Amor É Luz -3

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Verifiquemos como o Amor inteligente atua como o cumprimento desse objetivo. Como sempre, partiremos do ponto de vista do Universo. Quando contemplamos o céu, não podemos deixar de admirar quão maravilhosamente é perfeito o funcionamento deste Universo. Cada galáxia se compara a uma comunidade de estrelas, planetas, etc. Cada galáxia é somente aquela galáxia, e nenhuma outra. Não há o menor conflito entre uma galáxia e outra. Não existe nenhum atrito entre certo conjunto de estrelas e planetas e algum outro semelhante. Tudo – galáxias, estrelas, planetas – funciona na mais perfeita harmonia.

Há uma notável unidade que podemos constatar pela atividade perfeita destes corpos celestiais. Esta Unidade é o Amor, e o objetivo deste Amor universal é manter inteligentemente o Universo em perfeita harmonia. A Oniação do Amor universal inteligente é a atividade universal inteligente e harmoniosa que rege toda a Existência. Ele está ativo como a atividade inteligente de cada galáxia, cada estrela e cada planeta. Está ativo como a atividade do nosso Planeta terra. Está ativo como Sua Vida, Sua Consciência, seu cotidiano e seu corpo.

O Amor oniativo desconhece barreiras. A linha de contorno chamada “forma do corpo” não separa o Amor universal de sua essência. Como podemos ver, a Oniação não é uma ação isolada da Vida, da Consciência ou da Inteligência. Na verdade, a Oniação é o Amor que é Vida, Mente, Consciência. Amor inteligente, vivo e consciente em ação: eis em que consiste a Oniatividade.

O Amor inteligente, vivo, consciente, é a essência de cada galáxia, estrela ou planeta. Tal Essência perfeita em ação é a Oniação. Oniação é Deus em ação. Deus é Amor; logo, Oniação é Amor ativo. O Amor, sendo inteligente, age de modo perfeito. A Mente, sendo Amor, age amorosamente. Assim se cumpre o objetivo do Amor universal. E o cumprimento desse objetivo é ininterrupto, sem que haja sequer um único ponto vago em que tal objetivo pudesse deixar de estar se cumprindo.

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Amor É Luz -2

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O chamado amor humano traz em seu âmago as sementes do medo, ódio, ciúme, dominação e apego. O amor humano gera o medo justamente por consistir de uma realização íntima de natureza transitória. O suposto ser humano acredita realmente que é capaz de dar ou receber amor. Pensa que o amor pode ser-lhe dado ou negado. Vive sempre receoso diante da possibilidade de perder seu ente querido, ou o amor que julga provir dele. Nos dois casos o medo está presente. É Indiferente qual possa ser o grau de felicidade que alguém demonstre possuir graças ao “amor” recebido de outro: sempre um receio oculto estará presente. Eis por que o amor humano jamais satisfaz de forma plena. Na maioria das vezes, o amor humano tem demonstrado ser uma experiência bastante frustrante.

O amor humano é uma ilusão. É uma ilusão vivenciada por um suposto homem, que integra por si, ou faz parte, do fictício mundo ilusório. Ele faz brotar as imagens ilusórias para, em seguida, amar aquilo que ele mesmo inventou. Mantém-se aprisionado à sua natureza fictícia. Sendo ilusórias por própria natureza, suas imagens e emoções necessariamente são todas enganosas.

Existe um só Amor, e este Amor único é Deus. Deus não consiste de atributos. Portanto, o Amor não é um atributo de Deus. Ele é o próprio Deus. Deus nem dá nem retém Amor. Deus não pode deixar de amar, por Lhe ser impossível deixar de ser o que Ele é. Seria fútil apelar a Deus na expectativa de receber Amor. Como seria infrutífero ficar esperando que Ele demonstrasse ou revelasse o Amor que tem por nós. O Amor que Deus é, é impessoal; além disso, Deus não pode deixar de amar, assim como não pode evitar de ser o Amor. Necessariamente Deus precisa ser aquilo que Ele eternamente é.

Deus é Amor eterno e infinito. Este Amor, obrigatoriamente, deve ser inteiramente impessoal. Jamais começa, jamais oscila e jamais termina. Nunca pode ser interrompido por intervalos de medo, conflito, ódio ou ciúme. No Amor infinito que Deus é, ninguém está deixando de ser amado. É impossível haver espaços vagos no Amor onipresente.

Temos afirmado que Amor e Inteligência são inseparáveis. Como isso realmente é verdade, um Amor que não for inteligente não poderá existir. A Inteligência precisa cumprir um objetivo inteligente. Assim, a Inteligência precisa cumprir o seu objetivo de ser Amor. Mas o Amor também precisa cumprir o seu objetivo de ser Inteligência. Se o Amor inteligente deixasse de cumprir o seu objetivo, teríamos de admitir que apenas uma parte do infinito objetivo de Deus estaria sendo cumprido. Desse modo, Deus em Si estaria incompleto.

Deus compreende a totalidade do que é necessário à Sua inteireza eterna e infinita. Tanto o Amor quanto a Inteligência são essenciais a esta inteireza. Caso estivesse presente, mas inativo, o Amor inteligente não estaria cumprindo objetivo algum! Nenhum objetivo poderia ser cumprido na ausência de atividade. Deus é Oniação; e o objetivo divino é cumprido através da Inteligência consciente, viva e amorosa.

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Amor É Luz- 1

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Costuma-se dizer que Deus é Amor, o que realmente é verdadeiro. Fala-se também que Deus é Luz, o que equivale a se declarar um fato estabelecido. Em vista disso, conclui-se que o Amor é Luz, e Luz é Amor. Vejamos como esta Verdade universal atua no Universo, no mundo e em nosso dia-a-dia. Observemos também a forma com que este Amor, que é Luz, funciona em nosso corpo como o próprio corpo.

 O enfoque inicial de qualquer Verdade deve ser a partir de um ponto de vista universal. Os dois principais motivos que justificam esta recomendação são: (1) Tudo que é Existente, no Universo e como o próprio Universo, é também Existente em e como a vida, o corpo e a experiência de cada Identidade específica. (2) Ao considerarmos qualquer Verdade a partir de sua universalidade, livramo-nos inteiramente do conceito de que podemos conhecer, possuir ou ser esta Verdade universal de modo pessoal.

 Vale recordar que o aparente possuidor de todo tipo de problema é o falso conceito chamado “ego pessoal”. Não há nenhuma Verdade pessoal. Há somente a Verdade impessoal, universal e infinita. Portanto, a única maneira de se considerar uma Verdade corretamente, e com sucesso, será necessariamente partindo-se do ponto de vista de sua universalidade.

 O Amor é uma Existência universal. Ele já está presente em toda parte, inteiramente por igual. É tão onipresente quanto a vida, a Consciência, a Mente, ou a Luz. O Amor é inseparável da Mente consciente viva. Não há qualquer linha delimitando o fim do Amor e o começo da Inteligência consciente viva. Ambos são a mesma Existência universal, sem limites de divisão entre si. Onde quer que a Consciência esteja, e também a Vida ou a Inteligência, o Amor ali estará presente.

 É óbvio que não falamos do amor humano. A emoção transitória conhecida por amor humano é, na verdade, mísera imitação do Amor onipotente e infinito que é Deus. Nada de natureza temporal se relaciona com o Amor infinito. Este último é ua Existência eterna. Além disso, o Amor é um fato onipresente, relativo à Existência inteira.

 O chamado amor humano certamente se inicia num determinado momento. Assim, inevitavelmente ele terá que ter um fim. Estando sempre à mercê de flutuações e mudanças, não há nada que o impeça de caminhar em direção extremamente oposta, ou seja, ao ódio. O amor humano é possessivo; frequentemente é usado como desculpa para dominar os chamados entes queridos. Não existe prisão maior do que a representada pelas restrições às quais alguém acaba se sujeitando em nome do amor humano.

 Com que facilidade encontramos aqueles que lutam para se livrar do jugo e das restrições do amor humano! Por outro lado, com a mesma facilidade verificamos que os que empregam esta errônea maneira de amar se julgam os únicos que deveriam sofre correções. Isso não é verdade. Alguém se deixar ser dominado ou restringido é tão errôneo quanto pretender dominar ou escravizar a outrem segundo este falso conceito de amor.

 Já ouvimos falar sobre os pássaros adultos, que jogam seus filhotes do ninho assim que eles tenham condições de voar. Isso realmente acontece. Mas há outro ponto que devemos observar: uma vez emancipados dos pais, estes filhotes se mantêm independentes. Não retornam aos pais para novamente receber alimentos ou algum outro tipo de ajuda. Eles descobrem que são livres, e esta própria liberdade os obriga a se manterem e a se autopreservarem por si mesmos. Assim, tanto os pais quanto os filhotes recém libertos ficam inteiramente livres. Este exemplo encerra mais uma lição: os filhotes não ficam retornando para verificar como os pais estão passando. Não se sentem o mínimo responsáveis pelos mais velhos. Concentram-se exclusivamente em suas próprias atividades, e permitem que seus pais sejam capazes de fazer o mesmo.

 Para se libertar inteiramente das correntes do amor humano, antes você mesmo terá que desfazer as amarras passadas à sua volta por você próprio. Como poderia estar livre o bastante para ajudar alguém a se libertar, estando você escravizado por esse conceito de amor? Impossível! Jamais vá ao encontro de alguém com o objetivo de conquistar a sua liberdade. A plena liberdade é algo que o próprio indivíduo terá de obter. Realmente, ninguém é capaz de libertar o outro. Pelo mesmo motivo, ninguém é realmente capaz de prender o outro. Liberdade é uma questão pessoal; cada qual é o responsável único pela sua. Ninguém pode dar liberdade a outro. A cada um cabe criar a própria liberdade.

 

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Ordem De Contemplação

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Em nosso estudo do Absoluto, não usamos visualizações nem damos tratamentos espirituais. Não há “receitas”; não podemos usar a Verdade. Que fazemos? Há algum meio de vermos a Verdade maravilhosa que contemplamos Se manifestar? Sim, e esse meio inclui uma ordem. Nada fazemos para que a ORDEM DIVINA exista: Ela simplesmente É! Nós apenas tomamos consciência desse fato. Melhor dizendo, focalizamos nossa atenção na perfeita ordem que constitui a Existência toda, em vez de “aplicarmos técnicas” para que algo passe a existir harmonicamente.

Há uma ORDEM nesta “contemplação”,  sem a inclusão de mentalizações ou processos racionais. Toda atenção é focalizada no perfeito Universo ordeiro, na perfeita identidade específica ordeira, e no perfeito Corpo ordeiro. Nada fazemos “de nós mesmos”; somente permanecemos conscientes de ser O PRINCÍPIO INTELIGENTE — ATIVIDADE — EM AÇÃO. Estamos ativos, mas nunca de nós mesmos. E esta atividade é Deus cumprindo seu próprio objetivo como a nossa atividade específica. Deus, sendo o Universo infinitamente ordeiro, age e cumpre Seu objetivo também de modo  ordeiro.

Isso não quer dizer que usemos tratamento ou fórmula. PORÉM, TODO ENSINAMENTO ABSOLUTO É INCOMPLETO,  SE NOS DEIXA FLUTUANDO NO ESPAÇO. Não importa quão verdadeiro e sincero possa ser,  ensinamento assim não é completo.  De fato, reconhecer o Universal Tudo como Tudo é de suma importância; mas, apenas este reconhecimento é insuficiente: ele constitui somente um aspecto da revelação Absoluta. Pouco nos adiantaria se ficássemos no desfrutar de um conceito separado de Universo e,  com qualquer ruído, descêssemos novamente ao encontro dos mesmíssimos antigos problemas. Contudo, se fizermos a trajetória completa, se percebermos a perfeita e eterna Natureza do Universo, da Identidade e do Corpo, estaremos “vendo” também completamente; e esta “contemplação” será manifestada como o nosso Universo, como nossos afazeres e como nossos Corpos.

É certo que Deus é Tudo. Deus realmente é a única identidade infinita; porém, Deus Se identifica especificamente como identidades distintas. Nenhuma identidade é um indivíduo ou pessoa separada; mas, cada uma é distinta: pode ser apontada como sendo esta ou aquela, e nenhuma outra identidade. Desse modo, em nossa “visão segundo uma ordem”, é essencial percebermos o “específico” (identidade individual) sendo o Tudo  identificado como “aquela identidade específica”, e, contudo, inseparável do Todo Universal que compreende toda identidade. Esta Verdade deve ser “vista” completamente. Isto quer dizer que é essencial percebermos que o Tudo é a inteireza da identidade específica e, também,  é necessário percebermos que a identidade específica é o TUDO, e nada mais.

Deus é específico em Sua Autoexpressão. Sendo específico, devemos ser também específicos em nossa percepção de Sua Expressão de Si mesmo. Por exemplo, se um chamado de ajuda lhe chega de Nova York, sua atenção se volta para a identidade específica que ligou. Mas, você sabe que tudo que se relaciona com tal identidade é o seguinte: ela é Deus identificado. Assim, de imediato você conscientiza que Deus é o Universo imutável, eterno, inteiro, a Vida perfeita, o Princípio, a Alma, Corpo e Ser que é o Universo. Você contempla estas Verdades durante alguns instantes. E então, a identidade específica aparece em sua Consciência. Você está consciente daquela identidade específica. Mas, antes de tudo, você está consciente de que aquela identidade é exatamente aquilo que você sabe que Deus é, e nada mais. Este é o sentido de “ser específico” em sua visão.

Nada há de metódico ou frio nesta revelação: pelo contrário, sentimos o Amor jorrar em todo o nosso ser, sentimos ser todo o Amor que existe em e como o Universo.

Lembre-se: NUNCA INCLUA A IDENTIDADE ESPECÍFICA EM SUA CONSCIÊNCIA ANTES QUE TENHA VISTO, SENTIDO E EXPERIENCIADO O TODO INFINITO, DEUS, AMOR, COMO O UNIVERSO INTEIRO. Este ponto é de importância máxima: primeiro, sinta e experiencie a Totalidade que é Deus; depois, perceba este Um total perfeito sendo a totalidade daquilo que existe referente ao ser específico que lhe solicitou ajuda.

Não damos “tratamento”; não focalizamos nossa atenção na identidade específica; não enviamos pensamentos nem projetamos tratamentos. Nada disso. Ocorre simplesmente que, repentinamente, a identidade específica surge exatamente aqui, em nossa Consciência, e nós, sem esforço algum, percebemos Deus sendo a totalidade desta identidade.

Por que é tão importante percebermos primeiro Deus como sendo a inteireza que compreende o Universo, ou primeiro percebermos a natureza do Universo como sendo Deus, antes de percebermos a natureza da identidade especifica? PORQUE É ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL PERCEBERMOS O QUE DEUS É COMO O TODO, A INTEIREZA DE TODA A EXISTÊNCIA, ANTES QUE POSSAMOS PERCEBER O QUE DEUS É COMO A EXISTÊNCIA DA IDENTIDADE ESPECÍFICA. Além disso, isso impede que tentemos “dar tratamento” a alguma pessoa, iludidos pela crença de que existe alguém separado de Deus e necessitado, realmente, de nossa ajuda.

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A Verdade-1

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Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem seria digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.

Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois, já não havia se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.

Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.

Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.

Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.

A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência, aquele conhecimento, que permanecêssemos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.

O fato estabelecido, de que um mais um é igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.

Frequentemente, temos conhecido a Verdade de uma forma que Ela se opusesse a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já está é, neste exato instante. Nós jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos atermos àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.

Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois, agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Auto-reconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.

Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo é tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra daquilo que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois, VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreenda a Verdade?

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“Considerai Os Lírios!”

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Através da contemplação destas três palavras, uma riqueza tremenda da Verdade pode ser revelada. “Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham nem fiam; e digo-vos que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles” (Lucas 12:27). Jesus estava se dirigindo a uma multidão, e pouco antes de fazer esta declaração tão significativa, ele prevenira quanto à desaprovação de se “estar apreensivo”. Um cuidadoso estudo dos versículos precedentes à sua advertência, para se “considerar os lírios”, será de grande valia para a percepção do enorme significado  destas três palavras.

“E disse aos seus discípulos: Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que o vestido. E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?” (Lc. 12; 22-23, 25-26). Nestas poucos declarações, Jesus procurava preparar a consciência dos ouvintes para o glorioso fato de que a eterna e imutável perfeição completa É; ademais, cuidava de assegurar-lhes que nada necessita de ser mudado, ou pode ser mudado através do pensar.

Ele ensinou-lhes plenamente que a Vida não está contida num corpo feito de matéria nem tampouco é por ele confinada. “Mais é a Vida do que o sustento”, declarou ele, e deixou claro que o Corpo não é somente um traje ou vestimenta temporária em que a imutável Vida eterna estaria alojada. “Mais é o corpo do que o vestido”. Então prossegue ele revelando a futilidade de se tentar prolongar a Vida, ou mudar o Corpo por meio do chamado raciocínio ou pensar humano. Jesus sabia que a imutável Perfeição eterna não pode ser tornada perfeita. Também sabia que a suposta mente humana jamais poderia perceber a Vida eterna, consciente e perfeita que constitui a Inteireza de todo mundo; e esta Inteireza significa toda a Substância, Vida, Consciência e Inteligência que compreende o Corpo.

A declaração de Jesus de que “pensamento” não pode mudar o corpo foi imediatamente complementada pela revelação de que, uma vez cônscios de nossa Identidade imutável, não precisamos, absolutamente, nos preocupar com o Corpo. Com efeito, segundo suas palavras, a Verdade importante a ser reconhecida, é que Deus é a Presença Total, a Presença única.

O que de fato ele está dizendo, é que esta percepção da Natureza de Deus como sendo Tudo é essencial, a fim de que se descubra a Natureza daquilo que constitui o Corpo. Jamais se descobre a Natureza perfeita e eterna do Corpo de Luz pela meditação ou pela concentração que considera um ponto da Infinitude chamado “corpo”. Pelo contrário, a Natureza verdadeira do Corpo é descoberta pela plena abertura da Consciência, considerando-se a Beleza da Perfeição imutável, eterna e infinita que constitui o Universo. DEUS É ESTE UNIVERSO. Uma vez conscientizada a Natureza perfeita e imutável do Universo, a Natureza perfeita e imutável do Corpo deverá ser revelada, pois a Natureza do Universo e a Natureza do Corpo são uma e a mesma; e não há nenhuma outra.

Chegamos agora ao tema em questão: CONSIDERAI OS LÍRIOS. Talvez fosse interessante aclararmos o significado da palavra “considerar”. Dentre as definições registradas no dicionário, encontramos: ver atentamente; observar. De fato, a definição original está relacionada com a observação de astros e constelações. Isto é interessante em vista do fato de a Bíblia declarar: “Considerai os céus”. Além disso, sabemos que Davi, o salmista, achava-se em grande elevação quando estava considerando os céus.

Percebemos que “considerar” não significa pensar nem concentrar-se mentalmente. Para podermos considerar, será preciso que haja uma Existência para ser considerada. Para que possamos observar, será preciso que haja Algo para ser observado. Assim, passamos a perceber a Natureza daquilo indicado por Jesus como digno de consideração: os lírios, apesar de não trabalharem, eram gloriosa evidência de Vida, Consciência, Inteligência, Paz, Oniação e Beleza.

Os lírios nada precisaram fazer para ser aquilo que já eram. Exatamente aqui, há uma verdade vital a ser percebida. A Onipresença da Perfeição imutável, maravilhosa e eterna, jamais é revelada por “se fazer algo”. Pelo contrário, esta revelação se dá mediante tranquila e serena consideração ou observação do fato imutável e eterno daquilo que já existe.

Quando considerarmos o Fato existente relativo a algo, estaremos considerando a Natureza genuína ou a Verdade sobre o que estiver sendo alvo de nossa consideração. Tem sido declarado: “Eu Sou a Verdade”. Jesus não fez sozinho tal afirmação. Cada um de nós vem conscientizando a sua própria Existência como sendo a Verdade nas diversas oportunidades. É preciso, agora, percebermos o seguinte: nós somos exatamente esta própria Verdade, ou Fato existente, objeto de nossa consideração, contemplação ou observação. Vamos ter conhecimento de que a Natureza verdadeira da totalidade de nossa Vida, Mente, Alma, Consciência, ser e Corpo. Em outras palavras, cabe à Mente que é a Verdade conhecer esta Verdade. Cabe à Consciência que é a Verdade ter a percepção desta verdade. Isto é conhecido como “ser o que estivermos vendo”.

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Identidade Eterna

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Quando a autora buscava pela Luz da palavra “Identidade”, um caso aparentemente esquecido há muito tempo veio-lhe à memória com cristalina nitidez. Cônscia de que a Mente Se revela constantemente como resposta Onipresente a toda indagação, manteve a Consciência aberta e receptiva para perceber a revelação presente naquela lembrança. E foi com a Luz revelando o significado daquela ocorrência, que a Verdade total e gloriosa da palavra “Identidade” pôde ser percebida. Graças a isto, você está recebendo agora aquela revelação.

O episódio lembrado era do tempo em que a autora era uma colegial adolescente. Havia chegado um hipnotizador ao lugarejo em que ela vivia e estudava. Como aquilo era considerado um evento, toda a classe compareceu à exibição. No grupo havia um rapaz extremamente tímido, de tal forma, que tinha enorme dificuldade em se postar diante da classe quando era chamado por algum motivo. Quando o hipnotizador solicitou a presença de um voluntário para ajudá-lo na exibição, o grupo de alunos empurrou à frente aquele rapaz tímido. Ao sentar-se, o hipnotizador lhe disse que ele estava colado ao assento da cadeira, impossibilitado de se levantar. E ele parecia estar mesmo incapacitado de se erguer, apesar de todos os esforços naquele sentido. Somente após o hipnotizador informá-lo de que estava livre, pôde ele levantar-se.

Em seguida, foi-lhe asseverado que havia uma enorme maçã grudada na ponta de seu nariz. Suas contorções na tentativa de remover a maçã inexistente eram ridículas. Para nós, aquele foi um espetáculo hilariante, principalmente para aqueles que o conheciam mais de perto. Quanto ao rapaz, ao ser finalmente dispensado, estava tão embaraçado que deixou o local rapidamente, deixando de comparecer às aulas por vários dias.

Este caso foi contado em detalhes porque será muito útil em sua percepção da Luz decorrente da palavra “Identidade”. Que ocorrera com aquele rapaz? Ele se modificara? Tornara-se alguém diferente de quem sempre estivera sendo? Não, em absoluto. O que pareceu ter ocorrido, foi que aparentemente ele havia perdido temporariamente a sua identidade. Lembre-se, porém, de que aquela perda foi somente aparente e de curta duração. Perdera ele realmente a sua identidade? Definitivamente, não. Quando retornou às aulas, continuou sendo exatamente o mesmo rapaz tímido que conhecíamos. Não ocorrera a mínima alteração em sua identidade. Mesmo enquanto passava pelas agruras daquela experiência, sua identidade permaneceu sendo a mesma. Como podemos observar, ele não havia perdido a sua identidade.

Eis a REVELAÇÃO. Tem-nos parecido, também, que temporariamente chegamos a perder nossa Identidade. Porém, esta perda é apenas aparente. De fato, nossa Identidade jamais sofreu alterações nem veio a ser afetada sob qualquer aspecto. No decorrer de toda a eternidade, nossa Identidade individual tem existido exatamente como agora ela se encontra: perfeita, integral e gloriosamente livre. Há uma Mente única Se identificando como cada um de nós, e Ela não está sujeita a hipnotismo ou perda. Na verdade, não existe mente alguma capaz de iludir a Mente única, que é a Mente Global. Deus, a Mente Única, jamais perde a Sua própria Identidade. Deus é Identidade infinita, e está infinitamente individualizado. Deus não perde nem modifica Sua Identidade individualizada, que está revelada como VOCÊ.

Este VOCÊ, que exatamente agora você é, é o VOCÊ idêntico que sempre tem existido, e que sempre vai existir. Você jamais teve início, jamais passa por mudanças, e jamais terá fim. Você jamais chegou a ser um outro, além de Você próprio. A partir de agora, ao dizer: “Eu e o Pai somos um”, saberá que o sentido real de suas palavras é este: “Eu e o Pai somos idênticos”. Deus é o único “Eu” capaz de Se identificar como o “Eu” de VOCÊ.

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A Ceifa-3 (Final)

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Em João, 4: 35, encontramos |Jesus dizendo: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa”. A ceifa não vem. A ceifa não se vai. A ceifa é. A ceifa é Infinitude. A ceifa é Deus, que é a sua Consciência e a minha. A ceifa é Deus sendo Deus como a sua identidade plena e completa. A ceifa é Deus sendo Deus como a Inteireza, a Integralidade, a Totalidade, e a Evidência de Si mesmo – aquilo que constitui este Universo inteiro. Isto é VOCÊ. Esta é a sua ceifa.

Como você sabe, entre nós há aqueles que veem a Inteireza que está eternamente aqui. Através dos tempos, tem havido sempre aqueles que enxergam “com os olhos do Espírito”, e esta maneira iluminada de “enxergar” está crescentemente sendo a experiência dos que estudam o  Absoluto em seu ultimato.

Por exemplo, quando nós enxergamos uma árvore (realmente a enxergamos), podemos vê-la TODA. Nós vemos a raiz, a semente, o tronco, os galhos, as folhas, flor e fruto maduro, simultaneamente. Se você não viu esta Inteireza, não force tentar vê-la nem visualizá-la. Se fizer isso, apenas adiará esta gloriosa experiência. Não se preocupe com o fato de estar ou não enxergando-a dessa maneira; em vez disso, “conserve sua Mente estabelecida em Deus”. Chegamos a mencionar este aspecto da iluminação somente para esclarecer o significado espiritual da palavra “ceifa”. Como se pode observar, este foi o modo com que Jesus enxergou as terras. Ele viu a Inteireza que já existia. Viu que a Vida eterna é Vida completa. Ele viu que a semeadura e a ceifa eram simultâneas.

Em João, 4: 36, Jesus diz: “E a ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem”. Se você contemplar a grandiosa Verdade que está revelada neste único versículo, poderá se maravilhar e se deleitar com a gloriosa conscientização que possivelmente irá vivenciar. Basta que se diga o seguinte: você irá descobrir que palavras como “Inteireza”, “Totalidade”, “Unidade”, “Eternidade”, e tantas outras, estarão insistindo por serem reveladas e reconhecidas.

 

F  I  M

A Ceifa-2

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No 13° capítulo de Mateus, Jesus propôs a parábola do joio. Quando a multidão se dispersou, Jesus falou particularmente sobre ela com seus discípulos. Nos versículos 39 e 40, ele fala da ceifa como fim do mundo, ou o fim deste mundo. Sim, isto é verdadeiro. A Integralidade, a Inteireza, a Totalidade, que é Deus, (a Ceifa) conscientemente percebida, significa que não existe percepção alguma de um mundo de matéria, ou do “homem cujo fôlego está em suas narinas” (Isaías, 2: 22). Em outras palavras, nós vemos as coisas como elas são, ao invés de ver a ilusão distorcida que elas aparentavam ser.

Por exemplo, quando a ilusão de um homem com a mão mirrada foi trazida a Jesus, ele simplesmente disse: “Estende a tua mão”. Ele não disse “Eu vou curá-lo”; tampouco disse: “Eu vou tornar a sua mão perfeita”. Ele meramente ordenou: “Estende a tua mão”. Estenda a sua mão verdadeira, eterna, integral, imutável e completamente perfeita. Jesus nem mesmo via alguma mão mirrada. Via somente a inteireza, a integralidade, a perfeição que era a única mão existente.

Oh! Há um profundo sentido e poder nesta conscientização! Como se vê, não existe nada em ou como este Universo todo, que alguma vez possa ser tornado inteiro, completo ou perfeito. Não é preciso haver tratamento ou trabalho mental, para a perfeição imutável eterna que já é, ser o que ela é. O chamado tempo não é necessário para a Perfeição ser evidenciada como ela é. Se a Perfeição for onipresente, (e Ela é), então a Perfeição é Onipresença. Onde poderia haver imperfeição? O que poderia ser imperfeito? Se tudo é completo exatamente aqui e agora (como de fato é), então a Perfeição completa está evidente exatamente aqui e agora, e inexiste qualquer outra evidência.

 

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A Ceifa-1

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A palavra “ceifa”, como está empregada em nossa Bíblia, é uma das palavras espiritualmente bastante significativas. Muito tem sido escrito e falado sobre esta palavra “ceifa”, e é ótimo que sua importância tenha sido percebida. Realmente, esta é uma das mais importantes palavras da Bíblia, pois significa Integralidade, Inteireza, Totalidade, Infinitude, Eternidade, e ela encerra todo esse conteúdo exatamente agora. Ela indica que o tempo não existe. Indica que não existe nenhum ir e vir. Indica que não existe nenhum aqui e acolá. Esta palavra tem esse significado todo, e muito mais.

Conforme é percebido na iluminação última, a palavra “ceifa” revela que Tudo já está completo, exatamente aqui e agora. Não há nada em existência que comece, se desenvolva, se transforme e termine. Tudo é sempre renovado, mas não existe nenhum “tempo” envolvido nesta “novidade” eterna. Significa que Tudo está sempre presente, sem que haja qualquer “espaço” envolvido nesta “Sempre Presença”.

Que distância Jesus teve de percorrer, a fim de perceber o suprimento de pães e peixes? Quanto tempo ele gastou? Onde é que eles estavam? Quando? Eles tiveram de ser criados, para poderem estar presentes? NÃO! Eles já estavam ali, e estavam completos. Jesus conhecia esta Verdade, e Ela foi evidenciada onde e quando parecia haver insuficiência de alguma coisa incompleta. Você irá se lembrar do rapaz que disse a Jesus haver somente alguns pães e peixes para alimentar aquela grande multidão! Mas Jesus nada sabia de insuficiência. Ele nada sabia de uma ausência de algo que se fizesse necessário para o momento. Não conhecia nenhuma ausência de Deus.

A palavra “ceifa” tem também o significado de “integralidade”. Integralidade significa Tudo. Tudo significa Toda Presença, Todo Poder, Todo Suprimento, Toda saúde, Toda Paz, Toda Alegria, Toda Beleza, Toda Inteligência, Toda Vida, Toda Consciência. Ser Toda Consciência significa ser completamente consciente de ser Toda a Verdade que você estiver “vendo”. Não é de se admirar que Jesus pudesse tão confiantemente dizer: EU SOU A VERDADE.

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A Evidência Da Verdade-3

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Vejamos mais um exemplo deste aspecto de nossa contemplação. Suponhamos que você esteja consciente daquela Verdade que é a Visão. Novamente, você está consciente como a Verdade completa que é Visão perfeita. Sua Consciência como Visão perfeita, ou da Visão perfeita, não é separada da Evidência que é Visão perfeita. Ela não é sua contemplação desta Verdade e a manifestação da Visão perfeita. Antes, você, consciente da Visão que é Visão perfeita, é a própria Evidência da Verdade que é Visão perfeita. Resumindo, a Consciência que você é, consciente de ser a Verdade que você está “vendo”, é a Substância, e a Atividade – a Evidência em Si. Você agora é capaz de notar porque é impossível o atraso da Evidência de qualquer Verdade que você contempla. E pode, também, perceber porque é inevitável que a evidência seja simultânea com a contemplação.

Aqueles que se dedicam a atender chamados de ajuda, podem avaliar quão útil lhes será esta forma de contemplação, quando os pedidos vierem de quem não está presente. Aqui, de novo, é bom que fique alerta quanto à ilusão de dualidade. Se lhe parecer estar separado da Consciência de quem solicitou auxílio, este “senso de separatividade” é dualismo. A CONSCIÊNCIA NUNCA ESTÁ DIVIDIDA. Você não está tentando reconhecer alguma Verdade para – ou sobre – alguém que seja uma Consciência separada da Identidade consciente que você é. Assim, você não tenta “alcançar” a sua Consciência. Na verdade, sua primeira percepção é de que a Consciência que você é, é a mesma Consciência indivisível que ele é. Mas você não irá parar nesse ponto. Você percebe, também, que a Consciência que ele é, é exatamente a mesma Consciência indivisível que você é.

Desse modo, sua percepção da UNICIDADE é completa. Você sabe que você é a Consciência em toda parte, mas ele também é Consciência em toda parte. Em consequência, toda Verdade que você estiver percebendo, ele estará percebendo igual. Exatamente aqui, a Verdade preciosa, o Amor, é importante. O Amor é sua Unicidade. O Amor é a Unicidade dele. O Amor é a sua Consciência de ser o “EU SOU” que você é. O Amor é a Consciência dele  de ser o “EU SOU” que ele é. Nunca pode haver dualidade no Amor.

Há vezes em que a simples percepção de ser a Verdade que você está percebendo é tão clara e poderosa, que o assim-chamado paciente instantaneamente manifesta a Perfeição por você percebida. Nesses casos, você não estará ativamente consciente da Identidade específica. Mas, pode ter certeza de que a Consciência onipresente, indivisível e universal, que você é, terá cumprido Seu objetivo como a Consciência de sua Identidade específica. Este é o significado da maravilhosa declaração bíblica: “E será que antes que clamem, eu responderei, estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24).

 

F  I  M

A Evidência Da Verdade-2

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É impossível haver Consciência e Verdade, pois a Consciência É TODA A VERDADE. Tampouco pode haver Consciência, Verdade e Evidência. Consciência, Verdade, Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL. A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de ser a Substância que é aquela Verdade contemplada por Ela. Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela.

Consideremos como esta Verdade Absoluta manifesta a Si mesma. Por exemplo: Dizemos com frequência: “Eu estou consciente da Verdade”, ou “Eu estou conhecendo a Verdade”. Estar consciente da Verdade pode muito bem significar para nós que a Verdade da qual estamos conscientes seja algo separado da Consciência que somos. Frequentemente parecemos conhecer a Verdade como se Ela fosse algo além da Mente que nós somos. Exatamente aqui parece haver um senso de dualidade.

Suponha, por exemplo, que ao responder a um chamado de ajuda, você esteja contemplando a Verdade que é Vida eterna. Você está consciente da Vida porque está consciente como Vida estando consciente. Vida é Verdade. Você está consciente da Verdade que é Vida. Mas a única Vida que há, é Vida eterna. Assim, você está consciente como aquele aspecto de seu Eu que é Vida eterna. A sua consciência da Vida eterna não é sua percepção desta Verdade e da Vida eterna. Antes, é sua própria Consciência como Vida eterna, é a própria evidência –manifestação—da Vida que é eterna. “A ilusão chamada “morte” sequer pode jamais ser evidenciada, quando você percebe com plena clareza estas Verdades).

Talvez você esteja contemplando aquele aspecto da Verdade que é Substância. Você está consciente da Substância por ser você a própria Consciência que é Substância. Em sua contemplação, você percebe aquele aspecto da Verdade que é Perfeição, pois toda Substância é Consciência perfeita. A própria Mente, Consciência, que você é, contemplando a Perfeição que é Substância – a substância que é Perfeição –, é a manifestação instantânea da Verdade que você está contemplando. Não existe nenhuma dualidade presente aqui.

A manifestação desta Verdade não pode ser algo que venha a seguir, ou posteriormente, com relação à sua Consciência deste aspecto da Verdade. Antes, sua Consciência sendo esta Verdade, ativa em contemplação desta Verdade, é a manifestação presente da Substância que é perfeita—a Perfeição que é Substância. 

 

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A Evidência Da Verdade-1

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Às vezes, apesar de nossa conscientização de uma Verdade ser muito clara, a sua manifestação não se torna visível. Precisamos ficar alerta quanto a esse ponto, senão ficaremos questionando: “Por que a evidência da Verdade que eu vejo tão bem não está aparecendo? Que está havendo em minha consciência que pode estar bloqueando esta manifestação? Será que minha compreensão não é suficiente para encarar esta situação? Que Verdade estaria falhando em enxergar?”

Estas, e muitas outras perguntas similares, se mostrarão tão persistentes, que antes mesmo que nos demos conta, estaremos negando a própria evidência que esperávamos perceber. Estas perguntas seriam uma aceitação de que a evidência da Verdade por nós percebida não se encontra já presente, aqui e agora. E mais: tais perguntas nos induziriam a pensar que, embora a evidência esteja ausente, ela poderia vir a aparecer, caso nossa compreensão aumentasse suficientemente para isso. Desse modo, se isso fosse realmente possível, estaríamos atrasando a própria evidência que tanto queríamos ver e experienciar. Estaríamos aceitando a ilusão chamada “tempo”.

Percebamos o glorioso Fato Absoluto: a evidência de toda e qualquer Verdade já está presente em e como a nossa Consciência, antes mesmo que parecêssemos nos defrontar com um problema. Agarremos este aspecto da Verdade, e também o eterno Fato de que a Verdade é sempre a Sua própria evidência.

Você naturalmente já sabe que a dualidade sempre tem sido a base de todo atraso ou aparente falha em sua percepção e manifestação da Verdade. Quando você parece olhar adiante, em relação à evidência, um “tempo” de separação entre a “visão” e a manifestação desta “visão” aparenta existir.

Há, porém, outro aspecto de dualidade a se considerar: a separação entre a consciência desta Verdade e a sua evidência aparenta existir. Por quê? Por ser comum considerarmos a Consciência como Algo, e a manifestação da Consciência como alguma coisa a mais, que esteja para vir em seguida ou aparecer. Devemos dispensar para sempre a palavrinha “e” em toda contemplação que fizermos da Verdade. Nunca há Consciência e Sua manifestação. Há sempre Consciência sendo Sua manifestação, ou sendo Sua própria evidência.

A Consciência que você é, é a própria Essência e Atividade de toda e qualquer Verdade que você contempla. CONSCIÊNCIA REALMENTE É SUBSTÂNCIA. CONSCIÊNCIA EM CONTEMPLAÇÃO É SUBSTÂNCIA EM AÇÃO, A SUBSTÂNCIA QUE ESTÁ EM AÇÃO É A EVIDÊNCIA DA VERDADE QUE VOCÊ PERCEBE.

 

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Vendo Do Ponto De Vista De Deus

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O homem, como aparenta ser, é limitado em praticamente todos os aspectos de sua existência. Embora cada identidade seja eterna, a ilusão chamada “vida humana” aparenta ter começo e fim. Esta experiência humana, completamente ilusória, é limitada porque é suposto existir uma limitada quantidade de “tempo” em que o homem pode permanecer vivo. Inerentemente, sabemos que este limitado conceito de vida é incorreto, e nem é necessário, razão pela qual nos rebelamos contra ele.

Tentamos prolongar a vida, e tentamos escapar ou dominar este falso conceito de limitação em todos os aspectos de nossa experiência. Sempre, neste limitado cenário ilusório, estamos procurando nos livrar de alguma falaciosa ideia de limitação. Vejamos, a partir de agora, o que deve ser feito para que nos libertemos de todas estas limitações ou crenças equivocadas.

Devemos percorrer o caminho todo, em nossa “visão”. Isto significa que temos de discernir toda a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, em vez de fazermos isso partindo do fictício ponto de vista limitado do “homem nascido”. Devemos ver tudo a partir do ponto de vista da Inteireza impessoal viva, perfeita, eterna, indivisível, que é Deus – o Universo.

Quando percebermos toda a Existência do ponto de vista divino, e não do limitado ponto de vista do homem supostamente nascido, perceberemos do ponto de vista da Perfeição eterna, ininterrupta e constante. Perceberemos também esta Perfeição como TUDO O QUE SEMPRE ESTÁ PRESENTE. Todo falso sentido de dualidade é transcendido nesta ilimitada percepção. Nunca estaremos conscientes de algo ou de alguém separado do UM infinito que nós somos. Tampouco estaremos conscientes de Deus “e” homem, Mente “e” ideia, Causa “e” efeito, Luz “e” treva, Inteligência “e” ignorância, Amor “e” ódio. Não poderá haver percepção de opostos, pois, não haverá nada para se opor nem para estar se opondo. Não lutaremos para “atingir” ou nos tornar algo além do Deus-EU-SOU, que somos. Tampouco iremos pretender sobrepujar algo que não somos, e que jamais poderíamos ser. Perceberemos inteiramente do ponto de vista do Amor consciente, inteligente, vivo, perfeito e eterno; e, não seremos movidos por qualquer aparência de limitação, imperfeição, ou alguma outra.

Alguém poderia perguntar: “E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência”? Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?” Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível. Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

A Bíblia estabelece: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em ti; porque confia em ti.” (Isaías 26:3). Ver constantemente a partir do ponto de vista de Deus significa conservar a Mente estabelecida em Deus. Significa perceber a partir do ponto de vista “EU SOU”, e jamais do ponto de vista do “eu serei”, ou “eu irei me tornar”. Significa conhecer o que nós somos, e constantemente ser o que conhecemos. Oh, amado, podemos viver normal, amorosa e livremente cumprindo o nosso objetivo, exatamente aqui e agora! Tudo isto é possível em nossa percepção de que SOMENTE PORQUE DEUS É, NÓS PODEMOS SER; somente o que Deus é, nós podemos ser. Neste reconhecimento, prosseguimos com nossa tarefas diárias, livres e jubilosamente. Somente o que Deus experiencia, nós podemos experienciar, e somente o que Deus conhece, nós podemos conhecer. Isto é realmente perceber a Totalidade, a Unicidade que Deus é. E isto é estabelecer a Totalidade, a Unicidade que é o EU SOU que VOCÊ É.

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Quando Parecer Existir Problema Mental

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Suponhamos que o chamado problema se apresente  relacionado com a mente. Você não se prenderá a tal problema fictício. Por que iria se fixar ao nada? Ademais, nenhum objetivo seria cumprido, se caísse nesta ilusão. Você não poderá transcender a ilusão enquanto estiver levando-a em consideração. Deixe a ilusão iludir a si mesma. Ela se dissolverá mediante sua contemplação da Presença do “Algo-Existente”, em vez de seu reconhecimento do “nada-ausente” que alega estar presente.

Quando uma ilusão de mente imperfeita aparece, sua contemplação irá revelar  intensa atividade e percepção como aquele aspecto da totalidade que é Mente ou Inteligência. Você permanecerá “plenamente aberto”. Perceberá a Natureza Universal de toda Mente amorosa, viva e consciente. Perceberá que este Universo é um Universo inteligente. Sua contemplação revelará  a Inteligência infinita em ação, que governa a Si própria como este Universo. A atividade perfeita e  absolutamente ordenada das galáxias, dos astros, planetas, sóis e luas, será percebida nesta contemplação. Você estará consciente da Inteligência suprema em ação, que tão perfeitamente governa a órbita de nosso planeta Terra. Talvez você se maravilhe com o movimento preciso das marés.

A Mente, como uma variedade infinita de Suas próprias manifestações, se revelará como VOCÊ, assim que estiver em contemplação. A Inteligência ocupará destaque em sua contemplação; apesar disso, você continuará percebendo a Presença da Vida, do Amor e da Consciência. Irá perceber – sem esforço – a inseparabilidade da Mente e do Amor consciente vivo. Saberá que a Mente amorosa e consciente é viva e Ela está amando. Ela é Vida porque está vivendo. E ela é tudo, e dotada de  suprema inteligência, por ser a própria Mente em Si.

Nesta gloriosa contemplação, você perceberá que a Mente amorosa, viva, consciente – Inteligência -, não está confinada nem contida em coisa alguma. Ela é incondicionada. Você saberá o sentido da frase de Jesus, em O Evangelho de Tomé: “Rachem um pedaço de madeira, lá estou Eu; ergam a pedra, ali Me encontrarão”. Sim, certamente você perceberá que a Mente amorosa, consciente, viva e universal que VOCÊ É, está em toda parte, pois esta Mente É A TODA PARTE. Você saberá que a Mente IRRESTRITA QUE VOCÊ É, É A INTELIGÊNCIA ÚNICA QUE ESTÁ IDENTIFICADA COMO TODO ALGUÉM – AQUI, AGORA, INFINITAMENTE, ETERNAMENTE.

Na citação de Jesus, ele estava sendo tanto Universal como específico, em sua declaração. Estava realmente dizendo que a Mente consciente, amorosa, viva e universal estava presente como o Universo e como a “madeira” ou a “pedra”. Amado, esta gloriosa percepção da Universal – e específica – Mente é que revela a Presença da Inteligência perfeita exatamente onde uma chamada “mente problemática” parecia estar.

Se, nesta contemplação, alguém lhe dissesse que a Inteligência se encontra centrada num assim chamado “cérebro”, ou confinada num corpo temporário, você se surpreenderia com tamanha ignorância. Estaria tão consciente do Fato de que a Mente é Onipresença, que acharia ridícula qualquer declaração contrária àquilo que a Mente é. Sua exata percepção da Natureza da Mente como Universal, constante e indivisível, será sua imunidade com relação a quaisquer ilusões referentes a esta Inteligência irrestrita.

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“Tão Puro de Olhos”

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Há, na Bíblia, uma citação profundíssima, e abarrotada de poder. Este grande livro apresenta diversas declarações profundas, todas poderosas; porém, desconheço outra tão simples, tão curta e que tenha revelado a perfeição onipresente com tanta frequência e rapidez como a seguinte: “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal, e a opressão (iniquidade) não podes contemplar...(Habacuque 1: 13).

É óbvio que se não houver um discernimento espiritual, o sentido desta citação será mínimo, e não fará revelar a Perfeição que é. Portanto, percebamos o que a torna tão poderosa e profunda. E descubramos o motivo que a leva a revelar a Perfeição presente com tanta frequência.

É um fato verdadeiro: Deus não pode ver, conhecer ou ser o mal. Mas isso não nos ajudará, caso continuemos a ver, conhecer e ser a ilusão chamada mal.

Deus é pura Verdade Absoluta. Isto significa que Deus é “livre de imperfeição; completo em Sua própria natureza; perfeito; integral; livre de mistura; livre de limite ou qualificação.” Esta definição foi extraída do Dicionário Webster. Tal definição do Absoluto é certamente a Verdade Absoluta, e Deus é a Verdade Absoluta. Ademais, a Verdade Absoluta é Deus. Deus é Perfeição completa; completa como Ele próprio; Integralidade completa; e completamente livre de limites ou qualificações de qualquer espécie.

Por que Deus “é tão puro de olhos que não pode ver o mal?” Deus é TUDO. Sendo Tudo, Deus somente pode contemplar a Si mesmo. Deus pode apenas estar consciente daquilo que Deus é.

Mas é importante perceber que Deus está consciente de ser aquilo que eterna e infinitamente Deus é. Sendo Perfeição incondicionada, sem limites e qualificações, Deus somente pode estar consciente da Perfeição. Sendo tudo – e sendo livre de qualquer mistura com algo além de Si próprio –  Deus somente pode estar consciente de sua inteireza pura e sem contaminações. Sendo irrestrito e imensurável, Deus não pode estar consciente de alguma coisa externa a Ele mesmo, ou que fosse outra além dele próprio. Desse modo, como já dissemos anteriormente, Deus pode somente contemplar a Si mesmo.

É bom levar em consideração o seguinte: Deus é aquilo que Deus contempla. Deus é aquilo que Deus vê, aquilo que Deus conhece e aquilo que Deus experiencia. Isto tem de ser verídico, pois nada há além de Deus para que Deus pudesse ver, conhecer ou ser. Decorrente disso, Deus deve sempre contemplar Sua própria Perfeição imutável; Sua própria Pureza incontaminada; Sua própria Natureza ilimitada, inqualificada e incondicionada.

Se Deus contemplasse o mal, Deus teria que ser o mal sendo contemplado. Se Deus conhecesse a impureza, Ele teria que ser a impureza que estivesse conhecendo – pois Tudo é Deus. Se Deus conhecesse ou experienciasse restrição, Deus teria que estar restrito a Ele mesmo – pois não há outro ao lado de Deus. Se Deus fosse incompleto, Ele teria que ser Sua própria “incompleteza”. Se Deus fosse limitado ou de algum modo restrito, Ele teria que ser Sua própria limitação, Sua própria restrição – pois nada há que não seja Deus.

Sim, Deus pode somente ver a Si mesmo, e ser aquilo que Ele vê e conhece. Sendo Tudo, Deus é o único Um que contempla; o único Um que conhece; e o único Um que existe. Assim, toda a Existência é constituída por Deus: vendo, conhecendo e sendo unicamente aquilo que Deus é. Não há mais ninguém para ver, senão Deus. Não há mais ninguém para conhecer, senão Deus. Não há mais ninguém para ser, senão Deus. Não há nada para ser visto, senão Deus. Não há nada para ser conhecido, senão Deus, e não há nada para estar sendo, senão Deus.

Agora, você existe. Você sabe disso muito bem. Você está consciente; assim, você está consciente do fato de que você existe. Você e capaz de saber que você existe somente porque você está consciente. Deus é a única Consciência existindo. Sua consciência de existir, é Deus sendo consciente de ser Ele próprio. Você percebe o que isto quer dizer? Significa que você é incapaz de saber alguma coisa de si mesmo. Significa que sua exata consciência de existir nada é, senão Deus sendo consciente de ser Ele próprio; e, que é impossível, a você, conhecer alguma coisa que seja desconhecida por Deus.

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Por Que Problemas Parecem Existir?

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Por que problemas e anormalidades parecem existir, ou estar manifestados? O problema sempre é não existente. De si mesmo, é mera ausência. Jamais poderia ser uma evidência ou manifestação da Existência. Jamais poderia haver percepção de um problema. Logo, nunca um problema pode estar manifestado. É impossível haver consciência de algo inexistente ou ausente. E, sem nenhuma consciência de problema, problema algum poderá estar existindo. Assim, para a Consciência que você é, absoluta, constante e eterna, a imperfeição ou anormalidade sequer pode aparentar ser real. Você não pode estar consciente de forma a ter consciência de uma inexistência. Você não pode estar consciente de forma a perceber a manifestação de uma inexistência. Logo, você não pode estar consciente sequer de qualquer aparência de imperfeição ou anormalidade.

Jamais você está consciente de um problema ou anormalidade. Para que estivesse consciente de algo que não existe, como um problema, você teria de estar sendo aquele problema. DE MODO IDÊNTICO, SE DEUS ESTIVESSE CONSCIENTE DE UMA IMPERFEIÇÃO, DEUS TERIA DE SER AQUELA IMPERFEIÇÃO. Em qualquer caso de consciência de anormalidade, isto implicaria que a própria consciência fosse a desarmonia inexistente em questão. DESSE MODO, VOCÊ, O VOCÊ ETERNO, PERENE, COMPLETO, IMUTÁVEL E PERFEITO, SERIA INEXISTENTE!

Sei que estas declarações exigirão estudo e contemplação. Mas também sei que A CONSCIÊNCIA SEMPRE PRESENTE, QUE VOCÊ É, ENTENDERÁ PLENAMENTE O PROFUNDO SIGNIFICADO QUE ELAS ENCERRAM.

Qualquer imperfeição implicaria algo incompleto. Qualquer imperfeição implicaria uma Consciência incompleta, ou discernimento de algo incompleto; um aparente discernimento de que a própria COMPLETEZA não seria infinita nem constante. MAS A COMPLETEZA É UMA VERDADE CONSTANTE, UM FATO DE NATUREZA ONIPRESENTE.

Suponha que seus cabelos parecessem estar caindo ou em vias de desaparecer; ou que seus dentes parecessem estar apodrecendo ou sendo extraídos. Jamais aquilo indicaria ou evidenciaria o estrago de um dente. Se um dente pudesse apodrecer, necessariamente chegaríamos a uma condição de “incompleteza”. Pareceríamos inclusive estar num processo de autodestruição ou extinção. ISTO É IMPOSSÍVEL! A INTELIGÊNCIA NÃO DESTRÓI A SI MESMA!

Um dente perdido significaria algo incompleto. A falta de um simples fio de cabelo indicaria a mesma coisa. A Bíblia diz que “cada fio de cabelo está contado”. Jamais há um dente a mais ou a menos; jamais há um fio de cabelo a mais ou a menos. Jamais ocorre a revelação ou evidência da perda de um dente ou de um fio de cabelo. A AUSÊNCIA DE ALGO IMPLICARIA NÃO EXISTÊNCIA. É impossível haver evidência de uma ausência, ou a ausência de Substância, Forma e Atividade. O que se mostra como incompleto é somente nossa aparente PERCEPÇÃO INCOMPLETA DE TODA SUBSTÂNCIA, FORMA E ATIVIDADE. Ou, também, uma aparente percepção incompleta da Natureza eterna e imutável de toda Substância na Forma.

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Revelação

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“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim… Não que alguém visse o Pai.”

João 6: 45-46

Estas inspiradas palavras de Jesus são declarações de tremendo significado espiritual, quando seu real conteúdo é revelado. Jesus afirma plenamente que ao sermos ensinados por Deus, ou quando estamos conscientes de Deus, alcançamos a revelação de que nós também somos o Cristo. Ao declarar que “todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”, por certo não pretendia dizer que alguém, consciente de sua Identidade divina, viria a um Jesus pessoal para receber instruções mais elevadas. Tampouco intencionava dizer que aqueles que estivessem conscientes de Deus se tornariam seguidores de um Jesus pessoal.

Qual o sentido espiritual deste “vem a mim?” Vir ao Cristo significa descobrir nossa única e verdadeira Identidade como sendo Deus identificado. Realmente, Deus não ensina homem algum. Deus revela, identifica e manifesta a Si mesmo como toda a Vida, Consciência, Inteligência e Corpo de cada Identidade. Assim, em vez de sermos ensinados por Deus, somos Deus revelado. Talvez fosse esta a melhor colocação: somos a Autorrevelação de Deus. Aquele que se conscientizou de que toda revelação deve ocorrer dentro de sua própria Consciência, já percebeu a própria Identidade crística. Que é Identidade crística? Identidade crística é Deus Se revelando, Se identificando e se manifestando como você, eu e todo o resto do mundo. O Cristo não passa de outra forma de se dizer que Deus está aparecendo como aquele que se intitulava “homem”.

O segundo versículo da citação acima esclarece este fato, e, inclusive o enfatiza. A afirmação de Jesus de que “somente quem for de Deus tem visto ao Pai”, é particularmente reveladora. Nenhum homem, nenhum ser humano ou mortal pode ver (perceber) a Deus. Somente quando se dissipa o falso senso dualista, Deus é percebido; e, nesta percepção, Deus é conhecido por ser a totalidade de cada Identidade específica. Por outro lado, também a Identidade específica passa a ser conhecida por ser tudo o que Deus é, e nada mais. Em outras palavras, ver ao Pai significa ver a Si mesmo, pois o Pai é o Eu próprio de cada um. Ver, de fato, o próprio Eu, significa ver ao Pai, pois o Eu é tão somente o que o Pai é, e nada mais. Toda revelação é Autorrevelação. Isto já havia sido estabelecido anteriormente, sendo que agora o significado espiritual deste ponto será ampliado.

Se alguém acredita que algo exterior, ou algum outro, que não o próprio Eu, é possível de ser revelado, estará acreditando achar-se separado da revelação essencial à sua Autorrealização completa. Estará crendo também na existência de algo exterior, ou de algo além de Si mesmo, para ser revelado. Isto é duplicidade. Isto é dualidade, e constitui sutil aspecto de autoengano. Tal falha ludibriante é o que nos faz parecer presos, restritos e cegos diante da imensurável vastidão que constitui nosso Ser Divino.

Esta ilusão dualísta possui dois aspectos. Um deles, obviamente, é a ilusão amplamente aceita de que existe mais alguém, além de seu próprio Eu, capaz de levar conhecimento espiritual à sua Consciência, aumentando com isso a sua espiritualidade e seu conhecimento de Deus. As igrejas vinham se utilizando deste método de pregação e ensino através dos séculos. O leigo da igreja sempre era ensinado ou aconselhado por um padre, ministro, ou alguém supostamente mais espiritualizado do que ele. Com efeito, em algumas destas igrejas, o leigo era julgado como sendo dono de uma fé insuficiente para poder orar a Deus diretamente; entretanto, haveria um padre ou ministro capaz de fazer isto por ele. Nada poderia ser mais dualista do que isto! Naturalmente, num caso destes, a aparente separatividade entre Deus e o homem é detectada de modo deslumbrante por aqueles de Consciência iluminada. Nesta limitação ortodoxa, facilmente se observa que o membro da igreja estaria negando, o tempo todo, a sua própria Identidade divina, indo em busca de terceiros com a intenção de obter ajuda espiritual, orientação ou conhecimento.

No entanto, o que dizer daqueles que deixaram a igreja para continuar buscando algum líder, mestre ou autor que lhes trouxesse um entendimento mais amplo de Deus? Não seria apenas outra faceta daquela mesma antiga limitação, Autonegação e dualismo? Não seria apenas outro aspecto da antiga limitação da ortodoxia? Realmente, é! E está começando a ocorrer um despertar para este fato.

O segundo aspecto errôneo desta ilusão dualista é ser ela uma negação da única e verdadeira Identidade. É verdade que o despertar espiritual parece ocorrer gradativamente; é também verdade que alguns aparentam ser espiritualmente mais iluminados que outros. Entretanto, sabemos que Deus não Se divide em partes para identificar-Se. Sabemos que este mesmo Deus é que está identificado como cada um de nós todos. Jamais conscientizaremos a totalidade e a inteireza de nossa Identidade divina pela negação de que tudo o que Deus é, está expresso, identificado e manifestado como cada aspecto específico de Sua própria identificação. Nosso Ser divino consciente não poderá ser revelado, enquanto insistirmos em aguardar maior comunicação vinda de fora de nossa própria Identidade divina. Na verdade, não há forma de se medir a imensidão ilimitada de nosso Ser divino consciente.

Estaríamos apresentando aqui uma nova Verdade? Não! Seria esta a primeira vez em que este importante aspecto da Verdade está sendo visto, escrito ou expresso? Não! Séculos atrás, LaoTse, o grande Iluminado chinês, já conhecia plenamente este fato. Tanto era assim, que ele não tinha vontade de escrever extensivamente, ciente que estava de que toda realização deve ser Autorrevelada. Em nossa Bíblia, encontramos o profeta Jeremias, em grande iluminação, dizendo: “Ninguém ensinará mais o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior, diz o Senhor…” (Jeremias 31:34). Citamos apenas dois, dentre os iluminados que perceberam tão importante Verdade. Realmente, ela foi percebida, falada e escrita repetidamente por aqueles que eram iluminados. Nós apenas começamos a perceber a importância tremenda desta Verdade fundamental.

Isto significa que devemos parar com a leitura de obras inspiradas de autores modernos e antigos da literatura espiritual iluminada? Não, em absoluto. Tampouco significa que devemos evitar a ida a cursos e palestras, caso o desejarmos. Porém, façamo-nos estas perguntas: Qual é a finalidade de estarmos lendo esta literatura? Por que estamos assistindo a estas aulas e palestras? Na expectativa de haver uma revelação maior de Deus para nós? Acreditamos que Deus Se exprima mais completamente como o autor do que como o ouvinte ou leitor? O autor ou o instrutor existe como alguma Consciência diferente daquela que é o leitor ou o ouvinte? O leitor ou o ouvinte não é exatamente a mesma Consciência divina que o autor ou o instrutor é?

Tendo se dirigido ao seu Eu com tais questões, e estando consciente de suas respostas, você poderá frequentar as aulas ou fazer as leituras em plena liberdade gloriosa. Completamente liberto do aparente vínculo com o instrutor ou autor, você descobrirá que as palavras que ouve ou lê não passam de sons e símbolos para relembrá-lo daquilo que você sempre conhece, e é. Uma aula, uma palestra, um livro inspirado…tudo se torna uma experiência maravilhosa e satisfatória, quando você já estiver consciente de sua inteireza como Deus completamente identificado, e quando você souber que não existe Verdade sendo passada a você, e que estivesse fora ou sendo outra, senão a sua própria Consciência.

Caríssimo, você é a realização. Você é Deus revelando e realizando o Seu próprio Eu glorioso. Tudo que existe como você, é Deus, dizendo: Observai; isto sou Eu.

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“Água Viva”

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No capítulo 4 de João, há o diálogo entre Jesus e a samaritana. Jesus pediu-lhe um pouco de água do poço de Jacó: “Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos). Jesus disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e que é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias e ele te daria água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a água viva?… Jesus respondeu, e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornaria a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna”.(João 4:9, 11-13,14.).

Este episódio tem profundo sentido espiritual para quem estiver preparado para ver além das palavras, diretamente para a Verdade tão bem conhecida por Jesus. É óbvio que a samaritana não a havia percebido. A visão dela, tanto do poço como da água, não ia além do que se baseia no ilusório mundo da aparência. Mas Jesus deixou claro que não falava de água a ser extraída de algum poço. Afirmava que esta fonte era interior, deixando implícito que ela jorra constantemente como Vida eterna,

É interessante notar que a palavra “água” é empregada como símbolo de novidade ou de renovação constante; é também utilizada como símbolo de pureza. Há outras Verdades simbolizadas pela “água”, mas agora queremos abordar a Verdade de que a Vida é eterna, a Vida é perene.

Nesta análise, precisamos contemplar dois aspectos muito importantes do sentido espiritual que há por trás do uso da palavra “água”. Um deles é a pureza. Frequentemente a Bíblia utiliza a água como símbolo de pureza. Isto quer dizer que Deus, a Consciência, é puro e completamente livre de toda contaminação da chamada materialidade. Significa também que a Mente divina “é tão pura de olhos que não pode ver o mal”. (Habac. 1:13). Somente a consciência que for inteiramente imune de ser contaminada pelo mundo das aparências poderá discernir esta Vida eterna, citada por Jesus.

Mesmo que você pareça não estar plenamente consciente dela, esta é a sua Consciência. Se você está consciente, necessariamente terá de estar consciente como esta Consciência pura, pois inexiste qualquer outra. Esta Consciência pura e imaculada é a sua Substância, sua Vida, sua percepção e sua Inteligência. Não importa quão reais ou convincentes as aparências em contrário possam ser: o fato é que a Verdade é esta. Deus, a Pureza em Si, é realmente a única Consciência; e não há ninguém , nem coisa alguma, capaz de estar consciente, a menos que fosse Deus estando consciente como aquela Consciência. Somente uma ilusão da ilusão é que estaria se apresentando como os assim-chamados pensamentos ou atos impuros. Realmente, existe uma só Mente, e ela é tão pura de olhos que não pode ver o mal. Como poderia você conhecer algo que a Mente única existente desconhecesse? Como poderia você ter consciência de algo que fosse a antítese total desta Mente única que conhece alguma coisa? Como poderia você perceber algo que não fosse Deus, a Mente, percebendo a Sua própria pureza perfeita? Como poderia você agir de modo contrário à atividade pura e perfeita que é Deus em ação? Deus em ação significa Oniação. Isto significa que Deus é TODA ATIVIDADE em ação; não há nenhuma outra atividade sem ser a Consciência, a Mente ou a Inteligência em ação.

Tão certo quanto o mal é desconhecido de Deus, ele é desconhecido de você! Isto porque o único você que existe, é Deus sendo o próprio Deus como sua Consciência, sua Mente, sua Atividade, todo o seu Ser e seu Corpo. Nenhuma conscientização será mais poderosa do que esta: a percepção de que Deus não tem nenhuma consciência do mal. O conhecimento de que Deus é a única Consciência capaz de estar consciente, e que a Consciência divina desconhece todo tipo de mal, permite-lhe ver com clareza e poder que você não pode estar consciente do mal. Deus, sendo a única Existência, não pode ter consciência da não existência. O mal é não existente.

Atividade é Vida. Sem atividade não poderia existir Vida. Sem Vida não poderia existir Atividade. Vida e Atividade são uma coisa só. Eis por que Jesus falou da água viva. Eis por que interpretamos o seu significado. Exatamente agora, será ótimo recordar que esta água viva é incapaz de estar existindo separada e apartada da Consciência pura, por serem uma Unidade. Consciência é Vida. Vida é Consciência. Toda Vida é Vida consciente. Toda Consciência é Consciência viva. A água viva citada por Jesus é Vida consciente. Ela é Vida estando consciente. Ela é Consciência estando viva. Isto significa que a Vida é eternamente consciente. Oh, que Verdade tremenda!

Porém, isso não é tudo: significa que a Vida consciente, vivendo como sua vida, é completamente pura e livre das contaminações de qualquer tipo de mal. Isto quer dizer que o chamado mal, disfarçado em doença, pecado, carência, tristeza, problema ou morte, é desconhecido pela Vida consciente e pura que você é, exatamente agora. Significa também que a Vida consciente que você é, constantemente é nova e renovada.

Em Apocalipse 21:5, seis, consta o seguinte: “… eis que faço novas todas as coisas… E disse mais: Está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida”.Sim, exatamente onde está o começo, está também o fim. Eles são um e o mesmo, pois no todo infinito e eterno, nenhum começo e nenhum fim são conhecidos. A fonte da Vida perfeita, pura e eterna já está presente como a sua Vida e como a minha Vida.

Entre nós, alguns sabem exatamente o que Jesus quis dizer, ao citar um poço de água interior que salta para a Vida eterna. Conhecemos este significado por experienciarmos esta gloriosa Vida consciente. É como se existisse uma fonte interior (embora saibamos que não existe exterior algum), e esta fonte pura e vibrante jorrasse constantemente como uma sempre crescente atividade pacífica e jubilosa. Na verdade, é como se esta fonte cintilante e efervescente fosse consciente de ser a própria Vida; Vida livre, irrestrita, ilimitada, sem fronteiras.

Isto não é nenhuma alucinação ou autoengano. É a própria Vida consciente, vivendo jubilosa, livre, pacífica e conscientemente, cheia de propósito. Melhor de tudo é o fato de ela ser a única Vida que está viva. Esta é a sua Vida. Esta é a sua Consciência. Esta é a sua Vida consciente; a sua Consciência viva. Ela é a sua alegria, paz, perfeição, pureza, liberdade, Substância, atividade, Ser e Corpo. Este é o seu Paraíso. Verdadeiramente, você está no Paraíso, exatamente agora, pois o seu próprio Paraíso é você. Rejubile-se, e seja extremamente feliz; isto é VOCÊ!

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“Permanecer Em Mim”: A Convicção De Que Deus É Tudo!

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Os princípios espirituais são como técnicos de boxe, que expressam variadas táticas aos seus pugilistas, mas não lutam por eles. Quando há unidade entre o técnico e seu lutador, a ação dele, numa luta, será como se fosse o técnico lutando; entretanto, se o lutador pretender lutar de si mesmo, desobedecendo ao seu técnico, facilmente seu adversário encontrará brechas para derrotá-lo!

De nada adianta você colecionar princípios espirituais, caso persista em agir de si mesmo, sem segui-los à risca! Eles terão de ficar “um com suas ações”, e na forma de CONVICÇÃO ABSOLUTA, para que deem resultados efetivos! Os princípios e ilustrações  expostos pelos ensinamentos são a garantia de sua permanência na Verdade, de forma que, enquanto um cenário ILUSÓRIO se mostra capaz de estragar o dia de alguém incauto, para você, tal “aparência” será simplesmente inexistente, sem mesmo aparentar ser “algo a ser deixado de lado”, uma vez que atuará plenamente a sua convicção de honrar a Deus como TUDO!

Enquanto os supostos sentidos humanos tiverem a liberdade de lhe propor o que, segundo eles, existe, O QUE REALMENTE EXISTE lhe parecerá ausente, mesmo estando presente! É por isso que as “aparências” são chamadas de “quadros hipnóticos”: um hipnotizado passa a ver e acreditar no cenário sugerido pelo hipnotizador, ficando sem se dar conta de onde, de fato, ele se encontra naquele momento!

É nesse aspecto que os princípios são como um “técnico” a nos orientar, ou seja,  atuam como “lembretes”  de que “SABEMOS QUE DEUS É TUDO!”. Este “ponto de partida” garante nossa permanência na Verdade!

Como deixar de acreditar em aparências que se mostram tão reais e em total oposição aos Fatos reais e divinos sempre presentes? A esta questão, Marie S. Watts dá a seguinte resposta: “A solução está em realmente vermos e percebermos aquilo que está aqui, o que está vivo aqui, e o que está se passando exatamente aqui e agora. Devemos ser tão absolutamente convictos do que está presente, do que está acontecendo aqui e agora, que perceberemos não haver nada mais para não ser visto, nem coisa nenhuma  que devêssemos deixar de lado”.

Sem esta atitude consciente, de pouco nos valerá ler textos e mais textos sobre a Verdade! Portanto, muna-se realmente da CONVICÇÃO INABALÁVEL de que unicamente DEUS EXISTE E ESTÁ EVIDENCIADO! Desse modo, estará “sem olhos para aparências”, sem “ilusão” para ser levada em conta como se fosse algo presente,  de que devêssemos nos livrar ou  evitar de nos envolver!

CONTEMPLO O UNIVERSO DE LUZ COMO ÚNICA REALIDADE AQUI E AGORA EVIDENCIADA! CONTEMPLO O SER QUE EU SOU COMO SENDO DEUS MANIFESTO COMO SER INDIVIDUAL! UNICAMENTE O QUE DEUS É, EXISTE E ESTÁ EVIDENCIADO! ALÉM DE DEUS, NADA EXISTE! CONTEMPLO-ME CONVICTO DA VERDADE DE QUE, “AO LADO DE MIM”, NADA MAIS ESTÁ EVIDENCIADO!

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