo: “Bem, vamos ver o que poderei fazer para torná-lo saudável”, tal procedimento será o de “um cego conduzindo outro cego”. O “paciente” pensa ser alguém apartado de Deus; assim, se você alimentar a mesma ideia, estarão ambos caindo no fosso.

A única forma de vivenciarmos um ministério de cura em elevado nível espiritual consiste em nos convencermos da inexistência de qualquer “eu” apartado de Deus. Se houvesse este “eu”, Deus não existiria. É impossível existir Deus e algum ser mortal, alguém fadado a adoecer, pecar ou morrer.

Nós abolimos não somente a crença em doença física ou a crença numa possível causa mental para ela: abolimos também a crença de que existe alguma pessoa vivenciando a condição doentia, até chegarmos à conscientização de sua REAL IDENTIDADE. Não podemos considerar um ser humano para, depois, querermos torná-lo mais saudável, mais próspero, mais sábio! Nós revelamos Deus como o Ser infinito e Individual. Nosso interesse fica voltado apenas nesta direção: ver Deus como cada Ser, em permanente manifestação. A forma de se conseguir isto está no “morrer diário” para a nossa humanidade, no “renascer” para a nova Identidade espiritual, e na conscientização – quando alguém solicita nosso auxílio – de que a totalidade do Reino de Deus jamais inclui pessoa alguma naquela situação. Mantendo-nos e sustentando-nos nesta atitude, a harmonia começará a ser evidenciada.

Quando alguém de nosso círculo familiar ou de amizade estiver envolvido em algum senso de desarmonia, em vez de procurarmos saber de que forma poderíamos ajudá-lo, sentemo-nos para assim conscientizar: “Ah, não acreditarei na existência de tal pessoa! Deus é a Individualidade infinita; Deus é a Pessoa infinita; Deus é o Um infinito; e, ao lado de Deus, não há nenhum outro”.

A forma verdadeira de prestarmos ajuda está em aprendermos a “morrer diariamente”; e, para tanto, utilizamos a disciplina denominada “Não-eu”; Não-eu! Não! Esta pessoa não me interessa! Ela nada tem a ver comigo. O verdadeiro e único Eu está tomando conta dela.

SOBRE A PRECE

SOBRE A PRECE

Joel S. Goldsmith

A essência de nosso trabalho é que DEUS É! Todos falamos sobre Deus, pensamos em Deus, oramos a Deus; mas, ao percebermos que Deus não está existindo para receber nossas orações saberemos os motivos que tornam tão infrutíferos o nosso falar e grande parte do nosso pensar sobre Deus.

O primeiro ponto a ficar claro, quando percebemos que DEUS É, é que Deus não existe para estar recebendo nossas orações. Se simplesmente tivéssemos captado o que nos revelou Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência Cristã, já teríamos percebido isso há muito tempo. Observemos suas palavras:

“Deus não é movido pelo bafejo louvaminheiro a fazer mais do que já fez, nem pode o infinito fazer menos do que conceder todo o bem, porquanto Ele é sabedoria e Amor imutáveis. Deus é Amor. Podemos pedir-Lhe que seja mais? Deus é Inteligência. Podemos passar à Mente infinita algo que ainda não compreenda? Pedir a Deus que seja Deus é vã repetição. Deus é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre; e Aquele que é imutavelmente justo, fará o que é justo sem que seja preciso lembrá-Lo de Seu ofício. Quem se colocaria diante de uma lousa para rogar ao princípio da matemática que lhe resolvesse o problema?”

O primeiro passo é aprendermos a não pedir ou orar a Deus, nem esperar algo dEle. O passo seguinte é aprendermos a nos voltar ao Reino dentro de nós, que é o Reino de Deus. Não por alguma coisa, mas em reconhecimento da harmonia e perfeição presentes em tudo que Deus governa. E Ele governa a Realidade inteira.

Aprendemos, também, que não existe mal em nenhuma pessoa, lugar ou coisa, mas que o mal está no conceito universal de pessoa, lugar ou coisa. Saber que inexiste mal em toda circunstância ou condição nos liberta dos efeitos malignos que poderiam advir da crença no mal.

Se o sentido espiritual é o que dissolve cada chamado problema humano, também é verdadeiro que uma percepção consciente da verdade do ser resulta em harmonia que nunca nos deixa, e que experienciamos conscientemente. Portanto, devemos “conhecer a Verdade”, para que “a Verdade nos liberte” de tudo que aparente nos ocultar a nossa real identidade.

Se somente habitarmos na infinitude e natureza eterna do governo divino e do Universo, reconheceremos e experienciaremos a natureza imutável de toda a criação de Deus. A dependência a um poder supostamente externo a nós mesmos é sempre o erro.

Todo o nosso objetivo é a realização da presença e poder de Deus. “Eu, de mim mesmo, não posso fazer nada”, mas perdura o fato de que “o Pai interior faz a obra”. Como ter consciência do “Pai interior”? Aquietando os sentidos humanos e ouvindo a “pequenina voz suave”. “Eu ouvirei Tua Voz”, pois, a transmissão deve sempre provir da Mente.

SEGREDO MAIOR

SEGREDO MAIOR

Joel S. Goldsmith

O maior segredo do mundo está na palavra “Silêncio”.

Este “Silêncio” significa a capacidade de se sentar em paz e

deixar as Realidades divinas Se manifestarem, de deixar

Deus falar, de deixar o Espírito Se exprimir,

de deixar a Verdade Se expressar.

DEUS, O ÚNICO PODER

 

DEUS,

O ÚNICO PODER

Joel S. Goldsmith

 

Uma das maiores descobertas desta época é a de que nossos problemas são causados por uma má-prática impessoal, universal, advinda da aceitação da crença em dois poderes. Podemos passar a reduzir a atividade desta má-prática e, por conseguinte, reduzir os nossos problemas, mediante uma diária realização da impotência da crença universal e diária lembrança de que o Espírito, a Verdade, é o único Poder operando na consciência individual.

 

Nossos estudantes não se esquecem um dia sequer de que tudo o que transpira na experiência deles é fruto de uma atividade da própria consciência; portanto, entendem ser fundamental haver uma constante lembrança de Deus como o único Poder, uma convicção de que aquele poder não está numa pessoa, ou efeito, mas unicamente na consciência invisível do indivíduo.

 

Por causa do senso mesmérico mundial, devemos regularmente trazer à consciente percepção a compreensão destes princípios revelados. Se formos negligentes com os princípios, inconscientemente estaremos aceitando os problemas da existência humana. Por outro lado, pelo consciente recordar de que Deus é o único Poder, e que inexiste poder no efeito, desmantelamos a crença ilusória em dois poderes e a atividade dela.

PRESENÇA DE DEUS: ÚNICA DEMONSTRAÇÃO NECESSÁRIA

Joel S. Goldsmith


“Não vos preocupeis quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir… Vosso Pai celestial bem sabe que necessitais destas coisas”. Este é o principio sobre o qual a demonstração de nossa vida inteira deve ser fundada. Nunca devemos tentar demonstrar qualquer coisa em qualquer tempo: nem saúde, nem prosperidade; nem suprimento; êxito em negócios; harmonia no lar ou nas amizades. Se o fizermos, estaremos demonstrando a finitude ou forma – e toda forma é destrutível e limitada. Em vez disso, deixemos de nos preocupar com o que havemos de comer ou beber ou vestir, ou como seremos alojados ou como melhorar nossos relacionamentos. Devemos buscar, em primeiro lugar, a realização de Deus; a consciência da Presença de Deus. Então Ele aparecerá como forma finita: como suprimento, como companheirismo, como lar, como transporte ou como segurança.

Deus é a “salvação de minha face”; “O Senhor é minha rocha e fortaleza”; “Deus é meu rochedo e nele confiarei”; “Deus é a força de minha salvação e meu alto retiro”; “Deus é meu refúgio”… Então por que demonstrar saúde, suprimento, segurança? Nossa necessidade não é de demonstrar altos retiros, abrigos e fortalezas, mas demonstrar Deus, que é torre alta, a proteção real, o único poder capaz de nos sobrepor às perturbações de toda espécie, sejam bombas, pobreza, discórdia etc…

Neste Caminho não tentamos demonstrar paz, mas, sim, a conscientização da presença de Deus. Ao adquirir esta consciência, encontramos nossa paz, nosso descanso, contentamento, abundância e plenitude em todas as coisas.

“Onde o Espírito do Senhor está, ali há liberdade” – liberdade do verdadeiro sentido: liberdade, justiça, misericórdia, benevolência, abundância.

A base inteira de demonstração deste Caminho é a conscientização da presença de Deus. Só isto é que devemos demonstrar. Não há espaço para qualquer outra demonstração. Não conheço melhor meio para eliminar febres e caroços; nenhum outro modo mais eficaz para levar um desempregado ao emprego certo; ou harmonizar desentendimentos em família, ou melhorar os negócios ou comunidades. Temos harmonizado disputas entre patrões e empregados; temos trazido reconciliação entre membros de família e pacificado relacionamentos humanos. E como podemos realizar todas estas coisas? De um só modo: conscientização da presença de Deus!

Quando somos solicitados a ajudar, através da contemplação e reconhecimento da Verdade – o que chamamos de tratamento – elevamo-nos a um plano de consciência tranqüilo, onde a presença de Deus pode ser realmente sentida e realizada. Deus se torna, então, algo mais do que a simples palavra ou conceito mental: converte-se em Algo atual, real, uma Presença perceptível, vivenciada, tangível, dentro de nós. Quase poderíamos dizer que vimos que vimos Deus face a face ou, pelo menos, que muitas vezes sentimos o Seu toque!
Tenho sentido esta gentil Presença em meu íntimo e ás vezes fora de mim, pela contemplação de Deus; em meditar e habitar nEle como uma realidade sempre presente.

Não importa o tipo de problema que estejamos enfrentando agora. A solução está em conscientizar a presença de Deus em nosso íntimo e deixar que Ele vá adiante de nós para acertar as coisas; que Ele caminhe ao nosso lado como proteção; ou atrás de nós, como real proteção. Deus não pode ser definido ou analisado, mas compreendido como uma Presença invisível.

Ninguém jamais comete o erro de tentar compreender o que Deus é. Ele está além de nossa compreensão, porque a compreensão é finita e Deus é infinito. Bem disse Maimônidas, o místico hebreu: “Dizer que Deus é, é tudo que se pode dizer ou conhecer de Deus. Dizer que Deus é bom, ou poderoso, ou presente, ou amor, nada mais é do que dizer que Deus é”. Esse é o único e necessário conhecimento. Dizer: Deus é, é compreender que não apenas Deus é, mas que se encontra mais próximo do que a nossa respiração; mais perto do que nossos pés e mãos. Nesse reconhecimento, o lugar em que piso é solo sagrado e ouço o Pai dizer-me: “Filho, tu estás sempre comigo; tudo o que é meu é teu. Sim, tudo o que Eu Sou, tu és”.

Todavia, da quantidade e qualidade da natureza infinita de Deus, só podemos demonstrar o grau de realização que tivermos atingido. No entanto, por pequena que seja nossa realização da Presença de Deus em nós, isso já produz milagres em nossa experiência!

EM QUE VOCÊ ACREDITA?

Joel S. Goldsmith

A palavra “fé” é pervertida quando se torna fé em alguma coisa ou alguém, mesmo em Deus. Não pode haver fé em pessoa alguma ou coisa alguma, em conceito algum ou idéia alguma. A única fé verdadeira que existe é a fé que confia em Deus para dirigir Seu universo sem qualquer ajuda do homem. Eu Sou não precisa de fé porque Eu Sou mantém a si próprio e, portanto, não precisa de ajuda.

Depositar fé em qualquer coisa externa – uma pessoa ou coisa, uma idéia ou conceito – é o mesmo que ter medo de bombas, de germes ou do tempo. Não deve haver fé em coisa alguma ou pessoa alguma, assim como não deve haver medo de coisa alguma ou de pessoa alguma. Então você pode descansar na segurança do É.

No momento em que tem fé em uma coisa ou um pensamento, em uma idéia ou um conceito, você constrói um ídolo e depois precisa curvar-se e adora-lo. Quando você fala em fé, não deve ser fé em. A princípio este tipo de fé exige um grau de coragem, porque significa que, enquanto houver quaisquer aparências negativas ou más, você precisará aprender a não temê-las e não pedir ajuda contra elas.

Quando você pede ajuda, a ajuda que está pedindo deve ser ajuda para ter a coragem de ignorar as aparências, embora você reconheça que existem aparências. Se pedir ajuda para livrar-se das aparências, você está no sonho humano. A capacidade de afastar-se do medo está em proporção direta com sua fé, uma fé sem a palavra “em”. Esta é uma idéia difícil de dar ou receber e você não pode recebê-la enquanto estiver tentando compreendê-la, porque a mente não pode apreender o intangível.

ORAÇÃO SEM PEDIDOS

Joel S. Goldsmith

I have been asking our students and will continue to ask, that they give one period of their meditation each day to God alone. Not for themselves, not their family, not for their business, not for their patients or students, and not even for peace on Earth, but for God alone. In other words reserve one period for a meditation in which we come to God with clean hands.

Tenho pedido aos nossos alunos, e continuarei a pedir, que eles dediquem um período de suas meditações diárias somente a Deus. Não por eles próprios, nem suas famílias, não por seus negócios, nem por seus pacientes ou alunos, e nem mesmo pela paz na Terra, mas tão-somente por Deus. Em outras palavras, que reservem um período de meditação em que irão a Deus com mãos limpas.

Pai, não busco nada. Não estou pedindo nada para ninguém. Não vim aqui para obter algo nem realizar algo. Estou aqui com o mesmo espírito com que iria ver minha mãe onde ela estivesse disponível. Apenas para visitar. Apenas para comungar. Apenas para amar. O amor entre minha mãe e eu é de tal natureza que adoraria me sentar perto dela, andar com ela, me sentar a seus pés, ou ficar em seu colo. Adoraria estar na companhia dela, sem me importar se por dias, semanas, meses, ou se ocasionalmente, apenas pudesse contar  com 2 ou 3 minutos de seu tempo. Nada desejaria dela. Nada estaria buscando. Apenas a alegria de estar em sua companhia, sentindo a alegria que flui naturalmente da mãe pra um filho, pra uma criança. Por isso estou aqui hoje. Você é o Pai e a Mãe de meu ser. Você é a Fonte de minha vida. Você é minha Alma, o meu Espírito. Você é Aquele que me faz pulsar. E eu venho neste momento apenas pela alegria da comunhão. Não tenho favores a pedir. Nem desejos. Passemos este momento juntos, em comunhão. De tal forma que, onde Você estiver, eu esteja. E que eu me lembre de que onde eu estiver, Você estará, por sermos um. Apenas pela jubilosa percepção de que estou em Você e Você em mim. Sim, e se possível, sentir a certeza de Sua Mão na minha, ou um toque de Seu dedo em meu ombro. A Sua Presença me basta, é Tudo! A Sua Presença!

ESPERE EM QUIETUDE

Joel S. Goldsmith

Sabe porque a demonstração da Verdade aprendida em O Caminho Infinito é tão reduzida? E porque os tratamentos e preces alcançam a tão poucos? Primeiro, porque na meditação é declarado conscientemente a Verdade sobre Deus, é conscientizada a natureza de toda forma de ilusão como isenta de substância, poder ou lei de sustentação, mas  SE ESQUECE DE AGUARDAR, EM QUIETUDE, a certeza interna de que Deus é o único Poder, única Lei, único Ser!

Ao encarar um problema, esquive-se dele mentalmente  e, de modo algum permita sua entrada em sua consciência. Declare ou pense em alguma Verdade sobre Deus, Seu Universo, Sua Presença e seu Poder. DEIXE QUE O PENSAMENTO SOBRE DEUS SE DESENVOLVA EM SEU ÍNTIMO! Declare ou pense tudo que você já sabe sobre a natureza do erro — pecado, doença, carência, morte. DECLARE QUE TUDO NÃO PASSA DE FORMAS DO MUNDO DA  CRENÇA — consciência coletiva da raça, pensamento mesmérico criador de “nadas”. Em seguida, ESPERE! Espere quietamente, silenciosamente, numa atitude de expectativa. Ouça a Voz interna, o “click”, a libertação.

Pratique isso várias vezes por dia. Aproveite todas as oportunidades, tanto com os seus problemas como com os de outrem. Lembre-se: a busca não visa a um crescimento material, mas a realização do Cristo. Somos instrumentos pelos quais o Impulso espiritual destrói o conceito mortal para revelar o homem real cujo ser “está em Cristo”.

O segredo da cura está nesta expressão: CRISTO-REALIZAÇÃO.

Sente-se ou deite-se confortavelmente, relaxe o corpo,  a mente, e sinta-se livre. Este estado receptivo exclui qualquer esforço mental. Você não estará procurando  Deus; antes, estará simplesmente RECEBENDO O CRISTO, de modo relaxado, sossegado e pacífico;  estará “sentindo” aquela Presença. E, nesse estado de receptividade, unicamente existe consciência, serenidade, pureza e paz. Não se prenda a nenhum desejo, motivo ou pensamento do ego — considere apenas idéias  de pureza; pureza e objetivo espiritual;  de pura alegria.

Conserve-se em paz, e a Palavra lhe virá: “Eis que estou convosco até o fim do mundo”…”Eu nunca o deixarei nem o abandonarei” — Eu Sou Você!

IMPERSONALIZANDO O ERRO

Joel S. Goldsmith

A história do mundo registra centenas de místicos que se elevaram tão alto em consciência a ponto de conscientizarem o Eu; no entanto, muitos jamais conseguiram desfrutar uma vida feliz, saudável e bem-sucedida, nem formaram um corpo de alunos capaz de revelar ao mundo a harmonia divina aqui disponível para todos. Por quê? Por quê, apesar de terem atingido tamanha elevação, continuaram às voltas com as discórdias deste mundo? Eis o motivo: não captaram a importância e o significado da natureza do erro.

Sem uma compreensão da natureza do erro, este mundo não será, na próxima geração, diferente do atual. Todos sabemos que tem havido várias revelações do Eu, mas, igualmente, sabemos que estas revelações não salvaram o mundo. A revelação da natureza do erro, combinada com a revelação do Eu, poderá cumprir este objetivo e irá fazê-lo.

Uma compreensão do não-poder do efeito é essencial

É verdade que a natureza do erro foi ensinada, em certa escala, nos primeiros anos de ensino e cura metafísicos, mas o real significado do princípio da nulidade e não-poder da doença não foi entendido. Acreditou-se que a mente, que foi tornada um sinônimo de Deus, era o poder que curava a doença; em resumo, que Deus era o poder que a removia. Contudo, se você aceitar a Verdade de que Deus é onipotente, logicamente concluirá o seguinte: “Ora, então nada, senão Deus, é Poder”. Isto implica a impotência de toda e qualquer coisa que se lhe apresente como poder, seja ela pessoa, circunstância, coisa ou condição. Poderá encará-la objetivamente e perceber quão impossível seria ela ser um poder ou possuir um poder, sendo que Deus é onipresente e onipotente, a única Presença e o único Poder.

Quanto mais conscientes ficamos da natureza de Deus como Onisciência, Onipotência e Onipresença, mais nos tornamos conscientes do não-poder deste mundo do efeito. Talvez você fique imaginando qual seria o motivo que provocou a não-descoberta deste princípio pelos antigos místicos, e a resposta é que suas mentes estavam condicionadas, assim como alguns dos místicos atuais estão condicionados. Eles acreditavam que o “karma” é poder, mais poderoso até que Deus, ou acreditavam que Deus se utiliza do mal para alcançar Seus intentos. Estavam tão condicionados, que não podiam abrir mão de sua crença no poder do pecado, doença, falsos desejos, carência e limitação. Isto é o que dificulta explicar este princípio àqueles que não se deixaram conduzir internamente a este ensinamento. Os que conseguiram fazê-lo, puderam logo aceitá-lo e compreendê-lo, certamente por já terem tido a oportunidade de comprovar o não-poder do erro de uma forma ou de outra. Contudo, seja qual for esta experiência, isto é somente um começo.

Os poderes deste mundo não são poder na Presença de Deus

Como fazem milhares de pessoas da atualidade, séculos atrás, também os hebreus oravam a Deus pela destruição dos males de seu mundo, mas nunca eles eram destruídos. Desde o advento do Cristianismo, os cristãos têm orado a Deus para vencer os males de seu mundo, e estas preces, igualmente, nunca foram bem-sucedidas. Pessoas de outras religiões e ensinamentos têm feito preces para dominar os males de seu mundo, mas estes não foram dominados. E isto jamais ocorrerá, a menos que haja o reconhecimento de que estamos todos perdendo tempo enfrentando o mal. Se Deus pudesse combater o mal, não precisaríamos orar a Ele para que assim o fizesse. Deus faria isto sem necessitar de nossas súplicas.

Não comece falando a Deus sobre algo que Ele não esteja já fazendo. A sabedoria de Deus é infinita – não a sua, mas a sabedoria de Deus. A sua sabedoria passa a ser infinita quando você “morre” o suficiente para as suas teorias, suas crenças, seus conceitos, e, em meditação, você se abre em consciência para receber a sabedoria de Deus. Somente assim, a sua sabedoria será infinita, por já não ser mais sua, mas a sabedoria de Deus.

Em suas meditações, eventualmente, você chegará a uma profunda comunhão com Deus, entrando em tabernáculo com Ele. Esta Presença é tão real e tangível quanto qualquer coisa que você tenha conhecido, ou até mesmo muito mais real; e, ao começar a comungar com este Espírito, através de suas meditações, Ele, em seu íntimo, logo o convencerá de que os poderes do mundo não são poder, e mais especialmente, de que os poderes malignos do mundo não são mal algum. De fato, nada é mal, exceto quando o pensar o torna assim. Aceitá-lo o torna assim; porém, em si e de si mesmo, o mal não existe.

Em qualquer grau de cura espiritual que você tenha experienciado, você já obteve a prova desta Verdade. Em outras palavras, se esteve com um resfriado, que supostamente era um poder, e obteve uma cura espiritual, então irá saber que isto provou que o resfriado não era o poder que ele alegava ser.

Se você teve uma doença mais séria, e através de sua própria consciência, ou consciência espiritual de alguém, pôde observar o sumiço da dor e dos sintomas, e a conseqüente restauração da harmonia, tudo o que realmente você experienciou foi a nulidade daquilo que estava surgindo como uma doença, porque se ela fosse alguma coisa, continuaria existindo como essa coisa. O próprio fato de ela ter desaparecido sem o uso de medicamentos materiais, cirurgia, ou outras aplicações de qualquer tipo, significa que não era, de fato, aquilo que alegava ser.

Mal, um hipnotismo universal

Todo mal, de qualquer nome ou natureza, é produto de um hipnotismo, ou má-prática universal, baseada na crença em dois poderes, e descrita por Paulo como mente carnal. Qualquer discórdia à nossa frente nada mais é que este senso mesmérico. Não se trata de uma crença minha ou sua: trata-se de uma crença universal, sob a qual nos colocamos, em virtude da nossa ignorância da Verdade.

Através da atividade da mente carnal, operando universalmente, submetemo-nos a este hipnotismo desde o momento da concepção; e, se estivermos vivendo sob a lei do bem e do mal, tudo poderá acontecer. Ou nos sujeitamos à mente carnal universal, às suas crenças e atividades, ou atenderemos mais e mais ao impulso espiritual.

Exemplificando, quando no outono caem as primeiras chuvas frias, provavelmente três ou quatro, dentre dez pessoas, pegam resfriado, não por causa de seus pensamentos errados, mas devido ao hipnotismo universal oriundo desta crença em dois poderes. Tal hipnotismo pode ser quebrado pela conscientização de que não é preciso nos sujeitar ao mesmerismo do mundo, e pela compreensão de que o hipnotismo, ou mente carnal, não é de Deus; não é espiritualmente ordenado, não é sustentado por nenhuma lei espiritual. Concluindo: ele não é poder.

Nós não lutamos contra o hipnotismo ou mente carnal; não discutimos com ele; não tentamos destruí-lo nem nos elevarmos acima dele. Para nós, o hipnotismo e a “mente carnal” são meramente nomes que identificam o bem e o mal como a essência de toda limitação, mas tão logo sobrepujemos a crença nos poderes do bem e do mal, iniciamos a dissolução da origem de nossas discórdias e desarmonias.

Quanto mais vivermos na conscientização de que não precisamos de nos sujeitar ao hipnotismo universal da crença mundial em dois poderes, mais nos libertaremos daquela influência para vivermos sob a Graça e não sob a lei. Quando compreendermos a Deus como Onipotência, poderemos, então, perceber que o hipnotismo, o mesmerismo, a mente universal, ou a crença universal em dois poderes, não são poder; e, à medida que percebermos isto, proporcionalmente nos libertaremos.

Esta crença universal da mente humana ou carnal somente pode atuar como poder por causa da nossa aceitação da mesma; mas, em si e de si mesma, inexiste qualquer poder na sugestão de um ser apartado de Deus ou de uma presença ou poder apartados de Deus. A única presença é Onipresença. Embora possamos acreditar que vemos um fantasma, embora possamos ver pecado, doença, ou morte, a única presença é a Onipresença.

Deus é o único poder, a despeito das aparências, e Deus é onisciência, todo-sabedoria. Portanto, não temos de conhecer coisa alguma sobre a atividade da mente ou do corpo; tudo que nos cabe fazer é descansar na onisciência de Deus, repousar em Sua sabedoria infinita. Ao permanecermos na Onisciência, Onipotência e Onipresença, poderemos convictamente afirmar: “Ah, sim! Não há presença alguma nem poder algum ao lado de Deus, e isto a que chamamos de crença em dois poderes – a mente carnal – não é poder. Isto não pode atuar sobre o homem nem através dele,”

O mal é impessoal

Todo mal é impessoal: não há pessoa em quem, sobre quem, ou através de quem ele possa operar. Seja uma alegação de tempo, de doença, ou de carência – seja qual for o nome ou a natureza do mal – o mal é impessoal. Não teve sua origem em mim, em você ou em qualquer pessoa, lugar, coisa ou condição. A raiz do mal é a mente carnal, ou a crença em dois poderes; e a crença de que existe poder na doença, no pecado, na carência, é o hipnotismo causador de toda a discórdia no mundo.

Ficaremos sem “mente carnal” à medida que conscientizarmos que, neste mundo todo, o bem e o mal não existem como entidades. Portanto, mesmo pensar ou dizer que tal pessoa, coisa ou condição sejam boas, significa permitir que a mente carnal nos controle. Há somente um Ser, uma Essência, um Poder, e este é Consciência – Deus. A Consciência não é boa nem má: Ela simplesmente É.

Para ser boa ou má, a Consciência teria que ter um oposto, e Ela teria que possuir graduações. Não há opostos em Deus; não há graduações em Deus: Deus é infinito; Deus é onipresente, onipotente, onisciente, o que impede que haja espaço para oposição, opostos, limitações ou finidade. Ao permitirmos que limitação e finidade operem em nossa consciência, estaremos trazendo a mente carnal à nossa experiência. A mente carnal não é sobrepujada através de lutas contra ela, mas através do reconhecimento de que ela se compõe de uma crença no bem e no mal.

Nós reconhecemos o bem e o mal na experiência humana

O que vimos não quer dizer que deixaremos de reconhecer o bem e o mal em nossa vivência cotidiana. Naturalmente, nós reconhecemos que uma condição de saúde é uma experiência melhor em nossa vida do que a de doença, e um dos frutos da vivência espiritual é um senso máximo de saúde que podemos estar agora desfrutando. Assim, enquanto é verdadeiro que humanamente aparentemos ser compelidos a reconhecer as limitações do bem e do mal, deveremos reconhecer que a Consciência não incorpora dentro de Si mesma quantidades ou qualidades de bem e mal, ou de limitação.

Ao nos envolvermos com a rotina das atividades diárias, internamente manteremos nossa percepção espiritual do Eu como consciência individual e o reconhecimento de que tudo que surgir em nossa experiência como pecado, doença, morte ou limitação é a mente carnal, o “braço de carne”, ou seja, nenhuma mente.

Não negaremos que haja maus motoristas, motoristas alcoolizados, descuidados ou incompetentes nas estradas. Enquanto o quadro humano for considerado, os trajetos estarão cheios de pessoas boas e más; mas, ao assim reconhecermos, assumiremos nossa postura espiritual: “Sim, esta é a aparência decorrente da crença no bem e no mal –mente carnal–, mas ela não é poder: não é ordenada ou mantida por Deus. Simplesmente é o “braço de carne”.

Através de nossa experiência humana, não poderemos evitar de tomar conhecimento de pecado, doença e pobreza no mundo, condições que no mundo estarão enquanto existir uma raça humana que não tenha se emancipado. Enquanto perdurar um mundo fundamentado na crença no bem e no mal, estes quadros estarão aqui para serem vistos: doença por toda parte, morte, insanidade, e todas as demais coisas componentes da mente carnal. O que irá determinar a harmonia de nossa experiência é a nossa reação a estes quadros, não por escondermos nossas cabeças na areia, afirmando ou declarando que eles não existem, mas por fazermos o reconhecimento: “Sim, eles são o braço de carne”. Têm poder temporal. Eles são poder para um mundo que crê no bem e no mal, mas não são poder para mim. Eu sei que existe somente um Poder”.

No início e nossa jornada espiritual, meramente saímos de um conceito mortal de mal para um conceito melhorado de vida humana, com mais saúde, mais prosperidade ou felicidade. Contudo, não é este o nosso objetivo final de vida. Este objetivo final é a realização espiritual, que eventualmente erradica a ambos os conceitos de vida humana: o bom e o mau.

A Onipotência do Eu

Ao testemunhar os males do mundo, se eles surgirem em sua vida ou na de seus familiares, vizinhos ou em sua nação, certifique-se de estar cobrindo os dois princípios maiores de O Caminho Infinito: primeiramente, abra a porta de sua consciência e admita o Eu; a seguir, faça o reconhecimento:

Não se atemorize. Eu estou com você. Não tema com relação àquele que está lá fora: Eu sou Ele. Eu estou aqui, e Eu estou lá. Não tema: Eu, em seu âmago, sou poderoso. Eu sou vida eterna. Eu sou o Caminho. Apenas confie em Mim. Não tema perigo algum, pois não há poder algum externo a você. Eu, em seu âmago, sou poder infinito, o poder-total, o único poder.

Viva pela Graça, pois Eu sou o seu alimento, seu vinho, sua água. Eu posso dar-lhe a água que, ao ser bebida, fará com que jamais volte a ter sede. Eu tenho alimento que você não conhece. Eu sou a ressurreição. Eu sou o Caminho para a sua paz; Eu sou o Caminho para a sua abundância; Eu sou o Caminho para a sua segurança.

Eu sou a rocha. Eu sou a fortaleza. Eu sou a muralha. Habite em Mim, e permita-Me habitar em você, e mal algum o atingirá. Nenhuma arma apontada a você irá produzir qualquer efeito. Por quê? Porque elas todas são sombras; não são realidades; não são poder. Eu, em seu âmago, sou onipotência, o único poder. Estas flechas, estes dardos envenenados, estes germes, estas balas, estas bombas: são todos sombras. São crenças num poder apartado de Mim. São a crença universal em dois poderes. Acredite em Mim como Onipotência.

Você não estará na Mística até que tenha aberto a sua consciência e aceito a Verdade de que Eu, em seu âmago, sou Ele, este Cristo encarnado em você, e que a Anunciação significa o nascimento do Cristo em você. Mas, quando aceitar isto, não se esqueça de que o trabalho somente estará completo quando você associar a onipotência do Eu, que é o primeiro princípio de O Caminho Infinito, com o segundo, que é o “não-poder” de tudo aquilo que estiver aparecendo como o mundo do efeito.

Reconheça o mal como a mente carnal

Em sua experiência, você estará lidando com pessoas de diferentes níveis de consciência, de várias graduações de bem e mal, e mesmo que elas tenham contato pessoal com você, não fugirá de seu conhecimento o mal em pessoas ativas nas ocupações nacionais e internacionais. Não será o bastante, posso lhe garantir, você apenas testemunhar o fato de que o Cristo está presente nelas. Você terá que dar o segundo passo e também reconhecer que a mente carnal não é poder. Somente assim a sua prece ou meditação estará completa. Uma vez feito o reconhecimento: “Eu, em meu âmago, é Deus; Eu, em seu âmago, é Deus; e a mente carnal, a crença universal em dois poderes, é não-poder”, então, e somente então, seu trabalho estará completo.

Não tente destruir o mal em alguma pessoa. Perceba a natureza universal da mente carnal, e então “anule-a”. Isto pode ser feito, porque jamais Deus criou uma mente carnal. Deus jamais criou dois poderes. Deus jamais criou o mal; portanto, ao realizar a “impersonalização” e a “anulação”, você conduzirá sua prece, tratamento ou realização a uma conclusão. Poderá, então, descansar e ficar certo de ter realmente lidado com a situação de forma espiritual e inteligente, por honrar a Deus num reconhecimento de Oniptência. Terá honrado a Deus num reconhecimento da Onipresença, a presença de Deus dentro de você, o próprio Eu de seu ser, e praticamente terá expulso o diabo, pela conscientização de que a mente carnal, a crença universal em dois poderes, não tem nenhuma lei de Deus a mantê-la.

O mal que tenta atingi-lo sempre se personaliza. Ele surge como um pecado, como uma tentação, como um falso desejo seu, ou de alguma outra pessa. Ele sempre se personaliza em “ele”, “ela” ou “você”. Observe como jamais você pensa no alcoolismo, mas pensa em alguém alcoólatra. Você nunca pensa na droga, mas no drogado. Você nunca pensa na mente carnal universal: você pensa no mau sujeito na prisão, porque o mal sempre surge numa forma personalizada. Ele veio a Jesus na forma de diabo. Ele sempre se personaliza, mas quando Jesus voltou-se contra ele, não havia diabo algum ali. Era somente uma tentação em sua mente, e foi em sua mente que ele teve de ser encarado.

Assim, não há nenhuma pessoa má a confrontá-lo. Não existe nenhuma condição maligna a confrontá-lo. Isto é uma personalização da impessoal mente carnal – não uma crença sua ou minha, mas a crença universal em dois poderes. Feito este reconhecimento e esta impersonalização, o mal sairá da pessoa, seja na forma de pecado, doença, falso desejo, etc. Sua saída é, às vezes, muito rápida; em outras vezes, é lenta, dependendo do grau de receptividade de cada um.

Nenhum poder divino é usado

Quando você aprender a impersonalizar o mal, não terá que apelar a um poder divino. Você poderá aceitar a Deus como Onipotência, mas somente se puder ver as assim-chamadas aparências malignas como maya, ou ilusão, e deixar, em vista disso, de pretender que Deus faça alguma coisa com elas. Quando se capacitar a agir assim, estará com a sabedoria espiritual. Poderá, então, dizer ao cego: “Abra seus olhos”. Contudo, no instante em que intencionar que um poder divino faça algo pelo cego, terá perdido a demonstração.

Se puder olhar para o paralítico, e dizer: “Levante-se, tome seu leito e ande”, você conseguirá dar-lhe ajuda; porém, se recorrer a Deus para que Ele faça algo por ele, estará participando do mesmo sonho vivido pelo paralítico. Os espiritualmente iluminados sabem que é desnecessário recorrer a Deus por alguma coisa, porque Deus está cuidando sempre de Seus negócios. Ele não precisa ser lembrado, dirigido nem clamado.

Se você deseja realmente honrar a Deus, saiba que Deus está sempre sendo Deus; Deus está sempre mantendo e sustentando Seu universo espiritual. Então, em sua soltura de Deus, irá conscientizar: “Que poder apartado de Deus existe? Que presença apartada de Deus existe? Não devo ser iludido por aparências.” Assim, você verá a retidão se revelar. Nenhum poder divino é usado. O poder divino estava presente desde o princípio, mas o reconhecimento da Onipotência e da Onisciência, e o reconhecimento da irreal natureza das aparências trouxeram-no à infinita manifestação.

Desperte da inércia rumo ao Ser

Está em nossas mãos! Dentro de nós reside nosso poder de determinar se valorizamos ou não nossa liberdade o suficiente para rompermos com a inércia mental que nos impediria de percebermos conscientemente a verdade duas, três ou mais vezes por dia.

Cada um possui um destino espiritual. Assim, o que nos impede de vivenciá-lo? A crença em dois poderes, o bem e o mal, que de tal maneira se cristalizou na consciência humana como uma má-prática ou hipnotismo; crença que nos mantém sob a lei e não sob o domínio da Graça! Uma vez conhecida a verdade de que toda forma de discórdia em nossa vida é uma forma de hipnotismo, e, na proporção com que pudermos aceitar que somos um Eu Divino, iremos ficar livres dos pecados, temores e doenças deste mundo. Nossa mente não tentará alcançar Deus, não buscará o bem: estaremos completamente livres de buscar qualquer tipo de coisa. Deus é; Eu Sou: nesta verdade permaneceremos repousados.

Minha vida e a vida de Deus estão unidas: somos uma só vida. Minha mente e a mente de Deus são uma só mente. Nada pode nos separar ou dividir. Nem a vida nem a morte podem separar-me da vida de Deus, do amor de Deus e da abundância de Deus, pois Deus está sendo AGORA. Eu não posso criar isto – nem mesmo Deus pode fazê-lo, pois já tem sido assim desde o princípio.

O que Deus uniu, nenhum homem, circunstância ou condição podem separar, e qualquer crença ou poder que eu vinha até aqui aceitando, referente a uma presença ou um poder apartados do Eu que Eu Sou, rejeito conscientemente embasado na Onipotência e Onipresença.

Impersonalize Deus; impersonalize o mal. Conheça a natureza do Eu como sendo universal; vida e existência universais. Não permita que o “véu” que personaliza Deus volte a ser colocado. Não faça nenhuma imagem de Deus: não faça nenhuma representação de madeira, de marfim nem de ouro; não faça sequer alguma imagem mental de Deus. Assim, você não estará personalizando Deus.

No minuto exato em que você retiver uma imagem de Deus em seu pensamento, estará personalizando-O, e ficará na expectativa de que aquele conceito formado é Deus; mas, conceito algum poderá ser Deus. Somente o Eu pode ser Deus, e você não será capaz de formar uma imagem mental do Eu. Esta é uma palavra que carece de descrição. Tente à vontade e verá: não irá conseguir fazer uma imagem mental do Eu.

Quando esta verdade lhe estiver desvelada, jamais ela voltará a ser encoberta para você. Jamais será capaz de retornar à mania de criar conceitos de Deus, ou de esperar de Deus que faça algo quanto à nulidade e impotência – não-poder – deste mundo do efeito. Sempre aquele sorriso lhe virá aos lábios, e a palavra Eu lhe surgirá; e então, você estará em paz, estará repousado. E nesse estado de quietude e confiança, você se tornará um observador de Deus em ação. Não irá impulsioná-Lo; não irá dar-Lhe força; não irá colocá-Lo em expressão: em quietude e confiança, apenas se tornará um observador, vendo-O trabalhar.

O NOVO HORIZONTE

Joel S. Goldsmith

O sentido que apresenta quadros de discórdia e desarmonia, doença e morte, é o mesmerismo universal que cria todo o sonho da existência humana. É preciso haver um entendimento de que, tanto uma harmoniosa existência humana como a mais discordante das condições do mundo, ambas são igualmente irrealidades. Deve ser percebido que todo o cenário humano é uma sugestão mesmérica, e que devemos nos elevar acima do desejo de vivenciar inclusive as boas condições humanas.

Compreendamos, integralmente, que uma sugestão, crença ou hipnotismo é a substância ou alicerce de todo o universo mortal, e que as condições humanas, boas ou más, são quadros semelhantes aos de um sonho, sem qualquer realidade ou permanência. Fiquemos desejosos de que desapareçam de nossa experiência tanto as condições harmônicas como as desarmônicas, a fim de que a Realidade possa ser conhecida, desfrutada e vivenciada.

Acima deste conceito de vida, existe o Universo do Espírito, governado pelo Amor, povoado pelos filhos de Deus que vivem no templo da Verdade. Este mundo é real e permanente: Sua substância é Consciência eterna. Nele não há percepção alguma de discórdia e nem mesmo de bem material ou temporário.

O primeiro lampejo da Realidade – do Reino da Alma – surge com o reconhecimento e conscientização do fato de que todas as condições e experiências temporais são frutos de auto-hipnose. Pela conscientização de que o cenário humano inteiro, com seu bem e seu mal, é ilusão, surge o primeiro clarão e experiência do Mundo da criação de Deus e dos filhos de Deus que habitam o reino espiritual.

Agora, neste momento de elevada consciência, somos capazes, embora vagamente, de contemplar a nós mesmos como livres de leis humanas, mortais, materiais e legais. Vemo-nos separados e apartados da limitação dos sentidos, e em certa medida captamos as ilimitadas fronteiras da Vida eterna e da Consciência infinita. Os grilhões da consciência finita começam a cair; os rótulos começam a desaparecer.

Passamos a não mais ficar com o pensamento preso à felicidade ou prosperidade humanas; tampouco ficamos preocupados com saúde ou lar. A visão “maior, mais grandiosa” chega ao foco. A liberdade do ser divino se torna aparente.

A experiência, a princípio, assemelha-se a olharmos o mundo desaparecer no horizonte e desabar à nossa frente. Não há apego a este mundo, nem desejo de a ele nos agarrarmos, provavelmente porque, em grande extensão, a experiência não ocorre antes que dominemos grande parte dos desejos pelas coisas “deste mundo”. De início não podemos falar dela. Há uma sensação de “não me toques, porque ainda não subi para meu Pai” – ainda estou entre dois mundos; não me toque nem me faça falar sobre ele, pois poderei ser puxado de volta. Deixe-me ficar livre para a ascensão, e então, quando estiver completamente livre do mesmerismo e seus quadros, direi a você sobre muitas coisas que olhos não viram e ouvidos não ouviram.

Uma ilusão universal nos prende à terra , às condições temporais. Conscientize isto, compreenda isto, pois somente através dessa compreensão poderemos começar a soltar suas amarras sobre nós.

Quanto mais fascinados estivermos pelas condições humanas boas, e quanto mais desejos demonstrarmos pelas boas coisas da matéria, mais intensa será a ilusão. À medida que nosso pensamento habitar em Deus, nas coisas do Espírito, maior liberdade de limitação estaremos conquistando. Paremos de pensar tanto nas discórdias ou nas harmonias deste mundo. Paremos de temer o mal e de amar o bem da existência humana. Na proporção com que assim fizermos, estará a influência mesmérica deixando a nossa experiência. As amarras terrenas começarão a desaparecer; as algemas da limitação começarão a ruir; as condições errôneas darão lugar à harmonia espiritual; a morte abrirá caminho para a vida eterna.

Nosso primeiro lampejo de que o paraíso está aqui e agora marca o início de nossa ascensão. Esta ascensão é, então, entendida como uma escalada acima das condições e experiências “deste mundo”, e ficamos aptos a observar as “várias moradas” preparadas para nós na Consciência espiritual – na percepção da Realidade.

Não ficamos restritos à evidência dos sentidos físicos; não ficamos limitados ao suprimento visível; não ficamos circunscritos às fronteiras visíveis; não ficamos presos aos conceitos visíveis de tempo e espaço. Nosso bem estará fluindo do Reino invisível e infinito da Alma, do Espírito, para nossa imediata apreensão. Deixemos de julgar o nosso bem em função de quaisquer das chamadas evidências sensíveis. Dos mananciais tremendos de nossa Alma surge a percepção instantânea de tudo que podemos utilizar para termos uma vida com abundancia. Nada de bom fica-nos retido, quando olhamos acima da evidência física diretamente para o grandioso Invisível. Erga os olhos! Erga os olhos! O Reino dos céus está próximo!

Eu estou rompendo o senso de limitação para você, como uma evidência de Minha presença e de Minha influência em sua experiência. Eu, o seu Eu, estou em seu âmago, revelando a harmonia e a infinidade da Existência espiritual. Eu, o seu Eu, e nunca um conceito pessoal de “eu”; nunca uma personalidade –, mas o Eu de seu próprio ser, estou sempre com você. Erga os olhos!