O SUCESSO É NORMAL – 2

O

SUCESSO É NORMAL

Marie S. Watts

Parte 2

O sucesso é normal. O fracasso é anormal.

O normal é ser bem-sucedido. Isto porque o sucesso é um Princípio ou Fato Universal. Ser um fracasso é anormal, pois o fracasso não é um Fato Universal. Aquilo que não constitui um Fato Universal não pode ser um Fato específico. O que não é um Princípio Universal não pode ser um Princípio específico. Isto significa que o Princípio Universal –o Sucesso—está presente e em livre e plena atuação como suas atividades, exatamente agora. Não lhe seria possível conduzir a contento as suas atividades se você não dispusesse de um corpo. Assim, este Princípio Universal – o Sucesso—deve também estar presente em e como suas atividades corpóreas. O corpo não pode ser deixado de lado, quando este tema é levado em consideração. Um corpo bem-sucedido é absolutamente necessário para quem pretende conscientemente experienciar o ser bem-sucedido de modo completo. De fato, ser-nos-á de máxima utilidade considerarmos o corpo bem-sucedido como critério de análise de que o sucesso é normal. Dessa maneira, você irá perceber como e porquê o fracasso é anormal.

O corpo é um maravilhoso exemplo do Princípio Universal—o Sucesso. Um corpo normal é aquele que, em cada atividade ou função, é um sucesso. A atividade de cada corpo ser bem-sucedida é tão natural quanto o é para os corpos das estrelas e planetas, ou para o corpo do planeta Terra. Mas, isso não é tudo: a atividade bem-sucedida é exatamente o mesmo Princípio ativo que funciona como a atividade bem-sucedida do sistema planetário do nosso planeta Terra, do seu corpo ou do meu.

Temos estabelecido que ser bem-sucedido é normal, e que o fracasso é anormal. Passemos a verificar o porquê de o normal constituir o fato de ser bem-sucedido. O sucesso é um aspecto integral de sua Consciência. Como forma de expressão, podemos dizer que ele e edificado no âmago de sua existência. Você duvida? Bem, suponhamos que você se decida a andar pela sala, erguer seu braço ou fechar os olhos. Não lhe parece perfeitamente normal que seja capaz de executar todas estas ações? Ocorre-lhe que você pudesse fracassar na tentativa de caminhar ou falar? Ou que pudesse agir de alguma forma que não fosse a normal? Sabemos que NÃO!

Caso você não fosse capaz de realizar qualquer atividade normal, teria que admitir ser anormal esta situação. Pelo contrário, ser capaz de agir normalmente significa que é normal ser bem-sucedido. Neste exato ponto está um exemplo de que normal é ser bem-sucedido, e anormal é fracassar. Este é também um exemplo do fato de que o sucesso é semelhante a um aspecto “embutido” de sua existência.

Vale a pena observar o fato de que, antes que se decida a dar um passo, erguer um braço ou fechar um olho, você sabe que pode ser bem-sucedido nestas atividades. Nem ao menos pararia a fim de considerar se poderia ter êxito ou não, se poderia fracassar ou não, no exercício destas atividades. Inerente à sua Consciência, como Ela própria, está o conhecimento de que você pode ser bem-sucedido em qualquer atividade corporal normal. Normalmente você não precisa parar e pensar a fim de ser capaz de andar, falar ou realizar alguma outra função. Simplesmente está consciente de estar apto a exercer aquela atividade; e você simplesmente age segundo tal percepção. A Consciência não pensa; Ela percebe, é consciente.

Talvez você esteja dizendo algo assim: “Sim, sei disso, mas a atividade corporal normal nada tem a ver com meus negócios, com meu lar ou com minhas atividades sociais.” Consideremos por um momento esta asserção: antes que dê um simples passo, você terá que se decidir por dar aquele passo. Uma decisão ocorre dentro de sua Consciência e como Ela própria antes que você levante seu braço, feche seu olho, ou dê um passo. Esta decisão é mental. Ela é uma atividade de sua Inteligência ou de sua Mente em ação. Mas é bom notar o seguinte: a mesma Mente que toma a decisão de agir sabe que pode ser bem-sucedida na ação. Portanto, o conhecimento de que o sucesso é normal está embutido, ou é inerente ao interior de sua Consciência, como Ela própria.

Se você não fosse inteligente o suficiente para erguer seu braço, ele, por si mesmo, não poderia se erguer. Se você fosse inconsciente, não poderia dar nenhum passo. A inteligência deve ser ativa para que haja algum tipo de atividade. A Inteligência deve ser ativa para que surja a decisão de agir. A inteligência que toma a decisão de agir, e que age, é exatamente a mesma Mente conhecedora de ser capaz de ser bem-sucedida em Sua atividade.

Consideremos, agora, esta própria Mente chegando a sua atividade nos negócios. Você poderia conduzir um negócio estando a sua Mente inativa? Claro que não. E você tem consciência do fato de que a sua atividade mental é um requisito para seus negócios serem bem-sucedidos.

Para deixar tudo bem claro, será útil fazer a si mesmo algumas indagações ligadas ao assunto. Por exemplo: “Será que possuo duas mentes? Uma que conduz a minha atividade corporal, e outra que conduz os meus negócios? Se assim for, onde estaria localizada a linha divisória entre a Inteligência atuante como minha atividade corporal, e a Inteligênia atuante como a atividade dos meus negócios? Onde termina uma e começa a outra?” As respostas a este tipo de pergunta devem, necessariamente, levá-lo a concluir ser você possuidor de uma Mente só; e é a atividade desta Mente única que conduz tanto as suas atividades corporais quanto as atividades de seus negócios. Você não dispõe de elementos para dizer que sua Inteligência termina na demarcação de seu corpo. No mesmo instante, sua mente poderia estar focalizada em alguma cidade situada a milhares de quilômetros do local onde agora você estivesse! Seria isto possível se a sua mente fosse delimitada pelo seu corpo? Se a sua Mente estivesse confinada aos limites de seu corpo, você não teria conhecimento nem mesmo daquilo que estivesse se passando ao seu redor. O máximo que iria saber se limitaria ao que estivesse ocorrendo em e como a sua atividade corporal. Obviamente, apenas o fato de se aventar esta hipótese absurda já se torna ridículo. Entretanto, este exemplo nos revela um aspecto muito importante: a Inteligência que é bem-sucedida como a atividade do eu corpo, é exatamente a mesma Inteligência que conduz os seus negócios. Se esta Inteligência inerentemente sabe que é capaz de ser bem-sucedida em sua atividade corporal, ela sabe também que é capaz de ser bem-sucedida quando ativa como sua atividade nos negócios. Podemos dizer que esta declaração encerra por completo o Princípio do sucesso.

Vamos, agora, verificar o motivo que faz você, às vezes, aparentemente fracassar em seus negócios.

A decisão de agir e a atividade específica do corpo ocorrem quase simultaneamente. Não existe nenhum período de se perguntar o que fazer entre a decisão e a ação. Não existe nenhum período longo de raciocínio, e planejamento ou de análise de prós e contras de se dar ou não determinado passo. Simplesmente você toma a decisão de dar aquele passo para imediatamente executar a ação correspondente. Você sabe que é capaz de ser bem-sucedido em dar o passo, e jamais duvida de sua capacidade de ser bem-sucedido na concretização de sua decisão.

Quando o passo está relacionado com alguma atividade de negócios, talvez você fique inclinado a pôr em dúvida o êxito de sua decisão. Talvez você passe por um longo período imaginando se a sua decisão é a correta, medindo todas as suas conseqüências, tentando ver humanamente a forma de dar algum passo nos negócios. Toda sorte de obstáculos podem se apresentar como razões que justificam seu possível fracasso; e, você pode inclusive desistir do negócio por completo.

Continua…

O SUCESSO É NORMAL – 1

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SUCESSO É NORMAL

Marie S. Watts

Parte 1

O sucesso é normal. O fracasso é anormal.

Há inúmeros livros disponíveis informando ao leitor a maneira de se tornar um sucesso. Este volume não se inclui entre eles. O objetivo deste texto é possibilitar-lhe descobrir como ser bem-sucedido. Há uma enorme diferença entre ser bem-sucedido e ser um sucesso. Existe também uma tremenda diferença entre fracasso e ser um fracasso. Se quiser ser bem-sucedido, terá de compreender a diferença entre ser bem-sucedido e ser um sucesso. E, também, a diferença entre o fracasso e ser um fracasso. O conteúdo destas páginas irá explicar esta diferença, e a compreensão que puder obter desta explanação irá torná-lo capaz de descobrir a maneira de ser bem-sucedido.

Antes disso, deixemos bem claro o seguinte: a matéria deste volume não constitui um método ou fórmula para o sucesso. Na verdade, o que você descobrirá, nestas páginas, é o Princípio do sucesso que já está presente em e como a sua própria Consciência. A suposta mente humana tem idealizado diversas fórmulas para o sucesso; entretanto, nenhuma delas pôde propiciar a alguém condições de ser bem-sucedido em todos os aspectos de sua experiência. É impossível alguém ser completamente bem-sucedido, a menos que saiba primeiramente em que consiste o sucesso.

O sucesso significa muito além do que o acúmulo de vastas somas de dinheiro. Significa muito além de se alcançar uma posição de poder. Significa muito além de se conseguir prestígio ou popularidade. Sucesso significa viver bem-sucedido em todas as facetas de sua experiência. Implica ser igualmente bem-sucedido em seus negócios, seu lar, seu círculo de amizades e vida social. Mas isto não é tudo! Significa também ser bem-sucedido na Mente e no Corpo. A falta de paz e de alegria constitui igualmente o fracasso. Este resumo de sucesso lhe parece ilógico? Bem, passemos a examinar o assunto com mais detalhes, para verificarmos se isto é ilógico ou não.

É bastante conhecido o fato de John D. Rockefeller ter sido um estupendo sucesso financeiro. Porém, no tocante à saúde, foi um fracasso medonho. Fala-se que ele oferecia permanentemente uma fortuna a quem conseguisse curá-lo dos distúrbios gástricos. Portanto, é certo que ele não poderia ter sido um indivíduo jubilosa e completamente livre. Em vista disso, não poderia ser considerado um sucesso completo.

Todos conhecemos aqueles que são extremamente bem-sucedidos num determinado aspecto de suas vidas, mas que são um fracasso em outros destes aspectos. Exemplificando, alguém aparentemente pode possuir excelente saúde, mas ser lamentavelmente carente de recursos financeiros. Pode ser saudável e rico, mas trazer consigo o peso de uma sensação de fracasso familiar. Talvez se sinta carente de estima ou de amor. Ou pode não estar bem colocado socialmente. São inúmeras as áreas em que o fracasso pode se mostrar presente, a despeito de tantas outras em que alguém possa ser tão bem-sucedido!

Temos dito que é necessário que se saiba em que consiste o sucesso. Temos também mencionado ser preciso saber diferenciar o ser bem-sucedido de ser um sucesso, saber diferenciar o fracasso de ser um fracasso. Quando soubermos o que constitui o sucesso, esta diferenciação ficará clara. E esta compreensão poderá muito bem significar a diferença entre um sucesso aparente e um fracasso aparente em e como sua experiência e sua vida por inteiro. Assim, passemos a descobrir exatamente o que vem a ser o sucesso.

O sucesso é algo muito superior àquilo que em geral vem sendo aceito. O sucesso é um FATO estabelecido. Realmente, o sucesso é um fato universal. Ninguém pode duvidar de que este Universo é um Universo bem-sucedido. Ele sempre veio Se conduzindo, e às Suas atividades, de um modo bem-sucedido. (A última teoria sobre o Universo admite que Ele sempre existiu; que jamais teve início nem terá fim.) Este é um sucesso bastante completo, concorda? De fato, é. Este Universo é plenamente bem-sucedido, e para que assim possa ser, é necessário que este sucesso se estenda por todas as áreas de Sua existência. E isto é verdadeiro. Se não fosse, onde estaríamos? Se este Universo não fosse bem-sucedido, Seus próprios fracassos acumulados já o teriam destruído há eternidades! Assim, partamos desta premissa, ou seja, de que o sucesso é um FATO Universal, igualmente presente por toda parte e eternamente.

Algumas dúvidas podem estar lhe surgindo agora. Por exemplo: “Que tem a ver o sucesso do Universo com o sucesso de meus negócios, meu lar, ou minha felicidade? Que tem isto a ver com meu sucesso individual no que tange a encontrar o emprego certo, as pessoas certas, etc.? Ou, talvez, você pudesse imaginar que relação teria o sucesso universal com a sua atividade corpórea bem-sucedida. Ele tem tudo a ver com cada um dos aspectos de sua existência. Esta é a premissa básica a partir do que, todo sucesso deve ser conscientizado. Se o sucesso não for reconhecido como existência Universal, o chamado sucesso completo não poderia existir. Se houvesse áreas de fracasso no sucesso universal, talvez você fosse bem-sucedido num dos aspectos de sua vida, mas um total fracasso em outros.

Um Fato ou Princípio Universal se encontra presente em toda parte e eternamente. Além disso, sua presença é ininterrupta. O Princípio Universal–Sucesso—não seria completo se estivesse ausente em algum ponto, ou se estivesse faltando numa única fração de segundo. Mas ele está presente em toda a sua inteireza, infinita e eternamente. Não existe nenhum Princípio ou Fato Universal incompleto. Por exemplo, na Matemática, um mais um é igual a dois, e este constitui um fato universal. Jamais o resultado poderia variar para mais ou para menos daquele valor exato estipulado eternamente. A resposta bem-sucedida para um mais um jamais será a mais ou a menos do que dois. Em vista disso, não existe resposta incompleta; por conseguinte, não existe sucesso incompleto.

Todo Fato universal –ou Princípio—é um fato específico. Se o sucesso é igualmente presente em toda parte, ele deve estar presente exatamente onde você está. Se assim não fosse, o sucesso Universal seria incompleto. Isto é impossível. O princípio Universal do sucesso está presente em e como a totalidade de sua experiência. Sim, eu sei que pode parecer estar ausente, ou estar apenas parcialmente presente. Com efeito, em termos aparentes, é possível haver uma evidência marcante de que você ser um fracasso, total ou parcialmente. Freqüentemente ouço alguém dizer: “Parece que tudo que eu penso possuir se esfarela como poeira em minhas mãos”. Exatamente neste ponto está o segredo de todo aparente fracasso. Antes que termine a leitura deste livro, você perceberá porque a atitude anterior explica toda aparência de ser um fracasso. Por ora, continuemos em nossa pesquisa do Princípio denominado “Sucesso”.

Continua…

A EVIDÊNCIA DA VERDADE – 2 (Final)

A

EVIDÊNCIA DA VERDADE

Marie S. Watts

Parte 2 Final

Contemplação é Consciência em ação. Consciência em ação é a substância que é a Evidência, ou Verdade, contemplada por Ela.

Consideremos como esta Verdade Absoluta manifesta a Si mesma. Por exemplo: Dizemos com frequência: “Eu estou consciente da Verdade”, ou “Eu estou conhecendo a Verdade”. Estar consciente da Verdade pode muito bem significar para nós que a Verdade da qual estamos conscientes seja algo separado da Consciência que somos. Frequentemente parecemos conhecer a Verdade como se Ela fosse algo além da Mente que nós somos. Exatamente aqui, parece haver um senso de dualidade.

Suponha, por exemplo, que ao responder a um chamado de ajuda, você esteja contemplando a Verdade que é Vida eterna. Você está consciente da Vida porque está consciente como Vida estando consciente. Vida é Verdade. Você está consciente da Verdade que é Vida. Mas a única Vida que há, é Vida eterna. Assim, você está consciente como aquele aspecto de seu Eu que é Vida eterna. A sua consciência da Vida eterna não é sua percepção desta Verdade e da Vida eterna. Antes, é sua própria Consciência como Vida eterna, é a própria evidência–manifestação—da Vida que é eterna. A ilusão chamada “morte” sequer pode jamais ser evidenciada, quando você percebe com plena clareza estas Verdades).

Talvez você esteja contemplando aquele aspecto da Verdade que é Substância. Você está consciente da Substância por ser você a própria Consciência que é Substância. Em sua contemplação, você percebe aquele aspecto da Verdade que é Perfeição, pois toda Substância é Consciência perfeita. A própria Mente, Consciência, que você é, contemplando a Perfeição que é Substância – a substância que é Perfeição –, é a manifestação instantânea da Verdade que você está contemplando. Não existe nenhuma dualidade presente aqui.

A manifestação desta Verdade não pode ser algo que vem a seguir, ou posteriormente, com relação à sua Consciência deste aspecto da verdade. Antes, sua Consciência sendo esta Verdade, ativa em contemplação desta Verdade, é a manifestação presente da Substância que é perfeita—a Perfeição que é Substância.

Vejamos mais um exemplo deste aspecto de nossa contemplação. Suponhamos que você esteja consciente daquela Verdade que é a Visão. Novamente, você está consciente como a Verdade completa que é Visão perfeita. Sua Consciência como Visão perfeita, ou da Visão perfeita, não é separada da evidência que é Visão perfeita. Ela não é sua contemplação desta Verdade e a manifestação da Visão perfeita. Antes, você, consciente da Visão que é Visão perfeita, é a própria evidência da Verdade que é Visão perfeita. Resumindo, a Consciência que você é, consciente de ser a Verdade que você está “vendo”, é a Substância, e a Atividade – a Evidência em Si. Você agora pode ver porque é impossível o atraso da Evidência de qualquer Verdade que você contempla. E pode, também, perceber porque é inevitável que a evidência seja simultânea com a contemplação.

A EVIDÊNCIA DA VERDADE – 1

A EVIDÊNCIA DA VERDADE

Marie S. Watts

Parte 1

Às vezes, apesar de nossa conscientização de uma Verdade ser muito clara, a sua manifestação não se torna visível. Precisamos ficar alerta quanto a esse ponto, senão ficaremos questionando: “Por que a evidência da Verdade que eu vejo tão bem não está aparecendo? Que está havendo em minha consciência que pode estar bloqueando esta manifestação? Será que minha compreensão não é suficiente para encarar esta situação? Que Verdade estarei falhando em enxergar?”

Estas, e muitas outras perguntas similares,se mostrarão tão persistentes, que antes mesmo que nos demos conta, estaremos negando a própria evidência que esperávamos perceber. Estas perguntas seriam uma aceitação de que a “evidência da Verdade” por nós percebida não se encontra já presente, aqui e agora. E mais: tais perguntas nos induziriam a pensar que, embora a evidência esteja ausente, ela poderia vir a aparecer, caso nossa compreensão aumentasse o suficiente para isto. Desse modo, se isso fosse realmente possível, estaríamos atrasando a própria evidência que tanto queríamos ver e experienciar. Estaríamos aceitando a ilusão chamada“tempo”.

Percebamos o glorioso Fato Absoluto: a evidência de toda e qualquer Verdade já está presente em e como a nossa Consciência, antes mesmo que parecêssemos nos defrontar com um problema. Agarremos este aspecto da Verdade, e também o eterno Fato de que a Verdade é sempre a Sua própria evidência.

Você naturalmente já sabe que a dualidade sempre tem sido a base de todo atraso ou aparente falha em sua percepção e manifestação da Verdade. Quando você parece olhar adiante, em relação à evidência, um “tempo” de separação entre a “visão” e a manifestação desta “visão” aparenta existir.

Há, porém, outro aspecto de dualidade a se considerar: a separação entre a consciência desta Verdade e a sua evidência aparenta existir. Por quê? Por ser comum considerarmos a Consciência como Algo, e a manifestação da Consciência como alguma coisa a mais, que esteja para vir em seguida ou aparecer. Devemos dispensar para sempre a palavrinha “e” em toda contemplação que fizermos da Verdade. Nunca há Consciência e Sua manifestação. Há sempre Consciência sendo Sua manifestação, ou sendo Sua própria evidência.

A Consciência que você é, é a própria Essência e Atividade de toda e qualquer Verdade que você contempla. CONSCIÊNCIA REALMENTE É SUBSTÂNCIA. CONSCIÊNCIA EM CONTEMPLAÇÃO É SUBSTÂNCIA EM AÇÃO, A SUBSTÂNCIA QUE ESTÁ EM AÇÃO É A EVIDÊNCIA DA VERDADE QUE VOCÊ PERCEBE.

É impossível haver Consciência e Verdade, pois, a Consciência É TODA A VERDADE. Tampouco pode haver Consciência, Verdade e Evidência. Consciência, Verdade, Evidência são uma UNIDADE INSEPARÁVEL. A Consciência, contemplando qualquer Verdade, é simplesmente a Consciência consciente de ser a Substância que é aquela Verdade contemplada por Ela.

FATO É VERDADE COMPLETA

FATO É VERDADE COMPLETA

Marie S. Watts

Todo Fato ou Verdade é uma CERTEZA completa, infinita e eterna. Não há Fato ou Verdade temporário. TODO FATO OU VERDADE É UMA EXISTÊNCIA CONSTANTE, ETERNA, UNIVERSAL. Todo Fato exclui a possibilidade de um oposto à Sua veracidade. Todo Fato é de uma Certeza Absoluta. Inexiste Fato, ou Verdade, que possa ser incerto. Todo Fato é uma Verdade sem qualificações. Todo Fato é uma Verdade completa.

SUPRIMENTO (Em Termos de Dinheiro) -2-

SUPRIMENTO

(em termos de dinheiro)

Marie S. Watts

Parte 2 – Final

Você tem aceito e percebido o fato de que seu Corpo consiste de sua própria Consciência de que ele existe. Assim, não lhe será difícil perceber agora que todo suprimento que lhe for necessário, sob qualquer forma, consiste dessa sua Consciência de você estar existindo. Esta é a Verdade. Como pode notar, sua Consciência é que lhe possibilita estar consciente de que você existe. Esta mesma Consciência é que é a Substância do seu Corpo; e Ela existe constantemente como o Suprimento essencial à sua Inteireza. Seria totalmente impossível que você estivesse inconsciente de algo que fosse essencial à sua Inteireza. Você teria de estar só parcialmente consciente, a fim de ter consciência de algo que fosse incompleto. Mas você está consciente de modo completo.

Há mais um fato relativo ao Suprimento que vale a pena discutir e considerar: assim como lhe é impossível estar separado da Consciência de que você existe, também lhe é impossível estar separado do Suprimento. Frequentemente você tem conscientizado que a Sua Consciência de existir é a sua Substância. A partir de agora, tenha igual certeza de que sua Consciência de que você existe, é também a Substância na Forma daquilo que for necessário à sua Inteireza. E, naturalmente, o chamado “dinheiro” é algo necessário à sua Inteireza e ao seu cumprimento de objetivo completo. Agora poderá notar como lhe é impossível estar separado do Suprimento, ou ser algum outro que não o próprio Suprimento. E este Suprimento pode ser evidenciado por completo a cada momento de focalização de sua atenção, não na aparente necessidade, mas em e como a própria Essência que constitui o Suprimento em Si.

O que aqui estamos expondo é que a Consciência que você possui, de qualquer coisa, É ESTA COISA EM SI. Estar consciente do Suprimento, chamado dinheiro, significa ser a própria Substância na Forma que o dinheiro é. Não se preocupe com o dinheiro em si. Faça com que seu único interesse se volte para o Princípio—Suprimento—que está presente de forma permanente e irrestrita, do mesmo modo com que sua Consciência é ilimitada. Permanecer ligado à aparência do dinheiro seria confundir uma “aparência” com a Substância na Forma que está aqui. A aparência pode dar a impressão de ir e vir. Pode parecer estar ora presente, ora ausente. Mas, a Substância legítima—a Consciência—que é o seu Suprimento, é constante, presente sempre, indo além de toda limitação. A Consciência é toda Substância. Toda Substância é Consciência. E esta, Amado, é o seu Suprimento, exatamente aqui, exatamente agora, de forma constante e permanente.

O Suprimento nunca é limitado. Somos nós que aparentemente determinamos limites ou fronteiras em torno de toda Substância. E esta limitação é proveniente de nosso ilusório conceito de separatividade—ou dualidade. Um aspecto sutil desta limitação é a ilusão de que o suprimento se limita unicamente ao dinheiro. Mas, até mesmo o dinheiro é ilimitado. Talvez ficássemos surpresos se avaliássemos a soma total de dinheiro que existe sobre a face da terra. Não obstante, muitas outras Formas de Substância e Atividade exercem exatamente o mesmo papel do dinheiro. Por exemplo: às vezes se permutam mercadorias e serviços, e tais permutas exercem a mesma função do dinheiro. Às vezes, animais como boi, ovelha e outros são também utilizados como meios de transação. É bom considerarmos alguns desses aspectos ligados ao Suprimento. Assim, ampliamos o conceito do sentido verdadeiro e da natureza do Suprimento. Todos sabemos que, ocasionalmente, a sombra agradável de uma árvore, ou um pouco de água fresca de uma fonte, são verdadeiramente Suprimento. Onde estaria esse Suprimento todo? Exatamente aqui, como a Consciência que você é, e que eu sou. Você estar separado do Suprimento é uma total impossibilidade. Tal condição incompleta somente seria possível se, também, lhe fosse possível se separar de sua própria Consciência. Reafirmando: SUA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA DE QUE VOCÊ EXISTE, É A PRESENÇA PERMANENTE DO SUPRIMENTO EM E COMO TODA FORMA QUE SE FAÇA NECESSÁRIA A CADA MOMENTO.

Fim

SUPRIMENTO (Em Termos de Dinheiro) – 1

SUPRIMENTO

(EM TERMOS DE DINHEIRO)

Marie S. Watts

Parte 1

O Suprimento é manifestado sob vários aspectos de Si mesmo; porém, falaremos agora do Suprimento em termos de dinheiro.

Que vem a ser o Suprimento chamado dinheiro? Olhamos um pedaço de papel, chamado cheque ou cédula; pegamos alguns fragmentos de prata ou cobre; e atribuímos a eles o nome de dinheiro. Temos dito que nada há que seja sólido ou denso. Assim, a Substância por nós chamada de dinheiro não é o que aparenta ser. Apesar disso, existe algo aqui; e Algo na Forma. Ele é Substância em várias Formas; e Ela vem sendo chamada de “dinheiro”.

Perguntamos: “Qual é a natureza de TODA Substância?” A Consciência é a única Substância em existência. A Consciência existe na forma do que se denomina dinheiro. Como sabemos, há Uma Consciência, e VOCÊ está consciente de existir como esta Consciência. Portanto, o Suprimento chamado dinheiro é a Consciência que você é, pondo-Se em evidência como este determinado aspecto de Si mesma.

Estritamente falando, você não pode possuir dinheiro. Você não diz “possuir” a Consciência divina que você é. Apenas sabe que é esta Consciência divina. Do mesmo modo, você pode saber que você é esta mesma Consciência manifestada como a Substância na Forma chamada dinheiro. A Consciência que você é, é ilimitada. Esta Consciência que você é, sendo o Suprimento—em qualquer aspecto de Si mesma—é ilimitada.

Amado, você percebe totalmente que, sempre que pronunciamos “Deus”, estamos realmente nos referindo ao DEUS-EU-SOU que VOCÊ É? Quando falamos que Deus é a única Substância na Forma de todo Suprimento, estamos realmente dizendo que a Consciência divina, que você é, é a Substância na Forma de todo Suprimento. O fato de você estar consciente de existir algo como o dinheiro, significa que você tem consciência do dinheiro. Sua Consciência da própria existência do dinheiro é a exata Substância que existe na Forma de cheques, notas, prata, cobre, ou qualquer outra.

O Suprimento, no aspecto de Si mesmo como dinheiro, está sempre presente, por consistir de sua Consciência, a qual está sempre presente. Sempre que houver uma aparente necessidade de dinheiro, isto apenas indica que sua atenção está focalizada nesse aspecto da Consciência que você é, e que se torna importante para algum cumprimento de objetivo. Jamais negue a Presença de algo que seja necessário à sua inteireza, alegria, paz, ou ao seu cumprimento de objetivo. Por isso, é bom que perceba a Verdade absoluta de que o Suprimento—inclusive o dinheiro—está sempre presente em e como a Consciência que você é. Assim, ao surgir alguma aparente necessidade, não focalize sobre ela a sua atenção; antes, faça com que sua atenção permaneça no Suprimento sempre presente, que Se constitui de sua própria Consciência divina.

Continua,,,>

VERDADE – Parte 3 (Final)

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 3 – Final

Talvez você pergunte: “E quanto a este corpo? Como poderei conciliar esta Verdade da Perfeição com este corpo sujeito a sofrimento, doença e senilidade?” Não poderá fazê-lo! E não o fará! Jamais conseguirá conciliar a Verdade com a mentira. Todavia, esteja certo do seguinte: você possui um corpo. Não é seu corpo que o está levando a um falso juízo, mas sim o tipo de corpo que você vem encarando, erroneamente, como sendo o seu corpo. Esta questão do “corpo” é de tremenda importância, e será tratada com profundidade numa outra ocasião. Por ora, basta-lhe o seguinte conhecimento: como Você inclui o seu corpo, toda Verdade, ou Fato, descoberto a seu respeito, constitui também a Verdade estabelecida em relação ao seu corpo.

O mundo, assim como aparenta ser, encontra-se permanentemente sofrendo mudanças; tudo e todos aparentemente se encontram numa condição temporária. Uma não-existência é supostamente transformada em existência, a Vida; por outro lado, a Existência, ou Vida, é supostamente transformada em não-existência, a morte. Até mesmo as substâncias da terra parecem estar constantemente se transformando em algo diferente do que vinham sendo. A falsa evidência consiste de uma constante aceitação de criação, transformação, desenvolvimento, dissolução, deterioração e destruição. No universo da aparência, nada se estabelece como eterno. Há uma constante ação de se atingir alguma condição, ou de se conseguir sair dela. Realmente, neste falso conceito de universo, somente uma coisa parece ser permanente: a transformação.

A própria natureza da transformação, nesta visão falsa da Realidade, é prova de não ser ela verdadeira. O motivo é este: A Verdade não se modifica. Deus é a Verdade, e Deus é eternamente imutável. Algo que possa parecer ter começo, mudança ou fim, não é a Verdade, e, portanto, não é um Fato estabelecido. Nascimento, desenvolvimento, mudança e morte são, todos, aspectos desta ilusória distorção DAQUILO QUE REALMENTE EXISTE.

Repetindo, a Verdade permanece estabelecida assim como Ela é, e sempre tem sido. Você tem notado que, quando alguma condição errônea do corpo aparenta ser curada, o corpo permanece? Tudo que desaparece é o quadro desarmônico. Qual o sentido disto? Somente este: algo na natureza da desarmonia, que se acrescente ou se modifique, é falsidade. Se unicamente conscientizássemos a total importância desta Verdade, estaríamos cônscios da eternidade do Corpo, e também da Mente, da Vida e do Espírito.

Sim, o que é Verdade, o que é Realidade, — e irrealidade alguma existe – é o Fato imutável daquilo que existe. A Verdade nunca começa a ser verdadeira. A Verdade nunca deixa de ser a Verdade. Jamais algo Lhe é acrescentado nem subtraído. A Verdade nunca se coloca numa posição de “se tornar algo”, ou num estado de desaparecimento. Ela é eterna, é Fato imutável, uma Existência eterna.

Com qual Mente você conhece a Verdade? Deus é a Mente única; logo, qual Mente poderia desconhecer a Verdade? Deus, Mente, é eternamente consciente da natureza de Sua Existência como sendo sem começo, sem mudança e sem fim. Você não pode ter nenhuma outra Mente, além da Mente de Deus, pois, não inexiste qualquer outra. A Mente que está consciente de ser para sempre imutavelmente perfeita, identificada como Você, é a sua Mente. Não há interrupções nem vazios no conhecimento, na percepção consciente desta Mente. Deus,Mente, sendo consciente da Verdade de Sua perfeição eterna, está neste momento identificado como a sua Mente sendo consciente de sua perfeição imutável. Em outras palavras, Você é a CONSCIENTE PERFEIÇÃO ESTANDO CONSCIENTEMENTE PERFEITO.

Esta é a Verdade sobre Você. Esta é a Verdade como Você. E foi o que Jesus quis dizer, quando declarou: “Eu sou a Verdade”. Uma declaração verdadeira da imutável e permanentemente contínua natureza perfeita de todo o seu Ser, e de todo mundo que existe.

De que forma você percebe ser isto verdadeiro a seu respeito? Do seguinte modo: aceite-o; reconheça-o; proclame que sua Identidade é a Verdade. Saiba que a Verdade que o torna livre é a Verdade de que VOCÊ É LIVRE. Calmamente, e persistentemente, contemple a Verdade estabelecida de seu Ser. Assim, já agora, estará descobrindo que esta Verdade está estabelecida como o seu Ser. É ESTE O CAMINHO. “TRILHAI-O”.

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VERDADE – Parte 2

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 2

Amado leitor, parece-lhe que nos alongamos demais nesta questão da Verdade? Nesse caso, tenha um pouco de paciência, pois agora irá descobrir que VOCÊ é a própria Verdade que está sendo apresentada aqui, e, é este mesmo Autorreconhecimento que está agora se passando com VOCÊ.

Talvez esteja pensando: “Mas isso tudo me parece tão impalpável! Como posso ser eu esta Verdade?” Não se lembra do que estabelecemos logo no início desta mensagem? Que o universo em que você vive, se move e tem o seu ser é o universo real, o único universo? VOCÊ, este você que está existindo aqui e agora, é o VOCÊ real, o único VOCÊ em existência. Deus é a Inteireza, o Todo do Universo; e esta Inteireza, esta Totalidade, inclui VOCÊ. Aquilo que for verdadeiro para Deus, como o Universo, é verdadeiro para VOCÊ, pois VOCÊ se encontra incluso nesta Totalidade ou Unicidade de Deus. O Fato básico, ou a Verdade da PERFEIÇÃO ONIPOTENTE E ONIPRESENTE, É A VERDADE ESTABELECIDA DE SUA PERFEIÇÃO. Pôde, agora, perceber a vital importância de possuirmos um conceito bem definido de TUDO quanto compreende a Verdade?

Outro aspecto da Verdade é o fato de Ela nunca ter tido começo, mudança ou fim. Às vezes, adiamos nossa aceitação da perfeição atual por nos esforçarmos para que algo se torne verdadeiro. A Verdade jamais se torna verdadeira. E também a falsidade jamais se torna falsa. A Verdade tem sido sempre verdadeira, e a falsidade tem sido sempre falsa, não-existente. Isto é assim tão simples! O habitar na Onipresença da Perfeição, constitui a própria realização desta Perfeição. É este o modo pelo qual a Verdade verdadeira sobre você se torna evidente como a Verdade que é verdadeira COMO VOCÊ. É desse modo que obtemos a Autopercepção, ou Autoconsciência. Existe somente um Eu, e este Eu único é Deus, o Eu que abrange tudo. Não importa a quantidade numérica de Identidades distintas que este Eu inclui: o fato de que Deus é a totalidade de cada identidade é permanente. Deve ter ficado claro ser impossível que haja algo verdadeiro, ou fato real a seu respeito, que não esteja incluso na Verdade que Deus é.

Realmente, Deus é Tudo eternamente, e é incondicionalmente perfeito. Um Fato incondicionado é completo como sua própria Verdade. VOCÊ É A VERDADE. O UM ETERNAMENTE PERFEITO, INCONDICIONADO, IDENTIFICADO COMO VOCÊ. Esta declaração é o Ultimato Absoluto da Verdade de sua inteira Existência, inclusive de sua Vida, Mente, Corpo e Ser. Esta Verdade, como você, transcende todo tipo de qualificação, oposição ou condição. Você não é dual; não há dois de “você”. Não existe algo como Você, que é esta Verdade, ao lado de “outro você” caminhando em direção oposta ao UM PERFEITO, que sempre você tem sido, e que sempre VOCÊ será.

Continua…

VERDADE – Parte 1

VERDADE

Marie S. Watts

Parte 1

Que é a Verdade? Há cerca de dois mil anos, Pôncio Pilatos fez a Jesus esta importante pergunta. Não temos nenhum registro de que Jesus a tenha respondido a Pilatos. Por que não o fez? Provavelmente por saber que a sua resposta não seria compreendida nem digna de crédito. E a busca por essa resposta continuou existindo, perdurando até os dias atuais. Entretanto, Jesus deu a resposta. Clara e simplesmente ele declarou: “Eu sou a Verdade”. Mas por que ela não foi compreendida? Tão simples! Ele poderia também ter dito a Pilatos: “Você é a Verdade, se ao menos o soubesse”.

Uma percepção clara dos ensinamentos do Mestre nos revela que jamais ele alegava possuir o privilégio ou o direito exclusivo de ser a Verdade. Tampouco limitava esta prerrogativa aos seus discípulos imediatos. Em João 14; 12, podemos ler: “Aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas.” O certo é que Jesus não falava de si mesmo como pessoa. Pois não havia, já,  se referido a si próprio como sendo a Vida, a Verdade e o Caminho, mas de forma impessoal? Na prece que vamos citar, uma das mais maravilhosas já registradas, encontramos Jesus orando para que todos nós pudéssemos reconhecer a Verdade, o único Deus, como o “Eu” de cada um de nós. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que eles sejam perfeitos em unidade” (João 17: 21, 22,23). A prova de que esta prece inclui a todos está no seguinte versículo: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim” (João 17; 20). Isto soa como se Jesus falasse de si mesmo como a Verdade, com a exclusão de todos os demais? Que seria, ou quem seria o “Eu” citado nestas passagens? Quem seria este “Mim”, em quem somos convidados a crer? Há somente um “Eu”, o “Eu” existente como a sua “Identidade”, como a minha e como a de todos nós. E é neste “Eu”, neste “Mim”, que somos exortados a acreditar. Sim, amados, somos exortados a aceitar e reconhecer o “Eu” que é a Verdade impessoal, o “Eu” que EU SOU, como a “Identidade” de cada um de nós.

Seguidamente temos tido garantias de que, “se conhecêssemos a Verdade, estaríamos livres”. Porém, de que forma poderíamos conhecer algo, senão pelo discernimento da natureza do objeto de nosso estudo? Quando conhecemos algo, um conhecimento realmente efetivo de algo, aquilo permanece conosco para sempre, em e como nossa própria Consciência, ou Mente. E descobrimos que realmente contemos e somos aquilo que conhecemos.

Em outras palavras, é impossível conhecer totalmente a Verdade sem que, antes, conscientizemos que somos a própria Verdade que estivermos conhecendo.

Repetindo a pergunta, QUE É A VERDADE? A Verdade relativa a algo é o fato estabelecido daquilo que constitui a sua existência. O dicionário A define incluindo a seguinte interpretação: “Aquilo que é verdadeiro; um estado real de coisas; fato; realidade”. Sim, a Verdade é o Fato daquilo que existe como o Universo, como o Mundo, e como Você e Eu. A Verdade é eterna, sem começo, sem mudança e sem fim. Sendo infinita e eterna, a Verdade é harmoniosa e perfeita para todo o sempre.

A percepção da natureza exata da Verdade é de vital importância para todos nós. Por quê? Porque a Verdade é o Fato estabelecido, a Realidade de tudo que existe. Conhecer a Verdade é estar consciente da Perfeição imutável que constitui a totalidade do Universo, e esta totalidade inclui a mim, a você e a todos. Quando conhecermos a Verdade com convicção idêntica àquela que possuímos, de que um mais um é igual a dois, sem maiores esforços, realmente estaremos conhecendo a Verdade. Com frequência vínhamos pensando que conhecíamos a Verdade, quando, o que fazíamos, era nos entregar aos pensamentos de querer algo. Conhecer realmente alguma coisa significa estar consciente de sua existência estabelecida e imutável; incluir em tal grau em nossa Consciência aquele conhecimento, que permaneceríamos impossibilitados de aceitar que a coisa conhecida fosse diferente daquilo que ela realmente é.

O fato estabelecido, de um mais um ser igual a dois, não inclui nenhuma condição ou Verdade parcial. De igual modo, a Verdade básica de que o todo imutável, eterno e perfeito Deus único abrange a totalidade da existência, jamais poderia incluir uma parcela, uma condição ou uma oposição.

Frequentemente, vínhamos conhecendo a Verdade de uma forma que Ela estivesse se opondo a algo, como se existissem certas forças contrárias à Verdade que estávamos a conhecer. O caminho das afirmações e negações nos leva a esse engano. Se pudesse haver algo que se contrapusesse à Verdade, isto indicaria que a Verdade não seria o Fato total e completo da Realidade, ou daquilo que possui existência. Uma negação do erro jamais revela a Verdade. Tampouco faz com que a Verdade Se torne mais verdadeira do que Ela já é neste exato instante. Jamais nos preocupamos com o que não é verdadeiro, pois, trata-se de algo não-existente. Para quê nos ater àquilo que é nada? Pelo contrário, nós contemplamos o Fato básico da existência: a Totalidade, a Unicidade, a Presença onipresente, onipotente, inabalável e ininterrupta da Perfeição que existe.

Continua…

VENDO DO PONTO DE VISTA DE DEUS

NOTA : Novamente este artigo é postado, para reforçar que aquele que estuda a Verdade não pode mais, em nome de uma “falsa humildade”, ficar conscientizando um “eu ilusório” sem qualquer realidade ou existência! Esta suposta “humildade”, se fosse real, estaria, de fato, apenas acobertando a ilusória “mente carnal”!

Deus é Tudo e já está sendo a totalidade de todos nós! Esta Verdade é um Fato que precisa ser aceito incondicionalmente! Caso contrário, como foi dito, em nome de uma suposta “humildade”, o que estará na realidade sendo mantida será a ilusória “mente carnal”, com seu “eu-não-Deus” sendo alimentado juntamente com o seu oculto “orgulho” de se fazer passar por humilde!

 

Se Jesus disse: “de mim mesmo nada sou, o Pai em mim faz as obras”, disse também que “eu e o Pai somos um”. Estas duas frases devem caminhar juntas, com a segunda sendo entendida como o verdadeiro referencial de nossa Existência! Que o sincero estudante da Verdade fique atento a este ponto! Sem ele, a “ILUSÃO” ficará sendo “conscientizada”, enquanto a VERDADE já presente, e que JÁ É ELE PRÓPRIO, ficará aparentemente sendo “postergada”, e à troco de nada!

DÁRCIO.

VENDO DO PONTO DE VISTA DE DEUS

Marie S. Watts

O homem, como aparenta ser, é limitado em praticamente todos os aspectos de sua existência. Embora cada identidade seja eterna, a ilusão chamada “vida humana” aparenta ter começo e fim. Esta experiência humana, completamente ilusória, é limitada porque é suposto existir uma limitada quantidade de “tempo” em que o homem pode permanecer vivo. Inerentemente, sabemos que este limitado conceito de vida é incorreto, e nem é necessário, razão pela qual nos rebelamos contra ele.

Tentamos prolongar a vida, e tentamos escapar ou dominar este falso conceito de limitação em todos os aspectos de nossa experiência. Sempre, neste limitado cenário ilusório, estamos procurando nos livrar de alguma falaciosa ideia de limitação. Vejamos, a partir de agora, o que deve ser feito para que nos libertemos de todas estas limitações ou crenças equivocadas.

Devemos percorrer  o caminho todo, em nossa “visão”. Isto significa que temos de discernir toda a Existência a partir do PONTO DE VISTA DE DEUS, em vez de fazermos isso partindo do fictício ponto de vista limitado do “homem nascido”. Devemos ver tudo a partir do ponto de vista da Inteireza impessoal viva, perfeita, eterna, indivisível, que é Deus – o Universo.

Quando percebermos toda a Existência do ponto de vista divino, e não do limitado ponto de vista do homem supostamente nascido, perceberemos do ponto de vista da Perfeição eterna, ininterrupta e constante. Perceberemos também esta Perfeição como TUDO O QUE SEMPRE ESTÁ PRESENTE. Todo falso sentido de dualidade é transcendido nesta ilimitada percepção. Nunca estaremos conscientes de algo ou de alguém separado do UM infinito que nós somos. Tampouco estaremos conscientes de Deus “e” homem, Mente “e” ideia, Causa “e” efeito, Luz “e” treva, Inteligência “e” ignorância, Amor “e” ódio. Não poderá haver percepção de opostos, pois, não haverá nada para se opor nem para estar se opondo. Não lutaremos para “atingir” ou nos tornar algo além do Deus-EU-SOU, que somos. Tampouco iremos pretender sobrepujar algo que não somos, e que jamais poderíamos ser. Perceberemos inteiramente do ponto de vista do Amor consciente, inteligente, vivo, perfeito e eterno; e, não seremos movidos por qualquer aparência de limitação, imperfeição, ou alguma outra.

Alguém poderia perguntar: “E quanto aos quadros ilusórios que constantemente se apresentam à minha Consciência?”Faça-se esta indagação: “É ASSIM QUE DEUS VÊ A EXISTÊNCIA?”  Por ser Tudo, é impossível que Deus esteja consciente de algo além do que Ele próprio esteja sendo. Se Deus pudesse estar consciente de imperfeição, Deus teria que ser esta imperfeição. E isto é impossível. Como Deus nada sabe de imperfeição, carência, medo, etc., e como Deus é a ÚNICA Consciência, não existe nenhuma consciência de qualquer aspecto do mal ilusório. Desse modo, o Eu que EU SOU não pode estar consciente de nenhum dos ilusórios aspectos da nulidade chamada mal, sob qualquer disfarce. Em outras palavras, se Deus o desconhece, é ele desconhecido.

A Bíblia estabelece: “Conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está estabelecida em ti; porque confia em ti” (Isaías 26:3). Ver constantemente a partir do ponto de vista de Deus significa conservar a Mente estabelecida em Deus. Significa perceber a partir do ponto de vista “EU SOU”, e jamais do ponto de vista do “eu serei”, ou “eu irei me tornar”.  Significa conhecer o que nós somos, e constantemente ser o que conhecemos. Oh, amado, podemos viver normal, amorosa e livremente cumprindo o nosso objetivo, exatamente aqui e agora! Tudo isto é possível em nossa percepção de que SOMENTE PORQUE DEUS É, NÓS PODEMOS SER; somente o que Deus é, nós podemos ser. Neste reconhecimento, prosseguimos com nossa tarefas diárias,  livre e jubilosamente. Somente o que Deus experiencia, nós podemos experienciar, e somente o que Deus conhece, nós podemos conhecer. Isto é realmente perceber a Totalidade, a Unicidade que Deus é. E isto é estabelecer a Totalidade, a Unicidade que é o EU SOU que VOCÊ É.

AMOR É ONIAÇÃO

Acredite-me, amado Leitor, quando eu lhe afirmo inexistir realização espiritual mais carregada de poder do que a percepção de que o Amor é Oniação onipresente e onipotente. A maioria dos praticistas poderá lhe confirmar que muitas das chamadas curas instantâneas ocorrem mediante a inundação da Consciência por este Amor impessoal, ativo e glorioso. Não há palavras capazes de descrever esta experiência. Mas uma coisa é certa: esta realização apresenta sempre uma manifestação tremenda de atividade. É impossível conhecer o Amor antes que se experiencie o fato de ser este glorioso Amor impessoal em ação. Aqueles que já tiveram esta revelação sabem que o Amor é Oniação.

(De ONIAÇÃO – Marie S. Watts

ONIAÇÃO – 3 (Final)

ONIAÇÃO

Marie S. Watts

-3-

A Inteligência em ação não se empenha em fazer algo. Antes, ela ativamente está sendo Algo, Algo que é Ela própria. A Inteligência não atua em, através ou como alguma pessoa. A Inteligência atua como Ela própria. A Inteligência em ação deve agir inteligentemente. Não seria inteligente que a Mente agisse de algum modo que fosse prejudicial, adversa ou auto-destrutiva. A Inteligência em ação é Auto-mantida, Auto-sustida e Auto-existente. A Inteligência em ação está evidente como atividade perfeita, porque a Inteligência em ação é atividade inteligente. Ela é uma atividade perfeitamente controlada, porque é Sua própria Essência inteligente em ação ininterrupta. A Oniação é sempre atividade perfeita, porque Ela é a Perfeição em Si em ação. Oniação não é algo que Deus faz; antes, ela é Deus no ato de ser.

Inteligência em ação é Onipotência em ação. Portanto, a Oniação é o único Poder que está ativo no Universo, ou como o Universo. Realmente, não há nada em existência que esteja dotado de poder para agir, exceto a Oniação inteligente e onipotente. Não há nada em existência que tenha poder para agir de alguma forma que pudesse obstruir, restringir, limitar, alterar ou se opor à Onipotência em ação. Não há nada em existência que tenha poder para atrasar, frustrar ou interromper Deus em ação. Não há nada que tenha poder para acelerar ou retardar a onipotente Inteligência imutável em ação.

Lembre-se constantemente: Oniação onipotente é também ação Onipresente. Ela é atividade onipresente, pois, é a Onipresença em Si em ação. Não há uma só fração de segundo, no eterno agora, nem um minúsculo ponto no Infinito, que é aqui, que não sejam plenos de Deus. Isto significa que tudo que existe exatamente aqui e agora como você, como alguém ou como alguma coisa, é a Onipresença onipotente, sendo inteligentemente ativa.

Há vários sinônimos utilizados para se falar ou escrever sobre Deus. Mas Deus não pode ser retratado por nenhum deles. De fato, todos os sinônimos existentes sequer começam a expressar a Inteireza, a Totalidade, que é Deus. Para alguns, a palavra Vida é bem mais significativa do que os demais sinônimos para Deus. Outros preferem a palavra Amor,  Princípio, ou algum outro. Pouco importa qual venha a ser o aspecto de Deus que esteja sendo contemplado: o imperativo é que Deus, como Oniação, seja conscientizado.

Em nossa conscientização de Deus como toda a Vida, é fácil perceber que a Vida é eterna e infinitamente ativa. Assim, estaremos conscientes de que Deus, a Vida, é Oniação. Esta conscientização de Deus como Oniação talvez não seja tão prontamente percebida quando contemplamos o que é Deus como Amor, como Princípio, como Verdade, ou como qualquer outro aspecto de sua Totalidade. É de vital importância que Deus, como Oniação, seja conscientizado assim que cada aspecto de Sua inteireza for percebido.

Para exemplificar, consideremos Deus como Amor. Sabemos, naturalmente, que Deus é Amor. Mas, estaríamos plenamente convictos de que o Amor é onipotentemente ativo? Estaríamos conscientes de que o Amor é Oniação? Acredite-me, amado Leitor, quando eu lhe afirmo inexistir realização espiritual mais carregada de poder do que a percepção de que o Amor é Oniação onipresente e onipotente. A maioria dos praticistas poderá lhe confirmar que muitas das chamadas curas instantâneas ocorrem mediante a inundação da Consciência por este Amor impessoal, ativo e glorioso. Não há palavras capazes de descrever esta experiência. Mas uma coisa é certa: esta realização apresenta sempre uma manifestação tremenda de atividade. É impossível conhecer o Amor antes que se experiencie o fato de ser este glorioso Amor impessoal em ação. Aqueles que já tiveram esta revelação, sabem que o Amor é Oniação.

Isto aparenta ser absoluto demais para você? Estaria se questionando sobre a praticabilidade desta revelação em seu viver diário? Estaria se perguntando: “Esta conscientização da Oniação irá resolver meus problemas de negócios? Irá solucionar meus problemas sociais, ou ajudar-me em meu trabalho,  em meu relacionamento com os demais? Irá  capacitar-me a enxergar além de minhas dificuldades físicas?

Caro Leitor: esta revelação não é um “resolvedor de problemas”. Um problema resolvido somente pode conduzir a algum outro por resolver. Esta conscientização revela que não há nenhum problema que necessite de solução. Não importa qual situação possa parecer existir, não importa quão séria, quão confusa ela se mostre, não importa há quanto tempo ela o venha importunando, esta conscientização de que Você é inteligência onipotente, Amor, Vida, Deus, constante, jubilosa e livremente ativo, irá revelar a Perfeição completa que você é.

Você irá discernir esta Verdade como um Fato ativo em todas as experiências cotidianas, em seus relacionamentos, e naquilo que costuma ser chamado de atividade corporal. Por exemplo: suponhamos que pareça existir alguma dificuldade em alguma função do corpo. A Verdade revelada por Deus nestas páginas é suficiente para dissipar aquela ilusão completa e imediatamente. A classe médica vem atribuindo quse todos os chamados males físicos a alguma atividade defeituosa. Ela alega que esta ou aquela célula, este ou aquele órgão ou elemento do corpo está hipo-ativo ou hiper-ativo. Quanto de inteligência existiria naquele tipo de atividade? Quanto de poder? Quanto de Amor? Quanto de Deus? Nós sabemos que não existe nenhum corpo de matéria. Nós sabemos que a Vida, o Amor, a Inteligência onipresente, é a única atividade em existência, exatamente aqui e agora. E este conhecimento é Oniação inteligente sendo tudo o que constitui a atividade do Universo, das experiências e tarefas diárias, e do corpo.

Oh, esta é uma Verdade ativa! Não poderíamos paralisá-la nem interferir em sua ação, caso o tentássemos. Ela simplesmente é. Ademais, nós somos esta Verdade em plena, completa e livre ação. Passemos a ser ativamente conscientes dela. Passemos a olhar através das aparências ilusórias do que é chamado de matéria, e observemos realmente Deus em ação. Isto é Auto-revelação. Isto é a sua Identidade divina revelada.

FIM

ONIAÇÃO – 2

ONIAÇÃO

Marie S. Watts

-2-

Temos visto que a Oniação é a Vida em Si. Vida é Mente. Mente é Inteligência. Assim, a Oniação é atividade inteligente, porque a Oniação é a Inteligência em ação. Isto significa que não há absolutamente nenhuma atividade pessoal que seja genuína. Ademais, não há pessoa alguma em ação.

Toda dificuldade que parecemos ter, surge de um falso senso pessoal de existência. É a ilusão da ilusão, assumindo um aspecto de existência que é separado e apartado do Todo Infinito. Por exemplo, se alguém encontra dificuldade nos negócios, a sua primeira reação é a de seguir um impulso pessoal de agir, procurar fazer alguma coisa como pessoa. Isso é a ilusão de que existe uma inteligência pessoal, de que existe uma pessoa dotada de poder, capaz de pensar ou de agir por si mesma. A Inteligência Todo-atuante nada sabe de uma ilusão, nem tem conhecimento de alguém que aparente estar iludido. O suposto iludido é a ilusão em si, aparecendo como pessoa. De modo oposto, o iludido, ou a ilusão, nada sabe da Inteligência que é toda a existência e toda a ação. Desse modo, a Oniação inteligente não pode aparentar estar operando como a experiência do iludido.

De qualquer maneira, no instante em que todo o falso senso é apagado, naquele exato momento, a Oniação será percebida e evidenciada.

Esta não é uma experiência inativa. Antes, é a mais intensa e satisfatória atividade possível de ser experienciada por alguém. Mas ela é a Inteligência em ação, e é livre de esforço ou luta. Nem erros nem obstáculos são encontrados nesta experiência. Você simplesmente elimina todo o falso senso pessoal de existência, e segue adiante com seus afazeres, agindo como Oniação inteligente. Há alguns anos, alguém escreveu um livro intitulado: DEIXE DEUS AGIR. Esta é uma boa forma de dizê-lo. Mas você precisa saber que Deus, Oniação, está agindo; e que Deus está agindo como a sua atividade.

Suponhamos que a dificuldade aparente ser de natureza física; naturalmente, não existe nenhuma dificuldade física, pois não existe corpo físico algum passível de experienciar perfeição ou imperfeição. Porém, a ilusão pode parecer se manifestar como quase qualquer coisa. Se a desarmonia aparenta ser funcional, ou ter algo a ver com a atividade corpórea, ela precisa ter a sua base na falácia de que existe uma pessoa com um corpo pessoal, e uma atividade pessoal. Aqui, novamente, a ilusão aparentaria anular a Oniação onipresente e onipotente, que é tudo que está acontecendo o tempo todo. É vitalmente importante a anulação total do falso senso de ser uma pessoa com um corpo pessoal, um corpo capaz de agir de si mesmo, ou por vontade própria. É essencial recordar que, “de mim mesmo, eu nada posso fazer, nada posso saber, nada posso ter nem ser, pois, de mim mesmo, nada sou”.

E, então, virá a gloriosa conscientização: “Eu sou somente o que Deus é, aparecendo como o meu Ser, e nada mais. A única atividade que está operando como a minha atividade é Deus, inteligência, Onipotência, em perfeita e constante ação ininterrupta”. É nesta realização que Deus, como Oniação, é conhecido como tudo que está ativo em sua experiência, e que a atividade perfeita, como atividade perfeita, é percebida e manifestada.

continua…>

ONIAÇÃO – 1

ONIAÇÃO

Marie S. Watts

Você já observou como a palavra “Oniação” raramente é empregada no vocabulário de autores e instrutores da Verdade? Isto é também peculiar por ser uma palavra das mais importantes em todo o vocabulário do estudante.

Deus é Oniação, Deus é toda a atividade. Sem Deus, não poderia haver atividade alguma. Sem atividade, não poderia existir nenhum Deus. Sem atividade, não poderia existir Vida alguma. Sem Vida, sem Atividade, não poderia haver nenhuma existência.

Como se sabe, o prefixo “oni” quer dizer “tudo”. Assim, Oniação significa “toda atividade”. Oniação significa “Deus, o EU SOU, em ação”. Porém, é essencial sabermos que Deus em ação é a única atividade. Somente um curtíssimo passo separa esta conscientização da revelação de que Deus é o único Um agindo. Deus é o único Um em ação.

Quem já experienciou a iluminação, conhece a jubilosa e intensa consciência de atividade que acompanha esta experiência gloriosa. Não se trata do senso comum de estar ativo, ou de fazer alguma coisa; antes, é a percepção de ser a atividade em si. Esta experiência nos dá um vislumbre da natureza impessoal de toda atividade.

Passemos a perceber a natureza completamente impessoal da Oniação. É um fato bem conhecido que não há nada em existência que seja inativo. Os principais físicos da atualidade poderão lhe afirmar que há uma intensa atividade se desenvolvendo naquilo que eles chamam de matéria. Mesmo um pedaço de madeira, uma poltrona, mesa, ou partícula de poeira, são reconhecidos como estando constante e intensamente ativos.

Obviamente, sabemos que não existe algo como matéria pesada densa. Assim, não existe nenhuma atividade se desenvolvendo na matéria ou como matéria. Como poderia haver matéria ativa, quando Deus  é toda a Existência, e  Deus é Oniação? Deus, Oniação, é atividade infinita, e não existe vazio algum na infinitude, a totalidade, desta atividade onipresente infinita. A Oniação é onipresente, porque a Oniação é Onipresença.

Davi, o salmista, captou um lampejo da natureza impessoal da Oniação. No Salmo 114 (5-7), podemos vê-lo em gloriosa iluminação, cantando: “Que tens, ó mar, que assim foges? (…)Montes, por que saltais como carneiros? E vós, colinas, como cordeiros do rebanho? Estremece, ó terra, na presença do Senhor”.

Em Iluminação, podemos prontamente entender o sentido espiritual da iluminação de Davi. Não estava ele vendo montanhas e colinas de matéria inanimada, pesada e densa. Ele estava realmente vendo como Deus vê. Estava espiritualmente percebendo Deus em ação, ou Deus como Oniação. Lembre-se constantemente: Davi teve de estar consciente de ser a própria Onipresença. Exige-se a Consciência que é Deus para que se perceba a Verdade que é Deus.

Quão pessoal é a atividade do Universo? Haveria algo de pessoal relativo ao movimento dos corpos das estrelas e planetas? Quão pessoal é a atividade de uma flor, de um grão de areia, de um pedaço de madeira? Quão pessoal é a atividade do pássaro, do peixe, do animal, ou de algum outro aspecto da Vida? Acima de tudo, quão pessoal é a sua atividade ou a minha? Uma atividade pessoal teria de ser uma atividade que fosse separada do Global ou do Todo, que é Deus. Se isto fosse verdade, Deus não seria Tudo. Inexiste algo como um Deus dividido. Você não é um canal pelo qual Deus opera. Você não é um fantoche, cuja atividade é controlada por uma fonte ou poder exterior, ou além de seu próprio Eu divino. De fato, como Consciência iluminada, você está ciente de que não existe qualquer atividade pessoal, por não haver pessoa alguma para estar ativa, ou para ter atividade. Existe Deus identificado. Existe Oniação identificada, mas não há nenhuma pessoa separada. Tampouco existe uma atividade pessoal separada. Portanto, agora está bem claro que a Oniação é completamente impessoal.

continua…

"CHEGOU A LUZ" – Parte 4 (Final)

Marie S. Watts

“CHEGOU A LUZ”

Parte 4 (Final)

Seu Reino –Consciência– é o seu mundo. Você, O ILUMINADO, é o rei de seu Reino. Você não é um legislador ou um poder que atua sobre algo ou alguém. Você é o poder do Amor. Você é o poder de ser vivo, amoroso, inteligência consciente. Dessa maneira, somente, você é o rei do seu Reino. Sua Consciência é o seu Universo, pois, como pode notar, seu Universo é a sua Consciência.

Quem é o autor deste texto? É Você, porque “você” vem sendo a única palavra empregada para representar o EU que EU SOU. Se o chamado “você” não tivesse existido, este texto não teria sido revelado nem escrito. Cada palavra da Verdade aqui escrita, você conhece. Cada Verdade revelada nestas páginas, você é. Por isso, ao reler este texto, faça-o substituindo por “Eu” cada vez que a palavra “você” for aparecendo na leitura. Diga “Eu Sou”, sempre que encontrar as palavras “você é”. EU SOU é o seu nome. EU SOU é o meu nome. EU SOU é o nome único pelo qual alguém pode ser identificado.

E agora, amado, “chegou a Luz”, e você é esta Luz. Agora você já pode, com humildade, alegria, paz e êxtase, proclamar sua Identidade eterna em seu próprio nome: EU SOU.

FIM

"CHEGOU A LUZ" – Parte 3

Marie S. Watts

“CHEGOU A LUZ”

Parte 3

“Porque as trevas não são escuras para ti; a noite brilha como o dia, e a escuridão como a claridade.”

Salmo 139: 12

Sim, noite e dia, treva e Luz, ambos são idênticos para você. Tudo é Luz, e não há nenhuma treva. Além disso, você ama. Ah, e como ama! Você ama porque você é o Amor. Não lhe resta outra alternativa, senão amar. Você não tem escolha, senão ser o Amor que você é. O Amor que você é, é constante. Não passa por idas e vindas, por fluxo e refluxo. É o Amor que ama igualmente em toda parte, a tudo e a todos. Nada conhece que julgasse ser indigno; nada enxerga que não considerasse maravilhoso. O Amor que você é nada sabe sobre dar ou reter: ama por ser perfeito Amor. Seu Amor é perfeito porque você é o perfeito Amor.

Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo”. O seu reino é a sua Consciência. A Consciência que você possui, e é, não se importa com um mndo ilusório. Portanto, você não está sujeito às suas fantasias e erros. Você não está sujeito às suas supostas leis de nascimento, mudança e morte. Você é livre de suas ilusões de crueldade, malícia, mesquinhez, ambição e avareza. A sua Consciência não é deste mundo; logo, você não se deixa levar por qualquer aparência de pecado, culpa ou autorretidão.

Continua…>

"CHEGOU A LUZ" – Parte 2

Marie S. Watts

“CHEGOU A LUZ”

Parte 2

“De sorte que haja em vós a mesma mente que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”

(Filipenses 2: 5-6).

Você já teve aceito o fato de que, de si mesmo, nada pode fazer, conhecer, possuir e ser. Portanto, você pôde concretizar a real humildade. Nesta humildade, você vem reconhecendo o seguinte fato: somente porque Deus é, você pode ser.

Na mesma humildade, você vem rejeitando todos os tipos fictícios de orgulho, ambição e avareza humanos. Você é livre da mortalidade, com todas as suas enganosas ansiedades, aspirações, anelos, esforços e lutas.

Você é imune às ilusões da pseudomortalidade. Você é inatingível pelo mundo ilusório da aparência. Você está no mundo, mas sem pertencer-lhe. Não é atraído nem repelido pelas coisas do mundo.

Continua…>

"CHEGOU A LUZ" – Parte 1

Marie S. Watts

“CHEGOU A LUZ”

Parte 1

“Levanta-te, recebe a luz, porque chegou a tua luz, e a glória do Senhor nasceu sobre ti.”

Isaías 60;1

A Consciência iluminada é a sua Consciência, exatamente aqui, exatamente agora. A Consciência iluminada é a sua única Consciência. Nada há que esteja consciente, a não ser a Consciência; e Deus, Consciência, é luz. A luz sempre está radiante como sua própria glória; e a Luz é você.

A Consciência iluminada jamais pode ser atingida. Se pudesse, significaria que Ela fosse apartada de sua própria Consciência. Teria de ser externa, ou outra além da Consciência que você possui e é. Caso isso fosse correto, neste momento lhe seria impossível estar consciente. A Consciência única universal não Se encontra subdividida em partes separadas. Você não é nenhum veículo ou receptáculo pelo qual a Luz possa penetrar ou Se afastar. Tampouco você constitui algum canal condutor do fluxo da Luz. Por você estar vivo, Ela está radiantemente viva. Verdadeiramente, chegou a Luz! Por você estar consciente, Ela está gloriosamente consciente.

Amado, contemple seu “Eu”. Ouse aceitar e proclamar sua Identidade Crística Iluminada! Ouse rejeitar a ilusão de que você é um frágil mortal, fraco e sem valor, humildemente pleiteando se tornar respeitável e digno. A Consciência é indigna de ser consciente? A Vida é indigna de estar viva? A Mente é indigna de ser inteligente? O amor é indigno de ser amoroso?

Continua…>

HÁ SOMENTE UM

Marie S. Watts

Com freqüência alguém dirá: “Não consigo fazer um elo entre a Totalidade de Deus, que eu experiencio na contemplação, e a existência humana, que eu pareço experienciar.” Isto não é de causar surpresa, pois não há elo algum entre a Existência Absoluta e a suposta existência a que atribuímos o nome de experiência humana. NÃO HÁ DUAS EXPERIÊNCIAS. De fato, é impossível haver duas experiências ou existências em oposição, pois toda a Existência é UMA Existência onipresente, indivisível e infinita. Este fato exclui a possibilidade de haver duas existências opostas.

Surge agora a questão: “Mas como podemos evitar de ver e acreditar num segundo mundo, numa segunda existência; quando tudo parece ser tão real, tão contrário àquilo que vemos em contemplação e iluminação?” Bem, existe um meio. E ele consiste em realmente vermos e percebermos aquilo que está aqui, o que está vivo aqui, e o que está se passando exatamente aqui e agora.

É certo que não podemos ficar tentando evitar de ver o aparente conflito ou problema. Mesmo que temporariamente pudéssemos evitar de ver a ilusão, ela iria retornar seguidamente. Portanto, o caminho é claro. Em vez de tentarmos deixar algo de lado, ou evitarmos vê-lo, devemos ser tão absolutamente convictos daquilo que está aqui, e daquilo que está acontecendo aqui e agora, que perceberemos não haver nada mais para não ser visto, nem alguma coisa que devêssemos deixar de lado.

Assim, passemos a encarar o exato fato Absoluto de que existe, realmente, somente UMA Existência, e somente UM que existe. Sendo isto verdadeiro, onde deixar de lado uma segunda existência que não seja Deus? Onde desconsiderar um mundo confuso e problemático? ABSOLUTAMENTE EM LUGAR ALGUM. Não há tal existência; e não há tal atividade ou experiência.